publicado por Jorge Soares às 2013-05-24 20:14:38
perfil público
http://bizantinonafreita.blogs.sapo.pt
ESTE É O BLOG DO BIZANTINO - UM BLOG ABERTO À DISCUSSÃO,OPINIÕES,SUGESTÕES DO MAIS TRIVIAL AO MAIS PROFUNDO. O MUNDO É NOSSO.
http://notebookofallthings.blogs.sapo.pt
IDEIAS, PENSAMENTOS, ACONTECIMENTOS, DIA-A-DIA...ALLTHINGSABOUTLIFE
http://bizantino.blogs.sapo.pt
De Pasolini a Herzog, de Monty Phyton a Kosturica, tudo sobre os grandes cineastas
Nome
Miguel
Apelido
Oliveira
Sexo
M
Código Postal
9500-247
Localidade
Ponta Delgada
Artistas / Bandas Favoritas
Pink Floyd, felt,Fall,Adorable,David Bowie,Ian Curtis,Duruti Column,Pulp;Blur,Brian Eno,Miles Davis
Músicas Favoritas
Trees-Pulp, tudo de Pink Floyd,Heroes, Low e lodger de David Bowie, Thievery Corporation, Gorillaz, Miles Davis and so on ...
Programas TV Favoritos
Family guy, shamless, skins, ...
Filmes Favoritos
Todos de Pasolini;Kusturica;Herzog;Monty Phiton,etc.
Livros Favoritos
Espuma dos Dias de Boris Vian,todos de Antonin Artoud
Interesses
Cinema,Música
Frase Favorita
louco era aquele que queria acabar com a loucura do amor porque antes que o amor acabe as montanhas serão planícies e os peixes nadarão em rios secos.
publicado por Jorge Soares às 2013-05-24 20:14:38
De alma e coração
Salto
Tropeço
Arremesso
Como à mão
Faço mil diabruras sem ter onde cair
E mesmo quando salto...
E mesmo se tropeço...
De que vale lamentar meu coração a partir?
Sou um palhaço pobre!
Só me importa o teu sorrir!
Buster Keaton
Fotografia tirada na rua do Chiado em Novembro de 2008
Jorge Soares
John Grant – Pale Green Ghosts
publicado por stipe07 às 2013-05-24 19:45:33
Produzido por Biggi Vieira dos islandenses GusGus, Pale Green Ghosts é o último disco de John Grant, o antigo líder dos The Czars e hoje uma das figuras de maior relevo e criatividade do cenário musical indie, um verdadeiro ícone, com uma ascenção rápida, mas merecida, em grande parte devido aos Midlake que o descobriram e nele apostaram, mas essencialmente por causa de Queen Of Denmark, o magnífico álbum que o músico lançou em 2010 e que fez despontar um dos grandes compositores da atualidade. Gravado na Islândia, Pale Green Ghosts viu a luz do dia a catorze de maio por intermédio da Bella Union e conta com as colaborações especiais de Sinead O'Connor e do saxofonista Óskar Gudjónsson.

Na altura uma dica preciosa do amigo João Miguel Silva, Queen Of Denmark surpreendeu-me pelas boas melodias, pela belíssima voz do músico e, principalmente, pelas letras incomparáveis e carregadas de ironia, que tratavam abertamente e com muita honestidade e coragem os seus problemas relacionados com o vício de drogas, distúrbios psicológicos, relacionamentos amorosos traumáticos e o preconceito sofrido por ser homossexual. A boa receção do disco pela crítica e a ascenção da carreira devolveram a felicidade perdida ao músico, que acabaria por sofrer um forte abalo com o diagnóstico positivo de HIV. Este evento acabou por condicionar o conteúdo de Pale Green Ghosts que, mais do que apenas o segundo álbum de Grant, é uma continuação da terapia escolhida pelo artista para tentar amenizar as experiências trágicas que têm assolado a sua existência.
Partindo desta permissa, é entusiasmante ouvir o novo disco deste músico norte americano natural de Denver e perceber o efeito terapêutico que certamente o processo de composição terá tido no autor. Mais do que afundar a sua música na dor e de a encher com letras depressivas, Grant demonstra ser especialista em escrever músicas que plasmam essa mesma dor e até uma certa auto depreciação, mas com uma notável dose de humor e ironia. Grant canta sobre o que sente e canta com uma exatidão que emociona o ouvinete mais atento. Por exemplo, GMF parece ser uma espécie de súmula de vários pontos fracos do músico e culmina no refrão But I am the greatest motherfucker that you’re ever gonna meet , From the top of my head down to the tips of the toes on my feet.
A principal inflexão na carreira de John Grant evidente em Pale Green Ghosts acaba por ser na sonoridade adotada. Biggi Vieira é mestre de um tipo de sonoridade um pouco diferente do que se ouvia em Queen Of Denmark, o que fez com que agora as referências passassem a ser outras e o estilo também. Pale Green Ghosts está carregado de referências eletrónicas das décadas de oitenta e noventa, com elementos da pop sintetizada, do techno e da própria house music, mas não deixam de existir temas com pianos delicados e guitarras próximas das baladas soft rock da década de setenta. Isso fica clara na canção homónima que abre o disco, uma sombria e épica peça pop sintetizada e depois na vintage Blackbelt.
A presença de Sinead O'Connor é fundamental em Pale Green Ghosts porque a sua voz dramática amplia o efeito de alguns temas mais atmosféricos e sérios como Why Don’t You Love Me Anymore e It Doesn’t Matter To Him, onde o destaque fica por conta da interessante combinação entre a viola e o sintetizador. Glacier fecha o trabalho de forma sublime; A canção, composta basicamente por voz e piano e aquxiliada por um bonito arranjo de cordas, bela e dolorosa, trata da discriminação e da rejeição sofridas por Grant quando assumiu a sua sexualidade e sintetiza a dor dele; This pain is a glacier moving through you and carving out the valleys.
Ao conhecer a sua obra e a sua vida pessoal, salta claramente à vista que Grant é um homem forte e corajoso. Com a interpretação dramática e cheia de emoção, a sua bela voz e o modo sincero como conta os detalhes mais delicados da sua vida, este músico aproxima-se de nós sem pedir compaixão, apenas com o intuito honesto de partilhar vivências e tentar curar as suas feridas internas. E também, quem sabe, fazer com que as suas músicas ajudem alguns de nós que se possam identificar com aquilo que ele já passou e que tem para nos dizer. Espero que aprecies a sugestão...
01. Pale Green Ghosts
02. Black Belt
03. GMF
04. Vietnam
05. It Doesn’t Matter To Him
06. Why Don’t You Love Me Anymore
07. You Don’t Have To
08. Sensitive New Age Guy
09. Ernest Borgnine
10. I Hate This Town
11. Glacier
Já não há respeito pela p(...)
publicado por Jorge Soares às 2013-05-24 15:38:44

Imagem de aqui
Miguel Sousa tavares naquele seu jeito de dizer o que pensa sem pensar muito nas consequências disse ao Jornal Económico que: "o pior que nos pode acontecer é um Beppe Grillo, um Sidónio Pais. Mas não por via militar. Nós já temos um palhaço. Chama-se Cavaco Silva. Muito pior do que isso, é difícil”.”
Cavaco não gostou e mandou abrir processo na PGR, parece que Pela lei chamar-lhe Palhaço é um crime de ofensa à honra do Presidente da República, punível com pena até três anos.
Entretanto Miguel Sousa Tavares já pensou melhor no assunto e reconheceu que efectivamente se excedeu..... quanto a mim ele devia ser processado é por todos os palhaços de circo, é que quer-me parecer que eles é que foram verdadeiramente insultados.
Jorge Soares
publicado por vítor às 2013-05-24 13:27:28
publicado por stipe07 às 2013-05-24 13:18:38
Por muito replicadas que estejam a ser as referências aos sons da década de oitenta, há quem ainda inove. É o caso dos Egyptian Sports Network, projeto formado por Matt Mondanile (Real Estate/Ducktails) e Spencer Clark (The Skaters/Monopoly Child Star Searchers), que revisitam os sons desse período. Com um EP a sair, a dupla faz de Leo in Cyan um bem sucedido aperitivo para o EP; Com participação de Mark McGuire (ex-Emeralds), a canção sustenta quase sete minutos de colagens excêntricas e todo um composto estranhamente atrativo, disponível em modo ÉFV. Confere...

Depois de em anteriores Curtas... ter divulgado outros temas, Michael Maleki, o músico norte americano envolvido nos projetos Kodak To Graph e Isle natural de Gainesville, continua as suas eletrificantes experimentações sonoras e a apresentar mensalmente um tema, que disponibiliza, em modo ÉFV, através da Bad Panda Records. Agora acaba de divulgar Rakshasa, a canção de maio, que conta com a participação especial do músico indiano de apenas dezanove anos Monsoonsiren. Confere...
Oriundos da Inglaterra rural, os Silver Arm são uma das novas sensações locais do universo hardcore e do punk rock psicadélico. Formados por ex-membros dos Maps, Red Tiger Riot e Tulip, acabam de editar a explosiva Dead Tongues, o primeiro avanço para o disco de estreia. Confere...
Primeiro avanço para o terceiro álbum da banda, um homónimo que chega às lojas já a vinte e três de julho, Better Days é o novo single dos Edward Shape and the Magnetic Zeros. A canção cruza a sonoridade folk com o gospel, numa toada épica e psicadélica, mantendo o que foi testado em Here o ano passado. Confere...
publicado por Jorge Soares às 2013-05-23 23:14:11
publicado por Jorge Soares às 2013-05-23 23:09:34
Portugueses do estrangeir(...)
publicado por Jorge Soares às 2013-05-23 22:00:29
Ouvi a noticia hoje de manhã na antena 1 PSD quer dar nacionalidade portuguesa a netos de emigrantes, segundo o PSD, há no Brasil milhares de pessoas que por terem pelo menos um dos avós portugueses, poderão com a aprovação da sua proposta passar a ser portugueses.
Na mesma noticia podia-se também ouvir o seguinte:
Para além desta proposta, os deputados vão discutir os projectos do PCP e do Bloco de Esquerda, que defendem que se deve dar a nacionalidade portuguesa aos filhos de imigrantes que nascem em Portugal. A maioria vai chumbar estes planos da Esquerda.
Não tenho nada contra a atribuição da nacionalidade portuguesa a quem o solicitar e cumpra os requisitos necessários, mas alguém me explica qual é a lógica de se apresentar uma proposta de lei que atribui a nacionalidade a milhares de pessoas a quem o país não lhes diz nada e recusar a nacionalidade a pessoas que na maior parte dos casos nasceram em Portugal e não conhecem outro país além deste?
Como queremos construir um país se começamos por excluir uma boa parte das pessoas que nascem nele?
Em todo o mundo estrangeira!
Toda a vida peregrina!
Vede se há mais triste sina:
Ser rica, e não ter um lar!
Sempre a lenda do Ashevero!
Sempre o decreto divino!
Sempre a expulsar-me o destino ....
(Do poema A judía de Tomás Ribeiro)
Jorge Soares
publicado por stipe07 às 2013-05-23 21:17:58
Sanders Bohlke é Natural de Oxford, no Massachussets, e Ghost Boy é o seu novo disco, editado no passado dia dezanove de fevereiro através da Communicating Vessels. Falo de um álbum escrito durante uma espécie de retiro que o músico fez num inverno recente nas frias montanhas da Virgínia e que espelha a evolução natural de um homem que começou por ser um simples cantor e escritor de canções, que tinha a guitarra acústica como principal amiga e confidente para, mantendo estes elementos, tornar-se num projeto a solo mais abrangente e imaginativo.

Ghost Boy abre com Pharaoh, uma canção que ao começar com um verso à capella que fala de crying eyes in the cemetery breeze, muito ao estilo de uns Fleet foxes, desde logo constrói uma soberba imagem de paz e tranquilidade dentro de nós. E esse tapete que se acomoda no nosso íntimo acaba por ser o poiso ideal para as vocalizações, a bateria, o baixo e a distorção elétrica da guitarra que Ghost Boy, o tema homónimo, contém, um tema que nos delicia com o piano e o baixo, que em conflito se abraçam numa melodia única, sendo sonoramente algo novo e refrescante no cardápio musical de Sanders. De seguida, em Lights Explode a viola e o piano criam uma atmosfera sonora contemplativa que fala da dor do arrependimento.
Mas o disco tem mais pérolas que vale a pena descobrir. The Loved Ones e Serious revisitam os momentos mais acústicos e ambientais da carreira de Sanders. Nesta toada menos elétrica sobressai a curiosa e religiosa An Unkindness of Ravens, um tema que usa uma bateria em crescendo e uma guitarra elétrica para falar da fúria de Deus e da forma emocional como ele range e chora quando lida com a a sua suposta criação e dela dispõe quando considera que não somos legítimos das maravilhas que Ele criou e vê-se forçado a fazer descer um manto de escuridão sobre a Terra. De seguida, em Across The Atlantic, o falsete de Sanders fala de uma viagem pelo oceano, na busca de paz e tranquilidade e pede ao mesmo Deus da canção anterior para que seja mais gentil, delicado e compreensivo.
Um outro tema que me marcou foi e também destaco é Atlas, uma canção que tem a particularidade de se sustentar em sintetizadores e teclados com efeito e que se prolongam em Serious. As cordas de Long Year falam da saudade de tempos passados, nomeadamente de quando o músico tinha dezoito anos e quer a letra quer a melodia tornam a música incrivelmente sombria e algo inquieta.
Ghost Boy termina com a descrição da mulher perfeita em My Baby, outro tema com belíssimos arranjos acústicos e com Death Is Like A Beating Drum, uma canção de amor que se destaca por incluir um banjo.
Ghost Boy requer tempo e merece uma audição atenta e dedicada já que é o resultado sonoro das experiências de vida de um compositor que tem lutado e ultrapassado vários obstáculos, até se tornar no músico experiente e maduro que este disco plasma, cheio de momentos complexos e etéreos e de exuberantes paisagens sonoras. Cada canção de Ghost Boy é uma espécie de extensão das memórias e das emoções de Bohlke. Espero que aprecies a sugestão...
01. Pharaoh
02. Ghost Boy
03. Lights Explode
04. The Loved Ones
05. Atlas
06. Serious
07. An Unkindness Of Ravens
08. Across The Atlantic
09. Long Year
10. My Baby
11. Death Is Like A Beating Drum
ESTA URNA BIODEGRADÁVEL V(...)
publicado por José Coelho às 2013-05-23 08:57:27
Já pensou em se transformar numa árvore depois de morrer? Não seria interessante converter cemitérios em florestas?
Há quem já tenha pensado nisso!
Bios Urn é o nome desta urna biodegradável que está a ser comercializada internacionalmente e que é feita, basicamente, de cascas de côco, turfa compactada e celulose. O curioso é que dentro de cada uma destas urnas está uma semente de uma árvore. Uma vez colocada dentro da urna pode ser plantada e depois a semente germina e começa a crescer.
Você até pode escolher qual o tipo de planta na sua urna que deseja ver plantada. Este foi um conceito concebido pelo designer industrial Gerard Moline que combinou a noção romântica da vida depois da morte com uma eco-solução funerária.
A árvore que depois crescerá irá prestar uma homenagem à pessoa defunta. Uma boa forma de se lembrar dos seus entes queridos que transitaram.
A empresa funerária Bios Urn www.biosurn.com comercializa estas urnas pelo valor de 75 euros.
O ESCRITOR LUÍS MACHADO N(...)
publicado por neoabjeccionismo às 2013-05-23 01:15:11
Foto António Vieira da Silva
*
REVOLUÇÃO CÓSMICA
...
sou mulher!
Ah Ah Ah Ah Ah Ah Ah Ahsou mulher!
cuidem-se os agiotas e outros trafulhas
os políticos e maridos valentões
armados até aos dentes contra cidadãos
mulheres velhos e crianças
sou livre das amarras da história
sarei feridas humilhações
cansei do riso à socapa por me entenderem mais fraca
*
e agora?
*
sou simplesmente mulher
ou fêmea
adúltera bígama polígama lésbica
mas pura
serei o que eu quiser
o instinto de mãe e do prazer
sem luxúria nem lascívia
porque não tenho medo e reúno a coragem do mundo
erguerei bem alto
a bandeira flamejante do ser
*
acabou-se!
*
não há mais trocos nem prostitutas
nem favores
nem violência de estirpe duvidosa
nem a condescendênciazinha das quotas
nem da paridade dos sexos
nem os lugares de estimação por troca de silêncios
nem modas astutas
nem corrupções sensuais
nem trabalhos duplamente esforçados
nem cama mesa e roupa lavada
*
basta!
*
ouviram bem?
*
BASTA!
*
sou a fonte de onde brota a criação
sou a direcção dos ventos
sou o mar salgado a mina de água doce
sou o fogo que espalha fertilidade
sou a terra em movimento nos círculos etéreos da eternidade
sou a força de todo o pensamento
sou a mãe que pariu em dor suprema toda a gente
sou dócil de amor a quem me ama
sou o cheiro e o sabor que há na natureza
sou um animal no reino da animália
*
olhos nos olhos!
*
declaro iniciada a revolução
sobre as mentalidades desumanas mesquinhas
sobre as leis absurdas que escravizam
sobre a organização monoparental das sociedades
sobre todas as lideranças
sobre o medo e a violência dos poderes
sobre a manipulação dos gestos e das palavras
vamos a votos nas ruas
se o estado faliu está em bancarrota
a nação é nossa vamos a ela
***
jrg
poema incluído no livro: "A insurreição das PALAVRAS" de joão raimundo gonçalves, editado por edições Vieira da Silva.
publicado por stipe07 às 2013-05-22 22:03:54
Baby Yaga é o segundo longa duração dos Futurebirds, uma banda norte americana natural de Athens, na Georgia, formada por B-Miles, Wolmeo, Cartezz, Dahhnis e Tojo. O disco foi lançado no passado dia dezasseis de abril e sucede a Hampton's Lullaby, álbum editado a vinte e sete de julho de 2010 pela Autumn Tone Records.
No folclore eslavo Baba Yaga é um monstro do sexo feminino que vive na floresta e ataca crianças. Isso não significa necessariamente, segundo a tradição local, que seja um ser maléfico, mas é certamente um ser místico e misterioso, talvez inventado para exercer algum típo de pressão psicológica na hora de comer a sopa ou em que é necessário ir para a cama a horas decentes.
A sonoridade dos Futurebirds e o conceito da mesma enquanto banda também é um pouco assim; À primeira vista, olhando para a capa do álbum, adivinha-se que o conteúdo sonoro poderá ser algo pesado e sombrio, mas Baby Yaga é um compêndio de folk psicadélica animada e cósmica. A única faceta sombria deste disco teve a ver com o processo moroso e complicado que a banda teve de suportar para encontrar uma editora que apostasse neste seu segundo álbum, tendo sido esse o tal monstro maléfico que sobre eles pairou.
Gravadas durante sete meses e escritas pelos cinco músicos, as treze canções do álbum foram sendo apresentadas ao grande público, já que o grupo, apesar de não ter editora, decidiu não deixar de andar em digressão. sem a banda saber se alguma vez teria editora para as editar e com esperança de que alguém reparasse neles, foram tocando-as em vários concertos, algo que acabou por suceder, por intermédio da Fat Possum. Há quem considere que a transição do palco para o estúdio de algumas canções retiraram-lhe aquela faísca que só a reprodução ao vivo supostamente tem, mas estes treze temas não deixam de ter a sonoridade típica do country norte americano, com uma intensa toada rock e não são, ao contrário do que se possa imaginar, demasiado influenciadas pela estrada, com o caos a ser sempre muito controlado e a eletricidade das guitarras, apesar de enérgica, bastante ponderada e melodicamente idílica e meditativa, apesar do groove hipnótico que ficou reservado para o encerramento, com St. Summercamp.
Algumas canções ultrapassam os cinco minutos, mas não há, por isso, excessos, ou solos de guitarra empilhados, quase sempre a cargo de Dahhnis, musicalmente talvez o elemento mais criativo dos Futurebirds. Tematicamente, muitas das letras são sobre funcionamentos disfuncionais e a própria morte, servindo a música como um bálsamo comum contra a angústia que esses temas provocam. Apesar de, como já disse, todos os músicos do grupo escreverem e comporem, a crítica considera que Cartezz é, como já disse, o elemento mais inspirado, com a sua escrita, inspirada numa América confusa, a demonstrar um talento especial para o detalhe, algo bem patente nos ecos ondulantes de Virginia Slims e em Serial Bowls (When the nurse saw me drop, She said mama should’ve used that birth control, because where my heart was supposed to be, was like nothing they'd ever seen, there was nothing, but a smoking hole), canção que poderia ter sido retirada de Reckoning, o segundo disco da careira dos conterrâneos R.E.M..
No cenário indie norte americano onde a reformulação sonora de sonoridades nativas tem sido a norma, os Futurebirds ainda terão um caminho longo a percorrer até atingirem a notoriedade de nomes fundamentais da country alternativa atual, mas Baby Yaga prova que eles têm a habilidade para compôr as canções que precisam para subirem ao escalão principal do cenário musical local. Espero que aprecies a sugestão...
01. Virginia Slims
02. Serial Bowls
03. American Cowboy
04. Tan Lines
05. Felix Helix
06. Dig
07. Keith And Donna
08. The Light
09. Death Awaits
10. The Doewg
11. Womeo
12. Strangers
13. St. Summercamp
publicado por Jorge Soares às 2013-05-22 21:45:41
O Castelo do Sabugal, também referido como Castelo das Cinco Quinas devido ao formato incomum de sua torre de menagem, localiza-se na freguesia, cidade e concelho do Sabugal, no distrito da Guarda, em Portugal.
Em posição dominante sobre a povoação, num pequeno planalto da serra da Malcata, controla a travessia do rio Côa em sua margem direita, donde a sua importância na antiguidade e na época medieval.
De acordo com evidências arqueológicas, supõe-se que a elevação em que se situa o atual castelo, dominando o curso do rio Côa, foi ocupada por seres humanos desde época pré-histórica, que aí teriam erguido um castro.
Com a Invasão romana da Península Ibérica, foi implantada uma extensa rede de estradas cortando a península, uma delas cruzando o Côa neste trecho. Admite-se que este povo tenha mantido, neste mesmo sítio, uma pequena guarnição militar para a vigilância e defesa da travessia do rio. Séculos mais tarde, conheceu o domínio por povos germânicos e por Muçulmanos, dos quais não restaram maiores evidências.
À época da Reconquista cristã da península Ibérica, as terras do Sabugal foram inicialmente conquistadas possivelmente por D. Afonso Henriques (1112-1185) em 1160, vindo a ser perdidas logo após para o reino de Leão.
Em 1190, Afonso IX de Leão criou o Concelho do Sabugal, tendo a vila sido fundada por volta de 1224, época em que foi principiado um reduto defensivo.
Integrante do território de Ribacôa, conquistado a Leão por D. Dinis (1279-1325), recebeu Carta de Foral daquele soberano português em1296. Entretanto, a sua posse definitiva para Portugal só foi assegurada pelo Tratado de Alcanices em 1297. O soberano, a partir de então, procurou consolidar essas fronteiras, fazendo reedificar o Castelo de Alfaiates, o Castelo de Almeida, o Castelo Bom, o Castelo Melhor, oCastelo Mendo, o Castelo Rodrigo, o Castelo de Pinhel, o Castelo do Sabugal e o Castelo de Vilar Maior.
Iniciam-se, nesse contexto, os trabalhos de ampliação e reforma da sua defesa casteleira, desimpedindo-se o espaço intramuros onde se erguiam algumas casas da povoação e reforçando-se as muralhas que ganharam por dois grandes torreões dominados por uma alta torre de Menagem. As obras, referidas por Rui de Pina (Crónica de D. Dinis), foram concluídas em 1303, sob a direção de Frei Pedro, do Mosteiro de Alcobaça. Credita-se ainda, a este soberano, o estabelecimento, nestes domínios, de um couto de homiziados, privilégio que visava atrair povoadores. Alguns documentos confirmam que este privilégio se encontrava em vigor ainda em fins do século XV.
No reinado de D. Manuel I (1495-1521), o Castelo do Sabugal encontra-se figurado por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509), tendo recebido obras de beneficiação, concluídas em1515, conforme inscrição epigráfica sobre o portão principal. Este soberano concedeu o Foral Novo à vila em 1 de Junho de 1515.
No contexto da Guerra da Restauração, foram procedidas obras de modernização em sua estrutura, bem como posteriormente edificada a chamada Torre do Relógio.
No século XVII aí esteve detido o poeta e cavaleiro Brás Garcia de Mascarenhas, célebre pelas suas aventuras e pelo seu não menos famoso poema épico Viriato Trágico.
No início do século XIX, no contexto da Guerra Peninsular, aquartelou tropas inglesas e portuguesas que deram combate às tropas napoleônicas em retirada, sob o comando do general André Masséna (Abril de 1811). Posteriormente desguarnecido e abandonado, a sua praça de armas foi utilizada pela população da vila como cemitério, de 1846 a cerca de 1927. Os habitantes, nesse ínterim, passaram a retirar pedras das muralhas para reutilizá-las em suas construções.
No século XX, em 1911 procedeu-se a demolição da Igreja de Nossa Senhora do Castelo. Mais tarde, na década de 1940, o processo de depredação do monumento foi detido graças à atuação da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), que promoveu ampla campanha de obras de consolidação e reconstrução.
Entre 1993 e 1994 uma nova campanha de trabalhos de restauração, procurando devolver ao monumento as suas feições originais. Mais recentemente, comprovando-se a existência de fissuras nas paredes e a derrocada parcial de elementos de um dos torreões da barbacã e de algumas ameias (1999), no alvorecer do século XXI, a DGEMN lançou um concurso para o restauro e consolidação das muralhas e torres do castelo, assim como a construção de um anfiteatro ao ar livre e das respectivas instalações de apoio (2001). Os trabalhos desenvolviam-se entre 2003 e2005, quando se previa a reabertura do monumento ao público.
Em posição dominante na cota mais alta do terreno, ergue-se o castelo, que apresenta planta no formato quadrangular. O topo das muralhas, em aparelho misto de cantaria de granito e dealvenaria de xisto, é percorrido por um largo adarve, protegido por merlões, nos quais se rasgam troneiras cruzetadas. O adarve é acedido por quatro escadas internas. Os muros são reforçados por três sólidos torreões nos ângulos, e por um quarto, localizado no centro do pano de muralha pelo lado sudoeste. Estas torres são rematadas por ameias piramidais, assim como a Torre de Menagem, de invulgar planta pentagonal, defendendo o portão principal. O interior desta última, em estilo gótico, é dividido em três pavimentos, com tetos abobadados e fechos ornamentados por escudos com as quinas nacionais. O compartimento superior é iluminado pelas portas que dão acesso a balcões misulados, com matacães.
Entre a torre de menagem e o torreão do ângulo leste inscreve-se um balcão ameado, vigiando a entrada principal da praça de armas. Inferiormente, na zona exterior, corre a cerca da barbacã - dispositivo defensivo que une e reforça as muralhas do castelo, igualmente rematadas por maciços merlões com aberturas de troneiras cruzetadas. Apoiam as suas muralhas dois pequenoscubelos circulares, abrindo-se próximo de um deles um pequeno portal de arco em ogiva.
A cerca da vila apresentava conformação aproximadamente oval, dela restando, atualmente, apenas pequenos trechos. Nelas se abria a Porta da Vila, próximo à chamada Torre do Relógio.
Reza a tradição que foi no largo deste castelo que se deu o famoso milagre das rosas tendo como protagonistas a Rainha Santa Isabel e o rei D. Dinis.
Fonte Wikipédia
Sabugal, Dezembro de 2012
Jorge Soares
publicado por Jorge Soares às 2013-05-22 21:42:26
Adopção, ao cuidado de to(...)
publicado por Jorge Soares às 2013-05-22 21:15:55
A propósito do post de há dois dias em que se falava da devolução de crianças, a Ana (muito obrigado) em resposta àquela mãe, deixou o seguinte comentário:
Em 2009 chegaram os meus filhos, também pela via da adopção, na altura o meu filho tinha apenas 5,5 anos e a minha filha tinha 2 anos. O meu filho com apenas 5,5 anos, bateu-me a mim, a todas as professoras que encontrou pelo caminho durante os 6 meses seguintes, pintou o cão da escola, bateu em quase todos os colegas da escola, arrancou inúmeros cabelos ás professoras, arrancou-me cabelos a mim, partiu coisas em casa, disse várias vezes que queria era estar na instituição, que lá é que tinha os amigos/as dele, etc.etc . Podia contar muito mais, mas acho que estes exemplos chegam. Desistir do meu filho nunca! Ele era mau por fazer isto e não gostava de nós? Não!
O meu filho é e sempre foi um doce, ama-nos acima de tudo, lembra-se da outra mãe? Claro que sim, falamos disso sempre que ele precisa, mas eu sei que ele me ama muito e não é porque o diz mas porque eu o sinto. Ele fazia todas aquelas coisas para nos testar, para nos levar até aos limites, para ver se também esta nova família o iria deixar novamente a ele e á irmã.
Cara Madalena, não corrigimos estes comportamentos dando todos os presentes que o meu filho queria, corrigimos aplicando regras desde o primeiro dia, aplicando castigos quer na escola quer em casa sempre que necessário, foi um primeiro ano de intensa luta entre nós, a escola e ele.
Quantas vezes me apetecia abraça-lo e tinha que o castigar? Quantas vezes lhe disse que fizesse o que fizesse mal, nós agora éramos sempre a família dele e gostávamos sempre dele e ele tinha que acreditar nisso. Não lhe consigo dizer quantas vezes foram, mas uma coisa posso garantir que não passa em 3, 4 ou 6 meses! Levou um ano ou mais até que o meu filho melhorasse radicalmente o seu comportamento!
Hoje (passaram apenas 4 anos), não temos uma queixa da escola, todos os dias ele tem que nos dizer que nos ama, que todo o coração dele é meu, que tem o melhor pai do mundo, que não se vai casar porque quer viver sempre nesta casa com os pais….(até já brincamos com ele, que se não sair para a casa dele até aos 30 anos saímos nós!!!!!!)
Cara Madalena, nós não temos que pagar sessões de psicoterapia para que os nossos filhos gostem de nós, temos que pagar um pedopsiquiatra para ajudar os nossos filhos a lidarem com o sofrimento deles e também para nos ajudarem a nós. Estas crianças, os meus filhos e as suas filhas o que mais querem é ter a certeza que vocês (nós) vão estar sempre aí para as apoiarem e amarem.
Agora deixo esta pergunta no ar : e se eu, durante os 6 meses do período de pré adopção tivesse desistido dos meus filhos? Acredite que também foi terrível! Nunca tal nos passou pela cabeça mas se tivesse acontecido, hoje não teria ao meu lado os Melhores Filhos do Mundo, com todas as preocupações que já nos deram e que sabemos que ainda vão dar! E o que teria sido dos meus Filhos com o peso de mais uma família a desistir deles?
Peço desculpa Jorge, por ocupar o seu espaço desta forma, mas não ficava bem comigo mesma se não apelasse à Madalena que deve procurar ajuda, existem pedopsiquiatras maravilhosos, mas não desista de amar estas duas crianças!
Ana
Um texto para reflectir, um texto que deveriam ler todos os candidatos à adopção e todas as pessoas que alguma vez pensaram em adoptar, é claro que nem todos os casos são assim, mas acreditem em mim, não há casos fáceis. E não, adoptar bebés não minimiza os problemas, nós adoptamos um bebé com um ano e basta procurar neste blog a palavra hiperactividade para se perceber como nada é fácil, mas não há a mínima dúvida, o amor pode sempre mais que qualquer tipo de problema.
Ana, não tem que pedir desculpa, eu é que agradeço as suas palavras.
Jorge Soares
ESTA URNA BIODEGRADÁVEL V(...)
publicado por José Coelho às 2013-05-22 17:27:03
Já pensou em se transformar numa árvore depois de morrer? Não seria interessante converter cemitérios em florestas?
Há quem já tenha pensado nisso!
Bios Urn é o nome desta urna biodegradável que está a ser comercializada internacionalmente e que é feita, basicamente, de cascas de côco, turfa compactada e celulose. O curioso é que dentro de cada uma destas urnas está uma semente de uma árvore. Uma vez colocada dentro da urna pode ser plantada e depois a semente germina e começa a crescer.
Você até pode escolher qual o tipo de planta na sua urna que deseja ver plantada. Este foi um conceito concebido pelo designer industrial Gerard Moline que combinou a noção romântica da vida depois da morte com uma eco-solução funerária.
A árvore que depois crescerá irá prestar uma homenagem à pessoa defunta. Uma boa forma de se lembrar dos seus entes queridos que transitaram.
A empresa funerária Bios Urn www.biosurn.com comercializa estas urnas pelo valor de 75 euros.
publicado por Jorge Soares às 2013-05-21 22:30:00
Raquel Varela perdeu uma (...)
publicado por Jorge Soares às 2013-05-21 21:29:10
Public Service Broadcasti(...)
publicado por stipe07 às 2013-05-21 21:03:53
Fundados em Londres em 2009, os Public Service Broadcasting são a banda de J. Willgoose e Wrigglesworth, uma dupla com vários EPs, no cardápio dos quais se destacam War Room (2012) e que acaba de lançar Inform – Educate – Entertain, o álbum de estreia, que chegou aos escaparates no passado dia seis de maio, por intermédio da Test Car Recordings. Inform-Educate-Entertain é já um dos trabalhos discográficos mais originais e peculiares de 2013, devido ao conceito único que alberga, o de cruzar narrações de filmes antigos de propaganda dos arquivos do BFI (British Film Institute) com música. A ideia, explicam, é ensinar lições do passado com música do futuro, sendo esta, desde a estreia, a imagem de marca dos Public Service Broadcasting.

O grande segredo de Inform – Educate – Entertain não é propriamente a sonoridade, ou seja, se fosse apenas um álbum instrumental, teria momentos extraordinários, mas nada que, por exemplo, os seus conterrâneos OMD no Genetic Engineering e no Dazzle Ships ou, na atualidade, com uma melhor qualidade de produção do som, os Spiritualized, os The Avalanches, ou até os British Sea Power, com uma pitada de Kraftwerk, já não tivessem proposto. No ítem melódico o que impressiona é ser apenas uma dupla a estar aos comandos de toda a miríade instrumental que é debitada ao longo do disco.
O grande segredo, ou melhor, o ovo de colombo, digamos assim, de Inform – Educate – Entertain é a voz que, nos onze temas, se materializa em samples e trechos das vozes que narraram antigos filmes britânicos de propaganda, nas décadas de trinta e quarenta. Assim, Inform – Educate – Entertain, será, de certeza, o único disco em 2013 a solicitar créditos à BBC por se servir de Marie Slocombe, uma secretaria desse canal de televisão que acidentalmente descobriu nos arquivos da estação alguns dos filmes usados no álbum e, principalmente, por usarem a voz de Thomas Woodrooffe, antigo tenente e comandante da Royal Navy, autor da obra Vantage at Sea: England's Emergence as An Oceanic Power e comentador nos Jogos Olímpicos de Berlim, que decorreram em 1936.
A peculiar e distinta receita de Inform – Educate – Entertain acaba por ser eficaz e logo no tema homónimo de abertura, quer a fórmula, quer as intenções conceptuais do disco, ficam claras; As onze canções polidas do álbum assentam nos riffs de guitarra viscerais de Willgoose, nas batidas pulsantes, um baixo muitas vezes frenético e sintetizadores muito direcionados para o krautrock. Há também lugar para a eletrónica retro de The Now Generation, vestígios de vocalizações hip-hop na inebriante Night Mail e um certo folk rock fornecido por um banjo que se destaca, por exemplo, em Theme From PSB e em ROYGBIV, com a particularidade de, nesta última, esse instrumento de cordas misturar-se com teclados atmosféricos e elementos típicos do disco sound. No entanto, a hipnótica, acelerada e pulsante Spitfire, Everest e a luminosa Signal 30 feita de um intenso rock progressivo, acabam por ser sonoramente os meus grandes destaques do disco, com Everest, por exemplo, a ser suportada por belos arranjos que lhe conferem uma toada épica muito intensa.
A audição de Inform – Educate – Entertain acaba por não ser apenas um mero exercício de contacto auditivo com um disco pop, mas uma experiência mais alargada, visual e sonora, já que o álbum poderia muito bem ser um documentário sobre um dos períodos mais difíceis da história de uma Inglaterra orgulhosa do seu passado, mas que ruma decidida para o futuro e que nunca foi tão posta à prova, interna e externamente, como em determinados períodos do século passado, revistos nestes filmes. Já agora, os próprios filmes já feitos dos singles retirados de Inform – Educate – Entertain, Spitfire (a bird that spits fire, a spitfire bird) e Everest, seguem esta fórmula porque se servem de excertos dos filmes antigos narrados durante a canção.
Com Inform – Educate – Entertain os Public Service Broadcasting tornam-se nos novos gurús do post rock experimental, através de um compêndio sonoro que nos leva numa jornada pelo passado e que cumpre com distinção a missão de cruzar história, música pop, educação e entretenimento. Espero que aprecies a sugestão...

01. Inform – Educate – Entertain
02. Spitfire
03. Theme from PSB
04. Signal 30
05. Night Mail
06. Qomolangma
07. ROYGBIV
08. The Now Generation
09. Lit Up
10. Everest
11. Late Night Final
publicado por Jorge Soares às 2013-05-21 19:57:04
Adopção: de novo as crian(...)
publicado por Jorge Soares às 2013-05-20 22:55:16

Alguém me deixou o seguinte comentário neste post do Nós adoptamos
"Aprecio que tenha corrido tudo bem ao autor do blog, no entanto comigo não se passou assim...
Recebi dois irmãos de braços abertos para quem preparei tudo e dediquei muito tempo da minha vida á espera.
No entanto um dos irmãos (menina de 9 anos), cujo passado não era dos melhores e eu até já sabia, pois tinha suspeitas de abusos sexuais por parte dos pais), revelo-se se ainda pior.
Com o tempo soube que a menina não só tinha sido abusada pelo pai mas também pelo tio, ( com a indiferença dos pais), pois também soube que a sua irmã mais velha que vivia com a avó era filha do avô.
Isto tudo descobri á posteriorí, pois quando me foi apresentado o processo só me disseram que havia suspeitas, (no entanto estava tudo nos registos do tribunal que mais tarde tive acesso).
Acontece que a menina que esteve numa instituição cercade dois anos não teve qualquer apoio psicológico e que a sua preparação para a nova família foi apenas a psicóloga dizer-lhe que não precisava gostar dos pais novos tinha só de pensar que ia receber muitas prendas.
Escusado será dizer que a menina nunca gostou de nós e que desde que entrou na nossa casa só pedia que lhe dessemos tudo e fazia exigências tendo tornado-se até um bocadinho mal educada e pedindo coisas com alguma soberba.
Pois a resposta da segurança social foi que tinhamos que colocar a menina em apoio psicológico e psicoterapia.
Agora pergunto-me, sabendo a instituição de tudo isto e recebendo os subsidios do estado que como sabemos não são poucos, não deveria ter sido esta a colocar a criança em psicoterapia.... será legitimo pedir aos candidatos em pré-adoção que se querem ter uma menina que goste deles terão de lhe pagar sessões de psicoterapia...
Digo-lhe que estou prestes a devolver a menina pois esta de dia para dia vai estando pior, e como não lhe damos a prendas prometidas pela psicologa da instituição cada dia nos trata pior e como seus criados. ainda não a devolvemos só por causa da irmã mais nova que se adaptou bem a nós e que está muito bem integrada, e que sabemos que iremos perder se entregar-mos a mais velha.... e neste caso a culpa é de quêm? dos pais que esperam pelo menos uma criança que os trate bem e que não parta televisões de propósito e depois ainda se ria?
Será que as nossas instituições estão a funcionar devidamente ou só se interessam mesmo com os subsidios não se preocupando nada com as crianças que albergam nem as avaliando devidamente nem preparando para ter uma familia?
Antes de descriminar-mos quem devolve crianças deveremos pensar mesmo nas razões..... e não nos podemos esquecer que também existem crianças crueis e algo más."
Deixe lá ver se eu percebi:
Se tivesse sabido dos abusos sexuais não tinha aceite a criança, é isso? Ou seja, para a criança o facto de ter passado por uma experiência traumática como essa, torna-se um castigo, um motivo para ser retirada à família e um motivo para não voltar a ter família, é isso?
É evidente que também acho que a criança deveria ter sido acompanhada durante a institucionalização, mas isso não pode ser motivo nem para não ser adoptada nem para ser devolvida.
Repare, é de uma criança de 9 anos que estamos a falar, a senhora é uma adulta não é ela que tem que se esforçar para lhe agradar, é a senhora que se tem que esforçar para a conseguir cativar.
Não podemos exigir a uma criança de 9 anos que sofreu de maus tratos e abandono que não tenha problemas, nós adultos é que temos que aprender a amar essa criança apesar dos seus problemas.
Diz que a menina nunca gostou de si, e a senhora, dispôs-se a gostar dela apesar dos problemas?
Eu tenho dois filhos que estão a entrar na adolescência, naquela fase em que se acham donos do mundo e da verdade, há dias em que perco a paciência e já não sei que fazer, um é adoptado e hiperactivo, a outra é biológica e cheia de personalidade, há dias em que me sinto mesmo farto, em que também acho que eles são uns mal agradecidos e que não dão valor à família e ao esforço que fazemos por eles, acha que também os devo devolver?
Eu já disse isto e volto a dizer, não há motivo nenhum para se devolver uma criança, e quando isso acontece a culpa NUNCA é da criança, é sempre de quem a devolve e da equipa da segurança social que a entregou a quem não devia
Devolver uma criança é desistir de ser pai, é abandonar de novo e maltratar alguém que já foi abandonado e/ou maltratado, é dizer à criança que ela não serve para ser amada... e não há criança nenhuma que não mereça ser amada, há é pessoas que não sabem amar.
Eu sei que todos nós sonhamos com ter os filhos perfeitos, sei que muita gente que se propõe a adoptar idealiza os filhos perfeitos, amorosos e agradecidos porque alguém os aceitou, mas sabe uma coisa?, isso não existe.
Não há crianças perfeitas, e não as há entre as adoptadas ou entre as biológicas, cada criança é uma criança e cada caso é um caso, mas os adultos somos nós..e somos nós que temos que aprender a viver com os nossos filhos.
Se quer o filho perfeito, o melhor é desistir de tentar ter filhos
Jorge Soares
Noah And The Whale – Hear(...)
publicado por stipe07 às 2013-05-20 22:24:55
Formados em 2006 e liderados por Charlie Fink, Os britânicos Noah And The Whale de Charlie Fink, Tom Hobden, Urby Whale, Fred Abbott e Michael Petulla estão de vregresso aos lançamentos discográficos com Heart Of Nowhere, o sucessor de Last Night On Earth, disco essencial na discografia desta banda londrina porque a catapultou definitivamente para o estrelato, apesar de, na minha opinião, a verdadeira obra prima do grupo ser The First Days Of Spring, álbum de 2009. Heart Of Nowhere viu a luz do dia a seis de maio por intermédio da Mercury e foi gravado nos West London's British Grove Studios, de Londres.

A sonoridade dos Noah And The Whale deambula entre uma forte linha de baixo, a luz do violino e as guitarras em desafioa A primeira boa notícia que se pode divulgar deste quarto disco da carreira do grupo é que o seu conteúdo sonoro relaciona-se mais com a tal obra prima de 2009 do que com o antecessor de 2011; Esse disco foi uma espécie de tiro ao lado na discografia do grupo, porque foi pensado quase única e exclusivamente para o sucesso comercial, mesmo que o preço a pagar tivesse sido alguma perca de identidade, de esquecimento do ADN sonoro do grupo. Portanto, com a chegada de Heart Of Nowhere, Charlie Fink e os parceiros de grupo voltam aos eixos, tratando do novo álbum como um ponto de aprimoramento controlado e contendo algumas boas composições, mas já muito longe do propósito orquestral que alimentou Peaceful, The World Lays Me Down, o primeiro disco do grupo, editado em 2008.
Com um som amplo e com as cordas e os sintetizadores a assumirem importante papel, Heart Of Nowhere é uma proposta que parece encontrar acerto e uma certa dose de novidade naquilo que os The Killers propuseram em Battle Born o ano passado. Assim, o disco está carregado de referências dos anos oitenta, nomeadamente a power pop onde o amor que rompe a noite, a vontade de crescer e a tentativa de agarrar um sonho, fazem lembrar alguns dos álbuns essenciais de Springsteen e a captura de marcas expressivas que definiram a música dessa época. Há batidas e vozes cheias de eco, canções amarguradas por acordes melancólicos e sintetizadores que se espalham sem receio e parecem prencher as lacunas e os sons vazios e pouco expressivos que criaram em 2011, além de fazerem dos Noah And The Whale definitivamente intímos da melhor música pop que se ouve atualmente.
Logo em Introduction, onde é muito bem vinda a presença de Anna Calvi na voz, é clara a relação com o pós punk e outras marcas específicas construídas há mais de três décadas; Esta canção deixa claro que o rumo agora é outro e que há um propósito claro de resgatar o lado mais comercial do grupo, já que são várias as canções com um ADN cheio de airplay. Duas delas são There Will Come a Time e Now Is Exactly The Time, autênticos hinos de verão, que se tornam, sem demora, em verdadeiros vícios auditivos. All Through The Night ou Lifetime, são mais dois temas que seguem a pegada revivalista dos anos oitenta, que nas mãos deste quinteto parece ter sido bem aproveitada, através de uma agilidade pop que os faz percorrer caminhos da indie folk até chegarem a estradas onde o rock acelera sem respeitar limites de velocidade. A primeira destaca-se por ter uma guitarra muito aditiva com solos que deliciam os nossos ouvidos e a segunda agarra-se a alguma da tradição folk da banda e dispara violinos que são bem secundados por um baixo primaveril, que sublinha uma letra nostálgica que recorda sonhos, rezas e promessas.
Já agora, no que diz respeito às letras, todas da autoria de Fink, Heart Of Nowhere será o disco mais introspetivo do grupo, já que a escrita do vocalista e guitarrista dos Noah and The Whale fala muito de memórias, experiências de vida, amores e outros sentimentos que perduram, dando a sensação que ele às vezes é já demasiado maduro para os ainda vinte e sete anos que carrega. A esperança é outro sentimento muito presente neste álbum e Fink tenta mostrar-nos que a família e os amigos são núcleos essenciais nas nossas vidas.
Numa época onde abundam propostas de cariz mais sombrio e lo fi, no quarto disco da carreira os Noah And The Whale utilizam todo o seu potencial e continuam a fazer o que mais sabem; Canções com uma forte aúrea pop e a estabelecerem uma ponte perfeita entre a melancolia, o romance, a dor da perda e uma certa paz de espírito carregada de sabedoria. Espero que aprecies a sugestão...
01. Introduction
02. Heart Of Nowhere
03. All Through The Night
04. Lifetime
05. Silver And Gold
06. One More Night
07. Still After All These Years
08. There Will Come A Time
09. Now Is Exactly The Time
10. Not Too Late
publicado por Jorge Soares às 2013-05-20 20:16:28
publicado por Jorge Soares às 2013-05-20 20:11:52
Há um ponto elevado em que a arte, a natureza e a moral se confundem e são simplesmente uma só coisa.
Charles Saint-Beuve
Praia de Albarquel, Setúbal
Abril de 2013
Jorge Soares
SIMPLESMENTE FABULOSA - C(...)
publicado por José Coelho às 2013-05-20 19:10:06
A popular cantora Cher celebra hoje o seu 67º aniversário e o tempo parece nem passar por ela. Ainda este ano irá lançar um novo álbum de originais que incluirá um dueto com Lady Gaga e duas canções escritas por Pink. No seu site oficial www.cher.com pode escutar em exclusivo o seu novo single de dança intitulado Woman's world dedicado às mulheres, obviamente.
Para além de talentosa e bonita ela tem inspirado muitas pessoas em todo o mundo, não só com a sua música mas também com os seus filmes.
O Internet para Todos deseja-lhe parabéns, esperando que conte muitos mais e que nos continue a surpreender com o seu talento.
Em jeito de tributo, assista e divirta-se com os melhores gifs animados de Cher.
publicado por blue258 às 2013-05-20 17:20:00
Finalmente, vi o filme (versão 2012). O meu Jude Law, perfeito no papel do conde Alexei Alexandrovich Karenin.
O filme desenrola-se como se uma peça de teatro fora, entrelaçando as cenas e tecendo a teia do amor trágico num pano de fundo leve e solto, tornando-o deveras agradável. Surpreende pela leveza, portanto. Pela graça, pela originalidade. Aconselho vivamente. O livro e o filme.
Sempre defendi que se deviam ler os livros primeiro, sempre e acima de tudo, tendo comigo a ideia de que o filme não poderia ser mais do que uma desilusão. Nem sempre são. Cada vez mais são um prazer e a encarnação quase perfeita das personagens que antes viviam apenas no papel. Confesso que a minha opinião tem vindo a mudar e com ela a forma de ler. Vejo nos filmes o convite perfeito para a leitura. Portanto, para quem ainda não leu, porque não ver o filme e depois, quem sabe, não resisitir a ler a obra de Tolstoi.
publicado por stipe07 às 2013-05-20 13:03:21
Os Scott & Charlene's Wedding acabam de divulgar o primeiro avanço para Any Port In a Storm, disco que verá a luz do dia a vinte e dois de julho através da Fire Records. A canção chama-se Fakin' NYC e reflete a mudança do cantor Craig Dermody, natural de Melbourne, na Austrália, para essa cidade norte americana, além de demonstrar a admiração do mesmo pelos Pavement. Confere...
Nos próximos meses os Local Natives irão andar em digressão para promover Hummingbird, o seu mais recente disco. Começam na Austrália, em junho vão aos EUA e em julho vêm à Europa. Em setembro regressam aos EUA. Para comemorar o início da digressão estão a disponibilizar, em modo ÉFV, Wooly Robot, uma remistura para Wooly Mammoth, um dos temas de Hummingbird. Confere...
Hibou é um projeto musical liderado por Peter Michel, um músico de Seattle que tem estado a fazer upload de temas da sua autoria em várias plataformas de venda de música. Uma das canções que divulgou recentemente foi a atmosférica Glow, um tema que nos remete para os Beach Fossils e os DIIV. Confere...
Em antecipação à digressão europeia que estão prestes a iniciar, os norte americanos Liars disponibibilizaram no seu site, em troca de um email, duas canções novas, I Saw You From A Lifeboat e Perfume Tears. As duas composições trazem as sonoridades apresentadas em WIXIW, disco que lançaram em 2012 e que divulguei. Ainda não se sabe se as duas canções sobraram do processo de gravação de WIXIW ou se são temas novos. Confere...
01. I Saw You From The Lifeboat
02. Perfume Tear

Apresentada em 2007 como parte do excelente For Emma, Forever Ago, Skinny Love é ainda hoje uma das melhores músicas já criadas por Justin Vernon dentro da curta discografia do Bon Iver. Frequentemente a canção é remisturada ou alvo de versões, sendo a última a dos nova iorquinos Silent Rider, que a disponibilizaram em modo ÉFV. Confere...
publicado por Jorge Soares às 2013-05-19 22:14:19
Porto campeão, o segundo (...)
publicado por Jorge Soares às 2013-05-19 21:29:47
O porto ganhou hoje o seu vigésimo sétimo titulo de campeão nacional, o terceiro consecutivo e o segundo de Victor Pereira.
Tal como o ano passado, acho que há muito do trabalho e do saber do treinador do Porto neste titulo, custa-me entender como um treinador que ganha dois títulos seguidos, um treinador que ganha um campeonato sem derrotas, que apesar de ter um plantel curto, muito curto, consegue ganhar o campeonato, chegar à final da Taça da liga e aos oitavos de final da Liga dos campeões, e mesmo assim ser tão mal amado.
Vitor Pereira é um excelente treinador, acaba de ser bicampeão nacional e mesmo assim, tal como no ano passado, há muita gente que o quer ver pelas costas, que o acha mau treinador.
Haverá muita gente a dizer que o Porto foi campeão apesar do seu treinador, para mim fomos campeões graças ao treinador, sou um admirador dos jogadores e dos treinadores portugueses e é claro que a minha opinião vale o que vale, mas quantos treinadores seriam campeões depois de em dois anos seguidos terem de reconstruir a equipa depois da saída dos seus melhores e mais influentes jogadores?
Há que recordar que o Porto iniciou a época com a saída do Hulk no fim do período de transferências, e que em Janeiro os reforços foram o Liedson e o Ismaylov, que finalmente conseguiram ser campeões em Portugal mas que a nível de mais valia para equipa foram pouco mais que zero.
Digam o que digam e apesar do que se possa pensar sobre o penalti do primeiro golo do Porto de hoje, acho que temos um justo campeão, porque um campeonato não se decide num jogo, decide-se em trinta jornadas e a verdade é que apesar das manias de grandeza de muita gente, o Porto foi consistente, não perdeu nenhum jogo e sobretudo, ao contrário dos outros, não falhou nos momentos cruciais.
Era bom que quem tanto fala do penalti de hoje se lembrasse do jogo do Benfica contra o Sporting, dos lances que prejudicaram o Sporting e da arbitragem completamente infeliz do Capela
Parabéns a Vitor Pereira, parabéns aos jogadores, parabéns a todos os portistas.. somos campeões.
Jorge Soares

