AI DE MIM SE NÃO ANUNCIAR(...)
publicado por archote às 2013-05-19 07:01:44
I Coríntios 9:16 I Coríntios 9:15-20
Há dias, por motivos graves de saúde e para melhor servir a Deus, e em verdadeiro e honesto convénio com Ele, decidi entregar o pastorado da Igreja Evangélica Baptista de S. Brás de Alportel a um pastor mais jovem, mais saudável e, sem dúvida, mais capacitado.
No fim desse culto de sucessão pastoral, um jovem irmão veio ter comigo e perguntou-me:
- E agora, irmão, o que é que vai fazer?
- Pregar o Evangelho de Cristo, como o fiz nos últimos 63 anos.
- Mas entregou o púlpito da igreja...
- Sim, é verdade, entreguei a cátedra onde ensinei e preguei a Jesus Cristo crucificado pelos nossos pecados, mas Deus não me tirou o dom de pregar o Evangelho, pois, "ai de mim se não anunciar o Evangelho". A Boa Nova não se prega apenas dos púlpitos, nos templos ou nas praças, mas também conversando com as pessoas; ensinando tudo quanto Jesus nos ensinou; vivendo a mensagem pura que Jesus nos deixou; escrevendo e divulgando folhetos com a mensagem; divulgando a Santa Palavra de Deus; indo por toda a parte semeando a preciosa semente, que dará, no seu tempo, os preciosos frutos.
De tudo isto, só perdi a capacidade de pregar, ser arauto da Palavra em voz sonante. Tudo o resto, e é tanto, Deus deixou comigo para pregar o Evangelho a toda a criatura. Eu não posso deixar de anunciar o poder de Deus para a salvação do que crê - judeu, gentio, português ou chinês.
Pregar o Evangelho é algo que me consome desde a minha mocidade; algo que me tem gasto, mas que me tem dado as maiores e mais doces alegrias da vida. Por mil vidas que eu tivesse aqui na terra, queria gastá-las todas ao serviço do meu Rei, pregando o Evangelho da salvação, em obediência ao Seu santo mandamento - "ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda a criatura".
Parece que, por agora, por "imposição" da garganta, tenho que me calar, pelo menos por algum tempo, mas não deixarei de pregar o Evangelho, nem de ser obediente à visão celestial.


