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  <title>Lóbi do Chá</title>
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  <updated>2012-02-09T22:10:08Z</updated>
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    <issued>2012-02-09T21:15:11</issued>
    <title>Kanal? Querem matar o homem?</title>
    <published>2012-02-09T21:25:00Z</published>
    <updated>2012-02-09T22:10:08Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Numa altura em que se discute o Acordo Ortográfico graças à teimosia charmosa do Vasco Graça Moura, é engraçado ver que a PT lançou um novo produto, que se chama, nem mais nem menos, que Meo Kanal. Este 'k' de canal não vai cair nada bem na abundante tolerância gramatical que caracteriza o pobre do Graça Moura, que por esta hora já se terá jogado de cabeça no fosso de orquestra do grande auditório do Centro Cultural Belém. E até eu, que não desgosto assim tanto do Acordo Ortográfico mas vomito copiosamente a linguagem das novas gerações, era capaz de me jogar a seguir, não fosse o risco de cair em cima dele, que de tão conservador, ao ver um homem em cima de outro, sendo ele um deles, mataria logo ali os dois, suicidando-se em seguida.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-02-08T22:53:58</issued>
    <title>Petróleo em Portugal </title>
    <published>2012-02-08T22:54:42Z</published>
    <updated>2012-02-08T22:54:42Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Parece que encontraram outra vez petróleo na costa portuguesa. Portugal tem uma das maiores reservas de petróleo encontrado. Nenhum país no mundo encontrou tanto petróleo como Portugal. Cada barco que se faz ao mar à procura de petróleo em Portugal, encontra petróleo. Eu diria que a costa portuguesa é só petróleo. Estamos sentados em cima de um barril de petróleo. Socorro.&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-02-08T10:59:20</issued>
    <title>Não sejam piegas (post com bolinhas)</title>
    <published>2012-02-08T11:00:06Z</published>
    <updated>2012-02-08T11:00:06Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Qualquer cultor de pornografia conhece as principais passagens dos mais nobres exemplares da sétima arte de quatro. &lt;em&gt;Cala-te e mama&lt;/em&gt;, por exemplo, imortalizado pelo grande mestre Paolo, no final da famosa cena da piscina, em que fornica com incrível violência a Jessica, sua patroa, que entretanto lhe vai chamando nomes feios. E o que dizer do célebre &lt;em&gt;chama-me puta, &lt;/em&gt;do galardoado &lt;em&gt;Ela Queria que a Tratassem por Puta&lt;/em&gt;, que acabou por ser a obra da prima do Francisco Cópula?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Podíamos ficar aqui horas a recordar as cenas mais marcantes da história da pouca vergonha. Podíamos até trocar alguns inéditos, sobretudo vídeos caseiros, que todo o cultor porno guarda numa caixinha dissimulada e bem protegida pelos corpulentos volumes da enciclopédia Luso-Brasileira. Mas a maravilha da pornografia é que não pára de se desenvolver e recriar. Ainda hoje se fazem grandes elogios à arte desinibida.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Chamo a atenção de todos os entusiastas do deboche para uma cena maravilhosa, muito recente. É um filme português. Estão dez milhões a levar com onze governantes muito marotos e diz o primeiro:&lt;em&gt; Não sejam piegas.&lt;/em&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-02-07T23:51:03</issued>
    <title>Saiba aqui quem matou JFK</title>
    <published>2012-02-07T23:59:53Z</published>
    <updated>2012-02-08T00:02:36Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Está um bocado na moda estagiários e assessores desbroncarem-se sessenta anos depois de estagiarem demais ou de assessorarem para lá da hora. Fenómeno ao qual não será alheia a quantidade absurda de livros que se vendem quando a história mete sexo, poder e um jovem ainda deslumbrado com ambos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mais recentemente, &lt;a href="http://www.publico.pt/Mundo/jfk-tambem-teve-um-affair-com-uma-estagiaria-da-casa-branca-1532456" target="_blank"&gt;foi JFK a ver a sua memória manchada pelas memórias de uma estagiária&lt;/a&gt; que terá, ou não, recorrido ao "impeachment presidencial". Excelente. Já sabemos que o assassino de John Kennedy pode então ser a própria Jacqueline. Tanta teoria sobre o este assassinato e ninguém suspeitou da mulher traída que seguia ao seu lado na limusine descapotável.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Sem dúvida que era o tiro mais difícil, mas era também o álibi perfeito. Jacqueline sabia que ao lado do seu marido não podia ser acusada de nada.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E se eu continuasse por estas linhas fora, faria também um livro sobre a infidelidade de JFK e a teoria de que foi a Jacqueline que quis resolver tudo no Texas. Ficava podre de rico. Pagava os meus impostos no Delaware e escrevia todos os anos ao Ministro das Finanças português a dizer quanto tinha poupado.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas a razão para não escrever um best-seller deste género em Portugal não é puramente fiscal. O problema aqui seria outro. Escândalo sexual, com quem? Por melhor que fosse a estagiária ou o assessor, imaginem um enredo destes com qualquer uma das nossas excitantes figuras políticas. E desculpem-me se estavam a jantar.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-02-06T22:16:48</issued>
    <title>Crise na TVI</title>
    <published>2012-02-06T22:18:49Z</published>
    <updated>2012-02-06T22:18:49Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://c5.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/o31074c2c/10162622_65QQB.jpeg" alt="" width="300" height="236" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: justify;"&gt;A crise que não vai na TVI. Tiveram de enfiar o José Alberto Carvalho num fato do Marques Mendes.&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2012-02-06T16:10:28</issued>
    <title>Agora é que tu falaste bem</title>
    <published>2012-02-06T16:12:17Z</published>
    <updated>2012-02-06T16:12:17Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/carnaval-sera-dia-de-trabalho-como-os-outros-para-os-deputados-do-psd--1532486" target="_blank"&gt;Carnaval "será dia de trabalho como os outros” para os deputados do PSD&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ora, nem mais. Um dia de trabalho como os outros. No Parlamento, todos os dias são dias de Carnaval. &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-02-01T01:14:01</issued>
    <title>Futuro do país? Pá, concentrem-se!</title>
    <published>2012-02-01T01:25:29Z</published>
    <updated>2012-02-01T01:25:29Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/vitoria-do-psd-em-2015-e-futuro-do-pais-dependem-do-cumprimento-do-memorando--1531654" target="_blank"&gt;&lt;em&gt;Vitória do PSD em 2015 e futuro do país dependem do cumprimento do memorando&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt; -&lt;/em&gt; diz o Público, sobre uma reunião dos sociais-democratas. &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O que é que está aqui a fazer esta referência supérflua a esse cenário irrelevante que é o futuro do país? Os portugueses querem é saber da vitória do PSD. O resto é palha. Se a vitória do PSD depende do cumprimento do memorando, então já valeram a pena todos os sacrifícios. E se quiserem levar mais uns euros, ainda há aqui uns poucos. Não podemos é perder aquilo, carago.&lt;a href="http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/vitoria-do-psd-em-2015-e-futuro-do-pais-dependem-do-cumprimento-do-memorando--1531654" target="_blank"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-01-30T18:26:59</issued>
    <title>Ah, se o chefe da Casa Civil diz...</title>
    <published>2012-01-30T18:32:13Z</published>
    <updated>2012-01-30T18:32:43Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.publico.pt/Pol%C3%ADtica/chefe-casa-civil-diz-que-noticias-sobre-desentendimentos-com-governo-nao-tem-fundamento-1531388" target="_blank"&gt;O chefe da Casa Civil da Presidência da República rejeitou hoje o envolvimento de Cavaco Silva em "interpretações especulativas" sobre o relacionamento entre órgãos de soberania, esclarecendo que não têm fundamento notícias de desentendimentos com o Governo.&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E há alguém neste país que não confie plenamente nesta Casa Civil da Presidência da República? Há alguém? De norte a sul de Portugal? Do litoral ao interior? Nos arquipélagos dos Açores e da Madeira? Ninguém! Toda a gente confia nesta gente. Mas completamente. Porque às vezes podia ficar assim uma pontinha de dúvida - "Será que... ?" - Mas não. Neste caso não. Neste caso nós até emprestamos, na boa, as nossas carteiras, automóveis e namoradas. E adoraríamos jantar com eles.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-01-29T19:31:20</issued>
    <title>Cuidadinho com a Europa, está!?</title>
    <published>2012-01-29T19:32:24Z</published>
    <updated>2012-01-29T19:33:22Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mais uma prova de que não se brinca com a Europa. Nós não somos nenhuns tontinhos. Anunciámos um embargo ao petróleo do Irão. Tomem. Julgavam que eram mais espertos que nós?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, o Irão já disse que está muito bem, não há problema, provavelmente eles até cortam o fornecimento antes. Entretanto, estimam o barril a 120 e 150 dólares.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-01-29T12:41:37</issued>
    <title>A força de Merkel</title>
    <published>2012-01-29T12:44:27Z</published>
    <updated>2012-01-29T12:44:27Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Leio que a senhora Merkel apoia a campanha de Sarkozy. Com um apoio destes, o senhor Hollande nem precisa de fazer campanha.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-01-28T09:40:27</issued>
    <title>Acho que não tem estrela Michelin</title>
    <published>2012-01-28T09:45:00Z</published>
    <updated>2012-01-28T09:45:27Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="border: 0pt none;" src="http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/o8b07965c/10064397_lmpIG.jpeg" alt="" width="500" height="375" /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p id="SAPORTECursorMarker9055"&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-01-27T22:36:52</issued>
    <title>Lisboa do Costa</title>
    <published>2012-01-27T22:38:12Z</published>
    <updated>2012-01-27T22:38:53Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;António Costa, que nem comemora o Natal em Lisboa, garante que vai comemorar o 5 de Outubro. Este cavalheiro só trabalha para a fotografia. Como estamos em crise, ficava-lhe bem não gastar dinheiro em iluminações de Natal e isso agradaria à classe média que está sem dinheiro para pagar o cartão, logo também não compreende a bela da iluminação. Agora o 5 de Outubro... ele com este discurso tenta dar ares de grande republicano que mesmo sem um tostão recusa-se a não celebrar a ocasião. Isso e faz-se a Belém como ninguém.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-01-26T01:31:09</issued>
    <title>Efeito Gaspar</title>
    <published>2012-01-26T01:33:14Z</published>
    <updated>2012-01-26T01:33:14Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Parece que Alberto João Jardim lá assinou o inevitável castigo para a Madeira. Mas não podemos esquecer que Jardim esteve reunido com Vítor Gaspar, o ministro pausado. A determinada altura, qualquer pessoa assina qualquer coisa.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-01-25T18:36:14</issued>
    <title>O que é que ela toma?</title>
    <published>2012-01-25T18:36:31Z</published>
    <updated>2012-01-25T18:36:31Z</updated>
    <content type="html">A Merkel só acordou agora.</content>
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    <issued>2012-01-24T23:20:57</issued>
    <title>As respostas tortas de Cavaco</title>
    <published>2012-01-24T23:54:10Z</published>
    <updated>2012-01-24T23:56:00Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Soube-se que Cavaco tinha "negócios" com a maior burla financeira do país. O que fez ele? Fez um comunicado a dizer que não tinha dívidas ao BPN, que nem ele nem a sua mulher deviam um cêntimo aos bancos. Não respondeu, não explicou. Nem devolveu o lucro que terá realizado com a burla, que era o mínimo que o Chefe do Estado que pagou o buraco devia fazer. Cavaco não era obrigado a saber o que se passava no BPN, mas quando soube devia ter tido outra atitude.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Também se soube que a Presidência da República combinou com um jornal uma notícia mentirosa que tinha o objectivo mais do que evidente de atacar o Governo e influenciar uma campanha eleitoral próxima. O que fez ele? Fez um comunicado a dizer que lhe tinham dito que havia vulnerabilidades nos computadores. Não respondeu, não explicou. Limitou-se a transferir o assessor de imprensa para outro cargo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E agora, isto. Queixou-se da reforma. Depois, o que fez ele? Um comunicado a dizer que não se explicou bem, queria só ilustrar que acompanha os portugueses. Não soube pedir desculpa nem assumir o erro, porque Cavaco nunca se engana e raramente tem dúvidas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Está obviamente na hora de Cavaco se demitir, porque os portugueses não podem confiar num Presidente da República que não sabe fazer contas à reforma, embora não se engane quando compra acções do banco dos amigos, e que tenta manipular campanhas eleitorais através de notícias plantadas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Cavaco já não tem condições para exercer o cargo de Presidente da República. Sucedem-se os escândalos. Permanecem as dúvidas. Agravam-se os silêncios.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-01-24T18:37:23</issued>
    <title>A inversão do ónus da austeridade</title>
    <published>2012-01-24T19:09:30Z</published>
    <updated>2012-01-24T19:09:30Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Num relatório agora publicado, o Fundo Monetário Internacional defende que os países devem começar a pensar no crescimento e a estabilizar a austeridade - &lt;em&gt;&lt;a href="http://www.imf.org/external/pubs/ft/survey/so/2012/NEW012412A.htm" target="_blank"&gt;the most immediate policy challenge is to restore confidence and put an end to the crisis in the euro area by supporting growth, while sustaining fiscal adjustment&lt;/a&gt;&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Começa por ser muito irónico ver o Fundo Monetário Internacional a defender esta estratégia. Em teoria, o FMI é a organização que pede austeridade quando os países querem ajuda. Aqui está a dar-se um caso muito interessante, que é o FMI a pedir ajuda quando alguns países querem austeridade.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;No documento, o FMI não se refere directamente a Portugal. Não se refere directamente a nenhum país. Mas nós sabemos qual tem sido a estratégia do Governo português: Quanto mais austeridade melhor, porque isso é que nos devolve a credibilidade, isso é que salva o país da bancarrota. Não temos, porém, um único sinal de nos estarmos a desviar desse caminho da bancarrota. Aliás, a credibilidade do país voltou a cair numa altura em que a austeridade já segue em velocidade de cruzeiro e mesmo depois de o Governo admitir ainda mais austeridade, caso fosse necessário.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Por que não temos, então, um único sinal de inversão da rota? Um único, por mais pequeno que seja.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Talvez porque o FMI tem razão e antes dele todos os políticos e economistas que se bateram contra o excesso de austeridade no combate à crise das dívidas soberanas. O imprescindível saneamento das contas públicas não pode ser feito à custa economia, porque um país sem uma economia activa ainda é mais assustador que um país com uma grande dívida ou mesmo com as contas públicas descontroladas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal, houve também quem contrariasse a ideia de que se salvava a Europa por via da austeridade. No plano político, o Partido Socialista combateu esta política, numa estratégia que foi entendida como expediente para safar o Governo das eventuais responsabilidades pela crise, mesmo numa altura em que já era clara a dimensão europeia da mesma.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A verdade é que a austeridade sem reservas e a ausência de políticas de crescimento económico não são solução. Já não é o Partido Socialista, dois ou três políticos e quatro ou cinco economistas que o dizem, é o próprio FMI, a autoridade máxima em matéria de austeridade.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Mesmo com as certezas que temos nesta crise que já nos ensinou algumas coisas, o Governo português pode - é legítimo - continuar a sua política de mais e mais austeridade, de número um da austeridade no mundo, sempre à espera de alguém que reconheça – de fora do Governo e dos partidos que o apoiam – o mérito deste incrível esforço. Se deixarmos que isso aconteça, então talvez seja mesmo melhor assistirmos a tudo de fora. De Angola ou do Brasil, como já foi sugerido. Ou da Holanda... &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Termino com duas perguntas: Quantas empresas fecharam hoje? Quantas pessoas foram hoje para o desemprego?&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-01-24T11:48:19</issued>
    <title>Até onde vamos recuar? (II)</title>
    <published>2012-01-24T11:52:45Z</published>
    <updated>2012-01-24T11:52:45Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Até onde vamos recuar se se confirmar que um jornalista é despedido com a "justa causa" de ter emitido &lt;a href="http://publico.pt/Media/rdp-acaba-com-espaco-de-opiniao-que-serviu-de-palco-a-criticas-duras-a-angola-1530455" target="_blank"&gt;uma opinião&lt;/a&gt; que não vai ao encontro da estratégia de um Governo?&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-01-24T00:09:02</issued>
    <title>Até onde vamos recuar?</title>
    <published>2012-01-24T00:53:15Z</published>
    <updated>2012-01-24T00:53:15Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nos Correios, enquanto preenchia um daqueles papéis que a tecnologia já devia ter feito desaparecer, sinto o aproximar acelerado de uma senhora para o meu balcão, justamente quando eu estava quase a terminar de preencher um daqueles papéis que a tecnologia - não sei se já disse isto - já devia ter feito desaparecer.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A primeira coisa que me ocorreu foi "vaca", porque a verdade é que a senhora acabara de me roubar o lugar quando eu estava mesmo quase quase a terminar de preencher um daqueles papéis que a tecnologia - por pouco esquecia-me de vos dizer isto - já devia ter feito desaparecer.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Acabei então de preencher um daqueles papéis... - está bem, eu paro com isto - já não com tanta pressa porque entretanto tinha chegado a senhora.  O próximo passo era então perceber o que vinha a senhora tratar aos correios; se vinha só mandar uma cartinha ou se vinha tratar de imensas coisas. Pelo menos não era um daqueles simpáticos cavalheiros que leva uma caixa cheia de cartas para enviar com aviso de recepção.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ora, ponho-me naturalmente a ouvir a conversa, embora mesmo que não quisesse, teria de a ouvir na mesma, porque uma estação de correios não é propriamente um local discreto.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;«Olhe, eu vinha aqui... isto até me dá vontade de rir» - disse a senhora, para meu ódio profundo, porque se adivinhava uma temporada só a explicar o que vinha ali fazer que até lhe dava vontade de rir. - «Eu venho do centro de saúde, porque me disseram que era aqui que eu pedia aquilo do...» - Começou a explicar-se ela, enquanto eu começava a pôr de lado o meu ódio e a relativizar as coisas, imaginando que a senhora podia estar a pedir aquilo do... - «É a prova de insuficiência económica, não é?» - Disse então o funcionário dos CTT, em alto e bom som, não fosse alguém estar a ouvir música. - «É isso mesmo.» - assumiu a senhora, rindo mais um bocado, naturalmente "do nervoso", e afirmando estar estupefacta por se tratar daquilo nos correios. - «Quando me disseram, nem estava a perceber.»&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nem eu estou a perceber. A imagem foi absolutamente degradante. Eu não tinha de saber que aquela senhora precisava de um atestado do senhor dos correios, que lhe pediu imediatamente o cartão do cidadão dela e das pessoas do agregado. A frieza do senhor dos correios nem comento porque admito que também seja uma defesa sua para aquele triste ofício. «Agregado não tenho. Sou só eu.» - respondeu a senhora, continuando com os mesmos curtos esgares de nervosismo, e acrescentando mais um pedaço de drama ao momento. &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Até onde será que vamos recuar com esta filha da puta desta crise? O que poupa o Estado com estas cenas de pessoas a pedir nos correios para confirmarem a sua pobreza? Será que com toda a tecnologia que nós já pagámos para a tal "modernização", não é possível as Finanças identificarem logo as pessoas que estão em situação de insuficiência económica, enviando depois esses dados para os cartões, que uma vez lidos no Centro de Saúde piscam logo no computador da menina a preciosa informação "não cobrar taxas moderadoras"?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A crise é grande e há muito que fazer para a ultrapassarmos, mas não é preciso recuarmos nos mais elementares critérios de dignidade humana, porque ela, feitas as contas, até pode ser economicamente mais vantajosa. Proteger as pessoas pode sair mais barato que atirá-las para a pilha de pobres que se avoluma na praça central, para todos verem. Não há nada mais caro que uma sociedade espezinhada.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E eu nem quero imaginar que esta chancela de insuficiência económica passada pelos CTT possa ter saído da cabeça de um desses cabrões pagos para concluírem que a necessidade de ir aos correios afasta muitas pessoas desse pedido, justamente por causa da vergonha, e que assim se poupam uns dinheiros. Neste caso, a quem pensou nisto e a quem decidiu, gostava de oferecer dois bilhetes para o próximo cruzeiro do comandante Schettino. &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-01-23T18:51:57</issued>
    <title>E devemos ajudá-los a vestir o pijama?</title>
    <published>2012-01-23T19:00:20Z</published>
    <updated>2012-01-23T19:00:20Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Agora chama-se cosleeping ao fenómeno milenar de os pais dormirem com os filhos. Isto acontece porque agora há nomes para tudo, porque há especialistas para isso. Por exemplo, o facto de eu estar a escrever sobre cosleeping deve chamar-se aboutcosleeping e haverá com certeza alguém especialista que diz que isto provoca tendinite. A verdade é que eu praticamente não tenho sensibilidade no dedão da mão esquerda, mas isso não será apenas por causa deste exercício de aboutcosleeping, mas por escrever mais de cinquenta mil caracteres por dia, num computador cuja ergonomia já me fez pior à postura que as noites que passo no sofá.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Mas sobre o cosleeping, que foi o que nos trouxe aqui, quero partilhar a minha tese. Em geral, é bom que as crianças se habituem a dormir na cama delas. Fica cada macaco no seu galho. Há mais espaço para todos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, há crianças que não se habituam tão facilmente e que, por alguma razão, querem muito dormir com os pais durante uma fase. Contrariar isto, na minha opinião, é de loucos e não é bom para ninguém. Começa tudo a berrar e a probabilidade de um casamento ir pelo cano é enorme. Constatando-se o divórcio, o mais engraçado depois é que a criança, provavelmente, vai passar a dormir com o pai e com a mãe, mas agora em casas separadas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Como se sabe, as guerras para uma criança dormir na sua cama acabam quase sempre com a criança a dormir na sua cama – o que acontece não por educação, mas por exaustão – e com os pais no ringue. &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Melhor que isto só quando no dia seguinte também querem que a criança coma a sopa toda, mesmo quando a criança não tem fome. Isso então é aquilo a que os especialistas chamam a puta da confusão ou confusionbitch. Lá vai tudo pelos ares outra vez e ninguém arreda pé dali enquanto o pequeno ser humano não enfardar aquilo que vem no livro. Vinte minutos depois já não há sopa no pratinho pois encontra-se toda na trombinha dos austeros papás. Mas comeu ou não comeu? Não comeu, mas o pratinho ficou limpinho, como diz no livrinho.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Naturalmente que não se pode fazer, sempre, a vontade às crianças. Mas vai uma grande distância entre fazer sempre a vontade a uma criança e submetê-la às mais diversas torturas que as regras da educação moderna e funcional podem conferir. Já intuir sobre se cada cedência ou imposição vai, mais tarde, tornar a criança segura ou insegura é inútil. E estar a tentar moldar a personalidade de uma pessoa através da aplicação doseada dos sacrifícios e das concessões é um desempenho praticamente nazi. Ou soviético, consoante a preferência.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Mas pronto. Lá chegará o dia em que os pais são convidados a deixar os seus filhos recém-nascidos sem fralda a dois metros de um penico. Quatro ou cinco gerações depois, os bebés já vão sozinhos à casa de banho. E claro que serão pessoas muito mais seguras que todas aquelas que fizeram o cocó na fralda.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-01-22T00:11:40</issued>
    <title>Passos, o bravo</title>
    <published>2012-01-22T00:34:14Z</published>
    <updated>2012-01-22T00:38:40Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Passos Coelho disse aos senhores da Troika: "Senhores da Troika, estamos a fazer isto por nós, não por vós". Bravo. Grande maluco. O Carlos Moedas terá gritado, lá nos bastidores, "inchem porcos!". &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;No entanto, há coisas tão evidentes que se torna estúpido dizê-las, sobretudo quando nos dirigimos aos senhores da Troika por "senhores da Troika". Mas isto só prova que Passos Coelho admite fazer coisas pelos senhores da Troika, senão jamais os recordaria, galhardamente, que as tem feito por nós, num estilo de quem não tem mesmo medo de ninguém:  "Julgavas que era por ti? Estás muito enganado, ó senhor da troika, eu não quero saber de ti para nada, nem sei quem tu és. Quem és tu, senhor da troika?".&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Entretanto, lá nas suas cadeiras, os senhores da Troika devem pensar "nós também estamos a fazer isto por vós" e lá vão abanando a cabeça afirmativamente, cerrando porém os dentes do nervoso: "Como é que o meu patrão me autorizou a pôr na mão deste poeta mais do que uma nota roxa?"&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Bom, mas o que interessa é deixar bem claro a esses senhores - hã! - que estamos a fazer isto por nós. Ouviram bem? Vocês até nem queriam tanta austeridade, mas nós impomo-la e sabem porquê? Porque somos nós que mandamos. Nós é que mandamos aqui. &lt;em&gt;A compris&lt;/em&gt;? Nós nem sabemos quem são os senhores! Quem é que os senhores são?&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-01-21T23:47:21</issued>
    <title>É o Cavaco, estúpido</title>
    <published>2012-01-21T23:47:51Z</published>
    <updated>2012-01-21T23:47:51Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Um político cínico, pouco inteligente, sem o mínimo talento para governar, dominado por outros, num corpo de fantoche, não é assim tão estranho. É o Cavaco, estúpido.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-01-21T10:56:50</issued>
    <title>Não, de jeito nenhum</title>
    <published>2012-01-21T10:57:06Z</published>
    <updated>2012-01-21T23:48:09Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Aquela cena do Big Brother Brasil é notável. Como é que um golpe publicitário tão evidente engana tantos jornalistas e tantos editores por esse mundo fora. Ou então não foram enganados e também quiseram "comer" do suposto escândalo. Bom, mas isso faz de jornalistas, editores e produtores de reality shows tudo farinha do mesmo saco.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas ninguém acredita nisso, claro.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-01-20T21:18:50</issued>
    <title>Cavaco, agora tens de te virar sozinho</title>
    <published>2012-01-20T21:24:50Z</published>
    <updated>2012-01-20T21:52:02Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Eu até dizia que os portugueses deviam ajudar o pobre do Presidente da República, mas depois lembrei-me que já o ajudam muito quando pagam o buraco do BPN.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-01-20T12:57:13</issued>
    <title>Perguntem antes de ir</title>
    <published>2012-01-20T12:58:17Z</published>
    <updated>2012-01-20T12:58:17Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.dn.pt/especiais/interior.aspx?content_id=2253066&amp;amp;especial=Revistas%20de%20Imprensa&amp;amp;seccao=TV%20e%20MEDIA" target="_blank"&gt;&lt;span id="NewsTitle"&gt;Arábia Saudita quer 100 enfermeiras portuguesas&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; - diz o DN.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O problema aqui é que nunca sabemos se não são todas para cuidar do mesmo senhor. &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-01-20T00:29:20</issued>
    <title>Sarkozy, o esforçado</title>
    <published>2012-01-20T00:32:19Z</published>
    <updated>2012-01-20T00:32:19Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Face aos problemas financeiros de França, que se agravam, Sarkozy já veio desculpar-se com Portugal, Grécia, Espanha e Itália. E é este - este Sarkozy - um dos que manda na Europa. Com a responsabilidade que ele tem, em matéria de futuro desta união, este discurso é muito complicado.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Se ele culpa estes países por não terem tomado medidas a tempo, o que, segundo ele, provocou a desconfiança dos mercados, bom... podemos dizer que a França também não tomou medidas a tempo, porque também está a provocar a desconfiança dos mercados. Recorde-se que a Alemanha, até ver, tem os três A's garantidos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Posto isto, podemos dizer que a França não tem sido melhor que Portugal, Grécia, Espanha ou Itália. Sendo certo que tinha muito mais capacidade para enfrentar uma crise de dívida, porque é uma economia muito mais forte.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E resumindo, o presidente Sarkozy tem sido muito incompetente, tanto para a Europa como para a França. Pode até culpar os 26 Estados-membros, que o mundo já percebeu que se trata de um político pouco... vamos lá... brilhante. Para não dizer outra coisa. &lt;/p&gt;</content>
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