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  <title>Comentários do blog Horas Extraordinárias ao post Nada é por acaso</title>
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  <description>Horas Extraordinárias - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Fri, 29 Apr 2011 23:12:24 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Fri, 29 Apr 2011 23:12:24 GMT</pubDate>
  <author>António Luiz Pacheco</author>  <link>http://horasextraordinarias.blogs.sapo.pt/62352.html?view=590480#t590480</link>
  <title>Comentário a Nada é por acaso</title>
  <description>&quot;um jornalista não é um escritor, tal como um médico não é um escritor embora haja escritores médicos e jornalistas escritores. são funções com exigências diferentes, ao primeiro exige-se rigor factual, ao segundo não, ao primeiro prescinde-se a muita imaginação e ao segundo exige-se and so on .&quot; Sic Via &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  Com o devido respeito continuo a discordar e sobretudo com esta argumentação, que mistura alhos com bugalhos... não se fala de médicos nem de outras profissões. Não! Fala-se de uma profissão - a de jornalista - que está vinculada e profundamente ligada à escrita! Como nenhuma outra... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Tem em parte razão no que diz sobre rigor e imaginação, mas o escritor não tem de ter rigor?  &lt;br /&gt; Isso depende do género já se vê, mas também tem de o ter se não se dedicar exclusivamente ao género fantástico!&lt;br /&gt; Assim como o jornalista numa reportagem não faz (aparentemente) uso da imaginação, mas se for num artigo de fundo, de opinião por exemplo ou num tema livre, pode e usa a imaginação e até se produzem excelentes textos literários! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não confunda jornalista com &quot;repórter&quot; esse sim apenas relata ou reporta factos, todavia se não souber como o fazer (lá está... pela escrita) não será nunca um repórter , apenas um inútil! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Bom fim de semana! Sugiro a leitura de alguns jornais de referência neste período, sobretudo semanários com artigos de fundo e colunas de opinião. Segunda-Feira me dirá se os jornalistas não sabem escrever e não usam a imaginação... &lt;br /&gt;</description>
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  <pubDate>Fri, 29 Apr 2011 17:42:01 GMT</pubDate>
  <author>João Raposo</author>  <link>http://horasextraordinarias.blogs.sapo.pt/62352.html?view=589456#t589456</link>
  <title>Comentário a Nada é por acaso</title>
  <description>Não quero estar aqui com polémicas, porque nem sequer é a minha &quot;casa&quot;. Mas também me parece que temos estado a trocar impressões civilizadamente pelo que vou arriscar. &lt;br /&gt;Em primeiro lugar discordo da etiquetagem. Não temos que classificar tudo e todos. A etiquetagem é apenas uma necessidade de quem etiqueta de por ordem no seu próprio mundo.&lt;br /&gt;Aquilo que MJP ou o seu aluno são é algo que não se altera só porque se lhe cola uma etiqueta. E há ainda aquilo que nós pensamos que eles são, o que eles pensam que são e o que serão de facto.&lt;br /&gt;Sem querer complicar mais, não compro um livro pela etiqueta. Às vezes, folheio umas páginas, leio uma frase, uma palavra e compro ou ponho de lado.&lt;br /&gt;Saramago nunca o consegui ler e pu-lo de lado. Quando saiu o Caim, alguém mo ofereceu e li-o de seguida, sem parar, apesar de não me ter parecido nada de especial, sobretudo tratando-se de um Nobel. Depois disso li vários outros que tinha cá por casa.&lt;br /&gt;Também nós vamos mudando assim como os nossos gostos, sem que nos dêmos conta.&lt;br /&gt;Para quê tanto desperdício de energia a colocar etiquetas a alguém?</description>
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  <pubDate>Fri, 29 Apr 2011 16:06:57 GMT</pubDate>
  <author>via</author>  <link>http://horasextraordinarias.blogs.sapo.pt/62352.html?view=588944#t588944</link>
  <title>Comentário a Nada é por acaso</title>
  <description>um jornalista não é um escritor, tal como um médico não é um escritor embora haja escritores médicos e jornalistas escritores. são funções com exigências diferentes, ao primeiro exige-se rigor factual, ao segundo não, ao primeiro prescinde-se a muita imaginação e ao segundo exige-se and so on.</description>
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  <pubDate>Thu, 28 Apr 2011 18:03:28 GMT</pubDate>
  <author>ANtónio Luiz Pacheco</author>  <link>http://horasextraordinarias.blogs.sapo.pt/62352.html?view=586128#t586128</link>
  <title>Comentário a Nada é por acaso</title>
  <description> O jornalista não é um escritor????&lt;br /&gt; Discordo totalmente!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Se me disser que escrever uma notícia, um artigo ou um romance, é diferente, sim aceito... &lt;br /&gt; Mas o jornalista tem de saber escrever! &lt;br /&gt; Até o técnico que faz um relatório... e não é por acaso que existe/ia uma cadeira de Estilística em muitos cursos da área de Ciências... ou havia, antes de Bolonha.&lt;br /&gt; Isso não faz de ninguém escritor, mas faz de alguém ser capaz de alinhar palvaras de forma soerente e capaz de assim transmitir idéias... e isso é escrever! Santa paciência e há jornalistas que vale mesmo a pena ler!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quanto mais o jornalista se aproximar de um escritor tanto melhor será o seu trabalho, seja um artigo, ensaio, reportagem, notícia, coluna... o que lhe quiser chamar! E não será por acaso que muitos dos bons escritores foram ou são  jornalistas... no Mundo inteiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não se confunda... concordo que um jornalista não tem de escrever livros-literatura como Hemingway, ou como o fazem os que são apenas escritores, mas tendo o hábito e a prática da escrita, são uma mais valia pela vivência e percepção, adquirida na sua profissão! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; </description>
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  <pubDate>Thu, 28 Apr 2011 16:30:57 GMT</pubDate>
  <author>via</author>  <link>http://horasextraordinarias.blogs.sapo.pt/62352.html?view=585872#t585872</link>
  <title>Comentário a Nada é por acaso</title>
  <description>essa coisa de dizer, as frases que restam insistentemente na memória.sim, é de escritor, quanto ao saber o nome de lugares e a precisão dos nomes não o sinto como importante para o escritor mais para o jornalista, e o jornalista não é escritor, parece-me.</description>
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  <pubDate>Thu, 28 Apr 2011 15:24:25 GMT</pubDate>
  <author>António Luiz Pacheco</author>  <link>http://horasextraordinarias.blogs.sapo.pt/62352.html?view=585360#t585360</link>
  <title>Comentário a Nada é por acaso</title>
  <description> Compreendo e comungo da opinião! Era onde pretendia que se chegasse... mas de facto e básicamente MJP continua a ser uma teclista... Só que é o que se pode chamar uma virtuosa!  &lt;br /&gt; Isso o que a separa dos restantes pianistas ou teclistas em geral... Como há escritores que são virtuosos da palavra ou da descrição, ou do que se quiser, e, há os que apenas escrevem. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; O virtuosismo faz a diferença mesmo entre os artistas, penso eu... Mas não podemos ser tão limitativamente perfeccionistas ou apenas haveria virtuosos por nascimento e nunca por trabalho! Pois não teriam a oportunidade de o chegar a ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Os que apenas escrevem têm também o seu lugar e até nos servem, quantas vezes trazendo até nós coisas que os virtuosos não conhecem e de outro modo nunca nos chegariam... Deus nos livre do dia em que a escrita (como a música ou outras artes) esteja restrita aos virtuosos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Não sei se me fiz compreender? De facto estou bem longe de ser um virtuoso na escrita, mas terei a minha vez e o meu lugar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Um abraço! Gostei desta troca de idéias. </description>
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  <pubDate>Wed, 27 Apr 2011 23:52:41 GMT</pubDate>
  <author>João Raposo</author>  <link>http://horasextraordinarias.blogs.sapo.pt/62352.html?view=583824#t583824</link>
  <title>Comentário a Nada é por acaso</title>
  <description>Não. Para o pianista as teclas são o instrumento que lhe permite recriar ou mesmo criar.&lt;br /&gt;O que martela as teclas, faz apenas isso: martelar teclas.&lt;br /&gt;O escritor é o que consegue criar um mundo. O escrevedor é o que diz umas coisas sobre o mundo.&lt;br /&gt;Há já alguns anos vi um documentário sobre Maria João Pires e a sua &quot;escola/projecto&quot;. Mostraram um dos seus alunos a tocar um trecho de uma peça de Mozart. Não me lembro qual. A Maria João Pires disse-lhe que não era assim que se tocava e sentando-se ao piano tocou o mesmo trecho. Eu, que para além de dizer gosto ou não gosto, nada sei de música, fiquei espantado como é possível que as mesmas notas da pauta, tocadas por duas pessoas diferentes, soassem de um modo tão distinto.&lt;br /&gt;Num a competência de tocar bem todas as notas. Em Maria João Pires era a paixão a soar em todas as notas.&lt;br /&gt;Um eu ouviria durante um bocado. Em MJP a noite toda seria insuficiente.</description>
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  <pubDate>Wed, 27 Apr 2011 13:45:37 GMT</pubDate>
  <author>António Luiz Pacheco</author>  <link>http://horasextraordinarias.blogs.sapo.pt/62352.html?view=582288#t582288</link>
  <title>Comentário a Nada é por acaso</title>
  <description> Hum... e o pianista não é um tocador de teclas?</description>
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  <pubDate>Wed, 27 Apr 2011 13:04:47 GMT</pubDate>
  <author>João Raposo</author>  <link>http://horasextraordinarias.blogs.sapo.pt/62352.html?view=582032#t582032</link>
  <title>Comentário a Nada é por acaso</title>
  <description>Creio que será mais entre o pianista e o tocador de teclas.</description>
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  <pubDate>Wed, 27 Apr 2011 10:00:54 GMT</pubDate>
  <author>António Luiz Pacheco</author>  <link>http://horasextraordinarias.blogs.sapo.pt/62352.html?view=580240#t580240</link>
  <title>Comentário a Nada é por acaso</title>
  <description> Hum... quer dizer entre compositor e intérprete?</description>
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  <pubDate>Wed, 27 Apr 2011 03:38:10 GMT</pubDate>
  <author>Pedro de Lemos</author>  <link>http://horasextraordinarias.blogs.sapo.pt/62352.html?view=579472#t579472</link>
  <title>Comentário a Nada é por acaso</title>
  <description>Sim, é mais ou menos a diferença que há entre o músico e o instrumentista.&lt;br&gt;:- )</description>
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  <pubDate>Tue, 26 Apr 2011 17:34:54 GMT</pubDate>
  <author>Cristina Torrão</author>  <link>http://horasextraordinarias.blogs.sapo.pt/62352.html?view=579216#t579216</link>
  <title>Comentário a Nada é por acaso</title>
  <description>&quot;o talento é a excepção, e não a regra&quot; - sem dúvida! Aliás, penso que haverá aqui alguma redundância. A palavra talento, por si só, já distingue algo do que é normal.</description>
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  <pubDate>Tue, 26 Apr 2011 14:53:34 GMT</pubDate>
  <author>António Luiz Pacheco</author>  <link>http://horasextraordinarias.blogs.sapo.pt/62352.html?view=578704#t578704</link>
  <title>Comentário a Nada é por acaso</title>
  <description> Deixem-me fazer a pergunta: &lt;br /&gt; - Quem determina quem é ou não é escritor? &lt;br /&gt;   O editor? A crítica? O público? As modas? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; E acaso o ser escritor é classificável? E quem determina se um texto fica para a história? Creio que só a história... porque mais do que tudo, hoje depende de modas e se calhar mais do marketing e do merchandising que da sua qualidade... ou do próprio editor! &lt;br /&gt; Esse ficar para a história, não depende afinal da nossa percepção e sensibilidade? Os livros de que eu mais gosto teriam sido editados por Mª do Rosário Pedreira? E aplaudidos pela crítica? E isso o que significa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Devo dizer que achei interessante a frase do citado escritor e ministro... mas nem por isso &lt;br /&gt;percebo que seja por isso escritor.  O meu tio avô &quot;Major&quot; (era alcunha) costumava dizer a propósito dos que se achavam espertos e saíam enganados: &quot;Só contam a esperteza deles, não contam com a dos outros&quot;. &lt;br /&gt; A propósito das ambições que acabavam mal dizia: &quot;O mais alto que um homem deve subir na vida é acima de uma mulher deitada de costas!&quot;  &lt;br /&gt; E tinha muitas outras frases de sabor e saber popular, mas nunca foi outra coisa senão um lavrador... nunca escreveu nada a não ser cartas lá da I grande guerra de onde garantia &quot;hei-de ir daqui major!&quot;. &lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Conheço aí uma dúzia destes tipos de filósofos expontâneos, deste calibre e capazes de produzir coisas bem profundas... analfabetos e rudes!  &lt;br /&gt; Não têm é quem os leve à tv... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Mas isto sou eu a pensar... aliás também não sou escritor e qualquer dia nem sequer lavrador, coisa que acabou!&lt;br /&gt; Desculpem se estou a ser azedo. </description>
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  <pubDate>Tue, 26 Apr 2011 12:59:49 GMT</pubDate>
  <author>fallorca</author>  <link>http://horasextraordinarias.blogs.sapo.pt/62352.html?view=578192#t578192</link>
  <title>Comentário a Nada é por acaso</title>
  <description>«Não se é escritor por acaso.»&lt;br /&gt;Pois não, mas que os há. há&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
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