publicado por onesmileonelife às 2013-06-18 21:17:05
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Tiago
publicado por onesmileonelife às 2013-06-18 21:17:05
Música » Outubro (Nessieo(...)
publicado por raquel às 2013-06-18 16:07:56
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publicado por Andrusca ღ às 2013-06-18 14:11:36
Capítulo 20
As masmorras do palácio eram escuras e húmidas. As celas já estavam ferrugentas e velhas, mas mesmo assim era quase impossível escapar-se de lá. Eram grandes, no entanto, e eles tinham sido todos postos na mesma. William encontrava-se encostado às grades, ainda a reviver as últimas horas; Raj estava de pé, perto da minúscula janela que estava ao nível do chão do jardim, batia irrequietamente com o pé e esforçava-se por olhar apenas para a rua; Eresm e Quorq estavam ambos encostados a uma das paredes, enquanto Samantha, a única sentada, estava no outro extremo com a cabeça apoiada nas pernas encolhidas, sendo observada por eles. Tinha sido a noite mais longa da vida de todos.
- Então… - Eresm foi o primeiro a dizer a primeira palavra desde que tinham sido trancados naquele sítio, há horas – você é o Samuel?
Samantha levantou a cabeça e olhou para ele, formulando um sorriso triste.
- Sim, sou o Samuel – confirmou.
- Enganou-nos todo este tempo – murmurou Raj, como se pensasse para si.
- Peço desculpa, eu sei que… Queria apanhar o Marx, não sabia como… E acabei por fazer asneira.
- Sim… pois acabaste – pela primeira vez o príncipe abriu a boca e voltou-se para eles. Samantha mal reconheceu o seu olhar, mesmo debaixo daquela fraca luz. Estava negro, raivoso, nu de qualquer bom sentimento. Ela conhecia bem aquele olhar, tinha-o visto ao espelho por anos.
- Eu sei – disse, levantando-se – Mas se eu…
- O meu pai está morto, Samantha! – Gritou William, para espanto de todos, fazendo-a saltar de susto – Não há mas “se” nenhum, acabou tudo! Ele está morto, e nós somos a seguir. É tudo por tua causa!
Ela ficou estática a olhar para ele enquanto os outros trocavam olhares entre si.
- O quê? Foste tu que quis que me expusesse! Se não fosse por ti nem sequer tinha ido àquele maldito baile e nada disto tinha acontecido! Porque o Marx não tinha tido um pretexto para saber que estava viva! – Ela não se conteve, já levantada elevou também o tom de voz, fazendo com que os soldados se começassem a sentir um pouco a mais naquela discussão.
- Não para começares uma guerra! Não para isto. Só te queria mostrar como a tua vida podia ser. Só queria que viesses para casa. Mas tu não sabes o que “casa” significa, nem “família”. Nunca tiveste uma, como é que havias de saber?
A mão de Samantha voou de encontra à bochecha de William e embateu nela com tanta força que deixou a sua marca avermelhada. Não tinha pensado, tinha sido um acto involuntário, mas não se arrependia de o ter feito. Os três soldados ficaram estáticos perante aquela cena.
- Não sabes do que estás a falar – afirmou, com um tom já mais baixo mas claramente chateado – Como é que ousas dizer-me isso?
- Não? Então, por favor, explica. Chamas “família” àquele traidor que nos entregou, é isso? É ele a tua família? Porque chegaste aqui com uma grande conversa sobre um traidor na casa do rei, quando foste tu própria que o puseste cá dentro! Parabéns Samantha, a tua vingança está a deixar um rasto de morte, e sofrimento, que podes até vir a superar o Marx.
Os olhos da rapariga encheram-se de lágrimas que ela não autorizou que saíssem. Ele podia ter dito de tudo, mas nunca aquilo. Nunca compará-la ao homem que lhe tirara tudo.
- És mesmo um imbecil, William – murmurou, com um tom triste, enquanto abanava a cabeça – Sim, o teu pai morreu, e sim, esta vida não presta, e talvez isto seja culpa minha, mas um amigo nunca me diria o que tu acabaste de me dizer.
- Tu não queres amigos. Só queres a tua vingança.
Ela virou-lhe as costas e voltou para o seu canto, sentando-se de cabeça erguida a olhar para o tecto. O ambiente tornou-se ainda mais pesado, um cego podia ver a mistura de angústia e raiva que ia dentro daquela cela.
Eresm ainda pensou em dizer qualquer coisa para tentar aliviar o clima, mas achou por bem esperar mais um pouco, para que eles tivessem tempo de se acalmar um pouco sozinhos; Quorq pensava em como aquela rapariga tinha coragem, de se mascarar de homem, de falar como falou ao príncipe e de lhe bater; Raj não sabia o que pensar de toda a situação, não sabia se havia de admirar Samantha, de se sentir traído, ou de se limitar a pensar que daí a momentos todos podiam estar a caminho da forca.
- Acham que eles nos vão deixar aqui a apodrecer? – Perguntou Quorq, ao fim de longos minutos de silêncio de cortar à faca.
- Não – foi Samantha, para surpresa de todos, que lhe responder – Ele vai querer assistir à nossa desgraça. Já vi isto acontecer, em casa.
- Como é que sobreviveu àquela noite? À Noite Negra? – Perguntou Raj, intrigado.
- Por favor, quando era o Samuel tratavam-me normalmente, agora não quero formalidades. Sou a mesma pessoa, só que agora chamo-me Samantha. Consegui escapar, tive sorte.
Do outro lado do corredor uma velhota já fraca espreitou e, perante a vista daquela rapariga, abriu a boca de espanto.
- Psst – fez, captando a atenção da cela à frente da sua – Tu és a Samantha? De Walcaster? Sobreviveste?
Samantha franziu as sobrancelhas e levantou-se, aproximando-se das grades.
- Quem é você?
- Só uma velha sem valor – murmurou a mulher – Se estás viva, e o Marx já sabe de ti, é porque ele ainda não encontrou o que queria. Ele foi à Casa dos Kendric para procurar algo muito poderoso, algo que…
Nesse mesmo instante a porta abriu-se e poucos dos guardas de Marx entraram, mandando logo a mulher calar-se, deixando o resto da conversa no ar. Abriram a cela onde eles estavam e disseram-lhes para sair, escoltando-os para fora dos calabouços.
O que acham que o Marx procurava?
E o que vai acontecer agora?
Por favor comentem
publicado por ariana às 2013-06-18 00:06:08
Ambiciono enroscar-me no casaco de lã e escrever tanto quanto os meus dedos tolerarem, não aceito desinspirações nem resistências fisiológicas e, muito menos, imposição de horários.

publicado por charlotte às 2013-06-17 22:36:15
Na minha escola os exames decorreram sem problemas. Às 9h da matina já estava à porta da sala onde ia ter o teste à espera de ser chamada e, apesar de toda a confusão de assinar papéis compromissivos em como não tinha comigo nenhum suporte digital e tecnológico e a questão do frio que se fazia sentir na minha sala por não se poderem fechar as portas, tudo correu na normalidade.
Nunca gostei de Ricardo Reis, mas estou grata por ter saído isso no lugar de Mensagem ou Lusíadas... Confesso que estudei e me foquei mais nas obras literárias, pelo que não fui muito bem preparada, mas vamos lá ver o que sai daqui.
publicado por Jessie às 2013-06-17 22:27:49
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publicado por Andrusca ღ às 2013-06-17 19:45:35
Capítulo 5
Os Desejos * Parte 2
O rapaz olhou para Chelsea e depois dirigiu-se à secretária cheia de livros, começando a folhear o que estava por cima.
- Will, não aguento isto – Murmurou a rapariga, pousando a lâmpada com o génio em cima da cama e dando poucos passos até ao loiro – O tratamento do silêncio depois dos berros é ainda pior do que se tivesses continuado a berrar.
- O que queres que diga mais? Não importa o que diga, vais sempre fazer aquilo que queres – disse ele, sem retirar o olhar do livro ao qual não prestava a mais pequena atenção.
- Pensa o que seria se fosse contigo. Ias mesmo deixar aquela rapariga ser maltratada por tua causa? Por favor, tenta entender – implorou ela, tocando-lhe no braço – Will, põe-te na minha situação.
- Já pus – afirmou, voltando-se para ela e olhando-a nos olhos pela primeira vez desde que lhe tinha ralhado – E acho que não estás bem. Passei o Verão a tentar convencer-me de que estavas, mas nunca acreditei realmente nisso. E depois, quando me bateste à porta lavada em lágrimas obtive a confirmação do que já pensava.
- É verdade que não ando nos melhores dias, mas…
- E acho que isso te torna menos apta para o que tens que fazer. Acho que faz com que penses menos nas coisas que tens para fazer, que te torna demasiado vulnerável. E a pior parte é que não sei como te arranjar.
A rapariga ficou incrédula por poucos segundos.
- “Arranjar”?! – Perguntou, largando-lhe o braço e afastando-se lentamente dando poucos passos para trás. Will percebeu aquilo que tinha dito e fechou os olhos com força ao mesmo tempo que suspirou.
- Não foi isso que quis dizer – tentou explicar.
- Eu não sou um brinquedo que possas arranjar – disse Chelsea, com a voz firme mas as lágrimas à beira de caírem – Vim até ti porque achava que podia confiar em ti, e não para te passar a responsabilidade de me arranjares. Desculpa se ver o meu irmão morrer me deixou um bocadinho fora do normal – disse, sarcástica – Lamento imenso que o facto de ter perdido o Jensen e a Cassie, e de me sentir tão imprestável, seja um fardo para ti Will. Sabes que mais? Tens razão. Eu não sou apta para este trabalho – ela encolheu os ombros e Will abriu a boca para falar, mas ela não deixou – Talvez os Guardiães devessem tentar arranjar uma maneira de ressuscitarem a Faith, já que ela era tão perfeita e equilibrada.
- Não foi isso que quis dizer Chelsea – disse ele uma vez mais.
- Sabes que mais? Eu estou… - a ruiva suspirou e agarrou na lâmpada, saindo do quarto e dirigindo-se à porta de saída, da qual parou à frente – estou cansada Will, foi um longo dia e só quero ir para casa. Adeus.
- Chel… - ela não lhe deu tempo para falar, fechou a porta e começou a descer as escadas rapidamente.
Começou a caminhar apressadamente pelas ruas já com os candeeiros acesos e não quis pensar mais em Will, nem em Jensen, nem em qualquer outro assunto que a pudesse pôr à beira de um ataque de choro. Não queria chorar, queria ser forte, tinha que se aguentar.
Quando chegou a casa já estavam todos prontos para jantar, por isso foi pôr a sua mala e a lâmpada no quarto e depois juntou-se à família para comerem. Margaret foi a última a sentar-se, pois, como sempre, esqueceu-se dos guardanapos e teve que os ir buscar.
- Então meninos, como correu a escola? – Perguntou Norman, levando uma garfada de peixe à boca.
- Bem – respondeu Richard – Fiz um exame hoje, foi mais difícil do que estava à espera, mas acho que me safei bem.
- Ainda bem. Então e tu filha? Estás tão calada… - disse Margaret.
- Correu bem – limitou-se a filha a responder-lhe para, em seguida, continuarem a comer. Margaret e Norman andavam preocupados com ela desde que aparecera em casa com todas aquelas feridas e hematomas, e não eram os únicos. Richard e os seus amigos também estavam. Mas Chelsea continuava a dizer-lhes para não se preocuparem.
Depois do jantar Richard convidou a irmã para irem dar uma volta, mas ela preferiu ficar em casa, sentia-se exausta. Subiu para o quarto e tomou um duche rápido, vestindo o pijama em seguida. Depois tirou a mala de cima da cama e pô-la dentro do roupeiro, mas depois ficou a olhar para a lâmpada sem saber bem onde a pôr. Na verdade já se tinha esquecido que a tinha.
- Para onde estás a olhar? – Assustou-se ao ouvir esta voz inesperada, e depois tirou a tampa da lâmpada para olhar lá para dentro e ver Otto, muito pequenino, a olhar para ela de braços cruzados – Estava a ver que nunca mais. Vá lá, deve haver alguma coisa que queiras… não há? Talvez devolver umas memórias a umas certas pessoas…
- Como…? – Chelsea sentou-se na cama com a lâmpada ao colo, e falou directamente para Otto.
- Ora, os demónios também gostam de fofocas, Defensora. E a palavra que corre é que apesar de teres destruído duas Bruxas, as coisas acabaram por não ficar muito bem para ti. Pensa, se me deres permissão para sair desta lâmpada, posso tornar os teus desejos realidade. Só precisas de duas palavrinhas: eu desejo. O que desejas? Basta dizeres, está feito.
Chelsea engoliu em seco. Se ao menos fosse assim tão simples. “Eu desejo que todos eles se lembrem de tudo e que as Bruxas sejam todas destruídas e que possa viver descansada”, ela sorriu com este pensamento, mas depressa o tirou da cabeça. Os desejos são para serem alcançados, e não dados de bandeja.
- Otto, cala-te – mandou ela, suspirando – Eu não vou fazer desejos nenhuns. E agora quero dormir, por isso não faças barulho.
Pôs a tampa na lâmpada e pousou-a em cima da mesa-de-cabeceira. Deitou-se bem aconchegada e desligou a luz, fechando os olhos em seguida. Estava prestes a adormecer quando Otto recomeçou a tagarelar, e ela, uma vez mais, mandou-o calar-se porque queria descansar. Mas estiveram nisto a noite toda. Génios não dormem, e Otto queria alguém com quem conversar antes de ficar fechado num sítio para todo o sempre. Claro que Chelsea só pensava no teste que teria amanhã e que não tinha estudado, e por isso, o máximo que podia fazer, era descansar ao máximo.
Quando o despertador tocou, a ruiva ainda não tinha dormido absolutamente nada. Desligou-o e arrastou-se para a casa de banho, a resmungar para si mesma, enquanto Otto cantarolava uma música dos anos oitenta pela sétima vez seguida.
Chelsea passou a cara por água e encarou-se ao espelho. Estava lastimosa, ainda tinha uma expressão pior do que quando tivera a luta com Jecek. Tinha umas olheiras do tamanho do mundo.
- Nem toda a maquilhagem do mundo me melhorava o aspecto… - murmurou ela.
Mas decidiu tentar na mesma. Depois de se vestir, colocou alguma maquilhagem para tentar disfarçar a noite mal dormida, e depois guardou as coisas dentro da mala e ficou a olhar para a lâmpada a perguntar-se se a deveria levar ou não. Bem, não o podia deixar no quarto o dia inteiro, e se alguém entrasse e ele começasse a falar? Ainda matava Margaret ou Norman de ataque cardíaco. Pô-la então também dentro da mala, e depois desceu as escadas enquanto mandava que Otto se calasse.
Cumprimentou os pais e tirou uma maçã da fruteira, para comer pelo caminho para a escola.
Saiu de casa e começou a caminhar lentamente, era uma das raras manhãs em que tinha tempo.
- Quais são os planos para hoje? – Perguntou Otto, de dentro da mala. Chelsea revirou os olhos.
- Agora já sei porque é que os Guardiães não quiseram ficar contigo, és tão chato – reclamou ela – Tenho escola, sou uma rapariga normal Otto.
- Não, és a Defensora do Oculto, devias estar numa escola especial, ou a fazer treinos mágicos, ou… sabes… eu posso-te arranjar isso tudo. Basta…
- Não vou fazer desejo nenhum – Chelsea ouviu Otto reclamar baixinho, e depois calou-se.
Chegou à escola ao mesmo tempo que deu o toque, e viu o professor de Filosofia a entrar para a sala. “Prepara-te para a tortura…”, pensou ela.
Assim que todos os alunos se sentaram, o professor começou a entregar os testes e quase que ia dando um ataque a Chelsea. A rapariga tirou apenas o estojo e deixou a mala em cima da mesa, a um canto, para em seguida tentar perceber alguma coisa do teste. Pôs o seu nome e a data, e depois perdeu-se por completo. Talvez ajudasse se não tivesse adormecido em quase metade das aulas de Filosofia, mas o mal já estava feito. Olhou em volta e viu todos a escrever calmamente, e suspirou.
- Sabes, podes desejar ser a pessoa mais sábia do mundo – disse Otto, de dentro da mochila.
- Otto, aqui não! – Repreendeu Chelsea, olhando para os lados em pânico, para verificar se ninguém o tinha ouvido. Estava tudo calmo – Estás louco? Faz pouco barulho!
- Chelsea Burke! – Chamou o professor, fazendo Chelsea olhar para ele – Importas-te de não falar? Os teus colegas estão a tentar concentrar-se.
- Claro, peço desculpa – disse a rapariga dos caracóis ruivos, suspirando uma vez mais. Iam ser uns longos noventa minutos.
❦
Chelsea estava sentada num dos bancos do parque. Já eram quase seis da tarde, mas não lhe apetecia ir para casa. Ao colo tinha apenas a lâmpada, de onde se ouvia o cantarolar da mesma música que a impediu de dormir durante a noite.
- Otto, posso-te perguntar uma coisa? – Perguntou ela, para o Génio, destapando a lâmpada. Ele olhou para cima e sorriu-lhe.
- Não posso ressuscitar mortos nem obrigar ninguém a apaixonar-se, mas tirando isso, posso fazer qualquer coisa – afirmou.
- Não é isso… já te disse, não vou desejar nada – disse Chelsea, revirando os olhos – Porque é que os Génios são maus?
Otto riu-se.
- Não somos. Os humanos é que são. Nós apenas gostamos de brincar com as coisas idiotas que eles desejam. São egoístas, pedem apenas coisas fúteis e desnecessárias.
- Mas se detestas isso, então porque concretizas os desejos?
- Que mais poderia fazer? Sou um Génio, foi para isso que nasci, concretizar desejos. Sabes… em tempos acreditei que houvesse alguém que conseguisse dizer “não” à possibilidade de concretizar um desejo num estalar de dedos – murmurou ele, com um certo desgosto – Aquele teu amigo, Will, está errado. O que te disse, que não estás apta para seres a Defensora, não está certo. A antiga Defensora veio a mim, sabias?
Chelsea arregalou os olhos de espanto. Faith tinha feito um desejo a um Génio?
- Estás a falar a sério? – Quis saber.
- Estou – e estava – E sabes o que ela desejou? Ser poderosa. Encontrou-me num período em que andava dominada pelo desejo do poder, e foi isso que me pediu. Em troca, devolvi-lhe a arte de sentir. Fi-la sentir coisas que há muito tempo não sentia, inclusive apaixonar-se. Por isso sim, teve o poder que desejou, mas depois o amor falou-lhe mais alto, ou não foi?
- Não fazia ideia… - murmurou a ruiva.
- És diferente dela, mas isso não te faz menos capaz. E se te faz sentir melhor, agora acredito de novo que há alguém que não se deixe sucumbir aos desejos. Afinal, tenho a certeza, agora depois de te conhecer minimamente, que não desejarias por poder, estou certo? – Chelsea mostrou um pequeno sorriso.
- Estás – afirmou. “Desejaria que os meus amigos, a minha família, todos eles fossem felizes, fosse como fosse…”, pensou ela.
- Então desejas…
- Esquece essa ideia – Chelsea riu-se, e Otto imitou-a – Sabes que amanhã te vou ter que dar aos Guardiães, certo?
- Sabes que não te vou deixar dormir esta noite, certo?
A Defensora revirou os olhos e Otto riu-se uma vez mais. Ela não queria admitir, mas até ia ter saudades dele… não era tão mau como ela pensava.
publicado por Soph às 2013-06-17 19:02:23
Não quero saber se há gente muito pior, o blog é meu eu é que sei. Hoje é um dia de indignações.
Estou indignada com muita coisa nomeadamente:
-A igualdade e justiça neste país tanto na educação, como saúde, como salários, como pagamentos, como tudooo;
-O facto de não ser rica e de mau caráter e por isso estar indignada com o ponto 1. (sim ou acham que os filhinhos das elites e gente que nasce com o cu virado para a lua pensa sequer nisto);
-Qualquer dia ser presa por escrever isto (já faltou mais);
-A minha vida amorosa;
-A minha saúde;
-A saúde da minha familia;
-O meu futuro e de toda a gente (nunca pensei estar indignada por uma coisa que ainda nem sequer aconteceu).
E pronto é isto.
publicado por Inês às 2013-06-17 17:18:51
Boa tarde,
tenho estado muito ausente do blog de à umas semanas para cá devido ao facto de me encontrar em época de exames, que só irão terminar na próxima semana. Peço mil desculpas a quem acompanha o blog e não tem nem visto os comentários respondidos devidamente ou qualquer actualização no blog. Lamento muito e custa-me imenso ver o blog tão parado sendo que o criei para poder divulgar e partilhar um pouco o meu gosto pela escrita, e o blog estando parado é sinónimo também de que tenho tido muito pouco tempo para o que gosto de fazer. Deixo assim a promessa de que mal consiga irei actualizar o blog devidamente e que de quinta-feira 27 para a frente terão o blog actualizado regularmente. Para além deste pedido de desculpas e explicação queria também agradecer a todos os que tem acompanhado o meu trabalho. Agradeço-vos do fundo do coração, porque dá realmente gosto ver que algo que gostamos tanto de fazer também pode ser apreciado por outras pessoas. Por isso, mais uma vez obrigada.
Inês Tavares
normality it's not my thang. ∞
publicado por mariana ▲ às 2013-06-17 15:35:12

Eu sinceramente, não acredito nisto. De veres um rapaz e ficares completamente apaixonada, eu talvez devia acreditar porque já o senti/sinto mas é complicado. É um sentimento que tu realmente não consegues explicar. É um sentimento que cresce gradualmente cada vez que o vês, mesmo que nem o conheças. É um conjunto de fatores que te põe a pensar naquela pessoa... os olhos, o cabelo, a maneira como passa a mão pelo cabelo, a voz... É isso que te faz pensar "bem, este é o tal", mesmo que ainda só saibas o seu primeiro nome naquele instante, tu ficas a pensar que ele pode ser diferente dos outros, é raro estar certa quanto a isto. Temos que pensar mais fundo. Temos que pensar que não o conhecemos realmente, que não sabemos a sua história, o seu passado ou o seu presente e que não sabemos como é que ele é. A sua personalidade. As nossas esperanças é que nos fazem ver coisas que não existem. E um dia tu acordas e mesmo que saibas que o sentimento não pode ser real, tu já estás feita ao bife. Completamente "apaixonada".
publicado por cat às 2013-06-17 14:45:35
Cheguei a conclusão que foi efetivamente uma criança diferente de todas as outras, que quando perguntavam em criança o que queríamos ser quando fossemos grandes toda a gente passou pelas mil e uma profissões entre cabeleireiras, atrizes, bombeiros, policias... Eu sempre quis ser professora desde que me lembro de ser gente, cada vez que me perguntavam era isso que queria seguir. Até chegar aos meus 13 anos e ai sim meti na cabeça que queria ser engenharia química, tomei-lhe o gosto por contacto com um primo mais velho e deverás inteligente que posteriormente veio seguir essa área depois de uma passagem pela bioquímica. Uma coisa é certa, desde de ser gente que me lembro de quer ir para ciências de saber efetivamente que a minha vida passava por lá e apesar da indecisão na primeira semana de aulas do 10º o facto é que optei mesmo pela área na qual sempre soube que queria seguir. Contudo, descobri a cerca de um ano e pouco que queria seguir dietética e nutrição.
À um tempo que venho a ver que toda a gente teve mil e uma ideias na cabeça sobre que profissão escolher e eu efetivamente só tive 3 digamos que foi uma criança diferente ou então como o meu pai me costuma dizer sou muito decidida e quando meto algo na cabeça ninguém me tira. E de facto isso é verdade, outra coisa que me lembro de ser gente é querer muito fazer a faculdade em Coimbra e para o ano quando tiver que esperar para saber realmente consegui ou não vão ser dias de muita ansiedade e caso a coisa dê para o lado negativo não sei como vou ficar. Certo é que de qualquer das maneiras terei sempre que me ausentar de casa visto que é um curso que existe em muito poucas universidades publica.
Ahh já agora se alguem souber ou conhecer alguem no curso de dietética e nutrição que avise, que fico muito agradecida.
publicado por Miguel Alexandre Pereira às 2013-06-17 11:04:33
Naquele dia tinha-se desafiado a escalar uma montanha que tinha fama na região de ter uma vista magnífica. Era aventureiro, não conseguia dizer não a uma ideia que punha na cabeça. Era um jovem atlético com um corpo preparado para qualquer esforço físico. Não teve grandes problemas até chegar ao cume da montanha, mesmo que tivesse acabado completamente exausto e ofegante. Deitou-se em cima da relva e descansou por longos minutos. O dia estava ventoso, mas agradável. Perfeito para aquele tipo de desafios e maravilhoso para descansar um pouco. Não restou muito tempo até adormecer.
Só acordou vários minutos depois, espreguiçou-se demoradamente. Aquele era mesmo um local magnífico, mas quando olhou pela primeira vez para o horizonte não conseguiu suster um longo suspiro de frustração. Tinha escalado cerca de duas horas esperando encontrar uma visão de cortar a respiração, mas o melhor que tinha feito é ter aproveitado aquele local para uma sesta. Não conseguia deixar de se sentir desapontado consigo próprio.
Aquela paisagem, por vezes, era comparada a uma visão do paraíso, mas não era aquilo que precisava naquele momento. Aquele não era o seu local não passava de um sítio desconhecido e belo, aquela visão apenas simbolizava isso. Apenas via uma vista extremamente bonita, mas que pecava por faltar a companhia certa para tornar esse local num verdadeiro paraíso. Na sua percepção, se alguém diz que existe um paraíso, não o afirma por ser belo, mas por ser especial. Basta a companhia certa, algumas palavras, um sentimento, para tornarem qualquer banalidade num paraíso. Por enquanto, teria que continuar a procurar esse momento…
[Ficção]

publicado por raquel às 2013-06-17 10:38:33
Na minha secundária apenas um exame, o da língua portuguesa não materna, se realizou. Entrei em pânico, fiquei ainda mais incomodada do que já estava, e vim para casa zangada, frustrada e indignada. Quando cheguei a casa, fui beber água, para ver se acalmava, e logo a seguir liguei a televisão, ando a saltitar da 24 Direto para a CM TV e fico à espera das notícias do Telejornal da 13h. Estou aqui porque tenho de me revoltar contra esta situação. Uma esperta ligou para a 24 Direto a dizer que mesmo os alunos, apesar de se terem mostrado incomodados, não protestaram. Pois, eu protesto: a liberdade de uns acaba quando começa a dos outros. Compreendo o motivo, não concordo com o método. Não acho que seja correcto, abala o sistema nervoso dos alunos, não dignifica os professores, muito pelo contrário, e acho que vai atrasar uma série de processos... Sinto-me muito revoltada, contra o ministério também é verdade, mas não concordo com nada disto, e como eu, sei que há muitos mais alunos, incluíndo filhos de professores, que partilham da mesma opinião. Até agora, anda toda a gente a falar sobre quantos alunos não fizeram, quantos fizeram, se é correcto se não, e já disse que o não considero, mas ninguém se lembra de que nós estamos em casa a ver as notícias à espera que alguém nos diga quando é que vamos fazer a porra dos exames?!
publicado por onesmileonelife às 2013-06-16 19:59:46
"Ficarei o Inferno de ser Eu, a Limitação Absoluta, Expulsão-Ser do Universo longínquo! Ficarei nem Deus, nem homem, nem mundo, mero vácuo-pessoa, infinito de Nada consciente, pavor sem nome, exilado do próprio mistério, da própria Vida. Habitarei eternamente o deserto morto de mim, erro abstracto da criação que me deixou atrás. Arderá em mim eternamente, inutilmente, a ânsia (estéril) do regresso a ser. Não poderei sentir porque não terei matéria com que sinta, não poderei respirar alegria, ou ódio, ou horror, porque não tenho nem a faculdade com que o sinta, consciência abstracta no inferno do não conter nada, não-Conteúdo Absoluto, [Sufocação] absoluta e eterna! Oco de Deus, sem universo, (...). "
Fernando Pessoa
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publicado por Andrusca ღ às 2013-06-16 12:48:59
Capítulo 5
Os Desejos * Parte 1
Fazia-se silêncio no salão grande da Casa dos Guardiães. Chelsea estava de pé, no centro daquela sala daquele palácio que aparenta ser feito com paredes de vidro espesso, ou cristal, sempre com muitas curvas e a parecer não fazer qualquer nexo. Apesar de se sentir enervada antes de Will a ter transportado até lá, agora começava a acalmar. Era esse o clima que este espaço transmitia. Calma, esperança, luz. Todos os sentimentos bons que uma pessoa possa imaginar.
Ela estava sozinha. Will tinha ido chamar os Guardiães Oyuan e Clayde, os dois com quem Chelsea já tinha conversado no passado. A rapariga dos cabelos ruivos imaginava a razão pela qual teria sido mandada chamar. A única coisa que podia ser, o único assunto suficientemente grave para os Guardiães a quererem ver frente a frente, só podia ser o seu encontro com Jecek. Já tinha passado uma semana, e Chelsea apenas queria pôr esse assunto para trás das costas. Teve que inventar uma versão alternativa para contar ao pai, para fazer o relatório na polícia; depois teve que manter a mesma mentira com toda a gente e ainda teve que lidar com os olhares de pena; e pior que tudo isso: ouviu o maior sermão da sua vida, vindo de Will. Pela segunda vez, Chelsea tinha ignorado por completo os conselhos e pedidos do rapaz e ido directamente em direcção ao perigo. E pela segunda vez, ele lhe ralhou por isso. E apesar de tudo isso, teve sorte de não ter sido fechada na Casa dos Guardiães. Teve sorte de também eles terem tido pena dela. Depois de uma semana ter passado, Chelsea só quer acabar com este assunto de uma vez por todas, e só quer voltar a pensar naquele rapaz de cabelos loiros e rabo-de-cavalo quando o voltar a encontrar e tiver que o enfrentar uma vez mais. Até lá, e até que todas as feridas e nódoas negras abandonem por completo o seu corpo, não lhe quer dirigir mais um único pensamento.
Ao longe uma porta dupla em forma de arco, com uns enfeites, e branca como todo o resto do palácio, abriu-se e de lá deixou passar três pessoas. O primeiro era um senhor velhote e já sem cabelo, com umas quantas rugas na testa e até na nuca – Oyuan. Ao seu lado estava Clayde, com o seu cabelo loiro muito clarinho preso em dois carrapitos entrançados, um de cada lado da cabeça. Ambos envergavam umas túnicas num tom de pérola e com riscas e enfeites a dourado e roxo. Em todas as ocasiões que os vira, Chelsea sempre os viu com estas vestes, o que a fazia perguntar-se se possuiriam outras. Will vinha atrás deles, com o seu cabelo loiro todo despenteado e uma roupa casual, calças de ganga e uma t-shirt a conjugar com um par de ténis. Ele não tinha uma expressão feliz, e apesar de nenhum dos três vir a sorrir, Chelsea sabia que ele era o que menos contente se encontrava.
- Defensora do Oculto – cumprimentou Oyuan, baixando a cabeça como sinal de cumprimento, tal como Clayde fez.
- Olá – disse a rapariga dos caracóis, sorrindo-lhes – O Will disse que queriam falar comigo.
- É verdade – confirmou Clayde, retribuindo-lhe o sorriso – Mas primeiro, como tens estado? Não consigo compreender o quanto difícil toda esta situação deve ser para ti… mas de acordo com o Will tens-te portado bem.
- Eu estou… - Chelsea hesitou um pouco, mas depois encolheu os ombros e sorriu. De que serviria dizer a verdade e afirmar que não estava bem? Não mudaria nada – estou bem, estou mesmo.
- Não precisas de mentir, Defensora – afirmou a Guardiã.
- Por favor, chama-me Chelsea – pediu a rapariga, encolhendo os ombros – Defensora é tão… poderoso – A rapariga olhou-se e viu as suas calças de ganga, com vários rasgões ao longo delas como ditava a moda, e a blusa de alças, roxa. Estava simples, normal, nada heróica – Agora sou apenas a Chelsea.
Clayde assentiu com a cabeça e Oyuan tomou o seu lugar na conversa, enquanto Will se remetia ao silêncio.
- O que queremos discutir contigo é delicado, e presumo que já saibas o que é – disse o Guardião.
- Querem falar sobre o Jecek – adivinhou ela.
- Todos aqui sabemos o que aconteceu quando encontraste o primeiro Príncipe. E nenhum de nós quer que a história se repita, estou correcto?
- Sim… absolutamente, mas eu não conseguia deixar aquela rapariga ali, indefesa… a pagar por coisas que não fez – tentou Chelsea explicar, calando-se quando Oyuan levantou a mão a formular o pedido para que tal acontecesse.
- Eu não julgo, Defensora – disse ele, calmamente – És tu a Defensora do Oculto e és quem se responsabiliza pelos teus actos, sejam eles bons ou maus. Mas é nosso dever proteger-te e isso tens que compreender. Nós já perdemos uma Defensora… já te perdemos uma vez. E quase outra vez, no início do Verão. Por isso acho que consegues entender a nossa relutância quando descobrimos o que aconteceu e como sobreviveste por pouco. Tens tido a sorte do teu lado, mas não podes contar sempre com isso.
- És demasiado preciosa para morreres antes de cumprires o teu destino – intrometeu-se Clayde – O mundo inteiro depende de ti.
Chelsea arregalou os olhos e suspirou, surpreendendo os dois Guardiães, que ficaram espantados a olhar para ela. Já Will não foi surpreendido, ele já a conhecia o suficiente para saber o quanto aquela ideia a assustava.
- Vêem? – Perguntou Chelsea, para os dois Guardiães – Como é que podem esperar que fique calma quando dizem que o mundo depende todo de mim? Sem ofensa, mas eu sou só uma rapariga. Tenho dezassete anos… não sou alguém com grandes experiências de vida, não sou alguém com grandes conhecimentos… não podem esperar que seja uma heroína sem erros, porque isso é-me impossível. Mas apesar de fazer bastantes erros, não acho que ter impedido o Jecek de magoar mais aquela rapariga tenha sido um deles.
- Mas…
- Oyuan, por favor, deixa-me falar – pediu ela, ao que o velhote assentiu com a cabeça – Soube a partir do momento em que o vi que não era uma boa ideia ir ter com ele. Mas vocês falam sempre sobre a honra, e o dever que a Defensora tem em proteger as pessoas… e isso não são só palavras bonitas, eu sinto isso. Eu posso fazer bastantes asneiras, posso falhar os ataques nos demónios e derrubar árvores enquanto os tento apanhar… é muito provável que faça vários estragos na cidade para fazer um feito do mais simples que há… mas não me posso afastar só porque faço asneiras. Eu nunca quis ser a Defensora – os dois abriram a boca, de espanto, mas Chelsea não parou – e nunca fiz questão de fazer disso segredo. Disse ao Will desde o primeiro segundo que isto não era a vida que queria para mim. Acham mesmo que quero acordar a saber que tenho que combater demónios? Ou melhor ainda, acham que consigo dormir alguma coisa de jeito quando sei que há alguma coisa lá fora que quer destruir a minha cidade? O mundo? Eu não gosto nada disto. Mas quando vejo alguém inocente a ser maltratado e sei que posso pelo menos tentar fazer alguma coisa, não posso ficar quieta. Sim, sabia que ir contra o Jecek era como estar a mandar-me para a fogueira e a dar os fósforos ao inimigo. Mas todas aquelas tretas sobre o meu coração puro, e sobre como não quero que ninguém se magoe… isso é tudo verdade. E não digam que não pensei no que fazia, porque pensei. E meteu-me muito medo… e doeu, e ainda dói porque algumas das feridas ainda não sararam. Mas ia doer muito mais se o deixasse matá-la por minha causa.
- Nós entendemos a tua necessidade em ajudar os outros – afirmou Clayde – E como o Oyuan disse, não julgamos. Apenas queremos que tenhas cuidado, não subestimes os teus inimigos, porque eles são muito mais poderosos do que pensas.
- Eu sei – disse Chelsea – Eu sei.
- E com isso dito, chega o momento de falarmos no outro assunto pelo qual te pedimos que viesses, Defensora – disse Oyuan, após uma pausa de longos segundos na conversa, que, ao estalar os dedos, fez aparecer uma lâmpada na sua mão. Era bonita, feita de ouro e comprida. Parecia vinda das Arábias ou qualquer sítio dessas zonas, mas Chelsea não se deixou ficar muito fascinada. Ela não percebia o porquê dele ter aquela lâmpada na mão – Sabes o que isto é?
A rapariga sorriu, era um sorriso trocista.
- A Lâmpada do Aladdin? – Perguntou ela, a rir-se. Todos conhecem a história do Aladdin, o belo rapaz de rua que um dia, guiado pelo vilão da história, encontra uma lâmpada mágica e de lá de dentro sai um génio que lhe concede três desejos. Graças a isso ele consegue conquistar o coração da princesa, derrotar o mau, e salvar toda a cidade. Mas claro, o que mais conta é a coragem e o espírito dele, e não o facto de o génio lhe concretizar os desejos. Era um filme da sua infância, um dos que ela gostava bastante.
- É uma Lâmpada de Desejos, sim – disse Oyuan, abrindo-a e inclinando-a levemente para Chelsea, permitindo-lhe ver o que estava lá para dentro. Tudo muito pequeno, havia um sofá e uma televisão, com mais móveis como se de uma sala normal se tratasse. Deitado no sofá estava um homenzinho com um turbante e vestes árabes, que olhou para cima e disse adeus com a mão. Chelsea deixou a boca abrir de espanto, e ficou sem reacção por breves momentos.
- Isso é um… - a rapariga sorriu e voltou a olhar para os Guardiães.
- Sim Chelsea, é um génio – afirmou Will, que até àquele momento não tinha proferido uma única palavra.
- O nosso Guardião responsável por o armazenar e cuidar dele está fora por mais dois dias, e este génio foi descoberto por um mero acaso. Precisamos de alguém para tomar conta dele, mas tem cuidado… ele dirá qualquer coisa para que cedas e o deixes sair, em troca de três desejos. Não te deixes iludir, os génios são criaturas matreiras, dão sempre a volta à situação de maneira a que fiquem apenas eles a sair a ganhar – explicou Clayde – Ele dir-te-á qualquer coisa para te convencer.
- Vocês querem que… faça de babysitter para um génio? – Perguntou Chelsea.
- Ei! Eu não te trato por “humana”, trato? – Reclamou o génio, de dentro da lâmpada – O meu nome é Otto.
- Está bem, desculpa – murmurou a Defensora.
- Sim, queremos – disse Oyuan, passando a lâmpada para as mãos de Chelsea – Não te esqueças, nunca, em qualquer circunstância, o deixes sair daqui de dentro. Depois de amanhã o Will traz-te de novo para o devolveres, combinado?
- Se tem que ser… - sussurrou ela, não deixando ninguém ouvir.
- Vemo-nos nessa altura então – despediu-se o velhote, sorrindo-lhe.
- Está bem, adeus Oyuan, adeus Clayde – disse a ruiva, sorrindo-lhes também.
Will aproximou-se de Chelsea e a luz branca, quase cegante, começou a formar-se e obrigou-os a fechar os olhos para que, quando os abrissem em seguida, já se encontrassem no quarto de Will.
publicado por autumn sioux às 2013-06-16 03:42:15
Ao olhar para fotos recentes de mim mesma, não me reconheço. A minha cara está mais longa, os meus olhos têm sombras estranhas e a minha figura parece a de outra pessoa.
Não sei se é típico do ser o humano não se reconhecer naquilo que é, mas pelo menos, sei que em mim, sempre foi assim.
publicado por Jessie às 2013-06-15 23:20:52
parece que chegou ao fim,(...)
publicado por sacha hart às 2013-06-15 17:02:59
Não foi uma despedida de lágrimas nem de palavras sentidas nem nada do que seria de esperar. Foi simplesmente uma despedida. Após um longo e cansativo décimo ano, acho que fiquei apática de mais para sequer pensar nisso. Sem darmos por isso, o tempo acabou e antes da escola reamente acabar, já estavamos dispersos e atrasados para as despedidas.
Não me despedi de toda a gente. Colegas, professores, amigos que conheci no liceu. Passou-me tudo ao lado. É estar mentalizada que estou de férias e ao mesmo tempo não o estar.
Contudo ontem foi o mais perto que tive da despedida de final de ano. Eu e a maior parte dos meus colegas (aqueles que realmente importam) fomos todos sair e festejar os Santos. Foi a primeira vez que saí "a sério" pela noite fora e divertir-me bastante no convivio entre todos. Porém a noite pareceu pequena, apesar das horas que andámos a deambular pelas ruas da Graça, de Alfama e Santa Apolónia. No fim, fui das últimas a ir embora. Os abraços e beijos ao longo da noite foram, de alguma forma, estranhos.
Resta-me esperar que as promessas de encontros durante o verão sejam cumpridas e que, em Setembro, estejamos todos de volta - mesmo que sejam uns de novo no décimo e outros no décimo primeiro.
E assim foi o fim de mais uma etapa, o fim de um caminho percorrido desde Setembro.
Literatura/Opinião » Os J(...)
publicado por raquel às 2013-06-15 16:42:57

Título Original: Hunger Games
Autora: Suzanne Collins
Tradutor: Jaime Araújo
Editora: Editorial Prsença
Páginas: 260
Sinopse:
"Num futuro pós-apocalíptico, surge das cinzas do que foi a América do Norte, Panem, uma nova nação governada por um regime totalitário que a partir da megalópole, Capitol, governa os doze Distritos com mão de ferro. Todos os Distritos estão obrigados a enviar anualmente dois adolescentes para participar nos Jogos da Fome - um espectáculo sangrento de combates mortais cujo lema é «matar ou morrer». No final, apenas um destes jovens escapará com vida… Katniss Everdeen é uma adolescente de dezasseis anos que se oferece para substituir a irmã mais nova nos Jogos, um acto de extrema coragem… Conseguirá Katniss conservar a sua vida e a sua humanidade? Um enredo surpreendente e personagens inesquecíveis elevam este romance de estreia da trilogia Os Jogos da Fome às mais altas esferas da ficção científica."
publicado por Miguel Alexandre Pereira às 2013-06-15 16:15:41
Belém é, provavelmente, um dos locais mais bonitos em Portugal e que está intimamente ligada com a história do país. Hoje, esta freguesia é um espaço que contém vários pontos de interesse como museus, jardins, além de possuir um atraente ambiente ribeirinho. Uma das áreas que pessoalmente me desperta mais curiosidade e interesse é o Padrão dos Descobrimentos.
Este monumento foi inaugurado em 1960, em celebração dos 500 anos da morte do Infante D. Henrique. O Padrão dos Descobrimentos, desenhado em forma de caravela, evoca à expansão marítima. Liderados pelo Infante D. Henrique, que segura uma pequena caravela numa mão, estão outros heróis da história portuguesa dessa época como Vasco da Gama, Pedro Álvares Cabral, Fernão Magalhães ou Camões. Um local imponente que tem uma vista particularmente impressionante ao pôr-do-sol.
A norte deste monumento uma rosa-dos-ventos de 50 metros de diâmetro, desenhada no chão, foi uma oferta da África do Sul em 1960. O mapa central, pontilhado de galeões e sereias, mostra as rotas dos descobridores nos séculos XV e XVI. A imagem vê-se melhor a partir do cimo do Padrão dos Descobrimentos, cujo acesso é feito pelo elevador situado dentro do edifício. O bilhete de entrada custa três euros por pessoa.
"Nenhuma grande descoberta foi feita jamais sem um palpite ousado." (Isaac Newton)
Já visitaram este local? O que acham do Padrão dos Descobrimentos? Qual é o vosso local preferido em Belém?
publicado por charlotte às 2013-06-15 15:16:14
Já ouvi críticas positivas sobre o livro, já ouvi piadas parvas, já li péssimas opiniões sobre a história e até já vi vídeos que falam sobre isto!, mas a verdade é que não há maneira melhor para se comprovar o que se diz acerca de um livro, sem ser ao lê-lo.
É verdade, uma amiga minha emprestou-me o primeiro volume da trilogia (em inglês), e apesar de ainda só ter lido as primeiras cem páginas, até estou a gostar! Tem uma escrita simples e fácil de se entender (até agora, ainda não muito sexual), que nos prende não sei muito bem como nem porquê... É interessante. Let's see how it goes.
publicado por onesmileonelife às 2013-06-15 11:02:50
publicado por Sweet Stuff às 2013-06-15 10:03:48

Como já devem ter reparado ando um pouco ausente do blog, e a verdade é que, a minha ausência se vai prolongar durante uns tempos.
♥ Primeiro, porque numa altura de exames, o estudo é prioritário e ainda tenho dois para realizar, ambos na próxima semana.
♥ Segundo, por motivos pessoais, uma situação que...enfim me deixou completamente abalada e num estado de ansiedade horrível.
Voltarei em breve, com mais tempo, motivação e alegria!
Até lá,
♡
publicado por autumn sioux às 2013-06-14 23:41:39
Hoje, pela primeira vez em três anos, fui a um cabeleireiro. Eu corto o meu próprio cabelo, normalmente e ele era uma enorme massa lisa e castanha que me chegava ás ancas. Agora é simplesmente a mesma massa lisa e castanha, que me chega à cintura. Sinto-me careca.
publicado por Jessie às 2013-06-14 22:11:23
publicado por raquel às 2013-06-14 19:46:00

Título Original: Tim
Autor: Colleen McCullough
Editora: Biblioteca Sábado
Páginas: 199 páginas
Sinopse:
"Num bairro acomodado de Sydney, Austrália, um grupo de operários trabalham na casa ao lado da de Mary Horton, uma mulher madura e solteira, cuja vida tem sido basicamente dedicada ao trabalho. Quando o seu olhar encontra entre os pedreiros Tim Melville, um jovem de perturbadora beleza e sorriso resplandescente, que padece de uma deficiência mental, Mary pede-lhe que se encarregue do seu jardim e acaba por desenvolver uma profunda amizade com o jovem adónis. Uma relação que modificará ambos, já que a luz interior dele acabará por regenerar a sua vida, e a sua sabedoria despertará nele um desejo de melhoria pessoal."

