publicado por Lídia às 2013-05-23 16:35:04
perfil público
julieta
Seguir Perfil »publicado por Lídia às 2013-05-23 16:35:04
Rosas de uma beleza estonteante, paixão ardente escondida por eu ser inocente. Meu querido, rosas são pedaços de sentimentos, pátria é pedaços de lágrimas. Lágrimas que caem no rio que cintila com os raios do sol quente. Ouvir o rio correr, sentir o perfume das flores que nos envolvem, no meu colo deixam o seu cheiro. Passamos tão calmamente como o rio, passa a vida assim. A vida e efémera, ama, ama-me, ama-me como amas as rosas, meu amor, à pátria.
De mãos entrelaçadas ou não, amar-te-ei fogosamente.
Da tua Lídia
publicado por marylou às 2013-05-23 16:03:32
não sou homofóbica (nunca o fui graças a Deus). se duas pessoas se amam mutuamente, quem somos nós para colocar uma parede de tijolos entre ambas, dizendo que o que sentem é errado, que são aberrações da natureza, abortos de Deus? mesmo todo este conflito que envolve a igreja católica e os homossexuais é sem nexo algum - não nego que haja passagens bíblicas que condenem as relações entre o mesmo sexo, mas isso foi escrito por homens como nós.. se um dia encontrarem um evangelho escrito por jesus cristo onde ele mesmo condene a homossexualidade, então calar-me-ei.
relativamente à co-adopção por casais homossexuais terei de afirmar que não tenho uma opinião realmente vincada. li inúmeras opiniões sobre o assunto, de pessoas a favor e outras contra e a mais pura e honesta verdade é que, de facto, não sei.
concordo que é muito melhor uma criança ser adoptada do que ficar num orfanato. não me venham dizer que é muito melhor passar a infância numa casa de acolhimento do que no seio de uma família, porque é uma grande mentira. família é família; uma criança recebe tanto amor de um casal hetero como de um casal homo.
todavia a verdade nua e crua é que as crianças são más umas para as outras. uma criança adoptada por um casal homossexual irá ser 'gozada' pelos seus colegas de turma; troça sem nexo mas as crianças apontam o dedo às diferenças que encontram. será que esta criança irá crescer bem psicologicamente? provavelmente irá voltar as costas aos outros mas ficará sempre marcada.
sei bem que isto com o tempo passará. lembro-me que o mesmo aconteceu com os divórcios; as troças entre miúdos do 'eu vivo com o meu pai e a minha mãe' e os outros que vivem na corda bamba, divididos fim-de-semana sim, fim-de-semana não entre os progenitores. com o tempo as coisas acabam por passar, no entanto há sempre quem sofre durante na transição de uma mente fechada para uma mais abrangente.
os que afirmam que a educação dada por dois pais ou duas mães não é a correcta e que a que se encontra certa é a que é transmitida por um casal heterossexual estão errados. os pais solteiros ou viúvos não conseguem educar os seus filhos sem o outro progenitor? ou será que os seus filhos crescerão mentalmente afectados por não terem tido a figura materna/paterna durante a sua infância?
Sala de Cinema (20) – Int(...)
publicado por Miguel Alexandre Pereira às 2013-05-23 09:50:45
Into the Wild, considerado um dos melhores filmes do ano de 2007, é o destaque da vigésima edição d’ Sala de Cinema. Dirigido por Sean Penn este é um drama biográfico baseado na viagem de Christopher McCandless até ao Alasca.
Baseado numa história verídica, de um americano recentemente saído da Universidade e com um brilhante futuro à sua frente. Aos 22 anos, Christopher McCandless (Emile Hirsch) opta por prescindir da sua vida privilegiada e partir em busca de uma aventura. O que lhe acontece durante este percurso transforma este viajante num símbolo de resistência para inúmeras pessoas. A forte performance de Emile Hursch no papel principal traz uma maior profundidade a esta longa-metragem. É impressionante como ficamos ligados a esta aventura e aos problemas que a personagem vai enfrentando ao longo do caminho. De realçar que o actor norte-americano teve de perder 40 (!) quilos para interpretar este papel.
Um hino à coragem e resistência, esta é uma película inspiradora de um sonho que retrata uma realidade forte com uma subtileza incrível. De uma enorme sensibilidade, Into the Wild é a celebração da liberdade em toda a sua radicalidade. As belas paisagens gravadas são um cartão de visita a este fabuloso local. Este filme é, sem dúvida, um elogio à beleza da natureza, em detrimento do cinismo e hipocrisia de uma sociedade sem valores.
Há uma forte mensagem implícita nesta história e que merece várias visualizações. É um claro exemplo do melhor que o cinema tem para dar. Com um orçamento de 15 milhões de dólares, Into the Wild arrecadou cerca de 56 milhões. Premiado em diversas ocasiões, recebeu duas nomeações para Óscar para melhor actor secundário para Hal Holbrook e melhor edição.
Avaliação: ![]()
![]()
![]()
![]()
Um dos melhores filmes do século XXI? O que mais surpreende em Into The Wild? Eram capazes de partir à aventura para o desconhecido?
http://um-lugar-de-amor.blogs.sapo.pt
publicado por um-lugar-de-amor às 2013-05-22 21:23:17
Acho muitas vezes injusta a forma como as pessoas vêm o nosso país. Nós estamos em crise, é verdade, mas ultimamente isso passou a ser desculpa para tudo e Portugal perdeu aos olhos de quem aqui vive o encanto que realmente tem. Eu acho que as pessoas já nem vêm bem paisagens bonitas que temos de Norte a Sul, nem sentem o quão cheira bem a nossa Lisboa. Porque estão submersas nas profundezas de uma tristeza que se pinta de cinzento. E vemos tudo em cinzento. Nunca vi dizerem tanto mal do país em que vivemos. Parece que tudo é levado para um extremo lado negativista. Não há reconhecimento em nada do que é nosso. Até no futebol isto se nota... No futebol que sempre fez a alegria do povo. Estamos mal economicamente, socialmente e isso reflecte-se na mentalidade das pessoas. De um momento para o outro, tudo o que tem a ver com o nosso país é mau. Temos pessoas a dar cartas na música, mas o estrangeiro é sempre melhor. Ai de mim que me lembre de mostrar a alguém jovem, pessoas da minha idade, uma música portuguesa; "Mas tu ouves isso?"... É triste, é realmente triste. Temos Sara Sampaio nos palcos da moda internacionais e temos Gonçalo Teixeira. Temos formatos novos na televisão, como o Vale Tudo, que aposta numa forma saudável de fazer rir as pessoas. Um programa que só é criticado, por pessoas da minha idade, mais uma vez, que dizem que é o típico programa português em que tentam fazer as pessoas rir sem sucesso. Temos pessoas no nosso país que conseguem esgotar plateias em São Paulo, no Brasil, a fazer comédia de improviso. Não é preciso talento para isso? Não teremos então pessoas talentosas em Portugal?
Falei com amigos para irmos dia 4 de Julho ao cinema São Jorge, ver precisamente Commedia a la Carte com César Mourão, Carlos M. Cunha e Ricardo Peres e o que é que me responderam? "Vais gastar dinheiro nisso? Vamos mas é ver Bruno Mars." Bruno Mars vem cá em Novembro, é estrangeiro e não estamos em crise? Os bilhetes são caros. Commedia a la Carte têm um preço não tão puxado assim, e acima de tudo são portugueses! Talento nacional. É a nossa cultura! Vamos apostar nisso. Neste momento o espectáculo está esgotado [e eu vou, sem amigos!] e os Commedia têm alcançado ao longo dos últimos anos um enorme sucesso, mas continuamos com uma mentalidade tão pequenina. Sempre apostámos pouco na nossa cultura, é verdade, mas o país também está como está pela forma de pensar das pessoas. Portugal não tem só coisas más. Vamos ter orgulho neste que é o nosso país.
quase que me esqueci de t(...)
publicado por Sara às 2013-05-22 18:50:52
Fiquei no mesmo sítio em que me deixaste, como um fruto que é colhido e ainda ninguém saboreou, pendurada por um fio, na berma da estrada a mirar-te ao longe, os carros passam por mim demasiado de força, uma rajada de vento e os meus olhos medrosos procuram-te. Mas insistes em afastares-te, tornaste rapidamente, demais a meu ver, numa simples figura que se torna irreconhecível aos meus olhos.
Quando as pessoas chegam a certa idade começa a preocupação, como é que vai ser quando desvanecer a vida que por lá habita, com quem é que vão falar, és vizinha, amiga, irmã, avó, mãe, companhia de uma vida para mim, Preocupo-me é quando já não tiver que me preocupar. Eu quero preocupar-me. Quero ficar aliviada pela tua chamada, basta ouvir o telefone tocar que acalmo. E nem que seja para dizer um disparate qualquer, falo contigo, desejo-te uma boa noite e digo para te portares mal. Deve ser uma idade gratificante, ouvir os outros quererem levar-nos a casa para não irmos a pé. É de merecer depois de tantos anos, acho. Faltam vinte minutos, poderias só ter ido agora, aqui o senhor David levava-te.
publicado por copodeleite às 2013-05-22 11:11:32
Há momentos em que os pés de lã não são suficientes para não pressentir adversidade, correr o íntimo com o medo e a fúria da paralisação dos pensamentos. É um momento, é tudo. Somente aquele espaço entre a sinapse avisar os nersos do perigo, é um segundo de sossego fingido em que mergulhamos num transe. Negar a realidade, negar a verdade. As lágrima correm. Não magoar é não cuidar.
publicado por Miguel Alexandre Pereira às 2013-05-22 09:31:39
O imagem espontânea está de regresso, após uma longa ausência para a sua décima oitava edição. O local desta foto é, naturalmente, o Palácio da Pena, situado em Sintra. Um local mágico que foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal. Edificada a cerca de 500 metros de altitude, remonta a 1839 e representa o expoente máximo do Romantismo arquitectónico do século XIX. Quase todo o palácio assenta em enormes rochedos, o que lhe dá uma imagem extraordinariamente bela. A autoria da obra coube ao Barão Eschwege que se inspirou nos palácios da Baviera para construir este icónico edifício. Um pedaço de riqueza histórica situado na Serra de Sintra, classificado pela UNESCO como Paisagem Cultural, Património da Humanidade. Situado a 4,5 km do centro histórico é um local indispensável de visitar, mesmo apesar do seu elevado preço (11,00 € por bilhete em época baixa).
“As mais belas descobertas ocorrem quando as mesmas coisas são vistas com um novo olhar” (Malu Schneider)
Qual é o vosso local preferido em Sintra? Qual é a melhor recordação dessa visita?
publicado por - Sáa ♥ às 2013-05-21 21:10:59
Sabes o que é estúpido? Chamares-me melhor amiga.
" -- Preciso de falar contigo.
-- Mas eu e Dulce temos uma coisa para falar.
-- Mas é importante.
-- Para alguma coisa serve o telemóvel, falamos depois por sms's. "
sorry, mas não aguento isto.
publicado por charlotte às 2013-05-21 20:12:41
"Se és trabalhador do privado, achas que na função pública só há malta que não faz nenhum. Se trabalhas para o Estado, achas que no privado é só chulos. Se estás desempregado, achas que quem se queixa do patrão fala de pança cheia. Se até tens emprego, achas que os desempregados vivem acomodados ao subsídio. Se és empreendedor, achas que o trabalhador por conta de outrem é um calão sem visão. Se não queres ter o teu negócio, achas que quem quer tem a mania. Se és de esquerda, a culpa é da direita. Se és de direita, a esquerda é que fode isto tudo. Se nem sequer votas, achas que quem o faz é quem mete lá os corruptos. Se és novo, não percebes porque é que andas a pagar as pensões dos velhos. Se és velho, não compreendes porque andaste a pagar os cursos que os novos nem usam. Se emigras, achas que quem cá fica se acomodou. Se continuas em Portugal, achas que quem baza é um fraco ou está armado em coitadinho. Se continuas a gastar dinheiro, achas que quem não faz o mesmo não estimula o consumo e nunca vamos sair disto. Se passaste a contar todos os tostões, achas que quem vai ao restaurante é um exemplo de como este país estourou o guito todo. Se és licenciado, achas que quem não continuou a estudar é burro que dói. Se não foste para a universidade, achas que aqueles armados em doutores é que são o problema. Se te orgulhas de ser português, és um nacionalista potencialmente xenófobo. Se criticas o país, és um traidor do tempo dos Filipes. Parabéns, conseguiram meter-nos a todos uns contra os outros. Com os problemas dos outros posso eu bem, né? Até porque o outro está errado de certeza. Era a conta e uma bica, espero que venha com um daqueles rebuçadinhos amorosos."
In Facebook
publicado por charlotte às 2013-05-21 17:30:06
Quero mimos, mimos, mimos! Quero deitar-me às 20h e acordar ao meio dia da manhã seguinte, enrolada nos teus braços, fazendo conchinha e recebendo inúmeros beijos no pescoço. Quero aproveitar cada momento da nossa vida a contemplar-te, a fazer de ti um rei, a amar-te como se não houvesse fim. Tenho saudades tuas, vem para aqui!
publicado por marylou às 2013-05-21 16:15:37
amanhã faz uma semana que fui queimada no pescoço - história tão fantástica que se iniciou a acender uma lamparina, no laboratório, e acabou com a ruiva a colocar a cabeça do fósforo contra o meu pescoço. levei uma mão cheia de dias para que a crosta saísse e agora fiquei com uma marca no sítio.
deve pensar que é uma cowgirl e que anda a marcar o gado.
publicado por Yohanan às 2013-05-21 01:26:42
Vestuário não determina quem somos, somos nós que transparecemos com ele, é só um mero e tão inconscientemente importante instrumento que mostra parte de nós, ou todas elas, se soubermos quem somos e não formos tolos levados por meras tendências ditas, o que por hábito, costuma ser arduamente difícil, nem nós sabemos o quanto. acabando assim por ser fútil quem dita como moda coisa fútil, é claro que estamos perante alguém ignorante na matéria, e isto, para quem deste mundo não está dentro, eu compreendo que seja difícil de compreender, também o foi para mim, deixa lá, é preciso muito séculos lidos para compreender, muito séculos - deixa lá.
publicado por charlotte às 2013-05-20 19:24:00
Aqui há tempos, falei do orgulho que tinha nos meus amigos, incluíndo na M., que é bailarina (a mais linda e talentosa do Mundo inteiro, aos meus olhos!) e que foi apurada para ir a Bruxelas fazer umas audições. Soube há poucos dias que conseguiu entrar para a Conservatória de Dança em Bruxelas e que vai viver para lá dentro de pouco tempo. Só me apetece chorar, tanto de felicidade e orgulho por ela, como de saudades que sei que terei. Deixo aqui uma mensagem pequenina para ela, mas cheia de sentimento:
Se o teu talento só é reconhecido lá fora, que tenhas umas asas enormes para voar do teu país natal, ainda muito atrasado ao nível cultural. Eu acredito em ti, tenho muito orgulho na pessoa e amiga que és e sei que vais ter um sucesso enorme pela tua vida fora. Muitos parabéns, adoro-te princesa!
publicado por marylou às 2013-05-20 17:05:39

tenho sérios problemas em manter um blog mais que ano e meio. o problema, claro está, é que nunca me dei ao trabalho de impôr limites que não se deva ultrapassar, tal qual nas relações amorosas - que isto de ter um blog assemelha-se quase ao mesmo.
ponderei muito tempo em focar-me apenas num assunto; evidentemente que isto trará os seus prós e contras mas, se até a própria vida os tem, porque é que isto também não os terá? consequentemente, tentarei manter tudo coeso, sem o toque doentio metafórico que costuma sair-me dos dedos.. e é desta que farei juz à descrição do blog.
publicado por marylou às 2013-05-20 16:45:04
a vida é má e imprevisível e é uma puta. e não se percebe bem qual é o criterio. mas, por outro lado, é linda.
(...)
não é o princípio de uma vida nova; Deus me livre. é a celebração de uma vida velha. cheia de novidades que envelhecem mais devagar do que eu.
~ miguel esteves cardoso, sobre o livro como é linda a puta da vida
publicado por anne às 2013-05-20 13:27:14
É com imensa satisfeição que revelo o meu novo espaço! Daqui em diante toda a minha dedicação será com o intuito de fazer o meu novo projeto crescer e tornar-se em algo com uma imensa visibilidade.
Espero que gostem tanto dele quanto eu!
Engana os sentidos, cega-te o coração
publicado por Mariella às 2013-05-19 21:10:24
quero falar-vos dos meus dois amores - tenho a certeza que ambos me amam incondicionalmente, e são eles que me seguram quando tudo vai abaixo. eles tentam compreender a minha tristeza, o meu fracasso, os meus silêncios, mas acima de tudo, tentam apagar a minha solidão perante a vida. são tão iguais. elogiam-me, põe-me um sorriso na cara e ficam sempre contentes com a minha presença. nenhum tem a consciência do outro, pelo menos como meus companheiros, como meus amantes. sei que não os mereço, principalmente porque eu não pertenço a ninguém. sou rapariga do mundo, aquela que não ama, aquela que quer sempre mais e é ingrata. eu tenho dois amores… um tão diferente do outro. um demasiado pueril, imaturo e apaixonado; o outro, no entanto, já conhece os perigos da vida, o feitiço das mulheres. sou egoísta e quero os dois… por agora.
publicado por Allice às 2013-05-19 14:42:05
Andamos por aqui às voltas neste mundo, sem cais onde aportar no fim da viagem.
Mas que importa o fim? se ainda nem começou.
Se nestas voltas que dou ao mundo te encontrei, não vejo porque razão não havemos de continuar a viagem juntos.
publicado por ariana às 2013-05-19 12:42:14
Passo invernos sem me constipar, mas, quando as flores nascem e o vento sopra, as minhas gripes teimam em acompanhar a chegada do pólen.
Vou juntar uma caixa de lenços à lista do supermercado.
publicado por DolceScrittora às 2013-05-19 00:46:22
Todos sabemos que a nostalgia ataca assim que o Enter carrega sobre o ficheiro do nosso passado, principalmente no que toca a bandas sonoras, e eu tenho a estúpida ideia de o fazer regularmente. Não é um erro de processamento, é um acto intencional de auto-mutilação da alma - fico negra com este sabor a pó do que já passou e do que me invade agora. Melodias que cantamos sem querer e depressa cá ficam sem que haja um travão que bloqueie a entrada e uma vez no pensamento, para sempre no pensamento.
O suspiro vem do que já fomos, múltiplos no mesmo corpo, e tão diferentes mas a mesma matéria que hoje se vê no espelho - mundos separados, tempos separados, personalidades separadas. Crescimento? Oh meu amigo...
Ainda sobre a Constituiçã(...)
publicado por Gehenna às 2013-05-18 16:53:56
Artigos retirados daqui, Constituição da República Portuguesa, VII REVISÃO CONSTITUCIONAL [2005]
TÍTULO II
Revisão constitucional
Artigo 284.º
(Competência e tempo de revisão)
1. A Assembleia da República pode rever a Constituição decorridos cinco anos sobre a data da publicação da última lei de revisão ordinária.
2. A Assembleia da República pode, contudo, assumir em qualquer momento poderes de revisão extraordinária por maioria de quatro quintos dos Deputados em efectividade de funções.
Artigo 285.º
(Iniciativa da revisão)
1. A iniciativa da revisão compete aos Deputados.
2. Apresentado um projecto de revisão constitucional, quaisquer outros terão de ser apresentados no prazo de trinta dias.
Artigo 286.º
(Aprovação e promulgação)
1. As alterações da Constituição são aprovadas por maioria de dois terços dos Deputados em efectividade de funções.
2. As alterações da Constituição que forem aprovadas serão reunidas numa única lei de revisão.
3. O Presidente da República não pode recusar a promulgação da lei de revisão.
Em 2008, o projecto da nova Constituição equatoriana proposto pelo Presidente socialista Rafael Correa foi aprovado com 64 por cento dos votos no referendo, de acordo com os resultados oficiais de 80 por cento dos sufrágios. E em 2012 a Islândia referenda Constituição escrita pelo povo.
Tiremos as nossas próprias conclusões. Revoltemo-nos por não termos voto na matéria e por nos terem arruínado anteontem, no Parlamento, a chance de termos voto na matéria. Já Hannah Arendt dizia: The greatest evil perpetrated is the evil committed by nobodies, that is, by human beings who refure to be persons.
publicado por charlotte às 2013-05-18 14:37:31
Ao rever alguns posts meus, encontrei este referente ao calçado para o meu baile de finalistas e, é com todo o prazer que anuncio, que ENCONTREI uns que realmente gostei!! São da Bershka, com uma cunha de 8cm (acreditem que foi muito complicado encontrar uns sapatos que tivessem um salto q.b.: a moda de agora ou são saltos enormes e agulha ou sandálias com missangas completamente rasas), o suficiente para não ficar muito mais alta que o F., que é praticamente da minha altura. Podem ver os meus novos bebés AQUI.
publicado por charlotte às 2013-05-18 12:39:00
A parte má dos meus professores serem demasiado "avançados" ao nível das tecnologias (e com isto diga-se: terem praticamente todos uma conta no Facebook e nos mandarem coisas por e-mail), é que quando nos dão prazos de entrega de trabalhos, são extremamente rigorosos com as horas. Se não entregar o exame de História do ano passado feito até à meia-noite de hoje, arrisco-me a levar um zero... E não posso copiar/seguir os critérios de correção do Gave porque, lá está, o senhor professor tem acesso aos mesmos... Estou tramada com esta gente.
http://um-lugar-de-amor.blogs.sapo.pt
publicado por um-lugar-de-amor às 2013-05-18 11:43:47
Começou a ser permitida a co-adoção de casais homossexuais. Um dia feliz para Portugal! Haja alegria.
publicado por charlotte às 2013-05-17 22:27:30
Eu amo a minha cama. Desde o momento em que a vi na loja de móveis e me decidi acerca do colchão, que foi tipo amor à primeira vista.
Dói-me a alma por ter de a deixar de manhã cedinho (principalmente nas manhãs geladas de Inverno) e fico o dia inteiro a pensar quando é que poderei voltar para o seu interior. No entanto, não me lembro de algum dia a ter desejado mais do que hoje... Estou morta! Vou mimá-la, amá-la e acariciá-la até não poder mais! Até amanhã.
A vida só quer que tu sejas feliz
publicado por Catarina às 2013-05-17 15:15:21
É horrível sentir que vamos cair e não temos a quem nos agarrar.
É horrível quando alguém nos magoa e não sabe porque.
É horrível quando ajudamos alguém e somos prejudicados.
Simplesmente, isto hoje está muito mal!!
publicado por Miguel Alexandre Pereira às 2013-05-17 11:55:19
Acordou ansioso, naquele dia tinha decidido ir comprar aquele livro que tanto queria. Não sabia o porquê de ter aquela ideia na cabeça. Tinha a sensação que o devia fazer, uma espécie de pressentimento. Apesar de nunca ter acreditado no destino, arranjou-se e saiu apressado de casa. Era um domingo solarengo, não tinha planos para aquele dia. Estava ansioso por chegar, sentiu-se atraído por entrar o mais rápido possível naquela livraria como se tivesse numa espécie de feitiço.
A loja ficava no final da rua da sua casa, portanto não demorou muito tempo para chegar lá. Era uma livraria antiga com livros difíceis de encontrar. Era um espaço pequeno, mas sempre que entrava gostava de sentir aquele cheiro de antiguidade. A literatura sempre tinha sido a sua paixão. Tinha-se tornado um crítico literário famoso.
O dono cumprimentou-o de forma afectuosa, já se conheciam há longos anos. Depois de trocarem algumas palavras, dirigiu-se ao local do livro pretendido. A loja tinha mais alguns clientes, mas não lhes prestou muita atenção. A sua preocupação era com aquele livro, um daqueles clássicos intemporais que toda a gente devia ler. Pegou nele com todo o cuidado e não resistiu a folheá-lo um pouco.
“Uma boa escolha, apaixonei-me da primeira à última página”, disse uma voz desconhecida atrás dele. Curioso, não resistiu a virar-se rapidamente. Á sua frente estava uma sorridente mulher com uma beleza inigualável. Trocaram um sorriso. Naquele momento, aquele crítico literário teve a certeza que aquele encontro seria a primeira página de um verdadeiro romance.
[Ficção]

publicado por Gehenna às 2013-05-16 23:42:23
Os exames de 4º ano foram reintroduzidos no sistema educacional português e em sua defesa surgiram várias vozes que afirmavam convictamente tratar-se de um meio adequado de avaliação, com o intuíto de estimular uma melhor noção de rigor, exigência e responsabilidade no ensino primário.
Hoje, reprovou-se no Parlamento a proposta do PEV para introduzir o ensino da Constituição Portuguesa no 3º ciclo. Segundo o jornal Público online, Fernando Negrão, deputado do PSD, afirma que a Constituição da República Portuguesa é “datada” e, por isso, “tem uma carga ideológica muito forte”, considerando “excessivo começar com a leitura e o estudo” do documento.
Ou seja, para estes filhos da mãe os alunos do 4º ano têm estofo suficiente para fazerem um exame - esperem lá que os exames de 4º ano não são nada datados - com peso na avaliação idêntico a um exame de secundário, mas os alunos do 3º ciclo são burros ou imaturos demais para aprenderem a Constituição da República Portuguesa.
Está na hora de bater com a cabeça na parede para acordar, pá! Não é com exames que seremos mais responsáveis e rigorosos, nem com os outros nem connosco próprios. Portugal nunca foi responsável ou rigoroso. Portugal não é conhecedor, porque se fosse, não seria governado por uma cambada de oportunistas e de Migueis Relvas (que dividem o país em Norte, Centro, Sul, Alentejo e Algarve) como tem sido desde sempre. Se não evoluirmos enquanto cidadãos, se não formos interessados e conscientes, nunca teremos líderes igualmente dotados. Aqueles que nos governam são o reflexo do povo que somos, portanto, se exigimos a demissão do Governo, exigimos também a nossa.
publicado por sum às 2013-05-16 22:06:47
Às vezes, só de vez em quando, tenho a nostalgia das palavras e sinto saudades de saber sobre o que escrever, ou pena por nunca o ter sabido. Porque, senhor doutor, de que vale vir ao consultório se me enterro na cadeira, lhe sorrio por cortesia e me sorri o senhor por cortesia, sem na realidade termos o que dizer um ao outro? Estou a gastar-lhe o tempo, conforme me está a gastar o senhor a mim e, ainda que possamos não ter mais para fazer com as nossas vidas - nada de proveitoso -, era agradável poder descalçar os sapatos no gabinete, não era? Ou coçar o nariz. Ou fazer o que lhe der na telha.
No entanto, aqui continuo a vir eu, insistente e insípida para escutar o som dos ponteiros do seu relógio a tiquetarem, que devem ser mais bonitos que os do meu. Há a eventual troca de palavras, uma coisita supérflua, uma coisita aparentemente profunda, mas que é só demagogia, e volta tudo ao mesmo. Meses enterrada na cadeira do seu consultório, sem abrir a boca, um sorriso aqui, um sorriso ali.
Quando nos tornámos tão sem assunto? Ou são os seus pacientes todos como eu? É do ser humano trancar-se numa sala com um desconhecido, impedido de coçar o nariz por educação, ou falta de à-vontade? Diga-me o senhor que deve saber mais do que eu.
Mas tomo o comprimido e não me faz nada; para o que disse que era, mesmo? Oh, desculpe, não resultou.
Vou na mesma à farmácia gastar tempo e dinheiro, pode ser que estes sejam melhor que os anteriores. E pelo caminho compro o pão e depois chego a casa e depois atiro-me para a cama e durmo e acordo e venho cá outra vez. É isto que é a vida, não é? Deve ser, e sinto que a estou a viver nas conformidades.
