publicado por Brito-Semedo às 2013-05-23 00:01:16
perfil público
http://brpalavrassoltas.blogs.sapo.cv
Aquele que duvida não conhece a verdade mas aquele que indaga a conhecerá.
Nome
Bruno Rocha
Apelido
Baby Shaq
Página Pessoal
http://brpalavrassoltas.blogs.sapo.cv
Sexo
M
Artistas / Bandas Favoritas
Bob Marley, Morgan Herittage, Madredeus,Eminem,Cesára Évora, Evanescence
Filmes Favoritos
The Godfather, Scarface,The Pianist
Livros Favoritos
A lista de schindler, Anjos e demônios, Lolita
Frase Favorita
´´Who doubts doesn't know the truth, but who questions knows the answer´´
publicado por Brito-Semedo às 2013-05-23 00:01:16
publicado por Brito-Semedo às 2013-05-22 00:01:48
Aos leitores e amigos deste projecto
Tem sido graças ao apoio e feedback da comunidade cultural que se junta nesta Esquina do Tempo que este projecto tem crescido. É estimulante sentir que contribuímos para a divulgação da nossa cultura cabo-verdiana e esse estímulo foi crescendo proporcionalmente ao tempo dedicado.
Nesta altura, a pesquisa, consulta, recolha, edição e publicação constantes, bem como a criação e tratamento de informação, são fruto de um trabalho a tempo inteiro que frequentemente se estende madrugadas a dentro.
Para ajudar a sustentar esta actividade, procurando garantir a sua sustentabilidade e continuidade, resolvemos pedir o apoio de Mecenas que queiram ver a sua imagem associada à produção e divulgação cultural cabo-verdiana que este projecto, Esquina do Tempo, leva a cabo há mais de dois anos.
Vantagens de ser Mecenas desta Esquina do Tempo
Registamos, de Outubro de 2011 a esta parte, para cima de 144.000 visitas e mais de 280.000 visualizações de página. A seriedade do nosso trabalho espelha-se na comunidade que nos acompanha diariamente contabilizando para cima de 350 visitas e mais do dobro de visualizações de página, provenientes dos mais diversos países da Europa, dos Estados Unidos da América e do Brasil e, claro, de Cabo Verde.
Como viver sem arriscar? (...)
publicado por Mil Razões... às 2013-05-21 08:00:53

Faz tempo que não corro riscos. São coisas da vida que vão acontecendo, mudando. Antes de uma decisão importante, a primeira coisa que fazemos é eliminar os riscos, até que depois de tanto tempo fazendo isso conseguimos chegar a uma zona de conforto, um lugar onde não existem riscos.
Mas é possível viver neste mundo sem riscos? Não. Podemos tentar, mas não controlamos o que acontece ao redor.
E vale a pena correr riscos? Acredito que sim, se apenas envolvem nossas vidas, não a dos outros. Pessoas sem filhos podem se arriscar mais, porque as consequências caem sobre suas cabeças, não sobre as dos seus filhos.
E por aqui, no Brasil, dizem que quem não arrisca não petisca. Outro ponto a considerar, sem arriscar como podemos avançar?
Não tem de outra, a vida em si é um risco. Meu pai gosta de contar a história de um conhecido. Fez toda a sua vida em um quarteirão, morava em um sobrado que também tinha a sua loja e não deixava sua família sair às ruas, com medo dos riscos que corriam. E inacreditavelmente um avião caiu em cima de sua casa, matando a todos. Foi parte de uma porcentagem mínima de acidentes aéreos em zonas residenciais, mas aconteceu.
Nas ruas também se diz, para morrer basta estar vivo. É o risco que corremos desde que chegamos aqui, tudo pode dar errado ou certo, ou viver sempre entre esses dois pólos.
Se arriscar faz parte da alma humana, alguma coisa nos perturba a todos, parece que aquela frase: “E se eu fizer isso ou aquilo?” nos persegue, perguntando na calada da noite se temos ou não coragem de arriscar.
É parte de todos, caso contrário nunca ninguém teria se aventurado ao mar, tão distante, tão desconhecido e sem fim. Mas alguém resolveu arriscar, depois outro e outros tantos vieram para mudar o destino de todos.
Não temos como escapar do risco, apenas porque mesmo sem querer, estamos nos arriscando.
Eu resolvi não correr riscos, mas isso foi uma decisão de minha mente, minha alma não, continua procurando, olhando em volta, querendo saber onde estão as mudanças, apesar dos riscos que possa correr. Eu até tento controlar, respiro fundo, tomo banho de água quente, leio um livro. Mas não funciona assim, o que nos empurra ao futuro é uma alma inquieta, curiosa, que acredita que riscos são sinônimos de vida, quem arrisca vive, quem não arrisca não vive. E quem está vivo não tem escolha, acaba sempre arriscando.
Iara De Dupont (articulista convidada)
publicado por Brito-Semedo às 2013-05-21 00:01:46
Midj é kmida d'pove
Ma kenhé kê pove
Kem ta tmê so midj
O kem t'alternal k'bife
Midj ta junta pove
K'tude sês diferença
Midj é pa tud gente
Katchupa kê diferente
Katchupa kram ta da pelagra
Katchupa rika é pa folia
É pa fim d'smana ma politika xterna
Importa midj, xporta katchupa
Traca plom pa mkna d'pla
Tra amdjer d'kulmice
D'kutxi pa terra cria
Kutxi, kutxi, Bia, pla,
Da d'pau bo tra farel
Pla, pla, pla kutxi, pla!
Antes d'plom ba pa xtante
- Kiki Lima
publicado por Brito-Semedo às 2013-05-20 16:00:20
Na prisão de segurança máxima de Rebibbia, Roma, um grupo de prisioneiros encena a peça "Júlio César", de William Shakespeare. Pelos corredores, fala-se de morte, liberdade, vingança. Realidades presentes no texto shakespeariano, mas também nas suas próprias histórias.
Dirigido pelos irmãos Paolo e Vittorio Taviani, o filme venceu o Urso de Ouro no Festival de Berlim 2012.
Género: Drama
Duração: 76min
Classificação: M/12
Título Original: Cesare deve morire
Realizadores: Paolo Taviani, Vittorio Taviani
Ano: 2012
Origem: Itália
Interpretação: Cosimo Rega, Salvatore Striano e Giovanni Arcuri
O “Excelente Cavalheiro” (...)
publicado por Brito-Semedo às 2013-05-19 00:36:27

A primeira vez que damos com Leão dos Santos Lopes é em 1 de Julho de 1920, quando lhe faleceu a filha Marta de cinco anos em Pawtucket, Rhode Island, onde residia. Era nessa altura casado com Maria Lopes, provavelmente também originária das ilhas, de quem não conseguiremos saber mais nada. Mas em Junho de 1923 , também o encontramos, em anúncio da sua loja, a Mercearia Portuguesa, na Hamilton St., 42, Pawtucket. Ali se “[vendia] tudo quanto [havia] de bom e barato no género de latas de conserva, sardinhas portuguesas, carne, etc., etc.” Volta a surgir-nos no ano seguinte, quando a Direcção do Clube Republicano Português da mesma cidade agradece a 44 sócios incluídos numa lista de doadores os contributos para a continuação do levantamento do edifício da sua sede. Leão ofereceu 200 dólares, sendo dos 44 o quinto a dar maior quantia, apenas superada por outro com 500, dois com 650 e um com 1000 dólares. Ainda em 1924, é membro da Comissão de Angariação de Fundos de Central Falls para o levantamento do Monumento aos Mortos da Grande Guerra de Lisboa.
publicado por Brito-Semedo às 2013-05-18 14:00:01
Jorge Vera-Cruz Barbosa nasceu na cidade da Praia, Ilha de Santiago, a 25 de Maio de 1902.
Fez os estudos primários em Cabo Verde e os secundários no Liceu Gil Vicente em Lisboa.
Foi Funcionário alfandegário, poeta, contista e um dos fundadores da revista Claridade, em 1936.
Em 1935 publicou Arquipélago, a primeira obra da modernidade cabo-verdiana.
Teve colaboração dispersa na imprensa e figurou em algumas antologias em português e noutras línguas europeias. Publicou: Ambiente, Caderno de um Ilhéu, Poesia inédita e dispersa e ainda Jorge Barbosa em Inglês.
Faleceu em Cova de Piedade, a 06 de Janeiro de 1971.
publicado por Brito-Semedo às 2013-05-17 12:31:18
Em 1926, Thérèse Larroque (Audrey Tautou), filha de um rico proprietário de terras, casa com Bernard Desqueyoux (Gilles Lellouche), filho de outro proprietário. De espírito livre, ela acha que o casamento a livrará de sua vida entediante e das prisões sociais.
Direcção: Claude Miller
Elenco: Audrey Tautou, Gilles Lellouche, Anaïs Demoustier, Catherine Arditi, Isabelle Sadoyan, Francis Perrin, Jean-Claude Calon, Max Morel, Françoise Goubert
Nome Original: Thérèse Desqueyroux
Duração: 110 minutos
Ano:2012 País: França
Género: Drama
publicado por Mil Razões... às 2013-05-17 08:00:31

Quando era pequenina, sonhava com um mundo de fantasia no qual eu gostaria de viver juntamente com a minha família, todos os meus amigos, os meus periquitos e a minha cadela, para todo o sempre. Cresci um pouquinho mais e ensinaram-me que também é provável a junção com outra pessoa que passa a ser a nossa família para todo o sempre. Ensinaram-me também que continuamos a crescer, estudamos, temos um emprego estável e começamos a constituir família e que tudo fica bem se isto acontecer.
Ora, depois de crescer mais um pouco, já não foram só as pessoas que me ensinaram mas uma outra força, talvez a mais forte: a vida. Esta ensinou-me que, para além do que é confortável, normal, previsto, esperado e desejado pela sociedade em geral, há muito mais vida, muito mais a conhecer. Para isso, e em conjunto com a expressão dita muitas vezes mas não percebida de imediato, “Tens que arriscar!”, há um mundo a explorar, pois cada explorador encontra nele o que de melhor há, e às vezes nem precisamos de navegar muito para este encontro.
Dito desta forma parece fácil e aliciante, mas não é assim tão simples… Depois de perdermos alguns entes queridos, porque envelheceram e a lei da natureza assim o dita, não escapando os periquitos e a cadela também, percebemos que há aspetos que não são eternos. O “para todo o sempre” cai por terra. Perdemos o primeiro príncipe encantado, aquele que pensámos que seria para “todo o sempre”, mudamos de curso porque afinal não era bem aquilo que eu gostava, saltitamos de profissão em profissão porque não encontrámos o local certo ou a melhor oportunidade.
Levantam-se questões, muitas questões… Será que vale a pena arriscar e ir estudar para fora? Ao estudar aqui ganho o mesmo… Será que vale a pena aceitar sair com aquele rapaz e mostrar o meu carinho por ele? Nada é eterno e isto correrá mal outra vez… Será que vale a pena sair da casa dos pais e ir morar sozinha? Eles acabarão por ficar sozinhos também, pois os pais deles envelheceram e no final ficamos todos sozinhos… Será que vale a pena emigrar para ter um emprego supostamente melhor? Afinal, farto-me de trabalhar na mesma e ao final de um tempo terei que trocar novamente…
Arrisco ou não arrisco? Vou ou não vou? Ou melhor, por onde vou? Com quem?
Se alguém tivesse as respostas a estas perguntas seria a pessoa mais popular, pois seria como adivinhar o totoloto.
É certo que podemos traçar o nosso caminho, mas tendo presente estas questões, nunca com certezas que tudo será como esperamos e desejamos, ajuda em muito a não desilusão.
Quando chega mais uma fase da vida em que a pergunta surge, “vou ou não vou?”, eu vou! O corpo humano é feito de movimento. Parar e fechar caminhos é morrer, mesmo que o caminho seja ficar parado, em reflexão para depois seguir em frente. Refletir também é agir e há quem diga que se age muito melhor assim, refletindo.
Utilizando a expressão de alguém, “a vida não é só a nossa bolinha de ténis!”. Se cairmos, levantamo-nos outra vez, regressamos, voltamos atrás, traçamos novos caminhos. Importa ir, sabendo que vamos.
Sónia Abrantes
Mindelenses solidarizam-s(...)
publicado por Carmo às 2013-05-17 02:39:48
Titota é uma vendedora da porta da escola Técnica e Praça Nova no Mindelo que precisa da ajuda de todos. Titota sofre de hérnia de disco e será evacuação para Portugal onde vai ser operada.
Um grupo, de cidadãos mindelenses, promove esta sexta-feira uma acção solidária “Noites de Mindelo” com música para ajudar Titota.
Participe!
publicado por Brito-Semedo às 2013-05-17 00:01:29
Curta “Flautista” no víde(...)
publicado por Carmo às 2013-05-16 22:27:50
A Curta-metragem Flautista está entre os 20 melhores no concurso “vídeo Talentos 2013”. A curta de 162 segundos é uma produção da companhia Burbur. O filme conta com poema de Sérgio Frusoni - "uma escrita que valoriza a história, a arte lusófona e a sua recriação na contemporaneidade”.
Flautista "aborda a pintura do brasileiro Cândido Portinari em cruzamento com o poema cabo-verdiano Bufarera de Sérgio Frusoni evocando clichés da fotografia pioneira do Brasil, do açoriano Christiano Júnior”.
O video - escolhido entre 300 concorrentes - está disponível no YouTube até 20 de Maio. Clique aqui para votar.
Ficha técnica
Realização · Vítor Almeida
Poema · Sérgio Frusoni
Argumento + Edição
Rui Duarte
Interpretação
Flávio Hamilton
Odete Môsso
Luz + Montagem
Valter Maior
Tradução
Francisco Topa
Rui Duarte
Ana Rodenas Martinez
Daniella Sucar Badin
Elena de la Prida Pineiro
Isabel Gómez Mondragón
Samantha González
Yamely Serna Sadala
Apoios ·
La Marmita
Tudo Faço
ACE
Agradecimentos
Fernando Frusoni
Andrea Gabilondo
Américo Castanheira
Francisco Topa
Produção · Burbur
Madrugada Suja - Novo Rom(...)
publicado por Brito-Semedo às 2013-05-16 00:01:01
Três histórias que se cruzam desde uma aldeia deserta até ao topo do poder.
No princípio, há uma madrugada suja: uma noite de álcool de estudantes que acaba num pesadelo que vai perseguir os seus protagonistas durante anos. Depois, há uma aldeia do interior alentejano que se vai despovoando aos poucos, até restar apenas um avô e um neto. Filipe, o neto, parte para o mundo sem esquecer a sua aldeia e tudo o que lá aprendeu. As circunstâncias do seu trabalho levam-no a tropeçar num caso de corrupção política, que vai da base até ao topo.
Ele enreda-se na trama, ao mesmo tempo que esta se confunde com o seu passado esquecido. Intercaladamente, e através de várias vozes narrativas, seguimos o destino dessa aldeia e em simultâneo o dos protagonistas daquela madrugada suja e daquela intriga política. Até que o final do dia e o raio verde venham pôr em ordem o caos aparente (Fonte).
Título: Madrugada Suja
Género: Romance
Quem: Miguel Sousa Tavares
Ano: 2013
Origem: Portugal
Editora: Clube do Autor
Número de Páginas: 352
Esquina do Tempo Apresent(...)
publicado por Brito-Semedo às 2013-05-15 00:01:31
No âmbito da sua visita a S. Vicente, o Presidente da República, Dr. Jorge Carlos Fonseca, teve hoje, 7 de Maio, um encontro informal com artistas e promotores culturais da ilha tendo sido convidada a Esquina do Tempo que, com muito orgulho, se apresentou no Palácio do Povo.
publicado por Brito-Semedo às 2013-05-14 14:00:07
Quem quer ser Gandhi? (Vi(...)
publicado por Mil Razões... às 2013-05-14 08:00:39

A violência nasce de uma sensação de poder. Uma sensação, note-se, o que não equivale a um facto: podemos sentir-nos poderosos, mais fortes do que outra pessoa, e estar completamente enganados. Mas é assim a natureza. Pensamos: “Sou mais forte e mais esperto, logo posso vencer o fraco e o tolo”.
É a chamada lei da selva, a qual se torna imediatamente ilegítima a partir do momento em que a luta pela sobrevivência não entra na equação. Ninguém precisa de matar a mulher para que lhe sirva de alimento e assim salvar-se da fome, pois não? O exemplo é absurdo – e exagerado – para que a resposta seja óbvia.
Mas, e se a pergunta for: Tenho de tirar este homem daqui, pois está no meu território? Ou: Depois de me empurrares, que resposta mereces além de uma sova valente? Pior: E se o autor das perguntas estiver na faixa de Gaza? Pois, é fácil a coisa complicar-se...
Tal como deve ter sido complicado para Gandhi trocar o conforto de uma carreira de advogado, para a qual tinha estudado, e dedicar a vida combater a opressão – simplesmente porque um dia foi expulso de um comboio na África do Sul por ter a pele escura.
Por alguma razão foi ele – e não tantos outros que sofreram humilhações semelhantes em lugares dominados por preconceitos raciais e crenças antigas, muitas vezes infelizes e até anti-humanas – que ficou para a História. Sabe porquê? Porque optou por um tipo de luta nunca antes testado. Ou, pelo menos, nunca devidamente fundamentada e exemplarmente exercida, além de divulgada por escrito e oralmente, como ele o fez: a luta não-violenta.
Porém, a motivação para se optar pela não-violência – que deve começar no quotidiano, quando prefere voltar as costas a dar um soco no chefe, fazer greve a partir o escritório, procurar consensos antes de desatar ao pontapé, mas também barricar-se ou distribuir panfletos para marcar uma posição ou denunciar uma injustiça – não pode ser, em circunstância alguma, obter fama ou alcançar um estatuto heróico (querer ser um novo Gandhi), pois a vida não é um reality-show, nem a nossa conduta é um papel teatral.
Portanto, a primeira condição para ter sucesso ao optar pela não-violência é acreditar no que defende, ter um comportamento genuíno, que nasça do coração – tal como é do coração, ou de outra víscera qualquer mas decerto profundamente interior, que a violência costuma nascer. E não há maneira de combatê-la se o fizermos pela rama, à superfície, para outros verem e alcançar a glória.
Assim sendo, a mudança (da resposta violenta a qualquer tipo de opressão para outra, não-violenta) deve vir acompanhada de uma certa fé num mundo melhor, numa humanidade não-violenta.
E isso tem de começar em cada um de nós, sem esperar aplausos ou entrevistas na televisão, de preferência em forma de amor por todos os seres humanos – incluindo os violentos, pelos quais devemos sentir compaixão por não serem capazes de dominar a sua febre de poder em relação ao outro – que é sempre errada quando o alvo da sua ira é da mesma espécie, de carne e ossos e também com sentimentos. Mesmo se está no seu território. Ou lhe seduz a namorada. Ou faz troça de si. A resposta, para um coração à Gandhi – que em alastrando poderia dar origem à paz mundial – deve ser sempre não-violenta. E quem a escolhe deve sentir-se orgulhoso e fazer ouvidos moucos aos que o espicaçam, dizendo disparates como: “Bateu-te? Bate-lhe também!”
É verdade que “comer e calar” pode baixar a auto-estima... Mas só se a vítima aceitar que o agressor é, de facto, mais forte ou melhor – coisa que a nossa sociedade, na cegueira do sucesso e da competitividade, alimenta. É urgente mudar mentalidades e mostrar que forte e inteligente é aquele que consegue dominar os impulsos e nunca desce ao nível das bestas, cujo lugar é na selva, à mercê dos leões esfaimados, que não têm outro remédio senão matar para comer.
Berta Cem Mil (articulista convidada)
publicado por Carmo às 2013-05-13 23:55:46
A treze de Maio,
Na cova da Iria,
Apareceu brilhando
A Virgem Maria.
Avé, Avé, Avé Maria!
Avé, Avé, Avé Maria!
A Virgem Maria,
Cercada de luz
Nossa Mãe bendita
E Mãe de Jesus.
(...)
Foi aos pastorinhos
Que a Virgem falou
Desde então nas almas
Nova luz brilhou!
Com doces palavras
Mandou-nos rezar
A Virgem Maria
Para nos salvar.
(...)
Avé, Avé, Avé Maria!
Avé, Avé, Avé Maria!
publicado por Brito-Semedo às 2013-05-13 14:00:08
Alternando realidade e ficção, um romance que nos transporta aos agitados dias da pós-revolução: o retrato de um país que, entre o PREC e as eleições livres, procura um novo rumo.
Enquanto nas ruas se decide o futuro de um país, na tipografia de Adamantino Teopisto vive-se um misto de enredo queirosiano, suspense de um policial e ternura de uma novela: com sabotagens, amores proibidos e cabeças a prémio; tudo num ambiente de revolução apaixonado.
O rebuliço generalizado tem repercussões no alinhamento do jornal e no dia a dia das gentes de São Paulo e do Cais do Sodré.
A revolução é o tópico das conversas nas tascas, nas ruas, no prédio da Gazela Atlântica, contribuindo para o exacerbar das tensões latentes entre o patrão Adamantino e os funcionários. A vivacidade de uma estagiária, as manigâncias de um ex-PIDE foragido, os comentários de um taberneiro e as intromissões de um proxeneta e de uma prostituta, agravam ainda mais a desordem ameaçadora que paira no ar.
Nada foi igual na vida dos portugueses após a Revolução dos Cravos.
Nada foi igual na vida da "família" Gazela Atlântica após o 25 de Abril. (Fonte).
Título: Revolução Paraíso
Género: Romance
Quem: Paulo M. Morais
Ano: 2013
Origem: Portugal
Editora: Porto Editora
Número de Páginas: 360
publicado por Brito-Semedo às 2013-05-12 19:41:43
Sergio Frusoni poeta italo-caboverdiano nasceu no dia 10 de Agosto de 1901 na cidade do Mindelo, ilha de S. Vicente, Cabo Verde. Filho de italianos Giuseppe Frusoni comerciante de coral e de Erminia Bonucci.
Estudou até a quarta classe. O pai mandou-o para um colégio na Italia com a idade de 11/12 anos para continuar os estudos. Pouco tempo depois o pai fê-lo regressar.
Ainda jovem trabalhou na Western Telegraph. Quando foi prestar o serviço militar na Italia conheceu Mary Carlini com quem se casou em 26 de Junho de 1924. Em 1925 Sergio Frusoni regressou a S. Vicente com a mulher. No mesmo ano nasceu a filha Lilia.
Sergio Frusoni e a esposa além de Lilia (que viria a falecer aos 7 anos de idade), tiveram mais quatro rapazes: Franco, Giosanna e Mario - nascidos em La Spezia (Itália) - e Fernando, nascido em Roma.
Depois de ter deixado a Western Telegraph por ter brigado com um colega, foi trabalhar na Italcable, uma companhia italiana concorrente.
publicado por Brito-Semedo às 2013-05-12 00:01:46
Jorge Fernandes Monteiro, mais conhecido pelo pseudónimo “Jotamont”, ou pela alcunha “Jorge Cornetin”, nasceu a 01 de Outubro de 1913, a bordo de um barco a caminho dos Estados Unidos.
Frequentou o Liceu, mas o interesse pela música levou-o a preferir as aulas do Maestro José Alves Reis. Frequentou o Conservatório em Lisboa e obteve o diploma do Curso Médio. Foi professor de Canto Coral no Liceu e Regente da Banda Municipal do Mindelo e da Praia.
Em 1973 reformou-se e continuou a sua actividade dirigindo a Banda Municipal de S. Vicente de 1983 a 1992.
Como compositor, Jotamont apresenta a sua obra em três grandes linhas: o nacionalismo (amor pela a sua Ilha S. Vicente), as “homenagens” a grandes personalidades cabo-verdianas, e a lírica. As normas são todas de um lirismo cabo-verdiano bem vincado e muitas estão gravadas por intérpretes da nossa música.
Faleceu nesta cidade a 21 de Novembro de 1998.
publicado por Brito-Semedo às 2013-05-10 14:00:56
Será a violência contagio(...)
publicado por Mil Razões... às 2013-05-10 08:00:33

O mais perto que estive de um ambiente violento foi há uns anos, quando uns amigos me convidaram a assistir a um jogo da Liga entre o Sporting e o Benfica, e a caminho do estádio fomos surpreendidos pelas claques benfiquistas escoltadas pela polícia.
Mesmo sem termos qualquer elemento exterior que nos identificasse como adeptos de futebol, foi-nos pedido, por alguns agentes policiais, que nos recolhêssemos na entrada de um dos prédios da rua perpendicular à que seguíamos e por onde passariam as claques, cujas vozes se ouviam a aproximar.
Disseram-nos que era para evitar confusões. Fizemos o que nos pediram, tendo optado por um prédio com uma entrada mais recolhida, mas de onde podíamos assistir à passagem de uma multidão compacta que desfilava gritando palavras de ordem (leia-se palavrões contra tudo e contra todos) e entoando cânticos de apoio ao clube.
O meu coração que em criança se tornou vermelho apenas para “provocar” o meu pai que era sportinguista ferrenho, batia aceleradamente enquanto eu murmurava: “Será que vou ser “chacinada” aqui? Por causa do futebol e por aqueles que supostamente deveriam estar do meu lado?”
Os meus amigos riam-se de mim, mas nesse dia tive a certeza de que não fui feita para estas aventuras.
Durante a infância não tive qualquer contacto com a violência, embora tenha brincado com uma mini-pistola e umas algemas, ambas prateadas, que eu tirava ao meu irmão sempre que me ele não via. Nunca as usei para brincadeiras agressivas, pelo contrário, usava a mini-pistola como adorno feminino em brincadeiras de fazer toiletes e as algemas, que tinham um fecho de segurança bem forte, serviam de jogo que era ganho por quem as conseguisse tirar mais rapidamente.
Hoje em dia, as coisas estão diferentes e é impossível dizer que a violência não faz parte das nossas vidas.
Se não o faz diretamente, a verdade é que indiretamente convivemos com ela.
As notícias que vimos ou lemos falam-nos de guerras, ataques terroristas, homicídios, assaltos, violência doméstica, abusos a menores, maus-tratos a animais, crimes contra o meio ambiente, bullying, raptos, torturas, pressões psicológicas, violações… já para não falar da violência das palavras.
E mesmo que nos recusemos a seguir as notícias, basta-nos sair à rua para sermos confrontados com as mais diversas formas de violência.
Entro no café e ouço as histórias mais mirabolantes de violência: o M é um malandro, chegou a casa com os copos e a pobre da V é que levou… o pior é que ela não quer fazer queixa dele… ou a Sra. G, coitadinha, fez tudo pelos filhos e agora aquele malandro do filho mais velho rouba-lhe tudo e ainda a anda a ameaçar que a vai pôr na rua…
Saio do café, entro no carro e lembro-me do comentário de um amigo que é enfermeiro, quando assistiu à valente buzinadela que dei a um condutor que desrespeitando um stop quase nos abalroou. Na altura, ele referiu que o número de entradas nas urgências devido a discussões relacionadas com o trânsito tem aumentado significativamente, aconselhando-me a moderar o ímpeto de utilizar a buzina.
De carro, chego ao centro da cidade e procuro estacionamento. Dois arrumadores correm na minha direção aparentemente exaltados a reclamarem para si o lugar e a eventual moeda que raramente dou. Enquanto eles discutem entre si, ameaçando-se mutuamente, estaciono, saio do carro e afasto-me a pensar se o meu carro estará intacto quando voltar.
Enquanto caminho, passo à porta de um talho e vejo algum aparato policial e não resisto a cuscar. O que se passou? Veja bem filha, – relata-me uma senhora de preto que por ali andava - a mulher pediu um quilo de carne e o vigarista pesou-lhe menos, mas queria que ela pagasse o quilo. Começaram a trocar palavras e o dono do talho que estava lá dentro a desmanchar um porco, veio perguntar o que se passava e a mulher começou a chamar-lhe nomes, daqueles nomes que não se chamam a ninguém… o homem não aguentou e atirou-lhe com o lombo que tinha na mão! A mulher pegou no telemóvel e ligou para o marido que estava no café da esquina a tomar um aperitivo… e lá veio o marido com os amigos… entretanto, tinham chamado a polícia… a esquadra é mesmo ali… e agora estão a resolver as coisas…
Vou à escola buscar os meus filhos e fico a saber a história do miúdo que bateu no outro porque se julga o maior… a direção da escola chamou os pais que não aceitaram as críticas ao filho, porque o outro miúdo é que era um provocador… os pais do outro contestaram, até porque toda a escola sabe que o filho nunca se mete em confusões... discutiram, mas depois concluíram que afinal a culpa era da professora que se julgava uma iluminada e foram procurá-la para a ameaçar… e no final disto tudo, um dos pais, muito arreliado por ter sido chamado à escola em vão, dá um estalo a um dos miúdos mais crescidos, porque o ouviu comentar que o filho era muito provocador, mesmo para os colegas mais velhos… chamaram os pais do miúdo agredido, que entretanto chamaram a polícia, acabando tudo na esquadra.
E poderia continuar a narrar outros episódios do dia-a-dia, alguns mais castiços, outros nem tanto, mas todos marcados por traços de violência.
É impossível dizer que a violência não faz parte das nossas vidas!
Ela existe e encontramo-la um pouco por todo o lado.
A violência foi banalizada ao ponto de, por vezes, lhe sermos indiferentes!
Numa crónica intitulada “Reportagem dos Suicídios”, publicada no Diário de Notícias de 17 de Julho de 1903, assinada por L. Mano (Cousas&Lousas) pode ler-se o seguinte: “A profilaxia do suicídio por contágio está evidentemente na ocultação do facto. A imprensa diária é incontestavelmente o veículo mais importante para a sua propagação.”
Fazendo uma analogia talvez forçada entre o suicídio e a violência, fiquei a pensar ao ponto de me questionar sobre se a violência se pode propagar por contágio.
Estando expostos a diversas formas de violência, não será possível tornarmo-nos nós próprios pessoas violentas?
E no caso de a violência ser efetivamente contagiosa, será possível falar de uma profilaxia da violência?
Estas questões incomodam-me bastante, particularmente numa altura em que os especialistas afirmam, cada vez com mais certezas, que todos, mesmo os que dizem não o ser, somos “homicidas” em potência, bastando sermos colocados perante determinadas circunstâncias e sujeitos a fatores específicos para nos tornarmos homicidas de facto.
Durante a adolescência fui coleccionando frases que guardava num pequeno caderno e me serviam de inspiração para o dia-a-dia. Mantive o hábito de o abrir em momentos distintos da vida. Ultimamente, dou por mim a abri-lo com mais frequência e a demorar-me em algumas frases como esta, de Martin Luther King: “Uma das coisas importantes da não-violência é que não busca destruir a pessoa, mas transformá-la.” Noutro dia, acrescentei a lápis uma frase de Dalai Lama, retirada de um site da Internet: “Violência não é um sinal de força, a violência é um sinal de desespero e fraqueza.”
Será a violência realmente contagiosa?
Sendo-o, será possível uma profilaxia da violência?
Não sei!
Sei que vou continuar a abrir o meu livrinho, inspirar-me nas palavras que ele guardou todos estes anos e sorrir à vida, na esperança de nunca me ver perante as tais circunstâncias que os peritos dizem poderem levar qualquer homem à violência!
Cristina Vieira (articulista convidada)
publicado por Brito-Semedo às 2013-05-10 00:01:02
Tanto Tal (Agathe Bonitzer) quanto Naïm (Mahmud Shalaby) nasceram em um terreno de terra queimada, onde os pais costumam enterrar seus filhos. Entretanto, as vidas deles são bem diferentes. Tal tem 17 anos, é judia e mora em Jerusalém, enquanto que Naim tem 20 anos, é palestino e mora em Gaza. Apenas 60 milhas os separam em relação à distância, mas o histórico de guerra entre os povos é um grande complicador. Só que uma garrafa jogada ao mar pode mudar a situação entre eles, trazendo forças para que suportem esta dura realidade.
Título original: Une bouteille à la mer
Dirigido por: Thierry Binisti
Com: Agathe Bonitzer, Hiam Abbass, Abraham Belaga mais
Género: Drama Nacionalidade: França, Israel