publicado por Jorge Soares às 2013-05-25 10:11:10
perfil público

http://momentosespeciais.blogs.sapo.pt
Este é um espaço muito desejado por mim e por todos os que comigo partilham o meu gosto por festas e por fazer da vida uma completa festa. Estas missangas todas juntas farão uma bela e colorida peça tal como devem ser todos os momentos da nossa vida!
Nome
Carla
Apelido
Monteiro
Data Nascimento
11-04-1980
Sexo
F
Localidade
Casal de Cambra
Interesses
Adoro festas
Frase Favorita
Tudo pode passar, mas as fotos são a prova de que algo já foi assim
publicado por aquimetem às 2013-05-24 20:22:14
Para os católicos o mês de Maio é tradicionalmente dedicado a Nossa Senhora. Neste mês que está a chegar ao fim é habitual em muitas paróquias rezar-se o terço em comunidade todos os dias, e no Opus Dei fazer "romarias" aos santuários marianos. Também designado por "Mês das Rosas" é sem dúvida um mês colorido e alegre que consola e anima. Todos os anos costumo aproveitar de um ou dois fins de semana para neste "mês das Rosas" me deliciar a ver o jardim da minha casa todo florido, e com algumas plantas a lembrar visitas e passeios que já dei e donde as trouxe como recordação. No "Castro" de Vigo, aqui há ja uns bons anos colhi um ramo duma espécie de "chorão-das-praias" que até supus que não pegava, mas passado tempo inçou e quando florece fica um encanto. É da família das Carpobrotus edulis, dizem os entendidos.
As rosas pertencem à família Rosaceas e ao gênero Rosa L, com mais de 100 espécies, e milhares de variedades, híbridos e culltivares. São arbustos ou trepadeiras, providos de acúleos. As folhas são simples, partidas em 5 ou 7 lóbulos de bordos denteados. As flores, na maior parte das vezes, são solitárias. Apresentam originalmente 5 pétalas, muitos estames e um ovário ínfero. Os frutos são pequenos, normalmente vermelhos, algumas vezes comestíveis.

Há as de várias cores, tamanhos e nomes até de "Ave Marias", não conhecia.

Que são belas e tem espinhos, sim. Como as rosas, outras espécies mais nos enchem os olhos.
O "brinco-de- princesa" é uma espécie híbrida obtida a partir de espécies sul americanas, principalmente Fuchsia corymbiflora Ruiz. & Pav., Fuchsia fulgens Moc. & Ses. e Fuchsia magellanica Lam.
A estrelícia ou ave do paraíso é o nome cientifico Strelitzia reginae. Do latim = estrelícia da rainha, em honra de Carlota de Mecklemburg-Strelitz, esposa do rei Jorge III de Inglaterra, morta em 1818. É uma planta herbácea, perene, originária de África do Sul.
O "nome cientifico da "escova-de-garrafa ou "lava-garrafas" é Callistemon spp, da familia das Myrtaceaes.Este género possui mais de 30 espécies catalogadas, sendo que a maioria delas originárias da Austrália. As escovas-de-garrafa apresentam porte arbustivo ou de arvoreta, alcançando de 3 a 7 metros de altura. Suas folhas são em geral pequenas, lanceoladas a lineares, verdes, sésseis, perenes e aromáticas, que vão se tornando bronzeadas".
Foi a pensar em dois acontecimentos que vão ocorrer neste fim de semana em terras de Basto que enfeitei este post com flores. Amanhã, em Celorico: o Luís Jales de Oliveira, lança um livro sobre as Camélias desse concelho. Domingo, no Monte Farinha, festeja-se a Ascensão do Senhor que coincide com o Domingo da SS Trindade. Uma boa ocasião para encher os olhos de beleza e os pulmões de ar puro, com o Monte de NSª da Graça nesta altura revestido de baixo a cima com as giestas floridas. Um espectáculo a não perder! Eu fico-me com o que tenho no quintal
publicado por Jorge Soares às 2013-05-24 20:14:38
De alma e coração
Salto
Tropeço
Arremesso
Como à mão
Faço mil diabruras sem ter onde cair
E mesmo quando salto...
E mesmo se tropeço...
De que vale lamentar meu coração a partir?
Sou um palhaço pobre!
Só me importa o teu sorrir!
Buster Keaton
Fotografia tirada na rua do Chiado em Novembro de 2008
Jorge Soares
Já não há respeito pela p(...)
publicado por Jorge Soares às 2013-05-24 15:38:44

Imagem de aqui
Miguel Sousa tavares naquele seu jeito de dizer o que pensa sem pensar muito nas consequências disse ao Jornal Económico que: "o pior que nos pode acontecer é um Beppe Grillo, um Sidónio Pais. Mas não por via militar. Nós já temos um palhaço. Chama-se Cavaco Silva. Muito pior do que isso, é difícil”.”
Cavaco não gostou e mandou abrir processo na PGR, parece que Pela lei chamar-lhe Palhaço é um crime de ofensa à honra do Presidente da República, punível com pena até três anos.
Entretanto Miguel Sousa Tavares já pensou melhor no assunto e reconheceu que efectivamente se excedeu..... quanto a mim ele devia ser processado é por todos os palhaços de circo, é que quer-me parecer que eles é que foram verdadeiramente insultados.
Jorge Soares
publicado por Jorge Soares às 2013-05-23 23:14:11
publicado por Jorge Soares às 2013-05-23 23:09:34
Portugueses do estrangeir(...)
publicado por Jorge Soares às 2013-05-23 22:00:29
Ouvi a noticia hoje de manhã na antena 1 PSD quer dar nacionalidade portuguesa a netos de emigrantes, segundo o PSD, há no Brasil milhares de pessoas que por terem pelo menos um dos avós portugueses, poderão com a aprovação da sua proposta passar a ser portugueses.
Na mesma noticia podia-se também ouvir o seguinte:
Para além desta proposta, os deputados vão discutir os projectos do PCP e do Bloco de Esquerda, que defendem que se deve dar a nacionalidade portuguesa aos filhos de imigrantes que nascem em Portugal. A maioria vai chumbar estes planos da Esquerda.
Não tenho nada contra a atribuição da nacionalidade portuguesa a quem o solicitar e cumpra os requisitos necessários, mas alguém me explica qual é a lógica de se apresentar uma proposta de lei que atribui a nacionalidade a milhares de pessoas a quem o país não lhes diz nada e recusar a nacionalidade a pessoas que na maior parte dos casos nasceram em Portugal e não conhecem outro país além deste?
Como queremos construir um país se começamos por excluir uma boa parte das pessoas que nascem nele?
Em todo o mundo estrangeira!
Toda a vida peregrina!
Vede se há mais triste sina:
Ser rica, e não ter um lar!
Sempre a lenda do Ashevero!
Sempre o decreto divino!
Sempre a expulsar-me o destino ....
(Do poema A judía de Tomás Ribeiro)
Jorge Soares
http://terrasdolis.blogs.sapo.pt
publicado por aquimetem às 2013-05-23 10:07:03
Com 95 anos faleceu na passada 2ª-feira, dia 20, no Hospital de Santo André a muito estimada bajouquense D. Maria do Carmo Pedrosa, a "ti Maria Nova", como popularmente era conhecida. Viúva que foi do também saudoso ti Luís Ferreira Pedrosa, residentes no Moital, onde lhes nasceram 11, dos 9 filhos vivos, deste generoso casal, que após o falecimento do marido, a ti Maria Nova acabou de criar e educar exemplarmente com muito trabalho e sacrifício.
O funeral da saudosa extinta realizou-se na 3ª-feira, dia 21, para o cemitério da Bajouca, após Missa de Corpo Presente presidida pelo o Sr. Padre Augusto Gonçalves e como concelebrantes o Sr. Padre Soares, sobrinho da falecida; o Pároco, Sr Padre Abel; o Padre José Baptista e o Padre José Henrique, e constituio uma verdadeira demonstração de respeito e amizade que não só a comunidade bajouquense como as terras circunvizinhas tinham por esta exemplar mulher, esposa, mãe e educadora. Costumo dizer que sempre que uma terra perde um filho idoso, leva com ele numerosos volumes de história, que em prejuízo dos vindouros deixa a terra mais pobre. A ti Maria Nova é um desses exemplos que tive o prazer de conhecer e recolher alguns bons ensinamentos que ficariam por registar. Recordo quando em 2006/7 fiz uma serie de artigos, entre 2006/7, para o Elo da Bajouca que intitulei "Do descamisar até ao forno", num deles ao descrever a confecção da broa escrevi: "Quanto à mistura, importa dizer que na Bajouca nem todas as casas tinham por costume tal prática, o mais vulgar era confeccionarem a broa somente com farinha de milho. E mesmo as casas que fugiam à regra, em vez de centeio, porque não o cultivavam, usavam um pouco de farinha de trigo ou, como no caso da “ti Maria Nova”, de farinha de soja, para tornar a broa mais saborosa e macia". Já noutro artigo em que me reportava ao modo como era feito transporte do cereal até ao moinho, e da farinha do moinho para casa, registei: "Quando não às costas ou à cabeça de pessoal da casa, o respectivo transporte do grão e da farinha é feito ao lombo do burro ou macho de um moleiro que tiver tais animais. Na Bajouca, segundo informação da popular bajouquense “Ti Maria Nova”, do Moital - que em tempos foi moleira e até chegou a “picar pedra” (= picar as mós) do moinho, já inexistente, que seu pai tinha na Ribeira do Vale (Ilha-Pombal) -, ao acto conjunto de levar o grão e trazer de volta a farinha do moinho, dá-se o nome de carreto”. Arranquei-lhe algumas folhas da sua cerebral enciclopédia que ela com delicadeza e um sorriso amistoso sempre deixou retirar, mas consigo levou muito do que ficou por contar e arrolar.
Encerro esta homenagem póstuma com um comentário que o Sr. Costeira da Murta fez a um post que publiquei no blog "Na retaguarda", de 2 de Julho de 2009, e dizia":"Olhas para o vinho que eu bebo e não vês os tombos que eu dou" É realmente um regalo percorrer os seus post's, principalmente quando noticiam coisas das gentes da Bajouca. Embora já com Magalhães, temos que dar tempo ao tempo para que haja tempo de "beber o vinho". Por enquanto, muitos nem tempo têm para dar os tombos, porque isto de ter tempo e disponibilidade para os repastos, não pode ser ainda para todos. Faz muito bem o estimado Costa Pereira em aproveitar estas brilhantes oportunidades, que também servem para homenagear quem merece. Aos amigos Helena e David, terão, quiçá, agora cada vez menos tempo para beber o vinho, mas o pouco que conseguirem saborear, irá valer por tudo o que deles se espera, a partir de agora a três. Que Deus os ajude e a nós não desampare! As famílias também estão de parabéns , desde a Ti Beatriz Rata à Ti Maria Nova, ou ao seu filho Manuel do Carmo, um vencedor que perdeu a fala... Poucos conhecem a boa "fibra" e simplicidade desta gente.
Também ao Sr. Padre Abel, aquele abraço. O Vitral da Igreja está a ficar espectacular!".
Foi à volta de um filho adoptado pela Helena Afonso e, marido, David Pedrosa que escrevi e o Sr. Costeira da Murta comentou. Achei que tem aqui cabimento, e diz bem mais das famílias em questão do que eu possa dizer, que não vai além de nesta hora amarga para seus filhos e filhas, noras e genros, netos e bisnetos e restantes familiares da saudosa ti Maria Nova, deixar aqui os meus sentidos pêsames, e com a mesma segurança do que disse dela na eucaristia o Sr. Padre Augusto: no Céu a Bajouca tem mais uma protectora. À nora Helena, por me ter avisado, e ao Carlos Afonso por me dar boleia, os meus agradecimentos. Á ti Maria Nova, a Eterna Felicidade!
Crónicas de uma mãe atrapalhada!
publicado por Mamã Gansa às 2013-05-22 22:29:08
É Oficial apesar de quando se quer mexer depressa entrar em modo "gato rasteiro", ele já funciona em modo de pinguim.
Traduzindo o puto já anda, mas devagar, por isso quando quer correr gatinha! :)![]()
publicado por Jorge Soares às 2013-05-22 21:45:41
O Castelo do Sabugal, também referido como Castelo das Cinco Quinas devido ao formato incomum de sua torre de menagem, localiza-se na freguesia, cidade e concelho do Sabugal, no distrito da Guarda, em Portugal.
Em posição dominante sobre a povoação, num pequeno planalto da serra da Malcata, controla a travessia do rio Côa em sua margem direita, donde a sua importância na antiguidade e na época medieval.
De acordo com evidências arqueológicas, supõe-se que a elevação em que se situa o atual castelo, dominando o curso do rio Côa, foi ocupada por seres humanos desde época pré-histórica, que aí teriam erguido um castro.
Com a Invasão romana da Península Ibérica, foi implantada uma extensa rede de estradas cortando a península, uma delas cruzando o Côa neste trecho. Admite-se que este povo tenha mantido, neste mesmo sítio, uma pequena guarnição militar para a vigilância e defesa da travessia do rio. Séculos mais tarde, conheceu o domínio por povos germânicos e por Muçulmanos, dos quais não restaram maiores evidências.
À época da Reconquista cristã da península Ibérica, as terras do Sabugal foram inicialmente conquistadas possivelmente por D. Afonso Henriques (1112-1185) em 1160, vindo a ser perdidas logo após para o reino de Leão.
Em 1190, Afonso IX de Leão criou o Concelho do Sabugal, tendo a vila sido fundada por volta de 1224, época em que foi principiado um reduto defensivo.
Integrante do território de Ribacôa, conquistado a Leão por D. Dinis (1279-1325), recebeu Carta de Foral daquele soberano português em1296. Entretanto, a sua posse definitiva para Portugal só foi assegurada pelo Tratado de Alcanices em 1297. O soberano, a partir de então, procurou consolidar essas fronteiras, fazendo reedificar o Castelo de Alfaiates, o Castelo de Almeida, o Castelo Bom, o Castelo Melhor, oCastelo Mendo, o Castelo Rodrigo, o Castelo de Pinhel, o Castelo do Sabugal e o Castelo de Vilar Maior.
Iniciam-se, nesse contexto, os trabalhos de ampliação e reforma da sua defesa casteleira, desimpedindo-se o espaço intramuros onde se erguiam algumas casas da povoação e reforçando-se as muralhas que ganharam por dois grandes torreões dominados por uma alta torre de Menagem. As obras, referidas por Rui de Pina (Crónica de D. Dinis), foram concluídas em 1303, sob a direção de Frei Pedro, do Mosteiro de Alcobaça. Credita-se ainda, a este soberano, o estabelecimento, nestes domínios, de um couto de homiziados, privilégio que visava atrair povoadores. Alguns documentos confirmam que este privilégio se encontrava em vigor ainda em fins do século XV.
No reinado de D. Manuel I (1495-1521), o Castelo do Sabugal encontra-se figurado por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509), tendo recebido obras de beneficiação, concluídas em1515, conforme inscrição epigráfica sobre o portão principal. Este soberano concedeu o Foral Novo à vila em 1 de Junho de 1515.
No contexto da Guerra da Restauração, foram procedidas obras de modernização em sua estrutura, bem como posteriormente edificada a chamada Torre do Relógio.
No século XVII aí esteve detido o poeta e cavaleiro Brás Garcia de Mascarenhas, célebre pelas suas aventuras e pelo seu não menos famoso poema épico Viriato Trágico.
No início do século XIX, no contexto da Guerra Peninsular, aquartelou tropas inglesas e portuguesas que deram combate às tropas napoleônicas em retirada, sob o comando do general André Masséna (Abril de 1811). Posteriormente desguarnecido e abandonado, a sua praça de armas foi utilizada pela população da vila como cemitério, de 1846 a cerca de 1927. Os habitantes, nesse ínterim, passaram a retirar pedras das muralhas para reutilizá-las em suas construções.
No século XX, em 1911 procedeu-se a demolição da Igreja de Nossa Senhora do Castelo. Mais tarde, na década de 1940, o processo de depredação do monumento foi detido graças à atuação da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), que promoveu ampla campanha de obras de consolidação e reconstrução.
Entre 1993 e 1994 uma nova campanha de trabalhos de restauração, procurando devolver ao monumento as suas feições originais. Mais recentemente, comprovando-se a existência de fissuras nas paredes e a derrocada parcial de elementos de um dos torreões da barbacã e de algumas ameias (1999), no alvorecer do século XXI, a DGEMN lançou um concurso para o restauro e consolidação das muralhas e torres do castelo, assim como a construção de um anfiteatro ao ar livre e das respectivas instalações de apoio (2001). Os trabalhos desenvolviam-se entre 2003 e2005, quando se previa a reabertura do monumento ao público.
Em posição dominante na cota mais alta do terreno, ergue-se o castelo, que apresenta planta no formato quadrangular. O topo das muralhas, em aparelho misto de cantaria de granito e dealvenaria de xisto, é percorrido por um largo adarve, protegido por merlões, nos quais se rasgam troneiras cruzetadas. O adarve é acedido por quatro escadas internas. Os muros são reforçados por três sólidos torreões nos ângulos, e por um quarto, localizado no centro do pano de muralha pelo lado sudoeste. Estas torres são rematadas por ameias piramidais, assim como a Torre de Menagem, de invulgar planta pentagonal, defendendo o portão principal. O interior desta última, em estilo gótico, é dividido em três pavimentos, com tetos abobadados e fechos ornamentados por escudos com as quinas nacionais. O compartimento superior é iluminado pelas portas que dão acesso a balcões misulados, com matacães.
Entre a torre de menagem e o torreão do ângulo leste inscreve-se um balcão ameado, vigiando a entrada principal da praça de armas. Inferiormente, na zona exterior, corre a cerca da barbacã - dispositivo defensivo que une e reforça as muralhas do castelo, igualmente rematadas por maciços merlões com aberturas de troneiras cruzetadas. Apoiam as suas muralhas dois pequenoscubelos circulares, abrindo-se próximo de um deles um pequeno portal de arco em ogiva.
A cerca da vila apresentava conformação aproximadamente oval, dela restando, atualmente, apenas pequenos trechos. Nelas se abria a Porta da Vila, próximo à chamada Torre do Relógio.
Reza a tradição que foi no largo deste castelo que se deu o famoso milagre das rosas tendo como protagonistas a Rainha Santa Isabel e o rei D. Dinis.
Fonte Wikipédia
Sabugal, Dezembro de 2012
Jorge Soares
publicado por Jorge Soares às 2013-05-22 21:42:26
Adopção, ao cuidado de to(...)
publicado por Jorge Soares às 2013-05-22 21:15:55
A propósito do post de há dois dias em que se falava da devolução de crianças, a Ana (muito obrigado) em resposta àquela mãe, deixou o seguinte comentário:
Em 2009 chegaram os meus filhos, também pela via da adopção, na altura o meu filho tinha apenas 5,5 anos e a minha filha tinha 2 anos. O meu filho com apenas 5,5 anos, bateu-me a mim, a todas as professoras que encontrou pelo caminho durante os 6 meses seguintes, pintou o cão da escola, bateu em quase todos os colegas da escola, arrancou inúmeros cabelos ás professoras, arrancou-me cabelos a mim, partiu coisas em casa, disse várias vezes que queria era estar na instituição, que lá é que tinha os amigos/as dele, etc.etc . Podia contar muito mais, mas acho que estes exemplos chegam. Desistir do meu filho nunca! Ele era mau por fazer isto e não gostava de nós? Não!
O meu filho é e sempre foi um doce, ama-nos acima de tudo, lembra-se da outra mãe? Claro que sim, falamos disso sempre que ele precisa, mas eu sei que ele me ama muito e não é porque o diz mas porque eu o sinto. Ele fazia todas aquelas coisas para nos testar, para nos levar até aos limites, para ver se também esta nova família o iria deixar novamente a ele e á irmã.
Cara Madalena, não corrigimos estes comportamentos dando todos os presentes que o meu filho queria, corrigimos aplicando regras desde o primeiro dia, aplicando castigos quer na escola quer em casa sempre que necessário, foi um primeiro ano de intensa luta entre nós, a escola e ele.
Quantas vezes me apetecia abraça-lo e tinha que o castigar? Quantas vezes lhe disse que fizesse o que fizesse mal, nós agora éramos sempre a família dele e gostávamos sempre dele e ele tinha que acreditar nisso. Não lhe consigo dizer quantas vezes foram, mas uma coisa posso garantir que não passa em 3, 4 ou 6 meses! Levou um ano ou mais até que o meu filho melhorasse radicalmente o seu comportamento!
Hoje (passaram apenas 4 anos), não temos uma queixa da escola, todos os dias ele tem que nos dizer que nos ama, que todo o coração dele é meu, que tem o melhor pai do mundo, que não se vai casar porque quer viver sempre nesta casa com os pais….(até já brincamos com ele, que se não sair para a casa dele até aos 30 anos saímos nós!!!!!!)
Cara Madalena, nós não temos que pagar sessões de psicoterapia para que os nossos filhos gostem de nós, temos que pagar um pedopsiquiatra para ajudar os nossos filhos a lidarem com o sofrimento deles e também para nos ajudarem a nós. Estas crianças, os meus filhos e as suas filhas o que mais querem é ter a certeza que vocês (nós) vão estar sempre aí para as apoiarem e amarem.
Agora deixo esta pergunta no ar : e se eu, durante os 6 meses do período de pré adopção tivesse desistido dos meus filhos? Acredite que também foi terrível! Nunca tal nos passou pela cabeça mas se tivesse acontecido, hoje não teria ao meu lado os Melhores Filhos do Mundo, com todas as preocupações que já nos deram e que sabemos que ainda vão dar! E o que teria sido dos meus Filhos com o peso de mais uma família a desistir deles?
Peço desculpa Jorge, por ocupar o seu espaço desta forma, mas não ficava bem comigo mesma se não apelasse à Madalena que deve procurar ajuda, existem pedopsiquiatras maravilhosos, mas não desista de amar estas duas crianças!
Ana
Um texto para reflectir, um texto que deveriam ler todos os candidatos à adopção e todas as pessoas que alguma vez pensaram em adoptar, é claro que nem todos os casos são assim, mas acreditem em mim, não há casos fáceis. E não, adoptar bebés não minimiza os problemas, nós adoptamos um bebé com um ano e basta procurar neste blog a palavra hiperactividade para se perceber como nada é fácil, mas não há a mínima dúvida, o amor pode sempre mais que qualquer tipo de problema.
Ana, não tem que pedir desculpa, eu é que agradeço as suas palavras.
Jorge Soares
publicado por Jorge Soares às 2013-05-21 22:30:00
Raquel Varela perdeu uma (...)
publicado por Jorge Soares às 2013-05-21 21:29:10
publicado por Jorge Soares às 2013-05-21 19:57:04
Adopção: de novo as crian(...)
publicado por Jorge Soares às 2013-05-20 22:55:16

Alguém me deixou o seguinte comentário neste post do Nós adoptamos
"Aprecio que tenha corrido tudo bem ao autor do blog, no entanto comigo não se passou assim...
Recebi dois irmãos de braços abertos para quem preparei tudo e dediquei muito tempo da minha vida á espera.
No entanto um dos irmãos (menina de 9 anos), cujo passado não era dos melhores e eu até já sabia, pois tinha suspeitas de abusos sexuais por parte dos pais), revelo-se se ainda pior.
Com o tempo soube que a menina não só tinha sido abusada pelo pai mas também pelo tio, ( com a indiferença dos pais), pois também soube que a sua irmã mais velha que vivia com a avó era filha do avô.
Isto tudo descobri á posteriorí, pois quando me foi apresentado o processo só me disseram que havia suspeitas, (no entanto estava tudo nos registos do tribunal que mais tarde tive acesso).
Acontece que a menina que esteve numa instituição cercade dois anos não teve qualquer apoio psicológico e que a sua preparação para a nova família foi apenas a psicóloga dizer-lhe que não precisava gostar dos pais novos tinha só de pensar que ia receber muitas prendas.
Escusado será dizer que a menina nunca gostou de nós e que desde que entrou na nossa casa só pedia que lhe dessemos tudo e fazia exigências tendo tornado-se até um bocadinho mal educada e pedindo coisas com alguma soberba.
Pois a resposta da segurança social foi que tinhamos que colocar a menina em apoio psicológico e psicoterapia.
Agora pergunto-me, sabendo a instituição de tudo isto e recebendo os subsidios do estado que como sabemos não são poucos, não deveria ter sido esta a colocar a criança em psicoterapia.... será legitimo pedir aos candidatos em pré-adoção que se querem ter uma menina que goste deles terão de lhe pagar sessões de psicoterapia...
Digo-lhe que estou prestes a devolver a menina pois esta de dia para dia vai estando pior, e como não lhe damos a prendas prometidas pela psicologa da instituição cada dia nos trata pior e como seus criados. ainda não a devolvemos só por causa da irmã mais nova que se adaptou bem a nós e que está muito bem integrada, e que sabemos que iremos perder se entregar-mos a mais velha.... e neste caso a culpa é de quêm? dos pais que esperam pelo menos uma criança que os trate bem e que não parta televisões de propósito e depois ainda se ria?
Será que as nossas instituições estão a funcionar devidamente ou só se interessam mesmo com os subsidios não se preocupando nada com as crianças que albergam nem as avaliando devidamente nem preparando para ter uma familia?
Antes de descriminar-mos quem devolve crianças deveremos pensar mesmo nas razões..... e não nos podemos esquecer que também existem crianças crueis e algo más."
Deixe lá ver se eu percebi:
Se tivesse sabido dos abusos sexuais não tinha aceite a criança, é isso? Ou seja, para a criança o facto de ter passado por uma experiência traumática como essa, torna-se um castigo, um motivo para ser retirada à família e um motivo para não voltar a ter família, é isso?
É evidente que também acho que a criança deveria ter sido acompanhada durante a institucionalização, mas isso não pode ser motivo nem para não ser adoptada nem para ser devolvida.
Repare, é de uma criança de 9 anos que estamos a falar, a senhora é uma adulta não é ela que tem que se esforçar para lhe agradar, é a senhora que se tem que esforçar para a conseguir cativar.
Não podemos exigir a uma criança de 9 anos que sofreu de maus tratos e abandono que não tenha problemas, nós adultos é que temos que aprender a amar essa criança apesar dos seus problemas.
Diz que a menina nunca gostou de si, e a senhora, dispôs-se a gostar dela apesar dos problemas?
Eu tenho dois filhos que estão a entrar na adolescência, naquela fase em que se acham donos do mundo e da verdade, há dias em que perco a paciência e já não sei que fazer, um é adoptado e hiperactivo, a outra é biológica e cheia de personalidade, há dias em que me sinto mesmo farto, em que também acho que eles são uns mal agradecidos e que não dão valor à família e ao esforço que fazemos por eles, acha que também os devo devolver?
Eu já disse isto e volto a dizer, não há motivo nenhum para se devolver uma criança, e quando isso acontece a culpa NUNCA é da criança, é sempre de quem a devolve e da equipa da segurança social que a entregou a quem não devia
Devolver uma criança é desistir de ser pai, é abandonar de novo e maltratar alguém que já foi abandonado e/ou maltratado, é dizer à criança que ela não serve para ser amada... e não há criança nenhuma que não mereça ser amada, há é pessoas que não sabem amar.
Eu sei que todos nós sonhamos com ter os filhos perfeitos, sei que muita gente que se propõe a adoptar idealiza os filhos perfeitos, amorosos e agradecidos porque alguém os aceitou, mas sabe uma coisa?, isso não existe.
Não há crianças perfeitas, e não as há entre as adoptadas ou entre as biológicas, cada criança é uma criança e cada caso é um caso, mas os adultos somos nós..e somos nós que temos que aprender a viver com os nossos filhos.
Se quer o filho perfeito, o melhor é desistir de tentar ter filhos
Jorge Soares
publicado por aquimetem às 2013-05-20 22:41:36
Alfacinha de gema, o consagrado artista plástico António do Carmo é hoje uma figura destacada da pintura portuguesa, com trabalhos muito apreciados e que em selectas exposições tem vindo a ser divulgados nos mais diversos pontos do País e além fronteiras. Já na casa dos 60, o Mestre António do Carmo, nasceu no Bairro da Madragoa, em 1949, e estudou na Escola de Artes Decorativas António Arroio, onde tirou o curso de pintura. Artista apaixonado pela arte e os contrastes da cor humanizados, fez parte do Grupo de Bailados Verde Gaio de 1967 aos anos 80.
Hoje achei por bem trazê-lo a este blog e desse modo dar eco de uma sua Exposição com o titulo "Ao Encontro da Poesia" que está patente na Galeria do Jardim do Museu Nogueira da Silva, uma unidade cultural da Universidade do Minho, em Braga, até ao próximo dia 08 de Junho. Faço-o também em memória desse grande benemérito que foi António Augusto Nogueira da Silva, o fundador da Casa da Sorte e um exemplar empregador A entrada é livre e a mostra justifica bem uma visita.
Das muitas distinções recebias, por este exímio utilizador de paleta, que faz o favor de ser meu amigo, vale destacar: ”Portuguese 20th Century Artists, de Michael Tannok; "Dicionário dos Pintores e Escultores Portugueses", de Fernando Pamplona;"The World?s Art Directory"; "Livro de Artistas em Portugal", de Margarida Botelho; "Artist Yearbook International"; "Aspectos das Artes Plásticas em Portugal", de Fernando Infante do Carmo; "Enciclopédia Luso-Brasileira Verbo/Edição 98"; “Itália-Brasil Arte 2005", de Emanuel von Lauenstein Massarani; "Brasil Artshow", de EnockSacramento; e "Who's who of Australian Visual Artists"; assim como os prémios Especial MAC 1997, Pintura MAC 2000, Carreira MAC 2007.
publicado por Jorge Soares às 2013-05-20 20:16:28
publicado por Jorge Soares às 2013-05-20 20:11:52
Há um ponto elevado em que a arte, a natureza e a moral se confundem e são simplesmente uma só coisa.
Charles Saint-Beuve
Praia de Albarquel, Setúbal
Abril de 2013
Jorge Soares
publicado por Jorge Soares às 2013-05-19 22:14:19
publicado por aquimetem às 2013-05-19 21:32:22
Desde “Rimas Parolas” a até “A Caminho de Santiago”, já lá vai mais duma dezena de títulos que este produtor e lapidador de jóias para enfeite de mentes sãs, colocou ao dispor dos apreciadores da boa leitura. Refiro-me aquele meu ilustre conterrâneo de quem li de Barroso da Fonte: “ Fá-lo hoje ( 19/4/12) de um escritor nascido nas fraldas do Monte Farinha, também conhecido por Senhora da Graça que na volta a Portugal em ciclismo representa o cabo das Tormentas da caravana.
Reporto-me ao Luís Jales de Oliveira que foi seleccionado para integrar o I volume do Dicionário dos mais Ilustres Transmontanos e que, desde aí, construiu um celeiro de verdura fresca e abundante para gáudio dos verdadeiros amantes da escrita clara, precisa e concisa”. - Tão verdade como nós sermos transmontanos de uma só peça e de uma só palavra, sim, sim, não, não.
Deste mondinense já na casa dos sessenta destaco a sua invejável sensibilidade artística, bem denunciada no gosto pela música e o teatro, e que o nosso “Ginho” soube aproveitar esses dons que recebeu para fazê-los render em beneficio da sociedade e orgulho das terras de Santa Senhorinha, e dos transmontanos de Basto. Exemplar chefe de família e de cidadão responsável, serviu a Nação como: Funcionário Publico, o Exercito, como Combatente, na Guiné, e o Município Mondinense, como assessor político. Sempre em permanente ascensão agora dá-nos a conhecer o mais recente dos seus títulos: Camélias de Celorico. Parabéns grande poeta e prosador que da região de Basto tem sabido cuidar com carinho e muito engenho e arte. O titulo não podia ser mais autentico, mas se fosse referente a Mondim, já discordava, porque ainda muito criança, aprendi em Vilar de Ferreiros, a designar essas plantas e flores por japoneiras. O sinónimo camélias que sabemos ser mais usado no Centro e Sul do País deve ter sido aqui inçado pelos fidalgos de Basto que tinham aqui os solares, mas...viviam nas capitais. Mas em "Roma, como os romanos".
Mais uma pérola que o Ginho lapidou que será apresentada no sábado, dia 25 de Maio, pelas 16:30h, no Auditório dos Bombeiros Voluntários Celoricenses (Feira do Livro), uma cerimónia presidida pelo Exmo. Senhor Presidente da Câmara e com a participação do Professor Doutor Marcelo Rebelo de Sousa. Não vou assistir, mas é como que fosse. O meu abraço.
Porto campeão, o segundo (...)
publicado por Jorge Soares às 2013-05-19 21:29:47
O porto ganhou hoje o seu vigésimo sétimo titulo de campeão nacional, o terceiro consecutivo e o segundo de Victor Pereira.
Tal como o ano passado, acho que há muito do trabalho e do saber do treinador do Porto neste titulo, custa-me entender como um treinador que ganha dois títulos seguidos, um treinador que ganha um campeonato sem derrotas, que apesar de ter um plantel curto, muito curto, consegue ganhar o campeonato, chegar à final da Taça da liga e aos oitavos de final da Liga dos campeões, e mesmo assim ser tão mal amado.
Vitor Pereira é um excelente treinador, acaba de ser bicampeão nacional e mesmo assim, tal como no ano passado, há muita gente que o quer ver pelas costas, que o acha mau treinador.
Haverá muita gente a dizer que o Porto foi campeão apesar do seu treinador, para mim fomos campeões graças ao treinador, sou um admirador dos jogadores e dos treinadores portugueses e é claro que a minha opinião vale o que vale, mas quantos treinadores seriam campeões depois de em dois anos seguidos terem de reconstruir a equipa depois da saída dos seus melhores e mais influentes jogadores?
Há que recordar que o Porto iniciou a época com a saída do Hulk no fim do período de transferências, e que em Janeiro os reforços foram o Liedson e o Ismaylov, que finalmente conseguiram ser campeões em Portugal mas que a nível de mais valia para equipa foram pouco mais que zero.
Digam o que digam e apesar do que se possa pensar sobre o penalti do primeiro golo do Porto de hoje, acho que temos um justo campeão, porque um campeonato não se decide num jogo, decide-se em trinta jornadas e a verdade é que apesar das manias de grandeza de muita gente, o Porto foi consistente, não perdeu nenhum jogo e sobretudo, ao contrário dos outros, não falhou nos momentos cruciais.
Era bom que quem tanto fala do penalti de hoje se lembrasse do jogo do Benfica contra o Sporting, dos lances que prejudicaram o Sporting e da arbitragem completamente infeliz do Capela
Parabéns a Vitor Pereira, parabéns aos jogadores, parabéns a todos os portistas.. somos campeões.
Jorge Soares
publicado por Jorge Soares às 2013-05-19 17:30:44
Navegar é preciso.
Viver não.
Fernando Pessoa
Fim de tarde no rio Sado
Setúbal, Maio de 2012
Jorge Soares
Os ninguéns de Eduardo Galeano
publicado por Jorge Soares às 2013-05-18 21:34:12

As pulgas sonham em comprar um cão, e os ninguéns em deixar a pobreza; que em algum dia mágico a sorte chova de repente, que chova a boa sorte a cântaros; mas a boa sorte não chove ontem, nem hoje, nem amanhã, nem nunca, nem uma chuvinha cai do céu da boa sorte, por mais que os ninguéns a chamem e mesmo que a mão esquerda coce ou se levantem com o pé direito, ou comecem o ano mudando de vassoura.
Os ninguéns: os filhos de ninguéns, os donos de nada.
Os ninguéns: os nenhuns, correndo soltos, morrendo a vida, fodidos e mal pagos.
Que não são, embora sejam.
Que não falam idioma, falam dialetos.
Que não praticam religiões, praticam superstições.
Que não fazem arte, fazem artesanato.
Que não são seres humanos, são recursos humanos.
Que não têm cultura, têm folclore.
Que não têm cara, têm braços.
Que não têm nome, têm número.
Que não aparecem na História Universal, aparecem nas páginas policiais da imprensa local.
Os ninguéns, que custam menos do que a bala que os mata.
Eduardo Galeano
(O livro dos abraços, tradução de Eric Nepomuceno)
Retirado de Trapiche dos outros
publicado por Jorge Soares às 2013-05-18 20:40:25
Maio maduro Maio, quem te pintou?
Quem te quebrou o encanto, nunca te amou.
Raiava o sol já no Sul.
E uma falua vinha lá de Istambul.
Sempre depois da sesta chamando as flores.
Era o dia da festa Maio de amores.
Era o dia de cantar.
E uma falua andava ao longe a varar.
Maio com meu amigo quem dera já.
Sempre no mês do trigo se cantará.
Qu'importa a fúria do mar.
Que a voz não te esmoreça vamos lutar.
Numa rua comprida El-rei pastor.
Vende o soro da vida que mata a dor.
Anda ver, Maio nasceu.
Que a voz não te esmoreça a turba rompeu.
Dias de Maio em Setúbal
Maio de 2012
Jorge Soares
aprendi a temer monstros,(...)
publicado por Jorge Soares às 2013-05-18 16:11:10
O medo foi um dos meus primeiros mestres.
Antes de ganhar confiança em celestiais criaturas, aprendi a temer monstros, fantasmas e demônios. Os anjos, quando chegaram, já era para me guardarem, servindo como agentes da segurança privada das almas.
MIA COUTO
Praia do Tarrafal,
Cabo verde, Novembro de 2012
Jorge Soares
Viseu - Igreja da Misericórdia
publicado por Jorge Soares às 2013-05-17 22:31:14
A Igreja da Misericórdia começou a ser edificada em 1775, sendo o mestre pedreiro António da Costa Faro o responsável pela obra e talvez também o autor do desenho da fachada, que apresenta muitas semelhanças com o da Igreja dos Terceiros (Viseu). O corpo central da fachada prolonga-se por mais dois corpos laterais, dando à igreja ares de solar, nos últimos dos quais assentam, de forma incaracterística, as duas torres sineiras.
A igreja tem três retábulos de estilo Neoclássico, no trono do retábulo-mor repousa a imagem da Nossa Senhora da Misericórdia.
Na igreja destaca-se: o grupo escultórico a Visitação, do escultor viseense José Monteiro Nelas (1875), e as telas Visitação e Nossa Senhora das Dores (1885), do pintor também da mesma cidade, António José Pereira (1821-1895).
Fonte Wikipédia
Viseu, Dezembro de 2011
Jorge Soares
publicado por Jorge Soares às 2013-05-17 22:27:18
O que vale na vida não é o ponto de partida e sim a caminhada. Caminhando e semeando, no fim terás o que colher.
Cora Coralina
Setúbal, Março de 2013
Jorge Soares
Adopção - Mais um passo f(...)
publicado por Jorge Soares às 2013-05-17 13:23:07

Imagem do Pontos de Vista
Contra todas as expectativas, o parlamento aprovou a proposta de lei apresentada pelos deputados socialistas Isabel Moreira e Pedro Delgado Alves que legaliza a co-adopção por casais ou unidos de facto do mesmo sexo.
A lei, que foi aprovada por 5 votos, 99 a favor e 94 contra, fica aquém da situação ideal em que não deveria haver nenhum tipo de discriminação, mas representa mais um pequeno passo. Falta a discussão e a votação dos projectos de lei dos verdes e do Bloco esquerda que prevêem a adopção plena em todos os casos, mas acho que não há duvidas sobre o chumbo mais que certo.
Jorge Soares
Há deputados que teimam e(...)
publicado por Jorge Soares às 2013-05-16 22:53:39

Imagem do Pontos de Vista
Foi hoje apresentada pela bancada do partido os Verdes uma proposta para que a constituição nacional passe a ser matéria de estudo para os alunos entre o 7 e o 12 ano, como já vem sendo habitual esta proposta foi rejeitada pela maioria PSD-CDS.
A mim também não me parece que os alunos devam sair do 12 ano a saber a constituição de cor e salteado, isso deve ser deixado para quem vai estudar leis, mas entendo que no mínimo se deve sair da escolaridade obrigatória com uma ideia geral do que é a constituição, para que serve e quais os seus princípios. O que a julgar pela reportagem que vi hoje no telejornal (Ver aqui) actualmente não acontece, há alunos do 12 ano que nem sequer sabem o que é a constituição.
Para Eloisa Apolónia, "A consciência dos direitos torna as pessoas mais reivindicativas desses direitos" , que será talvez o que esta maioria tenta evitar ao rejeitar propostas como esta.
Já Fernando Negrão, deputado do PSD, veio defender que “os alunos não devem ter nenhum contacto com esta Constituição” e que, por isso, o projecto de resolução deverá ser rejeitado.
Está à vista que há deputados que teimam em esquecer o que é a democracia.
Jorge Soares
