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publicado por R. às 2013-06-19 20:14:15
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aniiiee
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Do you really want me dead? Or alive to torture for my sins?
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publicado por R. às 2013-06-19 20:14:15
Bem vinda Kaidence Donda West. A Lyonce e a Lyani Viktória estão bué invejosas do teu nome... mas isto passa-lhes!
Words with soul. Soul with love.
publicado por • Smartie às 2013-06-19 17:38:40
Hoje decidi experimentar fazer algo diferente e então andei a vasculhar nas minhas revistas até que encontrei uma receita que me pareceu perfeita - muffins de café! Sendo assim, depois do almoço lá andei eu pela cozinha de roda do que iria fazer.
Como podem ver pelas fotografias acima, acho que ficaram bastante bem. Ainda não os provei depois de terminados, mas a massa estava deliciosa e acho que o aspecto também está óptimo - saíram muito bem mesmo! Já agora, caso tenham interesse, eu deixei a receita do bolo de banana e mel que fiz num comentário no post pelo que é só darem uma vista de olhos por lá para a encontrarem. Se quiserem alguma informação ou mesmo alguma receita é só pedirem, já sabem!
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publicado por R. às 2013-06-19 13:45:53
Conta a história que a Kiehl’s nasceu há mais de 160 anos no bairro de East Village, em Nova Iorque. A Farmácia Kiehl's original encontra-se em Nova Iorque; uma histórica loja de família localizada em "Pear Tree Corner" na 109 Third Avenue no bairro de East Village.
As fórmulas únicas são produzidas com ingredientes naturais. A marca possui uma longa herança que inclui uma variedade de conhecimentos ao nível da cosmética, farmácia e medicina, desenvolvidos e transmitidos através de gerações, sendo incorporados nas fórmulas que vendem hoje em dia. Isto foi o que aprendi no facebook da marca... no mesmo dia em que fiz um diagnóstico, sobre o meu tipo de pele, na loja da Kiehl's no Colombo. Ia a passar e li na montra que em 5 minutos me faziam um diagnóstico sobre o meu tipo de pele e me davam 5 amostras de produtos que achavam adequados para mim. Soou-me lindamente... ainda para mais a loja é apelativa. Entrei e saí fascinada e com vontade de comprar um creme, um tónico um gel de limpeza,... Trouxe as amostras e cheguei a casa com uma enorme vontade de experimentar tudo. Fiquei logo fã... logo... Corria já até ao Colombo para comprar os três produtos básicos se o meu Sistema de Três Passos da Clinique não estivesse ainda a meio. Gosto do Sistema Três Passos da Clinique, aliás como gosto em geral da marca, mas sinto que os Três Passos são muito booooorrring quando comparados com os produtos da Kiehl's. Como eu gosto de uma rotina simples aconselharam-me os três produtos da linha Rare Earth

O gel de limpeza custa 18€ e segundo me foi dito dá perfeitamente para 6 meses. O tónico - o meu favorito dos três produtos apresentados - promete matificar a pele, controlar a oleosidade, minimizar os poros e limpar profundamente a pele, graças à fórmula que com argila branca da Amazônia. O produto é bifásico e a argila fica depositada no fundo da embalagem. Por isso, antes da utilização, devemos agitar bem o produto. Como eu confessei ser muito preguiçosa e lavar a cara muitas vezes apenas com água disseram-me que caso eu, de manhã, quisesse deixar de lado o gel de limpeza por falta de tempo podia, depois de lavar a cara com água, pegas num algodão e passar o tónico para preparar a pele para mais um dia. O tónico custa 19,50€. Quanto ao creme hidratante é uma loção-gel (?) com uma textura simpática que é oil-free e que custa 24€. Em suma: fiquei completamente apaixonada pela marca. E adorei a forma como me aconselharam os produtos tendo em conta o meu tipo de pele e o facto de ser preguiçosa!
Quando o Sistema Três Passos da Clinique acabar já sei onde vou abastecer-me.

A loja do Colombo... fabulosa, right??
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publicado por Andrusca ღ às 2013-06-19 12:10:33
Este é maior porque não queria estar a dividir o capítulo em 3, sorry
Comentem x)
Capítulo 6
Desespero no Halloween * Parte 1
- Vai ser lindo! – Exclamou Helen, referindo-se à festa de Halloween que o bar a que costumam ir, Drink&Tell, está a preparar para sexta-feira à noite – E até já sei de que me vou mascarar… enfermeira sexy, que vos parece?
Chelsea riu-se. Helen adorava o Halloween, já ela nem por isso. Como nunca gostou de nada que tivesse a ver com monstros, ou terror, ou sustos, nunca foi fã deste dia. Mas claro que ia sempre às festas e se mascarava sempre.
- Parece-me bem – disse Tony, rindo-se – Eu acho que vou procurar o meu fato de cowboy.
- Outra vez? Usas sempre o mesmo – Reclamou Helen, suspirando – Então e tu Chels, que vais usar para a festa?
- Não sei ainda… - respondeu a ruiva, encolhendo os ombros.
Helen abriu a boca de espanto ao lembrar-se de uma coisa, e depois sorriu.
- Vi umas lojas com uns disfarces de Defensora do Oculto, não é giro? – Comentou ela – Já imaginaram? Uma noite em que há mil e uma heroínas?
Tony riu-se, mas Chelsea não achou muita piada. Uma noite com várias Defensoras… e se Jecek decidisse atacar cada uma delas por pensar que alguma se pode tratar da verdadeira? É claro que a verdadeira Defensora do Oculto nunca se mascararia dela própria no único dia do ano em que pode ser qualquer outra pessoa. Chelsea optaria mais facilmente por hospedeira, ou freira, ou então chinesa ou sevilhana.
- Helen, que achas de levar o meu disfarce de freira? – Perguntou Chelsea.
- Outra vez? Não… porque não usas assim uma coisa que deixe que se vejam os teus atributos, hã? Nunca vais arranjar namorado se estiveres toda tapada – Chelsea sentiu um aperto no coração. “Não preciso de arranjar… se tudo não tivesse acontecido, ainda teria um”, pensou ela.
- Vou pensar nas opções – murmurou, forçando um sorriso – Agora tenho que ir, o Will está à minha espera. Até amanhã.
- Adeus Chels – disseram os dois amigos ao mesmo tempo, enquanto Chelsea se levantava da cadeira da esplanada e se começava a afastar. Tinha combinado com Will que iriam treinar esta tarde e ainda tinha que ir a casa mudar de roupa.
Quando chegou a casa, esta ainda se encontrava vazia. Apressou-se a mudar de roupa para um fato de treino e a prender os caracóis num rabo-de-cavalo, para depois voltar a sair de casa e contorná-la em direcção ao bosque. Andou vários metros enquanto pensava no que faria quando chegasse ao pé de Will. Ainda estava um bocado chateada com ele, apesar de ter ignorado a sua ordem de se manter afastada de Jecek, o rapaz não tinha o direito de lhe dizer certas coisas que disse, coisas que a magoaram. Se ela já não se acreditava capaz de defender a humanidade, então como é que isso algum dia iria mudar se mais ninguém acreditasse nela? Mas Will apenas disse isso porque estava enervado, apenas isso, mas ela não o sabia com todas as certezas.
Quando o começou a avistar, no meio da clareira, suspirou. Não lhe apetecia treinar, estava preguiçosa.
- Olá – cumprimentou, pondo-se à frente dele.
- Tudo bem? – Perguntou o rapaz.
- Se estás a perguntar se estou apta para treinar, sim Will, tudo bem – respondeu ela, num tom aborrecido. O rapaz revirou os olhos e suspirou.
- Sabes que não quis dizer isso, estava chateado, e preocupado, e às vezes nessa combinação não digo exactamente o que devia – desculpou-se ele.
- Essa é a tua desculpa? – Chelsea riu sem qualquer vontade – Meu, num dia destes vou ter que te ensinar a pedir uma desculpa em condições.
- Então estou desculpado?
- Não – ele olhou para ela chocado, e ela encolheu os ombros – Mas vais estar se me deixares sair mais cedo do treino. A festa de Halloween é amanhã e ainda não tenho um disfarce, tenho que ir às compras.
Ele suspirou e levou a mão à cabeça.
- És sempre a mesma coisa – reclamou ele – Tudo bem, mas fica sabendo que…
- O “tudo bem” chega, não precisas de dizer mais nada – interrompeu-o, antes que se pusesse a impor qualquer coisa – Desculpas aceites. Vamos treinar.
E começaram. Chelsea já estava muito melhor do que quando começara. Agora já conseguia manter uma luta mais ou menos equilibrada sem recorrer aos seus poderes de Defensora do Oculto, mas ainda tinha um longo caminho a percorrer. E Will não era nada meiguinho, ele desculpava-se que atacava de uma maneira forte porque nenhum demónio iria ter piedade dela.
Acabaram o treino uma hora mais cedo, e a rapariga foi a casa tomar um duche e jantou rapidamente sozinha, avisando a mãe que ia sair e que não jantava com a família nem sabia as horas a que chegava.
Encaminhou-se então para o Centro Comercial de Diamond City, já com várias montras enfeitadas com autocolantes de figuras sinistras e teias de aranha falsas em todo o lado. O espírito do Halloween fazia-se mesmo sentir. Chelsea percorreu várias lojas e experimentou vários disfarces, mas nenhum lhe agradava por completo. Vestiu um fato de hospedeira, outro de empregada sexy e até um de princesa do Egipto, porém não achou que nenhum deles fosse “o tal”. “Talvez devesse mesmo usar a roupa da Defensora… mais realista seria impossível”, deu por si a pensar. Mas depressa descartou essa ideia, poria em risco tudo o que fazia para manter a sua identidade em segredo. E além disso, o Halloween dava-lhe a oportunidade de ser quem bem quisesse, podia ser uma princesa, ou um ser de outro planeta… ou o completo oposto daquilo que é. Chelsea sorriu, já sabia qual seria o seu disfarce. Foi até uma das lojas que mais roupas tinha, dentro daquele tipo de disfarces, e depois começou a ver as opções que tinha. Era perfeito, o seu perfeito oposto. Depois de escolher a roupa que gostava mais, foi até ao provador e verificou que lhe assentava que nem uma luva. Perfeita.
A rapariga ruiva pagou e depois saiu da loja com um sorriso nos lábios. Quando era mais pequena adorava mascarar-se à bruxa, mas entretanto novas ideias apareceram e foi deixando essa pequena mania para trás. Mas neste Halloween iria relembrar o passado.
Começou a caminhada de regresso a casa e, quando ia muito bem apenas com os seus pensamentos e o saco na mão, ouviu o seu nome e voltou-se para trás, vendo Jensen a caminhar até si.
- Então caracolinhos, por aqui a estas horas? – Chelsea viu as horas no telemóvel, realmente já estava a ficar tarde, não tinha dado pelo tempo passar.
- Então e tu? – Perguntou a Jensen – O que andas a fazer?
- Penso em maneiras de te assustar, claro – gozou ele. Jensen tinha esta brincadeira, ou melhor, mania, de todos os anos no Halloween pregar uma partida a Chelsea, e todos os anos ela se assustava bastante com as coisas que ele lhe fazia. Houve um ano em que pôs uma cobra autêntica no seu quarto, e a rapariga quase que ia tendo um ataque cardíaco.
- Hum… sabes que mais? – Perguntou ela, com um ar pensativo – Este ano vou-te fazer pagar por todos os outros. Vais apanhar o maior susto da tua vida, prometo.
Jensen deitou uma sonora gargalhada e Chelsea sorriu. Sim, ela ia arranjar uma maneira de o assustar, nem que fosse apenas um pouco.
- Quero ver isso – desafiou ele, ainda a rir-se – Mas mudando de conversa, vamos todos ao Drink&Tell, certo?
- Vamos. E agora tenho que ir para casa, está a ficar tarde.
- Está bem… dorme com um olho aberto, nunca se sabe que tipo de coisas te podem acontecer enquanto estás sozinha no escuro do teu quarto – avisou ele, com uma voz sinistra, soltando um riso maléfico em seguida. Chelsea revirou os olhos e começou a afastar-se dele, indo em direcção à rua da sua casa.
- Não! Não! – Ouviu. Voltou-se para trás sobressaltada e viu uma mulher encostada a um muro de uma casa, com um gato em frente dela, a lamber as patas. O gato estava bastante quieto e parecia fofinho, mas a mulher olhava para ele com um ar aterrorizado e estava a ficar cada vez mais branca.
Chelsea apressou-se a chegar até ela, e tocou-lhe no ombro para que ela lhe desse atenção.
- Você está bem? – Perguntou-lhe.
- É o diabo… o diabo! – Gritou a mulher, empurrando a mão de Chelsea e desatando a correr pela rua. A rapariga dos caracóis ruivos ficou incrédula a olhar para ela, parecia uma maluca a correr e a gritar. “Na volta está bêbeda…” pensou a rapariga. Mas estava errada. Halloween não era só um dia de festa e de máscaras… a parte do terror não é ficção, Halloween é o único dia do ano em que certos demónios têm a permissão de andar na Terra e espalharem o caos tornando todos os piores medos das pessoas virarem realidade, e agora já passava da meia-noite. O dia tinha chegado.
Quando chegou à porta, Chelsea abriu-a e cumprimentou os pais, subindo depois para o quarto. Estava estafada, nem acreditava que amanhã ainda se tinha que levantar cedo para ir para a escola. Pôs o saco com o vestido dentro do roupeiro e mudou de roupa para ir dormir.
- Chelsea… Chelsea… - ouvia a ruiva. Era um chamar vindo de longe, com uma voz já bastante familiar. Chelsea tentou ver alguma coisa por cima da neblina que se fazia ver no bosque, mas era escusado, era o mesmo que estar a olhar para uma parede branca.
- Faith? – Perguntou Chelsea – Faith és tu? Onde estás?
Houve uma racha no nevoeiro e este partiu-se em dois, deixando um espaço no meio isento, como se de um túnel se tratasse. E lá ao fundo lá se encontrava ela. Dona de um corpo esbelto e umas vestes roxas, Faith apresentava-se sem a sua máscara na cara e com o cabelo ruivo liso a abanar ao sabor do vento. A antiga Defensora sorriu a Chelsea, e esta correu até ela. Mas antes que a pudesse alcançar viu uma lâmina trespassar-lhe o coração vinda de trás e viu o seu modelo a seguir cair no chão, sem vida. A rapariga dos caracóis parou subitamente e por trás de Faith viu duas figuras que ainda a metiam a tremer. Duas Bruxas. Donas de corpos de fazer inveja e de belezas extremas. Uma loira, a outra com o cabelo castanho claro. Ambas extremamente maldosas. A loira, Lyux, segurava na espada que ceifara a vida da antiga Defensora do Oculto, e ria-se agora com a irmã, Blinke. Chelsea olhou-as com raiva, mas antes que pudesse fazer alguma coisa Blinke estalou os dedos e mais três pessoas apareceram naquele espaço livre de nevoeiro. Jensen, Cassie e Richard. E todos eles flutuavam inanimados no ar. Chelsea sentiu uma dor no coração e lágrimas a formarem-se nos seus olhos. Ela não precisava de nenhuma confirmação daquilo que já sabia ser. Estavam mortos.
Chelsea acordou em sobressalto e sentou-se encostada à cabeceira da cama, enquanto tentava regularizar a respiração. Já há algumas noites que não tinha pesadelos, mas aparentemente o seu subconsciente ainda não tinha esquecido tudo o que acontecera e ainda forçava Chelsea e lembrar-se de como foi sentir a morte daqueles que lhe são queridos. Apesar de na realidade as coisas não terem acontecido assim, a desolação que se lhe seguia era igual. A rapariga levantou-se e foi à casa de banho, onde passou a cara por água e se tentou acalmar por um bocado. Por muito mau que fosse que nenhum deles se lembrasse de nada, seria muito pior se tivessem permanecido mortos, Chelsea nunca podia esquecer isso.
A rapariga voltou ao quarto e olhou para o despertador, daí a duas horas seria hora de se levantar e enfrentar mais um dia de escola, e depois, a festa no bar.
❦
- É de loucos – comentava Norman, ao jantar – Nunca na minha carreira vi tantas pessoas suicidarem-se. E os bilhetes que deixaram não fazem qualquer sentido. Afirmaram ver coisas que não existem, deixaram escrito que se mataram porque tinham demasiado medo de viver. É bizarro.
- É verdade, também falaram disso na escola – disse Chelsea – Parece que uma velhinha que vivia com os três gatos se suicidou porque se convenceu que os gatos eram na realidade leões e teve medo que a atacassem. E depois houve vários ataques cardíacos, não foi pai?
- Também ouvi falar disso – afirmou Richard – Hoje na universidade não se falava de mais nada. Parece que toda a gente “escolheu” morrer hoje.
- Bem, vocês sabem o que se diz… no Halloween os demónios andam todos à solta – todos se riram com o comentário de Margaret, mas Chelsea ficou a pensar seriamente se não seria verdade. Ter encontrado aquela mulher naquele estado, no dia anterior, podia não ter sido uma coincidência… talvez ela estivesse sobre o efeito de algum poder demoníaco.
Depois de comerem, tanto Chelsea como Richard se foram despachar para os respectivos quartos. A ruiva tomou um duche rápido e depois vestiu um roupão para enquanto secava e esticava o cabelo e se maquilhava. Optou por uma sombra escura e um batom bordô. Depois voltou para o quarto e retirou o saco de dentro do roupeiro, tirando depois o vestido e o chapéu, que pousou em cima da cama. Vestiu aquele vestido preto, que na parte de cima era como se fosse um corpete e tinha um decote cai-cai em forma de coração, com uma pequena tira de pelo negro a acompanhá-lo. No centro do decote formava um laço da mesma cor, de cetim. Da cintura para baixo era como um saiote, com várias camadas de rendas pretas, e depois tinha pequenos laços de cetim cor-de-rosas em tira, afastados uns dos outros, mais ou menos a meio do comprimento. O vestido dava um pouco acima dos joelhos de Chelsea e assentava-lhe que nem uma luva. Depois disso foi a vez de calçar os sapatos, uns sapatos também pretos e com um salto alto, que faziam uma tira à volta do tornozelo. Ainda sentada na cama, onde se tinha sentado para se calçar, colocou meia dúzia de pulseiras pretas. A rapariga agarrou no chapéu e pôs-se em frente ao espelho, colocando o chapéu comprido e pontiagudo, a condizer com o vestido, na cabeça.
- Sou uma bruxa muito mais bonita que as Bruxas da Escuridão – Murmurou, sorrindo.
publicado por vera às 2013-06-19 01:23:53
aqueles que usavam os hashtags para achincalhar e agora aquilo é mesmo uma cena ! existe ! e as pessoas usam-nas !
publicado por vera às 2013-06-19 01:21:36
publicado por shems. às 2013-06-19 00:26:29
Encontrei isto num blog (este!) e decidi fazer. Basta por em negrito o que vos "caracteriza"
Música para os meus ouvid(...)
publicado por mysuperworld às 2013-06-18 22:26:32
Words with soul. Soul with love.
publicado por • Smartie às 2013-06-18 16:43:05
Altura de tirar o pó ao arquivo do blog: indique-nos três dos seus posts preferidos.
Estes são apenas alguns dos posts que eu mais gosto pois, apesar de ter a noção de que isto não é nada de especial, este blog é o meu cantinho e eu tenho um enorme carinho por ele e por tudo o que aqui está publicado :)
♥
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publicado por Andrusca ღ às 2013-06-18 14:11:36
Capítulo 20
As masmorras do palácio eram escuras e húmidas. As celas já estavam ferrugentas e velhas, mas mesmo assim era quase impossível escapar-se de lá. Eram grandes, no entanto, e eles tinham sido todos postos na mesma. William encontrava-se encostado às grades, ainda a reviver as últimas horas; Raj estava de pé, perto da minúscula janela que estava ao nível do chão do jardim, batia irrequietamente com o pé e esforçava-se por olhar apenas para a rua; Eresm e Quorq estavam ambos encostados a uma das paredes, enquanto Samantha, a única sentada, estava no outro extremo com a cabeça apoiada nas pernas encolhidas, sendo observada por eles. Tinha sido a noite mais longa da vida de todos.
- Então… - Eresm foi o primeiro a dizer a primeira palavra desde que tinham sido trancados naquele sítio, há horas – você é o Samuel?
Samantha levantou a cabeça e olhou para ele, formulando um sorriso triste.
- Sim, sou o Samuel – confirmou.
- Enganou-nos todo este tempo – murmurou Raj, como se pensasse para si.
- Peço desculpa, eu sei que… Queria apanhar o Marx, não sabia como… E acabei por fazer asneira.
- Sim… pois acabaste – pela primeira vez o príncipe abriu a boca e voltou-se para eles. Samantha mal reconheceu o seu olhar, mesmo debaixo daquela fraca luz. Estava negro, raivoso, nu de qualquer bom sentimento. Ela conhecia bem aquele olhar, tinha-o visto ao espelho por anos.
- Eu sei – disse, levantando-se – Mas se eu…
- O meu pai está morto, Samantha! – Gritou William, para espanto de todos, fazendo-a saltar de susto – Não há mas “se” nenhum, acabou tudo! Ele está morto, e nós somos a seguir. É tudo por tua causa!
Ela ficou estática a olhar para ele enquanto os outros trocavam olhares entre si.
- O quê? Foste tu que quis que me expusesse! Se não fosse por ti nem sequer tinha ido àquele maldito baile e nada disto tinha acontecido! Porque o Marx não tinha tido um pretexto para saber que estava viva! – Ela não se conteve, já levantada elevou também o tom de voz, fazendo com que os soldados se começassem a sentir um pouco a mais naquela discussão.
- Não para começares uma guerra! Não para isto. Só te queria mostrar como a tua vida podia ser. Só queria que viesses para casa. Mas tu não sabes o que “casa” significa, nem “família”. Nunca tiveste uma, como é que havias de saber?
A mão de Samantha voou de encontra à bochecha de William e embateu nela com tanta força que deixou a sua marca avermelhada. Não tinha pensado, tinha sido um acto involuntário, mas não se arrependia de o ter feito. Os três soldados ficaram estáticos perante aquela cena.
- Não sabes do que estás a falar – afirmou, com um tom já mais baixo mas claramente chateado – Como é que ousas dizer-me isso?
- Não? Então, por favor, explica. Chamas “família” àquele traidor que nos entregou, é isso? É ele a tua família? Porque chegaste aqui com uma grande conversa sobre um traidor na casa do rei, quando foste tu própria que o puseste cá dentro! Parabéns Samantha, a tua vingança está a deixar um rasto de morte, e sofrimento, que podes até vir a superar o Marx.
Os olhos da rapariga encheram-se de lágrimas que ela não autorizou que saíssem. Ele podia ter dito de tudo, mas nunca aquilo. Nunca compará-la ao homem que lhe tirara tudo.
- És mesmo um imbecil, William – murmurou, com um tom triste, enquanto abanava a cabeça – Sim, o teu pai morreu, e sim, esta vida não presta, e talvez isto seja culpa minha, mas um amigo nunca me diria o que tu acabaste de me dizer.
- Tu não queres amigos. Só queres a tua vingança.
Ela virou-lhe as costas e voltou para o seu canto, sentando-se de cabeça erguida a olhar para o tecto. O ambiente tornou-se ainda mais pesado, um cego podia ver a mistura de angústia e raiva que ia dentro daquela cela.
Eresm ainda pensou em dizer qualquer coisa para tentar aliviar o clima, mas achou por bem esperar mais um pouco, para que eles tivessem tempo de se acalmar um pouco sozinhos; Quorq pensava em como aquela rapariga tinha coragem, de se mascarar de homem, de falar como falou ao príncipe e de lhe bater; Raj não sabia o que pensar de toda a situação, não sabia se havia de admirar Samantha, de se sentir traído, ou de se limitar a pensar que daí a momentos todos podiam estar a caminho da forca.
- Acham que eles nos vão deixar aqui a apodrecer? – Perguntou Quorq, ao fim de longos minutos de silêncio de cortar à faca.
- Não – foi Samantha, para surpresa de todos, que lhe responder – Ele vai querer assistir à nossa desgraça. Já vi isto acontecer, em casa.
- Como é que sobreviveu àquela noite? À Noite Negra? – Perguntou Raj, intrigado.
- Por favor, quando era o Samuel tratavam-me normalmente, agora não quero formalidades. Sou a mesma pessoa, só que agora chamo-me Samantha. Consegui escapar, tive sorte.
Do outro lado do corredor uma velhota já fraca espreitou e, perante a vista daquela rapariga, abriu a boca de espanto.
- Psst – fez, captando a atenção da cela à frente da sua – Tu és a Samantha? De Walcaster? Sobreviveste?
Samantha franziu as sobrancelhas e levantou-se, aproximando-se das grades.
- Quem é você?
- Só uma velha sem valor – murmurou a mulher – Se estás viva, e o Marx já sabe de ti, é porque ele ainda não encontrou o que queria. Ele foi à Casa dos Kendric para procurar algo muito poderoso, algo que…
Nesse mesmo instante a porta abriu-se e poucos dos guardas de Marx entraram, mandando logo a mulher calar-se, deixando o resto da conversa no ar. Abriram a cela onde eles estavam e disseram-lhes para sair, escoltando-os para fora dos calabouços.
O que acham que o Marx procurava?
E o que vai acontecer agora?
Por favor comentem
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publicado por R. às 2013-06-18 13:17:10

♥



Linda, linda, linda. E o mais bonito da Sara incrivelmente nem é a beleza dela mas sim a forma como continua com os pés tão bem assentes na Terra quando é A modelo portuguesa que mais brilha fora de portas e quando soma sucessos atrás de sucessos.
Havia muito a dizer sobre(...)
publicado por mysuperworld às 2013-06-18 12:09:02
mas o Miguel Sousa Tavares já disse tudo. Subscrevo inteiramente tudo o que ele diz neste artigo. Palminhas para ele!
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publicado por R. às 2013-06-18 08:43:26
Manifestações pacíficas porque o povo é quem mais ordena (e as redes sociais a melhor forma de espalhar a mensagem!). Força Brasil!






Estou pronta para ver o Brasil escrever uma importante página da história do país. Em 1974 escrevemos o 25 de Abril em Portugal mas não era viva (nem havia instagram!) para sentir a revolução. Em 2013 o Brasil prepara-se para introduzir nos manuais de História uma nova página sobre a revolução de um povo.
Dentro de prédios residenciais e comerciais na Avenida Faria Lima, moradores de São Paulo estendem lençóis e jogam papéis brancos pelas janelas para receber os manifestantes que passam com faixas e gritando palavras de ordem pelo fim da corrupção, o excesso de gastos na Copa e a redução das tarifas de transportes públicos, entre diversas reivindicações que marcam o quinto protesto em São Paulo nesta segunda-feira.
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publicado por R. às 2013-06-18 00:57:20
Ando a leste de tudo o que se passa neste Mundo. No entanto percebi que ontem foi o exame de Português e que houve quem não o pudesse fazer não por não ter estudado, não por ter tido um contratempo que impediu a realização do mesmo mas porque os velhacos dos professores decidiram fazer greve. Claro que saltou tudo para cima dos professores. O Miguel Sousa Tavares (cuja opinião eu tanto estimo) disse que "Foi uma falta de respeito pelos alunos, pelas famílias e pelo sistema de ensino". Uhhh será que estamos a falar dos mesmos alunos que cada vez menos respeito têm aos docentes ou das famílias que caem em cima dos professores quando os resultados não são satisfatórios??? Okkk não vamos tomar a parte pelo todo mas convenhamos que os professores respeitam muito mais o Sistema de Ensino, os alunos e as famílias do que são respeitados.
Miguel Sousa Tavares referiu ainda que "Não consigo dizer que sou a favor da greve dos professores. Acho que representa um abuso do direito à greve e não respeita o direito dos alunos ao ensino". Greve é greve, digo eu... Quando é greve geral também não é respeitado o direito dos alunos ao ensino. E nem vou mais longe: na próxima 5ª feira há greve geral e para mim é dia de exame... Diz que muito provavelmente serei impedida de realizar o meu exame e que o terei de fazer em 2ª fase. Quem devo começar por culpar por não respeitar o meu direito ao ensino??? Os trabalhadores do metro? Os funcionários da minha faculdade? Os professores?
Diz que no Ensino Privado não houve greve por parte dos professores e que quem ficou pior foram os alunos do público... talvez porque os do público têm sofrido mais - digo eu!
No Expresso Online é referido que Miguel Sousa Tavares considerou também "uma desculpa perfeitamente inacreditável" as organizações sindicais acusarem o Governo de não remarcar os exames, quando a data dos mesmos já era conhecida quando foi anunciada a greve. E aqui eu ri-me. Não os professores iam ser parvos e marcar uma greve para dia 1 de Agosto quando as escolas estão praticamente de férias até porque a ideia é mesmo só tirar um dia para ficar em casa, perder X€ do ordenado e aparecer uma notícia da greve lá para o meio das notícias.
Claro que para a greve ter reprecurssões foi agendada para esta data. Da mesma forma que as greves do metro são feitas logo de manhã e não das onze da noite até à meia-noite. Eu percebo. Ficaria chateada se fosse comigo? Ficava, claro... Mas caramba se já estavam a contar com isso e tendo em conta que existe uma segunda fase os alunos que se dedicassem a Matemática e deixassem Português para a segunda fase. Era o que eu faria.
Ora sendo eu filha de uma mãe professora percebo perfeitamente a greve. A minha mãe não é pessoa de fazer greve quando há greves gerais. Não faz porque ela própria diz que isso não vai ser visível para o Governo e que por isso não trará nada de benéfico para ela. Perde dinheiro, fica em casa, no dia a seguir tem de repor a matéria que deixou de dar e no fim nada se ganha. No entanto este caso é um caso diferente... é um caso em que se espera que o Governo repare que de facto os professores não estão satisfeitos (ninguém está é verdade mas ainda sou do tempo em que a minha mãe conseguia ser professora na escola e mãe em casa e hoje em dia é professora na escola (onde passa quase 24h! Há dias em que sai de casa às 8h e chega às 21h por causa de reuniões ridículas criadas pelo facto de se quererem atingir metas ridículas no ensino) e quando chega a casa tem de se dividir entre ser mãe e ser professora). Tal como os professores que hoje fizeram greve a minha mãe viu o salário ser reduzido e reduzido e reduzido e a progressão na carreira a ser congelada.
Se há greve é porque existem motivos para greve... Quero acreditar que os professores que ontem não compareceram nas escolas não o fizeram de ânimo leve e querem mostrar que já estão por tudo. Claro que os professores agora ficam os maus da fita mas até eu que não tenho visto televisão sabia que estava planeada uma greve para hoje e que estava comprometida a realização do exame de Português... posto isto acho que se os alunos de 12º não conseguiram pensar que talvez o melhor fosse investir na Matemática e deixar Português para a 2ª fase então as capacidades de decisão destes candidatos ao Ensino Superior ainda não são as melhores e por isso talvez ainda não estejam preparados para entrar na Faculdade. Mas isto digo eu... que hoje quero ser do contra...
Por fim gostaria apenas de finalizar pedindo desculpa por qualquer erro ou incoerência gramatical do texto acima. Confesso que não tive uma nota brilhante no meu exame de Português...
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publicado por R. às 2013-06-17 21:50:03

I'm fine MAS estou com uma enorme vontade de chorar para libertar todo este cansaço acumulado.
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Clash of titans: Adam Lam(...)
publicado por Tokiohotelundcl às 2013-06-17 21:45:55
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publicado por R. às 2013-06-17 21:38:50

Amanhã é o primeiro exame a sério da little R. (aka minha irmã!). Estou em época de exames e tãoooo cansada que não têm noção. Mal consigo falar ao telefone com ela, não a tenho apoiado nada e estou em fase keep calm and stay strong. Basicamente gostava de conseguia apoiar a little R. nesta fase mas está a ser-me completamente impossível.
A ela a maior sorte do Mundo para amanhã. Para ela e para mim... que amanhã também tenho exame!!
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publicado por R. às 2013-06-17 21:10:48
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publicado por Andrusca ღ às 2013-06-17 19:45:35
Capítulo 5
Os Desejos * Parte 2
O rapaz olhou para Chelsea e depois dirigiu-se à secretária cheia de livros, começando a folhear o que estava por cima.
- Will, não aguento isto – Murmurou a rapariga, pousando a lâmpada com o génio em cima da cama e dando poucos passos até ao loiro – O tratamento do silêncio depois dos berros é ainda pior do que se tivesses continuado a berrar.
- O que queres que diga mais? Não importa o que diga, vais sempre fazer aquilo que queres – disse ele, sem retirar o olhar do livro ao qual não prestava a mais pequena atenção.
- Pensa o que seria se fosse contigo. Ias mesmo deixar aquela rapariga ser maltratada por tua causa? Por favor, tenta entender – implorou ela, tocando-lhe no braço – Will, põe-te na minha situação.
- Já pus – afirmou, voltando-se para ela e olhando-a nos olhos pela primeira vez desde que lhe tinha ralhado – E acho que não estás bem. Passei o Verão a tentar convencer-me de que estavas, mas nunca acreditei realmente nisso. E depois, quando me bateste à porta lavada em lágrimas obtive a confirmação do que já pensava.
- É verdade que não ando nos melhores dias, mas…
- E acho que isso te torna menos apta para o que tens que fazer. Acho que faz com que penses menos nas coisas que tens para fazer, que te torna demasiado vulnerável. E a pior parte é que não sei como te arranjar.
A rapariga ficou incrédula por poucos segundos.
- “Arranjar”?! – Perguntou, largando-lhe o braço e afastando-se lentamente dando poucos passos para trás. Will percebeu aquilo que tinha dito e fechou os olhos com força ao mesmo tempo que suspirou.
- Não foi isso que quis dizer – tentou explicar.
- Eu não sou um brinquedo que possas arranjar – disse Chelsea, com a voz firme mas as lágrimas à beira de caírem – Vim até ti porque achava que podia confiar em ti, e não para te passar a responsabilidade de me arranjares. Desculpa se ver o meu irmão morrer me deixou um bocadinho fora do normal – disse, sarcástica – Lamento imenso que o facto de ter perdido o Jensen e a Cassie, e de me sentir tão imprestável, seja um fardo para ti Will. Sabes que mais? Tens razão. Eu não sou apta para este trabalho – ela encolheu os ombros e Will abriu a boca para falar, mas ela não deixou – Talvez os Guardiães devessem tentar arranjar uma maneira de ressuscitarem a Faith, já que ela era tão perfeita e equilibrada.
- Não foi isso que quis dizer Chelsea – disse ele uma vez mais.
- Sabes que mais? Eu estou… - a ruiva suspirou e agarrou na lâmpada, saindo do quarto e dirigindo-se à porta de saída, da qual parou à frente – estou cansada Will, foi um longo dia e só quero ir para casa. Adeus.
- Chel… - ela não lhe deu tempo para falar, fechou a porta e começou a descer as escadas rapidamente.
Começou a caminhar apressadamente pelas ruas já com os candeeiros acesos e não quis pensar mais em Will, nem em Jensen, nem em qualquer outro assunto que a pudesse pôr à beira de um ataque de choro. Não queria chorar, queria ser forte, tinha que se aguentar.
Quando chegou a casa já estavam todos prontos para jantar, por isso foi pôr a sua mala e a lâmpada no quarto e depois juntou-se à família para comerem. Margaret foi a última a sentar-se, pois, como sempre, esqueceu-se dos guardanapos e teve que os ir buscar.
- Então meninos, como correu a escola? – Perguntou Norman, levando uma garfada de peixe à boca.
- Bem – respondeu Richard – Fiz um exame hoje, foi mais difícil do que estava à espera, mas acho que me safei bem.
- Ainda bem. Então e tu filha? Estás tão calada… - disse Margaret.
- Correu bem – limitou-se a filha a responder-lhe para, em seguida, continuarem a comer. Margaret e Norman andavam preocupados com ela desde que aparecera em casa com todas aquelas feridas e hematomas, e não eram os únicos. Richard e os seus amigos também estavam. Mas Chelsea continuava a dizer-lhes para não se preocuparem.
Depois do jantar Richard convidou a irmã para irem dar uma volta, mas ela preferiu ficar em casa, sentia-se exausta. Subiu para o quarto e tomou um duche rápido, vestindo o pijama em seguida. Depois tirou a mala de cima da cama e pô-la dentro do roupeiro, mas depois ficou a olhar para a lâmpada sem saber bem onde a pôr. Na verdade já se tinha esquecido que a tinha.
- Para onde estás a olhar? – Assustou-se ao ouvir esta voz inesperada, e depois tirou a tampa da lâmpada para olhar lá para dentro e ver Otto, muito pequenino, a olhar para ela de braços cruzados – Estava a ver que nunca mais. Vá lá, deve haver alguma coisa que queiras… não há? Talvez devolver umas memórias a umas certas pessoas…
- Como…? – Chelsea sentou-se na cama com a lâmpada ao colo, e falou directamente para Otto.
- Ora, os demónios também gostam de fofocas, Defensora. E a palavra que corre é que apesar de teres destruído duas Bruxas, as coisas acabaram por não ficar muito bem para ti. Pensa, se me deres permissão para sair desta lâmpada, posso tornar os teus desejos realidade. Só precisas de duas palavrinhas: eu desejo. O que desejas? Basta dizeres, está feito.
Chelsea engoliu em seco. Se ao menos fosse assim tão simples. “Eu desejo que todos eles se lembrem de tudo e que as Bruxas sejam todas destruídas e que possa viver descansada”, ela sorriu com este pensamento, mas depressa o tirou da cabeça. Os desejos são para serem alcançados, e não dados de bandeja.
- Otto, cala-te – mandou ela, suspirando – Eu não vou fazer desejos nenhuns. E agora quero dormir, por isso não faças barulho.
Pôs a tampa na lâmpada e pousou-a em cima da mesa-de-cabeceira. Deitou-se bem aconchegada e desligou a luz, fechando os olhos em seguida. Estava prestes a adormecer quando Otto recomeçou a tagarelar, e ela, uma vez mais, mandou-o calar-se porque queria descansar. Mas estiveram nisto a noite toda. Génios não dormem, e Otto queria alguém com quem conversar antes de ficar fechado num sítio para todo o sempre. Claro que Chelsea só pensava no teste que teria amanhã e que não tinha estudado, e por isso, o máximo que podia fazer, era descansar ao máximo.
Quando o despertador tocou, a ruiva ainda não tinha dormido absolutamente nada. Desligou-o e arrastou-se para a casa de banho, a resmungar para si mesma, enquanto Otto cantarolava uma música dos anos oitenta pela sétima vez seguida.
Chelsea passou a cara por água e encarou-se ao espelho. Estava lastimosa, ainda tinha uma expressão pior do que quando tivera a luta com Jecek. Tinha umas olheiras do tamanho do mundo.
- Nem toda a maquilhagem do mundo me melhorava o aspecto… - murmurou ela.
Mas decidiu tentar na mesma. Depois de se vestir, colocou alguma maquilhagem para tentar disfarçar a noite mal dormida, e depois guardou as coisas dentro da mala e ficou a olhar para a lâmpada a perguntar-se se a deveria levar ou não. Bem, não o podia deixar no quarto o dia inteiro, e se alguém entrasse e ele começasse a falar? Ainda matava Margaret ou Norman de ataque cardíaco. Pô-la então também dentro da mala, e depois desceu as escadas enquanto mandava que Otto se calasse.
Cumprimentou os pais e tirou uma maçã da fruteira, para comer pelo caminho para a escola.
Saiu de casa e começou a caminhar lentamente, era uma das raras manhãs em que tinha tempo.
- Quais são os planos para hoje? – Perguntou Otto, de dentro da mala. Chelsea revirou os olhos.
- Agora já sei porque é que os Guardiães não quiseram ficar contigo, és tão chato – reclamou ela – Tenho escola, sou uma rapariga normal Otto.
- Não, és a Defensora do Oculto, devias estar numa escola especial, ou a fazer treinos mágicos, ou… sabes… eu posso-te arranjar isso tudo. Basta…
- Não vou fazer desejo nenhum – Chelsea ouviu Otto reclamar baixinho, e depois calou-se.
Chegou à escola ao mesmo tempo que deu o toque, e viu o professor de Filosofia a entrar para a sala. “Prepara-te para a tortura…”, pensou ela.
Assim que todos os alunos se sentaram, o professor começou a entregar os testes e quase que ia dando um ataque a Chelsea. A rapariga tirou apenas o estojo e deixou a mala em cima da mesa, a um canto, para em seguida tentar perceber alguma coisa do teste. Pôs o seu nome e a data, e depois perdeu-se por completo. Talvez ajudasse se não tivesse adormecido em quase metade das aulas de Filosofia, mas o mal já estava feito. Olhou em volta e viu todos a escrever calmamente, e suspirou.
- Sabes, podes desejar ser a pessoa mais sábia do mundo – disse Otto, de dentro da mochila.
- Otto, aqui não! – Repreendeu Chelsea, olhando para os lados em pânico, para verificar se ninguém o tinha ouvido. Estava tudo calmo – Estás louco? Faz pouco barulho!
- Chelsea Burke! – Chamou o professor, fazendo Chelsea olhar para ele – Importas-te de não falar? Os teus colegas estão a tentar concentrar-se.
- Claro, peço desculpa – disse a rapariga dos caracóis ruivos, suspirando uma vez mais. Iam ser uns longos noventa minutos.
❦
Chelsea estava sentada num dos bancos do parque. Já eram quase seis da tarde, mas não lhe apetecia ir para casa. Ao colo tinha apenas a lâmpada, de onde se ouvia o cantarolar da mesma música que a impediu de dormir durante a noite.
- Otto, posso-te perguntar uma coisa? – Perguntou ela, para o Génio, destapando a lâmpada. Ele olhou para cima e sorriu-lhe.
- Não posso ressuscitar mortos nem obrigar ninguém a apaixonar-se, mas tirando isso, posso fazer qualquer coisa – afirmou.
- Não é isso… já te disse, não vou desejar nada – disse Chelsea, revirando os olhos – Porque é que os Génios são maus?
Otto riu-se.
- Não somos. Os humanos é que são. Nós apenas gostamos de brincar com as coisas idiotas que eles desejam. São egoístas, pedem apenas coisas fúteis e desnecessárias.
- Mas se detestas isso, então porque concretizas os desejos?
- Que mais poderia fazer? Sou um Génio, foi para isso que nasci, concretizar desejos. Sabes… em tempos acreditei que houvesse alguém que conseguisse dizer “não” à possibilidade de concretizar um desejo num estalar de dedos – murmurou ele, com um certo desgosto – Aquele teu amigo, Will, está errado. O que te disse, que não estás apta para seres a Defensora, não está certo. A antiga Defensora veio a mim, sabias?
Chelsea arregalou os olhos de espanto. Faith tinha feito um desejo a um Génio?
- Estás a falar a sério? – Quis saber.
- Estou – e estava – E sabes o que ela desejou? Ser poderosa. Encontrou-me num período em que andava dominada pelo desejo do poder, e foi isso que me pediu. Em troca, devolvi-lhe a arte de sentir. Fi-la sentir coisas que há muito tempo não sentia, inclusive apaixonar-se. Por isso sim, teve o poder que desejou, mas depois o amor falou-lhe mais alto, ou não foi?
- Não fazia ideia… - murmurou a ruiva.
- És diferente dela, mas isso não te faz menos capaz. E se te faz sentir melhor, agora acredito de novo que há alguém que não se deixe sucumbir aos desejos. Afinal, tenho a certeza, agora depois de te conhecer minimamente, que não desejarias por poder, estou certo? – Chelsea mostrou um pequeno sorriso.
- Estás – afirmou. “Desejaria que os meus amigos, a minha família, todos eles fossem felizes, fosse como fosse…”, pensou ela.
- Então desejas…
- Esquece essa ideia – Chelsea riu-se, e Otto imitou-a – Sabes que amanhã te vou ter que dar aos Guardiães, certo?
- Sabes que não te vou deixar dormir esta noite, certo?
A Defensora revirou os olhos e Otto riu-se uma vez mais. Ela não queria admitir, mas até ia ter saudades dele… não era tão mau como ela pensava.
publicado por mysuperworld às 2013-06-17 12:34:10
Então, fizeram o exame ou na vossa escola os professores fizeram greve? Na minha correu tudo dentro da normalidade e o que não faltavam por lá eram professores (arrisco mesmo a dizer que ninguém ou quase ninguém fez greve)! Quanto ao exame, Deus ouviu as minhas preces e não saiu a Mensagem. Acabou por vir Ricardo Reis e, no texto B, para falar do modo com a Natureza está representada na poesia de Alberto Caeiro. No geral, não posso dizer que me correu mal, mas também não vou dizer que me correu bem, porque estaria a mentir. É esperar pelos critérios de correção e, depois, pelos resultados, para ver realmente como correu. E, claro, para fazer contas à vida...
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publicado por R. às 2013-06-17 10:15:37
Primeiro foi a Cara que surgiu com uns óculos Carrera que me despertaram em mim uma enorma vontade de comprar uns óculos de sol com lentes polarizadas...

Cara Delevigne usa carrera 5001
CREDITOS SGP
E agora é a Jessica Alba a surgir também com um modelo de óculos Carrera.

Jessica Alba is wearing Carrera 6000 crystal sunglasses
CREDITS AKM-GSI
Continuo completamente apaixonada por óculos com lentes polarizadas. Fazem um look. Tornam-se no foco.
Entretanto desde o último post sobre os óculos da Carrera tive a oportunidade dos experimentar quando fui conhecer as novidades do grupo Sáfilo (grupo que detém a Carrera!) aqui há umas semanas. Estavam lá todos os modelos expostos... e apaixonei-me ainda mais por eles.

Recebi, no outro dia, por email algumas imagens dos Carrera 6000 e dos Carrera 6000/r. Estes fazem parte dos Carrera Icons que são uma linha exclusiva de óculos inspirados nos modelos vintage da casa. A partir de designs antigos, dois modelos são selecionados todos os anos para serem reinterpretados. A linha consiste em modelos intemporais que representam a autenticidade e o trabalho artesão da marca.
Carrera 6000 - um modelo que ostenta um look vintage quadrado, para um estilo icónico e intemporal. A herança estilística da marca confere um toque contemporâneo, com alguns detalhes criativos, assim com as hastes onduladas (um pormenor que faz toda a diferença, right?), desenhadas para serem a assinatura que os distingue.

Carrera 6000R - Seguindo o design dos Carrera 6000, estes óculos de sol estão entre o mundo do desporto e da moda. Com as suas inconfundíveis hastes onduladas cobertas por borracha, ostentam lentes contrastantes e embelezados com borrachas nas dobradiças.

Devo dizer que sou mais fã dos Carrera 6000 ♥ que dos Carrera 6000/r. É tudo uma questão de gosto mas a simplicidade dos Carrera 6000 fascina-me.
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publicado por R. às 2013-06-16 22:30:51
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Até o Correio da Manhã es(...)
publicado por R. às 2013-06-16 22:17:48
Esqueça as socas e nem pense naquelas saias mais compridas atrás do que à frente.
Esqueça as socas e nem pense naquelas saias mais compridas atrás do que à frente.
Esqueça as socas e nem pense naquelas saias mais compridas atrás do que à frente.
Esqueça as socas e nem pense naquelas saias mais compridas atrás do que à frente.
Esqueça as socas e nem pense naquelas saias mais compridas atrás do que à frente.
Esqueça as socas e nem pense naquelas saias mais compridas atrás do que à frente.
Esqueça as socas e nem pense naquelas saias mais compridas atrás do que à frente.
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Esqueça as socas e nem pense naquelas saias mais compridas atrás do que à frente.
Esqueça as socas e nem pense naquelas saias mais compridas atrás do que à frente.
Esqueça as socas e nem pense naquelas saias mais compridas atrás do que à frente.
ENTENDIDO???? Mas estava na moda o ano passado... O ANO PASSADO! Este ano já ninguém quer saber dessas saias.
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publicado por R. às 2013-06-16 21:42:00
Words with soul. Soul with love.
publicado por • Smartie às 2013-06-16 20:49:55
publicado por mysuperworld às 2013-06-16 13:34:09

Eu que durmo sempre como uma pedra, dormi super mal hoje. Estou com aquele nervoso miudinho na barriga que não me permite esquecer que amanhã é o exame de português e eu não sei quase nada. Fartei-me de estudar durante esta semana e aquilo que sinto hoje, véspera do dia do exame, é mesmo isso: que não sei quase nada. Cheguei a um ponto em que, ora me apetece chorar, ora me apetece rir com a desgraça que aí vem. E nem fome tenho! Não comi quase nada hoje e nem o gelado que a minha mãe comprou para me mimar me apeteceu devorar. Estão a ver a gravidade da situação?? É que eu nunca recuso gelado! É nos gelados e chocolates e todas essas coisas que eu afogo sempre as mágoas. Com a sorte que tenho sai mesmo a Mensagem e eu lixo-me completamente. É que eu não sei quase nada daquilo. O meu professor de português (esse estúpido, idiota, a quem só me apetece rogar pragas neste momento) deu aquilo tudo aldrabado e eu olho para aquilo e sinto-me tipo burro a olhar para um palácio. Vou passar o dia todo a deprimir, estou a ver. :(
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publicado por Andrusca ღ às 2013-06-16 12:48:59
Capítulo 5
Os Desejos * Parte 1
Fazia-se silêncio no salão grande da Casa dos Guardiães. Chelsea estava de pé, no centro daquela sala daquele palácio que aparenta ser feito com paredes de vidro espesso, ou cristal, sempre com muitas curvas e a parecer não fazer qualquer nexo. Apesar de se sentir enervada antes de Will a ter transportado até lá, agora começava a acalmar. Era esse o clima que este espaço transmitia. Calma, esperança, luz. Todos os sentimentos bons que uma pessoa possa imaginar.
Ela estava sozinha. Will tinha ido chamar os Guardiães Oyuan e Clayde, os dois com quem Chelsea já tinha conversado no passado. A rapariga dos cabelos ruivos imaginava a razão pela qual teria sido mandada chamar. A única coisa que podia ser, o único assunto suficientemente grave para os Guardiães a quererem ver frente a frente, só podia ser o seu encontro com Jecek. Já tinha passado uma semana, e Chelsea apenas queria pôr esse assunto para trás das costas. Teve que inventar uma versão alternativa para contar ao pai, para fazer o relatório na polícia; depois teve que manter a mesma mentira com toda a gente e ainda teve que lidar com os olhares de pena; e pior que tudo isso: ouviu o maior sermão da sua vida, vindo de Will. Pela segunda vez, Chelsea tinha ignorado por completo os conselhos e pedidos do rapaz e ido directamente em direcção ao perigo. E pela segunda vez, ele lhe ralhou por isso. E apesar de tudo isso, teve sorte de não ter sido fechada na Casa dos Guardiães. Teve sorte de também eles terem tido pena dela. Depois de uma semana ter passado, Chelsea só quer acabar com este assunto de uma vez por todas, e só quer voltar a pensar naquele rapaz de cabelos loiros e rabo-de-cavalo quando o voltar a encontrar e tiver que o enfrentar uma vez mais. Até lá, e até que todas as feridas e nódoas negras abandonem por completo o seu corpo, não lhe quer dirigir mais um único pensamento.
Ao longe uma porta dupla em forma de arco, com uns enfeites, e branca como todo o resto do palácio, abriu-se e de lá deixou passar três pessoas. O primeiro era um senhor velhote e já sem cabelo, com umas quantas rugas na testa e até na nuca – Oyuan. Ao seu lado estava Clayde, com o seu cabelo loiro muito clarinho preso em dois carrapitos entrançados, um de cada lado da cabeça. Ambos envergavam umas túnicas num tom de pérola e com riscas e enfeites a dourado e roxo. Em todas as ocasiões que os vira, Chelsea sempre os viu com estas vestes, o que a fazia perguntar-se se possuiriam outras. Will vinha atrás deles, com o seu cabelo loiro todo despenteado e uma roupa casual, calças de ganga e uma t-shirt a conjugar com um par de ténis. Ele não tinha uma expressão feliz, e apesar de nenhum dos três vir a sorrir, Chelsea sabia que ele era o que menos contente se encontrava.
- Defensora do Oculto – cumprimentou Oyuan, baixando a cabeça como sinal de cumprimento, tal como Clayde fez.
- Olá – disse a rapariga dos caracóis, sorrindo-lhes – O Will disse que queriam falar comigo.
- É verdade – confirmou Clayde, retribuindo-lhe o sorriso – Mas primeiro, como tens estado? Não consigo compreender o quanto difícil toda esta situação deve ser para ti… mas de acordo com o Will tens-te portado bem.
- Eu estou… - Chelsea hesitou um pouco, mas depois encolheu os ombros e sorriu. De que serviria dizer a verdade e afirmar que não estava bem? Não mudaria nada – estou bem, estou mesmo.
- Não precisas de mentir, Defensora – afirmou a Guardiã.
- Por favor, chama-me Chelsea – pediu a rapariga, encolhendo os ombros – Defensora é tão… poderoso – A rapariga olhou-se e viu as suas calças de ganga, com vários rasgões ao longo delas como ditava a moda, e a blusa de alças, roxa. Estava simples, normal, nada heróica – Agora sou apenas a Chelsea.
Clayde assentiu com a cabeça e Oyuan tomou o seu lugar na conversa, enquanto Will se remetia ao silêncio.
- O que queremos discutir contigo é delicado, e presumo que já saibas o que é – disse o Guardião.
- Querem falar sobre o Jecek – adivinhou ela.
- Todos aqui sabemos o que aconteceu quando encontraste o primeiro Príncipe. E nenhum de nós quer que a história se repita, estou correcto?
- Sim… absolutamente, mas eu não conseguia deixar aquela rapariga ali, indefesa… a pagar por coisas que não fez – tentou Chelsea explicar, calando-se quando Oyuan levantou a mão a formular o pedido para que tal acontecesse.
- Eu não julgo, Defensora – disse ele, calmamente – És tu a Defensora do Oculto e és quem se responsabiliza pelos teus actos, sejam eles bons ou maus. Mas é nosso dever proteger-te e isso tens que compreender. Nós já perdemos uma Defensora… já te perdemos uma vez. E quase outra vez, no início do Verão. Por isso acho que consegues entender a nossa relutância quando descobrimos o que aconteceu e como sobreviveste por pouco. Tens tido a sorte do teu lado, mas não podes contar sempre com isso.
- És demasiado preciosa para morreres antes de cumprires o teu destino – intrometeu-se Clayde – O mundo inteiro depende de ti.
Chelsea arregalou os olhos e suspirou, surpreendendo os dois Guardiães, que ficaram espantados a olhar para ela. Já Will não foi surpreendido, ele já a conhecia o suficiente para saber o quanto aquela ideia a assustava.
- Vêem? – Perguntou Chelsea, para os dois Guardiães – Como é que podem esperar que fique calma quando dizem que o mundo depende todo de mim? Sem ofensa, mas eu sou só uma rapariga. Tenho dezassete anos… não sou alguém com grandes experiências de vida, não sou alguém com grandes conhecimentos… não podem esperar que seja uma heroína sem erros, porque isso é-me impossível. Mas apesar de fazer bastantes erros, não acho que ter impedido o Jecek de magoar mais aquela rapariga tenha sido um deles.
- Mas…
- Oyuan, por favor, deixa-me falar – pediu ela, ao que o velhote assentiu com a cabeça – Soube a partir do momento em que o vi que não era uma boa ideia ir ter com ele. Mas vocês falam sempre sobre a honra, e o dever que a Defensora tem em proteger as pessoas… e isso não são só palavras bonitas, eu sinto isso. Eu posso fazer bastantes asneiras, posso falhar os ataques nos demónios e derrubar árvores enquanto os tento apanhar… é muito provável que faça vários estragos na cidade para fazer um feito do mais simples que há… mas não me posso afastar só porque faço asneiras. Eu nunca quis ser a Defensora – os dois abriram a boca, de espanto, mas Chelsea não parou – e nunca fiz questão de fazer disso segredo. Disse ao Will desde o primeiro segundo que isto não era a vida que queria para mim. Acham mesmo que quero acordar a saber que tenho que combater demónios? Ou melhor ainda, acham que consigo dormir alguma coisa de jeito quando sei que há alguma coisa lá fora que quer destruir a minha cidade? O mundo? Eu não gosto nada disto. Mas quando vejo alguém inocente a ser maltratado e sei que posso pelo menos tentar fazer alguma coisa, não posso ficar quieta. Sim, sabia que ir contra o Jecek era como estar a mandar-me para a fogueira e a dar os fósforos ao inimigo. Mas todas aquelas tretas sobre o meu coração puro, e sobre como não quero que ninguém se magoe… isso é tudo verdade. E não digam que não pensei no que fazia, porque pensei. E meteu-me muito medo… e doeu, e ainda dói porque algumas das feridas ainda não sararam. Mas ia doer muito mais se o deixasse matá-la por minha causa.
- Nós entendemos a tua necessidade em ajudar os outros – afirmou Clayde – E como o Oyuan disse, não julgamos. Apenas queremos que tenhas cuidado, não subestimes os teus inimigos, porque eles são muito mais poderosos do que pensas.
- Eu sei – disse Chelsea – Eu sei.
- E com isso dito, chega o momento de falarmos no outro assunto pelo qual te pedimos que viesses, Defensora – disse Oyuan, após uma pausa de longos segundos na conversa, que, ao estalar os dedos, fez aparecer uma lâmpada na sua mão. Era bonita, feita de ouro e comprida. Parecia vinda das Arábias ou qualquer sítio dessas zonas, mas Chelsea não se deixou ficar muito fascinada. Ela não percebia o porquê dele ter aquela lâmpada na mão – Sabes o que isto é?
A rapariga sorriu, era um sorriso trocista.
- A Lâmpada do Aladdin? – Perguntou ela, a rir-se. Todos conhecem a história do Aladdin, o belo rapaz de rua que um dia, guiado pelo vilão da história, encontra uma lâmpada mágica e de lá de dentro sai um génio que lhe concede três desejos. Graças a isso ele consegue conquistar o coração da princesa, derrotar o mau, e salvar toda a cidade. Mas claro, o que mais conta é a coragem e o espírito dele, e não o facto de o génio lhe concretizar os desejos. Era um filme da sua infância, um dos que ela gostava bastante.
- É uma Lâmpada de Desejos, sim – disse Oyuan, abrindo-a e inclinando-a levemente para Chelsea, permitindo-lhe ver o que estava lá para dentro. Tudo muito pequeno, havia um sofá e uma televisão, com mais móveis como se de uma sala normal se tratasse. Deitado no sofá estava um homenzinho com um turbante e vestes árabes, que olhou para cima e disse adeus com a mão. Chelsea deixou a boca abrir de espanto, e ficou sem reacção por breves momentos.
- Isso é um… - a rapariga sorriu e voltou a olhar para os Guardiães.
- Sim Chelsea, é um génio – afirmou Will, que até àquele momento não tinha proferido uma única palavra.
- O nosso Guardião responsável por o armazenar e cuidar dele está fora por mais dois dias, e este génio foi descoberto por um mero acaso. Precisamos de alguém para tomar conta dele, mas tem cuidado… ele dirá qualquer coisa para que cedas e o deixes sair, em troca de três desejos. Não te deixes iludir, os génios são criaturas matreiras, dão sempre a volta à situação de maneira a que fiquem apenas eles a sair a ganhar – explicou Clayde – Ele dir-te-á qualquer coisa para te convencer.
- Vocês querem que… faça de babysitter para um génio? – Perguntou Chelsea.
- Ei! Eu não te trato por “humana”, trato? – Reclamou o génio, de dentro da lâmpada – O meu nome é Otto.
- Está bem, desculpa – murmurou a Defensora.
- Sim, queremos – disse Oyuan, passando a lâmpada para as mãos de Chelsea – Não te esqueças, nunca, em qualquer circunstância, o deixes sair daqui de dentro. Depois de amanhã o Will traz-te de novo para o devolveres, combinado?
- Se tem que ser… - sussurrou ela, não deixando ninguém ouvir.
- Vemo-nos nessa altura então – despediu-se o velhote, sorrindo-lhe.
- Está bem, adeus Oyuan, adeus Clayde – disse a ruiva, sorrindo-lhes também.
Will aproximou-se de Chelsea e a luz branca, quase cegante, começou a formar-se e obrigou-os a fechar os olhos para que, quando os abrissem em seguida, já se encontrassem no quarto de Will.
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publicado por R. às 2013-06-16 11:18:12

O meu rabo é capaz de estar a querer assemelhar-se ao da minha avó... só pode. Flácidoooooooooooooooo flácido flácido... E com camadonas de celulite. Eu nunca mais meto na cabeça que tenho de meter creme todos os dias. Alguém sabe de alguma solução que faça desaparecer esta celulite de uma vez por todas????