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  <title>Campo Grande</title>
  <subtitle>O blog pessoal de Maria João Rolo Duarte</subtitle>
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    <name>Babão</name>
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  <updated>2013-05-11T22:51:36Z</updated>
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    <issued>2013-05-11T23:26:55</issued>
    <title>Hora do copianço</title>
    <published>2013-05-11T22:51:36Z</published>
    <updated>2013-05-11T22:51:36Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Estamos em época de exames e lembrei-me de fazer um copianço  de parte de uma crónica de José Vitor Malheiros. Ele vai perdoar o copianço de parte da crónica com o feliz título «Paulo Portas do outro lado do espelho (e aqui deste lado também). Lá vai: «O último discurso de Paulo Portas foi um prodigio. Prodigio no sentido maravilhoso da palavra, porque nos mostrou algo de que já tínhamos ouvido falar mas que não sabiamos ao certo se existia e que nos causou aquele misto de espanto e de terror de que se fala nas lendas. Numa única intervenção, Paulo Portas conseguiu ser ministro de coligação mas presidente do CDS, Governo mas oposição, troikista mas patriota, estadista mas Paulinho das feiras, austeritário mas desenvolvimentista, falar para dentro e para fora do partido, para dentro e para fora do país, reforçar a sua posição neste Governo e preparar o seu papel no próximo, elogiar Pedro Passos Coelho e mostrar-lhe que segura o único fio que o segura, ser sensato mas ameaçador, firme mas negociador, cortês mas feroz, tudo sem piscar um olho e quase sem tremor de voz.»&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Basta este bocado de prosa para José Vitor Malheiros descobrir a careca de Paulo Portas. A crónica é toda ela um mimo e é completada com a opinião desassombrada sobre a triste história do estudante assassinado no Porto durante a Queima das Fitas de que reproduzimos  as linhas finais:«Os estudantes não quiseram prescindir da festa. Não perceberam sequer por que o deveriam fazer. Que valores festeja esta academia?»&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Obrigada, José Vitor Malheiros!&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-05-11T23:16:22</issued>
    <title>Um vizinho do Campo Grande</title>
    <published>2013-05-11T22:26:28Z</published>
    <updated>2013-05-11T22:26:28Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Ele voltou a estar na ordem do dia. Entrevistam-no, pedem-lhe opinião, seguem-no por onde vá sempre à espera de um comentário, umas vezes sereno e feliz, outras desafiante e altivo. Falo do meu vizinho do outro lado do Campo Grande. Falo de Mário Soares. Esteve doente e ficámos tristes. Mas, homem de antes quebrar que torcer, ele aí está de novo a desafiar-nos com as ideias no lugar, às vezes um bocado exagerado mas sempre «fixe». Os políticos de «ainda agora» não perderiam nada em aprender com este homem. Que diferença entre a vivacidade, a coragem, a lucidez e a frontalidade de Soares em confronto com Cavaco Silva...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-05-11T23:03:51</issued>
    <title>A prosa de Jorge Silva Melo</title>
    <published>2013-05-11T22:14:49Z</published>
    <updated>2013-05-11T22:14:49Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Não sei o que é preciso para o Jorge Silva Melo, encenador, actor, tradutor, homem de teatro e de muitas outras artes, ter assento num dos nossos jornais, numa revista, onde quer que se publique boa prosa e boa disposição. O Jorge Silva Melo é um criador, é um homem culto, tem, como costuma dizer uma amiga, mundo. Qualquer Jornal, qualquer publicação só ficaria enriquecida com a colaboração deste homem. O último pequeno sinal dele tive-o na revista LER, de Abril passado. Ainda por cima o Jorge gosta de Lisboa, conhece-a bem, fala dela, da nossa cidade e fala,sobretudo, dos seus e nossos artistas.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-05-11T23:02:45</issued>
    <title>O lindo fato castanho</title>
    <published>2013-05-11T22:03:25Z</published>
    <updated>2013-05-11T22:03:25Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;De vez em quando, o meu jornal (esclareço que é o Público com o qual todos os dias me zango...) traz uma crónica, uma reportagem, uma entrevista que o redime do resto. É o caso da edição de 7 deste mês onde Manuel Carvalho conta a história do dia em que vestiu um lindo fato castanho. Repito: o jornal é o do dia 7 de Maio. E o jornalista conta o que aconteceu no dia em que fez o exame da quarta classe e estreou «um lindo fato castanho». É uma revisitação bonita que me fez recuar alguns anos para recordar o laçarote de organdi branco com que me enfeitaram o cabelo para ir para o exame «como deve ser». Por certo quem leu o Manuel Carvalho no dia 7 deste mês no jornal «Público» não deixou de recordar o seu dia de exame há anos atrás. E mesmo não concordando com a reposição destes exames, aliás não concordando com muita da orientação do ministro Crato, não posso deixar de lhe estar agradecida só pelo facto de poder ler esta crónica de Manuel Carvalho, que não conheço mas que leio regularmente com gosto.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-05-11T22:55:25</issued>
    <title>campo-grande @ 2013-05-11T22:55:25</title>
    <published>2013-05-11T22:02:33Z</published>
    <updated>2013-05-11T22:02:33Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;De vez em quando, o meu jornal (esclareço que é o Público com o qual todos os dias me zango...) traz uma crónica, uma reportagem, uma entrevista que o redime do resto. É o caso da edição de 7 deste mês onde Manuel Carvalho conta a história do dia em que vestiu um lindo fato castanho. Repito: o jornal é o do dia 7 de Maio. E o jornalista conta o que aconteceu no dia em que fez o exame da quarta classe e estreou «um lindo fato castanho». É uma revisitação bonita que me fez recuar alguns anos para recordar o laçarote de organdi branco com que me enfeitaram o cabelo para ir para o exame «como deve ser». Por certo quem leu o Manuel Carvalho no dia 7 deste mês no jornal «Público» não deixou de recordar o seu dia de exame há anos atrás. E mesmo não concordando com a reposição destes exames, aliás não concordando com muita da orientação do ministro Crato, não posso deixar de lhe estar agradecida só pelo facto de poder ler esta crónica de Manuel Carvalho, que não conheço mas que leio regularmente com gosto.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-04-28T23:20:23</issued>
    <title>Cortar a direito</title>
    <published>2013-04-28T23:04:20Z</published>
    <updated>2013-04-28T23:04:20Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Não conheço o homem, dizem-me que é de direita mas curiosamente leio-o sempre com gosto. E oiço-o , na Rádio, em discussão com Pedro Adão e Silva e , na SIC, ao desafio com Daniel Oliveira, Luis Pedro Nunes e Clara Ferreira Alves. Falo de Pedro Marques Lopes que assina uma óptima crónica no Diário de Notícias de Domingo, intitulada «Nem maioria, nem governo, nem presidente». Ali se chamam os bois pelos nomes . O texto, vindo de um rapaz de direita (!), é muito bom e não deixa por dizer aquilo que a grande maioria das pessoas gostava de dizer. Obrigada, Pedro Marques Lopes!&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-04-22T23:02:19</issued>
    <title>Blog que vale a pena</title>
    <published>2013-04-22T22:06:05Z</published>
    <updated>2013-04-22T22:06:05Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É um blog de amigo mas é também um blog comprometido, um blog que se posiciona à esquerda e que gosto de ler sempre que posso. Falo do Blogoperatório do José Teófilo Duarte.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ainda há bocado passei por lá e não me arrependi. Lá estava o Teófilo a descobrir a careca a Berta Cabral, aquela senhora lá dos Açores que aceita tudo o que vem à rede... Lá estava o Teófilo a falar da mesquinhez de Cavaco Silva fazendo por esquecer o Saramago no discurso que fez na Feira do Livro de Bogotá. É assim mesmo, amigo!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Cá estou sempre à coca  dos teus posts, José!&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-04-01T01:06:27</issued>
    <title>Não estranhem</title>
    <published>2013-04-01T00:09:47Z</published>
    <updated>2013-04-01T00:09:47Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Não estranhem que haja aqui e alem repetições, falo aqui do Nuno e mais além falo do Nuno, e etc. Explico: é que andei despassarada com o meu blog e de repente já me passeava por outros blogs. Esqueçam as repetições e fiquem atentos a este canto onde vou passar a falar de gente que vale a pena .&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-03-31T22:12:30</issued>
    <title>que é do meu Campo Grande?</title>
    <published>2013-03-31T21:12:38Z</published>
    <updated>2013-03-31T21:12:38Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Não sei o que deu na minha Câmara, no António Costa por exemplo, que resolveu, de um dia para o outro fazer obras no Jardim fronteiro à minha casa. Vedaram o jardim, derrubaram árvores, revolveram canteiros e plantas, secaram o lago ( para onde teriam ido os patos?), enfim fui assistindo a uma verdadeira revolução no grande Jardim onde brincaram os meus filhos e os meus netos e ninguém me soube dizer o porquê de tal aparato. Ou sim, alguém me disse que iam substituir o sistema de rega mas isso não explica tantos homens de colete verde ou laranja nem as máquinas que constantemente percorrem as alamedas ou o lago. Quando, das minhas janelas, olho para aquele «terramoto» fico a pensar se , em tempo de crise, seria assim tão necessária tal obra. Espero que sim, que tudo não tenha sido em vão e que, de caminho , venham ver o que se passa no que foi o antigo Pátio das Confeiteiras ( seria este o nome do descampado onde, todas as manhãs, depositam dezenas de carros com direito a arrumadores e tudo...). Venham ver e acabem com esta vergonha, esta sim a precisar de obras e urgentes.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-03-31T22:12:09</issued>
    <title>O Mirante fez 25 anos</title>
    <published>2013-03-31T21:12:17Z</published>
    <updated>2013-03-31T21:12:17Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;O que é «O Mirante»? É um jornal com sede em Santarem mas que percorre muitos outros municipios da região (Azambuja, Chamusca, Coruche,Alcanena, Golegã,Vila Franca de Xira, Pernes, Benavente, Rio Maior, etc). Aos 25 anos de vida, os jornalistas de «O Mirante» resolveram entrevistar empresários e leitores que acompanharam o semanário desde a nascença. Só pelos títulos dos artigos vale a pena ler «O Mirante». Ora vejam: «O Fernando das bicicletas cujo negócio é arranjar motas»; «O Jorge Laranginha que azeda quando fala dos políticos», «Como Aníbal Farinha se fez homem na loja dos rapazes», «O fim dos bailes das colectividades fez murchar a «Rosita», «Os mil sacrificios de Abílio Esperança Marques para escapar à escravidão». Estes são alguns dos títulos de «O Mirante», semanário que fez 25 anos e se reclama de jornalismo de proximidade. Parabens e vou procurar estar atenta ao semanário ribatejano.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-03-31T22:11:29</issued>
    <title>Um Homem livre</title>
    <published>2013-03-31T21:11:37Z</published>
    <updated>2013-03-31T21:11:37Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;De vez em quando tropeçamos num artigo, numa crónica, numa saudade quando o normal é enfrentarmos o ódio, a desvergonha, o impudor de gente mal nascida e mal vivida. E foi assim que um destes dias me vejo a ler uma crónica de Jorge Silva (Almanaque do jornal Público) onde se recorda um querido amigo, António dos Santos mais conhecido por Tóssan. A crónica falava de «macacos de imi tação» e tinha a ver com Tóssan, mas o que mais me tocou foi alguém ter-se lembrado deste «inventor», desaparecido há mais de vinte anos e a quem o genial Mário Viegas dedicou um espectáculo memorável - Tótó -.&lt;br /&gt;O Tóssan, que foi grafista (agora diz-se designer...), foi humorista, inventor, no fundo «um homem livre», morreu cedo e poderia dizer, como costuma ler-se nas notícias necrológicas, morreu quando tanto havia a esperar do seu talento. Foi-se embora num quente dia de Agosto de 1991 e gostei de ver que Jorge Silva se lembrou agora dele. &lt;br /&gt;«A vida é muito engraçada , mas eu levo-a muito a sério», dizia Tóssan. Assim era.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-03-31T22:10:55</issued>
    <title>Já sou católica</title>
    <published>2013-03-31T21:11:06Z</published>
    <updated>2013-03-31T21:11:06Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Estava a ouvir o arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga a denunciar os políticos incompetentes, os bancos usurários e outros desmandos do nosso dia-a-dia e pensei: «querem ver que afinal eu sou católica?». Pois se concordo com o que dizem estes católicos, se bato palmas ao Papa Francisco, se vou à Igreja fora de horas...devo ser católica.&lt;br /&gt;D. Jorge Ortiga, rendo-me!&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-03-31T22:10:12</issued>
    <title>A Lisboa do Nuno</title>
    <published>2013-03-31T21:10:25Z</published>
    <updated>2013-03-31T21:10:25Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Conheci Nuno Brederode Santos há uns anos quando ambos faziamos parte de um grupo de (que direi?) Assessores? Consultores? Criadores ?), enfim, reuniamos com o saudoso Carlos Pinto Coelho para dar ideias, lembrar pessoas, ajudar, no fundo, a que um programa televisivo não passasse ao lado da vida, das nossas vidas. O Nuno, além de trazer ideias , trazia também um espírito aberto, criativo, sempre com uma pontinha de humor. Um excelente companheiro. Durante algum tempo tivemo-lo nos jornais com a sua prosa livre e justa até que outros vieram ocupar-lhe o lugar. Tenho saudades da prosa do Nuno Brederode Santos, lisboeta assumido, que bebia a bica no Értilas e ia ver filmes ao Paris. Saudosista? Talvez. Das coisas boas e das boas pessoas.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-03-26T23:23:07</issued>
    <title>Palavras de Bispo</title>
    <published>2013-03-26T23:32:29Z</published>
    <updated>2013-03-26T23:32:29Z</updated>
    <content type="html">Se ser católica é ir à missa todos os domingos e rezar padres nossos, eu não sou católica. Se ser católica é entrar na Igreja a qualquer hora do dia e ficar ali sentada a pensar em Deus a pedir-lhe pela minha gente, então eu sou católica. E , católica ou não, gosto muito de ouvir o bispo, D. Manuel Clemente. As suas palavras são sempre oportunas e justas. Gosto de o ouvir e ainda gostava mais que os que mandam o ouvissem também.</content>
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    <issued>2013-03-26T23:05:21</issued>
    <title>O meu Trio favorito </title>
    <published>2013-03-26T23:22:38Z</published>
    <updated>2013-03-26T23:22:38Z</updated>
    <content type="html">Há muitos programas de televisão sobre futebol mas o meu favorito é o Trio de Ataque. Deixo já aqui os nomes de quem o faz: Hugo Gilberto, João Gobern, Miguel Guedes e Rui Oliveira e Costa. Cada um com o seu espírito «de ataque», o Miguel mais azul, o Gobern com aquele sorrisinho maroto, o Rui, com as suas explicações, os seus números, o seu rigor e o Hugo Gilberto deixando correr a conversa solta, espicaçando quando é preciso. O «Trio de Ataque» , como diria Oliveira e Costa, «vale o que vale» mas vale muito.</content>
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    <issued>2013-03-26T21:10:41</issued>
    <title>Eduardo Gageiro</title>
    <published>2013-03-26T23:05:11Z</published>
    <updated>2013-03-26T23:05:11Z</updated>
    <content type="html">Tem uma exposição no Museu de Cerâmica de Sacavem e o seu nome numa das salas. Chama-se Eduardo Gageiro e conheço-o e admiro-o há anos. Leio que Gageiro festejou há pouco 78 anos. Em forma! Leio um belo artigo de António Pedro Vasconcelos no J.L.e fico satisfeita porque, apesar deste mundo frio, egoista e acomodado, ainda há quem lembre e destaque um homem que, com a sua máquina fotográfica e o seu talento, denunciou injustiças, mostrou misérias, foi (e é) um verdadeiro repórter. Deixem-me repetir aqui um bocadinho do texto de António Pedro Vasconcelos que resume afinal toda uma vida: «Devemos-lhe isso: o ter-nos deixado o testemunho de um país que, de outro modo, sem muitas das suas fotografias, teria perdido a sua visibilidade e a sua impressão digital.» Eduardo Gageiro, parabens!</content>
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    <issued>2013-03-26T21:02:19</issued>
    <title>O Canal Q</title>
    <published>2013-03-26T21:10:35Z</published>
    <updated>2013-03-26T21:10:35Z</updated>
    <content type="html">De vez em quando, ligo o televisor para o canal Q e fico, como dizia uma amiga espanhola, completamente  «turulata». Aquilo não tem graça e mais parece um programa de amadores. Pergunto a mim mesma porque se perde tempo e dinheiro em coisas menores como o Canal Q. E pergunto ainda: porque é que um homem inteligente como o Nuno Artur Silva se mete nisto? Ainda há bocado vi uma «coisa» com aquele rapaz , Salvador, que não usa e não quer telemóvel, e pergunto: O que é aquilo? Ó Nuno, dá lá um jeito nisso...</content>
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    <issued>2013-03-14T21:47:05</issued>
    <title>campo-grande @ 2013-03-14T21:47:05</title>
    <published>2013-03-14T21:47:21Z</published>
    <updated>2013-03-14T21:47:21Z</updated>
    <content type="html">É verdade. Cá estou eu de novo depois de uma grande, de uma valente ausência. Enfim, acabei por ter saudades deste cantinho onde confesso alegrias e tristezas, onde tenho uma espécie de canteiro para a minha hortelã, para o tomilho , para o mangericão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estava a escrever isto, a falar das minhas ervas aromáticas e a lembrar-me de outros tempos quando, no Colégio de Odivelas, tinha aulas de jardinagem, era «dona» de um canteiro e ali plantei rabanetes. E não é que ainda hoje gosto de rabanetes?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje mesmo despedi-me de uma amiga que aceitou trabalho de restauro em Oman (mais uma que procura fora o que não encontra cá dentro)e, enquanto uns cfazem esperas aos ministros e lhes cantam a «Grândola» há quem parta à procura de melhores dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paro já com as tristezas e os desesperos e, não podendo viajar para Oman, divirto-me com as discussões entre João Gobern, Miguel Guedes e Rui Oliveira Costa, com um Hugo Gilberto polvilhando tudo com sal e pimenta q.b.É o meu programa favorito no que toca a desporto, melhor, no que toca a discussões sobre a bola e aparentados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta volta ao meu Campo Grande, não posso deixar de saudar o regresso (breve,eu sei)ao Expresso de um dos meus colunistas preferidos - Nuno Brederode Santos. Veio o Nuno falar de Lisboa, da sua e minha Lisboa, com aquele toque ora sério ora risonho, como é o próprio Nuno. &lt;br /&gt;Recordei, ora pois não havia de recordar, os tempos em que o Nuno e eu fazíamos parte de um grupo de conselheiros (!)de um programa de televisão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Falou o Nuno de Lisboa, recordou outra Lisboa que ele conheceu e que tambem foi minha durante algum tempo. A minha Lisboa de Campo de Ourique, do Jardim da Parada, da Machado de Castro. E aqui, não posso deixar de lembrar a malta desta Escola que , ao ver passar as raparigas, dizia com graça e sem graçolas: «Ainda dizem que as flores não andam...» Onde isso já vai!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste regresso ao meu Campo Grande tenho umas contas a ajustar com o meu presidente , António Costa, que virou do avesso parte do jardim fronteiro à minha casa. Falarei disto mais tarde.</content>
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    <issued>2012-11-09T00:29:04</issued>
    <title>Gente de quem gosto</title>
    <published>2012-11-09T00:40:40Z</published>
    <updated>2012-11-09T00:40:40Z</updated>
    <content type="html">Gosto, por exemplo, do programa «Economix» (RTP) com Luís Nazaré e Rui MOreira. Gosto de ver o José Alberto Carvalho a fazer oJornal da TVI. Gosto dos «Sinais», do Fernando Alves, na TSF. Ainda na TSF gosto dos programas sobre o Património, do Manuel Villas Boas. Gostei de ouvir a politóloga, Nicole Bacharan, no programa «Europa XXI» da Sic Notícias. Continuarei a falar dos meus gostos e... desgostos.</content>
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    <issued>2012-10-27T00:22:16</issued>
    <title>Palmas para os bombeiros de Barcelos</title>
    <published>2012-10-26T23:34:50Z</published>
    <updated>2012-10-26T23:34:50Z</updated>
    <content type="html">Leio a notícia de que os Bombeiros Voluntários de Barcelos conseguiram salvar de um poço um texugo que lá tinha caído. É uma noticia aparentemente banal mas fez-me recuar alguns anos quando, passando férias na zona de Colares, o meu gato se enfiou num buraco e, corpulento, não conseguia sair nem dar a volta num espaço apertado. Já passava da meia noite e o gato miava cada vez mais baixo e a familia aflita sem saber o que vfazer. Ainda não havia telemóveis, o unico telefone da terra era o da mercearia que já estav a fechada e lá foram dois amigos, serra abaixo, pedir socorro aos Bombeiros Voluntátios de Almoçageme. Rápidos subiram a serra e, já não sei como, conseguiram salvar o gato do buraco onde se tinha metido e onde os miados eram cada vez mais fracos. Recordo a aventura, recordo os sorrisos de felicidade dos bombeiros, recordo como não quiseram aceitar nada do que lhes oferecemos repetindo «só fizemos o que nos competia...»&lt;br /&gt;Deve ter sido assim que em Barcelos os bombeiros voluntários «só fizeram também o que lhes competia» salvando o pobre do texugo.&lt;br /&gt;Eu gosto dos Bombeiros Voluntários.</content>
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    <issued>2012-10-23T01:35:05</issued>
    <title>As Palavras</title>
    <published>2012-10-23T01:05:52Z</published>
    <updated>2012-10-23T01:05:52Z</updated>
    <content type="html">José Alberto Lemos, jornalista do Porto, que não conheço mas gostava de conhecer, foi para mim quem melhor nos disse quem era o Manuel António Pina. Foi quem melhor nos deu a conhecer o Pina. O Pina, vocês sabem, foi aquele homem do Norte, jornalista, escritor, inventor de palavras e do modo de as dizer,amante de gatos e cães, que morreu há dias numa cama de um hospital do Porto. Dizem que de «doença grave». Pois sobre o Pina muito se disse na hora da sua morte. Mas eu ainda não tinha dito e quero que fique escrito que os meus filhos leram, releram, divertiram-se, riram, nos tempos em que o Pina inventou «O país das pessoas de pernas para o ar», o «Têpluquê», os «Gigões e Anantes». Os livros do Pina andaram de mão em mão até quase se desfazerem e passaram dos filhos para os netos e agora já nem sei onde moram. Eu queria na hora da morte do Manuel António Pina deixar aqui o meu obrigada pelo que ensinou aos meus filhos, pelo que lhes arejou o espírito com as invenções e pelo que continua a fazer pelos meus netos. Já agora queria deixar aqui o meu obrigada pelo belo texto que o José Alberto Lemos escreveu sobre e para o Pina na página 54 do jornal «Público» do domingo passado.</content>
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    <issued>2012-10-16T21:58:11</issued>
    <title>Ainda os velhotes</title>
    <published>2012-10-16T21:07:02Z</published>
    <updated>2012-10-16T21:07:02Z</updated>
    <content type="html">Falei há pouco de velhotes e foi neles que reparei uma tarde destas quando, depois de umas compras no Colombo,me sentei num daqueles bem confortáveis cadeirões que a Sonae plantou na ampla praça do Centro. Tudo ocupado por idosos, descansando as pernas, conversando, satisfeitos por aquele bocadinho só deles.&lt;br /&gt;  Quem teve a ideia está de parabens, quero dizer, Belmiro de Azevedo está de parabens.</content>
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    <issued>2012-10-16T21:50:03</issued>
    <title>O meu Centro de Saude</title>
    <published>2012-10-16T20:57:35Z</published>
    <updated>2012-10-16T20:57:35Z</updated>
    <content type="html">Já em tempos escrevi uma crónica a elogiar o meu Centro de Saude. Foi tempo. Hoje o meu Centro de Saúde não parece o mesmo. Um dia destes fui lá para me fazerem um tratamento simples a um braço. Andei de Herodes para Pilatos, subi e desci escadas, falei com uma enfermeira que só me perguntava se eu tinha a vacina contra o tétano, que tirasse a senha, que fosse lá cima e que viesse depois cá abaixo. As salas (?) estavam cheias de gente muito velhinha à procura da vacina contra a gripe, a balburdia  era imensa. Saí sem ter feito o tratamento e a maldizer o dia em que disse bem do meu Centro de Saúde.</content>
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    <issued>2012-10-16T21:38:28</issued>
    <title>Trabalhos de casa</title>
    <published>2012-10-16T20:48:45Z</published>
    <updated>2012-10-16T20:48:45Z</updated>
    <content type="html">Leio a notícia de que o presidente François Hollande quer acabar com os trabalhos de casa dos alunos do secundário e não pude deixar de rir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lembrei-me de um tempo não muito  distante em que subia ou descia a Avenida com a minha neta bem pequena. Ambas com o seu cravo vermelho nas mãos e a gritar palavras de ordem. Passam por nós grupos de mulheres a gritar «trabalhos de escrava, nunca mais...». A Madalena ouviu o grito, não percebeu muito bem o que diziam mas agradou-lhe o que ouviu e gritou, elevando bem o seu cravo vermelho: «trabalhos de casa nunca mais...»&lt;br /&gt;Ainda hoje nos rimos quando relembramos a peripécia. Bons tempos esses que François Hollande me fêz recordar...</content>
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    <issued>2012-10-16T20:20:02</issued>
    <title>Actores electrónicos</title>
    <published>2012-10-16T20:14:12Z</published>
    <updated>2012-10-16T20:14:12Z</updated>
    <content type="html">O Brasil das novelas lançou muitos actores jovens e , à época, um dos críticos mais famosos (Artur da Távola), chamou-lhes «actores electrónicos»- Por cá também já temos muitos destes actores. Eu própria aqui destaquei um nome ( o de Mafalda Castro que faz de Margarida na telenovela «Louco Amor») mas , com o andar da carruagem, o trabalho de Mafalda não foi além do que teria sido o de um actor electrónico à semelhança dos que vimos nascer nas novelas da Globo.&lt;br /&gt;Eles surgem via-Morangos com Açucar e servem para compor os elencos feitos para que os verdadeiros actores brilhem.&lt;br /&gt;É assim com esta Mafalda que tem ao seu lado actores com provas dadas, actores fabulosos como (e cito apenas meia duzia) Márcia Breia, Rui de Carvalho, Nicolau Breyner, Lia Gama, João Reis, Margarida Carpinteiro e que , à falta do teatro, recorrem ao trabalho nestas histórias de mastigar e deitar fora.</content>
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