publicado por Rita às 2013-05-16 17:29:40

Ela não acreditava que podia ser plenamente feliz com outra pessoa. Tinha deixado de acreditar no amor depois de todas as decepções que tinha tido no passado. Viva a su vida como qualquer outra adolescente, como qualquer outra pessoa. Não esperava surpresas, não esperava que a sua vida muda-se radicalmente.
Ele apareceu. Apareceu na sua vida sem aviso prévio, sem ela se poder proteger.
Tornaram-se amigos. Ela, ao longo do tempo, deixou-se levar. Foi confiando mais e mais nele. Foi deixando que ele entrasse na sua vida sem restrições. Deixou que ele soubesse todo o seu passado, todos os seus segredos. Deixou que ele lhe visse a alma. Ele era o porto seguro dela.
Nunca passara na cabeça que aquele rapaz, que via todos os dias, pudesse ser tanto na sua vida. Nunca pensara que conseguisse deixar uma pessoa, principalmente um rapaz, conhecer tanto de si.
A confiança que ela tinha nele, no pensamento da rapariga, era anormal. A maneira como gostava, pensava e sentia falta dele, era anormal. Toda aquela situação era nova. Na sua última decepção prometera a si mesma que nunca mais deixaria que uma pessoa entrasse assim na sua vida e nunca mais se apaixonaria assim tão facilmente.
Ele, depois de todo o tempo passado com ela, percebera que a rapariga vivia fechada na sua própria bolha. Ela vivia com medo. Medo que percebessem quem ela era. Medo de ser magoada. Medo de ser abandonada. O objetivo dele era fazer com que ela deixasse de viver receosa e passasse a ver a vida e as pessoas com um sorriso na cara. Queria conhecê-la até ao mais infímo pormenor e queria fazer com que ela se apercebesse que ele não a ia abandonar.
Ela, por muito que tentasse fugir, já não conseguia. Estava apaixonada. Toda esta situação e a rapidez com que tudo tinha acontecido deixavam-na desconfortável.
As barreiras que ela própria considerava necessárias tinham desaparecido. Ele fizera com que ela acreditasse no amor, fizera com que ela acreditasse que nem toda a gente magoa e que nem toda a gente abandona.
Eles, mais tarde, começaram a namorar.








































