Depois da bonança, veio a(...)
publicado por Carolina às 2013-06-19 09:55:43
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Reese
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"There's no right, there's no wrong, there's only popular opinion."
Nome
Reese
Data Nascimento
16-08-1997
Sexo
F
Depois da bonança, veio a(...)
publicado por Carolina às 2013-06-19 09:55:43
E eu estou a ver a minha vida tão mal parada.
Ontem foi um dia mau, hoj(...)
publicado por Carolina às 2013-06-18 12:35:59
Foi estranho para mim perceber o fracasso que tinha sido o exame. Não o esperava, muito honestamente. E não, a menos que os critérios mudem, não estou a fazer uma tempestade num copo de água. Mas enfim, eu podia sentir remorsos por não ter passado dias a fio a estudar, mas não sinto: aquilo que aconteceu, teria acontecido se tivesse uma semana de estudo intensivo em cima. Podia sentir-me culpada por não ter percebido as perguntas, por ter acertado ao lado na maioria delas: mas também não me sinto. Sinto-me, só e apenas, enormemente desiludida comigo mesma. Este era o único exame que não podia falhar, que não me convinha ir à segunda fase - todos os outros, tenho uma segunda tentativa. É a minha prova de ingresso e eu não pretendo candidatar-me à segunda fase da faculdade.
Ontem, depois de uns longos, longos "cinco minutos" que refletiram a minha desilusão, vi-me tão desmotivada para fazer qualquer outro exame como nunca pensei estar. Eu tenho dois grandes defeitos: lido mal com a frustração e sou muito pessimista. Estes dois juntos, ontem, só me diziam "achas só que foi este exame que foi uma merda? Espera até ver os outros". E a única solução que arranjei foi não pegar num único livro, deixar aquele dia horrível para trás e esperar que hoje fosse melhor. Há coisas que uma boa noite de sono não resolve: o exame já está feito, o stress continua cá e os meus defeitos também. Mas há quem diga que melhora...
Pelo menos hoje não chove. A aula de condução podia ter corrido melhor, se calhar o estudo não vai render tanto como renderia. Mas, enfim, ao menos o sol espreita por entre as nuvens lá fora e... é inevitavelmente um dia melhor.
publicado por Carolina às 2013-06-17 19:17:54
Antes de escrever qualquer coisa a propósito dos exames, queria agradecer a todas as pessoas que perguntaram como tinha corrido e que me desejaram sorte para este dia. Eu fiz exame e, infelizmente, os vossos desejos - ou os meus - não se concretizaram e o exame correu-me muito, muito mal.
Dos trezentos e tal professores convocados na minha escola, apenas vinte e dois apareceram. Aquilo que eu disse em relação a esta greve no último post, mantenho, continuando a achar que foi um acto de profundo egoísmo e sentindo-me, como aluna, num alvo perfeito para arremessar contra o governo. Onze salas fizeram exame, todas as outras vão ter de esperar até dia 2 de Julho para o realizarem. E isto traz-nos um problema grave.
Os exames nacionais são feitos para combater a desigualdede de notas e escolas: é feito o mesmo teste a todos os alunos de modo a que sejam todos avaliados pelos mesmos parâmetros. Mas agora vão haver dois exames - e, inevitavelmente, nunca serão iguais (até porque o nível de dificuldade não é uma escala exacta). Neste exame fui confrontada com o meu maior pesadelo: Ricardo Reis. Se, por acaso, sai Felizmente Há Luar no outro exame, há uma clara discrepância de dificuldades - e aí sim, eu vou-me sentir puramente injustiçada.
Todas as partes neste jogo se podem sentir alvo de injustiças: os professores, os alunos que fizeram exame e os que não fizeram. Algum dos grupos de alunos sairá prejudicado, falta só saber qual. Tudo porque fomos divididos. Na minha opinião, ou fazia tudo, ou não fazia ninguém. Um exame nacional é igual para todos e não está dividido em duas partes e, julgo, à conta disto ainda vai correr muita água debaixo da ponte.
Quanto ao exame em si, para mim, foi muito difícil. A gramática era acessível assim como o texto argumentativo, mas as perguntas sobre Ricardo Reis, para além de subjetivas, davam nós na cabeça de quem percebesse minimamente daquilo. (Lagrimazinha no cano do olho, agora) Já tive a oportunidade de aceder à correcção, e pela primeira vez neste ano, receio muito pela minha entrada na faculdade. Muito mesmo. Fui a exame com 19 - embora as pautas não tenham saído, eu sei-o - e só com muita sorte tirarei um 12 neste exame. Se até me safei na parte em que costumo ter inúmeras dificuldades, a parte onde costumo ser exímia foi um desastre - numa das perguntas, por má interpretação (e onde a culpa não é só minha, mas também de quem a redigiu, a número 3), fugi mesmo ao tema que era questionado. De uma forma geral, o meu pior pesadelo acabou de acontecer, tendo em conta que este era o exame mais importante para mim, a minha prova de ingresso. Espero honestamente que, a todos, tenha corrido (ou que venha a correr) melhor do que a mim.
publicado por Margarida às 2013-06-17 12:22:48
Era pessoa para me inscrever nisso, mas o que se diz a alguém que não conhecemos? É a única coisa que me faz adiar a decisão.
publicado por Margarida às 2013-06-16 23:20:59
- Não ficaste triste por ires a Portugal estar com os teus amigos, família, pelo sol e calor?
- Triste?
- Triste por teres de voltar para cá ao fim de um dia de estadia.
- Eu voltei para casa. A minha casa é onde tu estiveres.

Qualquer dia caso-me com ele.
publicado por Margarida às 2013-06-16 23:02:30
Situação #1
- Mas o nome dela não é português porque é Maphalda com "ph".
- Mafalda com "ph"? mas Mafalda não se escreve com "M"?
Situação #2
- Então para onde foste de lua de mel?
- República Dominicana.
- E gostaste?
- Adorei! Andamos lá pelo mar Mediterrâneo a apanhar estrelas do mar...
Acho que vou ali cortar os pulsos e já volto...
publicado por Carolina às 2013-06-16 21:09:44
O estudo? Está a correr bem, obrigadinha. Um bocado preocupada com história, exame que está para vir dia 25, mas não há-de ser nada.
Eu faço planos de estudo (não no papel, mas planeio mentalmente como quero estudar) de forma a conseguir fazer tudo como quero - às vezes demoro mais tempo, outras vezes menos, depende muito se já tenho as coisas adiantadas e do meu à vontade com a disciplina. Para português já tinha estudado e feito resumos de mais de metade da matéria (a nível de interpretação) e, como tal, andei bastante folgada e sem stresses durante este tempo. Só a gramática, como não podia deixar de ser, é que me apoquenta. Mas mesmo nesse campo já fiz os meus progressos, embora tenha a plena noção que vai ser uma questão de sorte.
Chato, chato é eu não saber se tenho exame amanhã. E não, eu não estou do lado dos professores - pelo contrário, só me apetece é esgana-los - logo eu que, regra geral, adoro os meus professores e lhes ergo estátuas imaginárias vezes sem conta. Sim, é muito chata a mobilidade e o facto de não serem colocados. Pena é não haver dinheiro para pagar a todos e o facto da mobilidade já ser um problema com que eles se confrontam há anos e que está implícito na profissão que escolheram (e é mau, sim senhora, implica que a vida pessoal seja afetada de ano para a ano... mas é a vida). Vivemos num país democrático em que a greve é permitida, o pior é que a legislação não estava preparada para uma coisa destas (como está no caso dos médicos, por exemplo) e aqui os afetados em grande escala vamos ser nós.
A mim não me tira vontade de estudar o facto de não saber quando é o exame - é-me igual, a minha memória não é curta ao ponto de se esquecer do que estudei de uma semana para a outra. Irrita-me apenas a confusão que vai ser, o vai-não-vai, a ansiedade extra e desnecessária que está a ser causada por uma birra dos professores, tal e qual aquelas que eles tanto criticam nas suas aulas. É uma questão de principio - toda aquela preocupação ao longo do ano, e chegam ao fim e fazem isto. "Têm de estudar para o exame, isto sai no exame, olha a nota com que vais para o exame, não se esqueçam da importância do exame!". Ah, mas já agora: afinal, quando vai ser o exame, senhores?
publicado por Margarida às 2013-06-16 15:59:47
Passou ontem à tarde na sic ou na tvi (nãp sei bem) e gostei muito. Um filme sobre vampiros e outras crituras, muito levezinho, ideal para uma tarde de descanso.

publicado por Carolina às 2013-06-16 12:40:00
Este tempo está a pôr-me louca, louca, louca. E deprimida, vale dizer. Eu não sou energeticamente dependente da luz solar, mas o bom funcionamento da minha máquina (principalmente a nível mental) requer muitos raios de sol para funcionar bem.
Se por um lado estes dias murchos ajudam no estudo - não há vontade de ir sair, pular para a piscina ou ir fazer praia, ajudando-nos a ficar encerrados em casa -, por outro deprimem-me ao ponto de não me apetecer pegar nos livros. Apetece-me dormir e pedir para me acordaram quando o verão verdadeiro chegar! Para além disso, S. Pedro é traiçoeiro: nos dias em que andei a passear pelo Porto, estavam sempre dias horríveis, em que nos misturávamos com o nevoeiro e a chuva miudinha; mal os meus amigos se puseram fora da cidade, o sol começou aparecer (não em dose suficiente para mim, mas sempre foi alguma coisa)!
O meu irmão mais velho segue hoje para o Algarve, na sua merecida semaninha de férias - e a mim, com esta abstinência de sol que se vive por estes lados, só me apetecia agarrar-me às pernas dele, qual criança de três anos, e implorar-lhe para me levar com ele. Para além do descanso, preciso tanto, tanto, tanto de dias bons! Estou farta deste inverno ou outono prolongado, deste frio indevido, da porcaria das nuvens que não teimam em desaparecer e deste vento gélido que não arreda pé! Mal acabe os exames e com isto a continuar assim, vão-me ver a implorar por um destino tropical. Esperem para ver.
publicado por Margarida às 2013-06-15 17:24:11
"A Pitiríase rósea tem causa desconhecida. A maioria dos casos costuma ocorrer durante o Outono e a Primavera e sua cura ocorre espontaneamente em um período de 2 a 4 semanas. A doença não é considerada contagiosa."
Wikipédia
Dizem ainda que esta coisa se deve a baixas de imunidade por stress ou outra coisa qualquer. Sinto-me assim como um dálmata, mas em versão pink, muito mais fashion. (Vá, corram para o google para ver a enfermidade que me assola, mas reduzam aqueles casos para 1/10 da gravidade).
publicado por Margarida às 2013-06-15 17:21:15
Ora ajudem-me lá e digam-me onde posso comprar leggins grossas o suficiente para não serem transparentes no rabo, e baratas? Em lojas ou online? Gracias.
publicado por Margarida às 2013-06-15 10:07:18
Ontem acordei às 5h da manhã para ir trabalhar depois de ter dormido apenas 5 horas. Trabalhei um total de 13,5h no dia todo num ritmo alucinante e só terminei à meia noite. Deitei-me à 1h da manhã. Hoje novamente a pé às 5h para ir trabalhar até às 10.30h.
Sabem aquela sensação de chegar a cama depois de ter trabalho 18horas em quase 24? Eu sei, e daqui ninguém me tira até encher as baterias.

publicado por Carolina às 2013-06-14 23:26:33
Por entre haters, visitantes ocasionais, stakers, visitantes de-todos-os-dias e de-só-uma-vez-na-vida, já se fez a conta total de mais de 200 mil visitas.
publicado por Carolina às 2013-06-14 20:06:10
Passados alguns anos sem canários, eis que eles voltam para alegrar a lavandaria! Compramo-los hoje na feira e eu queria muito dar-lhes nomes... mas se há coisa que eu não tenho jeito é para dar nomes ao que quer que seja. Alguém tem sugestões fantabulásticas para este casal de amarelinhos (um macho e uma fêmea, claro)?
publicado por Carolina às 2013-06-14 17:38:42
Toda a gente sabe que a voz que nós julgamos ser nossa é bem diferente da real, aquela que os outros ouvem. Há sempre aquele momento, normalmente quando somos crianças, em que ouvimos a nossa voz gravada e dizemos "não é possível, eu não tenho uma voz assim tão horrível!". Pois, é a vida. O que vale é que depois desse momento traumatizante, temos muitos e bons anos (em principio) para nos habituarmo-nos às nossas vozes estranhas. A maioria de nós continua sempre a gostar mais da voz que ouvimos interiormente, alterada pelos ossos e carne e o que lá mais exista pelo meio, fazendo-a parecer muito mais agradável.
Mas às vezes pergunto-me, se de uma forma muito menos óbvia e decifrável, a nossa visão também poderá estar deturpada no sentido de, em frente ao espelho, nos dar uma imagem muito melhor ou pior daquilo que realmente somos (ou seja, do que os outros, a população em geral, pode ver). É possível que os espelhos sejam os nossos piores inimigos? E o que é mais fiável, a imagem contínua que o espelho reflete, ou o momento eternamente parado mostrado na fotografia?
Digo isto porque a forma mais fácil de me fazerem sentir horrível é tirando-me fotografias. Mesmo naqueles dias em que eu acho que estou mesmo, mesmo bem, no momento em que carregam no botão e me fazem ficar estática no ecrã de um computador ou no papel fotográfico, eu acho-me, 95% das vezes, para lá de terrível. Mas o espelho diz que não, que estou bem. Já a fotografia diz que sim, estou péssima. E as pessoas, por seu lado, dizem que estou muito bem na fotografia (são simpáticas, entenda-se), levando-me a crer que as fotos são bem mais fiáveis àquilo que os outros vêm do que ao que o espelho me mostra.
Ou isso ou eu sou, pura e simplesmente, muito pouco fotogénica.
publicado por Margarida às 2013-06-13 21:11:29
Aconteceu-me uma coisa te(...)
publicado por Carolina às 2013-06-13 12:13:20
publicado por Carolina às 2013-06-13 11:33:03
É, de facto, estranha a nossa reacção - de bloggers, entenda-se - quando alguém se dirige a nós e nos tece, por exemplo, um elogio. Quer dizer, devíamos demonstrar logo um profundo agrado, falar, mostrarmo-nos tão extrovertidos como somos neste mundo - mas a verdade é que isso não acontece. A maioria dos bloggers que conheço (e eu faço parte do leque) procura sempre um buraquinho onde se esconder sempre que alguém nos reconhece - não porque não gostemos do reconhecimento, não que não nos sintamos lisonjeados por isso, mas sim porque há uma barreira invisível no computador que nos separa e que nos deixa eternamente distantes; mas, naquele momento em que nos confrontam, deparamo-nos com a ligação desses dois mundos que, na nossa mente, têm uma parede a separa-los. Nós escrevemos muitas vezes mais do que dizemos, e pensar que aquele alguém que está à nossa frente lê essa parte de nós é estranho e intrusivo - porque no fundo, representam a transição do mundo virtual para o mundo real, algo que nem sempre estamos preparados para lidar.
Aqui há dias fui a casa de uma amiga de uma amiga (não se confundam!) e reconhecia-a. Não quis dizer nada, até porque não tinha bem a certeza se era quem eu estava a pensar, e fiz um teste a mim mesma: eu sabia que o sofá dela - porque já o tinha visto em vídeo - era de x cor; se se confirmasse, era mesmo ela, senão deixava o assunto morrer. Mas a verdade é que o sofá era mesmo igual ao que tinha em mente e isso tirou-me qualquer tipo de dúvidas. Não disse nada, porque sei que é estranho para a maioria dos bloggers chegar uma pessoa de rompante e dizer "ahhhhh, eu conheço-te, leio o teu blog!". Deixei a conversa andar e quando a minha amiga que me disse "ah, tens de ir ver o blog dela", eu respondi que, enfim, já lia. E a reacção esperada chegou: "ahhhh, não vejas! É tão estranho, não vejas nada!".
O mundo é pequeno e é perfeitamente normal que, no meio de encontros, desencontros e coincidências nos esbarremos com alguém de quem gostamos, que lemos ou que vemos na internet e a quem tenhamos um elogio para dar - e é tão giro quando isso acontece! E às vezes nós, sem intenção, afugentamos as pessoas com a nossa vergonha típica e os "não leias!", "não escrevo nada bem, deixa-te dessas coisas!" - mas acreditem: é ignorar. São posições de defesa de quem não está habituado mas que, no fundo, gosta muito daquilo que faz e de receber opinião - só não está é habituado a um feedback dado pessoalmente.
publicado por Margarida às 2013-06-13 00:19:30
Não faço algo que gosto, muito menos aquilo que amo de paixão, mas hoje após receber o primeiro ordenado completo senti-me realmente recompensada por aquilo que faço.
Trabalho nas limpezas, é verdade. É duro - muito duro - também é verdade. Mas como toda a gente me descrevia o inferno em forma de trabalho, que quando comecei não achei que fosse assim tão mau. E dá-me tempo de estudar francês que permitirá o surgimento de melhores oportunidades.
Até lá faço um trabalho necessário na sociedade, vou treinando o meu francês "catastrophique", aceitando e aprendendo com aquilo que a vida me dá para me ajudar a amadurecer e recebendo um ordenado que acho mais do que justo pelo serviço prestado.
Eu sei que o dinheiro não é tudo na vida, mas se outrora me sentia feliz por ter o (meu) melhor emprego do mundo, hoje senti-me igualmente feliz por alguém reconhecier e apreciar o meu trabalho.
Então, o quê que a desapa(...)
publicado por Carolina às 2013-06-12 20:54:14
Estas últimas duas semanas têm sido extremamente atípicas - por outras palavras ando a fingir ser uma pessoa muito social. Entre cafés, aniversários, concertos e saídas com amigos, não tenho parado em casa.
Os últimos dias em particular foram passados inteiramente fora de casa, a passear e a conhecer ainda mais um bocadinho da minha cidade. De entre todas as voltinhas que demos, fomos ao final das 40 horas de Serralves, passeamos pela baixa e pela ribeira, comemos scones no Majestic, vimos os Muse, visitamos as caves Sandeman do vinho do Porto, fizemos uma voltinha de eléctrico, visitamos o Bolhão e fomos à Januário, uma das lojas mais especializadas em doces da cidade. Isto, é claro, por entre refeições calóricas como francesinhas ou crepes acabadinhos de fazer.
Era, literalmente, sair de casa antes do almoço e chegar depois da uma da manhã, direitinhos para a cama que as pernas não dão para tanto. Entre saídas e entradas de casa, acabei por deixar o mundo virtual um pouco ao abandono, em detrimento de uns bons momentos e boa companhia, que nem sempre tenho a oportunidade de desfrutar. Ficou por visitar a Torre dos Clérigos e por ver algumas vistas lindas que tenho descoberto ultimamente mas que, com este tempo que S. Pedro nos proporciona, nem vale a pena visitar - apesar de tudo, acho que já deu para aperfeiçoar os meus dotes de "guia" para próximas excursões!
publicado por Carolina às 2013-06-12 01:40:33
Ontem foi dia de Muse! E devo dizer que todo este meu afastamento - saudável - deste mundo se deveu a este espéctaculo, tendo em conta que tenho visitas aqui em casa que vieram ver o concerto, pelo que tenho aproveitado para espairecer, passear e a apreciar a minha própria cidade com muito boa companhia.
Mas falando do main event: foi astronómico. Só aquele inicio, acabou (ou queimou) com tudo. Eu só me apercebi do escuro do estádio e, de repente, senti uma caloraça vinda do centro - era uma bola de fogo a ser cuspida do meio do relvado, a maior do concerto. Ouve mais, de menor dimensão, mas que mesmo assim me foram aquecendo ao longo do espectáculo (e não estou a gozar, de cada vez que aquilo "explodia" era um calorzinho bem gostoso!). A música foi non-stop e bastante electrizante - eu não conhecia nem metade das músicas cantadas, mas as que conhecia berrei-as a plenos pulmões (ao ponto de chegar rouca cá fora).
Eu já esperava um grande espectáculo a nível visual e pirotécnico e, para além da companhia, era isso que estava lá para ver. Nunca fui uma louca pelos Muse e quando eles deram a "Supermassive Black Hole" eu dei-me por satisfeita e quase que disse "pronto, já está, podemos ir embora!". Infelizmente, acho que eles já são um produto demasiado massificado, já está tudo demasiado pré-feito e chegam lá já a pensar no próximo. Dizem "olá", "Portugal" e um "Porto" muito mal "dizido" e resume-se a isso a interacção deles com o público. Dá a sensação que é pegar e andar: passem para cá a massa que temos outro a seguir e mais pessoas a quem dar música. Não estabelecem qualquer tipo de relação com a audiência, não deram feedback praticamente nenhum quando se deu os parabéns ao Matt através de cartazes... enfim, falha a componente "social" e improvisada do espectáculo, à qual eu dou muita importância.
De resto, houve uma energia muito boa no estádio, com música porreira pelo caminho. Mas, acima de tudo, muito boa companhia - aliás, rara companhia! Foi um dos poucos dias que pude passar com amigas do sul e, só por isso, já tinha o dia ganho (o concerto podia ser uma porcaria, o dia ia ser fantástico na mesma). Os Muse foi só a cereja no topo do bolo, depois de um dia longo e de alguns quilómetros andados em modo passeio pelo centro da cidade.
publicado por Isabella às 2013-06-10 11:36:32

Aquelas músicas que não c(...)
publicado por Carolina às 2013-06-09 18:11:17
Há concertos que vamos ver só porque são clássicos - aliás, arriscaria em dizer que poucos são aqueles que vamos ver para ouvir as músicas do último albúm (nunca ouvi alguém dizer isto, mas pronto). Chegamos sempre lá à espera daquelas músicas típicas, que sabemos de trás para a frente e, enquanto essas não chegam e o artista toca as que ainda cheiram a fresco, quase que apanhamos uma seca desgraçada. É chato mas é verdade.
Os músicos têm, normalmente, uma pequena percentagem de músicas que teve sucesso, que passaram na rádio e que as pessoas ouvem com frequência. O resto delas são cantadas em meia dúzia de concertos, ninguém lhes presta atenção e acabam por ser esquecidas ao longo dos anos. E elas têm de continuar a existir, porque de todas as músicas criadas, algumas hão-de emergir do escuro e ter sucesso - mas para quem não segue a banda de perto, quem não compra os CD's de forma religiosa e sabe tudo sobre tudo, aquelas pessoas normais que gostam do artista e de algumas músicas e que acodem aos concertos, é uma valente seca estar lá e passar horas a ouvir coisas novas. Concerto que é concerto é para cantar em plenos pulmões e desfrutar na totalidade.
Lembro-me de, no concerto do Rui Veloso, ele dizer "vá, eu sei quais é que vocês querem... mas têm de ouvir algumas das novas, está bem?". Não tivemos outro remédio, como é óbvio. Mas o que levou toda a gente lá não era o último CD: era o Chico Fininho, o Porto Sentido, o Não Há Estrelas no Céu ou o Anel de Rubi. Isto é chato para os artistas que, ao produzirem um trabalho novo e completo, se devem sentir "amputados" e a viver de glórias antigas, nunca sentindo grandes avanços; por outro lado, é chato para quem vai aos concertos, porque ouve mais do que não conhece do que, efectivamente, está lá para ouvir. São os dois lados da mesma moeda, ambos chatos, mas ambos necessários para a andar para a frente. Bem diz o meu irmão que vida de artista é complicada.
publicado por Margarida às 2013-06-09 15:30:47
Gosto quando entro num blog que costumava visitar frequentemente (e que parei de o fazer por algum motivo, por algum tempo), e a vida dessa pessoa mudou. Vão para outro país, mudam de trabalho, satisfazem desejos antigos, mudam de namorados, esforçam-se para fazer coisas diferentes. Gosto, pronto.

Diz que é melhor começar (...)
publicado por Carolina às 2013-06-09 12:25:51
publicado por Carolina às 2013-06-08 20:23:27
Esta última semana tem sido um atentado total e completo a qualquer dieta. Desde o fim-de-semana passado que tenho feita tanta, tanta asneira que nem é bom pensar. Esta coisa de ir sair, tomar uns cafés e ir a aniversários, junto com a carga emocional da última semana de aulas foi quase fatal.
Foram gelados e tartes de maça do MacDonalds, bolos, tartes folhadas, pizzas, gomas, torradas... enfim, um desastre total e completo. Isto com os exames não vai ser fácil, tendo em conta que se levanta ainda menos o rabo do que o normal e, normalmente, quer seja pelo stress ou por não ter mais nada para fazer, enfarda-se mais do que seria desejado. Mas eu juro que vou fazer um esforço para mudar isto, porque a continuar assim fico uma bola autêntica. Vou virar-me para a fruta e tentar esquecer que existem comidas e doces maravilhosos no mundo.
Pensamento que tive durante toda a semana:

publicado por Margarida às 2013-06-08 16:02:04
No meu local de trabalho (e perceba-se que é uma piscina e não um bar, nem um café):
- Ana, queres um cérebro de macaco? (???)
- Não, obrigado.
- Não queres mesmo?
- Não, obrigado.
- Mas sabes o que é?
- Não, obrigado. (Note-se que o obrigado era utilizado para tentar terminar a conversa)
- É um shot de vodka, baileys....
- Só bebo coca-cola, mas obrigado.
- Coca-cola? Isso faz mal. Não devias beber isso....

publicado por Margarida às 2013-06-08 14:43:35

Há quantidade de posts que tem havido neste blog, é provável que por cá comecem a aparecer algumas teias de aranha...