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  <title>Comentários do blog Pedro Rolo Duarte ao post Uma espécie de desejo de ano novo</title>
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  <description>Pedro Rolo Duarte - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Mon, 31 Dec 2007 18:49:40 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Mon, 31 Dec 2007 18:49:40 GMT</pubDate>
  <author>luas</author>  <link>http://pedroroloduarte.blogs.sapo.pt/15483.html?view=97915#t97915</link>
  <title>Comentário a Uma espécie de desejo de ano novo</title>
  <description>um 2008 cheio de bons blogs, e quem não sabe o que isso é pode começar por este.</description>
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  <pubDate>Mon, 31 Dec 2007 11:03:25 GMT</pubDate>
  <author>Carlos Medina Ribeiro</author>  <link>http://pedroroloduarte.blogs.sapo.pt/15483.html?view=97659#t97659</link>
  <title>Comentário a Uma espécie de desejo de ano novo</title>
  <description>Caríssimo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Descobri o seu blogue no &quot;Portugal dos Pequeninos&quot;.&lt;br /&gt;Já está nos meus &quot;favoritos&quot;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grande abraço&lt;br /&gt;e&lt;br /&gt;Bom 2008 (e seguintes)</description>
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  <pubDate>Mon, 31 Dec 2007 10:47:29 GMT</pubDate>
  <author>Marisa</author>  <link>http://pedroroloduarte.blogs.sapo.pt/15483.html?view=97403#t97403</link>
  <title>Comentário a Uma espécie de desejo de ano novo</title>
  <description>Um feliz 2008 para ti, com muita saude, amor e trabalho :) </description>
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  <pubDate>Mon, 31 Dec 2007 10:23:01 GMT</pubDate>
  <author>Sandra Rocha</author>  <link>http://pedroroloduarte.blogs.sapo.pt/15483.html?view=97147#t97147</link>
  <title>Comentário a Uma espécie de desejo de ano novo</title>
  <description>Um feliz ano novo cheio de saúde, felicidade e amor.</description>
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  <pubDate>Mon, 31 Dec 2007 05:48:27 GMT</pubDate>
  <author>PALAVROSSAVRVS REX</author>  <link>http://pedroroloduarte.blogs.sapo.pt/15483.html?view=96891#t96891</link>
  <title>Comentário a Uma espécie de desejo de ano novo</title>
  <description>Olha, Pedro, ando a escrever num registo igualmente pasmado há muitos meses também. Revi-me identificado no olhar que perpassa essa tua prosa poética. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há nesta vida situações e encontros que nos revelam uns aos outros sensibilidades semelhantes, modos de ver convergentes e, ainda assim, diversos e sempre novos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi, por isso, bom vir cá, via amigo João Gonçalves, e ter lido o que li.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;joshua&lt;br /&gt;PALAVROSSAVRVS REX</description>
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  <pubDate>Mon, 31 Dec 2007 00:35:54 GMT</pubDate>
  <author>A.</author>  <link>http://pedroroloduarte.blogs.sapo.pt/15483.html?view=96635#t96635</link>
  <title>Comentário a Uma espécie de desejo de ano novo</title>
  <description>________________________________________&lt;wbr /&gt;__&lt;br /&gt;________________________________________&lt;wbr /&gt;__&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Preso à minha classe e a algumas roupas, vou de branco pela rua cizenta. Melancolias, mercadorias, espreitam-me.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Devo seguir até o enjôo?&lt;br /&gt;Posso, sem armas, revoltar-me?&lt;br /&gt;Olhos sujos no relógio da torre:&lt;br /&gt;Não, o tempo não chegou de completa justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações e espera.&lt;br /&gt;O tempo pobre, o poeta pobre&lt;br /&gt;fundem-se no mesmo impasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em vão me tento explicar, os muros são surdos. Sob a pele das palavras há cifras e códigos.&lt;br /&gt;O sol consola os doentes e não os renova.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As coisas. Que triste são as coisas, consideradas em ênfase.&lt;br /&gt;Vomitar este tédio sobre a cidade.&lt;br /&gt;Quarenta e tal anos e nenhum problema resolvido, sequer colocado.Nenhuma carta escrita nem recebida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os homens voltam pra casa.&lt;br /&gt;Estão menos livres mas levam jornais e soletram o mundo, sabendo que o perdem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crimes da terra, como perdoá-los?&lt;br /&gt;Tomei parte em muitos, outros escondi.Alguns achei belos, foram publicados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Crimes suaves, que ajudam a viver.&lt;br /&gt;Ração diária de erro, distribuída em casa.Os ferozes padeiros do mal.&lt;br /&gt;Os ferozes leiteiros do mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.&lt;br /&gt;Ao menino de 1918 chamavam anarquista.Porém meu ódio é o melhor de mim.Com ele me salvo&lt;br /&gt;e dou a poucos uma esperança mínima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma flor nasceu na rua!&lt;br /&gt;Passem de longe, rio de aço do tráfego.Uma flor ainda desbotada&lt;br /&gt;ilude a polícia, rompe o asfalto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Façam completo silêncio, paralisem os negócios,garanto que uma flor nasceu.Sua cor não se percebe.&lt;br /&gt;Suas pétalas não se abrem.&lt;br /&gt;Seu nome não está nos livros.&lt;br /&gt;É feia. Mas é realmente uma flor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde&lt;br /&gt;e lentamente passo a mão nessa forma insegura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do lado das montanhas, nuvens macias avolumam-se.&lt;br /&gt;Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;br /&gt;______________________________________&lt;br /&gt;______________________________________&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;...coincidências, meu querido Pedro&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e um Novo Ano cheio dessa doce fúria .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;</description>
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