Papa Francisco e o alegad(...)
publicado por blogoval às 2013-05-23 11:06:47
perfil público
Nome
alfredo cardoso
Apelido
ribeiro
Telemóvel
965510346
Data Nascimento
05-05-1946
Sexo
M
Código Postal
2415-583
Localidade
leiria
Interesses
TODO O TIPO DE RECEITAS CULINÁRIAS
Frase Favorita
BOM PROVEITO!...
Papa Francisco e o alegad(...)
publicado por blogoval às 2013-05-23 11:06:47
ÁRBITROS DO CRA DE LEIRIA(...)
publicado por JPCosta às 2013-05-23 11:00:34
domingo, 26 de maio de 2013
Camp. Nac. Juniores - Prv 2 Sul
17:00 Tomar X Turquel
Vitor Roxo
publicado por JPCosta às 2013-05-23 10:58:03
Sábado, 25 de Maio de 2013
Jogo n.2523 (Inf.) 15H00 HC Turquel X CD P.Arcos
Árbitro:A.Peça
Jogo n.2417 (Juv.) 16H30 CRC "Águias" X ACR Stª Cita
Árbitro:O.Ramos
Domingo, 26 de Maio de 2013
Jogo n.2472 (Inic.) 16H00 CRC "Águias" X SC Tomar
Árbitro:P.Carvalho
Jogo n.2416 (Juv.) 12H00 HC Turquel X FC Alverca
Árbitro:A.Henriques
http://terrasdolis.blogs.sapo.pt
publicado por aquimetem às 2013-05-23 10:07:03
Com 95 anos faleceu na passada 2ª-feira, dia 20, no Hospital de Santo André a muito estimada bajouquense D. Maria do Carmo Pedrosa, a "ti Maria Nova", como popularmente era conhecida. Viúva que foi do também saudoso ti Luís Ferreira Pedrosa, residentes no Moital, onde lhes nasceram 11, dos 9 filhos vivos, deste generoso casal, que após o falecimento do marido, a ti Maria Nova acabou de criar e educar exemplarmente com muito trabalho e sacrifício.
O funeral da saudosa extensa realizou-se na 3ª-feira, dia 21, para o cemitério da Bajouca, após Missa de Corpo Presente presidida pelo o Sr. Padre Augusto Gonçalves e como concelebrantes o Sr. Padre Soares, sobrinho da falecida; o Pároco, Sr Padre Abel; o Padre José Baptista e o Padre José Henrique, e constituio uma verdadeira demonstração de respeito e amizade que não só a comunidade bajouquense como as terras circunvizinhas tinham por esta exemplar mulher, esposa, mãe e educadora. Costumo dizer que sempre que uma terra perde um filho idoso, leva com ele numerosos volumes de história, que em prejuízo dos vindouros deixa a terra mais pobre. A ti Maria Nova é um desses exemplos que tive o prazer de conhecer e recolher alguns bons ensinamentos que ficariam por registar. Recordo quando em 2006/7 fiz uma serie de artigos, entre 2006/7, para oElo da Bajouca que intituei "Do descamisar até ao forno", num deles ao descrever a confecção da broa escrevi: "Quanto à mistura, importa dizer que na Bajouca nem todas as casas tinham por costume tal prática, o mais vulgar era confeccionarem a broa somente com farinha de milho. E mesmo as casas que fugiam à regra, em vez de centeio, porque não o cultivavam, usavam um pouco de farinha de trigo ou, como no caso da “ti Maria Nova”, de farinha de soja, para tornar a broa mais saborosa e macia". Já noutro artigo em que me reportava ao modo como era feito transporte do cereal até ao moinho, e da farinha do moinho para casa, registei: "Quando não às costas ou à cabeça de pessoal da casa, o respectivo transporte do grão e da farinha é feito ao lombo do burro ou macho de um moleiro que tiver tais animais. Na Bajouca, segundo informação da popular bajouquense “Ti Maria Nova”, do Moital - que em tempos foi moleira e até chegou a “picar pedra” (= picar as mós) do moinho, já inexistente, que seu pai tinha na Ribeira do Vale (Ilha-Pombal) -, ao acto conjunto de levar o grão e trazer de volta a farinha do moinho, dá-se o nome de carreto”. Arranquei-lhe algumas folhas da sua cerebral enciclopédia que ela com delicadeza e um sorriso amistoso sempre deixou retirar, mas consigo levou muito do que ficou por contar e arrolar.
Encerro esta homenagem póstuma com um comentário que o Sr. Costeira da Murta fez a um post que publiquei no blog "Na retaguarda, de 2 de Julho de 2009, e dizia":"Olhas para o vinho que eu bebo e não vês os tombos que eu dou" É realmente um regalo percorrer os seus post's, principalmente quando noticiam coisas das gentes da Bajouca. Embora já com Magalhães, temos que dar tempo ao tempo para que haja tempo de "beber o vinho". Por enquanto, muitos nem tempo têm para dar os tombos, porque isto de ter tempo e disponibilidade para os repastos, não pode ser ainda para todos. Faz muito bem o estimado Costa Pereira em aproveitar estas brilhantes oportunidades, que também servem para homenagear quem merece. Aos amigos Helena e David, terão, quiçá, agora cada vez menos tempo para beber o vinho, mas o pouco que conseguirem saborear, irá valer por tudo o que deles se espera, a partir de agora a três. Que Deus os ajude e a nós não desampare! As famílias também estão de parabéns , desde a Ti Beatriz Rata à Ti Maria Nova, ou ao seu filho Manuel do Carmo, um vencedor que perdeu a fala... Poucos conhecem a boa "fibra" e simplicidade desta gente.
Também ao Sr. Padre Abel, aquele abraço. O Vitral da Igreja está a ficar espectacular!".
Foi à volta de um filho adoptado pela Helena Afonso e, marido, David Pedrosa que escrevi e o Sr. Costeira da Murta comentou. Achei que tem aqui cabimento, e diz bem mais das famílias em questão do que eu possa dizer, que não vai além de nesta hora amarga para seus filhos e filhas, noras e genros, netos e bisnetos e restantes familiares da saudosa ti Maria Nova, deixar aqui os meus sentidos pêsames, e com a mesma segurança do que disse dela na eucaristia o Sr. Padre Augusto: no Céu a Bajouca tem mais uma protectora. À nora Helena, por me ter avisado, e ao Carlos Afonso por me dar boleia, os meus agradecimentos. Á ti Maria Nova, a Eterna Felicidade!
Georges Moustaki - morte (...)
publicado por blogoval às 2013-05-23 10:05:47
Georges Moustaki - Fado Tropical
Oh muse ma complice
Petite sœur d'exil
Tu as les cicatrices
D'un 21 avril
Mais ne sois pas sévère
Pour ceux qui t'ont déçue
De n'avoir rien pu faire
Ou de n'avoir jamais su
A ceux qui ne croient plus
Voir s'accomplir leur idéal
Dis leur qu'un œillet rouge
A fleuri au Portugal
On crucifie l'Espagne
On torture au Chili
La guerre du Viêt-Nam
Continue dans l'oubli
Aux quatre coins du monde
Des frères ennemis
S'expliquent par les bombes
Par la fureur et le bruit
A ceux qui ne croient plus
Voir s'accomplir leur idéal
Dis leur qu'un œillet rouge
À fleuri au Portugal
Pour tous les camarades
Pourchassés dans les villes
Enfermés dans les stades
Déportés dans les îles
Oh muse ma compagne
Ne vois-tu rien venir
Je vois comme une flamme
Qui éclaire l'avenir
A ceux qui ne croient plus
Voir s'accomplir leur idéal
Dis leur qu'un œillet rouge
À fleuri au Portugal
Débouche une bouteille
Prends ton accordéon
Que de bouche à oreille
S'envole ta chanson
Car enfin le soleil
Réchauffe les pétales
De mille fleurs vermeilles
En avril au Portugal
Et cette fleur nouvelle
Qui fleurit au Portugal
C'est peut-être la fin
D'un empire colonial
Et cette fleur nouvelle
Qui fleurit au Portugal
C'est peut-être la fin
D'un empire colonial
Reinaldo Ventura de olho (...)
publicado por JPCosta às 2013-05-23 10:00:32
O hóquei em patins foi outra das modalidades em estado de graça numa semana de sonho para o FC Porto. Ainda a gozar o “sentimento especial” de resgatar um título que tinha escapado para o Benfica na época passada, Reinaldo Ventura já está de olhos postos na conquista da Liga Europeia, cuja “final four” vai ter lugar no Dragão Caixa, nos dias 1 e 2 de junho. “É uma motivação extra jogar em casa”, explicou o capitão dos portistas.
“Estamos cientes de que jogar perante os nossos adeptos traz uma responsabilidade acrescida, mas estamos conscientes do que temos de fazer para conquistar este título que perseguimos há tantos anos. Vamos fazer de tudo para sair com o troféu”, prometeu Ventura, desejoso de ver os dragões festejar, pela terceira vez, a vitória na mais prestigiada prova europeia da modalidade. “Acreditamos sempre e este ano não foge à regra”, vincou.
A alegria de ver o clube celebrar três títulos na mesma semana é algo que o hoquista “jamais” esquecerá. “Os adeptos do FC Porto têm de se sentir muito felizes e desfrutar deste momento único”, frisou o avançado internacional português.
Revolução à vista no hóqu(...)
publicado por JPCosta às 2013-05-23 09:55:06

Já com o campeonato perdido, são poucas as certezas no seio da secção de hóquei do Benfica relativamente à próxima época. Embora a temporada só termine no dia 30 de Junho, o processo de renovações costuma ser tratado com bastante antecedência, e uma vez que isso ainda não aconteceu, abre-se a porta a uma possível “revolução” na secção de hóquei em patins “encarnada”.
Para já, só há as certezas de que Luís Sénica não continuará à frente da equipa, e apenas está assegurada a continuidade de Valter Neves, João Rodrigues e Diogo Rafael. Para substituir o treinador que devolveu a glória ao Benfica, há dois/três nomes em cima da mesa. Os portugueses Pedro Nunes (Paço D’arcos) e Vítor Silva (Candelária), e também um treinador espanhol, assim adianta o jornal Record.
Ao que o “Modalidades” apurou, embora não haja nada de concreto, Pedro Nunes é por esta altura o técnico melhor colocado para assumir o comando. De referir também que para a próxima época estão já garantidos os serviços do guarda-redes espanhol de 34 anos Guillem Trabal (Ricardo Silva abandonará o Benfica tal como já havia sido noticiado), e há a forte possibilidade de Tiago Rafael, que saiu em 2011 para o Candelária, regressar à Luz para jogar ao lado do seu irmão Diogo Rafael.
Certo é que a temporada ainda não acabou, e o Benfica continua na luta em duas importantes frentes: Na Liga Europeia (jogará a “final-four” nos dias 1 e 2 de Junho, no Dragão Caixa) e na Taça de Portugal, competição na qual enfrentará o Valongo em jogo dos quartos-de-final.
publicado por JPCosta às 2013-05-23 09:50:31
Avaliação: Árbitros surpreendidos com revisão de notas
"Isto faz cheirar ao Apito Dourado"
Mudança de critérios pode levar juízes a apresentarem recurso à justiça da Federação
Isto faz cheirar ao ‘Apito Dourado’ [processo de corrupção no futebol]" – este foi o comentário de um árbitro que ficou surpreendido com um email do "doutor Vítor Pereira", presidente do Conselho de Arbitragem (CA) da FPF, no qual dava conta da alteração de notas relativa à 2ª avaliação (teste escrito), que pode ter implicações na classificação.
Outro dos 25 juízes que dirigem os jogos das competições profissionais (Liga e II Liga) não hesitou em dizer ao Correio da Manhã que ficou "muito surpreendido" com esta posição do CA. "Os árbitros que ficaram classificados no limite da nota positiva – 72 pontos – vão recorrer, pois arriscam-se a ficar com 65, nota negativa. É evidente que esta alteração poderá ter graves implicações, nomeadamente na questão das descidas", observou.
Em causa, segundo as fontes contactadas, está uma pergunta no teste que tem a ver com a marcação de penáltis, em que o jogador que cobrar tem de se identificar junto do árbitro. Uma circular enviada pelo Conselho de Arbitragem aos juízes diz que, caso seja outro jogador a apontar a grande penalidade, o infrator deve ser punido com o cartão amarelo e a sua equipa penalizada com livre indireto, marcado no local de onde partir para a bola. "Essa foi a resposta que a maioria dos árbitros apontaram como correta, mas, agora, o Conselho de Arbitragem vem dizer que, de acordo com o International Board, a resposta correta era outra: o livre indireto deveria ser apontado na marca de grande penalidade", afirmou a mesma fonte, frisando "desconfiar" de que só os árbitros internacionais é que terão dado esta resposta.
"Só eles é que têm mais contactos com a estrutura de arbitragem da UEFA, que tem uma ligação mais estreita com o Internacional Board [organismo que define as regras no futebol]", vincou a mesma fonte, que solicitou não ser identificada. O email do CA foi enviado para os árbitros no início desta semana.
publicado por Miguel Marujo às 2013-05-23 08:54:25
publicado por Henrique Monteiro às 2013-05-23 06:12:55
publicado por Fer.Ribeiro às 2013-05-23 00:48:37
O Homem Sem Memória
Texto de João Madureira
Blog terçOLHO
Ficção
154 – Acabada a fase do teatro começou a do cinema, também conhecida como o ciclo do “Trinta e Um”. Estava escrito nas estrelas, o José tinha de ser artista.
Já tinha experimentado a poesia com algum sucesso, o teatro com algum sacrifício e iniciava agora o seu ciclo cinematográfico. A partir daqui, apenas lhe faltava tentar a prosa, pois para a música não tinha jeito nenhum, apesar de possuir bom ouvido. Talvez desse um tocador medíocre de bombo ou um sofrível tangedor de ferrinhos, mas para o resto dos instrumentos era tosco de todo.
Podemos afirmar que a sua aproximação ao cinema já tinha sido iniciada há alguns anos atrás, quando, numa eira da sua aldeia, assistiu à projeção do “José do Telhado”, não do filme mudo realizado por Rino Lupo, em 1929, mas sim ao dirigido por Armando Miranda, em 1945; ou quando chorou baba e ranho ao assistir, no Café Terra Fria em Montalegre, ao “Amor de Perdição” de António Lopes Ribeiro, realizado em 1943. Também não é despicienda a visualização em televisão de várias películas, nomeadamente do “Feiticeiro de Oz”, de Victor Fleming, com a, para sempre, menina Judy Garland. Como viu o filme a preto e branco, nunca mais esqueceu a feiticeira que voava na vassoura e que se ria como uma louca. Essas imagens farão parte de muitos dos seus sonhos, ou, melhor dizendo, de maior parte dos seus pesadelos. Na sua condição de operário da construção civil, na já referida época missionária, José assistiu a muito filmes de cobóis e de kung fu.
Depois do 25 de Abril assistiu a três filmes fundadores da sua suposta personalidade artística: “Lawrence da Arábia”, de 1962, filmado por David Lean; “A Filha de Ryan”, de 1972, também da autoria do mesmo realizador; e o “Último Tango em Paris”, igualmente de 1972, realizado por Bernardo Bertolucci, a que assistiu no meio de centenas de espanhóis que faziam excursões para verem filmes deste género em Portugal, pois em Espanha Franco proibia-os de passarem nas salas de cinema.
Depois destes incidentes cinematográficos, dedicou-se a ler crítica de referência que o encaminhou para a cinematografia de Godard, Bergman, Fellini, Pasolini, Antonioni, Kurosawa, Fassbinder e Visconti.
Se antes saía do cinema um pouco embrutecido pela pouca qualidade dos filmes a que assistia, a partir das suas leituras de cineclubista passou a selecionar tanto os seus filmes que apenas ia aos que eram alvo das melhores críticas em revistas da especialidade, ainda mais densas do que os filmes de que falavam. Agora via-se e desejava-se para conseguir manter-se desperto até ao fim de um filme. E quanto melhores críticas tinham os filmes mais ele adormecia quando os via. Claro que começou a pensar, e com razão, que era muito estúpido e também ignorante.
O José bem perseverava na leitura das críticas e fazia os possíveis por se manter atento e desperto durante a projeção dos filmes. Mas, santo deus, adormecia quase sempre. E o pior era que o filme ainda nem sequer tinha chegado a meio. Por isso passou a ir ao cinema sempre sozinho, porquanto os amigos deram em lhe chamar pretensioso e convencido pois, apesar de falar muito bem dos filmes que programava ir assistir, nunca os conseguia ver até ao fim. Nem ele, nem os amigos, que o insultavam por os ter convencido a assistir “àquelas merdas”.
Eles, os ignaros, saíam a meio do filme fazendo um alarido enorme. Ele, o erudito, o devoto, ali se deixava ficar entre o sono e a qualidade intrínseca daquelas obras-primas da sétima arte que esvaziavam salas e punham as plateias aos gritos e às patadas no chão e nas cadeiras.
Vendo-o assim triste e abandonado, quer pelos amigos, quer pela sua imperfeita sensibilidade cinematográfica, Francisco, um seu colega de Liceu, resolveu convidá-lo para ir até ao “Trinta e Um”, pois andava a fazer ensaios para escolher atores e atrizes para rodar um filme em super 8. O José, um pouco envergonhado, disse-lhe que era um mau ator. O Francisco perguntou-lhe porque tinha tentado o teatro se não tinha as qualidades exigidas. Ele respondeu-lhe que se desenrascava a fazer de figurante. Foi então quando o Francisco atirou a matar: “Tens uma linda cara e um cabelo comprido que me fazem lembrar Jesus Cristo. Além disso, a representação no cinema é diferente da do teatro. Aparece lá, que logo vemos.”
E o José apareceu no “Trinta e Um” com a sua carinha larocas, o seu cabelo comprido e ondulado, os seus olhos carinhosos e o seu magro corpo de modelo. Francisco apresentou-o à malta e ofereceu-lhe qualquer coisa de beber. Depois passou um charro, ou dois, pela sala, mas o José, quando viu chegada a sua vez, agarrou na prisca e colocou-a nas mãos do seguinte elemento sem a levar aos lábios. Começou logo a ser olhado de lado. Quem rejeita partilhar um charro não é parceiro à altura de acamaradar, especialmente entre a gente das artes. Dar uma passa no charro cria identificação com o grupo ou coisa pelo estilo.
Alguns colegas do Liceu começaram logo a dizer à boca pequena que o José era o típico punhalista, não fumava maconha e criticava quem o fazia. Ali a malta era toda antirrevisionista. Tudo esquerdista da melhor linhagem. Tudo bom filho da burguesia. Por isso todos antissistema capitalista. Todos bons maoistas. E riam-se muito depois de dar uma passa na prisca. Todos se riam menos o José, que começou a pensar que troçavam dele. Depois de muito se beber e de muito se chupar nas priscas de liamba, o Francisco começou os ensaios. Tudo muito felliniano, muito circense, muito maneirista. O José saiu-se mal como o caralho. Não se conseguia descontrair e por isso não se mexia direito nem falava que se ouvisse.
Não foi chamado a entrar no filme. Mas Francisco não deixou de o convidar para o “Trinta e Um”. Ele não rejeitou a oferta, pelo menos lá podia observar boas fotos, ler livros interessantes e ouvir música de qualidade.
O único elemento com quem conseguiu acamaradar foi um rapaz que se apelidava de poeta e que escrevia quase em transe, provocado não por qualquer apelo divino, mas antes pela cerveja e uns ácidos excitantes que misturava com muita erudição e habilidade. Depois de engolir uns comprimidos e de beber duas ou três imperiais, subia ao “Trinta e Um”, pegava num caderno e numa esferográfica e escrevia até que o efeito lhe passasse. Por vezes saíam-lhe coisas com alguma qualidade que ele recitava para o José, ou ainda para o Francisco, quando este se encontrava a sós observando fotografias ou visionando filmes por si realizados.
O seu novo amigo também não entrava nos filmes do proprietário do “Trinta e Um”, pois, apesar de ser um bom poeta, era feio como as igrejas. O José por vezes brincava com ele, dizendo-lhe que se o Francisco fosse um adepto de Pasolini tinha com toda a certeza o papel principal, pois, na sua opinião, o Pasolini escolhia para os seus filmes sempre as criaturas mais feias que lhe apareciam pela frente. O poeta ameaçava-o sempre entre um sorriso e uma gargalhada: “Qualquer dia dou-te um beijo na boca para te calar.”
O Francisco falava muito com bonitas raparigas e algumas vezes com alguns rapazes lindos que por ali apareciam. O José invejava-lhe a sorte. Até ao dia em que soube que o Francisco, como bom artista de vanguarda, tinha uma inclinação para ser um amigo e cúmplice das meninas, mas uma teimosa cisma em namorar com os rapazes.
A última vez que entrou no “Trinta e Um”, foi uma tarde em que encontrou o Francisco sozinho de avental e espanador do pó na mão a escutar músicas da Gloria Gaynor e a dançar com uns trejeitos um pouco afetados para o seu gosto de comunista punhalista e de ex-seminarista assumido.
“Não queres dançar comigo”, perguntou-lhe o Francisco. Liberta-te desses preconceitos burgueses e da rigidez ideológica do marxismo-leninismo. Vem, solta-te, dança comigo, despe-te…”, mas não disse mais nada pois o José saiu do “Trinta e Um” como se fosse um diabo a abandonar o corpo de um possuído depois de ter sido expulso por um exorcista da força e do carisma do padre Fontes.
155 – Mas a sua carreira cinematográfica não acabou no “Trinta e Um”, era o ...
(continua)
publicado por Jorge Soares às 2013-05-22 21:45:41
O Castelo do Sabugal, também referido como Castelo das Cinco Quinas devido ao formato incomum de sua torre de menagem, localiza-se na freguesia, cidade e concelho do Sabugal, no distrito da Guarda, em Portugal.
Em posição dominante sobre a povoação, num pequeno planalto da serra da Malcata, controla a travessia do rio Côa em sua margem direita, donde a sua importância na antiguidade e na época medieval.
De acordo com evidências arqueológicas, supõe-se que a elevação em que se situa o atual castelo, dominando o curso do rio Côa, foi ocupada por seres humanos desde época pré-histórica, que aí teriam erguido um castro.
Com a Invasão romana da Península Ibérica, foi implantada uma extensa rede de estradas cortando a península, uma delas cruzando o Côa neste trecho. Admite-se que este povo tenha mantido, neste mesmo sítio, uma pequena guarnição militar para a vigilância e defesa da travessia do rio. Séculos mais tarde, conheceu o domínio por povos germânicos e por Muçulmanos, dos quais não restaram maiores evidências.
À época da Reconquista cristã da península Ibérica, as terras do Sabugal foram inicialmente conquistadas possivelmente por D. Afonso Henriques (1112-1185) em 1160, vindo a ser perdidas logo após para o reino de Leão.
Em 1190, Afonso IX de Leão criou o Concelho do Sabugal, tendo a vila sido fundada por volta de 1224, época em que foi principiado um reduto defensivo.
Integrante do território de Ribacôa, conquistado a Leão por D. Dinis (1279-1325), recebeu Carta de Foral daquele soberano português em1296. Entretanto, a sua posse definitiva para Portugal só foi assegurada pelo Tratado de Alcanices em 1297. O soberano, a partir de então, procurou consolidar essas fronteiras, fazendo reedificar o Castelo de Alfaiates, o Castelo de Almeida, o Castelo Bom, o Castelo Melhor, oCastelo Mendo, o Castelo Rodrigo, o Castelo de Pinhel, o Castelo do Sabugal e o Castelo de Vilar Maior.
Iniciam-se, nesse contexto, os trabalhos de ampliação e reforma da sua defesa casteleira, desimpedindo-se o espaço intramuros onde se erguiam algumas casas da povoação e reforçando-se as muralhas que ganharam por dois grandes torreões dominados por uma alta torre de Menagem. As obras, referidas por Rui de Pina (Crónica de D. Dinis), foram concluídas em 1303, sob a direção de Frei Pedro, do Mosteiro de Alcobaça. Credita-se ainda, a este soberano, o estabelecimento, nestes domínios, de um couto de homiziados, privilégio que visava atrair povoadores. Alguns documentos confirmam que este privilégio se encontrava em vigor ainda em fins do século XV.
No reinado de D. Manuel I (1495-1521), o Castelo do Sabugal encontra-se figurado por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509), tendo recebido obras de beneficiação, concluídas em1515, conforme inscrição epigráfica sobre o portão principal. Este soberano concedeu o Foral Novo à vila em 1 de Junho de 1515.
No contexto da Guerra da Restauração, foram procedidas obras de modernização em sua estrutura, bem como posteriormente edificada a chamada Torre do Relógio.
No século XVII aí esteve detido o poeta e cavaleiro Brás Garcia de Mascarenhas, célebre pelas suas aventuras e pelo seu não menos famoso poema épico Viriato Trágico.
No início do século XIX, no contexto da Guerra Peninsular, aquartelou tropas inglesas e portuguesas que deram combate às tropas napoleônicas em retirada, sob o comando do general André Masséna (Abril de 1811). Posteriormente desguarnecido e abandonado, a sua praça de armas foi utilizada pela população da vila como cemitério, de 1846 a cerca de 1927. Os habitantes, nesse ínterim, passaram a retirar pedras das muralhas para reutilizá-las em suas construções.
No século XX, em 1911 procedeu-se a demolição da Igreja de Nossa Senhora do Castelo. Mais tarde, na década de 1940, o processo de depredação do monumento foi detido graças à atuação da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), que promoveu ampla campanha de obras de consolidação e reconstrução.
Entre 1993 e 1994 uma nova campanha de trabalhos de restauração, procurando devolver ao monumento as suas feições originais. Mais recentemente, comprovando-se a existência de fissuras nas paredes e a derrocada parcial de elementos de um dos torreões da barbacã e de algumas ameias (1999), no alvorecer do século XXI, a DGEMN lançou um concurso para o restauro e consolidação das muralhas e torres do castelo, assim como a construção de um anfiteatro ao ar livre e das respectivas instalações de apoio (2001). Os trabalhos desenvolviam-se entre 2003 e2005, quando se previa a reabertura do monumento ao público.
Em posição dominante na cota mais alta do terreno, ergue-se o castelo, que apresenta planta no formato quadrangular. O topo das muralhas, em aparelho misto de cantaria de granito e dealvenaria de xisto, é percorrido por um largo adarve, protegido por merlões, nos quais se rasgam troneiras cruzetadas. O adarve é acedido por quatro escadas internas. Os muros são reforçados por três sólidos torreões nos ângulos, e por um quarto, localizado no centro do pano de muralha pelo lado sudoeste. Estas torres são rematadas por ameias piramidais, assim como a Torre de Menagem, de invulgar planta pentagonal, defendendo o portão principal. O interior desta última, em estilo gótico, é dividido em três pavimentos, com tetos abobadados e fechos ornamentados por escudos com as quinas nacionais. O compartimento superior é iluminado pelas portas que dão acesso a balcões misulados, com matacães.
Entre a torre de menagem e o torreão do ângulo leste inscreve-se um balcão ameado, vigiando a entrada principal da praça de armas. Inferiormente, na zona exterior, corre a cerca da barbacã - dispositivo defensivo que une e reforça as muralhas do castelo, igualmente rematadas por maciços merlões com aberturas de troneiras cruzetadas. Apoiam as suas muralhas dois pequenoscubelos circulares, abrindo-se próximo de um deles um pequeno portal de arco em ogiva.
A cerca da vila apresentava conformação aproximadamente oval, dela restando, atualmente, apenas pequenos trechos. Nelas se abria a Porta da Vila, próximo à chamada Torre do Relógio.
Reza a tradição que foi no largo deste castelo que se deu o famoso milagre das rosas tendo como protagonistas a Rainha Santa Isabel e o rei D. Dinis.
Fonte Wikipédia
Sabugal, Dezembro de 2012
Jorge Soares
publicado por Jorge Soares às 2013-05-22 21:42:26
Adopção, ao cuidado de to(...)
publicado por Jorge Soares às 2013-05-22 21:15:55
A propósito do post de há dois dias em que se falava da devolução de crianças, a Ana (muito obrigado) em resposta àquela mãe, deixou o seguinte comentário:
Em 2009 chegaram os meus filhos, também pela via da adopção, na altura o meu filho tinha apenas 5,5 anos e a minha filha tinha 2 anos. O meu filho com apenas 5,5 anos, bateu-me a mim, a todas as professoras que encontrou pelo caminho durante os 6 meses seguintes, pintou o cão da escola, bateu em quase todos os colegas da escola, arrancou inúmeros cabelos ás professoras, arrancou-me cabelos a mim, partiu coisas em casa, disse várias vezes que queria era estar na instituição, que lá é que tinha os amigos/as dele, etc.etc . Podia contar muito mais, mas acho que estes exemplos chegam. Desistir do meu filho nunca! Ele era mau por fazer isto e não gostava de nós? Não!
O meu filho é e sempre foi um doce, ama-nos acima de tudo, lembra-se da outra mãe? Claro que sim, falamos disso sempre que ele precisa, mas eu sei que ele me ama muito e não é porque o diz mas porque eu o sinto. Ele fazia todas aquelas coisas para nos testar, para nos levar até aos limites, para ver se também esta nova família o iria deixar novamente a ele e á irmã.
Cara Madalena, não corrigimos estes comportamentos dando todos os presentes que o meu filho queria, corrigimos aplicando regras desde o primeiro dia, aplicando castigos quer na escola quer em casa sempre que necessário, foi um primeiro ano de intensa luta entre nós, a escola e ele.
Quantas vezes me apetecia abraça-lo e tinha que o castigar? Quantas vezes lhe disse que fizesse o que fizesse mal, nós agora éramos sempre a família dele e gostávamos sempre dele e ele tinha que acreditar nisso. Não lhe consigo dizer quantas vezes foram, mas uma coisa posso garantir que não passa em 3, 4 ou 6 meses! Levou um ano ou mais até que o meu filho melhorasse radicalmente o seu comportamento!
Hoje (passaram apenas 4 anos), não temos uma queixa da escola, todos os dias ele tem que nos dizer que nos ama, que todo o coração dele é meu, que tem o melhor pai do mundo, que não se vai casar porque quer viver sempre nesta casa com os pais….(até já brincamos com ele, que se não sair para a casa dele até aos 30 anos saímos nós!!!!!!)
Cara Madalena, nós não temos que pagar sessões de psicoterapia para que os nossos filhos gostem de nós, temos que pagar um pedopsiquiatra para ajudar os nossos filhos a lidarem com o sofrimento deles e também para nos ajudarem a nós. Estas crianças, os meus filhos e as suas filhas o que mais querem é ter a certeza que vocês (nós) vão estar sempre aí para as apoiarem e amarem.
Agora deixo esta pergunta no ar : e se eu, durante os 6 meses do período de pré adopção tivesse desistido dos meus filhos? Acredite que também foi terrível! Nunca tal nos passou pela cabeça mas se tivesse acontecido, hoje não teria ao meu lado os Melhores Filhos do Mundo, com todas as preocupações que já nos deram e que sabemos que ainda vão dar! E o que teria sido dos meus Filhos com o peso de mais uma família a desistir deles?
Peço desculpa Jorge, por ocupar o seu espaço desta forma, mas não ficava bem comigo mesma se não apelasse à Madalena que deve procurar ajuda, existem pedopsiquiatras maravilhosos, mas não desista de amar estas duas crianças!
Ana
Um texto para reflectir, um texto que deveriam ler todos os candidatos à adopção e todas as pessoas que alguma vez pensaram em adoptar, é claro que nem todos os casos são assim, mas acreditem em mim, não há casos fáceis. E não, adoptar bebés não minimiza os problemas, nós adoptamos um bebé com um ano e basta procurar neste blog a palavra hiperactividade para se perceber como nada é fácil, mas não há a mínima dúvida, o amor pode sempre mais que qualquer tipo de problema.
Ana, não tem que pedir desculpa, eu é que agradeço as suas palavras.
Jorge Soares
publicado por afonsonunes às 2013-05-22 18:24:20
Se Manuela Ferreira Leite se reunisse com a troika, gritava.
Mas, se fosse Cavaco, ajoelhava e rezava.
http://afonsonunes.blogs.sapo.pt
publicado por afonsonunes às 2013-05-22 18:22:07
Olha Pedro, já que não fazes o que o povo quer e muitos dos teus amigos aconselham, ao menos faz isso em nome da vontade do teu pai. E olha que não há melhor conselho que o de um pai, por mais amigos que muitos pareçam.
Faz-lhe pois a vontade e vai fazer a festa que ele tanto deseja. E, já agora, aproveita para convidar todos aqueles amigos desavindos. Nada na vida vale mais que os amigos sinceros e desinteressados. Não queiras, pois, perdê-los.
Podes crer que os falsos amigos que te estimulam a continuar, não estão a fazê-lo para garantir os teus reais interesses. Que têm caído, e de que maneira, de há dois anos para cá. Esses, estão sim, a garantir os seus próprios interesses.
Olha Pedro, não queiras continuar a fazer, em nome do filho que és, o que tanto desagrada ao pai. Estamos numa época em que a família, os laços familiares, valem cada vez menos. Vê o que estás a fazer com a reforma do pai.
Até por causa disso, tu mesmo devias pensar já na tua reforma antecipada. Seria um gesto de solidariedade para com todos os pais e avós. O teu esforço laboral já deu o que tinha a dar. Está na hora de teres a reforma que mereces.
Sentindo um espírito santo, os portugueses devem pedir a quem de direito que continue a não querer eleições antecipadas. Porque o sucessor do filho não merecia tal castigo e o pai, com a sua provecta idade, também não as merecia.
Com o poder do Divino Espírito Santo a iluminar a mente de quem tem poder de decisão, é possível e fácil encontrar no seu partido, quem assuma a responsabilidade de um governo competente, sério e sem mácula no passado.
Bem escusam os legalistas de proclamar a devolução da palavra ao povo. No ponto a que chegamos, já não há povo que aguente uma ida às urnas. Terá, pois, que ser alguém a trazer as urnas ao povo. E a seguir que se faça o funeral.
Para concluir, deseja-se que tudo seja feito em boa harmonia, ou não fosse o povo português, e também muitos destes fiéis decisores, crentes devotos do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Portanto, rezai irmãos, pela sua salvação.
publicado por Henrique Monteiro às 2013-05-22 18:11:41
publicado por blogoval às 2013-05-22 16:23:19
Portugal em meados do ano 2013
publicado por blogoval às 2013-05-22 16:04:53
Podia ser uma imagem futurista, num Portugal distante e cheio de metáforas cinéfilas... mas, ao invés... decorre no presente...
Retirado do Público
«O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, anunciou nesta quarta-feira, em Berlim, que o banco público de investimento alemão KfW está a avaliar a extensão de apoio financeiro às empresas portuguesas, podendo assumir participações indirectas em pequenas e médias empresas (PME).
A promessa alemã de “ajudar” Portugal a criar um ambiente de negócios que estimule a actividade económica foi assumida pelo Governo de Berlim quando a chanceler Angela Merkel visitou Lisboa em Novembro e reforçada nesta quarta-feira pelo ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble, que, na capital alemã, recebeu Vítor Gaspar para um encontro de trabalho.
Em conferência de imprensa, Gaspar ouviu elogios de Schäuble à aplicação do programa de ajustamento português – o tema na agenda do encontro bilateral desta quarta-feira – e recebeu a garantia de que as autoridades alemãs estão “disponíveis para ajudar” Portugal na dinamização do tecido económico.
Num momento em que a economia está faminta de investimento, mas a torneira do crédito às empresas escasseia, o ministro das Finanças português diz que Portugal pode contar, em particular, com a colaboração do banco de desenvolvimento alemão. A instituição “estará disponível para explorar a possibilidade de estender linhas de crédito a Portugal ou participar no capital das PME de formas intermediadas indirectamente por instituições portuguesas”, afirmou Vítor Gaspar, citado pela Lusa.
O Kreditanstalt für Wiederaufbau (KfW) foi criado em 1948 para financiar a reconstrução alemã no pós-Guerra e funciona hoje como um banco de desenvolvimento, para apoiar projectos empresariais estruturantes.
No plano para o crescimento que o Governo designou como Estratégia para o Crescimento, Emprego e Fomento Industrial 2013-2020, o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, prevê a criação dessa instituição financeira de desenvolvimento. A ideia é, numa primeira fase, o financiamento ser assegurado através de fundos estruturais, podendo mais tarde a instituição captar financiamento nos mercados.
Em Novembro, Merkel abriu a porta à participação da Alemanha na criação em Portugal de um banco idêntico, colaboração que, disse Vítor Gaspar, “está desde já a ocorrer na área técnica”.
Wolfgang Schäuble defendeu a necessidade de os dois países reforçarem a colaboração, para dinamizar a economia e combater o desemprego, que em Portugal atinge 17,7% da população activa, mas que, reforçou Schäuble, não é apenas um problema português. É de toda a Europa, disse, a dias de Berlim apresentar, com o Governo francês, uma proposta centrada no combate ao desemprego jovem.»
Retirada a literatura, saltam vários pensamentos.
Um banco alemão a emprestar dinheiro a empresas portuguesas?
E a Caixa Geral de Depósitos? Qual o papel do nosso banco estatal?
Até que ponto, isto não será um acto de perda de soberania. Até que ponto, isto não passa de uma operação semi-pública de intromissão no desenvolvimento da estratégia económica nacional?
Portugal, que neste momento não tem a soberania estabilizada e está dependente do directório UE/BCE/FMI, mais EIXO-BERLIM e restantes aderentes ao ideal alemão pseudo-económico, como tal, espartilhado em compromissos aceites anteriormente está sujeito a estas jogatanas.
A noticia é apresentada como uma vitória dos préstimos de Vitor Gaspar, o tal que não foi coisíssima nenhuma eleito pelos portugueses, mas é o mesmo que nos está a enterrar, baseado num pressuposto filosófico-económico ultra(íssimo) liberal, no qual os portugueses são cobaias.
Outra notícia que nos mostra como e a quem estamos entregues.
Desta vez é o pai de Passos Coelho, este sim eleito pelos portugueses que nele depositaram confiança, que vem alertar para a festança que irá proporcionar ao seu filho mal ele entregue as cinzas do país.
Leia-se.
“Não vás para o Governo, o País não tem conserto”. Este foi o recado deixado por António Passos Coelho, pai do primeiro-ministro e ex-dirigente do PSD, antes de o filho assumir a liderança do Executivo. “Vais-te lixar”, vaticinou, avisando, na altura que “toda esta gente que está aqui vai vaiar-te. Agora estão aqui todos contigo, mas daqui a um ano vão vaiar-te”.
Ora, Passos Coelho pai adivinhou o que se viria a confirmar, agora mais do que nunca, garantindo que o seu filho “é um tipo sério, não anda lá para se governar”. António certifica também que o primeiro-ministro está consciente das dificuldades impostas aos portugueses. “Julgam que o meu filho não sabe? Coitado, sabe Deus o que ele passa”.
E, nesta senda, o médico reformado salienta: “O meu filho está morto por se ver livre disto”, acrescentando que a família fará “uma festa” quando Passos abandonar o cargo.
António Passos Coelho anteviu o que esperaria o seu filho e prevê agora que o Executivo irá perder as eleições “porque estes desígnios da austeridade são tramados”. Aliás, o próprio assinala que qualquer dia não sabe como vai “viver. “Vivo da reforma e a cortar, a cortar, não sei como vou viver”, concretiza em declarações ao i.
Ainda assim, realça o médico aposentado, “não há dúvidas de que temos de fazer sacrifícios, temos de viver em austeridade, não há volta a dar”.
Relativamente ao ministro dos Negócios Estrangeiros e líder do CDS, Paulo Portas, o pai do chefe de Governo diz que “é um moço inteligente, um moço sobredotado”. Já sobre o secretário-geral do PS, António José Seguro, comenta que o mesmo se tem esforçado para ultrapassar “um problema chato” e que “agradar a Deus e ao Diabo é difícil”.
publicado por Miguel Marujo às 2013-05-22 12:29:24

A Granta Portugal está aí - bonita, discreta, com conta, peso e medida, de texto, grafismo, fotografia e ilustração. E sem alarde na escrita mantendo a ortografia anterior ao Acordo Ortográfico (AO). Neste número 1, a Granta traz-nos inéditos de Fernando Pessoa, na grafia da época. E é nestes textos que tropeço no mais discreto argumentário em defesa do novo AO.
Parêntesis: não faço desta defesa, bandeira acesa; só não me choca o novo AO, chocando-me sim a defesa desbragada, quase violenta - por oposição a... - que muitos insistem em fazer da grafia anterior. E também já por aqui falei no pouco dessassosego (curiosa palavra) que me traz esta nova grafia.
Escreve Fernando Pessoa no soneto inédito «[Sócégo enfim]» aquilo que, hoje, Vasco Graça Moura escreverá sem sobressalto, usando a 1.ª pessoa do singular do presente do indicativo de sossegar, como "Sossego enfim."
A comichão por confusões como "para/pa[á]ra" ou grafias duplas como "espe[c]tador" não tem pois grande razão de ser - a língua muda. Pode questionar-se (e questiona-se) a necessidade de legislar sobre isto, mas aí, meus caros, recomendo a leitura diária do Diário da República. E não é pelo exercício da nova grafia em que é escrito. É para avaliarem sobre (tudo) o que se regulamenta e legisla.
Eu, por mim, socégo enfim.
http://benfica73.blogs.sapo.pt
publicado por Benfica 73 às 2013-05-22 11:39:41

http://benfica73.blogs.sapo.pt
Sporting condenado a paga(...)
publicado por Benfica 73 às 2013-05-22 09:27:41

publicado por Fer.Ribeiro às 2013-05-22 09:00:54
Amizade
Ele, perdido por achar
Escondido no alto do monte:
Quem à claridade o vê
Confunde-o com o vento,
Quem na escuridão o escuta
Quer ver a luz e o rumo
É pequeno, à luz do dia
E grande na vastidão da noite…
Também poderia ser assim
Mas sucumbe-me o desejo:
Só quando o Mar bravo afasta e atormenta
Quer ele encontrar um porto seguro
Quando manso e claro
Por mais alto que esteja é ignorado
Fotografia de António Tedim - Texto de Paulo Chaves
Angola-Seleção de hóquei (...)
publicado por JPCosta às 2013-05-22 08:56:37

Aquecem os motores dos Palancas para o 41.º Mundial de hóquei em patins, que Angola vai organizar, de 20 a 28 de setembro, em Luanda e no Namibe. A seleção orientada por Orlando Graça viajou ontem para a Catalunha, em Espanha, para cumprir mais um estágio e preparação para a prova. E o selecionador até seguiu uma dezena de dias mais cedo, para organizar tudo.
Após a participação no Torneio de Vendimia (Argentina) e no Torneio de Montreux (Suíça), o treinador nacional chamou um total de 17 jogadores, a saber: Pedalé, Tiago Sousa, Nery, Ziga, Kirro, Mito, Geovety, Paizinho, João Vieira (Johe), André Centeno, Big, Miguel, Mamikua, João Pinto, Filipe Bernardino, Márcio e Rui André. Um encontro de preparação com a França, em Lille, está no programa para os próximos dias 10 e 11 de junho, em Lille (França).
APONTAR AOS QUATRO PRIMEIROS
O objetivo traçado passa pela presença de Angola nas meias-finais e conseguir um lugar nos quatro primeiros. Uma meta reforçada após Angola ter conquistado o terceiro lugar em Montreux. Portugal, Espanha, Itália e Argentina são, regra geral, tradicionais semifinalistas da prova, com algumas exceções e dominam a modalidade, mas a ambiciosa meta é tida como exequível.
Angola irá integrar o Grupo C, com Portugal, Chile e África do Sul. Nos quartos, para os quais se apuram os dois primeiros, defrontará um de quatro possíveis adversários: Itália, Moçambique, Colômbia e Estados Unidos da América (EUA).


