publicado por LostDreams às 2013-05-19 21:55:45
perfil público
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Toda uma vida pode mudar numas férias, sobretudo quando menos esperamos! Às vezes os amores de verão são os mais verdadeiros!
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"Then just look into my eyes 'Cause the heart never lies"
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It's getting hard waking up with you on my mind and falling asleep with you on my mind. It's getting hard seeing you and can't touch you. I want to kiss you but I can't. I'll belong to you, if you just let me through.
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A história de um amor verdadeiro e de uma amizade sem igual! Às vezes o nosso maior sonho torna-se realidade sem darmos conta disso!
Nome
Andreia
Apelido
Pereira
Data Nascimento
24-09-1990
Sexo
F
Localidade
Reino dos Sonhos Cor-de-Rosa
Artistas / Bandas Favoritas
Robert Pattinson, Salvador Cameira, Nuno Pinto, Avril Lavigne, Paramore, Melanie C., entre outros...
Músicas Favoritas
Decode, Never Think, Let Me Sign, The Moment You Believe...
Programas TV Favoritos
muitos xD
Filmes Favoritos
Twilight, New Moon
Livros Favoritos
Crepúsculo Lua Nova Eclipse Amanhecer Marcada
Interesses
Família Twilight e amigos =D
Frase Favorita
"A morte que sugou o mel do teu sopro ainda não teve poder nenhum sobre a tua beleza"
publicado por LostDreams às 2013-05-19 21:55:45
publicado por Carolina às 2013-05-19 20:43:21
Antes de mais e de qualquer post que possa fazer, não posso deixar de festejar o meu título, o nosso título. Tenho de admitir que não fiz grande festa, porque, para mim, o campeonato ficou ganho na jornada passada e com um sabor bem mais especial. Não sou pessoa de ir para os Aliados festejar, que aquilo é demasiado grito e confusão para mim, mas estou lá em espírito.
Sou sócia do meu clube de coração já vai fazer dez anos, e estes anos resumiram-se a alegrias, de uma forma geral. Acima de tudo, vejo-o como um dos pontos altos da minha cidade, que cada vez mais é ofuscada pelas luzes da capital. Tenho muito orgulho de onde sou, de onde nasci e do clube a que pertenço - independentemente de tudo o que digam (o que somos, o que deixamos de ser ou o que fazemos)! Parabéns Porto <3

publicado por Rita às 2013-05-19 18:40:41

Sempre fui de olhar e de me preocupar muito com o futuro, de me deixar afectar pelas minhas "previsões" e por ter medo do que possa acontecer.
Há uns tempos atrás deixei de me preocupar com isso e passei a viver um dia de cada vez, mas sempre com aquele bichinho dentro de mim de "como é que vai ser daqui a uns tempos?", "será que isto vai dar por muito tempo?", etc.
Com as amizades sou mil vezes pior. Principalmente quando se fala na minha melhor amiga. Tenho um medo que, por muito que eu tente não consigo controlar, de a perder. É das pessoas mais importantes da minha vida e é a pessoa que me conhece melhor, sem dúvida. (tirando a minha mãe, claramente)
Com o fim da escola e com as dúvidas que existem sobre mudanças de escola, a minha cabeça tem andado um reboliço no que toca a "previsões". A nossa relação tem vindo a mudar imenso no último ano. No ano passado entrámos para o secundário, uma foi para ciência e outra para humanidades, ou seja, horários diferentes, mas que, na altura, davam para conciliar e conseguíamos passar algum (até bastante) tempo juntas.
Este ano, as coisas mudaram. Os nossos horários são completamente diferentes, passámos muito menos tempo uma com a outra e, às vezes, acho que até nos tornámos quase como melhores amigas virtuais. Falámos muito mais por sms do que pessoalmente, até porque é quase impossível falar com ela na escola, visto que nos estão sempre a interromper as conversas. Isto tudo tem-me dado uma volta enorme há cabeça e ela sabe disso.
O fim das aulas está aí, depois vem os exames e depois as férias. Cada uma de nós tem planos diferentes para as férias o que vai complicar muito o estarmos juntas, mas, o que mais incomoda, é para o ano se uma de nós mudar de escola.
O tempo aí vai ser muito escasso, apesar de no 12º ano termos só as manhãs preenchidas com aulas, mas depois vem os treinos, as explicações e o resto. Nada resta para estarmos juntas. Se eu já sinto a falta do que erámos antes, fará para o ano...
Eu não quero pensar que vamos deixar de ser melhores amigas porque isso é praticamente impossível, mas o futuro, neste momento, é uma coisa que me incomoda imenso e que me deixa cheia de dores de cabeça. Tenho tentado abstrair-me um bocado e tenho tentado não pensar muito nisto, mas é díficil quando se trata de uma das pessoas mais importantes da minha vida.
Agora é esperar e ver...
publicado por Rita às 2013-05-19 17:54:48
publicado por mysuperworld às 2013-05-19 16:16:08

«Durante toda a tua vida lembraram-te das coisas que NÃO ias conseguir fazer. Disseram-te que NÃO eras bom o suficiente, forte o suficiente, talentoso o suficiente. Explicaram-te que NÃO tinhas o peso certo. Ou a altura. Disseram-te NÃO tantas vezes que o seu significado tornou-se obsoleto. Habitua-te. Durante toda a tua vida as pessoas irão dizer-te que NÃO. E tu vais dizer-lhes que SIM.»
- Nike
http://runlikethewind.blogs.sapo.pt
publicado por Andrusca ღ às 2013-05-19 12:32:26
Isto tem sido fraco em acção, mas isso muda a partir do próximo capítulo, prometo (:
Comentem sff (:
Capítulo 11
- Então foi para aqui que fugiste! – Exclamou William, ao rir-se.
Samantha estava sentada no banco de pedra em frente à fonte no centro do labirinto, no jardim do palácio. A noite já ia avançada, mas nem por isso o ambiente festivo acalmava. Ela, porém, já estava a precisar de alguma paz para meter as ideias em ordem. Já não estava habituada a ter tanta gente em seu redor, a fazer-lhe perguntas, a querer saber mais, a lamentar-se pelo que ocorreu há dez anos.
- Precisava de uma pausa – justificou – E este sítio pareceu-me bom para me abstrair de tudo.
Ele assentiu.
- Vês? Não foi assim tão mau – disse, referindo-se a ela ter ido ao baile.
- Foi mais difícil do que desarmar quinze homens. A maneira como as pessoas me olharam quando o rei me abraçou, os olhares que me mandaram enquanto dançávamos… conseguia sentir o ódio naquela sala.
William olhou para ela incrédulo e não conseguiu evitar soltar uma gargalhada.
- Não era ódio. Inveja. Porque todas querem a aprovação do meu pai… e todas querem dançar comigo – disse, com um tom presunçoso, fazendo-a rir.
- Não achei que conseguisse voltar a soltar uma gargalhada como esta. Senti saudades de rir – confidenciou.
- Lamento.
- Pelo quê?
- Por ter desistido da busca.
Samantha desviou o olhar para a fonte e a sua respiração tornou-se mais pesada.
- Éramos miúdos, o que é que querias ter feito? As tuas mãos estavam atadas.
- Mesmo assim, sonhei com o dia em que te encontrava de novo tantas vezes… - ele colocou-se de joelhos à frente dela, obrigando-a a olhar para si e agarrando-lhe nas mãos – Pensei que ia ser por acaso, que ia a passar perto de um rio e ouvia o riso e ia-me aproximar e via os teus belos cachos loiros a abanar ao sabor do vento. Tu sorrias-me e perguntavas-me se me lembrava de ti. E eu dizia que nunca me poderia esquecer. E era assim, no bosque, porque sempre foste um espírito livre.
- E em vez disso encontraste uma rapariga vestida de homem.
Ambos se riram, e William passou do chão para cima do banco, onde se sentou ao lado dela. Sem ter noção dos seus movimentos, deu uma festa suave na bochecha da rapariga e começou a aproximar o rosto do dela lentamente.
- Não. Encontrei exactamente o que estava à procura – proferiu, antes de juntar os lábios dos dois por breves momentos, até ela se desviar – Desculpa.
- Não… não tens que pedir desculpa – ela sorriu, algo atrapalhada – É só que…
- Vais voltar de novo para a batalha, não vais?
- Vou.
- Vou-te voltar a ver?
- Claro. Vou voltar. E talvez quando tudo terminar…
- Quando tudo terminar ficas para sempre?
- As coisas vão ficar normais de novo. Vou ter a minha casa, o meu povo… apenas aí vou poder voltar a ser a Samantha Kendric de Walcaster.
- Estás errada. Percebi agora que… nunca deixaste de ser ela. Ela está presente em todos os movimentos do Samuel. E ainda bem, porque… acho que a amo – William tomou coragem e disse finalmente aquilo que há muito não se deixava admitir nem a si mesmo – Acho que sempre amei. Ela costumava dar comigo em doido quando éramos miúdos… Eu amo-te.
- Will… não sei o que dizer… - murmurou Samantha, atrapalhada. O que é que havia de dizer? Que ele lhe era tudo menos indiferente? Que também queria ficar com ele? De que lhe serviria isso, além de para sofrer, se ia voltar para os combates numa questão de dias?
- Então não digas nada, só que… só que vais sobreviver a uma outra batalha, e voltar para mim – implorou William, ao que ela prontamente assentiu com a cabeça – Então vamos voltar lá para dentro, já devem ter dado pela nossa falta.
O que nenhum deles tinha notado é que a vigiá-los, escondido pela curva do labirinto, estava outra pessoa. Jonah, ao presenciar toda aquela cena, não pôde deixar de se sentir traído. Toda a sua vida tinha apoiado aquela rapariga, tinha cuidado de si como se fosse sua irmã, e ela preferia o príncipe. “Preferem sempre os príncipes, os castelos, títulos e dinheiro e poder”, pensou, visivelmente enervado. Talvez se tivesse nascido num berço de ouro, com todos os poderes e riquezas associados a ele, tivesse mais sorte na vida. Não seria apenas mais um soldado, uma vida entre milhares que pode ser sacrificada a qualquer momento. Seria um senhor, um lorde, alguém influente. Talvez então alguma rapariga se interessasse por si. “Mas eu vou conseguir chegar a isso”, prometeu-se. A oportunidade para tal já tinha, mesmo que significasse pôr em causa tudo em que acreditava, e agora já não se podia sentir culpado por, há dias, a ter aceitado.
publicado por rii sw. às 2013-05-19 11:41:09
Botas da tropa me cima da secretária.
Nunca ninguém se atreveria a fazer aquilo no sítio onde ela se encontrava. Para falar a sério as pessoas tinham mais medo dela do que do diabo por isso deixavam na estar, nunca tinham visto ninguém assim por aquelas bandas e sabiam que ela era uma caixinha de supresas, valia mais não a encomudar...
Um homem entra na sala muito direito e firme, tinha umas mãos do tamanho de um primáta e uma cara de poucos amigos.
- Muito bem, menina... - mexeu nas folhas do seu bloco de folhas e voltou a olhar para ela - Scott.
Disse o seu nome com desprezo enquanto se encaminhava para tráz da secretária.
- Sim, xerife. - o gozo era notável no tom de voz da rapariga de braços cruzados sobre o casaco de cabedal.
Ele bateu com os punhos na mesa e baixou a cabeça ao nível dela.
- Eu sei bem o que andas a fazer e o passado da tua família, não me venhas com falinhas mansas que eu conheço gente da tua laia. - o seu bigode mexia-se enquando ele falava, apesar de o assunto ser sério ela não pode de deixar de se rir para si.
Tirou os pés de cima da mesa e bateu-os com força no chão, talvez um pouco de propósito, as botas eram pesadas, pegou no capacete em cima da secretária e virou-se para o encarar.
- Espero bem que saiba que quem brinca com o fogo, queima-se.
Dirigiu-se para a porta e abriu-a, toda a gente olhava para ela mas ela pouco se importava, sai pela porta principal da esquadra e subiu para a mota pregando a fundo.
publicado por LostDreams às 2013-05-18 19:39:53
Sabes quais são os dias mais felizes da minha vida? perguntou-lhe ela um dia. Não. respondeu simplesmente aquela voz. Aqueles em que estou contigo... e se estiver todos os dias contigo então sou sempre feliz. respondeu ela.
Andava a ver alguns posts que tinha feito no ano passado e encontrei este que escrevi em Agosto, adoro-o o: e pronto, decidi postá-lo de novo
publicado por Cate J. às 2013-05-18 19:06:00
14ºCapítulo
O gabinete

Grace foi sentar-se, olhando para Quint e suspirou – ele não vai desistir – não era uma pergunta, era uma afirmação, ela conhecia suficientemente bem Rafael para saber que ele não ia desistir de uma boa caça, mesmo que ela fosse perigosa. Quint abanou a cabeça, deitando-se de novo na cama, agarrado às almofadas.
-Quando ele vir que está a pôr todos em perigo, pode ser que parece – Grace fez uma careta e abanou a cabeça.
-Duvido Quint – suspirou passando as pontas dos dedos pelo cabelo loiro do rapaz. Grace estremeceu quando a porta foi aberta, sem que alguém batesse à porta e viu Rafael entrar.
-Depois fala dos outros – resmungou o irmão, mandando-lhe uma almofada à cara. Rafael fez o seu habitual sorriso divertido, mandando-a de volta.
-Ainda bem que já estás bem – disse para Grace, ela assentiu com a cabeça levantando-se. – E não, não vou desistir mesmo.
-Ainda por cima anda a ouvir as conversas atrás da porta – resmungou de novo Quint, enfiando a cabeça na almofada.
-Caso não saibas, eu ouço melhor do que qualquer pessoa nesta casa – disse aproximando-se da janela, onde até à pouco a rapariga tinha estado – a Kate foi tirar os corpos mais a Marge, não me deixaram ir. – encolheu os ombros e encostou a mão à bochecha com um ar aborrecido.
-O que é compreensível – disse Grace levantando-se de novo vendo Rafael encolher os ombros. – Vieste aqui fazer alguma coisa? – perguntou curiosa, porque sabia que ele não ia entrar no seu quarto assim sem mais nem menos e não fosse alguma coisa.
-Eu vinha aqui pedir à Grace para me apoiar na busca, preciso de pessoas, mas já percebi que não queres – Rafael manteve-se estático a olhar pela janela e Grace mordiscou o lábio.
-Está bem – disse ela, fazendo com que todos a olhassem – mas, só até a matares, quando a matares acaba tudo.
-Ou quando tu a matares – corrigiu Rafael com um sorriso maroto, sob o olhar incrédulo do irmão.
-Vocês são loucos – abanou a cabeça levantando-se e vestiu a sua t-shirt e ele, ao reparar nesse pequeno pormenor olhou os dois.
-Vocês fizeram sexo? – perguntou, sendo muito directo. Grace arregalou os olhos, não porque ser algo de outro mundo, mas por não estar à espera.
-Não, está descansado – Quint revirou os olhos e saiu do quarto. A rapariga cruzou os braços ao peito, mordendo nervosamente o seu lábio inferior enquanto olhava para Rafael. Ele continuava a olhar para Grace, estava à espera da sua resposta.
-Claro que não – disse quando se apercebeu que Rafael não se ia mexer enquanto ela não falasse, ele encolheu os ombros.
-Também não tenho nada à ver com isso – disse num tom descontraído que a fez assentir.
-Quando é que começamos? – perguntou decidida a mudar de conversa. Rafael endireitou-se começando a andar até à porta.
-Veste-te e começamos depois – disse saindo. Grace abriu a boca para lhe perguntar se ele era maluco, mas nem teve tempo. Com um gritinho frustrado foi até ao seu armário abrindo a porta e ficando a olhar para as roupas que lá tinha. Estava alguma coisa errada, não devia haver assim tanta roupa…
- Oh meu deus – saltitou com um sorriso de orelha a orelha, agarrando no seu fato de caçador. – Eu vou ficar tão sexy aqui dentro – fez o seu típico sorriso maroto e rapidamente se vestiu. Pegou no seu arco e nas flexas, escondendo algumas na sua roupa. Estava fascinada, aquela fato era um mistério, ninguém saberia o que é que ela tinha para ali, estava tudo muito bem escondido e camuflado. Ao descer as escadas reparou que estavam todos na sala, bem, todos salvo seja. Estava Susie, Kate, Marge, Rafael e Quint, não eram todos. Os dois últimos arregalaram os olhos ao mesmo todo, Marge e Kate sorriram orgulhosas enquanto Susie só revirou os olhos, tentando atenuar o seu ar irritado com o meio sorriso.
-Já podemos ir? – perguntou ainda com aquele tom aborrecido.
-Vamos todos? – levantou Grace uma sobrancelha, olhando para Rafael e Quint que encolheram os ombros, ainda a olhar a rapariga. Ela estava fenomenal naquele fato…
-Quando souberam que ias, quiseram ir todos – respondeu Rafael que foi o primeiro a deixar de se babar, olhando para Kate que foi dar um beijo na bochecha de cada um, dando um pequeno abraço a Grace. Ela sorriu-lhe afastando-se com cuidado para não a magoar e foi juntar-se ao grupo. Eram quatro, quatro eram melhores que dois.
-O que é que vamos fazer primeiro? – perguntou Grace. Estavam os quatro num jipe com um homem que ela não conhecia, iam todos em silêncio até ela o quebrar, fazendo todos suspirar.
-Vamos ao concelho – foi Susie quem a informou – ela está metida com alguém de lá – disse desviando o olhar do dela. Susie sentia-se estúpida e traída, ela era boa naquilo que fazia, por isso não percebia como é que não se tinha apercebido de nada.
-Porque é que dizes isso? – perguntou-lhe tendo como resposta um encolher de ombros.
-A Anastácia dizia que conhecia algumas pessoas de lá – esclareceu Rafael – Agora vamos descobrir. Tentem parecer naturais – Grace olhou pela janela percebendo que tinham chegado e sentiu-se arrepiar, assim como Rafael, que não disse mais nada. Aquele lugar de novo não, já tinha sido mau de mais o que tinham lá passado, ainda devia estar tudo destruído e os outros mortos e... Grace simplesmente não queria lá entrar.
-Anda Grace – foi Marge que falou, passando as mãos pelas costas da filha, tinha estado todo o tempo a observa-la e conseguiu perceber que ela não queria ir. – Já não há lá nada, a não ser impostores. E agora somos mais, vêm mais a caminho. Vamos ganhar.
-Vamos lutar contra os poderosos, mãe. É impossível. – Não era preciso andar naquelas andanças há muito tempo para saber que as pessoas do concelho eram poderosas.
-Eu sou do concelho – disse Grace – e tu és minha filha, também fazes parte dele. Nós somos poderosas. E eles também – apontou para quem já ia lá à frente. – Agora agarra no teu arco e vamos. – levantou-se saindo do jipe e começando a andar em direcção à entrada. Tentar parecer normal, tinha sido o que Rafael tinha pedido, mas para Grace era impossível, ela estava nervosa, tinha a sensação que alguma coisa ia correr mal.
Assim que entraram, Grace viu aquilo de uma maneira totalmente diferente, não era mais aquele velho edifício às moscas. Estava como novo, como se tivesse sido reconstruido em poucos dias e bem… talvez tenha sido mesmo. Grace deu uma corridinha até se meter entre os irmãos, para saber do que eles falavam.
-Por onde temos que procurar? – perguntou Grace quando eles se calaram.
-Não temos que procurar, eu sem bem quem é. – disse Rafael, colocando uma mão no bolso, onde Grace conseguiu ver uma faca reluzir.
-Quem é? – perguntou curiosa e ele apenas a olhou, não lhe respondendo.
-Vamos para o quinto andar – disse Quint a uma senhora já de idade que parecia Kate, que estava a entrar no elevador ao mesmo tempo que eles.
-O que é que vamos fazer para o quinto andar? – Perguntou a mãe de Grace ficando ligeiramente mais pálida. Quint mordeu a parte de dentro da bochecha e mandou o elevador fechar as portas.
-Porque é que ninguém responde às nossas perguntas? – Resmungou Grace, esquecendo-se por completo daquela senhora simpática e, quando Rafael a lembrou com um simples olhar, ela olhou para trás, mesmo a tempo de ver a senhora ficar mais pálida.
-Cuidado – gritou Quint, mas foi Rafael que agiu, partindo o pescoço à Humanóide. Com um grito Grace agarrou-se ao irmão loiro, fechando os olhos com força. – Isto está cheio deles – murmurou Quint – estejam preparados.
Isto está mesmo quase quase a acabar
espero que gostem e desculpem pela demora.
Este capitulo não é dos melhores, eu sei.
publicado por Carolina às 2013-05-18 16:59:53
Quando, há coisa de dois meses, o meu anel/aliança de filigrana partiu, decidi que iria ser uma pessoa normal e deixar de comprar anéis deste género para mim própria; porque, afinal de contas, já estava em tempo de alguém me dar os anéis em forma de compromisso em vez de ser eu a oferecer a mim própria.
Mas a verdade é que sentia falta do meu anelzinho que me acompanhou durante uns dois anos e borrifei-me para a treta de ser eu a dar-me a aliança (até porque se for a esperar que me ofereçam, pelo andar da coisa, bem que vou passar anos sem ter anéis nos dedos). Já me tinha apaixonado pelo que queria quando fui com a minha mãe comprar a minha prenda de aniversário e, felizmente, dois meses depois, o dito ainda lá estava na ourivesaria à minha espera. Ontem fui à baixa e trouxe-o para casa, já com ele enfiado no dedo. Ainda solteira, claro - mas pelo menos mais adornada e completa do que antes.
http://runlikethewind.blogs.sapo.pt
publicado por Andrusca ღ às 2013-05-18 16:30:47
Capítulo 20
Último Dia de Escola * Parte 1
- O que é que estamos a fazer? – Perguntou Chelsea, a rir-se, quando Jensen a pousou em cima da cama depois de fechar a porta com o pé.
- Queres mesmo parar para pensar? – Inquiriu ele, inclinando-se na cama, apoiando-se nela com as mãos, e dando um beijo ao de leve nos lábios da rapariga.
- Bem pensado – admitiu a rapariga dos caracóis ruivos, dando-lhe outro beijo. Porém quando ele se ia deitar por cima dela, ela esgueirou-se para fora da cama e agarrou no computador portátil e em alguns filmes – O que queres ver?
Jensen suspirou e deixou cair a cabeça na cama.
- És uma mata prazeres – acusou. Chelsea apenas encolheu os ombros e ele riu-se – Escolhe tu… mas não o Titanic, por amor de Deus.
A rapariga ruiva riu-se. Era mesmo esse que ela ia escolher. Acabou por pôr uma comédia leve, e deitaram-se os dois lado a lado na cama, enquanto o computador se encontrava à frente deles, à ponta. Estavam os dois a olhar para o ecrã, mas a verdade é que nenhum deles estava a prestar qualquer atenção. Jensen divertia-se a brincar com as mãos de Chelsea, e a rapariga apenas pensava. Já se andavam a esgueirar para o quarto da rapariga em segredo, quando não estava mais ninguém em casa, há quase duas semanas. Viam filmes, riam, conversavam, trocavam um beijo ou outro. Mas Chelsea continuava sem saber o que lhe chamar. Tinham concordado em deixar que as coisas se resolvessem sozinhas, mas ela não estava segura de que por este andamento, elas se fossem mesmo resolver. Agora que Jensen andava mais carinhoso e preocupado, não tinha razões de queixa, e até gostava de estar com ele. “O suficiente para sentir saudades quando não estou”, pensou ela. Chelsea olhou para ele pela ponta do olho e viu que ainda olhava para o filme. A rapariga suspirou e ele riu-se.
- O que foi? – Perguntou-lhe.
- Nada… estava só a pensar – disse a rapariga, dirigindo agora a atenção para os seus dedos, que ainda não tinham sido largos pelo rapaz.
- Em quê?
- No final da escola – mentiu.
- Hum… sabes, também estava a pensar… - Chelsea olhou para ele e viu aquelas covinhas aparecerem-lhe nas bochechas ao mesmo tempo que um sorriso de gozo lhe invadiu os lábios. Não vinha dali coisa boa.
- O quê? – Arriscou a perguntar.
- Tu sabes, toda essa história da pureza do teu coração, pureza isto, pureza aquilo… significa mesmo o que eu penso que significa? – A boca de Chelsea abriu-se numa exclamação. Não sabia se havia de rir ou de se enfiar num buraco.
- És tão estúpido! – Gritou-lhe, dando-lhe um empurrão devagar.
- O que foi? É uma pergunta justa – defendeu-se ele.
- És tão perverso. E não tens nada a ver com isso.
- Tudo bem… e não sou perverso, estava apenas curioso.
- Só… vê o filme.
Ele riu-se e ela também não resistiu a expressar um pequeno sorriso enquanto voltavam a dirigir a atenção às pessoas no ecrã.
Sem terem intenção, acabaram por adormecer os dois, e assim ficaram por algumas horas pela tarde fora.
Richard levou a chave à porta e abriu-a, fechando-a logo em seguida. Estranhou o silêncio na casa, Chelsea, noutro dia qualquer, estaria com música alta ou então a ver televisão na sala.
- Chelsea? – Chamou ele, não obtendo resposta.
Começou a subir as escadas e entrou no seu quarto, onde deixou a sua mochila. Depois bateu à porta do quarto da irmã, mas de novo ninguém lhe respondeu. “Será que saiu?”, pensou ele. Ao abrir a porta viu o computador a passar um filme, e Chelsea adormecida de lado, abraçada a Jensen, também ele a dormir. “Mas que…?”. Richard chegou-se ao pé deles e chamou-os num tom normal, e depois um pouco mais alto, mas eles não acordavam.
- Acordem! – Gritou, fazendo com que Chelsea desse um salto enorme e Jensen quase caísse da cama – O que é que se passa?
- Credo Richard – queixou-se a irmã, esfregando um olho –, não sabes acordar as pessoas com calma?
- Porque é que ele está na tua cama? O que é que está a acontecer? – Insistiu Richard.
- Não é o que pensas – disse Jensen, com uma voz ensonada – Na verdade, eu não sei o que pensas…
- Tu estás… vocês estão… mas como? Vocês nem se podiam ver à frente – pensou Richard em voz alta – E porque é que não disseram nada? Há quanto tempo é que andas a sair com a minha irmã?
- Não é exactamente “sair” – intrometeu-se Chelsea, fazendo aspas com os dedos – Não sabemos como lhe chamar, por isso preferimos não dizer a ninguém.
- Se não é sair, é o quê? – Perguntou-lhe o irmão, voltando-se depois para Jensen – Meu, tu vê lá o que andas a fazer, esta é a minha irmã!
- Eu sei meu – disse Jensen, levantando-se da cama – Nós estamos numa fase de… de…
- Experimentações – ajudou Chelsea – E até descobrirmos o que isto é… não temos nenhum nome para lhe dar.
- Exacto – apoiou-a Jensen.
- Mas vocês… e… - Richard suspirou e abanou a cabeça – Não há quem vos perceba… nem quero saber.
Ele saiu do quarto e Chelsea e Jensen começaram a rir.
- Lá se foi o segredo – disse a rapariga.
- Podia ter sido pior… - Jensen viu as horas no despertador em cima da mesa-de-cabeceira e voltou a olhar para a rapariga – Tenho que ir, prometi à minha mãe que fazia umas coisas. Até amanhã.
- Está bem – Chelsea levantou-se da cama e puxou Jensen pela mão até ao andar de baixo. Abriu-lhe a porta e o rapaz não resistiu a despedir-se com um beijo.
- É verdade! – Disse, quando Chelsea já ia a fechar a porta – Amanhã à noite o pessoal da Universidade vai-se encontrar no Drink&Tell para festejar o fim do ano. Vem também.
- Não sei…
- Traz a Helen, e a Cassie, e quem quiseres – disse Jensen, agarrando-lhe nas mãos – Por favor, vem…
A rapariga revirou os olhos e suspirou.
- Está bem, vai-te lá embora – concordou, rindo-se. Ele sorriu e depois começou a afastar-se, a andar. Chelsea fechou a porta e depois subiu as escadas para voltar para o quarto.
❦
- Posso entrar? – Perguntou Chelsea, embaraçada, à porta da sala de aula. A sua professora de Inglês, Sra. Curtis, olhava-a e abanava a cabeça – Desculpe, adormeci…
- Nem no último dia chegas a horas Chelsea Burke – ralhou ela, suspirando alto – Entra, senta-te, vá.
Chelsea agradeceu-lhe e caminhou silenciosamente até ao seu lugar, onde se sentou e começou a tirar o caderno e o estojo de dentro da mala.
- Estás quase meia hora atrasada – observou Helen, inclinando-se para ela da mesa ao lado.
- Eu sei, adormeci mesmo – desculpou-se Chelsea. Tinha estado até tarde a ler umas notícias no computador sobre a Defensora do Oculto e quando o despertador tocou hoje de manhã, desligou-o e continuou a dormir.
- Pessoal, temos que combinar alguma coisa para festejarmos – meteu-se Tony, sussurrando também.
- Eu já tenho uma planeada. Vamos ao Drink&Tell, vai lá haver uma festa da universidade – disse Chelsea.
- Chelsea Burke! – A voz da Sra. Curtis fez-se ouvir e Chelsea assustou-se.
- Desculpe – pediu.
- Como eu estava a dizer – continuou a professora de Inglês –, foi uma honra ser vossa professora este ano, apesar de não vos ter apanhado o ano inteiro. Devo dizer que há aqui alunos com um grande potencial, e dos quais eu sei que um dia mais tarde me farão orgulhosa por ter sido uma das pessoas que os ensinou. Também sei que há pessoas – dirigiu um especial olhar a Chelsea – que devem mudar certas atitudes se esperam receber um diploma para o próximo ano. – Chelsea revirou os olhos e suspirou, ela já tinha ouvido esses discursos todos – Com sorte ainda cá estarei no próximo ano, e serei vossa professora na mesma. Se assim for, espero que as aulas corram tão bem, ou melhor, que este ano. Agora tenho umas fichas que preciso que preencham e depois podem sair.
Depois de despacharem tudo da aula, puderam sair, e as outras aulas foram também do mesmo género. Umas fichas de dados de última hora e as despedidas. Quando a campainha soou pela última vez abriu-se um sorriso nos lábios de Chelsea.
- Parabéns, sobreviveste a mais um ano lectivo – murmurou ela baixinho. Ia passar de ano, com sorte, mas ia. “Décimo segundo ano, cá vou eu”, pensou.
Foi comer um gelado com Helen e Tony e combinaram à noite encontrarem-se à porta do Drink&Tell às nove e meia, e Chelsea disse que ainda ia convidar Will e Cassie.
Quando chegou a casa, subiu para o quarto e deixou-se cair em cima da cama de costas, respirando bem devagar. Férias, finalmente. Estava livre dos trabalhos, já não tinha que se levantar cedo… tinha tudo para ser perfeito. Podia estar com Jensen… Mas mal ela sabia que não era tudo bem assim, e que as férias que a esperavam não eram de todo as que tinha planeado.
Foi preparar um lanche e quando voltou ao quarto tinha o telemóvel a tocar, e apressou-se a atender.
- A telefonar-me a esta hora? Estás doente? – Perguntou, num tom de brincadeira.
- “Que graça” – retorquiu Jensen – “Só telefonei para saber a que horas vens para o bar, não te posso ir buscar, desculpa”.
- Não faz mal, eu vou com o Richard. Combinei com o pessoal à porta às nove e meia, mas ainda tenho que falar com a Cassie e o Will.
- “Tens mesmo que convidar esse?”
- “Esse”? O Will é meu amigo.
- “Sim, o amigo que te treina e te esconde a verdade sobre quem foste”.
Chelsea riu-se.
- Estás só chateado por ele não me ter dito nada sobre ti, oh mascarado – disse ela.
- “Pois estou, e não é para estar?!” – Jensen suspirou – “Deixa lá. Vejo-te mais logo então.”
- Está bem, chato. Até logo.
- “Adeus caracolinhos” – Jensen desligou antes que Chelsea pudesse reclamar, mas na verdade a rapariga não o ia fazer. Já se estava a acostumar a ser chamada daquela maneira, ou doutras do género. E a cada dia que passava, detestava um pouco menos.
Chelsea pousou o telemóvel em cima da secretária e começou a ver biquínis nos sites das lojas a que costumava ir. Precisava de comprar uns novos para este Verão.
Quero mais do que três comentários neste capítulo, está bem? ;_;
publicado por Carolina às 2013-05-18 11:53:10
publicado por rii sw. às 2013-05-17 22:15:51
Esta semana tem sido a pior semana da minha vida, onde se compram buracos para nos escondermos?
http://runlikethewind.blogs.sapo.pt
publicado por Andrusca ღ às 2013-05-17 21:07:09
Como é que só tenho 2 comentários na DDO, hum? Como, leitores desnaturados? Ai...
Capítulo 10
- Tens a certeza que queres fazer isto? – Perguntou Jonah, que estava sentado na cama de Samantha, de costas para ela enquanto ela se arranjava para o grande baile.
- Tenho que o fazer, Jonah, senão o Will vai contar tudo – respondeu ela, suspirando de seguida – Já disse ao comandante que não me estava a sentir bem, e que ia ficar no quarto e não queria ser incomodada. O Samuel está na pausa, e a Samantha está… - nesse momento ela virou-se para o espelho e ficou espantada por alguns segundos. Pela primeira vez em muitos anos parecia-se com a verdadeira Samantha Kendric de Walcaster, uma verdadeira lady – A Samantha está pronta. E o Will tem o que quer, e o meu segredo continua a salvo. Já te podes voltar.
- Tratas o príncipe William por “Will”, é tão estranho de ouvir… - comentou Jonah, ao mesmo tempo que olhava para ela, ficando automaticamente boquiaberto com a beleza que tinha à frente – Uau… às vezes até me esqueço… que és uma rapariga. E uma bonita, para sermos sinceros.
Ela sorriu-lhe.
- Pareço a minha mãe – confidenciou, com uma certa nostalgia – Ela também prendia o cabelo assim…
Samantha tinha os caracóis loiros presos para trás, num carrapito, com um gancho com pedrinhas preciosas a condizer com as do vestido vermelho que William tinha mandado entregar naquele quarto, juntamente com uns sapatos pretos, de salto alto, e uma pulseira também com pedras preciosas. Agora sim, com aquela vestimenta, adornos e penteado, ela parecia alguém digno de ser da realeza.
- Bem… o baile já começou – disse Jonah – Pronta?
- Vai espreitar, para ver se vem alguém.
Assim fizeram. Jonah foi à frente e, quando o corredor ficou livre, Samantha saiu e caminharam rapidamente até à entrada para o salão de bailes, que consistia numa porta bem alta e larga, que dava directamente a umas escadas que tinham que ser descidas. Ao fim delas, o salão estendia-se, com o rei sentado num trono ao fundo da sala, juntamente com a rainha e William, e já várias pessoas a dançar. As mulheres envergavam lindos vestidos, os homens belos fatos e os soldados que não podiam pagar uma melhor vestimenta limitavam-se a usar a armadura.
Samantha estagnou à entrada, perto do lacaio que apresentava as pessoas que entravam em voz alta, e Jonah parou com ela.
- Passa-te alguma coisa?
- Vai entrando… eu vou já atrás de ti – assegurou ela, esforçando-se por sorrir. Mas, assim que ele foi apresentado como “soldado Jonah Godwyn” e desceu as escadas, voltou para trás e encostou-se à parede, vendo as pessoas a passar por si e a entrar no baile. De súbito o vestido tinha-se tornado demasiado apertado, não conseguia respirar, estava a ter um ataque de pânico – Vá lá Samantha, tu consegues, é só um baile… vá lá – repetia-se vezes e vezes sem conta.
Ao fim de alguns minutos tomou coragem e aproximou-se do lacaio e, chegando-se ao seu ouvido, apenas disse “Lady Samantha Kendric de Walcaster”. O lacaio bateu com o bastão no chão e, com a sua voz alta e grave, que persistia perante a música ambiente dos violinos, repetiu:
- Lady Samantha Kendric de Walcaster – ao dizer aquele nome, que no reino era como se fosse um tabu devido ao horror ligado a ele, todo o salão ficou em silêncio. Os homens pararam de tocar violino e o rei, anteriormente enfadado, levou os olhos até ao cimo das escadas, como todos os outros. Samantha engoliu em seco e sentiu a pressão dos olhares sobre si, porém continuou o seu caminho e andou directamente até ao rei, perante a surpresa e o choque de todos os presentes.
William saiu do seu lugar e andou até ela, parando-lhe a marcha.
- Estás linda – elogiou, dando-lhe um beijo na mão e brindando-a com um sorriso.
- Obrigado, e tu pareces-te mesmo com um príncipe – ela sorriu, e ele riu. Após trocarem um olhar, Samantha contornou-o e parou em frente ao rei, fazendo uma vénia – Vossa Alteza – cumprimentou.
Ele franziu as sobrancelhas e levantou-se, desceu os três degraus e ficou de frente a ela.
- Que brincadeira é esta, rapariga? – Perguntou, claramente perturbado – Gozar com os espíritos já perdidos não é admissível!
- Perdoe-me, rei Irinoi – disse ela, levantando-se. Foi então que ele arregalou os olhos. Ela parecia-se mesmo com a mãe –, mas não estou a brincar. Sou mesmo eu. Sobrevivi. Perdoe-me por nunca antes vos ter dito isto.
Até a maneira como ela falava, como sorria, como olhava, fazia lembrar Catherine Kendric. O seu cabelo, as suas bochechas rosadas. Irinoi perdeu a noção do decoro e, com os olhos enlagrimados, lançou-se à rapariga e agarrou-a num abraço bem apertado, apanhando todos de surpresa. William riu-se, enquanto a madrasta fez “cara feia” e as irmãs não compreendiam o que se passava.
- Como…? – Perguntou Irinoi.
- Noutra altura, hoje é uma festa. Ouvi dizer que queria uma mulher para casar com o Will – brincou ela.
- Estás-te a disponibilizar? – Ela riu-se e corou, ao mesmo tempo que William também o fez.
- Não, ainda sou nova.
- Parece destino, ele diz o mesmo – e então, ao perceber que toda a gente permanecia quieta, Irinoi voltou-se para os convidados e sorriu – Hoje aconteceu um milagre! A família voltou para casa! Temos mais um motivo pelo qual celebrar! Toca a tocar a música, toca a dançar e a comer e a beber. Hoje não há lugar para tristezas!
Tal como ordenado, a música voltou a soar pelo salão, e as danças prosseguiram de onde tinham parado. Samantha fez uma vénia e preparava-se para se afastar e se misturar na multidão, quando William lhe agarrou pela mão.
- Então e a minha dança? – Perguntou-lhe, com um sorriso encantador.
Ela respirou fundo. “O mais difícil já passou”, tentou convencer-se, sem saber ainda do que estava para vir.
- Vamos, vamos ver quão bem sabes dançar Will.
Ele sorriu em jeito de desafio e levou-a até à zona destinada à dança. Colocou-lhe uma mão na cintura e começaram a dançar ao som da melodia. Aos poucos os outros pares foram-se desviando, deixando-os apenas aos dois a dançar. Uns iam comentando o facto daquela rapariga tão misteriosa ter aparecido e parecer tão familiar com o rei e o príncipe, ignorando a sua identidade; outros admiravam-lhe a beleza; outros, conhecedores de quem era, davam graças por estar viva ou lamentavam esse mesmo facto, sendo crentes numa certa “maldição dos Kendric” e incapazes de acreditar que ela poderia ser feliz algum dia.
- Está toda a gente a olhar para nós – comentou Samantha, um pouco embaraçada.
- Deixa que olhem. Tu mereces. Estás deslumbrante.
Bem até agora parece que tudo correu bem...
publicado por mysuperworld às 2013-05-17 20:00:41

Muito se tem falado, nos últimos dias, da mastectomia preventiva feita pela Angelina Jolie. Isso lembrou-me de uma questão importante da qual há já algum tempo que ando para vos falar.
Ali no fim de Janeiro, dias antes de fazer 18 anos, acordei com algumas dores musculares (não sei se devido às aulas de e.f ou se foi algum mau jeito de dormir). O que é certo é que comecei a tocar com a mão nas zonas doridas e detetei um nódulo numa mama. Fiquei desesperada! A minha mãe bem dizia que era para eu ter calma porque o mais provável era não ser nada de mau, mas eu queria lá saber!! Estava assustada e creio que, qualquer pessoa nestas circunstâncias também o ficaria. Fui logo ao médico, fiz uma ecografia mamária e finalmente respirei de alívio. É um fibroadenoma (um tumor benigno, o mais comum da mama e muito frequente sobretudo em mulheres com mais de 20 anos). Pode-se perfeitamente viver com ele, tendo apenas de fazer exames regulares para controlá-lo, mas também pode ser removido se o médico o achar necessário. Pelo que me explicaram, só costumam removê-los quando têm 3 ou mais centímetros. O meu tem 2cm o que já não é considerado pequeno. Daqui a uns meses vou fazer novos exames e se ele continuar a crescer o mais provável é que seja retirado.
E tudo isto para dizer o quê? Que, felizmente, isto não é nada de mau. Mas e se fosse? Se fosse eu não tinha descoberto precocemente, que é o que se quer, porque pura e simplesmente nunca me dei ao trabalho de fazer a palpação e não estava atenta às mudanças no meu corpo. Afinal, com esta idade quem é que se preocupa com isso? Mas é importante e agora eu aprendi com o meu erro e vou estar mais atenta. E espero que vocês também comecem a estar, caso sejam umas irresponsáveis como eu! Não custa nada! ;)
publicado por Carolina às 2013-05-17 19:41:49
Hoje estava a sentir-me horrível a passear na baixa. Estava com o cabelo na sua forma original (ou seja, encaracolado, por esticar), o que detesto profundamente; estou vestida de uma forma muito mais desportiva que o normal, com um camisolão que comprei em Barcelona por causa do frio que se fez sentir ao longo de dia; e, ainda por cima, ando a sentir-me mais cheiinha do que devia. Portanto, para mim, estava horrível.
E enquanto meditava na minha maldita apresentação, olhava para as outras pessoas - e apercebi-me que não tenho nenhuma noção de como as pessoas me vêem a mim. Quer dizer, eu olho para alguém mais gordinho e pergunto-me "mas será que eu sou assim?". Não percebo muito bem como é que alguém que se vê ao espelho todos os santos dias pode ter dúvidas destas, mas a verdade é que as tenho a uma escala enormíssima. É claro que tudo é relativo, que há opiniões diferentes, mas acho que há um senso comum mais abrangente. Eu estou sempre muito mais certa das minhas capacidades intelectuais do que físicas - eu consigo acreditar em mim mesma no que toca a coisas que envolvam a cabeça, mas tudo que meta a aparência... cof cof. Se há dias em que até me acho bonita, há dias em que me acho um horror (hoje!) - mas o que os outros pensam, não faço a mais pequena ideia (se pensarmos bem, também não dou muito espaço para ninguém se expressar, mas pronto); se há dias em que olho ao espelho e acho que até nem preciso de emagrecer mais, há outros em que me sinto uma baleia (hoje!) - e os outros, acham-me uma baleia?
Eu, para além de não saber o que os outros acham, não sei o que achar de mim mesma - e a minha falta de noção é tão grande que nem sequer arranjo termos de comparação com outras pessoas, para me poder "visualizar" de alguma forma. Mulheres têm destas coisas...
http://runlikethewind.blogs.sapo.pt
publicado por Andrusca ღ às 2013-05-17 14:27:54
Logo posso postar Armadura do Coração ^^
Comentem.
Capítulo 19
Seguir o Destino * Parte 2
As quatro horas da tarde estavam-se a aproximar e Chelsea não conseguia esconder o nervosismo. Tinha trocado de roupa três vezes e ainda não tinha a certeza sobre se eram mesmo aquelas calças pretas e a blusa lilás que queria levar ao encontro. Encontro… ela nem sabia se era um encontro. Uma parte dela dizia-lhe que sim, mas a outra gritava-lhe que não. E ela não sabia qual delas ouvir.
- Está atrasado – proferiu, quando viu no despertador a hora mudar para as quatro e um. A campainha tocou nesse instante –, mas não muito.
Saiu do quarto e deu de caras com Richard, que ia abrir a porta.
- Eu vou – disse ela – Volta ao que estavas a fazer, é para mim. E vou sair, e não sei quando volto. Adeus.
O irmão nem teve tempo de lhe dizer nada, pois ela desceu as escadas e saiu de casa a uma velocidade considerável. Andou apressadamente até à mota de Jensen, onde o próprio já se encontrava sentado, e sentou-se atrás dele, agarrando-se nele.
- Estás a gostar disto, não estás? – Perguntou ela, ao que ele se riu. E então viu o enorme cabaz que o rapaz tinha no braço – O que é isso?
- Não é óbvio? – Perguntou ele, enquanto punha a mota a funcionar.
- Já me estou a arrepender – murmurou a rapariga entre dentes.
Jensen conduziu por alguns minutos, e estacionou perto do parque de merendas de Diamond City. Os dois começaram a caminhar até lá em silêncio, e quando encontraram um sítio com relva e à sombra de uma árvore, Jensen estendeu uma toalha grande no chão e lá colocou uma garrafa de Coca-Cola, uma torta, e uma caixa de plástico com morangos.
- O que estás a tentar fazer? – Perguntou a rapariga, sentando-se numa ponta da toalha, de frente para ele.
- É o que mais gostas, certo? Torta de chocolate, morangos… Coca-Cola – disse ele.
- Nem sabia que sabias isso…
- Porque é que saíste tão à pressa de casa? Parecia que estavas desejosa para sair de lá – reparou ele.
- O Richard ia abrir a porta… se ele te visse, ou melhor, se me visse a sair contigo… ele ia começar a pensar coisas, e… tu sabes.
- Não contaste ao teu irmão
- O que é que era suposto dizer? – Lamentou Chelsea – Que vou a um encontro com um tipo que odiava na semana passada? Quer dizer… isto é um encontro? Porque sinceramente não sei…
- Faz sentido.
Começaram a comer e passado um bocado de tempo começaram a rir com as lembranças de várias batalhas que já lutaram juntos. Houve coisas bem ridículas, não o podiam negar. Chelsea já estava a ficar com dores de barriga de tanto rir quando comeu o último morango e respirou fundo. Contrariamente a todas as expectativas, estava-se a divertir.
- Isto está tudo fabuloso – elogiou Chelsea, enquanto respirava fundo e observava cada traço da face de Jensen, sem que ele reparasse. Quando ele a olhou, ela desviou o olhar.
- Obrigado – disse o rapaz.
- Não pensava que a tinhas em ti – Jensen franziu as sobrancelhas, não vinha dali coisa boa, mas mesmo assim decidiu arriscar.
- O quê? – Perguntou.
- Simpatia – Chelsea riu-se e deitou-lhe a língua de fora, e Jensen abanou a cabeça e suspirou.
- Tinhas que estragar tudo, não tinhas Cabeça de Fósforo? – Perguntou, agora quem se ria era ele.
- Não me chames isso – disse Chelsea, já séria. Ela odiava aqueles nomes, ele sabia-o bem.
- Porquê? É um nome carinhoso – afirmou Jensen.
- Jensen, a sério – pediu ela, fazendo beicinho.
Jensen riu-se.
- Obrigado por teres vindo comigo hoje – disse ele, um bocado sem jeito.
- Que mais teria eu para fazer num domingo à tarde? – Chelsea revirou os olhos, e Jensen pressionou os lábios.
- Sair com o PJ? – Chelsea olhou para ele em choque.
- Como é que tu… estavas a espiar? – Perguntou ela, incrédula.
- Não, ia buscar um copo de água à cozinha e acabei por ouvir a pergunta. E depois quis saber a resposta… não devia ter ouvido atrás da porta, desculpa…
Mais uma vez, Chelsea soltou uma gargalhada sonora.
- Até ficas engraçadinho quando coras – disse ela, fazendo com que Jensen corasse um pouco mais.
- Nunca ninguém se queixou do meu nível de graça – brincou.
Chelsea parou de rir. Sim, para ter tantas namoradas como tinha, tinha que ter alguma graça. Esse sempre fora um dos motivos pelos quais ela não lhe dava muita confiança. Nunca estava com a mesma rapariga mais do que uma semana.
- Sim, tenho a certeza que as peruas com que andas te acham imensa – murmurou.
- Senti ciúmes? – Perguntou ele, sentindo-se importante.
- Não…
- É engraçado, conhecemo-nos há séculos e nunca falámos de namoros…
- Isso não é bem verdade. Lembras-te de quando começaste a insultar o John enquanto eu estava a sair com ele? Estávamos na cozinha, e eu estava a fazer um bolo, e enervei-me tanto contigo que…
- Despejaste a farinha toda para o chão – riram-se.
- Continuei a encontrar farinha por todo o lado nas três semanas seguintes.
- Foi hilariante.
- Foi horrível! – Chelsea parou para pensar e viu as horas no ecrã do telemóvel. Seis horas, daí a pouco o sol começaria a desaparecer.
- Posso-te perguntar uma coisa? – Perguntou o rapaz, abanando a cabeça para que os cabelos negros lhe saíssem dos olhos.
- Diz.
- Se não tivesses descoberto que eu sou o rapaz mascarado… o que é que tinhas feito?
- Não sei… eu queria descobrir quem ele… tu, eras. Acho que me deixei afeiçoar demais…
- Eu acho que é como a Guardiã disse… já vem de outra vida. É o destino.
- E tu acreditas nisso? – Chelsea sentiu um aperto no peito. Ela continuava apaixonada pelo rapaz da máscara, e agora que sabia que ele era Jensen, os sintomas também já se deixavam aparecer quando ele chegava ao pé dela, mas ela tentava lutar pelo simples facto de se tratar dele.
- No destino? Acho que já vi demasiadas coisas inacreditáveis para não acreditar nisso – disse ele, observando-a com cuidado para ver a sua reacção.
Ela suspirou e olhou para o céu, fazendo um certo trejeito com o lábio.
- Onde é que queres chegar? – Perguntou, ainda a observar as poucas nuvens que se faziam notar.
- O que quero dizer é… eu também gosto da Defensora do Oculto. E se ela és tu então… acho que quer dizer que gosto de ti.
- Acho que tens razão… mas ainda não me disseste onde queres chegar.
- Eu gostava de tentar… se tu quisesses.
Chelsea olhou para ele e respirou fundo. O seu coração gritava-lhe para dizer que sim, a razão implorava-lhe que não aceitasse. Tinha o pressentimento que ainda ia sofrer muito com toda esta história. Afinal, se a antiga Defensora e o antigo Byron não ficaram juntos, é porque não estavam mesmo destinados, certo?
- Está a ficar tarde… - murmurou a rapariga, vendo a desilusão instalar-se na face do rapaz. Mas mesmo assim ele disfarçou e sorriu.
- Pois está… vamos lá, eu levo-te a casa.
Levantaram-se e começaram a arrumar as coisas, para em seguida seguirem caminho. Jensen deixou a mota estacionada à entrada e acompanhou Chelsea até à porta, onde ela parou e se virou para ele.
- É um bocado difícil seguir o destino – murmurou a rapariga, enquanto pontapeava uma pequena pedra que se encontrava solta na calçada, ainda a pensar sobre a proposta do rapaz enquanto estavam no parque de merendas.
- Mas é ainda mais difícil lutar contra ele – pensou o rapaz em voz alta, o que fez com que rapariga olhasse para ele e corasse levemente. Ela já não sabia o que pensar, já não sabia o que sentir nem o que se passava com ela. Mas Jensen já o tinha aceitado. Agora via claramente que armar tantas brigas com ela era apenas uma maneira de tentar chegar a ela. Jensen já tinha percebido que, realmente, o sentimento sempre esteve com eles.
- Então devíamos deixar as coisas andar à medida que têm que andar – propôs a rapariga, sorrindo levemente.
- Concordo – afirmou o rapaz.
- Vês? – Perguntou ela, num tom espantado – Acabámos de concordar nalguma coisa.
O rapaz riu-se e abanou a cabeça.
- Até amanhã, caracolinhos. – Despediu-se, dando-lhe um beijo na pontinha do lábio e seguindo depois para a sua mota, na qual se foi afastando. Chelsea respirou fundo para tentar acalmar o ritmo cardíaco. “Isso não foi levar as coisas devagar”, pensou, “Caracolinhos… ah, que se lixe, ele nunca vai parar, por isso para quê reclamar? É um nome carinhoso…”.
publicado por Cate J. às 2013-05-17 10:15:21
publicado por Carolina às 2013-05-16 21:35:19
Até ao ano passado, o meu pai passava a vida a falar nas saudades que tinha de Paris, das ruas, das noites,... Em Abril lá fomos nós passar três dias à capital francesa e eu, de tanto que tinha ouvido falar, acho que fiquei um pouco desapontada. Diria que é impossível achar Paris uma cidade feia - tem monumentos estonteantes e em cada canto -, mas atribui a minha falta de "entusiasmo" ao facto de, mesmo não estando à espera, ter as expectativas demasiado altas e ter ido com os meus pais (não desprezando a companhia deles, que adoro, mas suponho que Paris com um namorado seja ligeiramente diferente).
Passado pouco mais de um ano de ter lá estado, tenho eu saudades. Percebi que Paris se enraizou em mim, mesmo sem eu ter dado por ela. E, curiosamente, lembro-me muitas vezes de um passeio nocturno que dei com o meu pai pelas ruelas da capital - acho que é essa a essência da cidade. Muito para além da Torrei Eiffel e do Arco do Triunfo, é todo um ambiente diferente e que, diria, trás muito da Belle Époque aos dias de hoje.
Continua a não ser a minha cidade, a não representar o meu eu mais profundo, mas percebo agora que foi um sítio que me conquistou ao longo do tempo e não naquele momento (como Barcelona, por exemplo). Acho que embelezo aqueles dias no meu pensamento, juntando-lhes as músicas e as cores que mais se lhes adequam. Dentro de mim, Paris é cada vez mais bonito e espero lá voltar dentro em breve.

publicado por Isabella às 2013-05-16 19:13:34
Bem já devem ter percebido que o blog mudou de visual e que foi uma mudança bem grande, inspirei-me num layout que andava a namorar há já algum tempo e pus mãos à obra, desta vez não só com o intuito de mudar o ar do blog, mas mudar também o seu rumo, não se preocupem continurarei a postar os meus posts privados, mas darei lugar também a alguns públicos, especialmente sobre a escrita e alguns de moda, vou mudar um pouco o conveito deste meu espaço resumindo assim; Espero que gostem desta minha mudança e que me continuem a apoiar porque são muito importantes para mim, até lá vou ver se acabo de escrever a minha mais recente one shot para a publicar aqui.
Vou deixar-me de coisas,
Fiquem bem
Isabella
p.s: a foto foi tirada e editada por mim
publicado por Carolina às 2013-05-16 19:11:28
Só eu sei há quanto tempo estou para dizer isto: finalmente agarrei-me a um livro!
Algures no Natal, se não me engano, "A Sombra do Vento" de Carlos Ruiz Zafón chegou-me pelo correio como prenda de uma amiga (obrigada C.!) que fiz por estas bandas. Na altura estava a ler outra coisa e, entretanto, meteu-se o Memorial, de qual eu tive a indecência de dizer que "se lia bem". De facto, eu já não me lembrava do sabor e do prazer proporcionado por um bom livro.
Para dizer a verdade, comecei a ler este livro porque precisava algo com que entreter a cabeça, e bem sei que um bom livro é a formula mágica para todas as preocupações se desvanecerem por uns bons bocados. Também já estava cansada de me sentir obrigada a ler a obra de Saramago. Porque, se por um lado, acho o livro mais fácil de ler que "Os Maias", que se dá no 11º ano, por outro estava a lê-lo por pura obrigação. Eu nunca gostei da pessoa que Saramago mostrava ser - das várias entrevistas que li e vi - e já conhecia a sua escrita, tendo em conta que li meia dúzia de páginas do "Ensaio Sobre a Cegueira" e um bom bocado d'"As Intermitências da Morte". E não gosto. Não gosto daquela forma peculiar de escrever, que para mim é uma pura maneira de se querer destacar ainda mais dos outros escritores, quase que como uma concorrência desleal. É claro que a minha opinião de pouco ou nada serve, tendo em conta que o senhor foi o vencedor de um Nobel, mas felizmente a liberdade dá para estas coisas.
Quando me apercebi que já não teria ler mais aquele livro (pois, supostamente, já havia sido testada sobre ele), saltei para outra história e apaixonei-me. Devia acabar de ler o Memorial, devia interromper a leitura d"A Sombra do Vento" e, com azar, a minha nota de português sairá prejudicada. Mas, lamento, nada me arranca este livro enquanto não o acabar. A paixão é assim, desmesurada. Mesmo no campo dos livros.
http://runlikethewind.blogs.sapo.pt
publicado por Andrusca ღ às 2013-05-16 19:10:25
Capítulo 19
Seguir o Destino * Parte 1
- E depois o que se passou? – Perguntou Cassie, excitada.
Chelsea suspirou e chegou-se à amiga, descansando da tarefa que estava a fazer. Levou as mãos à cintura depois de ter atado melhor o seu rabo-de-cavalo e deu um pontapé numa pedra solta que se encontrava perto delas.
- Chelsea, estamos a treinar – queixou-se Will.
- Tu cala-te, que ainda estamos chateadas contigo – disse Cassie, com cara de má – Não acredito que não lhe disseste isso. O amor da sua outra, e possivelmente desta, vida está mesmo ao lado dela, e tu ficas calado. Que tipo de amigo é esse?!
- Oh… o Will é um querido… - disse Chelsea, sarcástica – Depois o outro Guardião, Oyuan, apareceu. E começou a dizer à Clayde que não nos devia ter contado nada, porque agora a história podia-se repetir, e blá, blá, blá, e depois o Jensen gritou com ele e eu disse que ele não tinha o direito de nos esconder este tipo de coisas – Chelsea contava tudo, tintim por tintim, a Cassie, do que se tinha passado no dia anterior, enquanto tentava ao máximo não deixar escapar nenhum pormenor – E depois ela continuou a dizer-nos que estamos destinados a estar juntos, e a contar como o nosso amor salvou o mundo, e… E depois, quando fomos levados de novo para o parque, sabes o que ele me perguntou?
- O quê? – Perguntou Cassie.
- Sim, por favor, falem como se não estivéssemos ocupados nem nada – as duas ignoraram o comentário do rapaz loiro.
- Se devíamos falar sobre o assunto. Eu perguntei-lhe sobre o quê, e ele disse sobre o facto de estarmos destinados… achas normal? – Chelsea disse isto tão depressa e tão indignada que por momentos a rapariga dos piercings achou que não ia conseguir continuar a conversa sem se rir. Mas enganou-se, conseguiu aguentar-se.
- E tu?
- Eu não sei, eu disse-lhe que não conseguia pensar nisso agora. A sério… já não era estranho o suficiente ser uma rapariga que combate demónios? Agora o meu príncipe encantado… o meu salvador… é o Jensen?! Ele, entre todos os outros? Não soube o que pensar, claro que não podia dizer que sim, que devíamos falar sobre o assunto.
- Mas gostas dele?
- Quem se importa?! – Disparou Will, dando um murro numa árvore e bufando. Ele só queria treinar a Defensora, só a queria preparar para a Escuridão, nada mais – Tu tiveste sorte ao matares o Kayor, sabes disso? Sorte! Se não treinares, vais morrer. Inevitável. Parem de fofocar!
De novo, foi ignorado, e as raparigas continuaram como se ele fosse invisível e mudo.
- Não… - Chelsea foi rápida na resposta, e Cassie deitou-lhe um daqueles olhares que apenas as melhores amigas podem fazer umas às outras, por já se conhecerem bem demais. Chelsea revirou os olhos – Quer dizer, eu gosto do rapaz mascarado, mas agora que sei que é o Jensen, que dizer… é o Jensen, e eu nunca gostei dele… nunca, nunca. Estou confusa, esta situação está toda de pernas para ao ar e… estou confusa.
- Eu acho que tu gostas dele…
- Eu não gosto dele. Ele é o Jensen, por amor de Deus. Se soubesses metade das coisas que ele já me fez… é tão irritante. Oh Deus, e já o beijei uma vez…
- E não queres repetir? Sabes Chels, ele é um tipo bastante atraente…
- Sim, e chato, e convencido, e mais chato – ela não negava que ele era o tipo de rapaz com que muitas suspiravam, era um facto, não havia negação a fazer, por isso preferiu sobressaltar-lhe os defeitos.
- Já te ocorreu que ele pode ser assim para captar a tua atenção? – Cassie parecia completamente convencida da situação.
- Essa deve ser a pior suposição de sempre – disse Jensen, que apareceu por detrás de uns arbustos com uma cara de espanto.
- Mas o que é que estás aqui a fazer?! – Perguntou-lhe Chelsea, rapidamente.
- Oh perfeito, já estou a ver que o treino foi à vida – reclamou Will, ao agarrar na sua mochila – Quando o circo acabar, liga-me.
E começou a afastar-se, perante o olhar dos outros três. “Isto não é normal”, pensou Chelsea.
- Como é que vieste aqui parar? – Insistiu a rapariga dos caracóis ruivos com Jensen.
- Segui-te – disse ele, descontraindo.
- Então estás aqui deste… que chegámos? – Meteu-se Cassie.
- Sim. Vocês raparigas falam demais, sabiam? – Ele aproximou-se de Chelsea e cruzou os braços – Então é aqui que a Defensora do Oculto treina… sabes, tens estado a evitar-me.
- Não tenho nada – defendeu-se ela, fingindo-se chocada – Nós descobrimos as coisas ontem, e hoje tive aulas… como é que te estou a evitar?
- Viste-me a caminho da escola e correste. Tipo… mesmo rápido – disse o rapaz.
- Está bem… claramente que não faço nada aqui. Divirtam-se, treinem, façam… qualquer coisa. Adeus Chels – disse Cassie, que se levantou da pedra e desapareceu também entre o arvoredo.
- Perfeito! – Exclamou Chelsea, irónica – É incrível como consegues sempre estragar tudo. Como é que vou treinar agora? Afugentaste toda a gente!
Jensen riu-se e pôs-se à frente dela, de mãos abertas na sua direcção.
- Usa toda a tua força – disse-lhe, em tom de desafio.
Chelsea respirou fundo e depois deu um murro numa das mãos de Jensen, o que fez o rapaz rir-se.
- A sério? Como é que ainda estás viva? – Brincou ele.
Chelsea concentrou-se e uma força invisível mandou o rapaz contra uma árvore, deixando-o cair para o chão em seguida. Ele levantou a cabeça do chão e olhou para a rapariga, enquanto a abanava.
- Isso é batota – declarou, acerca de ela ter usado os poderes.
- Se salvar a minha vida… não me podia importar menos – disse ela, que, após agarrar no seu casaco, começou a caminhar para fora do bosque em direcção a casa.
O rapaz ainda ficou sem reacção algum tempo enquanto a observava a afastar-se, e passado poucos segundos esboçou um pequeno sorriso. Agora que sabia a identidade da Defensora, e que sabia quem foi no passado e o que tem que fazer, tudo fazia mais sentido. Bem, quase tudo. A parte de estar destinado à rapariga dos caracóis ruivos ainda não lhe tinha sido completamente entendida. Mas já estava a começar a ver. Agora ele conseguia ver claramente a rapariga por quem se começou a apaixonar, espelhada na que irritou e brincou durante tantos anos.
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Sábado tinha chegado, e Chelsea tinha decidido passar o dia em casa. A manhã passou-a a estudar, para ver se não tirava tantas negativas. E à tarde, enquanto os amigos de Richard e ele estudavam no quarto para os exames da universidade, ela tinha o computador portátil em cima da cama e via um filme deitada de barriga para baixo. Estava a meio de uma das muitas gargalhadas que o filme cómico lhe estava a causar, quando lhe bateram à porta. Ela parou o filme e disse para entrarem, ao mesmo tempo que se sentava na cama à chinês.
- Que andas a fazer? – Perguntou PJ, sorrindo-lhe e deixando a porta apenas encostada.
- Estava a ver um filme… como vai o estudo?
- Difícil… é difícil concentrarmo-nos quando só ouvidos gargalhadas – Chelsea corou, mas no fim acabou por se rir.
- Desculpa – pediu.
Houve um momento de silêncio. PJ não estava certo do que ia dizer, não sabia bem se fazia sentido ou não, sentia-se confuso apenas.
- Tu… - PJ sacudiu o cabelo com a mão, um pouco embaraçado, o que era raro acontecer – Queres ir sair comigo, um dia destes?
- Nós saímos o tempo todo – noutros tempos, Chelsea teria logo pensado noutra maneira de ver a pergunta, mas desde os últimos acontecimentos que tem estado meio distraída perante tudo.
- Não, eu quis dizer… só nós, como… um encontro? – Chelsea arregalou os olhos e ficou de boca aberta algum tempo, formulando depois um sorriso algo tímido, ignorando por completo que por detrás da porta do quarto, a ver através da parte que estava aberta, Jensen os observava com o coração nas mãos.
- PJ eu… devo estar a perder o juízo – murmurou ela, deixando PJ confuso – Na verdade, desde que te conheço que queria que me perguntasses isso, sabes? Mas acho que não tinha razões para isso. Nós conhecemo-nos todos desde sempre, crescemos todos juntos. Do nosso grupinho, tu foste sempre o qual de quem gostei mais – Jensen, do outro lado da porta, sentia-se a perder o controlo, e cerrou os punhos com bastante força, enquanto PJ se preparava para interromper a amiga. Não percebia o porquê daquilo o incomodar tanto, mas a verdade é que era quase insuportável.
- Era um pouco estranho gostares do Jensen, considerando tudo – disse ele, o que fez aparecer um sorriso irónico nos lábios de Chelsea. Pois, ela também pensava isso.
- Mas o que acontece é que nós… Eu gosto muito de ti. Adoro-te, mas… não estou apaixonada por ti. E tu não estás apaixonado por mim – continuou a rapariga, apanhando ambos os rapazes de surpresa – Nós somos familiares, temos aquele carinho especial. E só recentemente é que percebi que o que sinto por ti se aproxima muito do que sinto pelo meu irmão, percebes? Somos amigos há tanto tempo que acho que o devíamos a nós próprios tentarmos algo mais, entendes? Mas não devemos. És como meu irmão.
PJ sorriu, sim, ele percebia. Ele sentia-se também dessa maneira. Chelsea sempre fora importante para ele, mas nunca além de uma grande, grande, amiga.
- Sim, percebo – disse ele, sorrindo. Jensen, de fora do quarto, deu por si a respirar fundo e a parar de fazer força de punhos cerrados, e a perceber a quantidade enorme de ciúmes que o tinha atingido – Desde quando é que ficaste tão sábia, pequena?
Chelsea riu-se.
- Sempre fui, mas é segredo – disse ela, pondo o dedo ao lado do nariz em seguida e fazendo um pequeno: - Shh.
PJ riu-se, e Jensen decidiu ir fazer o que tinha saído do quarto de Richard para ir fazer: ir à cozinha.
Depois do amigo voltar ao estudo Chelsea suspirou e levantou-se, caminhando lentamente até à janela. Saiu e sentou-se com as pernas encolhidas no telhado, a pensar. “Recusar o PJ… se me contassem que isto ia acontecer ia dizer que era uma anedota”, pensou ela. Mas até para sua surpresa, não lamentava de o ter feito.
Quando deu por si já começava a escurecer e já se sentia um certo frio na rua. Tinha acabado de retornar ao quarto quando a porta se abriu e de lá viu aparecer Jensen.
- Eu bati – defendeu-se logo ele, pondo as mãos no ar como se estivesse a render-se.
- Não ouvi – disse a rapariga, calmamente – Precisas de alguma coisa?
- Sim – ele confirmou, mas depois calou-se, o que fez Chelsea ficar um pouco confusa.
- Estás à espera que pergunte? – Perguntou ela.
- Amanhã, quatro horas, venho-te buscar. Não há maneira de não aceitares – disse ele muito depressa.
- E vais-me levar…
- Amanhã vês. Tenho que ir, o PJ está à espera lá em baixo. Até amanhã caracolinhos.
- Até… - Jensen fechou a porta e Chelsea suspirou – amanhã. Mas o que será que aquele está agora a planear?
Ela não gostava da ideia. Não gostava mesmo nada.
Desculpem não ter postado ontem.
Vamos ver o que sai daqui... comentem!
publicado por Isabella às 2013-05-16 19:09:06
Aqui estão os links para todos os meus textos publicados aqui no blog, se lerem não deixem de dar a vossa opinião, porque ela conta, e muito.
publicado por mysuperworld às 2013-05-16 19:02:03

Eu acho que oss vernizes têm todos, mas mesmo todos, efeitos secundários. É que mal acabo de pintar as unhas das três uma:
- dá-me uma vontade louca de ir à casa de banho;
- dá-me alta comichão na cabeça e preciso mesmo, mesmo de coçar;
- acontece-me as duas situações acima descritas.
E depois lá tenho eu de aguentar, com muito sofrimento, até as unhas secarem.
publicado por Rita às 2013-05-16 17:29:40

Ela não acreditava que podia ser plenamente feliz com outra pessoa. Tinha deixado de acreditar no amor depois de todas as decepções que tinha tido no passado. Viva a su vida como qualquer outra adolescente, como qualquer outra pessoa. Não esperava surpresas, não esperava que a sua vida muda-se radicalmente.
Ele apareceu. Apareceu na sua vida sem aviso prévio, sem ela se poder proteger.
Tornaram-se amigos. Ela, ao longo do tempo, deixou-se levar. Foi confiando mais e mais nele. Foi deixando que ele entrasse na sua vida sem restrições. Deixou que ele soubesse todo o seu passado, todos os seus segredos. Deixou que ele lhe visse a alma. Ele era o porto seguro dela.
Nunca passara na cabeça que aquele rapaz, que via todos os dias, pudesse ser tanto na sua vida. Nunca pensara que conseguisse deixar uma pessoa, principalmente um rapaz, conhecer tanto de si.
A confiança que ela tinha nele, no pensamento da rapariga, era anormal. A maneira como gostava, pensava e sentia falta dele, era anormal. Toda aquela situação era nova. Na sua última decepção prometera a si mesma que nunca mais deixaria que uma pessoa entrasse assim na sua vida e nunca mais se apaixonaria assim tão facilmente.
Ele, depois de todo o tempo passado com ela, percebera que a rapariga vivia fechada na sua própria bolha. Ela vivia com medo. Medo que percebessem quem ela era. Medo de ser magoada. Medo de ser abandonada. O objetivo dele era fazer com que ela deixasse de viver receosa e passasse a ver a vida e as pessoas com um sorriso na cara. Queria conhecê-la até ao mais infímo pormenor e queria fazer com que ela se apercebesse que ele não a ia abandonar.
Ela, por muito que tentasse fugir, já não conseguia. Estava apaixonada. Toda esta situação e a rapidez com que tudo tinha acontecido deixavam-na desconfortável.
As barreiras que ela própria considerava necessárias tinham desaparecido. Ele fizera com que ela acreditasse no amor, fizera com que ela acreditasse que nem toda a gente magoa e que nem toda a gente abandona.
Eles, mais tarde, começaram a namorar.
publicado por Rita às 2013-05-16 17:26:56
publicado por Carolina às 2013-05-15 22:12:11
Ando entrar numa rotina depressiva de casa-escola/escola-casa/casa-condução/co
Como tal, amanhã, único dia desta semana livre da condução, pensei em fazer algo que não faço há meio século: ir ao cinema. Acho que o Gatsby espera por mim. Eu e ele, na sala de cinema mais próxima.

publicado por mysuperworld às 2013-05-15 21:37:00
http://runlikethewind.blogs.sapo.pt
publicado por Andrusca ღ às 2013-05-15 21:36:52
Ainda pensei em postar o capítulo, mas como só pouca gente é que leu o anterior, vou deixar um sneak peek e amanhã logo se vê.
Também têm Armadura do Coração postada ;)
- Chelsea, estamos a treinar – queixou-se Will.
- Tu cala-te, que ainda estamos chateadas contigo – disse Cassie, com cara de má – Não acredito que não lhe disseste isso. O amor da sua outra, e possivelmente desta, vida está mesmo ao lado dela, e tu ficas calado. Que tipo de amigo é esse?!
- Oh… o Will é um querido… - disse Chelsea, sarcástica – Depois o outro Guardião, Oyuan, apareceu. E começou a dizer à Clayde que não nos devia ter contado nada, porque agora a história podia-se repetir, e blá, blá, blá, e depois o Jensen gritou com ele e eu disse que ele não tinha o direito de nos esconder este tipo de coisas – Chelsea contava tudo, tintim por tintim, a Cassie, do que se tinha passado no dia anterior, enquanto tentava ao máximo não deixar escapar nenhum pormenor
(...)
- Como é que vieste aqui parar? – Insistiu a rapariga dos caracóis ruivos com Jensen.
- Segui-te – disse ele, descontraindo.
- Então estás aqui deste… que chegámos? – Meteu-se Cassie.
(...)
– Queres ir sair comigo, um dia destes?
- Nós saímos o tempo todo – noutros tempos, Chelsea teria logo pensado noutra maneira de ver a pergunta, mas desde os últimos acontecimentos que tem estado meio distraída perante tudo.
- Não, eu quis dizer… só nós, como… um encontro? – Chelsea arregalou os olhos e ficou de boca aberta algum tempo, formulando depois um sorriso algo tímido
