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  <title>ICELAND VIEWS - diário de campo na Islândia</title>
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  <description>ICELAND VIEWS - diário de campo na Islândia - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Thu, 28 Jun 2012 20:04:22 GMT</lastBuildDate>
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    <title>ICELAND VIEWS - diário de campo na Islândia</title>
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  <pubDate>Thu, 28 Jun 2012 19:58:41 GMT</pubDate>
  <title>Dia Nacional da Islândia em Akureyri</title>
  <author>Ivo Gabriel - Iceland Views</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/7ewBzjXM0m8&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot; frameborder=&quot;0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;É no dia 17 de Junho de cada ano que a Islândia comemora o seu Dia Nacional. Esta foi a data escolhida, por ser o aniversário de Jon Sigurdsson, proeminente líder do movimento de independência no séc. XIX.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Foi em 1944, numa altura que a Dinamarca estava ocupada pelas tropas alemãs, que a Islândia fez a sua proclamação da independência. O primeiro presidente da jovem republica  foi Bjornsson Sveinn.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Como é normal em nações ainda recentes, a Islândia tem um grande orgulho nacional e o 17 de Junho tem a participação da quase totalidade da população. Durante todo o dia não faltam discursos, paradas musicais, atividades para as crianças, manifestações artísticas e recitais diversos. Muitos adultos e crianças aproveitam para vestir os seus trajes tradicionais. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Resolvi fazer uma pequena montagem vídeo com algumas fotos que tirei em Akureyri, durante o Dia Nacional da Islândia 2012. Espero que gostem!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>islândia</category>
  <category>akureyri</category>
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  <category>sociedade</category>
  <category>história e cultura</category>
  <category>política</category>
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  <pubDate>Mon, 11 Jun 2012 00:16:48 GMT</pubDate>
  <title>A serpente do Lagarfljót</title>
  <author>Ivo Gabriel - Iceland Views</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;A Região&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/ivogabriel/fotos/?uid=hyDwarjkfhez1ds6ZejK&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px currentColor;&quot; src=&quot;http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B040926a8/12924705_Jz5Bz.png&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;350&quot; height=&quot;233&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Cascata de Hengifoss nas proximidades do lago&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;A principal estrada islandesa - &lt;em&gt;ring road&lt;/em&gt;, que circunda a ilha, entra no nordeste islandês através das terras altas do Breiðdalsheiði, descendo posteriormente para skriðdalur, nas bordas do distrito de Flótsdalur. Estas terras mais baixas são verdes, floridas e abundantes em madeira. Egilsstaðir é a principal cidade da região, tendo sido fundada e crescido nas últimas décadas. A quem aqui chegar, aconselho a sair da estrada n. 1, de forma a circundar o extenso lago de Lagarfljót, através do vale de Flótsdalur. Poderá assim, apreciar o sucesso da planificada reflorestação da Islândia, usufruindo da floresta de Hallormstaður, a maior e mais bonita do país. Dirija-se ao outro lado do rio, até Valþjófsstaður e Skriðuklaustur e mais tarde visite a cascata de Hengifoss, antes de retornar à estrada N. 1.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;O rio de Lagarfljót espraia-se nesta região, tendo formado o 3º maior lago da ilha. A mancha de água ocupa cerca de 52 km² de área, que se distribui por 35 km de extensão, variando por 1 a 2,5 km de largura. Apesar desta pouca largura, que faz o lago ser comprido, a sua profundidade atinge os 112 m. A superfície do lago encontra-se 22 m acima do nível do mar (o fundo do lago encontra-se a uma cota de 90 m abaixo do nível do mar). O lago, por vezes, apresenta uma coloração acastanhada devido aos sedimentos trazidos pelo rio, provenientes do grande glaciar de Vatnajökull. Como tem alguns locais com nascentes quentes que injetam agua das profundezas da terra, raramente congela durante o inverno. As suas águas opacas, juntamente com a profundidade e as nascentes de agua quente borbulhante, contribuíram para envolver o lago num manto de mistério que aguçou a imaginação humana, originando alguns contos e crenças, que dos tempos imemoriais permanecem até aos dias atuais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;A Floresta&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/ivogabriel/fotos/?uid=EsYE6KlGGR7fOLKfSzTK&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px currentColor; margin-right: auto; margin-left: auto; display: block;&quot; src=&quot;http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Be3088252/12924717_A6PiS.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;350&quot; height=&quot;233&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Floresta de &lt;/strong&gt;&lt;strong&gt;Hallormstaður&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Ao longo do Lagarfljót o sucesso do recente plano de reflorestação, criou uma floresta com cerca de 800 hectares. Apesar da região ter sido declarada Área de Conservação Natural em 1905, as árvores originais de Hallormstaður foram desaparecendo nos anos seguintes. Não demorou muito para que pudesse ser invertida esta tendência e as experiências com espécies importadas, juntamente com as bétulas, foram realizadas ao longo das margens do lago. Atualmente, convivem com as arvores nativas, mais de 50 espécies importadas, que prosperam nas difíceis condições climatéricas islandesas. Nos últimos anos, tem crescido uma comunidade em Hallormstaður, existindo 2 escolas e vários fogos. Durante o verão as escolas são convertidas em hotéis que oferecem o conforto necessário para os visitantes. Para quem pretende visitar a floresta e o lago, chamo a atenção para a pitoresca baía de Atlavík. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;A serpente e o lago&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/ivogabriel/fotos/?uid=dAZ14Kk1ZBUAN0cBcaqB&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px currentColor;&quot; src=&quot;http://c10.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bfb099da7/12925164_mmqlR.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;350&quot; height=&quot;233&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;O lago de Lagarfljót e uma representação animada da serpente&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Segundo os contos e as crenças populares, um monstro vive nas profundezas do lago. Diz-se que a serpente do Lagarfljót foi vista por uma grande quantidade de pessoas ao longo dos séculos. Existem muitas histórias acerca deste monstro bastante temido. Partes do seu corpo acima da tona da água são avistados periodicamente, alimentado mais a crença de todos e sendo visto como um presságio do diabo. Contudo, não consta que a serpente tenha alguma vez provocado algo realmente terrifico. Nos dias atuais, os mais racionais dizem que o monstro não existe e que a crença deve-se às correntes e ao borbulhar, originado pelas nascentes no leito e na berma do lago. Mas existe quem continue a acreditar na lenda e jure ter já visto o monstro. Sendo ou não verdade, o lago é suficientemente extenso e fundo, para continuar a alimentar a crença popular.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;A lenda&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/8OmyyHyya64&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot; frameborder=&quot;0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Vídeo amador com o que se julga ser uma filmagem da serpente nas águas do lago de Lagarfljót&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;U&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;mas das lendas da serpente do lago diz-nos:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Era uma vez, à muito tempo atrás, uma mulher que vivia na quinta de Hérad perto do Lagarfljót. Ela tinha uma filha, já crescida, a quem ofereceu uma sineta em ouro. A filha perguntou-lhe como poderia retirar benefícios do ouro e a mãe disse-lhe para colocar a sineta debaixo de uma urze em forma de serpente. A filha recolheu na floresta, uma urze comprida, em forma de serpente. Depois, colocou-a num cesto comprido, com a sineta debaixo. A urze permaneceu lá durante vários dias e quando a menina foi ver, o ramo em forma de serpente, tinha crescido tanto que já nem cabia no cesto. Assustada a menina pegou no cesto, com o ramo de urze em forma de serpente e jogou-o no rio. Algum tempo depois começou a ser avistada uma serpente no lago que começou a matar os homens e as bestas que dela se aproximavam. Algumas vezes, subia até aos bancos do rio e cuspia um perigoso veneno. As pessoas estavam preocupadas e atemorizadas, mas não sabiam como lidar com o monstro. Decidiu-se contratar 2 especialistas para matar a serpente e recuperar a sineta de ouro. Os dois especialistas mergulharam nas aguas do lago, mas pouco tempo depois, regressaram à superfície. Disseram que apesar de terem esperança, a serpente estava intratável, sendo impossivel matá-la e trazer o ouro. Disseram também que uma outra serpente, mais feroz, estava presa em baixo da sineta de ouro no fundo do lago. Depois de dizerem isto, voltaram a mergulhar, vezes sem conta, até que conseguiram acorrentar a serpente em 2 sítios: Próximo da barbatana e na cauda. Desde essa altura a serpente nunca mais conseguiu matar nem o homem nem a besta. Mas às vezes, parte do seu corpo consegue vir parcialmente até à tona do lago. Quando tal acontece, é sinal de mau presságio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>islândia</category>
  <category>vídeo</category>
  <category>mitos e lendas</category>
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  <pubDate>Sun, 20 May 2012 19:26:05 GMT</pubDate>
  <title>Dettifoss - a mais poderosa queda de água da europa</title>
  <author>Ivo Gabriel - Iceland Views</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/ivogabriel/fotos/?uid=HnCpaM1zRIcbzQnubI6S&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px currentColor;&quot; src=&quot;http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bad06ccdb/12322795_7rURB.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;298&quot; height=&quot;386&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;A água é uma constante na paisagem islandesa. A sua pureza é alardeada com presunçoso orgulho pelos seus habitantes, num país onde praticamente não se compra esse liquido engarrafado. Na &lt;strong&gt;Islândia &lt;/strong&gt;enche-se a garrafa com agua da torneira e se estamos em viagem, nos rios ou nascentes. Se vemos alguém de guarda chuva ou a comprar agua engarrafada nos supermercados, cheira a turista ou visitante ocasional.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Existem milhares de quedas de água por toda a&lt;strong&gt; Islândia&lt;/strong&gt;, sendo uma das suas principais atrações. Quando estou com os grupos na estrada, divido sempre os rios em 2 grupos: os&lt;strong&gt; rios de nascente&lt;/strong&gt; e os &lt;strong&gt;rios glaciares (de geleira)&lt;/strong&gt;. &lt;strong&gt;Os rios de nascente&lt;/strong&gt; tem a cor mais azulada e são translúcidos. São também mais caudalosos no Inverno, como acontece, por exemplo, em Portugal e no Brasil. &lt;strong&gt;Os rios glaciares (de geleira)&lt;/strong&gt; tem uma cor acastanhada (barrenta), devido ao &quot;polimento&quot; e consequente libertação de areias e detritos, originado pelo avanço e recuo dos glaciares (geleiras). O seu caudal é maior durante o verão, devido ao maior degelo provocado pelas temperaturas mais altas. É o caso de &lt;strong&gt;Dettifoss&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/ivogabriel/fotos/?uid=YRyje4YUme921wqcA2Zh&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px currentColor;&quot; src=&quot;http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Ba106ca4c/12322796_o06eR.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;412&quot; height=&quot;257&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Dettifoss pelo lado Oeste&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Dettifoss&lt;/strong&gt; é considerada a mais caudalosa e poderosa queda de água da europa. Localiza-se dentro dos limites de um Parque Nacional, onde se encontra Vatnajökull o maior glaciar (geleira) da europa. Num dos limites do glaciar, nasce o rio Jökulsá á Fjöllum (traduzido: rio glaciar das montanhas), que se dirige de sul para norte da ilha, até desaguar no oceano glacial ártico (ou atlântico norte).  Ao longo dos séculos, o glaciar tem avançado e recuado. Depois da ultima glaciação o seu recuo cavou um &lt;em&gt;canyon&lt;/em&gt; e originou esta imensa queda de água - &lt;strong&gt;Dettifoss&lt;/strong&gt;. Com os seus 100 m de largura e 45 m de altura tem um caudal médio de aprox. 190 m³/s, mas durante o verão pode deixar cair muito mais de 200 m³/s. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Dettifoss&lt;/strong&gt; fica no planalto central islandês, envolta em pedra, pó e areia. O ano passado foi alcatroado o acesso o oeste pelo sul. Mas a melhor vista continua a ser pelo lado leste, onde a estrada continua a ser em terra batida, &quot;gravilhada&quot; aqui e acolá.  Apesar do pó vale a pena a viagem. Pela queda de água em si, pelas colunas basálticas e formações rochosas do&lt;em&gt; canyon&lt;/em&gt; e por toda a envolvência inóspita, por vezes lunar, que nos pode remeter ao imaginário de uma busca a um qualquer &quot;pueblo&quot; mexicano perdido, algures no tempo e no espaço.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/xeXob1R29vY&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot; frameborder=&quot;0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Vídeo com Dettifoss filmada pelo lado oeste e pelo lado leste&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>islândia</category>
  <category>vídeo</category>
  <category>fenómenos da natureza</category>
  <category>viagens</category>
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  <pubDate>Mon, 07 May 2012 22:52:51 GMT</pubDate>
  <title>Cod Wars: As guerras do bacalhau</title>
  <author>Ivo Gabriel - Iceland Views</author>
  <link>http://iceland-views.blogs.sapo.pt/14396.html</link>
  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Pelo menos, desde o inicio do XV, pescadores de todo o mundo tem vindo pescar nas aguas ricas de peixe em redor da Islândia. As capturas feita pelos pescadores estrangeiros foram crescendo ao longo dos séculos, especialmente no final do século XIX, com o incremento das novas traineiras a vapor. Apenas durante as duas Grande Guerras Mundiais ouve um recuo. Mas depois destas terminarem, os barcos e traineiras (com alemães e britânicos à cabeça), regressaram em grande número, em busca do principal recurso dos islandeses.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/ZQrbkYLirEs&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot; frameborder=&quot;0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: trebuchet ms,geneva; font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Guerra do bacalhau: com abalroamentos entre vasos de guerra britânicos, barcos da guarda costeira islandesa e as traineiras de pesca.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Limite das aguas territoriais islandesas de 3 para 4 milhas - 1952&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Os limites das aguas territoriais não eram precisos antigamente e dos séculos XVII até ao século XIX, eram normalmente considerados até 16 milhas de distancia do perímetro da costa. Mas a situação mudou quando, em 1901, a Dinamarca faz um tratado com o Reino Unido, em que ficou definido que as aguas territoriais islandesas seriam de apenas de 3 milhas para lá do perímetro da ilha. Como resultado deste acordo, nunca antes, próximo da Islândia, havia sido pescado tanto peixe, como no inicio do século XX. Isso fez com que os grandes cardumes próximo da costa fossem devastados pela excessiva captura. Os islandeses tinham noção que esta situação tinha de ser alterada, mas estavam amarrados pelo tratado. O primeiro passo para inverter esta situação é dado após a independência, com a nova legislação de 1948, onde é prevista uma proteção de cariz cientifico para os locais de desova e de proteção e racionalização de cardumes em redor do país. O segundo passo é a extensão do perímetro de aguas territoriais em mais 1 milha náutica em 1952, primeiro na costa norte e depois em redor de toda a ilha. Ao mesmo tempo, todos os fiordes são fechados a traineiras e barcos de pesca. O que se revelou uma medida acertada para proteger os viveiros e locais de desova de diversas espécies, como o bacalhau.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Todas as nações aceitaram os novos limites, exceto os britânicos que protestaram veemente e como retaliação, passaram a boicotar as exportações de peixe pescado pelos islandeses. Inicialmente isto originou um impacto negativo na economia islandesa, já que os pescadores islandeses vendiam bastante da sua captura nos mercados britânicos, mas novos mercados depressa apareceram como os EUA (para o peixe fresco), a URRS e outros países (para peixe em conserva e congelado). Sendo assim, o boicote acabou por não ser uma arma de impacto na economia islandesa, como esperavam os britânicos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Limite das aguas territoriais islandesas de 4 para 12 milhas - 1958&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;No anos 50 iniciou-se o debate internacional acerca das aguas territoriais e os limites (cotas) de pesca. Em 1958, na Convenção Internacional de Geneve, a maioria das nações foram favoráveis aumento das aguas territoriais para 12 milhas além do perímetro da costa de cada país. A Islândia decide fazê-lo no dia 1 de Setembro de 1958, e as embarcações de pesca estrangeira respeitaram estes novos limites, exceto os britânicos. Para evitar que a Guarda Costeira islandesa capturasse os barcos e os arrastasse para o porto mais próximo, os britânicos enviam vasos de guerra de forma a proteger os seus barcos de pesca. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Um clima de &quot;guerra fria&quot; instala-se nas aguas territoriais islandesas a que se denomina de Guerra do bacalhau (&lt;em&gt;cod war&lt;/em&gt;). O conflito teve vários episódios, destacando-se quando os&lt;em&gt; marines&lt;/em&gt; aprisionaram a tripulação de um barco da guarda costeira islandesa, por estarem a rebocar um barco de pesca britânico para o porto mais próximo. Após terem mantido os elementos da guarda costeira a bordo durante algum tempo, deram-lhes um pequeno barco a meio da noite e ordenaram que rumassem até à costa. Esta &quot;guerra do bacalhau&quot; durou até 1961, altura em que foi assinado um tratado, em que os ingleses reconheceram as 12 milhas de aguas territoriais islandesas, mas em contrapartida era-lhes concedido o direito a pescar em certas áreas, entre as 6 e as 12 milhas, nos 3 anos seguintes. No mesmo tratado, foi feita uma clausula questionável, em que obrigava a Islândia a não estender mais os limites das suas aguas territoriais no futuro. Caso não respeitasse estaria sujeita a sanções. Esta clausula abusiva, iria causar dificuldades futuras.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Limite das aguas territoriais islandesas de 12 para 50 milhas - 1972&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Em 1970, os políticos islandeses começam a discutir a necessidade de aumentar ainda mais o limite das suas aguas territoriais, de forma a proteger e restabelecer os cardumes, já que estes necessitavam de mais proteção. Em 1971, com a tomada de posse do novo governo, decide-se estender, no ano seguinte, os limites de 12 para 50 milhas. A Islândia assumiu assim a liderança na decisão de aumentar as aguas territoriais, numa altura em que a maioria dos países se mantinha nas 12 milhas. Os alemães e os britânicos protestaram, reforçados pelo tratado de 1961 que originaria sanções por um Conselho internacional. Mas a Islândia recusou apresentar-se a qualquer Conselho internacional, argumentando que eles não deveriam interferir nesta matéria. Mas o Conselho internacional reuniu-se e num veredito preliminar, concede o direito de pescar determinadas quantidades de pescado, entre as 12 e as 50 milhas, aos barcos britânicos e alemães. Independentemente disso, os islandeses resolvem unilateralmente, estabelecer os limites das suas aguas territoriais em 50 milhas além do perímetro da ilha, com efeito a partir de 1 de setembro de 1972. Os britânicos e os alemães não respeitaram, e as suas traineiras recomeçaram a ser escoltadas, uma vez mais, por vasos de guerra dentro dos limites estabelecidos pelos islandeses. Assim, um novo conflito se inicia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Os islandeses tinham, desta vez, produzido uma arma secreta. Um arpão preparado para rasgar as redes dos barcos de pesca estrangeiros. Esta arma demonstrou-se eficaz, mesmo quando estas embarcações pescavam em conjunto e escoltadas de perto pelos barcos de guerra. Farto dos distúrbios originados pela guarda costeira islandesa, os pescadores pedem mais proteção aos seus governos e em 1973 são enviadas fragatas de guerra britânicas para dentro dos limites das 50 milhas. Aos pescadores foi-lhes dito que pescassem em grupo de forma a poderem ser protegidos, mas obviamente que em pequenos espaços e com movimentos limitados, as capturas não era compensatórias. enquanto o braço de ferro entre islandeses e britânicos se mantinha foi dada ordem para o embaixador islandês em londres regressar e posteriormente foi combinada uma reunião entre os primeiros ministros de ambos os estados em Inglaterra. Um novo tratado foi realizado. Os ingleses comprometiam-se a respeitar os novos limites, mas durante os 2 anos seguintes era-lhes permitida a captura em determinadas áreas especificas, dentro dos limites das aguas territoriais islandesas. Isto, desde que não fossem usados grandes arrastões. Este acordo com os britânicos não se estendeu aos alemães, pelo que a Guerra do bacalhau continuou. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Por esta altura, o Conselho internacional pronuncia-se dizendo que a decisão dos islandeses foi ilegal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Limite das aguas territoriais islandesas de 50 para 200 milhas - 1975&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Em 1974 aconteceu a Convenção de Caracas, organizada pela ONU, com o objetivo de estabelecer uma lei única e geral a todos, no que respeita aos mares. Uma grande parte dos países defende que os limites das aguas territoriais deveria de ser 200 milhas, para lá da linha costeira dos estados. Reforçada pela Convenção de Caracas, a Islândia decide, mais uma vez, alargar o limite das suas aguas territoriais das 50 para as 200 milhas, com efeitos a partir de 15 de Outubro de 1975.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;esta nova decisão tornava-se efetiva logo após o termino do contrato, com validade de 2 anos, feito com os britânicos em 1973. uma nova Guerra do bacalhau começou e os barcos de guerra britânicos regressaram para as proximidades da Islândia, com o intuito de proteger os seus barcos de pesca, da guarda costeira islandesa. Desta vez, os islandeses fizeram acordos com a Bélgica, a Alemanha e outros países, em que em troca do reconhecimento das novas aguas territoriais, lhes seria permitido capturas limitadas dentro das suas aguas territoriais, nos anos estipulados nos acordos. O embaixador islandês mais uma vez é chamado para o seu país reiniciando-se, nos mares da Islândia, uma fase de provocação entre os vasos de guerra britânicos e a guarda costeira islandesa. De referir ser impressionante ver os 3 barcos da guarda costeira islandesa a abalroar os grandes barcos de guerra britânicos. Refira-se que, tanto o rasgar das redes, como o abalroar dos vasos ingleses, passaram a ser episódios ainda hoje lembrados na Islândia. Os capitães e as suas tripulações, de 1958 e de 1972, eram tratados como heróis nacionais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;O agudizar desta conflito era vista com alguma apreensão pela NATO, até porque a base americana de Keflavík era, durante a guerra fria, de grande importância estratégica. Existia o receio que a Islândia pudesse deixar de cooperar com a NATO. Assim, esta entidade, inicia conversações entre os dois países da sua organização, com o objetivo de pacificar a situação. Ao mesmo tempo, o clima internacional começava a jogar a favor dos Islandeses. Cada vez mais países, estipulavam os mesmos limites para as suas aguas territoriais. Por fim, a União Europeia estabelece esse limite como a jurisdição legal de cada país em 1977. Nessa altura, os britânicos são obrigados a aceitar as aguas territoriais islandesas e a Guerra do bacalhau aproxima-se do seu final. As negociações entre os dois países decorrem em Oslo, iniciando-se em 1 Junho de 1976. Um tratado foi assinado e no dia 1 de Dezembro de 1976 o ultimo barco de pesca britânico sai das aguas territoriais islandesas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Esta é considerada uma vitória total dos islandeses e um dos maiores orgulhos da sua história. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Epílogo&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Em 25 anos, a Islândia aumentou as suas aguas territoriais de 3 para 200 milhas. A guarda costeira, com a solidariedade de toda a nação, teve um papel preponderante. Não se pode, também desprezar, as tendências da lei internacional, que nesta matéria foram indo ao encontro das decisões islandesas. Por último, refira-se a simpatia e apoio que foi recebendo, já que se tratava de um país pequeno a confrontar uma grande potência.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>política</category>
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  <pubDate>Tue, 01 May 2012 21:55:08 GMT</pubDate>
  <title>Na Islândia também não existem culpados da crise</title>
  <author>Ivo Gabriel - Iceland Views</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/ivogabriel/fotos/?uid=Fl0CCgrAOuimFEwShwQW&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px currentColor;&quot; src=&quot;http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B9a090c74/11846305_59IKw.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;300&quot; height=&quot;225&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Para quem andou este tempo todo a tentar fazer da Islândia a projeção do paraíso democrático ao jeito de &quot;o povo é quem mais ordena&quot;, inspirado nos ideais românticos marxistas com um piscar de olhos revolucionário (logo o país onde o cartão de crédito impera!) desengane-se. A distância faz-nos acreditar na maior fonte de desinformação - a internet, impulsionados pela lavagem cerebral das centenas de manifestos de pressupostos românticos e irreais que por lá circulam. É que o jardim dos outros é sempre mais verde do que o nosso. Não existem similaridades entre Portugal e a Islândia (com apenas 300 mil habitantes e onde quase todos se conhecem) a não ser, contrariamente ao que se acredita em Portugal, que nenhum dos grandes responsáveis do colapso económico está preso. O veredito do julgamento do ex-primeiro ministro Geir Haarde ditou que apenas é culpado de uma das quatro acusações: A de que falhou no seu dever constitucional de comunicação adequada com os ministros, não tendo feito as reuniões de emergência quando o colapso financeiro era já óbvio. Mas apesar de ter sido considerado culpado de um dos crimes de negligencia, não vai sofrer qualquer penalidade. Já agora, sabem quem paga este julgamento fantoche e de contornos políticos, que deixa a esquerda e a direita a dizer que ganharam (na Islândia como em Portugal)? O povo é claro! Os custos legais do julgamento, ronda os 24 milhões de coroas (aproximadamente 143.730,00 €) e serão pagos pelo governo (leia-se contribuinte). Todos os responsáveis maiores continuam &quot;por aí&quot; em liberdade. Não procurem exemplo nos outros e sim dentro de portas!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #ff0000;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;N.B &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Poderia colocar aqui os argumentos de defesa do primeiro ministro, não isentos de lógica. Os bancos eram instituições privadas que burlaram. Se alguém deve ser, em primeiro condenado, serão os seus donos (administradores) que manipularam os números, enganando todos os que neles depositaram confiança. Mas a responsabilidade de uns (administradores) e outros (politicos) é um debate mais complexo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #ff0000;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;N.B  2 &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Já vi mais manifestos a circular na internet com a seguinte inscrição: &quot;Islândia perdoa dívida hipotecária à população&quot; e &quot;Islândia triplicará seu crescimento em 2012 após prisão de políticos e banqueiros&quot; &lt;strong&gt;(!!!!????)&lt;/strong&gt;. Pode ser-se ideologicamente de esquerda, pode até fazer-se parte de acampamentos. Mas as frases de cima mais não são do que terrorismo e tirania trasvestida com as cores da esquerda!&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color: #ff0000; font-family: Calibri;&quot;&gt;N.B 3 &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Eu até já ouvi o Carlos Carvalhas na televisão a dizer que os banqueiros na Islândia tinham sido presos. Pena eu não estar nesse &quot;Prós e Contras&quot; para perguntar o nome dos donos dos bancos detidos. Não poderia obter uma resposta maior do que o silêncio. Preso (até à data) apenas um responsável menor. O que é bem menos que o Duarte Lima e o Oliveira e Costa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Acima de tudo, exista&lt;strong&gt; bom senso&lt;/strong&gt; (e já agora, sentido critico a  filtrar informação dos manifestos que a internet oferece, por muito românticos e simpáticos que sejam e mesmo que indo de encontro ao nosso desejo de um mundo melhor)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>islândia</category>
  <category>impressões</category>
  <category>política</category>
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  <pubDate>Tue, 27 Mar 2012 23:39:04 GMT</pubDate>
  <title>Ekki Múk - O regresso dos Sigur Rós</title>
  <author>Ivo Gabriel - Iceland Views</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/INWZy3-Vw80&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot; frameborder=&quot;0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Música delicada, mais doce do que agre (embora também), mais uma vez remete-nos ao onírico. Cada pequeno som poderia ser o serpentear da neve cruzando a estrada, no inverno islandês. Por vezes, essas serpentes brancas apenas se estendem, contorcendo-se em movimentos preguiçosos. Outras vezes, formam cortinas impelidas pelo vento forte que nos retira o espaço, envolvendo-nos numa outra dimensão. Flutuando além do nosso tempo, somos transportados pelo som dos Sigur Rós. A saga do pós rock retro ambiental de contornos vanguardistas, é a melhor representação da dimensão dos espaços intocados e da natureza na Islândia. &lt;em&gt;Ekki Múk&lt;/em&gt;, a nova música, precede o álbum a sair em Maio próximo. Tem tudo o que a banda nos habituou (incluindo a estética do vídeo). Demasiada beleza que não retirou um pequeníssimo travo a &quot;déja vu&quot;, relativamente aos anteriores álbuns dos Sigur Rós. Um dia, gostaria de ser um dos passageiros do barco no vídeo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <category>islândia</category>
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  <category>arte e cultura</category>
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  <pubDate>Sun, 25 Mar 2012 23:03:44 GMT</pubDate>
  <title>A &quot;Saga&quot; do Great Auk Skerry</title>
  <author>Ivo Gabriel - Iceland Views</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/ivogabriel/fotos/?uid=AMMvKuTWMZfO0zoJfSCl&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px currentColor;&quot; src=&quot;http://c2.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Pb30856b7/10652357_SZznW.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;173&quot; height=&quot;260&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: trebuchet ms,geneva; font-size: xx-small;&quot;&gt; O Extinto &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Great Auk Skerry&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: trebuchet ms,geneva; font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;No &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; anterior o conto, de &quot;ruiva&quot; a baleia demoníaca, inicia-se em &lt;em&gt;Geirfuglasker &lt;/em&gt;uma ilha rochedo, inacessível aos humanos, não só pelos penhascos impressivos e escarpados, mas também pelas correntes marítimas que a circundava. &lt;em&gt;Geirfuglasker&lt;/em&gt; significa rochas dos &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Great Auk Skerries&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;(&lt;em&gt;geirfugl&lt;/em&gt; significa &lt;strong&gt;Great Auk&lt;/strong&gt; em islandês), uma ave marinha mítica na Islândia, que se acredita extinta. Pertencia à família dos pinguins (&lt;em&gt;Pinguinus impennis&lt;/em&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;O &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Great Auk&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, talvez seja a ave extinta mais famosa do mundo, ao lado do &lt;em&gt;Dodo&lt;/em&gt;. Habitavam o Oceano Atlântico Norte, em diversos pontos da América do Norte, Gronelândia, Islândia e Europa. Apesar da similaridade com os pinguins do Atlântico Sul, não lhes deviam qualquer parentesco. Passavam 10 meses do ano no alto mar, caçando peixes e lulas, retornando à ilhas oceânicas para reprodução, em grandes colónias. Nessas poucas semanas em terra firme, os &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Great Auks&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; eram perseguidos pelos humanos. Existem indícios de que a espécie era perseguida pelo homem à cerca de 100 mil anos atrás, mas foi durante os séculos 16 e 17 que os&lt;strong&gt;&lt;em&gt; Auks&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;passaram a ser caçados com uma maior intensidade. No início do século XVIII os &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Great Auks Skerries&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; já se encontrava limitados a algumas ilhas mais isoladas. A maior das colónias reprodutivas passou a ser na Ilha de &lt;em&gt;Funk&lt;/em&gt;, em &lt;em&gt;Newfoundland&lt;/em&gt;, no Canadá, onde as aves se concentravam em grandes números entre Maio e Junho. Infelizmente para os &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Auks&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, a llha de &lt;em&gt;Funk&lt;/em&gt; era o primeiro ponto de terra firme para os navegadores vindos da Europa em direção à América do Norte. Marinheiros famintos atracavam na ilha e matavam centenas destas aves. No final do século XVIII esta grande colónia havia sido devastada e a espécie sobrevivia apenas em algumas poucas ilhotas isoladas na costa da Islândia. Em uma dessas, pelo menos, a espécie parecia estar segura. Era na Ilha de &lt;em&gt;Geirfuglaske&lt;/em&gt;r, que contava com correntes fortíssimas e ondas grandes, sem nenhum acesso para se atracar de barco. Enquanto a espécie era massacrada em outras ilhas próximas, a colónia de &lt;em&gt;Geirfuglasker&lt;/em&gt; sobrevivia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Mas o destino tem alguns caprichos incontornáveis e no inverno de 1830 uma explosão vulcânica submarina faz com que a ilhota de &lt;em&gt;Geirfuglasker &lt;/em&gt;desapareça no mar. Talvez fosse cómico se não tivesse sido trágico. Quando em Maio desse ano os &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Great Auks&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;retornarnaram para a ilha, viram que ela havia simplesmente desaparecido e escolheram a ilhota próxima chamada de &lt;em&gt;Eldey&lt;/em&gt; para acasalarem. Apesar de ter também, um difícil acesso, não era o suficiente para evitar a ganância humana, e lá sim, o homem conseguiu chegar. Havia cerca de 50 &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Great Auks&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; em &lt;em&gt;Eldey&lt;/em&gt; em 1835, 24 &lt;em&gt;Great Auks&lt;/em&gt; foram mortos. Um ano mais tarde capturaram mais 13 &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Great Auks&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;. Em cada viagem se trazia um número menor, até que em Junho de 1844 apenas dois indivíduos, um macho e uma fêmea chocando um ovo, foram mortos. Nunca mais um &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Great Auk&lt;/em&gt; Skerry&lt;/strong&gt; foi visto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;A captura desses últimos 2 &lt;strong&gt;Great Auks&lt;/strong&gt; é descrita em detalhes por John Wolley e Alfred Newton, dois ornitólogos que na altura pesquisaram o assunto pormenorizadamente: &quot;No dia 2 ou 3 de Junho um barco a remo com 8 pessoas chegou à Ilha de &lt;em&gt;Eldey&lt;/em&gt;, onde desembarcaram 3 homens. Logo eles viram dois &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Great Auks Skerrie&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;s&lt;/em&gt;, no meio de centenas de outras espécies, como gaivotas. Perseguiram os &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Great Auks&lt;/em&gt; &lt;/strong&gt;e estrangularam os dois. Já sabendo da raridade desta espécie, os dois homens resolveram regressar e ir até à capital da Islândia, para tentar vender as espécimes a colecionadores. No caminho encontraram um colecionador, que comprou as duas espécimes. Não se sabe onde foram parar esses 2 &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Great Auks&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, mas tudo indica que possam ser as espécimes dos museus de Los Angeles e Bruxelas.&quot;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>islândia</category>
  <category>fenómenos da natureza</category>
  <category>curiosidades</category>
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  <pubDate>Thu, 15 Mar 2012 09:46:09 GMT</pubDate>
  <title>&quot;Ruiva&quot;, a baleia demoníaca do Hvalfjördur</title>
  <author>Ivo Gabriel - Iceland Views</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/ivogabriel/fotos/?uid=dmgwsfw8sTJRdm8vbPQK&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px currentColor;&quot; src=&quot;http://c6.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/B8e066dd0/10571264_FkcFh.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;255&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;O &lt;em&gt;Hvalfjörður&lt;/em&gt; (fiorde da baleia)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Os Contos populares islandeses são um imaginário riquíssimo, de estórias mágicas povoadas por elfos, trolls, fantasmas e espíritos de uma fantástica diversidade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Numa &quot;postagem&quot; anterior falei sobre a relação dos islandeses com os elfos, introduzindo o imaginário mitológico das crenças populares islandesas. Hoje vou &quot;narrar-vos&quot; um dos contos populares com que brindo os clientes, sempre que depois de sair de Reykjavík, atravesso o túnel que passa por baixo do Hvalfjörður. Este túnel é hoje a porta de entrada para a denominada costa oeste (&lt;em&gt;west coast&lt;/em&gt;) islandesa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Contextualização histórico-geográfica&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;A estória tem lugar no fiorde&lt;strong&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Hvalfjörður&lt;/em&gt;. Com a abertura do túnel em 1998, a estrada nº1 - &quot;ring road&quot;, que circunda a ilha, atravessa por baixo o fiorde. Mas antes, era necessário percorrer a estrada nº 47, que contorna e leva os visitantes aos lugares mencionados no conto.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;em&gt;Hvalfjörður&lt;/em&gt; significa &quot;fiorde da baleia&quot;. Tem cerca de 30 km de extensão, 4-5 km de largura e 80 m de profundidade máxima. No final do fiorde as montanhas são íngremes, quase até à agua e ramifica-se em 2 partes: &lt;em&gt;Brynjudalsvogur&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Botnsvogur&lt;/em&gt;. O fiorde é assim secundado por montanhas esplêndidas: &lt;em&gt;Byrill&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Reynivallasháls&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;no sul,&lt;em&gt; múlafjall&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;Hvalfell&lt;/em&gt; (montanha da baleia) e &lt;em&gt;Botnssúlur &lt;/em&gt;a norte. Para lá das montanhas, a leste do fiorde, fica o&lt;em&gt; Hvalvatn&lt;/em&gt; (lago da baleia), com cerca de 160 m de profundidade. O rio &lt;em&gt;Botnsá&lt;/em&gt; desliza desde o lago formando a cascata de &lt;em&gt;Glymur&lt;/em&gt;, a mais alta da Islândia com 198 m de altura. A origem do nome do lago, da montanha e do fiorde é explicado pelo conto. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/ivogabriel/fotos/?uid=RQjVbnZor6Tz78zTIkju&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px currentColor;&quot; src=&quot;http://c1.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd30658ab/10571268_qn0kO.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;400&quot; height=&quot;266&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;O &lt;em&gt;Hvalfjörður&lt;/em&gt; no Verão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;O Conto&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Era uma vez...&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Alguns homens de &lt;em&gt;Suðurnes&lt;/em&gt; na península de &lt;em&gt;Reykjanes&lt;/em&gt; foram até &lt;em&gt;Geirfuglasker&lt;strong&gt; *&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; para apanhar &lt;em&gt;Great Auk Skerries&lt;/em&gt;. Na hora do regresso um dos homens ficou perdido e voltaram sem ele, acreditando que tinha morrido.&lt;br /&gt; um ano mais tarde os mesmos homens regressaram até &lt;em&gt;Geirfuglasker&lt;/em&gt; e encontraram o companheiro desaparecido vivo. Segundo a lenda, os elfos tinham lançado um feitiço, apanhando e abrigando-o durante essa temporada. Mas ele não estava satisfeito com os elfos e decidiu regressar com os restantes companheiros. Constou que ele, nesse entretanto, tinha engravidado uma mulher elfo que o fez prometer baptizar a criança se um dia ela a levasse até ele, junto de uma igreja. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Uns anos mais tarde, houve uma missa na igreja de &lt;em&gt;Hvalsnes&lt;/em&gt; e um berço apareceu à porta da igreja com a seguinte nota: &quot;O homem que for o pai deste bébé deverá certificar-se que ele é baptizado&quot;. As pessoas ficaram atónitas e o padre suspeitou que o bebé pertenceria ao homem que passou um ano em &lt;em&gt;Geirfuglasker&lt;/em&gt;. O padre pressionou o homem a admitir ser o pai mas este negou. Nesse momento apareceu uma mulher muito alta, luminosa e entroncada. Ela virou-se para o homem e disse: &quot; vou lançar um feitiço e vais transformar-te na mais temível das baleias do oceano e afundar muitos navios&quot;. Depois apanhou o berço e desapareceu sem deixar qualquer rasto. todas as pessoas assumiram ser a mulher elfo de &lt;em&gt;Geirfuglasker&lt;/em&gt;, onde o homemtinha passado um ano. logo após o desaparecimento da mulher o homem começou a contorcer-se como se tivesse enlouquecido e desatou a correr aos saltos em direcção ao mar. Quando lá chegou saltou de um penhasco denominado de&lt;em&gt; Hólmsberg&lt;/em&gt;, situado entre &lt;em&gt;Keflavík&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Leira&lt;/em&gt;, transformando-se instantaneamente na pior e na mais diabólica das baleias. Foi baptizada de &quot;Ruiva&quot;, por causa de um chapéu vermelho que o homem levava colocado na cabeça, quando se atirou ao mar. A baleia tornou-se um flagelo e reza a lenda que afundou mais de 19 navios entre &lt;em&gt;Seltjarnarnes &lt;/em&gt;e&lt;em&gt; Akranes&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Com o passar do tempo, a baleia passou a abrigar-se num fiorde entre &lt;em&gt;Kjalarnes&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Akranes &lt;/em&gt;e assim nasceu o nome de &lt;em&gt;Hvalfjörður&lt;/em&gt; (fiorde da baleia). Nessa altura, vivia um padre em &lt;em&gt;Saurbær&lt;/em&gt;, nas redondezas do fiorde. Esse padre, de poderes sobrenaturais, era velho e cego e tinha três filhos. 2 rapazes e uma rapariga. Às vezes, os seus filhos iam pescar no mar, à saída do fiorde e um dia foram apanhados pela baleia assassina, tendo morrido afogados. O padre sofreu uma dor profunda com a morte dos filhos e pediu à filha que o guiasse até às aguas do fiorde, que próximo da quinta de &lt;em&gt;Saubær&lt;/em&gt;, onde moravam. Levou com ele uma pau de madeira e percorreu o caminho com a ajuda da filha. Lá chegados, espetou o pau no chão, dentro da agua e regressou para trás. Nessa altura, perguntou à filha como estava o mar. Ela respondeu que parecia um espelho de agua, calmo e sereno. Passado mais uns minutos o pastor volta a fazer a mesma pergunta à filha e ela respondeu que estava a ver uma grande sombra negra a emergir até à tona da agua como se fosse um enorme peixe. Quando a filha disse que essa enorme sombra negra tinha vindo ao encontro deles, o padre pediu que o levasse terra adentro percorrendo a linha da costa do fiorde. A sombra negra acompanhou-os o tempo todo, até ao fim do fiorde. Consoante o fiorde ia ficando mais estreito e a agua menos profunda a menina reparou que a sombra tinha a forma de uma enorme baleia que nadava ao longo do fiorde como se estivesse sendo guiada. ao chegarem ao fim do fiorde, onde desemboca o rio &lt;em&gt;Botnsá&lt;/em&gt; o padre disse à filha que o conduzisse para a margem oeste do rio. Lá chegados, o velho padre começou a escalar a montanha acompanhado da baleia, que dava difíceis saltos na agua, para acompanhar o velho padre. O curso de agua era pequeno e a baleia enorme. Quando chegaram à garganta onde a cascata deixa cair as suas aguas vindas do topo da montanha, o espaço era tão ínfimo para o cetáceo que este começou a abanar e a debater-se com forca para subir o curso de agua. Quando finalmente subiram a cascata, tudo à volta começou a estremecer como se fosse um grande tremor de terra. Das rochas saiu um grande troar, como se de uma trovoada se tratasse. Daí o nome da cascata - &lt;em&gt;Glymur &lt;/em&gt;(rugido/troar) e as encostas que circundam a cascata são conhecidas como &lt;em&gt;Skálfandahæðir&lt;/em&gt; (encostas que tremem/estremecem). Mas o padre estava decidido e não parou até levar a a baleia até ao lago de onde o rio &lt;em&gt;Botnsá &lt;/em&gt;nascia e que desde então é denominado de Hvalvatn (lago da baleia). uma das encostas do lago tem também o nome de &lt;em&gt;Hvalfell &lt;/em&gt;(encosta da baleia). É que quando a &quot;Ruiva&quot; entrou no lago, fê-lo através desta colina.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Quando o velho padre regressou à Quinta com a sua filha todos os habitantes da região e regiões adjacentes ficaram eternamente agradecidos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Nunca mais ninguém via &quot;Ruiva&quot; a baleia demoníaca, mas foram encontrados recentemente uns impressionantes ossos de baleia no lago, comprovando e reforçando a veracidade desta lenda.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;* &lt;em&gt;Geirfuglasker&lt;/em&gt; era um ilhéu ou um conjunto de rochas solitárias, localizadas a sul do arquipélago de &lt;em&gt;Vestmannaeyjar&lt;/em&gt;. e que desapareceu no mar devido a uma erupção vulcânica marinha em 1830. O nome traduzido significa &lt;em&gt;Great Auk Skerrie&lt;/em&gt; (&lt;em&gt;Pinguinus impennis&lt;/em&gt;). uma ave marinha mítica na Islândia, que se acredita extinta e da família dos pinguins.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>mitos e lendas</category>
  <category>história e cultura</category>
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  <pubDate>Sat, 10 Mar 2012 15:16:48 GMT</pubDate>
  <title>Pequenos momentos com clientes na Islândia</title>
  <author>Ivo Gabriel - Iceland Views</author>
  <link>http://iceland-views.blogs.sapo.pt/13178.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Depois de alguma ausência do blog, estou já, a preparar alguns textos, vídeos e fotos para recomeçar as postagens.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Numa altura em que o verão se aproxima, juntamente com a época de alta turística, deixo um pequeno vídeo com algumas viagens que fiz como guia em 2010, aqui na terra do gelo e do fogo. São breves momentos acompanhando e dando a conhecer a Islândia, tanto a grupos grandes como individuais.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;object width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot; classid=&quot;clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000&quot; codebase=&quot;http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0&quot;&gt;&lt;param name=&quot;src&quot; value=&quot;http://www.youtube.com/v/An2Z0vlsfI4&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowfullscreen&quot; value=&quot;true&quot; /&gt;&lt;param name=&quot;allowscriptaccess&quot; value=&quot;always&quot; /&gt;&lt;embed width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot; type=&quot;application/x-shockwave-flash&quot; src=&quot;http://www.youtube.com/v/An2Z0vlsfI4&amp;amp;hl=en&amp;amp;fs=1&amp;amp;&quot; allowfullscreen=&quot;true&quot; allowscriptaccess=&quot;always&quot; /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Entretanto a Ice Tourism sugere dois programas na Islândia que deixo nos links abaixo:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;1. &lt;span style=&quot;color: #ff6600;&quot;&gt;&lt;strong&gt;À Descoberta da Islândia 2012&lt;/strong&gt;:&lt;/span&gt; O nosso programa de verão para grupos com saídas/datas em:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;23 a 30 de Junho&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;7 a 14 de Julho&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;21 a 28 de Julho&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;4 a 11 de Agosto&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Qualquer pessoa pode-se inscrever pelo preço de &lt;span style=&quot;color: #ff0000;&quot;&gt;&lt;strong&gt;1709 €.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Inclui guia em lingua portuguesa, Blue Lagoon, museus assinalados, seguros, autocarro, Alojamento em hotéis regime B&amp;amp;B.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.icetourism.com/images/Programas/À%20Descoberta%20da%20Islândia%202012%20-%20Ice%20Tourism.pdf&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-family: Calibri;&quot;&gt;http://www.icetourism.com/images/Program&lt;wbr /&gt;as/À%20Descoberta%20da%20Islândia%202012%2&lt;wbr /&gt;0-%20Ice%20Tourism.pdf&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;2. &lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color: #008000;&quot;&gt;Islândia em Apartamentos, Chalés, Guesthouses e Pousadas 2012:&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; A forma mais barata de viajar na Islândia. Um produto direccionado para o viajante independente, que gosta de explorar a natureza. Se dispensa o hotel e é movido pela curiosidade, descoberta, conhecimento, interactividade, de conduzir por si próprio e sentir a realidade dos países, este é o pacote ideal! Preço desde &lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;color: #ff0000;&quot;&gt;590 €.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
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&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 05 Apr 2010 21:53:55 GMT</pubDate>
  <title>Formação Geológica da Islândia – Parte1</title>
  <author>Ivo Gabriel - Iceland Views</author>
  <link>http://iceland-views.blogs.sapo.pt/12949.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt;&lt;strong&gt;O delicado equilíbrio entre vulcões e glaciares&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/va0uGr7qtW7KsRhqE5hR&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/b5a013932/6114197_HgwNY.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;367&quot; height=&quot;249&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;O vulcão Fimmvörduháls no Eyjafjallajökull - Islândia&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;Os vulcões na Islândia&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;A Dorsal Mesoatlântica&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Em 1912 o cientista alemão Alfred Wegener reparou que as massas continentais pareciam encaixar-se umas nas outras. Isso, levou-o a teorizar que os continentes já tinham estado unidos e que uma força invisível os estava a separar. Só em 1946, altura em que a marinha dos EUA mapeou o fundo do oceano pela primeira vez, usando uma tecnologia de imagem por sonar, foi revelada a existência de uma cordilheira de montanhas submarinas com mais de 16.000 km de extensão, separadas por uma gigantesca fenda que passa pelo centro do oceano atlântico. Essa fenda é a Dorsal Mesoatlântica que delimita as placas tectónicas americana e euroasiática. No fundo do oceano correntes de convexão de rocha derretida (magma) abrem a crosta terrestre e deixam que o magma se infiltre apartando os continentes. Em 1974, um pequeno submarino oceanográfico conseguiu descer às profundezas do oceano para estudar a fenda. Nessa altura, foi possível constatar os gases vulcânicos quentes a borbulhar no oceano, demonstrando que a dorsal mesoatlântica é altamente vulcânica e capaz de apartar massas de terra gigantescas como os continentes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Uma vasta planície composta por lava vulcânica ocupa o centro da &lt;strong&gt;Islândia&lt;/strong&gt;, onde grandes fendas dão uma textura fora do comum à paisagem.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;A fenda de &lt;strong&gt;Thingvellir&lt;/strong&gt; é a continuação da dorsal mesoatlântica e o mesmo processo que afasta a América da Europa acontece neste local emblemático dos islandeses. Thingvellir e a &lt;strong&gt;Islândia&lt;/strong&gt; estão a crescer cerca de 2,5 cm por ano, existindo cada vez mais fendas na rocha do vale.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Correntes convectivas de rocha líquida empurram e dividem a dorsal mesoatlântica. O magma invade as fendas e preenche-as, pois à medida que se aproxima da superfície endurece e forma nova área.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;O &lt;em&gt;Hot Spot&lt;/em&gt; da Islândia&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;A composição da rocha na &lt;strong&gt;Islândia&lt;/strong&gt; é diferente da de outros lugares. É através da análise das rochas que sabemos se ela se formou em local profundo ou se perto da superfície.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;As rochas analisadas do vulcão Hekla revelaram concentrações altas de propriedades raras como a Lantánio e o Césio, elementos químicos formados apenas no magma a grandes profundidades. É a confirmação que outra fonte de calor muito mais profunda se combina com a dorsal mesoatlântica e alimenta os vulcões do país.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Quando as placas tectónicas se movem geram ondas de choque denominadas de ondas sísmicas. Estas ondas deslocam-se em velocidades constantes, a não ser que atinjam uma zona de rocha líquida (magma), causando a diminuição da velocidade, como acontece na &lt;strong&gt;Islândia&lt;/strong&gt;. Quer isso dizer que existe rocha muito quente ou material em ebulição por baixo da superfície. É o &lt;em&gt;Hot Spot&lt;/em&gt; da &lt;strong&gt;Islândia&lt;/strong&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;em&gt;Hot spots&lt;/em&gt; são colunas de material quente e/ou magma fundido q vem das profundezas da terra e jorra para a superfície. Existem na Islândia, Hawai e em Yellowstone.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;O &lt;em&gt;Hot Spot&lt;/em&gt; q se encontra em baixo da ilha tem 160 km de largura e mais de 600 km de profundidade. Lentamente a coluna lança rochas a mais de 900 º C, isso empurra a crosta terrestre, aquece a terra por baixo e força o magma até à superfície, expelido como lava.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;A combinação das duas forças: A Dorsal mesoatlântica e o Hot Spot da Islândia&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Há milhões de anos a dorsal mesoatlântica desviou-se para oeste em direcção ao hot spot da &lt;strong&gt;Islândia&lt;/strong&gt;. Quando se encontraram, formaram uma parceria que se mantém até hoje, originando uma força capaz de criar magma em escala monumental e que começou a construir a ilha debaixo da água e empurrou-a para a superfície.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;A passagem da dorsal pelo hot spot origina o efeito de descompressão. O Hot spot leva calor do centro da terra para a superfície e também cria fusão, a combinação entre descompressão da rocha abaixo da superfície e o transporte de calor vindo debaixo da terra cria uma grande quantidade de magma.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Em 1963 o mundo viu uma repetição em escala pequena de como terá surgido a &lt;strong&gt;Islândia&lt;/strong&gt;, com Surtsey (sobre Surtsey ver o &lt;em&gt;post &lt;/em&gt;neste &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;:&lt;/span&gt;&lt;a href=&quot;http://iceland-views.blogs.sapo.pt/9990.html&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff; font-family: Calibri;&quot;&gt;http://iceland-views.blogs.sapo.pt/9990.h&lt;wbr /&gt;tml&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/ldchGrHPEcsc4B48K4wz&quot;&gt;&lt;img style=&quot;display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px;&quot; src=&quot;http://c4.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/bb202bff8/6114199_UEVb1.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;379&quot; height=&quot;273&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: small;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Assim, foi a conjugação destas duas forças colossais que deu origem há &lt;strong&gt;Islândia&lt;/strong&gt; há cerca de 20 milhões de anos. A Dorsal mesoatlântica e um profundo &lt;em&gt;hot spot&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 23 Mar 2010 20:20:17 GMT</pubDate>
  <title>Eyjafjallajökull - Erupção Vulcânica no Glaciar</title>
  <author>Ivo Gabriel - Iceland Views</author>
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  <description>&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;iframe src=&quot;http://www.youtube.com/embed/BkSzCLpvt7I&quot; width=&quot;425&quot; height=&quot;344&quot; frameborder=&quot;0&quot;&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;span style=&quot;font-family: trebuchet ms,geneva;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small;&quot;&gt;20 de março de 2010. Após a meia noite o vulcão venceu o gelo do glaciar, oferecendo-nos um dos mais belos espectáculos da natureza.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Estava eu no leste da &lt;strong&gt;Islândia&lt;/strong&gt;, a passar um fim-de-semana com os amigos num local muito bonito chamado &lt;strong&gt;Eskifjördur&lt;/strong&gt;, quando recebo a notícia do início de actividade do vulcão. Pelo menos, o inicio visível, já que há vários dias que a actividade sísmica da região era intensa. A questão era saber, se resultaria numa erupção com estas características.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;É então a altura de abordar novamente o assunto do vulcanismo na &lt;strong&gt;Islândia&lt;/strong&gt;. E já que este vulcão se encontra no meio de um glaciar, o que proporciona imagens vídeo de rara beleza, vou abordar nos próximos dias, o delicado equilíbrio entre vulcões e glaciares.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;A preceder esse post, deixo este vídeo que mostra a beleza de um vulcão em erupção num glaciar. Repare-se que não existe um cone vulcânico e sim uma fissura que no caso do vulcão do glaciar de &lt;strong&gt;Eyjafjallajökull&lt;/strong&gt; tem cerca de 1 km de extensão. A lava é lançada para o exterior ao longo de toda a fissura. Contudo, tendo em conta o historial vulcânico da &lt;strong&gt;Islândia&lt;/strong&gt; este não passa de um pequeno vulcão. Quando o &lt;strong&gt;Hekla&lt;/strong&gt; entrou em erupção no ano 2000, não foi apenas o cone vulcânico que explodiu. A terra abriu-se numa fenda ao longo de 8 km, lançando 20 milhões de m3 de rocha líquida por hora. Em termos geológicos denominam-se estas erupções de &lt;strong&gt;fissurais&lt;/strong&gt; e são normais nos vulcões islandeses, ajudando a compreender por que motivo se produz na maior ilha vulcânica do mundo, 1/3 de toda a lava do planeta.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Com o vídeo fica a promessa de um post nos próximos dias, sobre a formação geológica da &lt;strong&gt;Iceland&lt;/strong&gt; e o delicado equilíbrio entre o gelo dos glaciares e o fogo dos vulcões. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/ivogabriel/fotos/?uid=U3573d2MZItAJWT5NcZJ&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0px;&quot; src=&quot;http://c8.quickcachr.fotos.sapo.pt/i/Bd106db1c/7896776_NACJ6.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;448&quot; height=&quot;320&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family: trebuchet ms,geneva; font-size: x-small;&quot;&gt;A minha ex&lt;em&gt;pedição &lt;/em&gt;ao vulcão Fimmvörduháls no glaciar de Eyjafjallajökull&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 22 Apr 2009 01:13:36 GMT</pubDate>
  <title>De Thule a Iceland – História da Islândia 1</title>
  <author>Ivo Gabriel - Iceland Views</author>
  <link>http://iceland-views.blogs.sapo.pt/12522.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Trebuchet MS&amp;#39;;&quot;&gt; &lt;a href=&quot;http://fotos.sapo.pt/oa9seWQW6iFq5pks1NCW&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-color: black;&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/oa9seWQW6iFq5pks1NCW/340x255&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;340&quot; height=&quot;89&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Trebuchet MS&amp;#39;;&quot;&gt;Islândia / &lt;em&gt;Iceland&lt;/em&gt; / &lt;em&gt;Ísland&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Trebuchet MS&amp;#39;;&quot;&gt;IS&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Trebuchet MS&amp;#39;;&quot;&gt; em islandês significa gelo ou gelado&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Trebuchet MS&amp;#39;;&quot;&gt;Islândia = terra do gelo ou gelada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Depois de algum tempo semi-ausente, irei reactivar este &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt;, talvez influenciado pela chegada das aves, atraídas pelo primeiro sopro da primavera do árctico.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Entretanto, as eleições islandesas aproximam-se sem grande alarido. Nas ruas não existem cartazes, nem viaturas a debitar as “palavras de ordem” dos candidatos ao parlamento. Serão os efeitos do colapso económico que no dia a dia, talvez resguardado pelos fiordes, teima em não se fazer notar?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Quer em Reykjavík, como em Akureyri, não compreendo a inexistência dos sinais reais da falência de todos os bancos do país. Praticamente, só o abandono a meio de todas as obras de construção civil nos relembra que alguma coisa não está bem. Será que os islandeses têm consciência disso?&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Com o reactivar do &lt;em&gt;blog&lt;/em&gt; vou &lt;em&gt;postar&lt;/em&gt;, periódica e intercaladamente, a história deste país em capítulos. Neste primeiro capítulo irei dar a conhecer os nomes de baptismo que o jovem país já teve. Daí o nome – de &lt;em&gt;Thule&lt;/em&gt; a &lt;em&gt;Iceland&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;A Gronelândia (&lt;em&gt;Greenland&lt;/em&gt; = Terra Verde) foi baptizada de forma a atrair mais colonos. Tendo em conta a sua latitude, o clima da Islândia é temperado, mantendo-se verde muito mais tempo do que a Gronelândia. Sendo assim, façamos uma viagem no tempo, para compreender o nome de “Terra do Gelo”.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Ultima Thule&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt; &lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Geologicamente a Islândia é o país mais recente da Europa. É também, o ultimo a ser povoado, tendo a sua colonização acontecido durante a idade média. Contudo, acredita-se que a referência à “ilha mais a norte do mundo” que o explorador Pytheas de Massalia (300 AC) denominou de &lt;em&gt;Thule&lt;/em&gt; ou &lt;em&gt;Ultima Thule&lt;/em&gt;, se tratasse desta ilha de tantos contrastes.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Este nome foi usado até à primeira fase da idade média, nomeadamente, pelos irlandeses que foram cristianizados muito cedo.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Os monges irlandeses, na procura de servir Deus no isolamento das suas orações, rumaram nos seus &lt;em&gt;currachs&lt;/em&gt; (pequenos barcos) até às ilhas Faroe (ilha das ovelhas), ainda no séc. VII. Levaram consigo ovelhas, livros e os utensílios necessários para as temporadas, mais ou menos alargadas de contemplação religiosa. Crê-se que terão chegado à &lt;em&gt;Thule&lt;/em&gt; (Islândia) durante o século VIII.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Quando os nórdicos chegaram à Ilha, a convivência tornou-se insuportável para os &lt;em&gt;papar&lt;/em&gt; (nome atribuído pelos vikings aos monges irlandeses e que significa “pais”), já que os escandinavos eram rudes e pagãos. O choque, fez os irlandeses abandonar a Islândia à pressa, como comprova o facto de deixarem os livros, cruzes, lamparinas e outros utensílios para trás.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Os nórdicos não consideram estes monges irlandeses como os primeiros colonos, na medida em que as suas estadias eram intermitentes e posteriormente abandonadas. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;A influência da cultura irlandesa desapareceu tão rápido como a fuga dos monges.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Com o vídeo fica a promessa de um post nos próximos dias, sobre a formação geológica da &lt;strong&gt;Iceland&lt;/strong&gt; e o delicado equilíbrio entre o gelo dos glaciares e o fogo dos vulcões. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://fotos.sapo.pt/vFzSD6Z1HZRtmW5mJIw5&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-color: black;&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/vFzSD6Z1HZRtmW5mJIw5/340x255&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;340&quot; height=&quot;206&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Trebuchet MS&amp;#39;;&quot;&gt;Monges irlandeses nos seus &lt;em&gt;currachs&lt;/em&gt; (pequeno barco).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; font-family: &amp;#39;Trebuchet MS&amp;#39;;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Snowland&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Em meados do séc. IX o viking Naddoddur perdeu-se na viagem da Noruega para as ilhas Faroe, vindo parar na costa este da Islândia. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Naddoddur é considerado o primeiro Viking que desembarcou na ilha. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Procurando saber mais acerca desta terra desconhecida, explorou os arredores na costa, acabando por subir ao cimo de uma montanha, procurando vestígios de fumo ou algum sinal de vida. A única coisa que encontrou foi a neve em derrocada pela encosta da montanha. Assim, acabou por baptizar esta nova terra para os escandinavos de &lt;em&gt;Snowland&lt;/em&gt;, regressando à Noruega.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Gardar`s Island (Gardarshólmi)&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;O &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;segundo Viking a rumar à Islândia (pelo menos, suficientemente Nobre e com viagem preparada) foi Gardar Svavarsson, de origem sueca. Foi Gardar que fez a viagem de circum-navegação à &lt;em&gt;Snowland&lt;/em&gt;, vindo a constatar tratar-se de uma ilha.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Durante o Inverno estabeleceram-se no norte, numa baía que denominaram de Husavík (baía casa), hoje capital do &lt;em&gt;Whale Watching&lt;/em&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Ao partirem, Náttfari ficou perdido em terra com 2 escravos, esquecidos por Gardar. Talvez por Nátffari não ser suficientemente nobre ou por ter ficado involuntariamente, não é considerado o primeiro colonizador da Islândia.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Quando Gardar acabou a viagem de circum-navegação, rebaptizou a ilha de &lt;em&gt;Gardarshólmi&lt;/em&gt; (ilha de Gardar), nome que viria a ser adoptado pelos nórdicos na época.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;a href=&quot;http://fotos.sapo.pt/q6mbvp5qJUzd1BlApZJS&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-color: black;&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/q6mbvp5qJUzd1BlApZJS/340x255&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;340&quot; height=&quot;223&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;
&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller;&quot;&gt;Representação da viagem do Viking Flóki Vilgerdarson, denominado de Raven-Flóki, devido ao episódio de lançamento dos corvos, que o levou a encontrar a Islândia.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Iceland (Islândia)&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Flóki era um devoto do mais antigo paganismo e levou 3 corvos com ele. Diz a lenda que próximo da nova terra lançou-os, um por um, para que indicassem o caminho a fazer, de modo a não se perder. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Após ser lançado no ar, o primeiro dos corvos voltou para trás, talvez rumo às ilhas Faroe, o local de partida desta expedição. O segundo voou em círculos e regressou ao barco. O terceiro voou em direcção à ilha, indicando o caminho ao navegador.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Flóki percorreu a península de Reykjanes, a costa sul da Islândia e acabou por desembarcar num fiorde no noroeste islandês, onde a terra era fértil e a natureza convidativa.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Todo o verão foi passado a pescar e a caçar, sem contudo terem em conta o Inverno rigoroso que se aproximava. Nesse Inverno os animais morreram de fome e frio e Flóki e os seus homens passaram imensas dificuldades.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Quando a primavera, por fim chegou, começaram a preparar o regresso. Nessa altura, Flóki subiu ao topo da montanha e olhando o fiorde do outro lado, encontrou-o repleto de gelo. Frustrado, deu o nome de Iceland (Terra do Gelo) ao novo país.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;O nome manteve-se até aos dias de hoje.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;A partir daqui começa a “idade da colonização”, sendo o primeiro colonizador Ingólfur Arnarsson, acompanhado do seu meio-irmão Hjörleifur Hródmarsson que desembarcaram na ilha no ano de 870.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri;&quot;&gt;Mas esse estória ficará para um &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; futuro.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>história e cultura</category>
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  <pubDate>Tue, 24 Mar 2009 23:13:45 GMT</pubDate>
  <title>Solitude…</title>
  <author>Ivo Gabriel - Iceland Views</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://fotos.sapo.pt/JqszrzBbrcWlGazpYPY1&quot; target=&quot;_blank&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-color: black;&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/JqszrzBbrcWlGazpYPY1/340x255&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/strong&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Vík. Março de 2009&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: medium;&quot;&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;&quot;somewhere, in all these rocks and stones, is my home.&quot;&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right;&quot;&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style=&quot;font-family: Calibri; font-size: xx-small;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Pétur Gunnarsson – poeta islandês&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>impressões</category>
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  <pubDate>Wed, 25 Feb 2009 00:49:38 GMT</pubDate>
  <title>Conhecendo Siglufjördur – do Eyjafjördur até ao Skagafjördur</title>
  <author>Ivo Gabriel - Iceland Views</author>
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&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;Vídeo da viagem. Um olhar entre a neve e as &lt;i&gt;landscapes&lt;/i&gt; de 3 fiordes islandeses.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Viagem pelo Eyjafjördur, Siglufjördur e o Skagafjördur&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;A aventura da pesca do arenque e o &lt;i&gt;Herring Era Museum&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; color: #3e424a&quot;&gt;No último fim-de-semana organizei um pequeno passeio a 3 fiordes do norte da Islândia. Foram 2 dias percorrendo o oeste do fiorde Eyja, o fiorde Siglu e o fiorde Skaga.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; color: #3e424a&quot;&gt;Não foi, contudo, uma jornada nova para mim. Aliás, já postei idêntica viagem com o meu amigo Nuno, quando ele visitou a Ilha (ver post: &lt;a href=&quot;http://iceland-views.blogs.sapo.pt/6720.html&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: purple&quot;&gt;http://iceland-views.blogs.sapo.pt/6720.h&lt;wbr&gt;&lt;/wbr&gt;tml&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; color: #3e424a&quot;&gt;A Paixão com que fiquei por Siglufjördur, a cidade mais a norte da Islândia, situada num pequeno e encantador fiorde, fez com que preparasse este passeio com particular expectativa. Ia voltar a um local que me tinha fascinado em Maio passado. Sabia que agora a paisagem seria bem diferente, e que o extenso manto branco do inverno insular me acompanharia ao longo das distintas &lt;i&gt;landscapes&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; color: #3e424a&quot;&gt;Na semana que antecedeu a viagem telefonei para os responsáveis dos museus que pretendia visitar. Normalmente, durante o inverno, encontram-se fechados. Assim, a melhor garantia, é usar o telemóvel, de forma a marcar uma hora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/vd8SDhuazZlubHFmohVi&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; height=&quot;101&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;340&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/vd8SDhuazZlubHFmohVi/340x255&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;As impressivas montanhas islandesas&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;O 1º Dia. Do Eyjafjördur até Siglufjördur &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; color: #3e424a&quot;&gt;Partimos pelas 8 h da manhã, debaixo de -12º C, rumo a Dalvík, onde se situava a primeira paragem previamente combinada (sabíamos que iríamos fazer muitas outras pelo caminho), de forma a vermos o museu Hvoll, que além de englobar uma colecção da história material, social e natural da região, foi a casa do homem mais alto do mundo. No museu poderemos conhecer todas as estórias que construíram a História da região (&lt;a href=&quot;http://www.dalvik.is/byggdasafn/&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: purple&quot;&gt;http://www.dalvik.is/byggdasafn/&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; color: #3e424a&quot;&gt;Pelo caminho, podemos apreciar as panorâmicas que só o Eyjafjördur é capaz de nos proporcionar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; color: #3e424a&quot;&gt;A monotonia sugerida pelo constante manto de neve, é combatido pelos &lt;i&gt;degrades&lt;/i&gt; cromáticos da mágica luz solar que em jogos fugidios com o algodão das nuvens, me fascinava em cada pausa para contemplação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; color: #3e424a&quot;&gt;O Inverno islandês tem algo de mágico. É essa magia que nos transporta para os seus contos tradicionais, conjunto de fábulas povoadas de pequenos seres mágicos e gigantes de pedra, que só visualizamos quando envoltos na solitude épica das &lt;i&gt;landscapes&lt;/i&gt; islandesas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; color: #3e424a&quot;&gt;São séculos de isolamento, entre o fogo dos vulcões, o branco das montanhas escarpadas desenhadas pelo degelo dos glaciares e um céu desmaiado de púrpura que à noite se transforma, por vezes, em serpentes coloridas, movimentando-se no silêncio mais profundo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; color: #3e424a&quot;&gt;Saímos do museu em Dalvík, para visitar o porto da cidade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; color: #3e424a&quot;&gt;Continuando viagem, seguimos na direcção de Olafsjördur, mais uma pequena cidade, num fiorde de reduzidas dimensões. Antes de entramos no túnel que liga o Eyjafjördur ao Olafsjördur, mais uma paragem para apreciar a belíssima panorâmica que percorre o mais longo fiorde do país. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; color: #3e424a&quot;&gt;De seguida, teríamos de cruzar a montanha rumo a Siglufjördur. Estava preocupado pois éramos 5 num VW Pólo. Se a estrada não estivesse limpa, o carro iria patinar nas subidas, sem conseguir avançar. Tivemos sorte, pois os 2 dias anteriores tinham sido de céu limpo, acompanhado de temperaturas negativas. Além disso, fizemos a estrada pela tarde. Ou seja, já batida por outras viaturas mais bem preparadas para as agruras islandesas. O facto de estrada ser em gravilha e não alcatroada acabou também por ajudar. Muitas vezes, ouvimos a neve raspar por baixo dos nossos pés, já que no vácuo formado pelo eixo das rodas se acumulava neve. E assim cruzamos a montanha, ao som dos &lt;i&gt;Beatles&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;FM Belfast&lt;/i&gt;, &lt;i&gt;Ojos de Brujo&lt;/i&gt; e algum &lt;i&gt;jazz&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; color: #3e424a&quot;&gt;Antes de chegarmos a Siglufjördur, fizemos uma paragem especial numa das panorâmicas que mais me fascinaram até hoje. Trata-se da confluência entre o lago &lt;i&gt;Mikla&lt;/i&gt; e o oceano glaciar Ártico. No &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; da viagem em Maio passado, coloquei uma foto desta vista, onde poderão notar as diferentes texturas entre a água do lago e a água do oceano, separadas por um singelo cordão de pedras. Desta vez, o lago não só estava congelado, como também, carregado de neve. Parecia que o oceano magicamente se detinha na neve fofa, como que capaz de afagar a sua revolta nas suas carícias mais ternas. Assim se revelava a solitude épica, tão cinemática e reconciliadora. Ao longe as impressivas montanhas de íngremes colinas, tão características do país, compunham a tela.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; color: #3e424a&quot;&gt;Estávamos quase em Siglufjördur, onde iríamos pernoitar. Eram 17 horas e os azuis mais carregados anunciavam o crepúsculo. Passamos pelo pequeno farol laranja que anunciava a proximidade do nosso destino. Fazendo a estrada que agora se estendia paralelamente ao oceano, chegamos ao túnel de 900 m de extensão, porta de entrada do fiorde que anteriormente me havia encantando. Tudo no isolamento pode virar mágico. Até a singularidade da imensa porta vertical, que se abria lentamente à chegada de uma viatura, para se fechar de seguida, como se estivéssemos a entrar num conto de fadas. E assim fomos tragados por aquela gruta e quando na outra extremidade a porta se abriu, deparamos com o bonito fiorde, onde ao fundo, adormecida nas encostas dos rochedos escarpados, descansava na neve, a cidade de Siglufjördur.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/s5ttzpIubyEkQ4Fys8k4&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; height=&quot;249&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;340&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/s5ttzpIubyEkQ4Fys8k4/340x255&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;b&gt;Siglufjördur adormecida &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Conhecendo Siglufjördur&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; color: #3e424a&quot;&gt;Siglufjördur é uma pequena cidade situada no fiorde que lhe dá o nome. É um sereno recanto, onde raramente o vento sopra, fazendo da cidade um simpático, bonito e acolhedor porto de abrigo. Observá-la no verão é tão agradável como no Inverno. Aliás, esse é um dos encantos da Islândia. É que o país, consoante a estação, encerra belezas tão extremas, como possuidoras de um encanto dificilmente explicável. Os recantos têm de ser vivenciados e sentidos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; color: #3e424a&quot;&gt;&amp;ldquo;Ocupada&amp;rdquo; 2 vezes pelos noruegueses, a primeira em 900 DC pelo viking Thórmodur Rammi e a segunda, a partir de 1903, com a construção da mais importante cidade piscatória de arenque, de toda a Islândia, Siglufjördur vive na recordação dos seus tempos áureos. Actualmente tem cerca de 1500 habitantes, mas teve já mais de 3000 habitantes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; color: #3e424a&quot;&gt;Durante dezenas de anos, toda a sua vida centrou-se na captura de arenque e no seu processo &amp;ndash; a salga do peixe e a produção de óleo e das conservas em lata, tornando-se num dos mais importantes portos do país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; color: #3e424a&quot;&gt;Em alguns anos a exportação de arenque e seus derivados, representaram mais de 20% do total das exportações islandesas. Nesses anos, a cidade chegou a ter mais de 3000 mil habitantes, entre fábricas e habitações, sendo impressionante ver os filmes retratando a vida neste período. Uma vida dura, de muito trabalho, tanto para os homens como para as mulheres. Enquanto os homens trabalhavam no mar, às mulheres incumbia a salga do peixe, bem como o trabalho nas fábricas. Nos períodos de grande captura, chegavam a trabalhar mais de 24 horas. Contudo, as mulheres chegavam, muitas vezes, a receber um salário superior ao dos homens. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; color: #3e424a&quot;&gt;Com o desenvolvimento da aventura da pesca do arenque e a consequente chegada e fixação de colonos, a atmosfera fez de Siglufjördur a &lt;i&gt;Klondique &lt;/i&gt;do Atlântico. A cidade atraiu os especuladores da indústria do arenque, originando fortunas e perdas tão repentinas quanto fugazes, consoante os caprichos dos &lt;i&gt;booms &lt;/i&gt;e escassez dos cardumes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; color: #3e424a&quot;&gt;Durante vários anos este recanto da Islândia foi a &amp;ldquo;Meca&amp;rdquo; de milhares de trabalhadores e assalariados à procura de trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; color: #3e424a&quot;&gt;Se é verdade que esses tempos fazem parte do passado da cidade, não é menos verdade que são a grande saudade do presente. Uma saudade tão grande, quanto a memória alcança.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/hKT7mQWoCYKpzBomA9ie&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; height=&quot;248&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;340&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/hKT7mQWoCYKpzBomA9ie/340x255&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;b&gt;vista do porto de Siglufjördur &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;O Herring Era Museum&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;

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&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;vídeo do Herring Era Museum&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Para se ter um excelente museu não é preciso ter as dimensões de Serralves. O mais importante é a pesquisa, a organização, a disposição e a capacidade de comunicação. O &lt;i&gt;Herring Hera Museum&lt;/i&gt; tem tudo isso, sendo um dos mais interessantes que visitei na Islândia. É o mais importante museu marítimo e industrial do país e condecorado com o &lt;i&gt;Iceland Museum Award 2000&lt;/i&gt;, bem como com o &lt;i&gt;Micheletti Award&lt;/i&gt; - melhor novo museu industrial da Europa em 2004.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Em nenhum outro local se pode perceber tão bem a Islândia e a sua história. No fundo, o museu retrata a história do país, a sua dureza e disponibilidade. A aridez e o trabalho árduo. A pesca em condições extremas como condição praticamente única, motor de desenvolvimento da economia e de um país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Tudo isto reflecte-se, ainda nos dias de hoje, na forma do islandês ser e relacionar-se.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;O &lt;i&gt;Herring Era Museum&lt;/i&gt; é composto por 3 edifícios. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;O Roaldsbrakki é o primeiro, sendo uma casa construída em 1907 e era uma das estações de salga do arenque. Em 1916 produziu mais de 30.000 barris de arenque em salga e no R/C situava-se a linha de salga e a loja. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;No 1º piso situava-se o escritório onde os trabalhadores recebiam o salário semanal e onde se encontrava a engrenagem, bem como a especiarias usadas para marinar o peixe. Foi posteriormente convertida nas acomodações dos trabalhadores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;No 2º piso eram os quartos, tanto masculinos como femininos e uma pequena cozinha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;No sótão ficava algum peixe, bem como o equipamento usado necessário para a salga do arenque.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;O segundo edifício do Museu é a &lt;i&gt;Factory&lt;/i&gt; onde se situava toda a maquinaria para produzir o óleo, bem como as conservas, posteriormente exportadas para mercados como a Suécia, Dinamarca, Finlândia, Rússia, Alemanha e EUA. Uma indústria importante para a Europa, nomeadamente durante o período de escassez entre as duas grandes guerras.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Por fim, resta falar no último dos edifícios que completa o museu. Trata-se da &lt;i&gt;Boathouse&lt;/i&gt;. Aqui, poderão ser vistos os barcos usados na pesca do arenque, bem como passear na recriação do porto, de forma a sentir a atmosfera dos anos passados.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.sild.is/&quot;&gt;www.sild.is&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/svKDPF79Z7EY0EndCVk3&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; height=&quot;255&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;179&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/svKDPF79Z7EY0EndCVk3/340x255&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;pormenor de Siglufjördur &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;2º Dia. Percorrendo o Skagafjördur&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/3uyJvLsIH6QaJHuefRwK&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; height=&quot;88&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;340&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/3uyJvLsIH6QaJHuefRwK/340x255&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;A pequena ilha de Drangey à esquerda e a ilha de Málmey à direita. Ambas no Skagafjördur&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Depois da noitada em Siglufjördur ter-se estendido pela madrugada a viagem do segundo dia começou depois do meio-dia. O sol escondeu-se por cima  das nuvens que acordaram a cidade com doces flocos de neve, tocando as casas levemente. Assim, desistimos de subir até à estação de esqui, já que não iríamos conseguir desfrutar da vista sobre o fiorde, perdida no modorrento nevoeiro.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Seguimos para o Skagafjördur em direcção ao oeste islandês. Atrás, em tons serenos, ficava Siglufjordur, guardada em segredo, pela porta do túnel que se cerrava nas nossas costas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;O Skagafjördur situa-se entre o maior conjunto montanhoso do norte da Islândia, o Tröllaskagi (península dos gigantes) e o cabo Skagi. Salpicado por alguns centros piscatórios, é uma das mais prósperas regiões agrícolas do país, com diversas quintas, onde se destacam a criação de ovelhas, cavalos e a produção de lacticínios. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Aqui se poderão fazer belos passeios no cavalo islandês, uma raça que se caracteriza pela sua enorme resistência. Este cavalo de dimensões semelhantes ao pónei (chamar de pónei a este cavalo seria ofensivo para qualquer islandês) tem a particularidade de não limitar os seus andamentos aos habituais passo, trote e galope. Por não ter sido treinado para as lides da guerra manteve duas formas de andar, o &lt;i&gt;tolt &lt;/i&gt;e o &lt;i&gt;pace&lt;/i&gt;, que os outros, há muito perderam. Eu não montei ainda nenhum destes cavalos. Mas dizem ser o &lt;i&gt;tolt&lt;/i&gt;, um andamento muito rápido e suave que faz as delícias de quem o monta.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/V5thBPbE7MHZU4V89cWt&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; height=&quot;255&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;330&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/V5thBPbE7MHZU4V89cWt/340x255&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;span&gt;O pequeno, robusto, bonito e sorridente cavalo islandês, foi companheiro de tropelias na neve e motivo de várias paragens durante a viagem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Quando chegamos a ao Skagafjördur a primeira imagem com que somos recebidos e que nos deslumbra é a visão da ilha de Málmey, onde parece que a estrada vai desembocar. Com a aproximação, reparamos que a água do fiorde nos separa desta estreita ilha de lava, com cerca de 4 km de extensão e de penhascos íngremes.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Mais ao longe, perdida no meio do fiorde, repousava Drangey. Este rochedo é o palco de uma das sagas islandesas. As sagas são as mais famosas histórias em prosa da literatura islandesa e relatam os feitos e acontecimentos vikings, ocorridos durante os séculos X e XI. Segundo esta saga, o rochedo foi o ultimo refugio do proscrito guerreiro islandês Grettir Ásmundarson (Grettir the strong), que viveu os últimos anos de vida na companhaia do seu irmão Illugi e do seu escravo Glaumur, antes de ser assassinado por Þorbjörn Öngull.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Reza a lenda que a origem da pequena ilha rochedo se deveu à tentativa de 2 &lt;i&gt;trolls&lt;/i&gt; (gigantes da mitologia nórdica) atravessarem o fiorde pela noite. A meio da travessia foram surpreendidos pelos primeiros raios de sol da alvorada, ficando petrificados. Drangey é a vaca que os acompanhava, o pequeno rochedo Kerling a suposta mulher &lt;i&gt;troll&lt;/i&gt; e o gigante masculino, o rochedo Karl, há muito foi tragado pelas águas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Todas estas ilhas rochedo de origem vulcânica (a não ser que acredite em &lt;i&gt;trolls&lt;/i&gt;), são pequenos santuários de aves entre Abril e Setembro. Durante esse período poderão ser observados e fotografados espécies como o &lt;i&gt;Puffin&lt;/i&gt; (papagaio do mar), o &lt;i&gt;guillemot&lt;/i&gt;, o corvo, o falcão, entre outros. De igual modo, esta é uma região a visitar pelos amantes do &lt;i&gt;rafting&lt;/i&gt;, devido aos rápidos dos rios que desembocam no fiorde.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;A viagem prosseguiu com uma pausa na vila piscatória de Hofsós. Infelizmente não tivemos tempo para visitar o Centro de Documentação de Emigração nem a exposição acerca de Drangey. Mas eu voltarei, não tenho dúvidas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;As últimas paragens foram em Hólar e Saudárkrókur. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Hólar é a mais antiga diocese do norte da Islândia (foi fundada no século XII). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Saudárkrókur é (depois de Akureyri) a maior cidade do norte da Islândia (2700 habitantes).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;São dois locais que merecerão &lt;i&gt;postagens&lt;/i&gt; futuras e para não vos massacrar mais, afinal este &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; já leva mais linhas do que habitual, encerro o relato desta viagem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Espero que os vídeos e as fotos consigam transmitir algumas das sensações que só a natureza e os locais visitados conseguem transmitir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Chegamos cansados a Akureyri. O cansaço de um corpo moído, mas feliz.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/MVyE9tvcmR45H9S00QdZ&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; height=&quot;249&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;340&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/MVyE9tvcmR45H9S00QdZ/340x255&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;span&gt;Vista sobre o Skagafjördur em Hofsós&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Websites:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Siglufjördur: &lt;a href=&quot;http://www.siglufjordur.is/&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#800080&quot;&gt;www.siglufjordur.is&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Skagafjördur: &lt;a href=&quot;http://www.skagafjordur.is/&quot;&gt;www.skagafjordur.is&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;/div&gt;</description>
  <comments>http://iceland-views.blogs.sapo.pt/11831.html</comments>
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  <pubDate>Mon, 09 Feb 2009 21:47:00 GMT</pubDate>
  <title>Projecto Takk_Iceland09</title>
  <author>Ivo Gabriel - Iceland Views</author>
  <link>http://iceland-views.blogs.sapo.pt/11666.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: larger&quot;&gt;&lt;span&gt;Foi em Outubro passado que recebi o primeiro &lt;i&gt;email&lt;/i&gt; do mentor do projecto Takk_Iceland09&lt;b&gt;.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: larger&quot;&gt;&lt;span&gt;De lá para cá, parece que as coisas ganharam forma, tendo solidificado a base de sustentação. Organizaram-se, delinearam e divulgaram &lt;i&gt;timings&lt;/i&gt; e iniciativas, Distribuíram os papéis, sem andarem aos papéis, nem ficarem só por papéis (confusos com tanto papel? &lt;i&gt;Me too&lt;/i&gt;&amp;hellip;)!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: larger&quot;&gt;&lt;span&gt;O Projecto Takk_Iceland09 é um sonho de um grupo de fãs dos Sigur Rós que está a organizar uma viagem aos lugares míticos da Islândia, retratados no filme &lt;i&gt;Heima&lt;/i&gt;, sobre os concertos da banda islandesa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: larger&quot;&gt;&lt;span&gt;Este grupo de fãs organizou-se e as pessoas trabalham em prol do projecto definindo o roteiro, angariação de fundos, organização da viagem e actividades takk_iceland09 (festas, tertúlias, projecção de &lt;i&gt;Heima&lt;/i&gt;, festivais de cinema e poesia Islandesa).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: larger&quot;&gt;&lt;span&gt;A &lt;i&gt;Passenger list&lt;/i&gt; engloba dezenas de fãs. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: larger&quot;&gt;&lt;span&gt;A todos os interessados, fica em baixo o &lt;i&gt;blog &lt;/i&gt;da projecto, onde poderão recolher toda a informação.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: right&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: larger&quot;&gt;&lt;span&gt;Rafiðnaðarsamband Íslands!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; 
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: larger&quot;&gt;&lt;span style=&quot;&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://takk_iceland09.blogs.sapo.pt/&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#800080&quot;&gt;http://takk_iceland09.blogs.sapo.pt&lt;/font&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;/div&gt;

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&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;i&gt;making off&lt;/i&gt; de um sonho a caminho da concretização&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 28 Jan 2009 12:08:30 GMT</pubDate>
  <title>O colapso económico e outras considerações</title>
  <author>Ivo Gabriel - Iceland Views</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Uma introdução marginal&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Desde a viagem de regresso à terra do gelo e do fogo que pretendo &lt;i&gt;postar&lt;/i&gt; sobre o colapso dos bancos do país, ocorrido em Outubro passado. Da intenção à publicação passaram mais de 2 meses, transformando este num &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; adiado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Não tenho formação em economia e sendo assim, esta é a dissertação possível, redigida por um leigo. Mas todo o ser humano é imbuído de inteligência, sensibilidade e percepção e se juntarmos a isso, alguma atenção e capacidade de leitura, poderemos desenvolver um sentido crítico que permita uma abordagem pessoal (subjectiva) da temática. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Não acredito que as ciências sociais, mesmo recorrendo ao máximo rigor metodológico, consigam ultrapassar a barreira da subjectividade. É que as instituições que produzem ciência são constituídas por pessoas, que apesar de todo o esforço, estão condicionadas pelas suas vivências individuais. Os paradigmas, estão assim sujeitos a um prazo de validade, fruto da época e regulados pelas convicções de quem faz e produz ciência (e não só!). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;A história tem-nos demonstrado que a mutação é uma constante, não sendo as verdades eternas ou absolutas. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Resta-nos acreditar que a Inteligência e a Cultura faz-nos seres humanos mais disponíveis e menos rígidos, prontos a dispensar a estilística retórico-dialético-demagógica, que normalmente é servida com vestes de presunção.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;O colapso económico&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;O resto do mundo olhava com desconfiança para o milagre económico islandês e estes, do cimo da sua sobranceria, riam-se disso. Mas os meses de Setembro e Outubro de 2008 vieram demonstrar a fatalidade de um capitalismo desregrado, da especulação e do crédito fácil.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;A crise terá começado com as &lt;i&gt;sub-prime&lt;/i&gt; americanas (hipotecas de alto risco revendidas como produtos de investimento para o mundo). Quem investiu nesses produtos &amp;ldquo;tóxicos&amp;rdquo;, aliciado por juros mais altos, mas frutos da especulação de um sistema sem regras, acabou por perder tudo. Ao primeiro alarme de crise, a desconfiança dos bancos relativamente a outros cortou as linhas de crédito entre eles e depois foi a bola de neve começar a rolar&amp;hellip;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;O problema islandês explica-se facilmente. Os bancos cresceram desproporcionalmente à economia real do país. Com sucursais e clientes em diversos estados, o seu património chegava a ser quase 12 vezes o PIB (produto interno bruto) da ilha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;A Islândia é um país super consumista onde todas as pessoas (independentemente da idade) tinham e compravam a crédito. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Quando as linhas de crédito entre os bancos internacionais deixaram de funcionar e o sistema bancário do país começou a ter dificuldades de financiar as operações, foi o ruir da economia islandesa, já que o &amp;ldquo;pobre&amp;rdquo; estado era uma formiga à beira da dimensão e do volume de clientes e depósitos dos bancos do país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Só que aqui entram alguns erros para ajudar na &amp;ldquo;festa&amp;rdquo;. Erros que a mim não me admiraram nada, dado que vem na sequencia de um post anterior (Considerações sobre a Islândia:http://iceland-views.blogs.sapo.p&lt;wbr /&gt;t/8696.html). Nesse post, editado antes do colapso económico do país, dava conta da sobranceria e arrogância islandesa, tão ao jeito de quem vive fechado na sua ilha, urrando como vikings com roupas do século XXI. O Islandês médio gosta de dizer que os europeus (leia-se União Europeia) são demasiado vagarosos. Para um islandês é difícil entender que é preciso saber parar e reflectir, com o intuito de rentabilizar e fazer bem. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Um país construído através da disponibilidade física, necessária para aquela que ainda é a principal actividade dos país, a pesca, a que se junta as exigentes condições climatéricas do passado sem o conforto das ultimas três décadas e o isolamento relativamente ao mundo que se reflecte num certo eremitismo social, condicionou o desenvolvimento de certas técnicas de subtileza e de polimento social. É através da Arte e Cultura que o islandês tenta ir buscar essa beleza e graciosidade que lhe falta. Uma amiga brasileira que visitou a Islândia no último verão, numa explicação de momento, sugeriu que as montanhas mais áridas necessitam de proteger as poucas flores que as embelezam. A Arte e a Cultura são as flores que embelezam o dia a dia das frias relações sociais na Islândia. Assim, essas manifestações tem sido de crucial importância, embora muitas vezes sejam mais devoradas do que contempladas. O Islandês na sua aura de &amp;quot;destemeridade&amp;quot; (e isso eles são!) age como estando sempre correcto! Existe algo de primário nesse comportamento, lembrando-me o finório português que pegando no automóvel, faz o IC1 Póvoa &amp;ndash; Porto em 15 minutos, pé a fundo no acelerador. Chegado ao destino final, na inconsciência do perigo de tal forma de conduzir, vai berrar entusiasmado a sua saga, julgando ser o maior do bairro que para ele é a representação do mundo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Mas verdade seja dita, para o islandês não existem perigos, ou não se tratasse de um sobrevivente da (sua curta) História.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Quando se pode olhar o mundo, entre garrafas de cervejas, num &lt;i&gt;resort&lt;/i&gt; mediterrânico, há uma tendência para a arrogância &amp;ndash; não compreendemos que, visto na distância de um &lt;i&gt;resort&lt;/i&gt; (ou da Islândia), tudo se torna indistinto e acabamos por imaginar as coisas em vez de vê-las. Uma viagem às cidades e aos países reais, mesmo que nas férias, seria uma boa terapia para estes intrépidos vikings.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Mas o erro que ajudou à festa foi a desnecessária frente de batalha com os ingleses. Com aquele jeito de quem ergue a espada, o primeiro-ministro Geir H. Haard, resolveu dar o &amp;quot;calote&amp;quot; nos depositantes britânicos (e não só), anunciando na televisão, após a nacionalização dos bancos, que não pagaria um euro aos súbditos de sua majestade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Sabemos que existem coisas que podemos pensar, mas nunca dizer. Um país na bancarrota necessitaria de uma diplomacia mais sagaz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Ser &lt;i&gt;polite&lt;/i&gt; nunca foi o forte dos vikings. Acontece que o primeiro-ministro britânico G. Brown não se atemorizou com este acto destemido (a guerra do bacalhau não se repetiu desta vez) e recorrendo à lei anti terrorista britânica, confiscou todo o património dos bancos islandeses na Inglaterra. Contudo, a acção britânica não ficaria por aí. A Islândia na bancarrota necessitava de dinheiro urgente, para que a ilha não se afundasse por completo. O gigante britânico facilmente jogou a sua diplomacia nas instituições internacionais (e sabemos que os britânicos não dão ponto sem nó). O resultado foi o FMI ter desbloqueado rapidamente um empréstimo no valor de 2,1 mil milhões de dólares, mas só depois de o governo islandês ter chegado a um acordo com a Inglaterra, a Holanda e a Alemanha e ter assumido restituir os depósitos de clientes estrangeiros nesses países, num máximo de 26 mil dólares por cliente. O valor total que o governo islandês terá de pagar a esses países ronda os 4.3 bilhões de dólares. Sabendo que a Islândia não possui esse dinheiro, a Inglaterra, Holanda e Alemanha irão emprestá-lo de forma a ser usado para pagar as restituições.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Assim, de um dos países mais ricos do mundo por habitante, a Islândia passou para um dos países mais endividados do mundo por habitante!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Embora descontextualizando, recordo a frase de Muhammad Yunus, Prémio Internacional Símón Bolivar em 1996 e fundador do Banco Grameen, que numa reflexão no seu livro &amp;ldquo;O Banqueiro dos Pobres&amp;rdquo; diz: &amp;ldquo;&amp;hellip; É extremamente difícil ao devedor libertar-se do ónus do empréstimo. Habitualmente, é obrigado a pedir emprestado outra vez para reembolsar o empréstimo anterior, e, por fim, a única saída é a morte.&amp;rdquo;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;O dia em que os islandeses começaram a lutar&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;

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&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;b&gt;Protestos em 8 de Novembro, em frente ao parlamento em Reykjavík&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Quando à pouco mais de 1 ano cheguei à Islândia, uma significativa parte do trabalho da polícia era dedicado aos distúrbios e violência, originados pela ingestão excessiva de bebidas alcoólicas no país, bem como ao controle do tráfego rodoviário e dos respectivos limites de velocidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Os agentes da autoridade não usavam armas de fogo e embora o número de roubos e assaltos em Reykjavík estivessem a crescer, não tinham a expressão actual. Muitas das viaturas ainda passavam a noite com as portas destrancadas. Apesar disso, o crescente uso de estupefacientes e a pequena associação criminosa (esta residual e atribuída exclusivamente a emigrantes lituanos e polacos) era já uma realidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Os islandeses nunca foram de grandes manifestações. Se recordarmos, os protestos do &lt;i&gt;Saving Iceland&lt;/i&gt; (ver post sobre o futuro da economia islandesa e a polémica do alumínio: http://iceland-views.blogs.sapo.pt/4127.h&lt;wbr /&gt;tml&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;) contra a instalação da indústria transformadora das fábricas de alumínio, que vinha a afectar o equilíbrio ecológico da ilha, nunca conseguiu mobilizar mais do que um punhado de pessoas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Quando pela força das consequências, os islandeses tomaram consciência que a sua economia era um mau filme de ficção, começaram a manifestar-se todos os sábados, frente ao parlamento em Reykjavík.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;A data de 6 de Outubro de 2008, ficará na história como o dia em que as manifestações de protesto contra o governo e o presidente do banco da Islândia se tornarem inevitáveis. Foi o dia em que o primeiro-ministro fez o discurso do desastre, do &lt;i&gt;crash&lt;/i&gt; da economia islandesa. A partir dessa data, todos os sábados, grupos de pessoas começaram a manifestar-se em frente ao parlamento em Reykjavík, num crescendo proporcional ao aumento do desemprego e ao desaparecimento das suas economias. A primeira manifestação contou com 500 pessoas e em 22 de Novembro, foram cerca de 7000 pessoas (o país tem pouco mais de 300 mil habitantes).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;As manifestantes eram de todas as idades e os ajuntamentos englobavam desde pró americanos até à esquerda mais anti americana.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Os protestos tinham início às 16 h e tomates, ovos, molhos de hambúrguer e outras iguarias passaram a ser constantemente arremessadas contra o parlamento, chegando a partir as janelas (pode não parecer nada de relevante para quem está já familiarizado com protestos em outros países, mas acreditem que na Islândia isto era algo de novo!). Num acto de provocação, um dos jovens subiu para a varanda do parlamento e colocou no mastro uma bandeira com a inscrição &lt;i&gt;Sold to the IHF for 2 Billion Dollars&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;A polícia foi tendo o cuidado de não intervir activamente, consciente que as coisas poderiam facilmente sair do controle. Apesar disso, Um grupo de intervenção das forças policiais denominado &lt;i&gt;the Viking Squad&lt;/i&gt; esteve sempre alerta, retirando das esquadras coletes, gás pimenta, e outros utensílios habituais nos grupos de choque. Todo esse material, por fim sacudiu o pó que durante anos foi acumulando dentro dos armários.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Entre os vários episódios ocorridos nestas manifestações, destaque para o acto audacioso de um jovem do &lt;i&gt;Saving Iceland&lt;/i&gt;, que subiu ao telhado do parlamento e hasteou a bandeira da cadeia de supermercados Bónus. Esta cadeia de supermercados é parte do império de Jón Ásgeir Jóhannesson, o maior empresário na área da alimentação e que detém parte dos &lt;i&gt;media&lt;/i&gt;. Ele é uma das personagens centrais do colapso, na medida em que era o maior accionista do Glitnir, o primeiro banco que foi nacionalizado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;No dia 1 de Dezembro de 2008 comemorou-se os 90 anos da Independência do estado islandês, apesar de apenas se ter tornado república em 1944. Milhares de pessoas concentraram-se junto à estátua de Ingólfur Arnarson, o primeiro colonizador da ilha. Depois dos discursos habituais, optaram por atribuir as maiores culpas da situação a David Oddsson, o presidente do banco da Islândia, definitivamente o homem mais odiado no país actualmente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Um grupo de dezenas de manifestantes resolveu então ir manifestar-se para o banco da Islândia e quando lá chegou deu de caras com 3 policias a guardar a porta de entrada. Como habitualmente começaram a atirar tomates e ovos, colorindo a entrada do Banco e os desgraçados agentes da autoridade. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Surpreendentemente, os agentes policiais abandonaram o seu posto, sob os aplausos da pequena multidão. Só quando os manifestantes subiram ao segundo andar se aperceberam que tinham aplaudido cedo demais. Por detrás da grossa porta de vidro, 30 polícias equipados, serviam de barreira, impedindo a passagem do ruidoso grupo. Nessa altura, é comunicado aos manifestantes que a manifestação tinha sido declarada de ilegal e que iriam usar gás pimenta para dispersar o ajuntamento, caso eles não o fizessem de livre iniciativa. Os &lt;i&gt;sprays&lt;/i&gt; de gás foram utilizados, acabando muitos dos manifestantes no exterior agarrado aos olhos macerados. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Uma das tiradas mais interessantes de um manifestante foi: &lt;i&gt;They won`t look into your eyes!&lt;/i&gt;. Podemos viver em guerra, mas nunca deixar de abraçar o humor!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Na passagem do ano um grupo de aproximadamente 500 manifestantes revoltados conseguiu silenciar um programa de televisão em directo no hotel Borg, com a presença do primeiro-ministro, queimando os cabos da emissora.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;A intervenção policial, recorreu ao gás pimenta, enquanto os manifestantes respondiam com balões de água e foguetes (na passagem do ano é tradição todas as famílias comprarem foguetes e bombardear os céus entre as 21 h e as tantas da madrugada).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;É engraçado ver no vídeo em anexo, os cozinheiros e restante staff do hotel a impedirem os manifestantes de entrar. É preciso contextualizar que este é um país de 300 mil habitantes, onde todas as pessoas, quando não se conhecem, têm pelo menos algum conhecido em comum. Ou seja, dos dois lados da barricada estão pessoas que no dia seguinte estarão a tomar uma cerveja juntos! &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;O que vale é que os Vikings batem-se num dia, e no outro confraternizam! Like in the past!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;

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&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;Protestos no hotel Borg em 1 de Janeiro de 2009&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;A queda do Governo e a crueza dos números de desempregados&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Ao fim de tantos protestos o governo caiu (o governo de coligação de centro-direita englobava o partido da Independência e os sociais democratas). O primeiro-ministro Geir Haarde, anunciou ontem o que à muito era esperado. Já uns dias antes, tinham sido marcadas eleições antecipadas para 9 de Maio (as eleições numa situação normal seriam apenas em 2011). &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;O Presidente do país convidou, entretanto, os sociais-democratas, em rota de colisão com o partido de Geir Haarde na coligação do governo, a coligar-se com a esquerda, nomeadamente com os Verdes. É possível que as eleições possam vir a ser antecipadas novamente, afinal a Islândia é um país à deriva.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Neste momento, o único a assumir politicamente culpas da situação foi o Ministro do Comércio que no seu último acto demitiu o presidente do &lt;i&gt;Fjárlmalaeftirlit&lt;/i&gt;, a Autoridade de Supervisão Financeira, responsável pela supervisão da expansão dos bancos (em Portugal está sobre a tutela do Banco de Portugal).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Entretanto, o desemprego tem vindo a aumentar rapidamente. Num espaço de um ano passou-se dos residuais 0,5% para mais de 6%. Em 27 de Janeiro de 2009, no Instituto de Emprego estavam inscritos mais de 12.800 pessoas. Grande parte em Reykjavík e perto de 800 em Akueryri). Se estes números não são maiores é porque o sector da construção civil que praticamente parou, era constituído por mão-de-obra estrangeira. Após o mês de Outubro, por falta de trabalho, retornaram aos seus países de origem.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Ainda de referir, que o aumento do desemprego e a desvalorização brutal da krona islandesa (Se trocar para euros, neste momento o meu salário é praticamente metade do que ganhava à um ano), faz com que alguns islandeses comecem a emigrar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Somando estas duas variáveis, compreende-se o motivo de o numero de desempregados não ter ainda atingido os dois dígitos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;De referir também, que a empresa Creditinfo, publicou num recente artigo que cerca de 3500 empresas estão em risco de falência no ano de 2009, representando cerca de 11,5% das empresas registadas no país (num universo de aproximadamente 30.000 empresas registadas). Além disso, muitas das empresas sobreviventes irão ter de reduzir custos e inevitavelmente, despedir trabalhadores.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;O papel do Estado &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Uma das coisas mais admiráveis na Islândia é a protecção social e do trabalhador. Além do respeito (e grande receio) que existe por parte das empresas relativamente ao eficaz sindicato dos trabalhadores, o estado desempenha um papel importante nesta matéria.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Aquela maquinazinha, normalmente colocada numa parede, que em Portugal é conotada, muitas vezes, como controlador do trabalhador, na Islândia parece servir mais, para defender o mesmo trabalhador. É prática comum aqui receber-se à hora. Cada minuto fora do horário normal de trabalho (9 h &amp;ndash; 17 h) é pago como hora extra. No fim de semana, o valor percentual da renumeração aumenta, recebendo-se ao Domingo, 35% acima do vencimento normal, em cada hora de trabalho.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;As empresas respeitam isto, até porque a fiscalização e o sindicato dos trabalhadores, à mínima queixa de um funcionário, aparecem na empresa. O Estado, a fazer as contas, das pessoas que emprega, é também de uma correcção exemplar. Oxalá o despoletar da crise não altere o que eu considero exemplar no país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Como referi acima, ao primeiro pé colocado fora da ilha, o que eu recebo hoje em dia na estância de esqui em Hlidarfjall, desvalorizou para metade. Mas não foi só a desvalorização da moeda que afecta os números do meu ordenado, no fim de cada mês. É que o Estado está a cumprir o seu papel, mesmo que em meu prejuízo. Vou passar a explicar:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Com o aumento do desemprego, a politica que tem vindo a ser adoptada pela Câmara Municipal de Akureyri (a estância de esqui é pertença da edilidade), é a de redução das horas de trabalho dos seus funcionários, de forma a empregar o número máximo de pessoas. Ou seja, o sacrifício de alguns, que com essa medida sofrem uma redução do ordenado ao fim do mês, em prol de mais pessoas terem as suas necessidades básicas (alimentação, possibilidade de pagar a casa, etc&amp;hellip;) asseguradas. Desta forma, pretende-se que a população tenha um dia a dia normal, tendo em conta as condicionantes de um colapso económico. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Esta tem sido a politica do falido estado islandês, que mesmo de saúde tão periclitante, recorrendo a uma redução de ordenados e das horas de trabalho de alguns, não só tenta não despedir funcionários, como procura empregar o maior número de pessoas. Assim, cumpre o seu papel de protecção social e é estandarte de esperança, daqueles que sem culpa alguma, foram apanhados pela crise económica, despoletada por alguns, e da qual o próprio estado não pode deixar de assumir responsabilidades. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Sei que sou prejudicado, mas sei também que numa altura de dificuldades seria duplamente egoísta e imoral, a individualidade sobrepor-se ao colectivo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;O Mito&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;À alguns dias atrás, no telejornal em Portugal, passou uma reportagem, em que se falava do aumento das provocações e agressões a estrangeiros na Islândia. Não vou abordar neste &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; a temática do racismo. Em situações de instabilidade social e aumento do desemprego, inevitavelmente os emigrantes são o elo mais fraco. Aqui e em qualquer parte.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;A verdade é que pouco antes do colapso uma equipa da TV Record brasileira veio à Islândia fazer uma reportagem. No final, o que foi para o ar foi um paraíso irreal que só existe na cabeça de quem desconhece a realidade. A ausência do vivencial, leva as pessoas a imaginar maravilhas que só existem quando olhamos o outro por uma janela. Descer à rua mostra-nos sempre outra realidade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Creio que existe um mito sobre os países nórdicos. No caso islandês, este é um país nórdico atípico. Mas quem leu alguns posts anteriores já conhece algumas das minhas opiniões.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;A baixa densidade populacional, é para mim uma das variáveis que permitiu aos países nórdicos apresentar uma boa qualidade de vida, nomeadamente na variável económica. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Thomas Robert Malthus, escreveu no século XIX, dois ensaios sobre o princípio da População, &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;defendendo que o excesso populacional era a causa de todos os males da sociedade, já que a população cresce em progressão geométrica e os alimentos em progressão aritmética. Queria isto dizer que a produção de alimentos não acompanharia as necessidades que o crescimento geométrico da população iria sentir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;A Islândia tem um território 10% superior a Portugal e apenas 300 mil habitantes. Imagine-se 11 milhões de habitantes na ilha e as inevitáveis consequências sociais, económicas, bem como a interferência castradora do meio ambiente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Todos os países nórdicos tem uma reduzida densidade populacional. Contudo, as taxas de suicídio são das maiores no mundo. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Somos seres eminentemente sociais e quando se fala de economia na televisão, parece que por vezes, todos estão esquecidos que estão a falar numa ciência social.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 10 Jan 2009 01:49:43 GMT</pubDate>
  <title>Neve em Portugal?</title>
  <author>Ivo Gabriel - Iceland Views</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/MpoaRpri6wzlLUKuNp3e&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; height=&quot;80&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;340&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/MpoaRpri6wzlLUKuNp3e/340x255&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/EF1CMSul3SD0yZLjAyqn&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; height=&quot;102&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;340&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/EF1CMSul3SD0yZLjAyqn/340x255&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span id=&quot;1231554246640S&quot; style=&quot;display: none&quot;&gt; &lt;/span&gt; &lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 7.5pt; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial&quot;&gt;Portugal está debaixo da neve entre a alegria e o caos. Não posso deixar de sorrir quando uns meros floquitos (às vezes mais no estado liquido, outras vezes mais em formato de gelo) provocam a paralisação geral. Para uns, o estado deveria pagar pela insensatez dos pequenos acidentes. Para outros, foi a folia geral!&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9pt; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 7.5pt; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial&quot;&gt;Já agora, ficam imagens da neve em Akureyri e nas montanhas que acompanham o belíssimo fiorde da cidade onde me encontro. As escolas não fecham, não vejo acidentes nas ruas e tudo segue a seu curso normal (mesmo com o estigma da bancarrota)...&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9pt; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 7.5pt; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial&quot;&gt;Alguém já viu nevar em Portugal ou estarei a ser maldoso?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9pt; font-family: &amp;quot;Trebuchet MS&amp;quot;; mso-bidi-font-family: Arial&quot;&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>fenómenos da natureza</category>
  <category>curiosidades</category>
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  <pubDate>Fri, 02 Jan 2009 01:45:16 GMT</pubDate>
  <title>Os melhores discos islandeses de 2008</title>
  <author>Ivo Gabriel - Iceland Views</author>
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&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;Með suð í eyrum&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/i&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt; pertence ao último álbum dos Sigur Rós, considerado para o jornal &lt;i&gt;Fréttablaðið,&lt;/i&gt; o melhor disco islandês do ano. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;No dia 11 de Novembro encheram o Campo Pequeno em Lisboa.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;Já falei sobre os Sigur Rós em 2 posts anteriores. Ficam os links:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://iceland-views.blogs.sapo.pt/917.html&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#800080&quot;&gt;http://iceland-views.blogs.sapo.pt/917.h&lt;wbr /&gt;tml&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://iceland-views.blogs.sapo.pt/1474.html&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#800080&quot;&gt;http://iceland-views.blogs.sapo.pt/1474.h&lt;wbr /&gt;tml&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Quem acompanha este &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; sabe da importância da actividade musical na Islândia, tanto pela número de academias de música e arte, como pela quantidade de concertos e festivais que coloca o mercado interno em actividade constante, independentemente das áreas e estilos musicais.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Chegando a esta altura do ano, e seguindo aquilo que é uma constante na imprensa mundial, elegem-se os melhores discos dos últimos doze meses.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Sendo assim, vou deixar aqui a lista dos melhores discos islandeses de 2008 do &lt;i&gt;&lt;span&gt;Fréttablaðið&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span&gt;, um dos diários de referência do país.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;1. Sigur rós &amp;ndash; &lt;i&gt;&lt;span&gt;Með suð í eyrum við spilum endalaust&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;2. FM Belfast &amp;ndash; &lt;i&gt;How to make friends&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;3. Dr. Spock &amp;ndash; &lt;i&gt;Falcon Christ&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;4. Lay Low &amp;ndash; &lt;i&gt;Farewell good night`s sleep&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;5. Mammút &amp;ndash; &lt;i&gt;Karkari&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;6. Sing Fang Bous &amp;ndash; &lt;i&gt;Clangour&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;7. Emiliana Torrini &amp;ndash; &lt;i&gt;Me and Armini&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;8. Retro Stefson &amp;ndash; &lt;i&gt;Montaña&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;9. Celestine &amp;ndash; &lt;i&gt;At the borders of Arcadia&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;10. Reykjavík! &amp;ndash; &lt;i&gt;the blood&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Como fiz uma pequena pesquisa de forma a juntar a opinião de outras entidades (individuais e colectivas) poderei realçar outras edições do ano que findou.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Entre elas estão Evil Madness &amp;ndash; &lt;i&gt;Demoni paradiso&lt;/i&gt;; Bang Gang &amp;ndash; &lt;i&gt;Ghosts from the past (já falei sobre eles neste blog. Ver &lt;/i&gt;(&lt;a href=&quot;http://iceland-views.blogs.sapo.pt/8066.html&quot;&gt;http://iceland-views.blogs.sapo.pt/8066.h&lt;wbr /&gt;tml&lt;/a&gt;); Bragi Valdimar og Mamfisma Fian &amp;ndash; &lt;i&gt;Gilligill&lt;/i&gt;; Hugi Gudmundsson &amp;ndash; &lt;i&gt;Apocrypha&lt;/i&gt;; Ísafold &amp;ndash; &lt;i&gt;All sounds to silence come&lt;/i&gt;; the Viking Giant Show &amp;ndash; &lt;i&gt;the lost garden of the hooligans&lt;/i&gt;; Pikknikk &amp;ndash; &lt;i&gt;Galdur&lt;/i&gt;; Jeff Who? &amp;ndash; &lt;em&gt;Jeff Who? (ver neste blog em &lt;/em&gt;&lt;a href=&quot;http://iceland-views.blogs.sapo.pt/9440.html&quot;&gt;http://iceland-views.blogs.sapo.pt/9440.h&lt;wbr /&gt;tml&lt;/a&gt;), entre outros.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;

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&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;Os FM Belfast ocupam o segundo lugar da lista das melhores edições de 2008 com o disco &lt;i&gt;How to make friends&lt;/i&gt;. O grupo de Reykjavík vagueia pelas ondas do Electro/Indie/House e o seu disco não deixa de  lembrar-me, muitas vezes, os Gus Gus (ver post neste blog: &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;a href=&quot;http://iceland-views.blogs.sapo.pt/2513.html&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#800080&quot;&gt;http://iceland-views.blogs.sapo.pt/2513.h&lt;wbr /&gt;tml&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;Actuaram na Casa da Música em Fevereiro, escrevendo no seu site &amp;ldquo;&lt;i&gt;Porto were great great great. In Portugal we played in this weird house. It was an architectural wizardry of some sort. We managed to get lost in the building at least four times. All the people that came to our concert were so fabulous. The even danced so we decided to give them medallions. Múm and Bloodgroup played as well and they were both fun to see&lt;/i&gt;&amp;rdquo;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;Neste vídeo o tema é o delicodoce e retro-aveludado &lt;i&gt;Par avion&lt;/i&gt;. Se pretenderem conhecer mais, fica o &lt;i&gt;my space&lt;/i&gt; e o &lt;i&gt;website&lt;/i&gt; dos FM Belfast.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.myspace.com/fmbelfast&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#800080&quot;&gt;http://www.myspace.com/fmbelfast&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.fmbelfast.com/&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#800080&quot;&gt;http://www.fmbelfast.com/&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Por ultimo, refiro os discos islandeses eleitos como os melhores em anos anteriores para o &lt;i&gt;Fréttablaðið&lt;/i&gt;:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;2007 Muginson &amp;ndash; &lt;i&gt;Mugiboogie&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;2006 Reykjavík! &amp;ndash; &lt;i&gt;Glacial landscapes, religion, oppression &amp;amp; alchool&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;2005 Sigur Rós &amp;ndash; &lt;i&gt;Takk&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;2004 Muginson &amp;ndash; &lt;i&gt;Mugimama (is this monkey music?)&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;2003 Minus &amp;ndash; &lt;i&gt;Halldór Laxnus&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;2002 Sigur Rós &amp;ndash; &lt;i&gt;( )&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;2001 XXX Rottweilerhundar - &lt;i&gt;XXX Rottweilerhundar&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;2000 Botnledja &amp;ndash; &lt;i&gt;Douglas Dakota&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;1999 Sigur Rós &amp;ndash; &lt;i&gt;Ágætis Byrjun&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;1998 Botnledja &amp;ndash; &lt;i&gt;Magnyl&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Os votos de um 2009 pleno de realizações, com um zumbido nos vossos ouvidos!&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;

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&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;Lay Low é a banda alter-ego da jovem cantora folk/blues/country Lovisa Elisabet Sigrunardottir que lançou o seu segundo álbum em 2008, ficando em 4º lugar da lista do &lt;i&gt;Fréttablaðið&lt;/i&gt;. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;No vídeo o tema &lt;i&gt;By and By&lt;/i&gt;, aqui numa gravação em directo na igreja &lt;span style=&quot;color: black&quot;&gt;at Frikirkjan em Reykjavik.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: black&quot;&gt;Para quem quiser pesquisar mais, fica o &lt;i&gt;my space&lt;/i&gt; e o respectivo &lt;i&gt;website&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.myspace.com/baralovisa&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#800080&quot;&gt;http://www.myspace.com/baralovisa&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.laylow.is/&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;font color=&quot;#800080&quot;&gt;http://www.laylow.is/&lt;/font&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 11 Dec 2008 02:47:13 GMT</pubDate>
  <title>Húsavík - da pesca à observação das baleias</title>
  <author>Ivo Gabriel - Iceland Views</author>
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  <description>&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/FVp4o3smV65OnDMhLPl0&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; height=&quot;109&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;340&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/FVp4o3smV65OnDMhLPl0/340x255&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt; foto Março 2008&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt; &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/gNafjsns6rI5IiM1VGIg&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; height=&quot;109&quot; width=&quot;340&quot; border=&quot;0&quot; alt=&quot;&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/gNafjsns6rI5IiM1VGIg/340x255&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;foto Janeiro 2008&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;Húsavík situada na &lt;span style=&quot;font-family: &amp;#39;Trebuchet MS&amp;#39;; mso-fareast-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-bidi-font-family: &amp;#39;Times New Roman&amp;#39;; mso-ansi-language: PT; mso-fareast-language: PT; mso-bidi-language: AR-SA&quot;&gt;baía de Skjálfandi, águas do oceano glaciar Árctico&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Quando em Janeiro deste ano regressei à Islândia, fui para o norte, onde nunca tinha estado. Conhecer os locais através de leituras e fotografias, é muito diferente do que vivenciá-los, sentindo o seu pulsar. Neste país, cada espaço tem uma energia própria e uma amplitude que nos faz parar, para melhor interiorizarmos a natureza. Em cada recanto, a relação entre a sobrevivência do homem, a procura de melhores condições e a natureza é admirável.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Tinha passado o natal com a família no Porto e depois da passagem do ano tinha seguido para Valência. Em Portugal e em Espanha tinha estado envolvido no conforto dos afectos e rodeado pela secular história urbana da humanidade. Já na Islândia, em cada floco branco que se derrete no rosto, é o silêncio da natureza que vem afagar-nos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;São 6 horas de viagem de camioneta, para percorrer os cerca de 450 km que separam Reykjavík de Akureyri. Em Janeiro, são 6 horas sob o espesso manto branco que parece adormecer a ilha. A luz natural é quase fugaz e o sol, escondido sempre atrás das montanhas, apenas nos deixa ver uma luz difusa, algures entre o cinzento e o azul-escuro. É na magia do ocaso que elfos, fantasmas e &lt;i&gt;trolls&lt;/i&gt; se atrevem a sair das colinas e rochas que habitualmente lhes serve de esconderijo. É que o sol do verão não os protege. Antes os cega e petrifica. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Assim, todos eles se multiplicam durante o Inverno islandês.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mI7c8M1wDnywnUIHz7Hv&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; height=&quot;252&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;340&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/mI7c8M1wDnywnUIHz7Hv/340x255&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;
&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;A igreja de Húsavík É uma das mais atraentes igrejas islandesas. Foi desenhada pelo arquitecto islandês Rögnvaldur Ólafsson e construída em 1907, usando madeira norueguesa. Tem uma capacidade para 450 pessoas e quando foi construída, a povoação não tinha mais de 500 habitantes. No altar existe uma impressiva pintura de 1931, pelo pintor e agricultor Sveinn Pórarinsson, representando &lt;i&gt;Lazarus&lt;/i&gt; a erguer-se da morte.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Quando cheguei a Akureyri tinha o meu amigo Matin à espera. Tinha trabalhado com ele antes do natal em Reykjavík. O Matín tinha-se mudado para o norte, depois de ter aceite um convite para ser o chefe de cozinha num restaurante em Húsavík. Sendo assim, fui com ele passar 3 dias à capital da observação das baleias (&lt;i&gt;whale Watching&lt;/i&gt;), como é denominada a povoação.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Husavík é uma pequena cidade situada no norte da Islândia, na baía de Skjálfandi e com uma população 2500 habitantes. O nome significa baía-casa e foi escolhido por Gardar Svarvasson numa viagem em 850 DC, ainda antes do primeiro colonizador oficial da ilha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;A cidade destaca-se pela sua característica igreja, rodeada por casas de telhados coloridos em frente ao porto. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Husavík vivia exclusivamente da indústria pesqueira, mas o turismo tem vindo a crescer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Os islandeses são na sua maioria, contra a lei internacional que proíbe a captura e matança destes mamíferos. Mas neste caso, o apurado faro para o negócio de uma família, descobriu que afinal as baleias podem, através do turismo, impulsionar mais a economia local do que da matança. Assim, restauraram e adaptaram 3 barcos de pesca e passados 13 anos e mais de 6 mil viagens, Húsavík transformou-se na capital europeia da observação das baleias (&lt;i&gt;whale watching&lt;/i&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/Z4ZdktIkqGfYLHTSfWOF&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; height=&quot;255&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;339&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/Z4ZdktIkqGfYLHTSfWOF/340x255&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;
&lt;div&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;A North Sailing, empresa criada por uma família com o intuito de desenvolver o turismo na cidade, reconstruiu e adaptou 3 barcos de pesca para a observação de baleias (&lt;i&gt;whale watching&lt;/i&gt;). O primeiro foi o Knörrinn (4,12 m de comprimento e uma capacidade de 46 pessoas). Seguiram-se o Bjössi Sör (4,34 m e capacidade de 56 pessoas) e o Náttfari (5,30 m e capacidade de 90 pessoas). Náttfari foi um viking sueco que ficou perdido com 2 escravos na baía que abriga Húsavík, ainda antes da colonização oficial da Islândia. Como foi de forma involuntária, não é considerado o primeiro habitante e colonizador do país. Obviamente, esta interpretação oficial defendida pelos políticos e académicos não é corroborada pelos habitantes da cidade.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;

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&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Fiz pouso 2 noites em casa do Matín que me revelou alguns segredos da cidade. Alguns locais nos arredores que os naturais não gostariam que fossem invadidos por turistas, mantendo-os para usufruto próprio, como se de espaços sagrados se tratassem. Mas também nós em nossa casa, mantemos algumas divisões mais resguardadas das visitas. Um desses locais, é um grande tanque que fica no topo do Húsavikurfjall (417 m) e que recebe agua do interior da terra a mais de 36 º C. Imagine-se o que é estar à noite, a tomar banho num tanque de agua geotermal, rodeado de neve e bebendo uma cerveja com um amigo. Pois é, tive esse privilégio debaixo do olhar atento das estrelas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Não queria acabar este &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; sem referenciar os 3 museus da cidade:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;O Safnahúsid Museum que inclui o museu etnográfico, o museu marítimo, a colecção de história natural, a colecção de fotografias, a colecção de pinturas e os arquivos do Distrito.&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.husmus.is/&quot;&gt;www.husmus.is&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;O bizarro Phallological Museum (museu do pénis), sobre o qual já &lt;i&gt;postei&lt;/i&gt; neste &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; em 31/3/08.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;
&lt;div&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://iceland-views.blogs.sapo.pt/3823.html&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333&quot;&gt;http://iceland-views.blogs.sapo.pt/3823.h&lt;wbr /&gt;tml&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.phallus.is/&quot;&gt;www.phallus.is&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Por último o Husavík Whale Museum (museu das baleias) f&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;undado em 1977. Vários jovens cientistas de outros países acabam por fazer estágio neste museu que tem um papel informativo relevante. O seu corpo científico acaba por servir-se, muitas vezes, dos barcos que passeiam os turistas, como plataforma de estudo das baleias no seu habitat natural.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.icewhale.is/&quot;&gt;www.icewhale.is&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Com as várias fotos que aqui deixo, os vídeos, as informações e impressões, penso ficarem com uma ideia sobre este local, ao qual voltarei em breve.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/aSNP0JZVProRJUHaCIvN&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; height=&quot;255&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;333&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/aSNP0JZVProRJUHaCIvN/340x255&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;Gaumli Baukur é o nome do restaurante bar do qual o Matín é o chefe da cozinha. É uma casa em madeira nórdica construída em 1843, como residência de Mr. Shulsen, o magistrado do Distrito. Entre 1884 e 1904 foi um popular restaurante e em 1960 destruída por um incêndio. Reconstruída em 1998 é pertença da família que explora o &lt;i&gt;whale watching&lt;/i&gt;. Na reconstrução da casa não foram cortadas árvores. A madeira, bem como todos os instrumentos náuticos no seu interior, é um legado do mar que sedimenta os seus despojos ao longo da baía.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/Pv0zN7lQU2Zuqy9qui58&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; height=&quot;125&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;340&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/Pv0zN7lQU2Zuqy9qui58/340x255&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;entrada sul de Húsavík em Maio de 2008&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;links úteis e informativos de Húsavík&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.husavik.is/&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333&quot;&gt;www.husavik.is&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.northsailing.is/&quot;&gt;www.northsailing.is&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;/div&gt;

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&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;Também em Húsavík fiz umas pequenas filmagens em Janeiro de 2008. Na montagem deste vídeo a música é dos Ljótu Hálfvitarnir, um grupo da cidade.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 09 Dec 2008 03:53:25 GMT</pubDate>
  <title>Eyjafjördur - entre o branco e o púrpura.</title>
  <author>Ivo Gabriel - Iceland Views</author>
  <link>http://iceland-views.blogs.sapo.pt/10339.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Chegado o inverno, a ilha vestiu-se de noiva, deslumbrando-nos a cada instante com o charme da solitude épica. Os tons púrpuras do céu, revelam-nos as infinitas possibilidades dos &lt;i&gt;dégradés&lt;/i&gt; do extenso manto branco.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Esta é uma das paisagens que me acaricia quase diariamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/tbkOIHdg2e6mZpUKDFik&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; height=&quot;255&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;339&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/tbkOIHdg2e6mZpUKDFik/340x255&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;span&gt;Com os seus 60 km de extensão, o Eijafjördur (fiorde Eyja) é dos maiores e mais belos da Islândia. Akureyri, Grenivík, Dalvík ou a ilha de Hrisey, são alguns dos núcleos populacionais ao longo do fiorde a merecer uma visita.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt 36pt; line-height: 150%; text-align: center&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; line-height: 150%&quot;&gt;Charming and fair is the land, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt 36pt; line-height: 150%; text-align: center&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; line-height: 150%&quot;&gt;    and snow-white the peaks of the glaciers, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt 36pt; line-height: 150%; text-align: center&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; line-height: 150%&quot;&gt;Cloudless and blue purple is the sky, &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;margin: 0cm 0cm 0pt 36pt; line-height: 150%; text-align: center&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt; line-height: 150%&quot;&gt;    the fjord is shimmering bright...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;adaptação livre de um excerto do poema &lt;i&gt;Iceland&lt;/i&gt; de &lt;span&gt;Jónas Hallgrímsson&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;span&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;</description>
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  <category>fenómenos da natureza</category>
  <category>impressões</category>
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  <pubDate>Mon, 24 Nov 2008 13:54:17 GMT</pubDate>
  <title>Surtsey - A ilha vulcão e a exposição em Reykjavík</title>
  <author>Ivo Gabriel - Iceland Views</author>
  <link>http://iceland-views.blogs.sapo.pt/9990.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: left&quot;&gt;&lt;b&gt;A Ilha vulcão de Surtsey&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: left&quot;&gt;  &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/MN3s7VZZmQ6l4IuwZ92K&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; height=&quot;238&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;340&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/MN3s7VZZmQ6l4IuwZ92K/340x255&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;Uma erupção de lava em 24 de Abril de 1964, numa vista para nordeste de Surtsey. No canto superior direito pode ver-se uma fotografia aérea de 29 de Agosto de 2002.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;A Islândia é geologicamente, o país mais recente da Europa. Formou-se, devido a uma série de erupções vulcânicas, há cerca de 20 milhões de anos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;A dorsal meso atlântica que maioritariamente é submarina emerge na Islândia. Essa dorsal separa na ilha, a placa tectónica norte-americana da placa tectónica euro-asiática. As placas estão em movimento o que origina a actividade vulcânica intensa ao longo da dorsal (é a mesma que passa pelo os Açores). Sendo assim, a Islândia está em actividade vulcânica permanente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Por isso costuma-se dizer que a Islândia continua em formação. A confirmação é Surtsey, a ilha vulcão que veio aumentar um pouco mais as dimensões do país, decorria o ano de 1963.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Surtsey (baptizada em homenagem a &lt;i&gt;Surt&lt;/i&gt;, o gigante do fogo da mitologia nórdica) integra a mais recente lista da UNESCO do Património Mundial da Humanidade. É a mais recente ilha do oceano atlântico e a parte mais meridional da Islândia, pertencendo ao arquipélago de Vestmannaeyjar (ver neste &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; o &lt;i&gt;post&lt;/i&gt;: O pequeno arquipélago de Vestmannaeyjar - &lt;span style=&quot;color: #0000ff&quot;&gt;&lt;u&gt;&lt;a href=&quot;http://iceland-views.blogs.sapo.pt/5470.html&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff&quot;&gt;http://iceland-views.blogs.sapo.pt/5470.h&lt;wbr /&gt;tml&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;

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&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;Vídeo da formação da ilha de Sustsey numa das erupções vulcânicas mais acompanhadas de sempre &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Foi a 14 de Novembro de 1963 que a pequena ilha emergiu no Oceano atlântico, numa erupção que começou a 130 m de profundidade. As violentas explosões causadas pelo rápida expansão do vapor sobreaquecido, produzido pelo contacto da água do mar com a lava incandescente, levou a que a ilha fosse essencialmente constituída por escórias de rocha vulcânica, de muito baixa densidade e com um grau de agregação diminuto, deixando a estrutura em extremo vulnerável à erosão marinha. Contudo, nesta fase, a produção de novo material excedia em muito a erosão, pelo que a ilha continuava a crescer. A partir de 1964, o vulcão até então constituído essencialmente por &lt;i&gt;tefra&lt;/i&gt;, ganha uma dimensão em altura que faz com que a sua chaminé não estivesse mais em contacto com a água. A erupção ganhou um carácter menos explosivo, passando a emitir correntes de lava basáltica, que reforçaram os terrenos onde penetravam e recobriram boa parte da estrutura com uma camada de rocha consolidada. Isso impediu o rápido desaparecimento da ilha, como aconteceu com as suas pequenas irmãs, &lt;i&gt;Syrtlingur&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Jólnir&lt;/i&gt;. As erupções duraram até 5 de Julho de 1967, altura em que Surtsey atingiu as suas maiores dimensões (2,7 km&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;). Desde então, a erosão marinha e o vento tem vindo a reduzir gradualmente a sua área (actualmente inferior a 1,4 km&lt;sup&gt;2&lt;/sup&gt;).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/A3S02CJv1zDZf0S5h8Mb&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; alt=&quot;&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/A3S02CJv1zDZf0S5h8Mb/340x255&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;font size=&quot;1&quot;&gt;As crateras semicirculares no centro tem actualmente aproximadamente 154 m de altitude&lt;/font&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Em 1965 a ilha foi declarada como uma reserva natural, tendo-se transformado num autêntico laboratório de investigação ao ar livre. Não podemos esquecer que na Islândia existe uma comunidade de vulcanologistas experientes. Assim, a ilha foi estudada intensivamente desde os estádios iniciais da erupção, fornecendo um modelo de grande interesse para os estudos de vulcanologia e evolução dos materiais vulcânicos, erosão costeira e ecologia, com destaque para estudos sobre os tufos vulcânicos e os processos de colonização vegetal de novos territórios insulares. Têm sido apresentados inúmeros estudos sobre diversos aspectos da biologia e ecologia das espécies que entretanto se foram fixando na ilha.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Ainda hoje, apenas cientistas credenciados em investigação de campo são autorizados a desembarcar na ilha. Os visitantes apenas a podem sobrevoar de avião ou avistá-la a partir de embarcações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;b&gt;A Exposição &lt;i&gt;Surtsey - Genesis&lt;/i&gt; na Casa da Cultura de Reykjavík&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;

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&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;Vídeo montagem da exposição &lt;i&gt;Surtsey-Genesis &lt;/i&gt;na casa da Cultura - Centro Nacional do Património Cultural em Reykjavík&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Existe um motivo para fazer este post sobre a ilha vulcão de Surtsey. É que quando cheguei à Islândia em 2007, fui à Casa da Cultura em Reykjavík para ver a exposição multimédia &lt;i&gt;surtsey &amp;ndash; génesis&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Na Casa da Cultura, um Centro Nacional do Património Cultural, podem ver-se varias exposições em simultâneo, sendo algumas de carácter mais permanente. Entre estas, refira-se a dos manuscritos medievais - &lt;i&gt;Eddas&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Sagas&lt;/i&gt;, livros onde se encontram narrados todos os feitos vikings que tanto orgulham os islandeses. Haverei de falar sobre as &lt;i&gt;Sagas&lt;/i&gt; vikings e do &lt;i&gt;Eddas&lt;/i&gt; num &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; futuro. O &lt;i&gt;Eddas&lt;/i&gt; foi já escrito pela pena do cristianismo. Contudo, o seu objecto acaba por ser o reflexo do paganismo na Islândia &amp;ndash; as crenças e as sagas vikings.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Mas a exposição que nos interessa neste &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; é a e &lt;i&gt;Surtsey &amp;ndash; génesis&lt;/i&gt;. Esta exposição traça o nascimento e evolução da ilha vulcão, do início até aos dias de hoje, prevendo o desenvolvimento geológico e ecológico nos próximos 120 anos. São aplicadas as últimas técnicas multimédia para dar a conhecer as respostas de toda a pesquisa cientifica no terreno. A exposição é organizada pelo Instituto Islandês de História Natural.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Com o objectivo de partilhá-la convosco neste &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt;, antes da minha estadia em Portugal fui visitá-la de novo, acompanhado da minha pequena e antiga máquina de filmar. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Para quem não pode ir a Reykajvík, deixo acima o vídeo e a respectiva montagem. Abaixo, fica uma breve explicação, também em formato vídeo, das transformações da ilha sujeita à erosão marinha e eólica.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;Espero que gostem!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;

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&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;explicação vídeo das transformações no diâmetro e área de Surtsey&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt;Acesso ao &lt;i&gt;web site&lt;/i&gt; da Sociedade de Estudo de Surtsey criada em 1965&lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff&quot;&gt;&lt;u&gt;&lt;span&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 10pt&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://www.surtsey.is/index_eng.htm&quot;&gt;&lt;span style=&quot;color: #0000ff&quot;&gt;http://www.surtsey.is/index_eng.htm&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Voltarei ao tema do vulcanismo na Islândia num &lt;i&gt;post &lt;/i&gt;futuro. É que não existe homem com a dimensão da natureza. Por isso, o fascínio chamado Islândia!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;</description>
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  <category>vídeo</category>
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  <category>história e cultura</category>
  <category>ambiente</category>
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  <pubDate>Wed, 19 Nov 2008 23:26:22 GMT</pubDate>
  <title>A neve. Pela janela do quarto...</title>
  <author>Ivo Gabriel - Iceland Views</author>
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  <description>&lt;p&gt; &lt;/p&gt;

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&lt;div style=&quot;background: white; text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333&quot;&gt;Foram 2 meses em Portugal e uma visita à Andaluzia espanhola. No Porto e em Sevilha respira-se a história da humanidade, em cada edifício, em cada monumento, por trás de cada janela. São segredos que nos revelam serpentes transvestidas de moiras. São os sonhos de um passado a guiar o nosso futuro. Na plaza del Salvador, as estátuas de Dali combinavam imagens bizarras, oníricas, com a excelente qualidade plástica que lhe é (foi) reconhecida. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333&quot;&gt;No mesmo dia, passei de 25 º C para as temperaturas negativas de Akureyri. O regresso foi dia 24 de Outubro. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333&quot;&gt;Na Islândia, a natureza exprime-se sempre com uma amplitude de movimentos surpreendente. &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333&quot;&gt;O que encontrei ficou registado no vídeo.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; text-align: justify&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;color: #333333&quot;&gt;De minha casa&amp;hellip;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white; text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;color: #3e424a&quot;&gt;Eu ando pelo mundo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;color: #3e424a&quot;&gt;Transito entre dois lados de um lado&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;color: #3e424a&quot;&gt;Eu gosto de opostos&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot; align=&quot;center&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot; align=&quot;center&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;color: #3e424a&quot;&gt;Pela janela do quarto&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot; align=&quot;center&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;color: #3e424a&quot;&gt;Pela tela, pela janela&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;color: #3e424a&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;background: white&quot; align=&quot;center&quot;&gt; &lt;/div&gt;</description>
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  <category>akureyri</category>
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  <category>impressões</category>
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  <pubDate>Sun, 16 Nov 2008 20:43:52 GMT</pubDate>
  <title>Jeff quem?</title>
  <author>Ivo Gabriel - Iceland Views</author>
  <link>http://iceland-views.blogs.sapo.pt/9440.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Estou de regresso à Islândia, depois de 2 meses em Portugal e uma passagem por Sevilha (a belíssima cidade da Andaluzia espanhola). Foi um duplo &amp;ldquo;choque&amp;rdquo;, tanto térmico, como nos processos de socialização. Nesses 2 meses, o colapso financeiro das instituições bancárias arrastou o Estado islandês para a bancarrota. De um dos países mais ricos do mundo, aos pedidos de ajuda e de empréstimos de dinheiro, foi um curtíssimo passo. Contudo, foi um passo demasiado grande para a amplitude económica do Estado Islandês. Quando me preparava para postar sobre a depressão, resolvi visitar o &lt;i&gt;blog&lt;/i&gt; do meu amigo Fernando e o meu estado de espírito mudou mais rapidamente que o colapso económico do país. Os culpados foram os Jeff Who?&lt;/p&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/GAa2ta56j0H6LAZaDGew&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; height=&quot;240&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;340&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/GAa2ta56j0H6LAZaDGew/340x255&quot; /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Os Jeff Who? (deixem estar lá o pontinho de interrogação) são mais uma das dezenas de interessantes bandas que circulam pelo universo Indie/Pop/Rock.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Como muitos outros grupos, trata-se da junção de um grupo de amigos e colegas de escola que começam a tocar juntos, organizando festas, rodeados de amigos e muitas cervejas (não necessariamente por esta ordem). No final de 2004 os Jeff Who? estão já formados e o ano de 2005 apadrinha o seu álbum de estreia. &lt;i&gt;Death before Disco &lt;/i&gt;é editado pela &lt;i&gt;Bad Taste Records&lt;/i&gt; e nesse ano a banda faz  a 1ª parte do concerto dos Franz Ferdinand em Reykajvík.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Não encontro más canções em &lt;i&gt;Death Before Disco&lt;/i&gt;. Gosto do som &lt;i&gt;retro&lt;/i&gt; e sincopado da sua &lt;i&gt;pop&lt;/i&gt; que transmite frescura e alegria (apesar de &lt;i&gt;retro&lt;/i&gt; e frescura sugerir uma antítese). Para mim, elemento essencial para essa frescura é o piano de Valdi, sempre muito bem tocado.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;O grupo cedo captou a atenção dos &lt;i&gt;media &lt;/i&gt;islandeses, nomeadamente pelos seus 2 primeiros singles, &lt;i&gt;Death Before Disco&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Golden Age &lt;/i&gt;que os levaram a ganhar 3 prémios das rádios de Reykjavík e 1 &lt;i&gt;Icelandic Music Award&lt;/i&gt;, no ano de 2007.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Mas o grande convite para a festa chega com a música &lt;i&gt;Barfly&lt;/i&gt;. Não sei se a escolha do nome da música será tão inocente, já que me remete para 1987 e o filme com o mesmo nome, de Barbet Schroeder, com a chancela de Francis Ford Coppola e interpretações de Mickey Rourke e Faye Dunaway.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Deixo-vos o vídeo de &lt;i&gt;Barfly,&lt;/i&gt; retrato sentido das noites islandesas, inevitavelmente regadas pela ingestão de quantidades ilimitadas de bebidas alcoólicas, potencializadoras do excesso e consequente decadentismo.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Clap your hands! Jeff quem?&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: left&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;/p&gt;

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&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;   
&lt;p&gt;&lt;a href=&quot;http://www.myspace.com/jeffwhoband&quot;&gt;http://www.myspace.com/jeffwhoband&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>vídeo</category>
  <category>arte e cultura</category>
  <category>música</category>
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  <pubDate>Fri, 14 Nov 2008 13:45:37 GMT</pubDate>
  <title>O regresso...</title>
  <author>Ivo Gabriel - Iceland Views</author>
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  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Após 3 meses de ausência estou de volta! 3 meses sem tocar neste blog...&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Já lhe renovei a cara. Estou a actualizar a informação e a preparar os novos &amp;quot;posts&amp;quot;. Segunda-feira já tudo estará pronto. Enfim... mais formalmente deveria dizer:&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt;EM RECONSTRUÇÃO!&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Mas desde quando um blog, onde se derrama impressões, espaço de encontro de pessoas e amizades, poderá ser formal!?!&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Estou de volta e pronto! De volta à terra do gelo e do fogo. E neste entretanto muito se passou envolvendo a Islândia. Muito haverá então para falar.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Os &amp;quot;posts&amp;quot; seguem dentro de momentos...&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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  <category>introdução</category>
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  <pubDate>Tue, 19 Aug 2008 00:29:14 GMT</pubDate>
  <title>Atrás do sol da meia-noite</title>
  <author>Ivo Gabriel - Iceland Views</author>
  <link>http://iceland-views.blogs.sapo.pt/8871.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9pt&quot;&gt;in a place where the sky never darkens but dims...&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div align=&quot;center&quot;&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=&quot;font-size: 9pt&quot;&gt;a room dressed mostly in pink &lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: right&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;Neile Graham in &amp;quot;wearing nothing but the midnight sun&amp;quot;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/vRnFfPHUop5jGyl4ZrbW&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; height=&quot;255&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;340&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/vRnFfPHUop5jGyl4ZrbW/340x255&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Foi às 14 horas, do dia 20 de Junho, que parti com o meu amigo Vítor rumo aos &lt;i&gt;West fjords&lt;/i&gt; (Fiordes do Oeste).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Esta era uma viagem que eu andava a programar há muito tempo e guardei-a para quando alguém muito especial viesse visitar-me.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Conheci o Vítor num dos locais mais improváveis, onde o silêncio pode ser constrangedor. Tinha acabado de entrar e ele chegou segundos depois. Ofegante perguntou:&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;- &amp;ldquo; Vais para cima?&amp;rdquo;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;- &amp;ldquo;Sim&amp;rdquo; respondi.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Íamos iniciar o mesmo curso de teatro organizado pela Seiva Trupe.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Com o fechar da porta e o movimento ascendente do elevador selou-se o encontro mais do que casual. Uma viagem de amizade que dura à mais de 15 anos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Podemo-nos, muitas vezes, perder nos caminhos que trilhamos. Mas encontramo-nos na amizade, mesmo que por vezes existam hiatos.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Ir de encontro aos fiordes do Oeste é um dos mais belos passeios que poderão fazer na Islândia. É uma larga península separada do sudeste da Gronelândia por uma pequena faixa de oceano. Corresponde também à mais profunda e inóspita Islândia. Um pedaço de terra com a mais recortada linha costeira, polvilhada de fiordes e com uma tortuosa estrada que os desenha. Sendo praticamente uma ilha com uma densidade populacional baixíssima, foi das últimas regiões da Islândia a ser servida por estradas. Ainda hoje a gravilha substitui o alcatrão em muitos e extensos pedaços.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Mas sobre os &lt;i&gt;west fjords&lt;/i&gt; irei falar num próximo &lt;i&gt;post&lt;/i&gt;. Neste, o actor principal é o sol. O sol da meia-noite!&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/9DPFIuctJroSYN3TAlVn&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; height=&quot;255&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;340&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/9DPFIuctJroSYN3TAlVn/340x255&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;Enquanto fotografava e filmava compenetrado aquele solene sol, o Vítor consegue este instantâneo que guardarei para sempre.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Explicar o fenómeno do sol da meia-noite (&lt;i&gt;midnight sun&lt;/i&gt;) em palavras pode não ser fácil. Por isso este &lt;i&gt;post&lt;/i&gt; estará servido com fotos e 2 vídeos. Um filmado e montado por mim e que se denomina &amp;ldquo;atrás do sol da meia-noite&amp;rdquo;, testemunho desta nossa saga. Já no vídeo de baixo, condensam-se 3 horas em 10 segundos, para uma rápida visualização do fenómeno.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;O sol da meia-noite acontece devido à inclinação do eixo da terra. A área em torno do pólo norte fica exposta ao sol durante 24 h/ dia no Verão. Quando a meia-noite se aproxima, o sol em vez de se esconder volta a subir.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Assim, enquanto no pólo norte e zonas limítrofes é dia durante 24 horas, no Pólo sul e zonas limítrofes é noite 24 horas e vice-versa.  &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Num país tão místico como a Islândia, talvez tenha sido por intervenção divina esta viagem coincidir com o mais longo dia do ano. Dia 20 de Junho, pudemos ver um belo sol laranja no miradouro que fica em frente a Sudavík. Mas foi no dia 21 que apreciamos e acompanhamos o fenómeno em toda a sua dimensão e com o céu limpo, algures entre Bolungarvík e Ósvör. Depois de uma perseguição na tentativa de encontrar o melhor local para o observar, seguindo uma intuição que veio a revelar-se perfeita, ficamos num ponto onde poderíamos ver toda a boca do Isafjardardjúp (uma língua de mar cheia de pequenos braços ou fiordes).&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Então, pudemos apreciar o sol da meia-noite, como dificilmente voltará a acontecer. A luz tem requintes de magia e os púrpuras invadem o céu. O sol apenas plana sobre as águas frias sem nunca molhar os pés e assim vai-se estendendo, preguiçando pelo horizonte. Depois, lentamente, quase trocista volta a levantar-se. Um erguer majestoso para quem nunca deixou a noite chegar!                                 &lt;wbr /&gt;           &lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;

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&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt; Neste vídeo o realizador condensa 3 h em 30 segundos de forma a que se veja em que consiste o sol da meia-noite. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;/p&gt;

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&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;&lt;span id=&quot;1219109551425S&quot; style=&quot;display: none&quot;&gt; &lt;/span&gt;&lt;i&gt;Atrás do sol da meia-noite&lt;/i&gt; é o filtro possível do meu olhar e posteriormente da lente da minha antiga e fiel câmara de filmar digital. Mas o que não tem valido o pequeno investimento de 340 &amp;euro;.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=&quot;font-size: smaller&quot;&gt;Partilho convosco um dos mais belos fenómenos da natureza, com banda sonora dos islandeses Múm.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;Nunca sabemos como será o futuro. Mas existem momentos, pela sua singularidade e intensidade que guardamos e que nos acompanharão a vida toda. Ter visto o sol da meia-noite é certamente um deles.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt;O Belo só existe na exacta medida em que se perpetua dentro de nós.&lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: justify&quot;&gt; &lt;/div&gt;
&lt;div style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;a target=&quot;_blank&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/geHhDKSTNwvfpIaGGBYZ&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border-left-color: black; border-bottom-color: black; border-top-color: black; border-right-color: black&quot; height=&quot;233&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;340&quot; border=&quot;0&quot; src=&quot;http://fotos.sapo.pt/geHhDKSTNwvfpIaGGBYZ/340x255&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt;&lt;span style=&quot;font-size: xx-small&quot;&gt;&lt;b&gt;&lt;b&gt;20 minutos separam os instantâneos das 2 fotos. Na montagem que fiz, poderá ver-se a trajectória horizontal do sol, percorrendo a boca que separa as extremidades do Ísafjardardjúp. Depois o sol voltou a subir, sem nunca se esconder.&lt;/b&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt;para uma explicação esquematizada&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;a href=&quot;http://www.youtube.com/watch?v=dTkok9xetQM&quot;&gt;http://www.youtube.com/watch?v=dTkok9xet&lt;wbr /&gt;QM&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: center&quot;&gt; &lt;/p&gt;</description>
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