

Há dois ou três anos, uma irmã foi à Jordánia, e o relato que então fez do que viu, e sentiu, naquele país, é agora corroborado pelo relato que, após uma visita, faz Jaime Nogueira Pinto, em que nos dá conta de um país árabe " especial ", civilizado, bem diferente dos países árabes que o rodeiam, onde a Educação é, realmente, uma prioridade ( e aposto que sem que ninguém alardeasse tratar-se de uma " paixão " ).
Atravesso o mar sempre azul e, lá mais ao norte na costa oriental da África da esperança deixando para tráz a neblina das madrugadas do tempo, vou redescobrindo os contornos sensuais da musa da saudade e das eternas recordações de minha adolescência!

Entre sonhos e gaivotas
Está minha alma a esvoaçar
Entre conchas e búzios
Anda perdida no mar!...
Anda perdida no mar...
Enrolada no sargaço,
Não aparece quem
A aconchegue num abraço!
Quem a aconhegue num abraço
Quem lhe dê um carinho
Anda perdida no mar
Nesse mar profundo, sem fim!
CHICA
Tudo era claro:
céu, lábios, areias.
O mar estava perto,
fremente de espumas.
Corpos ou ondas:
iam, vinham, iam,
dóceis, leves - só
alma e brancura.
Felizes, cantam;
serenos, dormem;
despertos, amam,
exaltam o silêncio.
Tudo era claro,
jovem, alado.
O mar estava perto
puríssimo, doirado.

Eugénio de Andrade, Mar de Setembro
Às vezes nem tu imaginas o que eu penso... O que eu recordo... Aqueles momentos fugazes em que os olhares cruzaram-se...
Noites belas, em que apenas numa hora, consigo recordar toda aquela nossa lenda, fábula que encataria qualquer um...
A princesa encontrava-se presa na sua concha, mas tu conseguiste salvá-la, e ensinaste-a a nadar em mares calmos, e depois em mares agitados, sempre de mão dada... Ela sorria-te, mas tu aos poucos foste largando... Dedo por dedo... Um, agora outro... E quando já só restava um dedo, as lágrimas e saudade preencheram a frágil princesinha, e esperaste que ela largasse o último dedo... Por medo, ódio, rancor, ela largou simplesmente... Navegaram assim, distantes... A tua imagem desfocava-se agora na imensidão daquele oceano... A princesinha desejou permanecer na concha, mas tarde de mais, pois tu, por maldade, já a tinhas levado para aventuras jamais sentidas!

As águas tornaram-se agitadas, os maus da história apareceram, o medo, a ideia de incapacidade preencheu a princesinha, e ela, horrorizada, olhava para tudo e para todos... Procurou-te por todo o lado, mas percebeu que já a tinhas abandonado... Perguntou-se se procuravas outra princesinha agora, também ela fechada na sua concha, mas teve receio de saber...
O teu cheiro já não penetrava na água... A tua voz já nem se imaginava... A tua imagem foi perdida... Resta ainda a sensação daqueles suaves dedos que vos prenderam por um passado diferente, feliz, preenchido... E ainda aquele sorriso, que ela pode observar ao sair da conchinha, porque foi uma das melhores sensações... Não conseguiu ainda perder aquele sonho... Sorriste-lhe nem demasiado rápido, nem demasiado devagar, para que a princesinha não perdesse aquela imagem...

Mas agora, ao pensar em todos os medos, receios, saudades, ausências, apercebe-se que tu lhe ensinaste a viver...
Afinal, era uma sereia, poderia nadar para longe, e quem sabe, encontrar-te um dia, e ter o prazer de te segredar ao ouvido "Obrigado...", e prosseguir o caminho que tu começaste por traçar...
Depois de muito pensar e também tentar que o SAPO me aceitasse um nome para o mesmo, eis que surgiu este: http://arquivodefactos@logs.sapo.pt
Num Arquivo de Factos pode. se escrever sobre muitos temas...tão diversos os reais, como aqueles que a imaginação pode inventar!
Talvez este Arquivo de factos, tenha muito mais a ver com temas reais do que ficção, mas pode acontecer surgir uma ideia, e vai daí, lá aparece um conto ou narrativa inventada!
Tentarei sempre abrir em cada dia, com uma linda frase, uma boa reflexão e muitos pensamentos de escritores e não só, que me dão prazer ler e publicar!
Afinal para que serve um blog?...Não é para partilhar com outrem?
É neste sentido e meu raciocínio, que hoje, dia 8-2-2010, começo este novo blog.
"Todos nós precisamos de amor. O amor faz parte da natureza humana, tanto como comer, beber e dormir. Muitas vezes sentamo-nos diante de um belo pôr do sol, completamente sós, e pensamos:
- Nada disto tem importância porque não posso compartilhar toda esta beleza com alguém.
Nesses momentos, vale a pena perguntar: Quantas vezes nos pediram amor e nós, simplesmente, virámos o rosto para o lado? Quantas vezes tivemos medo de nos aproximar de alguém e dizer, com todas as letras, que estávamos apaixonados?
Cuidado com a solidão. Ela vicia tanto quanto as drogas mais perigosas. Se o pôr do sol parece não ter mais sentido para si, seja humilde e parta em busca de amor. Saiba que quanto mais estiver disposto a dar, mais receberá em troca. "
Maktub - Paulo Coelho
Acho que me vou mascarar de mulher dos anos 20
Numa tarde cinzenta, embora sem chuva, dedicada a leituras várias, rapidamente passo de « Uma Visita em Portugal em 1886 » de Hans Christian Anderson, para aquele, de Andrew Roberts, numa tradução brasileira, e dou-me conta de que as teorias da conspiração atingem tudo e todos.
Parece que Churchill, enquanto escrevia a « História dos Povos Anglófonos », gostava de brincar, dizendo que a História seria benevolente com ele, porque ele próprio a estava a escrever - como se enganava: " A lista de acusações contra ele é tão longa quanto imaginosa (... )," nomeadamente quando " pessoa especialmente desqualificada por sua falta de objectividade afirma que Churchill ' era ambivalente quanto às suas verdadeiras razões para estar travando essa guerra ruinosa ' está ignorando a clareza de dúzias dos melhores discursos jamais pronunciados na língua inglesa, que explicaram à Grã-Bretanha e ao mundo, entre 1939 e 1945, numa linguagem absolutamente categórica, porque ao certo o nazismo tinha de ser extirpado ".
O Revisionismo histórico espreita em qualquer esquina.

"Há pessoas que nunca se perdem porque nunca se põem a caminho." (Goethe)
Que bem ficámos no retrato :)
Lisboa, 6 de Fevereiro de 1608 - Bahia, 18 de Julho de 1697
Alexandra Caracol
Feminino
http://lugarmagico.blogs.sapo.pt/
10-10-1964
2660-327
Loures
Estou sempre a aprender
Escrever, ler, ensinar, conviver, passear
Nunca se sabe o suficiente para que não se possa aprender mais.