publicado por Cantinho da Manu às 2013-05-24 08:30:26
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Seguir Perfil »publicado por Cantinho da Manu às 2013-05-24 08:30:26
Como nuvens pelo céu
Passam os sonhos por mim.
Nenhum dos sonhos é meu
Embora eu os sonhe assim.
São coisas no alto que são
Enquanto a vista as conhece,
Depois são sombras que vão
Pelo campo que arrefece.
Símbolos? Sonhos?
Quem torna Meu coração ao que foi?
Que dor de mim me transtorna?
Que coisa inútil me dói?
publicado por stipe07 às 2013-05-23 21:17:58
Sanders Bohlke é Natural de Oxford, no Massachussets, e Ghost Boy é o seu novo disco, editado no passado dia dezanove de fevereiro através da Communicating Vessels. Falo de um álbum escrito durante uma espécie de retiro que o músico fez num inverno recente nas frias montanhas da Virgínia e que espelha a evolução natural de um homem que começou por ser um simples cantor e escritor de canções, que tinha a guitarra acústica como principal amiga e confidente para, mantendo estes elementos, tornar-se num projeto a solo mais abrangente e imaginativo.

Ghost Boy abre com Pharaoh, uma canção que ao começar com um verso à capella que fala de crying eyes in the cemetery breeze, muito ao estilo de uns Fleet foxes, desde logo constrói uma soberba imagem de paz e tranquilidade dentro de nós. E esse tapete que se acomoda no nosso íntimo acaba por ser o poiso ideal para as vocalizações, a bateria, o baixo e a distorção elétrica da guitarra que Ghost Boy, o tema homónimo, contém, um tema que nos delicia com o piano e o baixo, que em conflito se abraçam numa melodia única, sendo sonoramente algo novo e refrescante no cardápio musical de Sanders. De seguida, em Lights Explode a viola e o piano criam uma atmosfera sonora contemplativa que fala da dor do arrependimento.
Mas o disco tem mais pérolas que vale a pena descobrir. The Loved Ones e Serious revisitam os momentos mais acústicos e ambientais da carreira de Sanders. Nesta toada menos elétrica sobressai a curiosa e religiosa An Unkindness of Ravens, um tema que usa uma bateria em crescendo e uma guitarra elétrica para falar da fúria de Deus e da forma emocional como ele range e chora quando lida com a a sua suposta criação e dela dispõe quando considera que não somos legítimos das maravilhas que Ele criou e vê-se forçado a fazer descer um manto de escuridão sobre a Terra. De seguida, em Across The Atlantic, o falsete de Sanders fala de uma viagem pelo oceano, na busca de paz e tranquilidade e pede ao mesmo Deus da canção anterior para que seja mais gentil, delicado e compreensivo.
Um outro tema que me marcou foi e também destaco é Atlas, uma canção que tem a particularidade de se sustentar em sintetizadores e teclados com efeito e que se prolongam em Serious. As cordas de Long Year falam da saudade de tempos passados, nomeadamente de quando o músico tinha dezoito anos e quer a letra quer a melodia tornam a música incrivelmente sombria e algo inquieta.
Ghost Boy termina com a descrição da mulher perfeita em My Baby, outro tema com belíssimos arranjos acústicos e com Death Is Like A Beating Drum, uma canção de amor que se destaca por incluir um banjo.
Ghost Boy requer tempo e merece uma audição atenta e dedicada já que é o resultado sonoro das experiências de vida de um compositor que tem lutado e ultrapassado vários obstáculos, até se tornar no músico experiente e maduro que este disco plasma, cheio de momentos complexos e etéreos e de exuberantes paisagens sonoras. Cada canção de Ghost Boy é uma espécie de extensão das memórias e das emoções de Bohlke. Espero que aprecies a sugestão...
01. Pharaoh
02. Ghost Boy
03. Lights Explode
04. The Loved Ones
05. Atlas
06. Serious
07. An Unkindness Of Ravens
08. Across The Atlantic
09. Long Year
10. My Baby
11. Death Is Like A Beating Drum
São de pedra menina, são (...)
publicado por Cantinho da Manu às 2013-05-23 20:42:49
publicado por L.Frasco às 2013-05-23 19:07:01
A Gaffe e um segredo dos (...)
publicado por Gaffe às 2013-05-23 13:46:14

(foto de Leombruno Bodi, 1954)
Esta mulher é belíssima!
Traz todo um romance nos cabelos. Andamos de gôndola branca sob colchas escarlate das varandas, sempre que a imaginamos a sorrir.
Para agudizar a densidade do mistério, há aquela eterna suspeita de que há um pecado a pairar sobre ela.
Surge como que exilada em qualquer instância balnear de luxo antigo. Gelo branco, recolhe as mais dolorosas rosas das mãos dos homens que despreza enquanto na cama antiga de lençóis com rendas o esguio e pálido amante, nu, adormece.
Há segredos pousados no pescoço dos deuses que fazem da Vida um perfeito romance.
BNM // Empire Of The Sun (...)
publicado por alternativenation às 2013-05-23 13:28:37
publicado por Malagueta Man às 2013-05-22 22:46:41
Ingredientes:
200gr Arroz carolino de boa qualidade
Agua qb
1 mão cheia de Favas
1 Cálice de vinho branco
4 Tomates maduros sem pele e sementes
1 Cebola picada
1 Alho picado
Caules de salsa picados
Sal
Pimenta preta
Salsa picada
Azeite
Folha de louro
1 Colher de sobremesa de vinagre balsámico.
4-Tempere com sal.
5-Quando cozido, acrescente o vinagre balsámico, a pimenta preta acabada de moer e a salsa picada
Malagueta Man
publicado por stipe07 às 2013-05-22 22:03:54
Baby Yaga é o segundo longa duração dos Futurebirds, uma banda norte americana natural de Athens, na Georgia, formada por B-Miles, Wolmeo, Cartezz, Dahhnis e Tojo. O disco foi lançado no passado dia dezasseis de abril e sucede a Hampton's Lullaby, álbum editado a vinte e sete de julho de 2010 pela Autumn Tone Records.
No folclore eslavo Baba Yaga é um monstro do sexo feminino que vive na floresta e ataca crianças. Isso não significa necessariamente, segundo a tradição local, que seja um ser maléfico, mas é certamente um ser místico e misterioso, talvez inventado para exercer algum típo de pressão psicológica na hora de comer a sopa ou em que é necessário ir para a cama a horas decentes.
A sonoridade dos Futurebirds e o conceito da mesma enquanto banda também é um pouco assim; À primeira vista, olhando para a capa do álbum, adivinha-se que o conteúdo sonoro poderá ser algo pesado e sombrio, mas Baby Yaga é um compêndio de folk psicadélica animada e cósmica. A única faceta sombria deste disco teve a ver com o processo moroso e complicado que a banda teve de suportar para encontrar uma editora que apostasse neste seu segundo álbum, tendo sido esse o tal monstro maléfico que sobre eles pairou.
Gravadas durante sete meses e escritas pelos cinco músicos, as treze canções do álbum foram sendo apresentadas ao grande público, já que o grupo, apesar de não ter editora, decidiu não deixar de andar em digressão. sem a banda saber se alguma vez teria editora para as editar e com esperança de que alguém reparasse neles, foram tocando-as em vários concertos, algo que acabou por suceder, por intermédio da Fat Possum. Há quem considere que a transição do palco para o estúdio de algumas canções retiraram-lhe aquela faísca que só a reprodução ao vivo supostamente tem, mas estes treze temas não deixam de ter a sonoridade típica do country norte americano, com uma intensa toada rock e não são, ao contrário do que se possa imaginar, demasiado influenciadas pela estrada, com o caos a ser sempre muito controlado e a eletricidade das guitarras, apesar de enérgica, bastante ponderada e melodicamente idílica e meditativa, apesar do groove hipnótico que ficou reservado para o encerramento, com St. Summercamp.
Algumas canções ultrapassam os cinco minutos, mas não há, por isso, excessos, ou solos de guitarra empilhados, quase sempre a cargo de Dahhnis, musicalmente talvez o elemento mais criativo dos Futurebirds. Tematicamente, muitas das letras são sobre funcionamentos disfuncionais e a própria morte, servindo a música como um bálsamo comum contra a angústia que esses temas provocam. Apesar de, como já disse, todos os músicos do grupo escreverem e comporem, a crítica considera que Cartezz é, como já disse, o elemento mais inspirado, com a sua escrita, inspirada numa América confusa, a demonstrar um talento especial para o detalhe, algo bem patente nos ecos ondulantes de Virginia Slims e em Serial Bowls (When the nurse saw me drop, She said mama should’ve used that birth control, because where my heart was supposed to be, was like nothing they'd ever seen, there was nothing, but a smoking hole), canção que poderia ter sido retirada de Reckoning, o segundo disco da careira dos conterrâneos R.E.M..
No cenário indie norte americano onde a reformulação sonora de sonoridades nativas tem sido a norma, os Futurebirds ainda terão um caminho longo a percorrer até atingirem a notoriedade de nomes fundamentais da country alternativa atual, mas Baby Yaga prova que eles têm a habilidade para compôr as canções que precisam para subirem ao escalão principal do cenário musical local. Espero que aprecies a sugestão...
01. Virginia Slims
02. Serial Bowls
03. American Cowboy
04. Tan Lines
05. Felix Helix
06. Dig
07. Keith And Donna
08. The Light
09. Death Awaits
10. The Doewg
11. Womeo
12. Strangers
13. St. Summercamp
trinta e cinco qualquer coisa...
publicado por tcp às 2013-05-22 17:17:48
publicado por Pedro às 2013-05-22 16:46:14
Escolho apenas duas. Uma, em frente à Sorbonne (que é necessária e obrigatoriamente um foco pulsante de diversidade) recolhida ontem, Maio de 2013, no século XXI, portanto. A outra, em Avignon, apenas porque acho francamente atraente o tipo que no cimo das escadas segura o painel e muito comestível o moço musculado e empolado de braços posicionados como os do pugilista antes do combate.
São manifestações epidémicas. Pululam por toda a França. Crescem como cogumelos.
As máscaras coadunam-se com os slogans e com a luta travada. Fazem lembrar a do Fantasma da Ópera. Não simbolizam o rosto de uma maioria silenciosa, encarnam a miscelânea que resulta do encontro entre habitantes de armários (de todas as espécies e feitios) cerrados e invioláveis e umas cançonetas que soam como os ecos de tempos infames.
BNM // Dirty Beaches – Ca(...)
publicado por alternativenation às 2013-05-22 13:37:30
trinta e cinco qualquer coisa...
publicado por tcp às 2013-05-22 11:52:45
« I believe that everything happens for a reason. People change so that you can learn to let go, things go wrong so that you appreciate them when they’re right, you believe lies so you eventually learn to trust no one but yourself, and sometimes good things fall apart so better things can fall together. »
— Marilyn Monroe
publicado por Gaffe às 2013-05-22 10:46:28

Sejamos práticas, raparigas!
Se a Primavera se tornar tímida, fazendo com que o Verão espere friorento a hora marcada para embarcar no navio do nosso contentamento, reconheçamos que só há uma Primavera em cada dia e é preciso canta-la bem florida.
Se a alvorada vier no baloiço dos perfumes, pode valer a pena sabermo-nos perdidas. Haverá sempre, aqui e além, o lugar exacto para nos encontrar.
trinta e cinco qualquer coisa...
Este blog anda mesmo fraquinho
publicado por tcp às 2013-05-22 10:38:01
publicado por Pedro às 2013-05-22 10:23:15
O historiador e ensaísta francês Dominique Venner, 78 anos, suicidou-se hoje no interior da Catedral de Notre Dame, em Paris, em protesto contra a legalização do casamento dos homossexuais.
É de uma imbecilidade confrangedora fazer esta ligação directa. Um tiro na boca contra uma lei que devia ser, deste sempre, um Direito inabalável. Só os mitos, os heróis, os mártires e os génios aliam a própria morte à defesa intransigente daquilo em que acreditam. Venner não pertencia a nenhum destes grupos.
Foi militante da extrema-direita, membro do Movimento Nacionalista Europeu e conotado com o movimento anti-gay francês.
Qualificou a legalização do casamento do bichedo como lei infame e acrescentou que, passo a citar, não será suficiente organizar educadas manifestações de rua para travar [a lei]. É a uma verdadeira reforma intelectual e moral que importa lançar. Esta reforma deverá permitir uma reconquista da memória identitária francesa e europeia.
Há memórias na identidade europeia susceptíveis de provocar cataclismos e de abrir buracos negros na consciência do Homem.
Aparentemente cumpriu o que apregoava: Serão necessários novos gestos, espectaculares e simbólicos para despertar, socorrer as consciências anestesiadas e avivar a memória das nossas origens. Estamos numa época em que as palavras devem ser autenticadas pelos actos.
Apesar de sinistro, Venner, merecia todo o meu respeito intelectual. Director da revista bimensal de história La Nouvelle Revue d'Historie e excelente na escolha dos títulos das suas obras (Un samouraï d'Occident, le bréviaire des Insoumis - Um Samurai do Ocidente, O Breviário dos Rebeldes, são títulos do catano), sempre deu ênfase ao combate cultural, acabando por ser considerado o pai fundador da chamada Nova Direita que teve a sua época de oiro nos 70 e 80 do século passado, apesar de ter sido derrotado pelo javardo Jean-Marie Le Pen.
O homem conseguiu, na morte, ser comparado a Mishima. Esta aproximação é absolutamente idiota. O japonês sacralizava os valores dos samurais e atingiu pelo génio o estatuto que lhe permite lugar cativo na fileira dos que jamais se poderão apagar da história.
Venner é apenas um suicida. Um suicida inteligente, inteligentemente errado. Não há muita coisa pior do que se estar profundamente errado de forma profundamente inteligente. Pode levar ao suicídio.
Um bolo que faz qualquer (...)
publicado por Moira às 2013-05-22 00:10:58
Desta vez e na sequência da minha colaboração com o substituto de sal Bonsalt trago-vos um bolo que faz qualquer um feliz, desde que goste de chocolate, é claro. E porque um dia não são dias, um aniversário é sempre um bom pretexto para se fazer um bolo especial.
A receita foi ligeiramente adaptada de um livro já bastante antigo de uma conhecida marca de adoçantes e realizada, a pedido, para o aniversário de duas grandes amigas minhas, mãe e filha que fazem anos no mesmo dia.
Bolo Mousse de Chocolate
Ingredientes:
Para a Massa
Para a decoração
Preparação do Bolo:
Bater as gemas com o açúcar até dobrar o volume e adicionar a farinha, mexendo apenas para envolver.
Derreter o chocolate partido em pedacinhos com a manteiga, 1 minuto no micro-ondas na potência máxima, mexer com uma vara de arames e se necessário colocar mais 10 segundos, mexer até o chocolate estar todo derretido.
Adicionar o chocolate derretido às gemas.
Bater as claras em castelo com uma pitada de Bonsalt e envolvê-las com uma espátula no preparado anterior.
Levar ao forno quente em forma untada e polvilhada com cacau.
Deixar arrefecer um pouco e desenformar.
Deixar arrefecer completamente antes de decorar.
Preparação da cobertura e decoração:
Derreter o chocolate, 1 minuto no microondas, juntar o café, mexer para envolver e verter apenas no centro do bolo, espalhando ligeiramente com as costas de uma colher.
Pôr framboesas a toda a volta do bolo, colocar as restantes espalhadas por cima do bolo e decorar com as folhinhas de hortelã.
Public Service Broadcasti(...)
publicado por stipe07 às 2013-05-21 21:03:53
Fundados em Londres em 2009, os Public Service Broadcasting são a banda de J. Willgoose e Wrigglesworth, uma dupla com vários EPs, no cardápio dos quais se destacam War Room (2012) e que acaba de lançar Inform – Educate – Entertain, o álbum de estreia, que chegou aos escaparates no passado dia seis de maio, por intermédio da Test Car Recordings. Inform-Educate-Entertain é já um dos trabalhos discográficos mais originais e peculiares de 2013, devido ao conceito único que alberga, o de cruzar narrações de filmes antigos de propaganda dos arquivos do BFI (British Film Institute) com música. A ideia, explicam, é ensinar lições do passado com música do futuro, sendo esta, desde a estreia, a imagem de marca dos Public Service Broadcasting.

O grande segredo de Inform – Educate – Entertain não é propriamente a sonoridade, ou seja, se fosse apenas um álbum instrumental, teria momentos extraordinários, mas nada que, por exemplo, os seus conterrâneos OMD no Genetic Engineering e no Dazzle Ships ou, na atualidade, com uma melhor qualidade de produção do som, os Spiritualized, os The Avalanches, ou até os British Sea Power, com uma pitada de Kraftwerk, já não tivessem proposto. No ítem melódico o que impressiona é ser apenas uma dupla a estar aos comandos de toda a miríade instrumental que é debitada ao longo do disco.
O grande segredo, ou melhor, o ovo de colombo, digamos assim, de Inform – Educate – Entertain é a voz que, nos onze temas, se materializa em samples e trechos das vozes que narraram antigos filmes britânicos de propaganda, nas décadas de trinta e quarenta. Assim, Inform – Educate – Entertain, será, de certeza, o único disco em 2013 a solicitar créditos à BBC por se servir de Marie Slocombe, uma secretaria desse canal de televisão que acidentalmente descobriu nos arquivos da estação alguns dos filmes usados no álbum e, principalmente, por usarem a voz de Thomas Woodrooffe, antigo tenente e comandante da Royal Navy, autor da obra Vantage at Sea: England's Emergence as An Oceanic Power e comentador nos Jogos Olímpicos de Berlim, que decorreram em 1936.
A peculiar e distinta receita de Inform – Educate – Entertain acaba por ser eficaz e logo no tema homónimo de abertura, quer a fórmula, quer as intenções conceptuais do disco, ficam claras; As onze canções polidas do álbum assentam nos riffs de guitarra viscerais de Willgoose, nas batidas pulsantes, um baixo muitas vezes frenético e sintetizadores muito direcionados para o krautrock. Há também lugar para a eletrónica retro de The Now Generation, vestígios de vocalizações hip-hop na inebriante Night Mail e um certo folk rock fornecido por um banjo que se destaca, por exemplo, em Theme From PSB e em ROYGBIV, com a particularidade de, nesta última, esse instrumento de cordas misturar-se com teclados atmosféricos e elementos típicos do disco sound. No entanto, a hipnótica, acelerada e pulsante Spitfire, Everest e a luminosa Signal 30 feita de um intenso rock progressivo, acabam por ser sonoramente os meus grandes destaques do disco, com Everest, por exemplo, a ser suportada por belos arranjos que lhe conferem uma toada épica muito intensa.
A audição de Inform – Educate – Entertain acaba por não ser apenas um mero exercício de contacto auditivo com um disco pop, mas uma experiência mais alargada, visual e sonora, já que o álbum poderia muito bem ser um documentário sobre um dos períodos mais difíceis da história de uma Inglaterra orgulhosa do seu passado, mas que ruma decidida para o futuro e que nunca foi tão posta à prova, interna e externamente, como em determinados períodos do século passado, revistos nestes filmes. Já agora, os próprios filmes já feitos dos singles retirados de Inform – Educate – Entertain, Spitfire (a bird that spits fire, a spitfire bird) e Everest, seguem esta fórmula porque se servem de excertos dos filmes antigos narrados durante a canção.
Com Inform – Educate – Entertain os Public Service Broadcasting tornam-se nos novos gurús do post rock experimental, através de um compêndio sonoro que nos leva numa jornada pelo passado e que cumpre com distinção a missão de cruzar história, música pop, educação e entretenimento. Espero que aprecies a sugestão...

01. Inform – Educate – Entertain
02. Spitfire
03. Theme from PSB
04. Signal 30
05. Night Mail
06. Qomolangma
07. ROYGBIV
08. The Now Generation
09. Lit Up
10. Everest
11. Late Night Final
Conselho de Estado: a fla(...)
publicado por L.Frasco às 2013-05-21 18:34:58
publicado por Cantinho da Manu às 2013-05-21 18:09:52
publicado por Selênia às 2013-05-21 14:21:06
BNM // Vampire Weekend @ (...)
publicado por alternativenation às 2013-05-21 14:16:47
Técnicas de migração inov(...)
publicado por Universo de Paralelos às 2013-05-21 13:00:06
Já alguma vez tiveram uma vizinho/a convencida? Por acaso, já viveram porta-a-porta com um vizinho/a que se preocupa convosco? Será que há vizinhos/as que, realmente, não querem morar perto de vocês? Ou já ouviram ecos falsos sobre vocês provenientes da casa ao lado?
Para mim, os vizinhos são o melhor e o pior que podemos ter, muitas vezes são vistos como factor decisvo quando, por alguma razão, se impõe uma escolha entre assentar arraiais num meio citadino ou num meio rural. Porque, diz-se - eu próprio partilho dessa impressão - que num ambiente mais citadino há mais barreiras no contacto com aquele que mora na porta do lado. Muitas vezes porque os horários não coincidem, demasiadas vezes porque o stresse diário não permite e porque normalmente a campaínha está avariada.
Não obstante estas razões serem válidas, não posso afirmar com completa certeza que esta distância é apresentada como a razão de todos os males socio-urbanos. Isto porque me estou a recordar de uma anedota que ouvi há umas semanas atrás e que relatava a história de uma canção – só é anedota por ter sido amplamente divulgado pelos meios de comunicação social.
Além da vizinha se sentir mal com tamanha indiscrição, ninguém me tira a ideia que a senhora gostaria, na realidade, que os versos da canção lhe dissessem respeito. Ora se, na altura, as injúrias e a difamação das quais a vizinha se queixava não passavam de um mero apontamento local, é bem possível que a senhora se sinta muito mais desrespeitada depois de ter tornado esta música num fenómeno “pimba” nacional.
Pode-se descrever a vizinha como uma pessoa extra-sensível e algo egocêntrica processou o cantor, Pandim da Graça viveu momentos cómicos, a desgraça caiu sobre o artista e nas boas graças dos média nacionais. E nem a boa convivência tão característica de zonas rurais, safou o “cantor” de tamanha publicidade. Uma coisa agressiva, de facto.
Até o Quim Barreiros deve ter pena por não ter nasvido num meio rural do género, bem perto de uma vizinhança tão reacionária, com cabritinhas e gelados de framboesa, brioches feitos com arte e saber e tesouras para aparar o bigode.
Ouro sobre azul para o homem que, num misto entre golpe de sorte e de génio (se assim foi, devia conhecer bem a vizinha e esperava tal reação, pois não havia ninguém com o mesmo nome nas redondezas), se tornou no rouxinol da música popular portuguesa. Neste momento deve doer o cotovelo a muitas produtoras nacionais que nunca se lembrariam de tamanho golpe de génio na promoção de um activo seu.
Neste caso, a amizade entre vizinhos desfez-se entre o romantismo inveterado do artista e a egocentricidade púdica da vizinha, sem nunca esquecer a malícia que ambos viram numa música que é tão pura e inocente como o Carlos Silvino no processo “Casa Pia”. Mas percebe-se que todo o processo foi uma diversão. Pelos vistos, os movimentos internos de migração recomendam-se, à imagem do que acontece com técnicos agrários e cantores populares nacionais. Tendo em conta os recentes êxitos, ainda há vida nas regiões mais remotas do nosso país.
Paulo Jorge Rocha
publicado por Universo de Paralelos às 2013-05-21 12:58:55
Dizem que as primeiras vezes são especiais e esta não foi excepção. Corria o ano da graça D’el Rei que não existe, porque vivíamos numa república e eu estava, como nos outros dias todos, a comer uma tangerina em cima de um touro no cio. Como era de prever morri com tuberculose.
No início não compreendi o que se passava e as perguntas levantaram-se com rapidez e repetição matemática. Onde estou? Como vim aqui parar? Porque é que estou a usar umas calças amarelas?
Ouvi música agradável e como qualquer homem inteligente decidi segui-la na esperança de encontrar mulheres quase nuas e parcialmente bêbadas. Em vez disso, caminhava sob um tapete feito de ramos de alecrim e folhas de oliveira que me traziam à memória o aroma agradável de um paraíso mediterrânico ao despertar do sol. Ao meu lado surgiam corredores de mulheres em tronco nu, que tocavam em harpa o Hino da Alegria, num tom sério. Vestindo um smoking do qual os vincos nem sonhavam aproximar-se, um mordomo distribuía por mim, e só por mim, rissóis de leitão e cerveja fresca. Naquele enorme corredor fez-me companhia um indivíduo ao qual comecei por apelidar de maricas, mas que depois acabei por perceber que era o António Variações. Diz-me ele “Tenho que ir comprar comida para o peixe.” Disse-lhe “Não deixes para amanhã o que podes fazer hoje.” Rimos os dois como que se tivéssemos fumado uma tonelada de haxixe.
A viagem estava a ser agradável. Nem tive que fazer check-in, porque a funerária tratou de tudo, e caminhava na companhia de uma figura distinta. Apareceu Deus a comer Donuts e a chupar o açúcar dos dedos. Eu sabia que ele era guloso ao ponto de fabricar seres humanos como a Rosie Jones ou a Joana Duarte, mas não o imaginava tanto. Mostrou-me os cantos à casa. Só duas reclamações: A piscina tinha um gafanhoto morto a boiar e no céu, os alemães também usam meias e sandálias de praia. O quarto era espectacular. Era num edifício central, com jacuzzi e minibar recheado e grátis. O único senão é que cada vez que o queria abrir tinha de rezar um Pai Nosso.
Este pessoal cá no paraíso tem um ego que valha-me deus, não dá uma sem pedir logo duas. “Eu deixo-te beber um copo de Jack Daniel’s, mas antes tens de dizer uma lengalenga para mostrar que me adoras”. Gente picuinhas…
Voltei à Terra quatro dias depois porque disseram que eu era um génio e que fazia lá falta. Para mim, foi por ter feito quatro vezes cocó na recepção do hotel, mas toda a gente sabe que um gajo quando está apertado parece que deixa de pensar e qualquer lugar serve. E ninguém lhes manda ter uma recepção com azulejo espelhado.
Acordei, em pé, confuso, em frente a um balcão de café, onde um homem me perguntava “O seu café é curto, cheio, normal ou com um pingo de mijo?” e logo se levantaram as questões que me pareceram apropriadas. Onde estou? Como vim aqui parar? Porque estou a usar umas calças amarelas?
Johnny Almeida
BNM // Daft Punk feat. Pa(...)
publicado por alternativenation às 2013-05-20 23:16:32
Noah And The Whale – Hear(...)
publicado por stipe07 às 2013-05-20 22:24:55
Formados em 2006 e liderados por Charlie Fink, Os britânicos Noah And The Whale de Charlie Fink, Tom Hobden, Urby Whale, Fred Abbott e Michael Petulla estão de vregresso aos lançamentos discográficos com Heart Of Nowhere, o sucessor de Last Night On Earth, disco essencial na discografia desta banda londrina porque a catapultou definitivamente para o estrelato, apesar de, na minha opinião, a verdadeira obra prima do grupo ser The First Days Of Spring, álbum de 2009. Heart Of Nowhere viu a luz do dia a seis de maio por intermédio da Mercury e foi gravado nos West London's British Grove Studios, de Londres.

A sonoridade dos Noah And The Whale deambula entre uma forte linha de baixo, a luz do violino e as guitarras em desafioa A primeira boa notícia que se pode divulgar deste quarto disco da carreira do grupo é que o seu conteúdo sonoro relaciona-se mais com a tal obra prima de 2009 do que com o antecessor de 2011; Esse disco foi uma espécie de tiro ao lado na discografia do grupo, porque foi pensado quase única e exclusivamente para o sucesso comercial, mesmo que o preço a pagar tivesse sido alguma perca de identidade, de esquecimento do ADN sonoro do grupo. Portanto, com a chegada de Heart Of Nowhere, Charlie Fink e os parceiros de grupo voltam aos eixos, tratando do novo álbum como um ponto de aprimoramento controlado e contendo algumas boas composições, mas já muito longe do propósito orquestral que alimentou Peaceful, The World Lays Me Down, o primeiro disco do grupo, editado em 2008.
Com um som amplo e com as cordas e os sintetizadores a assumirem importante papel, Heart Of Nowhere é uma proposta que parece encontrar acerto e uma certa dose de novidade naquilo que os The Killers propuseram em Battle Born o ano passado. Assim, o disco está carregado de referências dos anos oitenta, nomeadamente a power pop onde o amor que rompe a noite, a vontade de crescer e a tentativa de agarrar um sonho, fazem lembrar alguns dos álbuns essenciais de Springsteen e a captura de marcas expressivas que definiram a música dessa época. Há batidas e vozes cheias de eco, canções amarguradas por acordes melancólicos e sintetizadores que se espalham sem receio e parecem prencher as lacunas e os sons vazios e pouco expressivos que criaram em 2011, além de fazerem dos Noah And The Whale definitivamente intímos da melhor música pop que se ouve atualmente.
Logo em Introduction, onde é muito bem vinda a presença de Anna Calvi na voz, é clara a relação com o pós punk e outras marcas específicas construídas há mais de três décadas; Esta canção deixa claro que o rumo agora é outro e que há um propósito claro de resgatar o lado mais comercial do grupo, já que são várias as canções com um ADN cheio de airplay. Duas delas são There Will Come a Time e Now Is Exactly The Time, autênticos hinos de verão, que se tornam, sem demora, em verdadeiros vícios auditivos. All Through The Night ou Lifetime, são mais dois temas que seguem a pegada revivalista dos anos oitenta, que nas mãos deste quinteto parece ter sido bem aproveitada, através de uma agilidade pop que os faz percorrer caminhos da indie folk até chegarem a estradas onde o rock acelera sem respeitar limites de velocidade. A primeira destaca-se por ter uma guitarra muito aditiva com solos que deliciam os nossos ouvidos e a segunda agarra-se a alguma da tradição folk da banda e dispara violinos que são bem secundados por um baixo primaveril, que sublinha uma letra nostálgica que recorda sonhos, rezas e promessas.
Já agora, no que diz respeito às letras, todas da autoria de Fink, Heart Of Nowhere será o disco mais introspetivo do grupo, já que a escrita do vocalista e guitarrista dos Noah and The Whale fala muito de memórias, experiências de vida, amores e outros sentimentos que perduram, dando a sensação que ele às vezes é já demasiado maduro para os ainda vinte e sete anos que carrega. A esperança é outro sentimento muito presente neste álbum e Fink tenta mostrar-nos que a família e os amigos são núcleos essenciais nas nossas vidas.
Numa época onde abundam propostas de cariz mais sombrio e lo fi, no quarto disco da carreira os Noah And The Whale utilizam todo o seu potencial e continuam a fazer o que mais sabem; Canções com uma forte aúrea pop e a estabelecerem uma ponte perfeita entre a melancolia, o romance, a dor da perda e uma certa paz de espírito carregada de sabedoria. Espero que aprecies a sugestão...
01. Introduction
02. Heart Of Nowhere
03. All Through The Night
04. Lifetime
05. Silver And Gold
06. One More Night
07. Still After All These Years
08. There Will Come A Time
09. Now Is Exactly The Time
10. Not Too Late
publicado por Selênia às 2013-05-20 19:57:25
Ontem fiz sushi caseiro. Não mostro fotos...ficou horrível.
Continuando, ontem fiz sushi e sobraram-me umas tiras de salmão e de atum, portanto hoje fiz espetadas
publicado por L.Frasco às 2013-05-20 16:41:42
publicado por stipe07 às 2013-05-20 13:03:21
Os Scott & Charlene's Wedding acabam de divulgar o primeiro avanço para Any Port In a Storm, disco que verá a luz do dia a vinte e dois de julho através da Fire Records. A canção chama-se Fakin' NYC e reflete a mudança do cantor Craig Dermody, natural de Melbourne, na Austrália, para essa cidade norte americana, além de demonstrar a admiração do mesmo pelos Pavement. Confere...
Nos próximos meses os Local Natives irão andar em digressão para promover Hummingbird, o seu mais recente disco. Começam na Austrália, em junho vão aos EUA e em julho vêm à Europa. Em setembro regressam aos EUA. Para comemorar o início da digressão estão a disponibilizar, em modo ÉFV, Wooly Robot, uma remistura para Wooly Mammoth, um dos temas de Hummingbird. Confere...
Hibou é um projeto musical liderado por Peter Michel, um músico de Seattle que tem estado a fazer upload de temas da sua autoria em várias plataformas de venda de música. Uma das canções que divulgou recentemente foi a atmosférica Glow, um tema que nos remete para os Beach Fossils e os DIIV. Confere...
Em antecipação à digressão europeia que estão prestes a iniciar, os norte americanos Liars disponibibilizaram no seu site, em troca de um email, duas canções novas, I Saw You From A Lifeboat e Perfume Tears. As duas composições trazem as sonoridades apresentadas em WIXIW, disco que lançaram em 2012 e que divulguei. Ainda não se sabe se as duas canções sobraram do processo de gravação de WIXIW ou se são temas novos. Confere...
01. I Saw You From The Lifeboat
02. Perfume Tear

Apresentada em 2007 como parte do excelente For Emma, Forever Ago, Skinny Love é ainda hoje uma das melhores músicas já criadas por Justin Vernon dentro da curta discografia do Bon Iver. Frequentemente a canção é remisturada ou alvo de versões, sendo a última a dos nova iorquinos Silent Rider, que a disponibilizaram em modo ÉFV. Confere...
trinta e cinco qualquer coisa...
Séries que deviam passar (...)
publicado por tcp às 2013-05-20 09:47:36
I am a body dysmorphic, without the dysmorphic. I am a bulimic without the sick. I am fat.
“I wish so much there had been a Rae when I was growing up. It would have made my life so much easier to have had someone real on TV that I could have looked at and gone: ‘I kind of look like her. I don’t look perfect, but she’s got friends. People love her so maybe people will like me for being me. I don’t have to change. I can just be myself…’ How can kids and teenagers feel comfortable when they can’t see anyone who looks like them anywhere? (…) The thing about Rae is that no matter if you’re a boy or a girl, old or young, you can instantly relate to her because you’ve felt like that at some point. But what is normal? Normal is different to every single person.” — Sharon Rooney

