Ela provoca o macho, fazendo com que ele se sinta como uma presa fácil. No mesmo ambiente de trabalho, patrão e secretária trocam as suas posições de poder sem trocar de cadeiras. Ele observa-a a cruzar as pernas, fixando-se nos pés e nos exuberantes sapatos vermelhos que ela inocentemente calçou naquela manhã. Ele levanta-se para colocar o ar condicionado mais frio, tamanho o calor que sente. Ela aproveita o breve momento de expiação dele para abrir o botão da camisa branca social que traja, mostrando o inicio de um decote bem proporcional…ele engole em seco com tal gesto. A vontade de a jogar em cima da mesa e torna-la sua é enorme, mas os deveres profissionais estão primeiro…uma, duas, três reuniões no mesmo dia, com a diaba de sapatos vermelhos a passear o pé esquerdo na virilidade masculina, por baixo da longa mesa de madeira escura. Quando o relógio assinala as dezanove horas, o expediente termina com a secretária a arrumar o material dentro da mala e a desejar um bom serão ao patrão. Ele fica a observar o corpo voluptuoso a entrar no elevador, para logo depois tirar a gravata vermelha e servir-se com um copo de whisky, observando a cidade brilhante aos seus pés. Até sentir outro corpo encostar-se ao seu…o perfume característico invade o espaço rodeado por paredes de vidro; a gravata é usada como uma penumbra visual, onde, logo depois de ser sujeito a uma cegueira temporária, é forçado a caminhar até sentir algo macio nas costas. Os lábios dela passeiam pelo pescoço, enquanto ouve-se sussurros dos desejos carnais ali presentes. Ele sente algo gelado rodear ambos os pulsos e, logo de seguida, a gravata é retirada. Era ela, vestida com uma diminutiva lingerie vermelha, que contrastava perfeitamente com a pele albina. Ela serpenteia o corpo pelo homem aprisionado, provocando arrepios saborosos e um calor abrasador. As bocas colam-se, num beijo escaldante e terno…logo a camisa e as calças são projectadas pelo quarto escuro, bem como a ultima peça que os separa de se tornarem num só. De repente, ela encaixa-os de uma forma violenta, os quadris a chocarem fortemente, respirando irregularmente e o sobe e desce cada vez mais rápido, até que existe uma entrega total ao momento. Os olhares cruzam-se e o patrão estremece ao ver a secretária montada em si, a tomar para ela o prazer merecido. O cheiro de sexo no ar…a intensidade e insanidade do momento carnal e deveras prazeroso.
Sempre achei o amor demasiado irracional, louco, inesperado e misterioso. Mas que mal têm umas pitadas de loucura? São momentos simples como os que nós vivemos que me fazem feliz, porque eu não sou uma mulher de extravagâncias e frescuras. Prefiro estar abraçada a ti, a sentir o batimento do teu coração, a sentir os teus lábios nos meus...é o que me faz sentir as borboletas no estômago. Gosto de ser surpreendida por ti, de sorrir por ti, de ser carinhosa por ti. Tenho sentido que tens despertado um lado em mim mais calmo e amoroso. Temos os nossos momentos mais adultos, mas os infantis conseguem ser tão engraçados. Amo ver o teu esforço para conquistares a confiança daquela que é importante para mim. Estes pedacinhos que tenho vindo a colecionar de ti...estão a ser guardados dentro do meu coração, com muito amor e ternura. Quero ter contigo a mistura perfeita entre calma e rebeldia, união e liberdade, igualdade e vontade, orgulho e medo...paixão e amor.
Por vezes olho em volta, e vejo pessoas que estão tristes ou porque apareceu de novo aquela borbulha na testa que tanto se odeia, ou então porque têm mais umas estrias novas, etc… estas questões apenas se baseiam no campo da estética, mas também temos os sentimentais, como por exemplo: “Porque é que ele não gosta de mim?”; “Aquela rapariga/rapaz está sempre a olhar para ele(a).”, e por ai a fora! Estas pequenas coisas às quais nós chamamos de “problemas” não são nada comparadas com os verdadeiros problemas existentes na vida. Como é que será que uma pessoa que não tem um dos membros ou é cega se sente?! Será que passa todos os dias a lamentar-se como se não existisse amanhã? Não. Estas pessoas aprendem a viver com essas diferenças no dia-a-dia, e atenção que não me refiro a pessoas que já tenham nascido com essas deficiências, porque essas infelizmente sempre souberam viver com esses pequenos detalhes desde do seu nascimento, por isso acaba por quase nem se tornar um problema. Assim sendo, refiro-me às pessoas que por alguma razão ficaram desse jeito, ou seja, com menos uma parte delas, sem deixarem de ser alguém importante neste mundo, e essencialmente para a sua família.
Com estes pequenos exemplos, será que não podíamos parar de nos ralarmos com coisas que não são nada aos olhos do mundo?! Ficamos sem o namorado(a)? A vida segue, e provavelmente encontraremos alguém melhor do que aquele que partiu, e depois iremos olhar para trás e vamo-nos rir das nossas caras enquanto chorávamos. Ganhamos mais uma borbulha?! Com tempo ela desaparece, como tudo na vida, por isso basta ignorar que lá está, e assim ninguém reparará nela.
Posso estar com sono, mas a minha vontade de escrever fez-me sair da cama, fazer uma chávena de leite com chocolate e vir até aqui falar de ti. Do meu namorado. Ainda me parece meio surreal a forma como nos damos bem, como nos completamos...o que um simples "olá" originou. Vou gravar na memória o momento em que nos conhecemos, a primeira vez que fomos sair juntos, o nosso primeiro filme, o nosso primeiro beijo...o segundo, o terceiro, o quarto e muitos mais. Gosto tanto quando me chamas de amor, de ser a tua pequenina, de passear de mão dada contigo. Gosto de ser quem eu sou contigo e amo a maneira como ages comigo. Amo a nossa confiança e honestidade. Que venham dias, meses, anos de amor ao teu lado, mesmo eu sendo chata, irritante e teimosa e que tenhas de ter muita paciência para me aturares. Tens de cumprir a tua promessa de andar comigo às cavalitas um dia inteiro! Quero ser a menina-mulher que tu mereces, desejas e amas. Quero um "nós", em vez de um "eu" e um "tu".