As Mentiras Que Te Vou Contando....
publicado por Marina Ricardo às 2013-05-26 01:28:34
perfil público
Alexa
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Alexandra
Apelido
Reis
Data Nascimento
00-00-0000
Sexo
F
Artistas / Bandas Favoritas
Muse, Paramore, TBEP, Cassi Thomson, Chris Brown, Ne-Yo, Jordin Sparks, One Republic, Rihanna, Run DMS, The Calling, Inna, IYAZ, Nickelback.
Músicas Favoritas
This is How You Remind Me, Wherever You Will Go, Starlight, Tattoo, Vem Dançar Kuduro, Obsesion, Apologize, uprising
Programas TV Favoritos
Ossos, diários de um vampiro, Valemont,
Filmes Favoritos
Twilight
Livros Favoritos
.Nómada, Twilight, Cidade de Ossos, Cudade dos vidros, Cidade das cinzas, Conflito Sangrento, Reunião Sangrenta, Anoitecer
Interesses
Com a vizinha: Concurso de cuspo, cantar, dançar, afzer parvoices, matrecos.
Frase Favorita
Primeiro vem a calma depois a tempestade
As Mentiras Que Te Vou Contando....
publicado por Marina Ricardo às 2013-05-26 01:28:34
As Mentiras Que Te Vou Contando....
publicado por Marina Ricardo às 2013-05-26 01:00:32
Pensávamos que tínhamos a eternidade. Mas, a eternidade não é tempo, não se conta.
Lisboa, hoje queria estar(...)
publicado por Annie às 2013-05-26 00:03:59
Neste momento, sinto inveja de todos vocês que se encontram fora ou já com os pés na Meo Arena. Dentro de horas, verão os meus cinco meninos a cantar para vocês, a fazer palhaçadas, a ganhar a vida mas acima de tudo a serem felizes e a fazer aquilo que tanto amam com os seus melhores amigos.
Uns chamam-me louca por ter a idade que tenho e gostar de uma boysband, outros até tentam perceber mas não compreendem. É orgulho, é subitamente um orgulho que me enche o peito de cada vez que eles vendem todos os bilhetes para um concerto em pouco mais de uma ou cinco horas. É orgulho de cada vez que eles partilham um bocadinho da vida deles comigo, e com muitas outras pessoas. É orgulho ver que não se esquecem das pessoas que lhe dão tantas oportunidades e das quais nunca se vão esquecer. É um orgulho ver os noticiários portugueses a falar deles.
Infelizmente, não tenho a mesma sorte que as onze mil pessoas que vão estar hoje no antigo Pavilhão Atlântico para o último concerto da Tour Europeia dos One Direction. Mas sabem que mais? Um dia, serei eu a ver um concerto deles. Se tiver de esperar mais dois, cinco ou dez anos não me interessa. De uma coisa tenho a certeza, um dia iriei. Porquê? Porque desde pequena que me ensinaram a lutar por aquilo que quero e nunca desistir dos meus sonhos por mais estúpidos e infantis que esses mesmos sonhos possam parecer.

A todos vocês que vão estar naquele espaço, peço-vos duas coisas: proporcionem aos rapazes o melhor concerto destes últimos tempos, mimem-nos, mostrem-lhe o que as fãs portuguesas são capazes, divirtam-nos e acima de tudo divirtam-se. A segunda coisa que vos peço é que tenham cuidado, aproveitem mas evitem confusões ou outras situações mais desagradáveis.
Se algum leitor ou leitora deste blog tem a oportunidade de ir ao concerto, depois passem por aqui e contem-me tudo.
publicado por Cate J. às 2013-05-25 18:40:49
15ºCapítulo
Sangue

Marge olhou-os a todos, preparando a sua faca para que ficasse sempre à mão. Susie fez o mesmo, e Grace agarrou melhor no seu arco, começando a relembrar-se de todos os sítios onde tinha escondido as suas flechas. Assim que a porta do elevador se abriu e todos saíram o corpo da idosa caiu no chão manchado de sangue mais escuro que o normal. Rafael, mandou o elevador para baixo, para que ninguém daquele andar visse o que se tinha sucedido e começou a andar na direcção de um gabinete em específico.
-Rafael – Marge estava parada mais atrás – para onde é que nos estás a levar? – perguntou, mas o meio humanóide, não ligou, apenas abriu a porta do gabinete de Frank.
Estava nu, assim como Anastácia também o estava e para piorar, ele estava em cima dela, que estava em cima da secretária. Os papéis estavam todos espelhados no chão e até o ecrã do computador tinha caído.
-Apanhados em flagrante delito – disse Rafael com um sorriso maldoso nos lábios. Grace que estava um pouco mais atrás a ver aquilo, agarrou-se à barriga enquanto sentia vómitos consecutivos, só não vomitou porque o que tinha no estômago não era nada. A mãe dela, agarrou-lhe nos ombros enquanto olhava para aquela cena. Até agora estava desconfiada de que eles iam atacar Frank sem qualquer prova, Rafael nunca tinha gostado dele, podia ser uma espécie de vingança, mas agora percebia que não era. Ela abanou a cabeça num tom de desaprovação, enquanto Frank parecia atónito e sem saber o que fazer. Estava congelado em cima de Anastácia a olha-los já ela, estava a sorrir e esticou um braço a Rafael, que apenas revirou os olhos.
-Até que ela nem era má de todo – disse Quint assentindo com a cabeça como se aprovasse.
Susie estava um pouco mais pálida que os outros, olhando para a cena com uma expressão desiludida, ela que pensava que tinha encontrado uma amiga a sério, tinha encontrado uma aberração. Apesar de ter alinhado na busca, ela tinha uma esperança de que a amiga se fosse desculpar, mas não, agora já não havia volta a dar. Ela era má, ela queria acabar com tudo.
-Olhem para trás de vocês – Frank tinha descongelado, tapando-se agora com a sua própria roupa. Grace foi a primeira a olhar para trás e arregalou os olhos quando viu humanóides a aparecer por toda a parte.
-Lembraste de eu ter dito que havia pelo menos mais um Grace? – perguntou Quint com um sorriso. Estava divertido? Grace arregalou os olhos, tirando uma flecha de trás das costas, apontado para os humanóides. Ao sentir Rafael atrás de si ela olhou-o pelo canto do olho.
-O que é que eu faço? – perguntou baixinho.
-Tentas sobreviver – disse ele num tom baixo. Grace sabia que aquilo era uma tradução de: “mata”. A rapariga sentiu os seus sentidos ficarem mais alerta quando viu dois humanóides atacar Susie – Cuidado – gritou-lhe atirando duas setas de um modo rápido e genial acertando em cheio nas testas de cada um, que caíram para o lado. Susie ficou um pouco em choque, com a sua wakizashi (espada) a tremer-lhe nas mãos, mas logo lhe conseguiu mostrar um meio sorriso. Ao sentir alguns movimentos atrás de si, que não devia sentir, Grace virou-se para trás e matou mais outro que a estava quase a atacar. Ela não gostava de o fazer, mas sabia que se não os matasse, todos os seus amigos iam morrer.
-Sai – gritou Rafael com todas as suas forças para Grace, que só se apercebeu depois de ter um rapaz de olhos azuis e cabelo preto, com umas bochechas de bebé e um olhar inocente em cima dela pronto para mata-la. Ela não conseguiu, ela olhava para aqueles olhos e definitivamente não conseguia mata-lo.
-Ele não é humano – gritava-lhe Quint que o tirava de cima dela e o executava. Os irmãos agarraram cada um num braço da rapariga e levaram-na para dentro do gabinete de Frank. Este, observava tudo muito atentamente sorrindo de vez enquanto, mas Marge aproximou-se e depois disso Grace não conseguiu ver mais nada porque Rafael agarrou-lhe na cara – acorda. – ela olhou os seus olhos, vendo depois Quint ao lado com uma expressão preocupada. Ela assentiu e endireitou-se apertando o arco nas suas mãos.
-Vão, eu estou bem – Quint assentiu afastando-se e correu até ao lado de Susie quando a ouviu gritar por si. Rafael ainda a ficou a olhar, só quando ela desviou o olhar é que ele deu uns passos para trás, virando-se para Anastácia que estava a arranjar um plano para saltar dos vinte andares que estavam debaixo dos seus pés. Até ela morreria se saltasse.
-Não me vais matar loirinha – disse Anastácia com a cara a ferver apesar de pálida. Pálida e assustadora.
-Já ouvi isto em alguma vez e acabaste desmaiada – sorriu Grace apontando-lhe a ponta afiada da seta à sua testa com um sorriso. – Eu consigo fazê-lo. – garantiu.
-Grace – ouviu Rafael, ela olhou para trás pelo canto do olho e só o viu assentir.
-Rafael! – Anastácia gritou ao perceber que ele dava permissão a Grace para a matar, mas Grace não precisava de nada disso, foi só largar e fazer com que a flecha fosse ao encontro da sua testa. Pela primeira vez não teve pena de matar um humanóide. Deu um passo para trás virando as costas. Anastácia tinha ainda os olhos abertos, uma expressão assustada e uma linha fina de sangue vermelho muito escuro a escorrer-lhe pela testa. Estava presa à parede ainda em pé, parecia uma estátua. Frank tinha parado de lutar com Marge quando o corpo da amante lhe caiu perto dos pés. Apanhando-o distraído, ela encostou uma faca ao pescoço do seu suposto amigo.
-E tu ainda me mentes descaradamente a dizer que a amas – gritou-lhe Marge abanando a cabeça. – Como é que és capaz de trair o teu sangue?
-Da mesma maneira que ele consegue trair o dele – apontou com o queixo para Rafael. – Eu não menti. – Grace parou para o olhar, mas nem conseguiu fazê-lo por muito tempo, apenas abanou a cabeça virou costas. Marge não o ia matar, talvez o resto da vida dele na prisão fosse um castigo suficiente, senão o pior. Estava a ir para fora do gabinete para matar todos os outros que faltavam, mas já vinha tarde. Estavam todos mortos finalmente. Com um suspiro cansado, Grace encostou-se ao corpo manchado de sangue negro de Quint, mas ela nem se pareceu incomodar.
-Quero sair daqui – disse ela. Quint olhou-a com um meio sorriso.
-Já acabou tudo.
publicado por p;αndяαde. ॐ às 2013-05-25 18:25:40
Não, a sério que eu fico sem vir ao blog cerca de um mês e quando volto percebo que o blog das minhas fics voltou a ser copiado? Ainda por cima pela mesma pessoa (para quem não sabe do que estou a falar: aqui está um post que fiz nessa altura). É que se fosse copiada de forma menos evidente, ainda era naquela, mas agora ter um layout igual ao meu? É ganda abuso. Acho uma falta de respeito fazerem isso. Não têm imaginação? Epá, não façam nada. Não têm jeito para visuais? Peçam a alguém! Este foi um dos motivos que me fez deixar de escrever a fic, porque não existe nada mais frustrante do que te esforçares para uma coisa e depois veres isso ser copiado, por uma miúda que ainda nem a puberdade deve ter atingido! Sinceramente acho isto tudo além de uma falta de respeito, uma falta de carácter. Eu trato bem toda a gente, inclusive ela quando lia as minhas coisas e comentava e depois deparo-me com este tipo de coisas? Não suporto gente que além de infantil é mal formada.

Aqui está o blog dela tão bem personalizado e tão original (a melhor parte é que ela adicionou vários posts meus aos favoritos, tipo -.-)
http://runlikethewind.blogs.sapo.pt
publicado por Andrusca ღ às 2013-05-25 14:34:10
Capítulo 22
Apenas o Princípio * Parte 2
- Vocês… são… monstros – murmurou Chelsea, olhando finalmente para elas.
- Sim, somos – disse Blinke, sorrindo-lhe e dando-lhe uma bofetada em seguida, que a fez cair para o lado. Chelsea ficou a sangrar do lábio, e Jensen queria ir ajudá-la mas estava preso no poder das Bruxas, ainda não se conseguia mover.
- Porque é que não me matam, apenas? – Perguntou Chelsea, com a raiva espelhada na voz – Isto não é culpa minha?! Não fui eu que vos causei todos os problemas?! – A Defensora do Oculto levantou-se fracamente e ficou frente a frente com as Bruxas – Fui eu. Eu arruinei os vossos planos. Por isso força, matem-me a mim.
- Não… não foste apenas tu… - murmurou Lyux, fazendo com que Jensen subisse até ao tecto e depois caísse para o chão, batendo com força – O Byron trocou-nos. Não trocaste? Condenaste-nos… e pelo quê?
- Amor – murmurou Jensen, enquanto se levantava desajeitadamente – Troquei trevas e angústia por amor.
Ele não se lembrava muito da sua vida passada. A maior parte das coisas que sabia eram apenas pelas histórias que tinham ouvido, mas mesmo apenas isso dava-lhe para entender quão miserável a vida na Escuridão devia ser. Dava-lhe para perceber que se algo transformou um guerreiro tão mau quanto ele, num lutador justo e bom, deve ter sido algo muito forte. Algo muito superior.
- Escolheste o lado errado – disse Blinke, fazendo com que o rapaz fosse de encontra a uma parede e deixando-o cair no chão.
- Pára! – Gritou Chelsea, correndo até ela e investindo num murro. Mas a Bruxa agarrou-lhe na mão e puxou-a para a frente, fazendo-a cair de barriga no chão – Parem…
- És patética – disse Lyux, que, com um gesto de mãos, levantou Jensen e levou a espada até ele, cravando-lhe a lâmina no abdominal, fazendo-o gritar estridentemente. Mandou-o para o chão, mais precisamente para cima de Chelsea, e esta, entre lágrimas e terror, retirou-lhe a espada e agarrou-lhe na cara, para que este olhasse para ela. Ele estava meio deitado no seu colo, e as lágrimas de Chelsea caíam-lhe para o peito. Chelsea pressionou a ferida, mas o sangue não parava de sair.
- Lento… doloroso… - murmurou Blinke.
- Não, não pode ser – dizia Chelsea baixinho – Não tu, não morras Jensen… não me deixes… por favor não morras…
- Shh – Jensen levou a sua mão até à cara da Defensora do Oculto e fez-lhe uma festa a custo – Eu amo-te caracolinhos.
Se Chelsea já chorava, então aí é que tudo chegou ao fim. A dor que sentia era demasiado forte para ser descrita. Era mais do que pessoas normais conseguiriam suportar. Jensen deixou que a sua mão caísse ao mesmo tempo que Chelsea lhe via a luz ausentar-se dos seus olhos azuis, outrora cheios de vida e felicidade.
- Não… não, não, não… não me podes deixar Jensen! Não me deixes Jensen! – Gritou ela, enquanto o abanava na esperança que ele acordasse. Mas ele não acordou. A rapariga retirou as mãos da ferida e fechou-lhe os olhos, pousando o seu corpo no chão frio e levantando-se em seguida.
Chelsea levantou-se e olhou aquelas duas Bruxas como nunca tinha olhado ninguém. Ela odiava-as acima de tudo o resto.
Will acordou nesse instante, e apenas levantou a cabeça do chão, para ver a acção que se estendia à sua frente. Queria ajudar, mas sabia que ao ínfimo movimento que as Bruxas detectassem, seria a sua morte. Chelsea viu-o, mas não ligou. Ela já não ligava a mais nada.
- Vocês… - murmurou a ruiva, dando dois passos em direcção às irmãs – Vocês não têm ideia…
- Assim é melhor – disse Lyux, com um tom divertido – Admite lá, raiva não sabe tão melhor que todos os outros sentimentos estúpidos?
Chelsea engoliu em seco. Ela olhava para as caras nuas de sentimentos daquelas duas Bruxas e tudo o que conseguia ver, tudo em que conseguia pensar, era nos bons momentos que passara com os seus amigos. Nas gargalhadas que dera com Cassie. Nas vezes que o irmão mentiu aos pais para a proteger. Da altura em que Jensen apenas gozava com ela, e depois quando começaram a namorar. E depois via-as a matarem-nos. Um a um, vezes e vezes sem conta. Isto estava-se tudo a passar no seu cérebro por poucos segundos. Todas as memórias, todos os arrependimentos e todos os feitos. Chelsea deixou que mais uma lágrima lhe escorresse pela face e ficou de olhos fechados. Ela não estava a lutar. Estava a desistir. Não tinha mais nada por que lutar. Não tinha as pessoas que amava. Não queria lutar por uma cidade que a condenava. Não queria ser a heroína do povo. Queria voltar a ser a rapariga que chega sempre tarde às aulas por não ouvir o despertador, e não por ter que perseguir demónios mal o sol nasce.
- Chorar é para fracos – disse Blinke, rindo-se. Will engoliu em seco. “Não desistas…”, pensou.
Mas ela ia desistir. Estava a um passo de lhes implorar que a matassem. A um passo de ela própria acabar com a vida, se preciso. Mas em todas as trevas há uma luz, seja ela grande ou pequena. E no caso da Defensora do Oculto, não há luz maior. Chelsea sentiu um calor confortador passar-lhe por todo o corpo, e quando abriu os olhos viu a sua última lágrima a cair no chão e a criar a luz mais intensa que alguma vez vira.
- Mas o que é isto? – Perguntou Blinke – Protegendo-se da luz com as mãos.
- É… magoa! – Queixou-se Lyux. Chelsea não percebia o que se passava. Ela não controlava os poderes como Faith os tinha controlado. Não sabia que aquele poder provinha dos sentimentos que nutria por todos aqueles com quem se importa. Que vinha do seu coração puro e repleto de coisas boas.
- Pára! – Gritou Lyux.
Mas ela não parou. Continuou a reviver os anos de felicidade. Todas as festas, todas as piadas, todas as gargalhadas. Até as quedas eram boas naquele momento.
- Pára com isso! – Blinke tentou mover Chelsea com a mente, mas o seu poder foi bloqueado por algo muito maior.
- O poder da Defensora… - murmurou Will, antes de ser forçado a fechar os olhos devido ao brilho intenso que se instalara na sala.
Também Chelsea não aguentou com os olhos abertos, e a certa altura o brilho irradiado da lágrima era tão forte que também os fechou. À medida que o brilho aumentava, Chelsea sentia-se mais fraca, mas não se importou. Viu que o que quer que aquilo fosse, estava a resultar. Lyux e a irmã transformaram-se em pó, e nesse momento, quando Chelsea não aguentou mais, gritou e deixou-se cair para o chão, ao lado de dois pequenos montes de partículas de pó que se espalharam com o vento causado pela queda.
- Chelsea! – Gritou Will, que, ainda a ver mal devido ao brilho a que fora submetido minutos atrás, se apressou a chegar a ela.
“Também te amo, Jensen”, foi o último pensamento da bela Guerreira Defensora contra o Oculto.
❦
Chelsea abriu os olhos lentamente. Sentia-se bem, leve, relaxada. Deu por si deitada sobre um colchão bastante fofo e cómodo, e a sensação de paz passou a partir do momento em que se lembrou os seus últimos feitos. Levantou-se sobressaltada, ficando sentada. O que teria acontecido? Reconhecia aquele espaço como o quarto de Will, mas como teria lá chegado?
Will, que estava de pé ao pé da janela, apercebeu-se do movimento no quarto e voltou-se de imediato para a Defensora do Oculto, que olhava para ele com incompreensão.
- Calma – pediu ele, aproximando-se e sentando-se ao lado dela.
- A Cassie… o Jensen… o meu irmão… - Chelsea murmurava e engolia em seco, estava fora de si. Como se estivesse presa num mundo só dela e não conseguisse respirar. Estava a sufocar do pânico.
- Eles estão bem. Chelsea, tu…
- Morri – disse ela, com uma voz baixa – Eu morri, eu… e eles… - os olhos da rapariga começaram a ficar enlagrimados à medida que se ia lembrando de tudo ao pormenor – eles morreram, eles…
- Shh – fez Will, calmamente, agarrando nas mãos da rapariga – Consegui que os Guardiães vos ressuscitassem. A todos vocês – explicou, captando toda a atenção de Chelsea – Mas foi preciso muito poder e eles acabaram por retirar algumas memórias… ninguém se lembra do que aconteceu. Ninguém se lembra de quem tu és, do que fazes, nem de que te ajudaram. Nem de coisas relacionadas com toda esta história. Nada, é como se nunca ninguém tivesse descoberto nada. Lamento muito Chelsea, mas eles estão mais protegidos assim. O teu irmão está em casa, como a Cassie. Os Guardiães mandaram o Jensen de férias, com os pais. Pensaram que talvez precisasses de tempo. Quem me dera que não tivesse sido preciso mas foi inevitável. Não podíamos apagar a tua memória porque a luta apenas agora começou. Mas eles…
- Ninguém? – Interrompeu-lhe a rapariga, com o coração a andar a mil à hora – Nem o Jensen?
Will abanou a cabeça e fraquejou com o seu modo de ser, livre de sentimentos, quando viu uma lágrima escorrer pela face da Defensora. Ele também estava triste. Não tinha sido assim que tinha imaginado. Apertou-lhe a mão e mostrou-lhe um pequeno sorriso com a ideia de a consolar.
- Ao menos estão vivos – murmurou Chelsea, enquanto tentava parar as lágrimas. Mas doía demasiado saber que os tinha tão ao pé e tão longe ao mesmo tempo – Ao menos estão vivos.
- Lamento tanto – disse Will – Chelsea… - a rapariga levantou o olhar e deu com ele nos olhos de Will – Isto foi apenas o começo.
- Eu sei. É disso que tenho medo.
Continua... ❦
Bem chegámos ao fim da primeira parte da história.
Podem não ter gostado muito do final, mas tenham em mente que não é mesmo o final e que as coisas ainda podem mudar.
O que acharam de tudo até agora?
Fantasminhas com ou sem blog que gostam de ler e não comentar, agora era uma boa altura para quebrarem essa regra.
Quanto à segunda parte da história, posto-a assim que tiver os comentários nesta, vão ter as partes todas seguidinhas porque já estão escritas há muito.
Beijinhos.
publicado por Nessa às 2013-05-25 11:27:39
... de comer leitão de Negrais!
Vale a pena os quilometros e o tempo...
Comi até não poder mais, e mesmo depois de cheia ainda dividi mais um bocado com a minha irmã e arranjei espaço para uma fatia de bolo de chocolate!
Fiquei deliciada e valeu ter faltado às aulinhas!
http://runlikethewind.blogs.sapo.pt
publicado por Andrusca ღ às 2013-05-25 11:26:00
Peço desculpa à Francis Marie.
Samantha andava às voltas pelo quarto que lhe tinha sido designado para ficar. Sabia que em poucos minutos teria que se apresentar a Raj como Samuel, para o pequeno-almoço, mas também estava consciente de que o rei esperaria a presença da rapariga que julgara morta. Como é que ia fazer aquilo? Não se conseguia desdobrar, não conseguia ser duas pessoas ao mesmo tempo.
(...)
- Vossa Majestade, com todo o respeito, mas eu sou uma convidada no seu palácio, não uma prisioneira. Além de que as roupas das princesas são demasiado para mim. Bem sei que nasci na nobreza, mas asseguro-lhe que sou bastante simples. É apenas por algumas horas.
- Se me é permitido, comprometo-me a acompanhar a lady nas compras – disse Raj
(...)
Mais atrás, os dois soldados iam comentando o que viam. Os risos do comandante, a maneira como eles remexiam as bancas, tudo.
- Está a ficar apanhado por ela – disse Eresm – Nota-se logo pela baba que lhe escorre da boca.
- E podes culpá-lo? É bem bonita ela – dizia Quorq.
Querem ler o capítulo? Já está postado aqui e só a Francis Marie é que o leu.
Kiss
As Mentiras Que Te Vou Contando....
publicado por Marina Ricardo às 2013-05-25 00:00:04
Há um ano, estava a viver o meu último dia em Vila Real, aquele que durou 48 horas. O dobrado, o especial. O da saudade, o nosso.

As Mentiras Que Te Vou Contando....
publicado por Marina Ricardo às 2013-05-24 23:27:50
De todas as coisas estupidas que eu faço - de vez em quando-, esta deve ser a pior. Pensar em ti.
O mais irreal neste processo todo é que eu já nem conheço a tua cara (parvo, não é?!?). Às vezes, no meio desses pensamentos, costumo achar que se te vir na rua, não te reconheço. Passaram o quê? Três anos desde que cortamos contacto completamente. (Já agora, sempre te quis perguntar: porque deixaste de me responder aos emails?).
Aconteceu tanta coisa… tanta… há tantas vidas entre nós. Vidas paralelas que jamais podiam coexistir, interligarem-se.
Por isso, quando penso em ti, expiro sempre profundamente, na esperança de que, algum dia, com o ar, tu sais também. Não sais.
http://runlikethewind.blogs.sapo.pt
publicado por Andrusca ღ às 2013-05-24 15:22:50
Capítulo 22
Apenas o Princípio * Parte 1
- Isto é tão aterrador – murmurou Chelsea, enquanto caminhava pelo corredor quase isento de luz no qual tinha ido parar após ter atravessado o portal para o Mundo da Escuridão.
- Olha-me para estas figuras… parecem pessoas – opinou Jensen, apontando para seres que estavam imóveis, feitos de cera, encostados à parede por uma grande parte do corredor. Chelsea aproximou-se de um e tocou-lhe.
- É porque são pessoas – murmurou, vendo o terror espelhado nas caras dos bonecos de cera todos curvados e com posições de quem pede misericórdia.
Chelsea aproximou-se de um cavaleiro da Idade Média, com uma espada nas mãos, e retirou-lhe a espada. Ele era apenas um boneco, mas a espada era bem real. Foi à parede paralela e retirou a espada ao outro boneco, dando-a a Jensen.
- Tu sabes sequer como manusear isto? – Perguntou ele.
- Vou aprender sob pressão – disse a rapariga.
- Talvez devesses ir… isto é perigoso e… eu podia tratar disto e ia ter contigo em menos de nada. Vai.
- Estás maluco? – Chelsea parou a meio do corredor e voltou-se para ele – Não.
- Mas… tu vais morrer aqui. Vá lá Chels, nós vamos todos morrer aqui. Salva-te.
- Achas que não sei disso? – Perguntou-lhe, chocada – Eu conheço as histórias, sei que não tenho o poder necessário… Mas não posso fugir Jensen. Acredita em mim, é o que mais quero agora. Mas não posso. Não te posso deixar aqui. Nem a ti, nem ao Will.
- Nem sabes se ele cá está. Só porque não sabes onde está, não quer dizer que esteja aqui.
- Ele está. Chama-lhe intuição.
Jensen suspirou e olhou em volta. Ele estava preocupado com a amada. Não queria que nada de mal lhe acontecesse, mas sabia que era demasiado teimosa para voltar para trás. Só esperava que não se magoasse. Sabia que não tinha as aptidões suficientes para lutar esta luta, que o confronto se estava a dar cedo demais. No fundo, sabia que as chances da bela rapariga de caracóis ruivos morrer eram elevadas.
- Devias confiar nela, as suas intuições da Defensora costumam estar certas – ouviu-se pelo corredor. Chelsea reconheceu a voz como a de Lyux.
- Onde estás? – Gritou a Defensora do Oculto, enquanto olhava para todos os lados.
- Apressa-te… ou o loirinho acaba por as pagar – avisou a voz.
Chelsea olhou alarmada para o rapaz da máscara e em seguida desataram os dois a correr pelo corredor que parecia interminável. Chegaram a uma porta dupla, de pedra escura, que se abriu sozinha, e lá dentro puderam ver uma sala redonda com cinco cadeiras grandes posicionadas mais acima da altura do chão. Numa dessas cadeiras estava Lyux, saudando-os com um sorriso. Já Will encontrava-se à sua frente, desmaiado no chão.
- Will – murmurou Chelsea, correndo até ao rapaz para verificar se estava bem. À medida que se aproximava, via outra silhueta aparecer-lhe ao lado – Cassie…
O som da gargalhada de uma das cinco Bruxas da Escuridão fez-se ecoar pelo palácio, e Chelsea olhou-a com raiva.
- Pensava que vocês eram cinco – disse Jensen, para dirigir a atenção de Lyux para si.
- Éramos… deixa-me perguntar uma coisa: o que sabem sobre aquela noite? Aquela em que a Defensora nos deixou miseráveis? – Lyux levantou-se e desceu as escadas, fazendo com que Chelsea retrocedesse e empunhasse a espada simultaneamente.
- O que achas que não sabemos? – Perguntou Jensen.
- A Defensora estava a planear algo contra nós, e tínhamos de agir. Tínhamos um plano, íamos juntar forças, seria tudo melhor. Mas depois a nossa gloriosa irmã, Xay, decidiu fazer tudo sozinha. Ela sempre foi sedenta de poder… uma verdadeira bruxa, se me permitem o trocadilho.
- Xay… - murmurou Chelsea.
- Se não fosse por ela, a Escuridão poderia ter vencido. Desde essa época que nos separámos. E as trevas começaram a erguer-se de novo. Recusámos trabalhar em conjunto, às vezes é mais produtivo fazer tudo sozinhos. Porque em poucos minutos, eu poderei afirmar que eu matei a Defensora. E então todos me temerão a mim. Não a um grupo de pessoas. Só a mim.
- Espera lá um bocadinho – ouviu-se, de novo em eco. Era uma voz mais fininha e algo irritante. Saída do nada, apareceu uma rapariga com um top a mostrar o umbigo, preto, e uma saia até aos pés, da mesma cor. Tinha um cabelo castanho clarinho, e uns olhos escuros.
- Blinke – disse Lyux entre dentes, forçando um sorriso – O que fazes aqui, irmã?
- Achei alguém perdido nos nossos corredores – Blinke, outra Bruxa da Escuridão, estalou os dedos e apareceu Richard, mesmo no centro da sala, desnorteado e a olhar para todos os lados.
- Richard – murmurou Chelsea, sentindo o seu coração a disparar. Como se não bastasse terem os seus amigos, tinham agora também o seu irmão.
- Desculpa, queria ajudar… ela apanhou-me e… - Richard ia andar em direcção à irmã, mas uma força invisível mandou-o de encontra à parede, fazendo com que Chelsea gritasse de pânico.
- Eu não disse que te podias mexer – disse Blinke, sorrindo e aproximando-se de Chelsea – Ora, ora, ora, ela não é uma gracinha? Tu arruinaste mesmo as coisas para os nossos lados…
- Não é como se isto fosse o meu passatempo preferido – respondeu a Guerreira Defensora.
- Queres ver qual é o meu? – Perguntou Lyux, aproximando-se também mais.
Chelsea engoliu em seco. Aquilo só podia indicar que algo pior estava a caminho. A Bruxa não esperou que alguém lhe dissesse nada, e levantou Cassie com o poder na mente, virando-lhe o pescoço a 180º num ápice, e deixando-a cair de novo.
- Não! – Gritou Chelsea, ao deixar as lágrimas escorrerem desalmadamente – Porque é que fizeste isso?! Ela não te fez nada, era inocente!
Jensen agarrou na namorada para que esta não fosse ter com o corpo sem vida da rapariga dos piercings. Para que não ficasse desprotegida. Richard, que se estava a levantar naquele momento, deixou-se cair de novo para o chão, horrorizado.
- Tens razão – disse Blinke, para a irmã – Isso é divertido. Posso fazê-lo agora?
- Tanto faz – respondeu Lyux, encolhendo os ombros. Blinke olhou para Richard e sorriu maliciosamente.
- Não… não, não, não, não, não – disse Chelsea, soltando-se do braço de Jensen para atacar Blinke com a espada. Mas assim que o fez, a lâmina quebrou antes sequer de atingir a Bruxa, e esta riu-se ao mesmo tempo que impulsionou a Defensora do Oculto para poucos metros adiante, fazendo-a cair brutalmente no chão.
Foi a vez de Jensen investir, mas Lyux agarrou-o pelo pescoço e mandou-o também para longe, com a maior das facilidades.
- Não o faças – pediu o rapaz, a Blinke.
Chelsea usou o seu poder de telicnese para mover também as Bruxas, mas estas poucos milímetros se moveram. Ela não era forte o suficiente.
Richard começou a sentir a pior sensação de todas quando se sentiu ser levantado apenas pelo ar. A sensação de saber que ia morrer e não havia nada que pudesse fazer para o impedir.
- Pára! Pára! – Gritava Chelsea, enquanto, ao levantar-se corria para as Bruxas. Mas Lyux fê-la ficar encostada à parede sem se poder movimentar, e a rapariga apenas tinha o desespero para se agarrar – Richard! Não! Pára! Não o magoes!
Jensen foi também preso à parede e fechou os olhos com força quando ouviu o estalar de um osso e um grito estridente dado pelo melhor amigo. O seu joelho tinha sido quebrado, e as Bruxas riam.
- Devíamos ter pensado nisto mais cedo – ria-se Blinke, enquanto Chelsea chorava e gritava ao mesmo tempo.
Jensen deixou escorrer uma pequena lágrima pela bochecha. Para ele, estava tudo acabado, nunca as conseguiriam vencer.
- Por favor pára… - foram as últimas palavras que a rapariga do cabelo ruivo disse antes de também a cabeça do seu irmão se voltada com brutidão e o seu corpo cair inanimado no chão. As lágrimas começaram a escorrer-lhe velozmente pelas bochechas rosadas enquanto gritava e sentia uma dor agonizante no coração – Não o meu irmão… Richard…
O que acontecia depois? Como iriam os seus pais reagir? Se fosse apenas ela a morrer, ainda se poderiam recompor, mas sendo os dois filhos Chelsea temia que nunca mais fossem sorrir. O seu pai iria certamente culpá-la. Iria amaldiçoá-la por ter levado o irmão para dentro dos assuntos paranormais e por o ter levado à morte.
E os pais de Cassie… como seria explicada a sua morte? Ser-lhes-ia apenas dito que ela estava desaparecida? Se as Bruxas nunca deixassem o corpo na Terra, não seriam todos eles apenas dados como desaparecidos? Ninguém nunca lhes conheceria o destino… o triste fim.
- Vês Defensora? – Perguntou Blinke, caminhando lentamente até ela – Sentes agora o que nós sentimos quando nos tiraste tudo?
Chelsea olhava para o chão e tinha as mãos cerradas em punho. Não se sentia com quaisqueres forças, a única coisa que a fazia permanecer em pé era a barreira invisível que a impelia contra a parede, e quando Blinke a retirou, a rapariga dos cabelos ruivos caiu para o chão e não se moveu. Era como se estivesse presa no seu próprio mundo.
- Agora sabes como nos sentimos – continuou Lyux, aproximando-se também – Mas não penses que acabámos por aqui… - a rapariga olhou para Jensen e sorriu – ainda não te tirámos a coisa que mais amas.
Acho que me devia proteger bem porque algumas de vocês vão-me querer matar :x
As Mentiras Que Te Vou Contando....
publicado por Marina Ricardo às 2013-05-24 14:47:55
Como, ás vezes, pesa este meu coração teu.
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publicado por Andrusca ღ às 2013-05-24 14:40:38
Capítulo 13
Samantha andava às voltas pelo quarto que lhe tinha sido designado para ficar. Sabia que em poucos minutos teria que se apresentar a Raj como Samuel, para o pequeno-almoço, mas também estava consciente de que o rei esperaria a presença da rapariga que julgara morta. Como é que ia fazer aquilo? Não se conseguia desdobrar, não conseguia ser duas pessoas ao mesmo tempo.
- Seja o que Deus quiser… - murmurou, arranjando coragem e saindo do quarto.
Caminhou pelos caminhos do palácio sob o olhar atento dos soldados por quem passava, e apenas rezava para que nenhum deles sentisse a falta de Samuel durante a refeição. Quando finalmente chegou ao salão onde as refeições e os banquetes eram feitos, viu que já todos lá estavam. Os soldados enfardavam toda a comida que conseguissem enfiar na boca, especialmente Eresm e Quorq, enquanto Irinoi e Raj conversavam sobre os eventos da noite anterior; William estava entretido a conversar com mais um grupos de soldados, e a rainha e as princesas estavam mais recolhidas, perto do trono.
- Oh, Samantha! – Exclamou Irinoi, ao vê-la chegar – Mas… estás com o vestido do baile de ontem?
Ela engoliu em seco.
- Pois é que… não tenho mais nenhum – disse, só depois apercebendo-se do que tinha dito – Quer dizer, aqui. Não tenho mais nenhum aqui. Porque tenho imensos vestidos.
- Então, já que cá vais ficar uns tempos, talvez o melhor fosse arranjarmos-te algo das minhas filhas, que pudesses usar, ou…
- Gostaria de ir à cidade, e comprar alguns. Se não fizer mal – interrompeu ela, sorrindo-lhe. O rei, porém, não pareceu gostar muito da ideia.
-Não sei se será boa ideia. Depois da visita do… nós bem sabemos quem, talvez o melhor fosse ficares dentro do palácio, em segurança – opinou ele.
- Vossa Majestade, com todo o respeito, mas eu sou uma convidada no seu palácio, não uma prisioneira. Além de que as roupas das princesas são demasiado para mim. Bem sei que nasci na nobreza, mas asseguro-lhe que sou bastante simples. É apenas por algumas horas.
- Se me é permitido, comprometo-me a acompanhar a lady nas compras – disse Raj – E levo os meus dois melhores homens connosco. Ela não correrá perigo, Majestade.
- Esta rapariga é como família para mim – disse Irinoi, agora para Raj –, e já pensei que estivesse morta uma vez. Se algo lhe acontecer, Deus me ajude, vou culpá-lo a si e aos seus homens. Diz-lhes para se prepararem. Quanto a ti, Samantha, compra o quiseres, e diz apenas para porem na conta da Casa Real.
O comandante fez uma vénia antes de se afastar e foi ter com os restantes soldados, que conversavam com o príncipe.
- Algum de vocês viu o Samuel? – Perguntou, despertando a atenção de William.
- O soldado que nunca tira o elmo? Esse? – Questionou ele.
- Esse mesmo, príncipe William. Viu-o?
- Sim, a sair do palácio, bem cedo. Disse que ia conhecer a cidade.
- Hum… - Raj deu meia volta e dirigiu-se a Eresm e a Quorq, que ainda devoravam a comida como se o amanhã não fosse existir – Preparem-se soldados. Vêem aquela dama ali? Vamos escoltá-la pela cidade enquanto procura roupas. Partimos em pouco tempo.
***
- Então e este? É bonito? – Opinou Quorq.
- Não… demasiado elaborado – descartou Samantha.
Estavam no meio da cidade, no mercado, a ver as bancas e a comparar os tecidos e os cortes e os folhos e as rendas. Passaram à próxima banca, e sempre que andavam Raj caminhava ao lado de Samantha e os outros dois seguiam mais atrás.
- Tem bom gosto – elogiou o comandante, referindo-se às roupas que ela já tinha comprado –, isto claro se me permite a ousadia.
- Por favor, não é ousadia nenhuma – para ela era estranho tê-lo a falar assim consigo quando estava habituada às ordens e aos incentivos e gritos de guerra.
- Esses são vestidos do género dos que a minha irmã gostava de usar – voltou ele a comentar.
- Não sabia que tinha uma irmã, comandante.
- Como haveria de saber? Conhecemo-nos ontem.
Ela riu.
- Tem razão.
Mais atrás, os dois soldados iam comentando o que viam. Os risos do comandante, a maneira como eles remexiam as bancas, tudo.
- Está a ficar apanhado por ela – disse Eresm – Nota-se logo pela baba que lhe escorre da boca.
- E podes culpá-lo? É bem bonita ela – dizia Quorq.
E assim continuaram a visita pelo mercado, que durou toda a manhã e parte da tarde.
Quando regressaram ao palácio Samantha pediu para ficar sozinha e foi deixar as coisas ao quarto, onde vestiu a armadura e colocou o elmo, respirando fundo. Saiu apressada, depois de verificar que ninguém a via, e quando ia a fazer a curva embateu em William, que seguia para o quarto da rapariga.
- Will – sussurrou ela, despertando-lhe a atenção.
- Ah, és tu – disse ele – O que é que estás a fazer com isso?
- Sou ambas as pessoas, lembras-te? E hoje o Samuel ainda não apareceu sequer. Tenho que ir jantar assim.
- Mas o pai mandou-me vir buscar a Samantha.
- A Samantha está cansada da caminhada e adormeceu, percebido? Se ele a quiser acordar, relembra-lhe que ela passou por muito, conta-lhe a história triste da vida dela, e pronto. Agora vamos jantar.
William revirou os olhos e seguiram os dois para junto dos outros. Já todos estavam sentados à mesa, e nela estava um grandioso banquete, como já era habitual.
- Ah, Samuel! – Exclamou Eresm.
- A Samantha adormeceu. Coitada, está exausta da visita à cidade – disse William, ao que o rei assentiu.
- Então, o que andaste a fazer o dia todo? – Perguntou Quorq a Samantha – Não me digas que foste ver as meninas?
- As meninas?
- Aos bordéis – esclareceu Quorq.
- Ah… sim, foi isso que aconteceu. Sabem como é, não me queixo mas… uma guerra estraga um homem… - murmurou Samantha, fazendo os outros rir – Peço desculpa, comandante, por não ter avisado a minha deslocação. Não voltará a acontecer.
- Não, não voltará – disse Raj, com um tom seguro – Mas agora junta-te a nós, come.
Comentem, e quem ainda não leu a DDO força (:
Eu simplesmente não sou a(...)
publicado por Nessa às 2013-05-24 12:00:20
A minha mãe chega a um sitio e todas as pessoas que ela conhecer cumprimenta com um beijinho e uma saudação.
Eu, desde pequena, que detesto andar a distribuir beijos por todas as pessoas... Não sou assim, não gosto, e com dois anos já fugia das velhas quando entrava no café e elas queriam beijinhos! Acho que para pessoas que não temos confiança e que só conhecemos porque moram na nossa rua não há a necessidade de andar a beijocar cada vez que se cruzam!
A minha mãe não entende e já desistiu de me "coagir" a fazê-lo cada vez que entro nos cafés e há alguém que eu conheço.
No entanto, entro nas festas de familia e dou beijinhos a toda a gente, farto-me de dar beijinhos aos mais chegados e sou incapaz de mandar uma mensagem (comentários) sem mandar beijinhos!
As Mentiras Que Te Vou Contando....
publicado por Marina Ricardo às 2013-05-23 23:37:01
Passei a tarde a pintar uma casa.
Tenho que admitir que as artes (ou as obras!) perderam um talento.

(O que não se faz pela melhor amiga ❤)
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publicado por Andrusca ღ às 2013-05-23 21:31:48
Capítulo 21
Quando Tudo se Desmorona * Parte 2
- Devíamos chamar a polícia – disse Richard.
Chelsea fingiu não o ouvir e percorreu todas as divisões do apartamento em menos de nada. O seu instinto dizia-lhe que Lyux o tinha apanhado, mas queria negá-lo a todo o custo. Porque se admitisse isso, se admitisse que Will tinha sido apanhado pelo inimigo, então estaria a admitir que o fim estava mesmo a chegar. E isso aterrorizava-a.
- Chelsea… - chamou o irmão, enquanto observava a casa parcialmente arrumada e parcialmente desarrumada. A acção tinha ocorrido na sala de estar, pois em mais nenhuma das outras divisões estavam itens partidos ou sinais de luta – Chelsea!
- Deixa-me pensar! – Gritou a rapariga, levando as mãos aos cabelos – Deixa-me pensar Richard…
- O que é que se está a passar?! – Richard já tinha perdido a paciência. Ele confiava na irmã a cem por cento, e queria ajudar, mas para isso precisava que lhe fossem explicadas todas as coisas que não sabia. O rapaz agarrou nos ombros de Chelsea e abanou-a em sinal de desespero, e ela apenas se soltou dele e suspirou. Ela queria contar tudo, mas temia que isso o pusesse a ele também em perigo.
- Rich… eu sou… - Chelsea parou subitamente ao ouvir um barulho vindo da porta, e num reflexo voltou-se e mandou a figura que lá estava parada contra a parede em frente, vendo apenas depois de quem se tratava. Um polícia com os sentidos atordoados levantava-se agora do chão, e ao pé dele outros apareceram.
A rapariga dos caracóis ruivos ficou em choque quando viu o seu pai junto aos outros homens, de arma apontada a ela. Viu-lhe no semblante que estava desgostoso, aliás, nunca o tinha visto com pior figura. Norman Burke abanou a cabeça e engoliu em seco.
- Não te mexas – ordenou-lhe.
- Pai, o que…
- Eu disse para não te mexeres – disse ele, já com a voz mais firme – Põe as mãos atrás da cabeça.
A filha engoliu em seco e obedeceu, perante o olhar incrédulo de Richard.
- O que é que se passa aqui? – Perguntou ele, olhando tanto para o xerife, como para Chelsea.
- A tua irmã é a Defensora do Oculto – disse o xerife Burke, enquanto algemava a filha que tinha os olhos fechados para tentar suprimir a vontade que tinha de se desmanchar em lágrimas – Lamento imenso… ninguém está acima da lei.
- Ela? Não – Richard riu-se um pouco mas, ao ver as caras de todos os presentes, caiu na realidade e ficou também pasmado – Pai, não a podes prender… é a Chelsea, por amor de Deus.
- Ele tem razão – murmurou Chelsea, com a voz baixa, voltando-se para Richard, já com as algemas postas – Posso pelo menos receber um abraço do meu irmão?
Norman assentiu e Richard envolveu a irmã nos seus braços, apertando-a com força. Ele não podia acreditar.
- Tira o meu colar – sussurrou-lhe ela ao ouvido – Leva-o ao Jensen… ele saberá o que fazer.
- Mas…
- Fá-lo – Richard tirou o colar e sem que alguém visse, quando se desviaram, enfiou-o no bolso das calças de ganga – Adoro-te Richard.
❦
- Como soubeste? – Perguntou Chelsea.
- Recebemos uma dica desconhecida a dizer onde a Defensora ia estar – “Uma dica? Lyux”, pensou ela – O que se está a passar com a cidade? – Perguntou o xerife Burke, enquanto estava de pé do lado de dentro da cela em que tinha fechado a filha, que se encontrava sentada na cama e suspirava.
- Vá lá pai, não me faças isto. Sabes quem eu sou, sabes que não sou má. Conheces-me pai – implorou Chelsea, pela milionésima vez.
- Aqui não posso ser o teu pai, Chelsea. Primeiro tenho que defender esta cidade. Não é o meu trabalho, é quem sou! – Gritou-lhe ele.
- Exacto – disse a rapariga dos caracóis ruivos, levando-se e levantando também levemente a voz – É quem tu és. Da mesma que a Defensora do Oculto é quem eu sou.
- Mas não é normal! Infringiste a lei, agiste sozinha, traçaste o teu destino. E agora tens que pagar por isso.
- Estás mesmo a prender a tua filha? – Perguntou ela, já com as lágrimas nos olhos – Pai, eu juro que não sou má. Estou a tentar ajudar. Tens que me deixar sair daqui, sou a única que pode ajudar Diamond City nesta altura. Sou a única que pode salvar esta cidade. Por favor, juro. Eu não sou má!
- Eu não acredito em ti.
Só uma simples frase. Poucas palavras. Um tom fraco. Uma significância enorme. Chelsea sentiu tudo dentro dela a estalar quando, ao olhar nos olhos do pai, percebeu que o que ele disse era mesmo verdade. Ele não acreditava nela. Nem um bocadinho. Chelsea nunca o tinha visto olhar para alguém como olhou para ela naquele instante. Não estava só zangado. Estava desiludido até ao ínfimo do seu ser. Zangado e desiludido, as duas únicas coisas que Chelsea nunca quis que ele sentisse.
A rapariga deixou que uma lágrima lhe escorresse pela bochecha e Norman desviou o olhar para o chão. Magoava-lhe ver a filha assim, trancada, frágil. Só a queria abraçar e dizer-lhe que a ia libertar. Mas não a conseguia perdoar pela mentira. E a justiça falava mais alto. Pelo menos a noção de justiça que ele tinha em mente.
Chelsea limpou a lágrima e olhou pela estreita janela com barras, para o exterior. As nuvens tinham coberto toda a cidade, e pouca luz havia. Lyux tinha mesmo pensado em tudo.
- Podes-me virar as costas neste momento – afirmou Chelsea, olhando de novo para ele – mas posso-te assegurar que não fazes ideia com o que estás a lidar. Não vais conseguir proteger a tua cidade, xerife Burke.
Norman pressionou os lábios um no outro e pediu ao outro guarda que destrancasse a porta, para ele sair. Depois voltou a trancá-la, e ordenou-lhe que a vigiasse, antes de sair. Chelsea sentou-se de lado, na cama, com as pernas encolhidas, a observar o exterior enquanto enrolava uma ponta do cabelo com os dedos.
“Eu não consigo fazer isto”, pensava ela, “Não consigo lidar com as Bruxas, nem com a Escuridão… não consigo lidar com o meu pai. Só espero que o Jensen não demore… Oh Will, onde é que tu estás no meio de toda esta confusão? Preciso da tua ajuda, preciso que me ralhes e digas que tenho que ser forte. Por favor não morras. Por favor não morras”. A rapariga apoiou a cabeça nos joelhos e fechou os olhos com força. Lyux tinha conseguido deitá-la a baixo, mas Chelsea não a ia deixar ganhar. Não podia. Esteve assim durante sabe-se lá quanto tempo.
Ouviu uma grande algazarra no lado de fora e levantou-se, pondo-se encostada à cela e apertando as barras com as mãos.
- Não te mexas – ordenou-lhe o guarda, que abriu a porta para a delegacia, para ver o que se passava. Assim que o vez, levou com um pontapé e depois um murro que o puseram inconsciente.
- Demoraste bastante tempo – queixou-se a rapariga, enquanto via o rapaz mascarado agarrar na chave da cela, que estava no cinto do guarda.
- Desculpa – não foi Jensen quem lhe falou, mas sim Richard, que entrou nesse preciso momento – Eu obriguei-o a explicar-me tudo antes de lhe dar o colar…
- Fez-nos perder tempo, foi o que foi – queixou-se Jensen, enquanto abria a cela e deixava Chelsea sair – Acredito que isto te pertença – agarrou no colar com o pingente e passou-o para as mãos dela – Porque o tiraste?
- Era o único objecto que me ligava à Defensora, não podia arriscar que mo tirassem como fizeram à minha mala – justificou-se, enquanto o punha de novo ao pescoço.
- Meu… ainda não consigo acreditar – murmurou Richard – E agora?
Chelsea suspirou e deixou a luz mágica do pingente trespassar-lhe o corpo, transformando-a na bela guerreira do povo. Richard ficou de boca aberta, e Chelsea sorriu-lhe.
- Agora lutamos – respondeu Jensen.
Os três saíram da delegacia, cheia de polícias desmaiados, e correram em direcção ao sítio em que as nuvens estavam mais concentradas. O Largo da Câmara. Quando lá chegaram, depararam-se com um género de buraco negro mesmo no centro da rua. Chelsea parou, e os outros dois pararam atrás dela. Ela sabia onde aquilo ia dar. E sabia que tinha que entrar. Mas não queria. Não queria ir sozinha. Não queria completar o seu destino. Não queria ser uma Faith. Queria viver como Chelsea, livre de preocupações.
- Eu vou contigo – afirmou Richard, dando a mão à irmã. Chelsea largou-a de repente e voltou-se para ele.
- Não – afirmou – Tu ficas.
- Então não vás. Chelsea, se tu fores… não vás, vira as costas desta luta… é só uma – implorou-lhe. Ele sabia o que lhe ia acontecer se fosse.
- Não posso… - murmurou ela, olhando de novo para aquele buraco negro, aquele vórtex, e suspirando – Não fazes ideia de quantas vezes desejei que alguém me dissesse isso e me tentasse impedir de ir lutar… só agora é que percebo que teria sido em vão.
- Eu vou com ela – disse Jensen, pondo a mão no ombro de Chelsea – Eu protejo-a, mano.
- Eu adoro-te – proferiu Chelsea, dando um abraço ao irmão, um abraço que podia muito bem ser o último entre os dois.
Jensen deu-lhe uma pancadinha no ombro, e depois correu com Chelsea para o buraco negro, mandando-se para dentro dele em seguida. A porta para o Mundo da Escuridão.
Richard ficou especado por poucos segundos, mas ele não podia deixar a irmã morrer assim. Ela já tinha feito tanto. E tinha tanta vida para viver. O filho mais velho dos Burke engoliu em seco e correu também para dentro do buraco negro, fechando os olhos com força.
Então eu dou um discurso "enorme" sobre a importância dos comentários e só recebo 4?
Andam-me a falhar... ai ai
publicado por Nessa às 2013-05-23 11:28:23

(Imagem retirada da Internet)
Estou mesmo a precisar de algo assim...
Verão, Calor, Agua, Areia e Tranquilidade!
As Mentiras Que Te Vou Contando....
publicado por Marina Ricardo às 2013-05-23 00:17:29
A Marina é boa miúda. Tem cabelos longos, assim pelo meio das costas.
Tenta ser sempre simpática e ferve sem água. Tem sempre a resposta na ponta da língua. É cheia de silêncios e de confusão.
Tem uma personalidade do caraças e uma atitude que valha-me deus. É das duras - daqueles sapos que custam a engolir.
Gosta de escrever, de ler e de ver. É maluca por música – principalmente a dos corações alheios. Essa sim, deixa-a de sorriso na cara!
Quer tudo, por tudo, sem nada. É dela, não é de ninguém, não quer pertença.
A Marina é boa miúda. Cortou o cabelo e quer o mundo. Para ontem, que hoje já é tarde.
(A Marina)
Me and my heart we got is(...)
publicado por Isabela às 2013-05-22 23:14:13
As Mentiras Que Te Vou Contando....
publicado por Marina Ricardo às 2013-05-22 22:37:37
http://runlikethewind.blogs.sapo.pt
publicado por Andrusca ღ às 2013-05-22 20:14:41
Capítulo 21
Quando Tudo se Desmorona * Parte 1
Chelsea estava deitada de barriga para cima, apoiada nos antebraços, e a observar o céu. Não se via nem uma nuvem no horizonte, e o sol brilhava fortemente lá bem alto. Estava um lindo dia. Mais um lindo dia de férias. A primeira semana estava quase no fim. A rapariga respirou fundo e juntamente com o oxigénio veio o cheiro a maresia de que tanto gostava. Retirou os óculos de sol e pousou-os no cimo da cabeça, suspirando.
- Cuidado! – Ouviu, antes de levar com a bola de voleibol na barriga.
- Então pessoal?! – Reclamou, agarrando na bola e levantando-se, enquanto se ria. Revirou os olhos e começou a dirigir-se ao círculo formado por Tony, Helen, Richard, PJ e Jensen, que estavam a jogar voleibol.
- Eu avisei – desculpou-se Jensen, pondo-se à frente dela e rindo-se.
- Parvo – chamou ela, passando-lhe a bola para as mãos. Porém o sorriso desapareceu-lhe rapidamente dos lábios ao sentir um arrepio. Não era a simples sensação do frio a percorrer-lhe a espinha. Era mais que isso. Um mau pressentimento que já a acompanhava há poucos dias. Chelsea respirou fundo e olhou para a imensidade do mar – Eu vou dar um passeio à beira mar.
- Está tudo bem? – Preocupou-se ele. Ele notava que algo estava diferente, mas não queria que ela se sentisse obrigada a contar-lhe.
- Sim, claro – disfarçou ela, pondo o seu melhor sorriso – Eu não demoro.
A rapariga dos caracóis ruivos deu-lhe um beijo na bochecha e PJ, Tony e Helen estranharam. Eles já tinham percebido que havia qualquer coisa, mas ainda não lhes tinha sido dito exactamente o quê.
Chelsea dirigiu-se até à beira mar e deixou que a água salgada lhe molhasse os pés, sorrindo logo em seguida. Ela adorava a praia. Começou a caminhar sempre com os pés a levar com as ondas, e assim, devagar, deixou que os pensamentos tomassem conta de si.
A praia estava estranhamente vazia para a altura do ano, mas não tardaria estariam todos os turistas com as toalhas espalhadas, todos em cima uns dos outros.
Chelsea chegou às rochas, numa das extremidades da praia, e sentou-se em cima de uma, com as pernas encolhidas e os braços a abraçá-las. Voltou a olhar para o céu e viu algumas gaivotas a voar, até que uma pousou na areia.
- Gaivotas em terra… sinal de tempestade – Pensou ela em voz alta.
Estava a ouvir o barulho do rebentar das ondas e a levar com alguns salpicos que saltavam para ela por a onda bater na rocha, quando teve a súbita impressão que alguém a observava. Voltou-se para trás de repente mas não viu ninguém, por isso saiu de cima da rocha e ficou de pé na areia.
- Está aí alguém? – Perguntou, enquanto olhava fixamente para os arbustos que se encontravam um pouco mais à sua frente. De trás deles saiu uma rapariga bastante bonita. Envergava um vestido negro, de atar ao pescoço, e uma racha do lado direito. Nos pés tinha uns sapatos rasos, também escuros. Sorriu a Chelsea enquanto afastava o cabelo loiro platinado dos olhos. A Defensora do Oculto olhou para ela desconfiada, por trás de toda aquela beleza Chelsea sentia algo meio escuro – Posso-te ajudar?
- Sabes… ao princípio não encontrei as parecenças… mas agora… sim, pareces-te com ela – a voz tinha tanto de encantadora quanto de assustadora, e Chelsea sentiu o coração a disparar. Sentia que conhecia esta rapariga, mas não se conseguia lembrar de onde.
- Do que é que estás a falar? – Perguntou directamente.
- Os olhos são o que se nota mais… ela não tinha caracóis como tu… - a rapariga sorriu, e depois suspirou – Permite-me apresentar-me. Chamo-me Lyux – ao dizer estas palavras a rapariga do cabelo loiro deu mais um passo, e Chelsea retrocedeu impulsivamente – E tu és alguém de quem não gosto nada.
Todos os músculos do corpo de Chelsea lhe diziam para se transformar na Defensora. Que corria perigo. Que tudo estava errado. Mas ela estava de tal modo desprevenida que não conseguia fazer nada. Levou a mão ao pingente, a tremer, e apertou-o.
- Relaxa, não chegou a nossa hora… ainda – afirmou Lyux – Guarda as tuas forças para o fim.
- Tu és uma das Bruxas – murmurou Chelsea – Como é que me encontraste?
- Deste um bom espectáculo naquele bar de meia classe. Não achas mesmo que mandaria o Gorman sozinho, achas? Tinha olhos em todos os sítios. Foi fácil.
- O que queres?
- Por agora… nada. Para mais tarde, bem… vais descobrir – Lyux estalou os dedos e desapareceu, enquanto Chelsea continuava a respirar pesadamente e a tremer por todos os lados.
- Oh Deus… - murmurou, antes de começar a correr de regresso ao sítio onde tinha deixado os amigos.
Correu com os pés dentro de água enquanto sentia o terror a absorvê-la por completo. O que quereria aquela Bruxa dizer com “ainda não”? O que estaria a planear? O que poderia Chelsea fazer para a impedir de pôr em uso qualquer plano que tenha planeado?
Quando os começou a avistar ao longe, na brincadeira dentro de água, sentiu um pequeno alívio, pelo menos ainda lá estavam todos. A rapariga dos caracóis ruivos foi à sua mala buscar o telemóvel, do qual telefonou para Will, que não atendeu.
- Raios, raios, raios – queixou-se ela, voltando-se para os amigos. Jensen notou que algo de errado se passava e por isso saiu de dentro do mar e correu um pouco até chegar ao pé dela.
- O que se passa? – Perguntou-lhe. Chelsea apenas o abraçou, e ele agarrou-a também.
- Temos problemas – proferiu a rapariga, quando o largou.
- Estás toda a tremer Chelsea… o que aconteceu? – Insistiu ele.
- Encontrei uma Bruxa – a face de Jensen tornou-se assombrosa, ele já sabia o que isso significava.
- Não estás pronta para lutar com eles – declarou, ao que Chelsea abanou a cabeça. Ela sabia que não estava.
Chelsea suspirou e olhou para o céu, vendo uma grande quantidade de nuvens a aproximarem-se da cidade a uma velocidade fora do normal.
- O que é aquilo? – Perguntou Jensen.
- Não sei. Temos que ir, temos que sair daqui, temos que os levar para casa ou… não sei, mas temos que fazer qualquer coisa. E temos que encontrar o Will, ele é o único que me pode ajudar…
- Está bem – Jensen voltou-se para o grupo, que tinha também saído da água e se estava agora a dirigir a eles – Pessoal, vamos embora.
- Já? Mas ainda é cedo – disse Helen.
- Explicamos depois – disse Chelsea, enquanto se vestia. “Se não morrermos”.
Eles agarraram nas coisas e começaram a andar sempre em silêncio. Nem Helen nem nenhum dos outros percebiam o que se passava, mas não ousaram perguntar. Tony reparou no céu, agora já coberto de nuvens negras. Algo estava errado. Chegaram a um cruzamento e Chelsea parou.
- O que foi? – Perguntou-lhe PJ.
- O Will… - murmurou ela, a olhar para Jensen – Tenho que ir à casa dele.
- Não vais sozinha – disse-lhe ele, num tom mais baixo.
- Tu tens que ir com eles. Deixa-os num sítio a salvo, por favor… eu vou e volto e…
- Eu vou contigo – meteu-se Richard – Não sei o que se passa, mas vocês parecem mesmo preocupados. Eu vou contigo.
A Chelsea não lhe agradava a ideia de pôr o irmão na linha do fogo, mas sabia tão bem quanto ele que Richard era de ideias fixas.
- Está bem – disse a rapariga dos caracóis ruivos – Jensen depois vai ter à minha casa, combinado? Garante-te que está tudo bem antes de os deixares…
- Combinado – Jensen deu-lhe um beijo ao de leve e depois Chelsea puxou Richard pela mão, fazendo com que o irmão começasse a correr ao seu lado.
- Vais-me explicar o que se está a passar?! – Perguntou-lhe ele.
- Mais tarde – prometeu.
Chelsea correu sempre a puxar Richard pela mão. Ela não se importou com os olhares menos discretos, e continuaram a correr apressados, enquanto o seu vestido branco, de atar ao pescoço, fazia companhia ao seu cabelo e ambos esvoaçavam ao sabor do vento causado pela velocidade. Chegaram ao prédio onde Will morava, Chelsea tocou à campainha e esperou.
- Se calhar não está em casa – opinou o irmão.
- Aconteceu alguma coisa… sei que sim… tenho um mau pressentimento – pensou Chelsea em voz alta, voltando a tocar várias vezes seguidas – Raios Will, onde estás?!
- Ei, acalma-te, não é o fim do mundo – disse Richard, pondo-lhe as mãos nos ombros numa tentativa falhada que relaxasse.
- É sim! – Gritou ela, arrependendo-se no momento a seguir ao ver a cara de espanto do irmão – Esquece… não posso explicar. Só… fica por perto.
Chelsea empurrou a porta com a mente e esta abriu-se, fazendo com que Richard desse um pulo e olhasse para ela alarmado. Ele já não estava a gostar nada do rumo que a tarde estava a levar.
Chelsea entrou para dentro do prédio mas ele ficou quieto, e ela voltou-se novamente para ele.
- Confia em mim – pediu, estendendo-lhe a mão.
Richard olhou desconfiado, mas aceitou e subiram os dois pelas escadas. Quando chegaram à porta do Will, esta estava toda escancarada e Chelsea sentiu um aperto no coração.
Bem, queria dizer uma coisinha. Como já sabem, esta história tem 4 partes, e esta já está a terminar (só falta este capítulo mais o próximo, são 22), e já que estamos na recta final por amor de deus, pelo menos no último capítulo, deixem-me um comentário a dizer o que acharam, o que esperam da próxima parte, etc etc, está bem? Mesmo que não tenham blog, é super importante.
Kiss
publicado por Annie às 2013-05-22 16:19:31

I : Não, nadinha de nada :3R: ok.I: Ok? Que se passa?R: não se passa nada.I: O que é que se passa?R: já te disse que não se passa nada.I: R. -.-R: Não se passa nada, simples.I: Mesmo? :xR: sim.I: R. a sério se tens alguma coisa podes dizer.R: Mas eu não tenho nada, I.I: Pronto, eu gosto muito de ti <3.R: pois. eu também.I: Gostava muito que estivesses aqui comigo.R: pois, não deu.I: Isso é muito triste.R: Ai sim? Tens a A. para te fazer companhia por isso não deve ser muito triste.I: Já devias saber que só te quero a TI.R: eu sei.I: Então não estejas com essas coisinhas -.-
As Mentiras Que Te Vou Contando....
Jornalista de Supermercado #19
publicado por Marina Ricardo às 2013-05-21 23:57:29
Com o tempo aprendemos a relativizar as coisas. Os tipos de maçãs deixam de ser cruciais e se nos enganarmos somos capazes de -sozinhos, resolvermos o erro.
Sabemos códigos de cor e de como descontar os vales mais estranhos. Sabemos deixar o cliente feliz e a chefe descansada.
Estamos por nossa conta e cientes que há mais gente a tentar mandar em nós do que para fazer o nossa trabalho.
Vai haver sempre alguém que te vai dizer que o que estás a fazer está incorreto. Que não é assim, que é assado. E vais andar a fazer recados, no armazém, a carregar caixas e cestos e produtos e iogurtes rebentados e ovos podres.
Vai haver sempre alguém para te mandar fazer coisas - pouca gente para te ensinar.
É uma selva de gente maluca - uma selva boa, uma selva má. Depende do dia e da disposição. Depende sempre. O importante é relativizar tudo.

http://runlikethewind.blogs.sapo.pt
publicado por Andrusca ღ às 2013-05-21 20:46:21
Capítulo 12
Quando Samantha e William retornaram ao salão onde o baile decorria, Irinoi estava sozinho no seu trono. A rainha e as princesas já se tinham recolhido, era tardíssimo, faltavam poucas horas para o nascer do sol e a música tinha agora acalmado. Os convidados que ainda restavam estavam de volta das mesas, nos petiscos e nas bebidas, e um ocasional bêbedo dançava sozinho ao som das vozes das conversas paralelas que soavam. Metade dos soldados já estavam caídos a um canto, perdidos de bêbedos, e dos poucos que restavam apenas Raj, o comandante, se mantinha sóbrio.
- Samantha, William, venham cá – gritou o rei, assim que os avistou, fazendo-lhes gestos com as mãos – Comandante Raj, você também.
Aproximaram-se os três e entreolharam-se. Samantha baixou o olhar, sentindo-se ligeiramente incomodada. E se ele a reconhecesse? E se reconhecesse os seus olhos?
- Sim, pai? – Perguntou William.
- Comandante Raj, não acho que já tenha tido a oportunidade de lhe apresentar a Samantha – disse Irinoi, sorridente –, de Walcaster.
- De Walcaster? – Surpreendeu-se o comandante, olhando para ela – Não me leve a mal, mas pensei que…
- Mas não – disse ela, forçando um sorriso – Houve uma sobrevivente.
- Bem, certamente o seu brilho e beleza tornam aquela Noite Negra muito menos escura – disse-lhe, soltando-lhe um sorriso genuíno, para depois lhe fazer uma vénia e lhe beijar a mão.
- Obrigado – agradeceu ela.
- Comandante, onde está aquele soldado que nunca tira o capacete? – A pergunta do rei fez com que Samantha ficasse mais rija – Aquele que tão incrivelmente nos salvou?
- Está nos aposentos, Vossa Majestade – disse a voz de Jonah, vinda de trás deles – Disse que não se sentia muito bem, esteve no baile apenas por momentos – Samantha respirou de alívio e ele virou-se para ela então – Não acredito que tenhamos sido ainda apresentados. Sou o Jonah, um simples soldado – disse, fazendo uma vénia.
- Samantha, é um prazer – alinhou ela, dobrando-se também – E não há nada de simples em se ser um soldado, Jonah, se não fosse por todos vós não teríamos um reino. Um rei sem um exército… é apenas um homem. Não concorda comigo, meu rei?
- Parece que cresceste para te tornares numa rapariga excecionalmente perspicaz – comentou ele, rindo-se – Sim, não poderia concordar mais. Diz-me, tens onde ficar…?
- Bem, eu…
- Então ficas aqui. Pelo tempo que precisares.
- Agradeço, mas na verdade não vou ficar por muito tempo. Depois daquela noite, fui acolhida por um mulher que me deu casa e comida… vim porque achei por bem avisar-vos finalmente de que estava viva. Mas não posso ficar.
- Bem, de certo que eu e os rapazes não nos importaríamos de a escoltar até à sua casa – ofereceu-se Raj, fazendo com que William engolisse em seco.
- Isso não será necessário comandante – meteu-se logo ele –, eu escolto-a eu mesmo. Mas não esta noite. Esta noite ela fica cá, e quando amanhã acordarmos tratamos disso. Que achas Sam?
- Parece-me um bom acordo. Mas agradeço a sua disponibilidade, comandante.
Nesse momento as portas do salão, já fechadas por se encontrarem já relativamente menos pessoas e já ninguém supostamente chegar àquela hora, abriram-se de repente e fizeram um estrondo ao baterem na parede. O rei era o único que estava de frente para ela, e os outros voltaram-se todos para averiguarem o que se passava. Estava um sujeito acompanhado por cinco guardas com armaduras personalizadas em cores de vermelho e preto no cimo das escadas. Irinoi levantou-se do trono, demonstrando uma postura territorial, e Raj levou a mão à espada que tinha no cinto. O impulso de Samantha foi exactamente o mesmo, porém naquele belíssimo vestido de baile não havia lugar para armas. Enquanto o via a descer degrau a degrau, Samantha sentiu-se incapaz, impotente. Via-o aproximar-se, com aquela barba escura e os olhos cheios de malícia, mas nada podia fazer para o travar. Odiou-o com todas as suas forças. Todo o ódio acumulado por dez anos estava agora a surgir. William, de um modo protector, colocou-se parcialmente à sua frente. Esta não tinha sido, de todo, a maneira como ela tinha idealizado vê-lo pela primeira vez após tantos anos.
- Deste um baile e não me convidaste – pronunciou o homem, quando chegou ao fim das escadas – Que rude.
- Não és bem-vindo nesta casa, Marx – apressou-se Irinoi a responder – Guardas!
Num momento os guardas que estavam de serviço puseram-se do seu lado, prontos a dar a vida pelo seu rei se tal fosse preciso, e Jonah desembainhou também a sua espada.
- Tem calma, não vim cá para isso – disse Marx, que avançou mais na direcção de todos e olhou directamente para Samantha – Os meus espiões disseram-me acerca de ti. A morte favoreceu-te, rapariga.
- Então talvez se devesse juntar a mim – disse ela, prontamente, com a voz segura mas os joelhos a tremer. Falar para ele, olhar para ele, e não o poder matar ali queimava cada fibra do seu ser.
- Cuidado com as tuas palavras, estás a falar com um rei – ralhou ele, fazendo William engolir em seco.
- Não há um rei. Há o rei. E o único que há está atrás de mim – respondeu ela, para surpresa de todos – Você é apenas um lorde rude e ganancioso, com castelos roubados.
Marx soltou um sorrisinho cínico e empurrou William, chegando-se o suficiente ao ouvido da rapariga que permaneceu impávida.
- Não sei como sobreviveste, e não sei como chegaste aqui, mas há uma coisa que sei: esse rei que dizes existir, não vai estar vivo por muito mais tempo, e nem tu. Quando te metes com uma cobra, tens que estar atenta ao veneno – sussurrou-lhe, ao ouvido.
Começou então a afastar-se, mas ao subir o terceiro degrau voltou-se novamente para eles ao ouvir de novo a voz da rapariga:
- Tanto veneno é tóxico, sabe? Talvez se envenene a si próprio – disse ela – Se não tiver cuidado, pode ser que morra do seu próprio veneno.
- Estás-me a ameaçar, rapariga? – Perguntou ele, a cuspir as palavras – Talvez devesses controlar as tuas raparigas, Irinoi, quem sabe o que eu poderia fazer desta vez.
Samantha ia dizer algo mais, mas William voltou-se a colocar à frente dela.
- O meu pai já disse não era bem-vindo aqui, lorde Marx. Por favor, saia – disse, com uma voz dura.
Marx assentiu com a cabeça.
- Vemo-nos em breve.
Ele saiu do salão e um dos guardas seguiu-o, retornando apenas quando ele saiu definitivamente das muralhas do palácio. Só então Irinoi se voltou a sentar no trono, com um ar perturbado, e Raj guardou a espada tal como Jonah. William olhou para Samantha com um ar preocupado e, ao ver o seu ar abatido, abraçou-a. Em vez de discutir, ela agradeceu-lhe mentalmente por o ter feito, já não sabia quanto mais tempo se ia aguentar em pé depois de tudo aquilo.
- Ficas aqui, não há mais discussão – disse Irinoi, com o tom severo que apenas utilizava quando grandes problemas estavam para chegar.
- Não vou discutir – acabou por dizer, quando se despegou de William – Agradeço.
- Agora que o Marx descobriu que estás viva, ficas em melhor segurança no palácio – pensou o rei, em voz alta.
- Concordo – disse ela – William, se não te importares, gostava que me guiasses ao meu quarto agora.
- Claro. Pai, falamos melhor amanhã?
O rei assentiu com a cabeça, Samantha fez-lhe uma vénia, despediu-se com um sorriso dos outros, e saiu com William ao seu lado. Juntos subiram as escadas e caminharam pelos corredores, sempre em silêncio. Ele levou-a até um quarto num andar acima daquele destinado a “Samuel”, um quarto muito maior, muito mais luxuoso, digno de alguém da realeza. Só após fecharem a porta, e de a rapariga dar voltas e voltas ao quarto, é que William arranjou a coragem de falar.
- Sam, ouve, o que aconteceu…
- Algo não está bem – interrompeu ela, de rompante.
- Sim, é claro. O Marx encontrou-te, não deves estar nada bem – disse ele, sem compreender.
- Não… quer dizer, sim, não estou bem mas… Como é que ele sabia que eu cá estava? Ele disse que os espiões lhe tinham contado… e isso significa que alguém neste palácio sabia que eu cá estava – continuou ela a pensar em voz alta, intrigando-o – Não percebes? Há um espião no palácio. Talvez me tenha visto a falar contigo há semanas e tenha sabido que eu estava viva… se calhar investigou-me e descobriu que sou o Samuel ou… mas então porque não me entregaria?
- Sam…
- Não, faz sentido. E ele falou de cobras. E foi essa a ordem que tentou matar o teu pai, não foi? As Cobras. Ele está por trás daquilo. Talvez me estivesse a testar, para ver se conseguia proteger o rei, talvez…
- Ei, Samantha! – Disse ele, num tom mais elevado, pousando-lhe as mãos nos ombros – Respira fundo. Eu sei que isto foi um choque, vê-lo após todos estes anos, não consigo imaginar como te fez sentir… mas se o que estás a pensar for verdade, então tens que ter cuidado.
- E tenho que descobrir quem é o espião. O teu pai nunca estará a salvo com ele aqui.
- Não querias ficar cá, nem querias aparecer no baile… porque é que aceitaste o convite do meu pai para permaneceres no palácio, Samantha? – Perguntou ele, já convencido de que sabia a resposta.
- O teu pai pensa que me está a proteger, mas a verdade é que eu o vou estar a proteger a ele.
Vêem? Eu disse que ia ficar mais interessante a partir daqui.
Vamos lá ver como é que a Sam se sai nesta busca ao espião.
Comentem, sim?
E leiam a DDO
publicado por Annie às 2013-05-21 20:00:15
Geralmente não vejo este tipo de programas, mas gostava de ter visto a última edição visto o tema agradar-me profundamente pois discutiu-se "empreendorismo" e coisas que tais. O vídeo que vos deixo a seguir, é uma parte do programa onde um jovem de dezasseis anos, o Martim, apresenta a sua marca e dá uma lição de moral a muita gente. Mostra-se um jovem determinado e é um verdadeiro exemplo de que a sociedade de hoje em dia não está perdida. Nem todos os jovens são uns rufias, nem todos os jovens são uns bardinos. Existem jovens com ideias, e nesses jovens que os noticiários deveriam apostar e falar. Para quê? Para que as suas ideias fossem para a frente e para que pudessem ser mais desenvolvidas.
Sinto-me orgulhosa por ser da mesma "época" que este Martim e de muitos "Martins" que existem por esse país fora e que, infelizmente não são falados tão regularmente como deveriam.
Se, alguma pessoa perto deste rapaz visita o blog, dêm-lhe os meus parabéns.
publicado por Cate J. às 2013-05-21 18:41:23
publicado por Anabella às 2013-05-21 09:29:16
Estou na minha última semana de aulas! *-*
E para a semana entro em estágio e o melhor é que já tenho os meus trabalhos despachados e como tenho uma hora de descnaço na minha hora de almoço o que significa que posso passar por aqui mais vezes para ver os blogs que me seguem e ver novos blogs :p
Está quase acabar! :D
Vou pagar hoje a minha gala eheh ^^ e depois posso ficar mais descansadinha com as coisas da escola, as coisas estão mesmo a ficar melhores e depois vou fazer voluntariado nas minhas férias no local de estágio o ano passado, o que pode ocupar as minhas férias mas é algo onde eu não preciso de ficar deitada o dia todo e pelo menos fazer algo de que gosto e quem sabe talvez para o ano me aceitem como monitora remunerada ~_~ (o que era ótimo pois ajudava-me a pagar a faculdade :x)
ps: capítulo novo aqui!

As Mentiras Que Te Vou Contando....
publicado por Marina Ricardo às 2013-05-21 00:37:52
Passem os anos que passar(...)
publicado por Nessa às 2013-05-20 23:50:55
Todos os anos (de uns tempos para cá, semestres), eu decido que vou fazer os trabalhos com meses de antecedência, ter o dossier sempre organizada, as aulas em dia, todas essas coisas que os estudantes exemplares fazem.
Acontece que todos os anos/semestres a realidade é outra... O dossier está organizado e as aulas em dia mas os trabalhos estão todos para fazer...
Convido-vos a visualizarem o meu panorama:
- Trabalho para apresentar na quarta... Ainda estou na escolha do artigo;
- Reunião na quarta... ainda em processo mental "tenho que começar a pensar nisso" (até chegar à fase efectiva de pensar vai uma grande distância!);
- Faltam 5 semanas para as aulas acabarem e com isso 22249887 (numero aleatório) mil de matéria para estudar... Processo actual: 0 de matéria estudada;
- Trabalhos de outras cadeiras em curso... 0 (sem data de começo).
É isso... Amanhã entro em desespero... Hoje ainda vou dormir descansadinha!
http://runlikethewind.blogs.sapo.pt
publicado por Andrusca ღ às 2013-05-20 19:29:51
Capítulo 20
Último Dia de Escola * Parte 2
- Como é que é possível ainda não estares pronta?! – Reclamou Richard, encostado à ombreira da porta que dava para a casa de banho do quarto de Chelsea, enquanto esta estava em frente ao espelho a aplicar um pouco de rímel.
- Ai Richard, que chato, ainda é cedo – disse ela – Além disso, quero estar bonita.
- Para alguém especial? – Chelsea olhou para Richard e deu com ele a observá-la com cuidado. Ela sabia que aquela pergunta não tinha vido do nada, sabia que mais cedo ou mais tarde Richard ia querer falar sobre o que aconteceu com Jensen. A rapariga suspirou e guardou o rímel. Passou pelo irmão e pegou nos brincos que tinha em cima da mesa-de-cabeceira, pondo-os de seguida, e depois sentou-se na cama e fez sinal ao irmão para que se sentasse também.
- Seria muito mau se te dissesse que não consigo explicar? – Perguntou ela, a olhá-lo directamente – Eu sei que queres saber o que se passa entre mim e o Jensen, mas eu não te posso explicar porque nem eu sei. Não sei o que somos, e por isso é que estávamos a manter tudo em segredo.
- Mas gostas dele? – Perguntou Richard – E ele gosta de ti?
- Sim, quer dizer, acho que sim… Rich, adorava poder responder a tudo, mas não posso. Dá-me tempo, quando descobrirmos o que se passa asseguro-me de que também saibas, está bem?
- Eu não te quero ver magoada – afirmou o rapaz, com a voz segura.
- Eu sei o que faço – Chelsea pareceu ter todas as certezas, mas na verdade tinha um mau pressentimento sobre toda aquela história. Mas a vontade de estar com Jensen era maior e por isso ignorava o que o seu interior lhe estava a tentar dizer – Agora vamos lá, estamos atrasados.
Richard riu-se e abanou a cabeça.
- E de quem é a culpa? – Perguntou. Chelsea revirou os olhos e puxou-o para fora do quarto.
Foram os dois a pé até ao bar, e já ao início da rua viram o grupo que os esperava à porta. Já lá estavam todos. Entraram para o Drink&Tell e Chelsea viu que o espaço estava diferente. Tinha uma grande faixa preta reluzente, com letras douradas, a dizer “Sobrevivemos a Mais Um” e havia um palco grande ao lado do DJ, onde estava uma banda – que Chelsea não conhecia –, a tocar. Pareciam bons. A rapariga dos caracóis ruivos viu PJ ao pé de Jensen, estavam os dois a dar umas indicações ao vocalista, que tinha feito um pequeno intervalo deixando os outros membros da banda apenas a tocar. Quando acabaram, viram os amigos e foram ter com eles. PJ sorriu a todos e deu um beijo na bochecha de Chelsea e ela sorriu-lhe, dirigindo depois o olhar a Jensen.
- Olá caracolinhos – disse ele. Não parecia feliz, e Chelsea não percebeu o porquê.
- Oi – disse ela.
- Queres vir dançar? – Perguntou PJ, não lhe dando tempo para responder – Eu acho que queres.
O amigo puxou-a para a pista de dança e agarrou-lhe nas mãos, fazendo com que se começassem a mexer ao som da música. Chelsea ora ria ora dançava descoordenadamente por PJ a estar sempre a puxar para lados contrários na brincadeira. O resto do grupo juntou-se a eles, e durante vários minutos estiveram todos animados menos Jensen.
- Vou parar por um bocadinho – disse Chelsea, começando a desviar-se.
Passou ao lado de Jensen e ambos trocaram um olhar que apenas foi captado por Richard. Chelsea dirigiu-se ao bar e pediu uma bebida.
- Posso-te pagar um copo? – Ouviu, do seu lado direito. Dirigiu para lá o olhar e viu um rapaz mais ou menos da altura dela, com um aspecto bastante atraente e um sorriso de cair para o lado.
- Eu já pedi, mas obrigada na mesma – dispensou ela.
O rapaz riu-se.
- Vá lá…
- Meu, pira-te – ouviram, por trás deles. Viraram-se os dois ao mesmo tempo e viram Jensen, de frente para o rapaz – Vá lá, não tenho a noite toda, deixa-a em paz.
- Então e dançar? Não queres dançar? – Perguntou o rapaz, ignorando completamente Jensen, o que o deixou a ferver.
- Não, obrigado – disse Chelsea.
- Mas tu és surdo? – Reclamou Jensen, chegando-se mais para ao pé de Chelsea – Ainda não percebeste que ela não está sozinha? Desanda, vá.
O rapaz deitou-lhe um olhar chateado e foi-se embora, enquanto Chelsea assistia à cena embasbacada. O empregado deu-lhe a sua bebida e ela agradeceu, voltando-se depois para Jensen.
- Isso foi uma cena de ciúmes? – Perguntou-lhe, com um ar admirado.
O rapaz revirou os olhos e suspirou, e tal reacção fez com que ela risse.
- Vem comigo – Jensen puxou-a pelo braço e só lhe deu tempo para voltar a pousar o copo no balcão antes de ter de o seguir.
Passaram o corredor fininho que ia dar às casas de banho e saíram pela porta de emergência, que dava ao beco sem saída. Chelsea sorriu involuntariamente, tinha sido naquele lugar onde tinha visto o rapaz mascarado pela primeira vez, ainda antes de saber de quem se tratava.
Chelsea ia-lhe perguntar o que estavam ali a fazer, mas antes que tivesse tempo foi atacada pelo beijo do rapaz, que a encostou à parede.
- Estive morto para fazer isto a noite toda – disse ele, desencostando os lábios dos dela por poucos segundos. A ruiva sorriu-lhe.
- Boa maneira de pedires desculpa pela cena com o rapaz – disse ela.
- Desculpa? A culpa foi dele, não tem nada que se meter com a namorada dos outros – a frase saiu-lhe tão depressa que por pouco que passava despercebida. Mas não passou.
- Namorada? É isso o que te sou? – Perguntou Chelsea, sentindo-se a corar levemente. Os olhos do rapaz elevaram-se aos dela e pôde vê-los brilhar.
- Acho… acho que sim – murmurou ele, baixinho. Chelsea sorriu e após sentir o seu coração disparar à velocidade máxima beijou-o também.
- Então também acho – disse ela, ao ouvido do rapaz, depois de se abraçar a ele.
- Devíamos voltar lá para dentro – suspirou Jensen – Vão notar a nossa falta.
- Sim… vamos lá – Chelsea puxou-o pela mão e entraram, mas ainda no corredor notou a falta da música e parou instintivamente. Não se ouvia barulho nenhum, estava tudo demasiado calado, tudo demasiado quieto. Jensen também notou e olharam os dois desconfiados um para o outro. Andaram devagar e sem fazer barulho até chegarem à porta e abriram-na devagar, só o suficiente para espreitarem. As pessoas estavam todas quietas, e olhavam para o palco, onde estava agora um homem com umas roupas velhas e magro, todo curvado. Tinha uma barba maior do que Chelsea se lembrava, e tinha a pala preta a tapar-lhe o olho. Chelsea já sabia de quem se tratava, mas a cicatriz na bochecha deu-lhe o resto das certezas.
- Será um espectáculo? – Perguntou Jensen – Mas eu ajudei a organizar, não sei de nada…
- Não é um espectáculo – garantiu a rapariga, apertando o pingente – Eu conheço-o. Gorman. É um demónio.
- O que estará aqui a fazer?
- Não sei, mas não vou esperar para descobrir.
Chelsea respirou fundo, concentrou-se e no segundo a seguir todo o seu corpo já tinha sido percorrido pela magia da Defensora e se encontrava agora com os seus trajes de batalha. Quando olhou para Jensen, viu-o também já pronto, com o seu fato e a capa, sem esquecer a máscara. Chelsea abriu a porta com força, e esta, ao bater na parede fez um pequeno estrondo que fez com que se virassem todos para lá.
- Tu… - murmurou Gorman.
- Como é que te atreves a aparecer outra vez? – Perguntou Chelsea, dando meia dúzia de passos para dentro da sala – Já fugiste duas vezes, para quê apareceres agora para estragares a festa aos estudantes?
- A Defensora do Oculto… - Murmuravam algumas vozes entre a multidão.
- É mesmo ela – diziam outras.
Chelsea seguiu até ao palco e subiu as escadas que lhe davam acesso, sempre com Jensen atrás, para ficar mais perto de Gorman.
- O que queres daqui? – Perguntou o rapaz mascarado.
- O fim está perto… vim oferecer salvação – disse Gorman, rindo-se.
- Não, vieste recrutar pessoas – afirmou a Guerreira Defensora.
- Não vai tudo dar ao mesmo? – Perguntou o demónio – Mas já que estás aqui… - Gorman esticou o braço e da sua mão saiu um raio directo a Chelsea, mas ela saltou e ele embateu na parede antes de ela voltar a aterrar.
- Vamos mesmo começar isto de novo? – Perguntou ela, com uma voz enfadada.
O demónio sorriu-lhe e investiu num soco, mas foi travado por Jensen que além de lhe bloquear o ataque, ainda começou a lutar com ele. Chelsea aproveitou a distracção do oponente e fez-lhe uma rasteira, fazendo-o cair no meio do palco. “O pior pesadelo de qualquer actor… ai Chelsea, concentra-te”, pensou ela. Ele ia-se levantar mas Jensen agarrou nas mãos de Chelsea e rodou com ela, permitindo-lhe dar um pontapé em Gorman, mais forte do que daria sem o impulso, fazendo-o ficar quase sem sentidos no chão. A rapariga do cabelo ruivo aproximou-se para o ir agarrar mas não reparou que na sua mão se formava mais um raio. Jensen reparou, e correu até ela, dando-lhe um encontrão e levando ele com o raio. Por momentos Chelsea ficou paralisada ao vê-lo voar até à outra ponta do palco, mas depois voltou a concentrar-se em Gorman, que já estava de pé. Com um gesto mandou-o para fora do palco e depois saltou ela para o chão, dando-lhe um pontapé com ele ainda no chão. Ele fez-lhe uma rasteira e ela caiu à sua frente, e ele pôs-se por cima a tentar esganá-la. Mas Chelsea arranhou-o e empurrou-o, e às tantas conseguiu afastá-lo e levantaram-se os dois.
- Aquele tipo que mandaste ao chão, é o meu namorado – afirmou ela, de maneira a que apenas ele ouvisse – Por isso fizeste um grande erro.
Gorman mandou-lhe mais um raio mas ela, com a mente, mudou o rumo e este embateu nele próprio, com o terço da força com que tinha sido primeiramente mandado, fazendo-o desaparecer instantaneamente. A rapariga levou a mão ao pescoço, que lhe doía por causa da força com que tinha sido agarrado, e depois sentiu uma mão no seu ombro. Olhou e viu o rapaz mascarado, que lhe sorria. No meio do silêncio começou a ouvir-se um aplauso, que ao princípio era pequeno e quase inaudível, e depois começou a aumentar de proporções.
- Hora de ir – murmurou Chelsea, sorrindo. Os adolescentes preparavam-se para os atingir com mil e uma perguntas quando os heróis abriram caminho entre a multidão e saíram com pressa pela porta da frente.
Correram os dois até às traseiras e saltaram o muro e, para o espanto dos dois, no beco encontrava-se Cassie, de braços cruzados, como se estivesse à espera eternamente.
- Apanhados – disse ela, rindo-se.
Chelsea revirou os olhos e deixou que a luz arroxeada lhe devolvesse a roupa normal e os seus caracóis, enquanto Jensen fez o mesmo.
- Lindo espectáculo – elogiou a rapariga dos piercings, fazendo Chelsea rir.
- Anda lá, vamos lá para dentro – disse Jensen, rindo também.
Então, que tal?
