publicado por TfmaK às 2013-05-18 12:01:50
(Um especial agradecimento à minha Alien Schwester, Ana, por me ter ajudado a escrever este capítulo <3)
***
** Mudanças **
Lúcia abriu a porta do quarto e viu o seu irmão aos beijos com uma mulher. - MATS JULIAN HUMMELS! – Gritou Lúcia, entrando pelo quarto a dentro.
Assim que o irmão a viu, separou-se rapidamente da mulher, e esta virou-se para trás. Um ataque de raiva tomou conta de Lúcia quando percebeu que a mulher era, nem mais nem menos, Ria - The Bitch Sommerfeld, alcunha que, numa das conversas com Tom, Lúcia deu a essa individua.
- MAS O QUE É QUE ESTÁS A FAZER COM ESSA AQUI NO QUARTO MATS?
A Ria levantou-se da cama, pondo-se à frente de Mats. – Quem é esta Matsy? - “MATSY? MATSY?!?! Mas quem é que ela pensa que é para o chamar dessa maneira? Só eu é que o posso fazer!” – Pensou Lúcia, e nessa altura não se controlou e atirou-se para cima de Ria. Primeiro agarrou-se aos cabelos, depois conseguiu mandá-la para o chão, com uma rasteira.
Mats tentava agarrar na irmã, mas sempre que o fazia levava, por isso decidiu ir pedir ajuda.
Enquanto isso, Ria e Lúcia continuaram a lutar. Cada uma gritava mais do que outra.
-QUEM É QUE TU PENSAS QUE ÉS PARA ESTAR A PÔR ESSAS TUAS GARRAS NO MEU IRMÃO?! – Disse Lúcia.
-PÁRA! PÁRA! – Gritou Ria, agarrando nas mãos de Lúcia. Depois ficou a olhar para ela. – Espera, eu conheço-te! Tu estavas com o meu Tommy!
-ELE NÃO É TEU SUA VADIA! – Levou-lhe as mãos ao pescoço. Era a raiva de Lúcia quem a fazia agir daquela forma, por momentos esqueceu-se de quem era.
Alguém entrou no quarto. Era Tom.
Tom aproximou-se de Lúcia e tentou agarrar nela. Mas esta empurrou-o, fazendo-o cair. Ele voltou a aproximar-se e conseguiu agarrar-lhe nas mãos. Depois fez com que ela o olhasse nos olhos e disse: - Lúcia Hummels pára. Não te esqueças de quem és. Olha para mim, sou o Tom. – Lúcia voltou ao normal. Assim que percebeu o que estava a fazer começou a tremer. Tom abraçou-a e pegou-a ao colo.
Mats entrou no quarto e, ao ver aquilo, começou a gritar para Tom: - O que pensas que estás a fazer à minha irmã?
Lúcia saiu do colo e aproximou-se do irmão. – Isso pergunto eu! O que estás a fazer com aquela vadia? – Ria levantou-se, com dificuldade do chão, pondo-se, de seguida, ao lado de Mats e respondeu: - Vadia? Vadio é esse teu namorado, o Tom. Ele vai-te comer e deitar fora. Depois não digas que não te avisei. – Ao ouvir aquilo, Lúcia deu uma chapada à Ria e depois disse: - Nem penses sequer pronunciar o nome do Tom!
Mats meteu-se à frente de Ria, como que a protegê-la. – Lúcia Hummels! Ela é a minha namorada! Mais respeito!
Lúcia ficou boquiaberta com a notícia e apenas respondeu: - Bom, que seja. Mas é bom que estejas ciente que até te separares dela, não te volto a falar. – Dito isto, Lúcia pegou nas suas coisas, que estavam em cima da cama, e saiu do quarto, juntamente com Tom, que apenas assistia a tudo, não querendo meter-se entre discussões de irmãos.
*
Desde que saíra do hotel, até chegar a casa dos gémeos, Lúcia não pronunciou uma palavra, mesmo quando Tom tentava fazer perguntas ela ignorava.
Tom estacionou o carro e, antes de sair, disse a Lúcia: - Se preferires ir para casa dos pais da tua amiga Joana ainda te posso levar. Sei que… - Lúcia interrompeu-o dizendo: - Não. Tenho mais dois dias para estar contigo. Não os vou desperdiçar. Não quero ouvir o nome do meu irmão até te ires embora. Está bem?
Tom assentiu e saíram os dois do carro, encaminhando-se para casa.
Eles entraram em casa. Não havia luzes ligadas, nem barulho. Bill já devia estar a dormir.
Tom guiou Lúcia até ao seu quarto. Depois abriu a porta e disse: - Podes ficar aqui a dormir, eu fico no sofá da sala. – Ele pegou nas malas de Lúcia e pousou-as em cima da cama. Depois dirigiu-se ao armário e tirou, o que deveria ser o seu pijama. – Dorme bem. – Beijou a testa de Lúcia e saiu do quarto, fechando a porta.
Lúcia soltou as lágrimas que, até aquele momento, tinha feito um esforço enorme para não chorar à frente do Tom.
Ela pôs as suas coisas no chão. Despiu-se e vestiu o pijama. Depois, deitou-se, enroscando-se nos lençóis.
Durante mais de uma hora, Lúcia andou às voltas na cama. Não conseguia dormir por isso, levantou-se e dirigiu-se à sala, onde Tom estava a dormir.
Ele estava deitado no sofá e destapado. A única coisa que tinha vestido eram os boxers. Lúcia perguntava-se como é que ele não tinha frio.
Ela aproximou-se dele. “Parece um anjo a dormir.” – Pensou, olhando para a sua cara. Depois, acordou-o suavemente.
Tom abriu os olhos, com algum custo, e perguntou, com uma voz de sono: - O que se passa Lúcia? – Sentou-se no sofá, esfregando os olhos.
-Não consigo dormir… - Ela sentiu-se vermelha. – Ahm… vem dormir para ao pé de mim…
Tom riu-se e passou a mão dele na cara de Lúcia. – Não é preciso estares assim tão vermelha Lu. – Levantou-se e agarrou na mão de Lúcia. – Vamos. – E dirigiram-se os dois para o quarto.
Quando entraram, Tom, pegou na Lúcia ao colo, e deitou-a na cama.
-Tom… - Disse Lúcia, incomodada com o gesto, e pensando que ele teria segundas intenções.
Tom sorriu, e deitou-se ao lado dela. – Não te preocupes. Não tenho segundas ideias. – Pegou na ponta do lençol e tapou-o a ele e a Lúcia. De seguida aproximou-a de si, fazendo-a ficar entre os braços dele, aconchegada. – Descansa. – Beijou-lhe a testa, fazendo, ao mesmo tempo, festas no cabelo dela.
Lúcia adormeceu passado pouco tempo.
Perspectiva do Tom:
No dia seguinte a toda a confusão com Lúcia, Tom acordou cedo. Ele acabou por não dormir muito. Lúcia tinha um sono algo agressivo e Tom acordou várias vezes com pontapés que ela lhe dava.
Eram oito da manhã e ele levantou-se sem acordar Lúcia. Depois decidiu dirigir-se à cozinha e preparar o pequeno-almoço para Lúcia.
Quando chegou à cozinha, Bill já estava sentado na bancada com o seu pequeno-almoço habitual: um copo de sumo de laranja natural, fruta e tosta mista.
-Bom dia Bill. – Cumprimentou Tom, enquanto se dirigia ao frigorífico.
Antes de responder, Bill levou à boca, calmamente, o copo de sumo de laranja e bebericou um pouco. Depois disse: - Bom dia Tom. Então a noite foi boa?
Tom pousou o tabuleiro com a comida na mesa, olhou para Bill, e respondeu: - Repete lá a pergunta.
-Então tens a Lúcia na cama. Estás assim nesse estado, de boxers. Até me admiro que ela tenha deixado fazeres isso…
Tom deu uma gargalhada alta. – Não Bill, eu e ela não fizemos nada. Eu passo a explicar o que se passou ontem. – Contou a Bill toda a situação de Ria e do irmão de Lúcia. – E depois, ontem à noite, ela foi acordar-me ao sofá a dizer que não conseguia dormir e pediu-me que me deitasse com ela. Nunca tive intenções de o fazer já com ela. Não a quero magoar. Se ela quer ir com calma. Vamos com calma.
Ao ouvir estas últimas palavras, Bill ficou boquiaberto com o que o irmão acabara de dizer. – Bem, tu gostas mesmo dela, mano. Nunca pensei em ouvir-te dizer uma coisa dessas. – Levantou-se e abraçou o irmão. – É bom ver que sempre aprendes coisas comigo.
Tom riu-se. – É. – Pegou no tabuleiro com a comida. – Vou dar de comer à nossa hóspede. – Saiu da cozinha e dirigiu-se para o quarto.
Tom entrou no quarto e deu de caras com Lúcia somente com a roupa interior vestida. Lúcia reparou em Tom e rapidamente se atirou para a cama, tapando-se.
-Desculpa! Pensei que ainda estavas a dormir… - Disse Tom, virando-se de costas para ela.
-Deixa lá. – Respondeu Lúcia. – Podes-te virar.
Tom obedeceu. Ela continuava em roupa interior. “Damn! Ela é mesmo bonita…” – Pensou Tom, automaticamente. Depois disse em voz alta. – Se quiseres eu saio…
Lúcia sorriu, percebendo que Tom estava um pouco atrapalhado. Ela sentou-se na cama, vestindo de seguida uma t-shirt. – O que trazes aí? – Perguntou, olhando para o tabuleiro nas mãos de Tom.
Tom aproximou-se da cama e posou o tabuleiro. – O pequeno-almoço para a minha hóspede. – E sentou-se ao lado dela, olhando atentamente para a sua reacção.
Primeiro ficou vermelha, depois sorriu e olhou para Tom. – Mas que bom aspecto! Não sabia que tinhas jeito para a cozinha.
Perspectiva da Lúcia:
Lúcia acabou de comer rapidamente. Depois disse: - Estava delicioso Tom.
Ele sorriu e mexeu nas rastas ao mesmo tempo. Fazia aquilo sempre que ficava nervoso ou envergonhado. Depois levantou-se, pegando no tabuleiro e disse: - Veste-te porque vamos dar uma volta. – Saiu do quarto. Ele continuava em tronco nu e com os boxers vestidos. “Ele é tão lindo…” – Pensou Lúcia.
Quando ele saiu, Lúcia levantou-se e vestiu-se. A roupa escolhida foi umas calças justas cinzentas escuras, uma camisola azul esverdeada e uns sapatos creme. Era um conjunto de “menina comportada”. Depois pegou na sua mala de higiene e saiu do quarto para procurar a casa de banho.
Não demorou muito até a encontrar. Antes de entrar bateu à porta.
-Entre! – Gritou Bill.
Lúcia abriu a porta, Bill estava a por laca no seu cabelo. Na casa de banho pairava o cheiro insuportável da laca.
Bill reparou na expressão na cara que Lúcia fez ao entrar, riu-se e disse: - Desculpa. A esta hora é sempre assim. Mas temos outra casa de banho. É a do Tom. Esta é a minha, como podes ver. – Lúcia olhou em volta.
A casa de banho era grande. Com uma banheira no fundo e vários espelhos espalhados. O lavatório, onde Bill estava, tinha uma prateleira com várias caixas de maquilhagem.
-Não me importo de ficar aqui. – Respondeu Lúcia, enquanto pousava a sua bolsa. De seguida, começou a maquilhar-se, como sempre, com um simples risco de lápis preto nos olhos e um pouco de batom rosa claro.
Pelo espelho Lúcia percebeu que Bill estava a olhar para ela com um sorriso.
-O que foi? – Perguntou ela, enquanto continuava a arranjar-se.
-Nada. É que, até agora, foste a única rapariga que fez mudar completamente a atitude do meu irmão.
-Como assim? – Ela terminou o que estava a fazer e ficou atenta ao que Bill dizia.
Bill riu-se e respondeu: - Mais tarde percebes. – E saiu da casa de banho, deixando Lúcia sozinha e curiosa.
Depois de estar completamente arranjada, Lúcia dirigiu-se para a sala de estar, onde se sentou no sofá à espera de Tom.
Passaram cerca de dez minutos e ele ainda não tinha aparecido. Lúcia decidiu ir à procura dele.
Ela caminhou até ao quarto de Tom. Não estava lá. Depois, decidiu ir à casa de banho dele e encontrou a porta fechada. Por isso bateu, esperando que alguém a abrisse.
-Entre! – Disse Tom.
Lúcia abriu a porta. Tom estava a arranjar as rastas.
-E depois falam das mulheres, que demoram horas na casa de banho. – Gozou Lúcia, aproximando-se de Tom.
Tom riu-se e virou-se para ela. – Desculpa a demora. – Agarrou-lhe na mão.- Vamos?
*
A rapariga só soube aonde ia quando ambos entraram no automóvel.
- Estás a pensar levar-me aonde, já agora? - Tinha ela perguntado.
- Montanha russa. E depois levar-te a conhecer a minha mãe e o meu padrasto. - E sorriu como uma criança.
Lúcia ficou perplexa por uns momentos, tudo por causa do último plano que Tom tinha arranjado sem a avisar previamente. "Conhecer os pais dele... Já? É tão cedo!", Reflectiu.
-... Adoro montanhas russas. - E arqueou as sobrancelhas.
- E conhecer a minha mãe e o meu padrasto, não?
- Não tendo experiência nisso, não posso dizer que adoro, mas... Vai ser interessante.
Demoraram cerca de meia hora a chegar a um parque diversões, sendo então duas da tarde. Não havia muitas pessoas, mas Tom e Lúcia preferiam assim por dois motivos diferentes; ele gostava de ter a sua privacidade, sem haver possíveis fãs ou paparazzi, e ela simplesmente não se sentia confortável em multidões.
Antes de irem parar à fila da montanha russa, Tom disse que lhe ia comprar algo para comer. Sugeriu algodão doce, mas Lúcia odiava, até que perguntou se a roulotte dos churros e farturas servia. "Churros, oh meu deus, oh meu deus! Ele sabe os meus pecados...". No final disso tudo, Tom gastou por volta de cinco euros em dois churros com extra chocolate, só para ela.
- Uma rapariga desse tamanho e a comer logo dois churros com camadas de chocolate... Desde quando é que isso já se viu?!
- Please! O meu irmão come dois destes em dois minutos e só com duas dentadas... Coisa de família sabes?
- Que seja. - O rapaz não tinha vontade de comer, mas assim que a viu literalmente a devorar aqueles dois, teve vontade de provar. - Dás-me um pouco? Mas sem muito chocolate, por favor!
Lúcia riu-se e fez-lhe o favor. Aponto-lhe o churro para boca e Tom trincou um bocado, que no entanto, estava cheio de chocolate. Ela riu-se só das expressões que ele fazia por não aguentar com tanto na boca, acabando com os lábios sujos. "Normalmente não faria isto, mas... Seria algo burra se não o fizesse numa ocasião destas", e limpou o chocolate da boca dele, com os seus lábios.
Perspectiva do Tom:
"Bem, isto começou rápido... Quer dizer, já estava a ver que ela nunca mais começava com uns bons avanços, mas isto!". Entre os beijos ele pensava, entre os beijos ele sorria. Lúcia apercebeu-se e sorriu também e foram os risos que acabaram com os beijos.
- Limpaste tudo? - Questionou duvidoso. - Acho que ainda tenho um pouco nos cantos... E nos lábios... E na língua.
- Se lamberes bem isso sai, agora quero ir à montanha russa! - E puxou o braço dele em direcção à fila.
Não havia mais de oito pessoas na fila, a maioria casais. Andavam também aos beijos e aos abraços, com piadas sobre a possibilidade de elas terem medo e os namorados agarrarem nelas, toda a gente com grandes lamechices. Isto fez com que Lúcia e Tom olhassem um para o outro, como se partilhassem o mesmo pensamento: "Nós não somos assim, nunca iremos ser assim!", à medida que tentavam controlar os risos.
Assim que abriram a vez deles, Tom agarrou da mesma forma que Lúcia lhe tinha agarrado e foram os dois para os últimos lugares, mesmo no final.
- É sempre nos últimos lugares que se tem a melhor sensação. - Disse ele. - Estar nos primeiros tira a piada toda da montanha russa.
O funcionário foi certificar-se que estão todos sob as medidas seguranças e começou.
Perspectiva da Lúcia:
Para Tom, era evidente que estava a divertir-se, sempre ali com um sorriso e ansioso pelas curvas e descidas. Porém, Lúcia viu a sua diversão ser arruinada, tudo por causa dos malditos churros com chocolate extra. "Por favor, não, não, não posso vomitar, muito menos aqui!"
Ela nunca pensou que iria desejar sair da montanha russa, mas ela precisava mesmo. Não podia exigir ao funcionário que parasse aquilo tudo naquele preciso momento, só porque se sentia maldisposta, e decerto que aquilo não poderia demorar muito. Mas os minutos pareciam tão longos! Deviam ter sido cinco, mas cinco minutos angustiantes.
Assim que tinha acabado, Lúcia foi a primeira a sair, mesmo sem ter esperado pelo rapaz. Tom mostrou-se confuso e foi atrás dela, mas não podia entrar no momento em que ela fechou-se na casa de banho e ouvia os ruídos dela. Lúcia estava claramente a vomitar.
- Estás bem? - Perguntou através da porta, contudo, não recebendo uma resposta e continuando a ouvi-la. Depois, parou.
Lúcia, depois de ter lavado a boca no lavatório, abriu a porta.
- Volto a repetir: estás bem?
- Sim... Encontro-me melhor. - Disse, mas franzindo as sobrancelhas com uma expressão de mal disposição, novamente. - Ou talvez não.
E fechou-se outra vez, voltando a vomitar.
Perspectiva do Tom:
Tom ficou à espera dela, sentado num banco à frente do WC. A rapariga pelos vistos demorou bastante, mas a única coisa que ele pedia é que ela sentisse melhor. "Se ela continuar mal disposta levo-a para casa. A mãe e o Gordon podem conhecê-la noutro dia, não devem-se importar com isso, acho eu".
Lúcia saiu, por fim, da casa de banho. Ele levantou-se e dirigiu-se a ela, recebendo-a nos seus braços.
- Desculpa por ter estragado a nossa tarde. - Disse ela de voz baixa e sofredora, com a cabeça apoiada no peito dele.
- Não estragaste, esquece lá. Queres que eu te leve a casa?
- Não me ias levar a conhecer a tua mãe e o teu padrasto?
- Sim, mas obviamente que não te vou obrigar a ficar lá a noite toda quando não te sentes bem. É melhor ficares em casa.
- Eu quero conhecê-los, a sério! Foram só dois malditos churros, pára de me chatear mais do que eu já estou. Acho que tenho comprimidos na mala, tudo se resolve.
- Se tu o dizes...
*
Tom conduziu para casa. A viagem demorou mais tempo, cerca de vinte e cinco minutos, ele conduziu com pouca velocidade para que Lúcia não se sentisse mal e voltasse a vomitar.
Quando finalmente chegaram e Tom parou o carro, viu que Lúcia estava branca, ainda mais branca do que já era, branca como cal.
-Lúcia tens a certeza que estás bem? – Perguntou Tom, preocupado.
-Sim. Neste momento apenas preciso de ingerir algo saudável. – Ela respondeu, respirando fundo.
Tom saiu do carro e abriu a porta a Lúcia e ajudou-a a apoiar-se. De seguida, caminharam os dois até à entrada e Tom tocou à campainha.
Perspectiva da Lúcia:
Passaram-se uns segundos e a porta abriu-se.
-Tom! – Era a mãe dele, Simone. Uma senhora não muito alta, cabelo comprido e ruivo. – Tu deves ser a Lúcia. – Disse, cumprimentando-a.
Lúcia retribuiu e respondeu: - Sim. Lúcia Hummels.
Simone sorriu e olhar melhor para Lúcia. – Sentes-te bem?
Tom envolveu Lúcia pelos ombros. – Ela vomitou. Precisa de comer alguma coisa saudável.
-Oh minha querida. Anda. – Simone conduziu Lúcia à cozinha.
A cozinha era espaçosa e aberta e tinha o seu toque moderno e prático.
Quem estava na cozinha era Bill e outro homem, que deveria ser o padrasto dos gémeos.
Simone mandou Lúcia sentar-se e depois dirigiu-se ao frigorífico.
Bill e outro homem aproximaram-se de Lúcia. Quem falou primeiro foi o Bill: - Então Lúcia. Estás bem?
-Dois churros de extra chocolate + montanha russa não é uma boa combinação. – Respondeu Lúcia, gozando com a situação.
Bill e Tom riram-se ao mesmo tempo. Depois Tom pousou a mão no ombro de Lúcia e disse: - Este é o nosso padrasto, Gordon. – E apontou para o homem atrás de Bill. Ele aproximou-se mais de Lúcia. – Olá, muito prazer em conhecer-te.
-Saiam da frente! – Era Simone a falar, ela trazia na mão uma tigela. Passou pelo meio dos gémeos e pousou na mesa, à frente de Lúcia, uma taça de sopa e uma colher.
-Sopa mãe? A sério? Não tinhas outra coisa para lhe dar? – Resmungou Tom.
Lúcia riu-se. – Cala-te Tom. Eu gosto de sopa. – Ela pegou na colher e provou. – Esta é de espinafres. A minha favorita. Está muito boa dona Simone.
-Ainda bem que gostas querida. – Virou-se para o Tom. – Devias aprender alguma coisa com a Lúcia, Tom. A sopa faz bem. – Bill riu-se. Simone virou-se para ele. – Isto também serve para ti menino.
*
Lúcia passou o resto da tarde e ma parte da noite em casa de Simone.
Agora estavam todos sentados na sala de estar. Simone estava a mostrar umas fotos de Bill e Tom quando eram mais novos.
-Vocês eram tão queridos! – Exclamou Lúcia, ao ver uma das fotos em que Bill e Tom estavam juntos. – Como é que os conseguia distinguir Simone?
Simone riu.se- Muitas vezes eu fazia-os usar t-shirts com o nome de cada um.
Tom olhou para as horas no relógio de pulso. – São onze. Vamos? – Perguntou ele a Bill e a Lúcia.
-Eu vou ficar aqui. – Respondeu Bill.
-Porquê? – Questionou Lúcia.
Ele sorriu. – Quero matar saudades da minha mãe querida. – E abraçou-se a Simone.
Tom levantou-se e Lúcia fez o mesmo. Depois o Tom disse: - Bem, sendo assim, nós vamos embora.
Gordon e Simone levantaram-se e despediram-se de Lúcia. – Foi muito bom conhecer-te querida. – Disse Simone.
-Também gostei muito de vos conhecer. – Respondeu Lúcia. Depois Tom e ela encaminharam-se para a porta e ouviu-se Gordon a chamar Tom e disse: - Tens aí uma boa rapariga Tom, nunca a deixes.
Tom sorriu para Gordon e saiu de casa, de mão dada, com Lúcia.
Em pouco tempo chegaram a casa.
Estavam agora deitados na cama, Lúcia estava enroscada no peito de Tom e este fazia-lhe festas no cabelo.
-Tom..? – Disse Lúcia, já com uma voz de sono.
-Diz.
-É verdade que nunca tiveste estas atitudes que tens comigo com outra rapariga? Em toda a tua vida? – Ela perguntou, levantando a cabeça e olhando para ele.
Ele sorriu, um sorriso nervoso mas apaixonado. Depois respondeu: - É. Lúcia, nunca conheci outra rapariga que me fizesse sentir assim. Eu sinto-me bem quando estou contigo. – Ele dizia tudo isto com um brilho apaixonado nos olhos. – Vou lutar por ti até ao fim.
Lúcia tinha lágrimas nos olhos. Para ela, Tom também era importante. Ela nunca tinha tido um namorado, nunca se tinha aproximado tanto de um rapaz como fez com Tom. Lúcia aproximou-se mais da cara de Tom e beijou-o. Um beijo apaixonado como nunca antes tinha dado.
Depois dos dois separarem os lábios, Lúcia disse: - Eu também me sinto muito bem ao pé de ti. Sabes, nunca que contei, mas eu nunca tive um namorado. – Ao dizer isto ela sentiu-se a ficar muito vermelha.
Tom riu-se com isso, depois respondeu: - Nunca tiveste um namorado?
-Nunca. Nunca me consegui bem ao pé de rapazes. Isso faz de ti ainda mais especial.
Ao ouvir isso Tom deixou cair uma lágrima. – Lúcia Hummels, eu amo-te tanto! – Abraçou-se a ela. Depois beijou-a apaixonadamente.
***
Roupa que Lúcia usou no encontro:

