93# tens mesmo que parar (...)
publicado por shems. às 2013-06-19 22:18:21
perfil público

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Londres. Nova Iorque. Eram ambas cidades onde eu adorava viver. Londres com a minha família. Nova Iorque sozinha. Mas onde é que eu sou feliz?
Nome
Joana
Apelido
Silva
Endereço IM
janinha_beautiful@hotmail.com
Telemóvel
96415588
Data Nascimento
29-02-1996
Sexo
F
Código Postal
8125-415
Localidade
Quarteira
Artistas / Bandas Favoritas
Tantos.
Músicas Favoritas
Paramore - Decode
Programas TV Favoritos
Criminal Minds, Grey's Anatomy, Acording to Jim, Still Standing, CSI Miami & New York, Lipstick Jungle, Cashmere Mafia, etc.
Filmes Favoritos
Juno & Twilight & She's the man.
Livros Favoritos
Crepúsculo & A Medicina por Doctor House
Interesses
Amigos, Família, Livros, Cozinha, Cinema, Música, Dança & o meu cão.
Frase Favorita
Não me olhes assim que não penso dar-te!
93# tens mesmo que parar (...)
publicado por shems. às 2013-06-19 22:18:21
porque esse tem vai-não-vai deixa-me desconcentrada. Não tentes por-me à prova, não vai correr bem. nada bem.
publicado por iamcarmen às 2013-06-19 18:25:58
Para quem não tiver conta ou blog sapo e utilizar o "não tem blog sapo" para desejar comentar e o tal "Publicar Comentário" não surgir...não se preocupe. No canto superior direito da tua tela de pc deves ter algo que indique para "diminuir o zoom" da pagina (normalmente isto está a 100%) e basta reduzir para 90% ou menos (caso o desejes) para que a "linha" que te permite publicar apareça logo por debaixo da area de comentário.
Fica só a dica. =)
O
8ºCapitulo – “Trabalho Finalizado”
Despiu a camisa lentamente e mantinha-se perdido em seus pensamentos, haviam passado exatamente duas semanas desde que Yukiko voltara ao Japão e começara a trabalhar nas novas sessões fotográficas dos the GazettE, depois daquela manhã agitada Ruki havia ouvido Takashima falar algo sobre “termino de trabalho”. O Photo Book novo da banda estava terminado, mais duas sessões publicitárias haviam sido feitas e agora, mesmo tendo aquela mulher como sua hospede, Matsumoto Takanori não a conseguia ver à quase 24h.
Entrou na cabine de duche e deixou-se ficar por tempo indeterminado, sentia-se inquieto e queria que aquela agitação toda por culpa daquela mestiça voltasse a surgir na sua vida, pelo menos agora nenhum parecia prestes a matar o outro…o que era um avanço ou simplesmente uma estabilização.
Apareceu na sala da sua casa e logo se surpreendeu ao ver Yukiko a fazer suaves festinhas no seu animal de estimação e praticamente deitava no sofá. – Wow…volto a ver-te ao fim de 24h. – o homem murmurou – Pensei que tinhas ido embora e nem a um “arigatou” tivera direito. – suspirou. Não obtendo resposta da mulher surpreendeu-o, portanto ele contornou o sofá e observou-a atentamente. A mulher mantinha um ligeiro sorriso nos seus rosados lábios e claramente mostrava-se cansada. – Tens estado a trabalhar este tempo todo de ausência aqui? – quis saber
- Hai. – ela murmurou e deixou de fazer festinhas no pequeno cão. Girou o corpo e acabou sentada corretamente no sofá, olhou o vocalista e manteve aquele sorriso débil.
- Acho que tens que descansar e muito, Yukiko. – ele acabou por se mostrar preocupado com o bem-estar da mulher, esta assentiu e elevou-se.
- Hai. Duche, um bom chá e dormir. É isso que preciso. – ela informou com ternura antes de bocejar. – Ja ne. – disse e afastou-se até chegar ao quarto que ocupa.
Takanori olhou em redor e suspirou lentamente, foi até à cozinha e disponibilizou-se a fazer o dito chá que Batalha-san precisava depois do termino do seu duche. Soprou um fumo que fumegava na caneca do chá e colocou-a sobre um pires grande, olhou o cãozinho que o havia observando até ao momento tão atentamente, sorriu e saiu da cozinha.
Deu um leve toque na porta do quarto de hospedes – Hai! – ouviu do outro lado e assim ele abriu a porta e espreitou discretamente – Alguma coisa? – ela questionou enquanto terminava de desembaraçar seus longos cabelos e Ruki confirmava que ela estava de pijama vestido
- Chá. – ele anunciou-lhe e revelou a caneca. Yukiko parou de pentear seus cabelos e olhou metodicamente para aquele homem. – Nani? – questionou meio acanhado. Ele nunca se sentia acanhado junto de ninguém e agora estava-o e muito.
- Fizeste-me chá? – ela questionou surpreendida e foi ver o vocalista assentir simplesmente – Isso é a tua demonstração de felicidade com a minha futura partida? – perguntou-lhe rapidamente. Takanori engoliu em seco e esmoreceu. Não era isso, apenas queria ser simpático mas…ver-se confrontado com aquela noticia deixou-o aborrecido.
- Lie. – ele murmurou – Simplesmente…quis ser…simpático contigo, Yukiko. – acabou por lhe revelar. A mulher elevou-se da cama e caminhou para Ruki, sorriu-lhe com ternura e aceitou a chávena de chá
- Arigatou Gozaimasu, Takanori. – ela falou num tom adorável da sua voz. Ele assentiu então e preparou-se para deixar o quarto de hospedes, foi impedido de tal assim que aquela mulher o agarrou pela ponta da manga da blusa. Encararam-se demoradamente e em pleno silencio; Yukiko suspirou e rapidamente juntou seus lábios aos do vocalista, beijando-lhos suavemente, algo muito inocente. – Hontou…arigatou. – ela murmurou contra os lábios do homem e foi então que Ruki se afastou e foi embora.
*
Voltou para sua casa, soltou a trela do pequeno cão e este logo correu para a área da cozinha procurando por água; despiu seu casaco e puxou o gorro deixando tudo sobre as costas do sofá da sala, ligou a televisão e franziu o nariz eram quase 22h da noite e ele continuava aborrecido. Talvez devesse ter aceite o convite de alguns amigos para sair um pouco e assim distrair-se mas perante o frio daquela noite ele havia optado por ficar em casa.
Passou pela porta do quarto de hospedes e recordou Yukiko, depois daquelas 24horas envolvida pelo seu trabalho a mulher agora devia fazer outras tantas horas a dormir a fim de recuperar.
Adormeceu tarde naquela noite mas despertou pouco depois assim que se sentiu a ser abraçado cautelosamente. - …eeh… - murmurou contra a sua almofada e os braços de quem se abraçava a ele apertaram-se mais contra seu corpo. Ruki despertou melhor e moveu-se, confirmando que não estava mais sozinho na sua própria cama. Que havia acontecido, realmente. – Nani?
- Deixa-me ficar por aqui… - a voz dócil de Batalha Yukiko fez-se ouvir próximo da orelha daquele vocalista e este arrepiou-se automaticamente.
- Yu..kiko… - balbuciou, ainda, claramente surpreso por sentir aquela mulher abraçada a si…na sua cama.
- Não quero mais pensar em me vingar do modo como foste comigo à seis anos atrás, Takanori. – ela sussurrou-lhe. O vocalista soltou um longo suspirou e sorriu silenciosamente
- Yuki. – ele murmurou e pode sentir como a mulher apertava mais sua blusa de pijama. Deu a entender que se queria mover, a mulher acatou seu silencioso pedido e afastou seu corpo; Ruki girou na cama até poder encarar aquela mestiça, tateou cautelosamente o rosto dela até pousar sua mão direita sobre a face esquerda dela e atraiu-a para si. O beijo aconteceu naturalmente entre eles, Yukiko voltou a se cingir contra o corpo daquele homem e entregou todo o seu carinho e desejo aqueles demorados e audaciosos beijos.
Conseguiu agarrá-la pelo rabo, apertando-lho e obrigando aquela mulher gemer e a se arrastar e assim começar a cobrir o corpo daquele homem; apertou suas coxas em contorno da cintura do vocalista dos the GazettE, gemeu de novo quando este fez suas mãos deslizarem por debaixo daquela camisa de noite da qual fazia uso, até que ficou desprovida de tal peça de roupa. Descaiu cuidadosamente sobre Ruki, voltando a entregar-lhe seus beijos…o homem continuava a distribuir caricias arrepiantes ao longo das formas curvilíneas de seu corpo feminino, excitando-a e obrigando-a a rogar silenciosamente por mais.
Chegou na vez de Yukiko, livrando Ruki também de suas roupas e quando o deixou unicamente de boxers vestidos a mulher sorriu, arrastou suas mãos pelo peito dele e acabou por deslizar silenciosamente até começar a conceder beijos pela pele quente do peito daquele homem. Ouvi-o pigarrear e sorriu contra sua pele nesse momento, depois foi lamber eroticamente a zona do umbigo masculino, o homem contorceu-se e soltou um pesado suspiro. Voltou a arrastar seu corpo pelo do vocalista e voltou a pedir beijos daquele lábios deliciosos; num gesto rápido e suave Takanori abriu o fecho do sutiã daquela mestiça e logo depois suas mãos apoderaram-se, cada qual, de seu seio e assim deixou Yukiko mais propícia ao desejo.
Obrigou-a a girar, de novo, pela cama e fez pela sua vez ao comando dos movimentos; sua excitação física pulsava dentro de seus boxers e tanto a sua respiração como a da companheira ficava pesada…sentiam-se necessitados um do outro.
Fez sua mão esquerda deslizar pelo corpo quente daquela mestiça, alcançou o centro da sua excitação e invadiu-lha com os dedos, Yukiko guinchou de um modo adorável e espasmos de prazer passaram a atacar seu corpo, Ruki sorriu contra os lábios dela e voltou a exigir-lhe mais beijos.
Não conseguiam abrandar o ritmo dos seus beijos e diminuir a intensidade do seu desejo, algo entre si acontecia e algo indiscritível; a mulher ficou por fim desnuda para aquele vocalista e logo fez questão de ele ficasse-o igualmente. O calor de seus corpos aumentava gradualmente, os beijos ofegantes eram completos com caricias dóceis; Ruki fez sua erecção tocar o ventre daquela mestiça e esta contorceu-se debaixo de si. Uma dentada foi depositada no ombro do vocalista, este protestou e como vingança voltou a invadir mais a feminilidade daquela mulher com seus dedos. Yukiko gemeu e acabou por rodear a cintura do homem com suas pernas, roçando-se, novamente, de modo intimo…ouvi-o ofegar pesadamente. – Yuki… - ele gemeu seu nome e ela sorriu satisfeita – tu realmente abusas. – acabou por dizer e gemeu de modo ligeiramente mais audível assim que aquela mulher se roçou insistentemente de novo contra si, fazendo o centro de suas excitações palpitarem impacientemente por contacto. Quanto mais depressa Ruki fosse alcançar um contracetivo, melhor. - …móh… - suspirou e voltou a beijar Yukiko com ansiedade.
- ..vem… - ela sussurrou contra sua orelha e pode sentir como o vocalista a encarava sob aquela ténue luz que invadia o quarto. – De mim não tens nada a temer. – confessou ela. Takanori sorriu de canto e foi com aquele jeito maroto que penetrou inesperadamente Yukiko; ela cerrou os dentes e contorceu-se em baixo do vocalista, este saia de si e quando seus beijos se encontraram mais uma vez, Ruki voltou a invadi-la dando então inicio a um ritmo de estucadas arrepiantes e descargas de prazer constante.
*
Despertou lentamente e logo procurou a mulher que lhe havia feito companhia na noite que havia passado, uma noite que dividira com Yukiko, uma noite repleta de sessões repetitivas de relações sexuais… não encontrou essa mulher deitada a seu lado. Alcançou devagar seu iPhone e meio a custo olhou as horas no ecrã; nem 13h eram ainda.
Sentou-se na cama e bocejou, espreguiçou-se lentamente e não obteve coragem para sair dali, soltou um longo suspiro e olhou em seu redor, nada parecia diferente da hora em que ele se havia deitado. Talvez Yukiko tivesse ido terminar seu trabalho.
Por fim saiu do quarto, tomou um demorado duche e não conseguia deixar de sorrir, lembrava um adolescente. A noite que passara junto daquela mulher mestiça tinha sido a melhor que alguma vez ele havia experimentado, talvez o tivesse sido porque acontecera com uma “ex” inimiga.
Confirmou que estava apenas ele e o seu cão naquela casa e sentiu-se derrotado, almoçou algo que se havia lembrado de elaborar e passou um tempo à conversa com Kai ao telefone, informando o líder da banda que ele havia voltado a escrever e desenhar, terminando com as mais de duas semanas de bloqueio.
Acendeu um cigarro e olhou o vazio no salão, nem se dera conta que Batalha Yukiko havia regressado. A mulher surgiu de surpresa a seu lado, assustando-o e quase o fazendo deixar cair o cigarro que mantinha entre lábios. – Tadaima. – ela falou como divertida com a surpresa estampada no rosto daquele vocalista.
- O..Onde foste? – perguntou incomodado e evitou olhar diretamente o rosto daquela mestiça.
- Entregar o Photo Book dos the GazettE. Logo sairá a publico. Está fantástico, sem querer parecer muito convencida. – gargalhou e saltou para o sofá, ficando sentada ao lado daquele homem – Medo de me encarar, Takanori? – questionou-lhe ao notar que ele desviava o olhar dela.
- Lie. – resmungou e olhou seu iPhone sobre a mesinha da sala, pois acabava de indicar que recebia uma mensagem.
- Terminei meu trabalho com a banda. – ela informou-o então; Ruki olhou-a de imediato, claramente surpreendido e sem um traço de animo por tal. – Vou deixar-te sossegado em tua casa…amanhã. – disse
- Amanhã? – pestanejou ele – Vais embora do Japão? – Yukiko afirmou com um gesto de cabeça – Hontou? – suspirou e começou a apagar seu cigarro no cinzeiro.
- Hai! Já podes respirar de alivio. A mestiça vai embora. – ela apontou-se ao falar aquilo e depois gargalhou.
- Vais para onde…agora? – quis o vocalista saber
- Amh… - juntou o dedo indicado esquerdo ao lábio inferior e meditou – acho que vou para… os E.U.A. Tenho que perguntar ao meu agente. – gargalhou. Ruki não falou nada, limitando-se a olhar o pequeno cão a andar às voltas perto de si.
- Vais despedir-te dos outros? – ele perguntou finalmente depois que se elevou do sofá e sentiu o olhar curioso daquela mulher a acompanhar cada movimento seu.
- Só ainda não encontrei Kai-san e Kouyou. – ela acabou por confessar – Aoi e Reita foram tomar o pequeno-almoço comigo. Tínhamos combinado antes. – suspirou e recostou-se no sofá. Ruki não ia tocar no assunto da noite sexual que havia dividido com ela, Yukiko sabia-o. – Provavelmente irei sair com Kouyou logo à noite, assim que ele me responder. – estalou a língua e alcançou o maço de tabaco do vocalista dos the GazettE, servindo-se de um cigarro sem pedir autorização. Takanori respirou fundo e retirou o isqueiro do bolso das calças, atirando-o à mulher…esta sorriu como agradecimento e acendeu o cigarro sem nada a dizer.
- Partes mesmo amanhã para os E.U.A? – quis Ruki saber entretanto.
- Lie. Do Japão vou para Espanha e de lá é que vou para a América. – ela informou-o
- Onde vives mesmo? – o vocalista mostrou-se curioso.
- De momento em local algum. – disse ela – Vendi minha casa em Portugal. Meu trabalho não é requisitado lá e sinceramente… - encolheu os ombros – estava aborrecida de ter uma casa fechada maior parte do ano. – cravou seu cigarro e momentos depois soprou silenciosamente seu fumo por entre lábios. – Ah. – murmurou assim que o seu telemóvel começou a vibrar em seu bolso das calças cor de laranja – Kouyou! – guinchou – Onde raios tens estado? – elevou-se do sofá e passou por Ruki – Seu alcoólatra de meia tigela. – gargalhou brevemente – Esta noite. Parece-te bem? – perguntava ao guitarrista. Ruki voltou a desviar seu olhar daquela mulher e sentiu-se demasiado frustrado; podia ter passado uma noite louca com Yukiko mas…aquela mulher…não lhe pertencia. Porque achava o vocalista que ela poderia lhe pertencer…agora? – Hai! – ouviu-a falar – Lá estarei. Kisu. – desligou chamada.
- Vou… - chamou seu animal de estimação com um gesto – sair. – anunciou antes de agarrar seu casaco e trela do cão e sair apressado de casa.
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A Precious Vampire - 19º (...)
publicado por iamcarmen às 2013-06-19 18:16:51
19ºcap
- Mais calma, Mestria? – Bill olhava-a divertido
- Não gosto que me chamem isso. – ela falou carrancuda
- Precisam de mais alguma coisa? – Nina intrometeu-se
- Não. Podes ir para casa. – Abby sorriu para a rapariga, esta deu-lhe um beijinho de despedida e saiu da varanda.
Tom continuava no mesmo sitio, embora já recuperado do estalo que Bill lhe havia dado para lhe chamar a atenção para a sua imortalidade; Abby apanhou o copo cheio de alimento que o vampiro mais velho tinha começado a levar á boca e bebeu ela.
- Talvez te agrade… - falava para Tom mas não se dirigia directamente a si – saber que o Luca já saiu da ilha.
- Óptimo. – olhou-a de relance; ela revirou os olhos e fez por respirar bem fundo
O telemóvel de Abby começou a tocar, ela olhou o nome que surgia no ecrã e fez uma careta, atendeu a chamada.
- Olá mãe! / Sim, está tudo bem. / Aí sim?! – sorriu – E como correu? Fico contente por ela. Como se chama a bebé? / Só podia. – voltou a sorrir – Óh os dias estão…lindos. Muito sol, adoráveis vistas e muita animação sem duvida. – Bill abafou uma gargalhada – Não sei mãe, ainda não falei com ele. / Duvido. Isto é dele e ele tem que trabalhar. Sim, claro. – revirou os olhos – Mãe eu sei que tu deliras com o Tom, não precisas de me relembrar disso. – entregou o copo de volta ao seu “dono” – Sim, sim. E o pai por onde anda? / Ok. / Depois combinamos tudo. Beijinhos. – desligou a chamada e reparou que era observada com imensa atenção, por parte de Tom.
- Algum problema, linda? – o moreno perguntou
- Não. Apenas uma…solução, Bill.
- Uma solução?! – falou curioso – Do quê?
- Dos meus problemas. – dito isto voltou costas aos rapazes e saiu decidida da varanda
- Sabes…isto não me parece ser uma solução boa para ti, Kaulitz. – o mais velho comentou – Não mesmo.
Entrou de rompante no quarto e deparou-se com Abby a arrumar uma enorme mala de viagem.
- Onde vais? – falou assustado
- Embora. – ela informou com calma
- Desculpa?!
- Para mim chega, Tom! – olhou-o – Estou farta disto. Farta de ver sempre as mesmas pessoas, podendo ver um mundo inteiro…estou farta de me ver sozinha, podendo andar rodeada de pessoas…farta de andar feita parva á espera que tu voltes a ser como eras antes comigo…e mais farta ainda com as tuas atitudes! Ora estás muito bem e nós ficamos bem ora revoltas-te e decides querer matar gente.
- Abby… - aproximou-se – aquele tipo passou dos limites! Não posso admitir que ele se meta contigo assim e muito menos que me faça frente e tente armar-se em melhor do que eu.
- Não interessa agora, Tom. – fechou a mala de viagem – Eu vou para a Alemanha, ficar uns tempos com os meus pais, tentar trabalhar em alguma coisa na arquitectura.
- Abby… - deslizou a mão pelo braço ao descoberto dela – o que significa isto? – falou a medo – Que não…
- Que estou a te pedir um tempo, um bom tempo. – olhou-o nos olhos – Deixa-me sossegada por uns tempos, faz lá a tua vidinha como bem entenderes. Se quiseres meter-te com outras raparigas, é-me igual…eu é que não fico mais aqui.
- Eu não me meto ou vou meter com outras raparigas. Será tão complicado compreenderes que te amo e que não quero estar sem ti.
- Dá-me tempo. – suspirou – Eu também te amo, Tom. – juntou o seu corpo ao dele e começou a lhe acariciar a cara – Vou para casa dos meus pais, sabes onde é. Artmed, Cecill e Sabrina estarão por perto, vou estar debaixo de olho. – sorriu timidamente – Mas eu preciso de me afastar, senão um dia vamos estar ambos a lutar entre nos. Eu não quero isso.
Ele abraçou-a e afagou-lhe os longos cabelos lisos. Sabia que precisava dela e não queria afastar-se de Abby por nada, mas também tinha noção que as coisas estavam demasiado alteradas entre ambos.
- Não te quero perder… -a voz de Tom saiu rouca
- E não me vais perder. – deu-lhe um beijo na cara
- Aquele Luca vai andar por perto. – resmungou
- Não sejas agora ciumento, Tom Kaulitz.
- Ele que nem… - foi calado por um beijo, um beijo agressivo, provocante e exigente. Apertou-a mais em seus braços e pode sentir todo o corpo sensual dela contra o seu, desejando-a e querendo ama-la.
- Adeus. – afastou-se do rapaz, sorriu-lhe; Apanhou a mala de viagem e a bolsa a tiracolo – tenho um barco á espera. – beijou-o de novo, de modo minucioso e parecia querer arrebatar todo o ar que Tom poderia ter, se respirasse. – Amo-te. – sussurrou e saiu rapidamente da suite.
publicado por shems. às 2013-06-19 00:26:29
Encontrei isto num blog (este!) e decidi fazer. Basta por em negrito o que vos "caracteriza"
publicado por iamcarmen às 2013-06-16 17:34:19
Para quem não tiver conta ou blog sapo e utilizar o "não tem blog sapo" para desejar comentar e o tal "Publicar Comentário" não surgir...não se preocupe. No canto superior direito da tua tela de pc deves ter algo que indique para "diminuir o zoom" da pagina (normalmente isto está a 100%) e basta reduzir para 90% ou menos (caso o desejes) para que a "linha" que te permite publicar apareça logo por debaixo da area de comentário.
Fica só a dica. =)
7ºCapitulo – “Rendição”
Abrir a porta a Uruha antes das 11h da manhã simplesmente irritou Takanori – Nani? – falou aborrecido
- Mas que péssimo humor é esse a um sábado, Ruki-kun? – o outro questionou-lhe e até se riu da apresentação do vocalista, claramente com falta de horas de sono. – Não é hora de dormir. – advertiu e olhou atrás, Kai surgiu também à porta da casa do outro.
- Ohayou, Ruki-kun! – o líder da banda anunciou animado, sorridente como tudo e fazendo inveja ao vocalista. – Dormiste? – quis saber.
- Pouco. – anunciou severo e lá fechou a porta da sua casa, seguiu os amigos e aguardou saber o que os trazia ali aquela hora. – Que querem? Estou cansado e a ultima coisa que preciso é de trabalho num dia que deve ser de descanso. – anunciou-lhes
- Quem te disse que estamos aqui por trabalho, Ruki-kun? – Uruha perguntou-lhe e olhava atentamente em redor – E…Yukiko-chan? – ouvir aquilo fez o mais baixo dos três arrepiar-se e em vez de uma careta um suspiro soltou-se.
- Deve estar acabada em sono e ressaca. – Ruki disse – Podias ter passado sem embebeda-la, neh Uruha-kun. – condenou o outro.
- Nani? – Kai murmurou – Passas-te a noite com Yukiko-chan? – quis logo ser informado e cravou seu olhar no guitarrista, este elevou as mãos em sinal de rendição.
- Lie! – Kouyou logo se defendeu – Depois do termino do horário de trabalho, quando ela apresentou as fotos já escolhidas, nunca mais a vi. – informou os outros e olhou atentamente para o vocalista – Como assim…ela saiu e voltou bêbeda? – franziu o sobrolho.
- Chotto matte… - Ruki fez sinal de espera para simbolizar mais suas palavras – ela não foi sair contigo a noite passada? – o outro negou – Tens…a certeza? – semicerrou os olhos
- Takanori, acho que seu fosse sair e beber na companhia da nossa nova fotografa eu saberia. – o guitarrista voltou a defender – Ela saiu com quem? – perguntou. Kai olhava à vez cada um daqueles dois.
- Deste conta que eu pensei que aquela mulher tinha saído contigo, Kouyou? – o mais baixo atirou impaciente
- Matte, matte… - Kai pediu – claramente não vejo razão para Uruha negar uma saída com Yukiko-chan. Neh? – olhou-o e este afirmou. – Portanto… a saída e bebedeira dela não aconteceu com o nosso guitarrista. – sorriu.
Ruki ficou demasiado confuso, as palavras que ouvira Yukiko pronunciar no telefonema antes de sair, a atitude e o animo alcoólico com que regressara a casa…indicava-lhe que ela havia saído com Kouyou e no final de contas…algo acontecia ou havia acontecido entre eles dois. Então…se aquela mulher não tinha saído com Uruha…com quem havia ela saído? Um novo arrepio percorreu as costas do vocalista e este viu-se obrigado a “fechar” a sua mente porque começava a pensar demais no que se passava em redor de Batalha Yukiko e isso era mau para ele. – Depois nós tentamos descobrir isso tudo. – Kai interrompeu os pensamentos do vocalista – Agora o que interessa é que decidimos… - apontou-se a si mesmo e depois Uruha – que vamos almoçar todos juntos hoje e aproveitar um pouco o dia de sábado. – suspirou – Uruha-kun propôs saída também à noite?
- Sair…almoçar…agora…. – Ruki repetiu e os outros dois assentiram – Pareço-vos em condições para sair de casa para ir almoçar? – resmungou
- Apressa-te! – Kouyou falou – Vá, mexe-te… vai arrumar-te e eu vou acordar Yukiko-chan entretanto, ela também está convidada. – sorriu de canto.
- Lie! – Ruki logo atacou; aclarou a garganta e viu o olhar cúmplice que Kai lhe lançou, afinal o baterista havia testemunhado um beijo entre ele e aquela maldita mulher e o vocalista ainda não se tinha…explicado. O que Kai devia pensar agora de tudo? – Eu acordo Yukiko. Vocês vão andando para o restaurante e prontos…nós vamos lá ter. – explicou
- Lie. – Uruha intrometeu-se – Eu espero. – sentou-se habilmente no sofá e logo passou a se meter com o cão de estimação de Takanori. O dono da casa olhou para Kai e este com um sorriso divertido acabou por se sentar próximo do guitarrista.
Com um rápido «Prepara-te que Kai e Uruha decidiram organizar um almoço», Ruki nada viu e ouviu da mulher no quarto de hóspedes mas soube que esta estava acordada. Arrumou-se o mais rápido que conseguiu e às 11:30h estava preparado.
Yukiko surgiu na sala, cabelos soltos e molhados, calças de cor azul forte, botas sem salto e tipo tropa, blusa fina e decotada, colete aberto, colar e pulseiras e casaco negro nos braços; um amável “Ohayou” para todos e nada de diferente no modo como olhava ou se dirigia a Takanori.
*
Yukiko bebeu de uma vez apenas um copo de água e fez uma careta mal ouviu sons mais alterados naquele restaurante; Ruki gargalhou, era divertido vê-la sofrer de ressaca – Nem.penses.sequer.em.comentar. – ela advertiu-o pausadamente e encheu seu copo, de novo, de água.
- O melhor a fazeres é beberes mais álcool hoje. – Uruha meteu-se e a mulher quase o fulminou com o olhar, o guitarrista riu-se – Fiquei curioso...Yukiko-chan… - estalou a língua – com quem foste fazer essa noitada tão…feroz? – questionou subitamente sério
- Importa-te muito? – ela atirou a resposta; Kai riu-se e olhou de modo suspeito para o vocalista. – E onde estão os outros dois? – mudou subtilmente de tema.
- Nem penses. – Uruha advertiu-a de dedo apontado a si, o que captou a curiosidade do líder dos the Gazette, uma vez que o modo como o guitarrista principal se referia aquela mulher era muito…ousado e por vezes…conhecedor exímio. Ruki aclarou a garganta só para se fazer notar, pois desde que Yukiko o beijara de súbito da primeira vez, claramente significava que o que acontecia ou havia acontecido entre aqueles dois devia ser mantido em segredo. Espera, segredo era o que acontecera também entre o vocalista e aquela mulher e porque estava ele preocupado com as revelações. Takanori tinha uma carta alta ao seu dispor e ela servia perfeitamente para “detonar” aquela mestiça mas…porque não queria faze-lo?
Reita e Aoi haviam então chegado e a conversa não mudou, Uruha queria saber com quem havia saído a fotografa da banda na noite anterior. - …também fiquei curioso Yukiko-chan. – Aoi metia-se naquela espécie de interrogatório. A mulher presente na mesa nem lhes dava hipótese e assim acabar com sua curiosidade. – Tsé. – olhou então para Ruki – Tu podias saber. – apresentou e o outro apontou-se
- Achas mesmo? – Takanori questionou com sarcasmo
- A mulher é hospede em tua casa, Ruki-kun. – Aoi expos.
- Julgo que já deu para perceber que a minha…relação com Yukiko não é…boa. – comentou incomodado pois as imagens da situação em que se vira envolvido com aquela mulher voltavam a assombra-lo. Poderia ela não se recordar do acontecido devido ao seu estado decadentemente alcoolizado?
- …duvido… - Kai murmurou provocadoramente.
- Que queres dizer com isso? – Aoi quis saber do líder e o outro negou-se. – Existe algo que vocês… - indicou Kai, Yukiko e Ruki à vez – sabem que eu desconheço e isso mete-me puto da vida. – fungou
- Eu não sei de nada. – o vocalista defendeu-se e olhou por mera reacção para Uruha e logo suspirou e concentrou-se no seu almoço acabado de servir.
- Lie! – Aoi insistiu – Tu também sabes de alguma coisa, Takashima? – apontou-o.
- Podes parar de te armar em velho coscuvilheiro, Aoi-kun? – Reita interrompeu chateado
- …velho… - o guitarrista mostrou-se ofendido.
- Parem todos, ok! – Yukiko interrompeu de uma vez – Eis o que uns sabem, outros não sabem, alguns querem saber e outros fingem não dar importância mas querem saber. – suspirou e ficou com cinco homens atentos a si – Primeiro…Uruha e eu tivemos vários tipos de…experiencias à seis anos atrás. Foi ele quem me tirou a virgindade. – anunciou pesadamente e foi ver Aoi e Reita empalidecerem; Ruki suspirou rendido – Segundo… nada mais acontece entre mim e Kouyou, mesmo havendo uma…cena de saudades… mas eu decidi ficar longe dessas cenas com ele. – bebericou lentamente – Terceiro...a noite passada saí com um amigo meu com o qual namorei uns meses à uns dois anos atrás e ele, por acaso, está em Tóquio. – sorriu de canto – Quarto…e último…lembro-me perfeitamente do que fiz e não fiz – dava especial enfase ao “não” – a noite passada.
- Ninguém questionou isso que ficou em quarto. – foi tudo o que Reita falou, fazendo Aoi e Kai olharem-no lentamente.
- Ninguém falou isso…mas pensou. – ela informou divertida e Ruki sentiu-se ameaçado. Yukiko havia revelado que tivera um relacionamento com Uruha, ali, à mesa…sem receio de nada, o vocalista temeu o que ela poderia ainda revelar.
- Tu andaste envolvido com Yukiko-chan à seis anos atrás e tiveste o desplante de me dizer naquele dia que não a reconheces-te de imediato quando ela se apresentou? – Kai protestou para Uruha. – Espera… - encarou Yukiko – se a tua cena envolveu Uruha-kun…porque raios beijas-te Takanori ontem de manhã? – atirou rapidamente e Aoi mais chocado não poderia ficar naquele dia.
- Porque eu ainda não tinha falado com Kouyou à cerca do…poder revelar a vocês o acontecido de à seis anos atrás. – ela explicou-se – Basicamente usei… o vosso vocalista no final da manhã de ontem. – assentiu e bebeu mais um pouco
- Claro..usas-te… tens muito descaramento, neh Yukiko. – Ruki resolveu pronunciar-se; o olhar que aquela mulher lhe dedicou arrepiava-o de novo.
- Eu recordo-me da noite passada, Takanori. – ela repetiu num tom ameaçador. Aoi desistiu de tentar compreender aquela conversa mas os restantes não pensaram em atuar do mesmo modo.
- Neh…eu não tenho que ver com as cenas entre vocês três. – Reita indicou Uruha, Yukiko e Ruki à vez – Mas à muita coisa mal explicada. Isso à. – suspirou e por fim passou a se dedicar ao seu almoço.
Yukiko sorriu de canto e centrou seu olhar naquele baixista, a custo o homem engoliu e ficou assustado com aquele olhar penetrante da fotografa.
- Explica-me porque quis poupar-te a uma possível violação, Reita-san? – ela atirou repentinamente a questão e Ruki e Uruha acabaram por se engasgar com seu próprio ar. O baixista dos the GazettE riu-se divertido e simplesmente agitou ligeiramente sua cabeça no sentido negativo. – Eeh…começo a me arrepender de não te ter escolhido como…inquilino. – suspirou
- Podes parar de atuar de modo sacana com eles? – Takanori resmungou para aquela mulher, esta revirou os olhos e olhou para ele de soslaio – Nunca vi tanto o descaramento. – fungou – Primeiro sem mais nem porquês revelas o que revelas em mesa e agora começas com provocações com Reita-kun! Móh… - soprou – realmente irritas-me.
- Qual o teu problema agora, Takanori? – ela atirou friamente
- Para de ser oferecida. – o vocalista deixou escapar.
- Chotto… - Kai intrometeu-se antes que Yukiko respondesse ao mais baixo dos homens ali presentes – nem comecem. – ergueu o dedo indicado esquerdo – Vocês dois abusam, sabem.
- Porque é que vocês simplesmente não pensam no lado positivo do beijo…de…uso de ontem? – Reita propôs-lhes. Batalha Yukiko recostou-se melhor na sua cadeira e preferiu guardar comentários ou resposta a Ruki para si mesma. Ele que a esperasse mais tarde.
*
Yukiko soprou lentamente o fumo do seu cigarro, ela, Aoi, Uruha e Ruki estavam juntos numa área para fumadores; o vocalista olhou curioso para o facto daquela mestiça estar a falar animada com o guitarrita principal. – É difícil acreditar que aquela vadia do Uruha andou envolvido sexualmente com uma mulher daquelas. – Aoi comentou discretamente enquanto também passava a reparar no “à vontade” que existia entre aquele ex-casal e naturalmente bons amigos agora. – Será que é mesmo verdade? – franzia o sobrolho perante algo que acontecia entre aqueles dois e a mulher presente sorria de modo travesso para o guitarrista.
- É verdade. – Takanori acabou por responder ao outro – Eu vi…ouvi…bom, é verdade. – suspirou e terminou seu cigarro.
- Ele foi lá à tua casa? – Aoi quis saber
- Lie. Eu é que os apanhei muito…íntimos. Um beijo aconteceu e pela conversa eu logo soube da historia ou parte desta. – olhou de novo para Yukiko, sem duvida que ela se sentia bem junto de Kouyou.
- Tse…ela perdeu a virgindade com Takashima. – Aoi resmungou – Eu nem imaginava que ele fizesse sexo à seis anos atrás. – riu-se com a sua própria conversa estúpida. – Achas que terminou mesmo? – inquiriu.
Ruki olhou, de novo, o casal mais ao lado e realmente metia inveja ver como eles se entendiam bem; depois recordou o “não” que Yukiko falara sem, aparente, lógica no dia que os apanhara no estúdio fotográfico. Não era justo aquela mulher ter surgido na sua vida. Não era e cada vez custava mais a Takanori a presença dela pois cada vez mais se sentia confuso, sem saber como lidar com aquela maldita mestiça. – Saímos juntos esta noite? – Uruha questionou subitamente o que fez o vocalista sobressaltar-se
- …eeh? – mostrou-se perdido.
- Saída. Esta noite. Todos. – Uruha explicou por meras palavras
- H..Hai. – assentiu o mais baixo dos homens. Foram buscar seus casacos e todos os seis saíram do restaurante.
- Podes vir até minha casa. – Reita ouviu Uruha falara para a mulher ali presente, suspirou e olhou de relance para Takanori; o baixista até podia não saber o que realmente se passava entre aqueles três mas claramente algo havia mudado em Ruki e naturalmente isso devia-se a Batalha Yukiko. «Não» ouviu-a falar para o guitarrista e logo cada qual teve que seguir seu caminho, já com a noitada dessa noite combinada.
*
Poderia realmente ser isso que ele precisava nas ultimas três semanas? Uma agitação, irritações, provocações e uma mulher que era suposto odiar? Ruki acendeu seu cigarro e começou a passar para papel toda aquela inspiração que o tomava de súbito às 15h da tarde.
Yukiko espreitava atrás da porta, observando as costas de Ruki, vendo-o sentado à mesa de secretária naquele seu escritório privado em casa. A inspiração parecia ter voltado para o vocalista dos the GazettE; ela sorriu silenciosamente e assentiu, acabando por deixar aquele homem concentrado nas suas coisas.
http://iamcarmen.blogs.sapo.pt
A Precious Vampire - 18º (...)
publicado por iamcarmen às 2013-06-16 14:27:56
18ºcap
Bill bateu palmas e mantinha-se sorridente, olhou Luca que já se havia recomposto do som agudo que Abby havia proferido momentos antes, e ela continuava com ar de quem estava capaz de matar um vampiro á dentada.
- Mas que espectáculo! – voltou a bater palmas – Adorei! Uma vampira com apenas 5 anos de existência, podia facilmente acabar com a imortalidade de um vampiro de 424anos. – anunciou – É fascinante o dom de Mestria.
- Cala-te Bill!!! – ela gritou-lhe; ele parou de bater palmas e encolheu os ombros.
- Acato as tuas ordens, Mestria. Todas as que desejares. – ele falou sedutor, Abby lançou-lhe um olhar gélido e agressivo – Já me calei.
- Estou farta disto! – ela anunciou – Mais que farta. – Tom vinha na sua direcção completamente coberto por areia e ainda na sua transformação.
- Andas a aprender bastantes coisas, Abby. – ele proferiu irritado
- Não metas a minha paciência ainda mais á prova, Tom. – ela respondeu exactamente no mesmo tom
- Que te importa a vida desse idiota?! – apontou Luca – É pelo seu sangue? Ou por gostares das suas falinhas mansas?
- óh cala-te. – ela falou enfadada
- Porque te importas, ãnh? – sacudiu as calças
- Parem com estas coisas estúpidas, vocês andam é loucos! – Bill meteu-se – Sejam dignos da vossa raça. Parecem humanos…tão depressa se amam como tudo como depressa estão capazes de se matar! Controlem-se!
- Já te disse para te calares! – ela falou incomodada, cerrou os punhos e um remoinho de ar moveu toda a areia que a rodeava, Bill arregalou os olhos. Assim que o remoinho acalmou a rapariga voltou costas a Tom e fixou-se em Luca – Vês como te arriscar demasiado ao andar perto de mim?!
- Não me importa. – ele respondeu calmo – Eu amo-te. – Tom fungou – E de certeza que junto de mim estarás bem melhor, não tenho a fortuna dele… - olhou o das tranças de soslaio – mas ao menos sei respeitar-te o suficiente para te ser fiel e não te afastar da minha vida. E não ando com cenas parvas!
- Humano metido a esperto. – deu passo para Luca, o braço de Abby fez espécie de barreira entre o peito de Tom e o do outro.
- Posso não ser vampiro, mas pertenço a ti, Abby. Nunca te faria duvidar da minha lealdade e amor. – falou de novo mais tranquilo
Ela sorriu ligeiramente, o estalar ouviu-se e tinha voltado á sua normal aparência. Relançou um olhar ameaçador a Tom, ao que este respondeu com um fungar e cruzou os braços ao peito, logo depois voltou também ao seu estado normal.
- Luca…peço-te vai embora daqui. – aproximou-se – Eu depois falo contigo…longe de gente que possa obrigar-me a perder a compostura! – olhou Tom – Portanto, por agora a nossa conversa está mais que terminada, ok.
- Não vou desistir. E tu sabe-lo, bem. – os olhos cinza de Luca voltaram a se encontrar com os de Abby.
- Agora… - fez por respirar fundo – Bill afasta-te do…meu humano. – o vampiro revirou os olhos e começou a se afastar – E tu… - apontou o dedo a Tom – controla-te!
Ele murmurou algo indecifrável e correndo de modo imensamente rápido afastou-se de Abby e Luca.
Bill parou de beber ao notar que Tom se havia juntado a ele na varanda, olhou-o.
- Eu avisei-te.
- Poupa-me. Tu viste a facilidade e a agressividade com que ela me dominou? – arqueou o sobrolho, apanhou um copo de alimento para si e bebeu um grande trago.
- Mestria. – sorriu – Ela é mesmo perfeita, Tom. – sorriu
- Onde aprendeu ela aquilo? – recordava a força que Abby tinha exercido sobre o seu corpo e o aprisionamento de que o fez alvo, elevando-o até muito perto do brilho mais forte do sol.
- Referes-te ao aprisionamento no Sol? – o outro perguntou, Tom assentiu positivamente – Ela lê imenso e aprende todos os dias algo novo sobre a nossa raça. Depois tens que admitir Tom, ela tem mais poder do que tu…o poder dela neste momento está quase ao mesmo nível que o meu. – anunciou – E pelo que vi se ela perde a controlo, pode-se tornar numa verdadeira vampira assassina e o que me tranquiliza é que Abby é uma mulher bastante controlada e ciente de si. Quando falo em perder o controlo, falo a testar a sua paciência e mete-la á prova…fora isso ela é bem mais controlada do que tu, ao que vi. – relançou-lhe um olhar reprovador – Foste infantil, hoje!
- Aquele humano está a passar dos limites dos limites, Bill! Tem audácia para demasiado…primeiro mete-se na minha ilha, depois entra no meu Hotel, de seguida diz amar a minha namorada e para finalizar anunciou pertencer a Abby. – suspirou – E agora afirma ser o ideal para ela e melhor do que eu!
- O que te mete possesso. – riu-se – De facto…tens sido uma…merda de namorado, desculpa dizer-to. – bebeu; Tom resmungou.
- Bill…eu já não sei o que faça. – confessou – Caramba! Eu amo-a de verdade, mesmo. Mas ela tira-me do serio, primeiro foram aquelas cenas de irritação porque não sabia o que se passava e o que andava eu a fazer…depois anda sempre desconfiada que eu tenha perdido o interesse por ela e passado para outra, agora diz que vai ter lá paciência com isto da promessa que fiz ao meu criador e isso…mas logo de seguida volta a irritar-se porque eu continuo afastado dela. Tira-me do sério!
- O vosso problema é falta de confiança e falta de tempo juntos. – sorriu
- Estou a perde-la. – olhou Bill – Alguma ideia sobre o que eu possa fazer?
- Vou ser muito sincero. – voltou-se e mandou um estalo a Tom, o rapaz ficou estático a olha-lo – Acorda para a tua imortalidade, Tom Kaulitz! Reconquista-a, volta a ser o vampiro que ela conheceu e começa a tomar conta da tua vidinha imortal, porque tens idade suficiente! E aviso-te logo… - apontou-lhe o dedo – se continuares a estar na defensiva e a afasta-la de ti…o Luca conquista-a de verdade…e se não for esse caça… - sorriu – sou EU quem irá ficar com Abby Everton!
Voltou a fazer por respirar, afastou-se do das tranças ao mesmo tempo que Nina trazia mais algum alimento e Abby surgia também na varanda.
Un Unexpected - 6º “Mudar(...)
publicado por iamcarmen às 2013-06-14 16:32:04
Para quem não tiver conta ou blog sapo e utilizar o "não tem blog sapo" para desejar comentar e o tal "Publicar Comentário" não surgir...não se preocupe. No canto superior direito da tua tela de pc deves ter algo que indique para "diminuir o zoom" da pagina (normalmente isto está a 100%) e basta reduzir para 90% ou menos (caso o desejes) para que a "linha" que te permite publicar apareça logo por debaixo da area de comentário.
Fica só a dica. =)
6ºCapitulo – “Mudar objectivos”
Naquela manhã de Sexta-feira, Takanori não conseguia deixar de observar ao pormenor o guitarrista da banda, mais concretamente Takashima Kouyou; pestanejou e esperou que algo acontece-se assim que viu Yukiko entrar na sala de fumadores e na companhia de Kazuki dos Screw. Da parte da mulher apenas se ouviu um “Ohayou” animado e da parte de Takashima apenas existiu um sorriso simpático e um breve olhar sob Kazuki.
Ruki soprou o fumo do seu cigarro e olhou curioso para aquela mulher mais a seu lado a falar algo a nível profissional com o elemento dos Screw. Desde quando ela conhecia aquela bicha do Kazuki? Nada contra o rapaz mas ele tinha um quê estranho; seu olhar deslizou por outros até encontrar Uruha, este terminava seu cigarro e olhou-o subitamente a fim de saber em que ponto estava a finalização de fumar do vocalista. – Vou buscar algo para beber e tentar compor umas notas. – foi o que o guitarrista principal dos the GazettE falou para Ruki, este assentiu e voltou então a observar Yukiko.
Era estranho, era realmente estranho e difícil de associar; pelo menos Uruha-kun ainda não se tinha dado conta do olhar atento e curioso dele. Ponto a favor.
Yukiko focou seu olhar em Ruki, este ainda tentou disfarçar o facto de a olhar tão curioso…ela sorriu de canto e o homem acabou por sair do seu lugar e deambular pela sala enquanto terminava seu cigarro. – Baka. – murmurou para si quando Kazuki comentava algo com outro j-rocker que estava a seu lado.
Rapidamente aqueles dois fumadores abandonaram a sala e apenas restou Yukiko a acender seu segundo cigarro e Ruki a beber um pouco do seu chá. O homem ignorou pensamentos de advertência a si mesmo e caminhou decidido para junto da fotografa, arrastou a cadeira que antes era ocupada pelo elemento dos Screw e sentou-se frente a frente com aquela maldita mulher. Ela soltou lentamente a primeira baforada de fumo e suspirou então – Nani? – perguntou ela
- Optas-te por não me responder ontem à noite. – falou ele. – Não acho decente tu e Uruha-kun ter esse tipo de relacionamento. – fungou
- Não trabalho para os the GazettE…apenas trabalho para a vossa companhia e limito-me a ser fotografa chefe das vossas sessões e trabalhos em concreto. E se não achas decente o problema é teu e unicamente teu Matsumoto. – ela atirou feroz.
- Que tipo de relacionamento acontece ou aconteceu entre ti e Takashima? – atirou furioso a questão. Tinha necessidade de sabe-lo.
- Quem pensas tu que és para me perguntar tal coisa, chibi? – ela retribuiu-lhe do mesmo modo.
- Exijo ser informado, Yukiko! – perdeu a pouca paciência que lhe restava. Ela riu-se de modo provocador, cravou demoradamente seu cigarro.
Soltou lentamente o fumo por entre lábios e seus olhos pareciam mais brilhantes naquele momento – O que se passa ou passou entre mim e aquele guitarrista diz unicamente respeito a mim e ele, Takanori. – disse – Não é nada que interfira com nossos trabalhos portanto…porque tens que saber a resposta à tua questão, mesmo? – franziu o sobrolho
- Não vou permitir que te utilizes como vantagem para conseguir tocar nas composições das músicas da banda. – pareceu rugir e claramente não fora cordial. Yukiko semicerrou seus olhos e impaciente apagou o cigarro no cinzeiro perto de si, cigarro que ainda nem tinha sido metade fumado. Ruki olhou inconscientemente o ato irritado da mulher e só quando esta se levantou e ele ficou com a zona do ventre dela no seu campo visual é que reagiu e também se elevou de um ápice.
- Não sejas baixo…sem ser por altura, Takanori. – ela advertiu-o chateada – Não vou… - esticou seu dedo indicador esquerdo – elevar um dedo que seja para as vossas composições…ou falta destas. Engole o papel, as palavras e o que queiras e vai simplesmente à merda, Takanori. – fungou e passou por ele.
Ruki girou em si, furioso com a atitude dela para si mas também tinha noção que era ele quem havia começado aquela hostilidade. Caminhou apressado atrás da mulher, saiu da sala de fumadores e a meio daquela acumulada divisão que dava acesso à sala, o vocalista acabou por agarrar com alguma brusquidão o pulso esquerdo da mulher. O corpo de Yukiko ainda balançou com o brusco ato de impedimento que fora alvo, agitou-se e seus cabelos quase chicotearam o rosto de Takanori. – Solta-me. – ela pediu mordaz
- Lie. – ele logo respondeu – És tu quem brinca e arma um plano bizarro para me deixar incomodado e demasiado atento ao mínimo passo teu. – resmungou – Agora quero resposta e que sejas explicita nesse teu plano estupido de me infernizar a vida. – atirou – Vamos jogar, aceito o combate Yukiko. Mas…que seja algo sem artimanha porque eu estou sem a mínima paciência para merdas. Percebeste!
A mulher agitou seu braço esquerdo tentando, em vão, libertar seu pulso da mão daquele vocalista. Seus olhos pareciam faiscar de irritação, ela mesma estava cansada de levar tudo na tranquilidade e de modo confuso. Ruki ia pagar por tê-la ofendido e rebaixado à seis anos atrás e ia responder a ela como assim era desejado pela própria.
- Solta-me! – exigiu-lhe de novo e Ruki apertou mais o pulso dela entre sua mão – Takanori… - resmungou impaciente.
- Aceito o teu jogo, plano, o que quiseres chamar-lhe Yukiko. Mas em troca eu exijo que me esclareças à certa da tua relação ou apenas brincadeira com… - não pode falar “Uruha-kun” pois aquela maldita mestiça fazia seus lábios embaterem nos dele, selando-os possessivamente. Ruki ficou sem reacção, estava a ser beijado à força por uma mulher e esta não fazia noção de libertar seus lábios; por algum motivo inconsciente o vocalista dos the GazettE acabou por entreabrir seus lábios e aquela mulher aproveitou esse sinal de rendição da parte dele, num encontro rápido e picante as línguas de ambos encontraram-se, combateram por brevíssimos segundos e o gosto dos suculentos lábios de Yukiko deixou o homem maneável mas ela não usou essa franqueza e simplesmente aproveitou para trocar aquele embate de línguas e troca de saliva que ameaçou coloca-la excitada com facilidade a mais.
Takanori ofegou assim que aquela fotografa cessou o rápido e picante beijo entre si, pestanejou e sentiu-se idiota. Aí o homem reparou que Kai estava presente naquele espaço acanhado fazendo-se acompanhar por um assistente da banda e outro membro do staff.
Ela sorriu de canto e provocadoramente passou sua rosada língua por entre lábios, apresentado a Ruki uma imagem insinuante; Batalha Yukiko suspirou, assentiu para os três que haviam testemunhado o abrupto beijo e foi embora dali.
Ruki cambaleou atrás, parecia ter-se desligado de si mesmo e acabou por procurar apoio numa parede, encostando-se a esta e tentando de algum modo acalmar a sua pulsação acelerada e fazer com que o calor picante que lhe atravessava os lábios também se acalmasse. Matsumoto Takanori tinha provado picante e este tinha efeito avassalador sob si.
*
Esfregou suavemente seus cabelos, secando-lhes as pontas mais um pouco, deambulava ainda pela cozinha tentando perceber o que iria jantar naquele dia; o som de mais alguém a se aproximar daquela divisão da sua casa fê-lo recordar que Yukiko estava lá também. Engoliu em seco e então deu-se conta que ela falava com alguém por telefone. - …hai, lembro-me perfeitamente onde fica esse restaurante. – ela falava. Ruki apanhou um copo e verteu para este alguma agua – E porque haveria de vestir algo desse tipo para ir unicamente sair contigo? – continuava ela a falar e agora num tom divertido – Nem pensar. Podes logo esquecer isso, aho. – gargalhou. Ela entrou na cozinha e por pouco o homem ali presente não cuspiu parte da agua que acabara de colocar na boca. Yukiko usava um vestido rosa escuro e negro, adornos fecho, meias opacas para combinar, cabelo apanhado mas sem grandes pormenores o que dava aquelas madeixas mais rebeldes o toque perfeito do arranjo simples, maquilhagem marcante e sedutora, mala pendurada no ombro direito, sapatos de plataforma e alto salto fino pendidos na mão esquerda e telemóvel contra a orelha e segurado pela direita. – Vou sair. – anunciou ela então ao dono da casa - Ja ne. – desligou chamada e mandou o telemóvel para o interior da sua mala – Não sei a que horas devo voltar. Queria saber como faço para voltar a entrar na tua casa? – suspirou enquanto balançava de modo divertido os seus sapatos de salto alto.
- De certeza que voltas a casa sem ser de manhã ou…se vens mesmo dormir cá? – ele atirou aborrecido. Com quem iria ela sair? Certamente era jantar e depois outro tipo qualquer de saída…mas qual?
- Podes parar com a tua atitude baixa, Takanori? – ela questionou tranquila. Ruki agarrou as suas próprias chaves de casa no bolso de suas calças e atirou-as aquela mulher.
- Contente? – perguntou irritado, Yukiko assentiu positivamente
- Hai. – sorriu de canto – Oyasumi! – acenou rapidamente e saiu da cozinha. Quando a porta principal da sua casa foi fechada, Ruki bateu sobre o tampo da mesa e fungou irritado. Certamente aquela mestiça ia jantar com Uruha. Aquela mesma mestiça ainda não se tinha dado “ao trabalho” de explicar ao vocalista porque raios o havia beijado no final da manhã daquela sexta-feira.
*
Queria fulminar o indicador digital do seu relógio porque via que mais um minuto passava…eram 03:16h da noite e Ruki ainda não havia conseguido adormecer; primeiro havia-se dedicado inconscientemente à visualização de um filme enquanto mimava seu cão que se aconchegava no seu colo, depois ainda havia pensado em ver um programa idiota que passava na tv mas rendera-se à última. Sentia-se cansado mas não conseguia adormecer mesmo assim.
Suspirou pesadamente e girou pela enésima vez na sua cama, pousou as costas da sua mão direita sobre o rosto e fechou os olhos num ultimo esforço de chamar pelo sono. Acabou por bater com a mão no colchão e fulminou de novo o indicador digital 03:17h. – Kuso! – protestou e até lembrou uma criança de birra quando agitou as pernas e bateu os pés no colchão. Alcançou seu iPhone com urgência e olhou o ecrã deste, nada, absolutamente nada acontecia tirando um ou outro aviso que fora mencionado no twitter.
Saiu da cama e passou a deambular pelo quarto, mal meteu os pés fora deste um clique anunciava que Yukiko acabava de destrancar a porta principal, suspirou com algum alivio mas o facto de depois do clique nada mais se ouvir e nem mesmo a mulher entrar em casa colocou-o curioso demais. Aproximou-se silenciosamente da porta de entrada e podia ouvir o som dos tecidos das roupas da mulher bem junto da porta mas esta não era aberta; Takanori confirmou que a porta já havia sido destrancada e bastava que aquela mulher rodasse uma única vez a chave para a porta ficar aberta mas o “ultimo rodar da chave” não acontecia. Franziu o sobrolho e ouviu o suave bater de algo na porta e por momento Ruki imaginou os sapatos ou a mala de Batalha Yukiko a ser o autor de tal suave som. Porque raios ela não rodava a chave e abria logo a porra da porta?
Cruzou os braços ao peito e uma ideia assombrou-lhe a mente, suspirou pesadamente e murmúrios fizeram-se notar. - …não acredito… - murmurou para si mesmo.
Abriu de repente a porta da sua casa e um corpo projectou-se contra si, Ruki só teve tempo de abrir braços e aceitar Yukiko, acabando por abraça-la. A mulher riu-se como uma criança e logo arrastou suas mãos pelas costas do vocalista, alcançando-lhe os ombros rapidamente e assim endireitar-se ligeiramente e elevar a cabeça a fim de encarar Takanori. – Taka! – ela gritou. O homem empalideceu ao ver o quanto o rosto dela estava acalorado e como o sorriso dela era demasiado expressivo. Empurrou dificilmente a porta da sua casa e acabou por fechá-la. – Taka… - voltou a falar mas no seu tom normal de voz. – Daijoubu? – continuava a sorrir imenso para ele.
- Ah…móh… - ele resmungou e viu-se obrigado a arrastar, aquela bêbeda, Yukiko, para o salão. – Porque tenho que aturar este teu estado decadente? – semicerrou os olhos e a mulher simplesmente continuava a rir.
Colocou Yukiko no sofá mas acabou por ser arrastado, visto que a mulher ainda continuava agarrada a si. – Solta-me Yukiko. – resmungou impaciente
- Urusai, chibi. – ela balbuciou e suspirou. Ruki terminou por descair parcialmente sobre aquela mestiça e por mera inconsciência masculina inspirou lentamente o doce aroma do perfume dela. Cheirava bem, o seu toque era dócil mesmo estando tão fortemente agarrada a ele e aquele sorriso expressivo aliado às suas bochechas escarlate dava uma imagem…diferente de Yukiko ao vocalista.
- Solta-me. – ele pediu de novo mas a mulher insistia em se manter bem apertada a si. Suspirou impaciente e teve que passar a escapar dos braços dela por si mesmo; os sapatos que ela carregava na mão esquerda caíram sobre as pernas de Ruki e este moveu-se impaciente até estes caírem no chão da sala; elevou o tronco e Yukiko veio atrás. – Kuso! Ano…mulher chata. – resmungou entre dentes e usou sua força para atirá-la contra o sofá. Soltou-se por fim e voltou à porta principal da sua casa, trancando-a e então passou a calcular mentalmente o que e como devia fazer. Deixar aquela bêbeda no sofá da sua sala ou levá-la para o quarto de hospedes; massajou suas têmporas e maldisse.
Voltou à sala e Yukiko já se encontrava sentada no sofá e olhando em redor – Recuperas-te? – perguntou-lhe mordaz. Ela dedicou-lhe, de novo, aquele expressivo sorriso e Takanori temeu aquilo. Aproximou-se dela e aguardou…mas não sabia exactamente o que devia aguardar… - Vai deitar-te. – acabou por lhe ordenar
- Não me apetece, Taka. – ela fez beicinho. O homem semicerrou os olhos, não estava a achar piada ao facto daquela maldita mestiça estar a chamá-lo de “Taka”, Yukiko estava a abusar da sua sorte.
- Urusai, chibi. – ele contra-atacou do mesmo modo que ela anteriormente havia feito. A mulher gargalhou. Estaria ela a gozar com a cara do vocalista aquelas horas da noite? – Espero que estejas contente por… - indicou-a – esta bela imagem decadente da tua pessoa, Batalha Yukiko. – fungou
- Qual o teu problema? – perguntou-lhe e mesmo assim mantinha aquela atitude de gozo que Ruki não estava nem a compreender nem a achar piada. Reparou que ele revirava os olhos e mostrava-se cada vez mais enfadado, sorriu de canto e fez por deslizar sua rosada língua por entre lábios e subitamente agarrou o elástico das calças pijama que Takanori vestia, puxando-o para si pela cintura.
- Yukiko! – ele guinchou quando aquela mestiça voltou a descair sobre o sofá e o arrastou consigo – Ano…que merda estás a… - foi silenciado pelos lábios suculentos da mulher. Resistiu, ainda se afastou de Yukiko mas ela havia adquirido uma renovação brusca de forças, portanto Ruki voltou a ser dominado. – Chotto… - falou entre beijos.
- Nani, bichinha? – ela falou como ronronando contra a boca do homem. Ele tentou afastar-se, chateado, mas Yukiko cravou os dentes no lábio inferior do vocalista dos the GazettE.
- Itai! – protestou ele e do nada a mulher enrolou-se a si, envolvendo seu pescoço com os braços e cintura com as pernas, roçando seu ventre contra a pélvis do homem. – Yuki… - voltou a se deixar silenciar de novo pelos beijos daquela mestiça.
Deixou-se levar pela boa sensação que aqueles suculentos lábios femininos lhe entregavam com tanta ansiedade; o toque adocicado de algum cocktail ainda se fazia sentir pela língua da mulher mas a suavidade com que as bocas se roçavam e o debater, familiarmente, picante das suas línguas parecia ter um efeito atordoante para Takanori.
Yukiko mantinha o corpo do vocalista preso por seus braços e pernas, atormentava-o com seus beijos e demonstrava claramente que gostava muito daquela sensação; Ruki pigarreou quando a mulher se lembrou de roçar mais intimamente seu ventre contra sua pélvis o que fez algo fisgar no interior do homem.
Ouviu como ela ofegava e se mostrava mais sedenta a cada beijo que acontecia, desenvolvia e terminava; ela parecia disposta a dar tudo por tudo para demonstrar que queria Takanori.
Tentou lutar contra o fisgar constante de seu desejo por aquela mulher mas era complicado quando esta fazia questão de se mover eroticamente contra seu corpo, sua respiração pesada chegava a arrepia-lo sempre que tocava na região do pescoço e para piorar o modo como a boca dela se moldava com a sua e dali beijos picantes e vorazes surgiam… pioravam.
Não pode negar-se totalmente, teve que reagir ou pelo menos revelar como se estava a sentir com tudo aquilo; podia estar a beijar e a ser provocado pela mulher errada mas Yukiko tinha-o feito render-se em algum momento atrás. Sua mão direita precipitou-se para o final daquele vestido rosa escuro e negro, metendo-a em contacto com a pele que o tecido escondia, apertando aquela textura suave e firme de pele cremosa, arrastando mais e chegando ao local onde as meias opacas terminavam e ele poder sentir o vulto das cuecas rendadas que Yukiko estava a usar naquela noite; pigarreou e teve mesmo que fechar seus olhos quando a mestiça voltou a provoca-lo com aquele seu roçar intimista.
Ela entrelaçou seus dedos por entre os cabelos de Takanori, puxando-lhos ligeiramente só para marcar presença; ele gemeu e aproveitou para arrastar beijos pelos pescoço feminino e depositar demorados e arrepiantes beijos ao longo deste até chegar próximo da curva do peito daquela mestiça, generosamente revelada pelo decote do seu vestido. Receber o toque quente da respiração daquele homem sob sua pele e naquela zona em especial fê-la tremer debaixo de Ruki, soltou um demorado suspirou e sorriu marota assim que voltou a enlaçar os cabelos dele e este aproveitava para provoca-la mais um pouco com beijos e pequenas lambidas sobre a curva de seu peito. Gemeu discretamente assim que a, atrevida, mão daquele homem agarrou a ponta das suas meias e claramente iria passar a invadir as cuecas dela. Agradava-lhe demasiado tudo o que sentia mas tinha bem noção que estava alcoolizada e que estava naquilo com Ruki, justamente ele. Não que já se importasse com o infernizar a vida do vocalista, aliás…nas ultimas 24h Yukiko tinha bem noção em si que o seu plano havia mudado e os objectivos tornavam-se bem diferente do inicial.
Exigiu um ultimo beijo voraz a Takanori e do nada soltou-o; o homem ofegou e olhou-a bem nos olhos, ela sorriu-lhe com ternura e deslizou pelo sofá até que os corpos de ambos giraram e a mulher pode sair daquele local. Ajeitou o vestido o máximo que conseguiu naquele seu estado alterado, tentou controlar sua respiração e afastou-se mais um pouco de Ruki. – Eeh…? – ele acabou por balbuciar
- Oyasumi Takanori. – ela acabou por falar, manteve o sorriso e devagar e o mais acertado possível saiu daquela sala.
Ruki colocou-se de joelhos no sofá e olhou atentamente aquela mulher a se direccionar para o quarto de hospedes, acabou sentado sobre seus calcanhares e gemeu de frustração - …eeh… - gemeu abafadamente pois já cobria o rosto com suas mãos. Aquela maldita mestiça acabava de o condenar a um demorado banho de água gelada e provavelmente a um exercício manual.
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A Precious Vampire - 17º (...)
publicado por iamcarmen às 2013-06-14 16:00:46
17ºcap
Abby saiu da água do mar, moveu o cabelo e escorreu as pontas deste, Luca surgiu de trás de umas rochas.
- Ainda por aqui?
- Não posso ir embora. Não sem ti. – ele falou de sorriso nos lábios
- Luca. – suspirou – Já te disse que não posso ir embora e que amo o Tom. – aproximou-se dele - És teimoso!
- Por favor Abby…vem comigo. – pediu
- Não. E vai embora.
- Não, não vou.
- Vai… - perdeu fôlego assim que Bill surgiu junto de si – És demasiado atento, tu. – olhou o moreno
- Apenas reparei que não estavas sozinha. – olhou divertido para Luca – Ora, ora puto, cresces-te desde a ultima vez que te vi.
- Como? – a rapariga olhou Luca e depois para Bill – Conhecem-se?
Luca não sabia quem era aquele vampiro, mas algo nele lhe era extremamente familiar. Os músculos do seu estômago contraíram-se ao recordar de onde conhecia aquele moreno…a mente de Luca recuou anos, foi ao reencontro das memorias mais brutais que tinha da sua adolescência.
Com 14 anos apenas, num dia chuvoso, Luca voltava para casa, tinha terminado as aulas…numa esquina mais obscura de Berlim o rapaz viu um corpo a ser projectado contra a parede de uma casa antiga de tijolos, o rapaz tinha-se assustado e então reparou que um senhor já de certa idade estava sentado desajeitadamente no chão e algum sangue escorria da sua testa e boca, como menino bem-educado, Luca correu para junto do senhor, para ajuda-lo de algum modo.
- Senhor…Senhor… - meteu-se ao lado do corpo do homem – Está a ouvir-me? Eí… - ia abanar o homem mas uma nova figura surgiu naquela esquina, a chuva começava a cair com mais força; um tipo alto e totalmente vestido de negro deu a sua face a ver á luz de um candeeiro que piscava de vez em quando…olhou-o, o cabelo era longo e negro, um sorriso trocista estava desenhado nos seus lábios. – Quem é você? – perguntou assustado
- Melhor não saberes, puto! – uma voz suave veio daquela figura alta, então o candeeiro deixou de piscar e Luca reparou do olhos assustadores daquele tipo, eram quase brancos, apenas notava-lhe uns brilhos azuis muito claros e algum prateado, os dentes caninos eram anormalmente sobressaídos e o mesmo tipo moreno continuava a sorrir apesar da sua aparência anormal.
- Vais arrepender-te sugador. – o velho homem havia dito por fim e a muito custo
- Não tanto como tu assassino. – o rapaz que aparentava os seus 20 anos parecia rugir e com uma rapidez estonteante juntou-se ao corpo do homem. O tipo alto debruçou-se sobre o velho…Luca deu passos atrás, assustado com o que via, ficou praticamente colado á parede de tijolos; o tipo moreno olhou-o e ampliou o seu sorriso, agarrou a cara do homem e cravou os dentes no pescoço deste, o homem guinchou de dor contorceu-se mas não tinha forças para afastar o jovem. Luca viu um fino fio de sangue correr pelo pescoço do senhor de idade e depois o outro afastou-se, lambendo os lábios. – Adeus puto. – disse um rápido adeus ao rapaz e com um salto sobrenatural desapareceu da vista.
- Foste tu! – acusou Luca, voltando ao presente – Tu matas-te aquele homem de idade. Soube da vossa existência porque deixas-te que te visse.
- Não matei ninguém. – Bill respondeu calmo – Tu é que fugiste daquela rua, completamente assustado. Menino. – sorriu – Mas se tivesses ficado ao lado do velho tinhas visto que apenas o debilitei.
- Ele não se mexia! – respondeu agressivamente
- Ele merecia ter sido morto, mas preferi não faze-lo. – Abby estava a tentar compreender aquela conversa com esforço – Ele era o ultimo do grupo de caças que matou o meu criador! O ultimo mestre existente…até á 5 anos. – olhou rapidamente para a rapariga
- Nem te importas-te em evitar que eu te visse.
- Eras um miúdo. – encolheu os ombros – Bom pensei que irias esquecer o que havias visto ou se pensasses em contar o que viste, achar-te-iam louco… - voltou a sorrir – Afinal decidis-te ser caçador, também. Agora… - olhou atrás de si – se tens amor ao teu sangue, vai embora.
- Porque haveria!? – falou novamente agressivo – Eu vim aqui pela Abby.
- Luca para com isso, eu já te disse que eu não vou a lado algum contigo. – ela suspirou impaciente
- Não vou deixar que continues a viver aqui presa e infeliz.
- As coisas já estiveram piores, acho. – Bill meteu-se
- A conversa não é contigo, vampiro!
O moreno revirou os olhos e afastou-se um pouco de Abby, voltou a sorrir mais uma vez.
- Nem devias andar por aqui desprotegido. – passou a língua por entre os lábios – Sabias que o teu sangue é demasiado chamativo, Luca? Um tipo raro de sangue.
- Bill. – ela advertiu – Nem penses em fazer algo.
- Tens que concordar comigo, linda. – olhou-a – O teu…amigo…tem um sangue delicioso. – voltou a lamber os lábios – Abby suspirou – Tu própria o sentes. – falou de modo provocador
Deu passo em frente, mas logo Abby se colocou á sua frente, juntando a sua mão á barriga do rapaz, olhou-o nos olhos.
- Controla a tua sede, Bill. – ela disse baixinho – Sei como é…chamativo…- mordeu o lábio – mas ele é caça e não está aqui para fazer mal a ninguém…e alem do mais…
- Gosta de ti. – o moreno terminou a frase – Mas sempre podemos provar um pouco. É um tipo de sangue raro, Abby.
- O meu sangue pertence á Abby! – Luca elevou o tom da sua voz para dize-lo; a rapariga pigarreou e fez mais pressão sobre a barriga de Bill, espreitou por cima do ombro – Pertenço-lhe. – o vampiro mais velho deixou escapar o som grave da garganta e recuou
Abby transformou-se e voltou a olhar Luca, este estremeceu.
- Não podes dizer essas coisas assim sem mais nem porquês, Luca! – advertiu
- É a verdade e não retiro o que disse. – Quando ele pensava que ela iria ataca-lo por força do seu instinto animal, Luca surpreendeu-se ao vê-la mandar um salto assustador para cima e logo viu o corpo moreno dela embater num outro, num corpo masculino. Piscou os olhos e viu Abby a empurrar com extrema agressividade Tom para trás, impedindo que este ataca-se em força Luca.
Os corpos de ambos embateram na areia com um som forte, Tom parecia rugir e lançou-se com extrema habilidade e velocidade na direcção do humano. Abby meteu-se de joelhos e logo atacou o das tranças com uma espécie de onda de areia, impedindo-o mais uma vez de atacar Luca.
- Para! – ela gritou-lhe
- Não volto a recuar, Abby! – ele respondeu no mesmo tom de voz
Luca recuou atrás e ficou assustado, pois para poder estar perto o suficiente de Abby não tinha trazido nada de prata consigo. Tom parecia possesso de raiva e a agressividade que o seu corpo parecia emanar assustava qualquer ser humano existente. Correu para o humano e mesmo antes de agarrar o seu pescoço, Abby surgiu e foi nela que as suas mãos embateram.
- Afasta-te! – ordenou
- Afasta-te, tu! – ela ripostou; Tom fez um brusco movimento com a mão direita e a vampira foi cuspida para o lado com uma forte rajada de ar, embateu de costas nas rochas, rugiu. – Tom Kaulitz! Vais pagar-mas!!! – ela gritou-lhe, mas este já se ocupava de se precipitar de novo para Luca
Um som extremamente agudo foi emitido por ela, Luca juntou as mãos aos ouvidos e ficou de joelhos na areia. Tom olhou na direcção de Abby e ela elevou ambas as suas mãos na sua direcção, esticou as palmas das suas mãos e vez um gesto simples mas o das tranças foi atirado com agressividade para trás. Ela correu até junto de Luca, voltou a fazer um som parecido a um rugir e moveu de novo as mãos, como se maneja-se um bastão, rodasse-lo entre as mãos e Tom viu-se a ser elevado a grande altura em direcção ao sol, que começava a espreitar, ele gritou e Abby deixou-o cair em seco na areia.
publicado por shems. às 2013-06-12 18:35:45
acho lamentável que duas pessoas vejam a sua amizade destruida só porque os outros não conseguem respeitar os limites. Não interessa se um está apaixonado pelo outro, mesmo não sendo correspondido. Isso é algo pessoal, só referente aos envolvidos. Se são felizes assim, por favor, não interfiram. Mais tarde ou mais cedo, só vão ajudar a acabar com a amizade.
Isto irrita-me.
Un Unexpected - 5º “Retro(...)
publicado por iamcarmen às 2013-06-12 17:15:55
Para quem não tiver conta ou blog sapo e utilizar o "não tem blog sapo" para desejar comentar e o tal "Publicar Comentário" não surgir...não se preocupe. No canto superior direito da tua tela de pc deves ter algo que indique para "diminuir o zoom" da pagina (normalmente isto está a 100%) e basta reduzir para 90% ou menos (caso o desejes) para que a "linha" que te permite publicar apareça logo por debaixo da area de comentário.
Fica só a dica. =)
5ºCapitulo – “Retrocesso no Plano”
Yukiko saiu da casa de banho em total silencio, olhou atentamente a porta ao fundo daquele corredor tendo para si bem noção que era ali que ficava o quarto daquela bichinha histérica. Sorriu e quando juntou a mão à maçaneta da porta do quarto de hospedes onde estava, a porta do fundo abriu e um distraído em pensamentos de nome Takanori saiu – Ohayou! – cumprimentou-o com calma.
Ruki suspirou e elevou seu olhar – Oha… - pestanejou duas vezes seguidas e pensou em faze-lo uma terceira - ..you… - falou já de garganta seca. Que raios estava ela a tentar fazer com aquela apresentação no meio do seu corredor?
- Nani? – ela perguntou divertida ao reparar na súbita concentração do homem sobre suas pernas ao descoberto, afinal ela vestia unicamente uma t-shirt cinza e de ombro esquerdo ao descoberto.
- Não actues como se estivesses em tua casa! – ele resmungou, disfarçando aquele momento embaraçoso para si – Vagueia por aqui decentemente, Batalha. – fungou e contornou a mulher, parou antes de a deixar só no corredor e voltou a encara-la, riu-se – Não me vais dizer que é…com isso que pretendes infernizar a minha vida, pois não?
Yukiko gargalhou e fez mesmo questão de se encostar à ombreira da porta e fazer uma pose meio pornográfica, fazendo até questão de puxar imenso a sua t-shirt e revelar a base do seu sutiã negro aquele vocalista – Peço desculpa se não sou daquelas típicas mulheres magras que se vê pelas ruas da tua cidade, Matsumoto. – ela zombou – Ah…chotto… - fez beicinho – nem representas o suficiente para me intimidar sexualmente, chibi. – sorriu de canto – Ja ne! – acenou lentamente para ele e entrou finalmente no seu quarto.
Ruki teve vontade de gritar, mandar vir com aquela mulher…até pensou em segui-la e começar a disparatar e no final baixar as calças e boxer’s e mostrar a Yukiko que podia muito bem representar algo que mulheres desejam. Optou por não chegar a tal extremo escusado portanto voltou a tomar seu caminho para sair daquela área da sua casa.
*
Porque tinha ele que encarar aquela mulher até na hora de almoço? Depois do “confronto” dessa manhã, Ruki não mais havia ouvido qualquer palavra proferida por Yukiko e dirigida a si mesmo, de algum modo isso o tranquilizava mas ao mesmo tempo colocava-o mais alerta em relação aquela mestiça. Mestiça aquela que naquele dia optara por vestir umas calças justas negras, botins negros com attachés muito ar rock, a dita t-shirt cinza larga e comprida, fio corrente, maquilhagem marcante, cabeço solto o que mostrava o quanto este é longo e ondulado; aquela mulher estava de algum modo atraente e isso irritava profundamente Takanori, uma vez que odiava-a e nunca podia olhar Batalha-san de outro modo.
Daí recordava as imagens que havia já memorizado daquela mulher desde o exacto momento em que a reencontrara, aquela mestiça poderia não ser uma mulher com um físico sexista ou porno mas era sem duvida uma imagem que cativava. Soprou o fumo do seu cigarro com impaciência, olhou por cima do seu ombro e fez uma careta perante a imagem que podia ver no salão principal daquele restaurante; Aoi falava tranquilamente com Yukiko e Reita acompanhava, Kai observava-os discretamente e só Uruha não estava atento porque o mesmo estava na sala de fumadores ao lado do vocalista. – Não compreendo qual o vosso interesse naquela mulher. – protestou. Uruha sorriu ligeiramente e soltou devagar o fumo do seu cigarro.
- É bonita. – respondeu ao vocalista – E tem uma atitude insubstituível. – olhou para a mesa onde podia destacar seus colegas de banda e aquela fotografa. – Li algumas composições dela. – acabou por confessar – Ela é boa. E curiosamente consegue captar aquilo que the GazettE pode representar.
- Nem te atrevas a aceitar aquela mulher no trabalho das letras da nossa banda, Takashima. – ameaçou-o
- Ruki-kun… - Uruha resmungou – ela é boa a compor. Lê algumas coisas que ela escreveu para outros cantores e bandas…vais ver. – suspirou
- Ninguém que não da nossa banda irá meter-se no meu ou teu trabalho. – Ruki advertiu aborrecido, apagou com alguma violência seu cigarro e saiu da sala de fumadores.
- Baka. – Uruha pronunciou para si mesmo.
*
Estava praticamente esgotado, desde as 09h da manhã daquele dia que ele estava enfiado num estúdio fotográfico, trocando de roupas e fazendo as mais variadas poses para os flashes repentinos da maquinas profissionais. Bocejou discretamente enquanto observava a “versão Reita” do Photo Book, bebericou lentamente seu café e olhou para a fotografa chefe.
Havia que admitir que ninguém podia falar algo negativo sobre o profissionalismo de Batalha Yukiko em questão de fotografia, a mulher simplesmente ignorava tudo e vivia para aquilo e unicamente aquilo, inclusive a tentativa de engate da parte de Akira não havia conseguido uma resposta e depois o baixista teve a infeliz noção de que iria refazer a tentativa fora do horário de trabalho.
Kai sentou-se subitamente ao lado do vocalista e do lado oposto deste ficou Aoi; Ruki estudou-os à vez e não esperou boa coisa dali. – Neh, neh…Ruki-kun… - Aoi murmurou discretamente – conta-nos lá como foi a noite passada? – o vocalista por pouco não se engasgava com seu café.
- Gomen? – arregalou ligeiramente seus olhos e encarou com atenção o mais velho dos membros da banda.
- …vá…conta-nos como é Yukiko-chan…fora do horário de trabalho? – sorriu de canto e acendeu um cigarro – Conta, conta… - incentivou mais o vocalista
- Uma mulher. – Ruki respondeu mordaz e voltou a observar o trabalho de Reita mais em frente.
- Não se mataram. – Kai falou por fim – Notavelmente. – riu-se – Então…os vossos confrontos ainda não se iniciaram de modo…”forte e feio”? – mostrava-se realmente curioso
- Esta manhã por pouco não perco a tranquilidade. – acabou o vocalista por falar. Aoi soprou o fumo do seu cigarro e olhou-o de canto, Takanori revirou os olhos – Ela está como hospede em minha casa portanto não tem nada que deambular pela casa só de t-shirt vestida e justos e curtos boxer’s femininos à mostra e… - calou-se ao se dar conta que revelara o que vira e para mais, recordava-o ao pormenor. Juntou a palma da mão direita à testa e soltou um longo suspiro.
- Repete…onegai… - Aoi balbuciou e mostrava-se meio chocado.
- Isso que ouviram. – Ruki fungou – Ela passeia-se meio despida pela casa, bom… - tossiu – foi apenas esta manhã. Julgo que ela tinha acabado de tomar duche já que o cabelo estava meio molhado e… - Kai encarava-o estupefacto e Aoi deixava o cigarro arder sem o fumar, entre dedos. – Nani? – resmungou de novo
- Depois sentes-te ofendido por ela te chamar “bichinha”? – Aoi balbuciou – Aho! – gritou. Reita olhou na direcção dos seus três amigos e colegas de banda, Yukiko também olhou atrás e franziu o sobrolho perante a abrupta ofensa de Aoi a fosse quem fosse. – Gomen…neh… - riu nervoso e apontou imediatamente Ruki – estava a me referir a este infeliz. – explicava-se e Ruki impou.
- Sim que essa bichinha histérica é um aho, todos nós temos noção Aoi-san. – Yukiko acabou por falar num sorriso provocador – Algum problema? – dirigiu-se ao vocalista que passara a olhá-la de modo meio assassino. A mulher gargalhou e fez sinal a Reita que podia sair do cenário – É a tua vez bichinha. – anunciou mordaz.
- Maldita! – ele retribuiu e a mestiça limitou-se a ignorá-lo completamente – Tse. – fungou e entregou o seu copo de café a Reita que trocava de lugar consigo entretanto. – Mal posso esperar que este Photo Book seja terminado e tu desapareças da minha vida. – disse ao passar próximo da fotografa chefe.
- Dispenso tua opinião pessoal, Matsumoto. – ela atirou friamente e logo disparou uma foto mal o homem entrou no cenário – Aho. – murmurou triunfante e Ruki controlou a vontade de começar a mandar vir com ela. Odiava-a.
*
Despiu o casaco como se este o queimasse rapidamente, atirou a peça para cima de um cadeirão comprido e logo desabotoou os botões da camisa negra que usava, abrindo-a e deixando seu tronco totalmente ao descoberto; arregaçou as mangas da camisa e agarrou a garrafinha de água que o esperava naquele camarote, bebendo metade do liquido translúcido com urgência. – Maldita! – resmungou irritado quando confirmou as 20h. Yukiko havia feito de propósito, prolongando a sua “versão” até aquela maldita hora da noite e o maldito Photo Book ainda não estava terminado.
Ouviu passos meio abafados pelos tapetes que estavam espalhados pela área que acedia aos camarotes, olhou de soslaio e silenciosamente aproximou-se da porta do camarote, espreitando por uma fina fresta…seus olhos arregalaram-se automaticamente assim que testemunhou aquelas duas pessoas ali. – Nani… - murmurou quase inaudivelmente.
Yukiko sorria docilmente e agora encarava de mãos apoiadas à cintura, aquele homem que parecia desejoso de aproveitar aquela oportunidade para falar com ela. – Foi muita maldade da tua parte escolheres a casa de Ruki-kun. – ele falou divertido.
- Eu apresentei minhas razões. Acho mais seguro optar pelo quarto de hospedes do chibi. – ela explicou-se e aquele homem que a encarava e gargalhou. – Qual a tua queixa, mesmo? – quis ela saber
- Tu sabes… - ele falou rouco. Ruki não conseguia acreditar no que estava a testemunhar ali; Kouyou não parecia a mesma pessoa que ele conhecia no dia a dia, afinal o guitarrista parecia divertido e muito…dado a sedutor para Yukiko. O vocalista sabia que Uruha não era homossexual mas tinha que admitir que entre si mesmo e aquele comprido, qual deles poderia dar uma imagem mais…delicada… mas deparar-se com aquela imagem sedutora e brincalhona em contexto sexista para com uma mulher, surpreendia. Então…Uruha conhecia melhor Batalha Yukiko que os restantes? Não podia ou podia? – Ainda não te perdoei o facto de teres deixado de dares noticias por tantos anos e principalmente por teres concentrado a tua provocação em Ruki-kun em vez de a concentrares em mim. Agora que volto a te rever…tu iniciastes o teu plano de atormentar o chibi. – falou tudo aquilo num tom embargante; segurou o queixo da mulher entre seu indicador e polegar, obrigando-a a olhá-lo bem nos olhos – Mudaste. – confirmou-lhe – Gosto da mudança. Antes eras inocência e ternura juntos…agora és provocação e diversão juntos. – estalou a língua – Fazes-me desejar ter de novo o que tive à seis anos atrás, Yukiko. – falava cada vez mais próximo dos lábios dela.
Ruki sentiu-se incomodado por estar a testemunhar mas ao mesmo tempo queria compreender o que acontecia entre Uruha e Yukiko, no final de tudo. – Devia ter insistido em te manter perto de mim naquela altura. – Uruha falou já muito junto da boca da mestiça.
- E perder o que tenho conhecido nestes seis anos? – ela argumentou – Não me parece, Kouyou. – sorriu-lhe suavemente e afastou-se, obrigando o guitarrista a quebrar contacto. – Eu continuo a defender que não me reconheceste mesmo naquela tarde em que fui…anunciada a vocês. – provocou. O homem riu-se e deu passo em frente ao que a mulher deu passo atrás só para manter a distancia de segurança.
- Claro que te reconheci mas acho que não seria justo para os restantes, neh. – suspirou perante a atitude defensiva daquela mulher. – Lie? – perguntou ou quis confirmar; Yukiko suspirou, precipitou-se para o guitarrista e beijou-o ardentemente mas rapidamente se afastou dele depois de terminar.
- Lie. – terminou por falar para o homem. Takashima suspirou rendido e de sorriso divertido afastou-se de Yukiko, acabando por deixá-la naquele acesso de camarotes. – Divertido? – ela perguntou de súbito e olhou directamente na direcção da porta do camarote onde Ruki testemunhava em silencio e chocado tudo aquilo.
O vocalista abriu totalmente a porta, revelando-se a Yukiko, esta cruzou os braços ao peito e teve que admitir para si mesma que a imagem daquele homem de camisa aberta era erótica. – Como… - Ruki balbuciou inquieto e sem coragem para olhar nos olhos verde com toques castanhos daquela mulher.
- Ver a porta com uma pequena fenda aberta só o confirmou. Afinal… - suspirou – além do staff….eras a único a deambular por aqui até à hora. – caminhou para o vocalista – Também imaginavas o teu amigo…gay? – perguntou-lhe divertida.
- Não. Uruha é show…unicamente show. – revelou ou confirmou a ela – Basta lidar com ele pessoalmente, fora dos the GazettE para saber como ele é…realmente. Mas…este lado…divertido a nível…
- Sexista. – Yukiko completou e Ruki apenas assentiu
- Eu ainda não havia testemunhado. – por fim olhou atentamente aquela mulher e vendo que ela ia girar em si e ir embora, Takanori teve que impedi-la – Dormiram juntos? – atirou repentinamente o que fez Batalha-san parar seu rumo – Tu e…Takashima? – engoliu em seco
- Porque desejas saber, Matsumoto? – ela atirou friamente a questão.
- Pela conversa… - aclarou sua garganta – algo indica isso. Dormiram?
- Se foi coisa que ainda não fiz foi…dormir ao lado de Kouyou. – provocou e divertiu-se ao ver o vocalista a revirar os olhos
- Não faças estratagemas na conversa, Batalha. – exigiu aborrecido
- Deixo-te na tua duvida então… Matsumoto. – soltou uma gargalhada e aí sim, foi embora dali.
Aquilo sim era mexer com Ruki, aquilo sim era Yukiko a infernizar a sua vida, aquilo sim era algo que remexia os pensamentos e sensações do vocalista dos the GazettE. E “aquilo” fazia-o retroceder no seu plano pessoal de ignorar aquela maldita fotografa.
publicado por shems. às 2013-06-12 17:07:27
e saio daqui, para bem, bem longe.
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A Precious Vampire - 16º (...)
publicado por iamcarmen às 2013-06-12 14:24:23
16ºcap
O som energético de musica hip hop ouvia-se da suite, entrou e deparou-se com a imagem de Abby a dançar energeticamente e imensamente concentrada nos seus passos. Ela deu pela sua presença, apanhou o comando e desligou logo a aparelhagem…voltou-se para Tom, fingia estar ofegante.
- Não aguento mais esta distancia que estamos a criar entre nós, Abby. – falou com cautela – Eu amo-te, e nunca deixei de o sentir um segundo que fosse.
- Não é o que tem parecido. – puxou uma madeixa negra do seu cabelo para detrás da orelha – Eu disse-te que conseguia ser paciente, Tom mas também julguei que agora que eu sei o que se passa que não te irias manter tão de parte.
Cuidadosamente aproximou-se dela, logo envolvendo-a pela cintura com os seus braços, juntou a sua testa á de Abby e respirou fundo.
- Não te posso perder, amor. Tudo perderia o sentido… - confessou
- Então por favor começa a recordar porque estou aqui, hoje, agora, contigo. Nunca quis ser o que sou por causa da imortalidade, dos poderes ou algo do género…Tom eu até podia estar morta, nada me importava. Mas é para estar contigo que eu aceitei que o meu destino fosse mudado. – tremeu ligeiramente – Se para te ter para sempre comigo eu tivesse que renunciar ao titulo e poderes de Mestria, fazia-o agora mesmo.
Ele deslizou uma das suas mãos pela face de Abby, deixando um rasto de carinho, beijou-a devagar e aos poucos o beijo intensificou-se e muitos mais se desenvolveram.
- Preciso de ti. – ele murmurou e logo beijou-a de novo – Demasiado…
Abby tremeu ligeiramente, sentiu as mãos dele a tomarem posse do seu peito, afastando a parte superior do biquíni e começou a lhe acariciar um dos peitos…ela gemeu e deixou que o prazer a tomasse. O corpo dela era comprimido por ele, os beijos eram minuciosos e o toque que Tom exercia sobre um dos peitos da vampira estavam a deixa-la louca. Tom agarrou-a fortemente pela anca, obrigando-a a envolver as pernas á sua cintura…já nem fingiam respirar, entre eles não era necessário, as mãos dela firmaram-se sobre os ombros dele… o súbito toque forte á porta do quarto obrigou-os a pararem, Abby soprou impaciente.
- Não precisas ficar assim, amor. – ele sorriu
- Este humano começa a incomodar demasiado. Eu detesto-o, Tom! – ela saiu do colo do rapaz e sentou-se á ponta da cama. O das tranças continuou a sorrir e abriu a porta da suite, o empregado que normalmente ocupava o lugar de recepcionista do Hotel, já de certa idade surgiu.
- Peço desculpa Sr. Kaulitz. Mas tem uma chamada de extrema urgência em 4 minutos no gabinete de gerência. – o velho homem disse
- É assim tão urgente, Moritz? – ajeitou um pouco o lenço que fazia de fita no seu cabelo entrançado
- Sim…o seu…criador, Sr.
- Muito bem. Mas podias simplesmente ter ligado para aqui.
- Eu sei Sr., mas como tinha que vir até este andar…aproveitei. – Tom olhou rapidamente para Abby, esta continuava sentada á ponta da cama e de olhos fechados e parecia a tentar tranquilizar o seu lado…caçador. – Precisa de alguma coisa?
- Não. – voltou a olhar o velho homem – Abby eu já volto. – sorriu-lhe mas ela limitou-se a abrir rapidamente os olhos e ele viu que ela se havia transformado. – Não fiques assim, amor. – brincou, ela fungou e voltou a fechar os olhos. Ele saiu da suite.
Passados cerca de uns 25 minutos, Tom regressou á suite presidencial. Ao mesmo tempo que ele chegava, Abby saia da casa de banho apenas com um robe de seda negra vestido…ele pigarreou.
- Que se passa? – ela inquiriu
- Tenho que…ir… - não desviava o olhar da vampira – o que vai ser extremamente mau para mim. – moveu o piercing.
- Temos pena! – ela falou rapidamente e fez o robe de seda cair ao chão, revelando assim o seu corpo bem torneado e moreno ao rapaz – Mais coisas com o teu criador? – não obteve resposta, continuou a vestir a sua langerie creme – Tom? – olhou-o – Tom!!!
- Quê? – abanou a cabeça e olhou-a nos olhos – Que foi? – a vampira riu-se – Quê?! – falou confuso
- Perguntei-te se eram mais coisas lá com o teu criador. – sorriu – Vais ficar muito tempo fora?
- Penso que não. Mas porquê? – apanhou o casaco preto que estava sobre uma cadeira
- Apenas quero saber se vais estar muito tempo fora, mais nada. – encolheu os ombros
- Vou tentar não estar muito tempo fora. – correu para ela e beijou-a com minuciosidade – Amo-te.
Ainda em corrida, Tom apanhou os seus óculos de sol, abriu a porta e saiu da suite.
publicado por iamcarmen às 2013-06-09 17:05:27
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Fica só a dica. =)
4ºCapitulo – “Mais do que o aceitável”
Kai sentou-se em frente do vocalista da banda, apoiou seu queixo sobre as costas de suas mãos e por sua vez tinha os braços apoiados sobre seus joelhos, soltou um demorado suspiro e aí Takanori olhou-o. – Que se passa? – perguntou o baterista e líder dos the GazettE.
- Nada….que me recorde. – respondeu-lhe
- Tu ultimamente tens estado mesmo ausente, Ruki-kun. – Kai recordou-lhe. O mais baixo soprou de impaciência e num ato teatral e irritado atirou a pasta que tentava ler até ser interrompido pelo líder – Chotto… - murmurou
- Kuso! Parem de me incomodar com o meu bloqueio. – Ruki quase gritou em ultimo – Eu sei, eu sei! – elevou as mãos em sinal de rendição – Todo o trabalho tem estado com Uruha e Aoi na questão de letras, igualmente sei que tu e Reita são quem tem mantido os nossos ensaios com algum sucesso e também sei que eu ando “apagado”. – elevou-se do seu lugar e começou a caminhar nervoso pela sala comum da banda – Eu sei. – murmurou então e logo levou um cigarro junto dos lábios, segurou com firmeza o isqueiro na mão esquerda e olhou atrás, reencontrando Kai a observá-lo. – Toda a gente tem momentos maus, Kai. – disse
- Sim é verdade. Mas tu já estás à mais de duas semanas nesse momento, Ruki-kun. – Kai voltou a se pronunciar – Sei que acontece aqui muita pressão e acabamos de terminar uma Tour e à um sem fim de coisas a fazer pela banda. Mas… - respirou fundo – tu não só está bloqueado como pareces realmente ausente de tudo. Perdes forças e nem fazes um mínimo esforço para te animar. Sabes que aturar-te de mau humor é horrível. – terminou de dizer – E estás nisso à mais de duas semanas. – acrescentou.
Ruki revirou os olhos e apressou-se a sair da sala, caminhando agressivamente para o final do corredor, onde tinha a sala de fumadores daquele edifício. Por pouco não embateu em Uruha. – Ruki… - o guitarrista tentou chamar-lhe à atenção mas o mais pequeno parecia ainda mais fechado no seu pensamento e mundo à parte. – Mas que se passa com ele? – murmurou para si mas logo captou a imagem de Kai entre a porta da sala comum dos the GazettE, igualmente surpreendido pela atitude do vocalista.
Entrou de rompante na sala de fumadores e por pouco não tremeu a dita sala com a força com que fechou a sua porta, fungou e sentiu-se de algum modo aliviado por não ver ninguém na mesa central, mostrando que mais ninguém estava ali a fumar. Acendeu seu cigarro e com um empurrão de pé afastou uma cadeira de junto da mesa central e sentou-se pesadamente. – Tsé… - murmurou entre dentes e cravou agressivamente o seu cigarro.
Colocou-se alerta quando ouviu um suave soprar, afinal não estava ali sozinho; girou no seu lugar e através da ligeira nuvem de fumo de cigarro destacou um rosto, a pessoa olhava-o com tranquilidade, mantinha-se aconchegada do velho cadeirão de canto naquela sala de fumadores e um rasgo de sorriso surgia em seus lábios pequenos e de aspecto suculento. Ruki engoliu em seco e arrastou a cadeira pelo chão de modo a ficar sentado de lado e assim não perder aquela pessoa de vista.
Esperou que Batalha Yukiko lhe dissesse alguma coisa ou simplesmente voltasse a começar as suas ofensas e ameaças discretas ou nem tanto assim mas a mulher limitava-se a fumar o seu cigarro fino, o rasgo de sorriso permanecia em sua boca e nada mais a denunciava para além do fumo que expelia por entre lábios. Porquê ela nada lhe dizia? Afinal aquela mestiça estava ali, na produtora, para o infernizar mais ainda. Ela é a fotografa da banda, logo nada a trazia ali pessoalmente. – Nani? – sua palavra saiu rouca e inconsciente. Yukiko optou por não responder e limitou-se a cravar um pouco mais do seu cigarro. Nem Takanori sabia que aquela mulher era fumadora.
Suspirou pesadamente e terminou seu cigarro mas por algum motivo não quis apreçar a sua saída daquela sala de fumadores. Yukiko apagou fortemente seu fino cigarro num cinzeiro de alumínio velho e passou depois a ajeitar seu rabo d’cavalo, continuava em silencio e o ligeiro sorriso dos seus lábios havia desaparecido.
O vocalista deu por si mesmo a decorar a forma pequena e apetitosa dos lábios rosados daquela mestiça, depois concentrou-se no vulto discretamente notável do peito da mulher debaixo daquela t-shirt larga; seu olhar acabou por seguir as formas curvilíneas de Yukiko até chegar às suas coxas e o focar-se no facto da mulher ter as pernas ligeiramente entreabertas, Takanori voltou a engolir em seco e obteve coragem para seguir as formas femininas, apreciando as pernas roliças da mestiça e acabar por imaginar como ficava o rabo arrebitado dela naquelas calças rosa escuro. Porquê ele estava tão atento ao corpo de Batalha-san? Seria as semanas de celibato ao qual ele já havia perdido conta que o fazia actuar daquele modo? Pior…seria a falta de sexo a origem do seu “bloqueio” e má disposição? Takanori agitou suavemente a cabeça, balançando seus cabelos e obrigar-se então a olhar para outra coisa e concentrar-se nesta sem ser Yukiko.
- A que horas começas a aceitar a minha entrada em tua casa? – a mulher questionou do nada captando imediatamente a concentração do vocalista sob si.
- Eeh? – franziu o sobrolho e a mestiça suspirou
- Deixa lá. – elevou-se do velho cadeirão – Eu apareço de surpresa então…bichinha. – murmurou em ultimo e com um sorriso trocista a se lhe desenhar nos lábios a mulher abandonou a sala de fumadores.
A que se estava a referir ela exactamente? Ruki abandonou seu lugar ali e então na sala Reita e Aoi entravam, os três olharam-se silenciosamente
- Continuo a não acreditar. – Aoi acabou por falar para o baixista dos the GazettE mas de olhar atento ao vocalista.
- Nani? – Ruki balbuciou e caminhou para junto dos outros dois.
- Batalha-san…lie… - sorriu de canto – Yukiko-chan… - Aoi emendava-se – convidaste-la mesmo para ficar em tua casa durante a sua estadia no Japão? – acabou por articular a questão. Ruki fechou os olhos por breves momentos e só aí recordou a sua, absurda, decisão e com isso já sabia ao que aquela mestiça se estava a referir antes de sair daquela sala. – Realmente tu deteste-la. – acendeu seu cigarro – Claramente a mulher também não te tem nas melhores…opiniões mas mesmo assim aceitas conviver com ela, na tua casa? – franziu o sobrolho – Duvido.
- Eu também coloco minhas sérias duvidas. – Reita seguia a ordem da conversa do guitarrista – Mas Yukiko-san já anunciou saída do Hotel onde tem estado hospedada. A não ser… - olhou de soslaio para o moreno de nome Aoi – Uruha-kun conseguiu convence-la a ficar em sua casa. – anunciou pesadamente.
- Lie! Mas nem pensar. – Aoi defendeu automaticamente – Se aquela mulher tiver que ficar na casa de algum de nós que não… - sorriu para o vocalista – o “nosso” chibi… - o dito em questão semicerrou os olhos e fez beicinho – é na minha casa. – concluiu.
- Ano… - Reita resmungou – Yukiko-san fica mais tranquila na minha casa. – apontou-se. Como aqueles dois pareciam prestes a disputar o quem merecia a companhia de Batalha Yukiko em sua casa, Ruki suspirou, encolheu ombros, contornou os amigos e saiu silenciosamente dali.
*
Ela iria mesmo aparecer ali à sua porta, disposta a ficar na sua casa? Porque raios ele tinha lançado o convite? Odiava aquela mestiça, ela estava de volta ao Japão unicamente para o tirar do sério e começar uma autentica zona de guerra entre si e ele.
Olhou rapidamente seu iPhone e fungou, nada de chamadas e nada de mensagens portanto aquela fotografa mestiça não devia ter o numero dele, logo…ela não vinha. Espreguiçou-se demoradamente e estava mais que pronto a se aconchegar no seu sofá, ver um bom programa ou filme na tv e cedo ir dormir…o toque rápido à campainha da sua casa fê-lo olhar assustado para a área do hall de entrada. – Lie… - balbuciou e viu como o seu cão de estimação aguardava que ele fosse ver quem era; o toque à campainha fez-se anunciar mais uma vez e relutante, o vocalista dos the GazettE caminhou para a porta, prontificando-se a abri-la para… - Batalha-san. – pronunciou num baixo tom da sua voz quando se deparou com aquela mulher de mala trólei ao lado, mochila negra pendurada de um dos seus ombros e mala de passeio junto.
- Oyasumi, Matsumoto. – ela anunciou-se assim e logo entrou na casa do vocalista de modo familiarizado. Ruki fez breves exercícios de respiração e fechou a porta, trancando-a logo e apressando-se para encontrar aquela maldita mulher no seu salão. Yukiko metia-se com o pequeno cão de estimação do vocalista e este parecia agradado com ela.
- Vieste. – ele falou contrariado – Pensei que tinhas tido alguma consciência e assim manteres-te no Hotel. – falou mordaz.
- Oro… - ela falou de um modo provocador – a voltar à origem da tua má disposição e desagradável ser, bichinha? – perguntou-lhe friamente. Ele cruzou os braços ao peito e elevou o canto dos seus lábios num sorriso igualmente provocador.
- Relembro-te que estás em minha casa. Facilmente te coloco fora desta. – semicerrou os olhos. A mulher gargalhou.
- Por favor. – fungou – Como se tu fosses homem até para isso, Matsumoto. – voltou a brincar com o pequeno cão.
- Não abuses, mulher. – atirou feroz. Yukiko endireitou-se e encarou o vocalista, seus olhos verde/castanho adquiriram um tom pesado, algo perigoso parecia “balançar” no seu olhar. Ruki não recuou mas também não ficou tranquilo com aquele confronto dela sob si.
- Terminas-te de fingir de hétero, Matsumoto? – questionou friamente – Onde fica o quarto de hospedes? – suspirou por fim.
“Fingir de hétero”…aquela mulher estava a ir longe de mais com os seus ataques e modo de infernizar a sua vida. Ela que não pensasse que por tê-lo feito aceitar sua estadia em casa que ganhava vantagem com isso. Aliás, no entender de Ruki aquilo era o modo que ele encontrava para manter aquela maldita mulher atrevida “debaixo de olho”. Apontou a parte que acedia aos quartos – Primeiro à esquerda. – falou carrancudo. Yukiko sorriu de canto, agarrou seu trólei e seguiu as indicações do homem, desaparecendo na linha de visão deste. - …Fingir de hétero… - balbuciou mordazmente – ela sabe o que é fanservice e claramente não mantenho mascaras na minha vida pessoal. Tse. – fungou – Maldita mestiça. – girou sobre seus calcanhares e foi em direcção da cozinha.
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A Precious Vampire - 15º (...)
publicado por iamcarmen às 2013-06-09 16:15:04
15ºcap
Parou de beber e olhou de relance para Bill, que continuava a olhá-lo divertido.
- Importas-te de parar com isso? – Tom disse incomodado – Fala logo.
- A vossa conversa nocturna em frente da suite foi…muito divertida. Sabes o que gostei mais, Tom? – o outro voltou a olhá-lo – O facto da tua namorada te ter empurrado com uma facilidade assustadora. – riu-se
- Ela tem poder. – suspirou
- Muito mesmo. – sorriu – Pergunto-me se ela terá aquela fúria toda em todos os sítios…tu sabes…uma mulher poderosa e erótica como ela deve ser…uma experiencia explosiva. – passou a língua pelos lábios. Tom lançou a mão á manga da t-shirt de Bill e mostrou-se demasiado irritado
- Estás a passar das marcas, Bill! – falou agressivo – Já te disse para nem sonhares em te meter com a Abby. – semicerrou os olhos
- Julgas que me intimidas, Tom? – o moreno disse de sorriso nos lábios – Lembra-te com quem falas. – o sorriso ampliou-se – E creio que tu já tiveste melhor na consideração da nossa Mestria.
Tom soltou a manga da t-shirt do outro, assim que sentiu que Abby se aproximava, bebeu o que restava do seu alimento e olhou para o lado a fim de encarar a rapariga. Tanto Bill como Tom ficaram de olhos quase fora de orbita assim que ela surgiu na varanda. Abby vinha com um biquíni negro vestido e muito insinuante, apenas uma saia negra de tecido transparente fazia par com o biquíni, vinha de chinelos de praia calçados, o cabelo longo, liso e negro brilhava e vinha solto…uma brisa percorreu a varanda e a saia e o cabelo da vampira balançaram delicadamente.
- Wow… - Bill baixou os óculos de sol e o seu sorriso voltou a surgir.
- Bom dia, queridos vampiros! – ela falou alegremente; Para surpresa de Tom, Abby falou de beijinho na cara a ele e a Bill, não existindo assim diferenças.
- Pareces contente, Mestria. – Bill falou animado ao notar que ela continuava atrás de si; propositadamente Abby debruçou-se sobre o ombro do moreno e a sua cara ficou ao nível da dele, o sorriso do vampiro mais velho tornou-se maroto. Tom apertou o punho e tentou manter-se calmo.
- Que me dizes de uma manhã de praia, Bill? – falou insinuante para o rapaz
- Nem precisas de repetir o pedido, querida. – lançou um rápido olhar por Tom e fez noção de se levantar, Abby afastou-se e aguardou que o moreno retirasse a t-shirt e pouco depois entraram na praia. Tom observou-os divertidos a conversar, um empregado aproximou-se e montou o guarda-sol e as espreguiçadeiras destinadas a eles.
Olhava-a com imensa atenção, Abby sabia como lidar com qualquer homem, vampiro ou não. Sentiu a presença de Tom e logo este surgiu, ocupando a espreguiçadeira de Abby. Olhou-o.
- Eu avisei que já estives-te melhor na consideração dela. – voltou a observar Abby a nadar – Penso que estás a perde-la. – pigarreou – E olha bem o que estás a perder, Kaulitz?!
Ela surgiu logo junto dos rapazes, sorriu de um modo sedutor e sentou-se á ponta da espreguiçadeira que era ocupada por Tom.
- Vais dançar hoje, Abby? – quis Bill saber – Adoro ver-te a dançar hip hop, ficas extremamente sensual.
- Não sei. Tenho outras ideias em mente, mas talvez dance…já que gostas assim tanto. – riu-se
- Imenso. – afirmou – Que ideias tens? – falou travesso
- Passear não. – suspirou – Já conheço esta ilha de uma ponta á outra e hoje… - olhou rapidamente para o céu – o dia vai estar demasiado ensolarado. Uma vez que não convêm eu sair daqui…bom tenho que começar a procurar algo para me entreter.
- Porque não fazes um projecto, para uma casa?! – Tom olhou o moreno curioso – Vou precisar de uma arquitecta para desenhar a minha nova casa.
- Também és um dos vampiros mais ricos que existe, é?
- Multimilionário para falar a verdade, Abby. – Bill sorriu-lhe – Quero uma nova casa e tu és a minha escolha para arquitecta.
- E onde será essa casa, Bill? – bebeu um pouco
- Portugal.
- Parece-me uma bela escolha. – ela disse sorridente
O das tranças moveu-se incomodado, estava a ficar possesso de ciúmes e raiva também. Abby olhou-o curiosa, ele mostrou-se chateado. A vampira voltou-se de novo para Bill e sorriu.
- Diz-me uma coisa Bill, és um tipo com anos suficientes para falares a verdade… - começou a falar com calma – achas que eu não sou…mulher suficiente para chamar a atenção de mais do que um homem?
- Abby…tu nem imaginas o quão mulher tu és. – aproximou-se – Digo-te com sinceridade, se eu tivesse do lugar de certos vampiros…amava-te todos os dias, sem faltar nunca e por mais longe que estivesse de ti…faria tudo para só que fosse ouvir a tua voz. Amar-te e receber o teu amor deve ser a coisa mais maravilhosa deste mundo. – a rapariga mordeu o lábio nervosa e quebrou a demasiada proximidade que mantinha com Bill
- É bom ouvir isso de alguém, mesmo. Pena que aquele que tem o meu amor não faça nem um pouco disso ultimamente. – dito isto levantou-se e afastou-se rapidamente
- Tinhas mesmo que dize-lo á minha frente, não é Bill?
- Ela perguntou. – defendeu-se – E sou um tipo sincero. Agora já acreditas que ela não é tua para sempre, isto se continuares a afastá-la da tua vida?
- Bill… - inspirou pesadamente – é certo que ela já sabe o que se passa…mas não posso falar disso consigo.
- Sim, sim…promessa ao teu criador. – o outro falou impaciente – Mesmo assim, Tom…eu não assisti á vossa historia, quando Abby era humana…mas pelo que me constou tu asseguravas que ela era a tua vida, que a amavas acima de tudo e inclusive estives-te disposto a voltar a ser mortal por amor a ela. Agora, 4 anos depois, parece que ela não mais é a tua vida e que não mais precisas dela. Tu sabes como são as nossas vidas, não é todos os anos que encontramos alguém do qual gostamos…e alguém como Abby, só aparece uma única vez na nossa imortalidade. Acredita no que te digo, Tom. Se ela escapar nunca mais vais encontrar humana ou vampira que ames tanto ou que te ama mais que a si própria. Eu acredito fielmente que se a tua vida corresse perigo…Abby colocava-se no teu lugar, exactamente como vez em humana. – saiu da espreguiçadeira e foi mergulhar um pouco.
Efeito Borboleta em dupla(...)
publicado por ruiva às 2013-06-09 15:58:37
Foi por coincidência que vi estes dois filmes no mesmo dia e ambos tratam um dos fenómenos mais interessantes que um filme pode tratar. Ambas interpretações bastante interessantes que recomendo.
THE PLACE BEYOND THE PINES por Derek Cianfrance
Do realizador de "Blue Valentine" chega outro filme com Ryan Gosling, que não deixa nada a desejar.
É interessante - sem contar muito - a forma como a historia evolui de geração em geração influenciada por um momento passado. E como nos prendemos ao primeiro amor e depois todos os outros são um reflexo disso, que rapidamente odiamos ou acarinhamos. Vale a pena! Nem que seja para chegar a esta conclusão.
Mais informações aqui.
SIDE EFFECTS por Steven Soderbergh
Elenco de luxo. A nível dramático, é sem dúvida um filme que tenta afastar-se dos típicos Blockbusters, no entanto anda ali muito perto. Não surpreendeu, para além do facto da Rooney Mara estar irreconhecível.
Mais informações aqui.
http://diarystuff.blogs.sapo.pt
publicado por iamcarmen às 2013-06-08 17:27:14
Sozinha em casa #énoiz
Dormir até às 13h (done)
Fazer o almoço mesmo tendo pavor de cozinhar e sentir-me do pior que existe por não o saber fazer (done) (editor's note: podia ter sido bem pior)
Partir à aventura TOTALMENTE SOZINHA para o meio da agitada cidade de Genéve (done) (demasiada gente, demasiada coisa, passeio bem estipulado)
Pela primeira vez bebi um Frapuccino da Starbucks.Coffee (done) (editor's note: aquilo é muito bom)
Adoro o facto de conseguir safar-me em inglês onde o filho da puta do francês é língua oficial
Não comprei absolutamente nada e saí de casa com o objectivo de comprar alguma coisa #ébemcj
...e prontos...meu sábado até ao momento. Agora... pijama vestido e não sei o que faça. --'
É...é isso.
Kisu <3
publicado por shems. às 2013-06-08 15:18:42
e assim se passou um ano do maior turbilhão de sempre. Depois de perdas, pancadas de cabeça e muita luta para chegar até aqui.
Mas como é bom, chegar no último jantar, no último convivio, na última vez antes de 4 meses sem quas estarmos juntos e saber que tudo valeu a pena. É bom chegar no fim e ter alguém a abraçar-nos, a dizer que gosta muito de nós e que nos vai defender sempre. É bom olhar para trás e entender que nem toda a turminha ficou fã da sua personalidade, mas aqueles que ficaram são fieis e resistentes. 9 meses depois temos o nosso grupo, aquele que não dá para ficar sem.
Mas não tem problema. Se nos próximos meses ninguém ier a Coimbra, Coimbra irá a todo o lado.
E de facto, (clichés à parte), sente-se que os laços que se criam são longos e duradouros. Não é só beber 5L de vinho e ficar lá pra morrer. É aguentar a ressaca juntos e cuidar uns dos outros.
E assim se passa o 2º semestre, deixando saudades de algo que não está perto de acabar. Mas Coimbra é assim, deixa saudades.
http://iamcarmen.blogs.sapo.pt
A Precious Vampire - 14º (...)
publicado por iamcarmen às 2013-06-07 14:58:05
14ºcap
- Já chega! – ela falou alterada
- Este idiota não tinha nada que entrar nesta ilha! – Tom falou irritado
- Sai! – ela apontou o dedo a Luca – Agora, Luca saí.
- Nem sonhes! – Tom lançou-se, Abby puxou-o atrás e mostrou-se agressiva
- Vai-te embora! – Abby elevou de novo o tom da sua voz, Luca contraiu-se e afastou-se até sumir nas sombras; Tom ia atrás mas uma forte força de ar atirou-o para dentro da suite até que embateu na parede, protestou e caiu ao chão. Ela surgiu á sua frente.
- Enlouqueceste? – falou chateada
- Tu é que ficas-te louca! – ele levantou-se de um salto e ficou frente a frente com ela – Aquele maldito veio até aqui…em breve temos o Hotel carregado de caça vampiros. – gritou
- Se assim fosse á muito que me tinham apanhado, Tom! – falou mais calma e a transformação desapareceu – Ele é o único que sabe quem eu sou. Sabia que seguindo o teu rasto me encontrava a mim.
Também Tom voltou ao seu estado normal, sentou-se na ponta da cama e juntou as mãos, respirou pesadamente, começou a se acalmar aos poucos.
- Tom… - acocorou-se á frente do rapaz – ele é o único que conhece a minha identidade e ele não vai dizer onde estou ou como sou.
- O que te faz ter a certeza? – olhou-a por fim
- Porque ele…ama-me. – falou devagar; Tom arregalou os olhos – É por isso que ele aqui apareceu, para…estar comigo e para…me fazer feliz.
- Aquele sacana… - fungou – tem o descaramento para tudo. Ele não te ama!
- por favor para! Não comeces tu agora. – afastou-se – Tom se ele me ama, que se pode fazer… - encolheu os ombros – Eu amo-te a ti. – deslizou a mão pela face dele
- Aquele humano idiota… - Tom falou entre dentes – Tem descaramento para tudo.
A rapariga revirou os olhos e respirou fundo. Decididamente a imortalidade dela era bem mais complicada que a mortalidade.
- Para com isso, Tom. – falou devagar – Agora esquece.
- Nem pensar! – protestou – Aquele infeliz que se atreva a andar a vaguear pela ilha…
- Tom! – falou alterada – Esquece-o! – voltou-se para ele – Ele não vai fazer nada contra nós e muito menos contra mim.
- Eu não tinha tanta certeza. – olhou-a – Lá por ele se ter lembrado de dizer que supostamente te ama…
- Espera aí… - apontou-lhe o dedo – qual o mal de alguém me amar?
- Ele não te ama e que nem se atreva a dize-lo á minha frente!
- És mesmo idiota! – o rapaz arregalou os olhos – Aí quer dizer que ninguém se pode interessar por mim, é?
- Não disse nada disso. Abby porque é que ultimamente arranjas sempre motivos de discussão entre nós?
- Eu?! – guinchou – Sabes nem quero continuar a falar contigo. – entrou na câmara frigorifica
- Abby. – ele suspirou e ela ignorou…rendido Tom voltou também para a câmara.
publicado por iamcarmen às 2013-06-07 14:33:13
Para quem não tiver conta ou blog sapo e utilizar o "não tem blog sapo" para desejar comentar e o tal "Publicar Comentário" não surgir...não se preocupe. No canto superior direito da tua tela de pc deves ter algo que indique para "diminuir o zoom" da pagina (normalmente isto está a 100%) e basta reduzir para 90% ou menos (caso o desejes) para que a "linha" que te permite publicar apareça logo por debaixo da area de comentário.
Fica só a dica. =)
3ºCapitulo – “Entrar em Confronto”
Ruki entrou como um furação no escritório do produtor da banda, sem pedir qualquer espécie de licença e sem dar qualquer explicação à secretária que acabara por render-se e deixá-lo quieto no escritório do seu chefe. Mal a porta foi fechada pela mulher, o produtor da banda encarou pesadamente aquele vocalista, em pé, frente a si e claramente irritado com algo. – E a que se deve essa fúria toda logo de manhã, Ruki? – o produtor questionou-lhe
- Não admito que coloques aquela mulher a trabalhar para a banda. – sublinhou Ruki – Aliás...até posso aceitar ela ser a fotografa e tudo o que diga respeito ao Photo Book e certamente nossas sessões futuras, pelo que me informei. Agora… - elevou o dedo para dar mais enfase ao que ia falar de seguida – jamais, em tempo algum eu aceitarei que aquela mulher toque nas minhas letras. – fungou. O produtor da banda recostou-se melhor na sua cadeira e sorriu debilmente – Quero-a longe de mim e principalmente do meu trabalho e do trabalho de Uruha. – suspirou
- Eu disse ontem, fui explicito até. À mais de três semanas que estás “apagado” Matsumoto, não escreves nada, não cantas, não estudas o trabalho de Takashima e muito menos o ajudas. – entrelaçou os dedos das suas mãos à frente do peito – Nem sequer dás a tua imagem positiva nas festas ou festas promotoras, andas enfadado Matsumoto. Tudo te incomoda, tornas-te picuinhas demais e desligaste do resto. Isso não está a ajudar no desempenho dos the GazettE. – o vocalista impou – Batalha-san surgiu quando se falou no plano estipulado para as novas sessões fotográficas e recordei-me de QUEM é ela e achei ideal. Tenho a te informar que só o facto de reencontrares Batalha-san e inclusive enfrentarem-se…fez-te reagir, mesmo que seja para protestar. – indicou o vocalista à sua frente – Até saíste de casa num dia de descanso para vir resmungar.
- Aquela mulher não vai tocar nas letras da minha banda! – Ruki afirmou de novo – Jamais irei aceitar tal coisa.
- Ela coloca-te doido. – o produtor afirmou – Mexe contigo, faz-te perder a razão… - sorriu – e enfrenta-te sem qualquer receio possível. Batalha-san vai ficar pelo tempo estipulado e podia até apostar forte em como isso será algo positivo para os the GazettE, porque mesmo que continues bloqueado Matsumoto…reages, enervas-te, paras com parte do teu perfeccionismo…voltas a “viver”. – suspirou – Agora saí. – indicou a porta – Takashima informou-me a noite passada que disponibiliza a sua casa para a estadia de Batalha Yukiko. – sorriu – Irei tentar contactá-la para saber se ela aceita o convite do guitarrista.
- Ela disse que não iria para a casa de ninguém dos elementos. – Ruki fungou ofendido com a impaciência do produtor consigo.
- Excepto se for para tua casa. – o homem relembrou – Ela não esconde nada, neh. – sorriu de novo e encarou o vocalista – Imagine-se…falar assim do nada que pode….”violar” algum daqueles quatro. – agarrou o seu telemóvel – Provavelmente ela vai optar pela via segura e manter-se no Hotel. – gargalhou – Sayonara, Matsumoto. – fez sinal de enxotar o vocalista do seu escritório.
Ruki mostrou-se ofendido e relutante saiu daquele escritório. Fechou a porta atrás de si e impou de novo. - …este desgraçado… - protestou entre dentes enquanto olhava de soslaio a porta. Saiu pomposo daquele local e logo telefonou para Uruha. – Mochi, mochi, Uruha-kun. – falou quando o outro atendeu a sua chamada – Que conversa é essa de convidares Batalha-san para ficar em tua casa? – caminhava apressado pelos corredores da produtora – Enlouqueces-te? Ela que fique longe de nós….bem lá no raio do Hotel que escolheu. – parou abruptamente – Por favor… - revirou os olhos – Aoi-kun por sua opção faria um harém em sua casa…tal como Reita. – mostrou-se novamente chocado – Proteger…na..ni… reparaste na arrogância daquela criatura mestiça? Que…eeh…Uruha-kun…chotto…chotto matte… - olhou o ecrã do iPhone, o guitarrista desligara a sua chamada. Aquilo agora tornava-se pessoal. Ser ignorado duas vezes no espaço de uma hora era demasiado para suportar tranquilamente.
“Se ela quiser, pode ficar em minha casa. De certeza que não me irá matar.” Escreveu a mensagem de texto e enviou ao produtor da banda, arrependeu-se no exacto segundo depois mas agora aquilo tornava-se sério e Ruki não ia admitir que aquela mulher o humilhasse de novo ou algo parecido.
*
Não estava bem disposto, aliás ultimamente ele sentir-se plenamente bem era a coisa mais rara no Japão completo, semicerrou os olhos assim que ao retirar os seus óculos de sol, entrar no estúdio e se deparar com Uruha a falar amigavelmente com aquela maldita fotografa. Não aprovava mesmo a presença daquela mestiça.
Caminhou lentamente até ser ultrapassado por um apressado Aoi, o moreno de madeixas prontificou-se ao lado de Batalha-san, dando logo um enorme sorriso na companhia de um “Ohayou” arrepiante. Ruki fez uma careta e arrepiou-se com aquela atmosfera bizarra naquele estúdio. – Ah…Ruki-kun, não reparei em ti. – Aoi acabou por lhe dizer. O vocalista semicerrou, de novo, os olhos e fungou. – Ele é sempre esta simpatia abusadora. – ouviu o guitarrista falar irónico para Batalha Yukiko.
*
Podiam ter passado apenas meros minutos mas para Takanori, haviam passado horas; as fotos eram constantes e ele estava enfadado de fazer tantas poses para a camara, estava um calor arrasador naquele sitio, o calor das luzes parecia capaz de derreter pessoas de verdade. – Mudança de imagem. – o assistente de Yukiko falou para os cinco elementos da banda, cada qual seguiu seu caminho com a finalidade de ir vestir as roupas escolhidas para uma nova parte da sessão fotográfica.
Ruki olhou desconfiado para aquela mulher que, entretanto, olhava o pequeno ecrã onde as fotos eram carregadas; ela nada havia falado directamente para ele, aliás ela havia ignorado completamente o vocalista e nem sequer dissera algo sobre qualquer pose errada que este podia fazer. Yukiko vestia umas calças coloridas de cor rosa forte, usava uma simples t-shirt larga, lenço em redor daquele seu esguio pescoço, ténis largos, cabelo adornado por uma fita, maquilhagem quase não se notava, algumas pulseiras no pulso direito e um relógio largo no pulso esquerdo.
Distraído com a imagem, completamente diferente da que testemunhara no dia anterior em Yukiko, Takanori acabou por embater em algo ou alguém. - ..chotto… - Reita resmungou e olhou por cima do seu ombro, estudando a confusão nas feições de Ruki
- Gomen. – o vocalista apressou-se a falar, sorriu de canto e afastou-se de Reita. Apressou-se a ir mudar de roupas.
Não conteve um vago sorriso ao se posicionar de novo em frente da camara fotográfica, os novos modelos eram meio insinuantes, algo simples mas suficiente para provocar algumas mulheres; Yukiko falava algo com um dos assistentes de plano de fundo e nem olhava para os elementos dos the GazettE mais à sua frente.
Ruki ajeitou o colar que usava e sorriu mais uma vez, a camisa que ele vestia estava realmente muito…desabotoada e as poses que lhe eram pedidas eram algo bem insinuante. – Móh…estou a me sentir um gigolô. – Kai brincou enquanto ajeitava o casaco, unicamente o casaco vestido e apenas dois botões deste abotoados.
- Estás lindo. – Aoi gozou com o líder da banda por seu turno, o outro elevou-lhe o dedo do meio e os cinco elementos da banda acabaram por gargalhar.
O vocalista sentiu-se subitamente observado, algo fervoroso o suficiente para o arrepiar; sua atenção caiu sob a fotografa chefe daquela sessão, Batalha-san sorriu divertida, mantinha a camara entre mãos e o seu olhar parecia cravar estacas em todo ele. Engoliu em seco. Ela iria começar a infernizar, realmente, a vida de Takanori? - …acho que estamos insinuantes. – ouviu-se Reita falar, algo como um som de fundo para o vocalista. – As fãs femininas adoram isto, neh. – continuava a dizer e Ruki desligou subitamente, tudo ficou em silencio para si.
Yukiko juntou a maquina fotográfica ao rosto e começou a disparar flashes, o vocalista da banda movia-se unicamente por reacção, pousando de diferentes modos para as fotos mas para si mesmo, tudo continuava envolto no silencio. Sentia-se incomodado sem razão para tal, aquela mestiça nada falara para si, nada havia indicado qualquer tipo de vingança…ela simplesmente o ignorava mas mesmo assim, Takanori sentia-se inquieto…era como se a mulher mexe-se com a sua mente.
- Arigatou Gozaimasu! – a voz dela devolveu o sentido a Ruki, este pestanejou e olhou em redor.
- Na..ni…? – murmurou
- Temos que ir. Temos uma agenda cheia. – Kai disse para ele – O Photo Book não se pode fazer em um dia. – riu-se – Amanhã será um dia completo para isso… - encolheu os ombros e retomou caminho, Ruki seguiu-o relutante até se deparar com todos os seus colegas de banda em redor da fotografa mestiça.
- Então…vais ficar pelo Hotel durante a estadia no Japão? – Aoi perguntava à mulher
- Normalmente é isso que acontece quando trabalho fora da minha área de residência. – Yukiko respondeu-lhe simpaticamente
- Eu disponibilizo a minha casa. – Reita falou por seu turno – Mantenho o convite de ontem.
- Já disse que seria arriscado. Violar-te ou qualquer um dos outros não é uma opção. – gargalhou.
- Tens o meu consentimento, Yukiko-chan. – Aoi falou travesso
- …humm…se bem que… - a mulher murmurou e então encarou Ruki, este ficou à defesa – o único que não me tenta a esse ponto…disponibilizou-se a me aceitar em sua casa. – curvou os lábios – Neh…Matsumoto?
- Impossível. Vocês odeiam-se. – Aoi disse
- Eu odeio-a. – Ruki explicou
- Óh…eu só quero infernizar a tua vida bichinha, nada pessoal sabes. – gargalhou a mulher
Os homens entreolharam-se, com excepção do vocalista da banda. Ruki decidiu ignorar completamente aquilo, se era confronto que ela procurava…da parte dele iria ter simplesmente desprezo.
