Perfil de Laurinda Alves

    • 120 subscritores
  • Nome

    Jornalista

  • Sexo

    Feminino

  • Data de Nascimento

    01 de Dezembro

  • Interesses

    Gosto de pessoas, casas, livros e viagens por esta ordem. Também gosto do silêncio, do amanhecer e do entardecer. De ouvir tocar piano, de ficar à conversa, do barulho do mar, da voz dos que amo, de coisas e memórias que guardo para sempre. Porque certas coisas nunca se esquecem.

  • Frase Favorita

    Fiz o curso de Comunicação Social na Universidade Nova de Lisboa e comecei a fazer jornalismo quando tinha 20 anos. Primeiro como estagiária no departamento de Eurovisão da RTP, depois como coordenadora do Servicio Iberoamericano de Notícias na TVE, em Madrid, e durante 12 anos seguidos como reporter do Telejornal, na RTP. Ao mesmo tempo fiz reportagens diárias na TSF (de mota, no início da Rádio em Directo) e escrevi semanalmente no jornal O Independente. Na RTP fiz Grandes Reportagens e Documentários de Investigação. Ganhei o meu primeiro prémio de jornalismo em 1991, o ano em que o meu filho nasceu. Depois saí da RTP e fiz séries de programas para a SIC (Verdes Anos e Primeiros Anos, entre outros, que me valeram uma inesperada condecoração do presidente da República, simbolicamente atribuida "pelo debate e defesa pública das questões ligadas à Educação"), durante três anos seguidos assinei semanalmente a última página d'O Independente onde escrevia o Obituário, uma categoria de jornalismo tipicamente inglesa que na altura não se usava nos jornais portugueses. A ideia de inaugurar o estilo Obituário no Independente foi de Paulo Portas, então director do jornal, e devo-lhe a ele este exercício semanal que me obrigou a afinar e depurar a minha escrita. Aqueles três anos seguidos foram, para mim, uma grande escola. Deixei de fazer reportagem de mota na TSF quando percebi que a manutenção das motas era uma completa ficção, depois de uma primeira queda sem consequências. Decidi fazer apenas televisão e escrever nos jornais. Primeiro n'O Independente e depois no Público. Comecei a escrever uma crónica semanal na revista Pública há 13 anos. Desde então fiz muitas outras coisas no Público: a revista XIS (que durou 8 anos, até 2007) e crónicas semanais no jornal. Em matéria de escrita semanal, sinto que pertenço inteiramente ao Público, jornal que leio todos os dias e considero ser o melhor jornal português. Antes de lá trabalhar já achava o mesmo e se um dia sair sei que nem a minha avaliação nem o meu sentimento de pertença mudam. Há coisas que nunca mudam. Durante alguns anos em que fui cronista do Público fui também directora da revista Pais & Filhos. Voltei a fazer televisão uma e outra vez na SIC e SIC Mulher mas mantive o critério 'free lancer' por uma questão de escolha pesssoal e estratégia profissional. Participo regularmente em encontros, debates, conferências e seminários em escolas e instituições públicas ou privadas em todo o país (ilhas incluídas) e vou com alguma assiduidade a lugares menos comuns como cadeias e centros de recuperação onde sinto que fico muito mais próxima daqueles que, de uma forma ou de outra, vivem ' à margem'. De resto escrevo sobre aquilo que me marca e interpela, sobre o que me toca e comove e, neste sentido, acho que tenho uma escrita impressionista. O facto de ter criado a XIS, uma revista de atitude positiva, motivação e paisagem interior que falava de relações e valores e divulgava semanalmente causas e boas práticas, dizia eu que o facto de durante estes anos todos ter feito esta espécie de jornalismo construtivo colou a minha imagem à da 'jornalista boazinha' que não sou nem nunca fui. Muito pelo contrário. Prefiro, no entanto, não ter rótulos e acreditar que fazemos melhor aquilo que fazemos com convicção. Durante 8 anos acreditei profundamente no conceito da XIS e a fidelidade e o feed-back dos seus leitores devolveu-me a certeza de estar a fazer a coisa certa, na altura certa. Agora, que a XIS acabou, sinto que fechei um ciclo mas continuo a acreditar que 'melhor é sempre possível!'. Voltei a fazer o jornalismo abrangente e diversificado que sempre fiz e gosto de sentir que tenho muito a aprender e a explorar. Ter um blog é um passo arriscado para quem como eu nunca se atreveu muito neste universo mais 'à frente'. Mas é o passo que queria dar agora e, na verdade, sinto-me mais realizada por ter chegado aqui.

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