publicado por magnolia às 2013-05-23 18:28:01
perfil público

Nome
Patrícia
Apelido
Correia
Página Pessoal
http://patriciaandretiago.blogs.sapo.pt
Data Nascimento
25-08-1974
Sexo
F
publicado por magnolia às 2013-05-23 18:28:01
Tão iguais, e tão diferen(...)
publicado por sonhoterumfilho às 2013-05-23 14:04:17
A nossa saudosa Big
E o nosso terrorista Bóris
Tão iguais fisicamente, e tão fiferentes em temperamento...mas são os meus canitos a quem eu dedico/dediquei parte da minha vida
Susana
publicado por Suspeita às 2013-05-23 11:30:44
Ora bem ... isto é só um desabafo para os meus botões, que nisto de ligações a bens inanimados eu sou muito sensível! Mas é que custa-me ver o meu veículo, comprado com tanto gosto (por acaso sempre gostei daquele carro e ainda gosto) e sacrifício, ser de um momento para o outro (a partir da aquisição do actual carro de família) transformado numa espécie de veículo de apoio à causa cinegética. E hoje, quando ganhei finalmente coragem para voltar a olhar para ele com olhos de gente que sabe o que é amar um carro, deparei-me com um cenário catastrófico. Juro que quando abri a mala do carro pensei que de lá fosse sair uma perdiz viva, tal a reprodução quase exacta daquilo que será o seu habitat natural!! ....
Estou em choque. Alguém vai ter que explicar muita coisa...
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Crónicas de uma mãe atrapalhada!
publicado por Mamã Gansa às 2013-05-22 22:29:08
É Oficial apesar de equando se quer mexer depressa entrar em modo "gato rasteiro" ele já funciona em modo de pinguin.
traduzindo o puto já anda mas devagar, por isso quandom quer correr gatinha! :)
publicado por Jorge Soares às 2013-05-22 21:45:41
O Castelo do Sabugal, também referido como Castelo das Cinco Quinas devido ao formato incomum de sua torre de menagem, localiza-se na freguesia, cidade e concelho do Sabugal, no distrito da Guarda, em Portugal.
Em posição dominante sobre a povoação, num pequeno planalto da serra da Malcata, controla a travessia do rio Côa em sua margem direita, donde a sua importância na antiguidade e na época medieval.
De acordo com evidências arqueológicas, supõe-se que a elevação em que se situa o atual castelo, dominando o curso do rio Côa, foi ocupada por seres humanos desde época pré-histórica, que aí teriam erguido um castro.
Com a Invasão romana da Península Ibérica, foi implantada uma extensa rede de estradas cortando a península, uma delas cruzando o Côa neste trecho. Admite-se que este povo tenha mantido, neste mesmo sítio, uma pequena guarnição militar para a vigilância e defesa da travessia do rio. Séculos mais tarde, conheceu o domínio por povos germânicos e por Muçulmanos, dos quais não restaram maiores evidências.
À época da Reconquista cristã da península Ibérica, as terras do Sabugal foram inicialmente conquistadas possivelmente por D. Afonso Henriques (1112-1185) em 1160, vindo a ser perdidas logo após para o reino de Leão.
Em 1190, Afonso IX de Leão criou o Concelho do Sabugal, tendo a vila sido fundada por volta de 1224, época em que foi principiado um reduto defensivo.
Integrante do território de Ribacôa, conquistado a Leão por D. Dinis (1279-1325), recebeu Carta de Foral daquele soberano português em1296. Entretanto, a sua posse definitiva para Portugal só foi assegurada pelo Tratado de Alcanices em 1297. O soberano, a partir de então, procurou consolidar essas fronteiras, fazendo reedificar o Castelo de Alfaiates, o Castelo de Almeida, o Castelo Bom, o Castelo Melhor, oCastelo Mendo, o Castelo Rodrigo, o Castelo de Pinhel, o Castelo do Sabugal e o Castelo de Vilar Maior.
Iniciam-se, nesse contexto, os trabalhos de ampliação e reforma da sua defesa casteleira, desimpedindo-se o espaço intramuros onde se erguiam algumas casas da povoação e reforçando-se as muralhas que ganharam por dois grandes torreões dominados por uma alta torre de Menagem. As obras, referidas por Rui de Pina (Crónica de D. Dinis), foram concluídas em 1303, sob a direção de Frei Pedro, do Mosteiro de Alcobaça. Credita-se ainda, a este soberano, o estabelecimento, nestes domínios, de um couto de homiziados, privilégio que visava atrair povoadores. Alguns documentos confirmam que este privilégio se encontrava em vigor ainda em fins do século XV.
No reinado de D. Manuel I (1495-1521), o Castelo do Sabugal encontra-se figurado por Duarte de Armas (Livro das Fortalezas, c. 1509), tendo recebido obras de beneficiação, concluídas em1515, conforme inscrição epigráfica sobre o portão principal. Este soberano concedeu o Foral Novo à vila em 1 de Junho de 1515.
No contexto da Guerra da Restauração, foram procedidas obras de modernização em sua estrutura, bem como posteriormente edificada a chamada Torre do Relógio.
No século XVII aí esteve detido o poeta e cavaleiro Brás Garcia de Mascarenhas, célebre pelas suas aventuras e pelo seu não menos famoso poema épico Viriato Trágico.
No início do século XIX, no contexto da Guerra Peninsular, aquartelou tropas inglesas e portuguesas que deram combate às tropas napoleônicas em retirada, sob o comando do general André Masséna (Abril de 1811). Posteriormente desguarnecido e abandonado, a sua praça de armas foi utilizada pela população da vila como cemitério, de 1846 a cerca de 1927. Os habitantes, nesse ínterim, passaram a retirar pedras das muralhas para reutilizá-las em suas construções.
No século XX, em 1911 procedeu-se a demolição da Igreja de Nossa Senhora do Castelo. Mais tarde, na década de 1940, o processo de depredação do monumento foi detido graças à atuação da Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), que promoveu ampla campanha de obras de consolidação e reconstrução.
Entre 1993 e 1994 uma nova campanha de trabalhos de restauração, procurando devolver ao monumento as suas feições originais. Mais recentemente, comprovando-se a existência de fissuras nas paredes e a derrocada parcial de elementos de um dos torreões da barbacã e de algumas ameias (1999), no alvorecer do século XXI, a DGEMN lançou um concurso para o restauro e consolidação das muralhas e torres do castelo, assim como a construção de um anfiteatro ao ar livre e das respectivas instalações de apoio (2001). Os trabalhos desenvolviam-se entre 2003 e2005, quando se previa a reabertura do monumento ao público.
Em posição dominante na cota mais alta do terreno, ergue-se o castelo, que apresenta planta no formato quadrangular. O topo das muralhas, em aparelho misto de cantaria de granito e dealvenaria de xisto, é percorrido por um largo adarve, protegido por merlões, nos quais se rasgam troneiras cruzetadas. O adarve é acedido por quatro escadas internas. Os muros são reforçados por três sólidos torreões nos ângulos, e por um quarto, localizado no centro do pano de muralha pelo lado sudoeste. Estas torres são rematadas por ameias piramidais, assim como a Torre de Menagem, de invulgar planta pentagonal, defendendo o portão principal. O interior desta última, em estilo gótico, é dividido em três pavimentos, com tetos abobadados e fechos ornamentados por escudos com as quinas nacionais. O compartimento superior é iluminado pelas portas que dão acesso a balcões misulados, com matacães.
Entre a torre de menagem e o torreão do ângulo leste inscreve-se um balcão ameado, vigiando a entrada principal da praça de armas. Inferiormente, na zona exterior, corre a cerca da barbacã - dispositivo defensivo que une e reforça as muralhas do castelo, igualmente rematadas por maciços merlões com aberturas de troneiras cruzetadas. Apoiam as suas muralhas dois pequenoscubelos circulares, abrindo-se próximo de um deles um pequeno portal de arco em ogiva.
A cerca da vila apresentava conformação aproximadamente oval, dela restando, atualmente, apenas pequenos trechos. Nelas se abria a Porta da Vila, próximo à chamada Torre do Relógio.
Reza a tradição que foi no largo deste castelo que se deu o famoso milagre das rosas tendo como protagonistas a Rainha Santa Isabel e o rei D. Dinis.
Fonte Wikipédia
Sabugal, Dezembro de 2012
Jorge Soares
publicado por Jorge Soares às 2013-05-22 21:42:26
publicado por Suspeita às 2013-05-22 21:31:01
Maria Teixeira Alves é jornalista e escreve num blog. Como jornalista desconheço o seu trabalho. Como blogger, gabo-lhe a capacidade de descompensar em cada post que escreve. Não é para todas!
O SAPO deu-me a oportunidade de, em duas semanas seguidas, ser brindada com a sua escrita! E que escrita! Não sei que outros assuntos são do seu interesse, mas a co-adopção por casais de pessoas do mesmo sexo está no topo! Aquilo fá-la vibrar! A um ponto que escreve o que lhe vem à cabeça. E à sua cabeça não vem grande coisa.
O facto de ser jornalista e, possivelmente, digo eu, ter alguma necessidade de recato na hora de opinar, assim como neutralidade e objectividade, já para não falar na verdade dos factos, não é problema para a Maria. Opina que nem gente grande! Ou será gente pequena?
O que me impressiona é sentir a castração de uma mulher que achará,certamente, que num casal formado por um homem e uma mulher, os papeis estão definidos pela biologia e pelo social, não havendo espaço para variações: à mulher cabe assoar o ranho, mudar a fralda, dar xarope e colinho (tudo no espaço privado, como manda a puta da etiqueta há séculos a esta parte) e ao homem, cabe levar o puto a jogar futebol, ensinar a jogar ao berlinde ou, possivelmente, iniciar na actividade taurina ou mesmo sexual (espaço público).
Não sei se ela conhecerá casais em que as tarefas são irmãmente divididas, em que cada um faz o que for preciso, mas desconfio que se conhecer vai também escrever sobre o assunto e cascar!
É por isso que se sente tão perdida ao analisar um casal constituido por duas pessoas do mesmo sexo: se são dois homens, quem dá o colinho? Quem muda a fralda? E se são duas mulheres? Quem leva o puto a encestar umas bolas ou a andar de triciclo? O mundo está perdido.
Maria não percebe que aquilo que lhe incutiram na cabeça, e que ela acha que é a base do desenvolvimento saudável e equilibrado de uma criança, mais não é do que um conjunto de estereótipos que ajudam a formar papéis sociais. Mulher faz isto. Homem faz aquilo.
Mas não é isso que criança precisa. Criança não precisa de uma mãe e de um pai porque um faz uma coisa e o outro faz outra e assim a família complementa-se e tudo corre como esperado. Criança precisa de um pai e de uma mãe porque estas serão as pessoas que estarão lá para o que der e vier. São a linha da frente. São quem ama. Quem protege. Quem educa. Quem diz não. Se em vez de um pai e uma mãe, forem dois pais ou duas mães, pouco muda. A linha da frente estará lá. E isso é tudo o que uma criança precisa.
Adopção, ao cuidado de to(...)
publicado por Jorge Soares às 2013-05-22 21:15:55
A propósito do post de há dois dias em que se falava da devolução de crianças, a Ana (muito obrigado) em resposta àquela mãe, deixou o seguinte comentário:
Em 2009 chegaram os meus filhos, também pela via da adopção, na altura o meu filho tinha apenas 5,5 anos e a minha filha tinha 2 anos. O meu filho com apenas 5,5 anos, bateu-me a mim, a todas as professoras que encontrou pelo caminho durante os 6 meses seguintes, pintou o cão da escola, bateu em quase todos os colegas da escola, arrancou inúmeros cabelos ás professoras, arrancou-me cabelos a mim, partiu coisas em casa, disse várias vezes que queria era estar na instituição, que lá é que tinha os amigos/as dele, etc.etc . Podia contar muito mais, mas acho que estes exemplos chegam. Desistir do meu filho nunca! Ele era mau por fazer isto e não gostava de nós? Não!
O meu filho é e sempre foi um doce, ama-nos acima de tudo, lembra-se da outra mãe? Claro que sim, falamos disso sempre que ele precisa, mas eu sei que ele me ama muito e não é porque o diz mas porque eu o sinto. Ele fazia todas aquelas coisas para nos testar, para nos levar até aos limites, para ver se também esta nova família o iria deixar novamente a ele e á irmã.
Cara Madalena, não corrigimos estes comportamentos dando todos os presentes que o meu filho queria, corrigimos aplicando regras desde o primeiro dia, aplicando castigos quer na escola quer em casa sempre que necessário, foi um primeiro ano de intensa luta entre nós, a escola e ele.
Quantas vezes me apetecia abraça-lo e tinha que o castigar? Quantas vezes lhe disse que fizesse o que fizesse mal, nós agora éramos sempre a família dele e gostávamos sempre dele e ele tinha que acreditar nisso. Não lhe consigo dizer quantas vezes foram, mas uma coisa posso garantir que não passa em 3, 4 ou 6 meses! Levou um ano ou mais até que o meu filho melhorasse radicalmente o seu comportamento!
Hoje (passaram apenas 4 anos), não temos uma queixa da escola, todos os dias ele tem que nos dizer que nos ama, que todo o coração dele é meu, que tem o melhor pai do mundo, que não se vai casar porque quer viver sempre nesta casa com os pais….(até já brincamos com ele, que se não sair para a casa dele até aos 30 anos saímos nós!!!!!!)
Cara Madalena, nós não temos que pagar sessões de psicoterapia para que os nossos filhos gostem de nós, temos que pagar um pedopsiquiatra para ajudar os nossos filhos a lidarem com o sofrimento deles e também para nos ajudarem a nós. Estas crianças, os meus filhos e as suas filhas o que mais querem é ter a certeza que vocês (nós) vão estar sempre aí para as apoiarem e amarem.
Agora deixo esta pergunta no ar : e se eu, durante os 6 meses do período de pré adopção tivesse desistido dos meus filhos? Acredite que também foi terrível! Nunca tal nos passou pela cabeça mas se tivesse acontecido, hoje não teria ao meu lado os Melhores Filhos do Mundo, com todas as preocupações que já nos deram e que sabemos que ainda vão dar! E o que teria sido dos meus Filhos com o peso de mais uma família a desistir deles?
Peço desculpa Jorge, por ocupar o seu espaço desta forma, mas não ficava bem comigo mesma se não apelasse à Madalena que deve procurar ajuda, existem pedopsiquiatras maravilhosos, mas não desista de amar estas duas crianças!
Ana
Um texto para reflectir, um texto que deveriam ler todos os candidatos à adopção e todas as pessoas que alguma vez pensaram em adoptar, é claro que nem todos os casos são assim, mas acreditem em mim, não há casos fáceis. E não, adoptar bebés não minimiza os problemas, nós adoptamos um bebé com um ano e basta procurar neste blog a palavra hiperactividade para se perceber como nada é fácil, mas não há a mínima dúvida, o amor pode sempre mais que qualquer tipo de problema.
Ana, não tem que pedir desculpa, eu é que agradeço as suas palavras.
Jorge Soares
publicado por mil sorrisos às 2013-05-22 20:57:25
A propósito desta reflexão, sinto necessidade de dar uma achega ao assunto. Tenho este blog há seis anos e sempre coloquei aqui fotos e até filmes caseiros da Laura. Achei, como acho, que as imagens são excelentes complementos das palavras e que até as substituem. Sinceramente, nunca pensei seriamente que esse ato de partilha pudesse, em algum momento, colocar em risco a segurança da minha filha. Se o achasse, não o faria, obviamente. O perigo poderá estar naqueles que estão mais próximos e que nem são, necessariamente, conhecidos ou íntimos da família. Se pensarmos nas escassas horas que os nossos filhos estão connosco, parecer-nos-à ridículo que se pense que uma foto os pode pôr em perigo. Relativemos as situações, por favor.
:o)
publicado por magnolia às 2013-05-22 13:05:37
A propósito disto devo dizer que apesar do assunto ser delicado e apesar de eu estar absolutamente a favor da luta de todos os que ganham o nosso vergonhoso ordenado mínimo, não posso deixar de louvar a atitude empreendedora do Martim e de achar que a Raquel Varela, não deve saber o que é não ganhar NENHUM dinheiro. Quem tem bocas para sustentar tem que ser muito ponderado na sua luta. É injusto, mas é o que temos no momento. Lutar sim e sempre, mas com assertividade.
Além disso, que culpa tem o Martim do estado do país? Ela nasceu há 16 anos, não contribuiu em nada para o estado caótico em que nos encontramos, e, pelo que está a fazer, está a ajudar a fomentar a economia. Muito melhor atitude do que o resto dos miúdos (e graúdos) que mesmo desempregados e contas para pagar se sentam no café a tarde toda ou andam a pedinchar carimbos, nunca perguntando por trabalho.
Estou com o Martim.
publicado por PR às 2013-05-22 12:57:14
Não adiar o amor. Uma reconciliação ou uma declaração. Não adiar mais um gesto que seja bom. Não parar na dificuldade, no medo, naquilo que não é o nosso coração a ditar, e que nos atemoriza. Não pôr nada de decisivo dentro de nós à espera tempo demais. Não adiar o viver a vida o melhor que se puder. Dar valor a quem gosta de nós, exercermos essa gratidão com humildade e autenticidade. Não adiar um mergulho no mar, dar as mãos a quem se ama, não dar nada nem ninguém por garantido, não adiar o dia em que se é honesto para sempre, sem trair mais ninguém , a começar por nós próprios. Não adiar o cheio da terra molhada de manhã, o brincar com os filhos, o ralhar-lhes quando é preciso. Não adiar mais aquele telefonema que estamos há que tempos para fazer a uma pessoa de que gostamos, seja qual for a forma desse gostar.
Não adiar o momento de dizer alguém que o amor começou ou acabou. O dizer bom dia. Não adiar nenhum dos lados da vida, porque a vida esgota-se e só Deus sabe o que virá depois, e se.
Hoje morreu o Pai de um meu grande amigo, daqueles de toda a vida; e dei comigo a pensar que passamos demasiado tempo distraídos na nossa bolha da pressa, da falta de tempo, da falta de atenção, da energia desperdiçada no acessório ou no que não interessa mesmo nada e, um dia, acabou. Quase sempre cedo demais, para as contas que fazemos. Viver em pleno é estar à altura dessa bênção, a cada dia.
Não adiar tudo o que pode fazer de nós melhores e bem aos que nos rodeiam. Que a vida não espera.
Um enorme abraço ao Pedro e à família neste dia terrível.
http://riscos_e_rabiscos.blogs.sapo.pt
publicado por Miss Pepper às 2013-05-22 12:36:38
...cá vos acolho nos meus braços para vos dar um Abraço do tamanho do mundo, cheio de carinho e amizade!
O meu Pimentinha abraçado ao seu peluche, mais conhecido por "pota", representa o meu abraço.
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publicado por magnolia às 2013-05-22 11:55:13
Começa hoje o Black & White - Festival Internaciona de Audiovisual, na UCP - Escola das Artes e eu vou lá estar! :)
Assim, deixo aqui a programação do dia 1.
Competição vídeo 1
(Hoje às 22:00)
“WARMTH” – Victor Asliuk - ESTREIA NACIONAL
(Bielorrússia, documentário – 20:00)
“THE FEAST” - Boris Seewald - ESTREIA NACIONAL
(Alemanha, experimental – 3:24)
“FOR THOSE WHO STAY” – Vasco Mendes
(Portugal, experimental – 3:26)
“NEST” - Tornike Bziava - ESTREIA NACIONAL
(Geórgia, ficção – 19:00)
“FROM DAD TO SON” - Nils Knoblich
(Alemanha, animação – 5:16)
“LOOKING FOR SOMETHING (PART ONE: A WINTER VISIT)” - Fjodor Donderer - ESTREIA NACIONAL
(Alemanha, experimental – 12:30)
(ENTRADA LIVRE)
Ver mais aqui.
publicado por Olga Cardoso Pinto às 2013-05-22 10:24:22
O calçado confortável tornou-se o eleito dos looks citadinos e casual dos fins de semana, sempre práticos e disponíveis em variados designs, dos quais a moda aposta para que as mulheres se sintam bem todo o dia.
Quem já não sofreu de dores e desconforto nos pés? Aqueles modelos fashion de saltos hiper altos que nos torturam horas a fio não trazem nada de bom à postura e deformam os pés - joanetes, unhas encravadas, calcanhares grossos e problemas nos tornozelos, são alguns sintomas referidos por muitas de nós que adoram usar saltos altos. Pensemos nos pés que suportam o nosso peso todo o dia, encafuados em calçado que por vezes não é fabricado com materias mais adequados, isto a somar à altura dos saltos e modelos que não abonam a saúde e higiene.
São muitas as marcas que nos disponibilizam designs e modelos giros de sapatos que, combinam com todo o estilo de roupa, sejam para trabalhar ou passear são uma alternativa saudável para disfrutar do seu dia a dia sem dores nos pés!

Modelos Aldo e Foreva de sapatos de salto baixo, conforto e moda aliados para se sentir confortável

Das coleções das marcas Zilian e Cortefiel, estes são os sapatos que pode combinar com qualquer look.
publicado por Jorge Soares às 2013-05-21 22:30:00
Raquel Varela perdeu uma (...)
publicado por Jorge Soares às 2013-05-21 21:29:10
publicado por Suspeita às 2013-05-21 21:22:53
Reportagem SIC sobre procissão de Virgem del Rocio, em Espanha: medo. Muito medo! O fanatismo religioso combinado com sangue espanhol faz aquele ritual parecer um treino militar de comandos que vão para cenário de guerra. Vi homens com ar zangado, vi outros a chorar de fúria e outros ainda a saltarem barreiras de dois metros com apenas um impulso.

Parafraseando Ricky Gervais, "Graças a deus que sou ateia"!
publicado por Tuga em Londres às 2013-05-21 21:22:00
Sempre me fez um bocado de confusão como neste país as estações televisivas funcionam quase todas com programação de meia hora. Ou seja, ali um bocadinho antes da hora certa e do minuto 30 está sempre a dar anúncios em quase todos os canais. Como geralmente só vejo televisão quando estou a jantar, apanho sempre com anúncios. Só queria ver algo na TV durante uns minutos para me entreter enquanto janto quer seja um programa de humor, imobiliária, culinária, documentário ou o que quer que esteja a dar com o mínimo de interesse, mas não é que estão todos no intervalo à mesma hora. Irritante! Seria de esperar que aparecesse um canal que apresentasse os programas em horários diferentes, mas não...
publicado por Jorge Soares às 2013-05-21 19:57:04
Provavelmente o post (pes(...)
publicado por Gaja às 2013-05-21 15:36:25
Muito se tem falado nos últimos dias acerca da adopção por casais homossexuais. Eis senão quando me deparo com um post (isto para quem o quiser ler na íntegra) de uma jornalista do Diário Económico de seu nome Maria Teixeira Alves.
Deixo apenas algumas pérolas:
Quero também dizer que quando as pessoas dão crianças a homossexuais, estão a dar-lhe dois pais ou duas mães e não estão a pensar nas crianças abandonadas, que têm o direito de ter uns pais substitutos o mais semelhante possível com a família biológica.
E quando me vêm com aquele argumento falso de que é melhor as crianças serem adoptadas por homossexuais do que estar em instituições eu pergunto. Porquê? Porquê é que a instituição é o pior que pode acontecer à criança? São maltratados lá? As instituições maltratam as crianças? Não cuidam delas? É diferente de uma família normal? É. Mas também os pais homossexuais são diferentes de uma família normal.
Pelo menos nas instituições não correm o risco de chegarem a adolescência e serem seduzidos pelos pais.
(Nesta frase confesso que me perdi e tive de reler umas 3 vezes para ver se aquilo estava mesmo escrito)
Portanto, cara Maria Teixeira Alves, acho que precisamos de esclarecer alguns pontos de vista.
Em primeiro lugar sugiro um exercício, o de estabelecer o conceito de família normal. Sim, vamos a isso, o que será uma família normal?
Vamos levar isto ao extremo da perfeição, boa? O de visualizar um pai com 1,80m, gestor de uma empresa de sucesso, um tipo porreiro que vai jogar ténis aos fins de semana e no final da tarde ainda tem tempo de levar os putos ao cinema. A mãe, uma estampa. Um caso de sucesso no mundo da decoração. Tão perfeita que chega a meter nojo. Sempre cheirosa na hora de deitar os seus meninos nos seus berços de 1300€ (fora os 200€ gastos em tecidos estampados)
Será isto? Secalhar é.
Vamos então negar a adopção por parte de casais gordos. Boa? Que chatice...duas baleias a irem buscar os miúdos à creche. Até parece mal, ocupariam logo na totalidade o hall de entrada impedindo as "famílias normais" de caberem no mesmo.
Vamos seguir esta ordem de ideias e impedir um preto de adoptar uma menina loira. Que horror!! A menina iria ser gozada toda a vida!!
E um paraplégico? Nem pensar! Depois não poderia correr com os filhos!E uma mulher a dias? Credo! E depois na hora de dizer a profissão da mãe na sala de aula, onde todos iriam ouvir!
Continuamos? Tenho mais exemplos. Não tenho é o dia todo.
Perguntei-me ao ler o seu post, que tipo de pais você teria. Que tipo de valores lhe transmitiram (alguns estão à vista). Que tipo de amor recebeu, Maria? Recebeu? Que tipo de família seria a sua. Normal?
Perguntei-me igualmente se teria filhos, Maria. Tem? Eu tenho, um.
Comecei a imaginar um cenário, que nestas coisas é sempre bom enfiar a cabeça na gola da camisola, da nossa, e olhar bem cá para dentro, dizia eu, imaginei um cenário, o do meu desaparecimento, o do meu marido, o da família mais próxima. Todos!
E vi o meu filho sozinho. Posso jurar que visualizei um deserto....só areia, tons amarelados, algum vento. E ele ali no meio. Sozinho.
No meu imaginário tinha duas opções: o de o ver partir em direcção a uma instituição de acolhimento ou em direcção de um casal homossexual. Não demorei muito a decidir e deixei a instituição de parte. Isto porque as instituições,em parte, fazem-me sempre lembrar as creches, onde é sempre muito giro estar lá umas horas mas não há nada que pague os olhos de alegria de uma criança ao ver quem a vai buscar ao fim da tarde.
Talvez seja isso que lhe faça falta, Maria Teixeira Alves. Ver, mas ver bem, os olhos de uma criança.
Nas manhãs submersas pela(...)
publicado por magnolia às 2013-05-21 14:18:22
Para relembrar os dias maravilhosos que passei a caminho de Santiago...
Nas manhãs submersas pela neblina, sou feliz
Ouço os meus passos, um depois do outro, cadenciados
Olho as paisagens que se descobrem aos poucos
As árvores acordam com os meus passos
Sinto o cheiro a terra húmida a impregnar o ar
Também o cheiro da resina perfuma a Terra
Percebo o silêncio a ser quebrado pelo chilrear dos pássaros
Ouço o som da água a cair por entre pedras e terra
Sinto a frescura da manhã azul na pele e na alma
Os meus passos levam-me para a frente, sempre para a frente
Depois o sol, tímido, a aparecer devagar lá ao alto
Sinto-o derramar a sua luz nas montanhas e nas pedras
E o seu calor em mim e em todos os homens da Terra
Caminho sem esforço mesmo carregando o peso da vida.
Sou feliz numa simbiose perfeita com a natureza pulsante
Sinto-me muito viva e o sangue a corre-me nas veias, célere
Impossível travar o sorriso que se me desenha nos lábios
Dentro de mim um lago sereno de sentimentos apaziguados
Mais um passo e outro e outro e depois outro.
Tantos passos e não sei quando chegarei ao destino.
Mas que importa o tempo? Nada. Não importa nada.
No Caminho o tempo não existe, nem precisa.
Não há pressa de chegar.
Dentro de mim vive a certeza de que chegarei. E basta-me.
Enquanto isso, em cada passo, sou feliz por pertencer à Terra.
cláudia moreira - escrevi estas letras quando cheguei do Caminho Central de Santiago em 2010
Para ouvir com atenção e (...)
publicado por magnolia às 2013-05-21 14:03:26
publicado por Activestresss às 2013-05-21 13:09:43
Tenho medo... muito medo!
Antes do grande abalo na minha vida eu não tinha medo de nada... ou seja, tinha medo de perder os meus Pais, mas essa possibilidade estava tão afastada na minha mente que quase não sentia medo.
Depois... bem depois percebi que embora tenhamos a ideia de que somos donos de nós próprios, não estamos imunes a nada... de repente, acontece um adeus, uma partida, um acidente, algo que muda a nossa perspectiva de vida.
Perder a Mónica foi muito mais do que perder uma Filha... foi perceber que sou uma mera imortal, rodeada de gente igualmente imortal... foi perceber que por muito que se lute a batalha pode ser perdida e que apesar de termos gente que nos ama, nada nem ninguém pode fazer seja o que for para travar...
Perder a Mónica foi perceber que sou um fantoche desta vida... que não se trata de querer muito...
Antes, a palavra Lutar tinha sentido, pois dava-me a falsa sensação que era eu que decidia a minha vida... depois, entendi que não era bem assim!
Viver 32 anos a pensar que sou dona da minha vida e num segundo perceber o quanto estava enganada é um choque brutal... daqueles que deixam feridas abertas para sempre...
No dia 4 de Janeiro de 2006 conheci o Medo... aquele Medo real... e esse sentimento ficou...
Conheci também a Culpa.... aquela sensação de poder ter feito algo que mudasse todo o rumo da história...
Viver com o Medo e com a Culpa é brutal... é estar sempre com a sensação de que basta agirmos num segundo incorrectamente para tudo mudar... a nossa vida, o nosso "eu".
A Agência onde trabalhava com afinco, um local que me dava a sensação de estar segura, fechou em Novembro de 2011... e aí voltou a sensação de Medo e até de Culpa... de frustação, afinal mais uma vez a palavra Lutar deixou de ter todo o seu sentido...
Arranjei emprego logo a seguir... um emprego que não tem nada a haver comigo, um local fechado, com pessoas fechadas, com idades avançadas... tão diferente da agência. Um local onde a minha pessoa era desvalorizada onde eu era somente um número. 1 ano e meio foi bastante para me ir abaixo... afinal tinha um emprego, era paga, coisa que hoje em dia existe tanta a gente a implorar... e eu ali, a rogar pragas por aquilo que o universo me tinha propocionado... voltou a Culpa.
Há mais de 1 ano que vejo a minha Mãe a definhar... e não consigo fazer nada... a sensação de impotência é enorme.
Olho para ela e verifico que o brilho dos seus olhos perdeu-se... a força enorme, que tantas vezes me impulsionou, está a perder-se...
Está internada desde hoje de manhã, cheia do tal Medo... eu e o meu Pai perdidos, no meio desta impotência de ver quem amamos a perder o brilho... o nosso Pilar!
Fiquei em casa... não fui nem vou hoje ao Hospital... fugi somente... não quero que eles me vejam neste estado, afinal eu sou a Sandra, aquela que tem força para tudo...
Confesso que, a escrever isto, estou finalmente a chorar... coisa que já não fazia desde a partida da Alzira... julgava que já tinha gasto todas as lágrimas, que perdido a capacidade de chorar...
Tenho Medo... sinto-me sozinha e pela 1ª vez na vida sem a capacidade de Lutar, só porque descobri, nestes últimos anos, que Lutar não chega...
Preciso de um abraço, preciso que me digam que vai correr tudo bem, que é natural que tenha Medo... preciso de desnudar tudo o que me vai na alma... como o fiz aqui e agora...
http://riscos_e_rabiscos.blogs.sapo.pt
publicado por Miss Pepper às 2013-05-21 11:23:48
publicado por magnolia às 2013-05-21 11:07:57
De 22 a 25 de Maio na Universidade Católica do Porto, decorre o Festival Internacional de Audiovisual Black & White.
publicado por Suspeita às 2013-05-21 10:19:53
Há dois anos encerrei conta num banco. Ou assim pensei eu....
Fui ao balcão e cancelei cartões e débitos directos que tinha agendados para aquela conta. Como eu e o Suspeito éramos os dois titulares, e ele não se podia deslocar ao banco para assinar papéis de encerramento da conta propriamente dita, o funcionário do banco informou-me que não havia problema porque estando a conta sem movimentos, ao fim de 6 meses encerraria automaticamente.
Há duas semanas recebo papel do mesmo banco. Tinha lá uma transferência de 71,40 Euros da Segurança Social. Não faço a mínima ideia aque corresponde este valor. Abonos do Suspeitinho? Talvez... Vou ao banco e pergunto como posso fazer para levantar aquele montante de uma conta que achava encerrada. Diz-me um funcionário que o valor que me pode agora ser dado é já de 54 euros porque o restante foi cobrado pelo banco em despesas de manutenção da conta! Mais quais despesas se a conta era suposto estar encerrada?!!
De funcionário para funcionário chego até aquele que, há dois anos, tratou comigo do cancelamento de cartões e suposto encerramento da conta. Pediu desculpa já que o erro foi dele, porque não sabia que, nessa mesma altura, estava já em vigor uma figura bancária que impedia o cancelamento automático das contas. Iria tratar de tudo para recebermos o valor (via transferência bancária) sem os cortes de despesas de manutenção, pedindo unicamente que eu e Suspeito fossemos ao banco assinar, FINALMENTE, o encerramento da conta! Assim fizemos. Tudo tratado. Achava eu...
Qual não é o meu espanto quando no dia a seguir chego ao multibanco e verifico que a transferência não era de 71,40 mas de 67,97 Euros!!! A diferença é de 3,43. Não é uma fortuna. Pois não é! Não vou a lado nenhum com aquele valor. Pois não vou. Mas é meu!
Ligo novamente para o banco e para o funcionário em questão. Há coisas que não valem pela questão monetária. Mas pelo princípio do bom senso e justiça. Explica então o dito bancário, como se fosse uma coisa absolutamente normal e legitima, que os 3,43 euros são despesas de transferência!!!!!!
Eu sei que sou um pouco dramática na análise das situações. Sou. E no momento em que ele me diz isso, imagino-me vestida à camponesa da Idade Média, rota, suja e esfomeada, de mão estendida, a pedir um pão ao dono da terra que me ameaça expulsar do casebre onde habito por não ter rendido o que era esperado. Porque, feitas as devidas diferenças, é disto que se trata: EXPLORAÇÃO E ROUBO!
O pobre do funcionário diz-me então que vai ele repor (do seu bolso) a diferença porque o erro foi dele (e não do banco)! Ao que parece o banco é uma entidade abstracta, onde humano não entra.
Os funcionários do banco trabalham bem. O banco tem lucro. Os accionistas ganham.
Os funcionários do banco erram (onde já se viu alguém errar?!). O banco até não perde nada. Mas cliente ou funcionário pagam.
Se isto não é uma nova espécie de feudalismo, vou ali e já venho.
Sim... chamem-me dramática e exagerada...
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publicado por outrosdias às 2013-05-21 08:00:46
que não me foi contada directamente mas em que eu fui a única pessoa a ter de abafar as gargalhadas:
- Nos meus tempos de estudante, durante a guerra do Golfo, dizia-se que havia Bagdad City, Bassora City e Apend City.
Adopção: de novo as crian(...)
publicado por Jorge Soares às 2013-05-20 22:55:16

Alguém me deixou o seguinte comentário neste post do Nós adoptamos
"Aprecio que tenha corrido tudo bem ao autor do blog, no entanto comigo não se passou assim...
Recebi dois irmãos de braços abertos para quem preparei tudo e dediquei muito tempo da minha vida á espera.
No entanto um dos irmãos (menina de 9 anos), cujo passado não era dos melhores e eu até já sabia, pois tinha suspeitas de abusos sexuais por parte dos pais), revelo-se se ainda pior.
Com o tempo soube que a menina não só tinha sido abusada pelo pai mas também pelo tio, ( com a indiferença dos pais), pois também soube que a sua irmã mais velha que vivia com a avó era filha do avô.
Isto tudo descobri á posteriorí, pois quando me foi apresentado o processo só me disseram que havia suspeitas, (no entanto estava tudo nos registos do tribunal que mais tarde tive acesso).
Acontece que a menina que esteve numa instituição cercade dois anos não teve qualquer apoio psicológico e que a sua preparação para a nova família foi apenas a psicóloga dizer-lhe que não precisava gostar dos pais novos tinha só de pensar que ia receber muitas prendas.
Escusado será dizer que a menina nunca gostou de nós e que desde que entrou na nossa casa só pedia que lhe dessemos tudo e fazia exigências tendo tornado-se até um bocadinho mal educada e pedindo coisas com alguma soberba.
Pois a resposta da segurança social foi que tinhamos que colocar a menina em apoio psicológico e psicoterapia.
Agora pergunto-me, sabendo a instituição de tudo isto e recebendo os subsidios do estado que como sabemos não são poucos, não deveria ter sido esta a colocar a criança em psicoterapia.... será legitimo pedir aos candidatos em pré-adoção que se querem ter uma menina que goste deles terão de lhe pagar sessões de psicoterapia...
Digo-lhe que estou prestes a devolver a menina pois esta de dia para dia vai estando pior, e como não lhe damos a prendas prometidas pela psicologa da instituição cada dia nos trata pior e como seus criados. ainda não a devolvemos só por causa da irmã mais nova que se adaptou bem a nós e que está muito bem integrada, e que sabemos que iremos perder se entregar-mos a mais velha.... e neste caso a culpa é de quêm? dos pais que esperam pelo menos uma criança que os trate bem e que não parta televisões de propósito e depois ainda se ria?
Será que as nossas instituições estão a funcionar devidamente ou só se interessam mesmo com os subsidios não se preocupando nada com as crianças que albergam nem as avaliando devidamente nem preparando para ter uma familia?
Antes de descriminar-mos quem devolve crianças deveremos pensar mesmo nas razões..... e não nos podemos esquecer que também existem crianças crueis e algo más."
Deixe lá ver se eu percebi:
Se tivesse sabido dos abusos sexuais não tinha aceite a criança, é isso? Ou seja, para a criança o facto de ter passado por uma experiência traumática como essa, torna-se um castigo, um motivo para ser retirada à família e um motivo para não voltar a ter família, é isso?
É evidente que também acho que a criança deveria ter sido acompanhada durante a institucionalização, mas isso não pode ser motivo nem para não ser adoptada nem para ser devolvida.
Repare, é de uma criança de 9 anos que estamos a falar, a senhora é uma adulta não é ela que tem que se esforçar para lhe agradar, é a senhora que se tem que esforçar para a conseguir cativar.
Não podemos exigir a uma criança de 9 anos que sofreu de maus tratos e abandono que não tenha problemas, nós adultos é que temos que aprender a amar essa criança apesar dos seus problemas.
Diz que a menina nunca gostou de si, e a senhora, dispôs-se a gostar dela apesar dos problemas?
Eu tenho dois filhos que estão a entrar na adolescência, naquela fase em que se acham donos do mundo e da verdade, há dias em que perco a paciência e já não sei que fazer, um é adoptado e hiperactivo, a outra é biológica e cheia de personalidade, há dias em que me sinto mesmo farto, em que também acho que eles são uns mal agradecidos e que não dão valor à família e ao esforço que fazemos por eles, acha que também os devo devolver?
Eu já disse isto e volto a dizer, não há motivo nenhum para se devolver uma criança, e quando isso acontece a culpa NUNCA é da criança, é sempre de quem a devolve e da equipa da segurança social que a entregou a quem não devia
Devolver uma criança é desistir de ser pai, é abandonar de novo e maltratar alguém que já foi abandonado e/ou maltratado, é dizer à criança que ela não serve para ser amada... e não há criança nenhuma que não mereça ser amada, há é pessoas que não sabem amar.
Eu sei que todos nós sonhamos com ter os filhos perfeitos, sei que muita gente que se propõe a adoptar idealiza os filhos perfeitos, amorosos e agradecidos porque alguém os aceitou, mas sabe uma coisa?, isso não existe.
Não há crianças perfeitas, e não as há entre as adoptadas ou entre as biológicas, cada criança é uma criança e cada caso é um caso, mas os adultos somos nós..e somos nós que temos que aprender a viver com os nossos filhos.
Se quer o filho perfeito, o melhor é desistir de tentar ter filhos
Jorge Soares

