publicado por flordeliz às 2013-05-21 00:01:32
perfil público
sereamar
Seguir Perfil »http://fatimaemmim.blogs.sapo.pt
A ideia deste espaço é contar um pouco da minha ligação a este local tão especial... Qualquer dúvida, ou questão, coloquem.... farei tudo por responder...
A ideia deste espaço é encurtar distâncias... Tenho saudades vossas e de partilhar momentos com vocês... Adoro-vos...
Nome
Carla
Apelido
Afonso da Rocha
Data Nascimento
27-07-1975
Sexo
F
Localidade
Algueirão - Mem Martins
publicado por flordeliz às 2013-05-21 00:01:32
http://patriarca-do-fado.blogs.sapo.pt
Alfredo Marceneiro - As s(...)
publicado por Vítor Marceneiro às 2013-05-20 21:35:39
Alfredo Marceneiro fala dos seus estilos e dos pregões
Alfredo Marceneiro, apesar da fama que já ganhara e da aceitação que tinha como fadista, continuou a trabalhar no seu ofício. Os fados cantava-os por amor à arte, embora nessa época já existissem cantadores que ganhavam dinheiro como "negaças" nos Cafés de Camareiras e nos retiros. "Negaças" eram cantadores de menor nomeada, contratados especialmente para atrair, em despique, outros fadistas de maior fama.
E este era um acicate a que Alfredo não renúncia!
Os locais mais frequentados eram o Caliça das Pedralvas, o Bacalhau, ambos eles ali para os lados de Benfica, e ainda o Perna de Pau na Charneca, o Retiro da Severa (Luna Parque), Terraço da Cervejaria Jansen, Ferro de Engomar, Café Luso na Avenida, Castelo dos Mouros no Parque Mayer, Salão Artístico de Fados, Júlio das Farturas, Olímpia Clube, Boémia na Travessa da Palha, Solar da Alegria, José dos Patacos, etc.
Certo dia no "Cachamorra", Alfredo Marceneiro acompanhado pelo poeta Henrique Rego, de quem entretanto se tornara amigo e que tinha passado a ser o seu poeta preferido, foi desafiado por um grande fadista dessa época, Manuel Maria, para cantarem ao desafio ao som do Fado Corrido, tocado em «marcha». Alfredo aceitou e Manuel Maria cantou primeiro dando um estilo que passou a chamar-se de "Marcha do Manuel Maria" (nos fados clássicos o fadista escolhe o tom, para melhor poder improvisar o seu estilo). Enchendo-se de brios, Alfredo pediu que o acompanhassem no mesmo tom e improvisou de tal maneira que criou, também ele, um novo estilo. Nasceu então uma das suas mais lindas músicas: "MARCHA DE ALFREDO MARCENEIRO".
Deste desafio resultou ainda mais fama para Alfredo Marceneiro, que sempre cantou cultivando um estilo próprio, estilo esse que teve sempre reminiscências de «bailarico». Aliás, nas opiniões do guitarrista Casimiro Ramos e do grande fadista Filipe Pinto, todas as obras musicais do Alfredo têm um sotaque de «bailarico».
Foi com Casimiro Ramos, seu acompanhante á guitarra no Clube Olímpia, que Alfredo Marceneiro cantou um fado com versos de Carlos Conde, criando mais um estilo inédito. Nasceu mais uma das suas sensacionais músicas — "Fado Bailarico".
Outros estilos surgiram, o Fado CUF, o Fado Balada, o Fado Louco, o Fado Versículo Pierrot (improviso no fado menor), os Fados Alexandrinos, Lembro-me de Ti, Bêbado Pintor e o Laranjeira, o Fado Mocita dos Caracóis, o Fado Cravo, o Fado Pajem, o Fado Bailado, o Fado Cabaré. Aliás, Alfredo Marceneiro fazia questão de frisar: "— Nunca canto o mesmo fado da mesma maneira pois, em cada interpretação consoante o tom escolhido improviso e crio um estilo novo". Foi esta particularidade que, decerto, lhe granjeou a sua grande fama que ainda hoje perdura de «o maior estilista».
Como se pode verificar quase todas as suas músicas, Alfredo Marceneiro dá-lhes o mesmo título da letra que ele cantou pela primeira vez. Foi o "criador", como se dizia na época, isto porque havia o brio de cada fadista ter o seu repertório privativo.
Alfredo Marceneiro, teve o 1/326 como seu número de inscrição na SOCIEDADE DE ESCRITORES E AUTORES TEATRAIS PORTUGUESES, como sócio administrado. Eis algunspoemas que cantou e para tal "criou estilos" ou seja as suas músicas.
ALFREDO MARCENEIRO FOI O MAIOR ÍCONE DO FADO, FOI O MAIOR ESTILISTA DE TODOS OS TEMPOS, E AINDA É HOJE SEM MARGEM DE DÚVIDAS, CONSIDERADO O MAIOR CRIADOR DE MÚSICAS DOS FADOS CLÁSSICOS EXISTENTES.
FADOS REGISTADOS
Fado Aida
Fado Alexandrino Eu lembro-me de ti
Fado Alexandrino Bêbado Pintor
Fado Bailado (conhecido também como Estranha Forma de Vida)
Fado Olhos Fatais
Fado Bailarico
Fado Balada
Fado Cabaré
Fado Cravo (conhecido também como Fado Viela)
Fado Cuf
Fado Laranjeira
Fado Louco
Fado Marcha do Marceneiro
Fado Maria Marques (ou Vestido Azul)
Fado Mocita dos Caracóis
Fado Odéon
Fado Pagem
Fado Versículo Pierrot (conhecido também como Fado Menor em Versículo, ou somente Fado Versículo)
Alfredo Marceneiro - As s(...)
publicado por Vítor Marceneiro às 2013-05-20 21:23:13
Alfredo Marceneiro fala dos seus estilos e dos pregões
Alfredo Marceneiro, apesar da fama que já ganhara e da aceitação que tinha como fadista, continuou a trabalhar no seu ofício. Os fados cantava-os por amor à arte, embora nessa época já existissem cantadores que ganhavam dinheiro como "negaças" nos Cafés de Camareiras e nos retiros. "Negaças" eram cantadores de menor nomeada, contratados especialmente para atrair, em despique, outros fadistas de maior fama.
E este era um acicate a que Alfredo não renúncia!
Os locais mais frequentados eram o Caliça das Pedralvas, o Bacalhau, ambos eles ali para os lados de Benfica, e ainda o Perna de Pau na Charneca, o Retiro da Severa (Luna Parque), Terraço da Cervejaria Jansen, Ferro de Engomar, Café Luso na Avenida, Castelo dos Mouros no Parque Mayer, Salão Artístico de Fados, Júlio das Farturas, Olímpia Clube, Boémia na Travessa da Palha, Solar da Alegria, José dos Patacos, etc.
Certo dia no "Cachamorra", Alfredo Marceneiro acompanhado pelo poeta Henrique Rego, de quem entretanto se tornara amigo e que tinha passado a ser o seu poeta preferido, foi desafiado por um grande fadista dessa época, Manuel Maria, para cantarem ao desafio ao som do Fado Corrido, tocado em «marcha». Alfredo aceitou e Manuel Maria cantou primeiro dando um estilo que passou a chamar-se de "Marcha do Manuel Maria" (nos fados clássicos o fadista escolhe o tom, para melhor poder improvisar o seu estilo). Enchendo-se de brios, Alfredo pediu que o acompanhassem no mesmo tom e improvisou de tal maneira que criou, também ele, um novo estilo. Nasceu então uma das suas mais lindas músicas: "MARCHA DE ALFREDO MARCENEIRO".
Deste desafio resultou ainda mais fama para Alfredo Marceneiro, que sempre cantou cultivando um estilo próprio, estilo esse que teve sempre reminiscências de «bailarico». Aliás, nas opiniões do guitarrista Casimiro Ramos e do grande fadista Filipe Pinto, todas as obras musicais do Alfredo têm um sotaque de «bailarico».
Foi com Casimiro Ramos, seu acompanhante á guitarra no Clube Olímpia, que Alfredo Marceneiro cantou um fado com versos de Carlos Conde, criando mais um estilo inédito. Nasceu mais uma das suas sensacionais músicas — "Fado Bailarico".
Outros estilos surgiram, o Fado CUF, o Fado Balada, o Fado Louco, o Fado Versículo Pierrot (improviso no fado menor), os Fados Alexandrinos, Lembro-me de Ti, Bêbado Pintor e o Laranjeira, o Fado Mocita dos Caracóis, o Fado Cravo, o Fado Pajem, o Fado Bailado, o Fado Cabaré. Aliás, Alfredo Marceneiro fazia questão de frisar: "— Nunca canto o mesmo fado da mesma maneira pois, em cada interpretação consoante o tom escolhido improviso e crio um estilo novo". Foi esta particularidade que, decerto, lhe granjeou a sua grande fama que ainda hoje perdura de «o maior estilista».
Como se pode verificar quase todas as suas músicas, Alfredo Marceneiro dá-lhes o mesmo título da letra que ele cantou pela primeira vez. Foi o "criador", como se dizia na época, isto porque havia o brio de cada fadista ter o seu repertório privativo.
Alfredo Marceneiro, teve o 1/326 como seu número de inscrição na SOCIEDADE DE ESCRITORES E AUTORES TEATRAIS PORTUGUESES, como sócio administrado. Eis algunspoemas que cantou e para tal "criou estilos" ou seja as suas músicas.
ALFREDO MARCENEIRO FOI O MAIOR ÍCONE DO FADO, FOI O MAIOR ESTILISTA DE TODOS OS TEMPOS, E AINDA É HOJE SEM MARGEM DE DÚVIDAS, CONSIDERADO O MAIOR CRIADOR DE MÚSICAS DOS FADOS CLÁSSICOS EXISTENTES.
FADOS REGISTADOS
Fado Aida
Fado Alexandrino Eu lembro-me de ti
Fado Alexandrino Bêbado Pintor
Fado Bailado (conhecido também como Estranha Forma de Vida)
Fado Olhos Fatais
Fado Bailarico
Fado Balada
Fado Cabaré
Fado Cravo (conhecido também como Fado Viela)
Fado Cuf
Fado Laranjeira
Fado Louco
Fado Marcha do Marceneiro
Fado Maria Marques (ou Vestido Azul)
Fado Mocita dos Caracóis
Fado Odéon
Fado Pagem
Fado Versículo Pierrot (conhecido também como Fado Menor em Versículo, ou somente Fado Versículo)
publicado por flordeliz às 2013-05-20 01:20:01
ao topo do monte - Meadinha.
Gastamos pouco mais de duas horas, caminhando desde e até ao Santuário de Nossa Senhora da Peneda.
Mais que a beleza do lago artificial que nos brinda no alto, é a caminhada por entre a vegetação baixa e alta, bosque de carvalho, azevinhos, pedra, fendas de água a correr por paredes de pedra, pequenas poças, boas e bonitas vistas, encontro com vacas que pastam em espaços de difícil acesso, foi isto que nos deixou uma vez mais, felizes com a ousadia de ir ao encontro de locais que não são de visita, a não ser - caminhando.
Este local, uma vez mais, quase ficava por visitar. Chuva, frio e até neve. É esta a primavera que continua a teimar em nos surpreender.
Não parece, pois não? No entanto por aqui choveu toda a manhã. Aproveitamos uma aberta, mas a chuva voltou à nossa companhia ainda na subida. Por sorte, fizemos grande parte da descida com o céu a brindar-nos com o sol por entre as nuvens.
Um local a repetir a "brincadeira" se formos com tempo, ou gente com boa disposição.
Contrariados, nem a pé - nem de burro.
"Mais vale cavalo que me derrube que burro que me carregue "
http://patriarca-do-fado.blogs.sapo.pt
Alfredo Marceneiro - Os p(...)
publicado por Vítor Marceneiro às 2013-05-17 21:53:05
A primeira vez que Alfredo vai ouvir cantar o fado, em recinto adequado, foi na Rua do Poço dos Negros, no Beco dos Carrascos, onde actuavam conhecidos fadistas de então que, por serem gente de trabalho, cantavam por amor à arte. Os acompanhamentos musicais nessa época eram feitos ao piano, com bandolim, ou com guitarras.
Mas foi no «14» do Largo do Rato, antiga casa de jogo e que o dono transformou em «cabaret» quando os jogos de azar foram proibidos, que o jovem Alfredo começou a ser mais conhecido no meio fadista, sendo frequentemente convidado a cantar alguns «fadinhos», cujos versos ele mesmo improvisava. Outros versos que também cantava, letras de qualidade literária e poética muito fracas, eram adquiridos nos quiosques pelo preço de um vintém.
Aqui travou conhecimento com alguns dos poetas populares e grandes fadistas de nomeada daquela época, nomeadamente, o Britinho, estucador, o Soares, do Intendente, o Júlio Proença, estofador, o João Mulato, o Chico Viana, o Jorge, caldeireiro, o Fernando Teles e tantos outros, todos peritos de Fado, que não tardaram em ver no jovem Alfredo um verdadeiro fadista. Como manifestação desse reconhecimento começaram a dar-lhe algumas das suas criações poéticas para que ele as cantasse.
O fado era uma canção de revolta e/ou de amor. Era a história do operário que ficava sem uma perna, sem um braço, ou que era despedido e ficava na miséria, era a história da rapariga que vinha do campo e se perdia nas vielas, era a história do órfão abandonado. Era também a história do amor inflamado pela esperança ou pela desilusão.
É certo que havia letras de fados bastante «lamechas», mas Alfredo tinha a intuição natural de saber escolher de entre os melhores poemas que os poetas da altura escreviam, utilizando sempre o seu dom de bem-dizer e de correctamente dividir as orações gramaticais, o que decerto contribuiu, a par com o seu estilo musical, para a sua enorme popularidade.
As deambulações pelos retiros de Fado continuam e certo dia foi convidado para uma «patuscada» no Carioca da Trindade, mais conhecido por "Coimbra", situado no Largo da Abegoaria, hoje Largo Rafael Bordalo Pinheiro. Alfredo cantou e foi aplaudido com bastante entusiasmo, tendo havido alguém que, quando ele cantou o "Fado Dois Tons", com invulgar sentimento, não resistiu a ir abraçá-lo e, com os olhos rasos de lágrimas, apresentando-se, disse:
— Você não me conhece, mas de hoje em diante faço questão de ser seu amigo, pois comoveu-me profundamente ouvi-lo cantar. Chamo-me Manuel Rêgo, sou poeta, escrevo letras para fado e terei muito gosto em dar-lhe alguns dos meus poemas.
Assim começou uma amizade que durou anos, tendo Manuel Rêgo escrito para Alfredo Duarte alguns poemas para o seu repertório.
Quando Manuel Rêgo adoeceu, logo Alfredo, com outros elementos, lhe organizou uma festa de solidariedade, como homenagem ao poeta e amigo.
E num dia, que nunca mais esqueceu, disseram-lhe que o seu amigo Manuel Rêgo tinha falecido, vítima de uma «galopante». Sucumbido com a notícia, que lhe parecia inacreditável, Alfredo ficou de tal forma sentido que durante dois dias não saiu de casa.
Quando voltou à oficina, decidiu fazer uma cruz em madeira e foi ao cemitério colocá-la na campa onde jazia o amigo. Era uma homenagem singela, mas não a última pois continuou pela vida fora homenageando-o ao cantar os seus versos e, acima de tudo, mantendo-o bem vivo na sua memória, tal como vezes sem conta o referiu.
Eis o exemplo de um de fado, considerado patriótico, mas do género do que se escrevia após a primeira Grande Guerra Mundial.
" ASSOMO DA RAÇA "
Enquanto o Mundo, cobarde,
Precipita com rancor
Numa trágica odisseia,
Na escola, ao cair da tarde
O velhinho professor
Fala aos rapazes da aldeia!
«Sabeis vós o que é a guerra,
«Essa hecatombe terrível
«De que fala todo o Mundo?
«É ver os homens, na terra,
«Em luta medonha, horrível,
«Num ódio torvo e profundo!
«Vai-se p´ra a guerra contente,
«Patriotismo exaltado
«Na fé baixa da vingança!
«Mas, regressa-se descrente,
«Cego, doido ou mutilado,
«Velho, até, se foi criança...
«Contra a guerra e contra tudo
«O que no mundo a consente!
Brada o professor por fim;
Mas o CHICO miúdo,
Uns quatro palmos de gente
Levantou-se e disse assim:
«Seja a Guerra obra do mal,
«Duro flagelo, não nego,
«Diga-se o que se disser...
«Se alguém quiser Portugal
«Fique mutilado ou cego
«Eu tenho de defender!
E o gesto desse rapaz,
Que oito séculos de História
Obrigavam a falar,
Mostrou bem do que é capaz
O Povo de maior Glória,
LIVRE NA TERRA E NO MAR
© Vítor Duarte Marceneiro in “Recordar Alfredo Marceneiro”
Alfredo Marceneiro - Os p(...)
publicado por Vítor Marceneiro às 2013-05-17 21:00:59
A primeira vez que Alfredo vai ouvir cantar o fado, em recinto adequado, foi na Rua do Poço dos Negros, no Beco dos Carrascos, onde actuavam conhecidos fadistas de então que, por serem gente de trabalho, cantavam por amor à arte. Os acompanhamentos musicais nessa época eram feitos ao piano, com bandolim, ou com guitarras.
Mas foi no «14» do Largo do Rato, antiga casa de jogo e que o dono transformou em «cabaret» quando os jogos de azar foram proibidos, que o jovem Alfredo começou a ser mais conhecido no meio fadista, sendo frequentemente convidado a cantar alguns «fadinhos», cujos versos ele mesmo improvisava. Outros versos que também cantava, letras de qualidade literária e poética muito fracas, eram adquiridos nos quiosques pelo preço de um vintém.
Aqui travou conhecimento com alguns dos poetas populares e grandes fadistas de nomeada daquela época, nomeadamente, o Britinho, estucador, o Soares, do Intendente, o Júlio Proença, estofador, o João Mulato, o Chico Viana, o Jorge, caldeireiro, o Fernando Teles e tantos outros, todos peritos de Fado, que não tardaram em ver no jovem Alfredo um verdadeiro fadista. Como manifestação desse reconhecimento começaram a dar-lhe algumas das suas criações poéticas para que ele as cantasse.
O fado era uma canção de revolta e/ou de amor. Era a história do operário que ficava sem uma perna, sem um braço, ou que era despedido e ficava na miséria, era a história da rapariga que vinha do campo e se perdia nas vielas, era a história do órfão abandonado. Era também a história do amor inflamado pela esperança ou pela desilusão.
É certo que havia letras de fados bastante «lamechas», mas Alfredo tinha a intuição natural de saber escolher de entre os melhores poemas que os poetas da altura escreviam, utilizando sempre o seu dom de bem-dizer e de correctamente dividir as orações gramaticais, o que decerto contribuiu, a par com o seu estilo musical, para a sua enorme popularidade.
As deambulações pelos retiros de Fado continuam e certo dia foi convidado para uma «patuscada» no Carioca da Trindade, mais conhecido por "Coimbra", situado no Largo da Abegoaria, hoje Largo Rafael Bordalo Pinheiro. Alfredo cantou e foi aplaudido com bastante entusiasmo, tendo havido alguém que, quando ele cantou o "Fado Dois Tons", com invulgar sentimento, não resistiu a ir abraçá-lo e, com os olhos rasos de lágrimas, apresentando-se, disse:
— Você não me conhece, mas de hoje em diante faço questão de ser seu amigo, pois comoveu-me profundamente ouvi-lo cantar. Chamo-me Manuel Rêgo, sou poeta, escrevo letras para fado e terei muito gosto em dar-lhe alguns dos meus poemas.
Assim começou uma amizade que durou anos, tendo Manuel Rêgo escrito para Alfredo Duarte alguns poemas para o seu repertório.
Quando Manuel Rêgo adoeceu, logo Alfredo, com outros elementos, lhe organizou uma festa de solidariedade, como homenagem ao poeta e amigo.
E num dia, que nunca mais esqueceu, disseram-lhe que o seu amigo Manuel Rêgo tinha falecido, vítima de uma «galopante». Sucumbido com a notícia, que lhe parecia inacreditável, Alfredo ficou de tal forma sentido que durante dois dias não saiu de casa.
Quando voltou à oficina, decidiu fazer uma cruz em madeira e foi ao cemitério colocá-la na campa onde jazia o amigo. Era uma homenagem singela, mas não a última pois continuou pela vida fora homenageando-o ao cantar os seus versos e, acima de tudo, mantendo-o bem vivo na sua memória, tal como vezes sem conta o referiu.
Eis o exemplo de um de fado, considerado patriótico, mas do género do que se escrevia após a primeira Grande Guerra Mundial.
" ASSOMO DA RAÇA "
Enquanto o Mundo, cobarde,
Precipita com rancor
Numa trágica odisseia,
Na escola, ao cair da tarde
O velhinho professor
Fala aos rapazes da aldeia!
«Sabeis vós o que é a guerra,
«Essa hecatombe terrível
«De que fala todo o Mundo?
«É ver os homens, na terra,
«Em luta medonha, horrível,
«Num ódio torvo e profundo!
«Vai-se p´ra a guerra contente,
«Patriotismo exaltado
«Na fé baixa da vingança!
«Mas, regressa-se descrente,
«Cego, doido ou mutilado,
«Velho, até, se foi criança...
«Contra a guerra e contra tudo
«O que no mundo a consente!
Brada o professor por fim;
Mas o CHICO miúdo,
Uns quatro palmos de gente
Levantou-se e disse assim:
«Seja a Guerra obra do mal,
«Duro flagelo, não nego,
«Diga-se o que se disser...
«Se alguém quiser Portugal
«Fique mutilado ou cego
«Eu tenho de defender!
E o gesto desse rapaz,
Que oito séculos de História
Obrigavam a falar,
Mostrou bem do que é capaz
O Povo de maior Glória,
LIVRE NA TERRA E NO MAR
© Vítor Duarte Marceneiro in “Recordar Alfredo Marceneiro”
publicado por sonhoterumfilho às 2013-05-17 15:01:21
...felicidade maior do que percebermos que o/a nosso/a filho/a é uma criança nitidamente feliz?
Amo-te tanto minha filha!
Susana
publicado por mil sorrisos às 2013-05-16 21:54:38
publicado por mil sorrisos às 2013-05-16 21:35:25
Hoje sentou-se ao pé de mim e pediu-me "coisas da escola, mamã, vamos brincar às professoras". Fez contas de somar, algumas com dois digítos, mas nunca ultrapassando o 19, e escreveu os números de 1 a 100. A minha menina está crescida... Para rematar, fizemos uma coisa que já é uso, conjugámos alguns verbos. Eu digo a primeira pessoa do verbo desejado - por exemplo, eu canto - e depois digo os pronomes pessoais por ordem e ela vai conjugando tudo certinho. Hesita no vós, mas aí qualquer aluno do 3º ciclo tem hesitações. A verdade é que, nesta idade, consegue-se treinar muito coisa intuitivamente. Ela acaba por aplicar aquilo que domina em termos de oralidade em situações mais académicas como sejam o plural/singular, a conjugação verbal ou as rimas. A brincar, a brincar, a Laura vai desenvolvendo uma série de competências...
:o)
http://patriarca-do-fado.blogs.sapo.pt
Victor Viegas Costa - Hom(...)
publicado por Vítor Marceneiro às 2013-05-15 23:00:24
O nosso associadao Victor Viegas Costa, no dia do seu 75º aniversário quis dar aà sua prole, filhas, netos e genros uma sessão de fados para que sentissem, como ele sente, O FADO e a figura de ALFREDO MARCENEIRO.
O Video diz tudo, Viva o Fado, Viva Marceneiro e Viva o Victor Costa e todos os amantes do Fado.
http://patriarca-do-fado.blogs.sapo.pt
A Casa e o Leilão da Mari(...)
publicado por Vítor Marceneiro às 2013-05-15 19:25:30
A CASA DA MARIQUINHAS
Foram muitos os temas que Alfredo Marceneiro cantou, mas, de entre todos eles, houve um que teve grande êxito com versos da autoria do grande jornalista e poeta Silva Tavares e que foi, aliás, considerado o "ex-libris" das suas criações, " A Casa da Mariquinhas".
Todos os que o escutavam, eram unânimes em afirmar que os versos que Silva Tavares escreveu, quando cantados pelo Alfredo, "viam imagens reais". Marceneiro, numa ideia genial, decide demonstrar a todos que, também no seu ofício, é um mestre e na escala de 1/10 constroi em madeira a Casa da Mariquinhas, recriando todos os pormenores que são descritos nos versos do fado.
Alfredo Marceneiro canta
A Casa da Mariquinhas
"CASA DA MARIQUINHAS"
Vive com muitas amigas
Aquela de quem vos falo
E não há maior regalo
De vida de raparigas
É doida pelas cantigas
Como no campo a cigarra
Se canta o fado á guitarra
De comovida até chora
A casa alegre onde mora
É numa rua bizarra
É de aparência singela
Mas muito mal mobilada
No fundo não vale nada
O tudo da casa dela
No vão de cada janela
Sobre coluna, uma jarra
Colchas de chita com barra
Quadros de gosto magano
Em vez de ter um piano
Tem na sala uma guitarra
O tema " A Casa da Mariquinhas ", teve tal êxito, que levou outros poetas a se basearem nele, Linhares Barbosa, Carlos Conde e Dr. Lopes Victor, compondo outras versões igualmente cantadas por Marceneiro:
O poeta João Linhares Barbosa, escreveu:
Vítor Duarte Marceneiro canta
O Leilão da Mariquinhas
O LEILÃO DA MARIQUINHAS
Ninguém sabe dizer nada
Da famosa Mariquinhas
A casa foi leiloada
Venderam-lhe as tabuinhas
Ainda fresca e com gagé
Encontrei na Mouraria
A antiga Rosa Maria
E o Chico do Cachené
Fui-lhes falar, já se vê
E perguntei-lhes, de entrada
P´la Mariquinhas coitada?
Respondeu-me o Chico: e vê-la
Tenho querido saber dela
Ninguém sabe dizer nada.
Então o Chico apertado
Com perguntas, explicou-se
A vizinhança zangou-se
Fez um abaixo assinado,
Diziam que havia fado
Ali até de Madrugada
E a pobre foi intimada,
A sair, foi posta fora
E por more de uma penhora
A casa foi leiloada.
A Casa da Mariquinhas - O(...)
publicado por Vítor Marceneiro às 2013-05-15 19:06:29
A CASA DA MARIQUINHAS
Foram muitos os temas que Alfredo Marceneiro cantou, mas, de entre todos eles, houve um que teve grande êxito com versos da autoria do grande jornalista e poeta Silva Tavares e que foi, aliás, considerado o "ex-libris" das suas criações, " A Casa da Mariquinhas".
Todos os que o escutavam, eram unânimes em afirmar que os versos que Silva Tavares escreveu, quando cantados pelo Alfredo, "viam imagens reais". Marceneiro, numa ideia genial, decide demonstrar a todos que, também no seu ofício, é um mestre e na escala de 1/10 constroi em madeira a Casa da Mariquinhas, recriando todos os pormenores que são descritos nos versos do fado.
Alfredo Marceneiro canta
A Casa da Mariquinhas
"CASA DA MARIQUINHAS"
Vive com muitas amigas
Aquela de quem vos falo
E não há maior regalo
De vida de raparigas
É doida pelas cantigas
Como no campo a cigarra
Se canta o fado á guitarra
De comovida até chora
A casa alegre onde mora
É numa rua bizarra
É de aparência singela
Mas muito mal mobilada
No fundo não vale nada
O tudo da casa dela
No vão de cada janela
Sobre coluna, uma jarra
Colchas de chita com barra
Quadros de gosto magano
Em vez de ter um piano
Tem na sala uma guitarra
O tema " A Casa da Mariquinhas ", teve tal êxito, que levou outros poetas a se basearem nele, Linhares Barbosa, Carlos Conde e Dr. Lopes Victor, compondo outras versões igualmente cantadas por Marceneiro:
O poeta João Linhares Barbosa, escreveu:
Vítor Duarte Marceneiro canta
O Leilão da Mariquinhas
O LEILÃO DA MARIQUINHAS
Ninguém sabe dizer nada
Da famosa Mariquinhas
A casa foi leiloada
Venderam-lhe as tabuinhas
Ainda fresca e com gagé
Encontrei na Mouraria
A antiga Rosa Maria
E o Chico do Cachené
Fui-lhes falar, já se vê
E perguntei-lhes, de entrada
P´la Mariquinhas coitada?
Respondeu-me o Chico: e vê-la
Tenho querido saber dela
Ninguém sabe dizer nada.
Então o Chico apertado
Com perguntas, explicou-se
A vizinhança zangou-se
Fez um abaixo assinado,
Diziam que havia fado
Ali até de Madrugada
E a pobre foi intimada,
A sair, foi posta fora
E por more de uma penhora
A casa foi leiloada.
publicado por mil sorrisos às 2013-05-14 21:02:09
... há praticamente um mês que aqui não escrevo. E para se aperceberem melhor do que isso significa, digo só que já não tenho uma desdentada em casa, que visitámos (e adorámos!) recentemente a exposição da Joana Vasconcelos no Palácio da Ajuda, que já tenho ali uma resma de papéis (ainda por preencher, haja coragem!) para matricular a Laura no 1º ciclo, que tivemos umas seis festas de anos, que vou ao concerto do Bruno Mars em Novembro (é oficial), que a Laura anda perdida de amores pelo Daniel Guedes, que há outros 3/4 miúdos que andam perdidos de amores por ela
e que estou com saudades deste estaminé. É isto.
Voltarei em breve. Prometo.
:o)
ALFREDO MARCENEIRO - As C(...)
publicado por Vítor Marceneiro às 2013-05-13 18:46:25
As cegadas eram a maior diversão popular da época e até meados de 1926 constituíram a febre máxima da gente humilde
Em 1908, com dezassete anos, consegue almejar o seu grande sonho: sair numa cegada.
O papel que lhe é dado não é de grande destaque, pois os principais personagens são entregues aos mais experientes.
Como nas cegadas não era permitido a actuação de mulheres, este seu primeiro papel é de "travesti". Esta cegada foi adaptada de um filme mudo com o título " O Duque de Guise", pelo poeta popular Henrique Lajeosa, fazendo Alfredo o papel de amante do Duque.
Noutras cegadas entrou, mas a que mais o celebrizou, na época foi da autoria do grande poeta popular Henrique Rêgo, intitulada "Luz e Sapiência", que tinha como conceito poético um despique entre dois personagens: um Toureiro e um poeta — dois tipos diferentes de arte —, em que o poeta compara o matador de touros a um simples magarefe. No papel do poeta, Alfredo atingiu grande êxito, emocionando todos quantos o ouviram. É de realçar que, até ao fim dos seus dias, Alfredo Duarte ainda era capaz de recitar, não só todo o seu papel nesta cegada, como o dos outros intervenientes.
Alfredo teve sempre o gosto pela arte de representar e gostaria de ter sido actor profissional, mas a vida reservou-lhe outro destino. No entanto, ainda chegou a pisar um palco de teatro, só que ligado ao Fado, através da sua participação na opereta "História do Fado", que teve lugar no Coliseu dos Recreios, contracenando com Beatriz Costa e Vasco Santana.
© Vítor Duarte Marceneiro in “Recordar Alfredo Marceneiro”
http://patriarca-do-fado.blogs.sapo.pt
ALFREDO MARCENEIRO - As C(...)
publicado por Vítor Marceneiro às 2013-05-13 18:00:42
As cegadas eram a maior diversão popular da época e até meados de 1926 constituíram a febre máxima da gente humilde
Em 1908, com dezassete anos, consegue almejar o seu grande sonho: sair numa cegada.
O papel que lhe é dado não é de grande destaque, pois os principais personagens são entregues aos mais experientes.
Como nas cegadas não era permitido a actuação de mulheres, este seu primeiro papel é de "travesti". Esta cegada foi adaptada de um filme mudo com o título " O Duque de Guise", pelo poeta popular Henrique Lajeosa, fazendo Alfredo o papel de amante do Duque.
Noutras cegadas entrou, mas a que mais o celebrizou, na época foi da autoria do grande poeta popular Henrique Rêgo, intitulada "Luz e Sapiência", que tinha como conceito poético um despique entre dois personagens: um Toureiro e um poeta — dois tipos diferentes de arte —, em que o poeta compara o matador de touros a um simples magarefe. No papel do poeta, Alfredo atingiu grande êxito, emocionando todos quantos o ouviram. É de realçar que, até ao fim dos seus dias, Alfredo Duarte ainda era capaz de recitar, não só todo o seu papel nesta cegada, como o dos outros intervenientes.
Alfredo teve sempre o gosto pela arte de representar e gostaria de ter sido actor profissional, mas a vida reservou-lhe outro destino. No entanto, ainda chegou a pisar um palco de teatro, só que ligado ao Fado, através da sua participação na opereta "História do Fado", que teve lugar no Coliseu dos Recreios, contracenando com Beatriz Costa e Vasco Santana.
© Vítor Duarte Marceneiro in “Recordar Alfredo Marceneiro”
</
No Braga, os erros de ges(...)
publicado por flordeliz às 2013-05-12 21:34:30
António Salvador: «Ciclo vai fechar-se para algumas pessoas»
«Fica um sentimento de tristeza pelo clube e pelos adeptos. O futebol é isto. Quanto se tem tudo para conseguir um objetivo definido no início da época e não se consegue, é uma desilusão enorme. O que aconteceu hoje é um espelho de toda a época. Não se pode sofrer três golos em três minutos. Não se pode perder jogos como este que isso reflete-se na classificação. Pusemo-nos a jeito para que isto acontecer.»
É muito fácil fazer declarações de “tristeza” pelos resultados não alcançados.
Difícil é conseguir, semana após semana, manter espírito positivo e competitivo, assistindo a quem manda (presidente - António Salvador), a dispensar jogadores que entregou e prometeu à equipa técnica no início da época, para vir no final dos jogos em que não conseguiu os resultados pretendidos, fazer o papel do noivo enganado.
António Salvador - “Pusemo-nos a jeito para isto acontecer”
O senhor colocou a equipa sem ativos e queria o quê?!
Milagres?...
Ninguém faz omeletes se houver um galinheiro sem galinhas poideiras.
É muito fácil sacrificar os mesmos na comunicação social, transmitindo a velha mensagem de incompetência e falta de profissionalismo, quando a sua parte (a que realmente é responsável) era a que deveria ser recordada. Afinal, não terá sido a que mais mexeu com todos?
“Quanto se tem tudo para conseguir um objetivo definido no início da época e não se consegue”
Porque parece ter-se esquecido de algo. Deixo alguns factos relevantes para o fracasso da sua equipa, esta época:
Saída de Lima para o Benfica (2º melhor marcador do campeonato), com 18 golos marcados. Realço que esta se tratou de uma saída contra as promessas feitas aos adeptos e, sobretudo, equipa técnica no início da época.
Beto o guarda-redes titular do Braga que saiu para o Sevilha.
Ismaíli que foi para o Shakhtar, equipa que está em primeiro lugar no campeonato Ucraniano.
Ewerton que foi para o Anzi, equipa que ocupa o terceiro lugar no campeonato da Rússia.
Quero que fique claro que NÃO sou adepta do Braga. Mas tal não significa que as suas palavras não me façam pensar e acreditar que é muita presunção o seu sacudir de areia para os olhos de quem o bajula.
É muita falta de nível e caráter!
publicado por flordeliz às 2013-05-12 01:35:47
publicado por Vítor Marceneiro às 2013-05-11 14:00:46
Maria Margarida de Paula Bessa , nasceu em Lisboa.
Licenciada em Germânicas, Margarida Bessa começou por cantar em festas de amigos, m até que um destes, fez chegar à RTP uma cassete gravada em casa, foi o passaporte para concorrer ao Grande Prémio do Fado RTP em 1993, que venceu “exequo” com Luís Almada.
Exerceu o cargo de directora de marketing da Effem em Lisboa, mas a música falou mais alto, e decidiu optar pela carreira de fadista a partir do ano de 1995.
Edita em 1995 o seu primeiro álbum, o segundo álbum foi editado em 1997, em 2005, surge um CD, onde canta poemas de José Niza, que incluí 13 temas e Niza assina além de "Nocturnos", "Um olhar sobre Lisboa" (Maluda) que Margarida Bessa interpreta na música do Fado Franklin.
Acerca da fadista José Niza salienta o "belo timbre" e a "voz diferente", o que lhe dá "uma expressão e uma forma própria de cantar" onde se notam "algumas referências de Maria Teresa de Noronha".
Hoje divulga o seu repertório entre espectáculos e gravações, sempre com o maior acolhimento do público.
A sua grande paixão para além da música é a protecção aos animais domésticos abandonados.
(texto da própria)
Video-Clip, Martgarida Bessa canta:
Lisboa Vai, Lisboa Vem
Portugal...Será isto, que(...)
publicado por flordeliz às 2013-05-10 01:22:31
Portugal, através do olhar, eu te abreijo.
Entre, vocábulos que oiço e antevejo.
Eu testemunho, enlaçando com amor, o que é teu.
És tu, Portugal, que eu sinto, que desejo.
Sou eu, somos Nós, que te veneramos
com orgulho e lealdade.
Beijamos o mar,
enquanto o sol, nos toca o rosto.
No verde dos campos, entretemos o olhar.
Em consentida (in)genuinidade colorida de encantar.
- Portugal, nós te pedimos tão pouco!...
Que cada um: viva com dignidade
Ai Portugal, meu pobrezinho, menino, inocente.
Foste cobiça de doutos e vendilhões
E foram eles, que te dividiram em quinhões
Os mesmos de hoje, que te penhoram em fracções
E a Nós,os Outros, o que deixam?
Um grande legado de obrigações!
E é com escárnio que declaram
Que pela vida gastamos,
o que cada um,
amealhou com suor.
Quando ELES,
foram queimando e derretendo,
o que nunca foi deles,
ou um dia lhes pertenceu.
Ouvem-se vozes,
muitas vozes...
que vão zurrando:
O Burro foste tu.
O Burro és tu.
Nunca burro,
Virei a ser EU.
DyDa: SUSSURROS PARA ORELHAS DE BURRO
publicado por Vítor Marceneiro às 2013-05-09 14:00:24
MARIA ARGENTINA PINTO DOS SANTOS, nasceu em Lisboa, na Mouraria (freguesia do Socorro), a 6 de Fevereiro de 1926.
Desde 1950 que se mantém à frente do seu restaurante típico “A Parreirinha de Alfama”, também conhecida antigamente com (Cantinho da Amália), sendo considerada uma excelente cozinheira.
Argentina Santos só iniciou a sua carreira artística depois da abertura do seu restaurante, cantando com sucesso para os frequentadores da casa. De facto, graças à autenticidade das suas interpretações e a um estilo muito pessoal, logo se impôs como uma das mais dotadas e prometedoras fadistas da época, tornando-se desde então, muito apreciada como intérprete do fado clássico, na linha das cantadeiras afamadas do passado.
Pela Parreirinha de Alfama passaram as mais consagradas cantadeiras de fado, aliás as paredes estão decoradas com molduras com as fotos de todas elas. Homens só Marceneiro e Júlio Peres.
Os fados As Duas Santas (letra de Augusto Martins e música do Fado Franklin) e Juras (letra de Alberto Rodrigues e música de Joaquim Campos) foram, entre outros, grandes êxitos seus.
Gravou o seu primeiro disco em 1960 cantando conhecidas composições como Chafariz do Rei, Quadras (de António Botto), Naquela Noite, Em Janeiro, Amar Não é Pecado, Dito por Não Dito, Passeio Fadista, A Grandeza do Fado, Não Me Venhas Bater à Porta, Mágoas Com a Vida, Reza, Quadras Soltas e Os Meus Passos.
Tendo-se embora confinado às suas actuações na Parreirinha de Alfama e a uma ou outra intervenção em festas públicas e particulares, Argentina Santos não deixou, por isso, de se tornar conhecida e apreciada como cantadeira castiça.
Nas últimas décadas tem tido umas deslocações ao estrangeiro, onde também tem agradado.
Na 1º Gala dos *Prémios Amália Rodrigues, foi agraciada com o prémio carreira.
Em 2011 Argentina Santos, retira-se para a Casa do Artista.
Argentina Santos e Alfredo Marceneiro
Anúncio da "Parreirinha de Alfama" no Jornal a Voz de Portugal de Janeiro de 1959
em que se verifica que se apelidava também de (Cantinho da Amália)
Berta Cardoso, Alfredo Marceneiro, Lina Maria Alves (a fadista que há mais anos foi residente na Parreirinha) e o guitarrista Acácio Gomes
Caricatura de Argentina Santos da autoria
do Dr. Francisco Faria Pais
oferecida à Associação Cultural de Fado "O Patriarca do Fado"
Protegida por Direitos Autorais
Argentina Santos, entrou no filme "Fados" interpretando um "Fado Menor" .
Para a feitura do referido filme o erário público contribuiu com um milhão de euros, para considerar este apoio como de interesse de Lisboa, do Fado e de Portugal a EGEAC, fez várias exigências, destaco só os seguintes considerandos:
Há indicações que o filme foi visto por milhares de pessoas, foram includivé editados mais de 11.000 DVD, (não foram pagos os direitos de autor nem os direitos conexos).
Pergunto a quem viu o filme?.
Para além das imagens que são utilizadas em sistema de "chroma key" e só nos dois "telediscos" de CC, que poderão ou não identificar Lisboa, onde está a promoção á cidade?!
Em que locais da cidade foram feitas todas as filmagens, que como parece tinha sido acordado, inclusive sabe-se que acabou por ser montada nos estúdios em Madrid, uma réplica da "Casa de Fados" que havia no Museu do Fado, onde actuaram os outros intervenientes?!
Haverá mais perguntas a fazer, muitas mais, e não tenho dúvidas que venham a ser feitas, nomeadamente se o erário público já recuperou o dinheiro empregue face ao êxito apregoado do Filme, e já afirmado em jornais, que o investimento já estava recuperado e dar lucro... veremos.
Aqui estou a apresentar o videoclip inserido no filme em que a Argentina Santos canta... pasme-se, sobre um fundo de cor em imagem parada com 4 planos, ao invés do que a própria já confessou, e é de todo sabido, que seria filmada a cantar na sua casa " A Parreirinha de Alfama"!
Não uso toda imagem movimento, e uso só quatro "imagens fixas" exemplificativas de cada um dos planos.
Como é possível que os cineastas deste país estejam calados com tudo isto?
Como é possivel que alguém diga que este filme divulga Lisboa, que o Fado na sua essência, mormente o valor dos fadistas que nele entraram?
publicado por BECAS às 2013-05-09 09:32:57
Ora ontem fomos a consulta de rotina, porque eu geralemnte depois do inverno levo sempre a Bia a pedi.
Resumindo td ok. Pesa 18.800 mede 1.09 mt (cresceu imenso desde a ultima vez) e de resto estava tudo bem, tirando 3 aspetos.
A Bia deixou de beber leite praticamente, e passou a comer papa ao peq almoço, e a medica não concorda muito que ela coma papa diariamente, e eu confesso que não gosto muito tb.
Outro aspeto é que ela adora beber cevadinha, mas pelos vistos a instantanea não é a mais recomendada mas sim a cevada moida, de fazer na cafeteira e coar.
E por ultimo temos de ir ao dentista
, alias já marcamos a consulta.
Vai ser no mesmo espaço que é a consulta de pediatria porque la tb tem medico dentista com esta especialidade e é na mesma area para ver se não corre tão mal.
De resto estava tudo bem.
Agora aguarda-nos uma consulta que me assusta lool ![]()
publicado por flordeliz às 2013-05-09 00:25:10
Aquilo que nunca te direi,
Tu terias de entender
Aquilo que nem eu sei"
Fernando Pessoa
publicado por BECAS às 2013-05-08 12:26:14
Felizmente neste dia estava solinho e o tempo até estava razoavel, fizemos um bolinho para oferecer as nossas mães, e depois fomos aproveitar o solinho.
Na segunda feira tinhamos uma atividade na escolinha que era ir fazer yoga com os menino. E lá fui eu, não pode ser feita no parque porque chovia, mas foi feita na escolinha da Bia.
Foi divertido, se bem que muito pouco silenciosa, porque os miudos não se calavam, mas pronto foi bom, e mais uma vez fiquei com ideia que o yoga cansa muito mais que a aerobica.
No final tivemos direito a uma rosinha, a hortinha feita na caixa de morangos que tinhamos levado.
A minha horta tem salsa, hortelã - limão e tomilho.
E ainda vi a minha caricatura que a Bia desenhou-me e depois tinha la escrito que gostava muito de mim porque eu brincava com ela. ![]()
publicado por flordeliz às 2013-05-08 02:48:28
Como cuidar (AUMENTAR) do(...)
publicado por flordeliz às 2013-05-08 01:14:27

