publicado por Cantinho da Manu às 2013-06-20 00:01:39
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anna.
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publicado por Cantinho da Manu às 2013-06-20 00:01:39
Fotografia nada mais é do que um calculo onde as variáveis de soma são luz e criatividade, elevadas à paixão daquele momento.
publicado por Inês às 2013-06-19 18:04:46
Há de chegar a altura em que me aperceba que tenho de começar a fazer médias, procurar cursos e as suas provas de ingresso e tomar decisões.
publicado por Bolacha às 2013-06-19 13:46:49
O vento da madrugada de Abril, quase Maio, perdia a violência na claustrofobia das ruelas inclinadas do Bairro Alto. Numa dessas ruas, esquecida da mania de andar sempre de relógio a cingir o pulso esquerdo, eu encostava-me a uma porta escura, encolhida numa parede com pedaços de tinta arrancada. O estado levemente ébrio que me levava a não querer saber das horas era partilhado com um grupo de mais oito almas etilizadas que ocupavam a rua a toda a sua largura, mais uma à minha frente, segurando-me pela cintura sem que isso fosse necessário para me equilibrar. De tanta gente, recordo apenas o nome das três pessoas com as quais começara a noite na Avenida da Liberdade, agarrada um par de imperiais tão geladas quanto o metal das cadeiras da esplanada onde foram servidas, e o da Paula, o anjo do xixi.
No início de todas as cenas fundamentais e passíveis de ser contadas, embrenhei-me na confusão nocturna de mão dada a uma amiga, à procura do irmão de alguém que, por sua vez, trazia consigo um grupo de pessoas que eu conhecia ainda menos que aquelas que estavam comigo. Do ponto de encontro, que levou largos minutos a ser definido e outros quilómetros de queixume a ser encontrado, seguiram-se mais subidas e descidas pouco alegres pela calçada, àquela hora já bem regada de cerveja e de restos mal digeridos de alimentos vários, em busca da devida química que nos iluminasse a noite. Quando chegámos a um bar com álcool barato e espaço na rua para fumar com a intensidade das chaminés cinzentonas e obesas da termoeléctrica do Carregado, reparei que do grupo de dez jovens, do qual eu conseguia não ser nem a mais velha nem a mais nova, haviam apenas três gajas, eu incluída. Não duvido que foi por isso que não gastei um cêntimo naquelas horas de borga e decadência adolescente. Sentada num banco de madeira corrida, bem apertada entre a minha amiga velha e um amigo novo, os copos sucederam-se, uma mistura de shots com nomes sexuais e cervejas, até eu começar a sentir que tinha casacos a mais, mesmo estando perto da saída e a levar com o ar gelado da noite que avançava.
Encostada à tal porta, os sons das vozes e dos vómitos na rua soavam-me a música de elevador, perfeitamente irrelevantes, eu não queria dar-me ao trabalho de entender de onde vinham e de que eram feitos, apenas serviam para acompanhar o meu trajecto trôpego entre a realidade da minha prosaica existência e o torpor do álcool em doses alegres, com direito a uma ou duas lágrimas amorosas. Vou deixar alguns pormenores à imaginação do leitor mais perspicaz, mas distribuí muitos abraços e não tropecei uma única vez. Até que, na tal hora desconhecida, o belo cenário decadente foi perturbado pelo terceiro pior efeito secundário da cerveja: uma incontrolável vontade de fazer xixi, cada vez mais urgente a cada segundo que passava e que eu contava mentalmente, xixi, a palavra que por si só, repetida à exaustão para convencer a maioria de pilas da urgência de encontrar uma casa-de-banho nas ruas agora desertas e de portas fechadas, mima o som do alívio de modo tão perfeito que só aumentava a vontade de o fazer.
O grupo rendeu-se por fim à inevitabilidade do avanço do tempo e começou a descer da colina entre os queixumes de duas das suas gajas mascotes, eu, aflita e de útero inflamado a amplificar a vontade de expulsar os resíduos da cerveja, e a minha amiga, solidária e intrinsecamente histérica. A miúda que faltava seguia entre o sausage fest em que nos metêramos nessa noite, baixinha e caladinha, sem ter a necessidade de lembrar a toda a gente o seu nome, ao contrário de mim, a quem o álcool imputa problemas de identidade. Aliás, eu só soube que aquela rapariga tinha um nome quando parámos em frente à Igreja de São Roque e havia um portão verde entre mim e as escadas para as casas-de-banho públicas. O meu desespero apalpava-se com tanta facilidade quanto o volume da minha barriga, a quantidade quase sobre-humana de ureia diluída em água, a chocalhar impaciente sob a minha mão gelada e preocupada, ameaçava a fuga. Então, o anjo do xixi agarrou-me pelo braço, fez o mesmo com a minha amiga e arrastou-nos para uma travessa ali perto, façam aí que eu vejo se não vem ninguém.
O meu cubículo ficava entre uma carrinha branca e uma carrinha azul-escura a partir da qual a minha amiga se agachava em igual preparo. Eu nunca tinha conseguido fazer xixi sem o conforto de uma sanita, ou agachando-me sobre uma, toda enojada e sem querer tocar em nada nas casas de banho portáteis dos festivais, e nem nunca me tinha ocorrido que fosse capaz de mijar ao relento. Quando era miúda e ia apanhar daquelas maçãs muito verdinhas e ácidas para o pomar do meu avô materno, fazia birras monumentais por não querer agachar-me no meio das ervas de ninguém. Mas ali, atrás da carrinha, usei uma mão para me apoiar à parede que estava atrás de mim e marquei o meu território, primeiro a medo, com vestígios senhoris que não queriam aceitar o facto de serem quatro da manhã e eu estar bêbeda e ter vinte e um anos mal aproveitados por várias razões, todas tristes e inoportunas, depois com vontade. Foi naquela pose comprometedora que mandei um grito ao anjinho vigilante, uma figura magra de calças de ganga, cabelo liso e escorrido, nenhuma maquilhagem na cara ao contrário de mim, que levara meia hora a cobrir os cadáveres de borbulhas que os meus dedos têm dificuldade em deixar descansar em paz. Perguntei-lhe o nome, já todos percebemos que era Paula. Depois veio a vez de ser ela a usar o meu espacinho atrás da carrinha, claro, e eu guardei o topo da travessa enquanto, ainda levemente embriagada, começava um discurso apaixonado contra pessoas apaixonadas. Era a típica conversa de casa-de-banho mas tida no meio de uma ruela empedrada, a grande casa-de-banho de campanha que a escuridão e a necessidade tornavam suficientemente acolhedora e confortável.
Depois da experiência mictória, o grupo seguiu para Santos e daí separou-se por volta das seis da manhã, a minha consciência estava recuperada ao ponto de identificar a peça que envolvia o meu pulso esquerdo e pude ver as horas, essas e as que se seguiram enquanto o grupo original, o das cervejas na Avenida da Liberdade, acompanhava o nascer do sol caminhando ao lado do Tejo. Lembrei-me, entre duas frases ressacadas e um olhar de soslaio à fealdade da margem que se recortava do outro lado do rio, da Sylvia Plath a escrever, no seu livro danado, there is nothing like puking with somebody to make you into old friends. O xixi não é equivalente ao vómito e aquilo que partilhámos na travessa, com a bênção do São Roque e dos tipos que esperavam pacientemente pelas nossas bexiguinhas raquíticas de gaja, foi um ritual de sobrevivência que nos uniu apenas por alguns minutos. Nunca mais vi a Paula, como se percebe, mas fica aqui a devida homenagem, com quase dois meses de atraso.
publicado por Cantinho da Manu às 2013-06-18 20:42:56
publicado por - Sáa ♥ às 2013-06-18 18:11:58
Por uma lado ainda bem que ninguém pode ler os meus pensamentos,
mas às vezes podia haver uma excepção.

publicado por Cantinho da Manu às 2013-06-18 12:22:06

de olhos vermelhos e pêlo(...)
publicado por cláudiac- às 2013-06-18 11:44:41
Twilight Chronics [PSEUDO-HIATUS]
publicado por cláudiac- às 2013-06-17 21:55:39
oh pelo anjo Raziel, quando chegarmos a setembro e o anúncio da Dior Homme começar a passar na televisão, a worten vai ter de fazer uma campanha de retoma de televisões estragadas (=VIOLADAS)
publicado por - Sáa ♥ às 2013-06-17 20:20:51

Estiveram cá as minhas meninas ♥ ahah rimos até não podermos mais a falar com o Barradas, mas que o estúpido não me quis dar os parabéns. Imaginem um bando de cinco histéricas a falarem com ele sem eles no conhecer ahah do melhor. Comemos panquecas com gelado & um pouco de tudo o que havia na cozinha kk. uh, e experimentámos comer farinha. Acabámos a cuspir-nos todas e fique esclarecido se alguma vez o fizerem não bebam água depois, só faz pior xD Tirámos tantas mas tantas fotos e tavamos todas deficientes. oh, e filmamos. ahah eu e a Mariana fizemos a nossa dança especial: - "para direita, para esquerda, ESTORES" *le nós a fazermos figuras mesmo parvas* ahah. Foi tão bom, adorei o dia. E devem tar todas de costas duridas depois dos moches. ahah e mariana para que conste TRAUMATIZASTE O URSO TEDDY. Ele era um inocente e agora vai começar a ter ideias o: omg kkk Aqui vais algumas das prendinhas que já recebi: um par de calças, duas camisolas, o livro Juntos ao Luar, uns brincos clave de soul, um anel, uma pulseira, um copinho super lindo, uma gola e uma música feita pela minha prima + uns autocolantes da kitty e muitos beijinhos claro. É pena certa pessoa não me ter dado os parabéns mas não vale estragar o dia por isso.
- P.S: A Andreia Sara também faz anos.
publicado por Bolacha às 2013-06-17 12:37:07
Para responder às questões das duas pessoas e meia que se interessam no que eu estou a fazer para tornar a minha vida num pedaço de existência menos rudimentar do que aquilo que tem sido nas últimas duas décadas, eu podia continuar a contar a história de como a necessidade de concluir a minha licenciatura eterna de três anos que já vão em quatro se transformou no meu primeiro trabalho remunerado. A minha intenção, como boa filha que sou, era chular os meus progenitores durante os meses de Julho e Agosto – tal como chulei o Estado Português nos últimos dezasseis anos para obter a formação que me vai permitir descontar para a segurança social alemã. Nesses dois meses, tentaria passar despercebida num canto de um gabinete ou onde quer que ocupasse menos espaço, eu não sou desdobrável, como aquelas bicicletas engraçadas que alguns professores transportam pelos corredores da faculdade, mas contava que o meu potencial para a invisibilidade aumentasse com a redução de volume que dois meses sem ninguém que cozinhasse para mim iria provocar (e vai, esta merda é um axioma). Agarrada ao meu computador, ia absorvendo informação e olhando para máquinas novas e muito brilhantes para depois escrever sobre isso, usando palavras compridas, estrangeirismos coquetes e fórmulas obscenas, combinação que se quereria perfeita para mais de uma dúzia de créditos com nota generosa.
O grande corta-tesão da história é que eu não sei como é que isto aconteceu, devo ter adormecido com os pés para a cabeceira da cama, entrado numa espécie de twilight zone e no dia a seguir tinha um mail todo pimpão e em inglês cuidado com uma lista de documentos para colecionar, tipo pókemons. Já tenho uns quantos, apanhados entre a lezíria e os pastéis de nata e guardados na minha super pokébola, que é uma mica de plástico velha que eu encontrei no necrotério de disquetes cá de casa. Os mais difíceis esperam-me na hostilidade de uma terra estranha e pressupõem reuniões com pessoal dos recursos humanos, que consta não saberem falar inglês tão bem quanto o meu total desconhecimento da língua alemã desejaria. Tenho a certeza que vai ser um (dos muitos) episódio giro para contar; é verdade aquilo de que os meus dois leitores e meio desconfiam: este blogue vai transformar-se num diário de bordo para bem da minha sanidade.
publicado por Cantinho da Manu às 2013-06-16 23:18:24
publicado por Bolacha às 2013-06-16 19:07:49
Soube que ia passar o Verão a estagiar num instituto alemão na véspera do dia do pai. Era uma manhã pouco oportuna em que a minha cabeça tentava decorar pormenores irrelevantes para a minha busca pelo sentido da vida, mas de suma importância na obtenção de uma nota catita na frequência que ia fazer no dia seguinte. A manhã transformou-se rapidamente numa tarde ansiosa, com a minha figurinha nervosa a esperar a chegada da alma santa que me ia orientar no estágio. Quando cheguei a casa nessa segunda-feira, tardiamente e depois de quatro telefonemas e outras tantas mensagens excitadas, com o estudo de véspera de frequência condenado ao esquecimento, pus o meu avô a chorar.
Até há duas semanas, o momento em que vi as faces curtidas do meu velhote a contorcerem-se sob um par de lágrimas grossas tinha sido o único em que me apercebera do peso do meu currículo aceite. Nem quando, num sábado de manhã, fui acordada por uma mala de viagem nova, arremessada pelo meu pai da porta do quarto, senti que o momento da conversa com a minha coordenadora de estágio e as semanas que se estenderam após o encontro eram definitivamente meus, e não parte de uma história que eu gostaria de poder contar como minha. Na verdade, contar a notícia às pessoas alheava-me ainda mais da realidade, como se a informação posta em palavras tivesse cada vez menos significado à medida que era repetida.
Foi há duas semanas que fiz uma skype call com o meu futuro companheiro de casa, um alemão com muito ar disso, estudante de design de produto e que, contra os preconceitos com que vários velhos do restelo encheram a minha cabeça, foi muito simpático e achou que seria boa ideia passar o Verão a dividir a casa com uma estudante de engenharia portuguesa. Tinha comprado as viagens de avião poucos dias antes, a seguir a um treino no ginásio, aproveitando a altura em que estava demasiado cansada para processar a informação. Mas a conversa com o meu flatmate, acompanhada de uma tour da casa (pequena e central) foi de manhã, e quando terminou eu estava presa dentro de mim própria, num casulo de caracóis bem arrumados e maquilhagem cuidada: preparava-me para ir almoçar com uns amigos e não podia dar-me ao luxo de gastar tempo e máscara de pestanas a chorar encostada à parede do escritório.
Tenho andado neste estranho balanço desde aí. Não tenho tempo para pensar na forma como todo o entusiasmo de há três meses deu lugar a um estado de pânico mal disfarçado pelos trabalhos e exames que foram sendo feitos, todos com pouca vontade. Não me sinto minimamente preparada para apanhar o avião no dia 30 de Junho, mas diga-se que é um avião no qual eu nunca me vou sentir preparada para entrar a menos que me force a fazê-lo. A partir daí, somando duas horas com um lanchinho e múltiplos tempos de espera agarrada à fiel mochila castanha que transporta a minha vida em formato digital, a primeira tarefa será apanhar um comboio na bahnhof, que, aliás, é a única palavra em alemão que sei dizer.
publicado por Bolacha às 2013-06-15 23:35:02
A conservatória é um quadrado de procrastinação no rés-do-chão do tribunal, edifício muito cúbico, enterrado num relvado verdejante onde as cadelinhas de focinho atrofiado das velhotas cagam sem pudor. Entrando pelas portas envidraçadas e contornando as escadas vermelhas que levam ao gabinete do Ministério Público, peça central daquele átrio cheio da luz que entra por duas janelas de dois pisos, é possível antecipar o ambiente no serviço e calcular tempos de espera através da parede de vidro que limita a divisão. Atrás de um balcão de madeira escura e granito, três mulheres segurando papéis contra o peito controlam os movimentos de entrada e saída do edifício com os sentidos que não discutem o último episódio da telenovela. Há uma fila de cadeiras estofadas a tecido bordô que assiste à cena de frente, voltadas de costas para o meu percurso amedrontado até à porta escancarada da conservatória.
Pelo meu relógio digital dourado, que conta sempre três minutos a mais que o relógio do terminal dos autocarros, passam poucos minutos das dez da manhã. À minha esquerda, a fila de cadeiras está ocupada por três homens e um livro de colorir, que deduzo pertencer à pequena mancha cor-de-rosa que corre entre o espaço que separa o balcão das cadeiras. À minha direita estão mais duas pessoas, de pé, ambas de braços cruzados, a fitar ameaçadoramente a funcionária que está a tratar dos cartões do cidadão do outro lado da sala, escondida pela máquina onde se medem alturas, fazem assinaturas e tiram fotografias para o cartão. Passando pelas poses reprovadoras, chego à máquina das senhas para ver um ecrã desligado, coberto por um papel que me manda tirar a senha de um rolo azul em cima do balcão.
Fico de pé perto do local onde rolo das senhas dá as boas vindas a toda a nova cara de frete que passa para o outro lado do vidro até vagarem duas cadeiras, pai e filho adolescente que vieram tratar de um cartão do cidadão. Enquanto ocupo alarvemente um dos lugares, usando a prevenção de varizes como desculpa mental, pergunto-me se não serei a única que não está ali para levar um ralhete por não saber o meu código postal, intervalado com a descrição pormenorizada do percurso académico da filha da senhora que vai apontando os meus dados num teclado preto muito barulhento, seguido de uma medida pouco precisa da minha altura e uma fotografia em que me faço passar por uma refugiada que conseguiu fugir do país com eyeliner no bolso. Levo a minha mão à mala onde o meu cartão está guardado e relembro a morosidade do processo, nesta triste província onde as novidades se podem resumir num jornal quinzenal de dez páginas. A minha senha azul tem desenhado um quarenta e cinco, a minha manhã tem um ponto de interrogação.
Os segundos são contados pelo meu relógio digital com uma irritação que o conforto da cadeira não consegue disfarçar. As minhas pernas começam a baloiçar-se como dois pêndulos de movimentos simétricos e, por serem grandes demais para a altura da cadeira, os meus ténis roçam o chão em guinchos provocadores. Por fim, uma das senhoras atrás do balcão aproxima-se da superfície de granito polido, olha, sobre os óculos que apoia casualmente na ponta do nariz, para a impaciência que domina a espera e pergunta se está ali alguém para processos ou certidões.
-Eu.
Olho em volta e recebo silêncio. Até a pequena mancha cor-de-rosa que não tinha deixado de correr pela sala, ora segurando o seu livro de colorir, ora deixando-o ao cuidado do colo do pai que dormitava encostado ao vidro, parou para olhar para mim. A senhora faz-me sinal para me aproximar e eu levanto-me ao seu encontro. Apoio os cotovelos na bancada gelada com força, como se tivesse dificuldade em segurar-me nas pernas pelo excesso de exercício que dez minutos de movimentos autistas provocaram. O diálogo seguinte desenrola-se de forma pouco fluída, como se a minha boca tivesse sido forrada por esponjas:
- Bom-dia. Queria uma certidão de nascimento.
- Sua?
- Sim.
- Diga-me o seu nome completo e data de nascimento.
A combinação dos meus dois primeiros nomes é francamente infeliz: esta é uma realidade que me assalta sempre que sou obrigada a dizê-la em voz alta. Felizmente não preciso de a repetir, nem à minha data de nascimento, ambas as informações são prontamente memorizadas pela senhora que me acena como resposta e regressa à sua secretária. Ao vê-la sentada contra o fundo da sala forrado por painéis de madeira, a digitar com calma os meus dados e fazer múltiplos cliques, lembro-me de um pormenor importante que vai ter que ser gritado através da extensão de mesas, cadeiras e papeis em pilhas precárias que me separa da funcionária.
- Desculpe, não tem certidões em inglês?
Em poucos segundos tenho de novo à minha frente a minha nova amiga, tão solícita e de sorriso torcido. Pergunta-me se sou filha das pessoas que o programa informático diz serem meus pais e eu aceno afirmativamente. Os olhinhos por detrás dos óculos, que descaíram de novo para a ponta do nariz, têm o brilho da coscuvilhice que conheço bem desde os primeiros passos que dei na casa de uma das amigas da minha avó, onde se organizavam tertúlias de bordados e má língua.
- É para quê, a certidão?
Boa questão, cara senhora, mas não tem nada a ver com isso.
- Contrato de trabalho.
- Mas é para o estrangeiro?
- Sim.
Não existem certidões em inglês, mas há certidões em formato internacional. Em poucos minutos a funcionária regressa do seu posto com um papel feio preenchido com uma tabela confusa que explica que eu nasci. As legendas dos campos da tabela estão em português e em francês, mas no verso há uma lista de símbolos com traduções para outras línguas. O papel custa-me vinte euros que pago prontamente para sair daquele espaço o mais depressa possível. A dona do livro de colorir que se sentava ao meu lado já está muito quietinha a fazer o seu cartão, com um pai acordado ao seu lado. No átrio, a luz que entra pelas janelas de dois pisos da entrada torna difusos os contornos da escada do centro e o vermelho do corrimão quase parece cor-de-rosa. Não consigo evitar uma última pergunta, que me chega aos ouvidos quando já estou de costas voltadas para o balcão.
- A certidão é para onde?
- Alemanha.
publicado por Cantinho da Manu às 2013-06-15 09:30:08

O que o vento não levou... No fim tu hás de ver que as coisas mais leves são as únicas que o vento não conseguiu levar:
um estribilho antigo, um carinho no momento preciso, o folhear de um livro de poemas, o cheiro que tinha um dia o próprio vento...
publicado por Cantinho da Manu às 2013-06-13 23:48:24
Mas quem me mandou a mim querer perceber?
Quem me disse que havia que perceber?
Quando o Verão me passa pela cara
A mão leve e quente da sua brisa,
Só tenho que sentir agrado porque é brisa
Ou que sentir desagrado porque é quente,
E de qualquer maneira que eu o sinta,
Assim, porque assim o sinto, é que é meu dever senti-lo...
Alberto Caeiro
Rio Mondego em Caldas da Felgueira
publicado por cláudiac- às 2013-06-13 16:15:27
ocorreu ua mudança subtilzinha. porque não me dá muito jeito andar sempre a escrever sobre um namorado imaginário novo, decidi pô-los na barra lateral; sempre é mais fácil para os visitantes verem e não estarem para aqui a ler um testamento infinito sobre razões pelas quais eles integram uma lista. tenho a certeza que quem tiver lido os livros, sabe tão bem como eu o porquê deles serem fantásticos ;D
publicado por Universo de Paralelos às 2013-06-12 19:18:08
Corrida para algures
O despertador tocou e ele abriu os olhos, esbaforido. Se havia algo que o deixava indisposto era acordar com palavras estranhas, como esbaforido. Carregou no snooze e permitiu-se mais nove minutos de indolência, que lhe permitiriam habituar-se à ideia de que teria mesmo de se levantar. Quatro carregadelas depois já não estava esbaforido (gostava mesmo daquela palavra, tinha de investigar o que significava) mas bastante atrasado.
Esse é um dos problemas dos relógios despertadores, são sensíveis aos nossos adiamentos, sem nos incutirem uma ponta de culpa que seja. Um bom despertador deveria permitir um adiamento, sendo que o segundo toque seria bem mais sonoro, o terceiro esbofetearia o dorminhoco e o quarto catapultaria o dito para a casa de banho. Olha que bela ideia, tinha de escrever isso no seu caderninho “Ideias que me farão rico”. Mas naquele momento não tinha tempo, estava atrasado e sabia que quem o esperava não mostraria clemência.
Enfiou-se na banheira e abriu furiosamente o jacto de água, que lhe acertou em cheio nos tomates. O frio que o percorreu fê-lo tremer de tal forma que, a acreditar na teoria do caos, se teria extinto alguma raça algures na micronésia. Que se lixassem os bichos, a sua verdadeira preocupação era ressuscitar a sua genitália. Esfregou, esfregou e teve de parar, pois por muito que gostasse do rumo que o banho estava a tomar, continuava atrasado e a higiene por fazer. Saiu a pingar da banheira e agarrou na lâmina de barbear, pensando se deveria passá-la pelo rosto ou pelos pulsos, pois o atraso era já irrecuperável.
Sentou-se na beira da cama, enquanto se vestia, começando a imaginar qual seria a desculpa mais plausível para apresentar. ET? Demasiado visto. Morte de familiar? Já não lhe sobravam muitos, especialmente depois de ter “morto” o primo em terceiro grau pelo lado da mãe. Directa a trabalhar? Os vincos que tinha na cara eram claramente de almofada, não de teclado. Que tinha sido esbaforido pela vizinha? Convinha primeiro ver o significado da palavra. Bom, haveria de pensar em algo no caminho. Abriu a porta e... não aconteceu nada. Absolutamente, nada. Tudo igual, com a diferença de que ele estava já a dever 27 minutos ao mundo. Apressou-se, então.
A reunião era importante. Ainda não o esperavam. Antes pelo contrário, sentou-se numa cadeira antiga a um canto daquele escritório poeirento, preparado para não deixar entrar luz, nem que fosse dividida em raios, e limitou-se a esperar. Foi então que ele chegou. Nem bater à porta, nem “dá licença”. Deus, Senhor, Emanuel, o Criador, o Salvador, aproximou-se dele com o mesmo respeito com que se abeira uma rulote de bifanas. Ficou de pé, ao centro da sala, reprodução exacta de teocentrismo, fazendo-o sentir-se um comum peão que espera pelo sinal verde para avançar, só não tinha onde apoiar o cotovelo.
Deus, Senhor, Emanuel, o Criador, o Salvador… Só os nomes deixavam-no esbaforido. E o que o esbaforia mais era conjugar verbos dos quais desconhecia o significado. Ouvia-se o pensamento daquele homem “Sai-me da cabeça palavra filha de uma puta.” E antes que o criador começasse a falar, pegou no caderninho “Coisas que me farão rico”, e gatafunhou “arranjar um cognome”. Deus tinha uns tantos e era respeitado, se ele tivesse um talvez ficasse mais perto da vénia alheia e do beijo no anel. Quer dizer, toda a gente o tratava por “Pastor”, mas o mais próximo que ele tinha de uma ovelha era uma camisola de lã. Mas “Pastor” era um sinal vermelho à sua ambição. Queria qualquer coisa como “o Virtuoso”, “o dos Mil Saberes” ou “Sabichão”.
Deus começava a falar-lhe e como todos os chefes, nem um único elogio lhe teceu. Foi directo ao assunto, ríspido, sério e gelado. Eu próprio já narrei muitas histórias de figuras mais ou menos ilustres e nunca vi ninguém tão impessoal. Se me permitem opinião: para ídolo de muita gente e para continuar a desiludir, só lhe bastava cobrar uma fortuna por uma fotografia e nem sorrir para o flash.
Com um tom pouco expressivo, relatava uma lista de trabalho ao pobre pastor que ainda há pouco estava tentado a brincar com a pila e agora tão aborrecido a ouvir o patrão. Mais do que aborrecido… nervoso, daquele nervosismo de alguidar cheio em que basta uma gota para haver uma explosão em forma de cogumelo. Muita tensão acumulada. Muitos anos a receber ordens e nenhum elogio. Demasiados “faz isto, faz isto” contabilizados. Sempre disponível a ouvir os problemas das pessoas e ninguém para ouvir os seus.
Esbaforidíssimo! Exausto de esbaforismo! Esbaforidamente incontrolável! Já de mãos, braços, pernas e pensamento ofegantes. Demasiada tensão para se conseguir controlar.
Eu sabia que ele não mostrava clemência perante atrasos. Ainda mais quando estes são uma consequência da preguiça. Com ele, não! As gotas de suor escorregavam esbaforidas pela sua testa. Que diria? Perguntava-se enquanto tentava arranjar as palavras certas para dar a volta ao “lord”, como gostava de ser tratado em dias de festa. De súbito, veio-lhe uma ideia à cabeça. As pingas de suor adensaram-se; baixou a cabeça, como se tentasse recolher forças do chão para enfrentar aquele momento; levantou-a repentinamente; Deus, Senhor, Emanuel, o Criador, o Salvador franziu as sobrancelhas ao mesmo tempo que o seu pé direito recuou ligeiramente. Parecia ter perdido a expressão de superioridade com que alí havia chegado.
Ergueu-se bruscamente, a cadeira caiu para trás sincronizada com o seu movimento ascendente e gritou, “tu lês-me a mente caralho, p’ra qué que vou estar aqui a inventar? És igual ao big brother, cheio de idiossincrasias (tenho de ver o que quer dizer), mas sem a Teresa Guilherme (tenho de ver quem é), p’ra qué que queres que justifique o meu atraso?”. Soltou posteriormente um suspiro esbaforido enquanto reflectia, e um silencio gélido apoderou-se da sala, já fria e sombria de si. “Nem umas flores são capazes daqui pôr para disfarçar a falta de luz” e puff! Logo aparecem belíssimos vasos de camélias em redor da sala. Hum... Assim, sim, já via um líder ali. Um gajo que tem cinco nomes e capacidade para pôr em prática as ideias dos outros sem ficar mais esbaforido do que eu.
E disse ele para não esquecer que podia ser o criador do mundo e, como tal, haveria uma grande probabilidade de ter desenhado tanto os seus traços físicos como mentais. Sabia, portanto, aquilo que ele pensava e o que era capaz de fazer, dizer ou quando largava uma bufa “ninja”. Não ficou impressionado. Ele era um hipster (tenho de passar pelo livro dos significados) e tinha de seguir as suas convicções. A negação da cultura de massas era uma delas e, como tal recusou a lista de funções que Deus, Senhor, Emanuel, o Criador, o Salvador lhe queria delegar, assim como o copo que o havia mandado beber.
As suas nadgas estavam quadradas. Aliás, creio que há anos que não as levantava daquela poltrona mole, dolorosa, aborrecida. P’ra quê, se podia estalar os dedos? Há séculos que não sabia como continuar a lutar dentro daquelas quatro paredes. Há milénios que pregava a bom pregar, esbaforindo-se sem resultados práticos no que diz respeito ao acto de implorar pela atenção de todos para o que se avizinhava. E agora todos lhe davam agora razão, mesmo os que não gostavam de o ver junto à oliveira, quando afirmou que o azeite deixaria de ser “extra-virgem”, como a sua mãe, esbaforida de carregar tal peso no seu ventre.
Já de pé, começou a caminhar em direcção incerta (para quem observava – retirava isto), mas muito certo das suas intenções. Na estante, cheia de livros antigos onde habitava todo o pó daquela sala, pegou no dicionário. Abriu na letra “D”, folheou até ao “E”. Deus, Senhor, Emanuel, o Criador, o Salvador observava-o, a pregar mais vinte, trinta, cem mandamentos. (E quando Deus prega, há trovoada na Terra! É certo.) “Esbaf…”, “Esbafo…”. Seguia com o dedo o caminho no livro para encontrar o “x”, neste caso a palavra da sua preocupação. “Esfaborido: adj. masc. sing. Ofegante (a ponto de não conseguir falar)”. A luz que faltava na sala, invadiu a sua cabeça. Voltou-se para trás e soltou as palavras quase mecânicas “Pai, já lá vai o tempo em que eu transformava água em vinho, fazia caminhar os paralíticos e morria na cruz para salvar o mundo. Já ninguém sabe quem sou. Limito-me a pregar a tua palavra numa igreja universal.”
A inexpressão de Deus, deu lugar a um rosto triste e escorreu-lhe uma lágrima, apesar dele ter tentado disfarçar. Jesus, o “Pastor”, retirou o caderninho “Ideias que me farão rico”, onde tinha notas interessantes como “arranjar outro emprego”, “outra merda qualquer” e “inventar um despertador progressivo”. Riscou o título e escreveu em cima “Ideias para pôr em prática exactamente agora”. Abandonou a sala, ela ficou ainda mais escura como que a testemunhar a separação entre pai e filho que tinha resistido mais de dois mil anos.
Saudações ao Rafeiro Perfumado. Saudações boas e frescas,
como se querem todas as saudações. Obrigado!
publicado por Cantinho da Manu às 2013-06-12 17:55:26
Na Sombra do Destino (Lov(...)
publicado por cláudiac- às 2013-06-12 10:32:58
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Autor: J. R. Ward
Lido em: Inglês
Sinopse:
Os romances da Irmandade da Adaga Negra, de J. R. Ward, apresentaram aos leitores um mundo diferente, criativo, obscuro, violento e completamente incrível. Enquanto os guerreiros vampiros defendem a raça dos seus assassinos, a lealdade de um macho para com a Irmandade será posta à prova – e a sua perigosa natureza será revelada.
John Matthew percorreu um longo caminho desde que o encontraram a viver com os humanos, desconhecendo, por completo, a sua natureza vampírica. Quando foi resgatado pela Irmandade, ninguém podia imaginar qual era a sua história ou a sua verdadeira identidade. Na realidade, Darius, o Irmão caído, retornou, mas com um rosto diferente e um destino completamente marcado. Quando uma violenta vingança pessoal arrasta John até ao coração da guerra, ele terá de contar não só consigo próprio mas também com quem ele foi antes. Só assim poderá enfrentar e erradicar o mal encarnado.
Xhex, uma assassina symphath, há muito que lutava contra a atração que sentia por John Matthew. Já tendo perdido um amante para a loucura, ela não permitirá que nenhum outro homem que ame fique preso na escuridão da sua vida perversa. Contudo, ambos descobrem que o amor, tal como o destino, é inevitável para as almas gémeas.
Opinião com Spoilers:
Tinha tantas espectativas para este livro... Desde que apareceu na história, o John Matthew sempre foi o meu favorito. Esperava um final feliz muito mais feliz do que dramático para ele. E honestamente, não são assim tão fã da Xhex quanto isso.
Acho de extrema importância este livro ser um seguimento contínuo do Lover Avenged e não uma histórinha que se passou após não sei quantos meses. Para mim não me fez diferença, porque eu li um a segui ao outro, mas para quem teve de esperar, de certeza que toda a euforia da Xhex ter sido raptada pelo Lash se perdeu nos meses.
publicado por - Sáa ♥ às 2013-06-11 19:50:37
Hoje vou-vos contar sobre a minha irmã gémea. Então é assim, há 14 anos a minha mãe descobriu que estava grávida e na primeira ecografia que fez descobriu que ia ter duas crianças, mas na segunda apenas estava uma - eu. E não sei, adoro o facto de alguma vez termos sido duas e adoro brincar com isso. Por isso, acabo por falar muito dela com as minhas colegas como se ela estivesse aqui e o riu-me muito. É a Andreia Sara porque eu sou Sara Andreia. Eu começo a falar sozinha do nada com ela e chatear-me com meio mundo por não a cumprimentarem, falarem e inclusive sentarem-se em cima dela xD Eu amo isto, este pedaço de mim. As minhas colegas entram na brincadeira com as irmãs gémeas delas e criamos irmãos gémeos para meio mundo. Diga-se de passagem que as pessoas acham-me louca mas faz-me feliz, cenas como estas fazem-me feliz. Idk, gostava de saber como é ter uma irmã gémea. Ela ser a minha melhor amiga, estarmos sempre juntas. Falarmos ao mesmo tempo, como nos filmes ahahah.
"Vou bater na Andreia Sara."
"Então bate."
~ le alguém a dar uma chapada no ar.
"Ela não está aí, tá aqui."
Ou a história que eu lhe inventei. Sim, ela é muito rebelde. E dança no varão para subir a auto-estima - 90210 kkkkkkkkkk
omg, sabiam disto? ahahaha, o que se aprende a ver tv.

Falem aí das vossas irmãs gémeas, eu quero saber se a Andreia as conhece kkkkkkk
Estava a precisar de um momento destes.
Escrevemos um livro na no(...)
publicado por Cantinho da Manu às 2013-06-11 09:30:23
Anjo Mecânico (Clockwork (...)
publicado por cláudiac- às 2013-06-09 14:45:00
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Autor: Cassandra Clare
Lido em: Inglês
Sinopse:
A magia é perigosa, mas o amor é ainda mais perigoso. Quando Tessa Gray, uma rapariga de dezasseis anos, atravessa o oceano para se reunir ao irmão, o seu destino é a Inglaterra do reinado da rainha Vitória e aventuras aterrorizadoras aguardam-na no Mundo-à-Parte de Londres, onde vampiros, bruxos e outras personagens sobrenaturais palmilham as ruas iluminadas a gás. Apenas os Caçadores de Sombras, guerreiros que se dedicam a livrar o mundo de demónios, conseguem manter a ordem no caos. Raptada pelas misteriosas Irmãs Escuras, membros de uma organização secreta chamada Clube Pandemonium, Tessa depressa fica a saber que também pertence ao Mundo-à-Parte e que possui uma habilidade rara: o poder de se transformar, quando quer, noutra pessoa. Além disso, o Magister, a figura misteriosa que dirige o clube, tudo fará para reclamar o poder de Tessa para si. Sem amigos e perseguida, Tessa refugia-se junto dos Caçadores de Sombras do Instituto de Londres, que juram encontrar-lhe o irmão se usar o seu poder para os ajudar. Em breve se sente fascinada, e dividida, entre dois amigos: James, cuja beleza frágil esconde um segredo mortal, e Will, um rapaz de olhos azuis, cujo humor cáustico e temperamento volúvel mantêm toda a gente da sua vida à distância… ou seja, toda a gente menos Tessa. À medida que a investigação os vai arrastando para o âmago de uma conspiração tenebrosa que ameaça destruir os Caçadores de Sombras, Tessa percebe que poderá ter de escolher entre salvar o irmão e ajudar os seus novos amigos a salvar o mundo… e que o amor pode ser a magia mais perigosa de todas.
Opinião com Spoilers:
Acabei de encontrar o céu. Só pode. Como é que é possível que esta maravilha seja escrita pela mesma autora do The Mortal Instruments? Deve ser com certeza bruxaria. O Magnus deve andar metido nisto (por acaso...).
publicado por Yohanan às 2013-06-09 12:16:07
preciso de mim. de mais ninguém. só de mim.
publicado por Cantinho da Manu às 2013-06-08 21:34:21
publicado por Inês às 2013-06-08 15:26:57
Apesar de ontem ter sido o último dia de aulas, o último dia do 12ºano e o último dia do secundário, não soube nada a isso. Porque o ciclo ainda não acabou, ainda há muito trabalho pela frente com os exames...E talvez por isso ainda não tenha a plena consciência que ontem foi o final de uma fase da minha vida.
Ontem foi também o meu baile de finalistas. Depois de muita pressão das minhas amigas, decidi arriscar e ir. Não posso dizer que me arrependo de ter mudado a minha decisão de não ir, porque ontem, no meio de toda a aquela gente, que de certo modo marcou a minha vida, quer positiva ou negativamente, senti-me incluída em algo, embora não saiba bem o quê. Não houve despedidas melosas, aliás nem me despedi de ninguém, porque penso que as pessoas que realmente importam não vão simplesmente sair da minha vida.
Agora há que me dedicar inteiramente ao estudo para os exames!
publicado por Cantinho da Manu às 2013-06-06 17:50:11
As flores refletem bem o verdadeiro. Quem tenta possuir uma flor verá a sua beleza murchando. Mas quem olhar uma flor no campo permanecerá para sempre com ela.
publicado por - Sáa ♥ às 2013-06-06 16:14:50

