publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 2013-05-20 09:00:42
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publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 2013-05-20 01:01:55
Por: Jofre de Lima Monteiro Alves
Última parte do trabalho dedicado aos párocos da Paróquia de Santa Catarina de Carvalho de Egas, freguesia do concelho de Vila Flor, desta feita com a relação dos respectivos sacerdotes em exercício entre as décadas de 1870 e 1910. Nessa altura, o padre Manuel António de Almeida Barbosa foi aquele que menos tempo esteve à frente da igreja matriz. No pólo oposto, com uma estadia de 12 anos como pastor de almas, destaca-se a presença do padre José Machado da Costa.
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Padre José de Almeida Morais |
Pároco encomendado |
1870 – 1874 |
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Padre António Trigo da Cunha Malheiro |
Pároco em comissão |
1874 – 1875 |
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Padre Francisco Joaquim Lopes de Matos |
Encomendado |
1875 – 1878 |
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Padre Joaquim José de Barros |
Pároco |
1878 – 1880 |
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Padre Albino José de Morais Ramos |
Pároco em comissão |
1880 |
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Padre Francisco António Enes |
Pároco encomendado |
1880 – 1882 |
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Padre António José Teixeira da Silva |
Pároco encomendado |
1882 – 1883 |
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Padre Francisco António Enes |
Pároco encomendado |
1883 |
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Padre Manuel António de Almeida Barbosa |
Pároco interino |
1883 |
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Padre João Machado da Costa |
Pároco |
1884 – 1898 |
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Padre José Machado da Costa |
Pároco |
1898 – 1910 |
Igreja Matriz de Santa Catarina de Carvalho de Egas, freguesia do concelho de Vila Flor.
publicado por Luís Alves de Fraga às 2013-05-10 10:11:22
Preocupa-me sobremaneira a forma como os governantes portugueses aceitam as imposições que lhes são feitas em nome de um equilíbrio orçamental e de uma dívida para a qual não contribuímos de consciência plena. Preocupa-me porque, dessa aceitação e do desejo de cumprimento rigoroso da imposição, resultam danos irreparáveis sobre as pessoas: desemprego, carências alimentares, dificuldades sanitárias, perda da habitação e aumento do sentimento de pouca importância social que resulta numa redução da auto-estima individual e colectiva.
Dia após dia, mais gente cai em situações de verdadeira calamidade e a indiferença dos governantes é impressionante. É impressionante a preocupação eleitoralista do ministro que se desloca ao local onde ocorreu um acidente em que perderam a vida duas ou três pessoas e o desprezo por todos aqueles que todos os dias se vêem mais perto da morte social por medidas desumanas.
Por onde andam os “bons sentimentos” cristãos ou meramente humanitários de uma gente que não tem rebuço em entrar num templo e fazer de conta que rezam a um Deus cuja espada punitiva os não fere com violência? Por onde andam as educações virtuosas de certos ministros, cujas progenitoras se gabam de lhes ter incutido na infância e adolescência? Está claro que estou a pensar num em especial!
O que eu e todos nós vimos é uma soberana e fria indiferença quando essa gente, que no peito transporta números e uma pedra em vez de um coração, anuncia, sem hesitar, a necessidade de deixar sem pão mais uns milhares de Portugueses.
Meu Deus – aquele Deus que ainda procuro dentro de mim e na compaixão dos meus semelhantes – porque permitis que os orçamentos sejam mais importantes do que os trabalhadores, as crianças, os velhinhos, os doentes?
Meu Deus, este materialismo dos nossos governantes e da troika, que lhes faz bárbaras imposições, não é muito mais perigoso do que o de certas doutrinas políticas cujo desejo é o da denúncia desta indiferença e correcção destes desvios?
Será que Vós, na Vossa apregoada infinita bondade e infinita justiça, encontrastes razões para nos castigar e fizestes destes governantes o instrumento da Vossa vontade? Será? Será que Vós, na Vossa infinita magnanimidade entendestes que se deve tirar aos desgraçados, que vivem do salário magro e da pensão, que resulta de uma vida de trabalho, para entregar aos gordos banqueiros mais fontes de riqueza e felicidade terrena?
Em consciência, não posso acreditar que o Vosso sentido de justiça seja esse, meu Deus! E não posso acreditar porque, segundo todas as doutrinas religiosas, fostes Tu o criador do Homem e deste-lhe a capacidade para desenvolver em si o sentido do humanismo.
Senhor, ilumina a mente dos meus concidadãos para que eles possam ver que a doutrina política materialista é esta e não outras que eles, os governantes, acusam de colectivistas para poderem ser eles os individualistas e roubarem-nos o pão e a dignidade. Ilumina os Portugueses para que, no momento próprio, saibam escolher entre os verdadeiros humanistas e os falsos.
Meu Deus, eu que não tenho por hábito rezar, deixo-Te aqui a minha prece matinal de hoje: permite que o humanismo prevaleça sobre a tirania do açambarcamento financeiro dos banqueiros e dos seus serventuários que nos governam.
PALRAM PEGA E PAPAGAIO, E(...)
publicado por Jofre de Lima Monteiro Alves às 2013-05-10 01:01:48
VOZES DE ANIMAIS: Parte I
Por: Jofre de Lima Monteiro Alves
A crer nos cientistas e nos escritores, todos os seres vivos têm necessidade de comunicar entre si por meio de sons e gestos, e os animais irracionais não são excepção na sua forma peculiar de comunicação e entendimento. A talho de foice lembro uma frase paradigmática do célebre escritor transmontano Trindade Coelho: «importo-me com os animais, por serem nossos irmãos inferiores – e porque nos servem, e porque nos ensinam, e porque nos amam e porque sofrem também».
Este texto não trata, com é óbvio, da natureza física do mundo animal. Foi uma cansativa recolha em alguns livros e dicionários disponíveis nas estantes da minha biblioteca para fazer uma – quase – completa listagem das vozes e onomatopeias dos animais desprovidos de razão, a começar pelas aves. Fica, portanto, como contributo para a matéria do conhecimento.
Bibliografia:
CASTELO BRANCO, Camilo – Novelas do Minho, 3.ª edição, Lisboa, Publicações Europa-América, 1999.
COSTA, J. Almeida; MELO, A. Sampaio e – Dicionário da Língua Portuguesa, 5.ª edição, Porto, Porto Editora, 1976.
GARCIA, Hamílcar de; NASCENTES, Antenor – Dicionário Contemporâneo da Língua Portuguesa Caldas Aulete, 5.ª edição, 2 volumes, Rio de Janeiro, Editora Delta, 1987.
HOUAISS, Antônio; VILLAR, Mauro de Salles – Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, 18 volumes, Lisboa, Temas e Debates, 2005.
LEMOS, Júlio de – Pequeno Dicionário Luso-Brasileiro de Vozes de Animais (Onomatopeias e Definições), Lisboa, Edição da Revista de Portugal, 1951.
MACHADO, José Pedro – Grande Dicionário da Língua Portuguesa, 6 volumes, Lisboa, Círculo de Leitores, 1991.
RIBEIRO, Aquilino – Aldeia: Terra, Gente e Bichos, Lisboa, Bertarnd Editora, 2010.
ABELHARUCO ou abelheiro: palra, pipia, pipila;
ABETARDA: grasna, grasnado, grasnido, grita;
ABUTRE: crocita, grasna, grasnado, grasnido, grito;
AÇOR: crocita, grasna, grasnado, grasnido, grita, pia;
ÁGUIA: crocita, grasna, grasnado, grasnido, grita, guincho, pia;
ALBATROZ: grita;
ALVÉOLA: cochicha, gorjeia, guincha, palra, palrear;
ANDORINHA: algazarra, canta, chalreia, chia, chiado, chilra, chilrada, chilreia, chirria, gazeia, gazeio, gorjeia, guincha, pia, pio, pipila, trila, trinfa, trissa;
ANDORINHÃO: crocita, pia, pio;
ARARA: berra, canta, chalra, chalreia, grasna, grasnado, grasnido, grita, palra, tarameleia, tramela.
Arco de Dom Dinis, na vila e freguesia Vila Flor, em Outubro de 2008. Fotografia de Jofre de Lima Monteiro Alves.