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you fit me better than my(...)
publicado por -A às 2013-05-19 18:20:21
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O Monte dos Vendavais
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publicado por -A às 2013-05-19 12:01:30

"Na maioria dos casos, as pessoas que invejam a minha suposta segurança nunca deram um passo que não tivesse sido traçado por outros. Entraram no autocarro, encontraram um banco vazio e instalaram-se indolentemente. Todavia, à medida que os quilómetros foram passando, repararam que o banco não era tão confortável como parecia e que a paisagem vista sempre do mesmo ângulo era bastante monótona. Olharam à volta e procuraram uma alternativa. O que haviam de fazer? Levantar-se? Procurar outro banco? Sair do autocarro? Sim, seria possível, mas... O segundo banco seria de facto mais confortável? E se alguém chegasse primeiro e o ocupasse? Viajar de pé não é nada desejável... já para não falar da hipótese terrível de se ficar sozinho no meio de uma rua desconhecida, sem saber para onde ir. Assim, o que há a fazer é concentrarmos-nos e ficarmos sentados no mesmo sítio. É desconfortável mas paciência, uma pessoa habitua-se. A paisagem é monótona, mas basta fechar os olhos e dormir um sono. Entre o risco e o tédio, o tédio acaba por ser mais tranquilizador."
your eyes look like coming home
publicado por sienna rose às 2013-05-18 09:56:13
a minha avó era a única pessoa da minha família que sabia do meu primeiro namoro enquanto durou. 3 anos. e só a minha avó soube. a minha avó.
publicado por autumn sioux às 2013-05-17 14:51:14
Observar pessoas adultas dá-me um certo gozo. A maneira como reagem perante as outras é totalmente diferente do que quando vemos pessoas da nossa idade a relacionar-se. Com os ditos adultos, há sempre um véu entre nós e aquilo que está realmente a acontecer. As situações podem ser completamente normais mas aos nossos olhos jovens aparentam ser as coisas mais bizarras e singulares que alguma vez se cruzaram no nosso caminho. Ingressar no curso científico-humanístico de Artes Visuais mudou a maneira como eu observo as coisas; não a maneira de olhar, essa mantêm-se a mesma, mas o observar mudou de modos extraordinários. Linguagem corporal tornou-se uma coisa para mim fácil de ler, quando antes era tudo um emaranhado de acções, os objectos deixaram de ter a sua graça porque apercebo-me agora que desenho tudo com a mente. Os contornos e as manchas que definem o que me rodeia povoam-me dia e noite, noite e dia. Então assim, ao observar um casal adulto, cujo passado se cruzou em laços íntimos, e hoje se voltou a cruzar, numa sala cheia de adolescentes instáveis, apercebi-me desse malvado véu que me impede de ver as coisas com a clareza que se calhar era merecida. Pensando bem, quando esse véu desaparecer, se calhar já serei adulta de mais para notar a sua ausência.
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looks like we made it, lo(...)
publicado por -A às 2013-05-16 21:34:26
Há um ano atrás eu não sabia cozinhar nenhum prato por aí além. Há um ano atrás eu não sabia esticar o cabelo correctamente. Há um ano atrás eu não sabia lutar pelos meus objectivos. Isto é aleatório; eu sou aleatória. Tu conheces-me. Não esperes de mim a monotonia, do mesmo modo que eu não esperarei de ti o romantismo típico. Verdade seja dita, tu sabes o quanto eu gozaria se assim o fosses. Há um ano atrás eu também não sabia que as lamechices são para mim um alvo a abater. Irónico, não é? Vê só o que estou a fazer: a cometer o cúmulo do que é lamechas. Mas vale a pena. Tu vales a pena. Vales tanto a pena. Eu não sou diferente de nenhuma outra rapariga de quase 18 anos, porém gostava de por vezes ser mais ingénua como outrora penso ter sido e que vejo tantas a sê-lo. Talvez não gostasses tanto de mim, se assim fosse. Quem o sabe?
Gosto tanto da tua inteligência e do teu humor. Nada tem mais sex appeal do que isso. Gosto tanto de fingir ser uma lady quando tu já ouviste os meus arrotos e ainda continuas a gostar de mim. Estás a rir-te, neste momento. “O que vale é que és engraçada”, dizes-me tu. Nunca entendi se me elogias ou ofendes com essas palavras.
Já viste como está a ficar isto? Estavas à espera de algo mais do género “obrigada por este ano de namoro em que fizemos isso, isto e aquilo”? Eu também. Porém sou aleatória. Um pouco autista, por vezes. Mas tu continuas a gostar de mim. E eu continuo a gostar de ti. Muito. Introduzindo um pouco de sentimentos aqui e acolá, lembras-te de me dizeres que esperavas ser uma boa influência para mim? E és. Acho que a maior prova de amor que alguém pode dar a outrém é fazer essa pessoa levantar o rabo da cadeira e mudar para melhor. Isso decerto que eu não teria feito há um ano atrás.
Eu não sei o futuro. Nenhum de nós o sabe. Não há nada que eu te possa prometer para além do hoje, daquilo que possuimos no presente. Não há nada que já não tenha sido dito em poemas, canções e cartas de amor vezes sem conta por este e pelo outro. É da mesma forma que não posso tomar quer os meus, quer os teus sentimentos por garantidos. Tudo é incerto; nada é permanente.
Posso, contudo, assegurar-te que, por agora, não pretendo ir a lado nenhum. Que desejo prevalecer com este sentimento que agora te tenho por quanto tempo a vida nos permitir. Que hoje te quero. Que hoje te amo. E essa, meu querido, é a maior promessa que alguma vez te poderão conceber.
Obrigada por tudo. Amo-te imenso, a sério.
P.S. – Gosto ainda mais de ti quando não me fazes cócegas e eu não espirro.
publicado por autumn sioux às 2013-05-12 23:00:08
A morte é servida
nas melhores porcelanas,
num jantar sem convidados,
com as luzes apagadas.
Excerto de "Receita para morrer" da minha autoria.
publicado por autumn sioux às 2013-05-12 14:25:14
Relembrando as almas perdidas que comentam o meu blog:
Nasci a 4 de Novembro no ano de 1997; isso faz com que eu tenha 15 anos, encontrando-me na minha plena adolescência. As pessoas que chegam ao meu blog a pensar que sou uma moça madura, com problemas a sério e com posts interessantes, é melhor irem embora. Sem deixarem comentários pouco agradáveis, por favor. Gosto de receber críticas, mas não indivíduos de meia-idade a dizer que sou bastante imatura para os 25 anos, que não tenho, torna-se algo bastante incomodativo, visto que não há razões para tomar a ideia que tenho mais dez anos do que aqueles que tenho. Relembrando também que nunca afirmei a qualidade deste blog, obrigada.
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publicado por -A às 2013-05-11 21:30:28

Há alguém que tenha bilhete para o concerto destes meninos e o queira vender? É urgente!
publicado por Coco Chanel às 2013-05-11 20:12:23
eu sei que isto é super chato de se estar sempre a ouvir, mas acreditem que só vos peço isto porque é sempre bom saber opinioes sobre o que se escreve, e melhor ainda é saber que há aqui alguem a ler o que escrevo, por isso, queria pedir-vos que comentassem mesmo que seja para dizerem que o capitulo está uma bela bosta, qualquer sinal de vida é bem vindo, please?
É estranho olharmos para o futuro e pensarmos que ainda temos tempo para tudo, que ainda temos tempo para aproveitar da melhor maneira possível. Arranjamos soluções, palavras e até pessoas para esse tempo ser aproveitado como tanto queremos, a questão aqui é que achamos sempre que temos tempo, que temos tempo suficiente quando na verdade o tempo nunca é suficiente, as horas escasseiam, os minutos passam e os segundos, esses voam sem darmos por eles.
Naquelas ultimas semanas tentei passar o máximo de tempo possível com Allie, mas nunca nada parecia suficiente e parecia que quanto mais queríamos estar juntas, mais depressa o tempo passava e nós não tínhamos controlo nenhum sobre isso, o tempo voava e nós voávamos com ele sem darmos por isso. Eram almoços, jantares e algumas saídas, sem abusar obviamente nem eu queria por causa do meu bebé, nem ela deixava.
Talvez já devesse estar preparada para despedidas dadas as circunstancias que foram surgindo, demasiado cedo, pela frente mas nunca estamos preparados para nos despedirmos de alguém de quem gostamos e eu definitivamente não estava preparada para me despedir da minha melhor amiga assim, naquilo que para mim era pouco tempo e afinal tinha tido semanas para isso, semanas não tinham sido suficientes.
Com alguma relutância por parte de Will, consegui convence-lo a deixar-me ir para Nova Iorque com Allie, obviamente com a condição de que ele também iria. Eu não me opus como já era de esperar, além dos mais tanto eu como Allie precisávamos dele por perto em Nova Iorque, visto que de todos nós ele era o que melhor conhecia a cidade portanto era melhor que ele viesse, caso contrário eu podia muito bem nunca mais voltar para casa.
Eu mal sabia por onde andava, na verdade sentia-me num mundo completamente diferente. Aquilo, aquela cidade era completamente um mundo diferente, diferente de tudo aquilo que já tinha visto. Primeiro sentia-me uma autêntica formiga, segundo era praticamente impossível arranjar um lugar sossegado e terceiro, bem isso ainda estava a tentar descobrir. Nos primeiros dias, ficamos todos num hotel na cidade cujo dono era amigo do meu pai, foi complicado todos aceitarem a ideia, incluindo os pais de Allie, mas acabaram por ceder visto que era um gesto de boa vontade por parte do meu pai e não havia nada de mal em aceitarem – a meu ver – alem disso, se não ficássemos no hotel não tínhamos onde dormir.
William andava comigo e com Allie atras para todo o lado, avenida abaixo avenida acima, Central Park abaixo Central Park acima, não parávamos. Quer dizer, parar até parávamos, nem eles me deixavam andar durante muito tempo. O que até era bom, há medida que a gravidez avançava cansava-me com mais facilidade.
Jantámos como sempre todos no hotel, já numa fase final só eu e William é que estávamos no hotel visto que em casa de Allie já estava tudo encaminhado, por outras palavras, já havia onde dormir e apesar de nos terem oferecido um cantinho para nós, tanto eu como William preferíamos o hotel para estarmos mais à vontade.
- Care, acorda – disse William dando-me beijinhos no pescoço. – Quero levar-te a um sítio, anda.
- Onde é que vamos? – Perguntei endireitando-me na cama – Que horas são?
- É cedo, caíste redonda na cama quando chegamos ao hotel, nem jantaste...
- Também não tenho fome agora – e na verdade não tinha mesmo – vamos onde?
- A um sítio, já vais ver…
- A Allie?
- Foi para casa com os pais.
Saímos do hotel e passamos ainda uns quantos quarteirões até chegarmos novamente ao Central Park, onde tínhamos estado à tarde. Era incrível como até de noite aquela cidade continuava cheia de vida e animada, coisa como eu nunca tinha visto, era surreal.
- Will, estou a ficar curiosa – confessei agarrada ao braço dele.
- Estamos quase a chegar.
E de fato estávamos. Parámos em frente a um prédio enorme – como todos os outros – e entramos.
- Will? O que é que está a acontecer? – Ele não respondeu e levou-nos até ao elevador.
- Eu sempre te quis trazer aqui, mas nunca surgiu oportunidade por isso decidi aproveitar esta ocasião de estarmos aqui com a Allie para te trazer cá.
- Cá onde? Não estou a perceber nada.
Ele abriu uma das duas portas das escadas e acendeu a luz do loft na maior das tranquilidades, com a maior descontração de sempre. E lentamente tudo começou a fazer sentido, as nossas conversas sobre a antiga casa dele, a antiga vida dele, a vida em Nova Iorque, a casa onde ele sempre ou praticamente sempre tinha vivido com a mãe, a casa que ele abandonou uns anos depois da mãe morrer era aquela, e eu estava ali. Com ele.
- Esta é…
- A minha casa – disse ele – Aliás, nossa. – Corrigiu ele.
- Nossa? – Perguntei incrédula – Não Will, nem penses é a tua casa.
- É a nossa, Care, nós somos uma família agora e o que é meu é teu.
- Sim, Will mas isto… Isto era a tua casa e da tua mãe.
- E eu tenho a certeza de que ela gostava muito que aceitasses esta casa como tua também. – Disse ele estendendo-me uma cópia da chave e eu, bem… Eu não tive outra opção senão ficar com ela, e tinha de admitir que ter uma chave daquela casa me agradava imenso.
Aquelas duas semanas de férias passaram por mim e por todos nós à velocidade da luz. Foram semanas de mudança total e parecia que tinham passado meses e não semanas se olhássemos para o tamanho da minha barriga, mais parecia que tinha passado um mês e não duas semanas, porque assim do nada cresceu imenso.
Fiquei sozinha naqueles últimos dias em Nova Iorque com Allie, e foram os dias que mais me custaram porque sentia o tempo de me despedir cada vez mais perto, mesmo assim, encobri o melhor que pude todas essas emoções que a pudessem afetar, porque a verdade é que tudo aquilo a ia afetar mais a mim do que a ela e eu tinha de guardar tudo só para mim, desse por onde desse.
- Assim que te rebentarem as águas liga-me, ouviste bem? – Disse Allie no aeroporto.
- Sim, eu em vez de pedir ajuda a alguém mais perto de mim, peço-te a ti pode ser que aguente o tempo de voo. – Ela riu-se.
- Adoro-te, Care a sério – disse ela com os olhos brilhantes.
- Não te ponhas a chorar, Allie, vais ver que não vai ser assim tão mau quanto parece e além disso eu posso vir aqui sempre que puder, e tu tens sempre as portas de minha casa abertas para ti, sempre.
- Eu sei – e abraçamo-nos.
- Vai correr tudo bem, e vai-te dar super bem aqui, tenho a certeza.
- Vou ter imensas saudades tuas… Quem é que vai ouvir as minhas cusquices?
- Eu, mas não ao teu lado – disse-lhe.
- Não é a mesma coisa…
- Pois não, Allie não é, mas não tornes isto mais difícil, não mudaste de continente, não vamos deixar de nos ver ou de falar…
- Como é que consegues estar tão… calma?
- Isto também que custa, custa-me muito, mas isto não é um adeus, é um até breve.
- Vês? Quem é que vai estar aqui para me dar essa força?
- Tu não precisas de algo que já tens, só precisas é de acreditar nisso. – E abraçamo-nos não uma ultima vez, mas mais uma vez enquanto chamavam pelo meu voo. – Adoro-te, sim?
- E eu a ti.
Dei-lhe um beijo no rosto e afastei-me. Tentei reprimir as lágrimas e prometi a mim mesma que não ia chorar, ela tinha de sentir que eu estava bem, isto não podia piorar, e eu não ia fazer por isso. Engoli aquele nó na garganta, e olhei para trás e mandei-lhe um beijo juntamente com um “vou ter saudades.” Minutos depois deixei Nova Iorque para trás.
Como já era de esperar William estava à minha espera no aeroporto. Durante todo o voo reprimi as lágrimas porque não me valia de nada chorar sobre aquilo novamente, mas a verdade é que tinha deixado Allie há pouco tempo mas as saudades já eram muitas.
Aquele aperto no peito começava a aparecer, e eu combatia-o com memórias, com flashes todos eles o mais positivo possível, mas cada um deles era quase uma chapada, cada uma daquelas memórias parecia doer mais apesar de tentar que não doesse, doía, e o aperto no peito não desaparecia.
Sem qualquer controlo possível, assim que vi Will e cheguei ao pé dele, a única coisa que consegui fazer foi esconder o rosto no corpo dele, e chorar, chorar tudo aquilo que tinha reprimido nos últimos dias.
- Vai ficar tudo bem – disse ele afagando-me o cabelo e dando-me beijos suaves na testa.
- Eu sei, eu sei que vai.
E aquilo não era uma mentira.