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  <title>Ao som do coração...</title>
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  <description>Ao som do coração... - SAPO Blogs</description>
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    <title>Ao som do coração...</title>
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  <pubDate>Fri, 14 Oct 2011 20:29:27 GMT</pubDate>
  <title>Ser melhor</title>
  <author>Failariël</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Se para o céu olhei, para te ver foi, mas tentativa de falhada não passou, pois céu não tu és, habitar lá habitas, mas para além de tal beleza te encontras. Difícil é imaginar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Se olhei, por olhar foi, pois saberia que saudade passar não passava. Imagem não tu és, mas sim o fogo que arde dentro das frias veias que outrora no corpo me correram, o olhar por elas, fazer de ti não faz, pois só tu sabes ser um, um comigo. Cupido, só tu e de pouco vale lamentar que peito aperte quando embora te vais, pois apertar mais aperta, no segundo seguinte, não te ter a meu lado para suavemente, mão na face passar, e com teus ternos lábios as minhas bochechas acariciar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Reforço, se olhei por olhar foi, por simples orientação, para perder não me perder, mas inevitável foi, pois perdido estou na doçura que pelas palavras te vai, e pela beleza que possuis, pura e genuína, como se instinto de ti fosse, belo ser! E duvidar não duvido que o seja.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Se olhei, por mais não fora que o abatimento daquele aperto, mas mais apertou, e ainda aperta, pois sei que longe estarás, e cedo te verei, mas a paciência virtude não é das que me habita! Não quando a ti toca Cupido…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Se olhei, olhei pois só tu me fizeras realmente saber procurar!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/failariel/fotos/?uid=UGA5a4lFRjZ7Itzeca4C&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B81079ebc/9284612_OU49V.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;500&quot; height=&quot;300&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>ser melhor</category>
  <lj:music>Wouter Hamel - Once in a lifetime</lj:music>
  <lj:mood>Apaixonado</lj:mood>
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  <pubDate>Sat, 10 Sep 2011 01:37:38 GMT</pubDate>
  <title>Uno</title>
  <author>Failariël</author>
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  <description>&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Se te disserem com macabras palavras de inveja que pouco és, vira a cara, leva as minhas mãos aos teus ouvidos, grita, e diz-lhes que errados estão!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;És mais!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Para mim és mais, és mais que algum deles foi ou será! E isso será o teu passaporte para tão pouco, que a tanto te saberá, quando meus lábios provares, e o meu corpo tocares, com a suavidade que pelo teu emanada é!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;És mais!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Cupido, voa, abraça-me e leva-me contigo no teu regaço, não me deixes, pois cairei no infinito das esperanças que tenho criado quando assunto por de mais não se toma, e a uma só palavra se resume...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Nós.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Mas não os ouças, pois gritam eles, que medo tenho, e talvez verdade nos lábios lhes habite, sem que eles a saibam, mas medo não sinto, não medo que na alma lhes vai, pois medo que meu coração petrifica não eles provaram e pouco dele sabem para gritar ao mundo que o conhecem. Não ouças, pois as doces palavras que as minhas mãos te dirão, pouco mais que a tristeza saberão, mas alivio pelo peito me passa se a tristeza de um ser ouvires ao invés da falta de senso de uma multidão dos mesmos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;És mais!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Vira a cara, e sem lágrimas corre, abraça-me, não me leves, pois escudos somos, de pedra firme, erguidos para que impenetráveis nos sintamos perante as malícias que na boca do povo paira, doença essa que incurável se tem mostrado, por muito que vida se lhes tente dar, a dos outros eles buscam, tal qual carniceiros lobos sedentos de alimento, magros e sem fome de seguir aquilo que a cadeia lhes dita.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;E pouco merecem, talvez por isso não o tenham, pouco merecem desta vida, e desta nada terão, mas para procurar já tarde se torna, pois a noite sobre eles desmoronou, tristes que pensaram ter a eternidade, pobres de espírito pois já tarde é e felicidade como esta pelo peito passar não lhes passou porque lá longe estavam, pensando com seu nariz no campo que a outros pertencia, paupérrimos se agora encontram então, portanto não olhes, nem ouças meu anjo, pois mais que eles serás!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;És mais!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Se te disserem com macabras palavras de inveja que pouco és, as minhas mãos nos teus ouvidos terás, e um beijo nos teus lábios guardarás, para que ignorância invada o teu ser, e nada mais importe para além daquilo que somos seja.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Será como se tudo deixasse de existir na sua plena forma, estado e função, e passasse a existir para nós, em função daquilo que somos, fazemos ou sentimos, como se o mundo ao nosso amor pertencesse, a para ele vivesse.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Uno&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://fc02.deviantart.net/fs10/i/2006/106/1/6/Hands_by_NathoO.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>uno</category>
  <lj:music>Metric - Collect Call</lj:music>
  <lj:mood>Inexplicavel</lj:mood>
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  <pubDate>Wed, 31 Aug 2011 13:26:14 GMT</pubDate>
  <title>Cupiditas</title>
  <author>Failariël</author>
  <link>http://failariel.blogs.sapo.pt/27787.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Se mais do que é desejasse, pouco que o já é, tanto não seria, e queixume dos lábios não se solta, pois o pouco que é, tanto mais que muito se revela quando pensar por pensar (e esforço não o faço por evitar) naqueles escassos instantes de amarga ternura penso, essa que do mundo teríamos de esconder, com lágrimas e sem agrado sempre preenchidos de pura alegria e contentamento, pensando só, no calor que de tão pouco emana.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Admito Cupido, que mais não desejo, não mais do que um simples passeio pelos vastos prados da nossa insanidade mental, descampados de normalidade ou mesmo conformismo, pois ao mundo destino não nos havia trazido para que às leis da normalidade nos rendêssemos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Os seus desejos seriam outros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Não os desejo conhecer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Não desejo mais que pouco Cupido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Não o faço, pois digno de nada sou e já tanto me entregas, tanto, e tão exuberante, como fruto do nosso legado e o seu doce sumo, esse que um dia beberemos na congratulação de uma guerra que obrigados a travar seremos, essa que pela mente não te passa, mas que a minha vai fantasiando sem grandes vontades&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Não Cupido, não mais que uma terna melodia, uma certa imagem e um gracioso movimento peço, não mais que isso necessito, se ao meu lado te encontrar, sussurrando-me a canção de embalar dos meus sonhos, pousando para que o final de cada filme que faça seja a contemplação da tua beleza e elevando-me para que me sinta livremente preso ao teu amor, não mais que isso.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Não cupido, não necessito da liberdade que todos desejam quando a liberdade da tua prisão posso encontrar!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/failariel/fotos/?uid=Rnjt9ueRmv7yfTC1k1vf&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B13074a51/9022486_93zIk.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;491&quot; height=&quot;500&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>cupiditas</category>
  <lj:music>antony and the johnsons salt silver oxygen</lj:music>
  <lj:mood>Optimo</lj:mood>
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  <pubDate>Fri, 26 Aug 2011 20:27:34 GMT</pubDate>
  <title>Falta</title>
  <author>Failariël</author>
  <link>http://failariel.blogs.sapo.pt/27615.html</link>
  <description>&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Sentir sentia, pois saudade seu fim não mostrava, e longe ainda te via, por mais perto de perto estar que estivesses. Irritavam-se olhos, fingindo que lágrimas não queriam que pelo ar pairassem, como pequenas gotas do nosso legado, daquilo que juntos, em tão pouco eterno tempo, havíamos criado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Se sentir não sentisse, então para longe correria este pedaço de doce dor que de ti padeço. Dor essa que pequeno nome não tinha, mas que insistindo em algo lhe chamar, pessoas lhe deram letrinhas, que pouco para mim significam, pois letras são só mais umas, e o que sinto Cupido, não menos será que elas, e a igualdade de termos para mim nunca seria, neste caso, fortuna aplicável.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Sentia, Cupido, e sentia que também tu sentias, aquilo que de título não sofria, sim pois doença é essa, a das pessoas, comuns mortais, de designarem tudo com uma simples junção de letras, mas recuso Santo! Recuso chamar esta dor dessa tão pequena e usada palavra, pois a mágoa que no peito me vai já mais que essa era, e explicar não explico, pois só eu a tenho, e só eu saberei o que ela é, eu e tu, quando nossos peitos finalmente se tocarem, e os nossos lábios se queimarem de tão frios estarem, de tanta dessa sentirem, só quando libertarmos a paixão de tal sentir, só quando lágrimas do rosto me caírem por te ver, pois não vejo a afortunada hora de tal acontecer, e meu coração minga a cada segundo da tua ausência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Mas sinto Cupido, e sinto, que nome não quero dizer, mas continuo sentindo então que rastejando vou por esses largos corredores, onde outrora a violência nossa fora, pela fome de amor que tinha-mos guardado, sabe fado onde, para que libertado fosse ali, sem hesitação, coberto de prazer e sede.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Cupido, sinto que parte de mim me deixou, estando mais presente que nunca, sinto que arrancaras metade do meu coração, e o levaras contigo, soltando a outra metade, cobrindo-a de impotência, e proibindo esta de vida proporcionar, sinto que a união de nossos corpos fora para sempre feita, e que a estrada que nos separa, ao rejúbilo que tal fora sentido rouba, como se dona do mesmo fosse, e direito de o retirar tivesse.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Sinto a tua falta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://fc08.deviantart.net/fs51/i/2009/281/e/e/kurak___arid_____99_by_terrarosa.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>teddy</category>
  <lj:music>Aaliyah - It&apos;s Whatever</lj:music>
  <lj:mood>Sinto a tua Falta...</lj:mood>
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  <pubDate>Mon, 15 Aug 2011 20:03:26 GMT</pubDate>
  <title>Desejar</title>
  <author>Failariël</author>
  <link>http://failariel.blogs.sapo.pt/27197.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Desejava que o sonho se expandisse para lá da expansão máxima, desejava que fosse mais, desejava que saudade não perdurasse, desejava que como fascinação se dissipasse, fugisse corresse para longe, desejava agarrar-te nos meus braços, apertar-te, desejava poder ter-te, perto, dentro da minha mente…desejava-te a ti.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Talvez desejar por de mais fosse para o pouco que era, mas a dor de tentar não podia aguardar a uma esquina, enquanto tentava eu ali naquele forte, resistir ao bombardear de sentimentos que me fazias sentir. Talvez por de mais não fosse desejar a tua presença, mas tanto não poderia desejar, pois desejar já o havia feito, que dor não invadisse de novo meu peito.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;O pacto de sangue que fizera com o meu demónio, havia sido quebrado, por aquela mão sedenta do carinho nunca sentido, quebrada para um anjo, ser alado com ar pouco longe do perfeito, tão perto que pecado seria olhar e dizer que tal era humano.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Por ti.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Desejava-te, correndo pelos corredores da nossa demência como se fim não houvesse ao prazer sentido, a carne tocada, estreitas paredes contra as quais embatíamos, sem piedade para com os nossos corpos, sedentos daquilo a que chamaríamos mais tarde os frutos de um amor intocável, a doença que nos afectava a mente, doença essa que doce era, e que cura, para amargo gosto daqueles que o néctar da vida não haviam tocado, não existia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;O sangue escorria-me pelo peito, e tu, sedento de escarlate lambias-me o corpo, limpavas-me como se tua cria fosse, protegias-me daqueles, que a ti te atacavam, com afinco o prazer de todo o momento resumira-se a tal, uma defesa, um apaziguar de alma, uma palavra única, que acalmara o meu turbulento corpo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Calma…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Talvez desejar por de mais não fosse, pois tinha-te nos meus braços, e tu tinhas-me nos teus…Cupido, sem flechas nem arco, como mundo nos havia trazido a ele próprio, entrelaçados naquela angélica maca em que as tuas asas, eram os mais confortáveis tecidos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Talvez…por de mais nunca fora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://fc05.deviantart.net/fs71/f/2011/117/e/7/love_you_to_death_by_alephunky-d3f0mn6.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>desejar</category>
  <lj:music>Nina Simone - Four Women</lj:music>
  <lj:mood>Feliz</lj:mood>
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  <pubDate>Wed, 29 Jun 2011 21:16:30 GMT</pubDate>
  <title>H</title>
  <author>Failariël</author>
  <link>http://failariel.blogs.sapo.pt/27070.html</link>
  <description>&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Cansado arrastava os braços naquelas ruas, correndo de feitio lento, cima a baixo, procurando alivio ao entediante tempo que me passava pelo pulso. No fundo da seca garganta, sabia que o aperto daquelas cordas, insinuava não mais que falhanço, um mau presságio seria, se em tal acreditasse e creio que sim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Do veloz mensageiro nem vista, só aquela que todos viam, estática e pálida, pouco convidativa, não como acostumado me deixara, de acção a decidir no momento sem muito jeito, com propósitos de atracção provocar mas sem sucesso penso, pois olhar todos olhamos já me dizia ela que eu tentava calar com as infantis ilusões que pintava com palavras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Sem vista de por mais querer, caíra ao chão, encostando abruptamente as minhas faces ao solo, aquele que eu não pretendia magoar, mas que sem qualquer impedimento fez com que me magoasse a mim mesmo, ele que tanto ou menos que eu soubera, sobre ele mesmo, e sobre a historia que há pouco lhe caminhara em cima.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Cansado de mais para a mão sequer levantar, para o apoio dar ao fraco corpo que se deitava ali, sem vontade para tal estar, mas com vontade suficiente de vontade não ter para o assim desfazer. Exausto para decifrar o labirinto, que por de baixo de mim se enraizava no meu corpo, sendo não mais que minha criação, pintura e ilustração, não mais que perguntas que a pouco sabem, mas que as noites me roubam, como tu me roubaras a ordem de noutra coisa pensar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Não o vira, e já fazia tempo que olhar por olhar me faltava no dia, vontade de continuar, só por procura tanta ser de nada encontrar. Faltava o sorriso que obséquio acostumado estava fazer de me trazer todas as vezes que passava pela minha mente, fossem quantas fossem. Faltava aquilo que nunca tivera na realidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;H.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://fc01.deviantart.net/fs71/i/2011/180/1/3/h_by_failarielarfeiniel-d3kgylt.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>h</category>
  <lj:music>Laura Marling - Blackberry Stone</lj:music>
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  <pubDate>Wed, 15 Jun 2011 17:42:26 GMT</pubDate>
  <title>Hermes</title>
  <author>Failariël</author>
  <link>http://failariel.blogs.sapo.pt/26690.html</link>
  <description>&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;De o ver pouco fora, se foi que ao ver pertencia tal culpa. De o ver pouco fora digo, pois Apolo se tinha deitado já antes de mesmo nascer, e este rápido era como nenhum dos outros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;E daí, talvez de tanto ver que fora, de entrelaçar olhar com corpo, corpo com olhar, coberto de coisa pouca, mas ágil como visão não acompanharia, já o contemplara lá vai tempo, e nunca pensara por de mais ser, mais que simples olhar, e não o é, mas fantasiemos!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Pequeno e esguio, natural como viera ao mundo, corria como uma gazela, majestoso como tal, pelos prados de minha ingenuidade fora, sem mensagens carregadas, de nome pouco sábio, porque o digo? Porque de mais sabia então&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Mas de o ver pouco fora, pois como dissera, a rapidez habitava-lhe os calcanhares, e voava então para longe, sempre que desejo de o recordar habitava o crepúsculo da minha mente. Não pouco lembrava, pois já muito seria recordação de estar calmo e sereno, naqueles pátios de nuvens pelos quais parecia deslizar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Ser, dono de magia dizia-se ele de boca fechada, sem nunca mais que um olhar apontar, dizia ser. Mas por pouca que fosse grande mentira lhe caminhava pelos lábios, já ludibriado estava pela fantasia quando andava pela costa, esperando que passar passa-se rapidamente, como se ver o visse quando flecha de fogo reencarnava tal ser.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;E não vira, por muita que esperança fosse, essa comera-me a vista e um pouco do coração fugindo aos poucos por de entre os dedos que me iam crescendo nas mãos, como se descartáveis fossem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Mas a sua rapidez apanhava-mos a pouco de o chão beijar, e embrenhava-me então em doces panos de ceda tecida longe, lá no alto, onde a fantasia não demoraria mais que dois olhares para se formar dentro da já cheia, de tão vazia estar, memória que a mim cabia guardar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Embrenhado já nas águas coloridas que viria a chorar pensei não mais do que no tempo que já escasso seria para dizer, que realidade mudaria dali a tão pouco, tão pouco, como passa da noite para o dia, e não por inteiro seria!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;O que seria então, de mim com Hermes?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Pois pergunta não como ele seria, e pouco importa aquilo que já conheço, quatro paredes e um corpo que não mais disso passam, esperam então pelo segundo que um dia há-de vir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;E esta será mais uma de muitas que esperança alimentará com prazer mesquinho, para que vontade não cesse, de um fim encontrar a esta busca descabida, do que pouco sabemos ser, mas que tanto desejamos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://th00.deviantart.net/fs70/PRE/i/2010/017/0/a/feet_by_SylvesterPotter.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <lj:music>Alicia Keys - Caged Bird</lj:music>
  <lj:mood>Fantasioso</lj:mood>
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  <pubDate>Tue, 31 May 2011 16:01:23 GMT</pubDate>
  <title>Des Ilusão</title>
  <author>Failariël</author>
  <link>http://failariel.blogs.sapo.pt/26548.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Não mais que de calor tanto que era, ilusão criou, que de cara nascias aqueles infindáveis dias, rodando no céu, quando na verdade de miragem te tratavas, e num deserto de mágoa eu caminhava.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Ilusão da desilusão, mas não, fora real tal parte pois de costas nasceras até então, e pensara já na ingenuidade que meu ser come, que te havia visto tal qual serias, e talvez tivesse, mas crença de mim não era digna, e a confiança fugira desta, graciosamente saltitando para longe, onde alcance não me era dado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Miragem naquele deserto, quente, que de pedra seria, pedra por pedra, grãos das mesmas, considerara então, como instinto, que de caras nasceras Apolo, todas as manhãs, mostrando o teu véu de sinceridade, para o mundo que dizias iluminar, e não digo não, que tenhas assim sido pouco, mas bastante foste até, tanto que brilho te desapareceu, pois aquilo que eras pouco cativara afinal de olhares. Ou por demais fora cativação, que em tão pouco acabou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Ilusão de que mais seria, que o simples calor, e as gotas de suor a escorrer pela testa, luta constante contra as leis naturais daquilo que acreditava ser, luta que de nada serviria, pois derrotado terminaria, com uma adaga no peito, e chorando a morte daqueles que esforço deram para me carregar na minha insanidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Miragem, que a muito parecia saber, mas que pouco alimentara, e esqueleto vê depois, enguiçado, lívido, como casca de ovo, frágil, meu corpo, nada mais que isso seria Apolo, pois secaras o amor que em mim crescia, se é que isso seria. Mas ódio não cresce, pois doce fora o tempo de crença, naquele deus, naquele Sol que matava, mas que desejo trazia de mais…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Não mais que de calor tanto que era, ilusão criou Miragem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Mas não mires então Apolo, lado de lá do horizonte, e ilumina os que te rodeiam, pois pode luz um dia, sair de coração e por mais dar aquilo que meu ser honroso de receber não fora. Não mires Miragem de lá, pois perfeito não é, e piedade não tens, sei eu que, mas não sede tenho dessa, mira frente que te corre, com veículo ávido que é a tua acidez, e corre com ela, futuro que teu é, pois não esquecerei que carregar pouco carregaste o esqueleto daquilo a que chamavam a afeição dos que sonham, e que forte de mais serias para não o quebrar na tua encenada inocência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Não mires Apolo, pois não mais calor sinto, e a frescura dos dias inspiro, pois sei que no canto te encontras, não sendo o mais, mas estando lá, &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;e lição fora pois então, que aprendera daquele livro, que a perfeição encontro na loucura e na sede que sinto do prazer, concebendo não mais que aquilo que desejo segrega no pensamento... pensamento que pobre é para a desejo fazer frente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Mas não olhes Apolo, Não me olhes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://fc04.deviantart.net/fs4/i/2004/230/9/2/Desert.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>desilusão</category>
  <lj:music>Beyonce - Speechless</lj:music>
  <lj:mood>Desiludido</lj:mood>
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  <pubDate>Wed, 25 May 2011 13:48:37 GMT</pubDate>
  <title>Perdão</title>
  <author>Failariël</author>
  <link>http://failariel.blogs.sapo.pt/26198.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Talvez de tanto querer tenha perdido, coração que de fogo seria, e que tanto iluminava, perdi, para as alminhas carniceiras do nada, e da brusquidão, sim perdi. Perdi de tanto crer que quereria tal sangue, tal corpo, desejo carnal que de pouco seria, e que a pouco sabia, desejava querer com tanta força, que tal força repulsa trouxe, e tal vontade afastou, não de mim, mas de Apolo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;                Tanto queria correcto ser, mas poder não me fora concedido, e de forma traiçoeira o mal dentro de mim surgiu, e de preocupação a besta passou, perdoa tal ter dito, mas propósito seria mostrar que preocupação me comeu, de todo dia que tu Apolo não levantaste raio, não mostraste ser que és, e sim invadiu pois morte te poderia ter devorado, como a tantas fracas almas faz, e então?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt; Se preocupação foi, desculpa não teria, pois sorriso devia invadir meus lábios de saber que bem estaria, mas não, pois de pouco serviu tal preocupação e assassinando esta com um movimento veloz e seco, comparece a frustração, agarrando com os seus nojentos tentáculos, aquilo a que eu ainda tinha o descaramento de chamar o meu carácter.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Talvez fora de tanto querer, que ardera então, na ausência daquilo que me queimava, coração que meu era, mas que não me pertencia, e então, levanta Apolo, já quando noite caíra, dizendo que acordara então para o mundo que o esperava, mundo esse que meu era…mundo esse que dissera alumiar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Culpar não culpo, ciclo de liberdade que teu é, prometi, com palavras de sangue que pouco faria para ferir aquilo que teu céu seria, mas cuidado com teu ser pretendo que tenhas, e ver pouco vejo, pois lá alto estas no céu, e eu pouco de ti vejo para além de um circulo luminoso, incumbido de outro ao qual cor dás.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Talvez fosse, de tanto crer que queria, que pisar pisei a torre de afecção que temos vindo a construir neste escasso tempo, e por isso ajoelho perto de teu corpo imaginado, e imploro, que por pena não o faças, mas que sintas dor que na alma me vai, pelo ferimento desferido no teu peito.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Talvez fosse tudo por perdão…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;img style=&quot;border: 0pt none; float: left;&quot; src=&quot;http://fc09.deviantart.net/fs71/i/2011/144/2/8/7pm_by_failarielarfeiniel-d3h4jad.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>perdão</category>
  <lj:music>Christina Aguilera - You Lost Me</lj:music>
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  <pubDate>Fri, 13 May 2011 22:23:11 GMT</pubDate>
  <title>Ciúme</title>
  <author>Failariël</author>
  <link>http://failariel.blogs.sapo.pt/25996.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Se de ciúme se tratara, ciúme fora, e quê?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Se ciúme fora, pouco seria dizer, que vergonha nas minhas faces se exprimia, e dor no meu mirrado coração se instalava, se ciúme fora, sem questão, seria de tal mesquinho sentimento noite minha, entregue nos seus braços, para que assim aprendesse a controlar meus, para que com força e raiva, apertassem vestimentas, que corpo tapariam, naquela calma e serena escuridão.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;E quê? Deixa que cara tape, não, não quero que me olhes! Pedira-te de joelhos, que meu não fosses, implorei-te que não deixasses de a mim brilhar, e olha com afinco Apolo! Ergueste teu raiar a todos, e deixaste que o teu calor entrasse dentro de meu corpo, e fizesse com que tal se sentisse perto de ti.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Se de ciúme se tratara Apolo, duvida não tenho, duvida não permanece, e a honestidade me invadira então, para de uma só vez a ti me dirigir, e com secas palavras de ternura dizer, que tal fora. E quê?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Ingenuidade muito fora, em mim crer, e levo a minha cara mãos, que limpam lágrimas que caem e caíram, juntamente com aquelas que se preparam para cair, mas disfarce é Apolo, pois não as tenho em meus olhos, mas a vergonha neles vive, e tu não digno és de tal ver. Eu não digno sou de te ver.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Ciúme fora, de tanto te querer, de tanto desejar o teu calor, de tanto desejar que estrela fosses, no topo do meu mundo, onde sol não nasce, a não ser que Apolo exista, ciume fora, pois temo acordar pela noite, apercebendo-me que dia não seria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Se de ciúme se tratara, ciúme fora, e quê? Culpa não tenho de o sentir, mas preocupação na alma me vai, e ela chama pelo tal demónio…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Ciúme&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://fc09.deviantart.net/fs11/i/2006/226/f/0/Blood_by_Peechiz.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&quot;This pain...&quot;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>ciúme</category>
  <lj:music>Ellie goulding - The Wolves</lj:music>
  <lj:mood>...</lj:mood>
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  <pubDate>Wed, 27 Apr 2011 15:45:19 GMT</pubDate>
  <title>Apolo</title>
  <author>Failariël</author>
  <link>http://failariel.blogs.sapo.pt/25672.html</link>
  <description>&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Se sentir, sentia sentindo, falta de teu corpo perto do meu, embora nunca estivesse estado perto, falta sinto de tua carne, de teu fogo, dos teus belos braços apertando meu peito, de tua cabeça no meu ombro, e da tua suave voz recitando aquilo que escreveria mais tarde.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Sentia, no pequeno e irrequieto pedaço de meu peito, falta do teu. Do teu habitual sorriso invisível, que sentia a cada palavra que pronunciaras antes, antes de dia ser.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Se sentir, fim não será, pois há pouco havia descoberto Neo, que Neo não serias, mas sim outro, em lugar do que já fora, não desempenhando mesmo quanto fora. Apolo, nome seria de ti, que guardavas no corpo verbal que te definia, desde que nasceras. Já lá vai Apolo, o princípio, e tão no princípio ainda estamos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Se sentir, sinto sentindo, como diria há pouco, falta do teu fogo, da tua luz do calor gelado que me fazias ver.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;(Não te ergueste hoje no grande e azul céu Apolo, e já no fim vamos, mas pouco te vi.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Se sentindo for, falta de tua carne, que saudade me dá, mas da qual não me lembro, relembra-me, com doces palavras de uma manhã em que brilhas que já a senti, no nunca de minha mente, quando me disseras para meus olhos fechar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;(Abraça-me, e seguro faz com que me sinta, perto do solo que ergueste, para que exilados fossemos, do cruel mundo que de lado nos olha.)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Se falta de ti sentir, do teu toque, da tua voz, do teu brilho, relembra-me Apolo, que para mim não nasces, pois sufoco será, se como fora volte a ser.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Obsessão maldita!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Apolo, esperei décadas pelo teu raiar, no entanto antes de mim foras trazido ao mundo, todas as manhãs, com um esplendoroso e brilhante sorriso, que calor dá aos que por outrem choram, e agora que me sorris a todas as janelas pelas quais olho, diz, com as amargas palavras que guardas, que mais um serei, daqueles que iluminas, pouca diferença carregando para além daquela que dita, que outrem por quem choro tu és.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Sabes que sinto, que o errado digo, sabes que certo nunca o direi, pois modéstia muita é para admitir que dela se trata.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Mas Apolo…razão não existe para certo eu ser!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://th07.deviantart.net/fs70/PRE/i/2011/117/6/8/beach_at_5pm_by_failarielarfeiniel-d3283dz.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&quot;Thinking about you...&quot;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://failariel.blogs.sapo.pt/25672.html</comments>
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  <category>apolo</category>
  <lj:music>Michael Buble - End of May</lj:music>
  <lj:mood>BM</lj:mood>
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  <pubDate>Mon, 18 Apr 2011 22:23:37 GMT</pubDate>
  <title>Neo-Neptuno</title>
  <author>Failariël</author>
  <link>http://failariel.blogs.sapo.pt/25388.html</link>
  <description>&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Se te esquecer será destino, então regras quebra e faz com que esquecimento não invada a lembrança que de ti tenho. Suplico-te tempo, pára e faz com que real seja meu desejo, se este, destino de mim é!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Impede, que os fios que teci se quebrem, pois esta teia que te protege não é mais do que amor que te tenho, que pouco é, e a pouco sabe, mas que com cuidado muito poderá ser. Não, não se trata do assíduo compromisso que contigo fizeras, de te a mim dirigires como se de muito se tratasse, mas trata-se daquilo que no peito e alma te vai, por aquilo que meu peito e alma é.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Sei que pouco é, mas minha palavra te dou de que ideia de esquecimento esquecerei, para de ti me lembrar um dia, por pouco que seja. Correrei pelos bosques da minha mente, pelas memórias entrelaçadas, e pelos demónios que tanto me aterrorizaram, e encontrá-la-ei, encolhida e escondida a um canto, memória de ti, ainda viva, para me dizer, que sonho não fora, mas sim a realidade que dizias ser a nossa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Incógnita é meu mundo quando a ti toca, vontade de tocar com os meus olhos, ou mãos, sentir que és real, que existes, que lá estas de facto, não só com as doces palavras que de ti emanam mas também, com corpo que teu é, e que a ti pertence, corpo que desejo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Lembra-te, esquece-te de me lembrares que não passou de um conto, pois a dor entranhar-se-á no meu peito se o fizeres, pois longe, bem longe estarei, quando tarde de mais será, para que te possa abraçar, e dizer que sinto o teu coração tanto quanto meu sinto, peço-te, não vás!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Talvez não fosse assim teu sonho, nem tanto meu era, nem é, mas as leis que nos regem não nos permitem manobras escapatórias, e a cada dia que passa, palavra que encontro, ou memória que lembre, me encontro mais entrelaçado nessa teia que fizeste, dizendo que era teu amor, e que protecção me daria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Neo-Neptuno, quem és tu?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://fc09.deviantart.net/fs32/i/2008/191/9/3/Soul_in_Cage_by_ahermin.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p align=&quot;center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&quot;Blame Qui&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&quot;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>neo-neptuno</category>
  <lj:music>Gregory and the Hawk - Blame Qui</lj:music>
  <lj:mood>Incognita</lj:mood>
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  <pubDate>Wed, 30 Mar 2011 17:55:50 GMT</pubDate>
  <title>Perfectum</title>
  <author>Failariël</author>
  <link>http://failariel.blogs.sapo.pt/25315.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Sonhava sonho, que meu era, que de mim fugia para ser sonho só, mas que como meu seria, sem mim não existia. Sonhava em sonhar, mais alto, na perfeição de tal passo, lançando meus pés a frente, um de cada vez, erguendo mãos e braços, como um daqueles que tal amava faria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Seria sonho de décadas, milénios, atingir tal perfeição e rigor, seria sonho que por pouco não deixara de ser, há tempo que lá vai, que continua, sonho que quase fugira por repulsa de quem o nutria na sua mente, mas quase fora, e de quase não passara, pois sonho ficara para comigo morrer, enterrado quando pernas e braços me faltarem, e lágrimas pelos olhos me escorrerem de impotência tal que teria para simplesmente erguer o queixo à altura devida.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Olho hoje, ao alçar a mão, pela tal janela e vejo que seria uma perda Neptuno, desperdiçar minha maior paixão, por algo que coração não me enchia. E não, como haveria dito, não valeria a pena, havia escrito antes mesmo de teu servo ser, antes de te amar, como se profecia de meus dedos emanasse, avisando-me que o perigo te corria no olhar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Faço-o, e faço-me hoje, por mim e pela libertação daquilo a que tu um dia disseras ser a minha zona de conforto, sendo esta não mais que um globo de espinhos, onde me obrigaras a descansar, dias a fio, por puro prazer de me ver sofrer. E eu contando que amor retribuído fosse, e revelando o masoquismo existente neste coração que por pouco se despedaçou a teus pés, deitava-me  com o prazer de teu simples abraço ter, depois de tais feridas que sangue vertiam, para copo que mais tarde serviria de licor no teu banquete, com os teus múltiplos convidados, que feitos de ti eram.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Sonhava sonho, e sonho, realizo e acciono toda a energia que em mim existe, para sonhar, para mais alto chegar, pois quanto mais alto a cabeça erguer, mais tempo nas minhas pontas estarei, mais força terei, e mais imponente serei.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Neptuno, gastar palavras com teu nome crime é, mas como ao óbvio te limitas obrigado sou a usar essas letras que nada mais significam que o vazio, para que entendas que agradecimento te faço, a cada palavra que escrevo, pois escorraçaste-me, pisando meu coração que pedra agora é, para me dizer que amor seria palavra não presente naquele teu mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Agradeço pois dor que fora, força é.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Agradeço pois incerteza que passou, a certeza trouxe.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Agradeço, pois deus de mais nada és, neste mundo que é meu, onde o movimento predomina, e o deus, sou eu!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://fc00.deviantart.net/fs45/f/2009/100/c/4/Dance__by_shelleymccracken.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: andale mono,times; font-size: xx-small;&quot;&gt;Ballet&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>ballet</category>
  <lj:music>beyonce - me myself and I</lj:music>
  <lj:mood>m</lj:mood>
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  <pubDate>Tue, 15 Mar 2011 22:03:19 GMT</pubDate>
  <title>Se não por mim fosse...</title>
  <author>Failariël</author>
  <link>http://failariel.blogs.sapo.pt/25035.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; color: #000000;&quot;&gt;Se não por mim fosse, por ti não seria. Vontade de me olhar te faltava, te escapava das veias, como sangue escapava de fresco corte feito com a lâmina afiada de madrugada, naquela mesa com aquelas ferramentas que só tu e os teus braços assassinos sabiam manusear&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; color: #000000;&quot;&gt;Se não por mim fosse, soltar sair, berrar, do teu amor, daquilo que dizias fingias não sentir, escondias nas pequenas sombras das tuas cortinas, essas que te rodeavam a todo o momento, fazendo de ti incógnita apetecível, mascarada daquilo que não sentia ser, nem pouco era.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; color: #000000;&quot;&gt;Por ti não seria, outra reza que faria, naquele chão sujo, preso e amordaçado pelo teu medo, medo de dizer o que na alminha podre e seca te vai, e em tempos te ia. Não Contrairia nem mais um músculo por ti, que muito serias menos meu sonho, mas sim meu pecado, meu desejo, dos pesadelos do diabo e do inferno Neptuno serias e és desejo de teu servo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; color: #000000;&quot;&gt;Se não por mim fosse, pouco sentido faria não o fazer, largar as esperanças maldosas e carniceiras que implantaras no meu cérebro com seringas cheias de tal liquido transparente mas que tu com regalo nesses olhos, parecias ver como se a cura para a tua acidez fosse.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; color: #000000;&quot;&gt;Revirara os olhos, por mim, saturado de tanto cinismo encontrava-me eu onde me deixaras para mais uma vez me torturares. Vermelhos meus olhos ficavam de tanto tua visão os queimar e irradiar com essa beleza falsa que só meu ser veria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; color: #000000;&quot;&gt;Neptuno, cura-te e sai, desta sala que me pertence, nesta que meu mundo é com a sempre aberta porta para te receber, dizendo a entrada que bem-vindo não és nem serás, apesar de essa não ser minha vontade, e de tu o saberes melhor que alguém.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; color: #000000;&quot;&gt;Se não por mim fosse, por ti não seria largar meu desejo pelo movimento, e correr para teus aquosos braços, que a cura não carregavam. Não seria, nem será, pois fixo estou naquele ponto, naquele que todos dizem não existir, mas creio Neptuno, que exista. Proibido seria criar teorias, dentro de tua desconfortável clausura, mas ousara cria-la, e perfeição será parte de mim um dia, em conjunto com nada mais, e verás que me soltarei daquilo que disseste um dia ser amor…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://th02.deviantart.net/fs7/PRE/i/2005/178/7/4/Chains_by_baldrickthecunning.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>se não</category>
  <lj:music>rita redshoes - Choose Love</lj:music>
  <lj:mood>felizmente triste</lj:mood>
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  <pubDate>Sat, 12 Mar 2011 20:59:22 GMT</pubDate>
  <title>Espiral</title>
  <author>Failariël</author>
  <link>http://failariel.blogs.sapo.pt/24593.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Assustado de morte estava, de pálidas faces, lívido branco do enjoo, do arrependimento, da saudade. Saudade que se alojava nas mais fracas partes do corpo, essas que denominava eu da capacidade pensante, e do coração…ou aquilo que pensava ser o coração?!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Deitado estava, e olhava então para aquele tecto, que reflectia a tua cara, azulada, feita daquilo que te escorrera pelos olhos mesmo antes desses nascerem, pois o sofrimento acompanhara-te já dentro do ventre daquela tua progenitora que era a terra que te rodeava.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Davas nós na minha garganta com um simples olhar, e uma simples emissão de som, e eu sufocava, para teu regalo perdia o ar aos poucos e poucos, e o pouco que tinha, já pouco passava para dentro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Era a única maneira de sermos um, e não me encarares como teu, era fazeres-me como tu!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;As lágrimas escorriam-me pelos olhos, e a pálida pele já vermelha se tornava pois sufoco não seria o prato principal daquela refeição que pensarias tomar. Imóvel estava naquele chão, acorrentado pela minha própria mágoa, aquela que me impedia de gritar, de te dizer o quanto te amava, e que tal catástrofe não seria necessária.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Tarde era. O meu peito deixara de relaxar e contrair…contrair e relaxar. Era vago ali, imenso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Branco e eu olhava em volta, procurava-te.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Gritei por ti, pelo teu nome, ou aquilo que dizes ser, Neptuno, onde estas?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Não se ouviu uma única palavra… A minha voz havia sido roubada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;De forma brusca, caí no vazia, mãos embebidas em sangue puxavam-me, bocas ferozes, de dentes aguçados gritavam pela morte, por aquilo em que me tinha tornado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;De repente abrira os olhos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Deitado&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Imóvel&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Pálido&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Acorrentado pela mágoa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Recomeçara o teu passa tempo favorito, mas por quanto tempo duraria…Por quanto mais tempo durará?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>espiral</category>
  <lj:music>Keyshia Cole We could be</lj:music>
  <lj:mood>Mal</lj:mood>
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  <pubDate>Tue, 22 Feb 2011 17:08:26 GMT</pubDate>
  <title>Feto</title>
  <author>Failariël</author>
  <link>http://failariel.blogs.sapo.pt/24456.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Era grave, meu estado de enjoo e agonia, era preocupante. Era de gravidade tal que nem tempo para te procurar tive.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Dentro de alguém estava, amaldiçoado pelas águas que me rodeavam, espessas, que com muco se pareciam. Sem respirar, e alimentando-me por um tubo, surdo e incompreendido, chamava por ti, sem saber se realmente algum som era emitido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Diz-me, porque me enjoo de mim mesmo? A gravidade quotidiana arrebatava-ma cada vez mais, como se não habituado tivesse a ela, como se fosse nova todos os dias que volta a aparecer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Estarei a beira da loucura?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;A beira daquele abismo de esquecimento?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Porque me esqueço que ontem tal como hoje, igual sentimento invadira meu peito, e congelara meus pensamentos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Neptuno, meus olhos não consigo abrir! Porque decidiste torturar-me, quando sabes que morte seca, e límpida seria a única saída deste labirinto? Porque decidiste mal tratar quem teus olhos abriu e te viu crescer para ficares na mesma, igual ao que eras quando na palma de minha mão cabias?!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Era feto, dentro de mim, cheio daquilo que via dizia ou sentia, das semelhanças que encontrara, naquela réplica mal feita de ti, do ar que respirava, e mesmo dos arranhões que a mim mesmo fazia, quando me dava ao simples trabalho de me lembrar que ainda existias.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Pensava que prometeras…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Talvez seja melhor deixar para trás, as promessas vis que fizeste.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Era de gravidade rara a situação, chegara a enlouquecer eu? Pensara que homem grávido seria realidade intocável, mas agora que a toquei, e que fui eu a toca-la desisto! Pois estou cheio de mim, e nunca mais de mim saio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Fome de ti tenho, e só tu eu aceito, por mais que outro alimento me dê, Neptuno os teus afectos são a única conduta pela qual me alimentarei, enquanto dentro de mim estiver.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Pedras crescem em meu pensamento, e os suores frios escorrem-me pela testa, quando a tua imagem se projecta na minha mente e na mente dele que eu sou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Contraio-me por mim, cada vez que me magoo, que me amaldiçoo, cada vez que a mim me olho, pois a dor não alivia nem assim, mas a esperança que esta pare ainda reside em mim que me suporto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Neptuno era este o teu sonho para nós?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Se o era, nunca mo prometeste…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://fc09.deviantart.net/fs71/i/2010/225/0/8/Fetus_by_mortifire.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://failariel.blogs.sapo.pt/24456.html</comments>
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  <category>feto</category>
  <lj:music>The submarines - Clouds</lj:music>
  <lj:mood>Doente</lj:mood>
</item>
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  <pubDate>Fri, 14 Jan 2011 20:11:12 GMT</pubDate>
  <title>Aquo</title>
  <author>Failariël</author>
  <link>http://failariel.blogs.sapo.pt/24118.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Fartei-me de me fartar, de fartura me fartei, de coisas e coisinhas, sentimentos mesquinhos que como agulhas, se espetam no meu coração, Oh dor saborosa, velocidade tenebrosa. Fartei-me, das tuas mentiras e promessas, fartei-me do imaginário que vive morto, dentro de cada secção de meu cérebro, pensado a milímetro, a cada segundo estudado, como se possível fosse, que asas nascessem e batessem para longe daquilo que de agulhas era.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Fartei-me, cansei-me de olhar, de procurar pelo teu perdão, pelo teu reconhecimento ou mesmo pelo teu olhar, cansei-me e caí no desespero do cansaço e escorreguei, nas mentiras que a mim prometera eu mesmo, no dia em que reservara para te chorar tão afincadamente, que mesmo o ar me faltara ao faze-lo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Cansei-me, cansei-me Neptuno, de te olhar, de te doar tão sagrada água, quando água já tu és, quando de água tu te fazes, quando transformar-me em tal é teu passatempo preferido. Cansei-me, perdoa-me, perdoa meu fraco ser pois teu servo não consigo ser, perdoa se a rosas não me cheira a mágoa, perdoa-me se não a amo, perdoa o amor que te dediquei.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Neptuno, não és, nem serás, as terminais águas deste fio, mas Neptuno não poderei ocultar que anseias pelo medo dos que te rodeiam, pelo seu corpo, não me poderei perder na fantasia de teu rosto, na perfeição das tuas feições, no labirinto de tamanha beleza, terei de encontrar a saída do teu labirinto aquoso, terei de me libertar da tua prisão, do teu sangue.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Perdoa Neptuno, se teu servo, servo não fora, mas meus brancos olhos vultos vêem todas as noites nos sítios onde segurança por ti havia sido prometida. Perdoa se a minha pálida pele, branca que chegue não é para satisfazer o teu desejo de transparência, perdoa o quão humano meu ser é.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Fartei-me Neptuno, de me fartar de tuas farturas e imensidões prometidas, das tuas agulhas que o doce veneno da angústia injectam nas minhas enfraquecidas e vazias veias. Perdoa-me se não nasci para sofrer, ou me vender como te vendes tu ao mundo que dizes ser teu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Pensa Neptuno, junto a teu servo quão teu será o mundo? &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Nada nele faz parte de ti, mas tu dele fazes parte, dele necessitas para existir, de mim necessitas, de teus escravos, oh Neptuno…quando entenderás que só mais um dos escravos do mundo és?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;http://l26.sphotos.l3.fbcdn.net/hphotos-l3-ash1/hs780.ash1/167027_177543652285263_100000888873368_424713_5644230_n.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium; color: #000000;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&quot;Over and over i tryed, and over and over you lied&quot;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>neptuno</category>
  <lj:music>Ashanti - Rain on Me</lj:music>
  <lj:mood>Pior que mal</lj:mood>
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  <pubDate>Sat, 08 Jan 2011 21:08:11 GMT</pubDate>
  <title>Espesso</title>
  <author>Failariël</author>
  <link>http://failariel.blogs.sapo.pt/24037.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Espesso, era o único adjectivo encontrado para o ar que se respirava dentro daquelas paredes. Espesso como a pele de um grande mamífero, no entanto tão frágil como a vida de um simples insecto. Dentro daquelas tantas paredes, enumeradas de quatro, as palavras eram poucas, os suspiros cada vez mais, e a ânsia por dias melhores residia no coração de cada hóspede que ali passara a vida até então.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;A verdade havia sido exposta, talvez não da melhor maneira, mas pobre coitado, o nervosismo não lhe permitira dize-lo de outra forma, nem mesmo as circunstancias. Mas magoava-o, magoava o pobre pequeno, ver aqueles sorrisos dedicados a memórias de outro país, se desvanecerem num segundo, quando um simples pedido de conversa foi feito. Não necessitavam de negar, os ouvintes, que já esperavam tal coisa, pois conheciam o rapaz, e ele apesar de não os conhecer, sabia que assim seria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Dentro das quatro paredes, um ribombar de perguntas fez-se sentir, perguntas sentidas, que depois do dia passado, surgiam na mente de cada um deles.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Espesso, era assim que estava o ar naquela sala de vários compartimentos, espesso ao ponto de poder ser cortado com uma faca, ao ponto de não poder ser respirado, de sufocar, de fazer morrer aqueles seres, habitantes de tão pequeno espaço que ainda há pouco se mostravam vivos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Talvez não fosse assim o sempre daquela história, mas assim sentia o pobre.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Pensou assim, para se libertar de todo o sofrimento, e sufoco, pegar numa faca, e matar aquilo que o asfixiava, enchendo de toxinas cada pulmão. Pegou então na faca, dentro de sua mente, com as duas mãos, rodando habilmente a lâmina para que esta lhe apontasse o peito. Estava tão perto de acabar com todo aquele sofrimento, e de plantar mais um milhão de sementes deste. Estava tão perto de nada, de desperdiçar todo aquele talento embutido. Estava tão perto de o fazer, mas tão longe de o conseguir. Então, fechando os olhos, e fazendo força nos músculos dos seus braços…largou a faca, deixando ouvir aquele tilintar pelas quatro paredes da cada, e matando assim aquele feitiço que o aprisionava.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Estava livre finalmente, respirando como normalmente fazia, movendo-se sem dificuldade, e olhando em seu redor sem ver a beleza redundante de forma turva. Estava livre, no entanto, aquela liberdade, seria apenas o começo de milhentas outras prisões.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Espesso, espesso, é o ar quando a verdade é dita pelos mais corajosos, e não aceite por aqueles que não a entendem, nem um esforço fazem para tal...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Espesso.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://fc08.deviantart.net/fs70/i/2011/006/9/5/baby_by_failarielarfeiniel-d36kdau.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&quot;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;em&gt;&lt;span class=&quot;messageBody&quot; style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;Why wear my heart on my sleeve when﻿ it looks so good in your hand.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&quot;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>espesso</category>
  <lj:music>Sara Bareilles - Undertow</lj:music>
  <lj:mood>preso</lj:mood>
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  <pubDate>Wed, 29 Dec 2010 00:38:13 GMT</pubDate>
  <title>Chama</title>
  <author>Failariël</author>
  <link>http://failariel.blogs.sapo.pt/23786.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Talvez esperasse, talvez, por um beijo no chão de pedra, na superfície de meu ser, na frieza da decomposição, talvez esperasse.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Talvez aguardasse, olhando fugazmente para o relógio de tempo a tempo, para que mais rápido o tempo passasse, esperançado eu que este intimidado se sentisse, e os nervos de tal sentimento fizessem aqueles ponteiros finos e quebradiços, rodar mais depressa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Talvez inútil fosse, querer acelerar aquilo que infinito era, querer apressar o que não passa, querer acabar uma invenção preciosa, uma noção continua.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Talvez esperasse, aguardando pela inutilidade dos teus actos e das tuas tentativas falhadas de me chamar a atenção, que se revelavam evasivas, e resultavam de facto, fazendo-me baixar os olhos e verter aquelas ancestrais lágrimas que há milénios não vira.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Talvez desejasse.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;E se desejasse?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Era doloroso desejar desejar-te como outrora desejara, pois partiras para longe e esqueceras o desejo que dizias viver dentro de ti, desejo que alimentava com migalhas de pão recheadas de amor, o meu desejo. Mas desejava voltar a ser puxado para dentro daquele lago azul, de um claro amanhecer de verão, desejava voltar a possuir a tua alma, e rir-me com ela, sentindo cada sorriso como uma chama que aquece o coração.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Desejava que aquecesses, como tiveras feito outrora, aquele meu interior, até que ardesse, como uma única labareda, fundida com o amor que emanado era de teus lábios rosados, e de cada parte do teu corpo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Desejo sentir-te, portanto vem até mim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Desejo-te, pois só tu souberas como fazer-me viver.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Se assim o soubesse fazer, de ti não precisaria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Se assim soubesse acariciar-me como tu o fizeras, de ti não precisaria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Se assim pudesse beijar-me como tu o fizeras, de ti não precisaria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Mas não posso, e por isso tanto te desejo, porque ser uma chama só, é sê-lo a dois.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://fc09.deviantart.net/fs6/i/2005/025/8/a/Flame_by_rviper.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&quot;Sunrise, Sunrise Looks like morning in your eyes&quot;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>chama</category>
  <lj:music>Norah Jones - Sunrise</lj:music>
  <lj:mood>frio</lj:mood>
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  <pubDate>Sun, 26 Dec 2010 00:47:44 GMT</pubDate>
  <title>Servo do medo</title>
  <author>Failariël</author>
  <link>http://failariel.blogs.sapo.pt/23336.html</link>
  <description>&lt;pre&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000; font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;O mar puxava-me para dentro de suas águas. Entrara sem pensar na maré cheia e revolta, ondas de tamanha intensidade que nem as lágrimas de meu amor perdido mais forte eram.&lt;/span&gt;&lt;/pre&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000; font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Com as suas invisíveis mãos, Neptuno, arrastava o meu pequeno corpo, sem qualquer tipo de dificuldade cada vez mais para o seu coração, sem medo de me magoar, ou mesmo sufocar, e ele…olhava.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000; font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;- Ajuda-me! Por favor, ajuda-me! Tira-me daqui, não consigo sair! – Gritava eu com a aflição patente na voz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000; font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Nada me respondera, e amorfo ficara á situação. Seria só mais um no meio de tantos, a deixar aquele mundo ao qual tinha sido ele trazido para sua sorte. Passara por todos eles, dentro da maré, na protecção daquele deus, de brancos olhos olhavam-me cegos de tanto desdém, empurrando com a sua mente, o meu corpo para dentro, e para dentro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000; font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;- Por favor, cessem! Cessem a dor, estagnem este ardor, puxem-me, ajudem-me! – Engasgado com os golos de água que se atropelavam pelo discurso, tentava eu gritar-lhes, mas de pouco servia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000; font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Puxado era eu, a cada segundo que passava, cada vez mais para o centro da galáxia infernal que o mar era naquele momento, sem me aperceber para o que realmente era eu puxado. Olhara, de relance, quando a força de uma onde me virara, para aquela enorme onda que se formava mesmo acima de minha face, pronta a engolir aquela sua pequena refeição, que de pouco serviria para alimentar a sua raiva. De olhos arregalados, e imobilizado pelas águas geladas daquele inferno, engolido fora assim, pelo tão breve e simples destino, engolido e submerso naquele glaciar descongelado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000; font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Perdera consciência daquilo que era, por longos meses, quais não tivera tempo para contar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000; font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Águas de um azul esplendoroso eram, escuras, misteriosas, límpidas e assustadoras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000; font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Do nada, os seus traços apareceram formados pelas bolhas de oxigénio que vagueavam ali, sem destino, ou obrigação. Gesticulavam assim aquelas criaturas, formando uma boca falante, que mudas palavras gritava. O estridente grito ouvido debaixo da superfície aquosa era nocivo aos ouvidos, e perdera assim, a capacidade de ouvir…de me ouvir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000; font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Em seguida, mostrara-se ele assim como um clarão, preparado para fazer aquilo a que tinha sido destinado, cegar-me. Deixara assim, passado pouco mais que uma milésima daquele efémero segundo, os meus olhos brancos, tal como o dos outros.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000; font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;Pegara então em mim, engolira-me mais uma vez, e fizera-me seu servo. Servo da mágoa, da dor e da frieza. Servo de mim mesmo, servo daquilo que me atormentava, era eu, servo do medo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000; font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://fc05.deviantart.net/fs71/f/2010/241/9/3/93827097ab296d91c0c3c666750ee4c5-d2xladj.png&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000; font-family: arial,helvetica,sans-serif;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&quot;Don&apos;t tell me cause it hurts&quot;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>servo</category>
  <lj:music>Leela James - Don&apos;t speak</lj:music>
  <lj:mood>mal</lj:mood>
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  <pubDate>Mon, 06 Dec 2010 20:26:52 GMT</pubDate>
  <title>A razão</title>
  <author>Failariël</author>
  <link>http://failariel.blogs.sapo.pt/23234.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Passara tempo, tempo demais para ser contado, visto ou sentido. Tempo tapado pela poeira que magicamente caíra sobre aquelas velhas folhas de papel.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Já esquecera que os ponteiros alimentados pelas pilhas rodavam, pois a rigidez do meu ser não me permitira mover, e deixar alimentar aquele pobre ser inanimado. Esquecera, esquecera tanto, e nada perdoava um segundo de esquecimento. Lacrimejavam secas lágrimas meus olhos, de felicidade abundante, de estupidez escassa, sorria para aquele espelho, e para aquele tempo que não sabia que tempo era.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Sentado naquela velha casa, com paredes esburacadas, pelas quais irradiavam feixes de luz deixando ver o pó amigável que se acumulava passado tanto de tão pouco, sentado estava eu, olhando para cada partícula, cada mundo, universo que perto das órbitas se começava a fazer sentir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Apanhara milhentos deles, no meu pensamento, e com as mãos vazias, olhei, e olhei. Voltei a olhar, e vi de forma cega, que não se tratavam de mundos, nem de universos, mas de memórias velhas, antigas aquelas que o tempo havia levado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Vi em cada uma daquelas memórias, prisioneiros, coisas do passado, sorrisos aconchegantes, de confiança, de amor. Vira as minhas lágrimas, vira-as como nunca vira, limpara-as, ou tentara, mas eu continuava a chorar e chorava naquele corredor, sozinho desprovido de braços, ou de calor, desprovido de tudo aquilo que há tão pouco havia tido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;em&gt;“Terá sido á assim tão pouco? Afinal…o que é o tempo?”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Puxado para fora daquele mundo, voltara ao corpo que se intitulava como meu, de cara rugosa, pernas enfraquecidas, braços apoiados nas pernas, e um livro de recordações segurado nas mãos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;em&gt;“Nunca pensei poder segurar a minha própria vida… mas de que me serve segura-la, se segura nunca será?”&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;As minhas memórias já foram, e essas, trar-me-ão sorrisos, lágrimas, de certo morte, mas já foram, e só me resta assim, poder olha-las e corrigir o ser que sou a partir destas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://th08.deviantart.net/fs71/PRE/i/2010/281/0/1/__someone_forgot_me___part_i_by_minines-d30bem7.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;em&gt;&quot;See I Know We Not Official (No)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;em&gt; But Us Being Official Ain&apos;t Never Been An Issue (No)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;em&gt; It Came Down To Us&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;em&gt; Boy Remember We Were Different&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;em&gt; We Said That We&apos;d Talk&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;em&gt; If We Ever Had Problems About Anything&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;em&gt; I Was Cool With No Commitment (Wait)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;em&gt; Let Me Take That Back&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;em&gt; It Was You, So I Was With It (See)&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;em&gt; Guess I Didn&apos;t Get&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;em&gt; When You Showed You Didn&apos;t Miss It&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;em&gt; Now It Seems That Your Interest Ain&apos;t Here&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;em&gt; And We Ain&apos;t The Same&lt;/em&gt;&quot;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://failariel.blogs.sapo.pt/23234.html</comments>
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  <category>razão</category>
  <lj:music>Destiny&apos;s Child - is she the reason</lj:music>
  <lj:mood>...</lj:mood>
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  <guid isPermaLink='true'>http://failariel.blogs.sapo.pt/22962.html</guid>
  <pubDate>Sat, 13 Nov 2010 19:53:12 GMT</pubDate>
  <title>Super Heróis</title>
  <author>Failariël</author>
  <link>http://failariel.blogs.sapo.pt/22962.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Gostava. Gostava de ser um herói. Herói, não daqueles de capa, e de revista, não dos falados, mas daqueles que só eles sabem que heróis são. Gostava de ser mais, mais e melhor, para mim, para ti e para todos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Gostava de não ter uma capa vermelha, e que me daria a capacidade de voar. Gostava de ter as costas livres, limpas, tal qual são! Gostava de voar, nos meus mais puros sonhos, e de lá, ser eu, sem qualquer cor acrescentada! Pois a beleza, emana do ser, e não dos adornos que se lhe põem!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Gostava de ser desnudo, e perfeito como tal, sem fatos ou fatiotas, de cores garridas, que aqueles que voam, e veneram a sua reputação usam! Gostava de ser mais, mais e melhor.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Gostava de poder fazer aparecer uma radiante labareda a tua volta, quando tempos frios viessem, sem ter de te queimar. Gostaria de te arrefecer os dias quentes, dos verões secos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Gostava de ser Eu!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Gostava de ser um herói, não pelo fato, mas por aquilo que reside dentro de mim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Perfeito?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Sim!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Se assim assumires que perfeição, não é simplesmente um conjunto de coisas denominadas de correctas. Não, não é.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;A perfeição é atingida, quando te aceitas tal qual és, ser imperfeito, com picos de esplendor, e com poços de defeitos, com sorrisos reluzentes, e com lágrimas inundadas de mágoa. És perfeito, cabe-te a ti descobrir a perfeição.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Os super heróis? São de histórias criadas por pessoas que o desejavam ser, mas que devido ao pequeno cabimento mental, nunca o foram. A metáfora das histórias de super heróis é caricata… Ser um herói, como te disse, não é vestir uma bela capa, e um fato belíssimo. É seres tu, e eu ser Eu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;És um super herói?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Eu não sou. Mas já sei sonhar!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://th05.deviantart.net/fs70/PRE/i/2010/309/5/a/footprints_in_the_sand_by_failarielarfeiniel-d3283ve.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium; color: #000000;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;span id=&quot;profile_status&quot;&gt;&lt;span id=&quot;status_text&quot;&gt;&quot;A pessoa com quem tu vais ficar para sempre, ou que gosta imenso de ti, ou te vai amar muito, Já nasceu...só falta encontra-la&quot;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>hero</category>
  <lj:music>David Fonseca - U know who i am</lj:music>
  <lj:mood>A caminho</lj:mood>
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  <pubDate>Fri, 12 Nov 2010 18:01:53 GMT</pubDate>
  <title>O negro prado</title>
  <author>Failariël</author>
  <link>http://failariel.blogs.sapo.pt/22540.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Sentado estava há uma vida passada, esperando que um dia nascesse.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Calcava, contra o chão de pedra, os meus joelhos quando falsa esperança mostrava, uma amostra de dia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Seria? Seria assim? A dor passada, seria duradoura até meu peito embater com a suavidade de uma gota de chuva, naquele maciço chão de pedra negra, onde os vermes esperavam para me alcançarem a voz?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Seria?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Sentado esperava, pelo dia, em que aquilo que já fora, milénios antes de ser, voltasse a sê-lo. Para que a morta e enegrecida rosa, voltasse a nascer, em minha frente, como já havia morrido outrora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Sentado, esperava por não esperar, por levantar aquelas ocas pernas feitas de caules! Esperava por ser eu forçando as fracas ossadas, a buscar a semente, a cavar aquele chão de aço infértil, e a plantar, com a convicção duradoura de anos incontáveis, que de seguida, ela floresceria.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Tratava-se de uma crença, não de um relato de factos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Cria na existência de planta tão forte, que nascesse do aço, do aço criado para cobrir minhas terras de dor. Acreditava na existência, de algo tão forte, que tornaria possível, o florescer de milhentos espécimes de seres, naquele morta terra, já há meses contados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Cria em ti, fosses o que fosses.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Mas mais uma vez, aquele meio de transporte peculiar, não se dignava a ser digno de nome, nem mesmo as tuas sementes se mostravam, e os meus enegrecidos olhos, doentes de tanto pensar, so viam aquilo que o coração lhes entoava... Só viam esses, a canção do negro prado.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://fc02.deviantart.net/fs29/i/2008/177/1/1/Dead_Flower_by_face_of_boe.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&quot;If you don&apos;t learn to see what&apos;s in front of you...You will be just like the rest of them&quot;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>negro prado</category>
  <lj:music>Catherine Feeny - The rest of them</lj:music>
  <lj:mood>esperançoso</lj:mood>
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  <pubDate>Tue, 02 Nov 2010 21:35:55 GMT</pubDate>
  <title>Esperava...Espero</title>
  <author>Failariël</author>
  <link>http://failariel.blogs.sapo.pt/22367.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; color: #000000;&quot;&gt;Infindáveis segundos esperava. Segundos já passados, que o tempo não devolveria, esperava, pela sorte de um dia, pela sorte malvada, de uma paixão nunca questionada, e não momentânea, eu esperava.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; color: #000000;&quot;&gt;Esperava beleza! E então com aquela falsa ferramenta, pintava meus lábios, de cor que nunca pintara, e a arte, feita de fluidos sóbrios, emanava de minhas mãos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; color: #000000;&quot;&gt;Tratava-me não de um ser do género devido, mas aquele que se orgulhava de ter nascido, da maneira que fora.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; color: #000000;&quot;&gt;Não pintara os lábios para ser como tal, pintara-os para ser como eu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; color: #000000;&quot;&gt;Não gostava, não gostava de esperar, pelos segundos que não me dariam esperança. Não gostava de pintar, meus carnudos lábios, e não, não gostava de empalidecer, aquela horrenda face, que a mim me pertencia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; color: #000000;&quot;&gt;Fã da auto-critica, era assim que era, e não deixaria de ser. Fã de a baixo mandar, aquilo que era, que não seria. Fã de mim mesmo, escondido de todos, talvez estivesse.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; color: #000000;&quot;&gt;Não apreciava aquela cor, nem a luz. As mãos gélidas sobre a quente pele do pescoço, não, não apreciava…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; color: #000000;&quot;&gt;Tratava-me assim, por Tu, por Eu quando calhava. Ser que nascido daquele ventre, daquele ídolo, Ser dado ao mundo, para dar ao mundo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; color: #000000;&quot;&gt;Talvez, talvez não me orgulhasse daquilo que era, que sou que possivelmente virei a ser, mas orgulhava-me de mim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; color: #000000;&quot;&gt;Infindáveis segundos esperava eu então, naquele ecrã de vida, naquele filme já vivido, esperava, de lábios pintados, cara empalidecida, pó de arroz, da marca barata, daquela que já não se fabricava, esperava, naquela fria sala, onde o calor emanava somente de mim.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; color: #000000;&quot;&gt;- Porque esperas tu? – Perguntou ele, de forma mais discreta possível, e com um simples olhar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; color: #000000;&quot;&gt;- Espero por Algo! – Retorqui eu, com outro olhar.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; color: #000000;&quot;&gt;Esperava… Esperava eu, por mais um dia, daqueles de sol, em que faria aquilo que mais prazer me dava, e em que tu, serias o meu campo de visão…fosses tu quem fosses!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; color: #000000;&quot;&gt;De lábios pintados, cara empalidecida, expressão peculiar, olhar não surpreso, mas surpreendido, gélidas mãos no pescoço, e em tronco nu, esperava eu…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; color: #000000;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://sphotos.ak.fbcdn.net/hphotos-ak-ash2/hs388.ash2/66604_160213617351600_100000888873368_316738_1486464_n.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;background-color: #ffffff; color: #000000;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;&lt;em&gt;&quot;From bad luck...I&apos;m walking away&quot;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>esperava</category>
  <lj:music>Madeleine Peyroux - once in a while</lj:music>
  <lj:mood>parado</lj:mood>
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  <pubDate>Mon, 18 Oct 2010 19:44:29 GMT</pubDate>
  <title>Falecera...</title>
  <author>Failariël</author>
  <link>http://failariel.blogs.sapo.pt/22071.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Acordara de súbito, daquele sono sufocado, onde respirar, seria o fruto proibido.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Acordara de meu pesadelo já esperado, acordara daquilo que minh’alma havia cozinhado para que fome não houvesse.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;De facto, fome não sentia mágoa, pois alimento não faltaria, não lhe faltariam pesadas memórias, pedaços de carne suculentos, ainda frescos cujo sangue cairia de meus olhos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Acordara sobressaltado, apavorado com aquilo que meu sonho mostrara, meu pesadelo rogara, era praga!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Seria uma praga de borboletas, ou uma tempestade de arranhões ou mesmo o sentimento predilecto, que ninguém haveria provado. Seria praga de deuses, de longe, de onde não vivia paz, e onde essa era rainha. Seria algo, seria algo pequeno, que mataria o já pequeno ser.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Acordara de novo, de meu milésimo sono, do dobro do sonho, acordara para não mais dormir, mas para voltar a sonhar com aqueles monstros de sedentos olhos. Acordara de ti, acordara de mim, acordara para adormecer.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Adormecer naquela confortável cama de bicos, que perfuravam meu corpo já envelhecido na alma, e ainda tão jovem na sua pele. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;E então, adormecera para sempre, na verticalidade daquela coluna, daquele colchão, adormecera para te ver.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Sangrara da mente, para que não me faltasse imagem do teu eu, para que não fugisse de forma havida aquela vontade sedenta de te dizer que o que foi já não é!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Vontade de gritar, vontade de te estoirar para sempre, vontade de dizer “Estou livre…de ti”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;Se o fiz? Memória não me lembra. Mas depois de falecer, a leveza invadira o meu corpo, como se o peso do teu coração, tivesse finalmente largado meu.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;color: #000000;&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0 none;&quot; src=&quot;http://fc04.deviantart.net/fs17/i/2007/131/3/c/meat_v_by_saciii.jpg&quot; alt=&quot;&quot; /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: large; color: #000000;&quot;&gt; &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&quot;Enough&quot;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
  <comments>http://failariel.blogs.sapo.pt/22071.html</comments>
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  <category>falacer</category>
  <lj:music>Paramore - Breathe</lj:music>
  <lj:mood>...</lj:mood>
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