publicado por Mac às 2013-05-23 11:30:05
Sempre que falo nos meus filhos, fico a pensar sobre o que posso partilhar e o que de alguma forma poderá comprometer o futuro deles. Acho que sei onde está a linha, mas não tenho a certeza se consigo fazer um exercício de futurologia suficientemente bom, de forma a não deixar que se desenrole um filme de qualidade duvidosa. Sei que não ponho fotos deles com as caras visíveis (e como tantas vezes me apetece, pessoas, como me apetece, que eles são lindos). Sei que não conto nada de específico e fico-me por esta ou aquela característica comportamental. Raramente conto uma gracinha e ainda menos descrevo este ou aquele dialogo com o mais velho, porque do pequenino não há grande coisa a assinalar, nem me parece que quando houver, o faça.
Só que um dia posso estar distraída, ou não estar a ver como poderei vir a prejudica-los, e vai daí lanço para o cíber uma graçola que um filho disse, aparentemente é inocente, inócua, mas tem tanta gracinha. Agora vamos supor que um dia, esse filho já tem uma posição profissional e alguém vai buscar isto e aquilo que a mãe andou a espalhar por aí. Pois.
É que eu cá lembro-me bem como detestava quando mãe querida contava coisas minhas às amigas, ou lhes mostrava fotos minhas. E não era propriamente a net.
De uma coisa tenho a certeza, não temos o direito de expor a sua identidade e intimidade, principalmente porque eles não são vistos nem achados. Será que um dia vão gostar de se ver espalhados na net? Acho que vamos ter de estar preparados para isso. Ou não os espalhar.
[a propósito disto, via Quem sai aos Seus]



























