publicado por Jorge Soares às 2013-05-22 21:42:26
perfil público

Nome
Márcia
Apelido
Estela
Data Nascimento
17-05-1974
Sexo
F
Código Postal
4480-929
Localidade
Vila do Conde
publicado por Jorge Soares às 2013-05-22 21:42:26
Adopção, ao cuidado de to(...)
publicado por Jorge Soares às 2013-05-22 21:15:55
A propósito do post de há dois dias em que se falava da devolução de crianças, a Ana (muito obrigado) em resposta àquela mãe, deixou o seguinte comentário:
Em 2009 chegaram os meus filhos, também pela via da adopção, na altura o meu filho tinha apenas 5,5 anos e a minha filha tinha 2 anos. O meu filho com apenas 5,5 anos, bateu-me a mim, a todas as professoras que encontrou pelo caminho durante os 6 meses seguintes, pintou o cão da escola, bateu em quase todos os colegas da escola, arrancou inúmeros cabelos ás professoras, arrancou-me cabelos a mim, partiu coisas em casa, disse várias vezes que queria era estar na instituição, que lá é que tinha os amigos/as dele, etc.etc . Podia contar muito mais, mas acho que estes exemplos chegam. Desistir do meu filho nunca! Ele era mau por fazer isto e não gostava de nós? Não!
O meu filho é e sempre foi um doce, ama-nos acima de tudo, lembra-se da outra mãe? Claro que sim, falamos disso sempre que ele precisa, mas eu sei que ele me ama muito e não é porque o diz mas porque eu o sinto. Ele fazia todas aquelas coisas para nos testar, para nos levar até aos limites, para ver se também esta nova família o iria deixar novamente a ele e á irmã.
Cara Madalena, não corrigimos estes comportamentos dando todos os presentes que o meu filho queria, corrigimos aplicando regras desde o primeiro dia, aplicando castigos quer na escola quer em casa sempre que necessário, foi um primeiro ano de intensa luta entre nós, a escola e ele.
Quantas vezes me apetecia abraça-lo e tinha que o castigar? Quantas vezes lhe disse que fizesse o que fizesse mal, nós agora éramos sempre a família dele e gostávamos sempre dele e ele tinha que acreditar nisso. Não lhe consigo dizer quantas vezes foram, mas uma coisa posso garantir que não passa em 3, 4 ou 6 meses! Levou um ano ou mais até que o meu filho melhorasse radicalmente o seu comportamento!
Hoje (passaram apenas 4 anos), não temos uma queixa da escola, todos os dias ele tem que nos dizer que nos ama, que todo o coração dele é meu, que tem o melhor pai do mundo, que não se vai casar porque quer viver sempre nesta casa com os pais….(até já brincamos com ele, que se não sair para a casa dele até aos 30 anos saímos nós!!!!!!)
Cara Madalena, nós não temos que pagar sessões de psicoterapia para que os nossos filhos gostem de nós, temos que pagar um pedopsiquiatra para ajudar os nossos filhos a lidarem com o sofrimento deles e também para nos ajudarem a nós. Estas crianças, os meus filhos e as suas filhas o que mais querem é ter a certeza que vocês (nós) vão estar sempre aí para as apoiarem e amarem.
Agora deixo esta pergunta no ar : e se eu, durante os 6 meses do período de pré adopção tivesse desistido dos meus filhos? Acredite que também foi terrível! Nunca tal nos passou pela cabeça mas se tivesse acontecido, hoje não teria ao meu lado os Melhores Filhos do Mundo, com todas as preocupações que já nos deram e que sabemos que ainda vão dar! E o que teria sido dos meus Filhos com o peso de mais uma família a desistir deles?
Peço desculpa Jorge, por ocupar o seu espaço desta forma, mas não ficava bem comigo mesma se não apelasse à Madalena que deve procurar ajuda, existem pedopsiquiatras maravilhosos, mas não desista de amar estas duas crianças!
Ana
Um texto para reflectir, um texto que deveriam ler todos os candidatos à adopção e todas as pessoas que que alguma vez pensaram em adoptar, é claro que nem todos os casos são assim, mas acreditem em mim, não há casos fáceis. E não, adoptar bebés não minimiza os problemas, nós adoptamos um bebé com um ano e basta procurar neste blog a palavra hiperactividade para se perceber como não é nada fácil, mas não há a mínima dúvida, o amor pode sempre mais que qualquer tipo de problema.
Ana, não tem que pedir desculpa, eu é que agradeço as suas palavras.
Jorge Soares
Impressões às primeiras c(...)
publicado por Cláudia Oliveira às 2013-05-22 19:59:53

Ando a ler "Inferno" de Dan Brown. O único livro que li dele chama-se "Código da Vinci", toda a gente conhece. Toda a gente. Excepto quem vive debaixo de uma pedra. Ando a ler o livro no Kobo, o livro vai demorar para estrear em Portugal. Já saiu a versão inglesa. Portugal é o último, é quase sempre o último a editar os livros que todos querem. Não li os outros livros do Dan mas tenho ali um ou dois, nem sei bem. Este teve a minha atenção porque já passaram anos suficientes para o autor aprender e amadurecer, fiquei com a sensação que será o seu segundo grande sucesso. Para além disso, todo o mistério à volta da obra só dá mais vontade de querer ler.
O prólogo começa muito bem. Dinâmico, misterioso e dramático. Os primeiros capítulos estão cheios de acção. Robert Langdon encontra-se num hospital com amnésia, logo depois está a fugir de um assassino ao lado de uma médica com um QI de 208. Ao fim de cinquenta páginas, começo a juntar peças na minha cabeça e acho que já sei o que vai acontecer com esta médica. Espero que não, espero ser surpreendida. Existe um objecto muito perigoso no meio desta trama mas ainda não sei o que é. Muitas perguntas em pouco tempo, espero que não fiquem pontas soltas. Para já, estou super entusiasmada e a gostar muito.
publicado por Cláudia Oliveira às 2013-05-22 19:53:11
Existe um actor português com uma página no facebook bastante ácida. Prefiro nem sequer dizer o nome dele para depois não receber comentários da treta a defender o querido-amado. Ele costuma, diariamente, gozar com tudo e todos. Acha tudo mal, acha-se superior a todos, mais intelectual, mais esperto, mais sábio. Pode ser, talvez seja mais inteligente que a maioria das pessoas. Para além disso, parece que gasta mais tempo na internet que propriamente a fazer coisas mais produtivas. Cada um sabe de si. Acho piada, ele criou um perfil ácido, arrogante e sem papas na língua mas quando confrontado com as citações recolhe-se, pede desculpa e chega até a confessar que não queria dizer aquilo que na verdade disse. Para mim, um ser humano só é inteligente se for humilde. Ainda não percebi se ele tem ou não. Mas também não me interessa. Quando me avisaram que ele gozou comigo, não gostei mas pus-me a pensar: "quantas vezes faço eu o mesmo?". Tantas. Aceitei sem sentir mágoa, aliás fui a correr subscrever o seu canal. Também soube que dois actores mais maduros defenderam aquilo que eu fazia em relação à literatura. Um abraço ao ego. Também soube que ele concordou com eles e apagou todos os comentários em relação à minha pessoa. Outro abraço ao ego. E pronto, a vida é um garfo. Ou comes, ou és comido.
3 músicas que ando a ouvi(...)
publicado por Cláudia Oliveira às 2013-05-22 19:39:07
publicado por Mac às 2013-05-22 17:00:09

E como sou dada ao ajuntamento de pulseiras sem ordem, resolvi junta-las numa só, aliás como já tinha feito no passado Verão, é prático, em vez de estar para ali a por pulseira a pulseira muito devagarinho, zás, pego numa, enfio-a no braço e já está. É uma grande poupança de tempo (not).
[e já deito missangas, míni contas e isso pelos olhos, portanto além de estarem em bico, também estão nauseados, agora há mais daqui a um ano, ou quando não me lembrar como isto é coiso]

Cinematograficamente Falando ...
Se fosse o Crepúsculo ou (...)
publicado por Hugo Gomes às 2013-05-22 16:29:05
Cinematograficamente Falando ...
publicado por Hugo Gomes às 2013-05-22 16:19:37
Estreia esta semana, dia 23 de Maio, The Reluctant Fundamentalist, a nova obra da realizadora indiana Mira Nair (Amelia, Vanity Fair). Baseado num livro de Mohsin Hamid, O Fundamentalista Relutante (titulo traduzido), nos remete à intensa busca por um refém norte-americano em Lahore, Paquistão. Um jornalista americano, Bobby Lincoln (Liev Schreiber, X-Men Origins: Wolverine), interroga um professor universitário, Changez Khan (Riz Ahmed, Four Lions), acusado de ser um fundamentalista religioso e talvez o cabecilha do acto de sequestro. Durante a conversa entre ambos, varias verdades serão reveladas sobre o conflito que paira as ruas de Lahore, contudo só uma será aceite, uma corrida contra-o-tempo que interlaça com ideais e valores. Kiefer Sutherland (da série 24), Kate Hudson (Almost Famous) e Om Puri (Gandhi) completam o elenco.
publicado por Mac às 2013-05-22 14:00:11

Em adolescente adorava ir à Casa Batalha da Baixa comprar missangas e contas para fazer colares e pulseiras. Gostava imenso daqueles armários cheios de frascos e eu sempre com vontade de trazer tudo. Nessa época não precisava de agulhas especiais, nem de óculos, era só enfiar conta atrás de conta e fazer coisas para me enfeitar, agora é uma miséria, mesmo pondo os óculos, mas pronto, lá se vai acertando com o fio de nylon naquele micro furo. Concluo que aqueles hippies, ou lá o que são, que aparecem no Verão a vender coisas destas, têm muito boas vistinhas.
[estou com os olhos em bico. Literalmente. PDA]
publicado por magnolia às 2013-05-22 13:05:37
A propósito disto devo dizer que apesar do assunto ser delicado e apesar de eu estar absolutamente a favor da luta de todos os que ganham o nosso vergonhoso ordenado mínimo, não posso deixar de louvar a atitude empreendedora do Martim e de achar que a Raquel Varela, não deve saber o que é não ganhar NENHUM dinheiro. Quem tem bocas para sustentar tem que ser muito ponderado na sua luta. É injusto, mas é o que temos no momento. Lutar sim e sempre, mas com assertividade.
Além disso, que culpa tem o Martim do estado do país? Ela nasceu há 16 anos, não contribuiu em nada para o estado caótico em que nos encontramos, e, pelo que está a fazer, está a ajudar a fomentar a economia. Muito melhor atitude do que o resto dos miúdos (e graúdos) que mesmo desempregados e contas para pagar se sentam no café a tarde toda ou andam a pedinchar carimbos, nunca perguntando por trabalho.
Estou com o Martim.
publicado por magnolia às 2013-05-22 11:55:13
Começa hoje o Black & White - Festival Internaciona de Audiovisual, na UCP - Escola das Artes e eu vou lá estar! :)
Assim, deixo aqui a programação do dia 1.
Competição vídeo 1
(Hoje às 22:00)
“WARMTH” – Victor Asliuk - ESTREIA NACIONAL
(Bielorrússia, documentário – 20:00)
“THE FEAST” - Boris Seewald - ESTREIA NACIONAL
(Alemanha, experimental – 3:24)
“FOR THOSE WHO STAY” – Vasco Mendes
(Portugal, experimental – 3:26)
“NEST” - Tornike Bziava - ESTREIA NACIONAL
(Geórgia, ficção – 19:00)
“FROM DAD TO SON” - Nils Knoblich
(Alemanha, animação – 5:16)
“LOOKING FOR SOMETHING (PART ONE: A WINTER VISIT)” - Fjodor Donderer - ESTREIA NACIONAL
(Alemanha, experimental – 12:30)
(ENTRADA LIVRE)
Ver mais aqui.
03 - DAS BOAS DESCOBERTAS(...)
publicado por Mac às 2013-05-22 11:00:15

A minha túnica já chegou. É da Cool, Soft & Chic da minha muito querida Teresa. É linda, é boa e tem uma cor fantástica. Amo-a. E, pronto, claro que já estão debaixo de olho mais umas coisas de lá.
publicado por Life Inc às 2013-05-22 10:30:31
E passa com distinção! Ontem foi dia de Pediatra, consulta dos 11 meses e lá fomos nós.
Inicialmente até estava a correr bem, com Miss Pinypon a dar sorrisinhos e tal mas mal a deitámos na marquesa, começou o show. Berra para ali, esperneia para acolá, fica vermelha, fica roxa, tenta fugir, enfim, uma canseira! Segundo o Pediatra está ótima :)
Temos portanto 75 cm de gente com o modesto peso de 9.4g, continua no percentil 50 e está muito boa, como diria a vóvó.
Ordens para começar com o leite de vaca gordo, marca branca ou xpto, já que é a mesma coisa, introduzir lentamente a nossa alimentação ( ela é que se vai importar!), apenas não dar morangos, marisco, chocolate ( OUVISTE MÃEZINHA?) e refrigerantes. E tudo o que seja préfabricado e com muito açucar!
E eu que já ia lançada a comprar uns sapatos todos xpto da Chicco, tive a boa notícia que sapatos, sapatos, só quando começar a andar mesmo sozinha e que para já bastam sapatos que não derrapem. Maravilha, sempre se poupam uns tostões.
Em compensação fui gastar os tostões para a farmácia graças ao eczema que a Pinpypon tem na cara e que requer um creme diário - ui que chique - para usar a longo termo.
E como é que estamos quase nos 12 meses? COMOOOOOOOOOOOOOOOO?
xoxo
cindy
34 - CROCHÉ, COLAGENS, TR(...)
publicado por Mac às 2013-05-22 10:00:02


Refiz um colar de bolas de prata indiana, portanto daquela que não vale nada, que não tinha piadinha nenhuma, era só uma fiada de bolas que ficava justa ao pescoço, portanto só o enfiei de uma forma diferente. Depois já que tinha rolos e rolos de fio encerado, resolvi aproveitar umas contas que não tinham aplicação que se visse.
E refiz os outros dois de baixo, que já os tinha feito aí há uns três anos, mas algumas aplicações estavam estragadas do uso, vai daí, renovei-as.
publicado por Cláudia Oliveira às 2013-05-22 09:33:41
Ontem, uma amiga falou-me do blog novo da Cristina do Goucha. Já tinha lido boquinhas parvas no facebook sobre uma apresentadora que tinha um blog. Não sabia quem era, até me contarem no chat. Achei muito bem. O blog chama-se Daily Cristina (www.dailycristina.com), um nome pouco original mas fácil de memorizar. Estive a ver o blog esta manhã, por curiosidade e porque gosto da Cristina. A Cristina tem o nome da minha mãe, parece ser super acessível, humilde e simpática. A ideia do blog foi boa. Aproxima, mostra e chama a atenção. O blog está giro, gosto das cores, das fotografias profissionais, dos textos simples, das roupas caríssimas. Uma Cristina menos popular, mais chic e atenta. Vão reparar que o blog é regido por fotografias, como se tratasse de um álbum e publicidade disfarçada (como é o caso do detergente para passar a ferro). Mais do mesmo, mas a Cristina é a Cristina e não é à toa que já tem 22700 seguidores na página do blog no facebook.
publicado por Life Inc às 2013-05-22 09:14:15
Já devem saber que o Google Reader, essa ferramenta que já me acompanha há anos, vai acabar. Uma seca. Como raio vou conseguir ler os milhares de blogs que sigo? Pronto, ok, não são milhares mas são muitos. Impossíveld e andar a clicar uma a um.
Como alternativa sugiro o BlogLovin' que até é parecido e que pode importar a lista de blogs que seguem do Google Reader. O Google Friends Connect também vai (ou foi) à vida, por isso, quem quiser começar a seguir aqui o estaminé a partir do BlogLovin', é só ir ali à barra lateral direita e clicar no ícone sff.
Muito agradecida!
xoxo
cindy
publicado por Jorge Soares às 2013-05-21 22:30:00
Raquel Varela perdeu uma (...)
publicado por Jorge Soares às 2013-05-21 21:29:10
Coisas de pouca amizade e(...)
publicado por Cláudia Oliveira às 2013-05-21 20:18:44
Sabes aquela tanga do "não me dizes nada, também não vou dizer"? Não tenho paciência. Sério. Eu sou muito directa ao assunto, se quero falar, falo. Se tiver saudades, digo olá. Se tiver algo para perguntar, pergunto. Isto, se estiver a falar de amigos, sem problemas pelo meio. E acho que tem de ser assim. Detesto aquela parvoíce do "não disseste nada, também não disse". Bora deixar essas coisas para os namorados ou assim? Nem isso, ninguém tem mais paciência para isso. Se queres ligar, liga. Orgulho dentro de uma amizade? Sério? Medo de mostrar que estás interessada? Qual é o problema? Não vejo.
Se há coisa que detesto é que tirem conclusões dos meus pensamentos sem antes falarem comigo e ajam conforme elas. As conclusões, claro.
publicado por Jorge Soares às 2013-05-21 19:57:04
Cinematograficamente Falando ...
Grandes Esperanças regres(...)
publicado por Hugo Gomes às 2013-05-21 17:38:43
A obra por excelência de Charles Dickens, The Great Expectations, voltará a ser readaptada para o grande ecrã, desta sob o cunho de Mike Newell (Four Weddings and a Funeral, Harry Potter and the Goblet of Fire). Esta produção britânica de luxo irá marcar presença nos nossos cinemas já na próxima Quinta-Feira, dia 23 de Maio, e contará com um elenco de luxo que vai desde Jeremy Irvine (War Horse), Ralph Fiennes (Harry Potter and the Deathly Hallows), Helena Bonham Carter (Dark Shadows, Charlie and the Chocolate Factory), Robbie Coltrane (Harry Potter and the Sorcerer’s Stone), Jason Flemying (Clash of the Titans), Holliday Grainger (Jane Eyre), Sally Hawkins (Happy-Go-Lucky) e Ben Lloyd-Hughes (Tormented).
Cinematograficamente Falando ...
publicado por Hugo Gomes às 2013-05-21 17:28:57
Um acto de pura devoção!
Segundo o próprio, numa manhã chuvosa de Março durante a rodagem de O Pão (1959), Manoel de Oliveira procurava cenários para a sua obra quando deparou com um ritual estranho mas envolventemente religioso. O realizador ferverosamente crente sentiu uma aura divinal na representação de Paixão de Cristo, interpretada pela população da aldeia transmontana da Curalha. A partir daquele vislumbre, de Oliveira decide registrar a sua descoberta para a posteridade, num filme que cruza documentário com ficção (apelidado de docuficção, um área experiente do cinema português) que se tornou num dos marcos da sua carreira, o modelo que definiria o homem que seria conhecido e aclamado como o “mestre do cinema português”.
As citações, proferidas do Auto da Paixão, derivado dos textos escrito por Francisco Vaz de Guimarães do seculo XVI, transmitiam uma emocionante jornada de um povo crente que dedicava com fé, amor e devoção aquela cerimónia pascoal, à figura divina crucificada na representação e acima de tudo à cooperação de um povoado para gerar este simbólico gesto de comprovação religiosa. Manoel de Oliveira sentia-se então comprometido aquele festim de poemas e cantorias, ao rigor popular das personagens, à encarnação que cada uma delas representava para aqueles habitantes, mais do que o Mundo em desenvolvimento e em pleno progresso à sua volta. O realizador filma assim um espectáculo rural, raro e artesanalmente belo onde se funde com um das suas duradouras paixões, o teatro, e é com essa teatralidade que Manoel de Oliveira iria estampar como sua imagem de marca perante uma filmografia extensa e sempre no activo.
Podemos esperar uma representação dedicada por parte do autor a esta manifestação religiosa, um acto devoto rural que esboça o próprio cinema de Oliveira. Contudo o realizador não se contém com as suas fervorosas crenças e ao chegar ao seu desfecho, “atira-se de cabeça” aos problemas sociais da época, à desumanidade vivida, ao cenário bélico que deixa para trás uma fantasmagórica aura de morte e caos, imagens de arquivo que se reúnem ao simbolismo desta Paixão de Cristo, uma forçada ligação entre um acto religioso aos males mundiais. Mesmo sabendo do foro teológico, do símbolo de esperança e paz que o conto transcrito pela representação de Curalha emana, capaz de emocionar até mesmo o mais descrente, a verdade é que a imperatividade de fé transposta por Manoel de Oliveira deixa tudo a perder (aliás o realizador tem essa tendência de criar finais exagerados).
Contudo, Acto de Primavera se fomenta como um dos proeminentes obras do autor, um importante retrato de criatividade e prosperidade da docuficção. Sejam religiosos ou não, este é um filme que merece sempre a visualização, rituais perdidos e fé na representação e ilustração dos ícones de esperança e amor em plena Pascoa! A força popular no seu melhor e a padronização do cinema de Oliveira!
Filme visualizado no PANORAMA – 7ª Mostra do Documentário Português
Real.: Manoel de Oliveira / Int.: Nicolau Nunes Da Silva, Ermelinda Pires, Maria Madalena
Ver Também
Cristóvão Colombo: O Enigma (2007)
Singularidades de uma Rapariga Loura (2009)
Estranho Caso de Angélica (2010)
04 - DEPOIS DE SER MÃE, U(...)
publicado por Mac às 2013-05-21 17:00:42
Quando esta mãe vai à casa de banho, deixa a porta encostada, porque os meus filhos lindos ficam atacados de urgências, sempre que ali me apanham, são quinze segundos, pessoas, quinze segundos, sim, já lhe fiz a média, mas são quinze segundos muito tensos, esta mãe entra na casa de banho para uma coisa humana e os filhos lindos pregam-se-me à porta, um ó mãe isto é muito urgente, o outro mamamama e pronto eu só encosto a porta, porque com a porta encostada não há nada urgente, nem mamama, mas depois vem o gato, entra e escancara-me com a porta, este é outro que não me deslarga e vai que a minha empregada ia a passar no corredor e eu sentada, mas muito composta, sempre muito composta e mesmo assim um dia filho maior berrou-me incrédulo a mãe não tem pilinhaaaaaaaaaaaaaa, coitadinha da maiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii e eu expliquei-lhe que as meninas não têm esse importante acessório, mas ele tinha três anos e passou a comunicar com um ar algo combalido a tooooda a gente com que se cruzava coitadinha da mãe, não tem pilinha e pronto eu passei a ser a mãe que não tem pilinha, adiante, estava eu ali muito composta e passa também a minha empregada, olha para mim e diz assim ah a senhora está na sanita, e vou eu e digo, sim, para mim é um acto público.
Toda a gente me vê sentada ali naquele sítio, tooooda a gente. Não há condições dignas para continuar a exercer a profissão de MTI (*). Eu tenho a minha dignidade. E os meus direitos.
_____________________________________
(*) Designação roubada à minha amiga Rita, Mãe a Tempo Inteiro.
Provavelmente o post (pes(...)
publicado por Gaja às 2013-05-21 15:36:25
Muito se tem falado nos últimos dias acerca da adopção por casais homossexuais. Eis senão quando me deparo com um post (isto para quem o quiser ler na íntegra) de uma jornalista do Diário Económico de seu nome Maria Teixeira Alves.
Deixo apenas algumas pérolas:
Quero também dizer que quando as pessoas dão crianças a homossexuais, estão a dar-lhe dois pais ou duas mães e não estão a pensar nas crianças abandonadas, que têm o direito de ter uns pais substitutos o mais semelhante possível com a família biológica.
E quando me vêm com aquele argumento falso de que é melhor as crianças serem adoptadas por homossexuais do que estar em instituições eu pergunto. Porquê? Porquê é que a instituição é o pior que pode acontecer à criança? São maltratados lá? As instituições maltratam as crianças? Não cuidam delas? É diferente de uma família normal? É. Mas também os pais homossexuais são diferentes de uma família normal.
Pelo menos nas instituições não correm o risco de chegarem a adolescência e serem seduzidos pelos pais.
(Nesta frase confesso que me perdi e tive de reler umas 3 vezes para ver se aquilo estava mesmo escrito)
Portanto, cara Maria Teixeira Alves, acho que precisamos de esclarecer alguns pontos de vista.
Em primeiro lugar sugiro um exercício, o de estabelecer o conceito de família normal. Sim, vamos a isso, o que será uma família normal?
Vamos levar isto ao extremo da perfeição, boa? O de visualizar um pai com 1,80m, gestor de uma empresa de sucesso, um tipo porreiro que vai jogar ténis aos fins de semana e no final da tarde ainda tem tempo de levar os putos ao cinema. A mãe, uma estampa. Um caso de sucesso no mundo da decoração. Tão perfeita que chega a meter nojo. Sempre cheirosa na hora de deitar os seus meninos nos seus berços de 1300€ (fora os 200€ gastos em tecidos estampados)
Será isto? Secalhar é.
Vamos então negar a adopção por parte de casais gordos. Boa? Que chatice...duas baleias a irem buscar os miúdos à creche. Até parece mal, ocupariam logo na totalidade o hall de entrada impedindo as "famílias normais" de caberem no mesmo.
Vamos seguir esta ordem de ideias e impedir um preto de adoptar uma menina loira. Que horror!! A menina iria ser gozada toda a vida!!
E um paraplégico? Nem pensar! Depois não poderia correr com os filhos!E uma mulher a dias? Credo! E depois na hora de dizer a profissão da mãe na sala de aula, onde todos iriam ouvir!
Continuamos? Tenho mais exemplos. Não tenho é o dia todo.
Perguntei-me ao ler o seu post, que tipo de pais você teria. Que tipo de valores lhe transmitiram (alguns estão à vista). Que tipo de amor recebeu, Maria? Recebeu? Que tipo de família seria a sua. Normal?
Perguntei-me igualmente se teria filhos, Maria. Tem? Eu tenho, um.
Comecei a imaginar um cenário, que nestas coisas é sempre bom enfiar a cabeça na gola da camisola, da nossa, e olhar bem cá para dentro, dizia eu, imaginei um cenário, o do meu desaparecimento, o do meu marido, o da família mais próxima. Todos!
E vi o meu filho sozinho. Posso jurar que visualizei um deserto....só areia, tons amarelados, algum vento. E ele ali no meio. Sozinho.
No meu imaginário tinha duas opções: o de o ver partir em direcção a uma instituição de acolhimento ou em direcção de um casal homossexual. Não demorei muito a decidir e deixei a instituição de parte. Isto porque as instituições,em parte, fazem-me sempre lembrar as creches, onde é sempre muito giro estar lá umas horas mas não há nada que pague os olhos de alegria de uma criança ao ver quem a vai buscar ao fim da tarde.
Talvez seja isso que lhe faça falta, Maria Teixeira Alves. Ver, mas ver bem, os olhos de uma criança.
Cinematograficamente Falando ...
publicado por Hugo Gomes às 2013-05-21 15:05:25
Nas manhãs submersas pela(...)
publicado por magnolia às 2013-05-21 14:18:22
Para relembrar os dias maravilhosos que passei a caminho de Santiago...
Nas manhãs submersas pela neblina, sou feliz
Ouço os meus passos, um depois do outro, cadenciados
Olho as paisagens que se descobrem aos poucos
As árvores acordam com os meus passos
Sinto o cheiro a terra húmida a impregnar o ar
Também o cheiro da resina perfuma a Terra
Percebo o silêncio a ser quebrado pelo chilrear dos pássaros
Ouço o som da água a cair por entre pedras e terra
Sinto a frescura da manhã azul na pele e na alma
Os meus passos levam-me para a frente, sempre para a frente
Depois o sol, tímido, a aparecer devagar lá ao alto
Sinto-o derramar a sua luz nas montanhas e nas pedras
E o seu calor em mim e em todos os homens da Terra
Caminho sem esforço mesmo carregando o peso da vida.
Sou feliz numa simbiose perfeita com a natureza pulsante
Sinto-me muito viva e o sangue a corre-me nas veias, célere
Impossível travar o sorriso que se me desenha nos lábios
Dentro de mim um lago sereno de sentimentos apaziguados
Mais um passo e outro e outro e depois outro.
Tantos passos e não sei quando chegarei ao destino.
Mas que importa o tempo? Nada. Não importa nada.
No Caminho o tempo não existe, nem precisa.
Não há pressa de chegar.
Dentro de mim vive a certeza de que chegarei. E basta-me.
Enquanto isso, em cada passo, sou feliz por pertencer à Terra.
cláudia moreira - escrevi estas letras quando cheguei do Caminho Central de Santiago em 2010
publicado por Life Inc às 2013-05-21 14:16:45
E com uma nova tragédia nos EUA, desta vez em Oklahoma, não consigo deixar de me perguntar porque raio continuam eles a insistir na construção em madeira? Coitadas das pessoas!
É óbvio que casas construídas através de paineis pré-fabricados, com estrutura de madeira não tem a mínima hipótese face a ventos ciclónicos, nem mesmo face a tempestades. Basta ver programas como o "Extreme Makeover Home Edition" para ver quanto eles demoram a construir e o modo de construção. Realmente é rápido mas de resistente não tem nada. Construção em tabique não é conhecida pela sua resistência. Vai tudo pelos ares!!!
Valha-nos o aço, o betão e o tijolo! Não sei porquê mas faz-me lembrar a história dos três porquinhos e das casinhas em palha, madeira e tijolo.
xoxo
cindy
Para ouvir com atenção e (...)
publicado por magnolia às 2013-05-21 14:03:26
03 - DEPOIS DE SER MÃE, U(...)
publicado por Mac às 2013-05-21 14:00:06

E montei tudo na mesa da cozinha, mas depois achei assim ah e tal isto está a demorar um bocado, é melhor levar as coisas deste colar num tabuleiro, sento-me ao pé de filho pequenino e vou fazendo. Filho pequenino começou então a depositar pequenos pertences no meu tabuleiro. Ah isto está a correr tão bem, até me sinto zen, continuei eu a pensar. E até dissertei comigo e tudo, estou habituada a ter desenhos no meio dos meus documentos, legos no prato onde vou comer, o Winnie the Pooh na minha banheira, o pato na minha almofada, danço zig zagues entre carrinhos, bolas, bonecos e figuras que desconheço, espalhadas pelo chão, vejo televisão através de um ecrã com dedadas e pasta de bolachas, encontro a chave do carro no balde dos brinquedos, e o meu pente, as minhas revistas e livros já encontraram novos lugares e vidas no chão e em frangalhos, o mouse está roído (ironia das ironias), a minha mala é uma espécie de cavalo de baloiço, portanto é normal ter a Ellie no tabuleiro com as bolas para o colar. Hmm isto está mesmo bom.
Depois vi-me grega para encontrar o início do fio no tubo, então pensei ah olha é já um post sobre a temática quântico problemática do início do tubo, mas sempre zen, nada de nervos e isso, vai daí fotografei a nail com o tubo, para ilustrar a boa temática. E depois as mãos pequeninas acharam por bem puxar o tabuleiro e catrapum, todo o conteúdo espalhado no chão. Depois esta de gatas a catar bolas rolantes, antes que filho pequenino achasse boa ideia pô-las na boca, mas sempre muito zen. Depois filho pequenino agarrado a um alicate. Depois esta a tirar-lhe o alicate, zen, já se sabe. Depois filho pequenino aos berros. Depois esta aqui a consolar. Muito zen, já disse?
E depois vou aproveitar a sesta dele para continuar o colar. Zeeeen.
publicado por Cláudia Oliveira às 2013-05-21 13:23:45
A verdade é dita em dias como o de hoje.
A paciência tem limites. Tenho mais paciência actualmente que no passado. Com os colegas, com os amigos, com o amor, família. Repetir as coisas duzentas vezes, ao longo de vários anos não é papinha fácil. A saliva não se gasta mas incomoda. A questão está, será que ninguém nos ouve? Somos seres ignorados eternamente? Só pode.
Trabalhar num lugar onde as pessoas questionam as mesmas coisas diariamente ao longo de vários meses dá cabo da cabeça mais saudável. Juro. E se isso não acontecer, a forma como olhas para essas pessoas começa no auge mas começa a diminuir no respeito. Se é que me entendes. Explicando melhor, se alguém não ouve com atenção as tuas palavras com certeza que vais ter menos vontade de falar.
E chateia.

