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  <title>Diário do Purgatório</title>
  <subtitle> &amp;quot;O meu psicanalista é a minha máquina de escrever&amp;quot; Hemingway</subtitle>
  <author>
    <name>Fernando Lopes</name>
  </author>
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  <updated>2013-05-18T21:58:50Z</updated>
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    <issued>2013-05-19T00:04:42</issued>
    <title>Os gajos da Adobe não lêem.</title>
    <published>2013-05-18T21:56:44Z</published>
    <updated>2013-05-18T21:58:50Z</updated>
    <category term="esta gente não lê"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Sou um leitor mediano, raramente consigo ler mais de 15 a 20 livros por ano. Embora durante anos tenha estado ligado à tecnologia, tenha sido comprador &lt;em&gt;on line&lt;/em&gt; desde os idos de 1999, faça todas as operações bancárias, jogar ao euromilhões e até marcar férias de cu sentado, frente ao computador, nunca tinha lido um &lt;em&gt;ebook&lt;/em&gt;. Não tenho &lt;em&gt;Kindle&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;iPad &lt;/em&gt;ou essas maravilhas que servem para tudo inclusive assar frangos. Como escrevi aqui no blogue, foi Manuel Jorge Marmelo que me tirou a virgindade – salvo seja – nestas coisas de livros electrónicos. Amante confesso do papel e tinta, vejo que a aplicação mais usada para estas merdas, não tem uma coisa básica, um marcador de página. Procurei nos menus, virei e revirei as opções e no menu &lt;em&gt;Editar&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Preferências&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Documentos&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Restaurar a última visualização&lt;/em&gt;, temos uma espécie de marca. Na hipótese remota de algum cromo da Adobe ler isto, foda-se pá, custa alguma coisa por a porra da opção num local bem visível, assim tipo no cabeçalho?&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-05-18T13:50:09</issued>
    <title>AC/DC.</title>
    <published>2013-05-18T12:51:10Z</published>
    <updated>2013-05-18T12:51:29Z</updated>
    <category term="música"/>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/pAgnJDJN4VA?rel=0" width="500" height="375" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;A propósito do comentário a um post anterior recordei os AC/DC. É a única banda que me faz regredir 33 anos. Bato o pé, imito Angus Young, lançando a perna para o vazio em pequenos saltos, vibro inebriado. Não existe nada tão datado e tão eterno como os AC/DC. É tribal, ritmo sincopado, quatro ou cinco acordes, o rock na sua essência, a apelar aos sentidos e à vontade de nos movermos furiosamente. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-05-17T00:01:14</issued>
    <title>Um serventuário, uma missão.</title>
    <published>2013-05-16T18:31:14Z</published>
    <updated>2013-05-16T22:56:17Z</updated>
    <category term="política"/>
    <content type="html">&lt;p class="Standard"&gt;Gaspar previu uma queda do PIB de &lt;a href="http://www.jornaldenegocios.pt/economia/detalhe/governo_prevecirc_queda_de_1_do_pib_e_desemprego_de_16_em_2013.html" target="_blank"&gt;1%&lt;/a&gt; aquando do OE para 2013. Apenas 50 dias depois, revê a previsão, acentuando a descida para &lt;a href="http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=71070" target="_blank"&gt;2,3%&lt;/a&gt;. As contas do primeiro trimestre dão uma variação homóloga de &lt;a href="http://www.ionline.pt/artigos/dinheiro/economia-portuguesa-recua-39-no-1-trimestre-face-homologo" target="_blank"&gt;-3,9%&lt;/a&gt;. Dizem que é incompetência. Não acredito. Tivesse o sujeito o mínimo de dignidade e já se teria demitido. Gaspar é um agente infiltrado, colocado no governo de Portugal porque cumpre tudo o que a &lt;em&gt;troika&lt;/em&gt; manda &lt;em&gt;and beyond&lt;/em&gt;. Serve os interesses do norte da Europa e como um fiel serventuário aguarda a recompensa, um lugar de comissário europeu. Goza junto do patrão Schuble do mesmo prestigio que meretriz em quartel cheio de jovens mancebos. Está e sempre se esteve a marimbar para os portugueses. Para ele, a nossa pobreza por décadas será um dano colateral. Se Passos Coelho tivesse algum patriotismo demiti-lo-ia. É demasiado estúpido e teimoso para o fazer. Infelizmente para todos nós.&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-05-16T19:06:28</issued>
    <title>De cabeça levantada.</title>
    <published>2013-05-16T18:08:22Z</published>
    <updated>2013-05-16T18:08:22Z</updated>
    <category term="futebol"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://www.flickr.com/photos/75321789@N03/8744075755"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://farm8.staticflickr.com/7283/8744075755_09010dfab7.jpg" alt="" width="500" height="329" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Portista confesso, achei a derrota do Benfica na final de ontem injusta. Também tendo a concordar que é preciso muito &lt;em&gt;galo&lt;/em&gt; para perder dois jogos seguidos nos descontos. Certo é que a imprensa, tantas vezes demasiado lesta a tecer loas ao clube da capital, também fornece bom material de humor negro. O mentecapto do &lt;em&gt;“Metro”&lt;/em&gt; que escolheu esta foto para ilustrar a capa ou é portista ou parvo. Inclino-me para a segunda hipótese.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-05-15T20:44:13</issued>
    <title>Todo o turista é parvo. Eu sou turista. Logo, sou parvo.</title>
    <published>2013-05-15T19:50:05Z</published>
    <updated>2013-05-15T21:29:59Z</updated>
    <category term="eu sou assim"/>
    <content type="html">&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://www.flickr.com/photos/75321789@N03/8741294139"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://farm8.staticflickr.com/7283/8741294139_3f6a52fb79.jpg" alt="" width="366" height="500" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;Aprendia-se no 10º ano. Silogismo: raciocínio lógico-dedutivo a duas premissas e conclusão. Andava há anos para digitalizar esta fotografia, que é certamente das mais parvas que tirei, secundada por uma estória ridícula. Por volta dos idos de 2007, ainda vivia acima das minhas possibilidades, fui passar férias à República Dominica. Aproveitava os preços de Maio porque não tinha começado a época da chuvas e a minha herdeira tinha 2 anos, não pagando absolutamente nada. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;Quinze dias é muito tempo para se passar num sítio como a RD, pelo que fazíamos todos os passeios possíveis, tendo em conta o constrangimento que é levar uma criança tão pequena. Passei belos cagaços, como aquele em que uma espécie de camião jipe não conseguia subir uma estrada de terra íngreme e resvalava perigosamente para o atolanço. Estou quilhado, pensei. Enquanto isso a pequena criatura batia palmas de felicidade perante as derrapagens do veículo. Vi um&lt;em&gt; Porsche Cayenne&lt;/em&gt;, num país onde não há uma única autoestrada. Soube depois que toda a plantação de cana de açúcar está nas mãos de duas ou três famílias. O desportivo inútil era de um desse potentados que vivam em Miami. Surpreendi-me com guardas armados de metralhadora a guardar quitandas que não valiam a ponta de um corno. Perguntei porque estava o retrato do político todo furado.&lt;em&gt; “Aqui perto há uma discoteca, o povo sai borracho e diverte-se a atirar contra o cartaz”&lt;/em&gt;. Forma sublime de aliar tiro, álcool, dança e política.  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;Fomos visitar um zoológico. Na entrada, por 5 USD um jovem tirava uma fotografia com uma cobra ao pescoço. Obviamente, não resisti. O rapaz usava-a como um cachecol, esqueceu-se no entanto de dizer que o animal pesava uns 30 quilos. Quando tira o bicho do pescoço e o coloca no meu, as pernas arrearam. Tive de fazer uma espécie de halterofilismo réptil para recuperar a compostura e exibir o sorriso acima. Querem coisa mais parva?  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-05-14T19:21:27</issued>
    <title>Mau gosto.</title>
    <published>2013-05-14T18:29:40Z</published>
    <updated>2013-05-14T22:14:45Z</updated>
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    <category term="mau gosto"/>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/ZQeXAFFXFfE?rel=0" width="500" height="281" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: left;"&gt;É apenas o que se me apraz comentar sobre este anúncio. Embora entenda que o espírito da coisa é demonstrar que até uma pessoa com mobilidade reduzida pode instalar &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt;, dispensava-se o ar de enfado enquanto o geronte se desloca, as piadolas, &lt;em&gt;"casa que cheira a vida"&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;"a gente distrai-se um bocadinho e você já ia aqui, quase no mesmo sítio"&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;"quer molhar os pezinhos?"&lt;/em&gt;. Apetecia-me meter a tomada no rabo do Bruno Nogueira, atirar-lhe água para cima e ver com que velocidade a &lt;em&gt;internet&lt;/em&gt; ficava.&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2013-05-13T00:01:23</issued>
    <title>Deve-se voltar a um lugar…</title>
    <published>2013-05-12T18:20:13Z</published>
    <updated>2013-05-12T22:29:20Z</updated>
    <category term="filosofia de algibeira"/>
    <content type="html">&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;onde já fomos felizes? Contrariando o chavão, gosto de sensação de regresso, o aconchego do familiar, que nos recebe de braços abertos, conhece, acarinha e ama. Pode ser um local, uma pessoa, o regresso é sempre doce. Certo é que os momentos são irrepetíveis, que nunca, nada, é exactamente o mesmo, mas o que é? A vida é feita de instantes, não acredito na felicidade em modo contínuo. Voltem aos lugares, amigos, amores onde foram felizes. Não será certamente o mesmo, mas o que o custa a quimera de tentar agarrar de novo aquele momento irrepetível?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-05-12T00:40:37</issued>
    <title>Prima sata est enim passeribus.</title>
    <published>2013-05-11T23:45:17Z</published>
    <updated>2013-05-12T00:03:41Z</updated>
    <category term="futebol"/>
    <content type="html">&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://www.flickr.com/photos/75321789@N03/8729217891"&gt;&lt;img style="border: 0px none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://farm8.staticflickr.com/7342/8729217891_b1aa93c668.jpg" alt="" width="467" height="312" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;Andárenmos a defecar posters de pescada antes de tempo. Nozes ainda não ganharénmos nada, porque no futebol como na vida, a humildade é uma característica em desuso, mas muito bonita.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-05-10T19:56:56</issued>
    <title>Bailado.</title>
    <published>2013-05-10T18:58:37Z</published>
    <updated>2013-05-10T19:16:34Z</updated>
    <category term="viagens no tempo numa cápsula espacial"/>
    <content type="html">&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://www.flickr.com/photos/75321789@N03/8725866191"&gt;&lt;img style="border: 0px none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://farm8.staticflickr.com/7420/8725866191_fcaa303c9a.jpg" alt="" width="500" height="295" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;Careca luzidia, barriga proeminente, mãos sapudas, um daqueles polos de marca em que cavalo e cavaleiro ocupam toda área visível, sapatos de camurça &lt;em&gt;Tod’s&lt;/em&gt;, um mostruário de marcas e novo-riquismo. Caminha conversando com o Moreira sobre as maravilhas de Paris. As mulheres seguem-nos, apaziguadas com compras. Discute baixo a escapada nocturna ao &lt;em&gt;“Moulin Rouge”&lt;/em&gt;. Após jantar &lt;em&gt;“vachement”&lt;/em&gt;, dirige-se solene às senhoras, para irem indo, que vai beber uma cerveja com o seu amigo dilecto. Chegado ao cabaret, pede champagne e recosta-se para apreciar o show. Diz convicto:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;- Isto sim é bailado, não como aquelas porcarias do &lt;em&gt;“Lago dos Cisnes”&lt;/em&gt; ou “&lt;em&gt;A Bela Adormecida”,&lt;/em&gt; coisas de crianças e maricas . Eu, Moreira, ao contrário desses parolos, sei muito bem o que é arte.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-05-09T01:29:31</issued>
    <title>bem</title>
    <published>2013-05-09T00:41:49Z</published>
    <updated>2013-05-09T00:42:04Z</updated>
    <category term="geral"/>
    <content type="html">&lt;blockquote&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;É verdade que o mundo moderno na maioria das vezes transforma a nossa vida num inferno. Mas há exceções. Por exemplo: Descobrir que o elevador já está no seu andar. Comida de restaurante entregue em casa – de preferência bacalhau à lagareira numa tarde chuvosa de domingo. Água de geladeira. Pacote cheio de sorvete que você tinha esquecido no congelador. Aliás, como era possível a vida antes do sorvete? &lt;/span&gt;[…] Um bom sofá macio. Uma longa chuveirada. Dia em que não se tem que fazer absolutamente nada. Uma brisa inesperada em meio a um dia quente.&lt;/p&gt;
&lt;/blockquote&gt;
&lt;p class="Standard"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt; (Carneiro, João Emanuel &lt;em&gt;in&lt;/em&gt; Veja/RG, 25 de Setembro de 2002)&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-05-08T00:01:35</issued>
    <title>Sou um gajo de Alfama.</title>
    <published>2013-05-07T21:35:29Z</published>
    <updated>2013-05-08T18:37:27Z</updated>
    <category term="eu sou assim"/>
    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/kV_eQPIlfbQ?rel=0" width="500" height="375" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: left;"&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Em vésperas de check-up estou como o gajo de Alfama:&lt;br /&gt;- Ó Sr. Dr. bata, estetoscópio e tal, mas não me venha com fitas.&lt;br /&gt;- Sei como é que é isto e tal.&lt;br /&gt;- Nem alhos nem nada, nunca meti isto ... no cu.&lt;br /&gt;- Óbiste ó bata branca? Se te queres divertir, calça a luva e mete o dedo no teu cu e tal. Nem alhos, nem nada.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2013-05-07T18:09:10</issued>
    <title>Os universitários de hoje já nascem velhos?</title>
    <published>2013-05-07T14:10:01Z</published>
    <updated>2013-05-07T19:12:46Z</updated>
    <category term="viagens no tempo numa cápsula espacial"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Queima das Fitas do Porto, dia de cortejo. Passam dezenas, centenas, de várias faculdades, rumo à folia. Não são iguais ao universitários de antigamente. Em geral são muito mais velhos, perto dos 30. Não me lembro de muitos na antiga FLUP, anos 80, com mais de 24, 25. Capa, batina e careca a acompanhar. Entre elas, poucas jovens. Têm um ar envelhecido, muitas são pesadas, longe das “avezinhas” que abarrotavam Letras. Serei demasiado crítico, ou os universitários de hoje já nascem velhos?&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-05-06T00:01:42</issued>
    <title>Agora o que sai mais é sopa.</title>
    <published>2013-05-05T21:23:23Z</published>
    <updated>2013-05-05T21:23:23Z</updated>
    <category term="malta à rasca"/>
    <content type="html">&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;Ao sábado costumo ir almoçar sempre ao mesmo restaurante. Anteontem, mais apressados que o habitual para não nos atrasarmos para o Desfile Anual do Carro Eléctrico, optei por um almoço mais leve, sopa e um prego em pão. Os preços são relativamente em conta, um almoço completo não andará por mais que 6, 7 €. Comentei com um dos gerentes:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;- Aqui a sopa é excelente, se não fosse um glutão comia mais vezes sopa e menos francesinha.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;em&gt;&lt;span&gt;- A clientela do fim-de-semana e da semana é diferente. Antes, à semana vendíamos muito, agora o que sai mais é sopa. Nota-se que as pessoas que trabalham por aqui estão com muito menos dinheiro.&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;Não tenho nada contra a sopa – bem pelo contrário – e concordo que os portugueses em geral comem demais. O receio é que dentro em breve o ajustamento nos levará a histórias que julgávamos para sempre arquivadas, como a meia-sardinha e o naco de broa do tempo dos nossos bisavôs. Bem dizia a Madame Jonet que não podemos comer bife todos os dias. Uma pitonisa é o que ela é.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-05-04T20:54:59</issued>
    <title>Desfile Anual de Carros Eléctricos.</title>
    <published>2013-05-04T20:02:54Z</published>
    <updated>2013-05-04T20:02:54Z</updated>
    <category term="geral"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://www.flickr.com/photos/75321789@N03/8707391361"&gt;&lt;img style="border: 0px none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://farm9.staticflickr.com/8559/8707391361_3ec0ab7903.jpg" alt="" width="500" height="374" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://www.flickr.com/photos/75321789@N03/8707392951"&gt;&lt;img style="border: 0px none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://farm9.staticflickr.com/8543/8707392951_c67578f6c1.jpg" alt="" width="500" height="374" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: left;"&gt;Hoje foi assim. Andar de eléctrico, em modelos históricos que só uma vez por ano saem do museu. Devagar, com o rio como companheiro, uma calma não é a de hoje. Sentir o sol como se estivesse lá só para nos aquecer. Ouvir a história da senhora que vem de Famalicão porque o marido gosta de pescar no rio Douro. Ver turistas, portuenses e amantes deste meio de transporte a discorrer sobre o americano, o &lt;a href="http://www.stcp.pt/pt/noticias/23-desfile-anual-de-carros-eletricos-historicos/" target="_blank"&gt;belga&lt;/a&gt;, o &lt;a href="http://www.stcp.pt/pt/noticias/23-desfile-anual-de-carros-eletricos-historicos/" target="_blank"&gt;500&lt;/a&gt; e o &lt;a href="http://www.museudocarroelectrico.pt/galeria-fotografias-electricos/GaleriaImagem.aspx?e=DESC.320.04" target="_blank"&gt;pipi&lt;/a&gt;. Recordar os tempos em que a descida até à Foz, pela avenida da Boavista, era o nosso percurso diário para a praia. Acabar a tarde numa esplanada como se nada no mundo fosse capaz de perturbar aquela paz dos que têm contas certas com a vida.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-05-04T00:13:30</issued>
    <title>3 de Maio, Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.</title>
    <published>2013-05-03T23:18:41Z</published>
    <updated>2013-05-03T23:40:58Z</updated>
    <category term="jornalismo"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://www.flickr.com/photos/75321789@N03/8705077987"&gt;&lt;img style="border: 0px none; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;" src="http://farm9.staticflickr.com/8418/8705077987_71d4a9418c.jpg" alt="" width="376" height="500" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Dedicado em especial aos meus queridos amigos RA e SB, jornalistas que preferem as sevícias socratistas e relvistas a baixar a cerviz. &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-05-02T19:30:17</issued>
    <title>Estranha forma de sedução.</title>
    <published>2013-05-02T18:35:27Z</published>
    <updated>2013-05-02T21:46:19Z</updated>
    <category term="geral"/>
    <content type="html">&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://www.flickr.com/photos/75321789@N03/8701740855"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://farm9.staticflickr.com/8133/8701740855_0fc4e56f70.jpg" alt="" width="300" height="225" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;Como sabem as almas do purgatório – sim, estou a referir-me a si, caro leitor(a) – sou desses seres raros e misóginos da raça dos fumadores. Hoje em dia tudo é preferível a ser viciado em tabaco. Se confessar ao seu médico que contraiu herpes, gonorreia ou chatos, será contemplado com um sorriso complacente; se se disser fumador, será abjurado para todo o sempre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;A empresa onde trabalho criou um cruzamento de paragem de autocarro e “fritadeira” do Tarrafal, onde seres estranhos se divertem a inalar e exalar fumo com grande satisfação. O local, nas traseiras do edifício, possibilitou-me o interesse pela ornitologia. Enquanto fumo observo melros, passarada vária, e sobretudo, gaivotas. Sou um David Attenborough amador, pois já assisti a todas as fases de vida deste mal-amado animal. O que parecia impossível, aconteceu: ganhei afecto à espécie depois de ver os pais acasalar, nascer os pretos filhos, observar as tentativas patéticas de voo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;Para os menos atentos, cumpre-me informar que se iniciou a época de acasalamento. Já tinha assistido – pensava eu – a todas as formas de sedução. Os gritos estridentes, alisar de penas, acrobacias aéreas e toda uma panóplia de tentativas de dar nas vistas em que todos os machos são pródigos, fazendo pouco mais que figuras de parvos, pois também nas aves, têm as fêmeas a última palavra. Quando nos convencemos que já vimos tudo, logo a natureza se encarrega de nos surpreender. Hoje, uma espécie de Zezé Camarinha da gaivotagem regurgitava para o bico da amada, provando-se perfeitamente capaz de prover sustento para a futura família nestes tempos difíceis. Este gajo vai longe; pensei. Já incorporou o espírito da &lt;em&gt;troika&lt;/em&gt; e tal como os nossos governantes, depois de encher o papo, vomita o que já não quer e ainda faz boa figura. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-05-01T12:23:36</issued>
    <title>PUB.</title>
    <published>2013-05-01T11:26:48Z</published>
    <updated>2013-05-01T12:46:16Z</updated>
    <category term="livros"/>
    <content type="html">&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://www.flickr.com/photos/75321789@N03/8698769998"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://farm9.staticflickr.com/8268/8698769998_b99a44eb66.jpg" alt="" width="255" height="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;Manuel Jorge Marmelo é um dos mais talentosos e menos mediáticos escritores da sua geração. Durante anos publicou no seu blogue &lt;a href="http://teatro-anatomico.blogspot.pt/" target="_blank"&gt;“Teatro Anatómico”&lt;/a&gt;, as “Crónicas do Autocarro”, pequenas peças sobre o transporte público e seus utentes, a vida, nós portuenses e portugueses. É simultaneamente divertido e analítico. Ide e comprai. Cinco euros e um email para &lt;a href="mailto:ilhanua@gmail.com"&gt;ilhanua@gmail.com&lt;/a&gt; bastam.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-04-30T23:53:28</issued>
    <title>Um gato e um pof.</title>
    <published>2013-04-30T22:56:00Z</published>
    <updated>2013-05-01T11:16:02Z</updated>
    <category term="eu sou assim"/>
    <content type="html">&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;Tenho as prioridades todas trocadas. Sou um merdas imbuído da moral luterana que Merkel &amp;amp; Associados querem impingir. Na bruma da manhã fiz um percurso diferente. Fui tomar o café que dá o segundo estalo de acordar ao Convívio. À porta dois sem abrigo a curtir os primeiros ventos do dia. Fixei-me num. Embora sujo, exibia um ar feliz. Sorria placidamente, acarinhando o gato que estava no seu colo. Fumava um charro perfumado. Confesso que tive inveja, não da sua situação, mas do relaxamento. Um gato e um pof, pouco mais é preciso para ver o mundo da sua verdadeira perspectiva; um lugar que não merece azáfama ou incómodo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-04-29T19:40:18</issued>
    <title>IRS.</title>
    <published>2013-04-29T18:41:31Z</published>
    <updated>2013-04-29T18:52:42Z</updated>
    <category term="irs"/>
    <category term="impostos"/>
    <content type="html">&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;O mundo dos impostos é um universo paralelo. Nesse local estranho, cumpro o meu papel, pagar. Invulgar para um “nabo fiscal” como eu, é que com rendimento e despesas idênticas vá receber mais 700 euros que no ano transacto. Será Vítor Gaspar a tenta seduzir-me para as suas políticas? Bem podes tentar, não estou disponível.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-04-28T01:10:11</issued>
    <title> Já não há almoços de domingo.</title>
    <published>2013-04-28T00:14:01Z</published>
    <updated>2013-04-28T02:12:35Z</updated>
    <category term="eu sou assim"/>
    <content type="html">&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;Em solteiro, como viva com os avós, passava o fim-de-semana em casa dos pais. A estada incluía a muito esperada farra de sábado à noite e almoço de domingo. Quando me casei, já sem pai e avô do lado dos vivos, alternava entre a casa dos sogros e, uma vez por mês, a mãe juntava-nos. Eram almoços de ausência, pois por esta ordem, filho e pai tinham desaparecido em seis meses. Havia sempre ternura pelas três viúvas – a mãe e as avós – e uma sensação de ausência e angústia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;Após uma incompatibilização com o meu sogro, a tradição passou para casa da avó da minha mulher, matriarca de créditos firmados ao longo de 93 anos de vida. Com o agravamento do seu estado de saúde, abdicámos de sobrecarregar a empregada que já não tem uma vida nada fácil ao ter de tratar de uma nonagenária com saúde frágil.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span&gt;Os celebrados almoços de domingo, com tripas, cozidos e bacalhaus vários, deixaram de existir. Três gatos pingados, almoçam tarde e sem entusiasmo. Como em tudo, o tempo corrói. É agora mais triste o meu domingo. Quem ainda se reúne em família e entre gerações, tire desses encontros o máximo proveito, pois como tudo, também esse momento de união irá enfraquecer, e tendencialmente morrer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-04-27T00:33:32</issued>
    <title>O dia dos telemóveis.</title>
    <published>2013-04-26T23:36:19Z</published>
    <updated>2013-04-27T21:06:00Z</updated>
    <category term="telemóveis"/>
    <category term="pu#@ que p@$%&amp;amp;"/>
    <content type="html">&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;Só sabemos quanto estamos dependentes destes aparelhos quando se avariam ou os perdemos. Hoje foi dia dos ditos. O botão de Home do meu iPhone deu o berro. Sem aquele botão mágico a coisa funciona de um modo muito deficitário. Pesquisei em várias lojas e o mais barato que consegui para substituir a membrana do botão foram 60 aéreos. Puta que pariu! Preço da peça 5 cêntimos, preço da “mão-de-obra”, 59,95. Já estava a deitar fogo pelas ventas com tanto dinheiro tão mal gasto, mas parte da minha vida está naquela maquineta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;Ainda a coisa mal tinha começado. Após o jantar, a mãe, solícita, foi sacudir a toalha de mesa. Com elevada probabilidade levava lá dentro o telemóvel da minha mulher. Como mora num 9º andar a coisa deveria ter-se esfrangalhado na queda. Nem uma pequena peça se encontrava no chão. Procurámos em casa, no jardim, no chão, nos arbustos… e nada. A chefe da casa de lagrimeta no canto do olho e o pessoal de rabo para o ar. Certo é que a coisa desapareceu e quando se liga vai directo para o voice mail. Onde está? Desfez-se com o tombo? Mistério. Como é que vivemos uma eternidade sem telefone de bolso, e agora não podemos passar sem o estafermo do zingarelho? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-04-25T20:38:53</issued>
    <title>A roupa que vestes pode matar.</title>
    <published>2013-04-25T19:41:16Z</published>
    <updated>2013-04-25T23:08:25Z</updated>
    <category term="mundo cão"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a href="http://www.publico.pt/mundo/noticia/pelo-menos-230-mortos-em-predio-que-fabricava-roupa-para-a-primark-e-mango-1592494#/0" target="_blank"&gt;"Pelo menos 238 mortos em prédio que fabricava roupa para a Primark e Mango."&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;&lt;em&gt;Adenda:&lt;/em&gt; Recentemente discutia-se por estas bandas os efeitos nefastos da desindustrialização para a Europa. Seria aceitável perdermos algum do bem-estar adquirido se tal significasse a melhoria da qualidade de vida da população da Ásia e continente sub-asiático. Na prática só vemos escravatura, miséria e morte. Em simultâneo, grandes empresas e seus capatazes a engordar. Sempre à custa do sangue da maioria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-04-24T01:25:11</issued>
    <title>Estória do pré 25 de Abril.</title>
    <published>2013-04-24T00:32:49Z</published>
    <updated>2013-05-01T23:38:45Z</updated>
    <category term="25 de abril"/>
    <content type="html">&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://www.flickr.com/photos/75321789@N03/8677007534"&gt;&lt;img style="border: 0px none; float: left;" src="http://farm9.staticflickr.com/8119/8677007534_ce3fae2665.jpg" alt="" width="300" height="300" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard" style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt; &lt;/p&gt;

&lt;p class="Standard"&gt;O pai, por afazeres profissionais, passava a vida entre o Porto e Londres. Como secretário da Câmara do Comércio Luso-Britânica acompanhava e intermediava missões comerciais entre a ilha e o continente. Era um apaixonado por livros e pintura. As suas horas vagas eram passadas no escritório entre livros, máquina de escrever e pincéis. Numa das suas viagens a Londres comprou um livro em inglês sobre a pintura russa no séc. XX.&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;Era um homem de esquerda, não alinhado, e adivinho que a aquisição se deveu mais ao interesse em arte que em política. No entanto, o simples facto de trazer um livro sobre pintores russos foi o suficiente para ficar detido no aeroporto e uma breve passagem pela PIDE.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;Serve este episódio menor apenas para recordar o quão estúpido era o regime a que alguns ousam tecer póstumos elogios. Se algum palhaço me disser que era preciso outro Salazar, palavra de honra que lhe prego dois tabefes. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-04-23T18:56:08</issued>
    <title>“Isto não é uma autobiografia, é a história da minha vida.”</title>
    <published>2013-04-23T17:57:31Z</published>
    <updated>2013-04-23T17:58:46Z</updated>
    <category term="eu sou assim"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Foi o que respondeu Linda de Suza quando entrevistada sobre o seu livro “Mala de Cartão”. O crítico, mordaz, dizia que a senhora tinha toda a razão, uma vez que a autobiografia é um género literário e o que a portuguesa tinha escrito não se podia considerar tal. Estou com Sra. D. Linda, o que escrevo são apenas estórias que passam pela minha vida e que partilho com prazer.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Nem sempre é possível ser mordaz, crítico ou engraçado, por isso, em certos momentos, pouco mais nos resta que fazer prova de vida. Como alguém que vem à janela gritar para afirmar a sua existência, ou nos locais de veraneio, em que solícitos empregados de mesa, toalha no antebraço, nada fazem além de convidar os turistas a entrar e provar as maravilhas do menu.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2013-04-22T19:04:44</issued>
    <title>Estranho é…</title>
    <published>2013-04-22T18:08:49Z</published>
    <updated>2013-04-22T18:09:33Z</updated>
    <category term="geral"/>
    <content type="html">&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;observar um chinês, calmamente, na paragem de autocarro, a tirar macacas do nariz e colá-las no poste que indica as linhas. Espreito os restantes utentes, que se dividem entre a risota e o vómito. O homem lança um sorriso cândido e esfrega com força o indicador para melhor colar uma catota mais resistente. Apercebe-se da surpresa e interroga mentalmente, do alto do seu bigodinho ralo:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p class="Standard"&gt;&lt;span&gt;- Mas o que é que foi?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</content>
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