publicado por Sofia às 2013-05-25 12:51:31
perfil público
http://estrelacontente.blogs.sapo.pt
"Apontei-lhe uma estrela que brilhava muito intensamente. Ela disse: “Está contente”! Ri. Rimos ambos."
publicado por Sofia às 2013-05-25 12:51:31
Estou fartinha de me desiludir com as pessoas. Se calhar o problema está em mim porque crio espectativas muito altas.
Mas a verdade é que, uma atrás de outra, só vejo desilusão.
E, sinceramente, não é fácil para mim digerir isto. Não me é fácil confiar em alguém e, do momento para o outro, constatar que o que pensava sobre esse alguém não correspondia à verdade.
Para mim isto dói, dói bastante.
publicado por `Na às 2013-05-25 10:22:40
Tempo de Antena » Cozinha(...)
publicado por raquel às 2013-05-24 23:28:05
Já passaram meses desde que participei num Workshop de Cozinha Vegetariana (gratuito), realizado pelo Interact Clube de Tavira, do qual faço parte (como secretária), mas lembrei-me de partilhar com vocês algumas fotografias.
Nunca tinha comido nada vegetariano, por isso foi a minha primeira experiência. Para dizer a verdade, podia ter corrido melhor, mas também não foi tão mau como eu pensava. De qualquer maneira, primeiro têm de saber que eu adoro carne e que, embora ache que a produção de carne em Portugal é um abuso, para não dizer pior, não consigo fazer mais do que reduzir no consumo, portanto ser completamente vegetariana está fora de questão para a minha pessoa super carnívora, e se faz favor não me atirem tomates, porque eu tenho amigas vegetarianas e vegans e já todas me explicaram porque é que devíamos virar todos verdes.
Bem, eu não sei muito bem que ingredientes é que se usaram, mas sei que fizeram tofu com soja e mais não sei o quê, como podem ver na frigideira, feijão, legumes (cenoura, couve), arroz e pão caseiro. Também houve bolo de abóbora ou de cenoura e laranja não me lembro e um chá. De qualquer maneira, vou tentar arranjar a receita e depois faço uma nova publicação. De resto, podem deixar-me receitas vegetarianas que conheçam e contar-me se já alguma vez experimentaram e o que acharam.
Levanta a cabeça princesa(...)
publicado por sonhosdeumarapariga às 2013-05-24 22:35:36
Quando o meu patrão não abre a boca para me corrigir ou criticar fortemente, até é um fofinho e diz muitas coisas que fazem todo o sentido (pronto e quando me corrige também sei que é porque me quer ver evoluir e quer a empresa a funcionar pelo melhor).
Numa das últimas conversas que tivemos ele procurou explicar a teoria de que nos devemos rodear de pessoas positivas. Começou por preferir que uma palavra dita jamais volta atrás, quis com isto dizer, que aquelas pessoas que têm sempre uma palavra negativa para nos dar, são capaz de destruir toda a luta que travamos diariamente para estarmos bem. Acrescentou, ainda, que nos devemos afastar de pessoas assim, uma vez que começamos a entrar numa onda de negativismo que termina numa bola de neve que apenas atrai outras tantas coisas negativas.
Eu concordei com tudo o que ele disse. E quase me saiu algo como: "E se essa pessoa for a nossa mãe?"
Se não fosse a necessidade de demonstrar que eu sou uma boa pessoa, dedicada, interessada e que tenho todo um conjunto de qualidade que interessa a qualquer empregador, gostaria mesmo de ter lançado esta questão. Gostava de saber o que aquelas palavras tão acertadas, que ele sempre tem, me iram responder. O que diria ele que defende a relação com os pais acima de tudo. Que aprecia a mulher na sua plenitude e a coloca no trono pela capacidade que esta tem de conceber.
É que são tantos os dias (quase todos) em que eu saio, em que me rodeio de pessoas com as quais me sinto bem, em que tenho um dia de sucesso no trabalho, que fazem com que chegue a casa leve, para logo após, se abater sobre mim um peso. Sempre por sua causa. Ora mais um queixume, ora mais uma comparação com a colega XPTO, ora mais uma lamentação, ora uma reclamação, ora... BOLAS! Não me lembro de receber dali uma palavra de incentivo, ou de encorajamento. É sempre a deitar abaixo, sempre a rebaixar, como se todos os outros fossem melhores que eu (e pena que ela faz o mesmo com o meu pai, mas esse assunto dava panos para muitas outras mangas...).
Olho à volta e vejo tudo tão diferente. Pais que apreciam os filhos, pais orgulhosos com as suas pequenas conquistas, pais que lhes dão as mãos e os puxam para cima.
Hoje fui ajudar uma amiga numa atividade de estágio curricular que ela organizou e quase me emocionei ao olhar à volta. Para além de mim ela pode contar com a ajuda dos pais, do irmão e da prima. Percebi que apesar de todo o trabalho que teve, a atividade tinha sido criada com a ajuda de todos e que no próprio dia, lá estavam eles novamente para a ajudar. Apesar de expetante em relação a este novo desafio a que se propôs, estava também calma, porque sabia que alguns das tarefas que eram necessárias executar, estavam a ser realizadas por aqueles que lhe querem melhor.
São estes gestos que tornam tudo diferente. Dão-nos confiança! Ajudam-nos a triunfar! E parece que deste modo o caminho é criado mesmo em frente dos nossos pés e que basta avançarmos passo por passo até começarmos a alcançar os nossos objetivos.
Eu apenas pude contar com cobranças e palavras proferidas de que a vida não é fácil e que tenho que me aguentar. E aguentei-me! E continuo a aguentar-me! E ando de cabeça erguida e demonstro a qualquer empregador que sou uma boa aposta, mesmo depois de me ter deixado ir abaixo durante o curso e de ainda não ter recuperado de tal... e mesmo assim cá em casa serei sempre a ovelha negra que em vez de ajudar os pais e desatar a comprar tudo e mais alguma coisa, anda a juntar dinheiro e já tem mais dinheiro junto que eles (coisa muito fácil de se atingir). Vai-se lá saber para que é que ando a juntar dinheiro... é que o meu trabalho (leia-se prestação de serviço paga à hora consoante as necessidades da empresa) termina em junho e vai-se lá saber quando encontro algo que me permita ganhar mais uns trocos, já para não falar do meu carro que de novo já nada tem e que cada vez mais se torna um requisito na busca de emprego, e mesmo que assim não seja, eu preciso de me deslocar, que os transportes daqui, para além de caríssimos são escassos e cobram pouquíssimas zonas.
É... eu apesar de me sujeitar a fazer qualquer coisa (mesmo que odeie de morte o trabalho e só me apeteça chorar durante as deslocações até ao mesmo - refiro-me essencialmente às promoções), na esperança vã, de juntar algum dinheiro, que me possa ajudar a construir algo ou a colmatar uma necessidade futura, continuarei sempre a ser uma ranhosa egoísta que para aqui ando! E voltaram a aparecer novamente, aqueles dias, em que eu não entendo mesmo porque raio fui nascer...
Às vezes sinto uma vontade tão grande de baixar braços, de parar de lutar, para passar a entrar em processo de destruição.
publicado por `Na às 2013-05-24 22:22:48
Já tinha saudades de fala(...)
publicado por A So_risoIncógnito às 2013-05-24 22:12:32
publicado por limoeselimonadas às 2013-05-24 21:54:42
Esta musica não me faz correr mais depressa, porque não corro. Mas faz-me pôr o rádio do carro no máximo, descer o vidro do carro para entrar o vento e cantar, cantar, cantar,...
publicado por VeraPinto às 2013-05-24 21:22:17
publicado por coracaodementa às 2013-05-24 19:47:04
Pois bem, já é sabido que o Coração de Menta adora o sofá cá de casa. Ele é grande, confortável e bem acolhedor, e talvez por isso eu passe imensas horas aqui na sala. Nos últimos dias têm sido mesmo muitas horas, devido à minha recuperação. Ora sentada, ora deitada, o sofá tem sido mesmo a minha melhor companhia :) Por isso, querido sofá, mesmo quando estiveres muito, muito, muito velhinho, eu vou sempre gostar muito de ti! :)
P.S. O meu sofá é mais ou menos parecido com este da foto :) my black sofa :)

publicado por VeraPinto às 2013-05-24 18:42:04
publicado por Soraia às 2013-05-24 18:30:27
publicado por Soraia às 2013-05-24 18:29:32
Resumo da Semana Académica: estou morta de sono.
publicado por labohemie às 2013-05-24 17:05:49
E por falar em postais, esta publicação peca e muito pela demora. Um grande beijinho à Sofia e ao João pelos postais que me chegaram à caixa de correio.
Postais da Madeira - onde já fui muito feliz - enviados pela Sofia de quem tenho muitas saudades.
Eu, viciada no Twitter me confesso, mas ainda assim há quem me lembre que posso receber tweets à moda antiga, com um simples postal numa caixa de correio. Obrigada João.
E obrigada também pelas flores, chocolates e sushi.
Um grande beijinho ao Vitor por me conhecer tão bem e saber como me fazer sorrir.
E um outro beijo enorme ao Nelson por me surpeender com pequenos grandes gestos.
Beijinhos, La Bohemie.
publicado por marylou às 2013-05-24 16:57:00
sou sincera: o intermédio de matemática A era acessível, sim senhora. agora já não é verdadeiro se afirmar que se conseguia resolver tudo em hora e meia. talvez com mais trinta, quarenta e cinco minutos, a coisa lá se resolvesse..
agora veja-se, se o intermédio é assim tão condensado, o exame como será? parte-se do princípio que é muito maior, com a matéria de três livros. será que as três horas chegarão ou ter-se-á que acrescentar mais uma hora?
publicado por VeraPinto às 2013-05-24 16:53:53
Poder trabalhar enquanto me cumprimentam com “Olá menina dos olhos lindos”. E pronto, fico toda babada.
Coisas que me fazem sorrir #18
publicado por labohemie às 2013-05-24 16:43:02
Quem me conhece, sabe que adoro postais. Colecciono-os há anos e tenho umas valentes centenas deles, de viagens, dos grátis, comprados ou oferecidos. E quando soube que o projecto Fotos de Rua ia lançar uma colecção de postais, fiquei muito contente. Agora que lançou a colecção de pacotes de açúcar, ainda mais, pois também eu tenho uma colecção com mais de 9.000 pacotes de açúcar de todo o mundo, mas voltando aos postais... andava curiosa para os ver fisicamente. Há dias fui a casa de um amigo e a primeira coisa que reparei foi numa fila de postais pendurada num armário. «Ahhh, isto são os postais do projecto Fotos de Rua» desabafei com um outro amigo, mas ele não conhecia e o assunto ficou por ali. Hoje, voltei a ver os postais pendurados e comentei «Estes postais são daquele projecto Fotos de Rua, não são? Adoro-os...» Acenou-me e disse que uma das frases estava, inclusive, mesmo atrás da casa dele. Observei-os atentamente e disse «É este. Casas Comigo? É, não é?» Era mesmo. Uma bonita frase, um bonito postal. A página Fotos de Rua tem tantas imagens - eu própria já enviei algumas - que torna-se difícil de memorizar na esperança de as encontrar um dia na rua. Mas hoje foi diferente, hoje fomos à bomba de gasolina e quando voltámos para o Areeiro, ele disse-me «Olha, a frase está naquele muro.» E sorri, finalmente vira uma das frases mesmo à minha frente.
A imagem é esta e quem ainda não conhece o projecto, aconselho vivamente a conhecer aqui.
Beijinhos, La Bohemie.
publicado por A So_risoIncógnito às 2013-05-24 16:40:03
publicado por VeraPinto às 2013-05-24 16:28:34
Acordei com duas manchas negras enormes debaixo dos olhos. Olheiras, identifiquei eu no espelho pela manhã. E resolvi escondê-las com a maquilhagem. O que pouco disfarçou.
Aproveitei das últimas tardes livres que me restam e dormi 3 horas antes de me dedicar aos estudos. As olheiras continuam cá. Negras, profundas e cada vez mais visíveis. Logo, não foi falta de sono. Tenho medo de descobrir a origem.

O homem é do tamanho do seu sonho
publicado por A às 2013-05-24 16:13:51
O vendedor ambulante do C(...)
publicado por labohemie às 2013-05-24 16:13:14
Vou ao Cais do Sodré todos os fins-de-semana, pelo menos quando fico por Lisboa. Desisti do Bairro Alto, muita gente, muita confusão, mais do mesmo, por isso, começo na Bica e termino no Cais do Sodré. E no Cais há sempre um vendedor ambulante, com óculos coloridos pendurados nas mãos, anéis cintilantes, patos que falam e todo um arsenal que dispenso comprar, mas gosto de observar. A sério, os monhés já são tão escurinhos que acho que lhes dá uma certa piada passearem-se de bar em bar enfeitados como uma Árvore de Natal. A maioria das vezes olho e ignoro, outras vezes até gosto de ficar ali a experimentar coisas como se estivesse verdadeiramente encantada numa loja da Victoria´s Secret. Eles gostam, eu divirto-me e os amigos riem-se. Até ao fim-de-semana passado. Estávamos todos à frente do Jamaica a conversar, quando apareceu o dito monhé a desfilar-se como se estivesse em pleno Carnaval. Estava bem disposta e para disfarçar o frio que se fazia sentir, meti-me com o senhor. Quis experimentar uns óculos amarelos maiores do que a minha cabeça e tentei fazer negócio, a brincar. Tudo a brincar. Disse-lhe que queria os óculos mas que os trocava pelo meu guarda-chuva verde. Ignorou-me. Tentei mais uma vez e uma vez mais, quando o senhor me disse «Ok, toma os óculos, eu fico com o chapéu.» Fiquei perplexa a olhar para ele, eu estava a brincar. Era tudo a brincar. Mas o senhor não foi em conversas, pendurou o chapéu no braço e foi-se embora. Não podia ser, era o meu guarda-chuva preferido, do Sardinha Biba, oferecido pela minha melhor amiga. Disse-lhe que era a brincar, mas ele ignorou-me «Troca é troca, tu óculos, eu chapéu.» Fiz uma birra descomunal, parvinha atrás do senhor, tudo a olhar para mim, os meus amigos a rir que nem uns perdidos e o senhor a gozar o seu momento. Ahhh, minha filha, armaste-te em espertinha, agora hás-de suplicar até eu querer...
O chapéu voltou para casa, mas eu nunca mais faço negócios com os vendedores ambulantes.
Beijinhos, La Bohemie.
O amor deixa-nos sempre e(...)
publicado por Domingos Amaral às 2013-05-24 15:59:39
"O amor deixa-nos sempre em alarme.
Alarma-nos quando começa, ou quando não é correspondido; alarma-nos enquanto dura, e mesmo que seja correspondido; alarma-nos quando acaba e nos dói; e continua a alarmar-nos mesmo que tenham passado mil anos desde o dia em que acabou.
Não há homem, nem mulher alguma, que não se alarme enquanto ama, e também não há homem nem mulher alguma que, ao cruzar-se com uma pessoa que um dia amou, não sinta um sacudimento de alarme.
Muito tempo já passou, e sabemos que já não amamos essa pessoa. No entanto, alarmamo-nos como se ainda a amássemos, como se a força dos sentimentos que um dia sentimos ainda nos dominasse.
Pode ser apenas por um breve instante, facilmente ultrapassado, mas não deixa de ser um estado de suprema perturbação, um alarme geral.
É assim que me sinto agora, mesmo cinquenta anos depois estou alarmado com a ideia de rever uma mulher que tanto amei.
A culpa é tua, meu querido neto Paul. Disseste-me há pouco que descobriste essa espantosa mulher chamada Alice, e com isso perturbaste a minha paz e a minha serenidade, e deixaste-me assim, em estado de alarme.
(...)
Alice está viva? Tens a certeza que é ela?
Explicas-me que sim, falaram ao telefone, é a minha Alice, a Alice que amei loucamente entre 1941 e 1943, a Alice monumento físico que enlouquecia os homens, a Alice espia dupla que trabalhava para os nazis ao mesmo tempo que para o Michael, o meu melhor amigo, chefe no MI6, espião ao serviço de sua majestade em Lisboa.
“Dragonfly” era o seu nome de código, a bela Alice que eu expus e denunciei sem o saber, a inimitável Alice que eu amei enganado, a irrequieta Alice que elogiava Hitler só para me incomodar...
Meu Deus, será possível? Será a mesma Alice de quem me despedi uma noite no Guincho em 1943, pensando que iria partir para sempre de Portugal?
Dizes-me que sim, que é a mesma, e acrescentas que não sabias que eu a tinha voltado a encontrar em 1945.
Foi ela que te disse isso? Falaram disso porquê? Será que ainda me ama, será que tem saudades minhas?"
Estas são as palavras iniciais do meu novo livro, "O Retrato da Mãe de Hitler", que já está à venda nas livrarias. É a continuação do meu anterior livro, "Enquanto Salazar Dormia", e espero que os leitores gostem tanto de o ler como eu gostei de o escrever.
publicado por labohemie às 2013-05-24 15:16:25
- Está sim?
- Mãe? É a Mafalda.
- Ah, olá filha, está boa?
- Ah? Sim estou, e a Mãe?
- Eu estou bem, e a menina que tem feito?
- Como assim? Não falamos há quase duas semanas...
- Pois, porque a menina nunca atende os telefones.
- Eu? A Mãe não me tem ligado, por isso estou a ligar agora.
- Agora? Oh Mafalda Sofia eu ando a ligar desde a semana passada e nunca atende o telefone.
- Mas qual telefone?
- O de casa... para os telemóveis já nem ligo porque estão sempre desligados. Depois recebo o aviso de que já está disponível e assim que ligo, está desligado outra vez. Até no Domingo lhe liguei duas vezes para fazer as compras para sua casa e estava desligado.
- Pois, mas eu tinha o telemóvel ligado, por isso, deve ser da rede.
- Sim, da rede... E o telefone de casa? Ligo todas as noites e nunca atende, falo com a sua irmã nunca sabe de si.
- Pronto, Mãe, mas estou a ligar agora... ia sendo assaltada ontem.
- Sim, a sua irmã contou-me. Mas quando lhe pedi para falar consigo para saber como estava, disse-me que tinha voltado a sair. Foi um problema de rede?
- Mãe, não me apetece discutir...
- Vai sair?
- Se vou sair? São três da tarde...
- Se vai estar por casa ou se vai sair? Eu estou a meio de uma consulta e não posso falar.
- Então porque atendeu? Odeio que me faça isso.
- Eu já lhe ligo para o telefone fixo daqui a bocado.
Alguém sabe se posso atender chamadas do telefone fixo na rua? Ou como reencaminho as chamadas para o telemóvel?
Beijinhos, La bohemie.
publicado por labohemie às 2013-05-24 14:45:31
Nunca fui assaltada. Já me roubaram, já me burlaram, já me enganaram. Mas nunca fui assaltada, cara na cara, passa para cá tudo o que tens e o que não tens. Sempre defendi que o que tiver de acontecer, acontece, seja de dia ou de noite, em Lisboa ou na Conchina, é algo meio difícil de evitar, por mais cautela que tenhamos. Por isso, sempre fiz a minha vida normalmente, ando sozinha na rua à noite quando tem de ser, mas também não sou pessoa de andar com os telemóveis à mostra em transportes públicos, à frente de toda a gente, evito andar com dinheiro na carteira, o iphone fica sempre em casa, o samsung tem seguro e não dou muita confiança a quem se cruza comigo. Por vezes paro para dar uma moeda ou um cigarro, mas pouco mais. Acho que a minha cara intimida quem me interroga, seja por ser má ou por me rir. Sim, eu rio muito quando entro em pânico, é estranho.
Uma vez, perto do Mercado de Arroios, um tipo chamou-me a uns bons metros. Ignorei, fingi não ser comigo, mas acelerou o passo até me apanhar e pensei mesmo que ia ser assaltada àquela hora da madrugada. Mas não, perguntou-me se sabia onde havia uma casa de meninas ali na zona. Fiquei tão perplexa com a questão, com algum receio de me agarrar e levar para um qualquer beco, que respondi-lhe que mesmo ali em cima tinha o Técnico e que costumava estar bem frequentado. O homem riu-se meio tonto, eu ri-me meio parva e fui à minha vida. Acho que é preciso de ter um bocadinho de humor nestas situações, mesmo quando estou com o medo à flor da pele.
Uma outra vez, andava a passear numa rua no Paraguay, a ver bancas de tudo e mais alguma coisa, quando me aparece um grupo de homens a vender viagra, preservativos com música e verdadeiras promessas de me oferecerem material fotográfico e telemóveis a troco de favores. Imaginei-me logo uma pequena Carrie acompanhada das suas amigas quando são chamadas por um árabe que lhes queria mostrar um vasto mundo de malas de pele verdadeira e são acusadas de roubo. Acho que a única cidade onde senti um medo tremendo foi São Paulo. Assisti a situações tão horrorosas que passei duas semanas com uma sensação de insegurança tremenda.
Mas ontem foi diferente, ontem ia sendo assaltada, mesmo a dois quarteirões de casa. Vinha eu calmamente a descer a Av. General Roçadas quando passam por mim três polícias meio agitados, meio atentos a cada pessoa que se cruzava com eles. «Já houve merda» pensei. Continuei o meu caminho quando aparece um tipo à minha frente aos berros com o grupo de amigos:
- Mas achas que eu sou estúpido ou quê?
- Ya, puto, por acaso até és. Vês como sabes, é que és mesmo estúpido.
E enquanto o círculo de amigos se fechava de volta do tal rapaz, tudo aos berros, tudo com um aspecto de um verdadeiro gang de mafiosos, também eu fiquei trancada. Já fui, pensei.
- Miúda, orienta aí um cigarro.
Enquanto tirava o cigarro da carteira, já com a certeza de que ao abri-la me enfiavam a mão a tudo o que encontrassem, olhei fixamente para o tal tipo que não se achava estúpido e fiquei perplexa a olhar para ele...
- E telemóvel, tens? - perguntou-me um outro.
- Tenho, porquê? Queres fazer uma chamada?
A raiva consumiu-me, estava capaz de desatar aos pontapés, aos berros e à bofetada com a mala a toda a gente, mas não, continuei a olhar para o tal miúdo que não se achava estúpido, com cara de má, com cara de dúvida, como cara de «Eu sei quem tu és, mas de onde, caramba? Eu conheço-te...» O miúdo olhava fixamente para mim, eu olhava para ele, eles olhavam para nós, mas bloqueei. Não percebi muito bem o que aconteceu depois, dei comigo a seguir caminho com um isqueiro e cigarro a menos, com o coração a bater a mil, cheia de cãibras nos gémeos, com vontade de mandar toda a gente dar uma volta ao bilhar grande, com um desejo enorme de cair no chão e chorar. O estúpido do puto é o meu vizinho da frente, eu não acredito. É o puto da frente que está sempre à janela a olhar para dentro de minha casa. Não pode ser, o tipo sabe que eu vivo sozinha... estou tramada, pensei. Andei apressadamente até a casa, as dores nos gémeos eram cada vez mais intensas, mas não podia correr o risco de me seguirem até à Alameda. Não sabia se o rapaz me reconhecera ou se apenas olhara fixamente para mim por estar com cara de parva a olhar para ele, não reparei nas caras de todos os outros e não fazia ideia de com que me estava a meter.
Mais uma vez, não cheguei a ser assaltada, mas não gostei da brincadeira. E ficaram-me com um isqueiro, sonsos.
Beijinhos, La Bohemie.
http://riscos_e_rabiscos.blogs.sapo.pt
publicado por Miss Pepper às 2013-05-24 12:51:26
É sexta-feira, está sol and life is beautiful...!
É dia de sorrir, brincar, espalhar alegrias e sorrisos. No melhor dia da semana, nada nos pode baixar a energia positiva!!!
Have a nice day!
publicado por B. às 2013-05-24 12:50:56
Pessoas de sorrisos são m(...)
publicado por A So_risoIncógnito às 2013-05-24 11:51:31
[ Foto por Ana Dias, no Daily Cristina ]
A Cristina Ferreira é uma mulher linda ponto. Não se discute. Já algum tempo que sigo o seu facebook e aqueles looks não passam ao lado de ninguém e nós mulheres mais interessadas em moda ou não, gostamos de ver looks sim. Ela tem um sorriso muito genuíno, emociona-se facilmente e tem uma voz que a caracteriza, reconhece-se em qualquer canto e é daquelas um tanto ao quanto irritantes é certo mas associo mais a imagem dela ao sorriso e áquelas gargalhadas estonteantes.
Ela criou um blogue e não estou aqui a fazer publicidade porque convenhamos, Cristina Ferreira não precisa disso, mas a verdade é que tem fotos que me fazem ficar ali a pensar eu gostava de ter um dia assim, parece princesa. Mas a carinha laroca dela tem todo o mérito, fica ali bem enquadrada nas fotografias, o sorriso completa sem dúvida o cenário e usa-me roupas de lhe passar a rasteira e dizer «dá-me aí esse "trapo"».
Teve um lançamento do blogue típico de capa de revista e com fotos lindíssimas, comprovem lá, no blogue da "menina saloia da Malveira" lançada pela Júlia Pinheiro já lá vão uns anitos e ela soube aproveitar como ninguém a oportunidade que teve.
publicado por joanarssousa às 2013-05-24 10:34:53
publicado por meiopalmo às 2013-05-24 09:18:17
Se passares hoje por mim na rua não te esqueças de dizer olá...
P.S. - Algumas peças meramente indicativas e semelhantes às usadas hoje.
publicado por raio-de-luar às 2013-05-24 01:10:20
Ou ando a gerir mal o tempo, ou efetivamente o dia podia ter mais 10h que não fazia mal nenhum.
E pronto, estou aqui a esta hora a estudar gramática pura e dura.
Ai a mania de andarem sempre a mexerem nas coisas pá; não tarda nada deveríamos voltar todos aos bancos da escola. Primária!
Nota sobre o dia de ontem (dada a hora): saí da consulta da nutricionista um bocadinho frustrada. No caminho para casa, depois das compras na frutaria e supermercado (só coisas saudáveis, juro) paro na pastelaria (a maldita que abriu há meses perto de casa e é uma tentação do demo com tanta coisa boa, e o pão integral com sementes mais fantástico que conheço) e finalmente sacio a vontade de comer um jesuíta. Soube-me tão bem. E a pouco. Com a vontade que tinha, marchava um segundo. Mas contive-me. Uma contenção passageira, diga-se. Planos para o fim-de-semana: fazer uma tarte de requeijão.
Ando com um dente a doer. E um siso a romper (um dos de cima). Prevejo uma visita à dentista em breve. Perante tal previsão, só me apetece dizer coisas feias. Até me dá uma coisinha má só de me lembrar o martírio que foi o pós operatório do dente do siso. Não quero repetir a dose. Não!!

