publicado por Sara às 2013-05-24 12:29:59
perfil público

artesã
Seguir Perfil »Nome
Maria
Data Nascimento
14-03-1955
Sexo
F
Localidade
Angra do Heroismo
Frase Favorita
Não digas tudo o que pensas, mas pensa tudo o que dizes.
publicado por MSA às 2013-05-24 12:05:01
O (meu) troço preferido d(...)
publicado por MSA às 2013-05-24 11:47:17
Foto: Benjamim Bento
E cá está mais um Rali Sical...31 anos depois da inesperada vitória de Joaquim do Carmo e Walter Sousa, no Citröen Visa Super X.
A azáfama habitual e, no caso do autor destas linhas, a incómoda posição de ficar de fora, num regresso não muito desejado à posição de espetador. Vão valendo estas andanças jornalísticas, onde há sempre poiso para a opinião e o conhecimento, mesmo se por vezes há quem se sinta incomodado...
Mas adiante, para partilhar a classificativa que mais me agrada no figurino deste ano do rali do café...
Agualva. Vai ser o primeiro troço da manhã, e é para mim o traçado mais variado do rali. Rápida quanto baste, com travagens fortes, algumas seções de pleno motor, e um "cantar" de notas a alinhar o prazer de andar depressa.
São 7,11 kms de bom asfalto, com um início (Pico do Rocha) a passar numa zona a descer, escura e húmida - com árvores -, que desemboca no gancho do chafariz à esquerda. Aí, tem início a parte mais gira do troço, com uma subida e a travessia da estrada para a Vila Nova (o salto da foto), para uma sequência de curvas rápidas - quase "a fundo" - que vai travar forte numa pequena ponte, uns metros antes da "vala" enorme que marca este troço. Curvas pronunciadas e a entrada na estrada Agualva/Golfe, com a zona do triângulo a terminar nova fase "a fundo", antes de subir, sempre em ritmo elevadíssimo. Após outra travagem forte, curva à esquerda, público em frente, e nova mudança, agora com as bermas mais sujas e duas ou três abordagens de "coração", que assinalam a entrada no mais conhecido "Vila Nova", sempre entre muros até às imediações da Via Vitorino Nemésio. Um troço relativamente pequeno, mas que deixa as pulsações "lá em cima"...
Em jeito também de partilha, aqui fica o som onboard da primeira passagem nesta classificativa da Agualva, durante o Rali Sical de há dois anos.
A navegar o Marco Veredas, na minha estreia em ralis "grandes". Espero que gostem...e bom rali para todos!
publicado por MSA às 2013-05-24 11:40:30
Foto: António Bettencourt
E, finalmente, voltamos a ter rali na Terceira. Sete meses depois do último "Lilás", é vez de um retardado Rali Sical fazer bater os corações dos adeptos, agora com a dita crise a justificar tudo e mais alguma coisa na hora de falar de eventos e organizações.
24 equipas vão dar corpo a um rali bastante compacto, onde foi visível a preocupação do Terceira Automóvel Clube em conter gastos - leia-se, pura e simplesmente, policiamento -, agrupando a parte da tarde na bacia leiteira do Paúl, depois de uma manhã corrida entre a Agualva e São Sebastião. Antes, porém, uma sexta-feira com passagem única na SuperEspecial Avenidas, uma alternativa ao fabuloso Litoral, onde uma morosa obra também vai afetar o Rali Ilha Lilás.
Com Ricardo Moura apenas preocupado em retirar do pensamento o recente desaire em Guimarães, está visto que o penta-campeão é o único favorito a vencer, numa tabela onde Luís Miguel Rego ocupará um lógico segundo lugar. Para o mais baixo do pódio, é lícito pensar que José Paula pode fazer valer o EVO9 prateado, mas Henrique Moniz está cada vez mais rápido e o C2 Max cada vez mais eficaz. Rondando o Top-5 e haverá lugar para os manos Artur e César Silva, com a perseguição a ser-lhes feita pelo Clio Ragnoti de Carlos Andrade e a luta habitual entre Nuno Cintra, João Silva e Carlos Martins, talvez acompanhados por Tiago Mota. Mas atenção ao Corolla de Jorge Sousa, que deverá liderar entre os homens do Open, com atenção apenas ao Peugeot de Bruno Tavares. Ao pódio da "segunda" categoria poderá lançar-se o eficaz Fábio Fontes. Uma mão cheia de lutas deve rechear a prova, com a mais composta a povoar-se dos Yaris de "Toni" Ortins, Herberto Alves, Teófilo Pires e Magno Luís. Este é aliás um dos estreantes nas provas do campeonato açoriano, condição em que se faz acompanhar por Ruben Fita e Diogo Pereira.
De vulto são as ausências do vice-campeão Ricardo Carmo e de Fernando Meneses, que ocuparam lugares no pódio dos mais recentes ralis terceirenses, enquanto as esperadas presenças de Tiago Azevedo, Marco Veredas ou Hermano Couto - que guiará o carro-zero - não se chegaram a efetivar. Nota para um grupo de vários pilotos (entre eles Tiago Valadão, Fábio Valadão, Bruno Silva, Fábio Valadão e Tiago Mourão), que decidiram não participar no rali, demonstrando o seu descontentamento por um caso relacionado com multas de excesso de velocidade - no "Sical" de 2012 - e o facultar de dados pessoais à PSP no seguimento desse processo. Ficou por dar a explicação devida, mas o certo é que estarão uns quantos em casa à conta desse episódio.
Em suma, espera-se um rali animado, onde a menor dose de cafeína - face ao habitual - tem a ver, é certo, com a crise, mas não só. E sendo que o importante é termos emoção na estrada.
- Todas as informações sobre a prova em www.tac.com.pt
- Os melhores locais para o público AQUI
- Emissão online do Rádio Clube de Angra em www.rcangra.com
publicado por magnolia às 2013-05-24 10:57:39
descobri que tenho o vicio de ti.
descobri que me estás tão entranhado na pele
como está a nicotina nos dedos dos fumadores.
e a minha boca sofre na tua ausência,
adoece
e perde o sorriso nas gavetas da saudade
depois, o sol pôe-se sem a promessa de voltar.
apenas fica a névoa que tudo cobre.
as ruas, os beirais das casas onde moram os pássaros
e até o sorriso das crianças
que de mão dada com a avó
passeiam o cão ao entardecer.
cláudia moreira
publicado por Sara às 2013-05-23 23:32:59
A receita é simples:
Morangos partidos a meio,
Chocolate de culinária derretido (com 1/2 copo de leite)
Cobrir os morangos com o chocolate,
Levar ao congelador por 2 horas...
Retirar quando o chocolate estiver solidificado (usar uma faca para deformar os cubos)
E comer!
Podem acompanhar com chantilly, fica muito bom!
Nota: Claro que é um crime fazer estas coisas e ver os outros comerem que nem uns ursos enquanto a gente aqui come um e já é muito!
publicado por Sara às 2013-05-23 22:38:23
Conheci esta semana o cantor Robin Thicke.
À primeira vista achei-o bonitinho... Mas depois pus-me a ver melhor... E é mais que bonitinho... É lindo que se farta!! O gajo cá em casa já sabe que este caiu-me nas graças (thank god he is not jealous)...
Querem saber quem é o Robin?
Eu mostro-vos:







Digam lá que não sou amiga das minhas lindas leitoras, ah?!
Visitem o Facebook do rapaz...
«Como é linda a puta da v(...)
publicado por `Na às 2013-05-23 19:28:31
publicado por `Na às 2013-05-23 19:10:50
Gosto de cheiros que nos trazem recordações e memórias e nos transportam para determinado lugar, quase sempre agradável. De entre os vários cheiros que retenho na minha memória olfativa, há alguns que transpiram apenas e só verão, calor, longos dias quentes de sol. Nos últimos dias já tenho sentido alguns deles...o cheiro a melão quando se abre o frigorífico, o cheiro a sardinha assada, o cheiro do protetor solar na pele depois de apanharmos sol (abençoada casa com abençoadas varandas e terraços carregadinhos de sol só para mim!), o cheiro da própria pele bronzeada pelo sol...
Já me cheira a Verão e isso faz-me sentir tão bem!
publicado por `Na às 2013-05-23 19:00:13
«Ou imagine que vem uma equipa de peritos a sua casa e que só deixam ficar as coisas que têm impressões digitais suas com um máximo de um ano de idade. Tudo o que não tivesse tocado há mais de um ano seria levado para vender na feira da ladra ou no eBay ou dar a quem precisasse.
A mim custa-me imaginar o que aconteceria à minha biblioteca se levassem todos os livros que não abro há mais de um ano. Parece-me que posso vir a precisar de todos, várias vezes. Gosto que estejam aqui, de olhar para eles.»
"Como é linda a puta da vida", MEC
publicado por magnolia às 2013-05-23 18:28:01
Fotogaleria - Sameiro Fas(...)
publicado por Sara às 2013-05-23 17:05:43
Foi um evento com qualidade, muitos convidados bonitos, desfiles que mostraram que este Verão o bom gosto vai andar na rua e serviu também para o meu cabeleireiro, Nuno Pereira Hair Studio, apresentar a sua colecção em directo no desfile.
Foi interessante assistir ao corte (e penteados) de 8 modelos em directo, enquanto um cantor (Bruno Pimenta) cantarolava (e bem diga-se de passagem) pela passadeira.
Aqui ficam algumas das fotos,
Podem ver o álbum completo AQUI ou AQUI










Luís Gil Bettencourt no R(...)
publicado por MSA às 2013-05-23 16:26:29
Azoriana - Terceirense das rimas
publicado por Azoriana às 2013-05-23 13:38:26
publicado por tresgues às 2013-05-23 11:06:37
(3 Maio,1934 - 23 Maio,2013)
Sem tempo para escrever, não podia deixar de recordar quem, tantas vezes, fez parte da minha juventude.
Aquele que, em francês - nascido no Egipto e filho de pais gregos - também cantou Portugal.
Obrigada, George Moustaki.
Há mulheres em Portugal v(...)
publicado por R.Cheiros às 2013-05-23 08:29:36
Mulheres vítimas de exploração sexual vendidas por 35 mil euros; sem-abrigo raptados para trabalho escravo em Espanha; falsas agências de emprego: a ponta do icebergue do tráfico em Portugal.
publicado por Azoriana às 2013-05-23 08:11:20
Lembro que pela efeméride açoriana religiosa, o mesmo que dizer, os 150 anos da freguesia da Serreta (em 2012) fui autora de algumas quadras a pedido da comissão da festa. Uma delas com destino aos carros alegóricos do Bodo de Leite, da terça-feira, rezava assim:
A Relíquia do Queimado
E a Mata soberana
São nosso pulmão sagrado
Da paisagem Açoriana.
Atualmente, maio de 2013, passando na mesma paisagem que é a Mata soberana, um pouco antes de chegar ao coração daquela Mata, encontra-se uma verdadeira devastação feita por máquinas cuja condução é a mão humana e a orientação privada ou pública (nem sei bem). Quase que não reconheço, à passagem, aquela zona nua de arvoredo e cheia de restos mortais arbóreos. Tal como eu, muitas pessoas se interrogam sobre este efeito visual. Certamente que não o fizeram por mal mas fica muito mal a quem vê e sente tristeza por ver a devastação daquele pulmão sagrado, dito por mim mesma.
A minha esperança é que volte à terra o que da terra foi arrancado, i. é., volte a replantar-se a imensidão de verdes que coroam aquela zona da ilha - a noroeste. Levará algum tempo a ver-se o novo efeito. Dói muito olhar o atual efeito… Restos de paus por todo o lado num emaranhado que até assusta o transeunte mais sensível.
Quando uma árvore chora
No colo da humanidade
Aos céus nossa alma implora:
Quando virá a novidade?!
A novidade da terra
Floresce em cada canto,
Mas se lhe fazemos guerra
Perde todo o seu encanto.
Minha terra sem arvoredo,
É um manto sem valores,
Digo isto por ter medo
De o perderem nos Açores.
Junto à Mata da Serreta
O pulmão da nossa ilha
Surgiu nova valeta
Uma chaga na estampilha.
Cuidem bem do verde ilhéu,
Cuidem bem da natureza:
É ela que se ergue ao céu
E lhe sorri com beleza.
Angra do Heroísmo, 23 de maio de 2013.
Rosa Silva (“Azoriana”)
Azoriana - Terceirense das rimas
mais uma quinta de maio ((...)
publicado por Azoriana às 2013-05-23 08:06:46
não sei se é estado geral mas os dias não estão para muita atividade. a passagem do estado de frio para uma véspera de calores ilhéus faz com que o corpo entre numa moleza que só levita com uma boa chávena de um café matinal. hoje nem me apetece erguer muitas teclas no início da frase em cada parágrafo. os trabalhos do quintal da casa da azoriana estão a quebrar toda a réstia de forças que ainda podem encontrar-se num corpo que aparenta a expressão “nem tudo o que se vê combina com o que se tem”. quando caio na horizontal mais cedo que o habitual entro num estado que pode cair a casa que nem noto, salvo seja. os rituais matinais e ao longo do dia tendem a cair na rotina, exceto quando há alguma novidade de última hora. aposto que a vizinhança já conhece todas as voltas e reviravoltas do trabalho doméstico exterior à morada permanente. aborrece-me sentir-me como que à mercê dos olhares alheios. aborrece-me ter de me comportar de forma a não arregalar nenhum olhar estranho. enfim, mais uma quinta de maio com um quintal à prova de visitas domiciliárias. raramente as tenho mas importa agradar, sobretudo, aos conviventes diários. nada como olhar à nossa volta e acertar em cheio no paraíso terreno, sem ervas daninhas, sem montes de desperdício, sem restos da última cavadela. a fogueira no recipiente próprio para tratamento dos desperdícios fez-se com calma e descontração. a mangueira fez verter o líquido que acalma o fogo relativamente manso. as narinas é que sabem. de resto, hoje é mais uma quinta de maio, a penúltima do mês. dou comigo a pensar que falta apenas um mês para o estado de repouso ferial. umas férias vinham mesmo em boa altura para apreciar o trabalho dos fins das tardes com cheirinho a calores ilhéus. lembro que o mar deve estar como azeite tal como o vi no passado domingo no regresso a casa. nem uma onda bulia. ah! quase me esquecia de anotar: o que semear nos dias vespertinos dos calores ilhéus?! as couves já estão maduras. os tomateiros já se acomodaram à nova terra. as malaguetas vão pelo mesmo critério. as ervilhas ainda não vislumbram o ar livre. as batatas começam a surgir à face da terra. os feijões mantém-se no subterrâneo. as minhas flores (uma experiência nova) ainda não deram sinal de florescimento. sinto-me enfadonha, calma e sem vontade para soltar um “ai”. só penso no que o SAPO irá pensar sobre um artigo neste estado de tédio. mas porquê, senhor?! só pode ser do calor ilhéu rodeado de uma imensidão anil líquida e salgada que convida a um bom banho (quer dizer, só uma molha de pés porque o meu corpo não sabe boiar)… e vem aí mais uma proximidade com a caridade da Trindade ilhoa. fico-me por aqui e perdoem se não vos atender nalgum chamado instantâneo. está tudo bem e não venha pior que os títulos de caixa alta das notícias de mais uma quinta de maio. tal pena não inventarem que as letras maiúsculas podem ser abolidas. dá menos trabalho e poupa-se a tecla do “shift”. bem-haja quem atura um parágrafo deste tamanho. boa noite!
publicado por MSA às 2013-05-22 13:59:25
Hoje é o Dia Mundial do Abraço. Sendo uma pessoa bastante tátil no convívio, tanto se me dá se um toque no ombro ou um simples afago podem levar a outras interpretações. São para serem dados.
Na minha ótica, as pessoas que nos tocam devem (também) ser tocadas.
A essas, um abraço. Às outras, pois... está bem.
publicado por Sara às 2013-05-22 13:34:11
publicado por magnolia às 2013-05-22 13:05:37
A propósito disto devo dizer que apesar do assunto ser delicado e apesar de eu estar absolutamente a favor da luta de todos os que ganham o nosso vergonhoso ordenado mínimo, não posso deixar de louvar a atitude empreendedora do Martim e de achar que a Raquel Varela, não deve saber o que é não ganhar NENHUM dinheiro. Quem tem bocas para sustentar tem que ser muito ponderado na sua luta. É injusto, mas é o que temos no momento. Lutar sim e sempre, mas com assertividade.
Além disso, que culpa tem o Martim do estado do país? Ela nasceu há 16 anos, não contribuiu em nada para o estado caótico em que nos encontramos, e, pelo que está a fazer, está a ajudar a fomentar a economia. Muito melhor atitude do que o resto dos miúdos (e graúdos) que mesmo desempregados e contas para pagar se sentam no café a tarde toda ou andam a pedinchar carimbos, nunca perguntando por trabalho.
Estou com o Martim.
publicado por magnolia às 2013-05-22 11:55:13
Começa hoje o Black & White - Festival Internaciona de Audiovisual, na UCP - Escola das Artes e eu vou lá estar! :)
Assim, deixo aqui a programação do dia 1.
Competição vídeo 1
(Hoje às 22:00)
“WARMTH” – Victor Asliuk - ESTREIA NACIONAL
(Bielorrússia, documentário – 20:00)
“THE FEAST” - Boris Seewald - ESTREIA NACIONAL
(Alemanha, experimental – 3:24)
“FOR THOSE WHO STAY” – Vasco Mendes
(Portugal, experimental – 3:26)
“NEST” - Tornike Bziava - ESTREIA NACIONAL
(Geórgia, ficção – 19:00)
“FROM DAD TO SON” - Nils Knoblich
(Alemanha, animação – 5:16)
“LOOKING FOR SOMETHING (PART ONE: A WINTER VISIT)” - Fjodor Donderer - ESTREIA NACIONAL
(Alemanha, experimental – 12:30)
(ENTRADA LIVRE)
Ver mais aqui.
http://momentosdisparatados.blogs.sapo.pt
publicado por momentosdisparatados às 2013-05-22 09:11:05
Não desgosto de trabalhar à noite, mas uma noite na nossa caminha sabe sempre bem. Quer dizer...às vezes sabe bem. Esta minha noite de sono foi tudo menos tranquila e se eu disser que envolveu carneirinhos, certamente estão a pensar que não tinha sono e que passei a noite a fazer justiça ao velho ditado "contar carneirinhos". Neste caso afirmo que não os contei, mas que os ouvi e vi.
Ao lado do prédio onde moro existe uma quinta com vários animais desde patos, galinhas e OVELHAS. Pois, foram as ovelhas que destruíram a minha noite de sono e presumo que de todos os vizinhos (menos a do caseiro).
Eu e o maridão estávamos na cama há pouco tempo quando começamos a ouvir as ovelhas a fazer uma barulheira terrível. O nosso primeiro pensamento foi para algum ladrão de ovelhas. Vai dai, aqui a "Je" levanta-se e vai até a uma das janelas que dá directamente para a quinta e tive que esperar alguns minutos até os meus olhos se habituassem à escuridão e conseguir visualizar as ovelhas e o suposto ladrão. A muito custo consegui vê-las, mas não consegui visualizar nada estranho.
Voltei para acama, continuei a ouvi-las naquele berreiro ensurdecedor e como se não bastasse ouvia o maridão a barafustar que não o deixavam dormir. Lá adormeceu e eu acordadinha a pensar nas pobres "bichitos". Sim, porque alguma coisa estava a acontecer já que aquilo não era normal. Durante alguns períodos adormecia, mas sempre que voltava a acordar ouvia-as e lá voltava eu a ir à janela.
Na minha cabeça a ideia inicial do ladrão tinha desaparecido, passei a imaginar que alguma tivesse enfiado as patas na rede que serve de divisão da quinta ou pior que tivesse enfiado a cabeça na tal rede ou algo lhe tivesse caído em cima. Mais tarde ainda me lembrei que alguma pudesse estar a parir e que tivesse com dificuldade. Ainda estava presente na minha memoria a choradeira que tinha sido com esta situação http://momentosdisparatados.blogs.sapo.p
Uma coisa era certa, alguma estava em apuros e do caseiro nem sinal.
Cerca das 7 horas voltei à janela percebi o porquê do berreiro. Vi 3 ovelhas separadas por um muro. As duas irmãs estavam juntas e a mãe tinha-se aventurado e tinha caído para trás de um muro. Embora o muro não fosse muito alto a mãe não conseguia saltar. Ela ainda se colocava sobre as patas traseiras, mas sem sucesso. Estava explicado todo aquele berreiro. As pequeninas choravam pela mãe, a mãe chorava pelas filhas e eu chorava por não poder fazer nada.
Neste momento o silêncio paira por aqui, não que o problema esteja resolvido, mas acredito que por cansaço tanto a mãe como as pequenitas estão caladas.
Azoriana - Terceirense das rimas
publicado por Azoriana às 2013-05-22 08:25:03
Ainda sou do tempo que havia uma espécie de solidariedade campestre. Hoje meu, amanhã teu ou vice-versa. Havia uma entre ajuda simpática e altruísta. Tanta vez que nos emprestavam uma vaca para que se fizessem sementeiras perante um sol que penetrava um corpo tolhido por um inverno húmido e enregelado. Antes de sairmos para as terras, forrávamos o estômago com o alimento encorajador e seguíamos canada abaixo rumo ao cerrado com todos os apetrechos necessários para lavrar (o arado), alisar (a grade), fazer rego e semear (ver imagem). O Calçado também ia todo feliz para ficar a guardar as alfaias agrícolas do seu dono. O Calçado foi o cão que ficou residente na minha memória de uma infância que hoje compreendo que foi feliz, pese embora alguns solavancos naturais.
Voltando à vaca… Cabia a mim a tarefa de ir à frente da vaca para que o trabalho ficasse perfeito e alinhado, não fosse o animal (que era deveras pacato) enveredar por algum atalho desfavorável a uma sementeira de milho e feijão para sustento anual. Confesso que esta tarefa nem sempre me causava bons resultados: uma vermelhidão acompanhada de alguma coceira era o habitual. Os mosquitos gostavam da minha pele alva e ferravam a sua mordidela. De volta a casa, subindo a ingreme canada com um cansaço notório, chegava ao final da mesma via a custo mas era uma alegria quando os pés cheios de terra fresca tocavam o caminho de asfalto, sinal de que a moradia estava mesmo ali pertinho.
Comparando com as tarefas da atualidade não há comparação. Tudo se faz recorrendo a maquinaria de salve-se o esqueleto a favor do mecanizado. Claro que esta evolução é muito favorável ao homem num sentindo mas por outro deixa morrer uma aventura agrícola e uma ginástica laboral diferente.
Uma coisa que me dá bastante pena é que na altura daqueles trabalhos campestres não foram captadas quaisquer imagens para recordação futura. Gostava de rever-me nesses assados que hoje não passam de miragens de um tempo que não volta atrás.
O que eu queria, no fundo, trazer a texto era o facto de haver entre ajuda familiar e da vizinhança ou de um punhado de amigos que se prestavam a colaborar nas tarefas campestres. Sinto saudades e falta desse movimento pessoal cujo resultado era apenas e somente o saber que se podia contar com um amigo. Hoje se quisermos fazer algo há que ter verba para surtir o sucesso final do que quer que seja. É pena.
Angra do Heroísmo, 22.maio.2013.
Rosa Silva ("Azoriana")
P.S.: Rima da minha alma...
Quando a prosa toma conta
Do meu vasto escrever
Algum tédio em mim desponta
Galopando todo o meu ser.
Quando a rima se esconde
Na margem da minha escrita
Sabe-se lá porquê e onde
Anda a musa favorita.
Prezo tanto minha raiz
Na escrita que vem pura:
De rima sou mais feliz
No verso que dá cultura.
A cultura da Terceira
Faz-se em qualquer freguesia
Voa livre na Bandeira
Com asas de poesia.
Azoriana - Terceirense das rimas
publicado por Azoriana às 2013-05-22 08:05:56
Com a falta de assunto que impera volto-me para o estado corrente. Quem viu o meu quintal há cinco anos e o vê nesta data (2013-05-22), dia de um aniversário que me deu a oportunidade de ter a primeira afilhada, fica como que a pensar: - Nem parece o mesmo!
É verdade. Antes mal tinha lugar para se pôr um pé e agora pode até andar-se descalça na relva aparada e com um estendal de roupa regalada com a proximidade dos dias quentes.
Moral do artigo: Nada se faz sem trabalho e é o trabalho que faz sentirmo-nos úteis e realizados. Quem o viu e quem o vê seria um bom título para um filme de uma vida cujas personagens podem ser igualadas a tantas outras que sabem que para ter é preciso fazer.
Cavar, alisar e plantar a terra é uma boa terapia anti insónia com efeitos secundários nos sonhos temperados pelo cheiro de terra cavada.
Conclusão: Enquanto o esqueleto permitir e os ossos não fraquejarem façamos algo que alegre o olhar de quem vê o nosso produto final de um pedaço de quintal.
A natureza também agradece mesmo que por vezes venham forças destruidoras inesperadas.

