Dúvidas: todo o ser humano detentor de uma inteligência dita normal tem momentos cercados de incertezas. Eu tenho o hábito de as tentar resolver sozinha, porque penso que só eu posso encontrar uma resposta para os meus enigmas. Apesar de desabafar com algumas pessoas mais chegadas, gosto de tirar as minhas próprias conclusões e ser EU a escrever a história da minha vida. Eu sinto que se estou viva, é porque tenho lições para aprender e assimilar.
A minha batalha entre os sentimentos e o meu passado está a ficar mais branda. Tenho sentido que as minhas feridas estão a cicatrizar, mesmo que seja aos poucos e poucos. Admitir que errei e pedir perdão já pode ser um item riscado da minha lista de coisas por resolver. Estou numa estrada de auto-realização para me tornar uma mulher melhor, menos fria e mais consciente. Nem tudo são pêras doces, nem tudo é-me oferecido numa bandeja de prata. O meu coração é dono de algumas duvidas, mas uma coisa ele sabe: a felicidade está próxima. Ele só está à espera que a mente se combine perfeitamente com ele, para ambos se abrirem e confiarem nele. Aquele que quero acreditar que me vai fazer muito, mas muito feliz. Afinal de contas, posso ser dona de muitas confusões, mas nunca esqueço a cor dos teus olhos...azuis, cor do céu num dia de sol.
E a prof. enviou-me mail hoje a dizer que se calhar faz a avaliação formativa amanhã. Que bom. Era tudo o que eu queria. Ainda por cima ela é das que faz montes de perguntas. Lá tenho eu que ir estudar tudo e mais alguma coisa hoje.
Quando entrei para a faculdade, estava de rastos. Sentia-me um farrapo humano, a sangrar. Confiei numa pessoa que prometeu que nunca me desiludiria e que, apesar de saber que eu era frágil e que tinha um passado sombrio, traiu-me da maneira mais reles que eu já vi até hoje. Ficou-me cravado na memória a maneira como me partiste o amor, o carinho, a estima e a confiança por ti. No primeiro dia de aulas acreditava que a palavra «amo-te» era estúpida, nojenta e carregada de dor. Custou ver que o nosso plano de sermos caloiros juntos, de irmos à nossa primeira serenata, de irmos viver juntos esfumou-se da tua memória quando resolveste apunhalar-me. Fizeste com que eu me fechasse para o Mundo Real, porque eu já tinha muitas companhias, memórias desagradáveis: os fantasmas do meu passado. Prometi que iria acabar os dois primeiros anos de licenciatura e depois iria estudar para o estrangeiro ou para uma faculdade fora do Porto. Não me queria apegar a ninguém, sendo que não falava com ninguém da minha turma e passava os meus intervalos com auriculares nos ouvidos para não dar a oportunidade a ninguém de falar comigo. Passei dois longos meses nesta miséria, até o R. e a M. terem-me resgatado das sombras e quebrado aquela faceta de durona que tinha. A partir desse momento, aprendi a sorrir novamente, vivi a minha vida de caloira, trajei pela primeira vez, fiz novos amigos e apesar de todos as quedas que tive, consegui sempre levantar-me, desinfectar as feridas e sorrir, como uma criança travessa que esfola os joelhos. Mas agora o meu coração teima em querer sentir, em andar confuso e palpitante. E não falo do N., porque apesar de todas as peripécias, temos conseguido caminhar lado a lado. Conheci uma pessoa nova que anda a fazer-me questionar se vale a pena abrir novamente o coração, se vale a pena confiar novamente a esse nível...eu gosto muito, mas mesmo muito dele, mas as minhas memórias andam a misturar-se com os meus sentimentos, numa luta aonde eu ainda não vejo o fim. Se o passado é passado, porque gosta de me atormentar tanto o presente? Serei eu uma pessoa cobarde? Sim, admito que sim. O meu sentido de auto-preservação nem sempre me deixa ser feliz, mas foi o mesmo que me manteve sã e feliz durante este tempo todo. Ele pede-me que eu confie nele, porque pensa que eu não confio. Mas está errado, porque não é uma questão de confiança, mas sim de insegurança, medo de sofrer e, principalmente, não querer ver novamente o lado negro do amor. Preciso de luz, de clareza, porque não sei que rumo seguir. I'm lost.
Diagnosed with Stage IV thyroid cancer at 12, Hazel was prepared to die until, at 14, a medical miracle shrunk the tumours in her lungs...for now. Two years post-miracle, sixteen-year-old Hazel is post-everything else too post-high school, post-friends and post-normalcy. And even though she could live for 'a long time' (whatever that means) Hazel lives tethered to an oxygen tank, the tumours tenuously kept at bay with a constant chemical assault. Enter Augustus Waters, a match made at cancer kid support group, Augustus is gorgeous, in remission, and - shockingly, to her - interested in Hazel...
Encontrar uma agulha num palheiro é fácil: só temos de queimar a palha
Talvez haja coisas que não são tão difíceis como parecem à primeira vista; talvez as soluções sejam apenas menos evidentes do que o esperado.
Mais isto não signifique que tenhamos de sacrificar a "palha" em nome de uma agulha que pode nem ser tão valiosa como a achamos. Há que ponderar e decidir até onde estamos dispostos a ir e o que vale a pena sacrificar pelo caminho.
Há palheiros cuja palha é mais valiosa do que a agulha que lá dentro está escondida.