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  <title>DESECONOMIAS</title>
  <subtitle>Agenda, Ideias, Acontecimentos,&#13;
Divagações, Opiniões, Transcrições e Outros Ões</subtitle>
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  <updated>2011-11-01T19:43:19Z</updated>
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    <issued>2011-11-01T19:41:16</issued>
    <title>Referendo grego: Mais um passo na crise da divida.</title>
    <published>2011-11-01T19:41:55Z</published>
    <updated>2011-11-01T19:43:19Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não consigo antecipar o resultado, mas se ele implicar a rejeição do programa de estabilidade, seguir-se-á certamente o default integral da dívida e não restará outra solução à Grécia senão abandonar o euro. Esta constitui a solução fácil que vem sendo agitada por vários economistas, mas que representará um empobrecimento brutal para o país que o...ptar por essa via. O crédito externo secará por completo, a carestia e a hiper-inflação virão logo a seguir. Uma situação de catástrofe que temo venha a propagar-se a Portugal.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quedas superiores a 4% na generalidade das bolsas europeias já podem representar as primeiras vagas do tsunami que aí vem. Entretanto os líderes vão conversando ao telefone, certamente à procura de nova “carpintaria financeira” que lhes permita resolver um problema de dívida com mais dívida. Ainda não será desta que optarão pelos excedentes orçamentais. Opção compreensivelmente delicada, pois tal significa reconhecer a morte do actual estado social. Algo de que todos nós já desconfiamos, mas nos recusamos a aceitar.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Entretanto a generalidade das pessoas adormecidas por politicos canários que só "CANTAM" aquilo que é agradável e todos gostam de ouvir ainda não se aperceberam da gravidade da situação.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-10-22T12:51:21</issued>
    <title>Grande ideólogo das SCUT's também está indignado...Stupete, gentes! </title>
    <published>2011-10-22T11:56:24Z</published>
    <updated>2011-10-22T11:56:24Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;1.O Eng.º João Cravinho, grande ideólogo e impulsionador desse extraordinário modelo de financiamento/construção/exploração de AE sem custos para o utilizador (SCUT's) – só possível no pressuposto heróico de que nenhum contribuinte as iria utilizar –&lt;strong&gt; veio também manifestar agora a sua indignação contra a odiosa proposta de OE/2012... &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;2....E fá-lo sem papas na língua, afirmando, tonitroante, que “O Governo ataca a função pública por RESSABIAMENTO NEGATIVO”...curioso conceito este de Ressabiamento Negativo...fico a pensar no que consistirá o Ressabiamento Positivo?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;3.Embora já tenham decorrido cerca de 12 anos, recordo-me bem do tempo em que alguns cidadãos pouco esclarecidos levantaram reservas sérias ao modelo SCUT, argumentando que não fazia sentido a utilização gratuita de uma infra-estrutura tão dispendiosa e que não se configurava de 1ª necessidade...&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;4.Acrescendo que o modelo de financiamento escolhido, por concessão de rendimento garantido para os concessionários com base numa taxa de rentabilidade muito generosa, se apresentava muito mais oneroso para o Estado do que a promoção directa dos projectos, com financiamento do próprio Estado e inscrição da despesa no OE – se necessário recorrendo à emissão de dívida pública, à época de muito baixo custo e sem problemas quantitativos...&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;5.A estas críticas o Eng.º Cravinho respondia (quando respondia) de forma sobranceira, esclarecendo o Povo de que essas pessoas tinham uma visão puramente financista, de contabilista, não se mostrando capazes de compreender os efeitos altamente positivos sobre a actividade económica das regiões atravessadas pelas SCUT’s que este projecto era garantido gerar... e esse incremento da actividade seria + do que suficiente para compensar os custos das ditas SCUT’s...&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;6.Os anos passaram, &lt;strong&gt;continuamos à espera dos efeitos das SCUT’s sobre a actividade económica das regiões...&lt;/strong&gt;e entretanto caímos na insolvência, também com a ajuda precisa das SCUT’s, já não havendo dinheiro para assegurar a rentabilidade aos concessionários sendo por isso necessario transformar as SCUT's em CCUT’s! 7.Mas quem está indignado, afinal, é o Eng.º João Cravinho, que lança agora os mais duros impropérios contra aqueles a quem cabe a triste tarefa de apanhar os destroços e os “cacos” de uma feira de vaidades e de desvarios (que incluía uma “barraca” para as SCUT’s) a qual, como era previsível para os tais cidadãos pouco esclarecidos, se desmantelou e acabou na tragédia a que estamos a assistir!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Fonte: Blogue 4ªRepublica.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Adenda: O Sr Cravinho assiste entretanto à nossa agonia, corajosamente refastelado na burocracia da União Europeia, generosamente pago pelos contribuintes europeus, e sem sofrer cortes nos seus salários.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-10-16T16:51:17</issued>
    <title>Ilusões</title>
    <published>2011-10-16T15:53:06Z</published>
    <updated>2011-10-16T15:54:00Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Durante anos, durante demasiados anos, andaram a vender-nos uma falácia. Governos de várias cores políticas, insuflados de optimismo, garantiram-nos que éramos um país rico: inundados de "fundos estruturais", aconchegados pelo carinhoso abraço que nos dava a "Europa", fazíamos enfim parte do selecto clube das nações prósperas. Transformámo-nos, ipso facto, num paraíso do consumo: roupas caras a crédito, férias a crédito, recordistas no número de telemóveis, de computadores, de segunda habitação. Tornámo-nos "proprietários" de imóveis - e porque haveríamos de adquirir um T2 se o fácil crédito bancário nos sugeria a compra de um T4? Corremos aos stands para garantir o título de propriedade de um todo-o-terreno, de um topo-de-gama: ninguém nos veria com uma viatura inferior à do nosso vizinho ou do nosso colega de escritório, era o que mais faltava. Agimos como ricos. Convencidos, de facto, que éramos ricos - a conversão do escudo em euro elevava-nos, sem aparente esforço, ao estatuto económico dos alemães. Em mil discursos falaram-nos das maravilhas do "investimento público", no prodígio das grandes infra-estruturas dignas de encher o olho: havia 20 mil novas rotundas para construir em vilas e cidades, havia novas habitações prontas a erguer no país dos 500 mil fogos vazios, indiferente à reabilitação urbana. E a "alta velocidade" ferroviária levar-nos-ia sem demora à Europa das luzes. Tudo isto enquanto fechavam fábricas, se abandonavam os campos, se desmantelava a frota pesqueira, se encerravam minas e explorações pecuárias, se descuidava o nosso vasto património florestal. Qual o problema? O milagre da multiplicação dos fundos oriundos de Bruxelas toldava-nos a razão, as baixas taxas de juro estimulavam novas vagas de consumo, a retórica política transbordava de optimismo. E as raras Cassandras nacionais eram corridas a pontapé pela agremiação dos comentadores, sempre conformada ao discurso oficial. Esse discurso garantia-nos que éramos ricos. Mesmo sem produzir. Mesmo a importar 80% do que comíamos - com recurso a dinheiro emprestado. Um dia - há pouco tempo - despertámos do longo sono, abrindo os olhos para a realidade. Que pode ser descrita em quatro sucintas palavras: somos um país pobre. O optimismo oficial emigrou para parte incerta. E a elite dos comentadores, sempre pronta a virar na direcção do vento, tornou-se um reduto de Cassandras, qual delas mais agoirenta que as outras. Somos um país pobre: a era das ilusões chegou ao fim&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Fonte: Pedro Correia&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-09-28T16:08:32</issued>
    <title>A ilusão e o perigo das euro-obrigações</title>
    <published>2011-09-28T15:46:24Z</published>
    <updated>2011-10-01T17:22:43Z</updated>
    <content type="html">&lt;div class="com_shownews_lead paddingBottom20px" style="text-align: justify;"&gt;Há vários traços comuns entre os proponentes das euro-obrigações. A insistência nas obrigações vai de par com a esperança na solidariedade europeia como a principal solução para os nossos problemas.&lt;/div&gt;
&lt;div class="com_shownews_text"&gt;
&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há vários traços comuns entre os proponentes das euro-obrigações. A insistência nas obrigações vai de par com a esperança na solidariedade europeia como a principal solução para os nossos problemas. É consistente com a atribuição das causas das nossas dificuldades ao exterior, bem como com a ilusão da manipulação monetária e financeira. As euro-obriações são um golpe de mágica, como tantos outros: as PPP, os fundos comunitários, os estímulos do Estado, as grandes infra-estruturas, a multiplicação artificial dos diplomas académicos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esquerda aderiu em massa. A direita, leviana, não pára para pensar: hesita e contradiz-se. Avança e recua. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os proponentes das euro-obrigações são os críticos das inovações financeiras e os defensores de restrições à circulação internacional dos capitais. Os que criticaram as monstruosas operações financeiras baseadas na venda, à escala internacional, de produtos construídos por misturas de créditos de baixa qualidade propõem repetir as mesmas operações agora com as dívidas soberanas. Aquilo que foi um engano com os créditos privados é agora virtuoso com os créditos públicos. O que merecia entraves à circulação internacional e exigiria o devido castigo, como uma taxação à Tobin, merece agora a mais ampla liberdade de circulação nos mercados mundiais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Além desta evidente contradição política, a proposta enferma de insanáveis erros de análise económica. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem três motivos principais para recusar as euro-obrigações. Os primeiros são de carácter geral e o terceiro refere-se à situação particular do nosso país. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro. As dificuldades e perigos de implementação das euro-obrigações num sistema de Estados com administrações públicas com eficácia e qualidades muito diferenciadas obrigariam a uma implementação musculada, concebida, dirigida e implementada directamente pelos países dominantes. As tensões daí resultantes poderiam atingir patamares perigosos numa Europa com história recente pouco recomendável. O paralelo que, numa situação menos constrangedora, faz actualmente parte importante da opinião pública na Grécia, entre a presente austeridade patrocinada pela Alemanha, e as terríveis restrições impostas directamente no terreno grego pelo exército alemão durante a II Guerra Mundial, pode prenunciar os efeitos que um controlo mais directo das finanças gregas pode provocar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na verdade não se espere se concretize a emissão de euro-obrigações, com o actual modelo de implementação de políticas, baseado na pressão sem consequências entre pares e sem sanções efectivas, como sucedeu, primeiro, com Pacto de Estabilidade e Crescimento e a Estratégia de Lisboa, depois, mais recentemente, com o Semestre Europeu, o Pacto Para o Euro ou as decisões do &lt;a class="enlace_noticia" href="http://topicos.jornaldenegocios.pt/Conselho_Europeu"&gt;Conselho Europeu&lt;/a&gt; de Julho de 2011. As pressões entre pares e a divulgação dos dados falharam e voltarão a falhar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Segundo. A redução substancial dos juros não se verificará e suscita-se o risco de "chocar" uma &lt;a class="enlace_noticia" href="http://topicos.jornaldenegocios.pt/Crise_financeira"&gt;crise financeira&lt;/a&gt; de grandes proporções. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A esperança de taxas de juro das euro-obrigações, semelhante às dos títulos do tesouro americano é ilusória. Dada a estreita relação entre as finanças públicas e a situação do sistema bancário - acelerada nos últimos anos - aqueles juros não se situariam ao nível americano, mas num patamar muito superior. Deve recordar-se que o nível da dívida da banca americana face ao PIB é na Zona Euro mais do dobro do valor dos EUA: 2,5% contra 1,2%. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito provavelmente, nem uma média ponderada dos juros actuais se conseguiria. Aquela ficaria, pelo menos, 2% acima do valor da Alemanha. Mas o valor efectivamente obtido no mercado seria muito superior. Os adeptos das euro-obrigações, que não entendem os problemas de confiança subjacentes à operação dos mercados e que vêm tudo em termos de conspiração de alguns grandes agentes julgam - puro engano - que pelo controle administrativo controlariam esta variável. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema está em que a convergência das taxas de juro na Zona Euro nos 8 anos seguintes à criação do euro foi um fenómeno passageiro e anormal, não condizente com os dados da economia real que determinam os juros no longo prazo. A situação actual produz juros semelhantes aos que vigoravam antes de 2000. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contrariamente ao que muitos imaginam, foi a não integração dos mercados financeiros - e a repressão dos mecanismos de mercado - conjugado com o excesso mundial de oferta de capitais na Zona Euro que gerou situações artificiais e levou à convergência passageira das taxas de juro - porque não condizente com os indicadores de base que as determinam. É claro com o acumular das tensões ao primeiro abalo os níveis normais foram retomados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reprimir agora as taxas de juro para os níveis artificiais entre 2000 e 2008 é uma tarefa destinada ao insucesso cujos efeitos colaterais só podem agravar a situação. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A credibilidade das euro-obrigações seria reduzida. A esperança duma taxa de juro substancialmente inferior à actual não se concretizaria. As euro-obrigações contaminariam a credibilidade dos países do Norte, arrastando todos para uma crise ainda maior. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A credibilidade está suportada no funcionamento do aparelho de Estado. É sobre este que devem incidir as reformas estruturais. Ora o trabalho a fazer é ainda imenso como o comprovam os indicadores básicos da qualidade do Estado e das políticas públicas na Europa. As diferenças continuam muito pronunciadas sendo sobretudo de sublinhar a oposição entre o norte e sul. Qualquer avanço para maior integração fiscal na Europa exige que estas diferenças se atenuem previa e substancialmente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As euro-obrigações provocariam um aumento das dívidas soberanas, agora com um novo fôlego. Como a experiência tem mostrado desde 2000, a folga não seria aproveitada para reduzir a dívida, mas para a aumentar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Terceiro. A diminuição da autonomia de decisão em áreas fundamentais para a retoma da convergência real de Portugal. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O País precisa de políticas fortemente diferenciadoras para atrair capitais e de defender as suas reservas de ouro. Insistentes aleivosias de alguma imprensa alemã sobre as nossas reservas não aparecem por acaso. Círculos de pensamento e influência põem abertamente a questão do ouro como colateral, face à incapacidade de implementar efectivamente as medidas de austeridade. Por outro lado, a ideia da taxa Tobin está firmemente presente; outros instrumentos de harmonização seriam forçados como contrapartida das euro-obrigações. Portugal precisa de margem para divergir nas políticas, na medida em que se encontra num patamar inferior. A harmonização, nas condições presentes, como o mais distraído aprendiz de economia deveria saber, impedirá a convergência real e será um factor adicional de divergência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class="destacados_line_link paddingBottom10px"&gt;Fonte:&lt;/div&gt;
&lt;div class="destacados_line_link paddingBottom10px"&gt;Avelino de Jesus &lt;/div&gt;
&lt;div class="destacados_line_link paddingBottom10px"&gt;Economista e professor do ISEG&lt;/div&gt;
&lt;div class="destacados_line_link paddingBottom10px"&gt; &lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2011-09-17T16:47:53</issued>
    <title>Os economistas são uns chatos.</title>
    <published>2011-09-17T15:59:04Z</published>
    <updated>2011-09-17T15:59:04Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Numa Conferência na Ordem dos Economistas, Teresa Ter-Minassian deu  uma lição sobre as causas da crise portuguesa. Apesar da influência da crise internacional no agravamento dos desiquilibrios internos, as razões apontadas foram nacionais, de má governação. Teresa Ter-minassian não nomeou Sócrates, mas referiu o período, o que vem dar ao mesmo. Segundo Teresa Ter-Minassian, as causas foram as seguintes:&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;1ª - Défices orçamentais excessivos originados por um forte aumento do consumo público. O défice primário estrutural (excluindo a componente cíclica e medidas temporárias) subiu em mais de 5.5 pontos percentuais em relação ao PIB entre 2008 e 2010.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;2ª - Distorções no sistema tributário&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;3ª - Inadequados controles da execução dos orçamentos, resultando em sistemáticos excessos dos défices realizados sobre os valores orçados&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;4ª - Forte crescimento da dívida pública&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;5ª- Acumulação de responsabilidades publicas contingentes, relacionadas com o desempenho de entidades públicas autónomas, regiões e autarquias locais, e empresas públicas&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;6ª- Acumulação também de responsabilidades futuras associadas com as PPPs&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;7ª- Forte aumento da alavancagem e exposição a riscos de crédito dos bancos&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;8ª- Falta de diversificação das exportações, deixando-as vulneráveis a concorrência dos países emergentes com baixos custos&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;9ª- Rigidez no mercado laboral e falhas no sistema educativo, dificultando o crescimento da produtividade&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;10ª - Limitada inovação tecnológica, em parte reflectindo a atitude pouco favorável a investimento estrangeiro directo em sectores considerados estratégicos&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;11ª - Falta de concorrência em sectores importantes, especialmente de bens não transaccionáveis; dificuldades na gestão empresarial, devidos a excessiva burocracia e a falhas no sistema judiciário.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os jornalistas estavam na conferência. Mas nenhum jornalista noticiou o evento e o seu conteúdo. A verdade é incomodativa? Para quem?&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-09-04T14:25:15</issued>
    <title>A IMAGINAÇÃO TRIBUTÁRIA</title>
    <published>2011-09-04T13:30:20Z</published>
    <updated>2011-09-04T13:30:20Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;À falta da tributação sobre as "varandas e sacadas" de casas e prédios e dos burgueses  com que a 1ª República pretendia obter mais uns tostões para o erário público; à falta da "licença de isqueiro" com que o Estado Novo pretendia proteger a nossa industria fosforeira; à falta de qualquer outro facto que possa ser tributado, o PR, mostrando uma completa falta de imaginação, defendeu novamente a tributação da morte, através da ressurreição do já "defunto" imposto sucessório. Isto para substituir o idiota "imposto sobre os ricos".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Contudo, como a morte é mal geral, que ataca todas as classes, é de presumir que o ressuscitado "imposto sucessório" seja só de aplicar aos mortos ricos. Senão lá se vai e intenção e o efeito de tributar o património dos ricos e isentar o património dos pobres. Neste caso, porém, fica por saber onde é que se deve estabelecer a fronteira entre um rico morto e um pobre morto...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;SE tivessemos tanta diligente imaginação para gerir as contas com equilibrio não era necessário desperdiçá-la com tanta extorsão fiscal.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-09-04T09:07:40</issued>
    <title>Exemplos de Mau Jornalismo. TIRAR é diferente de POUPAR</title>
    <published>2011-09-04T08:23:13Z</published>
    <updated>2011-09-04T09:05:44Z</updated>
    <category term="corte de despesa publica"/>
    <category term="mau jornalismo"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Segundo o Jornal de Negócios o &lt;a href="http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&amp;amp;id=504179"&gt;"corte de despesa [pública] &lt;strong&gt;tira&lt;/strong&gt; até 420 euros a cada português"&lt;/a&gt;. Confesso a minha surpresa. Estaria a nossa despesa pública a ser sustentada por algum filantropo (a fundo perdido, é claro) que de repente, e por qualquer razão, decidiu armar-se em sovina? Infelizmente tudo não passa de (mais) um exemplo de mau jornalismo económico.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Na verdade, a despesa pública é financiada por impostos ou dívida pública. Sendo que a última terá que ser financiada também por impostos (a que ainda acrescem os juros ).  A distribuição será certamente igual pela contribuintes portugueses mas o título correcto seria &lt;span style="color: #0000ff;"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;"&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;corte de despesa &lt;strong&gt;poupa&lt;/strong&gt; até 420 euros a cada português&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;".&lt;/span&gt; Em termos médios, é claro.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O público está alheado dos temas de economia e a imprensa económica podia ajudar. Assim não.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-08-10T22:33:07</issued>
    <title>Os bodes espiatórios.</title>
    <published>2011-08-10T21:34:20Z</published>
    <updated>2011-08-10T21:34:20Z</updated>
    <category term="bodes espiatorios"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O grande problema de Portugal não está somente na crise. As crises resolvem-se, com mais ou menos tempo, com mais ou menos sacrifícios, como já resolvemos outras no passado e como outros países resolveram e resolvem nos dias de hoje. O problema está em que, desta vez, parece que ninguém quer reconhecer as causas efectivas dos nossos problemas e, em contrapartida, todos se entreterem a inventar subterfúgios e falsas razões para a “explicar”. Vejamos: de há, pelo menos, trinta e cinco anos para cá, vivemos num regime socializante, suportado por princípios económicos intervencionistas e proteccionistas, fortemente limitadores da propriedade privada e do rendimento pessoal, e com políticas que acreditam nas virtudes da redistribuição de renda pelo estado, o que tem vindo a ser feito crescentemente, com um progressivo e galopante aumento da carga fiscal ao longo das quatro últimas décadas. Pois, segundo parece, a doutrina dominante é que esta crise, a nossa crise, não é uma crise dessa mentalidade socialista e estatista e das suas políticas, mas sim uma crise do capitalismo e do mercado, isto é, do liberalismo, palavra que serve agora como adjectivo para insultar o adversário, como no passado se utilizava amiúde a palavra “fascista” para queimar quem não fosse do PC ou da extrema-esquerda. Nestas circunstâncias, por mais ciente que esteja o governo das razões da crise e do que é necessário fazer para a superar (o que não é certo que esteja), o esforço para realizar as reformas necessárias será muito superior ao que seria normal e desejável. Talvez seja por isso que, até agora, o governo não anunciou nenhuma reforma profunda e se tem limitado a repetir as mesmas receitas do passado: aumento de impostos (IRS, IVA) e reestruturações em vez de privatizações (RTP). Bem vistas as coisas, o governo tem-se limitado a dar-nos aquilo a que estamos habituados e a que, se calhar, a maioria dos seus ministros também já se habituou.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-08-01T23:16:44</issued>
    <title>Aumento da Divida Pública em Alta.</title>
    <published>2011-08-01T22:18:22Z</published>
    <updated>2011-08-01T22:18:22Z</updated>
    <category term="divida publica"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Segundo dados do Instituto de Gestão do Crédito Público, no 1º semestre de 2011 a dívida pública aumento 20.618 milhões de euros. Um aumento de 14% cujo total é equivale aos dos 3-trimestres-3 anteriores. Só o mês de Junho a representa 40% do valor total. Parece que a contenção orçamental foi apenas uma fantasia dos nossos "queridos" ex-governantes que andaram a empurrar o mais que podia a assunção das dívidas por parte da administração central. A propósito do tema, ler os comentários de Tavares Moreira. Nota: Também se torna interessante comparar a evolução da dívida com os periodos eleitorais&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class="saportelink" href="http://fotos.sapo.pt/valdecal/fotos/?uid=fmESzFpIHkreyqZhlTNv"&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B1c070721/8890986_SQnI1.jpeg" alt="" width="223" height="226" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-07-30T14:01:32</issued>
    <title>Se assim fizerem, daqui para a frente tudo será diferente </title>
    <published>2011-07-30T13:02:32Z</published>
    <updated>2011-07-30T13:02:32Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;À primeira reunião de António José Seguro, como secretário-geral do PS, com o seu grupo parlamentar esperava-o uma legião de jornalistas. Seguro explicou ao que ia. Um longo e árduo caminho esperava o PS, principal oposicionista, na sua luta pela Democracia e por Portugal contra o Governo... - Concretamente, Dr. Seguro?... insistiram os repórteres. - Concretamente, respondeu Seguro: - ... recomendarei aos deputados da nossa bancada que não façam promessas que não possam concretizar. Parecendo pouco importante na forma seria uma transformação radical na maneira de fazer politica em Portugal.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-07-29T16:23:04</issued>
    <title>A sub-orçamentação feita pelo governo anterior, para o ano de 2011, serviu para quê? Muitos casos de irresponsabilidade de pessoas, eleitas, que não tinham capacidade para ser governantes.</title>
    <published>2011-07-29T15:24:16Z</published>
    <updated>2011-07-29T15:24:16Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt; 1.Em Abril, foram divulgadas notícias segundo as quais as verbas postas à disposição de alguns ministérios para pagamento de remunerações certas e permanentes aos funcionários eram tão curtas que faltava o dinheiro para a entrega do IRS e para os descontos para a CGA... 2.Essa ocorrência tornou-se mais notória no caso das forças armadas e de algumas forças de segurança, não tendo esse facto sido desmentido, pelo contrário os ministérios em questão confirmaram, embora fossem dizendo que o pagamento dos salários líquidos estava assegurado... 3.Aumento do endividamento a fornecedores do Estado, sabendo-se agora que o valor acumulado desse endividamento atingirá, só no sector da saúde, cerca de € 3.000 milhões – falta saber qual a "fatia" imputável a 2011. 4.Note-se que o expediente utilizado pelo anterior executivo de sub-orçamentar a despesa com pessoal e não entregar os descontos (porque não podiam fazer descontos) às finanças e à CGA era especialmente censurável uma vez que prática equivalente, quando adoptada por empresas privadas, expõe os administradores e outros responsáveis empresariais a responsabilidade financeira e criminal... 5.Assim sendo, é inevitável a elaboração de um (2º) OE Rectificativo, no qual sejam inscritas as verbas da despesa em falta bem como as receitas para lhes fazer face... 6.Compreendo também que por razões de prudência o actual executivo tenha optado pela apresentação desse 2ºOE Rectificativo apenas em Outubro, juntamente com a proposta de OE para 2012, procurando conhecer no máximo detalhe possível as insuficiências detectadas e sobretudo perceber com vai comportar-se a receita fiscal até Setembro, após a brutal desaceleração em Maio e Junho... 7.De forma a evitar a apresentação de um 3º OE Rectificativo! Questões: Estes procedimentos nada sérios pessoalmente e incompetentes profissionalmente ajudaram o país em alguma coisa? Não. Só o prejudicaram em termos de credibilidade das contas públicas. O anterior executivo, principalmente o ministro das finanças, não tinham a noção de que estavam a enganar os portugueses e entidades interessadas.? Se sim , porque o permitiram e foram coniventes com estas trapaçadas? Boa pergunta…. Ah! era preciso tomates para contrariar “Sua Excelência”, e reconhecer o falhanço da suas politicas.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-07-23T22:25:58</issued>
    <title>A renegociação da divida não resolve. É necessário o ajustamento orçamental.</title>
    <published>2011-07-23T21:31:24Z</published>
    <updated>2011-07-23T21:31:24Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Suponhamos que um português chamado Francisco, a quem todos tratam por Chico, decide contrair um empréstimo de 100 mil euros para pagar várias dívidas que foi acumulando ao longo de alguns anos em que os gastos foram sempre superiores aos rendimentos. O Chico pede então um empréstimo de 100 mil euros ao único banco que ainda lhe concede crédito: o BCE – Banco dos Custos Empurrados. O crédito é concedido por um prazo de 7 anos sujeito a uma taxa de juros de 5,7% ao ano. Faça-se aqui o cálculo simples dos custos deste empréstimo ( sem correcções à taxa de juro aplicada nem contabilização de despesas associadas ao risco do cliente):&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; 100 000 x 0,057 x 7 = 39 900 € (total de juros) 100 000 + 39 900 = 139 900 € (total a pagar)&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas o Chico não muda de vida – mantém o carro de alta cilindrada, continua a comer em restaurantes caros, a comprar os gadjets electrónicos mais recentes e roupas de marca, não diminuindo as despesas. Tenta aumentar os seus rendimentos cobrando mais aos seus clientes, mas aqueles reagem diminuindo o recurso aos seus serviços.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Logo que tem que começar a pagar o novo empréstimo, o Chico não é capaz de satisfazer os montantes exigidos para a sua amortização. O banco percebe que o Chico é incapaz de pagar as prestações resultantes daquele empréstimo, com aquele prazo, e propõe-lhe aumentar o prazo de pagamento do empréstimo para 15 anos com juros a uma taxa média de 4,4% ao ano.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; 100 000 x 0,035 x 15 = 66 000 € (novo total de juros) 100 000 + 66 000 = 166 000 € (novo total a pagar)&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Chico sai do banco muito contente com a sua esperteza. Quando conta aos amigos a proeza eles passam a chamar-lhe &lt;strong&gt;Chico esperto. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Publicado em Jardim no Deserto.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-07-22T22:24:16</issued>
    <title>Aumentos e medidas de descriminação positiva</title>
    <published>2011-07-22T21:34:12Z</published>
    <updated>2011-07-22T21:34:12Z</updated>
    <category term="actualidade politica e económica"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O aumento dos preços dos transportes públicos, apesar de justificado pela lógica da recapitalização das empresas públicas de transportes,  vai causar sérios danos nos orçamentos e nas vidas das pessoas e das famílias de baixos rendimentos, as quais não têm outra alternativa de mobilidade, ao contrário de muitos outros utilizadores que poderão vir a optar, pelo transporte particular.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mais tarde vi a notícia de que o governo vai criar um &lt;strong&gt;“título de transporte a preços reduzidos”&lt;/strong&gt; com o objectivo de “promover a justiça e protecção social, introduzindo medidas de discriminação positiva”. Esta medida de discriminação tarifária é fundamental para proteger as pessoas e famílias de baixos rendimentos, evitando que sacrifícios adicionais lhes sejam impostos. Esta preocupação económica e social deve estender-se, também, a outros grupos sociais e bem assim a outros serviços públicos essenciais.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Concretizando, fará sentido manter descontos tarifários em relação a jovens e a idosos independentemente da sua situação económica? É um bom momento para reflectir sobre este assunto.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Se é fundamental introduzir tarifas sociais ou de “preços reduzidos” no acesso à mobilidade, também faz sentido, pelas mesmas razões, fazê-lo em relação a outros serviços públicos essenciais como é o caso da electricidade. A liberalização do mercado de energia do sector doméstico, electricidade e gás natural, a que se junta o aumento da taxa do IVA, tal como está estabelecido no memorando de entendimento com a Troika, impõe que sejam introduzidas tarifas que descriminem a favor das pessoas e famílias de baixos rendimentos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Questão igualmente importante é a de saber quais os critérios que serão adoptados para o acesso às tarifas de preços reduzidos, como se compaginam com os critérios praticados pela segurança social na atribuição de prestações e apoios sociais. &lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;É muito importante que esta discriminação chegue efectivamente a quem dela comprovadamente necessita e que se evitem os falsos pobres&lt;/span&gt;, como acontece, por exemplo, com o rendimento social de inserção. Não menos importante, ainda, é saber o nível de descontos a conceder face aos preços tabelados e como são financiados os descontos.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-07-16T22:37:47</issued>
    <title>Portugal não é Lixo! Os governos incompetentes sim.</title>
    <published>2011-07-16T21:40:59Z</published>
    <updated>2011-07-16T21:40:59Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Nas últimas semanas, devido à decisão da Moody''s de descer o rating da República, ou, dito de outra forma, a capacidade do Estado português de pagar a dívida que contraiu, voltou à baila uma confusão que nos tem prejudicado bastante. Aquela que fazemos entre país e Estado. Das páginas dos jornais às televisões, do Facebook às conversas de rua, todos falam de Portugal ser "lixo".&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;No entanto, não há nada mais errado que esta afirmação, e, se percebermos o erro, compreenderemos porque ficamos tão indignados quando uma agência internacional nos diz que o Estado, que nos cobra cada vez mais impostos e nos presta cada vez piores serviços, foi classificado como lixo. A crise que vivemos em Portugal deve-se essencialmente à acumulação sucessiva de défices. Devido a uma gestão que nas últimas décadas podemos classificar de péssima e nos últimos cinco anos de danosa, o Estado gastou mais do que recebeu, sustentou clientelas, grupos de pressão, lóbis, fez obras que satisfaziam certos sectores e algumas empresas, patrocinou iniciativas e meteu-se em projectos que iam muito além das funções, já de si alargadas, do Estado social. Pôs-se em xeque e fez--se mate. Faliu. E agora, o país que não é o Estado, mas Portugal, está a pagar a conta. Os seus habitantes, que não são o Estado, mas portugueses, estão a sofrer as consequências. Com quem é que nos devemos indignar? Com quem fez a asneira ou com quem nos diz a verdade?&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-07-12T22:12:29</issued>
    <title>De negação, em negação ou Tapar o sol com uma peneira e queimar os olhos</title>
    <published>2011-07-12T21:20:28Z</published>
    <updated>2011-07-12T21:20:28Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;strong&gt;A descoberta de eventuais buracos orçamentais nas contas autonómicas espanholas é que poderá ser o rastilho de um enorme barril de pólvora que poderão ser hoje as contas das regiões autónomas espanholas. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;O argumento de que não somos a Grécia (utilizado por Portugal) nem somos Portugal (que continua a ser utilizado pela Espanha) está  na iminência de cair por terra. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Quanto à Itália, nos moldes actuais, não é resgatável. A sua dívida atinge uns astronómicos 1,8 triliões de euros  bem acima das dívidas conjuntas de Portugal, Irlanda, Espanha e Grécia – avaliadas em cerca de 1,2 triliões. Tudo somado, são 3.000 biliões de euros que, superiores ao PIB alemão, representam 30% da economia da zona euro. Portanto, se as dívidas espanhola e italiana forem abanadas, e começam a surgir sinais disso, das duas uma: a) o euro acaba ou b) o Banco Central Europeu, a exemplo do que tem sucedido com a Reserva Federal nos Estados Unidos, será compelido a monetizar a dívida (basicamente, imprimir papel), daqui resultando um surto inflacionista difícil de quantificar e provavelmente o abandono da Alemanha do euro. &lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Seja como for, o corolário associado a qualquer um dos cenários é idêntico e consiste simplesmente no seguinte: a tempestade perfeita, aquela que arrasará os credores, em particular os credores privados, aproxima-se e com carácter de inevitabilidade. Foi assim que no passado se resolveram as mais graves crises creditícias e assim acontecerá agora, de novo.&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-07-10T17:59:54</issued>
    <title>Os bodes espiatórios.</title>
    <published>2011-07-10T17:06:23Z</published>
    <updated>2011-07-10T17:09:13Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Desesperadas, as elites responsáveis por décadas de despesismo irresponsável, recusam-se a reconhecer os resultados das suas políticas: a bancarrota. E culpam as agências de ratting, estratégia que ilude a questão de fundo e recolhe um apoio populista. E ainda exigem imediata regulação da sua actividade e a criação de novas agências mais “maleáveis”.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sucede que as ditas agências só tem poder por causa precisamente da regulação. Em 1975, uma entidade federal norte-americana, a U.S. Securities and Exchange Commission passou a exigir, para certas operações de crédito a avaliação de risco por empresas de rating. 7 empresas foram creditadas por essa agência federal. Com o passar dos anos e mediante processo de aquisição e fusão, restavam 3, pelo que a mesma agência federal creditou nos últimos anos 5 outras empresas (1 canadiana, duas japonesas e mais duas norte americanas). .Por seu turno, o Banco Central Europeu, instituição pública controlada pelos governos da União Europeia exige igualmente a avaliação das agências de ratting para determinadas operações, apenas aceitando 4: Standard &amp;amp; Poor’s, Moody’s, FitchRatings e DBRS.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Ora a regulação foi criada para impor regras e manter o sistema financeiro globalizado saudável. Quando os responsáveis, incapazes de operar soluções de equilíbrio orçamental nos países da EU, que são a primeira regra básica para a saúde da moeda única, também flexibilizam as regras de regulação, estão a comprometer todo o sistema em que assenta a União Económica da Europa e a credibilidade da moeda única.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-07-05T12:39:22</issued>
    <title>Uma Decisão Importante: Reavaliação De Encerramento Das Escolas </title>
    <published>2011-07-05T12:01:36Z</published>
    <updated>2011-07-05T12:01:36Z</updated>
    <content type="html">O novo ministro trava encerramento de escolas do 1.º ciclo com menos de 21 alunos.
O Ministério da Educação (ME) já não vai encerrar as 654 escolas do primeiro ciclo do ensino básico, com menos de 21 alunos, que tinha intenção de fechar este mês, no âmbito do plano de reorganização da rede escolar. 
A equipa de Nuno Crato, que agora tomou posse, garantiu que irá reavaliar a proposta de encerramento das escolas e o seu impacto. A decisão já foi comunicada aos municípios, que aplaudem a decisão.

Uma decisão importante. Pode em muitos casos evitar a desertificação de muitas povoações.Quanto à poupança é conveniente fazer bem as contas e verificar se o transporte das crianças de um lado para o outro, o tempo que perdem no caminho, e, que lhes é roubado ao conveniente descanso, o ficarem a 'deambular' nos tempos livres por paragens que não são o seu meio habitual, talvez não sejam vantajosos. É caso para pensar bem no assunto.</content>
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    <issued>2011-03-27T22:25:44</issued>
    <title>Actualidade politica e económica - O Resgate Financeiro</title>
    <published>2011-03-27T21:31:13Z</published>
    <updated>2011-03-27T21:31:13Z</updated>
    <category term="actualidade politica e económica"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;Perceber o recurso à ajuda financeira externa sob a forma de Resgate Financeiro. Em várias ocasiões, o primeiro-ministro justificou a sua relutância em recorrer a ajuda externa pelo efeito perverso que a intervenção já ocorrida na Grécia e na Irlanda teve nas taxas de juro das respectivas dívidas públicas. Importa, por isso, perceber a relação de causalidade entre a submissão a um programa de financiamento externo e o agravamento dos custos de financiamento. Estes programas têm como principal benefício a garantia de financiamento a custos inferiores aos exigidos no mercado. Em contrapartida, é exigida a adopção de um conjunto alargado de medidas que visa, por uma lado, o rápido saneamento orçamental e, por outro lado, a melhoria do crescimento económico potencial. Daqui decorre, necessariamente, uma capacidade acrescida do país intervencionado em honrar os seus compromissos financeiros. Desse modo, por que haveriam os investidores exigir taxas de juro mais elevadas? Parece um paradoxo…mas não é! A explicação normalmente avançada para desmontar este paradoxo apela aos efeitos reputacionais adversos que um pedido de ajuda alegadamente comporta – nas palavras do primeiro-ministro: a incapacidade do país resolver o problema pelos próprios meios. Acontece que para os investidores pouco importa quem resolve o quê: a sua preocupação é garantir o recebimento integral do capital emprestado. A explicação correcta reside no facto do crédito contraído junto do FMI ser sénior relativamente à divida contraída junto de todos os outros investidores. Ou seja, em caso de incumprimento, o FMI tem primazia na cobrança, o que implica prejuízos maiores para os demais credores. Noutras palavras, a “entrada do FMI” tem como consequência a eventual penalização dos “tais especuladores” a que tanta gente aponta o dedo – muitas vezes sem saber do que fala. Seja como for, parece incontestável que o aumento das taxas de juro onera o financiamento do estado. Esta asserção também não está correcta, pois durante o período de vigência do programa de auxílio financeiro, os estados não necessitam de recorrer ao mercado - afinal, esse é o objectivo único do recurso à ajuda externa -, tornando o nível majorado das taxas de juro praticamente irrelevante. No cenário mais provável de eleições, é crucial que estas questões decisivas sejam tratadas com a seriedade devida e sem demagogias. 24-03-2011&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-06-07T13:52:34</issued>
    <title>um velhinho</title>
    <published>2010-06-07T12:56:19Z</published>
    <updated>2010-06-10T07:12:17Z</updated>
    <content type="html">&lt;object width="480" height="385"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dVC2cszdTao&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/dVC2cszdTao&amp;amp;hl=pt_BR&amp;amp;fs=1&amp;amp;" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;</content>
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    <issued>2010-06-07T09:53:43</issued>
    <title>Visita a Mora e ao seu Fluviário</title>
    <published>2010-06-07T09:15:56Z</published>
    <updated>2010-06-07T14:09:15Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;Sábado, 04 de Junho de 2010 
Após passeio matinal, saida ás 10 horas. A1, saida em Santarém em direcção a Coruche. Tempo quente, paisagem campestre,  caracteristica da zona ribatejana. Paragem em Coruche para reorientação, pois o nome de Mora não aparecia. Um solicito coruchense indica: passar as pontes e cortar à esquerda na rotunda. Coruche, cidade pequena e, nesta manhã, com pouco movimento. As Pontes de metal, passam o rio Sorraia, que é zona tradicional de cultivo de arroz.Também Muito milho cultivado ao longo da estrada. Paisagem do alto alentejo, com oliveira, sobreiro e azinheira. Pouco movimento de transito e localidades pequenas. Antes de Mora a localidade de Couço, que recordo porque após o 25 de Abril votava PCP por grande maioria, provávelmente por os residentes serem assalariados agricolas pobres a trabalhar na  zona fértil do vale de sorraya e procuravam uma vida melhor. Cidade de Mora, tipicamente alentejana; casas baixas pintadas e cuidadas; as praças da igreja e do municipio. Tudo bem conservado e limpo. Uma volta pedonal pelo centro, uma conversa com uma morense e, o fluviário é fora da cidade, e longe.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-04-25T10:20:41</issued>
    <title>Memória do 25 de Abril de 1974</title>
    <published>2010-04-25T09:29:31Z</published>
    <updated>2010-04-25T09:29:31Z</updated>
    <content type="html">Por esta hora, 10 horas, já estava num dos cantos no largo do Carmo, a viver os acontecimentos da ocupação militar do largo, julgo com dois tanques e comando do Salgueiro Maia,  o ajuntamento, os tiros sobre os Paços do Concelho para intimidar, e finalmente a rendição de Marcelo Caetano e do regime.. Lembro-me razoavelmente de tudo, mas fora a minha memória não tenho outros registos. No momento, nem me apercebi da importância do acontecimento. PASSARAM 36 ANOS.
Vou agora sair para Lisboa, e visitar o largo do Carmo e avivar essa memória.</content>
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    <issued>2010-04-25T09:44:08</issued>
    <title>Encontro de amigos no Pata Negra</title>
    <published>2010-04-25T09:20:33Z</published>
    <updated>2010-04-25T09:20:33Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;24 de Abril de 2010 A meu convite reunimos hoje para confraternizar e almoçar. Ementa bacalhau no forno com migas e puré de grão. Local, restgaurante Pata Negra na Azoia. Sessão de abertura às 13 horas. Compareceram os convidados: Antonio, Manuel, Pedro, Ventura, Alvaro, Lino, Nogueira, Ze, Tomaz,Pompeu,Fernando e eu. Antes da refeição umas boas vindas dadas por todos e uma mensagem pessoal. O facto de estarmos embrenhados na vida de negócios e empresas que absorvem as nossas energias, presseguindo a sobrevivência, o crescimento e a estabilidade financeira, faz-nos esquecer que a maior riqueza são os nossos relacionamentos passados e presentes. Ao longo da minha actividade empresarial e pessoL conheci, contactei, tive negócios, com centenas de individuos em vários paises e, porque isso não parecia importante não mantive nenhum relacionamento ou contacto dessas pessoas, algumas bem interessantes. Um passado em arquivo morto. Como lamento hoje essa minha falta de visão.Os relacionamentos activos são uma boa riqueza. E assim passamos ao bacalhau com puré de grão, bem acompanhado com Tinto marca Fronteira. Boa comida e bem confecionada. Pelas 16 horas o Tomaz montou o Karaoke e os presentes puderam exprimir o que lhes ia na alma cantando. Algumas canções mais do agrado geral, outras menos mas o programa é por pacotes. Foi divertido. Convivio conseguido. Obrigado a todos.&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2010-04-25T09:36:59</issued>
    <title>o meu aniversário</title>
    <published>2010-04-25T08:42:52Z</published>
    <updated>2010-04-25T08:42:52Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;23 de Abril de 2010 É verdade, mais um. às minhas filhas um obrigado pela lembrança do passar do tempo. Alguns amigos recentes enviaram -me votos de bom aniversário que agradeço.&lt;/p&gt;</content>
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    <title>Viagem no tempo</title>
    <published>2010-04-25T08:36:54Z</published>
    <updated>2010-04-26T08:05:23Z</updated>
    <content type="html">visita a Lisboa dia 08/04/2010
O objectivo era uma visita à zona do Chiado rememorizando a minha estadia nessa zona entre 1968 e 1972. Frequentei o Instituto Comercial de Lisboa e depois o ISE. Visita ao IMP, fazer um almoço macrobiotico e cumprimentar o Francisco Varatojo, hoje presidente desse instituto.
Sai de Leiria pelas 8 horas em boa companhia. A filha e amiga Ana. Pelas dez estacionamos num dos parques do Campo Grande e hesitá-mos entre o metro e o andar. Descemos o jardim do Campo Grande. Fizemos bem pois é cuidado, tem lagos, patos e bom ambiente. Tomámos o metro em Entre-Campos e para tirar bilhete, tudo máquinas automáticas, tivemos a ajuda duma simpática e disponivel lisboeta. Sol aberto, simpatia à solta, o dia prometia.
A deslocação métrica teve um pensamento e uma mudança para a linha verde. Comentava-mos a nossa dificuldade, por inexperiência, em andar neste metro, relativamente simples, comparado com outros de grandes capitais. Eis que entrou  na nossa carruagem, uma invisual com a sua bengala, e saiu antes de nós. Aquela pessoa com a limitação que tem,  ter aprendido a entrar, escolher as várias opções de acesso, idem de destinos, andar, sair, etc. terá tido  um nivel de dificuldade inimaginável. As nossas  dificuldades pareceram-nos insignificantes. 
Saimos na Praça da Figueira,e percorremos, Rossio, Chiado, Carmo, onde relembrei que estive nessa Praça, entre a multidão, no dia 25 de Abril e assisti à rendição do regime.
o dia estava primaveril e apesar de muitos predios de habitação estarem encerrados, por devolutos,toda a zona percorrida está muito bonita, e pujante de comércio, pequenos cafés, restauração, muitas livrarias, serviços e espaços culturais. Muitos turistas.</content>
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    <issued>2010-04-03T14:36:39</issued>
    <title> bethovan musica eterna</title>
    <published>2010-04-03T13:39:50Z</published>
    <updated>2010-04-10T11:55:39Z</updated>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;a&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;
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