publicado por DolceScrittora às 2013-05-26 00:37:05
perfil público
publicado por DolceScrittora às 2013-05-26 00:37:05
O contacto emociona-me, talvez por admiração àqueles que realmente se entregam ao desconhecido, deixam fluir o movimento no vazio, e respiram o outro nem sabendo o seu nome. Basta: leiam-se um ao outro. Não quero conversas, só movimento - faz sem qualquer tensão nos membros, sem qualquer membro de pé atrás, sem qualquer medo. É aterrorizador o que sinto ao perceber que pouca confiança há entre nós, desconhecidos diários, tão quotidiano, tão estranho, tão normal.
overdose de história da dança este fim de semana.
publicado por dolce_vita às 2013-05-25 15:50:33
Debrucei me no teu olhar e deixei me ficar Assim…
no aveludado da tarde
Numa viagem de notas soltas
essa melodia que a brisa me devolve de ti…
RF
publicado por Gehenna às 2013-05-25 00:37:40
Já lá vão 2 anos, que saudades, pá!
Técnicas de migração inov(...)
publicado por Universo de Paralelos às 2013-05-21 13:00:06
Já alguma vez tiveram uma vizinho/a convencida? Por acaso, já viveram porta-a-porta com um vizinho/a que se preocupa convosco? Será que há vizinhos/as que, realmente, não querem morar perto de vocês? Ou já ouviram ecos falsos sobre vocês provenientes da casa ao lado?
Para mim, os vizinhos são o melhor e o pior que podemos ter, muitas vezes são vistos como factor decisvo quando, por alguma razão, se impõe uma escolha entre assentar arraiais num meio citadino ou num meio rural. Porque, diz-se - eu próprio partilho dessa impressão - que num ambiente mais citadino há mais barreiras no contacto com aquele que mora na porta do lado. Muitas vezes porque os horários não coincidem, demasiadas vezes porque o stresse diário não permite e porque normalmente a campaínha está avariada.
Não obstante estas razões serem válidas, não posso afirmar com completa certeza que esta distância é apresentada como a razão de todos os males socio-urbanos. Isto porque me estou a recordar de uma anedota que ouvi há umas semanas atrás e que relatava a história de uma canção – só é anedota por ter sido amplamente divulgado pelos meios de comunicação social.
Além da vizinha se sentir mal com tamanha indiscrição, ninguém me tira a ideia que a senhora gostaria, na realidade, que os versos da canção lhe dissessem respeito. Ora se, na altura, as injúrias e a difamação das quais a vizinha se queixava não passavam de um mero apontamento local, é bem possível que a senhora se sinta muito mais desrespeitada depois de ter tornado esta música num fenómeno “pimba” nacional.
Pode-se descrever a vizinha como uma pessoa extra-sensível e algo egocêntrica processou o cantor, Pandim da Graça viveu momentos cómicos, a desgraça caiu sobre o artista e nas boas graças dos média nacionais. E nem a boa convivência tão característica de zonas rurais, safou o “cantor” de tamanha publicidade. Uma coisa agressiva, de facto.
Até o Quim Barreiros deve ter pena por não ter nasvido num meio rural do género, bem perto de uma vizinhança tão reacionária, com cabritinhas e gelados de framboesa, brioches feitos com arte e saber e tesouras para aparar o bigode.
Ouro sobre azul para o homem que, num misto entre golpe de sorte e de génio (se assim foi, devia conhecer bem a vizinha e esperava tal reação, pois não havia ninguém com o mesmo nome nas redondezas), se tornou no rouxinol da música popular portuguesa. Neste momento deve doer o cotovelo a muitas produtoras nacionais que nunca se lembrariam de tamanho golpe de génio na promoção de um activo seu.
Neste caso, a amizade entre vizinhos desfez-se entre o romantismo inveterado do artista e a egocentricidade púdica da vizinha, sem nunca esquecer a malícia que ambos viram numa música que é tão pura e inocente como o Carlos Silvino no processo “Casa Pia”. Mas percebe-se que todo o processo foi uma diversão. Pelos vistos, os movimentos internos de migração recomendam-se, à imagem do que acontece com técnicos agrários e cantores populares nacionais. Tendo em conta os recentes êxitos, ainda há vida nas regiões mais remotas do nosso país.
Paulo Jorge Rocha
publicado por Universo de Paralelos às 2013-05-21 12:58:55
Dizem que as primeiras vezes são especiais e esta não foi excepção. Corria o ano da graça D’el Rei que não existe, porque vivíamos numa república e eu estava, como nos outros dias todos, a comer uma tangerina em cima de um touro no cio. Como era de prever morri com tuberculose.
No início não compreendi o que se passava e as perguntas levantaram-se com rapidez e repetição matemática. Onde estou? Como vim aqui parar? Porque é que estou a usar umas calças amarelas?
Ouvi música agradável e como qualquer homem inteligente decidi segui-la na esperança de encontrar mulheres quase nuas e parcialmente bêbadas. Em vez disso, caminhava sob um tapete feito de ramos de alecrim e folhas de oliveira que me traziam à memória o aroma agradável de um paraíso mediterrânico ao despertar do sol. Ao meu lado surgiam corredores de mulheres em tronco nu, que tocavam em harpa o Hino da Alegria, num tom sério. Vestindo um smoking do qual os vincos nem sonhavam aproximar-se, um mordomo distribuía por mim, e só por mim, rissóis de leitão e cerveja fresca. Naquele enorme corredor fez-me companhia um indivíduo ao qual comecei por apelidar de maricas, mas que depois acabei por perceber que era o António Variações. Diz-me ele “Tenho que ir comprar comida para o peixe.” Disse-lhe “Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje.” Rimos os dois como que se tivéssemos fumado uma tonelada de haxixe.
A viagem estava a ser agradável. Nem tive que fazer check-in, porque a funerária tratou de tudo, e caminhava na companhia de uma figura distinta. Apareceu Deus a comer Donuts e a chupar o açúcar dos dedos. Eu sabia que ele era guloso ao ponto de fabricar seres humanos como a Rosie Jones ou a Joana Duarte, mas não o imaginava tanto. Mostrou-me os cantos à casa. Só duas reclamações: A piscina tinha um gafanhoto morto a boiar e no céu, os alemães também usam meias e sandálias de praia. O quarto era espectacular. Era num edifício central, com jacuzzi e minibar recheado e grátis. O único senão é que cada vez que o queria abrir tinha de rezar um Pai Nosso.
Este pessoal cá no paraíso tem um ego que valha-me deus, não dá uma sem pedir logo duas. “Eu deixo-te beber um copo de Jack Daniel’s, mas antes tens de dizer uma lengalenga para mostrar que me adoras”. Gente picuinhas…
Voltei à Terra quatro dias depois porque disseram que eu era um génio e que fazia lá falta. Para mim, foi por ter feito quatro vezes cocó na recepção do hotel, mas toda a gente sabe que um gajo quando está apertado parece que deixa de pensar e qualquer lugar serve. E ninguém lhes manda ter uma recepção com azulejo espelhado.
Acordei, em pé, confuso, em frente a um balcão de café, onde um homem me perguntava “O seu café é curto, cheio, normal ou com um pingo de mijo?” e logo se levantaram as questões que me pareceram apropriadas. Onde estou? Como vim aqui parar? Porque estou a usar umas calças amarelas?
Johnny Almeida
publicado por DolceScrittora às 2013-05-19 00:46:22
Todos sabemos que a nostalgia ataca assim que o Enter carrega sobre o ficheiro do nosso passado, principalmente no que toca a bandas sonoras, e eu tenho a estúpida ideia de o fazer regularmente. Não é um erro de processamento, é um acto intencional de auto-mutilação da alma - fico negra com este sabor a pó do que já passou e do que me invade agora. Melodias que cantamos sem querer e depressa cá ficam sem que haja um travão que bloqueie a entrada e uma vez no pensamento, para sempre no pensamento.
O suspiro vem do que já fomos, múltiplos no mesmo corpo, e tão diferentes mas a mesma matéria que hoje se vê no espelho - mundos separados, tempos separados, personalidades separadas. Crescimento? Oh meu amigo...
Ainda sobre a Constituiçã(...)
publicado por Gehenna às 2013-05-18 16:53:56
Artigos retirados daqui, Constituição da República Portuguesa, VII REVISÃO CONSTITUCIONAL [2005]
TÍTULO II
Revisão constitucional
Artigo 284.º
(Competência e tempo de revisão)
1. A Assembleia da República pode rever a Constituição decorridos cinco anos sobre a data da publicação da última lei de revisão ordinária.
2. A Assembleia da República pode, contudo, assumir em qualquer momento poderes de revisão extraordinária por maioria de quatro quintos dos Deputados em efectividade de funções.
Artigo 285.º
(Iniciativa da revisão)
1. A iniciativa da revisão compete aos Deputados.
2. Apresentado um projecto de revisão constitucional, quaisquer outros terão de ser apresentados no prazo de trinta dias.
Artigo 286.º
(Aprovação e promulgação)
1. As alterações da Constituição são aprovadas por maioria de dois terços dos Deputados em efectividade de funções.
2. As alterações da Constituição que forem aprovadas serão reunidas numa única lei de revisão.
3. O Presidente da República não pode recusar a promulgação da lei de revisão.
Em 2008, o projecto da nova Constituição equatoriana proposto pelo Presidente socialista Rafael Correa foi aprovado com 64 por cento dos votos no referendo, de acordo com os resultados oficiais de 80 por cento dos sufrágios. E em 2012 a Islândia referenda Constituição escrita pelo povo.
Tiremos as nossas próprias conclusões. Revoltemo-nos por não termos voto na matéria e por nos terem arruínado anteontem, no Parlamento, a chance de termos voto na matéria. Já Hannah Arendt dizia: The greatest evil perpetrated is the evil committed by nobodies, that is, by human beings who refure to be persons.
publicado por eu ando às voltas às 2013-05-18 16:32:54
... tem cem anos de perdão.
publicado por Gehenna às 2013-05-16 23:42:23
Os exames de 4º ano foram reintroduzidos no sistema educacional português e em sua defesa surgiram várias vozes que afirmavam convictamente tratar-se de um meio adequado de avaliação, com o intuíto de estimular uma melhor noção de rigor, exigência e responsabilidade no ensino primário.
Hoje, reprovou-se no Parlamento a proposta do PEV para introduzir o ensino da Constituição Portuguesa no 3º ciclo. Segundo o jornal Público online, Fernando Negrão, deputado do PSD, afirma que a Constituição da República Portuguesa é “datada” e, por isso, “tem uma carga ideológica muito forte”, considerando “excessivo começar com a leitura e o estudo” do documento.
Ou seja, para estes filhos da mãe os alunos do 4º ano têm estofo suficiente para fazerem um exame - esperem lá que os exames de 4º ano não são nada datados - com peso na avaliação idêntico a um exame de secundário, mas os alunos do 3º ciclo são burros ou imaturos demais para aprenderem a Constituição da República Portuguesa.
Está na hora de bater com a cabeça na parede para acordar, pá! Não é com exames que seremos mais responsáveis e rigorosos, nem com os outros nem connosco próprios. Portugal nunca foi responsável ou rigoroso. Portugal não é conhecedor, porque se fosse, não seria governado por uma cambada de oportunistas e de Migueis Relvas (que dividem o país em Norte, Centro, Sul, Alentejo e Algarve) como tem sido desde sempre. Se não evoluirmos enquanto cidadãos, se não formos interessados e conscientes, nunca teremos líderes igualmente dotados. Aqueles que nos governam são o reflexo do povo que somos, portanto, se exigimos a demissão do Governo, exigimos também a nossa.
publicado por Gehenna às 2013-05-16 20:24:53
E o código já está feito. Agora vou recomeçar as aulinhas de condução, das quais, admito, já sinto saudades. Eu até que engraço com aquilo.
Episódio intrigante foi o de hoje, quando depois de já todos os instruendos terem saído da sala de exames, se ouviu um estilhaçar de um vidro. Vejam só, que alguém frustrado decidiu partir um vidro de uma porta ao murro e fugir, deixando um assustador rasto de sangue atrás de si. Veio a saber-se logo a seguir que essa pessoa, cuja identidade não cheguei a saber, havia andado a pontapear uns quantos carros num parque de estacionamento, depois de ter saído do centro de exames. E agora digam-me lá, se gente como esta merece conduzir algo potencialmente perigoso como um automóvel, se tão facilmente perde as estribeiras. Que parta vidros à vontade, que fique sem a mão se for preciso, mas que não pegue num carro sozinho, enquanto não aprender a controlar-se.
publicado por eu ando às voltas às 2013-05-16 08:15:54
Quase chega ao fim com sucesso.
Quase é feliz.
Quase é campeão.
Quase vence a Liga Europa.
Só falta quase vencer a Taça de Portugal.
Faz-me lembrar o Sporting de 2005 com Peseiro.
publicado por eu ando às voltas às 2013-05-15 16:36:23
publicado por Gehenna às 2013-05-13 23:16:24
Eu não te posso ver. Imagino-te apenas. Tu apenas me imaginas. Escrevo-te estas palavras a imaginar que entendes aquilo que imagino por imaginar aquilo que és. Escrevo uma carta. Escrevo uma carta que é para ti e que é para mim por ser uma carta para aquilo que imagino que és.
José Luís Peixoto, narrador, poeta e dramaturgo português
Agredi três pessoas nos ú(...)
publicado por Universo de Paralelos às 2013-05-13 16:49:57
Um feito só possível de bater se juntarmos à mesa do pequeno-almoço o Paulinho Santos, o João Pinto, o Steven Seagal e um kanguru com luvas de boxe. Aceitam-se apostas para prever o vencedor. Eu aposto na mesa, porque me parece a única capaz de chegar ao fim inteira.
Pois bem. Eu alcancei esse feito. Como é que isso foi possível? Com muita força de vontade e umas dicas de Albert Fish.
Estou calmo, em casa, a beber chazinho, quando a minha prima me diz “Olha, vou ao Dolce Vita.” Achei que era a opção correcta, visto estar quase a fazer anos. Mas também lhe disse “Não me parece que vás conseguir comprar um Porsche num centro comercial.” Vem-me ela com esta “Estava a pensar comprar-te um pijama.” Se ela queria irritar alguém, acabara de o fazer. Um pijama? Eu não durmo nu e em contrapartida, ando a pé. Era uma questão de ser-se inteligente. O que ela, de facto, nunca foi. Encontrei-a desprevenida e apanhei-lhe uma mão com um ralador de queijo. Ficou sem quatro dedos, um deles o anelar. Também não lhe faz falta. Feia como é, nunca vai casar. Quando saí de casa, ficou a sujar-me a carpete com sangue. Quem suja, limpa. O problema é dela.
À entrada do prédio, deparo-me com um gajo careca a dizer que é o Bruce Willis. Eu perguntei-lhe “Como é que isso é possível, se tu és preto?” Deu a desculpa das férias em Marrocos, mas aquilo é gente que nunca passou de Beja e só lá foi uma vez porque estava a fugir da polícia e enganou-se no caminho. Mas ele continuou a insistir “Juro-te que sou o Bruce Willis. Agora, dá-me dinheiro para eu fazer um filme. Juro que não é para droga.”
Senti necessidade de usar toda a sabedoria de dez anos de artes visuais, marciais e circenses num só golpe, que eu sabia que podia deixar alguém paraplégico. Muito provavelmente, eu, se não fosse bem aplicado. O sucesso do meu desempenho transformou aquele negro encorpado numa inofensiva borboleta pisada por um gigante.
Caminho enraivecido pelas circunstâncias do dia e por estar já atrasado para a minha aula de ballet. Vocês podem rir e gozar com a minha sexualidade, mas fiquem a saber que sou o melhor da turma a fazer um assemblé. Ah, pois sou.
Precisava de uma bebida para me acalmar. Entro num café e a dada altura, sem que nada o previsse, o funcionário cospe-me na cara e fica a rir-se. Convenci-me que aquilo não aconteceu e continuei a dizer-lhe que todas as pessoas que trabalham atrás de um balcão merecem jantar cocó de boi. Voltou a cuspir-me. Eu peguei numa cadeira para lhe atirar aos dentes e diz-me o engraçado “Tu não podes bater em pessoas com óculos.” E eu respondi-lhe “Tu não tens braços, quanto mais óculos.” E não tinha. Uns dizem que cortou de propósito para não ir à escola, outros que se aleijou a cortar lenha. O que eu sei é que vinha de uma família pobre e nesse dia, comeram como abades. E já que estava com a cadeira na mão, fiz um batido de frutas. Mentira! Dei-lhe com ela nas costas, porque sabia que se ele caísse ao chão demorava a levantar-se e podia fugir sem pagar.
E bater nas pessoas ajuda a relaxar. Fiquei mais calmo e pronto para uma interpretação em pontas do Lago dos Cisnes.
Esta é a história de como agredi três pessoas em dez minutos.
Johnny Almeida
publicado por Universo de Paralelos às 2013-05-13 16:47:36
Desprezo o elogio. Aliás, não desprezo, desgosto, porque desprezar fazer-me-ia negar algumas vantagens que este possa trazer ao humano, principalmente psicológicas. No entanto, sinto-me desconfortável com a sua presença. É como se se tratasse de um canguru, até é bonito, mas não me sinto totalmente à vontade perto dele. Além de fazer corar as faces, fico sem saber o que dizer e não sei como reagir.
Não gosto que aqueles que ainda não tiveram a felicidade de conhecer Freud me apelidem de “senhor doutor” e se o conhecem agem como se nunca tivessem ouvido falar de tal figura. Alem de achar que a expressão é usada de forma incoerente mais vezes do que o desejado, confesso que não tenho um conhecimento alargado sobre anatomia.
Esses sim, merecem ser tratados com toda a circunstância possível e pompa desnecessária (aqueles que não estão na urgência no turno da noite, claro), se concordarem. Merecem-no, porque chegam a salvar algumas pessoas e porque não é possível salvar todas. Como país com histórico na evangelização temos a obrigação de ser compreensivos, pois a religião também funciona assim, só não é preciso é pagar pelo serviço, pelo menos no acto da inscrição.
Desprezo, voltando ao assunto principal, o elogio brejeiro, um bocadinho o irónico e, talvez, o sarcástico. Nem é pela falsidade de quem o diz, e não do que é dito, mas sim por revelarem a dor de quem o afirma. Imagina que penso e que “me acho”, julgando-me de peito feito quando ele – o elogio – nem sequer consegue entrar, quanto mais sentar-se à minha mesa. Eu desprezo-o porque ele é tão necessário como um gorila a trepar o Empire State Building.
Chamo-me Paulo, Paulinho, Paulito, Coiso se acharem bem. Não tenho o hábito de sujar as mãos, mas também não me importo de fazê-lo. Normalmente, diz a sabedoria popular que “o senhor está no céu”, não digo que não esteja, mas ando aqui com um torcicólogo e não consigo confirmar isso. Contudo, e tendo em conta este ponto de vista, o senhor não deve estar no remetente das cartas nem como titular da conta bancária, mas sim no acto de enviar a carta o transferir dinheiro. É óbvio que os gestores acham que a falsa amabilidade de acrescentar duas letras e um ponto lhes confere o direito de cobrar mais um por cento de juro, serviços ou qualquer outra coisa que inventem para nos sugar até ao tutano.
Ele – o elogio - vagueia, ou tenta, nesta dança de inconveniência, que vê esfumar-se a sua legitimidade na insuficiência de quem o carrega. Eventualmente, posso precisar dos outros e eles podem, ou não, precisar de mim, talvez a balança pese mais no primeiro caso. Digo isto enaltecendo a mesquinhez de quem se sente insuficiente.
Não minha opinião, não existem nem devem existir duas perspectivas, mas sim uma perspectiva dividida ao meio pelos perspectivadores – cada um de nós representa um dessas duas -, fazendo-o ao mesmo tempo que imaginam outros com a faca na mão. Já viram o genérico do novo programa da RTP1 “Nada a Esconder”?
Paulo Jorge Rocha
publicado por eu ando às voltas às 2013-05-12 20:19:29
Na chegada à Campanhã a policia fez uma caixa de segurança aos adeptos do Benfica.
Na saída do Dragão fizeram caixas de melões.
publicado por eu ando às voltas às 2013-05-12 17:41:47
Porque razão anda hoje um benfiquista vestido com a camisola do clube?!?!
Só pode ter sido por não ter conseguido despi-la devido ao melão que ficou ontem.

