Inocência da Maldade - 12(...)
publicado por iamcarmen às 2013-05-24 15:08:57
Para quem não tiver conta ou blog sapo e utilizar o "não tem blog sapo" para desejar comentar e o tal "Publicar Comentário" não surgir...não se preocupe. No canto superior direito da tua tela de pc deves ter algo que indique para "diminuir o zoom" da pagina (normalmente isto está a 100%) e basta reduzir para 90% ou menos (caso o desejes) para que a "linha" que te permite publicar apareça logo por debaixo da area de comentário.
Fica só a dica. =)
12º
Sentia suaves caricias ao longo das suas costas, depois braço direito e então…Nami despertou; estava deitada de lado numa larga cama que não era a sua e não sabia exatamente como tinha ido parar aquele quarto moderno e decorado em tons cinza e vermelho forte; pestanejou e sorriu perante a imagem de Reita. Aquele homem lindo encontrava-se igualmente deitado de lado e de modo a estar frente a frente com Nami, o seu sorriso era adorável e sabia bem demais acordar e ter logo uma visão daquelas. – Ohayoo. – ela falou num adorável tom ensonado
- Ohayoo, koi. – ele respondeu-lhe e logo lhe roubou um chocho – Perdoa-me por te acordar a estas horas mas…ainda estás um pouco longe de casa e do teu emprego. – sorriu – E ambos temos compromissos, ne. – ela assentiu – Nami… - acariciou-lhe delicadamente a face – não tens noção o quanto te adoro. – confessou-lhe.
- Tu é que não tens noção de o quanto eu… - apontou-se – te adoro. – piscou-lhe o olho e logo aquele homem precipitou-se para si, a tomou em seus braços e a beijou vorazmente.
*
No final daquele dia, Nami não escondia o cansaço; a noite passada havia sido bem longa e fisicamente exigente para si mas o sorriso e aquela felicidade compensavam-na. Subiu as escadas e preparou-se para abrir a porta do seu apartamento mas…alguém a esperava à porta deste. Pestanejou e olhou atrás de si, confirmando que era só ela e aquela mulher que ali estavam no 3ºandar.
A mulher era claramente japonesa, seus cabelos lisos e compridos haviam sido tingidos de vermelho escuro, seus olhos eram negros e profundos, os lábios lembravam cerejas maduras, a estrutura corporal da mulher lembrava a de uma modelo de passerelle; aquela estranha era sem duvida um estereotipo de mulher atraente e até o seu modo de vestir era alta categoria. – Por fim…chegas-te. – a mulher falou, sua voz era infantil mas mostrava confiança.
- Cheguei… - Nami apontou-se – conhece-me? – perguntou timidamente
- Sim. Pessoalmente é a primeira vez que te vejo mas…já ouvi falar de ti. – a mulher não parecia muito agrada com Hoji. – Geh…pensei que você uma mulher. Uma miúda. – fungou
- Chotto…não admito que fale assim de mim. Nem a conheço. – semicerrou os olhos. Se aquela mulher não queria ser simpática consigo…ela também não o ia ser. Cansara-se de ser uma parva na mãos dos outros.
- Tinha que ver com meus próprios quem é a miúda que anda a colocar Reita tao… encantado. – suspirou – Fiquei desapontada. – admitiu. Então aquela mulher conhecia Reita e ouvira falar do relacionamento do homem com Nami. Mas…quem era ela, afinal.
- Quem é você? – Nami questionou-lhe. A outra não lhe respondeu, simplesmente caminhou para Hoji Nami, fazendo os saltos dos seus sapatos de marca ouvirem-se pelo chão de laje.
- Kuso. – a mulher murmurou quando ficou frente a frente com a mestiça, claramente ela parecia uma criança indefesa e o modo adorável como olhava todas as pessoas eram…tocantes mas…infantis, sempre. - Não passas de uma inocente. – revirou os olhos – Reita deveria olhar para uma mulher mais…à sua altura. – tocou na curva ao descoberto do seu decote arrojado; Nami corou e olhou atentamente a imagem daquela japonesa…claramente uma mulher atraente e confiante de si mesma…uma mulher mais em conta para Suzuki.
- Quem…é você… - falou tremidamente
- O que não sabes…escusas de saber. – a mais alta atirou friamente, sorriu de canto depois e saiu do corredor; deixou para trás o aroma forte de seu perfume e uma Nami…transtornada.
*
Poderia aquela estranha ser alguém na vida de Reita? Alguém que se adequava ao papel de namorada, amante e esposa de um oyabun. Nami sentia um aperto no peito, aquela “visita” da mulher com jeito de modelo fora…confusa e havia-a deixado preocupada.
Também havia algo contra si…o facto de se ter passado toda a maldita semana e Reita parecia ter…desaparecido para Nami. O homem não lhe dissera mais nada desde a terça-feira de manhã e nem havia enviado, só que fosse, uma mensagem com a finalidade de a tranquilizar. Ter-se-ia aborrecido? Não podia. Reita havia confessado a ela que a adorava e queria estar consigo.
Nami odiava ser tão insegura.
Ary lia atentamente algo no jornal do dia enquanto que Nami e Nadesko terminavam de arrumar a loiça utilizada naquele jantar de sexta-feira à noite na casa da mais velha. – Que tanto lês aí? – Nadesko indicou o jornal que o amigo lia tão intensamente.
- As noticias principais. – o outro respondeu sem elevar o olhar do que lia – Não ouviram falar da confusão que aconteceu nos subúrbios de Tókio? – questionou ele, embora não olhasse as amigas – Aconteceu uma autentica revolução numa área menos própria. – piscou os olhos
- Que aconteceu, afinal? – Nadesko perguntou diretamente
- Yakuza. – Ary anunciou lentamente. As mãos de Nami tremelicaram e por pouco não teve que pousar o prato que arrumava antes que o deixasse cair no chão daquela cozinha – A Sumiyoshi-rengo deu a louca! – falava pausadamente – Como de se esperar… Yamaguchi-gumi ripostou. Foi uma rebaldaria…desconhecem-se quais os clãs envolvidos das famílias mas…foi um rio de sangue. – falou pesadamente.
Nami perdeu forças das suas pernas e acabou descaindo sobre a cadeira. Ary e Nadesko olharam-na preocupados. – Nami… - a mulher falou – que se passa? – falou preocupada com a súbita palidez da amiga
- Acho que a minha tensão baixou. – a outra falou baixinho. Teria alguma coisa acontecido a Reita?
- Kami-sama…mas… - Ary largou o jornal e acocorou-se em frente da amiga – temos que fazer alguma coisa. Hospital? – propôs
- Credo, Ary. É só uma baixa de tensão. – Nami resmungou então – Não ando a dormir muito e…
- …a te alimentar mal. – Nadesko falou condenadora.- Que se passa, afinal?
- …eto…estou preocupava com Suzuki-san. – a mais nova disse timidamente – Ele…anda sobrecarregado com assuntos da… - engoliu em seco – herança da sua família. E..nem tempo para ele tem conseguido. Depois fico preocupada com o bem estar dele. – admitiu
- Óh…querida… - Ary falou num pequeno sorriso – não fiques assim. Não podes ir a baixo só porque estás preocupada com o teu homem. – disse. “Seu homem”, seria mesmo assim? Afinal aquela mulher que a visitara na terça-feira mostrara-se muito senhora de si no assunto…”mulher para Reita” e agora era aquela luta entre clãs. Se fosse o de Reita, como estaria ele?
- T..Tens…razão. – forçou um sorriso e por olhou discretamente o ecrã do seu telemóvel, nada…absolutamente nada.















