publicado por LostDreams às 2013-06-18 21:59:30
perfil público
♥ C.
Seguir Perfil »http://runlikethewind.blogs.sapo.pt
publicado por Andrusca ღ às 2013-06-18 14:11:36
Capítulo 20
As masmorras do palácio eram escuras e húmidas. As celas já estavam ferrugentas e velhas, mas mesmo assim era quase impossível escapar-se de lá. Eram grandes, no entanto, e eles tinham sido todos postos na mesma. William encontrava-se encostado às grades, ainda a reviver as últimas horas; Raj estava de pé, perto da minúscula janela que estava ao nível do chão do jardim, batia irrequietamente com o pé e esforçava-se por olhar apenas para a rua; Eresm e Quorq estavam ambos encostados a uma das paredes, enquanto Samantha, a única sentada, estava no outro extremo com a cabeça apoiada nas pernas encolhidas, sendo observada por eles. Tinha sido a noite mais longa da vida de todos.
- Então… - Eresm foi o primeiro a dizer a primeira palavra desde que tinham sido trancados naquele sítio, há horas – você é o Samuel?
Samantha levantou a cabeça e olhou para ele, formulando um sorriso triste.
- Sim, sou o Samuel – confirmou.
- Enganou-nos todo este tempo – murmurou Raj, como se pensasse para si.
- Peço desculpa, eu sei que… Queria apanhar o Marx, não sabia como… E acabei por fazer asneira.
- Sim… pois acabaste – pela primeira vez o príncipe abriu a boca e voltou-se para eles. Samantha mal reconheceu o seu olhar, mesmo debaixo daquela fraca luz. Estava negro, raivoso, nu de qualquer bom sentimento. Ela conhecia bem aquele olhar, tinha-o visto ao espelho por anos.
- Eu sei – disse, levantando-se – Mas se eu…
- O meu pai está morto, Samantha! – Gritou William, para espanto de todos, fazendo-a saltar de susto – Não há mas “se” nenhum, acabou tudo! Ele está morto, e nós somos a seguir. É tudo por tua causa!
Ela ficou estática a olhar para ele enquanto os outros trocavam olhares entre si.
- O quê? Foste tu que quis que me expusesse! Se não fosse por ti nem sequer tinha ido àquele maldito baile e nada disto tinha acontecido! Porque o Marx não tinha tido um pretexto para saber que estava viva! – Ela não se conteve, já levantada elevou também o tom de voz, fazendo com que os soldados se começassem a sentir um pouco a mais naquela discussão.
- Não para começares uma guerra! Não para isto. Só te queria mostrar como a tua vida podia ser. Só queria que viesses para casa. Mas tu não sabes o que “casa” significa, nem “família”. Nunca tiveste uma, como é que havias de saber?
A mão de Samantha voou de encontra à bochecha de William e embateu nela com tanta força que deixou a sua marca avermelhada. Não tinha pensado, tinha sido um acto involuntário, mas não se arrependia de o ter feito. Os três soldados ficaram estáticos perante aquela cena.
- Não sabes do que estás a falar – afirmou, com um tom já mais baixo mas claramente chateado – Como é que ousas dizer-me isso?
- Não? Então, por favor, explica. Chamas “família” àquele traidor que nos entregou, é isso? É ele a tua família? Porque chegaste aqui com uma grande conversa sobre um traidor na casa do rei, quando foste tu própria que o puseste cá dentro! Parabéns Samantha, a tua vingança está a deixar um rasto de morte, e sofrimento, que podes até vir a superar o Marx.
Os olhos da rapariga encheram-se de lágrimas que ela não autorizou que saíssem. Ele podia ter dito de tudo, mas nunca aquilo. Nunca compará-la ao homem que lhe tirara tudo.
- És mesmo um imbecil, William – murmurou, com um tom triste, enquanto abanava a cabeça – Sim, o teu pai morreu, e sim, esta vida não presta, e talvez isto seja culpa minha, mas um amigo nunca me diria o que tu acabaste de me dizer.
- Tu não queres amigos. Só queres a tua vingança.
Ela virou-lhe as costas e voltou para o seu canto, sentando-se de cabeça erguida a olhar para o tecto. O ambiente tornou-se ainda mais pesado, um cego podia ver a mistura de angústia e raiva que ia dentro daquela cela.
Eresm ainda pensou em dizer qualquer coisa para tentar aliviar o clima, mas achou por bem esperar mais um pouco, para que eles tivessem tempo de se acalmar um pouco sozinhos; Quorq pensava em como aquela rapariga tinha coragem, de se mascarar de homem, de falar como falou ao príncipe e de lhe bater; Raj não sabia o que pensar de toda a situação, não sabia se havia de admirar Samantha, de se sentir traído, ou de se limitar a pensar que daí a momentos todos podiam estar a caminho da forca.
- Acham que eles nos vão deixar aqui a apodrecer? – Perguntou Quorq, ao fim de longos minutos de silêncio de cortar à faca.
- Não – foi Samantha, para surpresa de todos, que lhe responder – Ele vai querer assistir à nossa desgraça. Já vi isto acontecer, em casa.
- Como é que sobreviveu àquela noite? À Noite Negra? – Perguntou Raj, intrigado.
- Por favor, quando era o Samuel tratavam-me normalmente, agora não quero formalidades. Sou a mesma pessoa, só que agora chamo-me Samantha. Consegui escapar, tive sorte.
Do outro lado do corredor uma velhota já fraca espreitou e, perante a vista daquela rapariga, abriu a boca de espanto.
- Psst – fez, captando a atenção da cela à frente da sua – Tu és a Samantha? De Walcaster? Sobreviveste?
Samantha franziu as sobrancelhas e levantou-se, aproximando-se das grades.
- Quem é você?
- Só uma velha sem valor – murmurou a mulher – Se estás viva, e o Marx já sabe de ti, é porque ele ainda não encontrou o que queria. Ele foi à Casa dos Kendric para procurar algo muito poderoso, algo que…
Nesse mesmo instante a porta abriu-se e poucos dos guardas de Marx entraram, mandando logo a mulher calar-se, deixando o resto da conversa no ar. Abriram a cela onde eles estavam e disseram-lhes para sair, escoltando-os para fora dos calabouços.
O que acham que o Marx procurava?
E o que vai acontecer agora?
Por favor comentem
publicado por - M. às 2013-06-18 02:16:24

http://runlikethewind.blogs.sapo.pt
publicado por Andrusca ღ às 2013-06-17 19:45:35
Capítulo 5
Os Desejos * Parte 2
O rapaz olhou para Chelsea e depois dirigiu-se à secretária cheia de livros, começando a folhear o que estava por cima.
- Will, não aguento isto – Murmurou a rapariga, pousando a lâmpada com o génio em cima da cama e dando poucos passos até ao loiro – O tratamento do silêncio depois dos berros é ainda pior do que se tivesses continuado a berrar.
- O que queres que diga mais? Não importa o que diga, vais sempre fazer aquilo que queres – disse ele, sem retirar o olhar do livro ao qual não prestava a mais pequena atenção.
- Pensa o que seria se fosse contigo. Ias mesmo deixar aquela rapariga ser maltratada por tua causa? Por favor, tenta entender – implorou ela, tocando-lhe no braço – Will, põe-te na minha situação.
- Já pus – afirmou, voltando-se para ela e olhando-a nos olhos pela primeira vez desde que lhe tinha ralhado – E acho que não estás bem. Passei o Verão a tentar convencer-me de que estavas, mas nunca acreditei realmente nisso. E depois, quando me bateste à porta lavada em lágrimas obtive a confirmação do que já pensava.
- É verdade que não ando nos melhores dias, mas…
- E acho que isso te torna menos apta para o que tens que fazer. Acho que faz com que penses menos nas coisas que tens para fazer, que te torna demasiado vulnerável. E a pior parte é que não sei como te arranjar.
A rapariga ficou incrédula por poucos segundos.
- “Arranjar”?! – Perguntou, largando-lhe o braço e afastando-se lentamente dando poucos passos para trás. Will percebeu aquilo que tinha dito e fechou os olhos com força ao mesmo tempo que suspirou.
- Não foi isso que quis dizer – tentou explicar.
- Eu não sou um brinquedo que possas arranjar – disse Chelsea, com a voz firme mas as lágrimas à beira de caírem – Vim até ti porque achava que podia confiar em ti, e não para te passar a responsabilidade de me arranjares. Desculpa se ver o meu irmão morrer me deixou um bocadinho fora do normal – disse, sarcástica – Lamento imenso que o facto de ter perdido o Jensen e a Cassie, e de me sentir tão imprestável, seja um fardo para ti Will. Sabes que mais? Tens razão. Eu não sou apta para este trabalho – ela encolheu os ombros e Will abriu a boca para falar, mas ela não deixou – Talvez os Guardiães devessem tentar arranjar uma maneira de ressuscitarem a Faith, já que ela era tão perfeita e equilibrada.
- Não foi isso que quis dizer Chelsea – disse ele uma vez mais.
- Sabes que mais? Eu estou… - a ruiva suspirou e agarrou na lâmpada, saindo do quarto e dirigindo-se à porta de saída, da qual parou à frente – estou cansada Will, foi um longo dia e só quero ir para casa. Adeus.
- Chel… - ela não lhe deu tempo para falar, fechou a porta e começou a descer as escadas rapidamente.
Começou a caminhar apressadamente pelas ruas já com os candeeiros acesos e não quis pensar mais em Will, nem em Jensen, nem em qualquer outro assunto que a pudesse pôr à beira de um ataque de choro. Não queria chorar, queria ser forte, tinha que se aguentar.
Quando chegou a casa já estavam todos prontos para jantar, por isso foi pôr a sua mala e a lâmpada no quarto e depois juntou-se à família para comerem. Margaret foi a última a sentar-se, pois, como sempre, esqueceu-se dos guardanapos e teve que os ir buscar.
- Então meninos, como correu a escola? – Perguntou Norman, levando uma garfada de peixe à boca.
- Bem – respondeu Richard – Fiz um exame hoje, foi mais difícil do que estava à espera, mas acho que me safei bem.
- Ainda bem. Então e tu filha? Estás tão calada… - disse Margaret.
- Correu bem – limitou-se a filha a responder-lhe para, em seguida, continuarem a comer. Margaret e Norman andavam preocupados com ela desde que aparecera em casa com todas aquelas feridas e hematomas, e não eram os únicos. Richard e os seus amigos também estavam. Mas Chelsea continuava a dizer-lhes para não se preocuparem.
Depois do jantar Richard convidou a irmã para irem dar uma volta, mas ela preferiu ficar em casa, sentia-se exausta. Subiu para o quarto e tomou um duche rápido, vestindo o pijama em seguida. Depois tirou a mala de cima da cama e pô-la dentro do roupeiro, mas depois ficou a olhar para a lâmpada sem saber bem onde a pôr. Na verdade já se tinha esquecido que a tinha.
- Para onde estás a olhar? – Assustou-se ao ouvir esta voz inesperada, e depois tirou a tampa da lâmpada para olhar lá para dentro e ver Otto, muito pequenino, a olhar para ela de braços cruzados – Estava a ver que nunca mais. Vá lá, deve haver alguma coisa que queiras… não há? Talvez devolver umas memórias a umas certas pessoas…
- Como…? – Chelsea sentou-se na cama com a lâmpada ao colo, e falou directamente para Otto.
- Ora, os demónios também gostam de fofocas, Defensora. E a palavra que corre é que apesar de teres destruído duas Bruxas, as coisas acabaram por não ficar muito bem para ti. Pensa, se me deres permissão para sair desta lâmpada, posso tornar os teus desejos realidade. Só precisas de duas palavrinhas: eu desejo. O que desejas? Basta dizeres, está feito.
Chelsea engoliu em seco. Se ao menos fosse assim tão simples. “Eu desejo que todos eles se lembrem de tudo e que as Bruxas sejam todas destruídas e que possa viver descansada”, ela sorriu com este pensamento, mas depressa o tirou da cabeça. Os desejos são para serem alcançados, e não dados de bandeja.
- Otto, cala-te – mandou ela, suspirando – Eu não vou fazer desejos nenhuns. E agora quero dormir, por isso não faças barulho.
Pôs a tampa na lâmpada e pousou-a em cima da mesa-de-cabeceira. Deitou-se bem aconchegada e desligou a luz, fechando os olhos em seguida. Estava prestes a adormecer quando Otto recomeçou a tagarelar, e ela, uma vez mais, mandou-o calar-se porque queria descansar. Mas estiveram nisto a noite toda. Génios não dormem, e Otto queria alguém com quem conversar antes de ficar fechado num sítio para todo o sempre. Claro que Chelsea só pensava no teste que teria amanhã e que não tinha estudado, e por isso, o máximo que podia fazer, era descansar ao máximo.
Quando o despertador tocou, a ruiva ainda não tinha dormido absolutamente nada. Desligou-o e arrastou-se para a casa de banho, a resmungar para si mesma, enquanto Otto cantarolava uma música dos anos oitenta pela sétima vez seguida.
Chelsea passou a cara por água e encarou-se ao espelho. Estava lastimosa, ainda tinha uma expressão pior do que quando tivera a luta com Jecek. Tinha umas olheiras do tamanho do mundo.
- Nem toda a maquilhagem do mundo me melhorava o aspecto… - murmurou ela.
Mas decidiu tentar na mesma. Depois de se vestir, colocou alguma maquilhagem para tentar disfarçar a noite mal dormida, e depois guardou as coisas dentro da mala e ficou a olhar para a lâmpada a perguntar-se se a deveria levar ou não. Bem, não o podia deixar no quarto o dia inteiro, e se alguém entrasse e ele começasse a falar? Ainda matava Margaret ou Norman de ataque cardíaco. Pô-la então também dentro da mala, e depois desceu as escadas enquanto mandava que Otto se calasse.
Cumprimentou os pais e tirou uma maçã da fruteira, para comer pelo caminho para a escola.
Saiu de casa e começou a caminhar lentamente, era uma das raras manhãs em que tinha tempo.
- Quais são os planos para hoje? – Perguntou Otto, de dentro da mala. Chelsea revirou os olhos.
- Agora já sei porque é que os Guardiães não quiseram ficar contigo, és tão chato – reclamou ela – Tenho escola, sou uma rapariga normal Otto.
- Não, és a Defensora do Oculto, devias estar numa escola especial, ou a fazer treinos mágicos, ou… sabes… eu posso-te arranjar isso tudo. Basta…
- Não vou fazer desejo nenhum – Chelsea ouviu Otto reclamar baixinho, e depois calou-se.
Chegou à escola ao mesmo tempo que deu o toque, e viu o professor de Filosofia a entrar para a sala. “Prepara-te para a tortura…”, pensou ela.
Assim que todos os alunos se sentaram, o professor começou a entregar os testes e quase que ia dando um ataque a Chelsea. A rapariga tirou apenas o estojo e deixou a mala em cima da mesa, a um canto, para em seguida tentar perceber alguma coisa do teste. Pôs o seu nome e a data, e depois perdeu-se por completo. Talvez ajudasse se não tivesse adormecido em quase metade das aulas de Filosofia, mas o mal já estava feito. Olhou em volta e viu todos a escrever calmamente, e suspirou.
- Sabes, podes desejar ser a pessoa mais sábia do mundo – disse Otto, de dentro da mochila.
- Otto, aqui não! – Repreendeu Chelsea, olhando para os lados em pânico, para verificar se ninguém o tinha ouvido. Estava tudo calmo – Estás louco? Faz pouco barulho!
- Chelsea Burke! – Chamou o professor, fazendo Chelsea olhar para ele – Importas-te de não falar? Os teus colegas estão a tentar concentrar-se.
- Claro, peço desculpa – disse a rapariga dos caracóis ruivos, suspirando uma vez mais. Iam ser uns longos noventa minutos.
❦
Chelsea estava sentada num dos bancos do parque. Já eram quase seis da tarde, mas não lhe apetecia ir para casa. Ao colo tinha apenas a lâmpada, de onde se ouvia o cantarolar da mesma música que a impediu de dormir durante a noite.
- Otto, posso-te perguntar uma coisa? – Perguntou ela, para o Génio, destapando a lâmpada. Ele olhou para cima e sorriu-lhe.
- Não posso ressuscitar mortos nem obrigar ninguém a apaixonar-se, mas tirando isso, posso fazer qualquer coisa – afirmou.
- Não é isso… já te disse, não vou desejar nada – disse Chelsea, revirando os olhos – Porque é que os Génios são maus?
Otto riu-se.
- Não somos. Os humanos é que são. Nós apenas gostamos de brincar com as coisas idiotas que eles desejam. São egoístas, pedem apenas coisas fúteis e desnecessárias.
- Mas se detestas isso, então porque concretizas os desejos?
- Que mais poderia fazer? Sou um Génio, foi para isso que nasci, concretizar desejos. Sabes… em tempos acreditei que houvesse alguém que conseguisse dizer “não” à possibilidade de concretizar um desejo num estalar de dedos – murmurou ele, com um certo desgosto – Aquele teu amigo, Will, está errado. O que te disse, que não estás apta para seres a Defensora, não está certo. A antiga Defensora veio a mim, sabias?
Chelsea arregalou os olhos de espanto. Faith tinha feito um desejo a um Génio?
- Estás a falar a sério? – Quis saber.
- Estou – e estava – E sabes o que ela desejou? Ser poderosa. Encontrou-me num período em que andava dominada pelo desejo do poder, e foi isso que me pediu. Em troca, devolvi-lhe a arte de sentir. Fi-la sentir coisas que há muito tempo não sentia, inclusive apaixonar-se. Por isso sim, teve o poder que desejou, mas depois o amor falou-lhe mais alto, ou não foi?
- Não fazia ideia… - murmurou a ruiva.
- És diferente dela, mas isso não te faz menos capaz. E se te faz sentir melhor, agora acredito de novo que há alguém que não se deixe sucumbir aos desejos. Afinal, tenho a certeza, agora depois de te conhecer minimamente, que não desejarias por poder, estou certo? – Chelsea mostrou um pequeno sorriso.
- Estás – afirmou. “Desejaria que os meus amigos, a minha família, todos eles fossem felizes, fosse como fosse…”, pensou ela.
- Então desejas…
- Esquece essa ideia – Chelsea riu-se, e Otto imitou-a – Sabes que amanhã te vou ter que dar aos Guardiães, certo?
- Sabes que não te vou deixar dormir esta noite, certo?
A Defensora revirou os olhos e Otto riu-se uma vez mais. Ela não queria admitir, mas até ia ter saudades dele… não era tão mau como ela pensava.
publicado por Ana✿ às 2013-06-17 14:34:03
Assunto do momento: A gre(...)
publicado por - cp às 2013-06-17 13:18:31

Portanto, o assunto do momento é a greve dos professores hoje, em dia de exame. Como aluna que vai ter exames esta semana e que não gostaria que lhe acontecesse isto de ''hoje tens exame, afinal não tens'', acho que estou no direito de dar a minha opinião! #EEstouNumPaísLivrePortanto...
Os professores diziam que não queriam prejudicar os alunos e tal. E tudo se resolvia, segundo o sindicato, com uma mudança de datas. Pois, essa mudança de datas só se dirigia para a mudança da data dos exames, porque eles mudarem a greve não seria uma opção! Enfim...
Ou faziam todos ou ninguém. O que é ficar à porta só porque se tem um nome começado por V? Ou por T? E a cena de nomes começados por A terem mais probabilidade?
Como uma rapariga disse na tv, andaram a estudar para aquele exame, tendo depois mais exames. O tempo que estudaram para aquele, dava para estudar para outros. E foi com insegurança que se viram obrigados a estudar.
Os professores têm o seu direito, claro. Mas em dias de exame acho que é ser um bocado parvo.
Alguém aí não conseguiu fazer exame por causa da greve?
publicado por Margarida às 2013-06-17 12:22:48
Era pessoa para me inscrever nisso, mas o que se diz a alguém que não conhecemos? É a única coisa que me faz adiar a decisão.
publicado por Margarida às 2013-06-16 23:20:59
- Não ficaste triste por ires a Portugal estar com os teus amigos, família, pelo sol e calor?
- Triste?
- Triste por teres de voltar para cá ao fim de um dia de estadia.
- Eu voltei para casa. A minha casa é onde tu estiveres.

Qualquer dia caso-me com ele.
publicado por Margarida às 2013-06-16 23:02:30
Situação #1
- Mas o nome dela não é português porque é Maphalda com "ph".
- Mafalda com "ph"? mas Mafalda não se escreve com "M"?
Situação #2
- Então para onde foste de lua de mel?
- República Dominicana.
- E gostaste?
- Adorei! Andamos lá pelo mar Mediterrâneo a apanhar estrelas do mar...
Acho que vou ali cortar os pulsos e já volto...
publicado por - M. às 2013-06-16 21:39:41
publicado por Margarida às 2013-06-16 15:59:47
Passou ontem à tarde na sic ou na tvi (nãp sei bem) e gostei muito. Um filme sobre vampiros e outras crituras, muito levezinho, ideal para uma tarde de descanso.

publicado por Ana✿ às 2013-06-16 14:03:49
Só para desejar uma boa semana. Para o pessoas que vai ter exames como eu esta semana: tudo a correr pelo melhor!

http://runlikethewind.blogs.sapo.pt
publicado por Andrusca ღ às 2013-06-16 12:48:59
Capítulo 5
Os Desejos * Parte 1
Fazia-se silêncio no salão grande da Casa dos Guardiães. Chelsea estava de pé, no centro daquela sala daquele palácio que aparenta ser feito com paredes de vidro espesso, ou cristal, sempre com muitas curvas e a parecer não fazer qualquer nexo. Apesar de se sentir enervada antes de Will a ter transportado até lá, agora começava a acalmar. Era esse o clima que este espaço transmitia. Calma, esperança, luz. Todos os sentimentos bons que uma pessoa possa imaginar.
Ela estava sozinha. Will tinha ido chamar os Guardiães Oyuan e Clayde, os dois com quem Chelsea já tinha conversado no passado. A rapariga dos cabelos ruivos imaginava a razão pela qual teria sido mandada chamar. A única coisa que podia ser, o único assunto suficientemente grave para os Guardiães a quererem ver frente a frente, só podia ser o seu encontro com Jecek. Já tinha passado uma semana, e Chelsea apenas queria pôr esse assunto para trás das costas. Teve que inventar uma versão alternativa para contar ao pai, para fazer o relatório na polícia; depois teve que manter a mesma mentira com toda a gente e ainda teve que lidar com os olhares de pena; e pior que tudo isso: ouviu o maior sermão da sua vida, vindo de Will. Pela segunda vez, Chelsea tinha ignorado por completo os conselhos e pedidos do rapaz e ido directamente em direcção ao perigo. E pela segunda vez, ele lhe ralhou por isso. E apesar de tudo isso, teve sorte de não ter sido fechada na Casa dos Guardiães. Teve sorte de também eles terem tido pena dela. Depois de uma semana ter passado, Chelsea só quer acabar com este assunto de uma vez por todas, e só quer voltar a pensar naquele rapaz de cabelos loiros e rabo-de-cavalo quando o voltar a encontrar e tiver que o enfrentar uma vez mais. Até lá, e até que todas as feridas e nódoas negras abandonem por completo o seu corpo, não lhe quer dirigir mais um único pensamento.
Ao longe uma porta dupla em forma de arco, com uns enfeites, e branca como todo o resto do palácio, abriu-se e de lá deixou passar três pessoas. O primeiro era um senhor velhote e já sem cabelo, com umas quantas rugas na testa e até na nuca – Oyuan. Ao seu lado estava Clayde, com o seu cabelo loiro muito clarinho preso em dois carrapitos entrançados, um de cada lado da cabeça. Ambos envergavam umas túnicas num tom de pérola e com riscas e enfeites a dourado e roxo. Em todas as ocasiões que os vira, Chelsea sempre os viu com estas vestes, o que a fazia perguntar-se se possuiriam outras. Will vinha atrás deles, com o seu cabelo loiro todo despenteado e uma roupa casual, calças de ganga e uma t-shirt a conjugar com um par de ténis. Ele não tinha uma expressão feliz, e apesar de nenhum dos três vir a sorrir, Chelsea sabia que ele era o que menos contente se encontrava.
- Defensora do Oculto – cumprimentou Oyuan, baixando a cabeça como sinal de cumprimento, tal como Clayde fez.
- Olá – disse a rapariga dos caracóis, sorrindo-lhes – O Will disse que queriam falar comigo.
- É verdade – confirmou Clayde, retribuindo-lhe o sorriso – Mas primeiro, como tens estado? Não consigo compreender o quanto difícil toda esta situação deve ser para ti… mas de acordo com o Will tens-te portado bem.
- Eu estou… - Chelsea hesitou um pouco, mas depois encolheu os ombros e sorriu. De que serviria dizer a verdade e afirmar que não estava bem? Não mudaria nada – estou bem, estou mesmo.
- Não precisas de mentir, Defensora – afirmou a Guardiã.
- Por favor, chama-me Chelsea – pediu a rapariga, encolhendo os ombros – Defensora é tão… poderoso – A rapariga olhou-se e viu as suas calças de ganga, com vários rasgões ao longo delas como ditava a moda, e a blusa de alças, roxa. Estava simples, normal, nada heróica – Agora sou apenas a Chelsea.
Clayde assentiu com a cabeça e Oyuan tomou o seu lugar na conversa, enquanto Will se remetia ao silêncio.
- O que queremos discutir contigo é delicado, e presumo que já saibas o que é – disse o Guardião.
- Querem falar sobre o Jecek – adivinhou ela.
- Todos aqui sabemos o que aconteceu quando encontraste o primeiro Príncipe. E nenhum de nós quer que a história se repita, estou correcto?
- Sim… absolutamente, mas eu não conseguia deixar aquela rapariga ali, indefesa… a pagar por coisas que não fez – tentou Chelsea explicar, calando-se quando Oyuan levantou a mão a formular o pedido para que tal acontecesse.
- Eu não julgo, Defensora – disse ele, calmamente – És tu a Defensora do Oculto e és quem se responsabiliza pelos teus actos, sejam eles bons ou maus. Mas é nosso dever proteger-te e isso tens que compreender. Nós já perdemos uma Defensora… já te perdemos uma vez. E quase outra vez, no início do Verão. Por isso acho que consegues entender a nossa relutância quando descobrimos o que aconteceu e como sobreviveste por pouco. Tens tido a sorte do teu lado, mas não podes contar sempre com isso.
- És demasiado preciosa para morreres antes de cumprires o teu destino – intrometeu-se Clayde – O mundo inteiro depende de ti.
Chelsea arregalou os olhos e suspirou, surpreendendo os dois Guardiães, que ficaram espantados a olhar para ela. Já Will não foi surpreendido, ele já a conhecia o suficiente para saber o quanto aquela ideia a assustava.
- Vêem? – Perguntou Chelsea, para os dois Guardiães – Como é que podem esperar que fique calma quando dizem que o mundo depende todo de mim? Sem ofensa, mas eu sou só uma rapariga. Tenho dezassete anos… não sou alguém com grandes experiências de vida, não sou alguém com grandes conhecimentos… não podem esperar que seja uma heroína sem erros, porque isso é-me impossível. Mas apesar de fazer bastantes erros, não acho que ter impedido o Jecek de magoar mais aquela rapariga tenha sido um deles.
- Mas…
- Oyuan, por favor, deixa-me falar – pediu ela, ao que o velhote assentiu com a cabeça – Soube a partir do momento em que o vi que não era uma boa ideia ir ter com ele. Mas vocês falam sempre sobre a honra, e o dever que a Defensora tem em proteger as pessoas… e isso não são só palavras bonitas, eu sinto isso. Eu posso fazer bastantes asneiras, posso falhar os ataques nos demónios e derrubar árvores enquanto os tento apanhar… é muito provável que faça vários estragos na cidade para fazer um feito do mais simples que há… mas não me posso afastar só porque faço asneiras. Eu nunca quis ser a Defensora – os dois abriram a boca, de espanto, mas Chelsea não parou – e nunca fiz questão de fazer disso segredo. Disse ao Will desde o primeiro segundo que isto não era a vida que queria para mim. Acham mesmo que quero acordar a saber que tenho que combater demónios? Ou melhor ainda, acham que consigo dormir alguma coisa de jeito quando sei que há alguma coisa lá fora que quer destruir a minha cidade? O mundo? Eu não gosto nada disto. Mas quando vejo alguém inocente a ser maltratado e sei que posso pelo menos tentar fazer alguma coisa, não posso ficar quieta. Sim, sabia que ir contra o Jecek era como estar a mandar-me para a fogueira e a dar os fósforos ao inimigo. Mas todas aquelas tretas sobre o meu coração puro, e sobre como não quero que ninguém se magoe… isso é tudo verdade. E não digam que não pensei no que fazia, porque pensei. E meteu-me muito medo… e doeu, e ainda dói porque algumas das feridas ainda não sararam. Mas ia doer muito mais se o deixasse matá-la por minha causa.
- Nós entendemos a tua necessidade em ajudar os outros – afirmou Clayde – E como o Oyuan disse, não julgamos. Apenas queremos que tenhas cuidado, não subestimes os teus inimigos, porque eles são muito mais poderosos do que pensas.
- Eu sei – disse Chelsea – Eu sei.
- E com isso dito, chega o momento de falarmos no outro assunto pelo qual te pedimos que viesses, Defensora – disse Oyuan, após uma pausa de longos segundos na conversa, que, ao estalar os dedos, fez aparecer uma lâmpada na sua mão. Era bonita, feita de ouro e comprida. Parecia vinda das Arábias ou qualquer sítio dessas zonas, mas Chelsea não se deixou ficar muito fascinada. Ela não percebia o porquê dele ter aquela lâmpada na mão – Sabes o que isto é?
A rapariga sorriu, era um sorriso trocista.
- A Lâmpada do Aladdin? – Perguntou ela, a rir-se. Todos conhecem a história do Aladdin, o belo rapaz de rua que um dia, guiado pelo vilão da história, encontra uma lâmpada mágica e de lá de dentro sai um génio que lhe concede três desejos. Graças a isso ele consegue conquistar o coração da princesa, derrotar o mau, e salvar toda a cidade. Mas claro, o que mais conta é a coragem e o espírito dele, e não o facto de o génio lhe concretizar os desejos. Era um filme da sua infância, um dos que ela gostava bastante.
- É uma Lâmpada de Desejos, sim – disse Oyuan, abrindo-a e inclinando-a levemente para Chelsea, permitindo-lhe ver o que estava lá para dentro. Tudo muito pequeno, havia um sofá e uma televisão, com mais móveis como se de uma sala normal se tratasse. Deitado no sofá estava um homenzinho com um turbante e vestes árabes, que olhou para cima e disse adeus com a mão. Chelsea deixou a boca abrir de espanto, e ficou sem reacção por breves momentos.
- Isso é um… - a rapariga sorriu e voltou a olhar para os Guardiães.
- Sim Chelsea, é um génio – afirmou Will, que até àquele momento não tinha proferido uma única palavra.
- O nosso Guardião responsável por o armazenar e cuidar dele está fora por mais dois dias, e este génio foi descoberto por um mero acaso. Precisamos de alguém para tomar conta dele, mas tem cuidado… ele dirá qualquer coisa para que cedas e o deixes sair, em troca de três desejos. Não te deixes iludir, os génios são criaturas matreiras, dão sempre a volta à situação de maneira a que fiquem apenas eles a sair a ganhar – explicou Clayde – Ele dir-te-á qualquer coisa para te convencer.
- Vocês querem que… faça de babysitter para um génio? – Perguntou Chelsea.
- Ei! Eu não te trato por “humana”, trato? – Reclamou o génio, de dentro da lâmpada – O meu nome é Otto.
- Está bem, desculpa – murmurou a Defensora.
- Sim, queremos – disse Oyuan, passando a lâmpada para as mãos de Chelsea – Não te esqueças, nunca, em qualquer circunstância, o deixes sair daqui de dentro. Depois de amanhã o Will traz-te de novo para o devolveres, combinado?
- Se tem que ser… - sussurrou ela, não deixando ninguém ouvir.
- Vemo-nos nessa altura então – despediu-se o velhote, sorrindo-lhe.
- Está bem, adeus Oyuan, adeus Clayde – disse a ruiva, sorrindo-lhes também.
Will aproximou-se de Chelsea e a luz branca, quase cegante, começou a formar-se e obrigou-os a fechar os olhos para que, quando os abrissem em seguida, já se encontrassem no quarto de Will.
publicado por - M. às 2013-06-16 00:23:27
E lendo mensagens bem antigas, vi uma que diz assim:
"Ele: posso te contar um segredo?
Eu: Pode.
Ele: A porta do meu coração vai ta sempre aberta pra vc.
Eu: que lindooo <3333333
Ele:<3
Eu: a do meu só estará aberta para você <3
Ele: <33333333"
Eu realmente espero que isso seja verdade, pois sendo bem sincera, o meu coração sempre será seu, não importa quantos anos passem.
publicado por Ana✿ às 2013-06-15 20:57:01
Estreou às 19h45 na Sic Mulher "o" programa. Sim... Este é o programa que qualquer aficcionado por animais e estudante de Medicina Veterinária queria ver feito em Portugal. E aquele que eu idealizei em sonhos...
Tem imensas rúbricas com animais de famosos, visitas a associações, curiosidades, urgências hospitalares...
Gostei do primeiro. Quero ver mais para depois formalizar uma opinião mais detalhada. Cliquem na imagem para aceder à página do programa.
publicado por Margarida às 2013-06-15 17:24:11
"A Pitiríase rósea tem causa desconhecida. A maioria dos casos costuma ocorrer durante o Outono e a Primavera e sua cura ocorre espontaneamente em um período de 2 a 4 semanas. A doença não é considerada contagiosa."
Wikipédia
Dizem ainda que esta coisa se deve a baixas de imunidade por stress ou outra coisa qualquer. Sinto-me assim como um dálmata, mas em versão pink, muito mais fashion. (Vá, corram para o google para ver a enfermidade que me assola, mas reduzam aqueles casos para 1/10 da gravidade).
publicado por Margarida às 2013-06-15 17:21:15
Ora ajudem-me lá e digam-me onde posso comprar leggins grossas o suficiente para não serem transparentes no rabo, e baratas? Em lojas ou online? Gracias.
publicado por Margarida às 2013-06-15 10:07:18
Ontem acordei às 5h da manhã para ir trabalhar depois de ter dormido apenas 5 horas. Trabalhei um total de 13,5h no dia todo num ritmo alucinante e só terminei à meia noite. Deitei-me à 1h da manhã. Hoje novamente a pé às 5h para ir trabalhar até às 10.30h.
Sabem aquela sensação de chegar a cama depois de ter trabalho 18horas em quase 24? Eu sei, e daqui ninguém me tira até encher as baterias.

publicado por - M. às 2013-06-15 00:02:01
Eu sou mais um em milhão
De tantos casos por ai
Por que você iria justamente acreditar em mim?
Eu sei que é pouco,
Muito pouco o que eu tenho a oferecer
Será que você ainda pensa em mim,
Como eu penso em você?
Eu te descrevo como a luz
Que me guiou na escuridão
Eu ganho tanta segurança
Quando eu toco a sua mão
São esses meus caminhos tortos
Que me levam à direção
De ter tudo o que eu quis pra mim,
Não perder o que um dia foi meu...
São todos tão iguais,
São como os nossos pais
E ninguém consegue ver,
Os caminhos tortos que me levam até você...
Eu me disfarço em sorrisos falsos,
Gente que não quero ver
Mesmo do outro lado do oceano
Eu posso sentir você,
De novo...
O vento que te leva é o mesmo que te traz
Você é a diferença que procuro,
E mais...
Nesses caminhos tortos...
Será que ainda faz sentido
Eu cantar no teu ouvido?
O meu erro foi achar
Que o tempo ia curar
Mas, ah..
Nesses caminhos tortos...
Será que isso é verdade,
Tem um pouco de saudade?
Sim! Eu queria enlouquecer,
Mas que seja por você...
Depois de ir tão longe por alguém,
Desculpe mas eu não quero mais ninguém...
São todos tão iguais,
São como nossos pais
E ninguém consegue ver,
Os caminhos tortos que me levam até você..
São todos tão iguais,
São como nossos pais
E ninguem consegue ver,
Que eu te amo e espero pra sempre por você...
I really care about you..(...)
publicado por - cp às 2013-06-15 00:00:33
Capítulo dezanove
“As pensões estão todas cheias”
Este capítulo veio à meia noite porque é uma prenda para uma idiota, digamos. Essa idiota é a Cristiana, que hoje faz anos. Portanto, PARABÉNS sua parva e espero que gostes!
publicado por LostDreams às 2013-06-15 00:00:25
publicado por Ana✿ às 2013-06-14 21:20:03

Ontem a P. fez anos. Hoje foi a vez S.. Foi pena o grupinho maravilha não se ter podido reunir para festejar.
Uma das coisas que me fez valer este ano lectivo foi ter podido chegar-me mais à S. e ao L.. Cada um com o seu feitio, mas juntos são um pagode. A minha mãe acha estranho o facto de eu me dar com pessoas tão extrovertidas, sendo eu tão tímida. Eu acho que no meu caso foi uma forma de complementar as minhas "lacunas" sociais... eheh
publicado por Ana✿ às 2013-06-14 18:44:28
I really care about you..(...)
publicado por - cp às 2013-06-14 10:49:31
Venho com um miminho para vocês! Um excerto do próximo capítulo, o dezanove:
- Em que posso ajudar? – uma rapariga ruiva e de cabelo curto virou-se para ela assim que deu pela presença de clientes.
- Queria um quarto. – Jane pediu, roucamente, tentando recompor-se um bocadinho. Só lhe apetecia chorar por ter perdido o seu cantinho.
- Lamento, mas estão todos cheios. – a empregada disse depois de olhar o computador.
- Por favor, não têm nem um? Não é preciso ser grande nem nada do género… - insistiu.
- Não, lamento. E boa sorte a encontrar quartos agora, à última da hora. – desejou sinceramente e a rapariga suspirou, saindo.
O que será que aconteceu com Jane? Palpites?
Amanhã têm capítulo, não se esqueçam!
publicado por Margarida às 2013-06-13 21:11:29
publicado por Filippa às 2013-06-13 12:08:22
Eu juro que tento não ouvir as conversas de autocarro mas é simplesmente impossivel! Neste caso foi na paragem que eu fiquei a saber que a cunhada da mulher que estava ao telefone não servia para mãe, estava sempre a gritar com a filha e a dizer que está farta dela, aprendi que isso não são coisas que se devam dizer a uma criança e que para ser mãe não basta querer. Fiquei também a saber que a dita cuja não se vai meter mais, vai falar com o irmão porque ela é que é mulher dele e ele é que tem de se entender com ela mas vocês estão a ver bem a peça não é? Segundo a dita cuja nem a familia fala com ela! Deve ser mesmo uma mulher do piorio... Entendi também que o filho da dita cuja faz anos na próxima semana e que como ele já tem 9 anos não vai fazer festa nenhuma em casa, vai pegar no puto e dar uma voltinha com ele. O menino deve ser muito educado e ligado à mãe porque disse que já não queria festa em casa e que por isso não fazia mal, eu cá acho que é uma mentira pegada porque miúdos de 9 anos, 99% sempre querem festa! Sei também quem vive em casa dela, é a mãe, ela e o filho e que ela nunca precisou de ninguém para criar o filho porque o pai nunca se chegou à frente e ela nunca lhe foi lá pedir nada! Super mulher caramba!
Enfim... eu quando é assim vou para uma zona mais afastada da paragem e falo à vontade e dentro do autocarro tento falar o mais baixo possivel mas infelizmente há pessoas que devem achar este método muito parvo e fazem questão de falar da vida toda num espaço público, não tem mal, nós até vamos sabendo e tendo uns conselhos grátis.........só que não, ninguém tem de levar com tanta desgraça e bocas sujas alheias.
http://runlikethewind.blogs.sapo.pt
publicado por Andrusca ღ às 2013-06-13 12:00:19
Eu vou postar este... mas não quero a Armadura do Coração só com um comentário, está bem?
Capítulo 4
Jecek: O Segundo Príncipe * Parte 2
Cerrou os punhos com força e começou a aproximar-se do pequeno beco, ligeiramente afastado dela, à sua esquerda. Primeiro espreitou, escondida na esquina do prédio, o viu uma rapariga no chão e um rapaz de pé. Ela tinha os cabelos ruivos e ele… ele era simplesmente divinal. Tinha uns cabelos loiros ligeiramente encaracolados, mas não muito grandes, presos num rabo-de-cavalo, e uns olhos azuis cintilantes. Não era muito alto, mas um pouco mais que Chelsea, e tinha uns músculos bem definidos, tal como os abdominais que se notavam por baixo do colete azul petróleo que tinha vestido.
O rapaz, com um rosto implacável, deu um pontapé no estômago da rapariga que estava no chão e esta soltou mais um grito.
- Vá lá, transforma-te! – Gritou ele, para ela – Vá lá Defensora do Oculto!
Chelsea engoliu em seco. Mais uma vez não deu ouvidos a Will, mais uma vez foi ao encontro de um dos Príncipes da Escuridão. E mais uma vez tinha um mau pressentimento quanto a isso. Mas isso não a impediu. “Tu lutas contra a Escuridão… ele é apenas mais um”, tentou mentalizar-se, enquanto deixava que a luz roxa e brilhante do pingente lhe passasse por cada milímetro do corpo, dando-lhe aquela túnica roxa da mesma cor dos calções curtos, e as botas pretas. Teve-a em mente enquanto sentia os seus cabelos a ficarem completamente lisos, e enquanto sentia a pequena máscara a formar-se em redor dos seus olhos. Em menos de dois segundos, lá estava ela. A Guerreira Defensora contra o Oculto.
- Pára! – Gritou Chelsea, de dedo a apontar para Jecek, que lhe dirigiu a sua imediata atenção – Como te atreves a fazer uma caça a raparigas que não têm nada a ver com a Luz ou a Escuridão? Tudo isto só para me encontrares a mim? Bem, aqui estou eu.
- Então tu é que és…
- A Guerreira Defensora contra o Oculto – Chelsea interrompeu-o, e ele sorriu-lhe cinicamente.
- Estás mais nova do que me lembrava – admirou, dando poucos passos em direcção a ela, permitindo que a outra rapariga se encostasse à parede, toda encolhida e cheia de medo.
- E eu nem me lembrava de ti… parece que afinal não és muito importante – Chelsea arrependeu-se daquilo que disse logo no momento em que o disse, mas já não se conseguiu parar. Jecek soltou uma gargalhada rouca, e Chelsea engoliu em seco.
- O meu irmão foi fraco demais… - pronunciou ele, antes de desaparecer.
Chelsea olhou em volta várias vezes e depois parou quieta, suspirando. “Que raio? Foi-se embora?”, pensou ela, enquanto se ia encaminhar para ir ajudar a rapariga. Mas algo a impediu. Levou uma pancada na barriga que identificou um pontapé, e caiu para o chão de costas. Mas ela não conseguia ver absolutamente nada. Mas isso não queria dizer nada. “Não pode ser…”, pensou, sem acreditar. Mas podia ser, sim. E era. Jecek não tinha os mesmos poderes que o irmão. Este Príncipe tinha o dom de se tornar invisível, facilitando-lhe assim várias batalhas.
Ainda no chão, Chelsea sentiu outra pancada, esta agora de lado, que a fez voltar-se. Ela levantou-se, mas foi-lhe feita uma rasteira e depois sentiu um peso por cima dela, sentiu Jecek por cima dela. O rapaz começou a apertar-lhe o pescoço com as suas mãos, e Chelsea tentava agarrá-lo, mas além das mãos, não lhe conseguia alcançar mais nada. Tentava a cara, que supunha estar algo acima da dela, mas mesmo de braços esticados não era capaz de lhe tocar. Estava a começar a ficar sem ar quando agarrou nas mãos do rapaz e o impulsionou para longe, com o poder de telicnese, mover as coisas com a mente. Viu uma pequena nuvem de poeira formar-se na parede, ele tinha batido lá.
Ainda mal se tinha de novo posto de pé quando foi agarrada e mandada contra outra das três paredes do beco, e depois contra um caixote do lixo. Já quase sem forças, e encostada à parede, começou a sentir vários murros, mas nunca no mesmo sítio. Jecek era esperto o suficiente para variar, para que ela não o agarrasse. E na rua, Chelsea nunca teria silêncio suficiente para tentar ouvir os movimentos que ele fazia. Basicamente, a rapariga estava condenada. Até que, no caixote do lixo viu umas latas de tintas de spray, e, com a mente, as fez disparar a tinta para a zona à sua frente, apanhando partes do corpo de Jecek, tornando-o assim fácil de identificar. O rapaz desviou-se e a Defensora mandou-o com a mente até à outra ponta do beco, mas este levantou-se calmamente e encarou-a.
- Numa próxima vez, Defensora – despediu-se, antes de desaparecer definitivamente. Chelsea engoliu em seco, até na despedida era parecido ao irmão.
Voltou-se depois para a rapariga, e esta olhava-a directamente.
- Tens telemóvel? – Perguntou Chelsea, ao que a rapariga assentiu com a cabeça – Chama uma ambulância… vais ficar bem.
Chelsea usou a levitação para subir para o telheiro de uma casa e depois para passar para outro beco, onde, sozinha, regressou às suas vestes e ao aspecto normal. Normal… com uns hematomas e arranhões acrescentados. Ela sentia-se como se tivesse sido atropelada por três camiões.
Começou a fazer o caminho de regresso a casa toda curvada por causa das dores e, a maior parte dele, encostada às paredes das casas ou aos muros dos jardins devido à falta de força que sentia ter. Até que já não aguentou mais e deixou-se cair no chão. Custava-lhe a respirar, mas ela queria ir para casa. Não queria ficar perdida no meio da rua, não queria ficar à deriva e desprotegida. Precisava de se sentir num sítio seguro, familiar… bom. Tentou levantar-se, mas em vez disso todos os seus músculos falharam e caiu no chão de novo, estremecendo. As feridas contra o alcatrão quente do sol ardiam bastante, e nem ela sabia como estava a controlar as lágrimas e não as tinha deixado sair ainda. De pensar que estava tão perto de casa… apenas mais uns poucos metros e estaria dentro das quatros paredes mais seguras que conhecia… mas nem um centímetro ela se conseguia mexer. Quando pensava que ia ter que ficar ali, estendida no chão da rua como se dum cadáver sem vida e abandonado se tratasse, começou a ouvir passos e levantou a cabeça a custo, para ver uma silhueta aproximar-se lentamente.
Quando o rapaz viu de quem se tratava, correu até Chelsea e ajoelhou-se no chão, horrorizado.
- Oh meu Deus! – Exclamou ele – Eu preciso de te levar para o hospital…
- Não – Chelsea foi rápida na sua resposta, mas a sua voz saiu algo fraca – Brad, por favor… leva-me apenas para casa. Eu fico bem…
Brad não gostou da ideia, mas viu no olhar da rapariga que se ele não a levasse até onde ela queria, então ela preferia que ele a deixasse quieta estendida no chão. Ela não queria ir ao hospital.
- Mas e se tens alguma coisa partida…
- Não tenho – garantiu Chelsea – Estou só aleijada…
Brad suspirou e agarrou em Chelsea ao colo, cuidadosamente, para os encaminhar até à porta da casa da rapariga. Ele bateu com o pé, e poucos segundos depois esta foi aberta pelo belo rapaz de olhos azuis e cabelos negros, que perdeu a gargalhada que dava enquanto abria a porta assim que os seus olhos bateram na rapariga dos caracóis ruivos, aninhada no colo de Brad.
- O que é que lhe aconteceu? – Perguntou ele, alarmado – Dá-ma cá…
E como se de um bebé se tratasse, Brad passou Chelsea para os braços de Jensen, e a rapariga sentiu-se bem. Sentiu um calor do qual já tinha saudades, mas não conseguiu aproveitá-lo bem por causa da situação que a tinha feito ir parar àqueles braços musculosos e corpo quente. Mas ela sentia… pouco e relativamente, mas sentia. “Como pode ele não sentir nada?”, perguntou-se a rapariga, enquanto sentia o calor vindo do peito de Jensen chegar até ela, “Não é possível… não pode ser”.
Jensen andou com Chelsea ao colo até ao sofá, onde a pousou com cuidado. Quando ela foi poisada no sofá, fez uma careta por lhe doer o corpo, e Jensen desviou-lhe um dos muitos caracóis dos olhos.
- Oh caracolinhos… o que é que te aconteceu? – Perguntou ele, voltando-se depois para Brad – Vai chamar o Richard e o PJ, estão no quarto do Richard.
Brad assentiu com a cabeça e assim fez, e Chelsea arquejou quando se tentou endireitar.
- Parece que tinhas razão… ter cabelo vermelho não é lá muito bom – ela tentou brincar, mas ele estava genuinamente preocupado. Nunca tinha visto a amiga em tão mau estado, e apesar de o esconder bastante bem, ele preocupava-se bastante com ela.
Richard e PJ chegaram à sala bastante alarmados, e o irmão ajudou-a a subir para o quarto e depois a desinfectar as feridas. Chelsea deitou-se na cama, toda encolhida, mesmo por cima da colcha e ainda com o vestido roxo no corpo.
- Chels…
- Só quero ficar sozinha Rich – pediu ela, engolindo em seco, olhando para ele.
- Mas não tens que ficar sozinha – Richard aproximou-se mais dela e sorriu-lhe, mas viu na face dela que era mesmo disso que precisava. Tempo e, sobre tudo, espaço – Mas eu vou.
O rapaz saiu do quarto da irmã e juntou-se aos outros três rapazes que comentavam o sucedido, na sala.
Chelsea apertou a almofada com a mão e aí sim, deixou que as lágrimas lhe lavassem a cara. Ia chorar tudo enquanto ninguém a visse. Para depois, mais tarde, inventar uma versão falsa sobre como foi atacada pelo “caçador de ruivas” e garantir que ia ficar bem.
❦
“Querido rapaz com a máscara…
Encontrei o Jecek hoje. O que lhe havia a mais em beleza, faltava em bondade. Não, não fiques com ciúmes, só tenho olhos para uma pessoa e és tu. Mas… tenho medo. Já sei, sou uma medricas, sempre disseste isso, sim. Mas não sei o que é pior: saber que já não te tenho lá para me protegeres, ou saber que podem ir atrás de ti e que talvez não te consiga eu proteger. Estou a ter dúvidas. O Will diz que tenho que acreditar mais em mim, que sou o ser mais poderoso na Terra. Ele diz isso com uma facilidade… Mas se sou assim tão poderosa, porque é que não te consigo fazer lembrar? Exacto. E se o teu irmão te for buscar e eu não o conseguir impedir? E se… e se não for forte o suficiente e algo mau te acontecer? Acho que nunca saberemos até ao momento, mas prometo-te isto: vou lutar até ao meu último fôlego se da tua vida se tratar. Vou dar o meu melhor. Por ti… por ti nem que estivesse a lutar contra extraterrestres mutantes filhos de vampiros arraçados de lobisomens. Por ti, vou resistir.
Sempre tua, Chelsea.”
Chelsea fechou o caderno e colocou-o no sítio, para depois voltar a repousar. Tinha sido um longo dia, precisava de descanso.
publicado por Margarida às 2013-06-13 00:19:30
Não faço algo que gosto, muito menos aquilo que amo de paixão, mas hoje após receber o primeiro ordenado completo senti-me realmente recompensada por aquilo que faço.
Trabalho nas limpezas, é verdade. É duro - muito duro - também é verdade. Mas como toda a gente me descrevia o inferno em forma de trabalho, que quando comecei não achei que fosse assim tão mau. E dá-me tempo de estudar francês que permitirá o surgimento de melhores oportunidades.
Até lá faço um trabalho necessário na sociedade, vou treinando o meu francês "catastrophique", aceitando e aprendendo com aquilo que a vida me dá para me ajudar a amadurecer e recebendo um ordenado que acho mais do que justo pelo serviço prestado.
Eu sei que o dinheiro não é tudo na vida, mas se outrora me sentia feliz por ter o (meu) melhor emprego do mundo, hoje senti-me igualmente feliz por alguém reconhecier e apreciar o meu trabalho.
