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  <title>O pipilar da gaivota...</title>
  <subtitle>Fala mais alto quem gere o silêncio.&#13;
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    <name>bragadaluz</name>
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  <updated>2013-06-08T08:41:13Z</updated>
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    <issued>2013-06-08T08:45:11</issued>
    <title>Bem-vinda a casa, Amor</title>
    <published>2013-06-08T07:51:35Z</published>
    <updated>2013-06-08T08:41:13Z</updated>
    <category term="vidas"/>
    <category term="amor"/>
    <category term="família"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Em contraste com o dia de ontem, angustiante, até trapalhão, triste e chuvoso já quase no verão, em que todos soubemos de alguma forma esconder quanto estávamos ansiosos, o dia de hoje vai ser diferente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Quisemos e conseguimos dentro da anormalidade, com as lágrimas teimosamente a bailar no sofrimento de incerteza, manter a aparência de um dia normal; quando superámos a aquisição de medicamentos para a Cinderela, que, sofrida, era bem-disposta e sem perceber o que se passava, estava calminha apesar dos insuficientes 5m2 do quarto, que procurámos manter fresco escondendo o “quente hospital”, o almoço que mantive com cliente e amigo, a espectativa das alterações das rotinas, que os próximos meses condicionarão os nossos “dia-a-dia”, procurámos aligeirar o nosso desassossego no preenchimento do boletim do euromilhões colmatando o sonho de modificarmos o futuro sem grande esforço (como se isto fosse possível), o cheiro de um dia de chuva que não parava, os telefonemas de familiares e amigos indagando das novidades, as manifestações de amizade e carinho de ex-colegas da ti Ana para com adversidade que passava; e até, para não variar, o carro do B avariou de novo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;A Cinderela dormia aconchegada como podia no seu carrinho de passeio, enquanto folheávamos desinteressados e despercebidos as diversas revistas que levámos e que apenas servia para entretermos os nossos dedos, por não sabermos o que fazer às mãos. A Princesa falando e contando coisas, alertava para o enorme pacote de pipocas que trazia, oferecia, e consumia com satisfação, colocando em todos nós a atenção de que “tinha chegado”, enquanto a Tita afogueada e preocupada ostentava as farturas, que nunca gostou, mas que nos últimos tempos lhe tem sustentado os desejos – ao que a ti Ana sorrindo lhe retorquiu “hum hum, vê lá, vê lá mana”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;A chegada da foto do Dudu orgulhoso no seu traje de primeiro fato completo para o baile de gala de finalista do 12º, enquanto despedida na fronteira entre adolescente responsável e entrada na jovialidade adulta de quem pretende ingressar num oceano diferente de novos conhecimentos e experiências e de preparação ativa que é suposto obter-se na via universitária, fez-nos lembrar que também o Kiko e o João procuraram manter a normalidade, apesar de suportarem a &lt;em&gt;nuance&lt;/em&gt; da preparação e as dificuldades inerentes do estufado de peru do seu próprio jantar – que devem ter superado, enquanto assistiam à vitória de Portugal sobre a Rússia por 1-0.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;E em ti, meu amor, ali deitado, com olhinhos mais pequenos que o normal, quase assustada, eu sentia que tentavas mesmo assim, transmitir-nos a calma que não tinhas e escondias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Mas, apesar dos nossos esforços este dia não era mesmo nada normal; tu faltavas-nos; e eu do teu lado da cama, adormeci aconchegado num xanax&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Hoje com o desafio superado, sê bem-vinda a casa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;Bjos&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;BragadaLuz&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;08Junho2013&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: small; color: #000000;"&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/uTUx7eALObI" width="310" height="251" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: verdana, geneva; font-size: small; color: #000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-07-29T08:50:01</issued>
    <title>De praias às musas</title>
    <published>2012-07-29T07:56:01Z</published>
    <updated>2012-07-29T07:56:01Z</updated>
    <category term="praia"/>
    <category term="passado"/>
    <category term="férias"/>
    <content type="html">&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;"&gt;De vistas desnudas me deslumbro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;"&gt;do passado que agora relembro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;"&gt;quando às meias soltas me apegava&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;"&gt;em vós asas deltas me soltava.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;"&gt;Que ora vejo só recordo&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;"&gt;são verdes senhor, não prestam&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;"&gt;resta apenas sonhar … o amor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;"&gt;BradadaLuz&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva; font-size: small;"&gt;26Jul2012&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-06-03T21:15:38</issued>
    <title>Filha do coração</title>
    <published>2012-06-03T20:19:13Z</published>
    <updated>2012-06-03T20:19:13Z</updated>
    <category term="graça pires"/>
    <category term="bancário"/>
    <category term="cesário verde"/>
    <content type="html">&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;Nunca é por demais ressaltar o amor de pais por filhos, bastas vezes, referindo-se mais a mães que a pais. Tais suposições assentam das antigas crenças de que as mulheres eram para estar em casa, cuidar do marido, da casa e dos filhos, que ao marido competia ganhar o sustento. Felizmente a evolução dos tempos e das vontades colocou nas consciências a igualdade das obrigações passando voluntariamente à frente das “débeis mulheres” e dos “viris homens” o amor e carinho dos pais homens pelos seus filhos e filhas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;Também desde sempre diversas antologias nos mostram enormes amores de homens por mulheres, mas raros são os casos relatados, de amor de homens pelos seus filhos e muito menos pelas suas filhas, excepto quando associados a taras, obrigações ou exigências de cegas obediências. Porém eu considero-me diferente e felizmente não sou o único a relatar o grande amor pelas minhas filhas biológicas e por uma filha do coração. Apetece-me recordar o primeiro verso da “Débil” de Cesário Verde, que nada tem “a ver” com filhas mas que, de tão lindo, repasso,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;“Eu que sou feio, sólido leal,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;A ti que és bela, frágil assustada,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;Quero estimar-te, sempre recatada,&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;Numa existência honesta, de cristal.”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;Trato e cuido da filha&lt;span style="font-size: small;"&gt; do coração nas mesmíssimas condições das biológicas e, lá estou eu a aproveitar-me de escritos dos outros, para outros fins diferentes dos originais&lt;/span&gt;, desta vez de Graça Pires que comecei a conhecer, em “conjugar afectos”, dos seus - Poemas Escolhidos, 1990-2011,- incentivando a filha do coração a não perder a coragem dos novos futuros para, sem esmorecer, saiba que “O nosso caminho não é a tristeza, nem a raiva, nem o medo”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;Já gora, deixem-me apresentar-vos a minha filha do coração: a minha Profissão, Bancária por acaso, adoptada com amor, exercida com paixão,  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;Fiel, (aos acionistas, ao banco)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;Integra (na ética e nos procedimentos)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;Leal (à hierarquia e aos colegas)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;Honesta (com os Clientes)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;Ambiciosa (como se diz em culinária q.b.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;Amanhã continuamos, “crescendo juntos”&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;Bragadaluz&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: verdana,geneva;"&gt;01Junho2012&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-04-21T20:09:51</issued>
    <title>Rua da Liberdade</title>
    <published>2012-04-21T19:14:24Z</published>
    <updated>2012-04-22T13:40:53Z</updated>
    <category term="liberdade"/>
    <category term="abril"/>
    <category term="poemas"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Na Rua da Liberdade&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Mora alguém sem idade,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;           que parece desconhecido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Recolhe caridade&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E deambula na cidade, sozinho.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Seu ninho, é o seu mundo,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;          entra e sai, de mansinho&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;onde calha&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;         o seu vinte e cinco, encardido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na esperança acolhe o dia,&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;        esquece d’ontem a dificuldade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nos olhares a atrocidade&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Que lhe colhe a capacidade&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;       que o vinte e quatro zurzia.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não importa o que lhe coube&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;       ao resto da sua idade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Assente na amizade, sempre soube&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dos anónimos da cidade.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sofre na celeridade&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;      a amargura do tempo que passa&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No amanhã que já escassa&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;     no vinte e seis da Liberdade&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Braga da Luz&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;21Abril2012&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-01-30T12:56:52</issued>
    <title>De trolley encolhido</title>
    <published>2011-01-30T12:58:49Z</published>
    <updated>2011-01-30T13:00:03Z</updated>
    <category term="amor"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Entro no metro e recosto-me na entrada. A viagem era curta. Posei o trolley e encolhi a pega. Dois casalinhos entraram e sentaram-se em bancos separados virados para mim. Embevecidos, os seus olhos transpareciam o amor que sentiam. Curiosa foi a forma como ambas as meninas se apoiaram nos ombros dos seus parceiros; ambas se sentaram do lado das janelas; eles, indiferentes aos seus passageiros da frente, apoiaram os seus lábios, nos das parceiras que se elevaram um pouco na aproximação desejada. Todos fecharam os olhos e assim ficaram poucos segundos. Largaram-se e sorriram. A moça do banco direito do corredor recostou-se novamente no ombro aconchegante e dormitou. No banco ao lado, do lado esquerdo do corredor, ele inclinou a cabeça até que os seus cabelos se enleassem nos louros cabelos dela. Indiferentes à crise, aos companheiros de percurso, apenas eles interessavam. O Comboio arrancou; eles estremeceram e deixaram-se ficar. Interroguei-me sobre o que iria nas suas cabeças. Lembrei-me de quando era da idade deles. Dos sonhos, desejos e esperanças que se formavam nos ideais que traçávamos; nas coisas simples que ambos tínhamos; nos ciúmes (que agora considero parvos) quando a minha miúda usava uma saia azul, curta e transparente, que mostrava à contra-luz a forma das suas belas pernas, que obrigava os homens quando passavam a olhar para trás! Dos tempos que corríamos na praia, onde chegávamos 45 minutos depois de apanharmos o comboio das 08h05 no Cais do Sodré. O tempo de viagem permitia-nos ter um comportamento idêntico aos casalinhos que ora me acompanhavam. Provavelmente com sonhos idênticos de partilha de vida futura, sem consciência das dificuldades que teriam de enfrentar juntos, eventualmente sozinhos… Em silêncio formulei-lhes o desejo de que fossem felizes, no mínimo como eu tenho sido.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Fui acordado pelo aviso de próxima paragem; ainda não era a minha. Os pombinhos continuavam nos seus torpores. Envolto nos meus pensamentos, nem dei pela viagem; mas eles também não. Seria talvez a única coisa em que estávamos sintonizados, naquele momento. Eu regressado de viagem em funções profissionais, com a preocupação de coisas economicistas, e aqui, frente a quem tivesse visto, apenas sonhos imateriais alheios a tudo o que os rodeava. De novo a voz metálica anunciou, desta vez a minha paragem. O comboio parou. Puxei a pega do trolley, inclinei-me para a saída e despedi-me com um olhar agradecido aos parceiros de viagem.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2009-12-01T19:49:16</issued>
    <title>Sei tudo de ti</title>
    <published>2009-12-01T19:51:38Z</published>
    <updated>2009-12-01T19:51:38Z</updated>
    <category term="filha"/>
    <category term="amor"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span&gt;Não nasceste por acaso,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span&gt;Podes não acreditar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span&gt;Mas já te conhecia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span&gt;Mesmo antes de te criar.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span&gt;Em mim existes e vives&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span&gt;Acordada ou dormitando&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span&gt;Sempre perto ou zangada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span&gt;Sei quando te sentas ou levantas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span&gt;Eu sei tudo de ti.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span&gt;Não nasceste por engano. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span&gt;Acredita&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span&gt;Do livro da tua vida&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span&gt;Farás teu o caminho. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span&gt;Formo no ventre o carinho,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span&gt;Trago à luz a boa dádiva&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span&gt;Despejo o meu tesouro.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span&gt;Escrevo nos dias a esperança&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span&gt;De te ver sorrir ou tristonho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span&gt;E acordar-te do teu sonho&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span&gt;02nov09&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span&gt;Bragadaluz&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2009-04-23T18:12:17</issued>
    <title>O Erro de Ca®st(es)ing</title>
    <published>2009-04-23T17:15:01Z</published>
    <updated>2009-04-23T17:19:59Z</updated>
    <category term="democracia"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt"&gt;Li algures que teria havido um &amp;ldquo;erro de casting&amp;rdquo; na admissão de uma colaboradora porque, admitia-se agora, estando ela aparentada com um político, nunca poderia exercer a sua profissão com isenção. Tal falta de isenção fazia perigar a sua fidelidade para com a empresa que lhe paga o ordenado e, assim sendo, não restava outra decisão que não fosse o seu despedimento.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div style="text-align: justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt"&gt;Ora está bem visto. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt"&gt;Eu sou bisneto do médico pessoal de El-Rei D. Carlos e como tal concerteza sou monárquico e luto contra os Republicanos e a democracia do 25/A e sendo assim, nunca poderei ir às eleições porque vou trair o meu Patrão que na figura da Segurança Social me paga a Pensão de Reforma.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt"&gt;Não foi erro de casting quando se julgava poderem-se obter alguns dividendos pela sua ligação política; dito de outra maneira, só passou a erro de casting quando se verificou de facto a isenção da colaboradora contratada e que a hipótese das tais vantagens esperadas se gorou. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt"&gt;Eu próprio sendo um potencial contratante, a primeira pergunta que me ocorre nas entrevistas de emprego, é se o candidato em presença, pelas suas ligações políticas, me pode garantir algum benefício extra, para além das suas capacidades profissionais e humanas, pelo respeito que lhe merece o posto de trabalho que agora pretende, pela fidelidade que pode dispensar à empresa, pelo desejo de fazer andar as coisas, pelo desafio que lhe causam as novas causas, se não sente um formigueiro no estômago ao abraçar um projecto novo, pela ambição de querer pelo seu exemplo marcar a diferença (como se diz agora) positiva.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt"&gt;E claro, desde que não vislumbre o tão esperado benefício extra do candidato ser, como o meu bisavô, monárquico, logo esqueço todo os restantes predicados que o candidato manifesta e está disposto a oferecer à empresa por troca dos míseros trocos que lhe poderemos pagar; sim porque sou eu que tenho o poder na ponta da caneta, para poder escrever &amp;ldquo;Apto&amp;rdquo;, sem necessidade de mencionar se é simpatizante do nosso Avô Pio.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt"&gt;A Bem da Nação Democrata&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="text-align: justify"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt"&gt;Bragadaluz na véspera do 25/A&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:bragadaluz:10511</id>
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    <issued>2007-12-09T12:42:00</issued>
    <title>Quase renúncia</title>
    <published>2007-12-09T12:44:59Z</published>
    <updated>2007-12-09T12:44:59Z</updated>
    <category term="saudades"/>
    <content type="html">&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;strong style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="3"&gt;Toda a vida que eu faço&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="3"&gt;Renuncio de mim mesmo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="3"&gt;Servo de bom abraço&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="3"&gt;Que me possam dar a esmo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font size="3"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="3"&gt;Não me julgo só por mim.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="3"&gt;Neste caminho sem fim&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="3"&gt;Que me foi bem traçado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="3"&gt;Cuido sério orgulho amado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font size="3"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="3"&gt;Nas asas do conseguido, fito plano bem alçado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font size="3"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="3"&gt;Sozinho vejo-me deitado&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="3"&gt;Nu de ninguém ao meu lado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="3"&gt;Possa eu estar desatento&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="3"&gt;Só cativo de ideias vãs&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="3"&gt;Que sirvam meus intentos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="3"&gt;Ao acordar todas as manhãs&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font size="3"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="3"&gt;Nas alas de banal sonho, recuso ficar tristonho&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font size="3"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="3"&gt;Afinal estarmos afastados&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="3"&gt;Cede sentido à vida &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="3"&gt;Dos que somos tão amados&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font size="3"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="3"&gt;Num pensamento aberto, do longe se faz perto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font size="3"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="3"&gt;Braga da Luz&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="3"&gt;Dez07&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="3"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2007-09-17T12:22:07</issued>
    <title>Sub prime, best prime</title>
    <published>2007-09-17T11:27:05Z</published>
    <updated>2007-09-17T11:27:05Z</updated>
    <category term="banca"/>
    <category term="crédito"/>
    <content type="html">&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt; &lt;/span&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;Seria muito fácil para o sistema encontrar o bode expiatório nas empresas de rating, para a crise de SP. Desde há alguns anos que o BP e a Governação do País sabem que esta crise iria acontecer em Portugal. Daí os estudos e projectos para apoio a famílias sobre endividadas, sabendo-se que uma grande parte desta fatia é da habitação, porquanto facilitada no aligeirar da taxa de esforço bem acima dos conservadores 40%. Em Portugal como nos USA (até porque alguma da nossa elite lá estudou) a SP foi uma fuga para a frente dos bancos, na errada interpretação de &amp;ldquo;estamos à beira do precipício, temos de dar um passo em frente&amp;rdquo;; e porquê? As Regras Prudenciais da LIF obrigam os bancos a manter alguns rácios dentro de determinados valores, sendo talvez o mais importante o de Solvabilidade conjugado pela cuidada percentagem CMP/Crédito vivo. As baixas taxas de juro de alguns anos atrás proporcionaram a oportunidade de se poder alargar a oferta de CH porquanto as prestações mais baixas permitiam alcançar, a mutuários de mais baixos recursos, a aproximação aos valores praticados das casas à venda. Sabe-se que a construção civil é deveras importante para o desenvolvimento de qualquer economia pelos serviços e produtos satélites que desencadeia. Tudo se conjugava no curto prazo (Keynes; a breve prazo estamos todos mortos) para uma saída feliz. Por um lado fazia-se mais crédito (com garantia real está sujeito a menores provisões e menor afecto na solvabilidade) e por outro aumentando o denominador da equação de CMP/CV melhorava-se o ratio. As administrações dos bancos na sua fuga prá frente, melhoravam os resultados operacionais (logo as suas comissões anuais) os accionistas viam aumentados os seus dividendos a governação do País encontrava razões de auto-estima na economia. Numa altura conturbada, uma Ministra das Finanças (estudos de médio longo prazo) resolveu e muito bem acabar com os juros bonificados, reduzindo de alguma forma a exposição futura do que agora acontece. Os apoios a acontecerem deveriam ser pelo lado da oferta e não da procura, dada a sua influência no preço final. Depois, alguns bancos, para contrariar a falta de liquidez, fazem &amp;ldquo;securitização&amp;rdquo; do crédito. Já aqui a taxa de endividamento se aproximava perigosamente dos 100%, sendo ultrapassada algum tempo depois. Só que &amp;ldquo;quem&amp;rdquo; ficou com estes títulos nem sequer pensou como reaver os valores investidos em caso de incumprimento. O que está à vista de qualquer bancário, passou despercebido aos banqueiros? A seguir Basileia II introduz outros métodos de gestão, reforçando (melhorando a apreciação) as medidas de acautelamento das provisões. Como a mudança é imutável, o preço do dinheiro não ficaria imutável (nunca ficou e não seria agora a 1ª vez); teria de subir e quando isso acontecesse, aconteceria o que assistimos agora. Só que não existem conhecimentos adquiridos para uma crise destas. As consequências na Suécia de há alguns anos atrás, não servem de escola para a resolução da crise SP de agora. Quem dirige os queixumes às as empresas de rating, as tais que deverão ter servido de suporte aqueles que &amp;ldquo;foram na onda&amp;rdquo; da securitização e de fundos imobiliários, deveria dirigir-se aos seus próprios umbigos, e assumir perante os accionistas, clientes e sociedade, que, na ânsia de cada vez melhores lucros de curto prazo, tinham descurado o bem financeiro mais precioso, o FUTURO. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;Afinal sempre é verdade que só é conhecido o futuro que construímos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;Braga da Luz&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;17Set07&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt; ---------------------------------------&lt;wbr /&gt;----------------------&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;Nota: Definição de sub-prime &amp;ndash; Ligado a Capital de Risco &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;O segmento &amp;quot;sub prime, significa operações de mais alto risco, feitas muitas vezes com clientes de mais alto risco. &amp;quot;Subprime&amp;quot; significa que o &amp;quot;scoring&amp;quot; da operação tem pontuação com &amp;quot;score&amp;quot; acima de 620; Tabela de 0 a 1000 sendo este o pior. Em termos simplistas pode ocorrer que a taxa de esforço, neste exemplo seja de 62% (superior a 40% considerada, pelos conservadores como ideal). Claro que a análise de scoring tem mais condicionantes que não só a taxa de esforço.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;E isto pode acontecer porque a operação foi autorizada:&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;(1) sem estar completada a informação habitual do processo de concessão de crédito ao cliente, por exemplo sem a última documentação fiscal, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;(2) com o grau máximo de alavancagem i.e. o crédito foi concedido por 100% do valor estimado, ou&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt; (3) com uma taxa de cobertura agressiva i.e. um rácio de pagamento mensal sobre rendimento médio mensal (Valor prestação / (1/14 do rendimento anual líquido))  muito elevado. &amp;ldquo; (taxa de esforço ou capacidade de endividamento muito elevada &amp;ndash; acima de 40%)&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2007-09-08T16:32:32</issued>
    <title>A falha do meu legado</title>
    <published>2007-09-08T15:40:25Z</published>
    <updated>2007-09-08T15:40:25Z</updated>
    <category term="crianças"/>
    <content type="html">&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;strong style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Dizem os entendidos que Africa deve ter sido o berço da humanidade. De facto assim parece ter sido. Aqui as mães morrem para salvar os seus filhos. E se algo lhes acontece, o que felizmente é cada vez mais raro, quase morrem com eles. Aqui não é necessária nenhuma lei que proíba os pais ou os professores de bater nos seus filhos. E estes não se rebelam contra os seus pais e respeitam os seus (poucos) mestres. Infelizmente no tal mundo civilizado foi preciso impor aos pais regras que os proíbem de maltratar os seus. Tal foi o estado de degradação social atingido, que foi preciso decretar a violência infantil com crime público, permitindo-se assim intervenções forçadas de protecção. E não vale afirmar-se o desconhecido por não divulgado. Claro que guerras sempre existiram. E na sequência de guerras, normalmente em demanda de poder, morrem sempre muitos inocentes; tal como morrem por lutas fratricidas em nome da religião, ideais políticos ou por conquista de terras. Afinal a América existe por cima de milhares de mortos dos povos autóctones; o catolicismo da Inquisição também não é letra morta; o holocausto. Também no 3º mundo se morreu e morre em nome da auto libertação do jugo colonial do mundo dito civilizado, ou de actuais tiranias semelhantes. Mas os pais de agora, no âmbito da sua família, continuam, como desde sempre, a não maltratar os seus filhos. Quem diria que em Portugal, um dos mais antigos e pequenos países do tal mundo, dito, civilizado, fosse o palco, em poucos anos, de 2 crimes hediondos sobre crianças. Mas em Portugal não existe pena de morte e os meus impostos irão servir para alimentar e dar guarida a infanticidas durante anos, para que estes se mantenham à margem da sociedade, permitindo-nos algum sossego. Será que conseguirei mesmo assim ficar sossegado? Mas o mesmo mundo tão civilizado, sem pena de morte, que desenvolve politiquices de interesses económicos com guerras longe de casa, que chama de terrorismo, que é, à morte indiscriminada de inocentes, tem no seu seio, crianças que matam outras crianças, adultos que usam e abusam doutros inocentes e pais que maltratam e matam os seus filhos. No tal 3º mundo, se um adulto, no seu seio, maltrata uma criança a sociedade civil desenvolve de imediato medidas de represália e de protecção do menor. E não são precisas leis escritas; basta a lei ancestral. A minha revolta segue também contra aqueles que procuram Deus apenas nas suas Igrejas, quando o demónio está, esse sim, à solta e em todo o lado. Aqueles que de joelhos batem com a mão no peito e de pé, cobardemente, onde quer que seja, mesmo que no rosto de numa criança; os de falsa moral têm a distinta lata de julgar o trabalho infantil, que mais não é que o colmatar da necessidade e ajudar a levar pão para casa. Alegam trabalho infantil quando estão nas indústrias, mas se calam quando, buscando os mesmos resultados, põem as suas crianças nas passerelles, a fazer filmes, telenovelas, festivais de música ou em projecções publicitárias; apregoam a escolaridade obrigatória, mesmo quando os pais não conseguem sustentar a letracidade dos seus filhos, mas procuram na pedofilia a realização das suas taras degradantes. Embora pertença à geração entalada - a última que obedeceu aos seus pais e a primeira a quem os filhos não obedecem &amp;ndash; nunca, como hoje, me senti tão perturbado com a degradação moral a que os meus filhos assistem e que os meus netos irão assistir. Resta-me pedir-lhes perdão por não conseguir entregar-lhes um mundo melhor do que encontrei. Falhei assim no meu legado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;Braga da Luz&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="2"&gt;09Set07&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2007-07-16T22:11:15</issued>
    <title>Pegadas em Leite-Creme</title>
    <published>2007-07-16T21:16:57Z</published>
    <updated>2007-07-16T21:16:57Z</updated>
    <category term="regresso"/>
    <content type="html">&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;strong style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;strong style="mso-bidi-font-weight: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Sinto em mim o teu corpo, amor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Nas circunstâncias conseguidas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Que comigo arrasto em dor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Desnudam memos sempre queridas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Não seja por isso que, ao ver&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Tantos sorrisos boquiabertos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Dos que abrindo mão da tristeza&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Se erguem ao sol como abetos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Nas gargalhadas interiores criam&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Rasgos de ternuras incontidas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Para longe os olhos lançam&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Rasgadas cores sentidas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Sei que olhas ao lado e não me vês&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Mas sentes os cheiros que deixei&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Como pegadas em leite-creme&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Invisíveis que sempre amei&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Não dês força à minha ausência&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Nem reforces um desânimo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Que a anuência do &amp;ldquo;menino&amp;rdquo;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Não para nas eras da infância &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Sempre houve tempos de espera&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Mesmo de longas paixões&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Que se transformaram em perdões&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;São as maiores dores, aderentes como mel,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Tal qual como as flores mesmo que de papel&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Braga da Luz&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;16Jul07&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:bragadaluz:9628</id>
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    <issued>2007-07-01T13:11:47</issued>
    <title>Coração que sofre, parte, endurece ou rejuvenesce</title>
    <published>2007-07-01T12:17:21Z</published>
    <updated>2007-07-01T12:17:21Z</updated>
    <category term="netos"/>
    <content type="html">&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font size="1"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="1"&gt;Quem não sabe, por nunca ter experimentado, pode, contudo imaginar que, as dores de sentimento são manifestamente piores que as físicas. Embora as dores da alma, do espírito ou do sentimento, como as manifestadas fisicamente, leia-se físico sofrido ou danificado, têm vindo a ser alvo dos dizeres populares, como &amp;ldquo;longe da vista, longe do coração&amp;rdquo;, numa tentativa de nos afastarmos fisicamente do que nos pode afectar &lt;em style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;sentimentalmente&lt;/em&gt; as nossas emoções.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="1"&gt;Tal não é exactamente o mesmo, quando um forte desgosto de amor, ou uma experiência traumatizante, nos inunda de dor na aproximação química-eléctrica entre sentimento e emoção, que se manifestam em partes distintas do nosso cérebro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="1"&gt;Tudo isto a propósito, do que vai acontecendo ao longo da nossa vã existência e à medida que enfrentamos os diversos desafios que a vida nos vai oferecendo, e a que as nossas emoções vão sendo postas à prova, e correspondendo, quer seja em teatro de guerra, quer em comportamentos socializantes ou socializados.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="1"&gt;A ligação ente sentimento e emoção é provavelmente, ou a falta dela, talvez o grande dilema das sociedades modernas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="1"&gt;Os que sofreram experiências de violência ou assistiram a algo repugnante que jamais esquecem e repetidamente, durante anos, os assaltam nos seus pesadelos, como os veteranos de guerra, por exemplo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="1"&gt;Corações partidos, que traduzem por orgulho, a vergonha da sua pobreza e acabam em actos de auto-violência como o suicídio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="1"&gt;Corações endurecidos que, traumatizados para o resto da vida pela perda do seu grande amor, fazem da sua vida amorosa uma errante, constante e persistente recusa de novas aproximações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="1"&gt;Todavia, para aqueles que conseguem superar as dores de crescimento social, como adubo no seu auto-desenvolvimento, fazendo a arrumação das experiências, entre a memória actual e a passada, arquivando-as em gavetas distintas, conseguem a maior das vezes a que a isso são chamados, separar igualmente os sentimentos das emoções, e viver.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="1"&gt;É comum em alguns povos ou etnias, exprimirem os seus sentimentos, em emoções que resultam em choro, em gritaria, em festas; uns cantam na morte, ou choram nos nascimentos; outros encaram os alvoroços da vida como contributos gratuitos para novos desafios;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="1"&gt;Claro que quer uns, quer outros, conseguem sobreviver; só que de formas diferentes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="1"&gt;É bom que a emoção esteja muito próxima do sentimento que a despoleta, mas depois arquiva-se; a coragem da separação deve subjugar posteriormente o inexistente sentimento de perda; redundando na emoção da partida, deve igualmente reverter no rejuvenescimento que obviamente a chegada de regresso proporciona. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="1"&gt;Rejuvenescer das cinzas, ou melhor dizendo, confeccionando das fraquezas, forças, damos aos outros a firmeza que não condiciona o seu crescimento emocional, e principalmente a nós próprios a convicção que olhando para o espelho como gatinhos, veremos a nossa imagem como leões.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font size="1"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="1"&gt;&amp;ldquo;Só pessoas fortes fazem um mundo forte&amp;rdquo;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font size="1"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="1"&gt;Braga da Luz (na partida dos netos para a colónia)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;font size="1"&gt;01Julho2007&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font size="1"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2007-06-17T17:15:42</issued>
    <title>Do longe se constrói o perto</title>
    <published>2007-06-17T16:22:33Z</published>
    <updated>2007-06-17T16:22:33Z</updated>
    <category term="saudades"/>
    <content type="html">&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt;Li algures que uma escritora se lembrara de escrever o seu epitáfio aos trinta e pouco anos. Fez-me confusão a preocupação, - &amp;ldquo;talvez estivesse doente&amp;rdquo; &amp;ndash; pensei, mas desliguei. Contrariamente ao que é habitual, fiz a barba no sábado à noite. Ao olhar-me no espelho, dei comigo a pensar &amp;ldquo;nisso&amp;rdquo;. Enquanto a lâmina deslizava sobre o óleo do gel, impecavelmente distribuído e os curtos pêlos &amp;ldquo;mesclados de branco, cinzento e preto &amp;ndash; e por esta ordem&amp;rdquo; da barba iam sendo arrasados e transferidos da cara para o ténue espaço entre as três sobrepostas laminas da máquina, na minha mente bailava num rodopio algarvio a razão de tal preocupação. Não sei quanto tempo levei a desfazer a barba, nem quando acabei tal empreitada, nem se usei o aftershave. Devo ter lavado a cara e arrumado o &amp;ldquo;material usado&amp;rdquo;, porquanto ao deitar-me, fiz o chichi da ordem e na passagem pelo lavatório, estava tudo arrumado. Lembro-me, isso sim, de ficar sentado no quarto a olhar a noite estrelada sem nuvens. As emoções, sentimentos e palavras afluíam num turbilhão gigante. Tivera eu ali à mão um gravador e falaria toda a noite. Tinha o portátil guardado na mala, já pronto para a dia seguinte, mas sem bateria, pois faltara mais uma vez a electricidade e eu tinha desligado o portátil da rede, protegendo-o dos picos de corrente e esquecera-me de o tornar a ligar: tivera de acabar uns documentos urgentes sobre estrutura bancária. O céu continuava claro, estrelado. Congeminei então a relação de tempo e espaço e a minha postura em ambos. A lua era a mesma, aqui em Luanda, no Campo de Santana, na Portela do Bispo, em Marvila, em Oeiras ou na Feteira. No &amp;ldquo;tempo&amp;rdquo;, nesse preciso momento eu estaria ligado a &amp;ldquo;quem&amp;rdquo; de igual modo pudesse ligar-se ao satélite natural. Mas o céu era indubitavelmente diferente. No hemisfério sul, parece que o céu é mais arredondado e o cruzeiro que tem o seu nome &amp;ldquo;&amp;loz;&amp;rdquo; recorda-se melhor num fundo azul mais escuro. Todavia o espaço, que nos separava apenas poderia ser encurtado pelos sentimentos de saudade que me faziam sentir não estar sozinho. Com os meus pensamentos de postura passada, cogitava de como seria o meu epitáfio, talvez resultante da conversa da consorte, mas que naturalmente nunca seria definitivo. Saberia concerteza, em exame de contrição, escolher algumas palavras (não tantas como neste texto) que fizessem o retrato do que deixei de fazer &amp;ndash; não estar mais vezes junto da cara-metade, ter faltado a algum aniversário das filhas e/ou dos netos, não ter sido mais solidário, não me ter lembrado mais vezes dos ente-queridos e amigos que desta vida partiram descontentes, ou ter adoptado comportamentos egoístas. Mas como poderia eu imaginar estar aqui e agora a fazer o que realmente gosto, embora longe de quem gosto (e muito) e com as melhores perspectivas profissionais que só, antes, uma vez em toda a minha vida profissional, me foram proporcionadas. Como dizia a prima &amp;ldquo;é precisa muita coragem&amp;rdquo; para labutar longe do que amamos; De qualquer forma o extemporâneo epitáfio da autora, circuncisou a minha habitual postura e moldou ainda mais o meu consciente.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font face="Verdana"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt;Se bem tenho consciência&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt;Do que posso e do que faço,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt;Limito a minha carência&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt;Presente na ausência&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt;E a vida num forte abraço&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt;Do que fiz fica a certeza&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt;De não ter feito o que podia.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt;Também a realeza,&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt;Apesar de toda a riqueza&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt;Não morreu de alegria.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt;Braga da Luz&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt;16Junho2007&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2007-05-26T11:22:06</issued>
    <title>Pois é; na 2ª BICada aconteceu…noite fantástica</title>
    <published>2007-05-26T10:26:02Z</published>
    <updated>2007-05-26T19:29:27Z</updated>
    <category term="bancobic"/>
    <content type="html">&lt;p align="justify"&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&amp;ldquo;Passado o» período de graça «, normalmente concedido pelos poderosos do mercado tradicional, mostrando condescendência e como são magnânimes, não só à sociedade como aos que, parecendo surgir do nada, se vão das &amp;ldquo;trevas erguendo&amp;rdquo; mostrando o fulgor de quanto pode a força da razão e do bem querer, - passado este período, dizia - é preciso fortalecermo-nos contra as arremetidas que, decerto, iremos ser alvo;&amp;rdquo; afirmou o PCA na já habitual reunião de quadros que este ano teve a novidade de incluir também uma entrevista à comunicação social que, respondendo ao convite, achou por bem estar presente. E acrescentava &amp;ldquo;o nosso sucesso, em que apenas nós acreditávamos passou a &lt;em&gt;case study&lt;/em&gt; na sociedade angolana; teremos assim de saber enfrentar com serenidade as surdinas &lt;em&gt;contras&lt;/em&gt;, resultantes muitas vezes das &amp;ldquo;gentes de pouca fé&amp;rdquo; que incrédulas, julgam resultar os nossos êxitos de quaisquer outros factores que não, do muito esforço, trabalho, dedicação, vontade de fazer mais, melhor e de forma diferente. Sempre ficou claro que era preciso, mais do que ganhar um novo emprego (leia-se trabalho) abraçar-se um projecto; e foi e continua a ser ainda um abraço de muita força. Um abraço acreditando nas pessoas que se sentem também envolvidas neste desígnio de contribuir também para o desenvolvimento de Angola, que a paz proporciona. Nas centenas de pessoas que colmataram outras tantas centenas de novos postos de trabalho criados; Nos clientes que sentiram a diferença resultante da nova opção que o mercado financeiro em tão boa hora se lhes ofereceu; Nos fornecedores (de todos os sectores) que viram novas oportunidades de negócio e acreditando, proporcionaram a consistência do projecto nos prazos consignados; Nas felizes imagem &amp;ndash; &lt;em&gt;Embondeiro&lt;/em&gt; - e frase &amp;ndash; &lt;font size="1"&gt;Crescemos Juntos - , âncoras do propósito do BancoBIC que tão bem o marketing soube interpretar corporizando o projecto. O embondeiro nasce de uma pequena semente e torna-se uma grande árvore, como refere Paulo Geraldo no seu sítio &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;http://cidadela.com.sapo.pt&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&lt;font size="1"&gt; na prosa sobre &amp;ldquo;semente de embondeiro&amp;rdquo; comentando o O Principezinho de Saint-Exupéry&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana"&gt;&lt;font size="1"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&amp;ldquo;Sucede como com as sementes. Crescem. Estendem-se. Alastram; ou ainda &amp;ldquo;Aquele que&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;permite uma semente pequena está a autorizar uma árvore talvez grande. E torna-se&lt;/span&gt; &lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;responsável pela actividade da árvore.&amp;rdquo;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/font&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt;Ou ainda o eufemismo de considerar que por terem &amp;ldquo;&lt;em&gt;crescido juntos&lt;/em&gt;&amp;rdquo; enfatizando o facto de terem sido companheiros antes, o poderiam ser ainda por muitos e bons anos, fazendo coisas que o espírito acalenta e o corpo materializa.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt;Muitos dos presentes igualaram a reunião de quadros e a entrevista, a outros de grande e nomeada reputação que vão surgindo no País, agora em paz e em plena implementação de confiança geradora de desenvolvimento. Todos os presentes foram convidados para o almoço que se seguiria bem como para a Festa de Aniversário programada essa noite, e para os eventos desportivos desencadeados pelo Banco. &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt;Noite fantástica; calma e serena, prejudicada apenas pela enorme barafunda de trânsito de véspera de fim-de-semana-prolongado empolado com ruas fechadas durante a noite, para reparação de asfaltagem. Também aqui mais uma boa novidade; obras públicas consumadas de noite no simples intuito de facilitar o escoamento de trânsito durante o dia. Um bom exemplo a ser seguido.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt;Noite fantástica pelo envolvimento de tantos jovens, muitos no seu primeiro emprego, que, lamentando a ausência de colegas das Províncias, por falta de alojamentos em Luanda, faziam &amp;ldquo;saúdes&amp;rdquo; ao nome do BancoBIC.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt;Noite fantástica pelo sentimento de &amp;ldquo;pertença ao grupo&amp;rdquo; que todos faziam transparecer nas suas conversas, nos seus olhinhos bonitos piscados a colegas, nos convites a paços de dança; nem outros se mais atrevidos (porque mais antigos) já tinham quase dois anos de banco(!) se achavam no direito de dança sobre o(a)s minguito(a)s.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt;Noite fantástica de repasto, música, baile e desejos de continuação nos comportamentos empreendedores que estavam a fazer a diferença e que punha a concorrência nervosa.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt;Noite fantástica pelo calor e entusiasmo vistos antes, durante e depois dos encontros de Andebol feminino e Futsal masculino que ocorreram no despontar de outra semente lançada internamente, o Grupo Desportivo do BancoBIC.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt;Enfim, aconteceu a 2ª BICada no contributo não só para uma &amp;ldquo;Angola Financeira&amp;rdquo; mas  por podermos iniciar um carreirinho com outros seguidores e assim igualmente para uma &amp;ldquo;Angola Financeira à Nossa Maneira&amp;rdquo;.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt;Logo logo teremos uma 3ª BICada; Esta muito mais alargada que irá galgar as fronteiras. Esperem e verão.&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt;Braga da Luz&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&lt;font face="Verdana" size="1"&gt;26Maio2007 &lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 9pt"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content>
  </entry>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:bragadaluz:8752</id>
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    <issued>2007-03-31T10:10:05</issued>
    <title>De candeia apagada...</title>
    <published>2007-03-31T09:51:25Z</published>
    <updated>2007-03-31T09:51:25Z</updated>
    <category term="anos"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Entre o espaço de uma nova colherada de sopa à boca, a luz apagou-se; o que não é raro por estas bandas. Normalmente o automático de um dos geradores do hotel, liga-se e em breves segundos a tão desejada luminusidade retorna. Desta vez demorou um tanto mais. O som da música ambiente de hotel, a &amp;quot;alembrar&amp;quot; o que se relata em velhos filmes da guerra de 1940, emudece. Convém ressaltar neste ambiente, em que quase todos os hóspedes são estrangeiros dos 4 cantos do mundo (se é que o mundo não é redondo), onde por vezes um pianista, martelando as velhas teclas de um piano estrategicamente colocado, faz calar a voz dos altifalantes. Mas dizia eu que, a luz tardava em aparecer e os nossos olhos ao habituarem-se à escuridão merce da luminosidade dos candeeiros de rua, iam reparando numa azáfama quase despropositada, junto à porta da &amp;quot;copa&amp;quot; ouvindo-se acima dos sussurros das vozes que soavam das bocas, que neste entretem causado, deixaram de ser utilizadas na nobre arte da mastigação, uma voz baixa que repetia &lt;em&gt;não vejo, não vejo&lt;/em&gt;. Do meu lugar, junto a uma janela, virei a cabeça na direcção do &lt;em&gt;&amp;quot;não vejo&amp;quot; e&lt;/em&gt; consigo vislumbrar num dos empregados de mesa de rastos às apalpadelas pelo chão à sua volta. Soa quase de imediato a música e todos os comensais percebem que afinal a falta de luz foi propositada e desatam a cantar, ao som projectado o &amp;quot;parabens a você&amp;quot; e a bater palmas, sem se saber a &amp;quot;quem&amp;quot;! É que o bolo com a velinha acesa que deveria iluminar a sala, não aparecia. De repente volta a luz e todos os que antes regurgitavam alegria pelo seu semelhante, incrédulos olham uns para os outros, sentindo-se enganados nos seus propósitos. Coisa simples de explicar; perante o súbito conhecimento que alguém na mesa 33 fazia anos, o &lt;em&gt;mestre sala,&lt;/em&gt; pediu ao cozinheiro de serviço que inventasse um bolo de anos e colocasse no centro a tradicional velinha; só que esta caiu segundos antes de alguém ter provocado o apagão e acendeu a música. Da expressão &amp;quot;candeia que vai à frente....  alumia duas vezes&amp;quot;, fica o resultado prático de ser tornado a apagar as luzes, fazer a cantada a várias linguas, bater as palmas e acender outra velinha, porque a malfadada que caiu, julgo que até agora ainda ninguém a encontrou. Já agora; ninguém soube, quem, na mesa 33 fazia anos e quantos; todos batiam palmas e todos apagaram a vela. Mas também pouco importa. Era decerteza alguém que, fora do seu ambiente normal, longe de casa, dos amigos e da família, sentiu quanta proximidade pode surgir expontaneamente de desconhecidos, que de repende trazem à lembrança sons conhecidos.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Senti que houve um breve momento em que todos se lembraram de casa... &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Braga da Luz&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;29Mar07&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
  </entry>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:bragadaluz:8566</id>
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    <issued>2007-02-24T11:28:25</issued>
    <title>Hospital do “Ronco”</title>
    <published>2007-02-24T11:32:17Z</published>
    <updated>2007-02-24T11:32:17Z</updated>
    <category term="ressonar"/>
    <content type="html">&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Desta vez teve de ser. Após algumas apneias, embora muito pequenas e esporádicas e também alguns encontrões da minha companheira, lá anuí a uma consulta especializada sobra a matéria que se colmatou agora, com uma &amp;ldquo;noitada&amp;rdquo; ligado à máquina do &amp;ldquo;ronco&amp;rdquo;, que só é efectuada aos fins de semana.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Éramos 4 homens numa camarata de 6 camas com casa de banho, impecável, diga-se; o que poderia ser estranho num Hospital público.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Chegado cerca das 22h00 &amp;ndash; a ordem era para me apresentar às 22h30m &amp;ndash; fui bem atendido pelo &amp;ldquo;segurança&amp;rdquo; da portaria, que me indicou com muita clareza, o prédio onde me devia dirigir, e mais, como deveria fazer para não ter de pagar a noite do parque automóvel.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Lá chegado, encontrei-me com os meus outros 3 companheiros de camarata, que após breve apresentação ao Enfermeiro de serviço, educado, simpático e brincalhão, nos perguntou se &amp;ldquo;vínhamos sozinhos pró hotel de muitas estrelas&amp;rdquo;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Um dos comparsas logo adiantou que gostaria de convidar &amp;ldquo;a brasileira&amp;rdquo; de ontem na TVI&amp;rdquo; mas que não teria sido possível; fiquei depois a saber quem era esta brasileira que andou a dar o jovem corpo ao manifesto e que virou escritora; agora virou moda ser-se escritora do &amp;ldquo;povo&amp;rdquo;. Não acho mal nisso, mas duvido dos dotes e qualidade de escrita apenas virada para o &amp;ldquo;voyerismo&amp;rdquo; da pulhice humana. Mas, claro que sou adepto e defensor do &amp;ldquo;mais vale mérito que nascimento&amp;rdquo;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&amp;ldquo;Quem vai ser o chefe da Orquestra desta noite?&amp;rdquo;, perguntou o enfermeiro já habituado a estas lides, ao mesmo tempo que nos indicava as nossas camas numeradas Enquanto me dirigia à minha cama 4, respondi que não deveria ser eu, porque não era habitual tocar &amp;ldquo;oboé&amp;rdquo; nem muito alto nem todas as noites; ao que o nº 1 (baixo e algo forte) respondeu que &amp;ldquo;costumava tocar contralto&amp;rdquo; todas as noites, adiantando desde logo um pedido de desculpas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Enquanto nos aperaltavam para a noite, envolvidos no tórax por fios e mais fios e sensores no peito e dedos e tubos no nariz, tudo isto ligado a equipamentos portáteis, íamos trocando &amp;ldquo;galhardetes&amp;rdquo; acerca do nosso destino próximo; dos 4 apenas o nº.1 apresentava um ligeiro sorriso, sem proferir palavra.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Respondia o nº. 2 à questão apresentada pelo enfermeiro &amp;ldquo;se as nossas mulheres teriam ficado bem?&amp;rdquo; que mais importante que ter uma cama já quente era sentir um forno não aquecido por &amp;ldquo;nós&amp;rdquo;. Que sim que estava lá o gato e que esperava chegar a casa antes do padeiro, já que nos tinham informado ser a alvorada às 07h30 e que não haveria serviço de &amp;ldquo;pequeno-almoço no quarto&amp;rdquo;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Postas estas questões, fez-se o chichi da praxe, desejou-se uma boa noite colectiva, apagou-se a luz e ligou-se a orquestra em modo automático, com &amp;ldquo;gravação ao vivo e a cores&amp;rdquo;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Virei-me como de costume para o lado direito, ajeitando-me com toda a &amp;ldquo;fiolhagem e tubagem&amp;rdquo; a incomodarem, de forma a tentar passar a noite sem grandes sobressaltos; sabia que tinha à mão, não só o botão vermelho de emergência (que foi experimentado) e também o comando manual de adaptação de altura da cabeceira da cama (impecavelmente limpa e bem feita).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Foi de facto uma orquestra, mal afinada de roncos diversos, que ouvi durante uma boa parte da noite, pois tive, como sempre tenho, alguma dificuldade em me adaptar à almofada, o que o nº.3 tinha resolvido, trazendo a sua de casa, e de mota.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Algumas vezes ouvi um dos parceiros - não me apercebia de qual porque eu estava virado de lado para a janela e portanto de costas para a camarata &amp;ndash; comentar &amp;ldquo;puta da almofada&amp;rdquo; o que me levava a pensar que a maldita adequação, não era apenas um problema da minha esquisitice; tratava-se de um problema bem mais vasto que portanto, não mereceria de minha parte, visita ao terapeuta respectivo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;A alvorada aconteceu como previamente combinado e enquanto éramos desligados dos fios condutores, íamos tecendo comentários aos sons da noite acabando por eleger como &amp;ldquo;músico&amp;rdquo; da noite, o nº1; falou pouco mas vingou-se de noite, soprando alto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Perguntei quem também tivera problemas de adequação com a almofada, face aos ditos ouvidos. Retorquiu o nº.2 &amp;ndash; Ah isso! Referia-me à minha mulher! Que me trouxe até aqui.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Resta-nos esperar pelos resultados, durante um mês. Antes era mais de um ano. Francamente, espero e desejo ter sido o pior músico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Braga da Luz &amp;ndash; HPL 23Fev07&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2007-02-07T10:59:50</issued>
    <title>Elevação</title>
    <published>2007-02-07T11:05:54Z</published>
    <updated>2007-02-07T11:05:54Z</updated>
    <category term="esperança"/>
    <content type="html">&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;De traços finos e lisos, magra e esbelta, de pano enrolado à cintura, a mulher, de olhos fundos de esperança, ergue aos céus, acompanhando os longos braços e suportando nas mãos abertas uma criança, murmura baixinho seu nome, implorando protecção.&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;Que não conheça a guerra, que o seu coração seja bondoso e tenha uma infância de felizes recordações e se transforme num homem &amp;ldquo;umbundu&amp;rdquo;. Digo homem, porque a estatueta traja enrolada no seu corpo, um pano azul. Digo &amp;ldquo;umbundu&amp;rdquo;, solicitando o favor dos Deuses para que o seu espírito seja inundado da pertença do mundo; isto é, que qualquer sofrimento imposto a outrem, seja também por ele sentido, como de si fosse; só no interior da dor dos outros se pode alcançar a serenidade de pertença que sustenta a nossa ligação de seres humanos, racionais e portanto exclusivamente capazes de evitar a destruição de semelhantes.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;A ligeira inclinação prá frente estirando-se no máximo do seu corpo, sugere a forte ânsia da criança se alcandorar, alcançar e permanecer, a um lugar cimeiro, donde possa emergir a esperança da utilização terrena, tomada por empréstimo e devolução aos descendentes na forma concluída de um mundo onde prevaleça a justiça social, a paz e o engrandecimento do homem, compatível com a sua inteligência, onde se possa ser diferente nas suas igualdades.&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;A criança nua e a mãe apenas vestida de pano tosco e enrolado, insinuam o desprendimento das coisas materiais em detrimento do alimento de corpo, alma e espírito, mais que suficientes para a força da razão se impor nos descomedimentos que alastram e se instalam, sem que se controlem os seus domínios. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;Que as graças da estatueta sejam disseminadas &amp;hellip;.. assim seja&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;Braga da Luz&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;Fev07&lt;br /&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:bragadaluz:7960</id>
    <link rel="alternate" type="text/html" href="http://bragadaluz.blogs.sapo.pt/7960.html"/>
    <issued>2007-01-21T19:22:41</issued>
    <title>Guiné entre "aspas"</title>
    <published>2007-01-21T19:25:45Z</published>
    <updated>2007-01-21T19:25:45Z</updated>
    <category term="guiné"/>
    <content type="html">&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Cá entre nós, que falamos de justiça&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Sabemos, sentimos e clamamos,&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Prós que não sabem sentirem a premissa&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;De melhor fazer aos que amamos.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Nós que não calamos a voz&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Daqueles que sentem e não falam,&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Enaltecemos agora nossos avós&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Que encontrados se não calam.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Da alma soltam suspiros&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;De falso alívio contido&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Dos novos sons apenas tiros&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Que ninguém desta luta se demissa&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Da luta aos ávidos de cobiça&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Que as gentes procuram, é justiça.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Braga da Luz&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;21Jan07&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2007-01-16T18:08:08</issued>
    <title>Trilho de pedra</title>
    <published>2007-01-16T18:13:51Z</published>
    <updated>2007-01-16T18:13:51Z</updated>
    <category term="trilho"/>
    <content type="html">&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;No esplendor da aventura, marcando a distância pela medida dos dias passados, fico tantas vezes na procura dos medos aligeirados que passo a meditar na razão de só poder estar longe, agora, quando tudo me chama pra estar perto.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;Se pudera não ser agora chamado a tão prestamosa chama, apenas me vela o desejo profundo que me acalenta, de poder ao que me resta, atribuir valor ao que só agora revejo.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;Tantas passadas eras desconhecidas, ao que me tornara sabedor, se desde então sabera, pr´agora me não tornar poço erudito, de saberes puxados de balde.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;Quantas das pedras de caminho encontradas, quais obstáculos de vidas passadas, fui colhendo devagarinho e (como diz o poeta) no fim quisera eu construir com elas o meu castelo.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;De tal, até não me arrependo ao sair de tão amada paterna, qual lar de são desfeito fica, que ao encontrar-me noutro meio, me rói o desejo profundo de tornar às minhas gentes. &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;Se de tal maneira me sinto e padeço, sei que tal não mereço, imagino quão vãs sejam as minhas doridas partes, para na garganta se ficarem; sem brotar gotas de sal oprime o sentir na distância dum tempo tão perversa, quanto assim o faz adverso.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;Sem nada desperdiçar de tantos amores vividos, cada um a seu tempo encontrado, do mais velho saíram os mais novos; e dum destes oram ora outros quejandos, gerados de bem saídos, enquanto doutro se aguardam pra mais logo outros tantos almejados.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;Quando se aninham nos meus braços, tremuras, medos e não certezas, fico moribundo dos meus anseios, que provindo da inicial façanha, por ora se vão das forças alimentando, não sem que internas e tamanhas bravatas me inundem a alma castanha.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;Ao não saber de tais causas, pois livre me demandei, posso então cogitar, de tão preso amando estou, que só revejo o desejo de tanta pressa regressar, aos que amo e desde sempre tanto quis.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;O tempo mais não é, que uns tantos agoras seguidos, que nos acarreia do passado, rasando sempre o presente nos norteia o futuro; vagarando no nosso afogo, aviando na nossa quietude, num ápice estaremos breve juntos.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;Braga da Luz&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;16Jan07&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:bragadaluz:7520</id>
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    <issued>2007-01-03T23:24:55</issued>
    <title>Tem pinta, o puto…</title>
    <published>2007-01-03T23:31:01Z</published>
    <updated>2012-04-22T13:44:43Z</updated>
    <category term="paris"/>
    <content type="html">&lt;p style="margin: 12pt 0cm 3pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Terminado 2006 em Paris, eis-nos chegados a 2007 e a Lisboa de novo. Maravilhados com a fantasia Eurodisney e a grandeza de Paris, dificilmente nos sairão da memória. Caricata a compra dos passes de transporte para os 5 dias. O nosso fraco &lt;em&gt;francês&lt;/em&gt; e o não funcionamento dos cartões (débito e crédito) obrigou-nos a uma azáfama de recolha de fundos tangíveis que permitisse liquidar os mais de € 400,00 do custo total; e claro está uma enorme fila de &lt;em&gt;franciús&lt;/em&gt; atrás de nós se formou, enquanto o atarantado empregado (sem pinta, este puto) se esforçava por nos entender (e nós a ele) dada a complexidade dos pedidos de bilhetes pretendidos e a justificação da não-aceitação do maldito dinheiro de plástico. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Com a rota (já construída) das brincadeiras que pretendíamos usufruir nos dois dias vocacionados no Parque, conseguimos sem dificuldade encontrar o caminho certo de metro, e a ligação ao comboio do nosso destino.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Entre as correrias de aquisição (para horário predeterminado) dos &lt;em&gt;Fastpass&lt;/em&gt; das brincadeiras, usufrutávamos das que podiam ser gozadas na oportunidade da chegada. Entre as horas tardias na chegada ao Parque e a casa da prima que teve a coragem de nos acolher aos oito (tem pinta, a prima), o nosso caçula familiar nunca esmoreceu, pesem embora os dias frios de gelo, o desencontro do horário degustante, a demora das viagens, o deitar tarde e cedo erguer, a constante pressão nas nossas pernas para chegarmos a horas a cada objectivo traçado (tem pinta, o puto). No fim exaustos mas visivelmente satisfeitos, assistimos ao desfile em parada de fim de tarde e despedimo-nos para nunca nos esquecermos (tem pinta, o parque).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Depois, em dia de chuva fria, foi 01h30m de viagem (todos os &lt;em&gt;“metros”&lt;/em&gt; vão dar a Châtelet e a Sant Lazare) até o grandioso Château de Versailles, onde Antonieta e seu amado Rei-Sol (quem diria fosse o homenageado do nosso bolo-rei, trazido para Portugal pela mãos da Confeitaria Nacional) tivessem tido tão má sorte, independentemente de merecida ou não; após o que iríamos passar grande peripécia McDonald para que outra mal empregada (também sem pinta, esta) conseguisse satisfazer os gostos e sabores que pretendíamos; e novamente outra grande fila à nossa retaguarda, esperando que nos aviássemos. A majestosa e sempre mui digna Torre Eiffel em iluminuras de Natal, o passeio no Sena, com um guia brasileiro de rabo-de-cavalo (tinha pinta, este puto) que em três línguas nos ia satisfazendo a curiosidade monumental que ladeava as margens do rio. À chegada, a nosso pedido, indicou-nos a melhor via de chegarmos às Galerias Lafayette, com a tomada de &lt;em&gt;enrolados&lt;/em&gt; &lt;em&gt;quentes&lt;/em&gt; &lt;em&gt;em chocolate&lt;/em&gt; (croissants, e outros) que nos deleitaram em Trocadero.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;&lt;span&gt;Com as Lafayette fechadas, deslumbrámo-nos com as marionetas das suas montras e as tradicionais iluminações de rua na baixa da cidade, terminando com mais chocolate quente, café e outras iguarias, debaixo de antigas e típicas arcadas de filme dos anos &lt;em&gt;“trinte”.&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Pró final, felizmente sem chuva, deixámos, o magnífico Palais Royal Muusée du Louvre, a Mona Lisa, os Artistas Italianos, os Renascentistas, as esculturas Egípcias, as monumentais estátuas dos que em tempos teriam sido os mais importantes senhores das diversas cortes formadas durante a Monarquia.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Seguimos para Notre-Dame, não sem antes nos fazermos acompanhar de croissants, agora pretendidos com queijo, ao que a empregada, ao ouvir-nos, nos referiu em autentico português “com queijo não temos, mas os de amêndoa são óptimos” (esta teve boa pinta).&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Em hora de missa, a visita fica prejudicada, mas toda a Capela é magnificente; dos vitrais às abobadas, às cúpulas, ao sentir religioso que emana no seu seio. Até o velho candelabro de toneladas nos trouxe à ideia a falta do “Corcunda”. O Almoço foi-nos servido num tradicional café restaurante francês, em que o empregado, bem-humorado entendia português (teve pinta, este para lá de puto) e onde serviam vinho quente na saída prá rua.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Mais uma labiríntica viagem no metro pró “Sacré Coeur de Montmartre”, com paragem na Pigalle, e a muito custo a subida íngreme e dos não sei quantos degraus, por o &lt;em&gt;funiculaire&lt;/em&gt; estar parado, mas de onde, lugar cimeiro, se obtém uma vista deslumbrante de Paris.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Passagem por ruas da nossa Alfama, directos ao retiro da praça dos artistas, onde agora os nossos caçulas foram silhuetados num minuto por hábil tesoura de um escultor que por lá fazia praça e rubricou as obras, regressámos de minibus, aos saltos como se de skate fossemos ao afamado epicentro das sex-shops do Molin Rouge e das Folies Berger.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Às 19h30 estávamos em casa da prima para colaborar no repasto e repastarmos de FIM ANO 2006. Conhecemos a família da prima que também era nossa (têm pinta, os putos)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Eis-nos chegados a Lisboa de novo; fomos acolhidos e conhecemos o namorado da filhotinha (tem pinta, o puto…)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 12pt 0cm 3pt;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;Braga da Luz&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Verdana;"&gt;01Jan07&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="margin: 12pt 0cm 3pt;"&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2006-10-18T09:18:56</issued>
    <title>Os Anjinhos do Largo do Rato</title>
    <published>2006-10-18T08:22:47Z</published>
    <updated>2006-10-19T09:15:59Z</updated>
    <category term="anjinhos"/>
    <content type="html">&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;De novo o Natal. E com ele as decorações de rua. Coincidência ou não, ao Largo do Rato coube-lhe ser decorado com Anjinhos, a lembrar outros tantos que por li populam e que agora terão o epíteto dos &amp;ldquo;Anjinhos do Largo do Rato&amp;rdquo;. (ALAR) E não é que o Chefe dos &amp;ldquo;ALAR&amp;rdquo; vai apresentar uma moção para a SOciedade CRispada dos Amigos e Trabalhadores do Estímulo Socialista (SOCRATES) no próximo congresso? De certeza que será para se distanciar do ideal direitista, que em vez de elevar os meios capitalistas, vai dando mais consistência à lei de mercado, que aprova, a bem dos mais desfavorecidos da sociedade que o elegeu, os princípios de &amp;ldquo;Trabalha que nem um cão, que na reforma levas um osso&amp;rdquo; ou &amp;ldquo;Os pais analfabetos devem avaliar os professores&amp;rdquo;, ou plagiando o que de pior se faz nos piores países, &amp;ldquo;Nunca os pensionistas receberem mais que quando trabalhavam&amp;rdquo;, tal como &amp;ldquo;aluno que não estudante, mas copiante&amp;rdquo; importando apenas a nota final de avaliação supra nacional que lhe permita alcandorar a lugar cimeiro no mundo politiqueiro. Esquecem-se, estes ALAR, que o preço do pão, do leite, da carne, do peixe, e até do acesso a cuidados de saúde ou à justiça ou ao arrendamento é igual para todos? Claro que quem se preocupa em cimentar as &amp;ldquo;leis conhecidas de mercado&amp;rdquo; deve acautelar, regulamentando, as manipulações que delas se façam, impedindo, à boa maneira dos pescadores de Peniche, que deitam peixe ao mar, para não caírem os preços na lota. É claro que jamais pensaria que uma maioria dita socialista, tivesse tão pouco disso mesmo. São uns anjinhos a justificar o injustificável. O que me preocupa deveras é que a sua ingenuidade deixe marcas legislativas que no futuro sejam aproveitadas pelos defensores de capitalismos subjugadores dos mais fracos à custa de grandes ideais que na prática só favorecem o distanciamento entre ricos e pobres. E que, quem queira reclamar de tributação tenha de deixar abertos os seus extractos de conta no banco? Já se sinto invadido em minha casa, com alguém que nunca vi, a vasculhar-me a mesinha de cabeceira e a conferir prazeres privados tornando públicas as minhas virtudes. Até as últimas manifestações foram tão mal interpretadas; coitadinhos deles. Não percebem o grande alcance das medidas tomadas com tão grande sacrifício. São mesmo anjinhos; direi mais, adeptos da sacrossanta ignorância. De tão preocupados estão a gravitar sobre si mesmos, que não se enxergam. Se tivessem andado na tropa, teriam aprendido que para se ver bem em frente é preciso enxergar de lado. Não é só os cães ladrarem enquanto a caravana passa; que é como quem diz ser a &amp;ldquo;memória curta&amp;rdquo; e portanto seremos ríspidos no início do mandato, que depois se farão coisas de reeleição. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;Por mim,céptico até ao fim, farei ao almoço, um refogado prato, com os anjinhos do Largo do Rato. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Braga da Luz &lt;br /&gt;Nov06&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align="justify"&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2006-09-03T19:20:06</issued>
    <title>Por fim, eis-nos chegados…</title>
    <published>2006-09-03T18:23:07Z</published>
    <updated>2006-09-03T18:23:07Z</updated>
    <category term="Itália"/>
    <content type="html">&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;Muito pior que as obras de Stª Engrácia, parecia ser o nosso desejo de visitar a Itália.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;Ao fim de 20 e tal anos a adiar, havia sempre alternativa imperativa de aplicação de fundos, a minha mulherzinha ia deixar, por alguns dias, as suas lides domésticas; e eu iria parar no tempo para saborear, durante 10 dias, parte do berço da cultura europeia e, porque não dizê-lo, a famigerada &lt;em style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;pasta&lt;/em&gt; diária. Do deslumbramento monumental que Itália oferece, em Florença e em Roma, às paisagens de Veneza, Largo de Garda ou Ilha de Capri, passando pelas ruínas de Pompeia, de tudo merece reparo o Vaticano, do Corredor e da Capela Sistina, de Siena, à Capela de S. Francisco, claro de Assis.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;Em diversas ocasiões, senti aflorarem-se-me lágrimas sentidas de tanta e rara beleza.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;Muita coisa mexeu comigo. E mesmo quando à noite, aconchegados, falávamos das aventuras do dia, das viagens de metro que fizemos sozinhos (sem nos enganarmos), do encantamento vivido, dos diversos &lt;em style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;DUOMOS&lt;/em&gt; visitados, das moedas lançadas nas fontes com incontidos e, secretos desejos expressos nos sorrisos de quem acredita se concretizem, ou quando se afaga a língua do javali no &amp;ldquo;&lt;em style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;mercado da palha&amp;rdquo; &lt;/em&gt;e se larga a moeda até que caia directamente na ranhura do cofre boeiro, se deseja voltar novamente a Florença, toda ela museu a céu aberto.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;Veneza que se cuide, ou que a cuidem aqueles que dela vivem. É interessante passear de gôndola ao som de Cantatas Napolitanas que ecoam, acompanhadas de acordeão, por alagadas vielas estreitas, em que os gondoleiros, se ajudam com os pés nas paredes ao fazerem as curvas dos caminhos, ou se agacham ao passar debaixo das centenas de pontes que ligam as mais de 100 ilhas do adriático.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;Por nada deste mundo, os descendentes do império romano e dos cruzamentos com os autóctones locais respectivos, ninguém, mesmo ninguém, tem o direito, desde que possa, (a viagem merece o sacrifício), de não visitar Florença, Roma, (Vaticano incluído) e Assis. Deveria ser entendido quase como uma religião, a obrigação de, pelo menos uma vez na vida visitar estas cidades. &lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;Um deslumbramento de história, e de estórias mal contadas que repassam pelas várias gerações, como aquela, totalmente errónea que no &amp;ldquo;Coliseu&amp;rdquo; os romanos lançavam as feras aos cristãos; isto aconteceu mas não no coliseu: ou que as catacumbas serviam de refúgio aos cristãos fugidos dos romanos, quando na realidade serviam de tumbas aos cristãos mortos, mas não como esconderijo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;Quase 1000 fotografias tiradas e dez dias depois, eis-nos chegados, e preparados para encarar de novo a azáfama da conquista do pão do dia a dia, agora alentados e regalados por coisas raras que nos fazem crer, que vale a pena viver.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;Braga da Luz&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;03Set06&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2006-08-13T05:22:11</issued>
    <title>O Fantasma chorão</title>
    <published>2006-08-13T04:23:47Z</published>
    <updated>2006-08-13T04:23:47Z</updated>
    <category term="Itália"/>
    <category term="viagem"/>
    <content type="html">&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;Todos nós, em maior ou menor grau, reagimos, consoante a sensibilidade, a estímulos exteriores, com uma lágrima no canto do olho. Seja o olhar de uma criança ou de velho, seja uma obra de arte ou perante a beleza de uma paisagem, seja sob as desgraças da guerra ou por sermos bafejados de uma alegria ou graça contagiante, género de &amp;ldquo;rir&amp;rdquo; até às lágrimas, ou de &amp;ldquo;comer e chorar por mais&amp;rdquo;.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;Para mim o facto de termos vindo a adiar uma viagem à Itália, seja pela existência de outra alternativa mais premente de aplicação do custo da viagem, seja por ainda não estarmos descansados com a estabilidade das filhas, o certo é que, ao longo destes últimos 25 anos, todos os anos, falávamos que &amp;ldquo;é este ano&amp;rdquo; que fazemos a viagem.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;Pois é. Aconteceu este ano. Vamos partir, logo numa altura em que todos os aeroportos estão em alvoroço, por causa das medidas de segurança, resultantes das condições em que foram colocados por ameaças de terrorismo. É sempre assim, não sabemos se choramos de alegria, por finalmente estarmos de partida tão ansiada, ou de raiva por não nos deixarem &amp;ldquo;ir&amp;rdquo; descansados. Tivemos de distribuir as nossas coisas que iriam na bagagem de mão pelas 2 malas de porão, com roupas repartidas, não vá o &amp;ldquo;diabo&amp;rdquo; tecê-las e uma delas não chegar ao destino em hora apropriada (nunca se sabe) e levar apenas menos que o essencial, se calhar até o Telemóvel, não nos deixarão levar. Enfim logo se verá e sentirá o peso da responsabilidade de pertencer a um &amp;ldquo;chamado&amp;rdquo; mundo livre?&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;Livre de quê? Deus nos livre de nos estragarem as férias tão aguardadas e adiadas.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;Não vale a pena chorar por tão pouco, mas estamos tão raivosos, que até nos apetece chorar, de alegria por finalmente podermos fazer esta viagem, de saudades, mesmo antes da partida&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;Bom até mais logo.&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;font face="Times New Roman" size="3"&gt;Braga da Luz&lt;/font&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; TEXT-ALIGN: justify"&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2006-07-22T22:07:51</issued>
    <title>A Guerra tão longe e tão perto</title>
    <published>2006-07-22T21:14:43Z</published>
    <updated>2006-07-22T21:14:43Z</updated>
    <category term="guerra"/>
    <category term="isarel"/>
    <category term="Crianças"/>
    <category term="libano"/>
    <content type="html">&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Nem sempre o mundo aberto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Mostra sentimento perfeito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Na audácia da indiferença&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Nem se perde, nem se sente&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;O que faz a diferença é a paz&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Na guerra que estando longe, se faz perto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Nem quando se sente a voz do povo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Clamando a inocência, chorando,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;No rosto de uma criança, está de novo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;O que perdendo se acha num aperto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Na guerra que está longe, se julga perto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Nem as vozes da intolerância&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Que se levantam da consciência&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Deste desejado mundo novo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Que de razões cá dentro está coberto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Então a guerra, embora longe está perto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Vemos, ouvimos e lemos&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Disse o poeta, certa vez&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Que não podemos ignorar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Só não sabemos os porquês&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;De tanto ódio que, encoberto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Faz da guerra longe, parecer estar perto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Mas as crianças, Senhor&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Que nada sabem e tudo sofrem&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Ficam indefesas da tirania&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Que lhes rouba a alegria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Só pedem que as amem&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;E as não deixem ver, decerto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Que a guerra afinal, está perto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Os homens de boa vontade,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Mudam o que a natureza consente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Só não conseguem mudar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Na criança a sua mente,&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Por não puderem alcançar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;O que não conseguem amar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Que seja benevolente, o deserto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Aos que ponham longe a guerra e não perto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;em style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;Braga da Luz&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt; tab-stops: 108.3pt"&gt;&lt;em style="mso-bidi-font-style: normal"&gt;&lt;span style="FONT-SIZE: 10pt; FONT-FAMILY: Verdana"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2006-07-02T22:56:38</issued>
    <title>Fora de Asas</title>
    <published>2006-07-02T22:01:18Z</published>
    <updated>2006-07-02T22:01:18Z</updated>
    <category term="Férias"/>
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    <content type="html">&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;Coração de mãe, sofredor&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;De amador quase se parte, &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;Sorrindo disfarça a dor&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;Dizendo adeus ao Duarte.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;De férias pró acampamento.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;Na tirania da distância&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;Com o olhar em consonância&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;Na aventura do momento.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;Reprimidas lágrimas amantes,&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;Salgadas de amor dorido,&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;Deslizam como diamantes&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;Que o tempo passa a voar&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;Só diz de quem tormenta,&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;Quem nunca sofreu por amar.&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt; &lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;font face="Verdana" size="2"&gt;Partida do Duarte para férias de verão &amp;ndash; 02 Julho 2006&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;</content>
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