publicado por vera às 2013-05-21 21:35:11
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publicado por Andrusca ღ às 2013-05-21 20:46:21
Capítulo 12
Quando Samantha e William retornaram ao salão onde o baile decorria, Irinoi estava sozinho no seu trono. A rainha e as princesas já se tinham recolhido, era tardíssimo, faltavam poucas horas para o nascer do sol e a música tinha agora acalmado. Os convidados que ainda restavam estavam de volta das mesas, nos petiscos e nas bebidas, e um ocasional bêbedo dançava sozinho ao som das vozes das conversas paralelas que soavam. Metade dos soldados já estavam caídos a um canto, perdidos de bêbedos, e dos poucos que restavam apenas Raj, o comandante, se mantinha sóbrio.
- Samantha, William, venham cá – gritou o rei, assim que os avistou, fazendo-lhes gestos com as mãos – Comandante Raj, você também.
Aproximaram-se os três e entreolharam-se. Samantha baixou o olhar, sentindo-se ligeiramente incomodada. E se ele a reconhecesse? E se reconhecesse os seus olhos?
- Sim, pai? – Perguntou William.
- Comandante Raj, não acho que já tenha tido a oportunidade de lhe apresentar a Samantha – disse Irinoi, sorridente –, de Walcaster.
- De Walcaster? – Surpreendeu-se o comandante, olhando para ela – Não me leve a mal, mas pensei que…
- Mas não – disse ela, forçando um sorriso – Houve uma sobrevivente.
- Bem, certamente o seu brilho e beleza tornam aquela Noite Negra muito menos escura – disse-lhe, soltando-lhe um sorriso genuíno, para depois lhe fazer uma vénia e lhe beijar a mão.
- Obrigado – agradeceu ela.
- Comandante, onde está aquele soldado que nunca tira o capacete? – A pergunta do rei fez com que Samantha ficasse mais rija – Aquele que tão incrivelmente nos salvou?
- Está nos aposentos, Vossa Majestade – disse a voz de Jonah, vinda de trás deles – Disse que não se sentia muito bem, esteve no baile apenas por momentos – Samantha respirou de alívio e ele virou-se para ela então – Não acredito que tenhamos sido ainda apresentados. Sou o Jonah, um simples soldado – disse, fazendo uma vénia.
- Samantha, é um prazer – alinhou ela, dobrando-se também – E não há nada de simples em se ser um soldado, Jonah, se não fosse por todos vós não teríamos um reino. Um rei sem um exército… é apenas um homem. Não concorda comigo, meu rei?
- Parece que cresceste para te tornares numa rapariga excecionalmente perspicaz – comentou ele, rindo-se – Sim, não poderia concordar mais. Diz-me, tens onde ficar…?
- Bem, eu…
- Então ficas aqui. Pelo tempo que precisares.
- Agradeço, mas na verdade não vou ficar por muito tempo. Depois daquela noite, fui acolhida por um mulher que me deu casa e comida… vim porque achei por bem avisar-vos finalmente de que estava viva. Mas não posso ficar.
- Bem, de certo que eu e os rapazes não nos importaríamos de a escoltar até à sua casa – ofereceu-se Raj, fazendo com que William engolisse em seco.
- Isso não será necessário comandante – meteu-se logo ele –, eu escolto-a eu mesmo. Mas não esta noite. Esta noite ela fica cá, e quando amanhã acordarmos tratamos disso. Que achas Sam?
- Parece-me um bom acordo. Mas agradeço a sua disponibilidade, comandante.
Nesse momento as portas do salão, já fechadas por se encontrarem já relativamente menos pessoas e já ninguém supostamente chegar àquela hora, abriram-se de repente e fizeram um estrondo ao baterem na parede. O rei era o único que estava de frente para ela, e os outros voltaram-se todos para averiguarem o que se passava. Estava um sujeito acompanhado por cinco guardas com armaduras personalizadas em cores de vermelho e preto no cimo das escadas. Irinoi levantou-se do trono, demonstrando uma postura territorial, e Raj levou a mão à espada que tinha no cinto. O impulso de Samantha foi exactamente o mesmo, porém naquele belíssimo vestido de baile não havia lugar para armas. Enquanto o via a descer degrau a degrau, Samantha sentiu-se incapaz, impotente. Via-o aproximar-se, com aquela barba escura e os olhos cheios de malícia, mas nada podia fazer para o travar. Odiou-o com todas as suas forças. Todo o ódio acumulado por dez anos estava agora a surgir. William, de um modo protector, colocou-se parcialmente à sua frente. Esta não tinha sido, de todo, a maneira como ela tinha idealizado vê-lo pela primeira vez após tantos anos.
- Deste um baile e não me convidaste – pronunciou o homem, quando chegou ao fim das escadas – Que rude.
- Não és bem-vindo nesta casa, Marx – apressou-se Irinoi a responder – Guardas!
Num momento os guardas que estavam de serviço puseram-se do seu lado, prontos a dar a vida pelo seu rei se tal fosse preciso, e Jonah desembainhou também a sua espada.
- Tem calma, não vim cá para isso – disse Marx, que avançou mais na direcção de todos e olhou directamente para Samantha – Os meus espiões disseram-me acerca de ti. A morte favoreceu-te, rapariga.
- Então talvez se devesse juntar a mim – disse ela, prontamente, com a voz segura mas os joelhos a tremer. Falar para ele, olhar para ele, e não o poder matar ali queimava cada fibra do seu ser.
- Cuidado com as tuas palavras, estás a falar com um rei – ralhou ele, fazendo William engolir em seco.
- Não há um rei. Há o rei. E o único que há está atrás de mim – respondeu ela, para surpresa de todos – Você é apenas um lorde rude e ganancioso, com castelos roubados.
Marx soltou um sorrisinho cínico e empurrou William, chegando-se o suficiente ao ouvido da rapariga que permaneceu impávida.
- Não sei como sobreviveste, e não sei como chegaste aqui, mas há uma coisa que sei: esse rei que dizes existir, não vai estar vivo por muito mais tempo, e nem tu. Quando te metes com uma cobra, tens que estar atenta ao veneno – sussurrou-lhe, ao ouvido.
Começou então a afastar-se, mas ao subir o terceiro degrau voltou-se novamente para eles ao ouvir de novo a voz da rapariga:
- Tanto veneno é tóxico, sabe? Talvez se envenene a si próprio – disse ela – Se não tiver cuidado, pode ser que morra do seu próprio veneno.
- Estás-me a ameaçar, rapariga? – Perguntou ele, a cuspir as palavras – Talvez devesses controlar as tuas raparigas, Irinoi, quem sabe o que eu poderia fazer desta vez.
Samantha ia dizer algo mais, mas William voltou-se a colocar à frente dela.
- O meu pai já disse não era bem-vindo aqui, lorde Marx. Por favor, saia – disse, com uma voz dura.
Marx assentiu com a cabeça.
- Vemo-nos em breve.
Ele saiu do salão e um dos guardas seguiu-o, retornando apenas quando ele saiu definitivamente das muralhas do palácio. Só então Irinoi se voltou a sentar no trono, com um ar perturbado, e Raj guardou a espada tal como Jonah. William olhou para Samantha com um ar preocupado e, ao ver o seu ar abatido, abraçou-a. Em vez de discutir, ela agradeceu-lhe mentalmente por o ter feito, já não sabia quanto mais tempo se ia aguentar em pé depois de tudo aquilo.
- Ficas aqui, não há mais discussão – disse Irinoi, com o tom severo que apenas utilizava quando grandes problemas estavam para chegar.
- Não vou discutir – acabou por dizer, quando se despegou de William – Agradeço.
- Agora que o Marx descobriu que estás viva, ficas em melhor segurança no palácio – pensou o rei, em voz alta.
- Concordo – disse ela – William, se não te importares, gostava que me guiasses ao meu quarto agora.
- Claro. Pai, falamos melhor amanhã?
O rei assentiu com a cabeça, Samantha fez-lhe uma vénia, despediu-se com um sorriso dos outros, e saiu com William ao seu lado. Juntos subiram as escadas e caminharam pelos corredores, sempre em silêncio. Ele levou-a até um quarto num andar acima daquele destinado a “Samuel”, um quarto muito maior, muito mais luxuoso, digno de alguém da realeza. Só após fecharem a porta, e de a rapariga dar voltas e voltas ao quarto, é que William arranjou a coragem de falar.
- Sam, ouve, o que aconteceu…
- Algo não está bem – interrompeu ela, de rompante.
- Sim, é claro. O Marx encontrou-te, não deves estar nada bem – disse ele, sem compreender.
- Não… quer dizer, sim, não estou bem mas… Como é que ele sabia que eu cá estava? Ele disse que os espiões lhe tinham contado… e isso significa que alguém neste palácio sabia que eu cá estava – continuou ela a pensar em voz alta, intrigando-o – Não percebes? Há um espião no palácio. Talvez me tenha visto a falar contigo há semanas e tenha sabido que eu estava viva… se calhar investigou-me e descobriu que sou o Samuel ou… mas então porque não me entregaria?
- Sam…
- Não, faz sentido. E ele falou de cobras. E foi essa a ordem que tentou matar o teu pai, não foi? As Cobras. Ele está por trás daquilo. Talvez me estivesse a testar, para ver se conseguia proteger o rei, talvez…
- Ei, Samantha! – Disse ele, num tom mais elevado, pousando-lhe as mãos nos ombros – Respira fundo. Eu sei que isto foi um choque, vê-lo após todos estes anos, não consigo imaginar como te fez sentir… mas se o que estás a pensar for verdade, então tens que ter cuidado.
- E tenho que descobrir quem é o espião. O teu pai nunca estará a salvo com ele aqui.
- Não querias ficar cá, nem querias aparecer no baile… porque é que aceitaste o convite do meu pai para permaneceres no palácio, Samantha? – Perguntou ele, já convencido de que sabia a resposta.
- O teu pai pensa que me está a proteger, mas a verdade é que eu o vou estar a proteger a ele.
Vêem? Eu disse que ia ficar mais interessante a partir daqui.
Vamos lá ver como é que a Sam se sai nesta busca ao espião.
Comentem, sim?
E leiam a DDO
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publicado por Andrusca ღ às 2013-05-21 20:15:06
Vi esta semana o filme Warm Bodies. Já sabia o que esperar, mas mesmo assim... acho que quem escreveu aquela história não estava bem.
Até é engraçado, mas nada, repito: nada, faz sentido.
Passa-se um bom tempo, mas não é filme que vá voltar a ver.

Agora quero ver o Tristão&Isolda, porque adoro esse tipo de filme de época, mas como já sei o final e me desanimou, só o devo ver daqui a muito muito tempo.
publicado por Annie às 2013-05-21 20:00:15
Geralmente não vejo este tipo de programas, mas gostava de ter visto a última edição visto o tema agradar-me profundamente pois discutiu-se "empreendorismo" e coisas que tais. O vídeo que vos deixo a seguir, é uma parte do programa onde um jovem de dezasseis anos, o Martim, apresenta a sua marca e dá uma lição de moral a muita gente. Mostra-se um jovem determinado e é um verdadeiro exemplo de que a sociedade de hoje em dia não está perdida. Nem todos os jovens são uns rufias, nem todos os jovens são uns bardinos. Existem jovens com ideias, e nesses jovens que os noticiários deveriam apostar e falar. Para quê? Para que as suas ideias fossem para a frente e para que pudessem ser mais desenvolvidas.
Sinto-me orgulhosa por ser da mesma "época" que este Martim e de muitos "Martins" que existem por esse país fora e que, infelizmente não são falados tão regularmente como deveriam.
Se, alguma pessoa perto deste rapaz visita o blog, dêm-lhe os meus parabéns.
publicado por LostDreams às 2013-05-21 18:00:47
publicado por vera às 2013-05-21 10:03:34
publicado por vera às 2013-05-20 19:41:45

eu gostava mesmo de ti sacaninha . quem se vai aninhar no meu pescoço e lamber-me a cara com uma língua áspera e minúscula agora? foda-se , eu gostava mesmo de ti, eu gosto mesmo de ti.
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publicado por Andrusca ღ às 2013-05-20 19:29:51
Capítulo 20
Último Dia de Escola * Parte 2
- Como é que é possível ainda não estares pronta?! – Reclamou Richard, encostado à ombreira da porta que dava para a casa de banho do quarto de Chelsea, enquanto esta estava em frente ao espelho a aplicar um pouco de rímel.
- Ai Richard, que chato, ainda é cedo – disse ela – Além disso, quero estar bonita.
- Para alguém especial? – Chelsea olhou para Richard e deu com ele a observá-la com cuidado. Ela sabia que aquela pergunta não tinha vido do nada, sabia que mais cedo ou mais tarde Richard ia querer falar sobre o que aconteceu com Jensen. A rapariga suspirou e guardou o rímel. Passou pelo irmão e pegou nos brincos que tinha em cima da mesa-de-cabeceira, pondo-os de seguida, e depois sentou-se na cama e fez sinal ao irmão para que se sentasse também.
- Seria muito mau se te dissesse que não consigo explicar? – Perguntou ela, a olhá-lo directamente – Eu sei que queres saber o que se passa entre mim e o Jensen, mas eu não te posso explicar porque nem eu sei. Não sei o que somos, e por isso é que estávamos a manter tudo em segredo.
- Mas gostas dele? – Perguntou Richard – E ele gosta de ti?
- Sim, quer dizer, acho que sim… Rich, adorava poder responder a tudo, mas não posso. Dá-me tempo, quando descobrirmos o que se passa asseguro-me de que também saibas, está bem?
- Eu não te quero ver magoada – afirmou o rapaz, com a voz segura.
- Eu sei o que faço – Chelsea pareceu ter todas as certezas, mas na verdade tinha um mau pressentimento sobre toda aquela história. Mas a vontade de estar com Jensen era maior e por isso ignorava o que o seu interior lhe estava a tentar dizer – Agora vamos lá, estamos atrasados.
Richard riu-se e abanou a cabeça.
- E de quem é a culpa? – Perguntou. Chelsea revirou os olhos e puxou-o para fora do quarto.
Foram os dois a pé até ao bar, e já ao início da rua viram o grupo que os esperava à porta. Já lá estavam todos. Entraram para o Drink&Tell e Chelsea viu que o espaço estava diferente. Tinha uma grande faixa preta reluzente, com letras douradas, a dizer “Sobrevivemos a Mais Um” e havia um palco grande ao lado do DJ, onde estava uma banda – que Chelsea não conhecia –, a tocar. Pareciam bons. A rapariga dos caracóis ruivos viu PJ ao pé de Jensen, estavam os dois a dar umas indicações ao vocalista, que tinha feito um pequeno intervalo deixando os outros membros da banda apenas a tocar. Quando acabaram, viram os amigos e foram ter com eles. PJ sorriu a todos e deu um beijo na bochecha de Chelsea e ela sorriu-lhe, dirigindo depois o olhar a Jensen.
- Olá caracolinhos – disse ele. Não parecia feliz, e Chelsea não percebeu o porquê.
- Oi – disse ela.
- Queres vir dançar? – Perguntou PJ, não lhe dando tempo para responder – Eu acho que queres.
O amigo puxou-a para a pista de dança e agarrou-lhe nas mãos, fazendo com que se começassem a mexer ao som da música. Chelsea ora ria ora dançava descoordenadamente por PJ a estar sempre a puxar para lados contrários na brincadeira. O resto do grupo juntou-se a eles, e durante vários minutos estiveram todos animados menos Jensen.
- Vou parar por um bocadinho – disse Chelsea, começando a desviar-se.
Passou ao lado de Jensen e ambos trocaram um olhar que apenas foi captado por Richard. Chelsea dirigiu-se ao bar e pediu uma bebida.
- Posso-te pagar um copo? – Ouviu, do seu lado direito. Dirigiu para lá o olhar e viu um rapaz mais ou menos da altura dela, com um aspecto bastante atraente e um sorriso de cair para o lado.
- Eu já pedi, mas obrigada na mesma – dispensou ela.
O rapaz riu-se.
- Vá lá…
- Meu, pira-te – ouviram, por trás deles. Viraram-se os dois ao mesmo tempo e viram Jensen, de frente para o rapaz – Vá lá, não tenho a noite toda, deixa-a em paz.
- Então e dançar? Não queres dançar? – Perguntou o rapaz, ignorando completamente Jensen, o que o deixou a ferver.
- Não, obrigado – disse Chelsea.
- Mas tu és surdo? – Reclamou Jensen, chegando-se mais para ao pé de Chelsea – Ainda não percebeste que ela não está sozinha? Desanda, vá.
O rapaz deitou-lhe um olhar chateado e foi-se embora, enquanto Chelsea assistia à cena embasbacada. O empregado deu-lhe a sua bebida e ela agradeceu, voltando-se depois para Jensen.
- Isso foi uma cena de ciúmes? – Perguntou-lhe, com um ar admirado.
O rapaz revirou os olhos e suspirou, e tal reacção fez com que ela risse.
- Vem comigo – Jensen puxou-a pelo braço e só lhe deu tempo para voltar a pousar o copo no balcão antes de ter de o seguir.
Passaram o corredor fininho que ia dar às casas de banho e saíram pela porta de emergência, que dava ao beco sem saída. Chelsea sorriu involuntariamente, tinha sido naquele lugar onde tinha visto o rapaz mascarado pela primeira vez, ainda antes de saber de quem se tratava.
Chelsea ia-lhe perguntar o que estavam ali a fazer, mas antes que tivesse tempo foi atacada pelo beijo do rapaz, que a encostou à parede.
- Estive morto para fazer isto a noite toda – disse ele, desencostando os lábios dos dela por poucos segundos. A ruiva sorriu-lhe.
- Boa maneira de pedires desculpa pela cena com o rapaz – disse ela.
- Desculpa? A culpa foi dele, não tem nada que se meter com a namorada dos outros – a frase saiu-lhe tão depressa que por pouco que passava despercebida. Mas não passou.
- Namorada? É isso o que te sou? – Perguntou Chelsea, sentindo-se a corar levemente. Os olhos do rapaz elevaram-se aos dela e pôde vê-los brilhar.
- Acho… acho que sim – murmurou ele, baixinho. Chelsea sorriu e após sentir o seu coração disparar à velocidade máxima beijou-o também.
- Então também acho – disse ela, ao ouvido do rapaz, depois de se abraçar a ele.
- Devíamos voltar lá para dentro – suspirou Jensen – Vão notar a nossa falta.
- Sim… vamos lá – Chelsea puxou-o pela mão e entraram, mas ainda no corredor notou a falta da música e parou instintivamente. Não se ouvia barulho nenhum, estava tudo demasiado calado, tudo demasiado quieto. Jensen também notou e olharam os dois desconfiados um para o outro. Andaram devagar e sem fazer barulho até chegarem à porta e abriram-na devagar, só o suficiente para espreitarem. As pessoas estavam todas quietas, e olhavam para o palco, onde estava agora um homem com umas roupas velhas e magro, todo curvado. Tinha uma barba maior do que Chelsea se lembrava, e tinha a pala preta a tapar-lhe o olho. Chelsea já sabia de quem se tratava, mas a cicatriz na bochecha deu-lhe o resto das certezas.
- Será um espectáculo? – Perguntou Jensen – Mas eu ajudei a organizar, não sei de nada…
- Não é um espectáculo – garantiu a rapariga, apertando o pingente – Eu conheço-o. Gorman. É um demónio.
- O que estará aqui a fazer?
- Não sei, mas não vou esperar para descobrir.
Chelsea respirou fundo, concentrou-se e no segundo a seguir todo o seu corpo já tinha sido percorrido pela magia da Defensora e se encontrava agora com os seus trajes de batalha. Quando olhou para Jensen, viu-o também já pronto, com o seu fato e a capa, sem esquecer a máscara. Chelsea abriu a porta com força, e esta, ao bater na parede fez um pequeno estrondo que fez com que se virassem todos para lá.
- Tu… - murmurou Gorman.
- Como é que te atreves a aparecer outra vez? – Perguntou Chelsea, dando meia dúzia de passos para dentro da sala – Já fugiste duas vezes, para quê apareceres agora para estragares a festa aos estudantes?
- A Defensora do Oculto… - Murmuravam algumas vozes entre a multidão.
- É mesmo ela – diziam outras.
Chelsea seguiu até ao palco e subiu as escadas que lhe davam acesso, sempre com Jensen atrás, para ficar mais perto de Gorman.
- O que queres daqui? – Perguntou o rapaz mascarado.
- O fim está perto… vim oferecer salvação – disse Gorman, rindo-se.
- Não, vieste recrutar pessoas – afirmou a Guerreira Defensora.
- Não vai tudo dar ao mesmo? – Perguntou o demónio – Mas já que estás aqui… - Gorman esticou o braço e da sua mão saiu um raio directo a Chelsea, mas ela saltou e ele embateu na parede antes de ela voltar a aterrar.
- Vamos mesmo começar isto de novo? – Perguntou ela, com uma voz enfadada.
O demónio sorriu-lhe e investiu num soco, mas foi travado por Jensen que além de lhe bloquear o ataque, ainda começou a lutar com ele. Chelsea aproveitou a distracção do oponente e fez-lhe uma rasteira, fazendo-o cair no meio do palco. “O pior pesadelo de qualquer actor… ai Chelsea, concentra-te”, pensou ela. Ele ia-se levantar mas Jensen agarrou nas mãos de Chelsea e rodou com ela, permitindo-lhe dar um pontapé em Gorman, mais forte do que daria sem o impulso, fazendo-o ficar quase sem sentidos no chão. A rapariga do cabelo ruivo aproximou-se para o ir agarrar mas não reparou que na sua mão se formava mais um raio. Jensen reparou, e correu até ela, dando-lhe um encontrão e levando ele com o raio. Por momentos Chelsea ficou paralisada ao vê-lo voar até à outra ponta do palco, mas depois voltou a concentrar-se em Gorman, que já estava de pé. Com um gesto mandou-o para fora do palco e depois saltou ela para o chão, dando-lhe um pontapé com ele ainda no chão. Ele fez-lhe uma rasteira e ela caiu à sua frente, e ele pôs-se por cima a tentar esganá-la. Mas Chelsea arranhou-o e empurrou-o, e às tantas conseguiu afastá-lo e levantaram-se os dois.
- Aquele tipo que mandaste ao chão, é o meu namorado – afirmou ela, de maneira a que apenas ele ouvisse – Por isso fizeste um grande erro.
Gorman mandou-lhe mais um raio mas ela, com a mente, mudou o rumo e este embateu nele próprio, com o terço da força com que tinha sido primeiramente mandado, fazendo-o desaparecer instantaneamente. A rapariga levou a mão ao pescoço, que lhe doía por causa da força com que tinha sido agarrado, e depois sentiu uma mão no seu ombro. Olhou e viu o rapaz mascarado, que lhe sorria. No meio do silêncio começou a ouvir-se um aplauso, que ao princípio era pequeno e quase inaudível, e depois começou a aumentar de proporções.
- Hora de ir – murmurou Chelsea, sorrindo. Os adolescentes preparavam-se para os atingir com mil e uma perguntas quando os heróis abriram caminho entre a multidão e saíram com pressa pela porta da frente.
Correram os dois até às traseiras e saltaram o muro e, para o espanto dos dois, no beco encontrava-se Cassie, de braços cruzados, como se estivesse à espera eternamente.
- Apanhados – disse ela, rindo-se.
Chelsea revirou os olhos e deixou que a luz arroxeada lhe devolvesse a roupa normal e os seus caracóis, enquanto Jensen fez o mesmo.
- Lindo espectáculo – elogiou a rapariga dos piercings, fazendo Chelsea rir.
- Anda lá, vamos lá para dentro – disse Jensen, rindo também.
Então, que tal?
publicado por - cp às 2013-05-20 16:00:12

Provavelmente já muitos nem podem ouvir falar no assunto (provavelmete é porque não são portistas, na maioria!) mas, sendo uma adepta mesmo adepta do Futebol Clube do Porto, eu não poderia deixar de falar neste assunto, não é?
Então, ontem foi um dia... diferente. Um domingo excelente. Fui para o Porto, esperando que o jogo desse nos Aliados e, entretanto, disseram que daria no Dragão. Lá fomos para o Dragão onde, minutos antes do jogo, soubemos que a SPORT TV não permitia a passagem do jogo. Então, a cinco minutos, para onde iriamos nós? Dolce Vita! Aquele shopping nunca esteve tão cheio na vida, aposto! O ambiente que ali se criou foi excelente, todos os que ali estavam eram portistas, todos a ver o jogo, todos a cantar, todos a apoiar o nosso lindo clube. Digo-vos, mais uma vez, que foi um dia impecável.
Para além dos canticos de apoio, gritamos golo todos em conjunto. Até quando era o golo do Moreirense! Ficamos felizes com isso, obviamente.
Aprendi uma nova música que está na moda, vou passar a citá-la ''OLHA A CABEÇA, OLHA A CABEÇA, OLHA A CABEÇA DO LAMPIÃO, CONTINUA A ACHAR, CONTINUA A ACHAR" - pronto, achei piada e agora não me sai da cabeça!
Depois, saimos todos do shopping e fomos para a rua. Gritamos, rimos, cantamos, saltamos. Esperamos pela nossa equipa, pelos nossos campeões. Algo engraçado foi que, no ecrã gigante, passavam imagens de apoio ao Porto, e lá aparecia sempre o golo do Kelvin frente ao Benfica. Havia sempre alguém a gritar golo, o que era hilariante.
Passaram carros, carrinhas, motas. Tudo com bandeiras e cachecois. Foi tão lindo!
E quando a equipa chegou? Foi, provavelmente, a coisa mais bonita que vi nestes últimos tempos. O apoio dos adeptos e a alegria dos jogadores era notória. E a taça é linda! E nossa, finalmente. Mais uma vez!
Não consegui não falar disto, portanto, peço desculpa se leram sem querer - not, se leram foi porque quiseram, não obriguei o:
SEMPRE ACREDITEI EM TRI, CARAGOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO
publicado por happii às 2013-05-20 15:04:10
Tenho mais quatro novos gatinhos, vou dar três, e ficar com o pardo, o Romeu ;)
Fiz Cucpakes de Amendoim com cobertura, tenho que fazer mais vezes.
publicado por vera às 2013-05-20 14:55:21
não te envolvas, nunca.
publicado por vera às 2013-05-19 23:19:20
eu durante o processo de elaborar trabalhos importantes para a faculdade :
não consigo, não consigo e não vou fazer esta cadeira.
isto vai sair uma belle merde.
acho que vou comer.
pronto, foca-te.
não sei ler.
esta palavra é estranha, de onde vem isto mesmo ?
ah secalhar já começo a entender esta cena.
hã?!!
já posso chorar agora?
não chores !
e vai mais um café.
é agora, deixa-te de merdas.
mas porqueee ?
eu quero ser astronauta.
se no espaço há o vazio porque é que há sons explosivos no star wars?
foda-se vera.
publicado por Margarida às 2013-05-19 22:49:47
publicado por LostDreams às 2013-05-19 21:55:45
publicado por Teresa ♥ às 2013-05-19 19:27:15

Ás vezes precisamos de um pouco de magia e de menos stress na nossa vida. Precisamos de respirar novos ares e fazer com que a felicidade seja o topo dos nossos objetivos. Todos os dias são novas oportunidades para sermos felizes e por isso não devemos deixar que pequenas coisas nos derrubem. Aproxima-se uma nova semana e por isso desejo-vos uma ótima semana, cheia de sorrisos e não se esqueçam que os vossos medos não podem matar os vossos sonhos ♥
publicado por Margarida às 2013-05-19 18:28:18
da primeira janela direit(...)
publicado por vera às 2013-05-19 17:40:52
publicado por vera às 2013-05-19 17:32:31


publicado por vera às 2013-05-19 16:48:18
publicado por vera às 2013-05-19 15:52:45
New Girl acabou, com Vaccines a finalizar a last scene.
O meu mundo acabou ali por uns segundos.
publicado por vera às 2013-05-19 15:43:54

Eu: Inês fazes-me uma tosta mista?
Mãe: Inês podes-me passar o comando?
Pai: Inês podes ir buscar os meus óculos?
Inês: Inês, podes fazer o favor de ser feliz? Não? Ninguém ?
publicado por vera às 2013-05-19 15:36:20
It's all over now baby blue, é das poucas coisas que nunca ninguém me pode tirar.
A Religião do meu ponto d(...)
publicado por Margarida às 2013-05-19 14:54:16
Como ateísta que sou, se há coisa que me faz confusão é as pedinchiches dos religiosos. Acredito que muitas das vezes não será mais do que hábito/cultura/expressões, mas meter Deus "ao barulho" por futebol? Por negócios? Por intrigas? Ou por um rol enorme de outros motivos banais?
Quantas vezes ouvimos "XYZ há-de acontecer, se Deus quiser!", "Deus está do nosso lado", ou ainda quando as coisas correm a feição dos pedidos: "Deus não dorme! Cada um tem o que merece".
Eu não acredito em Deus (em nenhum), mas acho que se acreditasse teria vergonha de fazer este tipo de pedidos. Incomodar algo tão grandioso, tão poderoso, com tantos problemas GRAVES neste Mundo para resolver por questão clubísticas (que no dia de hoje é o que mais se vê no facebook) ou outra coisa qualquer do mesmo valor?
Será que se esse Deus existe, não acabará por castigar essas pessoas que nele acreditam, que lhe rezam, que o veneram, e que o chateiam para que as cuscuvilhices da amiga da prima sejam descobertas, enquando ele está ocupado a preparar um milagre para salvar o filho do vizinho de uma doença terrível? Ou essas mesma pessoas acham que se forem a Fátima uma vez no ano e se lá se confessarem, os pecados serão absolvidos?
Será que por cada prece feita por um crente, um luz se acende num enorme painel como mapa mundo no escritório do "Criador"? E que essa luz varia consoante a intensidade do pedido? Como número de pedidos feitos para a mesma causa? Ou pela gravidade da situação? É que ser Deus também deve ser complicado, deve ser trabalho com muitas dores de cabeça. Agir primeiro para uma criança que reza por comida, ou agir perante milhões de pessoas que pedem simultaneamente a vitória do seu clube? E em casos de pedidos opostos de dois crentes para o mesmo caso, ele intercede por quem? Por quem tem mais razão ou por quem lhe reza mais?
Realmente não acredito em nada disto. Acredito "un petit peu" em sorte. Não em toda a sorte porque as coisas não caem do céu. Acho que grande parte da nossa sorte somos nós que a fazemos com o nosso trabalho, esforço e atitudes. Mas sim, de vez enquanto aparece algo de bom sem implicar o mínimo esforço. E contínuo sem acreditar que seja obra de Deus, porque se assim for, isso não é mais do que uma injustiça divina. Dar tanta coisa a quem não acredita nele, com tantos fieis a pedir-lhe não mais do que condições para sobrevivência.
Já tive longas conversas com crentes de verdade (não aqueles que acham que ser crente é ir à missa), e eles têm resposta para todas as minhas dúvidas. O meu problema continua a ser a ambiguidade dessas respostas. Por isso continuarei a ser ateísta até ver as minhas questões eliminadas com respostas lógicas, ou quem sabe, até ao dia em que o meu consciente achar que a fé deve ser superior à lógica. Afinal, ninguém sabe o dia de amanhã.
publicado por Annie às 2013-05-19 14:17:01

"(...) Mas todo o mundo mais ou menos falha. Isto é, falha-se sempre na realidade aquela vida que se planeou com a imaginação. Diz-se: " vou ser assim, porque a beleza está em ser assim. " E nunca se é assim, é-se invariavelmente "assado" como diria o pobre marquês. Às vezes melhor, mas sempre diferente. "
http://apenasrespira.blogs.sapo.pt
publicado por Beatriiz às 2013-05-19 12:33:39
A brisa teimava em desprender-lhe o cabelo, soltá-lo num sopro de vento mais forte que se avizinhasse, para que dançasse sobre o olhar atento daquela manhã primaveril.
Contudo, ela continuava imune a este pequeno detalhe da natureza, o seu olhar debroçava-se agora sob o horizonte onde demoradamente pensava no que faria daí em diante. Parecia uma questão cheia de reversos, não encontrava uma única resposta que a fizesse sentir determinantemente confiante para seguir com a sua escolha. E assim, passaram-se minutos, horas...
O sol já ia alto, iluminando o rosto daquela jovem tão invulgar que se perdia entre pensamentos. O sol deixou-se pousar sobre ela, aconchegando-a no calor do dia como se isso lhe retirasse o peso das suas decisões ou pelo menos a frieza das mesmas.
http://runlikethewind.blogs.sapo.pt
publicado por Andrusca ღ às 2013-05-19 12:32:26
Isto tem sido fraco em acção, mas isso muda a partir do próximo capítulo, prometo (:
Comentem sff (:
Capítulo 11
- Então foi para aqui que fugiste! – Exclamou William, ao rir-se.
Samantha estava sentada no banco de pedra em frente à fonte no centro do labirinto, no jardim do palácio. A noite já ia avançada, mas nem por isso o ambiente festivo acalmava. Ela, porém, já estava a precisar de alguma paz para meter as ideias em ordem. Já não estava habituada a ter tanta gente em seu redor, a fazer-lhe perguntas, a querer saber mais, a lamentar-se pelo que ocorreu há dez anos.
- Precisava de uma pausa – justificou – E este sítio pareceu-me bom para me abstrair de tudo.
Ele assentiu.
- Vês? Não foi assim tão mau – disse, referindo-se a ela ter ido ao baile.
- Foi mais difícil do que desarmar quinze homens. A maneira como as pessoas me olharam quando o rei me abraçou, os olhares que me mandaram enquanto dançávamos… conseguia sentir o ódio naquela sala.
William olhou para ela incrédulo e não conseguiu evitar soltar uma gargalhada.
- Não era ódio. Inveja. Porque todas querem a aprovação do meu pai… e todas querem dançar comigo – disse, com um tom presunçoso, fazendo-a rir.
- Não achei que conseguisse voltar a soltar uma gargalhada como esta. Senti saudades de rir – confidenciou.
- Lamento.
- Pelo quê?
- Por ter desistido da busca.
Samantha desviou o olhar para a fonte e a sua respiração tornou-se mais pesada.
- Éramos miúdos, o que é que querias ter feito? As tuas mãos estavam atadas.
- Mesmo assim, sonhei com o dia em que te encontrava de novo tantas vezes… - ele colocou-se de joelhos à frente dela, obrigando-a a olhar para si e agarrando-lhe nas mãos – Pensei que ia ser por acaso, que ia a passar perto de um rio e ouvia o riso e ia-me aproximar e via os teus belos cachos loiros a abanar ao sabor do vento. Tu sorrias-me e perguntavas-me se me lembrava de ti. E eu dizia que nunca me poderia esquecer. E era assim, no bosque, porque sempre foste um espírito livre.
- E em vez disso encontraste uma rapariga vestida de homem.
Ambos se riram, e William passou do chão para cima do banco, onde se sentou ao lado dela. Sem ter noção dos seus movimentos, deu uma festa suave na bochecha da rapariga e começou a aproximar o rosto do dela lentamente.
- Não. Encontrei exactamente o que estava à procura – proferiu, antes de juntar os lábios dos dois por breves momentos, até ela se desviar – Desculpa.
- Não… não tens que pedir desculpa – ela sorriu, algo atrapalhada – É só que…
- Vais voltar de novo para a batalha, não vais?
- Vou.
- Vou-te voltar a ver?
- Claro. Vou voltar. E talvez quando tudo terminar…
- Quando tudo terminar ficas para sempre?
- As coisas vão ficar normais de novo. Vou ter a minha casa, o meu povo… apenas aí vou poder voltar a ser a Samantha Kendric de Walcaster.
- Estás errada. Percebi agora que… nunca deixaste de ser ela. Ela está presente em todos os movimentos do Samuel. E ainda bem, porque… acho que a amo – William tomou coragem e disse finalmente aquilo que há muito não se deixava admitir nem a si mesmo – Acho que sempre amei. Ela costumava dar comigo em doido quando éramos miúdos… Eu amo-te.
- Will… não sei o que dizer… - murmurou Samantha, atrapalhada. O que é que havia de dizer? Que ele lhe era tudo menos indiferente? Que também queria ficar com ele? De que lhe serviria isso, além de para sofrer, se ia voltar para os combates numa questão de dias?
- Então não digas nada, só que… só que vais sobreviver a uma outra batalha, e voltar para mim – implorou William, ao que ela prontamente assentiu com a cabeça – Então vamos voltar lá para dentro, já devem ter dado pela nossa falta.
O que nenhum deles tinha notado é que a vigiá-los, escondido pela curva do labirinto, estava outra pessoa. Jonah, ao presenciar toda aquela cena, não pôde deixar de se sentir traído. Toda a sua vida tinha apoiado aquela rapariga, tinha cuidado de si como se fosse sua irmã, e ela preferia o príncipe. “Preferem sempre os príncipes, os castelos, títulos e dinheiro e poder”, pensou, visivelmente enervado. Talvez se tivesse nascido num berço de ouro, com todos os poderes e riquezas associados a ele, tivesse mais sorte na vida. Não seria apenas mais um soldado, uma vida entre milhares que pode ser sacrificada a qualquer momento. Seria um senhor, um lorde, alguém influente. Talvez então alguma rapariga se interessasse por si. “Mas eu vou conseguir chegar a isso”, prometeu-se. A oportunidade para tal já tinha, mesmo que significasse pôr em causa tudo em que acreditava, e agora já não se podia sentir culpado por, há dias, a ter aceitado.
publicado por ritar às 2013-05-18 22:18:21

Jasmine POV.
Justin: É uma conversa normal, mas promete-me que te irás sempre lembrar disso.
Jasmine: Promento Justin, prometo...
Justin: Eu tenho que ir andando amor. Amo-te - Deu-me um beijo na testa e foi-se embora apressado.
O Justin estava super estranho, não sei o que se passava com ele, foi embora cheio de pressa e nem sei o que foi ele fazer. Fui para a sala para deixar o tempo passar e quando era quase 13h fui ter com a Briana para passarmos a tarde juntas como tínhamos combinado. Chegámos ao centro comercial e fomos almoçar, eu estava cheia de fome. Estava a comer e a conversar com a Briana e de vez em quando olhava para o telemóvel: nem uma mensagem, nem uma chamada do Justin, que estranho...
Briana: O que se passa? Ainda não paraste de olhar para esse telemóvel...
Jasmine: O Justin está estranho, não sei o que se passa...
Briana: Porque dizes isso?
Jasmine: Ele saiu tão apressado de casa, nem me disse para onde ia, ainda não me mandou uma mensagem, nem me telefonou. Ele não é assim, passa-se alguma coisa, eu sei disso...
Briana: É impressão tua, Jasmine... Vamos fazer umas comprar e esqueces isso. Não deve ser nada, devem ser coisas da tua imaginação.
Jasmine: É... Também acho. Vamos então...
Não era nada coisas da minha imaginação, eu é que conheço bem o Justin, ela não. Só concordei com ela para aquela conversa acabar, mas eu não vou descansar enquanto não souber o que se passa com o Justin. Não vou mesmo.
Justin POV.
Eu tinha que voltar àquele armazém falar com o Ryan, tinha que meter as minhas ideias em dia. Tinha de saber no que consistia aquelas "brincadeiras" deles, se eram demasiado perigosas, porque se fossem eu não me metia nisso, pela Jasmine. Não estava disposto a isso. Entrei pelo armazém e o Ryan estava sentado numa secretaria juntamente com o Chaz, a mexerem num computador.
Justin: O que se passa? - Cumprimentamo-nos.
Ryan: Nada de especial. O que estás aqui a fazer?
Justin: Vim esclarecer umas dúvidas que tenho...
Chaz: Em relação a seres o nosso líder?
Justin: Lá está, porquê eu? Porque é que querem que eu seja o vosso líder? Porquê agora?
Ryan: Bieber, Bieber... Conheces bem o teu passado, se o conheces tão bem quanto nós, sabes porque é que queremos que sejas o nosso líder.
Justin: Cala a boca. Sabes perfeitamente que desde que conheci a Jasmine prometi a mesmo deixar-me dessas merdas todas! - Disse, irritado.
Chaz: Mas a verdade que isso não apaga o teu passado.
Justin: Não quero saber! Se não dá para apagar, não vou repeti-lo!
Ryan: Que maricas...
Justin: O que é que disseste?! - Agarrei-lhe pela camisola.
Chaz: Hey, hey! Vamos lá a ter calma!
Justin: Bem... Essa vossa brincadeira de putos, é muito perigosa ou...?
Ryan: Porque é que queres saber?
Justin: Se não for muito perigosa, eu alinho.
Ryan: Não é perigosa...
Justin: Então alinho. E agora não me chateiem com este assunto, só quando for necessário. E cuidado com a Jasmine, se não mato-vos.
Saí dali sem saber o que dizer e o que pensar, nem acredito que acabei de alinhar em fazer o que fazia no passado, a Jasmine não pode saber do meu passado, não pode mesmo. Está fora de questão. Fui para casa, tomei um banho e deitei-me no sofá mas sentia falta de algo: Jasmine. Decidi ligar-lhe.
- Chamana ON -
Justin: Amor?
Jasmine: Graças a Deus, Justin! Estava preocupada!
Justin: Preocupada com o quê, princesa?
Jasmine: Saíste de casa apressado, nem explicas porquê... Não mandaste mensagens nem nada...
Justin: Isso é tudo saudades? - Ri-me.
Jasmine: Cala-te parvo, vou já para casa. Amo-te.
Justin: Amo-te muito.
- Chamada OFF -
(No armazém...)
Chaz: Tu mentiste ao Justin! Que atitude tão suja, Ryan!
Ryan: Cala a boca, tu sabes tão bem quanto eu que precisamos do antigo Justin, pelo menos agora!
Chaz: Mas ele não se quer meter em nada disto, pela Jasmine!
Ryan: Fodasse, estás a ver porque tenho saudades do antigo Justin? Ele só comia as gajas, não tinha compromissos, como não tinha compromissos não tinha raparigas a meterem-se nos nossos negócios, na nossa amizade!
Chaz: Que conversa estúpida, Ryan. Só quando te apaixonares é que vais entender.
Ryan: Se aquela Jasmine desaparecesse da vida dele, era perfeito.
Continua...
I really care about you..(...)
publicado por - cp às 2013-05-18 21:01:26
Capítulo onze
“É igual a ti, Jane”
Aqui está o capítulo onze. Obrigada por lerem! ;)
publicado por LostDreams às 2013-05-18 19:39:53
Sabes quais são os dias mais felizes da minha vida? perguntou-lhe ela um dia. Não. respondeu simplesmente aquela voz. Aqueles em que estou contigo... e se estiver todos os dias contigo então sou sempre feliz. respondeu ela.
Andava a ver alguns posts que tinha feito no ano passado e encontrei este que escrevi em Agosto, adoro-o o: e pronto, decidi postá-lo de novo

