Música para os meus ouvid(...)
publicado por mysuperworld às 2013-06-18 22:26:32
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Música para os meus ouvid(...)
publicado por mysuperworld às 2013-06-18 22:26:32
publicado por BeatrizCM às 2013-06-18 16:15:33
É verdade. Assim, num ápice, já contamos três anos desde a morte do nosso Nobel português, José Saramago, que nos deixou a 18 de Junho de 2010. Connosco, permaneceu a sua criatividade e o empenho que colocou em toda a sua obra, a sua devoção à língua portuguesa como poucos escritores ainda a têm. Jamais se publicará uma obra nova da autoria de José Saramago, jamais faremos fila na Feira do Livro para lhe pedirmos um autógrafo (eu fiz duas vezes... e, incredulamente, não era assim tão grande quanto a imaginaríamos). Jamais este "nosso" Saramago escreverá uma linha que nos ajude a entender o verdadeiro valor do património linguístico que temos e o seu alcance. Jamais Saramago escreverá uma linha que nos faça visitar outras épocas e realidades, do modo como só ele sabia contar histórias. E isso é que é triste.
Já lá vão três anos.

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publicado por Andrusca ღ às 2013-06-18 14:11:36
Capítulo 20
As masmorras do palácio eram escuras e húmidas. As celas já estavam ferrugentas e velhas, mas mesmo assim era quase impossível escapar-se de lá. Eram grandes, no entanto, e eles tinham sido todos postos na mesma. William encontrava-se encostado às grades, ainda a reviver as últimas horas; Raj estava de pé, perto da minúscula janela que estava ao nível do chão do jardim, batia irrequietamente com o pé e esforçava-se por olhar apenas para a rua; Eresm e Quorq estavam ambos encostados a uma das paredes, enquanto Samantha, a única sentada, estava no outro extremo com a cabeça apoiada nas pernas encolhidas, sendo observada por eles. Tinha sido a noite mais longa da vida de todos.
- Então… - Eresm foi o primeiro a dizer a primeira palavra desde que tinham sido trancados naquele sítio, há horas – você é o Samuel?
Samantha levantou a cabeça e olhou para ele, formulando um sorriso triste.
- Sim, sou o Samuel – confirmou.
- Enganou-nos todo este tempo – murmurou Raj, como se pensasse para si.
- Peço desculpa, eu sei que… Queria apanhar o Marx, não sabia como… E acabei por fazer asneira.
- Sim… pois acabaste – pela primeira vez o príncipe abriu a boca e voltou-se para eles. Samantha mal reconheceu o seu olhar, mesmo debaixo daquela fraca luz. Estava negro, raivoso, nu de qualquer bom sentimento. Ela conhecia bem aquele olhar, tinha-o visto ao espelho por anos.
- Eu sei – disse, levantando-se – Mas se eu…
- O meu pai está morto, Samantha! – Gritou William, para espanto de todos, fazendo-a saltar de susto – Não há mas “se” nenhum, acabou tudo! Ele está morto, e nós somos a seguir. É tudo por tua causa!
Ela ficou estática a olhar para ele enquanto os outros trocavam olhares entre si.
- O quê? Foste tu que quis que me expusesse! Se não fosse por ti nem sequer tinha ido àquele maldito baile e nada disto tinha acontecido! Porque o Marx não tinha tido um pretexto para saber que estava viva! – Ela não se conteve, já levantada elevou também o tom de voz, fazendo com que os soldados se começassem a sentir um pouco a mais naquela discussão.
- Não para começares uma guerra! Não para isto. Só te queria mostrar como a tua vida podia ser. Só queria que viesses para casa. Mas tu não sabes o que “casa” significa, nem “família”. Nunca tiveste uma, como é que havias de saber?
A mão de Samantha voou de encontra à bochecha de William e embateu nela com tanta força que deixou a sua marca avermelhada. Não tinha pensado, tinha sido um acto involuntário, mas não se arrependia de o ter feito. Os três soldados ficaram estáticos perante aquela cena.
- Não sabes do que estás a falar – afirmou, com um tom já mais baixo mas claramente chateado – Como é que ousas dizer-me isso?
- Não? Então, por favor, explica. Chamas “família” àquele traidor que nos entregou, é isso? É ele a tua família? Porque chegaste aqui com uma grande conversa sobre um traidor na casa do rei, quando foste tu própria que o puseste cá dentro! Parabéns Samantha, a tua vingança está a deixar um rasto de morte, e sofrimento, que podes até vir a superar o Marx.
Os olhos da rapariga encheram-se de lágrimas que ela não autorizou que saíssem. Ele podia ter dito de tudo, mas nunca aquilo. Nunca compará-la ao homem que lhe tirara tudo.
- És mesmo um imbecil, William – murmurou, com um tom triste, enquanto abanava a cabeça – Sim, o teu pai morreu, e sim, esta vida não presta, e talvez isto seja culpa minha, mas um amigo nunca me diria o que tu acabaste de me dizer.
- Tu não queres amigos. Só queres a tua vingança.
Ela virou-lhe as costas e voltou para o seu canto, sentando-se de cabeça erguida a olhar para o tecto. O ambiente tornou-se ainda mais pesado, um cego podia ver a mistura de angústia e raiva que ia dentro daquela cela.
Eresm ainda pensou em dizer qualquer coisa para tentar aliviar o clima, mas achou por bem esperar mais um pouco, para que eles tivessem tempo de se acalmar um pouco sozinhos; Quorq pensava em como aquela rapariga tinha coragem, de se mascarar de homem, de falar como falou ao príncipe e de lhe bater; Raj não sabia o que pensar de toda a situação, não sabia se havia de admirar Samantha, de se sentir traído, ou de se limitar a pensar que daí a momentos todos podiam estar a caminho da forca.
- Acham que eles nos vão deixar aqui a apodrecer? – Perguntou Quorq, ao fim de longos minutos de silêncio de cortar à faca.
- Não – foi Samantha, para surpresa de todos, que lhe responder – Ele vai querer assistir à nossa desgraça. Já vi isto acontecer, em casa.
- Como é que sobreviveu àquela noite? À Noite Negra? – Perguntou Raj, intrigado.
- Por favor, quando era o Samuel tratavam-me normalmente, agora não quero formalidades. Sou a mesma pessoa, só que agora chamo-me Samantha. Consegui escapar, tive sorte.
Do outro lado do corredor uma velhota já fraca espreitou e, perante a vista daquela rapariga, abriu a boca de espanto.
- Psst – fez, captando a atenção da cela à frente da sua – Tu és a Samantha? De Walcaster? Sobreviveste?
Samantha franziu as sobrancelhas e levantou-se, aproximando-se das grades.
- Quem é você?
- Só uma velha sem valor – murmurou a mulher – Se estás viva, e o Marx já sabe de ti, é porque ele ainda não encontrou o que queria. Ele foi à Casa dos Kendric para procurar algo muito poderoso, algo que…
Nesse mesmo instante a porta abriu-se e poucos dos guardas de Marx entraram, mandando logo a mulher calar-se, deixando o resto da conversa no ar. Abriram a cela onde eles estavam e disseram-lhes para sair, escoltando-os para fora dos calabouços.
O que acham que o Marx procurava?
E o que vai acontecer agora?
Por favor comentem
Havia muito a dizer sobre(...)
publicado por mysuperworld às 2013-06-18 12:09:02
mas o Miguel Sousa Tavares já disse tudo. Subscrevo inteiramente tudo o que ele diz neste artigo. Palminhas para ele!
publicado por BeatrizCM às 2013-06-17 21:28:25
Estou altamente desmoralizada com este exame de Português. A primeira impressão já não foi boa, então agora, que já saíram os critérios de correcção… Não melhorou.
Pessoalmente, preciso de uma prova de ingresso de Português ou História A com pelo menos 17,5 valores, uma vez que me decidi, recentemente, a seguir Ciências da Comunicação na FCSH da Universidade Nova de Lisboa. Os últimos colocados neste curso costumam ter, no mínimo, 16,7 de média entre a prova de ingresso e a média final de secundário. Portanto, sendo a minha menor que 17 valores (ainda incerta, dado faltar-me fazer dois exames, um de equivalência à frequência de Inglês para substituir a Psicologia B que anulei, e outro nacional de Francês de 11º ano para substituir a maldita MACS), tenho muito que orar a tudo o que é santo, a ver se consigo nem que seja o dito cujo 17,5 que me dê segurança na candidatura ao ensino superior.
Passando à análise da prova e dos critérios, reafirmo a ideia que defendi na publicação anterior: este exame foi especialmente concebido para nos dar cabo da nota (e do juízo). A começar na matéria de poesia do Grupo I, convidando à ambiguidade de interpretação que caracteriza este estilo literário, até ao Grupo III, de cariz visivelmente político e provocativo (ah e tal, defendam lá o valor dos jovens na sociedade, o que é bastante irónico dada a situação das gerações mais novas neste próspero país que é Portugal), passando pelo Grupo II, alegadamente de “gramática”, cheio de rasteiras em que a maioria dos alunos deve ter andado aos tropeções, não vi, em nenhum dos exames nacionais de Português (639) dos anos anteriores tamanha atrapalhação... Já nem contando com o contexto em que este foi realizado pelos alunos, uma total confusão social em que o Governo tenta opo-los e os encarregados de educação aos professores, como se estes últimos fossem meras pedras nos sapatos que têm é de ser largadas no passeio!
Eu cá já nem sei nada, é assim que me sinto. A única certeza que tenho é a de que o meu Grupo II está totalmente correcto (e esta, Lobo Antunes?!), de que me esbarrei ao comprido em explicações desnecessárias e possivelmente erradas, segundo os critérios, no Grupo I (shit), e que o meu Grupo III é a incerteza materializada num exercício.
(Ah, e a de que tenho positiva, mas essa não conta.)
***
E vocês, colegas?
Fizeram exame de Português...? Não fizeram...?
Qual o vosso levantamento desta aventura estudantil, digna de uma epopeia camoniana ou pessoana (ai... o que eu as estudei)?
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publicado por Andrusca ღ às 2013-06-17 19:45:35
Capítulo 5
Os Desejos * Parte 2
O rapaz olhou para Chelsea e depois dirigiu-se à secretária cheia de livros, começando a folhear o que estava por cima.
- Will, não aguento isto – Murmurou a rapariga, pousando a lâmpada com o génio em cima da cama e dando poucos passos até ao loiro – O tratamento do silêncio depois dos berros é ainda pior do que se tivesses continuado a berrar.
- O que queres que diga mais? Não importa o que diga, vais sempre fazer aquilo que queres – disse ele, sem retirar o olhar do livro ao qual não prestava a mais pequena atenção.
- Pensa o que seria se fosse contigo. Ias mesmo deixar aquela rapariga ser maltratada por tua causa? Por favor, tenta entender – implorou ela, tocando-lhe no braço – Will, põe-te na minha situação.
- Já pus – afirmou, voltando-se para ela e olhando-a nos olhos pela primeira vez desde que lhe tinha ralhado – E acho que não estás bem. Passei o Verão a tentar convencer-me de que estavas, mas nunca acreditei realmente nisso. E depois, quando me bateste à porta lavada em lágrimas obtive a confirmação do que já pensava.
- É verdade que não ando nos melhores dias, mas…
- E acho que isso te torna menos apta para o que tens que fazer. Acho que faz com que penses menos nas coisas que tens para fazer, que te torna demasiado vulnerável. E a pior parte é que não sei como te arranjar.
A rapariga ficou incrédula por poucos segundos.
- “Arranjar”?! – Perguntou, largando-lhe o braço e afastando-se lentamente dando poucos passos para trás. Will percebeu aquilo que tinha dito e fechou os olhos com força ao mesmo tempo que suspirou.
- Não foi isso que quis dizer – tentou explicar.
- Eu não sou um brinquedo que possas arranjar – disse Chelsea, com a voz firme mas as lágrimas à beira de caírem – Vim até ti porque achava que podia confiar em ti, e não para te passar a responsabilidade de me arranjares. Desculpa se ver o meu irmão morrer me deixou um bocadinho fora do normal – disse, sarcástica – Lamento imenso que o facto de ter perdido o Jensen e a Cassie, e de me sentir tão imprestável, seja um fardo para ti Will. Sabes que mais? Tens razão. Eu não sou apta para este trabalho – ela encolheu os ombros e Will abriu a boca para falar, mas ela não deixou – Talvez os Guardiães devessem tentar arranjar uma maneira de ressuscitarem a Faith, já que ela era tão perfeita e equilibrada.
- Não foi isso que quis dizer Chelsea – disse ele uma vez mais.
- Sabes que mais? Eu estou… - a ruiva suspirou e agarrou na lâmpada, saindo do quarto e dirigindo-se à porta de saída, da qual parou à frente – estou cansada Will, foi um longo dia e só quero ir para casa. Adeus.
- Chel… - ela não lhe deu tempo para falar, fechou a porta e começou a descer as escadas rapidamente.
Começou a caminhar apressadamente pelas ruas já com os candeeiros acesos e não quis pensar mais em Will, nem em Jensen, nem em qualquer outro assunto que a pudesse pôr à beira de um ataque de choro. Não queria chorar, queria ser forte, tinha que se aguentar.
Quando chegou a casa já estavam todos prontos para jantar, por isso foi pôr a sua mala e a lâmpada no quarto e depois juntou-se à família para comerem. Margaret foi a última a sentar-se, pois, como sempre, esqueceu-se dos guardanapos e teve que os ir buscar.
- Então meninos, como correu a escola? – Perguntou Norman, levando uma garfada de peixe à boca.
- Bem – respondeu Richard – Fiz um exame hoje, foi mais difícil do que estava à espera, mas acho que me safei bem.
- Ainda bem. Então e tu filha? Estás tão calada… - disse Margaret.
- Correu bem – limitou-se a filha a responder-lhe para, em seguida, continuarem a comer. Margaret e Norman andavam preocupados com ela desde que aparecera em casa com todas aquelas feridas e hematomas, e não eram os únicos. Richard e os seus amigos também estavam. Mas Chelsea continuava a dizer-lhes para não se preocuparem.
Depois do jantar Richard convidou a irmã para irem dar uma volta, mas ela preferiu ficar em casa, sentia-se exausta. Subiu para o quarto e tomou um duche rápido, vestindo o pijama em seguida. Depois tirou a mala de cima da cama e pô-la dentro do roupeiro, mas depois ficou a olhar para a lâmpada sem saber bem onde a pôr. Na verdade já se tinha esquecido que a tinha.
- Para onde estás a olhar? – Assustou-se ao ouvir esta voz inesperada, e depois tirou a tampa da lâmpada para olhar lá para dentro e ver Otto, muito pequenino, a olhar para ela de braços cruzados – Estava a ver que nunca mais. Vá lá, deve haver alguma coisa que queiras… não há? Talvez devolver umas memórias a umas certas pessoas…
- Como…? – Chelsea sentou-se na cama com a lâmpada ao colo, e falou directamente para Otto.
- Ora, os demónios também gostam de fofocas, Defensora. E a palavra que corre é que apesar de teres destruído duas Bruxas, as coisas acabaram por não ficar muito bem para ti. Pensa, se me deres permissão para sair desta lâmpada, posso tornar os teus desejos realidade. Só precisas de duas palavrinhas: eu desejo. O que desejas? Basta dizeres, está feito.
Chelsea engoliu em seco. Se ao menos fosse assim tão simples. “Eu desejo que todos eles se lembrem de tudo e que as Bruxas sejam todas destruídas e que possa viver descansada”, ela sorriu com este pensamento, mas depressa o tirou da cabeça. Os desejos são para serem alcançados, e não dados de bandeja.
- Otto, cala-te – mandou ela, suspirando – Eu não vou fazer desejos nenhuns. E agora quero dormir, por isso não faças barulho.
Pôs a tampa na lâmpada e pousou-a em cima da mesa-de-cabeceira. Deitou-se bem aconchegada e desligou a luz, fechando os olhos em seguida. Estava prestes a adormecer quando Otto recomeçou a tagarelar, e ela, uma vez mais, mandou-o calar-se porque queria descansar. Mas estiveram nisto a noite toda. Génios não dormem, e Otto queria alguém com quem conversar antes de ficar fechado num sítio para todo o sempre. Claro que Chelsea só pensava no teste que teria amanhã e que não tinha estudado, e por isso, o máximo que podia fazer, era descansar ao máximo.
Quando o despertador tocou, a ruiva ainda não tinha dormido absolutamente nada. Desligou-o e arrastou-se para a casa de banho, a resmungar para si mesma, enquanto Otto cantarolava uma música dos anos oitenta pela sétima vez seguida.
Chelsea passou a cara por água e encarou-se ao espelho. Estava lastimosa, ainda tinha uma expressão pior do que quando tivera a luta com Jecek. Tinha umas olheiras do tamanho do mundo.
- Nem toda a maquilhagem do mundo me melhorava o aspecto… - murmurou ela.
Mas decidiu tentar na mesma. Depois de se vestir, colocou alguma maquilhagem para tentar disfarçar a noite mal dormida, e depois guardou as coisas dentro da mala e ficou a olhar para a lâmpada a perguntar-se se a deveria levar ou não. Bem, não o podia deixar no quarto o dia inteiro, e se alguém entrasse e ele começasse a falar? Ainda matava Margaret ou Norman de ataque cardíaco. Pô-la então também dentro da mala, e depois desceu as escadas enquanto mandava que Otto se calasse.
Cumprimentou os pais e tirou uma maçã da fruteira, para comer pelo caminho para a escola.
Saiu de casa e começou a caminhar lentamente, era uma das raras manhãs em que tinha tempo.
- Quais são os planos para hoje? – Perguntou Otto, de dentro da mala. Chelsea revirou os olhos.
- Agora já sei porque é que os Guardiães não quiseram ficar contigo, és tão chato – reclamou ela – Tenho escola, sou uma rapariga normal Otto.
- Não, és a Defensora do Oculto, devias estar numa escola especial, ou a fazer treinos mágicos, ou… sabes… eu posso-te arranjar isso tudo. Basta…
- Não vou fazer desejo nenhum – Chelsea ouviu Otto reclamar baixinho, e depois calou-se.
Chegou à escola ao mesmo tempo que deu o toque, e viu o professor de Filosofia a entrar para a sala. “Prepara-te para a tortura…”, pensou ela.
Assim que todos os alunos se sentaram, o professor começou a entregar os testes e quase que ia dando um ataque a Chelsea. A rapariga tirou apenas o estojo e deixou a mala em cima da mesa, a um canto, para em seguida tentar perceber alguma coisa do teste. Pôs o seu nome e a data, e depois perdeu-se por completo. Talvez ajudasse se não tivesse adormecido em quase metade das aulas de Filosofia, mas o mal já estava feito. Olhou em volta e viu todos a escrever calmamente, e suspirou.
- Sabes, podes desejar ser a pessoa mais sábia do mundo – disse Otto, de dentro da mochila.
- Otto, aqui não! – Repreendeu Chelsea, olhando para os lados em pânico, para verificar se ninguém o tinha ouvido. Estava tudo calmo – Estás louco? Faz pouco barulho!
- Chelsea Burke! – Chamou o professor, fazendo Chelsea olhar para ele – Importas-te de não falar? Os teus colegas estão a tentar concentrar-se.
- Claro, peço desculpa – disse a rapariga dos caracóis ruivos, suspirando uma vez mais. Iam ser uns longos noventa minutos.
❦
Chelsea estava sentada num dos bancos do parque. Já eram quase seis da tarde, mas não lhe apetecia ir para casa. Ao colo tinha apenas a lâmpada, de onde se ouvia o cantarolar da mesma música que a impediu de dormir durante a noite.
- Otto, posso-te perguntar uma coisa? – Perguntou ela, para o Génio, destapando a lâmpada. Ele olhou para cima e sorriu-lhe.
- Não posso ressuscitar mortos nem obrigar ninguém a apaixonar-se, mas tirando isso, posso fazer qualquer coisa – afirmou.
- Não é isso… já te disse, não vou desejar nada – disse Chelsea, revirando os olhos – Porque é que os Génios são maus?
Otto riu-se.
- Não somos. Os humanos é que são. Nós apenas gostamos de brincar com as coisas idiotas que eles desejam. São egoístas, pedem apenas coisas fúteis e desnecessárias.
- Mas se detestas isso, então porque concretizas os desejos?
- Que mais poderia fazer? Sou um Génio, foi para isso que nasci, concretizar desejos. Sabes… em tempos acreditei que houvesse alguém que conseguisse dizer “não” à possibilidade de concretizar um desejo num estalar de dedos – murmurou ele, com um certo desgosto – Aquele teu amigo, Will, está errado. O que te disse, que não estás apta para seres a Defensora, não está certo. A antiga Defensora veio a mim, sabias?
Chelsea arregalou os olhos de espanto. Faith tinha feito um desejo a um Génio?
- Estás a falar a sério? – Quis saber.
- Estou – e estava – E sabes o que ela desejou? Ser poderosa. Encontrou-me num período em que andava dominada pelo desejo do poder, e foi isso que me pediu. Em troca, devolvi-lhe a arte de sentir. Fi-la sentir coisas que há muito tempo não sentia, inclusive apaixonar-se. Por isso sim, teve o poder que desejou, mas depois o amor falou-lhe mais alto, ou não foi?
- Não fazia ideia… - murmurou a ruiva.
- És diferente dela, mas isso não te faz menos capaz. E se te faz sentir melhor, agora acredito de novo que há alguém que não se deixe sucumbir aos desejos. Afinal, tenho a certeza, agora depois de te conhecer minimamente, que não desejarias por poder, estou certo? – Chelsea mostrou um pequeno sorriso.
- Estás – afirmou. “Desejaria que os meus amigos, a minha família, todos eles fossem felizes, fosse como fosse…”, pensou ela.
- Então desejas…
- Esquece essa ideia – Chelsea riu-se, e Otto imitou-a – Sabes que amanhã te vou ter que dar aos Guardiães, certo?
- Sabes que não te vou deixar dormir esta noite, certo?
A Defensora revirou os olhos e Otto riu-se uma vez mais. Ela não queria admitir, mas até ia ter saudades dele… não era tão mau como ela pensava.
publicado por AnaFearless às 2013-06-17 16:40:37
Boa tarde minhas lindas!
Peço desculpa, desde já, pelo atraso do capítulo, e quero informar que só irei postar no final desta semana, quando acabarem os meus exames. Desejem-me sorte, torçam por mim, tiim ? Quando entrar de férias postarei com mais frequência. Deixo-vos o capítulo 31, mais uma vez, espero que gostem! Dêem a vossa opinião :)
vou voltar ao estudo, um beijinho,
Annie ♥
Capítulo 31 - "This is an S.O.S."
Em casa de Kate e Justin:
Justin: Toda bonita, mana.
Kate: Estou a experimentar, para amanhã!

Justin: A Andie vai ? Queria estar com ela.
Kate: Para te dar outra barra ? Ainda não esqueci! AHAH! Quando disse para a convidares não implicava beijares, logo!
Justin: Ela não reagiu muito bem, é verdade...

Kate: Amanha, ela vai sozinha. Talvez tenhas uma nova oportunidade.
Justin: És a melhor!
Kate: Pois sou. Hey totó, sapatos vermelhos ou pretos ?
Justin: Pretos.
Em casa das irmãs:
Kelly: Ele... não quer que se saiba. É surpresa!
Andie: Ai tanto suspanse. Mas é da escola?
Kelly: Sim é...
Andie: É uma estupidez não me contares...
Kelly: Mas ajudas-me com tudo ou não ?
Andie: Claro, vamos ver primeiro os vestidos.

Elas começam a ver os vestidos das duas.
Andie: Que tal este ?
Kelly: Muitos brilhantes...
Andie: E este ?
Kelly: Flores ? Isso é a Claire!
Andie: Então e este ? Like a princess !
![]()
Kelly: Não...
Como não chegam a nenhuma conclusão, Andie vai a um saco e tira de lá um vestido.
Andie: Ouve, eu ia com este, mas não vou sequer, portanto tu podes ir com ele.
Kelly: Adoro! E sapatos, tens ?
No dia seguinte, pelas 17.30h no Times:
Claire: A Andie e o Rob vêm a que horas ?
Nick: Eles jantam cá, é a única coisa que sei. Estou impaciente. Não sabem chegar a horas ?


Eram 19h, Kelly despediu-se de Andie e desceu. Entretanto a irmã vai á janela e vê o carro de Robert, vai a correr ver se tinha algo no telemóvel, mas não, não tinha. Quando voltou à janela, o carro já não estava lá. Então, decide ligar a Zac.
> Inicio de chamada <
Zac: olá beleza!
Andie: olá ricaço.
Zac: Que se passa ?
Andie: Então é o seguinte: eu e o Robert estamos ainda zangados, ou melhor ele está zangado, é parvo, urgh. Eu vi o carro dele aqui parado agora, não vi se entrou alguém lá para dentro, porque fui ver o meu telemóvel e quando voltei o carro já não lá estava. A Kelly vai sair com um rapaz mistério, e é surpresa. Vim agora cá a baixo mas não vejo nada. Pode ser coincidência, mas eu acho...

Zac: Achas ?
Andie: Sim.
Zac: Não.
Andie: Sim.
Zac: Vou buscar-te aí agora.
Andie: A Vanessa vem ?
Zac: Não. Está a gravar um filme qualquer novo...
Andie: Oh. Como estás ?
Zac: Tenho saudades. Sucks. Bom, vem lá.
Andie: Mas eu não vou, a Kelly foi com o meu vestido, eu emprestei-lho.
Zac: Nem que vás de pijama. Despacha-te!
> Fim de chamada <
No carro de Robert:
Robert: Estás linda! Adoro o teu vestido... é tão, tão à ...
Kelly (interrompe-o): A miim, que engraçado! +.+
Entretanto chegam ao Times, estacionam, e quando vão a entrar:
Claire: Eu não acredito.
Joe: Pânico total meus brothers!

Kevin: A Andie sabe disto... ?
- Como vai reagir Andie quando souber ?
- Haverá mais discussões entre as irmãs ?
- Isto é obra de Kate ?
- Como correrá a apresentação dos Jonas ? Andie irá cantar afinal ?
Não podes mesmo perder o próximo capítulo !
publicado por BeatrizCM às 2013-06-17 13:29:51
E eis que me encontram aqui, após um exame que - sim - chegou a realizar-se na maior das normalidades na minha escola, ao contrário do que sempre pensei vir a acontecer.
Quando cheguei, já estavam todos nas respectivas salas, tanto professores como alunos, como se nunca tivesse havido polémica alguma em torno duma greve. Acho que a única professora de Português da escola que não vi hoje foi a minha, que fez assumidamente a sua parte neste protesto, conforme já nos tinha avisado na semana passada.
No seu conteúdo, este exame nacional de Português estava visivelmente feito, desculpem a expressão, para nos lixar a vida (ou, pelo menos, a quem estudasse um pouco menos). No que toca a conteúdos textuais, saiu Ricardo Reis (parte A do grupo I) e Alberto Caeiro (parte B), logo dois heterónimos de Fernando Pessoa, algo extremamente inesperado. O próprio exame era inesperado em toda a sua essência! Por seu turno, o grupo II, de gramática (ai era gramática???, mas tinha tanta pergunta de interpretação!) tinha uma data de rasteiras, em quantidade - mais uma vez - inesperada. Ainda por cima, achei aquele "textozinho" - citando o autor - do Lobo Antunes extremamente mal escolhido, de um tipo de escrita mesquinho e quase inimizante (digo eu, que nunca fui com a criatura a nível literário, quanto mais num exame que me servirá de prova de ingresso). Já a produção escrita era acessível, como sempre tem sido, apesar de eu me ter baralhado toda antes de a começar a escrever, graças à atrapalhação das palavras e à falta de inspiração momentânea. Pela primeira vez na vida, não excedi o limite de palavras na parte I-B (80-130), escrevendo umas míseras 86, mas plenas de conteúdo, se tudo correr bem.
Em suma, foi um exame mentalmente extenuante, de que ainda me estou a recompor. Mais tarde, se me lembrar de mais alguma coisa, aviso. Por agora, é comer e dormir, que uma pessoa não aguenta fazer anos num dia e ter logo uma manhã seguinte deste calibre.
Assunto do momento: A gre(...)
publicado por - cp às 2013-06-17 13:18:31

Portanto, o assunto do momento é a greve dos professores hoje, em dia de exame. Como aluna que vai ter exames esta semana e que não gostaria que lhe acontecesse isto de ''hoje tens exame, afinal não tens'', acho que estou no direito de dar a minha opinião! #EEstouNumPaísLivrePortanto...
Os professores diziam que não queriam prejudicar os alunos e tal. E tudo se resolvia, segundo o sindicato, com uma mudança de datas. Pois, essa mudança de datas só se dirigia para a mudança da data dos exames, porque eles mudarem a greve não seria uma opção! Enfim...
Ou faziam todos ou ninguém. O que é ficar à porta só porque se tem um nome começado por V? Ou por T? E a cena de nomes começados por A terem mais probabilidade?
Como uma rapariga disse na tv, andaram a estudar para aquele exame, tendo depois mais exames. O tempo que estudaram para aquele, dava para estudar para outros. E foi com insegurança que se viram obrigados a estudar.
Os professores têm o seu direito, claro. Mas em dias de exame acho que é ser um bocado parvo.
Alguém aí não conseguiu fazer exame por causa da greve?
publicado por mysuperworld às 2013-06-17 12:34:10
Então, fizeram o exame ou na vossa escola os professores fizeram greve? Na minha correu tudo dentro da normalidade e o que não faltavam por lá eram professores (arrisco mesmo a dizer que ninguém ou quase ninguém fez greve)! Quanto ao exame, Deus ouviu as minhas preces e não saiu a Mensagem. Acabou por vir Ricardo Reis e, no texto B, para falar do modo com a Natureza está representada na poesia de Alberto Caeiro. No geral, não posso dizer que me correu mal, mas também não vou dizer que me correu bem, porque estaria a mentir. É esperar pelos critérios de correção e, depois, pelos resultados, para ver realmente como correu. E, claro, para fazer contas à vida...
http://crazyinspiration.blogs.sapo.pt
publicado por i. às 2013-06-17 00:58:57
publicado por Nessa às 2013-06-16 18:30:02
... de comer um bolo cheio de chantilly!
Soube-me tãoooo bem!
Agora... regresso ao estudo que já só falta uma semana :)
publicado por mysuperworld às 2013-06-16 13:34:09

Eu que durmo sempre como uma pedra, dormi super mal hoje. Estou com aquele nervoso miudinho na barriga que não me permite esquecer que amanhã é o exame de português e eu não sei quase nada. Fartei-me de estudar durante esta semana e aquilo que sinto hoje, véspera do dia do exame, é mesmo isso: que não sei quase nada. Cheguei a um ponto em que, ora me apetece chorar, ora me apetece rir com a desgraça que aí vem. E nem fome tenho! Não comi quase nada hoje e nem o gelado que a minha mãe comprou para me mimar me apeteceu devorar. Estão a ver a gravidade da situação?? É que eu nunca recuso gelado! É nos gelados e chocolates e todas essas coisas que eu afogo sempre as mágoas. Com a sorte que tenho sai mesmo a Mensagem e eu lixo-me completamente. É que eu não sei quase nada daquilo. O meu professor de português (esse estúpido, idiota, a quem só me apetece rogar pragas neste momento) deu aquilo tudo aldrabado e eu olho para aquilo e sinto-me tipo burro a olhar para um palácio. Vou passar o dia todo a deprimir, estou a ver. :(
http://runlikethewind.blogs.sapo.pt
publicado por Andrusca ღ às 2013-06-16 12:48:59
Capítulo 5
Os Desejos * Parte 1
Fazia-se silêncio no salão grande da Casa dos Guardiães. Chelsea estava de pé, no centro daquela sala daquele palácio que aparenta ser feito com paredes de vidro espesso, ou cristal, sempre com muitas curvas e a parecer não fazer qualquer nexo. Apesar de se sentir enervada antes de Will a ter transportado até lá, agora começava a acalmar. Era esse o clima que este espaço transmitia. Calma, esperança, luz. Todos os sentimentos bons que uma pessoa possa imaginar.
Ela estava sozinha. Will tinha ido chamar os Guardiães Oyuan e Clayde, os dois com quem Chelsea já tinha conversado no passado. A rapariga dos cabelos ruivos imaginava a razão pela qual teria sido mandada chamar. A única coisa que podia ser, o único assunto suficientemente grave para os Guardiães a quererem ver frente a frente, só podia ser o seu encontro com Jecek. Já tinha passado uma semana, e Chelsea apenas queria pôr esse assunto para trás das costas. Teve que inventar uma versão alternativa para contar ao pai, para fazer o relatório na polícia; depois teve que manter a mesma mentira com toda a gente e ainda teve que lidar com os olhares de pena; e pior que tudo isso: ouviu o maior sermão da sua vida, vindo de Will. Pela segunda vez, Chelsea tinha ignorado por completo os conselhos e pedidos do rapaz e ido directamente em direcção ao perigo. E pela segunda vez, ele lhe ralhou por isso. E apesar de tudo isso, teve sorte de não ter sido fechada na Casa dos Guardiães. Teve sorte de também eles terem tido pena dela. Depois de uma semana ter passado, Chelsea só quer acabar com este assunto de uma vez por todas, e só quer voltar a pensar naquele rapaz de cabelos loiros e rabo-de-cavalo quando o voltar a encontrar e tiver que o enfrentar uma vez mais. Até lá, e até que todas as feridas e nódoas negras abandonem por completo o seu corpo, não lhe quer dirigir mais um único pensamento.
Ao longe uma porta dupla em forma de arco, com uns enfeites, e branca como todo o resto do palácio, abriu-se e de lá deixou passar três pessoas. O primeiro era um senhor velhote e já sem cabelo, com umas quantas rugas na testa e até na nuca – Oyuan. Ao seu lado estava Clayde, com o seu cabelo loiro muito clarinho preso em dois carrapitos entrançados, um de cada lado da cabeça. Ambos envergavam umas túnicas num tom de pérola e com riscas e enfeites a dourado e roxo. Em todas as ocasiões que os vira, Chelsea sempre os viu com estas vestes, o que a fazia perguntar-se se possuiriam outras. Will vinha atrás deles, com o seu cabelo loiro todo despenteado e uma roupa casual, calças de ganga e uma t-shirt a conjugar com um par de ténis. Ele não tinha uma expressão feliz, e apesar de nenhum dos três vir a sorrir, Chelsea sabia que ele era o que menos contente se encontrava.
- Defensora do Oculto – cumprimentou Oyuan, baixando a cabeça como sinal de cumprimento, tal como Clayde fez.
- Olá – disse a rapariga dos caracóis, sorrindo-lhes – O Will disse que queriam falar comigo.
- É verdade – confirmou Clayde, retribuindo-lhe o sorriso – Mas primeiro, como tens estado? Não consigo compreender o quanto difícil toda esta situação deve ser para ti… mas de acordo com o Will tens-te portado bem.
- Eu estou… - Chelsea hesitou um pouco, mas depois encolheu os ombros e sorriu. De que serviria dizer a verdade e afirmar que não estava bem? Não mudaria nada – estou bem, estou mesmo.
- Não precisas de mentir, Defensora – afirmou a Guardiã.
- Por favor, chama-me Chelsea – pediu a rapariga, encolhendo os ombros – Defensora é tão… poderoso – A rapariga olhou-se e viu as suas calças de ganga, com vários rasgões ao longo delas como ditava a moda, e a blusa de alças, roxa. Estava simples, normal, nada heróica – Agora sou apenas a Chelsea.
Clayde assentiu com a cabeça e Oyuan tomou o seu lugar na conversa, enquanto Will se remetia ao silêncio.
- O que queremos discutir contigo é delicado, e presumo que já saibas o que é – disse o Guardião.
- Querem falar sobre o Jecek – adivinhou ela.
- Todos aqui sabemos o que aconteceu quando encontraste o primeiro Príncipe. E nenhum de nós quer que a história se repita, estou correcto?
- Sim… absolutamente, mas eu não conseguia deixar aquela rapariga ali, indefesa… a pagar por coisas que não fez – tentou Chelsea explicar, calando-se quando Oyuan levantou a mão a formular o pedido para que tal acontecesse.
- Eu não julgo, Defensora – disse ele, calmamente – És tu a Defensora do Oculto e és quem se responsabiliza pelos teus actos, sejam eles bons ou maus. Mas é nosso dever proteger-te e isso tens que compreender. Nós já perdemos uma Defensora… já te perdemos uma vez. E quase outra vez, no início do Verão. Por isso acho que consegues entender a nossa relutância quando descobrimos o que aconteceu e como sobreviveste por pouco. Tens tido a sorte do teu lado, mas não podes contar sempre com isso.
- És demasiado preciosa para morreres antes de cumprires o teu destino – intrometeu-se Clayde – O mundo inteiro depende de ti.
Chelsea arregalou os olhos e suspirou, surpreendendo os dois Guardiães, que ficaram espantados a olhar para ela. Já Will não foi surpreendido, ele já a conhecia o suficiente para saber o quanto aquela ideia a assustava.
- Vêem? – Perguntou Chelsea, para os dois Guardiães – Como é que podem esperar que fique calma quando dizem que o mundo depende todo de mim? Sem ofensa, mas eu sou só uma rapariga. Tenho dezassete anos… não sou alguém com grandes experiências de vida, não sou alguém com grandes conhecimentos… não podem esperar que seja uma heroína sem erros, porque isso é-me impossível. Mas apesar de fazer bastantes erros, não acho que ter impedido o Jecek de magoar mais aquela rapariga tenha sido um deles.
- Mas…
- Oyuan, por favor, deixa-me falar – pediu ela, ao que o velhote assentiu com a cabeça – Soube a partir do momento em que o vi que não era uma boa ideia ir ter com ele. Mas vocês falam sempre sobre a honra, e o dever que a Defensora tem em proteger as pessoas… e isso não são só palavras bonitas, eu sinto isso. Eu posso fazer bastantes asneiras, posso falhar os ataques nos demónios e derrubar árvores enquanto os tento apanhar… é muito provável que faça vários estragos na cidade para fazer um feito do mais simples que há… mas não me posso afastar só porque faço asneiras. Eu nunca quis ser a Defensora – os dois abriram a boca, de espanto, mas Chelsea não parou – e nunca fiz questão de fazer disso segredo. Disse ao Will desde o primeiro segundo que isto não era a vida que queria para mim. Acham mesmo que quero acordar a saber que tenho que combater demónios? Ou melhor ainda, acham que consigo dormir alguma coisa de jeito quando sei que há alguma coisa lá fora que quer destruir a minha cidade? O mundo? Eu não gosto nada disto. Mas quando vejo alguém inocente a ser maltratado e sei que posso pelo menos tentar fazer alguma coisa, não posso ficar quieta. Sim, sabia que ir contra o Jecek era como estar a mandar-me para a fogueira e a dar os fósforos ao inimigo. Mas todas aquelas tretas sobre o meu coração puro, e sobre como não quero que ninguém se magoe… isso é tudo verdade. E não digam que não pensei no que fazia, porque pensei. E meteu-me muito medo… e doeu, e ainda dói porque algumas das feridas ainda não sararam. Mas ia doer muito mais se o deixasse matá-la por minha causa.
- Nós entendemos a tua necessidade em ajudar os outros – afirmou Clayde – E como o Oyuan disse, não julgamos. Apenas queremos que tenhas cuidado, não subestimes os teus inimigos, porque eles são muito mais poderosos do que pensas.
- Eu sei – disse Chelsea – Eu sei.
- E com isso dito, chega o momento de falarmos no outro assunto pelo qual te pedimos que viesses, Defensora – disse Oyuan, após uma pausa de longos segundos na conversa, que, ao estalar os dedos, fez aparecer uma lâmpada na sua mão. Era bonita, feita de ouro e comprida. Parecia vinda das Arábias ou qualquer sítio dessas zonas, mas Chelsea não se deixou ficar muito fascinada. Ela não percebia o porquê dele ter aquela lâmpada na mão – Sabes o que isto é?
A rapariga sorriu, era um sorriso trocista.
- A Lâmpada do Aladdin? – Perguntou ela, a rir-se. Todos conhecem a história do Aladdin, o belo rapaz de rua que um dia, guiado pelo vilão da história, encontra uma lâmpada mágica e de lá de dentro sai um génio que lhe concede três desejos. Graças a isso ele consegue conquistar o coração da princesa, derrotar o mau, e salvar toda a cidade. Mas claro, o que mais conta é a coragem e o espírito dele, e não o facto de o génio lhe concretizar os desejos. Era um filme da sua infância, um dos que ela gostava bastante.
- É uma Lâmpada de Desejos, sim – disse Oyuan, abrindo-a e inclinando-a levemente para Chelsea, permitindo-lhe ver o que estava lá para dentro. Tudo muito pequeno, havia um sofá e uma televisão, com mais móveis como se de uma sala normal se tratasse. Deitado no sofá estava um homenzinho com um turbante e vestes árabes, que olhou para cima e disse adeus com a mão. Chelsea deixou a boca abrir de espanto, e ficou sem reacção por breves momentos.
- Isso é um… - a rapariga sorriu e voltou a olhar para os Guardiães.
- Sim Chelsea, é um génio – afirmou Will, que até àquele momento não tinha proferido uma única palavra.
- O nosso Guardião responsável por o armazenar e cuidar dele está fora por mais dois dias, e este génio foi descoberto por um mero acaso. Precisamos de alguém para tomar conta dele, mas tem cuidado… ele dirá qualquer coisa para que cedas e o deixes sair, em troca de três desejos. Não te deixes iludir, os génios são criaturas matreiras, dão sempre a volta à situação de maneira a que fiquem apenas eles a sair a ganhar – explicou Clayde – Ele dir-te-á qualquer coisa para te convencer.
- Vocês querem que… faça de babysitter para um génio? – Perguntou Chelsea.
- Ei! Eu não te trato por “humana”, trato? – Reclamou o génio, de dentro da lâmpada – O meu nome é Otto.
- Está bem, desculpa – murmurou a Defensora.
- Sim, queremos – disse Oyuan, passando a lâmpada para as mãos de Chelsea – Não te esqueças, nunca, em qualquer circunstância, o deixes sair daqui de dentro. Depois de amanhã o Will traz-te de novo para o devolveres, combinado?
- Se tem que ser… - sussurrou ela, não deixando ninguém ouvir.
- Vemo-nos nessa altura então – despediu-se o velhote, sorrindo-lhe.
- Está bem, adeus Oyuan, adeus Clayde – disse a ruiva, sorrindo-lhes também.
Will aproximou-se de Chelsea e a luz branca, quase cegante, começou a formar-se e obrigou-os a fechar os olhos para que, quando os abrissem em seguida, já se encontrassem no quarto de Will.
publicado por Dri às 2013-06-15 21:49:31
Prendas que eu gostaria d(...)
publicado por BeatrizCM às 2013-06-15 18:34:55
Para os mais despistados (como se fosse possível, que eu não me calo com isto), amanhã faço anos. Faço os 18, ainda por cima. Já estou pelos cabelos com a minha avó e todas as pessoas que existirão por esse mundo fora que fazem questão de mo relembrar de dez em dez minutos: upa, upa, vou ser adulta e hoje é o meu último dia enquanto "criança". GRRRRRRRRR, enterrem-se, minha gente!
No entanto, dentro da temática do aniversário, apetece-me falar de prendas. Ou melhor, o meu lado materialista dita que me apetece falar de prendas.
Em primeiro lugar, eu sei que isto está difícil e sublinho o seguinte: sou a primeira a confirmar que me custa imenso ter de arranjar prendas de aniversário para os outros, uma vez que tenho sempre orçamento limitado. Já não se dão prendas de 10€! Nem de 7,50€! Muitas vezes, nem de 5€. Portanto, quando me dizem que, este ano, não há prendas para ninguém, eu só respondo "ok". Então e não me importo? Sinceramente, não. Nos meus dias de anos, só não dispenso estar com os meus amigos. O resto vem por acréscimo. Não há quem não goste de receber presentes, seja quando for, mas há que ter três dedos de testa e um pouco de bom senso. Eu tenho tudo o que uma miúda da minha idade poderia desejar (comida, saúde, família, amigos e um namorado "ao mais alto nível", uma casa cheia de livros, boas notas e até um blogue lido por algumas pessoas que não devem ter mais nada que fazer da vidinha delas, mas de quem eu tenho muito boa impressão), pelo que, a menos que tenham vontade de fazer um donativo para a minha conta bancária, onde estou a amealhar uns trocos para as propinas da faculdade, escusam de pensar sequer em dar-me o que quer que seja.
Assim, a lista que se segue trata-se, nem mais, nem menos que um devaneio de quem está a fazer uma pausa no estudo para os exames nacionais. Vou chamar-lhe...
AS PRENDAS DE ANVERSÁRIO QUE ME PODERIAM DAR, CASO TIVESSEM DINHEIRO:
1. LIVROS. Nunca são demais.
2. PRATELEIRAS. Dão sempre muito jeito por estas bandas.
3. CHOCOLATES. Oh, os chocolates! Como eu adoro as barrinhas do Continente... E os bombons da Milka... E os Toblerones.
4. GOMAS. Afinal, a minha avó diz que estou magra.
5. Um biquíni novo.
6. Já referi os livros?
7. MARCADORES PARA OS LIVROS. É que estou a ler cada vez mais, ao mesmo tempo.
publicado por Nessa às 2013-06-15 15:29:52
Hoje fui à farmácia para começar a comprar os cremes para o tratamento de pele. Só comprei dois e deixei lá 35€! Faltam-me três e pela minha conta dá mais 30 e tal €! Para alguém que anda a contar os tostões como eu, isto é um abuso! Bem a 1 de Julho recomeço em força o meu tratamento e seja o que Deus quiser, só quero conseguir ir ao médico em Setembro, senão de nada me serve este gasto absurdo de dinheiro :(
Beauty // Sisley no comba(...)
publicado por S. às 2013-06-15 11:36:46

Com a chegada do verão há assuntos que ganham uma nova e maior dimensão. Já devem saber do que estou a falar, sim a sinistra da celulite! E sempre que falo em celulite o que eu ouço é "Ui, isso é para sempre", "Depois de a teres nunca desaparece!", mas a verdade é que esta atitude não têm que ser regra, bem pelo contrário!
XOXO,
publicado por dont judge me às 2013-06-15 10:30:11
"Eu durmo no chão."
A porta da sala abriu-se e Madeleine viu Kevin entrar lá dentro, levantou-se e correu para o rapaz atirando-se para os seus braços. Nunca antes tinha ficado tão feliz de o ver. – Obrigada. – murmurou baixo apertando-o num abraço.
Kevin fez com que ela o largasse e olhou para o rosto da rapariga naquele estado, estava cheio de sangue e por entre o mesmo dava para ver que estava a ficar todo pisado.
- Estás bem? – perguntou-lhe olhando-a depois procurando mais alguma coisa que ela pudesse ter. A rapariga assentiu com a cabeça, tirando as dores no rosto agora sentia-se apenas cansada.
- Podemos só ir embora? – perguntou já farta daquele barulho da esquadra e daquele ambiente. Kevin assentiu com a cabeça e quando a rapariga perguntou pela Rachel e pelo Ryan, o rapaz apenas disse que eles estavam bem e que já os tinha avisado que a tinha vindo buscar.
Madeleine suspirou aliviada quando saiu para a rua e se viu livre daquele pequeno pesadelo, entrou no carro de Kevin e este conduziu até à sua casa enquanto Madeleine ligava para os pais a dizer-lhes que iria passar a noite na casa de Rachel. Não podia aparecer em casa com o rosto naquele estado lastimável, pelo menos no dia seguinte esperava que já não estivesse tão mau.
Kevin fê-la entrar no seu quarto e fechou a porta empurrando a rapariga para a sua cama e fazendo-a sentar-se. – Precisámos de cuidar dessa cara. – disse-lhe fazendo uma careta.
- Está assim tão má? – perguntou Madeleine mordendo o lábio. – Preciso de ver no espelho… - ia para se levantar mas o rapaz pressionou as mãos nos seus ombros não a deixando levantar-se.
- É melhor não veres. – disse com um ar meio de aviso, a rapariga ainda se assustava, para além do sangue e de estar a ficar negro não havia nada mais no entanto como estava sujo a rapariga ia passar-se toda e dramatizar.
Kevin afastou-se e entrou na casa de banho que tinha dentro do seu quarto, abriu um pequeno armário que ficava por cima do lavatório e tirou o que precisava para desinfectar a ferida. Voltou para o quarto vendo Madeleine ainda lá sentada e quieta. – Eles fizeram-te muitas perguntas? – perguntou curioso enquanto punha um pouco de água em algodão, aproximou-se da rapariga e começou a passar lentamente o algodão por todo aquele lado da sua cara.
- Não muitas... au! – queixou-se tentando afastar-se mas Kevin segurou-lhe o rosto prendendo-o. Madeleine revirou os olhos. – Eu inventei uma mentira qualquer, ele não acreditou em mim mas deixou-me sair. – fez uma careta enquanto sentia o algodão na sua cara.
O rapaz deixou escapar um suspiro de alívio. – Ainda bem. – murmurou. – Está quieta. – resmungou quando Madeleine não parava de tentar afastar o rosto. Revirou os olhos com os protestos dela e depois de limpar o sangue e parte da ferida pegou num bocado de algodão limpo. Encheu-o de betadine e depois passou-o apenas pela parte magoada, era apenas um corte não muito profundo, o pior mesmo era o resto à sua volta que estava a ficar escuro. Pegou depois num penso e colocou-o em cima do corte tapando-o.
- Já está. – disse para a rapariga, esta passou os dedos levemente pelo rosto fazendo uma careta, estava impossível de se poder tocar. Levantou-se e foi ao espelho que Kevin tinha na casa de banho. Suspirou ao ver o estado do seu rosto e voltou de novo para o quarto.
- Obrigada. – agradeceu a Kevin, este encolheu os ombros e abriu o roupeiro pegando numa camisola sua e dando-a à rapariga, não a ia deixar a dormir com aquelas suas roupas que estavam sujas de terra devido à sua queda.
- Fica à vontade. – disse-lhe apontando para a cama ao que ela abanou negativamente com a cabeça.
- Eu durmo no chão. – retorquiu encolhendo os ombros e despiu as suas roupas pousando-as num cantinho lá no quarto, apesar de estarem sujas ia precisar delas no dia seguinte quando se fosse embora. Vestiu a camisola que lhe ficava enorme e puxou uma almofada da cama.
- Oh Mads a cama é grande dá bem para os dois. Não te vou comer. – revirou os olhos. – Para além de que o chão não é nada confortável.
- Não quero. – respondeu Madeleine decidida. Era teimosa e por isso Kevin decidiu nem sequer insistir mais com ela. Foi buscar uma manta para ela e depois de lha dar puxou as mantas da cama para trás e deitou-se.
- Boa noite. – esperou que Madeleine se deitasse também e depois apagou a luz ficando o quarto apenas com alguma claridade vinda da lua do lado de fora da janela e no mais completo silêncio.
Kevin despertou ainda a meio da noite e olhou para o chão vendo Madeleine a dormir numa posição toda estranha, o mais certo era no dia seguinte acordar com o corpo todo dorido.
- Não és mais teimosa que eu. – murmurou baixinho para ele e levantou-se da cama, pegou com cuidado nela ao colo para não a acordar e colocou-a sobre a cama, ajeitou as mantas e tapou-a deitando-se depois ao seu lado. Sorriu e fechou os olhos adormecendo também.
- O que é que estou aqui a fazer? – Madeleine sentou-se na cama toda confusa, supostamente devia estar a dormir no chão ao lado da cama e não em cima desta, olhou para a frente vendo Kevin já vestido e pronto para sair.
- Bom dia para ti também. – disse o rapaz olhando para ela quando a ouviu a falar. – Levanta-te e veste-te, temos de ir ter com os outros. Estão à nossa espera no armazém. – retorquiu enquanto começava a andar de um lado para o outro. Madeleine resmungou mais uma vez pelo facto de ele a ter posto na cama e revirou os olhos quando o rapaz apenas a ignorava. Foi vestir-se toda amuada e quando por fim estava pronta Kevin puxou-a para fora do quarto.
- Não faças barulho, os meus pais estão em casa. – retorquiu o rapaz num sussurro, agarrou na mão dela e andaram em silêncio pelos corredores até por fim chegarem ao exterior da casa.
Kevin empurrou a porta abrindo-a e vendo Rachel e Ryan já lá na conversa, entrou no armazém seguido de Madeleine que encostou ligeiramente a porta. Cumprimentaram-se uns aos outros.
- Estás bem? – perguntaram Rachel e Ryan em uníssono quando os outros dois se instalaram também nos sofás.
Madeleine assentiu com a cabeça e depois encostou a mesma para trás no sofá. – Estou, não se preocupem e desculpem… - mordeu o lábio.
- Pelo quê? – perguntei Rachel de sobrolho franzido e com os olhos postos na amiga.
A outra encolheu os ombros. – Por ter sido apanhada e quase ter estragado tudo. – encolheu os ombros. Os outros abanaram a cabeça, como se fosse preciso ela pedir desculpas, Rachel riu-se e levantou-se indo ter com a amiga e saltando-lhe praticamente para cima.
- Não sejas tontinha. – riu-se e beijou a bochecha da amiga fazendo depois cara feia ao ver o seu rosto. Sentou-se encostada a Madeleine e olhou para os rapazes que falavam um com o outro.
- Vamos esquecer que isto tudo aconteceu pode ser? – perguntou Kevin ao fim de algum tempo, todos assentiram. Sempre que algo corria mal tentavam esquecer e partir para outra.
I really care about you..(...)
publicado por - cp às 2013-06-15 00:00:33
Capítulo dezanove
“As pensões estão todas cheias”
Este capítulo veio à meia noite porque é uma prenda para uma idiota, digamos. Essa idiota é a Cristiana, que hoje faz anos. Portanto, PARABÉNS sua parva e espero que gostes!
publicado por LostDreams às 2013-06-15 00:00:25
publicado por BeatrizCM às 2013-06-14 21:48:08
Como miúda, sempre achei a teoria da TPM uma grandessíssima porcaria, um mito. Pelo menos, no que tocava à minha pessoa, superior a problemas desses (pfff… problemas de meros mortais, então?!). Nunca sofri de coisa que se parecesse com oscilações de humor. Nunca! O meu ciclo menstrual sempre foi coroado de uma tranquilidade imensa, indiferente aos dias do mês, à semana fértil e às outras todas. À parte umas dorzinhas, absolutamente resolúveis com um Buscopan pela goela abaixo, sempre tive um santo período.
Mas qual quê, eu sou uma “mulher” ou sou um borrego?!
Caneco, pá, se eu queria chegar aos 18 na paz de Nosso Senhor das Menstruações? Claro, quem não quereria? (E quem diz chegar aos 18, diz chegar aos 81…) Infelizmente, existe a “puberdade” e as “h-o-r-m-o-n-a-s” (nem me atrevo a escrever a palavra por inteiro! *benze-se três vezes, vade retro, vade retro, vade retro*). Não, não sou mal-agradecida, porque, apesar de todo o desconforto que elas me têm trazido, finalmente começo a ver resultados, principalmente na zona das ancas, mas há muito que se poderia evitar.
Como por exemplo:
- dores de cabeça abruptas no segundo ou terceiro dia após o aparecimento do dito cujo;
- tardes “emo”, surgidas sem eu dar por elas, no dia antes do aparecimento do dito cujo.
Enfim, é deste modo que se proporcionam momentos como o presente, em que vos escrevo sobre a TPM, já não me lembro bem por que motivo…
AH.
Já me lembro.
(Caminhando para a conclusão…)
Ao fim de precisamente 79 ciclos menstruais, ao longo dos últimos (quase) sete anos, EU SOFRO DE TPM. Tão simples quanto isso. E isto revolta-me! Uma rapariga habitua-se a ser e a agir em conformidade com as suas crenças e a ter a mesma personalidade durante toda a sua vida e, um belo dia, apercebe-se de que, em certos dias do mês, se torna uma criatura anómala, sensível e egoísta, praticamente pluripolar! Não se faz, meus caros, não se faz! E não se deseja maleita semelhante nem ao nosso pior inimigo crónico (inimiga, neste caso)!
Entretanto, fui jantar e já me sinto menos anti-social. Não digam que a comida não tem propriedades terapêuticas.
publicado por Nessa às 2013-06-14 16:14:18

(Imagem retirada da internet)
... uma pausa para o lanche num dia de estudo.
Já não posso ver estudos epidemiológicos à frente!
publicado por mysuperworld às 2013-06-14 14:06:20

o meu professor de Educação Física deu-me um 17 neste período. Não é que me sirva de alguma coisa (acabei à mesma com 16 à disciplina) mas fiquei surpreendida! Eu, a ter um 17 a educação física... o homem devia estar a delirar, só pode! Melhor que isto só mesmo a minha professora de Economia. É que eu faltei tantas vezes durante o ano (faltava sempre à aula de segunda feira quando tinha teste de história na terça- e os testes de história este ano eram sempre à terça) que supostamente já devia ter atingido o limite de faltas. Supostamente! Porque ela nunca, NUNCA, marcou-me falta. Espetáculo! Se sabia tinha faltado mais, de qualquer das formas não se aprendia grande coisa naquelas aulas...
I really care about you..(...)
publicado por - cp às 2013-06-14 10:49:31
Venho com um miminho para vocês! Um excerto do próximo capítulo, o dezanove:
- Em que posso ajudar? – uma rapariga ruiva e de cabelo curto virou-se para ela assim que deu pela presença de clientes.
- Queria um quarto. – Jane pediu, roucamente, tentando recompor-se um bocadinho. Só lhe apetecia chorar por ter perdido o seu cantinho.
- Lamento, mas estão todos cheios. – a empregada disse depois de olhar o computador.
- Por favor, não têm nem um? Não é preciso ser grande nem nada do género… - insistiu.
- Não, lamento. E boa sorte a encontrar quartos agora, à última da hora. – desejou sinceramente e a rapariga suspirou, saindo.
O que será que aconteceu com Jane? Palpites?
Amanhã têm capítulo, não se esqueçam!
A imagem mais partilhada (...)
publicado por BeatrizCM às 2013-06-13 21:45:37

Chill... os professores vão fazer greve até dia 28 de Junho. Com alguma sorte, o período de exames terminará lá para finais de Agosto.

