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  <title>UNTITLED</title>
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  <description>UNTITLED - SAPO Blogs</description>
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    <title>UNTITLED</title>
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  <pubDate>Sat, 25 May 2013 22:58:59 GMT</pubDate>
  <author>Blake</author>
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  <description>&lt;p&gt;Escrevo aqui porque não posso dizer-to a ti. Aqui, porque preciso de ti e só de ti, e tu desististe de mim, de nós. Viraste as costas quando mais precisei de ti e mesmo assim não te pude julgar, por muito que o quisesse fazer. Eu queria acredita, porque não fazes ideia do trambolhão que me fizeste dar. Contudo, no fundo soube reconhecer que estava a colher consequências de ações inconsequentes, de atitudes desmedidas, de argumentos infundados. Eu fiz tudo que estava ao meu alcance e tu sabes disso. Lutei por ti com todas as forças que iam resistindo ao teu desprezo. Mas não foi suficiente.. Na verdade nunca o fui, em suma, para nenhum de vocês. Para o mundo em geral...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Escrevo aqui porque embora me bastasse um toque suave no telemóvel para ouvir a tua voz, é mais fácil, mas súbtil, mais elegante até, continuar a esconder-me por detrás do meu sorriso, do meu olhar imperturbável e da minha atitude intocável que respira «já passou, e não passou de uma brincadeira de miúdos». É mais fácil, mas não menos difícil.. Queria muito poder abraçar-te, aninhar-me no teu colo, ter um carinho teu e a tua atenção. Tenho precisado de ti como nunca e ainda assim, limpo as lágrimas, lavo a cara e alma e vou rua fora como se não fosse nada comigo. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não consigo agir de outra forma. Esta sou eu, está bem? Aceitem que por mais que me magoem eu nunca vou mostrá-lo, nunca vou lamber as feridas à vossa frente e não serei capaz de fracassar perante a vossa imagem. É algo que me é intrinseco e que eu própria não consigo evitar. É algo que foi alimentado ao longo dos tempos pelas desilusões que a vida me tem proporcionado carinhosamente, pelo divórcio dos meus pais, pela desilusão que a minha mãe representa para mim, pela angústia que o meu pai me causa, e por como todos os outros, também tu teres abandonado o meu barco.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Começo a acreditar no que diz a minha mãe, que estou sozinha e que assim ficarei até ser capaz de modificar a minha atitude. Mas eu observo-a, vejo onde chegou e também não me identifico com a sua vida. Não é nada daquilo que eu quero para mim e assusta-me o facto de reconhecer que somos parecidas em tantas coisas. Eu sei que me ama profunda e incondicionalmente, que faça eu o que fizer nunca me abandonará, nunca deixará de me amar. Mas também sei que se rege com base em prioridades invertidas, que por muito que me ame não supera a obcessão que nutre por outros na sua vida, e que aconteça o que acontecer nunca serei capaz de suplantar o que Ele representa para ela. Eu aceitaria isso se assumisse que ela representa o mesmo para Ele e que teriam uma vida feliz juntos, mas não é verdade. «Acorda por favor! Percebe que estás sozinha porque ele joga mentalmente com as tuas fragilidades. Percebe que apesar de tudo eu estou aqui, que não precisas dele, que te faz mal a ti, a nós, a todos o que gostam de ti.»&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E depois penso, «A quem me dirijo eu? A ti, ou a mim».. E ainda não sei bem se era realmente a ela que eu me dirigia..&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Hoje sinto e sei que não estás aqui, e isso começa a tomar proporções que desvanecem a tua representação emocional na minha vida. Qualquer dia, esqueço-te. Fica a dica&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 07 Jan 2013 15:50:04 GMT</pubDate>
  <title>new life</title>
  <author>Blake</author>
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  <description>&lt;p&gt;A dado momento, que não sei precisar ao certo, comecei a percorrer uma espiral de rotura para com tudo o que preenchia a minha vida até então. Tinham acabado as saídas, os amigos, os cafés, as conversas, os desabafos, e tudo o que pudesse alguma vez integrar-se no meu &quot;eu&quot; social. Fiquei emocionalmente vítrea e amorfa, sob uma camada que me permitiu recusar a interação com todo o tipo de sentimentos. Tornei-me mais fria do que de mim já era, o que parece até impossível. Deixei de parte tudo quanto senti necessário e arrumei-me na secretária onde dediquei horas incontáveis aos objectivos que para mim defini. Atingi-os no geral, e apesar de ainda não ter conseguido discernir se valeram o preço que me foi cobrado por eles, espero sinceramente vir a recordar as horas na secretária com ternura e orgulho e assumir que valeu a pena abdicar de tudo quanto ao lado me passou durante essa fase. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Agora, ao fim de cerca de um ano de «morte social», sinto saudades dolorosas da vida que eu levava, do que eu era, de mim mesma. Sinto saudades da minha boa-disposição, das histórias infindáveis que surgiam todos os dias, da emoção que era sair para a rua sem saber o que me esperava mas na certeza de que seria algo de bom. Sinto saudades de me divertir, do som irritante do telemóvel sempre em acção, das festas, de beber até me desinibir (ou até um pouco mais), das expectativas que tinha do mundo, da emoção de cada olhar e cada palavra, do desejo dissimulado que me dirigiam, de estabelecer regras cujo prazer maior que me davam era quebrá-las. Sinto saudades de sair à noite, de conhecer e ser conhecida, de falar sem pudor, de beijar com paixão, de viver intensamente. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quero tudo isso de volta. Quero marcar a minha presença nas festas e nunca passar despercebida, quero recuperar as minhas amizades e recordá-los de como eu era e sê-lo daqui em diante, quero aquela música que faz saltar o coração, que cria um nó na gargante e que cantamos a plenos pulmões em conjunto, que grita o quão jovens, giros e confiantes nós somos. Quero os vestidos curtos ou as saias compridas, os sapatos lindos que não decidíamos qual par calçar, quero as peças que nos deixavam a carne à vista, que os faziam ter de virar o olhar para não cairem na tentação, quero os ombros de fora para que vejam como a nossa pele brilha, quero os cheiros, os perfumes e os aromas que delimitam a nossa área e que apelam a que se aproximem. Quero tudo e vou ter tudo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Com o começo do novo ano, achei que estava na altura de disfrutar da minha juventude da qual tenho sido 100% ausente, e sinto que tomei a decisão certa. E sim, estou consciente de que não vai ser normal nem fácil reintegrar-me nos velhos hábitos e no próprio núcleo, mas eu não pedi para ser fácil, apenas possível!&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 06 Jan 2013 15:56:30 GMT</pubDate>
  <title>mau feitio</title>
  <author>Blake</author>
  <link>http://canhotadasilva.blogs.sapo.pt/11775.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Assim que abri os olhos, senti que seria assim o resto do meu dia. Ainda estremunhada, palpei o telemóvel sobre a mesa de cabeceira e olhei para as horas marcadas, &lt;em&gt;«13h14»,&lt;/em&gt; e castiguei-me mentalmente por me ter deixado na cama a manhã toda quando tinha combinado estudar bem cedo. Mas superei esse primeiro acidente, levantei-me, bebi o meu café indispensável e sentei-me para completar mais alguns exercícios. Apercebi-me do quão infrutífero estava a ser o meu estudo e deitei-me mais um pouco. Vi uns programas na televisão, dei uma vista de olhos nas notícias e levantei-me para fazer o almoço que marcaria o início do meu verdadeiro dia, quando esperava ja estar totalmente alerta com todos os meus sentidos bem acordados. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Pois, sao agora 16h02 e a sensação de meio-sono ainda não abandonou os meus olhos. As minhas reacções continuam lentas e moles e só me apetece continuar enfiada nas mantas. Já tentei estudar mas o resultado foi o mesmo - não vale a pena. Agora vou render-me à leitura do Saramago que não me tem proporcionoado tanto prazer como tem vindo a ser habitual nas minhas leituras. Não que o abulisse da minha estante, mas certamente o colocaria muito à mão de um olhar ocasional. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A verdade é que desde que acordei, sinto-me totalmente dominado pelo mau feitio que tento esconder diariamente. Não me apetece fazer absolutamente nada e estou a tentar lutar contra isso. Já respondi mal aos poucos que hoje tiveram coragem de me dirigir a palavra e já me arrependi disso, mas nao estou em modo «desculpa» e não vou ser capaz de reconhecer que errei. Lamento, mas visto que também a-d-o-r-a-m referir e reforçar a todas as horas do dia o quão insensível, fria e desprovida de sentimentos eu sou, então assumem que essa é a minha natureza e eu estou cansada de lutar contra ela, portanto, ficamos assim.&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 17 Mar 2012 01:25:11 GMT</pubDate>
  <title>No title! I have no idea what to say</title>
  <author>Blake</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://data.whicdn.com/images/8243506/tumblr_lin9atJKde1qd7ohr_large.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px currentColor;&quot; src=&quot;http://data.whicdn.com/images/8243506/tumblr_lin9atJKde1qd7ohr_large.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;333&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;É tarde.. Devia estar na cama a terminar o livro que tanto me está a agradar ler. Contudo, senti uma vontade inexplicável de escrever e aqui estou eu. Abri o portátil e aguardei escassos minutos até que ele me permitisse estar aqui mesmo a premir as teclas que ordenam as minhas palavras.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Queria tentar libertar um pouco desta pressão e desta tristeza que guardo no peito. Queria discutir comigo mesma a minha vida e o rumo inevitável que ela tomou, no quão infeliz me tem tornado e na pessoa que me está a tornar. Pergunto-me que terei feito eu para que 2012 se tenha tornado num pesadelo em tempo real. Não percebo porque me fechei sobre mim mesma, ou porque perdi a total iniciativa de ser feliz e cheia, de experienciar e aproveitar o que por aí resta de belo. Podia tentar culpar a minha mãe desnaturada, ou o meu pai infelizmente distante, ou os meus irmãos demasiado ocupados com as suas próprias vidas, ou os que me rodeiam de não se preocuparem o suficiente, de não escutarem o que quero trazer ao mundo ou de ignorarem a minha negra presença. Não posso fazê-lo porque não é verdade, porque me escutam e me tentam compreender e porque seria impossível, ainda que por vezes o desejassem (e compreendo que o façam) ignorar a minha presença misteriosa e obscura que contamina o ambiente alegre e feliz onde já não me consigo posicionar.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sinto um na barriga o nó que guarda tantos dos meus segredos e dos meus receios e que não deixa que se escapem pelas palavras irreflectidas ou pelos gestos inconscientes. Sinto-o também na garganta quando as lágrimas ameaçam cair e tudo diz que tal não pode acontecer. Tenho saudades das gargalhadas sinceras e da felicidade em cada canto e recanto. Sinto falta dos amigos que julgava serem-no e que já não o são mais e dos conhecidos que tinham em comum o gosto da minha presença, da boa disposição que sempre me definiu enquanto pessoa e que já não consigo reproduzir novamente.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Gostava de pedir desculpa a muitas pessoas pela paciência praticamente inexistente que ostento, pela forma como as minhas palavras soam e pelos gestos e feições que as acompanham injustamente. Gostava que compreendessem sem que precisasse de explicar porque não quero falar do que sinto cá dentro. A verdade é que me custa, estupidamente, fazê-lo e reconhecer as vezes incontáveis que erro e que volto a errar. E não pensem que porque não o digo em alto e bom som não o evoco mentalmente, porque a verdade é que me castigo intimamente por todos os disparates que digo e pelos que não digo mas que gritam em atropelo no meu interior, só não consigo fazer com que saibam que eu percebi de todas as vezes que magoei, que feri friamente e que abusei da minha razão. É um idiota problema próprio que precisa de uma solução que por 17 anos tenho tentado encontrar sem sucesso.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Por tudo o que disse e pelo que ficou por dizer encerrado nas palavras que não têm som, desculpa, a ti, a ela, e ele, a vocês!&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 05 Feb 2012 15:24:38 GMT</pubDate>
  <title>MOTIVATION, WHERE R U? I NEED YOU, PLEASE..</title>
  <author>Blake</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/_JR5mc8UmOg8/TPp3v5sDu0I/AAAAAAAAAWQ/UI3eGCPvYuY/s1600/tumblr_l5lvkzCanV1qc1z3mo1_400.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/_JR5mc8UmOg8/TPp3v5sDu0I/AAAAAAAAAWQ/UI3eGCPvYuY/s1600/tumblr_l5lvkzCanV1qc1z3mo1_400.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;267&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;Testes e mais testes, aliados a trabalhos e mais trabalhos, com base em aulas e mais aulas. A força para realizar tudo isto consciente da sua importância e na vontade extrema e sempre presente de ser o melhor de todos penso que fugiu a sete pés depois da primeira semana oficil de aulas. Bem sei que é muito cedo para estar cansada, mas a verdade é que estou, e muito. Estou farta de dar tudo o que tenho, de trabalhar ignorando o meu cansaço, a fadiga, as dores de cabeça, o corpo a pedir paz. Tenho ignorado tudo aquilo que sou para atingir os meus objectivos e nem assim estou a conseguir verdadeiramente aquilo que quero. Custa muito olhar para trás e ver que não existe um resultado que eu possa dizer que reflita tudo o que eu trabalhei. É sempre tão difícil entrar tão certa e sair tão vazia, sem uma ideia do que foi, explodindo em folhas pautadas todo o saber que abarco em meses de estudo. São sucessivas tentativas falhadas que me consomem brutalmente o espírio positivo e força de vontade que sempre me foram particulares. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A cafeína percorre-me o corpo todos os dias, e sem ela sei que não seria capaz de ignorar tudo o que o meu corpo deseja e eu lhe nego deliberadamente em troca de um resultado aceitável. Mas o aceitável nãoi é o meu trabalho e exijo mais e mais sem obter consequências práticas, o que me deixa louca e sem força para continuar. Já tudo me passou pela cabeça, já chorei desalmadamente debaixo dos cobertores, já sustive muitas lágrimas em plena aula, já disse mil vezes que estava óptima e que não me importava quando a verdade é que estou a bater no fundo e importo-me de uma maneira que me corrói. Sinto cada vez em tudo. Sair de casa é um drama, concentrar-me é impossível de tão saturada que estou de tudo e de todos. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Eu sei que vou ter de sair da frente da televisão e sentar-me no meu quarto, sossegada e mentalmente receptiva ao que vou tentar sugar do livro que me ajudará a realizar o teste de amanhã. Mas o corpo diz que não, GRITA CÁ DENTRO QUE NÃO QUER CONTINUAR! Enquanto isso, a mente chora e pede para que o corpo a deixe continuar a tentar e não desista. E no meu deles, ficam os meus olhos inchados e vermelhos, ficam as lágrimas e os tormentos, fico eu, consumida até à exaustão. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Motivação, b., vocês voltem por favor! &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 04 Oct 2011 23:09:30 GMT</pubDate>
  <title>from B to D about A</title>
  <author>Blake</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;É provável que tenha esperado demasiado tempo até tentar redigir qualquer coisa que faça sentido no que respeita a este meu lado. Talvez tenha guardado muito para mim mesma, de tal forma que agora acho que não consigo aguentar mais o turbilhão de palavras que se revolta dentro de mim. Sinto-me perdida e queria começar isto com umas belas frases que ficassem no ouvido e fizessem de todo o enredo um conto de fadas, apesar de eu saber que não o é. Encontro-me a 50km de distância da minha ‘casa’ todos os dias e de uma forma que neste momento é definitiva. E ter de lidar com a ausência de tudo e de todos nunca foi fácil e ultimamente tem se tornado dolorosamente difícil. Eu cresci aqui, a 5 minutos de uma vila rústica e calma, nunca vivenda grande e bonita. Fiz amigos, apaixonei-me e tambem me magoei,  diverti-me, conheci lugares espectaculares, presenciei momentos incriveis, transformei-me e moldei-me ao mundo que conhecia à medida que fui crescendo. Depois roubaram-me os terrenos, tiraram-me o solo de alenquer e como um boneco xadrez, puseram-me a viver em Oeiras. Acho que deves saber que este texto é dirigido a ti D., porque quero que saibas e que tentes compreender aquilo que eu sinto quando falo sobre isto. Quando me mudei, eu estava contente, entusiasmada e expectante para ver o que este novo lugar me iria oferecer. Certa de que iria ser mais feliz aqui do que fui nas minhas origens, confiante de que era a evolução dos lugares que faziam de nós pessoas melhores, mais cultas, inteligentes e mais válidas. Porque quando me mudei para aqui eu achei que a minha palavra valeria mais do que a de qualquer um de vocês, porque eu vivia na cidade e isso seria conhecer o mundo. Diverti-me muito nos primeiros dias, semanas, arrisco até, meses. Até que o encanto de toda esta dimensão urbana desapareceu. As saudades de casa começaram a pronunciar-se. Deixei de achar graça as filas intermináveis de carros, às pessoas apressadas em todas as esquinas, aos alunos malcriados que outrora me fizeram rir. Não fui miserável, também criei laços de amizade fortes, voltei a apaixonar-me e magoei-me mais do que nunca, mas também me apoxonei de verdade e fui feliz enquanto habitei essa dimensão em que ele preenchia o vazio que eu tinha dentro de mim. Mas nada dura para sempre, e o vazio voltou. Acabei por deixar de acreditar que seria feliz aqui e tomei consciencia de que nao somos felizes sem aquilo e aqueles que amamos. Em alenquer não ficou só a minha casa, ou as minhas coisas, ficou a minha família, a minha irmã que eu desejava que me tivesse apoiado quando sempre que eu caía no poço das lágrimas mas que estava tao longe quem nem nunca teve oportunidade de se aperceber de que eu tambem sofria, e que só agora que já é mãe e que já nao vai viver a minha juventude comigo é que sabe o que realmente consome a minha vida, ficou a minha avó que mora na sua velhice e que todos os dias tenho mais medo de perder sem que saiba que queria muito estar ao lado dela sempre, ficou o meu pai, que amo muito e que apesar de não ser o melhor exemplo de todos é o meu orgulho em muitos aspectos e me apoia sempre incondicionalmente como pai e principalmente como amigo, ficaste tu D. que eu jamais imaginaria quando tinhamos 5 anos que virias a ser tao importante e fundamental na minha vida. De resto, ficou o cheiro daquele lugar, a simpatia das pesssoas, a verdade que respira e a sinceridade que se prova, ficaram as ruas que conhecia como a palma da minha mãe. ficaram os primos, os tios e os sobrinhos que são de todos e de cada um como se fossem realmente nossos. Ficou a preocupaçao que todos temos uns pelos outros, o carinho que os mais velhos sentem por nós que lhes tomamos a terra e a desenvolvemos. Ficou toda a minha vida, que continua a ser aí mas que agora se encontra fragmentada. Quando passo aí os dias que o papel estipulou que seriam do meu pai, como se fossemos de alguem que nos partilha como bonecas de porcelana, eu sei que tu podes nao coompreender o facto de eu querer estar sempre na rua, ou na tasca, mas repara bem à tua volta. Vê o lugar onde moras, avalia as pessoas, analisa o ambiente e diz-me se haveria mais algum lugar no mundo em que fosses tão feliz como és aí. Eu, que já me afoguei nas minhas lágrimas pelo facto de estar longe digo-te, do fundo do meu coração, que não lugar algum que no qual me consigo sentir tão feliz, acolhida, aceite e reconforatada como em alenquer. Sou feliz no meio desses cafés e ruas velhos e dessa decoração antiga. E quanto à tasca, da qual tu estas um tanto ou quanto cansada, pelo que avaliei, pensa nela de uma forma diferente. Na tasca tens a juvenilidade do teu mundo, ou do nosso. É a juventude desse lugar, mas uma juventude saudável porque é subtil e leve, e segura como há em poucos lugares. As fotografias da parede traduzem a paixão da terra e dos homens da nossa terra, aos toiros, aos cavalos e à festa brava, que mesmo amadores, dão o corpo à mercê do especatculo como gente experiente, pura e simplesmente por amor à festa. E as paredes escritas, e as colunas, são a harmonia da diversão que desejamos como jovens que somos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Eu acredito que a vida é feita de oportunidades. Daquelas que agarramos, e daquelas que perdemos. Eu perdi a oportunidade de me transformar mulher na lugar que me viu crescer e que me fez feliz, mas ganhei por ter aprendido a amar as pessoas e esse lugar de uma forma que eu nunca saberia ser possivel se aí tivesse permanecido. Mas principalmente, ganhei, pelo facto de me ter feito forte e determinada de que um dia voltarei, PARA SEMPRE!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 14 Aug 2011 02:51:17 GMT</pubDate>
  <author>Blake</author>
  <link>http://canhotadasilva.blogs.sapo.pt/10524.html</link>
  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://data.whicdn.com/images/13336904/tumblr_lpw6o3mvXh1qi0bd9_large.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://data.whicdn.com/images/13336904/tumblr_lpw6o3mvXh1qi0bd9_large.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;331&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;font-family: helvetica;&quot;&gt;Seria perfeito. Sim perfeito, se o tempo parasse agora e nos permitisse ficar assim para sempre. Jovens, bonitas e elegantes. Ficaria por aqui o resto da minha vida e não iria sentir muitas vezes a curiosidade do que os anos seguintes tivessem para me oferecer. Por vezes, este sentimento de envelhecimento apodera-se de mim e deixa-me devastada. A pressa com que a vida corre e me foge sem que a consiga por vezes tocar. A monotonia dos dias que passam e daqueles que ainda estão para vir, sempre iguais, sempre certos. Sinto dentro de mim um relógio que conta cada minuto que perdi na minha existência e começo a sentir saudades de cada minuto que passou que se torna quase o doentia a vontade de viver o minuto seguinte melhor do que o anterior. É tão curta esta oportunidade que me dão de aqui estar e são tao altos os preços a pagar por cada acção que de certo modo tudo se transforma num jogo de interesses existenciais.Há quem diga que o tabaco e o alcool que consumidos deliberadamente no hoje que presenciamos nos tira dias de vida. Será que os tira mesmo? Do ponto de vista médico e cientifco, sim. Mas de uma forma realista penso que não nos rouba nada que não uns dias de demência, velhice e solidão. Não disponho da vontade de prolongar a minha vida em troca de privações na minha juventude. E quero vivê-la e aproveitá-la da maneira que mais desejar, e da forma que o meu corpo aceitar e gostar. A sede que tenho de todos os momentos que vivo nesta minha tenra idade é enorme e motivadora. Quero muito aprender, estudar, ter sucesso e vingar no que gosto. Mas quero muito ser feliz, divertir-me, ter historias para recordar e outras que nao quererei voltar a lembrar. Porque és tão apressada vida? Porque me roubas as 24 horas do meu dia tão depressa e porque não me proporcionas dias felizes sempre? Estou a ver-te passar depressa demais e sinto-me perdida, à procura de te aproveitar, respeitar e viver simultanemante. Não quero que me leves inútil e vazia! Por muito que me magoes, tu não consegues provocar o arrependimento dentro de mim porque sei que os erros em que me deixaste escorregar me tornaram forte e decidada, com opiniões formadas e uma palavra a dizer sobre muito daquilo que tu vida precisas que eu conheça. És tão curta, cruel e perigosa e ao mesmo tempo tão doce e tentadora. Como podes tu seduzir tantos inocentes pelos teus caminhos desgastados e conhecidos para lugares tão escuros e indesejáveis? À medida que o tempo foge de mim, sinto que te compreendo cada vez melhor, e quando estou segura disso relembras-me que és uma caixinha de surpresas e que eu não te conheço tão bem quanto pensara. Mas agora que já te domino um pouco melhor, fiquei a conhecer dois lados de ti. Um que eu gosto e controlo, e outro que me consome e engole numa enorme tempestade de lágrimas e mágoas, de sofrimento. Não quero isso para mim vida, e pelo que te tenho mostrada durante todos estes anos, tu sabes que não é isso que eu mereço. Ainda assim, por vezes gostas de me fazer lembrar que és capaz de me provocar a mim o sofrimento da mesma forma fria e impessoal com que magoas os que me rodeiam. E, sim, eu já percebi que não me vale de nada fingir que não me tocaste ou que o que acontece não me afecta porque tu pioras de forma a que eu nao possa ignorar ou negar a dor que me causas. E doi muito, podes acreditar! Doi muito quando me provocas e irritas e eu nao tenho forma de me defender e me resta apenas o silêncio avassalador que me roubas as forças. Doi muito quando me trais e quando me enganas. Doi porque me fazes isso quando eu mais confio em mim, e em ti até. Mesmo assim minha vida, obrigada por esta juventude que deste porque vou guardá-la para sempre comigo, infelizmente nao no meu corpo, mas na minha memória e no meu coração num lugar intocável aos demais. &lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 22 Jun 2011 22:11:19 GMT</pubDate>
  <title>IMPORTANTE</title>
  <author>Blake</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Estava a pensar no que diria sobre ti, sobre o teu passado, sobre o que viveste ou de como viveste. Chego à conclusão de que não sei quase nada sobre ti. Não sei quando nasceste, não sei como passaste a maioria da tua vida e o que fazias quando eras mais novo. Não conheço quem te trouxe ao  nem tão pouco quem trabalhou contigo ao longo da tua vida. Sei que eras um cavalo palomino, de uma cor invulgar, muito brilhante, como se possuisses uma camada de outro muito fina sobre o corpo. As tuas crinas eram muito clarinhas, quase brancas, volumosas e espessas. Sei que te chamaste&lt;em&gt; Importante.&lt;/em&gt; Tinhas algumas marcas na cara, fruto de um trabalho arduo e empolgante que num ou outro momento te correu menos bem a ti. Sei também que tinhas uns cascos fracos, sempre a precisarem de tratamentos e atenções. Até ao garrote media-se uma altura vulgar nos nossos cavalos. Embora uma estrela, recordo-te como um cavalo húmilde e simpático, trabalhador e orgulhoso do que fazias, ciente da tua importância no mundo dos espectáculos no qual eras uma autêntica marca. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Recordo a forma suave e pouco vincada como fazias o piaffer, recordo-te de redeas fixas, colocado e apto a entrar pelo picadeiro pronto a dar o teu melhor, que davas sempre, eu sei, em todos os espectaculos. E lembro-te da maneira como apanhavas a diagonal, tu e o teu companheiro, e da forma indescritivel como te levantavas sobre os posteriores e saltavas. Contavamos os saltos que davas, tão bem, tão equilibrado e seguro. Uma delicia aos olhos do que de ti gostavam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Eu não sei quem te ensinou aquilo, nem como o fizeram, porque tal como disse, eu nao conheci muito de ti, mas sei que desde que aqui pertences viveste um boa vida, alegre e glamorosa, cheia de luzes e música, esforço e muito amor ao trabalho. Tenho a certeza que adoraste de trabalhar com o mestre, que foi teu da mesma forma que é meu. O nosso mestre &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Importante&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, &lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;que nos ensinou tanta coisa, que nos dedica todos os dias mais ou pouco da sua vida, e nos oferece todos os dias mais um bocadinho do seu conhecimento. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Escuta cavalo, a vida é mesmo assim, vai e vem e nós nem damos conta de como viemos nem de como fomos. Trouxe-te ao mundo pequeno, fez-te crescer e aprender e caminhou ao teu lado até aqui. Trouxe-te até ao sr.Luis, trouxe-te até mim. Trouxe-te para seres feliz!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Enquanto andamos todos para a frente, ninguém se lembra de parar e pensar o quanto deixamos por fazer ou por dizer. E é só em momentos tristes e sofredores que nos damos conta de alguns pormonores fundamentais de se conhecerem e compreederem. E é por isso que quero sentir que sabes e que te digo agora, aquilo que nunca te disse em vida. &lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Importante, &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;obrigada pela vida que soubeste aproveitar, pelos momentos que soubeste proporcionar e pelas alegrias, pelos sorrisos e pelas lágrimas. Obrigada pelo esforço ao percorreres a nossa Europa a trabalhar, a fazer espectáculos, a sujeitar os aficcionadas à tua paixão e à tua sede de sucesso. Obrigada cavalo, porque fizeste tudo muito bem, porque levantaste multidões e provocaste ondas de palmas por tantos e tantos lugares do mundo. Obrigada por fazeres o nosso mestre feliz e por trabalhares afincadamente para ele. Acredita, meu amigo, a tristeza era facilmente perceptível na cara dele. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Hoje, enquanto olhava atenta para ti, expectando um reacção positiva, vi algo que me chamou a atenção e me embrenhou nos pensamentos, numa revolta de memnórias. Vi o teu olhar, triste e lutador, sofredor e cansado e percebi que transmitias tanto só com teu olhar. Então lembrei-me de ter olhado para os teus olhos na altura em que entravas em pista e no momento em que fazias as curvetas, e então percebo tudo o que via. Via um cavalo feliz e saudável, orgulhoso do trabalho e apaixonado pela música, pelo espectáculo e pela envolvência. Via o amor ao que fazias e o desejo de o fazeres sempre melhor, o desejo de satisfazer e fazer pr vontade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Obrigada&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt; Importante &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;, &lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;porque encheste o campo pequeno, e tantas outras salas pela Europa, porque encheste o banquinho do picadeiro para te vermos trabalhar. Acima de tudo companheiro, obrigada por teres lutado até ao último segundo para ficares connosco. Obrigado por nos últimos minutos da tua vida teres ficado ao lado do mestre, como que a dizer que a tua missão estava cumprida, estava na hora do teu descanso. E estava mesmo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Não te esqueceremos, eu prometo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial, helvetica, sans-serif;&quot;&gt;Obrigada por teres sido, &lt;/span&gt;&lt;em&gt;Importante&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 02 Jun 2011 19:21:53 GMT</pubDate>
  <title>sometimes all you have to say is FUCK IT </title>
  <author>Blake</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://data.whicdn.com/images/9341305/tumblr_lkggjuJytd1qaobbko1_500_large.jpg?1304223853&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://data.whicdn.com/images/9341305/tumblr_lkggjuJytd1qaobbko1_500_large.jpg?1304223853&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;375&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;1,2,3,4,5,6,7,8,9,10 meses de liceu até agora. As paredes brancas, o chão cinzento, os laboratórios, os materiais, os quadros, as cadeiras e mesas, os livros, os cadernos, o inferno de 10 meses. Para quê?! Valeu de alguma coisa o esforço, o tempo dedicado, as noites sem dormir, a vida que deixei de viver, os amigos que deixei de ver, o felicidade que coloquei em segundo plano? Valeu?! Durante todos estes 10 meses, tudo me passou pela cabeça, desistir, continuar, lutar para vencer e lutar contra o vencimento, parar, esquecer, deixar, ficar, ir, estar. Mais que tudo, passou-me pela cabeça o arrependimento que eu nunca pensei vir a sentir. Veio de uma forma quase mortal, atravessou-me os pensamentos e decidiu ficar e travar uma batalha contra o meu esforço e dedicação. Ganhou várias batalhas, mas não a guerra. Quase a chegar ao final posso afirmar que não estou arrependida, não estou triste, mas também não estou expectante para ver o que vem de seguida, não estou entusiasmada, não estou curiosa. Presumo que venha mais do mesmo, da mesma dificuldade. As lágrimas da derrota escorreram-me pela cara por mais vezes do que gostaria, e também as do cansaço o fizeram. Pergunto-me se estou mais feliz e procuro uma resposta sincera. Encontro-a. Não estou. Não estou diferente, nem igual. Estou estranha, cansada, exausta, esgotada, desiludida muito! Porque apesar de tudo o que dei por isto não foi suficiente para o que desejo e não sei se terei capacidade de abdicar de mais alguma coisa na minha vida por isto. Não sei se os livros e as notas aulas podem compensar a juventude que estou a deixar para trás, não sei se algum dia vou realmente agradecer pelo esforço que estou a fazer agora. Porque o que eu quero é viver. Viver tudo o que posso e mais aquilo que não posso ou não devo. A vida é só uma e tão curta que eu não percebo o porquê de ter de abdicar de tanta coisa para conseguir algo que nem sequer é o que eu realmente quero, ou amo, ou desejo, ou seja lá como for. &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Alguém que entrou na minha vida fez-me pensar sobre ela. Sentou-me sobre o mundo e fez-me observar o que se passava em meu redor com bastante cuidado. Eu vejo um mundo triste, perdido em profissões, lutadores de carreiras, frios, cansados e impacientes. Estudam uma vida, trabalham o fim dela e morrem infelizes e acabados, com rugas profissionais e lágrimas de conhecimento. Não sabem o que é amar, perguntam o que é ter uma família e viver de felicidade. Esqueceram o quanto é importante estabelecer relações e co-habitar enquanto seres humanos, iguais e companheiros. Em vez disso, descolcam-se descontroladamente, vivem cada vez mais sozinhos, focados no trabalho e na persiguição de um tal estatuto superior. São reconhecidos pelo rendimento e pelo que ostentam, e não por ser uma boa ou má pessoa, um bom ou mau cidadão. Preferiram lutar pela carreira, a lutar pela felicidade muito provavelmente na crança de que a carreira traria a felicidade. Eu não acredito, não creio, não confio, e não fazer dessa a minha vida também. Não quero ser um número na estatística do desemprego, mas não quero abrir mão da minha felidade e perseguir cegamente a minha carreira porque eu não acredito que ela me devolva a felicadade, mesmo que faça parte dela. Porque a felicidade não é uma carreira! A minha felicidade é um todo de tudo e de quase nada, é simples e pouco completa e a minha carreira não quer esperar que eu seja feliz, quer que eu vá com ela e diga adeus à minha felicidade, e já me ameaçou várias vezes que se iria embora se eu não fosse com ela já, neste mesmo momento, com 16 anos, e permanecesse com ela até a morte. Gritou nos meus ouvidos que ou ia agora ou me ia arrepender tremendamente de não o ter feito e que não vou conseguir sobreviver sem ela. Eu quero responder-lhe que não quero saber dela, que gosto dela mas que ela não me pode obrigar a nada e que eu agora só quero procurar a felicidade que ela afugentou e que se escondeu em qualquer passado antigo da minha vida, um em que eu fui feliz. Mas não consigo, quando tento fazer soar esta resposta determinada a determinação desvanecesse, a carreira coloca-me o braço sobre o os meus ombros e fala de mansinho, dizendo que vai correr tudo bem e que um dia me vai devolver a minha felicidade. &lt;em&gt;«Não carreira, a felicidade não é tua, é minha, e por isso não ma podes tirar e devolver da forma como desejas. Não te pertence e não tens o direito de o fazer. Eu quero ser feliz muito antes de ser alguém!»&lt;/em&gt;. Ela diz-me que estou confusa e volta a sussurrar que devo acompanhá-la, e é o que eu tenho feito, enquanto desisto da minha felicidade, da minha vida e de mim. Vou com ela, incerta, hesitante e desmoralizada e olho pelo canto do olho para trás e digo determinada &lt;em&gt;«Não me abandones felicidade, espera por mim por favor. Não fujas para mais longe do que já fugiste, eu preciso de ti e prometo que te perseguirei pelo resto da minha vida. Logo que decida ser feliz.»&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Amanhã tenho o último teste, de Matemática por sinal. E sinceramente, não vou perseguir a carreira, e também não vou procurar a felicidade. Vou ser eu e a minha mente, o meu trabalho ao longo de todo o ano, e vamos ver do que isso me vale.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 16 Apr 2011 21:44:42 GMT</pubDate>
  <title>Luis Valença</title>
  <author>Blake</author>
  <link>http://canhotadasilva.blogs.sapo.pt/9911.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;&lt;em&gt;«Se tiverem feeling, um certo tacto, e um grande amor por aquilo que vão fazer, concerteza serão os melhores cavaleiros do mundo.» , Luis Valença &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Ouvi esta frase vezes suficientes para a saber de cor e a para a interiorizar o mais profundo que consegui. Acreditei e analisei-a com muito cuidado e ainda não parei de a examinar, mesmo depois de todos estes meses. Tenho sempre na cabeça e por vezes recorro à gaveta que a contém e faço-a soar num pensamento claro e sonoro. Acho que há muito por detrás destas palavras e tenho tentado perceber o que consigo daquilo que pretendem transmitir. Para já, faz-me sentir apenas bem e alimenta a minha paixão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Luis Filipe Duarte Valença Rodrigues, nascido a 18 de Maio de 1946, sem dúvida o grande mestre da minha vida. Vou passar a uma tentativa de explicação do quanto admiro este grande homem e o que representa para mim. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Não escondo este meu amor pelos cavalos de ninguém. Qualquer pessoa que tenha partilhado comigo umas conversas, não muitas e não intimas, sabe que eles fazem parte da minha vida, e mais que isso, da minha felicidade e realização. Mas gostar de cavalos todos podemos gostar, montar a cavalo todos podemos desde que dispunhamos de alguns euros que comportem o desporto. O que acontece na realidada é que para muitos os cavalos e todo o mundo equestre não se alarga para além da brincadeira, das aulas, ou mesmo do estar sobre o dorso de um cavalo. Não quero com isto dizer que sou um espectáculo, uma aficcionada exemplar ou dotada de uma capacidade de ir para além disso com toda a facilidade. Na verdade nunca foi minha intenção ficar-me pelas aulas e pelo saber montar um cavalo minimamente bem. Não, o que eu quero e integrar-me fisica e psicologicamente neste mundo, quero pôr o meu espirito e todas as minhas capacidades ao dispôr para reter todas as felicidades e ensinamentos que este mundo me pode oferecer. Já passei muitos verões junto do meu mestre, ouvindo todas as palavras que proferia, atenta a todos os seus gestos explicativos e a todo o trabalho que desenolvia em longo do dia. Escutei, analisei, estudei tudo o que me disse e mostrou. Sinto-me evoluir a cada explicação interiorizada. Perco-me naquele lugar mágico, perco-me no cheiro, nas pessoas e nos cavalos que sinto como meus mesmo nao o sendo. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Todos os dias, pela fresquinha, já estavamos no picadeiro, eu, o meu mestre e mais duas estagiárias que nos contornavam e davam também elas início ao seu dia de trabalho. Ele pedia-me &lt;em&gt;« Vais buscar o Espanhol? » &lt;/em&gt;, chamava-se PAÑOL aquele cavalo castanho. Nunca fui grande adepta da sua beleza física mas a verdade é que é um grande cavalo. Ao entrar para o camião que o transportaria até à Alemanha para desempenhar as suas funções num espectáculo não mediu correctamente os terrenos em que se deslocava e acabou por magoar gravemente a um posterior. Tratámos dele durante toda a semana, com gases, betadine e outros produtos. Lavavamos-lhe a perna com agua fria corrente para o aliviar. O Sr. Luis arrancava-lhe as crostas da ferida feia e faziamos-lhe novamente um penso lavado, todos os dias. Durante todos estes anos que frequentei o centro equestre da lezíria grande, uma das questões mais básicas e mais essencias que aprendi foi que a equitação não sobrevive somente à custa do saber montar a cavalo. Há todo um arco-íris de outras dimensões que temos de aprender para sermos ALGUÉM! E não se aprende tudo de um dia para o outro, foram precisos 8 anos para que aprendesse o mínimo de tudo e o desenvolvimento de algumas coisas. É vital estarmos conhecedores destas dimensões para que tenhamos cavalos saudáveis e aptos para o trabalho. Temos de saber aparelhar correctamente um cavalo, caso contário os materiais irão feri-lo, é necessário saber preparar a cama de um cavalo, ou então ele poderá magoar-se no box, é necessário limparmos o material que usamos com atenção, ou então poderão passar infecções de uns cavalos para os outros, e poderia continuar a enumar as múltiplas razões que fazem com o que estes conhecimentos sejam essenciais. E adivinhem que me ensinou tudo isto? Sim, o meu mestre. Não mo disse assim como explico agora, na verdade, acho que nunca mo disse directamente, mas fez-me percebê-lo de tal forma que nunca me esquecerei destes cuidados. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;Quando monto um cavalo, agora sei que me devo entregar totalmente a ele, dar-lhe tudo o que tenho, não na esperança que ele responda. &lt;em&gt;«É como uma conversa (...)»&lt;/em&gt; dizia o Sr.Luis. E é mesmo. Com as minhas pernas, as minhas mãos e todo o movimento do meu corpo, acedo à nossa conversação. Eu sugiro um tema, &lt;em&gt;« companheiro, vamos fazer um ladear está bem? » , « gostas assim? » , « talvez possas evidenciar mais a tua garupa » , « aí está ela » , &lt;/em&gt;depois terminamos este assunto e dou-lhe um festa, como que a dizer que partilhamos do mesmo ponto de vista, estamos a ir bem. É claro que por vezes discutimos, porque na verdade, na equitação, nao podemos ter opiniões muito distintas, afinal de contas sou eu quem comanda a conversa. O meu meste não me ensinou tudo, mas aperfeiçoou tudo o que eu sabia e continua a fazê-lo. Gostava que ele soubesse o quanto admiro o seu trabalho, o quanto respeito e amo aquilo que ele faz. Quero que o cavalo Lusitano seja o protagonista da minha vida assim como foi da dele e quero amar o faço da mesma maneira que ele. Mais do que tudo quero agradecer a esta vida a oportunidade que tive e tenho de conhecê-lo ainda mais do que aprender com ele porque para além de um grande mestre, este é um grande homem, uma pessoa formidável, um contador de histórias incrível, um avô, marido e pai invejável, um amigo necessário e um homem de cavalos maravilhosos. Obrigada por conhecê-lo e obrigada por todas as memórias e matérias que me ensinou! Um grande, enorme, e indescritível OBRIGADA por fazer parte da minha formção equestre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif; font-size: small;&quot;&gt;LOVE , b.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 28 Mar 2011 14:27:33 GMT</pubDate>
  <title>FUCK , I WANT THE SUMMER !</title>
  <author>Blake</author>
  <link>http://canhotadasilva.blogs.sapo.pt/9700.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif;&quot;&gt;Será que é assim tão errado ponderar sentar-me em frente ao mar durante toda a tarde e não fazer nada? O que me impede de virar as costas a tudo e desistir? Só depende de mim, eu é que decido, eu é que sei, e se não estou a conseguir então deixem-me afogar sozinha porque eu vou querer fazê-lo. BOLAS! Estou farta de todos, de tudo! A minha vida foi-se. As gargalhadas são escassas e pouco vividas, e tudo o resto que eu tomava por certo já não o é mais. Parece que vivo na sobre uma corda e oscilo, tropeço e caio e fico presa somente pelos dedos feridos das minhas mãos. Há sempre alguem que grita para mim e me encoraja a aguentar firme porque eu terei de arranjar força para me colocar sobre a corda novamente. Mas eu sei como podia acabar com tudo o isto e não seria assim tão escandaloso pôr em prática. Mas não consigo, e não quero! Raios, eu quero muito mais que isto! Eu quero ser feliz e ter a minha vida de volta. Quero passear pela praia toda a tarde, quero passar o fim de semana de pijama a comer pipocas e a ver filmes. Quero vestir vestidos e quero sair para só voltar de manhã, quero cometer loucuras que nunca cometi, quero apaixonar-me, quero perder-me nas compras por uma vez que seja, quero viajar, quero ver novelas, quero usar o telemóvel e usufruir do meu tarifário, quero não ter nada para escrever na agenda, quero nao ter nada para fazer, quero dedicar-me aos meus melhores amigos, quero passar tempo com eles, quero ler muito, ler todos os livros que estão na minha estante à meses para serem tocados, quero dormir até não conseguir mais, quero calor e sol e praia e areia e o cheiro do protector solar, quero acordar e enfiar uns calções e um top, apanhar o cabelo e sair de casa com uma pequena mala para o essencial e a toalha debaixo do braço, quero calçar as havaianas e andar com os braços e as pernas despidas, quero o verão! Quero-o mais que tudo nestes momento, desejo-o como se não houvesse mais nada que me incitasse a viver. Acho que se tornou numa espécie de HOMEM quente, bonito e bronzeado, alto e feliz que transmite todas as suas caracteríscticas. Estou farta deste inverno que mais parece um avôzinho chato e maldisposto! Quero-te verão, quero te em todas as linguas e em todas as tuas formas, mais quentes ou ligeiramente mais frescas, seco ou com uma suave brisa, aqui ou em qualquer outra parte do mundo. Embala-me só a ideia de te ter. Estou certa que quando voltares, eu vou saber, por muito tímido que chegues. Porque eu conheço o teu cheiro, melhor do que qualquer outro, e quando voltar a sorrir plenamente, é porque chegaste!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 21 Mar 2011 19:15:12 GMT</pubDate>
  <title>books - pencil - coffee</title>
  <author>Blake</author>
  <link>http://canhotadasilva.blogs.sapo.pt/9328.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;float: left;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_pDBPP9-ciGA/TAOlEG4nTkI/AAAAAAAAAEk/UvjjEFdIm30/s1600/To_study_by_alma_lunar_1.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://1.bp.blogspot.com/_pDBPP9-ciGA/TAOlEG4nTkI/AAAAAAAAAEk/UvjjEFdIm30/s1600/To_study_by_alma_lunar_1.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;303&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt;  &lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;- Pi ♡&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;  - &lt;span style=&quot;text-decoration: line-through;&quot;&gt;Amigos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;  - &lt;span style=&quot;text-decoration: line-through;&quot;&gt;Família&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;  - Cavalos ♡&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;  - Música&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;  - &lt;span style=&quot;text-decoration: line-through;&quot;&gt;Computador&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;  - &lt;span style=&quot;text-decoration: line-through;&quot;&gt;Saídas&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;  - Leitura&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;  - &lt;span style=&quot;text-decoration: line-through;&quot;&gt;Redes Sociais &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: line-through;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;  - Manuais Escolares&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;  - Livros Auxiliares&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;  - Phones&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;  - Café  ( obrigada por existires )&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;  - &lt;span style=&quot;text-decoration: line-through;&quot;&gt;Telemóvel&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;  - &lt;span style=&quot;text-decoration: line-through;&quot;&gt;Compras&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;  - &lt;span style=&quot;text-decoration: line-through;&quot;&gt;Outros &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;   &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;  Agora que olhei para o relógio do meu computador que à dois dias não era tocado, vejo que são 18:55h. Por esta altura já deveria ter grande parte do meu estudo de hoje adiantado, contudo, durante a tarde estive a fazer um trabalho para a disciplina de biologia. Pegunto-me qual a finalidade destes trabalhos ridículos que apenas me consomem o tempo que já por si só é escasso. Ainda estou indecisa entre as respostas possíveis : será que tem alguma graça ver alunos desesperados entre notas de testes e realizações de trabalhos de grupo? Ou será que nos querem obrigar a trabalhar como doidos ( para tal bastava os testes que nos apresentam, mais nada ) ? Ou será que são verdadeiros quando nos dizem que é para subir a nossa nota? ; Ainda não obtive uma resposta que me satisfizesse. E nenhuma destas o faz, pelo que vou continuar a questionar-me e provavelmente, só quando o pesadelo do secundário terminar é que me vou conseguir responder.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;Quinta-feira será o temoroso teste intermédio de biologia. Depois da maior desgraça do meu percurso escolar no último teste tenho estudado até não poder mais e espero, sinceramente que dê resultado, caso contrário, não voltarei àquele liceu e dedicarei o resto da minha vida à descoberta dos bichos de conta pelas ruas de Lisboa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;o café tem sido a minha salvação. Começo a sentir-me dependente do seu sabor quente e amargo (porque não ponho açucar) , e sem ele, teria dormido muito mais aulas do que aquelas que já dormi até hoje. Tem-me mantido de olhos abertos durante o dia, tem-me estimulado o cerebro de forma a manter-me atenta durante as aulas todas, tem-me mantido acordada pela noite fora para aproveitar para estudar, e logo de manhã, tem-me ajudado a não cair para o lado. Amo-te café, devo-te o facto de me conseguir manter de pé, todos os dias das minhas monótonas semanas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;Os livros são mais que muitos e ao fim de 20min de estudo quando olho para a secretária tenho cerca de 3/4 manuais abertos em páginas sincronizadas, e disponho ainda do meu caderno negro, onde registo as aulas e ainda o caderno de argolas onde vou esquematizando os racicionios que assumo, ou escrevendo os resumos de uma determinada matéria. Já perdi conta às canetas que cairam dentro do caixote do lixo por estarem completamente inutiláveis, sem tinta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;Um homem com sorte&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;, Nicholas Sparks - é o livro que estou a ler à mais de 1 mês e meio. Noutra fase da minha vida, teria completado a leitura em menos de duas semanas dado o meu gosto. Agora já não. Quem me dera apenas terminá-lo, isso já seria uma vitória.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;O telemóvel está praticamente inactivo, nem sequer tem saldo. Para quê? Não ligo para ninguém, não mando mensagens, não tenho tempo, não faz falta. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;À parte das horas das refeições, mal vejo a minha família. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;Cavalos, sim! Nem que não dormisse durante toda a semana. Há coisas contra as quais não podemos lutar ♡&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;A música tem também sido uma grande ajuda. Acompanha-me nos meu phones desde que me levanto até que volto a casa depois das aulas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;Acho que estou drogada de tanta matéria que consumo por dia, talvez isto resulte nalguma doença terminal. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small; font-family: &amp;#39;tahoma&amp;#39;, &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif;&quot;&gt;with love, b. &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 13 Mar 2011 22:47:45 GMT</pubDate>
  <title>Thoughts</title>
  <author>Blake</author>
  <link>http://canhotadasilva.blogs.sapo.pt/9209.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif;&quot;&gt;- Passa-me esse livro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif;&quot;&gt; - Ainda consegues estudar? - perguntou-me.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif;&quot;&gt;- Claro. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif;&quot;&gt;- Eu não aguento mais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif;&quot;&gt;- Eu também não, mas vai custar-me mais ter má nota do teste do que fazer mais este esforço e estudar um pouco mais. - respondi-lhe, tentanto convencer-me.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif;&quot;&gt;- Tu estás com um péssimo. Faz uma pausa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif;&quot;&gt; - Não é preciso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif;&quot;&gt;- Claro que é. Vou preparar-te um leite quente. Deita-te um bocado, eu não demoro mais de alguns minutos. - afirmou enquanto saia do meu quarto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif;&quot;&gt;Deitei-me sobre a colcha, a cama estava fria como costumava estar sempre nos últimos tempos. Raramente algum corpo quente se deitava tempo suficiente para que aquecesse a uma temperatura aceitável. Senti que para além de fria a minha cama estava também vazia. Talvez o conhecimento que tentava abarcar na minha cabeça tenha feito com que a cama ficasse só. Também estava limpa, e fresca, e tentadora. Queria dormir e se pudesse, até iria aquecê-la como em tempos fazia. Mas não podia e sabia-o. Aquela montanha de manuais esperava-me sobre a minha mesa e as suas linhas de matéria não iriam, definitivamente, sobrevar a área do meu quarto e incluir-se ao meu pequeno núcleo de conhecimento. Voltei a ouvir a sua voz :&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif;&quot;&gt;- Aqui tens. Bebe com calma, ainda tens algumas horas para estudar. Não precisas de ficar nesse nervosismo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif;&quot;&gt;- É o que acontecesse quando definimos objectivos muito altos. - respondi-lhe um tanto seca.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif;&quot;&gt;- Andas cansada. Assim o teu trabalho não rende.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif;&quot;&gt;- Tem dado resultado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif;&quot;&gt;- Talvez desse ainda mais se tentasses dormir e descansar a cabeça. Tens de aceitar que não podes dar mais do que consegues!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif;&quot;&gt;- Mas eu tenho mais para dar! Só estou a esforçar-me para dar mais e mais. Acho que isso não tem nada de errado. - comecei a chorar. As lágrimas escorriam-me o rosto e eu não conseguia fazê-las parar. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif;&quot;&gt;- Então, então? Tem calma meu amor. Não te quero ver assim... - envolveu-me nos seus braços e acostumei-me ao seu peito largo e quente. Desejei ter disposição para o namorar. Beijei-o.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif;&quot;&gt;- Eu agora só quero que descanses. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif;&quot;&gt;Desisti e rendi-me ao conforto do seu corpo quente. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif;&quot;&gt;- Bom dia. - proferi quando abri os olhos e vi o seu rosto perto do meu. Beijou-me delicadamente. - Vou contar-te um segredo meu amor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif;&quot;&gt;- Sim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;arial&amp;#39;, &amp;#39;helvetica&amp;#39;, sans-serif;&quot;&gt;- A minha cama hoje está muito quentinha. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 10 Mar 2011 22:58:13 GMT</pubDate>
  <title>SMS</title>
  <author>Blake</author>
  <link>http://canhotadasilva.blogs.sapo.pt/8769.html</link>
  <description>&lt;p&gt;10 - 03 - 2011     21:48h&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;C. :&lt;/strong&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;«Sabes o que é que eu te digo? Que estou farta desta merda de dias em que acordo, vou para o liceu, vou para casa e estudo. CANSEI! Estou farta de não estar segura do que faço. Estou farta que não me dêm valor. Estou farta de não haver rapazes de jeito. Estou farta de não ter quem me abrace, e me passe a mão pela cabeça e me diga que esta tudo bem.Estou farta de não ter descanso. Estou farta de não ter calor e sol. E acima de tudo estou farta de a seguir ter de continuar tudo igual e eu ter de por um sorriso na cara porque lamentar-me não me serve de nada! E tenho dito!»&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;10 - 03 - 2011     22:20h&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;B. : &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;«ADOREI! É mesmo isso, e por mais que façamos é sempre tudo igual, é sempre mais do mesmo. Lamentamos os dias, as horas, as pessoas, os momentos, lamentamos termos de nos lamentar, lamentamos a infelicidade, lamentamos a vida. Mas acredito, e espero que todas nós acreditemos, que um dia os lamentos se vão tornar em gargalhadas, que as lágrimas se vão tornar nos nossos sorrisos, que os gestos carinhosos que agora indicam &apos;nao faz mal, para a próxima corre melhor&apos; vão passar a dizer &apos;bora lá divertir&apos;, que os abraços se mantenham, que os rapazes cresçam das arvores e que se desloquem todos em nissan&apos;s, ou bmw&apos;s, em carros escuros e charmosos, que sejam todos altos, morenos ou loiros e de olhos verdes ou azuis, e que nos peguem ao colo e nos levem para a praia só para namorar. Acredito também que a secretária nunca mais me vai ver sentada a sua frente mais do que 4h como é habitual, e sei que a cadeira vai ter um desgosto por não ter lá o meu rabinho durante tanto tempo, por outro lado, as canetas e os manuais vão ficar felizes por deixar de os atirar contra o chão ou de os apertar quando pareço um cão raivoso. A cama vai adorar ter-me com ela mais tempo e mais cedo, o toucador vai olhar para mim com calma e não vou ter de por rimel porque já não vou mais queimar as minhas pestanas a estudar. A estante vai adorar encher as suas prateleiras de romances e não de livros de terror de biologia, matemática ou fisica e química! Vou ter uma quinta, cheia de cavalos e vou montar todos os dias! E sabes o que isto tudo significa no fundo? Significa que um dia eu vou ser feliz e que neste momento, estou a trabalhar para o ser o mais possivel! TEMOS DE TER FORÇA E CORAGEM, MESMO QUE SEJA SO A FINGIR (porque ate eu mesma sei que escrevi isto para me convencer a mim propria! ahah) &lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quem diz que é fácil, mostre-me qual é a facilidade. Quem diz que consegue, mostre. Quem diz que tem boas notas e não estuda, mente. Quem diz que não se interessa, um dia falaremos!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 21 Feb 2011 19:06:39 GMT</pubDate>
  <title>WTF</title>
  <author>Blake</author>
  <link>http://canhotadasilva.blogs.sapo.pt/8542.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://www.facebook.com/album.php?aid=41063&amp;amp;id=1815176019#!/photo.php?fbid=1356764258562&amp;amp;set=a.1314010069734.41063.1815176019&amp;amp;theater&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://www.facebook.com/album.php?aid=41063&amp;amp;id=1815176019#!/photo.php?fbid=1356764258562&amp;amp;set=a.1314010069734.41063.1815176019&amp;amp;theater&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot;, &amp;quot;helvetica&amp;quot;, sans-serif;&quot;&gt;Toma uma decisão, escolhe uma das multiplas, resolve-te, determina-te! Fica ou vai, fala ou mantem-te calado, faz um gesto ou fica quieto! Liga ou não procures o meu contacto! Não me culpes de problemas mal resolvidos, de conversas inacabadas ou de me ter afastado. Fizeste-o sozinho e mesmo que tivesse alguma vontade de ajudar, nem sequer foi preciso. Não te faças de vitima. Não há vitimas neste nosso assunto obscuro. És um imbecil, não vês coisas que estão mesmo a tua frente. Ainda me riu quando a s. me diz «eu adorava que desse resultado b.», riu, mas riu mesmo com vontade. Não resultaria, nem aqui nem em qualquer outro século. Eu e tu fomos criados para nos odiarmos, e vivermos momentos estranhos e inesqueciveis, o que de certo modo é um pouco contraditório, mas se eu te tentasse explicar tu não ias perceber por isso, fuck you asshole! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot;, &amp;quot;helvetica&amp;quot;, sans-serif;&quot;&gt;(estou muito mais que irritada, esse estado já foi ultrapassado à algumas horas. agora estou mesmo capaz de matar alguém!)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot;, &amp;quot;helvetica&amp;quot;, sans-serif;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;with love, b.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 11 Jan 2011 22:06:32 GMT</pubDate>
  <title>FORGIVE ME</title>
  <author>Blake</author>
  <link>http://canhotadasilva.blogs.sapo.pt/8433.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc4/hs1172.snc4/154429_1340245205596_1815176019_641024_4731609_n.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc4/hs1172.snc4/154429_1340245205596_1815176019_641024_4731609_n.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;333&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot;, &amp;quot;helvetica&amp;quot;, sans-serif;&quot;&gt;«Tu faltaste-me e com a tua falta, magoaste-me (...)» &lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot;, &amp;quot;helvetica&amp;quot;, sans-serif;&quot;&gt;Será que era realmente isto que me querias dizer? Fizeste-o porque te ocorreu, porque sentias, porque achaste bonito, não sei. Mas disseste. Eu sempre confiei em ti, eu estive ao teu lado sempre que assim o quiseste, eu sempre te aceitei na tua condição, mas tu quiseste sempre mais. Havia alguma coisa que não te deixava satisfeito e tentaste, por várias vezes, saciar a vontade que te incentivava a agir, a querer.  Acusaste-me de ter deixado tudo para trás, de te ter apagado da minha vida. Pediste que voltasse, que fossemos novamente o que outrora fomos. Vieste ter comigo numa noite de agosto, levaste-me pela mão, subimos as escadas e abraçaste-me. Tomaste-me pela noite e beijaste-me. Os meus alicerces cederam, as minhas crenças desapareceram e fui tua, por uma noite. Voltei para casa, confusa, desnorteada e como te disse, arrependida. Na altura não tinha razão para estar, mas estava. Algo me dizia que o que fizeramos não estava certo. Não tardou a que essa minha suspeita fosse confirmada. &lt;em&gt;«Mentiste-me, eu confiei em ti e tu mentiste-me! Era uma mentira importante. Teria mudado muita coisa, tu sabes não é?!» &lt;/em&gt;Sabias, sabias e fizeste-o exactamente por isso. Porque sabias que as coisas não seriam como foram.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot;, &amp;quot;helvetica&amp;quot;, sans-serif;&quot;&gt;Pergunto-me porque é que as coisas entre nós permanecem, porque é que continuamos a não conseguir controlar os sentimentos, porque é que não conseguimos pôr um ponto final e resolver as coisas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot;, &amp;quot;helvetica&amp;quot;, sans-serif;&quot;&gt;Mais uma vez, o passado provou-me que faz parte do meu presente, e que provavelmente tu vais continuar a fazer parte do meu futuro, para sempre. Mesmo que tentemos evitar, acho que estamos destinados a este infurtúnio amoroso que nos consome e destrói lentamente, com pouca frequência mas com muita força. Esmaga-me os pensamentos e impede-me de me concentrar no que quero, no que devo. A noite de sábado veio recordar-me de como conseguias ser implacável, intenso, doce, da maneira como consegues seduzir-me. Lamento. Do fundo do meu coração lamento que ter-te rejeitado daquela maneira, lamento as coisas que disse, lamento aquilo por que te fiz passar. Perdoa-me. Estou certa de que o tempo se encarregará de te fazer compreender as minhas razões e vais perdoar-me, tenho a certeza. Fiz o que fiz porque gosto muito de ti, porque sei que não iria correspender às tuas expectativas, porque sei que não mereço, que tu mereces mais e melhor, porque sei que te iria magoar e que nem sequer me iria importar com isso. Por isso espero que percebas que escolhi este caminho porque agora, eu importo-me, e prefiro magoar-te e sofrer por fazê-lo do que magoar-te e não querer saber da tua dor, do que te custa. Perdoa-me, por favor (...)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot;, &amp;quot;helvetica&amp;quot;, sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;tahoma&amp;quot;, &amp;quot;arial&amp;quot;, &amp;quot;helvetica&amp;quot;, sans-serif;&quot;&gt;with love, b.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot;, &amp;quot;helvetica&amp;quot;, sans-serif;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot;, &amp;quot;helvetica&amp;quot;, sans-serif;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot;, &amp;quot;helvetica&amp;quot;, sans-serif;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 05 Jan 2011 22:08:58 GMT</pubDate>
  <title>more than ever, give me the truth</title>
  <author>Blake</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc4/hs919.snc4/73266_1328714997348_1815176019_623121_7073454_n.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-snc4/hs919.snc4/73266_1328714997348_1815176019_623121_7073454_n.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;373&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;arial&amp;quot;, &amp;quot;helvetica&amp;quot;, sans-serif; font-size: x-small;&quot;&gt;Tens me magoado muito ao longo destes últimos dias, tens me feito acreditar que a minha vida não é assim tão boa como eu pensava, que não consigo ser feliz sozinha, que preciso de ti. Roubaste-me a felicidade, o sorriso e a inspiração. Expulsaste o meu gosto pela escrita, o meu desejo de questionar as coisas e os seres, e a minha vontade de saber mais do que devo. Tento perceber o porquê de tanta maldade. Será vingança? Ou fazes sem te aperceberes? No fundo, sei que é passageiro, que vamos ficar bem e que vou esquecer isto mais depressa do que imagino ser possível. Mas até isso acontecer, a dor permanece, o vazio, a incerteza. Apoderam-se de mim sem cerimónias, sem que me perguntarem sequer se eu quero, se eu permito. Por vezes tenho estes espasmos de tranquilidade, em que tento esquecer-me e até o consigo fazer por uns segundos. Quando isso acontece consigo perceber claramente tudo o que me rodeia, compreendo cada palavra, cada gesto teu. Já devias perceber a gravidade dos teus actos, medir as tuas palavras, calcular os riscos que vale a pena correres. Eu faço-o, e tu tinhas mais obrigação do que eu para o fazeres, mas como sempre esperas que seja eu a fazê-lo por ti, porque sabes que eu serei racional, que vou saber agir perante os disparates que ponderas fazer. Isto não vai durar para sempre, e começa a chegar a altura de te dizer tudo aquilo com que me tens vindo a obstruir a garganta ao longo dos últimos dias. Quero fazer-te ver que me magoas com essa tua certeza incerta de me quereres perto de ti, que me confundes com as tuas conversas, que me deixas insegura quanto ao teu próximo acto irresponsável e inconsequente. Até tu percebes que eu estou prestes a expulsar cá para fora tudo o que precisas de ouvir e quando percebes que o vou fazer dás umas quantas voltas, moderas as palavras fazes com que elas tomem um rumo diferente. Desiludes-me muito.. não pelo que me estás a fazer a mim, mas por ver que o estás a fazer sem remorsos, sem pensar duas vezes. Desculpa se não era disto que estavas a espera, mas recuso-me a ser igual às restantes. Na tua posição eu não mandaria mais mensagens e muito menos atenderia o telemóvel se eu te ligasse.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;tahoma&amp;quot;, &amp;quot;arial&amp;quot;, &amp;quot;helvetica&amp;quot;, sans-serif;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;with love, b.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;tahoma&amp;quot;, &amp;quot;arial&amp;quot;, &amp;quot;helvetica&amp;quot;, sans-serif;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 25 Dec 2010 15:43:31 GMT</pubDate>
  <title>merry xmas</title>
  <author>Blake</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://3.bp.blogspot.com/_-THUjA8W4YI/TQPx5DlNr8I/AAAAAAAAAiU/6t3iNS83GC0/s1600/belissima-arvore-de-natal-156a8.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://3.bp.blogspot.com/_-THUjA8W4YI/TQPx5DlNr8I/AAAAAAAAAiU/6t3iNS83GC0/s1600/belissima-arvore-de-natal-156a8.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;477&quot; height=&quot;343&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;« Toma b. , esta é para ti » ; « Obrigada pai. Sabes que não era preciso » &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Obrigada pai, do fundo do meu coração quero agradecer-te por tudo o que tens feito por mim, tens sido incansável a suportar esta tua filha adolescente que tem, por vezes,  um feitio bastante problemático. Eu sei que não é facil, mas garanto-te que te estás a sair muito bem. Há quem acredite que os filhos se educam com exigência, dureza, inflexibilidade. Mas tu não és assim pai, és exigente no que toca aos meus deveres, mas sabes dar-me o meu espaço, a minha liberdade e recompensas-me sempre da melhor forma pelas minhas boas acções. Hoje, agradeço-te por não me teres deixado ir ao fundo de cada vez que caí no meu poço, de cada vez que alguém me magoou ou eu própria magoei alguém. Obrigada por teres ensinado os valores da vida, do amor, da união e da relação pai e filha e o desvalor do dinheiro, da ganância, da traição. Obrigada por teres sido meu pai durante todos estes anos, por me teres dado a mao quando era pequena e por agora me passares o braço pelos ombros, só para marcares a tua posição. Sei que vais estar lá para mim, sempre. De outra forma não suportaria. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Por fim, obrigada por esta noite de natal fantástica, obrigada pelos presentes, mas principalmente, obrigada por todo o amor e dedicação que depositaste na noite de ontem. Obrigada pelo jantar maravilhoso pai, estás a ficar um óptimo cozinheiro, e obrigada pelos carinhos, pela paciência e pela compreensão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Feliz Natal. Amo-te pai (...)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: tahoma,arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;with love, b.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 23 Dec 2010 20:03:05 GMT</pubDate>
  <title>another day without u.</title>
  <author>Blake</author>
  <link>http://canhotadasilva.blogs.sapo.pt/7583.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Por vezes, dou por mim completamente na lua. Talvez num mundo paralelo que só eu conheço, um reca&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: georgia,palatino;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;nto. Ou secalhar há mais viajantes nele, mas eu não os vejo por ser tão egoísta, por ser aqui que posso ser exageradamente egocêntrica. Viajo, quase diariamente para este mundo. Posso olhar para o meu corpo, deitado sobre a cama, com os phones nas orelhas, fingindo escutar uma música qualquer. Os olhos estão fechados, uma mão está sobre a almofada, a outra segura o telemóvel. Observo a minha figura, feminina, magra, alta, de cabelos loiros e olhos verdes que escondem uma determinação e vivacidade que não me são permitidas. É então que me apercebo que ando a perder tempo contigo, com as tuas palavras, com os teus gestos, com os teus carinhos, é assim que todos os dias me vejo obrigada a aceitar que viajo para o mundo paralelo por tua causa, para te descobrir, para te tentar entender, para analisar o que fomos, o que somos, e o que seremos. E todos os dias eu tento que o meu coração se resigne a aceitar que não lhe pertences, que ele não te deve amar, mesmo que queira, muito. Desisto porque ele não aceita. Então tento convencer a mente, mas ela reproduz a tua imagem e consegue iludir-me, dispersar a determinação de te apagar. Mais uma vez, desisto. Nunca fui de desistir meu amor, mas tu obrigaste-me a fazê-lo. Fizeste-me conhecer o sentimento de desilusão, de falhanço. Foste tu, e mesmo assim, não sou capaz de te julgar por me teres feito isso. Mas hoje, quando regressei ao meu corpo, algo tinha mudado enquanto estive ausente. Alguma coisa que eu sabia que me ia afectar. Alguma coisa que mudaria a minha maneira de pensar. Alguma coisa que eu queria, ainda que nao totalmente, que acontecesse. Alguma coisa que tu não imaginavas. Quando voltei, percebi que te dedico muito do meu tempo e que esse tempo é uma parte da minha vida, que eu nunca mais vou ter de volta. Faz valer a pena todas as partes da minha vida que te dedico meu amor. Não é sacrifício nenhum dedicar-me a ti meu principe, dar-te-ia a minha vida, mas quando este sentimento abandonar tanto a minha mente como o meu coração, não quero poder dizer que foste tu que me mostras-te o arrependimento.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family: tahoma,arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;with love, b.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 23 Dec 2010 00:32:16 GMT</pubDate>
  <title>pi ♥ since 16.10.2002</title>
  <author>Blake</author>
  <link>http://canhotadasilva.blogs.sapo.pt/7361.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana,geneva;&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;float: right;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://www.toprated.com.br/wp-content/imagens_posts/white_spider_awards_2007_07p.jpg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://www.toprated.com.br/wp-content/imagens_posts/white_spider_awards_2007_07p.jpg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;166&quot; height=&quot;166&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
São muitos os dias em que me lamento, das traições da vida, das desilusões que são os meus dias.. Mas eu sei, meu bem, que esteja eu a sorrir ou a chorar, tu vais estar lá para mim sempre, quer seja para brincar, para chorares comigo ou simplesmente para te aninhares no meu colo para que te acaricie o pêlo. São muitos anos juntas, são muitos anos desta amizade que temos vindo a construir ao longo de 8 anos. Há quem diga que estás a ficar velhinha, eu sei apenas que estás a ficar mais mimosinha, no fundo ambas sabemos que nunca nos vamos separar, aconteça o que acontecer. Só eu sei o quanto te amo, o quanto és importante para mim, o quanto me fazes valorizar-te a cada dia, a cada ano. És crescida, mais madura, mais sossegada, e agora já não me destrois livros, tenho de agradecer por isso. Eu gosto de ti meu amor, mesmo que agora passes a maior parte do tempo a dormir, eu continuo a gostar. E mesmo quando dormes, eu continuo a olhar por ti, e estarei aqui sempre para o fazer. Só nós as duas sabemos o quanto tem sido dificil superar algumas dificuldades que se têm atravancado no nosso dia-a-dia, mas conseguimos sempre, juntas. Conheces a célebre frase, « quanto mais conheço os homens, mais gosto dos animais » , a minha adaptação é « quanto mais conheço os homens, mais gosto de ti ». Tenho de te agradecer por todas as horas que passei contigo a fazer de ti uma nenuca, sabes bem que era mais divertido brincar com um ser animado e amoroso como tu do que estar a vestir aquelas bonecas choronas, queria também agradecer-te pelas secas que apanhavas enquanto de escovava meticulosamente o pêlo e te fazia o carrapito no cimo da cabeça, por teres estado ao meu lado sempre, por te deitares pacientemente em frente a mim e ouvires atentamente o meu raciocinio enquanto estudo, por me chamares sempre a atenção apenas com o olhar, por teres tanta paciencia para me suportares, por ser meiga e carinhosa comigo, por todos os beijinhos, por todos os carinhos, por todo o amor e confiança que tens depositado em mim. Eu sei que também tu me amas princesa, basta-me olhar para os teus olhos, basta-me sentir o teu coração. É bom saber que o fazes sem pedires nada em troca, é bom saber que este sentimento de companheirismo que nutrimos mutuamente é sincero, é verdadeiro. Acredita meu bem, não conheço nada mais puro do que nós as duas. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana,geneva;&quot;&gt;Dizem que perder um ente querido é horrível, perder-te a ti seria o fim. Por vezes tento imaginar como seria, tento preparar-me psicologicamente e antecipar esse dia, mas para ser sincera, eu não consigo, cada vez que tento, a pontada de dor é tão forte que simplesmente me recuso a continuar. Tenho esperança que nunca vás, que fiques comigo aqui para sempre, que não me abandones dessa forma, que nunca deixes de estar aqui ao meu lado, que me obrigues para sempre a levantar-me cedo para te levar a rua, e quando finalmente eu me vir a obrigada a ir também, tu venhas comigo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana,geneva;&quot;&gt;Não serei ser sem ti pi. Onde quer que vás, leva-me contigo (...) &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;♥&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;with love , b. &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana,geneva;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small; font-family: tahoma,arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: trebuchet ms,geneva;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana,geneva; font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 19 Dec 2010 16:53:59 GMT</pubDate>
  <title>GG &amp; books</title>
  <author>Blake</author>
  <link>http://canhotadasilva.blogs.sapo.pt/6897.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot;, &amp;quot;geneva&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Acho que vou ter de me render à verdade.. nos últimos dias a minha vida social simplesmente, MORREU. Não tenho feito nada para além de ver GG e ler. Ler muito, e cada vez mais, e não consigo parar de ler. Acho que há alguém que vai ter alguns problemas na carteira comigo a ler a a este ritmo. Nem percebo o porquê desta vontade insaciável de ler. É certo que desde pequena que gosto muito de ler, mas não costuma ser este desejo quase desesperado de descobrir todos os acontecimentos do próximo capítulo, e do seguinte, e assim sucessivamente sem parar. É estranho, mas não vou tentar arranjar uma explicação para este facto porque já sei que a explicação seria óbvia e eu definitavemente não quero acreditar mais do que penso nela. Assunto arrumado.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot;, &amp;quot;geneva&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Ontem fui à casa da minha sis, sabes é cada vez mais inesperado o que vou ouvir, saber ou presenciar cada vez que estou com aquela rapariga. Na quarta foi a vez de ouvir a voz dele, não que tivesse feito de propósito e tu sabes bem que seria a última coisa que esperava ouvir durante o meu tão saboreado almoço na pizzaria. Mas com a construção da casa dela, com a filha e com estas invulgares e cada vez mais constantes visitas, começa a tornar-se dificil evitá-lo. A S. ligou-lhe ontem para pedir que a ajudasse a montar a cómoda para o quarto da ML. , ele atendeu e disse o meu nome. Quando ela me contou nem queria acreditar, ele esteve a chamada toda a dizer que era eu e ela dizia que não e para ele não ser parvo porque não era, mesmo, a B. Enfim, ela diz que ele chegou lá a casa convencidissimo de que me ia encontrar lá. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot;, &amp;quot;geneva&amp;quot;;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;Ao que parece, não encontrou. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 15 Dec 2010 18:29:04 GMT</pubDate>
  <title>holidays</title>
  <author>Blake</author>
  <link>http://canhotadasilva.blogs.sapo.pt/6404.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small; font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot;, &amp;quot;geneva&amp;quot;;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small; font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot;, &amp;quot;geneva&amp;quot;;&quot;&gt;Elas estão a chegar, um pouco atrasadas é certo. Fizeram-me esperar quase desesperadamente por elas, mas estão a chegar. Estão mesmo quase quase. Ainda não tenho certezas do que vou fazer, mas espero ir para o centro e poder passar lá os meus dias, tal como fazia no verão. Acho que não aguentaria sem estes intervalinhos. Sabes o que mais me assusta nas minhas tão desejadas férias? Assusta-me saber que vou ficar sem te ver durante tantos dias. Não és tu quem vai temer os sonhos, as memórias e até as alucinações, e também não és tu quem vai perceber o que sinto, por isso, apenas esquece.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small; font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot;, &amp;quot;geneva&amp;quot;;&quot;&gt;P.S : acho que começo a sentir-me revoltada com todas estas histórias a cozinharem-se na minha cabeça, não sei quanto tempo mais aguento nesta ignorante anciedade. i love u , really &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 07 Dec 2010 23:06:05 GMT</pubDate>
  <title>sick and tired</title>
  <author>Blake</author>
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  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small; font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot;, &amp;quot;geneva&amp;quot;;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small; font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot;, &amp;quot;geneva&amp;quot;;&quot;&gt;Sinto-me demasiado cansada para fazer o que quer que seja. Apesar disso, decidi que queria desabafar. Estou doente, faltei aos testes de hoje e sinto-me péssima por isso. Tenho medo que não me deixem repeti-los e tu sabes como as médias são importantes para mim e como me tenho esforçado ao longo do 1º período. Seria demasiado injusto deitar todo esse esforço a perder por uma gripe. Não me tenho sentido mesmo nada bem. Agora estou melhor, estou sob o efeito dos comprimidos, mas quando o efeito passa, o frio volta, as dores, tudo, um terror. Agora, para agravar toda a situação, estou com umas dores de garganta terríveis! Tão más que estou a ficar sem voz. Parece que de repente, um monte de enfermidades decidiu concentrar-se no meu corpo e ele começa a ficar sem defesas para lhe resistir e apesar dos reforços que lhe tenho dado, também esses ao fim de umas horas são aniquilados. E o mal volta a vencer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small; font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot;, &amp;quot;geneva&amp;quot;;&quot;&gt;O meu espírito hoje nem sequer me permite um pouco de música. Diz que se o fizer, a minha cabeça vai rebentar. Simplesmente, nao me atrevi a desafiá-lo. Tudo bem. Passei o dia de cama, e como se não bastasse cada vez que tentava dormir um pouco o telemóvel tocava na mesinha de cabeceira, e mais alguma alma preocupada repetia a mesma pergunta « b. estás bem? estás melhor? » , « sim estou melhor, tenho estado a tomar os comprimidos e tem me feito bem. agora so preciso de descansar. um beijo ». Naturalmente, nao consegui descansar nada porque logo a seguir, uma nova chamada. Como me vi obrigada a manter-me acordada resolvi-me a embrenhar-me nas leituras. Li capítulo após capítulo sem me fartar, estou realmente a ficar viciada nesta coisa dos livros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small; font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot;, &amp;quot;geneva&amp;quot;;&quot;&gt;Já é tarde, acho que finalmente vão deixar o meu telemóvel em paz. Vou tentar a minha sorte e vou fechar os olhos, espero que ninguém me faça abri-los, excepto tu, que sabes que o faria de bom grado. Tenho saudades tuas. Vou dormir e sonhar contigo. Gosto muito de ti&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small; font-family: &amp;quot;verdana&amp;quot;, &amp;quot;geneva&amp;quot;;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 30 Nov 2010 19:36:43 GMT</pubDate>
  <title>in the dark</title>
  <author>Blake</author>
  <link>http://canhotadasilva.blogs.sapo.pt/5949.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana,geneva;&quot;&gt;Gosto de ti hoje. Gostei de ti ontem. Gostarei de ti amanha. E depois. E depois. E vou gostar de ti para sempre. E cada vez mais. E vou gostar como se não houvesse mais dia nenhum para gostar de ti. Vou gostar como se tu amanhã fosses embora da minha vida. Vou gostar como se o resto do mundo não existisse. Vou gostar como se vivesse numa bolhinha transparente só contigo. Vou gostar como se fosses perfeito. Vou gostar mesmo sabendo que o faço por entre as sombras, mesmo sabendo que o meu coração bate por ti muito silencioso, mesmo sabendo que cada abraço, cada sorriso, cada carinho não podem ter o valor que eu gostaria que tivessem. Vou gostar mesmo sabendo que nao deveria. Vou gostar mesmo que nao queira. Vou gostar mesmo que nao aceitem. Vou gostar mesmo que nao acreditem. Vou gostar de ti. Vou. Sempre. Vou porque me fazes feliz sem saberes. Vou porque nao sei ser sem ti. Vou porque me deixas um sorriso no rosto sempre que estás por perto. Vou porque me fazes chorar, mesmo sem quereres. Vou porque nunca te vou esquecer. Vou porque tu és único. Vou porque gosto de gostar de ti. Vou gostar ti um segundo, um minuto, uma hora, um dia. Uma vida.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana,geneva;&quot;&gt;E tu não vais saber.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 22 Nov 2010 22:32:37 GMT</pubDate>
  <title>for the first time </title>
  <author>Blake</author>
  <link>http://canhotadasilva.blogs.sapo.pt/5867.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana,geneva;&quot;&gt;Não imaginas o quanto tem sido difícil para mim organizar todas as tarefas dos meus monótonos dias, não imaginas mesmo. Parece que de um momento para o outro, quando eu me deixo ir apenas um bocadinho mais ao fundo, só para poder soltar algumas lágrimas, o mundo decide acordar-me com uma carga de trabalho em cima da cabeça. Acredita que não é fácil.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana,geneva;&quot;&gt;Quando escolhi a minha área sabia que não seria «canja». Sabia que teria de trabalhar, de me esforçar, de queimar a sério as minhas pestanas com os olhos postos nos livros dia após dia. E na verdade, é mesmo isso que tenho feito. Mas os dias não são todos iguais para mim. Vou vivendo, uns melhores, outros piores, e isso reflecte-se no meu trabalho. Há dias em que escolher entre a maquina de calcular para matematica e a tabela periodica para química é tao dificil que acabo na cama a dormir uma pequena e sobressaltada sesta constantemente interrompida pela preocupação de estudar. Também há dias em que me sinto mesmo com vontade de aprender, de me aplicar, de estudar, porque apesar de ser desgastante, fazer isto alivia-me, e sentir-me preparada para qualquer tipo de avaliação faz-me sentir segura quanto as minhas funções naquele liceu. Há alturas em que sento, acompanhada pela minha mantinha branca, na cadeira da secretaria e passados 20min de estudo dou por mim com os cabelos em pé, com a caneta a trautear na mesa uma música qualquer, as folhas espalhadas por todo o lado, os manuais abertos pela secretária fora, por cima do computador, mais o dossier aberto em cima de mais umas quantas mariquices que a minha mae faz questão de intitular «tralha».&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana,geneva;&quot;&gt;Na passada terça feira dei por mim com as lágrimas a ameaçarem cair em plena aula de fisico-quimica A. « stora, não estou a perceber, mesmo » « não há nada para perceber, só tem de somar aqui, subtrair ali, bla bla bla ». Não conseguia que aquilo entrasse de maneira alguma. O pânico por vezes assombra-me a &apos;inteligência&apos;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: x-small;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: verdana,geneva;&quot;&gt;Mas por entre todas estas trevas, medos, incertezas, lágrimas, tu és a minha única verdade. Também tu me assombras os pensamentos e fazes me sorrir involuntáriamente. Gosto muito de ti L. , ainda que nao percebas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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