A brisa teimava em desprender-lhe o cabelo, soltá-lo num sopro de vento mais forte que se avizinhasse, para que dançasse sobre o olhar atento daquela manhã primaveril.
Contudo, ela continuava imune a este pequeno detalhe da natureza, o seu olhar debroçava-se agora sob o horizonte onde demoradamente pensava no que faria daí em diante. Parecia uma questão cheia de reversos, não encontrava uma única resposta que a fizesse sentir determinantemente confiante para seguir com a sua escolha. E assim, passaram-se minutos, horas...
O sol já ia alto, iluminando o rosto daquela jovem tão invulgar que se perdia entre pensamentos. O sol deixou-se pousar sobre ela, aconchegando-a no calor do dia como se isso lhe retirasse o peso das suas decisões ou pelo menos a frieza das mesmas.