Assustar não é fácil, mas Hollywood tem os seus truques. Como em fórmula ganhadora não se mexe, aqui fica uma bonita compilação de sustos causados por espelhos (com as diversas variações incluídas).
(via JoBlo.com)

Woody Allen é um dos meus realizadores favoritos, portanto, seria impensável não deixar aqui uma nota sobre o seu regresso ás salas de Cinema. Ainda por cima, quando este é um regresso a Nova Iorque e ao género cómico.
"Whatever Works" conta com Larry David, o produtor de "Seinfeld" e de "Curb Your Entusiasm" (onde também entrou como actor principal, no papel de si próprio), a interpretar a personagem neurótica "tipicamente alleniana", (outrora interpretada pelo próprio Woody Allen), e também com Evan Rachel Wood, considerada por muitos uma das jovens actrizes-revelação dos últimos tempos.
Trailer, aqui!
Regressamos à retrospectiva do ano que passou, (peço desculpa pelo atraso), e começamos pela desilusão.
Ora, o que quero dizer, quando digo que este filme foi a desilusão de 2009?
Não quer dizer que seja o pior filme do ano, mas sim aquele em que se notou maior diferença entre o que esperávamos e o que o filme é. E neste sentido, "X-Men Origins: Wolverine" foi a grande desilusão de 2009.
Como seria de esperar, é exemplar do ponto de vista técnico, tendo excelentes cenas de acção, e apesar de tudo, Hugh Jackman faz um excelente Wolverine, e Liev Shreiber um excelente Victor Creed. Só é pena o resto do filme não acompanhar a visível dedicação dos actores aos seus papéis, (e boas interpretações em "entreternimentos razoáveis" são normalmente difíceis de encontrar).
Depois do início, que construía contornos negros de uma história de vingança em nome do amor, cedo mergulhamos num desenrolar da acção atabalhoado, com personagens mal aproveitadas, (que são introduzidas só em jeito de "piscadela de olho" aos fãs), e falta de imaginação, (que se torna particularmente notória no final).
Além de que, por ser sobre a personagem mais interessante dos X-Men, ainda desilude mais.
Entretem, mas acaba por saber a muito pouco.
George Clooney nas Nuvens!
A crise económica é algo que perturba tudo e todos, porém uma das causas para esse decrescente social advém á natureza do ser humano, o seu egoísmo e a ambição de evoluir tecnologicamente fazem com que pessoas sejam automaticamente reduzidas a números e prejuízos na ficha de encargo / despesas. E é no centro desse caos calmo que surge um personagem como Ryan Bingham (George Clooney), que tem como profissão viajar pelos quatro cantos do país até às milionárias empresas no intuito de “despender” (termo técnico utilizado para a palavra despedimento) pessoal, melhor dizendo pessoas. Torna-se num vendedor, um orador que traz consigo a marca de um dos dias mais infelizes na vida daqueles empregados, o dia em que se apercebem que todo o esforço, trabalho e suor foi em vão, e que ninguém está acima do substituível. Bingham, sendo esse cúmplice do diabo que ganha a vida a despedir pessoas, ironicamente é despedido da sua própria empresa, quando as altas patentes descobrem que é mais fácil e menos dispendioso “dispensar” via online através de um programa de vídeo-chamada do que ter trabalhadores que viajam para essas mesmas empresas. Porém enquanto o projecto ainda se encontra em via experimental, Bingham embarca numa última viagem de negócios, á pendura está a jovem Natalie Keener (Anna Kendrick), a mais recente “aquisição” da empresa de Bingham, sendo ela talvez responsável por esse encurtamento de pessoal. George Clooney é cada vez mais um actor despido de “tiques” de vedeta ou estrela, um autor que se mantém sempre presente no cinema norte-americano, e em Up in the Air, ele se retém em forma no papel de um estereótipo plástico, vazio intrinsecamente cujo seu único objectivo seja cumprir o número recorde de milhas da sua companhia aérea. De resto é uma vida oca, sem sentido direccional, nem nada que o agarra ao sedentarismo, convicto a acreditar numa filosofia sua, de que o ser humano necessita de viver apenas com “bagagem vazia” para obter sucesso e gloria na sua vida, Bingham mais cedo ou mais tarde se apercebe que tudo que havia construído até hoje, não tem nexo sem a partilha, porém sua conclusão chega quando conhece a sua “versão feminina” em Alex Goran (Vera Farmiga), outra trabalhadora viajante. Realizado por Jason Reitman, filho do director Ivan Reitman (Ghostbusters), tem criado ao seu redor um cinema próprio, visões cínicas e irónicas de uma sociedade onde vive, em 2005 satirizou as empresas tabaqueiras em Thank You For Smoking, em 2007 conquista quase meio mundo com a crónica de uma adolescente grávida em Juno, escrito por Diablo Cody, agora em 2009, adapta o livro de Walter Kirn e molda um cenário actual e realista que aborda temas que continuam a ser dores de cabeças às várias nações. Up in the Air antes de chegar até nos arrecadou inúmeros prémios e nomeações em festivais e eventos distintivos, até mesmo está entre os nomeados ao Óscar de Melhor Filme, que segundo os especialistas com grandes chances, porém antes de mais aconselho-o a verem sem seguir a lista de prémios, porque Up in the Air poderá ser considerado á primeira vista um “simples filme de Domingo á tarde” como já ouvi a ser adjectivado, mas como Clooney afirma em certa altura “Uso estereótipos, porque é mais fácil”, o mais difícil é mesmo penetrar nessa capa de modelo e entrar neste mundo humanista onde cada dialogo é uma trunfo de às. Aliás, depois deste filme penso que ninguém poderá contrariar a minha afirmação, em que Vera Farmiga é mesmo uma actriz de “A” grande.
Real.: Jason Reitman
Int.: George Clooney, Anna Kendricks, Vera Farmiga, J.K. Simmons
Imagens
A não perder – um dos melhores filmes de 2009
O melhor – o argumento actual, humanista e Vera Farmiga
O pior – se o Óscar de Melhor Filme for mesmo para Avatar de James Cameron.
Recomendações – Thank You For Smoking (2005), Love Happens (2009), Terminal (2004)
Ver Também
Ver Outras Fontes
Cinema is My Life – Up in the Air
Split Screen – Nas Nuvens, por Tiago Ramos

De vez em quando surgem dois ou três clichés que tornam a vida do crítico de cinema (ou do aspirante a critico de cinema) bem mais fácil. Neste momento é comum ouvirem-se aos pontapés coisas como "O Avatar tem bons efeitos especiais mas a história não vale nada" ou "Animação boa só mesmo a do Miyazaki" ou então "O Woody Allen dos anos 70 é que era". Afinal de contas, se há tanta gente a repeti-lo é porque deve ser verdade. É fácil de decorar e ajuda a dar um ar de entendido, mesmo que nunca tenhamos visto um filme do Allen na vida.
Pois, na opinião deste modesto servo, nem o Woody Allen "do antigamente" era assim tão genial, nem o novo Woody Allen é assim tão mau. Vicky Cristina Barcelona, por exemplo, é um óptimo filme. Sólido e profundo, como se quer um bom filme existencialista. Confesso que estou curioso para ver o que os detractores do novo Woody Allen vão achar de Whatever Works. Afinal de contas, apesar de ter sido filmado no século XXI, o argumento foi escrito por Allen nos anos 70. Estaremos perante um paradoxo capaz de fazer implodir toda a raça de críticos de cinema?
Mas vamos ao que interessa: A expressão Whatever Works (pessimamente traduzida para português) representa a filosofia do protagonista Boris Yellnikoff, interpretado na perfeição por Larry David (o incansável co-argumentista de Seinfeld e protagonista de Curb You Entusiam), que vive a vida sem fazer grandes planos, limitando-se a aceitar as coisas "desde que elas funcionem". Yellnikoff é demasiado genial para compactuar com as regras da nossa sociedade subdesenvolvida. Em tempos foi proposto para o prémio Nobel da Física, é divorciado, maniaco-depressivo, hipocondríaco e sofre de umas pontuais tendências suicidas. Para além disso ganha a vida a ensinar crianças a jogar xadrez (não sei se ensinar é a palavra mais adequada, mas à falta de melhor ficamos com esta). Ele aparece-nos como o único ser humano capaz de ver o mundo como ele é, e como tal, numa engenhosa manobra de Allen, é o único personagem a perceber que está num filme e a quebrar constamente a quarta barreira.
Um dia conhece Melody St. Ann Celestine (Evan Rachel Wood), uma inocente parola do sul, e , como não quero estragar nenhuma surpresa vou terminar a minha sinopse introdutória por aqui. Digo apenas que Allen fugiu, e graças a Deus, à habitual relação life changing e, consequentemente, à visão romântica e platónica da sociedade. Apesar de rude e antipático, Yellnikoff é o único personagem que esteve certo desde o princípio e, provavelmente, o único que se mantém inalterado ao longo do filme (bem, quase...).
Whatever Works é um conto moral com excelentes diálogos e recheado de humor. Em nenhum momento nos tenta impingir valores e ideologias (à parte da ideologia de aceitarmos a nossa própria ideologia), e isso faz dele um produto surpreendentemente refrescante. Se calhar, no fim, ficamos com aquela sensação de tudo ter funcionado bem demais e de faltarem algumas explicações... Mas para quê mais explicações se tudo funciona tão bem assim?
Real.: Francis Ford Coppola
Int.: Vincent Gallo, Maribel Verdu, Alden Ehrenreich
Filme
Bennie (Alden Ehrenreich) reencontra o irmão mais velho, Tetro (Vincent Gallo), que não via á dez anos. Porém este inesperado momento não se torna pacífico, nem harmonioso, mas sim conflituoso e revoltado, tudo porque existe demasiados segredos na vida de Tetro e de Bennie.
Veredicto
O segundo filme da segunda vida de Francis Ford Coppola, que optou por um carreira mais livre e discreta. Tetro é um amontoado de referências ao cinema mais clássico do autor, um conjunto de excelentes protagonistas e uma trama que roça entre o mais experimental e mainstream. Porém é absolutamente concreto que é um filme que não agradará muita gente, principalmente para quem não apoia esta decisão filmografica do realizador de O Padrinho.
AUDIO
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Português
EXTRAS
Francis Ford Coppolo Masterclass no Estoril Film Festivel 09
Coppola conversa sobre:
- Filmes Anti-Guerra
- Tecnologia do Futuro
- Filmes Pessoais
- Filmar Digital
- Vincent Gallo
- Cinema enquanto Jazz
- Cinema como linguagem
- Filmes Independentes
- O Futuro do Cinema
Entrevista ao Director de Fotografia Mihai Malaimare Jr. No Estoril Film Festival 09
Galeria de Imagens
Trailers
DVD Rom
Distribuidora – Clap Filmes
Ver Também
Chloe é uma das grandes apostas no ramo o thriller erótico, um dos exemplos da ascensão da jovem actriz Amanda Seyfred, que vimos em Mean Girls (2004), mas foi o seu sucesso aflua de Mamma Mia! um musical bem sucedido de Phillyda Lloyd. Após Jennifer’s Body ao lado da sex simbol Megan Fox, Seyfred veste agora a pele da homónima personagem, uma sensual e jovem prostituta contratada pela medica Catherine (Julliane Moore) para seduzir o seu marido, David (Liam Nesson), que segundo qual tem duvidas acerca da sua fidelidade matrimonial. Realizado pelo egípcio realizador Atom Egoyan (Ararat) e escrito por Erin Cressida Wilson (Fur: An Imaginary Portrait of Diane Airbus), Chloe é o remake americano do sucesso Nathalie … (Anne Fontaine, 2003).
Com o lançamento dos DVDs de Fama e de Talking to Pelham 1 2 3, que são dois exemplos de remakes estreados no ano passado e que indiscutivelmente não ultrapassaram os originais, decidi então tirar algumas teimas e elaborar um top dos 10 piores remakes. Oportunistas e sem originalidade são os adjectivos mais exactos para todos eles.
#10) Rollerball (2002)
Norman Jewison realiza em 1975 um filme de ficção científica cruzado com a temática de desporto em que James Caan se vê submetido num jogo futurístico que cruza hóquei com os primórdios dos gladiadores de arena. Em 2002, John McTiernan fez uma “borrada” tão irreversível na sua carreira que foi refaze-lo para o novo século, resultado para além de possuirmos a nosso dispor um argumento inconsequente e imaturo, é que o espectador fica a merecer de um elenco sem brilho e os “miolos a serem fritos” quando vemos quedas e mais quedas num jogo sem inspiração.
#09) The Day The Earth Stood Still (2008)
O original de Robert Wise (1951) é um dos marcos da ficção científica cuja sua mensagem ainda hoje perdura e mantém sempre actual, a versão de 2008 por outro lado é um contagiado da síndrome de Al Gore e enche todo o seu contexto com mensagens ecológicas e efeitos especiais sofisticados, que se tornam banais graças a um enredo enfadonho e interpretações melancólicas, apenas Keanu Reeves, conhecido pela sua inexpressividade foi o único que tem um papel á altura na pele do extraterrestre Klaatu.
#08) The Hitcher (2007)
Platinum Dunes, empresa gerida por Michael Bay, faz das suas e pega numa obra de culto como The Hitcher de Robert Harmon (1986) e a torna numa espécie de “petisco” para a geração MTV. Sean Bean substitui Rutger Hauer, o qual se torna numa cópia exacta da personagem de Ryder. Um filme hiperactivo, sem grande noção do conceito original e com todos os ingredientes de um espectáculo mais visto e revisto.
#07) The Planet Of The Apes (2001)
Tim Burton até não costuma ser realizador destas “coisas”, porém errar é humano e obviamente Planet of the Apes é o seu erro numa carreira quase imaculada. Se o improvável, mas inteligente filme de ficção científica de Franklin J. Schaffner (1968) é um dos mais famosos e importantes pilares na história desse famoso género cinematográfico, Tim Burton’s Planet of the Apes é uma pomposa aventura que cai no facilitismo do espectáculo, dá-nos uma história hiperactiva e muita “macacada”. Não é no seu total mau, mas não adianta, nem atrasa, é um daqueles casos que o remake é desnecessário.
#06) The Pink Panther (2006)
Se há coisas que eu não entendo são os remakes, outras são quem as produz. The Pink Panther, a celebre comédia de 1963 com Peter Sellers foi refeito em 2006 por Shawn Levy, cujo Steve Martin veste a pele do Inspector Clouseau. Se na versão dos anos 60, Closeau era uma personagem inteligente, porém ingénuo e com queda para desastres na nova versão ele parece ser o irmão mais intelectual de Mr. Bean, um palhaço infantil e imaturo com gags que roçam a credibilidade e a inverosimilhança. Quanto á sequela de 2009, esqueçam, é melhor não falar.
#05) The Haunting (1999)
Uma das regras importantes num filme de terror é que efeitos especiais são para eles como azeite e agua, simplesmente não se misturam. Jan de Bont, realizador de filmes de acção como Speed e Tomb Raider, decide “pegar” no clássico de 1963 e enche-lo com pirotecnia e uma sugestiva componente técnica áudio-visual, resultando um filme de assombrações que tem de tanto assustador como os programas infantis que passam nas manhãs televisivas. Um horror de filme!
#04) The Wicker Man (2006)
É penoso ver Nicolas Cage a submeter a tão mau gosto, The Wicker Man é baseado no subvalorizado thriller de Robin Hardy em 1973, sobre um agente da policia que investiga o desaparecimento de uma criança numa pequena ilha onde reina uma antiga e pouco ortodoxa religião pagã. The Wicker Man se resume a uma viagem pelo péssimo trabalho dos envolventes, quer na realização e o seu trabalho de câmara, quer mesmo na péssima perfomance do actor Nicolas Cage, a história é encaminhada por curtos momentos de facilitismo e a correria da narrativa leva-nos a um fatigante e pesado final. Felizmente foi mal recebido pelo público em gera de tal forma que a prevista produção de uma sequela foi negada pelo estúdio.
#03) Swept Away (2002)
Agora que o autor Guy Ritchie está a reavivar a sua carreira como realizador graças aos sucessos que obteve com Rockn’Rolla e Sherlock Holmes, porém foi um projecto que facilmente conseguiu fazer com que batesse no fundo da criatividade. Swept Away, sendo esse o título do responsável, é uma variação do náufrago “embrulhado” com muita luxúria e puro voyeurismo erótico onde a sua ex-mulher, a estrela internacional da música pop, Madonna (segundo ela, o marido a creditou no papel de protagonista porque era barata e se encontrava disponível) cai nos braços de Adriano Giannini (a desempenhar o original papel do seu pai, Giancarlo Giannini), ambos sujeitados á areia da praia e ao mar de sonho. Mais próximo de uma edição recente dos Survivors, Swept Away é um desequilibrado drama romântico sem ponta que se pegue, onde os protagonistas dão o seu pior. Remake da comédia romântica italiana Travolti da un Insolito Destino Nell'azzurro Mare d'Agosto (Lina Wertmuller, 1974).
#02) One Missed Call (2008)
Em 2003, o referente realizador nipónico Takashi Miike decide homenagear o crescente J-terror que expande em todo o mundo através do seu filme One Missed Call, que citava as fórmulas de filmes do género como The Grudge de Takashi Shimizu ou The Ring de Hideo Nakata. Mas ao contrário das versões americanas dos dois últimos referidos, a “remodelação” de One Missed Call (Eric Valete) resultou numa trapalhada mal executada. Maus actores, maus CGI, mau argumento, maus sustos, mau realizador, ou seja mau em quase tudo. A evitar!!
#01) The Fog (2005)
Regra geral, um remake não é mais do que a alegoria lei do menor esforço dos grandes estúdios cinematográficos, o facto é que muitas vezes o legado de outros filmes são pretextos para a produção de outros idênticos mas carimbado de forma diferente, em termos económicos é o mesmo que comprar produtos mais baratos e para depois revende-los a outrem com um preço mais luxuoso. Enquanto essa politica que indica ao cinéfilo que os graus de inspiração cinematográfica estão a baixar consideravelmente continua a ser executado até á exaustão, filmes como The Fog de John Carpenter são refeitos sem a menor dignidade. Rupert Wainwright era demasiado amador para se encontrar na sombra do mestre do terror, John Carpenter, mas ninguém queria saber, resultando assim num desastre artístico ao vermos um dos mais incontornáveis filmes do terror dos anos 80 a ser “assassinado” por uma salada de variações e um elenco sem brilho e esforço. Depois disto veio Halloween de Rob Zombie, e mais virão da filmografia de Carpenter á espera de serem readaptados, o qual a espíritualidade do mestre seja ofuscada pelo amadorismo e ganância dos produtores milionários. Quando o cinema deixa de ser arte e passa a ser fast-food …
Ver Também
The Day the Earth Stood Still (2008)
The Taking Pelham 1 2 3 (2009)
The Pink Panther (1963 / 2006)
Para o leitor qual é o pior remake que já assistiu?

O Daredevil de 2003 não foi propriamente um campeão de bilheteiras (pode-se dizer que o dinheiro que fez mal dava para mandar cantar um cego... cego, perceberam?), por isso, para a Fox, uma sequela estava fora de questão. No entanto, se o estúdio não fizesse mais nenhum filme perderia os direitos do personagem para a Marvel... o que fazer? Reboot!
Depois de Fantastic Four e Spider-man, Daredevil é o mais recente herói da Marvel a merecer uma segunda oportunidade no mundo do cinema.
Para ser sincero não desgostei totalmente do primeiro Daredevil (que diga-se de passagem era bem melhor do que aquele spin-off mal amanhado de nome Elektra). Aliás, a versão director's cut consegue ser um produto bem decente. Se ao menos o Ben Affleck não fosse box-office poison...

Agora que Paul Levitz deixou a presidência da DC Comics, Watchmen deixou de estar na paz do senhor. Fala-se em Watchmen 2. E algures na sua gruta, numa floresta recôndita do Reino Unido, Alan Moore suicida-se enfiando a barba numa ventoinha.

Cá estão eles, os nomeados para a cerimónia dos Óscares deste ano de 7 de Março.
Consultem a lista aqui!
Agora, quando a uma opinião...
O maior injustiçado deste ano é claramente o soberbo "Public Enemies" de Michael Mann. É um dos melhores filmes do ano que passou, com uma interpretação assombrosa do colosso que é Johnny Depp, e nem uma nomeação viu. Nem para Melhor Actor nem para qualquer categoria técnica.
Já sabem que acho o "Avatar" altamente sobrevalorizado, e portanto, parece-me altamente injusto caso seja o grande vencedor da noite...
Nas outras nomeações para essa categoria, com o aumento para dez nomeados, (que não se iludam, foi com o intuito de fazer esses filmes aumentarem os seus ganhos nas bilheteiras e de aumentar as audiências da cerimónia), parece-me que muitos filmes, como o "District 9", "A Serious Man" dos Coen ou o "The Blind Side", estão lá porque tinham de ser dez.
Quanto à nomeação do "Up", simplesmente não concordo completamente que um filme de animação seja nomeado juntamente com os outros de "carne e osso", (ainda que em alguns, como no "Avatar", não seja a "carne e osso" que predomine). Acho que acabam por ser coisas um pouco diferentes, mesmo que um filme de animação possa ser tão marcante como um de "carne e osso".
Não é o aumento do número de nomeados que eliminará por completo as injustiças, (volto a dizer, "Public Enemies"!), principalmente porque estas entregas de prémios serão sempre injustas e haverão sempre filmes a ser deixados injustamente de fora. Afinal, tudo é relativo a cada um.
E não nos esqueçamos que o Cinema é um negócio e terá sempre muitos "interesses" nos seus bastidores...
O vencedor justo? Quentin Tarantino, sem qualquer dúvida. Mas acho que vai sair do Kodak Theatre de mãos a abanar.
Para além do injusto tratamento que o "Public Enemies" recebeu no que tocou a prémios, se o mestre Tarantino não levar de facto nenhum Óscar para casa, será mais uma coisa a acrescentar à longa lista de injustiças que explicam o porquê de não se dever atribuir muita credibilidade a estes prémios.
Ouviste falar de comédias americanas?
Numa temporada em que os chamados “filmes de Óscar” se estreiam aos trambolhões, as distribuidoras portuguesas decidem então lançar aos cinemas a comédia “Did you Hear About The Morgans” de Marc Lawrence (Music and Lyrics), que volta a trabalhar com o actor Hugh Grant que se auto-titula como o rei das “comédias românticas”. A juntar a ele é a cosmopolita Sarah Jessica Parker que será sempre confundida com a sua personagem Carrie em Sex and the City, ambos interpretam um casal recém-divorciado, e por mero acaso são testemunhas de um brutal crime, o que automaticamente os leva ao programa de protecção de testemunhas. Desnecessário será dizer que as suas identidades são alteradas e o ex-casal é obrigado a assumir o estatuto de casados numa localidade campestre isolada das grandes cidades do país. Se o autor literário, W. Sommerset Maugham afirma que a maior das jornadas é a distancia entre dois seres, Did you Hear About the Morgans cita directamente do coração mais romântico e varia o conceito de segunda oportunidade, porém escusado será dizer que esta comédia é dispensável nas filmografias de tão famosos actores, que tirando a premissa (neste caso deveria se chamar a desculpa de reuni-los) nada atrasa nem avança nesta pseudo- comedia romântica que tem alguma pressa em terminar. Parker e Grant são dois exemplos de prisioneiros aos seus egos, cujos papeis já não variam neste competitivo mercado cinematográfico. Banal, previsível, sem chama nem criatividade, é o que resume Did You Hear About Morgans, agora se quiserem algum motivo para vê-lo numa sala de cinema será obviamente pelos actores Sam Elliot (os papeis são os mesmos, mas o homem continua carismático) e a versátil Mary Steenburgen. Agora é pura ignorância das distribuidoras filmes como este ter um mais abrangente estreia no nosso país, que por exemplo The Road de John Hillcoat, que estreou no mesmo dia. Certamente Portugal sabe rir, mas sem qualidade.
Real.: Marc Lawrence
Int.: Hugh Grant, Sarah Jessica Parker, Sam Elliot, Mary Steenburgen
Imagens
A não perder – as pipocas obviamente!
O melhor – a dupla Elliot / Steenburgen
O pior – é vulgar, mesmo com uma premissa tão promissora
Recomendações – KillShot (2006), Music & Lyrics (2007), Hannah Montana – The Movie (2009)
Devido ao sucesso estrondoso de Avatar de James Cameron, alguns estúdios decidiram converter as suas fortes apostas em 3D. Um dos casos desse “sindroma” é as duas últimas partes de Harry Potter, dirigidas por David Yates – Harry Potter and the Deadly Hollows – uma com estreia prevista para este ano e a segunda parte em 2011, o estúdio pertencente, a Warner Brothers irá também lançar o remake Clash of The Titans de Louis Leterrier a três dimensões, em Portugal tem data de estreia para 15 de Abril deste ano. A Paramount Pictures irá lançar Transformers 3 de Michael Bay também ele com esse formato em 2011.
Ouviste falar de comédias americanas?
Numa temporada em que os chamados “filmes de Óscar” se estreiam aos trambolhões, as distribuidoras portuguesas decidem então lançar aos cinemas a comédia “Did you Hear About The Morgans” de Marc Lawrence (Music and Lyrics), que volta a trabalhar com o actor Hugh Grant que se auto-titula como o rei das “comédias românticas”. A juntar a ele é a cosmopolita Sarah Jessica Parker que será sempre confundida com a sua personagem Carrie em Sex and the City, ambos interpretam um casal recém-divorciado, e por mero acaso são testemunhas de um brutal crime, o que automaticamente os leva ao programa de protecção de testemunhas. Desnecessário será dizer que as suas identidades são alteradas e o ex-casal é obrigado a assumir o estatuto de casados numa localidade campestre isolada das grandes cidades do país. Se o autor literário, W. Sommerset Maugham afirma que a maior das jornadas é a distancia entre dois seres, Did you Hear About the Morgans cita directamente do coração mais romântico e varia o conceito de segunda oportunidade, porém escusado será dizer que esta comédia é dispensável nas filmografias de tão famosos actores, que tirando a premissa (neste caso deveria se chamar a desculpa de reuni-los) nada atrasa nem avança nesta pseudo- comedia romântica que tem alguma pressa em terminar. Parker e Grant são dois exemplos de prisioneiros aos seus egos, cujos papeis já não variam neste competitivo mercado cinematográfico. Banal, previsível, sem chama nem criatividade, é o que resume Did You Hear About Morgans, agora se quiserem algum motivo para vê-lo numa sala de cinema será obviamente pelos actores Sam Elliot (os papeis são os mesmos, mas o homem continua carismático) e a versátil Mary Steenburgen. Agora é pura ignorância das distribuidoras filmes como este ter um mais abrangente estreia no nosso país, que por exemplo The Road de John Hillcoat, que estreou no mesmo dia. Certamente Portugal sabe rir, mas sem qualidade.
Real.: Marc Lawrence
Int.: Hugh Grant, Sarah Jessica Parker, Sam Elliot, Mary Steenburgen
Imagens
A não perder – as pipocas obviamente!
O melhor – a dupla Elliot / Steenburgen
O pior – é vulgar, mesmo com uma premissa tão promissora
Recomendações – KillShot (2006), Music & Lyrics (2007), Hannah Montana – The Movie (2009)
Como a chegada de The Princess and the Frog às salas nacionais, resolvi ressuscitar o belo do Top 10 (eu sei que vocês gostam) e divulgar aqui, e em primeira mão, os meus 10 clássicos Disney de eleição.

Um dos grandes motivos de interesse de Hercules dá pelo nome de James Woods. As canções são orelhudas e a história (apesar de ser uma adaptação demasiado livre da mitologia grega) está bem montada. No entanto, se não fosse o Hades do sr. Woods a coisa não teria a mesma perversidade bem humorada.

Foi o último grande sucesso em animação tradicional dos estúdios Disney. Tem tudo o que se pode esperar de um clássico da casa do Rato Mickey: um herói com um passado triste, um grande vilão e um par de secundários memoráveis. A animação tradicional nunca mais seria a mesma.

Não foi a primeira das princesas Disney, mas foi certamente a que mais contribuiu para a criação do cânone. Um conto de amor e justiça com uma boa dose de sorrisos. Como é que não poderíamos gostar dele?

A par com The Aristocats, é um dos clássicos Disney mais ritmados de sempre. As canções são memoráveis, e os personagens intemporais. Foi o último filme a ser supervisionado por Walt Disney, e o primeiro a ser lançado depois do seu desaparecimento.

Quem é que em criança nunca desejou voar para a Terra do Nunca? Peter Pan é o conto infantil por excelência. Uma luta entre o bem e o mal, recheado de personagens entranháveis. E admito que, apesar de tudo, sempre gostei mais do Capitão Gancho do que do Peter Pan.

Um verdadeiro feito na arte do storytelling cinematográfico. Uma obra com uma estrutura narrativa exemplar, alternando na perfeição entre o registo mais surreal e a pura comédia familiar. Foi o primeiro filme animado a ser distinguido pelos prémios da Academia e o tema When You Wish Upon a Star ainda hoje pode ser ouvido antes de qualquer filme com a marca Disney.

Belo, assustador, ternurento. O pai (ou neste caso a mãe) dos clássicos Disney pode não ter a sofisticação dos filmes mais recentes, mas tem tudo o que se pode querer do mundo de magia idealizado por Walt Disney.

Foi o primeiro filme animado a ser nomeado para um Óscar de Melhor Filme (e até este ano, o único) e ganhou o Golden Globe para Melhor Comédia/Musical. É um dos filmes mais negros da Disney e aquele que melhor conseguiu compreender o espírito do histórico Snow White. Tem drama, comédia, paixão, e tragédia... ah, e as músicas são absolutamente deslumbrantes.

Há muitas coisas em Aladdin que o tornam num clássico instantâneo: o génio esquizofrénico de Robin Williams, os extraordinários números musicais, o carismático Jaffar, o equilibrio emocional da narrativa - nunca esquecendo a vertente dramática. É só escolher uma delas e já têm razões mais do que suficiente para sustentar a presença de Aladdin no segundo posto da lista. (e mesmo se não tiverem, a lista é minha, por isso paciência)

É, a par com Aladdin e The Beauty and the Beast, um dos mais dignos representantes da nouvelle vague Disney dos anos 90. Não tem o ritmo frenético do primeiro nem o apelo negro e romântico do segundo, mas esta poderosa adaptação livre do Hamlet de Shakespeare é um dos contos mais completos e emocionantes da história do cinema.
Dickens digital!
Há a sensação de que Robert Zemeckis (Back to the Future, Forrest Gump) abandonou há muito a velha forma de filmar, filmes de acção real substituídos pela sofisticação e a ilimitação da tecnológica caption motion, destacada ao rubro em Avatar de James Cameron, dispensa comentários. Este processo informático requer na scanização das expressões faciais dos actores para o respectivo programa o qual existem inúmeras ferramentas de caracterização destes corpos informáticos, tudo deriva da caricata visão de actores vestidos com fatos flexíveis pleno em fios sensoriais. Depois da livre imaginação de Polar Express (2004) e da adaptação do antigo folclore, Beowulf (2007), Zemeckis revive o tão convertido conto de Charles Dickens (1843), cuja liberdade visual permite o autor gozar de uma excelente aderência entre a imaginação de Dickens e na caracterização dos fantasmas de Natal. A Christmas Carol, sendo esse o título desta centenária história sobre o espírito do Natal, é um ensaio sobre a versatilidade de Jim Carrey como actor, compondo nesta obra quatro personagens diferentes, todas elas distintas em termos de tiques, outras especificações e ausente do seu habitual ego. No mesmo ramo interpretativo está o outro actor bem flexível na indústria hollywoodesca, Gary Oldman (The Dark Knight, Leon) que também compõe uma vasta gama de personagens. Zemeckis, porém, mesmo sob a pressão do filme de família, consegue preservar o espírito de Dickens e traz a nós a mais negra e talvez mais adulta versão do conto no cinema, trazendo ao espectador alguns sustos digitais e surpresas no ramo da animação. E como filme de família apenas a emotividade e a moral de Dickens se encontram inteiramente inseridos na narrativa. Mais sofisticado que as duas obras anteriores, Zemeckis consegue o conto natalício perfeito deste ano, uma aventura digital invejável, sendo o autor o rei desta tecnologia, muito antes de Cameron ser o “The King of the World”.
Real.: Robert Zemeckis
Int.: Jim Carrey, Gary Oldman, Colin Firth, Michael J. Fox, Bob Hoskins, Robin Wright Penn
Imagens
A não perder – um conto visualmente arrebatador e negro
O melhor – no meio daquela sofisticação, a versatilidade de Carrey
O pior – ser confundido com desenhos animados
Recomendações – The Monster House (2006), Polar Express (2004), Avatar (2009)

Lembram-se daquelas alturas em que temos o computador pessoal tão cheio de esterco digital que a única solução é formatar o disco e voltar a instalar o sistema operativo? Pois no cinema isso também acontece. Batman and Robin foi um pedaço de caca tão espessa e fumegante que o franchise que Tim Burton começou em 1989 nunca se conseguiu recompor do choque. Batman acabou por regressar em grande mas a sua base de fãs nunca perdoaram a Joel Schumacher.
Batman and Robin foi eleito pelos leitores da Empire como o Pior Filme de Todos os Tempos. Desde já aqui ficam os meus sinceros parabéns a Schumacher, Clooney e Schwarzenegger. Vencer o Battlefield Earth não é para todos.
Vejam a lista completa aqui.
(se por acaso estiverem a pensar: "mas o Batman and Robin não era assim tão mau"... tomem isto!)

Para justificar a presença deste estaminé no Planet Geek, aqui fica o gag de abertura do décimo primeiro episódio da temporada 21 dos The Simpsons, onde um certo telemóvel de uma certa empresa megalómana faz uma pequena aparição.
Achei piada. Só isso. Continuando...