<?xml version='1.0' encoding='utf-8' ?>

<rss version='2.0' xmlns:lj='http://www.livejournal.org/rss/lj/1.0/'>
<channel>
  <title>Blogs do SAPO - POSTS</title>
  <lastBuildDate>Mon, 20 May 2013 17:34:24 GMT</lastBuildDate>
  <description>Posts dos perfis que Carmo Vasconcelos - SAPO Blogs segue</description>
  <link>http://blogs.sapo.pt/feedpostsAmigos.bml?user=exclusivo</link>
  <generator>LiveJournal / SAPO Blogs</generator>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>http://aquariusul.blogs.sapo.pt/21054.html</guid>
  <pubDate>Mon, 20 May 2013 17:34:24 GMT</pubDate>
  <title>Sofrimento humano</title>
  <author>Alma Lusa</author>  <link>http://aquariusul.blogs.sapo.pt/21054.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia,palatino; font-size: medium;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Em seu livro recente - &lt;em style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;Danos Colaterais -&lt;/em&gt;, o sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, diz ter a certeza de que a mistura explosiva da crescente desigualdade social e do volume cada vez maior do sofrimento humano, relegado à condição de “colateralidade” (marginalidade, exterioridade, removibilidade, de não ser parte legítima da agenda política), têm todos os sinais para se tornarem, potencialmente, os mais desastrosos dos problemas que a humanidade será forçada a confrontar, administrar e resolver no século atual.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia,palatino; font-size: medium;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Danos colaterais são as perdas consideradas acidentais nos ataques de guerra. Bauman transporta o conceito para as perdas na qualidade humana e de vida na sociedade, como resultante da globalização econômica sem que houvessem maiores preocupações com o futuro da humanidade e do meio ambiente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia,palatino; font-size: medium;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia,palatino; font-size: medium;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Quando olhamos para as periferias do mundo, ficamos pasmos diante dos caóticos cenários de miséria humana nas habitações, no saneamento básico, na saúde, na educação e no aumento da violência. No entanto, pouco espaço tem sido dado à pesquisa de como chegamos a tais extremos de perda da qualidade de vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia,palatino; background: none repeat scroll 0% 0% white; font-size: medium;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;O ser humano é responsável por todas as suas resoluções, e arcará com as consequências. No entanto, tem sido hábito “tirar o corpo”, isto é, tentar fugir das responsabilidades buscando justificativas para isso, tanto na esfera pessoal como na pública. Dessa forma, as elites governantes têm se deixado dominar pelo imediatismo, pelos resultados de curto prazo, sem assumir sua responsabilidade perante o futuro. Não estava presente o empenho em buscar continuadamente a melhora das condições gerais de vida no planeta. A dinâmica do dinheiro se sobrepôs à necessidade de preservar a natureza. Vai daí que muitas coisas chegaram ao extremo dos limites críticos, às portas do grande colapso, pois faltou responsabilidade e previdência, e as consequências surgem de forma rude.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia,palatino; background: none repeat scroll 0% 0% white; font-size: medium;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia,palatino; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background: none repeat scroll 0% 0% white;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Como vamos descobrir os caminhos alternativos em meio ao embrutecimento geral? Tudo caminha para a desumanização, o que aumenta a selvageria. A verdadeira essência humana está sufocada sob as falsas ilusões sobre a vida. Temos de recuperar essa essência com ardor, sem o que caminharemos para o abismo. Quais pais ainda dialogam com seus filhos &lt;/span&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;sobre a vida e sua finalidade; da importância de os jovens se prepararem para uma vida de progresso e contribuições para uma melhora geral? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia,palatino; background: none repeat scroll 0% 0% white; font-size: medium;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Para alcançar o desenvolvimento humano pleno, não podemos descuidar do estudo da finalidade da vida. Para que vivemos nós na Terra?&lt;span class=&quot;apple-converted-space&quot;&gt; &lt;/span&gt;Há uma pasmaceira no ar. Os cidadãos conscientes precisam se manifestar de forma adequada contra a tendência de estagnação geral, sem atos violentos que só fazem as coisas piorar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia,palatino; background: none repeat scroll 0% 0% white; font-size: medium;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia,palatino; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background: none repeat scroll 0% 0% white;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Bauman constatou a incrível decadência humana, percebendo o caráter egoístico e imediatista dos humanos como o grande obstáculo para eliminar a miséria. Acrescentaríamos que, para encontrar as causas da decadência,&lt;a name=&quot;_GoBack&quot;&gt;&lt;/a&gt; temos de ir mais fundo na análise da origem do ser humano e da razão do seu existir. O grande problema está na educação que não está fortalecendo o eu interior, favorecendo o entorpecimento, a indolência, a falta de bom senso e o aniquilamento da intuição. &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;background: none repeat scroll 0% 0% white;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Precisamos humanizar a educação com a espiritualização, característica essencial do ser humano. Se quisermos a paz e a harmonia, a educação deverá preparar as novas gerações para uma vida enobrecedora e para o trabalho condigno, com o reconhecimento das leis da Criação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia,palatino; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background: none repeat scroll 0% 0% white;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia,palatino; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;&lt;span lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Benedicto Ismael Camargo Dutra&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium; line-height: 107%; font-family: georgia,palatino; background: none repeat scroll 0% 0% white;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
</item>
<item>
  <guid isPermaLink='true'>http://aquariusul.blogs.sapo.pt/20865.html</guid>
  <pubDate>Fri, 10 May 2013 15:31:52 GMT</pubDate>
  <title>Cinema: A aprendizagem pelo inconsciente</title>
  <author>Alma Lusa</author>  <link>http://aquariusul.blogs.sapo.pt/20865.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style=&quot;margin-bottom: 15.0pt; text-align: justify; line-height: 16.8pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Georgia&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;; font-size: medium;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Quando vamos ao cinema é para nos distrairmos ou aprender algo novo. Dependendo do tema abordado, vê-se na tela um emaranhado de situações que através de associações mentais tanto podem ser perturbadoras, como agradáveis&lt;span class=&quot;apple-converted-space&quot;&gt; &lt;/span&gt;e estimulantes. Tais visões despertam a igual espécie adormecida no subconsciente do espectador. Quando são positivas, incentivam a coragem e esperança. As cores, os sons, as atitudes, a entonação das vozes, penetram fundo, encontram a porta aberta, atravessam a barreira do raciocínio, e se alojam no eu mais íntimo como se fossem coisas reais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style=&quot;margin-bottom: 15.0pt; text-align: justify; line-height: 16.8pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Georgia&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;; font-size: medium;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Há ainda o fator surpresa; de repente surgem cenas grotescas que velozmente adentram sem que haja tempo para reflexão. Como grande parte da população vai se deixando robotizar devido à sua indolência espiritual, agindo como máquina insensível que não quer saber de nada mais além da satisfação de suas necessidades e desejos, os impactos utilizados pelos criadores das tramas tornam-se cada vez mais fortes e chocantes, e as pessoas se vão distanciando do saber da real finalidade da vida, ignorada por grande parcela dos seres humanos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style=&quot;margin-bottom: 15.0pt; text-align: justify; line-height: 16.8pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Georgia&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;; font-size: medium;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Lamentavelmente, formas negativas fazem parte da maioria dos filmes da atualidade. O espectador sai do cinema levando uma carga pesada que afeta o seu bom humor, pois pagou sem saber exatamente o que estava comprando. As sinopses iludem. Algumas pessoas não se incomodam por terem gasto dinheiro e abandonam a sala de exibição quando o filme não é o que imaginaram. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style=&quot;margin-bottom: 15.0pt; text-align: justify; line-height: 16.8pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Georgia&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;; font-size: medium;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;A moda, nesta temporada, são filmes de guerra apresentando lutas tão ferozes que nos envergonham como espécie humana. Num desses filmes - que nem me lembro se foi Invasão da Casa Branca, por sinal carregado de ódio e violência desumana, ou um outro - o herói faz uma bomba suja com tudo quanto é metal que encontrou para explodir na cara dos bandidos. Muito triste que algo semelhante tenha sido detonado recentemente na maratona de Boston (EUA), quando a população se confraternizava num momento de paz e alegria. Positivamente os humanos não estão cumprindo a sua tarefa na Criação; falta-lhes vontade e preparo para a vida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style=&quot;margin-bottom: 15.0pt; text-align: justify; line-height: 16.8pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Georgia&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;; font-size: medium;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;As bilheterias são dominadas pelos filmes produzidos no Estados Unidos, que fizeram do cinema um poderoso e eficiente instrumento de penetração cultural. &lt;span style=&quot;background: none repeat scroll 0% 0% white;&quot;&gt;Precisamos que os cineastas nos ofereçam filmes de boa qualidade que distraiam e instruam com modelos enobrecedores de vida. Os filmes brasileiros representam menos de 5% da bilheteria, por isso devem ser produzidos com mais esmero.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style=&quot;margin-bottom: 15.0pt; text-align: justify; line-height: 16.8pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Georgia&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;; font-size: medium;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;O Brasil e o mundo necessitam de bons roteiristas que apresentem histórias empolgantes de encorajamento, perseverança e fé na melhora da espécie humana. Temos sido submetidos a uma enxurrada de filmes nacionais e estrangeiros que não acrescentam nada, não motivam a coisa alguma, mas suas imagens aceleradas com um som infernal estouram os alto-falantes, criando um mal estar nos espectadores pelo baixo nível do conteúdo apresentado e pelo tempo desperdiçado no cinema, que poderia ter sido aproveitado para a leitura de um bom livro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style=&quot;margin-bottom: 15.0pt; text-align: justify; line-height: 16.8pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Georgia&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;; font-size: medium;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Referindo-se a nossa época, a escritora Roselis von Sass disse no livro Fios do Destino, que: “todo ser humano necessita hoje, muito mais do que em outras épocas, do saber da Criaçao. Necessita conhecer os efeitos das leis que atuam governando e guiando todos os mundos e todas as criaturas, para que não tenham de enfrentar, confusos e incompreensíveis, os acontecimentos atuais da Terra”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style=&quot;margin-bottom: 15.0pt; text-align: justify; line-height: 16.8pt;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Georgia&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;; font-size: medium;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;O cinema poderia explicar melhor a nossa condição humana, no entanto a maioria dos filmes são alienantes a esse respeito. Como bem resume o escritor peruano Mario Vargas Llosa, que esteve recentemente em São Paulo para proferir a palestra Civilização do Espetáculo, na abertura do Fronteiras do Pensamento, falando sobre a decadência cultural: “a mesma cultura que nos tirou das grutas e nos levou às estrelas pode, desprovida de fogo, de vigor, nos fazer retroceder às cavernas”. Os cineastas que se cuidem, pois as salas poderão se esvazia&lt;a name=&quot;_GoBack&quot;&gt;&lt;/a&gt;r.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class=&quot;MsoNormal&quot; style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong style=&quot;mso-bidi-font-weight: normal;&quot;&gt;&lt;em style=&quot;mso-bidi-font-style: normal;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;line-height: 107%; font-family: &amp;#39;Georgia&amp;#39;,&amp;#39;serif&amp;#39;;&quot; lang=&quot;PT-BR&quot;&gt;Benedicto Ismael Camargo Dutra&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
</item>
</channel>
</rss>
