Pensei Eurovisão, pensei Sandra Kim, penso Google, vi Wikipedia e apanhei um susto ou dois. Esta o Marques Mendes não previu. Fiquemos pelo "J'aime, J'aime la Vie".
Amanhã é dia dos museus. As entradas são livres na maior parte dos sítios. É maravilhoso. Tanta coisa para fazer e apenas uma manhã para aproveitar (temos compromissos à tarde). O Centro de Arte Moderna da Gulbenkian abre as reservas e o Museu Nacional de Arte Antiga tem uma exposição nova, A Encomenda Prodigiosa, sobre esse tempo fabuloso que foi o reinado de D. João V (um respeito pelo magnânimo). Há quem queira fazer a guerra, a mim toca-me que quisesse que achassem que Portugal era grande pelo fausto do reino. Nem sempre o exibicionismo são sinais de fraqueza de carácter. Além disso, e sem nada a ver com as coisas da política (ou talvez tendo), foi um rei-pai. As cartas que trocou com a filha, Bárbara, quando ela já vivia em Espanha (e ele a aconselhava) mostram que tinham uma relação próxima. Ela diz-lhe que se lembra de quando ele na procissão, enquanto carrega o andor, lhe pisca o olho.
Entrámos oficialmente naquela fase muito gira em que a criança imita tudo o que a mãe diz, confrontando-a, à mãe, com as suas... hum...vamos chamar-lhes lacunas como educadora. Frase mais repetida pela Teresa nos últimos dias: Tou t'a abisá [Estou-te a avisar, para o caso de não ser claro]. C'a bargonha.
Esperança na vitória parece-me que não há nenhuma. O entusiamo é muito moderado. Mas vão milhares na mesma. Só naquela "no bom e no mau". Mas, vamos lá ver, está tudo contra nós. As estatísticas, os acontecimentos recentes, a opinião mundial. Esqueçam, não há hipótese. Mas o apoio é lindo. Só isso...
Acabo de me precipitar brutalmente. Afinal o pato de borracha não é do Florentij Hofman, como eu pensava, é a mascote do programa "Splash" e tem 3 metros. A única coisa certa do que acabei de escrever (e que vou apagar por vergonha) é que serve para promover o programa "Splash" (missão cumprida!). Parece que esta vai ser a única maneira de ter a experiência de ver a obra do artista holandês, o que, sendo giro, não é a mesma coisaqu os cinco metros que o artista holandês fez em várias ocasiões e é muito menos do que os 16 metros do animal que deslizou pelas águas de Hong Kong (é a diferença entre uma Birkin a sério e uma Birkin dos ciganos: alguém teve a ideia, outros apenas reproduzem) mas, pronto, continuo com vontade de levar as crianças a ver o patão e a querer tirar uma foto com ele. Só vai estar hoje no Terreiro do Paço mas a SIC está a pensar levá-lo para outras paragens (informação da própria SIC).
[Não é que tenha nada a ver mas é giro falar de um artista holandês -- Florentij Hofman -- num dia em que Amesterdão é tão importante para Portugal. Carrrreeeeeeeeeeeeeeeega Benfica! Ainda que a minha esperança seja nula]
A primeira impressão quando vi esta notícia da Angelina Jolie ter feito uma dupla mastectomia por ter grandes probabilidades de vir a ter cancro foi "mas que raio de freak show é este?" (é preciso confessar), mas isso foi antes de ler a carta que escreveu com todos os detalhes. Medonho!
Mais uma dessas noites que prometia tanto (estavam deitadas às 21.30) e que se transformou num inferno. Todas, mas TODAS mesmo (até santa Francisca), decidiram acordar num dado momento. Uma com birra de sono, a outra fome e a Madalena com o nariz entupido, "derivado da" amigdalite que se alojou no seu corpinho serrano. Devo ter dormido umas três horas. Portanto, hoje é um daqueles dias em que só o amanhecer me irrita. Devia ter uma placa que dissesse: Cuidado com a mãe.
Estou para aqui a tentar decidir se continuo ou não a dar de mamar à Francisca. Tinha estabelecido como meta os 8 meses mas estou numa fase em que tanto me apetece desistir como, logo a seguir, quase me vêm as lágrimas aos olhos perante essa possibilidade.
Argumentos para continuar:
- Prático. Menos um biberão para lavar e ferver.
- É a minha última bebé. Vou ter saudades destes momentos.
Fui chamada a atenção pelo senhor da casa para um estranho achado: cabelos da Madalena cortados no balde do lixo. Há pouco perguntei-lhe o que se tinha passado. Disse-me que a mana lhe tinha cortado o cabelo. Pode dar-se o caso de as minhas filhas serem dessas que atiram as culpas para os irmãos quando a coisa fica bera para salvarem a sua pele, mas pareceu-me sincera quando disse que tinha sido a Teresa enquanto brincavam aos cabeleireiros e que ela até lhe tinha dito que "era para fingir que cortava com os dedos". Como me posso surpreender que um dia me apareçam bêbedas ou grávidas se, debaixo dos nossos próprios narizes, a de quase-três-anos pegou na tesoura do Mickey (dialeto cá de casa para nos referimos à tesoura de papel) e cortou uma madeixa do cabelo da irmã e, tão asseadinha, levou as pontas para o lixo, sem que nos tivessemos apercebido de nada? Estou escandalizada. Pelo acontecimento propriamente dito e porque de nada valeu ter afastado as miúdas da nefasta influência desta senhora. Por outro lado, sabendo quanto custa fazer umas madeixas em condições e cortar umas pontas, vejo com muito agrado que uma delas saia hairstylist (em inglês parece logo mais fino, credo!). Desculpa lá, Leonel.
1. Agradeço o respeito que a maioria das pessoas que são de outros clubes teve. Há sempre uns "corajosos das redes sociais" mas no face-to-face (como diria Fanny) houve contenção. Obrigada.
2. O Vítor Pereira junta à incompetência grande sonsice. Vai com bazófias para a conferência de imprensa, de como procuraram sempre a vitória, quando, revendo com atenção as imagens do golo do Kelvin, a cara dele é de completo espanto e surpresa perante a situação. Nem ele acreditava que aquilo era possível!
3. Gostei muito do momento (not!) em que, a falar para o Paços Ferreira fingindo que fala à comunicação social, manda o recado ao Paços Ferreira: não precisam de ganhar, tudo o que tinham a ganhar já ganharam. Lamentável. Bem me arrependo de ter tido pena deste cromo há um ano pelo desprezo que votavam no clube.
4. E agora, concentração para quarta-feira, que é o que importa.
Retrospetivamente, o pior foi empatar com o Estoril Praia. Mas o que me custa é perder com o Vítor Pereira, um treinador pior do que Jorge Jesus, de quem nem os adeptos nem o presidente do FC Porto gosta. Dói-me na alma, especialmente porque, vá-se lá saber porquê, mas pus-me a interessar pelo campeonato e até fui ao estádio. Ainda por cima, gosto do Jesus mas assim não há condições para continuar. Horrível. Estou com uma telha descomunal (e o meu gajo então...)
Até pode correr tudo mal logo, no jogo contra o FC Porto na casa deles, mas uma coisa é certa: ao longo da temporada o Benfica foi sempre melhor. Se perdermos é injusto. E triste. E não é merecido. Mas, pronto, isto é um jogo e teremos de aceitar, caso aconteça. Mas que me vai custar, lá isso vai. Porquê? Por causa dessa coisa boa e triste ao mesmo tempo que foi ter ido ver o jogo contra o Estoril Praia à Luz.
Retroatividade nos cortes das pensões não é o mesmo que aplicar o método de convergência às pensões que já estão a pagamento. O que se passa é o segundo caso e já é suficientemente duro para, em cima disto, ainda estarmos a inventar. Bom dia. E viva o Benfica!
Parece que hoje em dia uma pessoa para ser católica tem de fazer um manifesto ou uma declaração de interesses ou qualquer coisa do género. Poupem-me. Essas liberdades para todos que depois são só para os que pensam como os do nosso grupinho, obrigada mas não obrigada.
Tudo o que se sabe sobre este casal, e sobre esta foto, está contado nesta notícia do DN. Aconteceu no Bangladesh, numa fábrica têxtil, podia ter sido na China ou na Índia. É uma empresa que produzia para a Primark já tinha produzido para a Inditex (Zara e afins), detida por um dos homens mais ricos do planeta. Estas pessoas morreram para termos t-shirts a cinco euros e por causa destas empresas pessoas que nós conhecemos foram ficando desempregadas. Fábricas têxteis de toda a Europa foram fechando porque não era possível competir com estas pessoas. Escravos. Bem, possível era. Porque não se poupou no lucro, pouparam-se nas condições de trabalho. E não me venham cá dizer que, ainda assim é melhor do que as vidas que tinham, porque trabalhar de sol a sol, dormir em camaratas e comer uma malga de sopa não é vida, é outra coisa qualquer que parece afetar pouco quem nos governa e acha que a solução é mesmo essa (já estivemos mais longe, segundo o JN de hoje).
E se bem que seja bonito arcar com as culpas a Ocidente -- o que é que andamos a fazer, afinal? -- a minha culpa é tão longíqua quanto o local dos acontecimentos. Existe, mas é remota. Há gente com mais sangue nas mãos. Com sangue, efetivamente.
Existem inspeções de trabalho nestas empresas que caem e se vem a descobrir que lá trabalhavam 2 mil pessoas como hamsters a girar rodinhas. São obrigatórias não sei bem por que organizações, penso que às vezes a pedido das próprias marcas. Seria uma boa medida se funcionasse, assim só serve para limpar consciências. E mal.
Há três anos um empresário têxtil contou-me como uma grande empresa britânica que queria produzir roupa foi à empresa dele verificar as condições em que eram produzidas as coisas. Primeira observação: "Só podem estar oito por camarata".
Ha dois, quando andei à procura de bons produtos nacionais que resistissem à deslocalização, a sócia de uma fábrica de cutelaria explicou-me as dificuldades brutais que foram levando ao encerramento sucessivo de fábricas em Portugal e na Europa (a produzir mesmo só restava aquela e uma francesa). Uma destas inspeções obrigatórias chumbou uma empresa portuguesa que não tinha assinalada a saída de emergência num portão onde cabia um camião e aprovou uma fábrica onde a saída devidamente assinalada com um "exit" se fazia por uma janela com uma corda. I rest my case.