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  <title>Observatório</title>
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  <description>Observatório - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Tue, 21 May 2013 21:55:15 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Tue, 21 May 2013 21:54:07 GMT</pubDate>
  <title>Dissertações - XLIII - A cada um a sua liberdade!</title>
  <author>João Ricardo Lopes</author>
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  <description>&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;div id=&quot;post-body-7906363971134975598&quot; class=&quot;post-body entry-content&quot;&gt;
&lt;div&gt;Foi recentemente aprovada,  na generalidade, a proposta de lei sobre a co-adoção de crianças por casais homossexuais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho a dizer sobre o assunto o seguinte:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada tenho contra a forma como cada um, no uso da sua liberdade individual, conduz a sua orientação sexual. E muito menos, se o fazem sentindo que isso lhes possa trazer, paz, satisfação pessoal, alegria e felicidade&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão da adoção de crianças por casais do mesmo sexo, parece-me ser um assunto daqueles que se poderiam considerar um &quot;não - assunto&quot; , dado que deveriam ser encarados apenas é só, como sequência e consequência da aprovação e regulamentação da lei que permite o casamento entre pessoas do mesmo sexo.&lt;br /&gt;Não consigo entender a forma arcaica e conservadora com que alguns vêem o problema.&lt;br /&gt;A pergunta impõe-se:&lt;br /&gt;- será útil e admissível, que uma criança tenha de ser sujeita a uma vida errante e perdida em instituições de internamento, sem direito a um lar, ao carinho, ao amor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não pretendo dizer, de forma alguma, que as instituições de acolhimento dessas crianças, não sejam lugares acolhedores, que o são na maioria dos casos. Que não tenham pessoal capaz de acompanhar, compreender e acarinhar as crianças que estão a seu cargo. Mas não me parece que consigam dar amor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma criança precisa de afetos. De quem brinque, participe na sua vida, oriente em permanência, acompanhe, acarinhe...&lt;br /&gt;Precisa de quem lhe dê ouvidos, preste atenção, escolha a melhor escola, ajude nos trabalhos de casa...&lt;br /&gt;De quem esteja e diga presente na doença, nas aflições, nas inquietações...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim! Uma criança precisa e tem direito a viver!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posto isto, a demagogia que muitos teimam em praticar passa a ser mera retórica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esqueçam-se, portanto, da questão de ser o casal composto por membros do mesmo sexo ou sexos diferentes. Um casal é um casal e ponto final!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caberia aqui acrescentar, que não está provado que uma criança seja mais ou menos feliz pelo fato ser ser educada por dois pais ou duas mães. É muito provável, aceito, que possa ser uma situação menos confortável, em alguns casos, que uma criança tenha que &quot;justificar&quot; perante os colegas o ter dois pais ou duas mães. Ou seja, que os seus pais não sejam o resultado de um casal dito normal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simplificando, porque as coisas simples da vida são, e serão, sempre as melhores, é meu entendimento que a melhor forma de resolver essa questão é a seguinte:&lt;br /&gt;- pensarmos no que é melhor, tanto para pais (sejam eles o que forem ), e crianças.&lt;br /&gt;- analisar em profundidade, desprendimento e espírito aberto toda a situação.&lt;br /&gt;- compreender o peso que a nossa sociedade arcaica ainda tem em tudo o que à &quot; moralidade&quot; diz respeito.&lt;br /&gt;- percebermos, que a opção , as escolhas individuais de cada um, devem ser respeitadas e valorizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos não concordar... podemos não aceitar... é um direito nosso, individual, digno de respeito.&lt;br /&gt;Isso não nos dá, nunca dará, o direito de julgar!&lt;br /&gt;Ninguém é juiz em causa própria. Muito menos em causas alheias!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 23 Dec 2012 23:21:32 GMT</pubDate>
  <title>Dissertações XLII - Como 10 Milhões de Portugueses!  </title>
  <author>João Ricardo Lopes</author>
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  <description>&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;div class=&quot;post-header&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;post-header-line-1&quot;&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;post-body-5636059759041472470&quot; class=&quot;post-body entry-content&quot;&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;
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&lt;div class=&quot;clearfix uiHeaderTop&quot;&gt;
&lt;h2 class=&quot;uiHeaderTitle&quot;&gt; &lt;/h2&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;mbl notesBlogText clearfix&quot;&gt;
&lt;div&gt;Triste! Humilhado! Espoliado! Espezinhado! Roubado! Desesperançado!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;E tantos outros adjetivos que aqui não têm lugar...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;É este, muito certamente, o sentimento que acompanha a grande maioria dos cidadãos.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Daqueles que ao longo de um vida, muito deram de si, do seu esforço, dedicação, devoção, em prol do progresso e do desenvolvimento.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Daqueles que, com maior ou menor dificuldade, traçaram metas,delinearam objetivos, prepararam terreno...ergueram muros, derrubaram barreiras... &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Os muitos que, ao longo de gerações, séculos, trasnportaram  e levaram longe, o nome desta jovem mas nobre nação...Portugal!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Que sofreram, lutaram, conquistaram, .morreram em seu nome! Não sentirão hoje, de forma alguma, honrados os seus nomes e esforços.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Mas também aqueles, que em tempos muito mais próximos, enfrentaram perigos, cruazando fronteiras em busca de uma felicidade que o País que os viu nascer lhes negava. Fugidos de uma miséria que oprimia, como as forças tenebrosas que bloqueavam e esmagavam consciências e vontades. Em busca, muitos, se não da melhoria da situação económica, apenas da brisa límpida e fresca da liberdade!  &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Passados os anos, os tempos de angústia, exílio e solidão, eis que uma nova aurora despontou. Despertou e libertou mentes. Fez crescer em todos e em cada um o sentimento de que por fim seria possível VIVER em Portugal! Viver bem, livre, com condições iguais entre todos. Uma vivência de eftiva democracia, da Voz plena do POVO. Um sentimento válido, justo, merecido...mas no entanto nunca concretizado. Porque mais uma vez, ao longo dos anos, dos muito recentes e curtos anos, o caminho seguido por todos os que, em nome da Democracia e da Liberdade, escolhidos que foram pelo POVO para os representar e defender, acumularam erros, manietaram, delapidaram, criaram e incentivavaram jogos de poder que só a alguns, interessa e traz vantagem. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Estamos chegados ao fim de mais um destes recentes e sofridos anos. Aos quais, nem a ténue luz de progresso que muitos julgaram ver e que mais não foi do que uma ilusão, consegue gerar alegrias. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Encontra-mo-nos diante daquela que é, sem dúvida, a pior e mais grave crise que Portugal alguma vez enfrentou ao longo da sua história coletiva de 900 anos. Encontra-mo-nos perante o abismo, a descrença,a incerteza, a dor, a fome, a miséria física e intelectual. Impotentes, mas também, em muitos casos, sem vontade, sem querer, sem ânimo... cientes de que é preciso agir, mas presos ao medo. Agrilhoados a correntes de peso tão grande, que se torna insuportávelmente penoso cada movimento.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Difícil, muito difícil, o ano que se aproxima. Um ano em que só os mais fortes de espírito conseguirão resistir.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Triste! Humilhado! Espoliado! Espezinhado! Roubado! Desesperançado!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;É assim que me sinto!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;No entanto, há uma coisa que não perco e ninguém me consegue tirar...a fé e a coragem! E não falo em termos de credo ou religião. Antes, na crença inabalável que tenho na força humana!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;A todos quantos possam cruzar-se,  comungar e partilhar estas palavras, quero deixar os meus mais sinceros votos de Festas Felizes!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Que dentro do possível, possam parar, refletir, e de uma vez por todas interiorizar, que este maravilhoso País é e tem de continuar a ser NOSSO!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Feliz Natal e Próspero Ano Novo!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;João Ricardo Lopes&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Wed, 14 Nov 2012 23:21:50 GMT</pubDate>
  <title>Dissertações- XLI - Quando um direito deixa de o ser! </title>
  <author>João Ricardo Lopes</author>
  <link>http://jrlviseu.blogs.sapo.pt/66698.html</link>
  <description>&lt;p&gt;Cumpriu-se hoje mais um dia de &quot;Greve Geral&quot;. Até ao final da tarde ( início da noite) sem problemas de maior. apenas, a costumeira &quot;guerra&quot; dos números... nada que espante! Não posso, no entanto, deixar passar esta oportunidade para lamentar e manifestar os meu desagrado pelo sucedido junto ao Parlamento. Junto à Casa da Democracia!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Sou, como sempre fui, avesso, e mesmo contra, as greves...sejam e tenham elas o caráter que tiverem. Porque não vejo, não nos é mostrado, nenhum resultado prático e concreto. Já sei que, depois destas palavras, serão muitos os que me vão criticar, condenar, rebater... aceito todas essas críticas, como sempre fiz e faço ao longo da vida, mas é essa a minha opinião e postura.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não compreendo como, paralisando a produção, perdendo dias e horas de trabalho, poderão os portugueses, e os trabalhadores em particular, conseguir reverter o atual estado de coisas. Entendo que existem outras vias, outras formas, e que é pelo empenho e esforço que poderemos, todos, regressar ao caminho que nos conduza ao progresso, à paz social e, o mais importante, à felicidade a que temos direito. Por isso, tenho alguma, para não dizer imensa, dificuldade em aceitar o que aconteceu hoje em Lisboa.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Bem sei que a situação é grave. Bem sei que são inúmeros os casos de desespero, individuais e coletivos, que percorrem a nossa sociedade. Mas será que a forma utilizada pelos ( alguns) manifestantes foi a mais correta? Será que é através do confronto, da provocação, da agressão às forças da ordem ( pondo em risco a integridade física dos agentes), que cumprem o seu dever de proteger os cidadãos, que se resolvem os graves problemas do País? Não sei que foram os principais instigadores...falou-se, segundo notícias dadas, que existiriam polícias à paisana infiltrados e que incitaram à rebelião...não sei se esta é a verdade. Pode até ser que, devido ao desespero latente, houvesse quem tenha perdido a razão... não sei, mas gostava de saber. Acho que gostávamos todos!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vejo o que se passou hoje, como algo que era esperado, anunciado, estava escrito! Infelizmente, irão repetir-se, estou certo, momentos como este. É pena...será sempre uma pena!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não isento o Governo, Este o outros antes Dele, de culpas. Para mim, já o disse repetidas vezes e continuarei a fazê-lo, o problema maior reside na falta de verdade. Na falta de coragem dos atores políticos, em todos os patamares, de dizer o que realmente acontece, apenas porque isso vai contra o seu taticismo. Apenas porque isso pode fazer com que percam o &quot;poder&quot;... a comodidade que esse mesmo poder gera. Aquilo que para muitos, mais não é do que a única forma de vida e sobrevivência que possuem, dado que a sua incompetência profissional assim o dita. Não generalizo... apenas comento.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Não podemos, em sã consciência, aceitar o ocorrido como válido. Ninguém pode, nem deve, dizer que as forças da ordem deveria deixar entrar os manifestantes no Parlamento...que os governantes e deputados, deveriam ser todos linchados...que a anarquia e violência são aceitáveis e válidas. É claro que não sou a favor de todas as gravosas políticas do Governo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É claro que não fui nunca a favor da ilusão que nos foi &quot;vendida&quot; pelos governos anteriores e que em muito nos conduziram a esta situação.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É claro que esta política de austeridade nos conduz a uma recessão da qual dificilmente sairemos. Mas isso, tudo isso, não justifica o uso da violência, da provocação, da agressão e mesmo até dos insultos. O direito à manifestação, à concentração, à opinião, existe...ainda bem que existe!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;O que os Portugueses têm de fazer, como diz o Povo, é chegar-se à frente! Lutar nas suas terras, nas organizações cívicas, nos partidos a que pertencem ou pelos quais simpatizam, nas estruturas sindicais, enfim, em todos os lugares e de todas as formas, pacíficas, possíveis, manifestar os seus pontos de vista. Fazê-los valer. Falar alto e claro! Exigir que sejam ouvidos!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É fácil, muito fácil, o queixume...é confortável!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;É fácil, muito fácil...a crítica!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Portugal, e os Portugueses, precisam de uma vez por todas unir-se num só objetivo.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Vamos, todos em conjunto, ACORDAR E...MUDAR PORTUGAL!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;João Ricardo Lopes&lt;/p&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 04 Nov 2012 22:27:36 GMT</pubDate>
  <title>Dissertações- XL - Palavras que se dizem...  </title>
  <author>João Ricardo Lopes</author>
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  <description>&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;div id=&quot;post-body-6960706221781188717&quot; class=&quot;post-body entry-content&quot;&gt;&lt;br /&gt;
&lt;div class=&quot;uiHeader uiHeaderBottomBorder mbm&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;clearfix uiHeaderTop&quot;&gt;
&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt;&lt;a href=&quot;http://doaltodagvea.blogspot.pt/2012/11/dissertacoes-xl-palavras-que-se-dizem.html&quot;&gt;Dissertações- XL - Palavras que se dizem...&lt;/a&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;div class=&quot;post-header&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;post-header-line-1&quot;&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div class=&quot;post-header-line-1&quot;&gt;1. refundar - Conjugar(re- + fundar) v. tr.1. Tornar mais fundo. = AFUNDAR, APROFUNDAR, PROFUNDAR&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;post-body-6960706221781188717&quot; class=&quot;post-body entry-content&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;mbl notesBlogText clearfix&quot;&gt;
&lt;div&gt;2. Tornar a criar, a estabelecer algo; fundar novamente.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Foi esta a palavra que Pedro Passos Coelho utilizou no final das jornadas parlamentares conjuntas de PSD e CDS e que tanta celeuma gerou.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Muitas poderão ser as interpretações. Muitas as ideias  e conclusões tiradas com a intenção de descobrir aquilo que vai na cabeça do Primeiro Ministro.Numa primeira análise, não me parece aceitável atribuir às palavras de Passos Coelho intenção de destruir o que quer que seja, nem promover uma encapotada revisão constitucional. É certo que este Governo tem atuado de forma atabalhoada. Com constantes avanços e recuos em medidas que mais não são do que ataques constantes  É certo que foi muito, mas mesmo muito, para além daquilo que eram as premissas do memorando negociado pelo governo PS de José Sócrates e subscrito por PSD e CDS. Muitas têm sido as decisões que vão para além disso, aquelas que, a meu ver, mais desespero têm trazido à sociedade. Mais prejudiciais do que abrido caminhos imediatos para a resolução dos graves problemas nacionais e, muito pior do que isso, os desesperantes problemas individuais.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Quando um partido, ou coligação de partidos, recebe das mãos do Povo a responsabilidade de formar governo e, consequentemente, gerir em proveito de todos os destinos de um país, é-lhe dado, outra coisa não se entenderia, o benefício da dúvida.Aquilo que se convencionou chamar « estado de graça ». Este governo não foi por isso excessão.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Portugal saia de mais de 6 anos de desastrosa governação. A situação económica e financeira tornou-se insustentável e conduziu, depois de muita relutância, a um pedido de ajuda financeira internacional.  A « TROIKA » , designação dada ao conjunto de entidades que disponibilizaram e gerem a ajuda, Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional, negociaram com o então Governo de José Sócrates os termos da ajuda.Termos que foram, também, subscritos pelos partidos, então na oposição - PSD e CDS -, e que são hoje governo.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;É sabido, por isso desnecessário, repetir o que foram as promessas feitas durante a campanha eleitoral... apenas isso...PROMESSAS!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;É sabido, e por isso ainda mais revoltante, a forma como afirmaram - leia-se Pedro Passos Coelho -  nunca utilizar a pesada herança recebida, como desculpa ou forma de justificar atuações futuras...MENTIRA!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;É sabido, e por isso ainda mais ultrajante, as afirmações que o hoje Primeiro Ministro fez sobre  não aumento de impostos ou a &quot;inviolabilidade&quot; dos vencimentos dos portugueses... MENTIRA!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Que as políticas utilizadas não surtiram efeitos não é novidade. dirão alguns, nem mesmo surpresa.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;O Governo, dá agora sinais, embora veladamente, de admissão do falhanço das suas políticas. Fossem elas, até, bem intencionadas, não resultaram. Portugal está, como se diz em gíria popular, NAS LONAS! O dinheiro escasseia nas instituições, sejam elas da administração pública ou particulares. A economia está estagnada. A população está sem poder de compra e, mesmo a pequena franja que ainda pode alguma coisa, dá sinais de estará rebentar por dentro!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Este Governo, com o seu PM à cabeça, está corroído pela insensibilidade que O cega. Pela única &quot;coisa&quot; que o preocupa... CUMPRIR AS METAS DO DÉFICE!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Esquece este Governo, que existem pessoas, muitas, para além das 12 ou 13 que compõem o núcleo principal... Que Eles próprios, são pessoas, cidadãos com família, objetivos, sonhos... Não se pode pedir nem tirar mais a quem  já quase nada tem!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Não creio, não quero crer, que a ideia de REFUNDAÇÃO tenha por base eliminar direitos adquiridos com luta e sacrifício. Não creio, não quero crer, porque entendo que estes mesmos direitos já estão mais do que depauperados. Pergunto mesmo, se não será o caso de já só existirem no papel? Sabendo-se, como sabemos, que esse mesmo &quot; PAPEL&quot;, tem sido LETRA MORTA e CONSTANTEMENTE AGREDIDO.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Falar em « REFUNDAÇÃO », mantendo o atual estado de coisas, é por si só um contra-senso . Aqui sim, é preciso ir muito mais além!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Urge rever todo o processo. Começando, claro está, pela base. pelo &quot; PAPEL&quot; que atrás referi. Alterar de forma substancial a Constituição da República, retirando-lhe toda a carga, ainda ideológica que possa ter e, muito importante, todos os pontos ( artigos ) que são autênticos entraves ao desenvolvimento.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;É preciso rever o modo como é atribuído o &quot;poder&quot; aos políticos. A forma como são eleitos... a responsabilização individual e coletiva que daí resulta, estendendo-a a todos os atos de governação.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Que sejam criados meios de incentivo à criação de empregos e empresas. Revitalizar a produção agrícola e industrial, o consumo interno, as obras públicas e a exportação. Dignificar o ensino, a saúde, a cultura. Garantir  a segurança do País e dos cidadãos, dotando as suas forças armadas e policiais, de meios eficazes e dignos. Promover e acentuar o recurso às novas tecnologias que são hoje, inegavelmente, uma forte componente da vida económica no país.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;« REFUNDAR », tem que significar, e muito, desenvolver...gerar...criar...compreende&lt;wbr /&gt;r..aceitar...ouvir...admitir... &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;« REFUNDAR », passa, e passará sempre, pela medida mais simples eficaz que um Governo, qualquer que seja, pode aplicar: FALAR VERDADE!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Se assim acontecer, aceito de bom grado o conceito...aceitaremos todos!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;João Ricardo Lopes&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 09 Oct 2012 22:48:20 GMT</pubDate>
  <title>Dissertações - XLIX - O controverso do avesso !  </title>
  <author>João Ricardo Lopes</author>
  <link>http://jrlviseu.blogs.sapo.pt/66245.html</link>
  <description>&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt;Não sei se fique mais chocado com a forma descuidada com que foi tratado o símbolo maior da Nação ou se com as tropelias que, diariamente, me são servidas, não em bandeja de prata, mas antes num velho, lascado e sujo prato.&lt;/h3&gt;
&lt;div id=&quot;post-body-4644626575588214602&quot; class=&quot;post-body entry-content&quot;&gt;
&lt;div&gt;É claro que senti uma enorme indignação com o &quot;caso&quot; da Bandeira às avessas.Não há desculpa possível! Mesmo que, por descuido a mesma tenha sido posta ao contrário , todos os presentes viram que não estava na posição correta. Todos sem exceção! Desde o funcionário do protocolo (ou como lhe queiram chamar ),  restantes presentes e, o mais lamentável, o próprio Chefe do Estado. Inconcebível!&lt;br /&gt;Não cairiam os &quot;parentes&quot; à lama a ninguém se, detetado o erro, fosse feito o gesto simples de alterar a posição das argolas de suporte da Bandeira no cordão do mastro. Mas não! Foi preferível insistir no erro, deixar que o País fosse alvo da chacota interna e externa.  E, há os &quot;iluminados&quot;...aqueles para quem o sucedido não tem significado. Pudera! Todos o que assim falaram comem à mesa do &quot;banquete&quot;.&lt;br /&gt;Mas, esse, até pode ser considerado um &quot;caso&quot; menor, embora muito grave, quando comparado com outras enormidades e atropelos recentemente cometidos. Senão vejamos:&lt;br /&gt;No início do mês de Setembro, fomos presentados pelo Primeiro Ministro de Portugal, Pedro Passos Coelho, com o anúncio frio e desprovido de qualquer sentimento. Com a notícia do agravamento em 7% da TSU. Agravamento esse que, sendo pago pelos trabalhadores, reverteria em favor das entidades patronais. Contas feitas, a indignação foi geral e FINALMENTE, o POVO saiu à rua! O polémico e mal feito anúncio deu lugar a horas e horas de debate, uma reunião longa do Conselho de Estado e o recuo do Governo.&lt;br /&gt;Ainda não refeitos dessa maldade, eis que o Ministro de Estado e das Finanças, Vitor Gaspar, anuncia no seu habitual e fleumático tom de voz, que em consequência do recuo ( foi mais ou menos assim ) na medida sobre a TSU, o Povo Português seria confrontado com ENORME aumento de impostos derivados da eliminação de alguns escalões do IRS. Nada meigos, senhores... falo de cerca de 34% de aumento na carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho. É obra!&lt;br /&gt;Austeridade, é a palavra mais importante no léxico governamental. Arrisco a dizer que é a única que conhecem! Sem pudores ou falsas premissas, atiram a matar sobre a economia portuguesa, esquecendo por completo que esse tiro, mata também a já pouca ou nenhuma qualidade de vida dos cidadãos... pouco importa! O que interessa, é que as metas do défice sejam cumpridas...custe o que custar, doa a quem doer!&lt;br /&gt;Mas tivemos também, afirmações despropositadas e insultuosas, de um parasita do sistema, a quem foi dado o cargo de consultor do governo para as privatizações. Na verdade, o Dr. António Borges tem beneficiado de toda a cobertura do Governo para dizer e fazer tudo o que lhe apraz.&lt;br /&gt;Estamos perante um estado de coisas que temos de lamentar e perante os quais temos de demonstrar a nossa profunda indignação.&lt;br /&gt;Podemos até não concordar com a forma como esta ou aquela figura pública, este ou aquele membro do governo, atingem os seus patamares sociais, profissionais, culturais ou académicos. Podemos não concordar e devemos questionar a falta de igualdade de tratamento. Mas todos esses malabarismos são simples &quot;faits divers&quot; perante a contínua e desmedida investida contra direitos tão arduamente adquiridos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda recentemente, fomos forçados a receber, qual murro no estômago, notícias de abusiva, duvidosa inqualificável e questionável oportunidade. Refiro-me à notícia de que o Ministério da Saúde estaria a ponderar  o racionamento de medicamentos a doentes com doenças terminais ou crónicas, baseado no parecer emitido pela Comissão Nacional de Ética para as Ciências da Vida. Notícia apresentado de forma ligeira, insensível e como se a vida humana fosse algo de desprezível.  Quanto vale uma vida? Quem pode decidir o tempo de vida de alguém? Como julgar da necessidade prolongar, manter ou não a qualidade de vida de outrem? De onde advém essa pretensa autoridade moral para tomadas de posição de tal forma aberrantes?&lt;br /&gt;A insensibilidade tomou conta de uma minoria apenas interessada em prestar vassalagem e manter o status.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fogueira é já enorme! Mesmo assim, há quem tenha por missão por-lhe ainda mais lenha.&lt;br /&gt;O caminho é duro! Ainda assim, possível de ultrapassar. Mas isso não acontecerá, de forma alguma, se os agentes políticos persistirem viver na obstinada ideia de esconder, mentir, adulterar...tudo em nome de um objetivo inatingível no caminho ora traçado.&lt;br /&gt;Portugal precisa encontrar um novo rumo!&lt;br /&gt;O rumo da verdade, da decência, do sentimento. Onde o cidadão seja reconhecido pelo seu valor e não apenas como um número..&lt;br /&gt;É chegado o momento de Acordar e Mudar Portugal!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 15 Sep 2012 22:10:22 GMT</pubDate>
  <title>Dissertações - XLVIII - « Este é o momento! »</title>
  <author>João Ricardo Lopes</author>
  <link>http://jrlviseu.blogs.sapo.pt/65802.html</link>
  <description>&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt;Propositadamente deixei o meu comentário à entrevista do PM, Passos Coelho, para hoje.&lt;/h3&gt;
&lt;div id=&quot;post-body-2035465324878189508&quot; class=&quot;post-body entry-content&quot;&gt;
&lt;div&gt;Ouvi  3 vezes a entrevista. Ouvi argumentos e contra argumentos. Analisei o mais fundo que pude os comentários proferidos.&lt;br /&gt;Hoje, 15 de Setembro de 2012, ouvi o que faltava ouvir. Vi o que faltava ver.&lt;br /&gt;Hoje, 15 de Setembro de 2012, ouvi a voz do POVO! Vi a sua INDIGNAÇÃO!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tenho escrito, repetidamente, correndo mesmo o risco de ser chato, que entendo muitas das opções do Governo no que concerne à recuperação económica do País. Mas não consigo entender a sua visão insensível  do problema. Não consigo entender a sua posição de bloqueio da economia.&lt;br /&gt;O anúncio feito por Passos Coelho na passada sexta-feira- dia 8 de Setembro - teve o condão de &quot;incendiar&quot; os ânimos. A proposta de aumento da TSU, que tem tanto de indigna como de pouco clara, e até de legalidade duvidosa, foi a gota de água.&lt;br /&gt;Não cabe aqui, neste espaço, até porque não tenho conhecimentos que o permitam, tecer alargados comentários sobre benefícios ou malefícios das medidas ora propostas &lt;br /&gt;Passos Coelho, com a sua atitude quase despótica, deitou por terra o consenso social. Provocou e irritou os parceiros sociais, oposição, e até o  seu parceiro da coligação.&lt;br /&gt;Não é crível, mesmo impossível, que ao retirar mais dinheiro dos já depauperados bolsos dos cidadãos, esse fato possa contribuir para um incremento da vida económica. Como comprar sem dinheiro? Como investir sem segurança? Como empreender com obstáculos e bloqueios?&lt;br /&gt;Portugal não pode continuar a viver no &quot;reino do faz de contas&quot;!&lt;br /&gt;Portugal precisa erguer-se, recuperar urgentemente a sua independência económica e financeira!&lt;br /&gt;Portugal precisa de trabalho, de respeito pelo esforço de quem trabalha!&lt;br /&gt;Não é possível que sejam sempre os mesmos a pagar...a serem espoliados dos seus proventos. Não se pode pedir ao povo, que pague uma dívida que não fez...que não é sua, e que esse sacrifício imposto, faça com que aquelas que são as suas efetivas responsabilidades assumidas, fiquem comprometidas e sem possibilidade de serem saldadas.&lt;br /&gt;O PM, Pedro Passos Coelho, mentiu ao país. Afirmou o que não pode cumprir. Está mal aconselhado. Mal assessorado, impreparado.&lt;br /&gt;E o Povo sentiu, sente isso!&lt;br /&gt;Já não acredita, já não aguenta, desesperou!&lt;br /&gt;O Povo saiu à rua!&lt;br /&gt;O povo está ferido no seu orgulho!&lt;br /&gt;Foram chamados de PIEGAS, de BRANDOS....&lt;br /&gt;São constante e maldosamente achincalhados, vilipendiados, ridicularizados... mas resistem...lutam!&lt;br /&gt;As imagens são claras. Não tentem os mal intencionados, fazer crer que os que hoje saíram à rua, são apenas militantes e simpatizantes da esquerda. Não amigos...isso não é verdade! Eu vi...ninguém me contou. Vi pessoas de todas as idades, de todos os quadrantes políticos. Conheço algumas delas. Sei que são partidárias de PSD e CDS. Também eu sou...também lá estive. Não eram figuras de topo...não. Esses não compareceram! E também os outros...que tanto protestam... Esqueceram-se que também são POVO!&lt;br /&gt;Este é o momento!&lt;br /&gt;Nada pode ser mais como antes depois de hoje!&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 08 Sep 2012 22:38:01 GMT</pubDate>
  <title>Dissertações - XLVII - Quando o roubo tem (suposta) cobertura legal !  </title>
  <author>João Ricardo Lopes</author>
  <link>http://jrlviseu.blogs.sapo.pt/65581.html</link>
  <description>&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;div id=&quot;post-body-7301199584449455181&quot; class=&quot;post-body entry-content&quot;&gt;
&lt;div&gt;Não sei o que foi pior no dia de ontem. Se ouvir o anúncio feito pelo PM, Pedro Passos Coelho, ou se assistir à paupérima exibição da seleção  nacional de futebol... acabo por concluir que, nem uma nem outra foram boas, pelo que de negativo nos deixou.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SE quanto à segunda nem me vou pronunciar, dado que os próprios intervenientes se contentaram com o resultado e os 3 pontos obtidos, já no que à primeira questão diz respeito, tenho que tecer algumas considerações.&lt;br /&gt;Antes que me acusem de derrotista, relembro que já aqui afirmei, e continuarei a fazer ( ver outros textos publicados ) o que penso acerca da situação desastrosa a que este país chegou e para qual o atual Governo não consegue encontrar solução. A razão? Simples! Não sabem ou não lhes interessa.&lt;br /&gt;É voz comum dizer-se que, o pior inimigo de um governo ( seja ele qual for) é um povo esclarecido. Ora, este epíteto aplica-se, em parte ao povo português. A velocidade com que a informação, e a desinformação, chega aos olhos e ouvidos da população, cria um vasto leque de conhecimentos e compreensão.&lt;br /&gt;Desde que Portugal assinou com a Troika o memorando de ajuda externa, e mesmo antes disso, que não paramos de ser bombardeados com medidas de austeridade para que se consiga alcançar o equilíbrio das contas públicas. Mas, o que temos visto e revisto, é que essas supostas medidas não têm trazido nenhum benefício às contas públicas e à vida da sociedade. Muito pelo contrário!&lt;br /&gt;A situação tem vindo a degradar-se a olhos vistos e só a cegueira dos governantes, aliada a uma total e completa insensibilidade, parecem vingar.&lt;br /&gt;Medidas de organização, contenção de despesas, punição dos prevaricadores, controle de gastos... tudo isso é necessário e urgente. Mas para que servirá tudo isso, num país paralisado, dependente, deprimido, enxovalhado, descrente...?&lt;br /&gt;As medidas ontem anunciadas, são de uma gravidade que nem os mais acérrimos adeptos da disciplina orçamental conseguem entender. Não é preciso ser economista, comentador político ou mesmo mero curiosos do que à vida pública diz respeito, para perceber que Portugal, para além de não conseguir cumprir o que está acordado, tarde ou nunca, sairá da enrascada em que se encontra.&lt;br /&gt;Revolta ouvir um PM que se revela cada vez mais impotente e incompetente, afirmar e reafirmar que o pior da crise passou, que a recuperação económica chegará já em 2013 e, volvidas duas semanas, perante a equipa de avaliadores, anunciar mais um ASSALTO a quem já pouco ou nada tem, e não ter uma única palavra ou ação direta dirigida aos poderosos da economia e finanças no sentido de que, também estes, sejam chamados a participar no esforço da reconstrução nacional. Disse o PM, Passos Coelho que, a seu tempo serão reveladas medidas que abranjam essa classe...Claro! Mas apenas e só depois de NEGOCIADAS  e devidamente AUTORIZADAS.&lt;br /&gt;É fácil ver o incómodo que os parceiros da coligação que apoiam o Governo demonstram. O ar carregado e taciturno com que  surgem nos ecrãs de televisão ou a voz titubeante que ouvimos nas rádios. O comentar, porque a isso são obrigados, com uma gritante falta de convicção.&lt;br /&gt;Como sei que a minha voz não chega a lado nenhum, pois que serão sempre os mesmos comentadores, analistas e - perdoem-me - PAPAGAIOS pagos, os que têm e terão sempre direito à palavra pública e visível  a milhares de ouvintes de rádio e espectadores de televisão, e que o que aqui escrevo mais não é do que um pensamento, um desabafo ( entre muitos ) de um cidadão preocupado e fazendo parte de uma vivência sofrida, permito-me deixar aqui, neste espaço, um apelo:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Basta! É tempo de agir! É tempo de mostrar aos que dizem agir em nosso bem e proveito, o quão errados estão.&lt;br /&gt;- É tempo de termos em Portugal, uma oposição que deixe de mandar recados sem sentido e se una em torno de uma solução consertada. Por muita razão que tenham, e em muitos casos têm, não podem esconder-se por trás da ameaça e chantagem constantes.&lt;br /&gt;Sabe, a oposição, que o atual Governo tem uma maioria parlamentar que o sustenta e que, dificilmente que ver quebrada a sua &quot;liderança&quot; parlamentar.  Por um lado o PSD, principal partido da coligação, do qual todos conhecemos a forma de agir e pensar, mas sobretudo o CDS, que ,parece ter esquecido o que a não muito tempo condenava com veemência. O aumento de impostos! Tática política de Paulo Portas?! O CDS, infelizmente, terá que pagar um preço caro por se ter colado ao PSD nessa malfadada cruzada. Mesmo que digam ter agido em nome de uma situação de emergência nacional. &lt;br /&gt;O Governo, e a coligação que o sustenta, têm de entender, de uma vez por todas, que passar para o exterior a imagem de coesão nacional, já não colhe frutos. Não será por aí que aqueles que hoje nos auxiliam, irão ser mais ou menos benevolentes com as nossas falhas e incumprimentos. É necessário, urgente mesmo, criar as condições que dêem aos cidadãos, à força que faz mexer e crescer a economia, motivos para encarar com determinação os sacrifícios e desafios.&lt;br /&gt;- Uma apelo, também àquele que por inerência de funções, é o mais alto magistrado da Nação.&lt;br /&gt;O Senhor Presidente da República, tem de deixar-se meios termos e hesitações. De palavras de circunstância e que apenas visam o perpetuar de um sonho antigo do PSD - Uma Maioria, um Governo, um Presidente -  É tempo de ter pulso firme e empenhar-se na defesa daqueles que Diz representar.&lt;br /&gt;Um roubo, é sempre um roubo. Mesmo que feito debaixo de uma suposta capa de legalidade.&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 18 Aug 2012 22:58:44 GMT</pubDate>
  <title>Dissertações - XXXIXVII - E o abismo ali tão perto!</title>
  <author>João Ricardo Lopes</author>
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  <description>&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;div class=&quot;post-header&quot;&gt;
&lt;div class=&quot;post-header-line-1&quot;&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div id=&quot;post-body-5142522902430601202&quot; class=&quot;post-body entry-content&quot;&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Adensa-se a possibilidade de vermos a Grécia for do euro e, quem sabe, até da UE.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;É sabido e conhecido por todos, em particular por todos os que denotam algum interesse sobre a complexa situação política, económica e social que temos vivido., que fomos durante largos anos, impelidos a um consumismo exacerbado e despudorado, onde o &quot;possuir&quot; sobrepôs-se ao ser necessário. Fomos durante largos anos, massacrados diariamente, qual lavagem cerebral, por propostas e ofertas de um eldorado ilusório. Fomos durante largos anos, confrontados com a ideia de que todos podiam viver uma vida sem problemas...sabemos hoje que não era assim. Que era um erro!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mas a pouca ou nenhuma consciência, conduziu-nos ao abismo. Todos, mais ou menos, embarcamos nessa nau esburacada, com a premissa de que para tudo encontraríamos soluções... errado!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mas, não passando nós de meros peões no tabuleiro do jogo político, pedras descartáveis sempre que já desnecessárias, é sobre os nossos ombros que recaem as piores desgraças.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Ouvir agora falar os líderes europeus, ou alguns mais influentes artífices da mentira, deixa-nos um amargo de boca terrível.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;É óbvio que uma eventual saída da Grécia da zona euro e mesmo da UE, irá provocar uma queda em contínuo de outras economias mais frágeis. Mas também das outras...das ditas poderosas. Sim. Porque também Elas terão sempre muito mais a perder, pois que durante muito tempo injectaram muito dinheiro nessas economias, cumprindo assim o seu papel na agiotagem internacional.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Em Portugal, mercê de políticas erradas, vive-se o hoje um drama social cada vez mais difícil de aceitar e de esconder. Empresas que fecham em catadupa, funcionários enviados para a ante-câmara do despedimento, regalias sociais que se espoliam, corrida desenfreada e insensível para recuperar dinheiros mal baratados por poucos, e que agora terão de ser repostos à custa do sacrifício de muitos. dos que podem e da maioria que pouco ou nada tem.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Disse já, repetidamente, que ante-vejo um fim de férias de grande convulsão e muita amargura social. Sei que pouco podemos fazer dada a nossa  consentida impotência. Aguardemos por isso, que aqueles em quem delegamos o nosso poder decisório, tenham ainda uma réstia de bom senso, pois que também Eles fazem parte do todo.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Sinceramente, não acredito .Vejo tudo muito complicado...muito complicado!&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 22 Jul 2012 22:35:29 GMT</pubDate>
  <title>Dissertações - XXXIXVI - O tempo tudo apaga!  </title>
  <author>João Ricardo Lopes</author>
  <link>http://jrlviseu.blogs.sapo.pt/65090.html</link>
  <description>&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt;Na últimas duas semanas, foram vários os assuntos que mereceram maior destaque. Seguramente, que os incêndios que, mercê também da altas temperaturas, devastam o País e foram, os que mais atenção nos mereceram.&lt;/h3&gt;
&lt;div id=&quot;post-body-2264723661726869406&quot; class=&quot;post-body entry-content&quot;&gt;
&lt;div&gt;Sem cronologias, pois que estas acabam por ter um sentido perverso, tentarei recordar e comentar alguns pontos.&lt;br /&gt;- Começo pelo debate do passado dia 11 sobre o estado da nação.&lt;br /&gt;Poderia dizer que me espanta o pouco ou nenhum sentido de Estado dos nossos políticos, uma vez que sabendo como sabem o que de mal nos afeta e aflige, insistem em &quot;prensetear-nos&quot; com jogos semânticos de baixa qualidade, que fazem corar de vergonha muitos escritores lusos.&lt;br /&gt;Até posso entender ( já o disse repetidamente), que a situação é grave e algo tem de ser feito. Mas será que do lado do Governo não poderia existir um pouco mais de sensibilidade? De sentido de justiça social? Dentro da maioria parlamentar que o suporta, não seria benéfico que os Senhores deputados, pusessem a nu e com clareza as suas dúvidas e inquietações, deixando de se apresentarem ao País como meros &quot;serviçais e caixas repetidoras? E as oposições, se é que isso ainda existe por cá, não poderiam transformar as suas intervenções e atitudes, em algo de proveitoso? Não digo que tenham de, também Elas, renegarem os seus princípios...nada disso. Mas seria útil o trabalho em prol de objetivos comuns, deixando de parte os meros taticismos eleitorais e de conveniência.&lt;br /&gt;- Outro assunto foi, a apresentação por parte da Troika, dos relatórios ( agora exaustivos ) da 4ª avaliação. A ser verdade, o que não creio, Portugal tem conseguido ( a que custo) cumprir o estabelecido e, qual aluno esforçado, estará em ponto de receber umas &quot;prendinhas&quot;.&lt;br /&gt;Mas, o contraditório dessa situação, que até nos poderia ( e quiçá deveria) trazer alguma alegria, vem a notícia de recomendações de &quot;cortes&quot;, chame-mos-lhes, contenção, salarial. Não vejo, posso estar mal informado, onde seja possível cortar mais a quem já tem tão pouco!&lt;br /&gt;- Fomos, e como fomos, MASSACRADOS pela notícia da formação &quot;comprada&quot; de um Ministro. Notícia essa, que tem tanto de vergonhosa como de patética. Vergonhosa, porque a &quot;obscenidade legal&quot; que conduziu todo o processo, esbarra nos sacrifícios que muitos tiveram de fazer para atingir patamares semelhantes. Patética, porque mesmo sendo assunto sério e devendo ser do conhecimento público, não deveria ter o tratamento mediático que teve. Que roçou mesmo a mediocridade.&lt;br /&gt;Não será certamente caso virgem...não será de todo. Outros haverá que, por não terem como protagonistas figuras de topo da sociedade, passam invisíveis aos olhos e à curiosidade destruidora e mesmo doentia dos média. Isso sem falar no tal « caso das secretas » onde o Ministro fez tudo o que pôde, e erradamente, para sair incólume.Outros caíram por bem menos... E o outro assunto, não menos importante, o da alegada pressão sobre uma jornalista de um órgão de comunicação social. Incómodo, talvez, para as pretensões políticas do Ministro e do Governo. De um teor que é a todos os níveis inadmissível, pois que contraria o sentido de liberdade de expressão no qual Portugal dá cartas ao mundo. Caberá lembrar que a jornalista em causa acabou por pedir demissão...ou ter sido ( vou mais por aí ) convidada a fazê-lo. Tristemente, não teve retaguarda ou apoio da sua própria entidade patronal, que se vergou aos caprichos de um qualquer &quot;senhor&quot; a quem uma entidade supostamente reguladora, deu um vergonhosa cobertura.&lt;br /&gt;Remato esses três temas, emitindo a minha convicção pessoal de que, o Ministro em causa, para além do muito e exagerado poder que tem, não terá dito o que realmente deveria dizer...ficam por isso muitos pontos na escuridão. Mas, como de Portugal se trata, os assuntos tendem a ir para às empoeiradas prateleiras do tempo. Lembram-se por ventura o que conduziu à saída de sena de um destacado membro do PS há já alguns anos? E que essa figura, ao tempo tão criticada, é hoje tida com dos mais importantes comentadores políticos da nossa praça?&lt;br /&gt;- Como não quero tornar-me maçador, vou apenas referir mais um «caso». O tão conhecido e famigerado     « FREEPORT».&lt;br /&gt;Entenderam ( por ventura bem...não sou jurista) conceder a absolvição aos dois arguidos do processo, com o pronunciamento de que as provas apresentadas não foram conclusivas. Deixaram no entanto a porta aberta à continuidade, ou reabertura, de um processo de averiguações sobre os alegados &quot;pagamentos&quot; recebidos pelo então Ministro do Ambiente, José Sócrates, no sentido de facilitar a abertura do empreendimento.&lt;br /&gt;O meu comentário, que vale o que vale, é que mais uma vez a nossa justiça fez um alarido desnecessário e perigoso. Fomentou, como em tantos outros casos, o julgamento na praça pública. Criou expetativas elevadas sobre uma suposta implementação de moralidade, mas deixou-se enredar em jogos e pressões por parte do poder do qual se deveria manter livre e independente. Como é habitual nesses casos, o que não deveria ser, teve um grande apoio dos média e da classe politica. Uns porque lhes serve de impulso comercial, outros por simples tática...porque convém...porque tem de ser para parecerem fortes. Nunca, em momento algum, pugnando pela elevação dos valores éticos e morais com verdade e sentimento.&lt;br /&gt;Diz o povo, que o tempo tudo apaga. Em boa medida é verdade. Dizem os do povo, que tudo o que está envolto nesse mediatismo atroz a nada conduz, que &quot;Eles&quot; é que o ganham, são sempre os que saem por cima... E esse mesmo Povo, o tal dos brandos costumes, remete-se ao silêncio de um qualquer canto submetido às indiferenças e contrariedades de uma vida de sofrimentos e alegrias...de vitórias e derrotas. Esse mesmo Povo, o tal dos brandos costumes, tem a esperança e sabe que terá de novo, a duras penas é certo, o direito a uma vida digna ...a uma vida normal!&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 02 Jul 2012 19:51:30 GMT</pubDate>
  <title>Dissertações - XXXIXIV - Quando queremos muito...conseguimos!  </title>
  <author>João Ricardo Lopes</author>
  <link>http://jrlviseu.blogs.sapo.pt/64807.html</link>
  <description>&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt; &lt;/h3&gt;
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&lt;div&gt;Vêm-se hoje nos telejornais, imagens da festa que os Espanhóis debitam aos seus CAMPEONES.&lt;br /&gt;É lindo, comovente, arrepiante!&lt;br /&gt;Um país que atravessa uma grave crise. Talvez a mais grave da sua história, viveu e conviveu, ao longo do último mês e meio, unido num sonho. São milhares os desempregados em Espanha. São milhares as famílias que, todos os dias, perdem os seus haveres. São milhares os espanhóis que, apesar disso, conseguem ( e conseguirão ainda por alguns dias) manter forte e ativa a &quot;anestesias&quot; provocada pelo futebol.&lt;br /&gt;Há cerca de quinze dias, lancei o tema no, recentemente criado, programa da Antena1 « Janela Discreta ), que vai para o ar todas as quintas feiras depois das notícias das 23 horas. Sabia que era assim...sabia ter razão.&lt;br /&gt;Em Portugal, e passada a &quot;nossa euforia&quot; depois da boa, excelente mesmo, prestação da seleção nacional de futebol, ainda no dia do jogo, ainda no rescaldo deste, logo a televisões se apressaram a relembrar-nos que a vida vai muito para lá do futebol. Que as alegrias e tristezas que este nos provoca, não efémeras.&lt;br /&gt;Mas não nos dão, infelizmente, alternativas. Não nos dão escolhas. É a &quot;lei&quot; do « tudo ou nada » !&lt;br /&gt;Espanha, viveu e conviveu, ao longo do último mês e meio, unida num sonho. O sonho de juntar às conquistas de 2008 e 2010 ( Europeu e Mundial ), mais um título. Viveu o sonho de conquistar o « TRIPLETE » ! Histórico ! Dificilmente&lt;br /&gt;irrepetível !&lt;br /&gt;Espanha, os jogadores e demais comitiva, conseguiram. Mostraram ao mundo que quando queremos e quando nos unimos, num grupo ou nas nossas mais interiores forças, tudo é possível.&lt;br /&gt;Vamos lá!&lt;br /&gt;Vamos também nós portugueses mostrar à Europa e ao Mundo que também nós somos capazes! Capazes de não nos deixarmos pisar, humilhar, matar aos poucos.&lt;br /&gt;Vamos lá !&lt;br /&gt;Nós somos capazes!&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 24 May 2012 21:07:44 GMT</pubDate>
  <title>Dissertações - XXXIXII - O QUE É A HIPERATIVIDADE?</title>
  <author>João Ricardo Lopes</author>
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  <description>&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;div id=&quot;post-body-8305923875310415492&quot; class=&quot;post-body entry-content&quot;&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;Acompanhei hoje uma reportagem da Antena 1 sobre a proibição exercida sobre uma criança hiper-ativa ( espero estar a escrever bem).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Primeiro ponto: Um escândalo! Uma vergonha!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Segundo ponto: Como ficou a mente dessa criança, de apenas 6 anos, perante tal fato?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Terceiro: Quem, ou a quem, assacar responsabilidades?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Falou-se depois sobre a &quot;educação especial&quot; .. Sobre os professores, educadores de cr&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;text_exposed_show&quot;&gt;ianças, ditas especiais, apenas e só porque possuem o que a sociedade convencionou serem «deficientes»&lt;br /&gt;Pergunto pois...onde estão os verdadeiros «deficientes»?&lt;br /&gt;Não sendo um especialista na matéria, entendo que uma criança, hiper-ativa, tem a seu favor uma enorme dose de energia.&lt;br /&gt;Pois...não haverá nos seio docente, uma cabal preparação para lidar com o &quot;problema&quot;. É o mal do nosso país. Gastam-se rios de dinheiro em futilidades. Mas no que é verdadeiramente necessário, urgente mesmo, nada!&lt;br /&gt;espero sinceramente que este caso tenha um desfecho digno.&lt;br /&gt;Que haja bom senso...que é coisa que não tem abundado ultimamente!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Na sequência da minha publicação de hoje, deixo aqui uma informação complementar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;para que fiquem, todos, mais esclarecidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Extenso...eu sei, mas leitura muito útil.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;O QUE É A HIPERATIVIDADE?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;TRATAMENTO CONVENCIONAL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;DIRETRIZES ALIMENTARES&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;SUPLEMENTOS NUTRICIONAIS&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;TRATAMENTO FITOTERÁPICO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class=&quot;text_exposed_show&quot;&gt;HOMEOPATIA&lt;br /&gt;RECOMENDAÇÕES GERAIS&lt;br /&gt;PREVENÇÃO&lt;br /&gt;ALGUNS FATOS SOBRE HIPERATIVIDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O QUE É A HIPERATIVIDADE?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A hiperatividade, denominada na medicina de desordem do déficit de atenção, pode afetar crianças, adolescentes e até mesmo alguns adultos. Os sintomas variam de brandos a graves e podem incluir problemas de linguagem, memória e habilidades motoras. Embora a criança hiperativa tenha muitas vezes uma inteligência normal ou acima da média, o estado é caracterizado por problemas de aprendizado e comportamento. Os professores e pais da criança hiperativa devem saber lidar com a falta de atenção, impulsividade, instabilidade emocional e hiperativa incontrolável da criança.&lt;br /&gt;O comportamento hiperativo pode estar relacionado a uma perda da visão ou audição, a um problema de comunicação, como a incapacidade de processar adequadamente os símbolos e idéias que surgem, estresse emocional, convulsões ou distúrbios do sono. Também pode estar relacionado a paralisia cerebral, intoxicação por chumbo, abuso de álcool ou drogas na gravidez, reação a certos medicamentos ou alimentos e complicações de parto, como privação de oxigênio ou traumas durante o nascimento. Esses problemas devem ser descartados como causa do comportamento antes de tratar a hiperatividade da criança.&lt;br /&gt;O verdadeiro comportamento hiperativo interfere na vida familiar, escolar e social da criança. As crianças hiperativas têm dificuldade em prestar atenção e aprender. Como são incapazes de filtrar estímulos, são facilmente distraídas. Essas crianças podem falar muito, alto demais e em momentos inoportunos. As crianças hiperativas estão sempre em movimento, sempre fazendo algo e são incapazes de ficar quietas. São impulsivas. Não param para olhar ou ouvir. Devido à sua energia, curiosidade e necessidade de explorar surpreendentes e aparentemente infinitas, são propensas a se machucar e a quebrar e danificar coisas. As crianças hiperativas toleram pouco as frustrações. Elas discutem com os pais, professores, adultos e amigos. Fazem birras e seu humor flutua rapidamente. Essas crianças também tendem a ser muito agarradas às pessoas. Precisam de muita atenção e tranqüilização. É importante para os pais perceberem que as crianças hiperativas entenderam as regras, instruções e expectativas sociais. O problema é que elas têm dificuldade em obedecê-las. Esses comportamentos são acidentais e não propositais.&lt;br /&gt;Para a criança hiperativa e sua família, uma ida a um parque de diversão ou supermercado pode ser desastrosa. Há simplesmente muita coisa acontecendo - muito estímulo ao mesmo tempo. Devido à sua incapacidade de concentrar-se e ao constante bombardeamento de estímulos, a criança hiperativa pode ficar estressada.&lt;br /&gt;A criança hiperativa pode ter muitos problemas. Apesar da &quot;dificuldade de aprendizado&quot;, essa criança é geralmente muito inteligente. Sabe que determinados comportamentos não são aceitáveis. Mas, apesar do desejo de agradar e de ser educada e contida, a criança hiperativa não consegue se controlar. Pode ser frustrada, desanimada e envergonhada. Ela sabe que é inteligente, mas não consegue desacelerar o sistema nervoso, a ponto de utilizar o potencial mental necessário para concluir uma tarefa.&lt;br /&gt;A criança hiperativa muitas vezes se sente isolada e segregada dos colegas, mas não entende por que é tão diferente. Fica perturbada com suas próprias incapacidades. Sem conseguir concluir as tarefas normais de uma criança na escola, no playground ou em casa, a criança hiperativa pode sofrer de estresse, tristeza e baixa auto-estima.&lt;br /&gt;Um especialista em comportamento infantil pode ajudá-lo a distinguir entre a criança normalmente ativa e enérgica e a criança realmente hiperativa. As crianças até mesmo as menores podem correr, brincar e agitar-se felizes durante horas sem cochilar, dormir ou demonstrar qualquer cansaço. Para garantir que a criança realmente hiperativa seja tratada adequadamente - e evitar o tratamento inadequado de uma criança normalmente ativa - é importante que seu filho receba um diagnóstico preciso.&lt;br /&gt;Durante a primeira ou a segunda consulta médica, a criança hiperativa pode ser comportar de forma quieta e educada. Sabendo o que é esperado, pode se transformar em uma criança &quot;modelo&quot;. Esteja preparado para descrever, de forma precisa e objetiva, o comportamento do seu filho em casa e nas atividades sociais. Se seu filho está encontrando dificuldade na escola, peça ao professor que converse com o médico ou envie-lhe um relatório por escrito. Pode ser preciso várias consultas antes que o comportamento hiperativo torne-se aparente. Não se preocupe. Um especialista em crianças, geralmente, pode realizar um diagnóstico preciso.&lt;br /&gt;Ao tratar da criança hiperativa, sua meta é ajudá-la a fazer o melhor possível, em casa, na escola, e com os amigos. Lembre-se sempre de que seu filho está lutando com todas as forças para superar uma deficiência do sistema nervoso. Explique, se preciso for, mas não se sinta envergonhado ou culpado quando seu filho não se comportar bem.&lt;br /&gt;Os pais da criança hiperativa merecem muita consideração. É preciso muita paciência - e vigor - para amar e apoiar a criança hiperativa em todos os desafios e frustrações inerentes à doença. Os pais da criança hiperativa estão sempre preocupados e atentos, sempre &quot;em alerta&quot;. Conseqüentemente, é fácil sentirem-se cansados, abatidos e frustrados, às vezes. É de importância vital para os pais da criança hiperativa serem bons consigo mesmos, descansar quando apropriado, além de buscar e aceitar o apoio para eles e para o filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRATAMENTO CONVENCIONAL&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de qualquer tratamento, um exame físico deve se feito para descartar outras causas para o comportamento do seu filho, tais como infecção crônica do ouvido médio, sinusite, problemas visuais ou auditivos ou outros problemas neurológicos.&lt;br /&gt;O metilfenidato é o medicamento mais comumente receitado para hiperatividade. É um estimulante que tem efeito paradoxal de acalmar o sistema nervoso e aumentar a capacidade da criança hiperativa de prestar atenção. Contudo, não deixe de verificar com seu médico antes de parar de dar esse medicamento a seu filho.&lt;br /&gt;A tioridazina é um tranqüilizante ao qual se pode recorrer se a criança for extremamente agressiva e, nesse caso, apenas nas situações mais difíceis.&lt;br /&gt;Na maioria das circunstâncias, o medicamento para a hiperatividade pode ser interrompido durante o verão e retomado quando as aulas começarem novamente, após as férias. Essa conduta pode limitar alguns dos efeitos colaterais prolongados desses medicamentos. Após um verão sem medicamento, talvez seja útil deixar que seu filho freqüente as primeiras semanas de aula sem qualquer medicação. Considere esse período como um teste para determinar se seu filho pode passar sem o medicamento. (Converse sempre com seu médico antes de descontinuar qualquer tratamento, durante qualquer período de tempo).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;DIRETRIZES ALIMENTARES&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de experimentar qualquer tratamento comece eliminando o açúcar refinado e os aditivos da dieta do seu filho. Leia os rótulos cuidadosamente e elimine alimentos processados que contenham corantes, flavorizantes, adoçantes e conservantes, relacionados comumente como benzoatos, nitratos e sulfitos. Os aditivos de alimentos comuns também incluem silicato de cálcio, BHT, BHA, peróxido de benzoíla. emulsificantes, espessantes, estabilizantes, gomas vegetais e amido.&lt;br /&gt;Os salicilatos muitas vezes têm implicação na hiperatividade. É mais difícil eliminá-los da dieta; ocorrem naturalmente além de serem usados como aditivos. Uma série de frutas e hortaliças conhecidas contêm salicilatos, inclusive amêndoa, maçã, damasco, banana, cereja, uva, limão, melão, nectarina, laranja, pêssego, ameixa, ameixa-seca, passa, framboesa, pepino, ervilha, pimentão-verde, pimenta-malagueta, picles e tomate.&lt;br /&gt;Segundo um estudo citado no periódico Pediatrics, mais de 50% das crianças hiperativas demonstraram menos problemas comportamentais e tiveram menos problemas de sono quando seguiram uma dieta restrita. A dieta ideal não continha aditivos artificiais e químicos, chocolate, glutamato monossódico, conservantes e cafeína.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SUPLEMENTOS NUTRICIONAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um suplemento líquido de cálcio e magnésio é calmante para o sistema nervoso. Após ter eliminado os conservantes e o açúcar da dieta do seu filho, dê-lhe esse suplemento. As crianças de cinco a sete anos devem tomar uma colher de chá, uma vez ao dia. Crianças com mais de dez anos devem tomar uma colher de sopa, uma ou duas vezes a dia. Siga esse regime durante dois meses, depois diminua a dose para cinco dias por semana durante três meses. Em seguida, pare de dar o suplemento.&lt;br /&gt;A colina aparentemente melhora a memória e a atenção de algumas crianças. Se seu filho tiver quatorze anos ou mais, experimente dar-lhe 500 miligramas por dia durante um mês.&lt;br /&gt;Um suplemento líquido do complexo B é muito importante para crianças hiperativas. Ajuda a relaxar o sistema nervoso estressado e melhorar o funcionamento mental e a concentração. Siga as orientações sobre dosagem indicadas na bula e dê a dose recomendada durante dois meses. Depois, diminua a dose para cinco dias por semana durante três meses. Em seguida, pare de dar o suplemento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;TRATAMENTO FITOTERÁPICO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O chá de camomila é sabidamente relaxante. Dê ao seu filho uma dose na hora de dormir, conforme necessário.&lt;br /&gt;O bupleuro é uma fórmula fitoterápica chinesa que relaxa o sistema nervoso e pode ajudar a aliviar o estresse. Dê ao seu filho uma dose diária durante um mês, seguida de aveia brava durante um mês.&lt;br /&gt;Observação: O bupleuro não deve ser dado a crianças com febre ou qualquer outro sinal de infecção aguda.&lt;br /&gt;A escutelária é relaxante e acalma a mente. Dê ao seu filho uma dose, três vezes por semana, durante três meses.&lt;br /&gt;Observação: Essa erva não deve ser dada a crianças com menos de seis anos.&lt;br /&gt;A aveia brava acalma o sistema nervoso. Dê ao seu filho uma dose diária durante um mês.&lt;br /&gt;Certas essências botânicas podem acalmar a criança hiperativa. Misture uma gota de óleo de alecrim, sálvia, lavanda e camomila em 1/8 de xícara de azeite de oliva e use esse óleo aromático para esfregar os pés e coluna do seu filho na hora de dormir. Os índios norte-americanos usavam, tradicionalmente, o alecrim e a sálvia para relaxar a mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;HOMEOPATIA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É melhor consultar um homeopata para determinar um remédio constitucional para a criança hiperativa. Contudo, os remédios a seguir ajudarão a aliviar os sintomas. Independente do remédio que escolher, a menos que indicado de outra forma, tente dar ao seu filho uma dose, três vezes ao dia, durante cinco dias. Faça isso mês sim, mês não, durante seis meses.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a criança magra, excitada, ansiosa e sempre apressada, use Argentum nitricum 9ch. Essa criança adora doce, que afeta seu comportamento de forma adversa. Pode ser suscetível e ter conjuntivite e amigdalite. Essa criança tem medo de multidão e não gosta de ir a lugares públicos, inclusive à escola. Prefere ficar ao ar-livre.&lt;br /&gt;Calcarea phosphorica 9ch é benéfico para a criança endiabrada, geralmente do sexo masculino, inquieta, tímida e medrosa, mas que adora correr riscos e fazer traquinagens. Essa criança tende a ter gases abdominais, tem um abdome levemente proeminente e poder ter amígdalas aumentadas.&lt;br /&gt;Se seu filho inquieto acalma-se tão logo é chamado à atenção, dê-lhe Chamomilla 9ch. Esse tipo de criança pode se tornar tão hiperativa que ficará exausta e começará a chorar.&lt;br /&gt;Observação: Não dê ao seu filho Chamomilla da homeopatia e chá de camomila ao mesmo tempo. Um anulará o outro. Para atingir o efeito calmante da camomila, escolha uma forma ou outra.&lt;br /&gt;Dê Kali bromatum 9ch para a criança irrequieta que está constantemente fazendo algo com as mãos - jogando bola, brincando de bola de gude, de aviãozinho. Se não tiver nenhum brinquedo na mão, essa criança estala os dedos. As mãos da criança que toma Kali bromatum nunca estão sossegadas.&lt;br /&gt;Dê Lycopodium 9ch para a criança que está mais cansada, mais inquieta e irritada entre 4:00 e 8:00 da noite. Cansada ou não, essa criança não quer sentar-se à mesa do jantar, mas quer comer. Essa criança aparenta mais idade e tem geralmente uma inteligência acima da média.&lt;br /&gt;Uma dose de Medorrhinum 1M ajudará a criança irritada, agitada e apressada. Essa criança pode ter tido assadura quando bebê e, posteriormente, erupções cutâneas e asma.&lt;br /&gt;Stramonium 30d é para a criança com séria hiperatividade e possível agitação violenta. Sua voz é alta e sua fala é rápida, possivelmente incoerente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;RECOMENDAÇÕES GERAIS&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Elimine conservantes e açúcar da dieta do sei filho. É o mais importante e primordial a fazer pela criança hiperativa. Para melhorar ainda mais, siga todas as recomendações sob Diretrizes Alimentares.&lt;br /&gt;Dê ao seu filho um suplemento líquido de cálcio e magnésio.&lt;br /&gt;Dê ao seu filho a erva chinesa bupleuro.&lt;br /&gt;Escolha um remédio homeopático específico para o sintoma do seu filho. Se não estiver satisfeito com os resultados, consulte um homeopata para descobrir um remédio constitucional.&lt;br /&gt;Busque terapia e experimente modificação comportamental. Essas disciplinas ajudam a criança a entender o problema contra o qual está lutando, a estabelecer metas e padrões e reconhecer e avaliar seu comportamento. Podem ser de grande valia. Esses programas ensinam controles internos que podem ser usados em várias situações. Seu filho aprenderá a oferecer recompensas pelos seus feitos e aprenderá a partir dos seus erros. Coopere com seu médico ou terapeuta para desenvolver programas de modificação comportamental. É importante que o programa seja claro, facilmente entendido e facilmente executado por todos que dele participam - pela criança bem como pelos adultos. É essencial que essas intervenções sejam realizadas com cautela e boa vontade, em um ambiente calmo e carinhoso. A criança deve participar com disposição. Certifique-se de que os dois tenham entendido que esses programas objetivam ajudar e não punir.&lt;br /&gt;Desenvolva uma rotina estável em casa. Para diminuir a confusão e a quantidade de estímulos diários, defina horários específicos para comer e dormir.&lt;br /&gt;Experimente atribuir uma tarefa pequena e rápida e insista delicadamente para que seja concluída. Em seguida, não deixe de agradecer e elogiar seu filho quando a tarefa tiver sido concluída.&lt;br /&gt;Faça com que a criança participe de projetos que ela goste para ajudá-la a concentrar-se. Aprender a concentrar-se alterará sua resposta ao mundo, gradativamente. Lembre-se sempre de que, além de ter um desequilíbrio do sistema nervoso que transforma em tortura o simples ato de permanecer sentado, a criança hiperativa e inteligente entedia-se facilmente. Coopere com seu filho para ajudá-lo a realmente concluir um projeto. Concluir um projeto oferecerá uma idéia de competência e maior auto-estima. O domínio e conclusão de uma tarefa requer elogio.&lt;br /&gt;Busque terapia para você e seu cônjuge. Para ajudar a diminuir os sentimentos de frustração e isolamento, os pais da criança hiperativa precisam de informação e apoio. Busque auxílio; certamente encontrará. Você aprenderá a apoiar seu filho e a ficar calmo e próximo, mesmo quando a situação parecer fora de controle. Você também aprenderá que é importante que os pais tirem férias sem se sentirem estressados ou culpados por deixarem uma criança &quot;difícil&quot; com outras pessoas competentes.&lt;br /&gt;Nunca é demais enfatizar a necessidade dos pais terem uma folga. Tire uma tarde, uma noite ou um fim de semana. Entre em contato com uma pessoa que possa tomar conta do seu filho. Ligue para seus pais e amigos.&lt;br /&gt;Se você não fizer isso para o seu próprio bem, faça por seu filho. Provavelmente você voltará se sentindo renovado, mais calmo e carinhoso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PREVENÇÃO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a gestação, mantenha a exposição a chumbo ambiental ao mínimo possível e elimine álcool. Os dois tem sido relacionados à hiperatividade.&lt;br /&gt;Não deixe que seu filho se exponha ao chumbo. As fontes mais comuns de exposição ao chumbo são tinta à base de chumbo, água potável e cerâmica mal esmaltada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ALGUNS FATOS SOBRE A HIPERATIVIDADE&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora muitos pais de crianças enérgicas perguntem aos médicos sobre a hiperatividade, ela não é problema comum. De acordo com um artigo publicado no British Journal of Psychiatry, apenas 3% das crianças são realmente diagnosticadas com a desordem do déficit de atenção.&lt;br /&gt;A hiperatividade é dez vezes mais comum nos meninos do que nas meninas.&lt;br /&gt;A causa ou causas exatas da hiperatividade são desconhecidas. A comunidade médica teoriza que a desordem pode ser resultado de fatores genéticos; desequilíbrio químico; lesão ou doença na hora do parto ou depois do parto; ou um defeito no cérebro ou sistema nervoso central, resultando no mau funcionamento do mecanismo responsável pelo controle das capacidades de atenção e filtragem de estímulos externos.&lt;/span&gt;&lt;span class=&quot;text_exposed_show&quot;&gt;Metade das crianças hiperativas têm menos problemas comportamentais quando seguem uma dieta livre de substâncias como flavorizantes, corantes, conservantes, glutamato monossódico, cafeína, açúcar e chocolate.do muito ultimamente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
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  <pubDate>Fri, 18 May 2012 21:42:13 GMT</pubDate>
  <title>Dissertações - XXXIXI - Sensibilidade e bom senso...precisa-se!</title>
  <author>João Ricardo Lopes</author>
  <link>http://jrlviseu.blogs.sapo.pt/64321.html</link>
  <description>&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt;&lt;span&gt;Estou, como muitos estarão, preocupado com o rumo da vida interna portuguesa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Vivesse eu num mundo isolado de qualquer forma de comunicação e, ao ouvir falar os nossos governantes, pensaria que em Portugal a vida decorre sem sobressaltos. Porém, e felizmente, não vivo isolado. Antes rodeado de muita informação, tenha ela boa ou má qualidade...seja ela isenta ou nem por isso.&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Temos mais um &quot;caso&quot; na nossa sociedade. Agora, é a discussão sobre a recolha ou não das células estaminais.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Até posso conceber que assim seja. E até sei o quão essa &quot;preservação&quot; é importante. O que já não me parece tão racional, é que num momento de tão grandes dificuldades económicas se aja de modo a  exercer pressão sobre os casais (os mais jovens em especial) que pouco ou nada têm ao iniciar uma vida a dois, quanto mais terem de viver com o &quot;peso na consciência&quot; de  não terem procedido à recolha das referidas células. De não terem provido à proteção dos seus filhos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Tanto quanto sei, não é uma operação que seja pouco onerosa e, por consequência, muito pouco acessível.  Depois, há o problema, porque disso se trata, de saber quem vai GUARDAR tão precioso bem. Pois...quem vai guardar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Deverá essa jóia única ser guardada e protegida por Privados ou pelo Estado?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Que garantias existem de que a preservação é duradoura, para não dizer eterna? Que garantias para os eventuais e possíveis problemas que surjam? Quanto custa? Quem paga? Que proteção? Que garantias?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Mas o que me deixa ainda mais perplexo, é a enorme insensibilidade latente. Dá arrepios!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Discutir se a empresa que lançou e promoveu a campanha, agiu de forma mais ou menos ética...é patético. Tão patético como o foi a discussão sobre a campanha o Pingo Doce, ou outra qualquer campanha do género. Tão patético, como as publicidades da Zon, da Cabovisão, da Meo, da Ótimus ou TMN e tantas outras...mas destas, porque de consumismo se trata, ninguém fala! A empresa agiu numa perspetiva de mercado. Num mercado difícil e concorrencial, onde apenas os mais fortes e hábeis sobrevivem.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;A constante e incontornável hipocrisia que nos acompanha e consome todos os dias, todas horas e minutos da nossa vida, deixa-me agoniado, transtornado até. A mesma hipocrisia que nos impede por vezes de sermos críticos isentos. A mesma hipocrisia que nos deixa amarrados a preconceitos sem sentido.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Sejamos claros!  Sejamos sérios!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Que bom seria, termos um país capaz de prover situações deste género. Que bom seria termos um verdadeiro e eficaz  Serviço Nacional de Saúde.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;É cada vez mais tempo de unirmos esforços e não de criarmos desuniões. É tempo de de pensarmos como resolver os graves problemas que nos afligem...desemprego, incumprimentos, doenças...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Sensibilidade e bom senso... precisa-se!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/h3&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 01 May 2012 23:04:48 GMT</pubDate>
  <title>Dissertações - XXXIX - Comemorar o quê?  </title>
  <author>João Ricardo Lopes</author>
  <link>http://jrlviseu.blogs.sapo.pt/64011.html</link>
  <description>&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt;Foi hoje comemorado o dia do trabalhador. Mas comemorado por quem? Porquê?&lt;/h3&gt;
&lt;div id=&quot;post-body-3286925296437005651&quot; class=&quot;post-body entry-content&quot;&gt;
&lt;div&gt;Se em todos os anos assistimos a manifestação mais ou menos numerosas, que tinham o condão de alimentar alguns protestos, mas eram muitas vezes utilizadas para promover alguma confraternização. No tempo atual, servem de protesto duro, direto. Um combate de rua, porta a porta, mas sem armas iguais. Porque os que hoje protestam, com razão ou até sem ela, como sempre acontece,  não possuem...nunca possuem, as mesmas armas que os seus &quot;opressores&quot;.  Poder-se-á  dizer que não. Que o protesto é uma &quot;arma&quot; poderosa. Caberá então perguntar: qual o entendimento, qual a noção exacta possuem os &quot;manifestantes&quot; da força de que dispõem...do poder que têm entre mãos?&lt;br /&gt;Comemorar o dia do trabalhador, no mesmo dia em que o Primeiro Ministro de um País quase falido diz, com o ar mais natural e angelical, que « &lt;span style=&quot;text-decoration: underline;&quot;&gt;temos de estar preparados para números de desemprego ao qual não estamos habituados»&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;No mesmo dia  do trabalhador, em que se anuncia que serão mais de 200 milhões os desempregados por todo o mundo.&lt;br /&gt;Comemorar o dia do trabalhador, no mesmo dia em que cadeias de supermercados chantagearam os seus colaboradores com a iminência do despedimento, para que estes fossem trabalhar.&lt;br /&gt;Comemorar o dia do trabalhador, no mesmo dia em que a chanceler alemã insiste na austeridade como meio de ultrapassar a crise que graça pela Europa e até pelo mundo...no mesmo dia em que o líder do Euro-grupo anuncia que vai deixar o cargo, farto que está das intromissões &quot;Merkozyanas&quot;.&lt;br /&gt;Comemorar o dia do trabalhador, quando muitos dos que saem para as ruas não o têm nem sentem perspectivas de  o ter a breve trecho.&lt;br /&gt;Não podem os trabalhadores sentir alegria, quando todos os dias são espoliados dos seus mais elementares direitos.&lt;br /&gt;Não podem os trabalhadores sentir tranquilidade, quando a maior riqueza que possuem, é o dia que já passou...porque tiveram emprego nesse dia. O amanhã...o nascer de um novo dia, é uma angustiante incógnita.&lt;br /&gt;Não podem os trabalhadores viver...descansar...porque no imediato, não sabem se terão o dinheiro necessário para saldar contas, alimentar os filhos, para viver!&lt;br /&gt;É pois necessário um esforço coletivo.&lt;br /&gt;É pois necessário um sentimento uno e indivisível, de que é possível fazer melhor.&lt;br /&gt;É pois necessário  e urgente, que aqueles que geram trabalho, tenham respeito por todos quantos produzem  e geram riqueza.&lt;br /&gt;Numa palavra, é indispensável VIVER!&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 23 Apr 2012 21:47:55 GMT</pubDate>
  <title>Dissertações - XXXVIII - Por favor...esclareçam-me!</title>
  <author>João Ricardo Lopes</author>
  <link>http://jrlviseu.blogs.sapo.pt/63863.html</link>
  <description>&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt;Estamos em vésperas de comemorar o 38º aniversário da Revolução de Abril. A data que marca o recuperar da liberdade e da democracia....pelo menos assim julgámos durante todos estes anos.&lt;/h3&gt;
&lt;div id=&quot;post-body-8540257104747730610&quot; class=&quot;post-body entry-content&quot;&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Começo por isso a ficar algo confuso com certas atitudes, sobretudo quando tomadas por aqueles que se auto-intitulam como grandes defensores da democracia e das suas mais nobre instituições.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;A recente tomada de posição da Associação 25 de Abri ( dos militares que a compõem), e prontamente corroboradas por  Mário Soares e Manuel Alegre, deixam-me perplexo. Nem tanto pela atitude...cada um tem a que quer ( desde que isso não colida com os interesses gerias), mas pelo momento em que são produzidas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Sabemos que a Revolução, dita dos cravos, teve na sua génesis uma forte matriz de esquerda...nada de admirar. Estávamos debaixo do domínio de uma ditadura severa de direita. Por tal fato, foi com naturalidade que os então exilados, condenados, reprimidos, militantes de uma esquerda clandestina e embrionária, se fizessem notar. Dessem mostras do seu contentamento por, finalmente, poderem demonstrar e mostrar livremente os seus ideais e &quot;angariar&quot;, por conta disso, os seus seguidores. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Parece-me, no entanto, que volvidos todos estes anos, esses mesmos &quot;senhores&quot; esqueceram agora de utilizar o que ao tempo tanto apregoaram...o bom senso!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Não me parece aceitável que num momento de tantas dificuldades, em que todos são chamados (embora sem generalizar) a grandes sacrifícios; em que a convulsão social está praticamente em ponto de ebulição; em que cada dia representa um dia mais no aumento da miséria, da exclusão social, da indiferença, do desemprego, da insolvência... venham a público figuras ímpares da nossa vida política e social, incendiar ainda mais o que já há tanto arde.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Poder-me-ão dizer que participar nas comemorações (este ano) iria contra a estratégia evidente dos protagonistas na sua luta contra o atual Governo. Até posso concordar com tal desidrato, numa lógica absolutamente político/partidária. Já não consigo ( e julgo que muitos outros não conseguem) entender a lógica incendiária de tal decisão. Como se, num gesto pensado, unissem esforços no apoio às intenções de puro e absoluto &quot;revanchismo&quot; do Partido Comunista. Do mesmo Partido que se mantém isoladamente fiel a ideários desconexos no tempo. Do mesmo Partido que teima em dizer sempre o contrário. Em criticar, condenar e rejeitar, sem apresentar soluções...mesmo que haja, por vezes, alguma razão. Do mesmo Partido que tomou as rédeas do poder no pós 25 de Abril e foi, em grande partem culpado pelo lançar de sementes de ideias e pensamentos que hoje condenam...que agora repudiam...que julgam esquecidas e tentam fazer esquecer.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Mário Soares e Manuel Alegre são, indiscutivelmente, símbolos de uma revolução que devolveu esperança a um povo oprimido. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Discuta-se se por ora, e não mais do que isso, podemos considerar esta com uma Revolução &quot;falhada&quot;. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Não nos seus propósitos e objetivos, mas naquilo que deveria nortear em todos os momentos, cada dia vivido...a liberdade, a democracia, a justiça, a equidade...&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Se entendermos que o 25 de Abril de 1974 foi, e será sempre, uma data que deve ser encarada como baluarte primeiro da vida de todos Nós nos tempos que correm (assim como a outras datas importantes que nos querem usurpar), julgo que não existe ponto de apoio que possa justificar tais tomadas de atitude. A não ser, claro, o facciosismo doentio que milita nas frágeis mentes ( que não cabeças) de alguns provetos protagonistas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Bem fariam aqueles que se julgam, e a quem chamam, de «Senadores da Nação», tomarem posições que contribuíssem para a união e não para o afastamento. Para agregar e não para dividir. Para fomentar o entendimento e não a discórdia. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Mas, como em tudo na vida, as decisões ficam  e penalizam, ou não quem as toma. O futuro, que não está longe, encarregar-se-há de julgar se o caminho escolhido foi o mais adequado. Tão fácil seria se, utilizando a sua longa e grande experiência, os principais protagonistas de tamanha enormidade, fizessem ouvir alto a sua indignação e se deixassem de atitudes que nem às crianças fica bem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Fico, portanto, a espera de esclarecimento sobre atitudes tão despropositadas...fico mesmo!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 07 Apr 2012 14:58:42 GMT</pubDate>
  <title>Dissertações -XXXVII - O que se passou no tempo que passou?!</title>
  <author>João Ricardo Lopes</author>
  <link>http://jrlviseu.blogs.sapo.pt/63727.html</link>
  <description>&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt;Passados que estão dois meses sobre a publicação da última dissertação (pelo que peço desculpas aos meus seguidores), muita coisa sucedeu neste Portugal das mil e uma peripécias.&lt;/h3&gt;
&lt;div id=&quot;post-body-6518104662127494883&quot; class=&quot;post-body entry-content&quot;&gt;
&lt;div&gt;Sem cronologia, pois disso estamos nós fartos, lembro-me das declarações Presidenciais sobre o seu parco e insuficiente rendimento; da publicação controversa de um prefácio literário...entre outras.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me das constantes decisões e indecisões do Governo e seus ministros onde, por maioria de razão, pontificam as declarações do PM - Passos Coelho. As constantes, e por vezes inacreditáveis, divulgações de medidas de contenção. Necessárias, em muitos casos. Mas desprovidas, e muito, de sensibilidade ou de justiça. Qual imagem do &quot;Robin dos Bosques&quot; ao contrário...tirando (POUCO) a alguns ricos e transformando em NADA a vida dos pobres.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Lembro-me,(como esquecer) dos semanais aumentos do preço dos combustíveis; da subida encapotada do preço da electricidade, dos transportes, da alimentação...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Lembro-me, por com ela conviver na intimidade, da tristeza que invade o coração dos portugueses, quase não dando lugar à esperança.&lt;br /&gt;Lembro-me de um Banco no qual foram gastos 8 mil milhões, que foi vendido por 40 milhões....Grande negócio!&lt;br /&gt;Lembro-me que, mesmo na antiga ortografia, escrevíamos ELECTRICIDADE e não ELETLICIDLADE!&lt;br /&gt;Lembro-me que, que com 20 euros de combustível ( no meu carro) percorria 200km. Hoje...não chega a 100!&lt;br /&gt;Lembro-me que, existiam dois salários extra...hoje, já quase nem o corrente!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;O que se passou no tempo que passou?!  Tão pouco tempo...Tão curtos dois meses...&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me da hipocrisia de um candidato presidencial, que dá graças por não ter sido eleito.&lt;br /&gt;Lembro-me de um PM que disse em campanha «não mexer no rendimentos do trabalho» e foi o que fez.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Enfim...de tanto me lembro!&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Lembro-me de um dia, a chamávamos terça-feira de Carnaval, ao qual foi retirada a pausa...o descanso.&lt;br /&gt;Lembro-me de feriados que, merecido ou não, serviam de ponto intermédio nas agruras da vida, e que agora vão desaparecer, mercê da errónea ideia de aumento de produtividade.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Mas há mais coisas de que me lembro, ou que deveria lembrar, mas que a angústia do espírito faz com que não as transcreva. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Por fim, deixo esta última lembrança em forma de apelo:&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Lembrem-se de que podemos ficar sem nada do que seja material, palpável... mas a nossa DIGNIDADE, essa, ninguém nos pode tirar!&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 02 Feb 2012 22:52:08 GMT</pubDate>
  <title>Dissertações - XXXVI - Há que ter vergonha!</title>
  <author>João Ricardo Lopes</author>
  <link>http://jrlviseu.blogs.sapo.pt/63356.html</link>
  <description>&lt;div id=&quot;post-body-4890126853953429097&quot; class=&quot;post-body entry-content&quot;&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div id=&quot;contentArea&quot;&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div class=&quot;mbl notesBlogText clearfix&quot;&gt;
&lt;div&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Há notícias que nos chocam. Há outras que causam estupefacção consoante os seus protagonistas. Esta, por exemplo, embora possa parecer, só causa estranheza a quem não se dá minimamente ao trabalho de acompanhar com alguma atenção a vida nacional, seja ela política ou económica. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Existe na Bíblia uma passagem onde se relata a revolta de Jesus contra os vendilhões do templo. Outra onde é relatada a traição de Judas e outras há do mesmo teor. Cinjo-me a estas duas, por considerar que ambas reflectem de forma clara a falta de carácter de algumas pessoas. &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;div&gt;Não contesto, nem o posso fazer, a livre opinião de um qualquer cidadão. O que não consigo é compreender a falta de escrúpulos de algumas figuras públicas. O que ainda torna tais escolhas arrepiantes, é que resultam certamente de acordos e segundas intenções.  Bem sei que para alguns dos antigos fundadores do CDS, o facto de o partido ter passado por convulsões internas graves e por vezes desprestigiantes, foi motivo para o afastamento da luta política activa e entrar numa espécie de espera pelo momento apropriado para o regresso. Um poco como as cobras, que fingen-se de mortas para dar o bote e matar as suas presas. até poderia entender sem compreender tal atitude. A vdida passa depressa e os idealismos da juventude dão lugar, quase sempre, ao pragmatismo da vida quotidiana. O que ontem eram ideiais sólidos transformaram-se hoje, na mente de alguns, em meras e fugases recordações. Os que com eles partilharam horas de alegria ou angústia, fazem hoje parte do álbum de fotos e isso quando estas existem. Diz a expressão popular - «só faz falta quem está» e isso é certo. Fica no ar a pergunta: estará o Dr. Basílio Horta disposto a desculpar-se publicamente perante os seus colegas de bancada e os responsáveis do partido que hoje apoia,por tudo o que disse, num passado não muito distante, sobre José Sócrates? Sobre todas as vezes em que criticou e condenou a actuação política dos governos por Ele liderado?&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;O Dr. Basílio Horta, em entrevista na entrevista que deu às revista Visão, afirma que hoje em dia só se pode ser Democrata Cristão no PS. Não estou de acordo com isso. Embora saiba que em muitos partidos tidos como democratas-cristão ( sobretudo na América Latina ), existe a &quot;colagem a ideias e ideais do socialismos, ao contrário dos partidos da mesma área política quem na Europa, perfilham ideias liberais e conservadoras.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Eis um resumo do que disse Basílio Horta: &lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt; «... &lt;span&gt;O ex-fundador do CDS e agora deputado pelo Partido Socialista, Basílio Horta, considera que «hoje em dia, só no PS um democrata-cristão consegue fazer política».&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Em entrevista à revista «Visão», Basílio Horta diz que «o PSD e o CDS estão a prosseguir uma política liberal. E quem não é liberal e acredita num Estado justo e equitativo, não pode rever-se no modelo que está a ser construído».&lt;br /&gt;«O CDS é hoje o partido do dr. Paulo Portas, sem que dê grande relevo à ideologia», critica, e aponta que «dos dirigentes fundadores do CDS, não há praticamente ninguém que se mantenha, pelo menos na política activa, no partido». ...»&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;De seguida, permito-me enunciar ( após pesquisa ) o que também entendo  ser a base da vivência Democrata Cristã.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;O &lt;/span&gt;&lt;span&gt; Democrata Cristão, por norma, respeita o que abaixo se transcreve:&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;
&lt;ul&gt;
&lt;li&gt;«...É defensor da &lt;a title=&quot;Democracia&quot; href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Democracia&quot;&gt;democracia&lt;/a&gt;, dos direitos humanos, do &lt;a title=&quot;Cristianismo&quot; href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Cristianismo&quot;&gt;Cristianismo&lt;/a&gt; e dos princípios defendidos por esta religião e pretende implantá-los na sociedade a ponto de prentender subordinar o Estado e a vida social à moral cristã;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Reconhece a autonomia da Igreja face ao Estado;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;É defensor da colocação do Estado ao serviço do Homem (e não o Homem ao serviço do Estado);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;É defensor do princípio do &lt;a title=&quot;Personalismo&quot; href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Personalismo&quot;&gt;personalismo&lt;/a&gt;, do princípio da &lt;a class=&quot;mw-redirect&quot; title=&quot;Solidariedade&quot; href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Solidariedade&quot;&gt;solidariedade&lt;/a&gt; e do princípio da &lt;a class=&quot;mw-redirect&quot; title=&quot;Subsidiariedade&quot; href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Subsidiariedade&quot;&gt;subsidiariedade&lt;/a&gt; (ou princípio da livre associação ou da sociedade civil);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;Reconhece o papel das comunidades intermédias e combate o centralismo estatal;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;É defesor da família como célula fundamental da sociedade;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;É defensor da &lt;a title=&quot;Liberdade&quot; href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Liberdade&quot;&gt;liberdade&lt;/a&gt;, nomeadamente a de ensino, a de religião e a de escolha dos sistemas sociais;&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;É defesor do &lt;a title=&quot;Humanismo&quot; href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Humanismo&quot;&gt;humanismo&lt;/a&gt; económico, pretendendo implantar nas relações socio-económicas os princípios e valores ético-morais cristãos e defendendo que é a&lt;a title=&quot;Economia&quot; href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Economia&quot;&gt;economia&lt;/a&gt; que serve o Homem (e não o Homem a servir a economia e o lucro);&lt;/li&gt;
&lt;li&gt;É defensor da reformulação do &lt;a title=&quot;Capitalismo&quot; href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Capitalismo&quot;&gt;capitalismo&lt;/a&gt;, apoiando por isso uma profunda reforma na &lt;a title=&quot;Empresa&quot; href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Empresa&quot;&gt;empresa&lt;/a&gt;, como por exemplo a promoção da dignidade do trabalho, da participação dos trabalhadores na gestão da empresa e da distinção do &lt;a title=&quot;Lucro&quot; href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Lucro&quot;&gt;lucro&lt;/a&gt; (uma legítima renumeração do &lt;a title=&quot;Capital (economia)&quot; href=&quot;http://pt.wikipedia.org/wiki/Capital_(economia)&quot;&gt;capital&lt;/a&gt; investido na empresa) e do &lt;a class=&quot;new&quot; title=&quot;Sobrelucro (página não existe)&quot; href=&quot;http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Sobrelucro&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1&quot;&gt;sobrelucro&lt;/a&gt; (os democratas cristãos defendem que este &quot;lucro extra&quot; deve ser distribuído equitativamente aos trabalhadores). ...»&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;br class=&quot;Apple-interchange-newline&quot; /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;                                                                                                                            (in &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Wikipédia&lt;/span&gt;&lt;span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Já o disse, mais do que uma vez, que não estou de acordo com todas as directivas do atual CDS-PP ( Para mim sempre e só CDS ). Faço uso para tanto, da minha liberdade de expressão ainda não, e felizmente, mutilada. No entanto, julgo não ser correto e aceitável que antigos dirigentes; gente com muitas e grandes responsabilidades na vida Nacional contemporânea, se permita achincalhar o partido que lhe serviu de casa e base para a sua participação na vida  política nacional. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;Disse em tempos o Dr Mário soares, que «...só os burros é que não mudam...» ... acrescento que, ele há &quot;burros&quot; e &quot;burros&quot;! E com isto não quero insultar, melindrar, ou mesmo...esquecer ninguém.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt; Em suma. O Dr. Basílio Horta, ou outros antigos dirigentes do CDS, estejam ou não na política ativa devem,  se discordam da forma como o Dr. Paulo Portas conduz os destinos do partido, em comparecer e defender as suas ideias. A praça pública, deve ser, apenas e só,  um local para o lazer e o bem estar!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br class=&quot;Apple-interchange-newline&quot; /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/li&gt;
&lt;/ul&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 12 Jan 2012 22:51:31 GMT</pubDate>
  <title>Dissertações - XXXIV - Indignar-mo-nos...é urgente!</title>
  <author>João Ricardo Lopes</author>
  <link>http://jrlviseu.blogs.sapo.pt/63064.html</link>
  <description>&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt;Como muitos de nós, tenho acompanhado com preocupação o que se passa na vida Nacional. Porque se não vejo para nós ou para os nosso filhos um futuro (próximo ) tranquilo, gostava que isso fosse possível para os nossos netos e bisnetos...&lt;/h3&gt;
&lt;div id=&quot;post-body-5107488048705734401&quot; class=&quot;post-body entry-content&quot;&gt;
&lt;div&gt;Pouco ou nada se afigura recuperável nos anos vindouros. A promiscuidade que graça na ordem política, com nomeações de favor, tenham ou não intervenção direta do Estado ou os favores que se pagam a peso d&apos;ouro.&lt;br /&gt;Não ponho em causa a competência dos recentemente nomeados para o Conselho Consultivo da EDP. Condeno, aberta e frontalmente, as escolhas feitas. Tanto mais se observarmos que, no caso do Dr. Eduardo Catorga, tratar-se de alguém que foi figura diretamente implicada na negociação feita com a Troika e que nos remeteu para uma situação altamente complicada e carregada de sacrifícios. A Dr ª Celeste Cardona, malquista enquanto Ministra da Justiça por todos os representantes na área. O Dr. Braga de Macedo, que saiu do governo nas condições que muitos conhecem. O General Rocha Vieira, último representante português em Macau e por isso conhecedor dos assuntos diretamente relacionados com a China mas que, em minha opinião, deveria saber resguardar-se da exposição pública. Para além das controversas escolhas, fica ainda mais exposta a ultrajante massa remuneratória a que estes nomeados foram votados.  Salários principescos e muito acima daquela que é a possibilidade real do país.&lt;br /&gt;Lanço por isso uma questão que ainda não vi aflorada os vários comentários. Não existiria ninguém fora da área dos partidos do poder que pudesse ser nomeado? Fossem até, se o Governo tivesse bom senso, pessoas ligadas aos partidos da oposição, mesmo a mais à esquerda? E será absolutamente certo que não haja ninguém fora dos espectro partidário que pudesse ocupar os referidos lugares, dado que que é sabido existirem pessoas altamente qualificadas  espalhadas por este tão pequeno rectângulo? Não! Não podia ser assim! Era urgente repor favores recebidos. Compensar o trabalho de bastidor efectuado. Justificar que têm todos muita experiência não é, por si só, válido. Alguém perguntou sobre as nossas qualificações? Quantos de nós poderiam desempenhar na perfeição a referidas funções? E há ainda outro ponto que é intolerável. Pode  conceber-se que seja nomeado para as Águas de Portugal alguém que tem com essa empresa, enquanto autarca, uma pendência em tribunal e uma dívida de mais de 7 milhões de euros? No meio de tudo isso, resta Álvaro Castelo Branco, embora Presidente das Águas do Porto, foi sempre figura próxima de Paulo Portas.&lt;br /&gt;É por isso difícil de digerir tanta promiscuidade e tanto favorecimento. O ouvir da boca dos próprios, que não choca o acumular de pensões com os ordenados que irão receber. Que o PM, Passos Coelho, venha a público defender e defender-se alegando tranquilidade quanto às nomeações verificadas.&lt;br /&gt;«Faz o que eu digo e não o que eu faço» diz o ditado popular. Passo Coelho disse em campanha eleitoral, que não iria pelo mesmo caminho de anteriores governos...estamos a ver! Poder conquistado, tudo esquecido.&lt;br /&gt;E quanto a políticas de incentivo ao emprego, ao crescimento económico, à redução efetiva da despesa pública...nada! Apenas e só mais e mais medidas de austeridade e ideias desgarradas.&lt;br /&gt;Assim vai Portugal. Calma e tranquilamente a caminho do abismo!&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 09 Jan 2012 21:41:51 GMT</pubDate>
  <title>Dissertações - XXXIII - Despudor sem limites!</title>
  <author>João Ricardo Lopes</author>
  <link>http://jrlviseu.blogs.sapo.pt/62859.html</link>
  <description>&lt;p&gt;&lt;span&gt;Antes de qualquer outra coisa, pretendo reafirmar, para quem ainda tenha dúvidas ou desconhecimento, o meu posicionamento político. Sou do CDS desde a sua fundação!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Dito isto, passo a expor a minha indignação sobre o que tem feito, a meu ver, de mal este Governo liderado pelo Dr. Pedro passos Coelho e, por consequência, pelo PSD.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Não consigo perceber a necessidade ou utilidade da retirada dos subsídios de Natal e férias aos funcionários públicos e por arrasto aos demais trabalhadores. Antes do Orçamento de Estado era imperioso, não havia margem de manobra. Menos de 48 horas volvidas, existia um excedente de cerca de 2.5 mil milhões de euros...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Passos Coelho, durante a campanha eleitoral, prometeu não aumentar impostos. Passada a tomada de posse, foi o que se viu...impostos aumentados em toda a linha. Electricidade, gás, transportes...recentemente, o IVA nos alimentos, comunicações, enfim...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Continua depois o PM, Passos Coelho e seus acólitos, o chorrilho de incongruências. Primeiro através do Secretário de Estado da Juventude, que incita os jovens à imigração...inconcebível! O PM diz aos professores, mal, que o melhor será procurar trabalho nos PALOP&apos;S, impensável! Mas não fica por aqui a cegueira governamental .&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Na senda de tudo fazer para cumprir, e mesmo ultrapassar o estabelecido no memorando da Troika,  entrega-se à uma empresa estatal Chinesa os destinos da EDP. Uma das empresas, senão a maior, a produzir riqueza em Portugal. Cria-se uma lei ( mesmo que ainda projecto) para o mercado de arrendamento que tem tudo para ser mais um fiasco. E ainda outras medidas com pouca ou nenhuma consistência ou com eficácia comprovada. Aumento de meia hora na atividade laboral, aumentos nas taxas moderadoras, o dá e tira constante de apoios (subsídios), e um nunca mais acabar de idiotices...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Mas como uma desgraça nunca vem só, eis que surge , ontem, a notícia das nomeações para o conselho geral e de supervisão da EDP, onde os Chineses assumirão a vice-presidência.&lt;/span&gt;&lt;strong&gt; &lt;span&gt;Eduardo Catroga, Braga de Macedo, dois antigos ministros do PSD, e Celeste Cardona, antiga ministra e actual conselheira nacional do CDS. &lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;span&gt; &lt;strong&gt;D&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;&lt;strong&gt;a lista proposta pelos accionistas para este órgão, consta também o nome do empresário Ilídio Pinho e de Paulo Teixeira Pinto, outro antigo ministro de um Governo de Cavaco Silva.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;&lt;span&gt;António Mexia, atual presidente do conselho de administração da EDP, não comenta...diz ser um assunto que apenas respeita aos accionistas externos da empresa. os habituais comentadores, &quot;fecham-se em copas&quot;...poucos arriscam uma tomada de posição.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;Poderemos até considerar válido que os &quot;accionistas&quot; tiveram tão por si só a ideia da escolha. Mas é muita coincidência que a escolha recai, em partes iguais, em pessoas que representam de alguma forma, os partidos que compõem a atual maioria. &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Parece-me no entanto claro, que o despudor tomou proporções inauditas.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;É claro que estas escolhas, nomeações ou seja lá o que for, têm mãos do Governo e, em particular do PM. Ingenuidade e falsa modéstia não ficam bem nesta altura do campeonato.. Digamos portanto, que tudo parece encaminhar-se para uma sessão de prémios...de atribuição de recompensas por serviços e favores prestados..&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;Entristece-me que assim seja. Que assim continue a operar a nossa classe política. Entristece-me que a palavra dada, seja cada vez mais esquecida, desrespeitada. Que as declarações proferidas em tempo eleitoral, caiam em &quot;saco roto&quot;  assim que ocupados os lugares na governação. Entristece-me que o CDS participe destas jogadas de bastidores. Porque não posso entender nem aceitar que quem tanto condenou atitudes semelhantes no passado         ( não muito distante ) e sirva agora de capacho do PSD apenas e só porque quer a todo o custo permanecer no Governo. Julgará Paulo Portas que colherá louros de tal situação. Nada mais errado.! Quando tudo estiver mal, será do CDS  a culpa. Na hora da eventual comemoração, Os louros serão todos reclamados pelo PSD. Foi assim no passado, será assim no presente e mesmo no futuro, seja ele qual for. Lembram-se da AD?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;Promova-se a cargos dirigentes gente de valor e com idades compatíveis a um bom desempenho. Não se promovam sempre os mesmos. Mesmo que estes sejam, indubitavelmente competentes, mas que já ocuparam lugares de destaque na vida nacional e, por via disso, colhem já os &quot;frutos&quot;. Quem tanto fala de divisão equitativa, deveria aplicar essa norma em pleno.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;&lt;span&gt;Haja pudor meus senhores!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 08 Jan 2012 23:02:37 GMT</pubDate>
  <title>Dissertações - XXXII - Quando a cobardia fala mais alto!  </title>
  <author>João Ricardo Lopes</author>
  <link>http://jrlviseu.blogs.sapo.pt/62492.html</link>
  <description>&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt;Durante a última semana fomos bombardeados por duas notícias que, como é apanágio do nosso país, acabam sempre por cumprir a função principal... desviar-nos do que é essencial e deixar-nos enredados em trivialidades. Foi assim, mais uma vez, com os assuntos &quot;Pingo Doce&quot; e &quot;Maçonaria&quot;.&lt;/h3&gt;
&lt;div id=&quot;post-body-3041264958780297291&quot; class=&quot;post-body entry-content&quot;&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Permitam-me dissertar um pouco sobre estes dois temas. Importantes e imprescindíveis para uns, sem um pingo de interesse para outros...interessantes, digo eu.&lt;br /&gt;A decisão tomada pelos detentores de 56% da participação da Jerónimo Martins, através da sociedade familiar Soares dos Santos, em deslocalizar (fugir dirão alguns) os seus interesses para a Holanda, deixou de boca aberta muitos analistas financeiros que, admitam ou não, ficaram sem saber o que dizer. Não cabe aqui fazer um relatório pormenorizado da situação. Nem tão pouco saber se as palavras de Alexandre Soares dos Santos na entrevista que concedeu à SIC são ou não sinceras e verdadeiras. Acreditemos que sim...que eram boas as suas intenções. Mas como dar cobertura e proteção as recentes tomadas de posição de quem detém a maior parte da posição numa das empresas de maior projeção no país? Como entender que quem advogou, num passado não muito distante, que os centros de decisão deveriam permanecer em Portugal fossem qual fossem as consequências tome agora semelhante posição? Como entender quem tanto criticou e condenou políticas anteriores, esteja agora a dar uma estucada profunda na tentativa de reparação de erros passados?&lt;br /&gt;É válido reconhecer que um empresário de sucesso queira manter em bom estado financeiro e orçamental a empresa que durante anos construiu. É válido reconhecer méritos a quem  cria postos de trabalho, apoia o bem estar social, e contribui para o engrandecimento de um país. Já não podemos dizer o mesmo de quem, apenas por interesses meramente contabilísticos, desvia, suprime a possibilidade de maior dinamização do erário público. É que sendo a Jerónimo Martins uma das empresas que mais factura, que gera enormes valores fiscais, fica difícil entender como pode o Governo passar por esta situação num aparente silêncio cúmplice. Se não estou errado no que aprendi, 10% de muito dinheiro é MUITO DINHEIRO! Esse, ao que sabemos, já não virá para Portugal. Lá diz o povo: « ...vão-se os anéis...». Será que os dedos que ficam ainda servirão para algo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O outro assunto que nos foi IMPOSTO, foi o do alegado &quot;apagão&quot; por parte do PSD de todas as menções existentes à Maçonaria nos relatórios parlamentares ao &quot;caso das secretas&quot;.&lt;br /&gt;Muitos dos que lêem estes textos terão algum conhecimento sobre a actividade maçónica e da importância desta nas últimas décadas da vida política nacional. &lt;br /&gt;Sobre a Maçonaria e os seus &quot;poderes&quot; falarei noutra altura (dentro do meus parcos conhecimentos).&lt;br /&gt;O que me apraz dizer nesta altura, é que o espectáculo protagonizado por Luís Montenegro ( líder parlamentar do PSD) ao dizer que não pertence a nenhuma loja maçónica, embora participe em reuniões. Que alegou desconhecer as referidas actividades e mesmo serem os jornalistas maiores conhecedores do que Ele próprio. E também por Carlos Zorrinho ( líder parlamentar do PS ), que auto-elogiou a transparência da sua vida. Ao que parece não é bem assim...&lt;br /&gt;Transparência é coisa a que os nossos políticos estão pouco habituados. Interessam-se muito mais pelos jogos de bastidor e pelo constante entreter dos cidadãos.&lt;br /&gt;Concluo com esta ideia: se no que se refere ao esforço comum, que todos devemos fazer para ajudar no reerguer de um Portugal depauperado económica e financeiramente, também entendo ( sempre entendi ) que os nossos políticos, aqueles que por escolha popular têm a missão de defender os interesses de quem os elege, devem dar exemplos de integridade, dignidade, transparência ... &lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Sun, 01 Jan 2012 19:12:08 GMT</pubDate>
  <title>Dissertações - XXXI - Com o mesmo compra-se menos!  </title>
  <author>João Ricardo Lopes</author>
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  <description>&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt;O Início deste novo ano não foge à regra dos anos anteriores. Aumentos...aumentos...e mais aumentos.&lt;/h3&gt;
&lt;div id=&quot;post-body-3586849829244208303&quot; class=&quot;post-body entry-content&quot;&gt;
&lt;div&gt;Desta feita a novidade, já velha, é que Portugal está em processo adiantado de falência e por isso obrigado a cumprir fielmente todas as restrições impostas pela Troika. Com o aumento do IVA nos bens essenciais,  vamos todos sentir um &quot;colossal&quot; aperto na gerência do dia a dia financeiro. Alimentação, transportes, saúde, rendas...tudo ficará mais caro e mais difícil. Serão os já tão debilitados economicamente os que mais depressa o sentirão. Também a cada vez mais depauperada classe média (já quase inexistente) verá os seus rendimentos e &quot;prazeres&quot;cortados. E mesmo os mais &quot;poderosos&quot; financeiramente, verão aumentadas as suas dificuldades.&lt;br /&gt;Mas, não sendo adepto a 100% de algumas medidas restritivas que julgo poderiam ter tido outros contornos, tendo a concordar na generalidade com o que nos é proposto. E se é certo que apenas com muito esforço de todos, sem excepção, poderemos ultrapassar tais dificuldades, gostaria de ver realmente cumpridas e seguidas com rigor as alterações que ora nos impõem. Poupar é palavra de ordem. Ironizou-se na questão da supressão da gravata nos serviços internos do Ministério da Agricultura. Estudos efectuados, demonstram que afinal foi uma medida positiva. Os 70 milhões de euros que se prevê poupar na nova orientação do rendimento mínimo, vai possibilitar o aumento das pensões mais baixas. Sete euros, em média, será pouco, mas fazendo toda a diferença em muitos agregados familiares. E se café, vinho, tabaco, alguns refrigerantes, serão a partir de hoje mais caros, (e podem até conduzir a que alguns &quot;vícios&quot; diários sejam suprimidos), passam mais ou menos incólumes, (para já) o pão, o leite, a carne. O costumeiro almoço de fim de semana nos restaurantes, ficará também comprometido. direi mesmo que o regresso em força da «marmita» será &quot;IN&quot; nos tempos mais próximos. Museus, futebol, livros, cinemas... Sobem a electricidade, o gás, com mais 4% a somar ao já efectivo aumento registado em Outubro com a subida do IVA. E não devemos esquecer nem dar de barato, a crescente falta de liquidez da banca nacional. Alarmismo? Não creio. Estarão os nossos depósitos comprometidos? Começo a não duvidar...&lt;br /&gt;Muitos de vós dirão: tanto catastrofismo não ajuda! Nãos se trata disso. Até porque, como já o disse em outros textos, acredito que Portugal tem condições de superar esta crise. Mas temos de ser realistas e encarar com frieza e mente aberta o que nos espera. Deixemos de funcionar como a avestruz, que enterra a cabeça na areia a qualquer susto. Aprendamos antes a ser como a águia, altiva e vigilante. Ou até como a formiga, trabalhadora incansável na busca do amealhar do sustento para os tempos difíceis. Teremos pela frente um ano invernoso, sombrio... Ponhamos de parte a nossa veia de &quot;cigarra&quot;! Já cantamos muito e disso não retiramos proveitos visíveis ou palpáveis.&lt;br /&gt;Há quem diga, os Chineses em grande escala e outros reputados e reconhecidos economistas que crise é, ou pode ser sinónimo de oportunidade. Pois...mas falta saber se a tão propalada distribuição equitativa de meios e proventos, permite a generalização dessa ideia.&lt;br /&gt;Atolados que estamos numa recessão sem fim à vista e numa escalada inflacionista cada vez maior, resta-nos apenas tentar fazer com menos o que antes fazíamos com pouco... VIVER!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Sat, 31 Dec 2011 22:36:24 GMT</pubDate>
  <title>Dissertações- XXX - Feliz Ano Novo!</title>
  <author>João Ricardo Lopes</author>
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  <description>&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt;E pronto!&lt;/h3&gt;
&lt;div id=&quot;post-body-7100736861546928537&quot; class=&quot;post-body entry-content&quot;&gt;
&lt;div&gt;Eis-nos chegados ao fim de mais um ano. Como sempre, mau para alguns, excelente para outros e, na maioria dos casos...mais um ano!&lt;br /&gt;Dizer que 2011 foi um ano como os outros, seria no mínimo uma insanidade. Não foi! Por culpa de quem, o futuro dirá.&lt;br /&gt;Foram muitos os protagonistas que ao longo do ano que ora finda tiveram nas mãos o &quot;poder&quot; de decidir o futuro de muitos... incluindo-se a Eles próprios.&lt;br /&gt;Não penso que seja este o momento de falar, condenar, criticar, apontar o dedo seja a quem for. Muito foi dito, bem ou mal, sobre a situação que vivemos em Portugal , na Europa e no Mundo. muito foi dito. bem ou mal, Em abono ou des-abono dos protagonistas desta triste história.&lt;br /&gt;estamos a menos de duas horas do início de um novo ano. Um ano que não se afigura fácil.&lt;br /&gt;repetidas vezes afirmei, que apenas com muito empenho e trabalho será possível ultrapassar as adversidades que nos esperam. Repetidamente afirmei, e reitero, que não admito que o NOSSO esforço colectivo para  reerguer este nobre e antigo País, seja espoliado por uma ilusão cega de estabilidade.&lt;br /&gt;Portugal tem capacidades. Os portugueses são empreendedores, activos, audaciosos...&lt;br /&gt;Que 2012 seja para todos um ano de realizações.&lt;br /&gt;Continuarei a dar sequência às &quot;Dissertações&quot;, esperando que os que até aqui me acompanharam permaneçam comigo e que outros se juntem a este espaço. Aguardo os vossos comentários diretos e incisivos. As vossas críticas e conselhos. É meu desejo, não o nego, que a página &quot;Dissertações&quot; possa transformar-se num espaço que pretendo seja de diálogo franco e aberto.&lt;br /&gt;Um Bom Ano para todos!&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;João Ricardo Lopes&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Abraveses - Viseu -Portugal&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 27 Dec 2011 21:49:09 GMT</pubDate>
  <title>Dissertações - XXIX - O Futuro é já ali...</title>
  <author>João Ricardo Lopes</author>
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  <description>&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt;Estamos na última semana do ano...a última! Quis o calendário que o mesmo terminasse a um Sábado e o seguinte tenha o seu início num Domingo. Isso é bom!&lt;/h3&gt;
&lt;div id=&quot;post-body-1677341280951164801&quot; class=&quot;post-body entry-content&quot;&gt;
&lt;div&gt;Mas se o ano que ora termina foi difícil, tortuoso, complicado e por maioria de razão não deixa saudades, já o seu sucessor, ainda antes de chegar carrega o rótulo de PÉSSIMO.&lt;br /&gt;E, por muito que isso nos custe- sê-lo- a ! Advinham-se muitas e grandes contestações e convulsões...seja na Europa seja no Mundo. Porque a ganância, a cegueira do lucro fácil, o desbaratar de oportunidades que ao longo das duas últimas décadas proliferou  a isso nos conduziu. O gigantesco polvo expandiu os seus tentáculos e obstruiu toda e qualquer forma de prevenção ou ponderação. Durante anos, apenas o desregulado, incontrolado e nada  real crescimento económico ditou lei. E especulação no imobiliário, a pouca ou nenhuma regulação do sector económico/financeiro dos vários países agora em dificuldades. Quer porque isso não interessava aos poderes instalados, aos lobies especulativos, quer ( o que é manifestamente triste ) por pura incompetência.&lt;br /&gt;No caso português, porque é esse o que primeiro importa analisar, essa &quot;incompetência&quot; foi premiada! Aquele que deveria ter sido o primeiro e mais forte pilar da regulação do sector financeiro, acabou por revelar-se o elo mais fraco. Falhou mas recebeu como prémio a sua deslocalização para a vice-presidência do BCE. Não contesto a sua competência e mérito enquanto profissional.Condeno a ineficácia da sua atuação na fiscalização e prevenção dos graves problemas surgidos. E não podemos, nem devemos assacar culpas à crise internacional. Ela existiu e persistiu até hoje, mas não foi a única responsável. Grassou em Portugal a irascível insensibilidade  e cultura do &quot;país das maravilhas&quot;. Levado ao extremo pelos Governos liderados pelo então Primeiro Ministro José Sócrates. Que pintou de cores alegres uma situação absolutamente negra! Resultado? A inevitabilidade do pedido, tardio, de ajuda financeira externa.&lt;br /&gt;Mas tudo ficou ainda mais difícil, se acaso é possível entender assim, pela falta de entendimento no quadro político português e pela desmedida, e obscena até, ânsia pelo poder. Que ofuscou e cegou algumas mentes. Poder-se- a dizer que era legitima essa aspiração. É verdade! Mas deveria ter imperado uma nova fórmula governativa. Um intervenção mais enérgica e incisiva do PR enquanto mais alto magistrado da nação. Existia um governo oriundo da vitória eleitoral de um partido ( PS ), e o que muitos sectores da sociedade pediam era apenas e só o afastamento de José Sócrates. O PR entendeu privilegiar a via eleitoral, contribuindo assim para um ainda maior atraso no avançar da nossa evolução. Com um acordo negociado mal e à pressa, Portugal viu-se obrigado a cumprir metas orçamentais de dureza extrema, para além de uma cada vez mais notória incapacidade de cumprimento na questão da devolução do dinheiro recebido, (78 mil milhões de euros) que também se sabe já serem, como eram no início, insuficientes. E a carga financeira (JUROS) ...é absolutamente desproporcionada ...direi mesmo ultrajante!&lt;br /&gt;Mas como diz o adágio popular...«uma desgraça nunca vem só» eis que o Governo saído das eleições, logo na primeira intervenção, anuncia mais austeridade... continua depois no mesmo registo...mais cortes, mais dificuldades.. Também incongruências, inconstâncias, indecisões e contradições quezílias desnecessárias...e de per meio, alguma inércia. Mas também áreas de eficácia, empenho, dedicação.&lt;br /&gt;O Mundo continuou a sofrer do abalo criado pela crise financeira de 2008. Na Europa, muito pela inércia e pela vaidade dos vários líderes dos países da União. A aposta clara, que hoje reconhecem ter sido errada, das Agências de Rating na destruição e eliminação física do Euro enquanto moeda única. Incapazes ou sem vontade, os políticos europeus reuniram-se inúmeras vezes, sem que desta catadupa de reuniões surgisse uma definição, uma orientação clara e inequívoca. Em gesto desesperado, em assomo de última oportunidade, crio-use mais uma &quot;abertura&quot;. Ironia das ironias...para decidir só em Março do próximo ano!&lt;br /&gt;Entraremos pois num ano que se prevê « HORRÍBILIS ».&lt;br /&gt;Sabemos todos que apenas com a eliminação das vaidades, dos super-ego , e com muito trabalhos, esforço e empenho, poderemos contornar e ultrapassar as dificuldades que nos esperam. Mas de nada valerá esse nosso esforço se, a cada passo dado para a frente, nos fizerem recuar dois passos para trás.&lt;br /&gt;Ante-vejo , como já disse, muita convulsão social e quiçá violenta. Que as dificuldades que trespassarão empresas e famílias, possa originar situações de desespero extremo.&lt;br /&gt;Mas certamente haverá algo de bom no ano que se aproxima. cabe a cada um de nós ser o quê e quando sucederá.&lt;br /&gt;Desejo a todos quantos acedem a estes mal alinhados comentários, aos quais tentarei dar ainda mais ênfase   que o ano de 2012 decorra dentro das sua melhores perspectivas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O FUTURO É JÁ ALI!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Bom Ano de 2012 !&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;João Ricardo Lopes&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Tue, 20 Dec 2011 23:02:25 GMT</pubDate>
  <title>Dissertações - XXVIII - Esperança Precisa-se (2ªparte)</title>
  <author>João Ricardo Lopes</author>
  <link>http://jrlviseu.blogs.sapo.pt/61606.html</link>
  <description>&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt;« ... os inúmeros, e direi mesmo, inconcebíveis sacrifícios pedidos à população, visam apenas e só o mostrar-se aos olhos dos outros, esquecendo o sentimento perverso que provoca. A desumanidade acrescida... a insensibilidade atroz! Bem sei que são inúmeras as dificuldades. Bem sei que, eu próprio, clamei neste espaço e já por muitas vezes, que se falasse verdade. Que, apesar das consequências, fosse dada toda a informação possível aos que mais diretamente sofrem com tão grave crise. Mas nunca disse, nunca partilhei o seguidismo e a cegueira. E muito menos que fossem transformados em LEI ! »&lt;/h3&gt;
&lt;div id=&quot;post-body-4002125011618925340&quot; class=&quot;post-body entry-content&quot;&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;Inicio esta segunda parte das &quot;Dissertações&quot; como terminei a primeira. Faço-o porque quero deixar bem clara a minha posição.&lt;br /&gt;Se posso compreender as dificuldades que o atual Governo enfrenta (bem como os seu congéneres europeus) para levar a acabo a difícil tarefa de recuperar a economia portuguesa e honrar compromissos assumidos internacionalmente, o mesmo não posso dizer sobre a forma como nos são impostas tão terríveis agruras.&lt;br /&gt;Olhados que somos pelos que detêm a prerrogativa de gerir os nossos destinos como meros números...meros contribuintes, sobressai a  falta de um espírito combativo, não anárquico, que pudesse de alguma forma trazer a razão e a luz aos governantes. Que os fizesse perceber o óbvio... Que não existe progresso económico com restrições e entraves à atividade produtiva! Que não existe crescimento quando a retracção se torna obsessão. Que não existe confiança quando tudo nos é prometido e nada nos é dado. Que não existe forma de comprar ou vender se não existir dinheiro disponível. Que não existe  forma de proteger  e promover o emprego, se às empresas é aumentada cada vez mais a carga fiscal  que é já insustentável e intolerável. Que não existe forma de gerar confiança no sector produtivo, quando aqueles que deveriam ser o pilar da sustentação financeira fecham todas as portas do acesso ao crédito, pese embora, todas as ajudas e protecções de que dispõem.                &lt;br /&gt;Mas a doença de que enferma a nossa economia vem já de muito longe...é crónica!&lt;br /&gt;E tudo se complica e agudiza, quando assistimos a um &quot;prestar vassalagem&quot; despudorado e nada contido. Quando se permite (falo dos vários Países da UE) que os destinos do espaço Europeu, seja orientado, ditado, apenas e só por dois Governos num universo de 27. Quando a subserviência sobrepõe-se às vontades e liberdades individuais e colectivas. Quando, utópico ou não, vemos desvanecer-se o sonho de uma Europa unida, forte e próspera. Quando, cimeira após cimeira, nada se decide. Quando cimeira após cimeira, os líderes europeus nada resolvem , embora tudo ou quase se discuta. Quando, como já referi, as lideranças baixem a cabeça à passagem dos &quot;poderosos&quot; e nada contestem...&lt;br /&gt;Que diabo! Será que todos os países da Europa, excluindo Alemanha e França (que sabemos já não estão assim tão tranquilos), estão arruinados e dependentes? Será que todos os países da Europa entregaram numa salva de prata a sua soberania (como os chamados periféricos...Portugal incluído) às mãos da Senhora Merkel e do Senhor Sarcosy? Será que os Governos de Alemanha ou França conhecem mais da realidade de cada País do que os próprios Governos? Será que nada mais nos resta do que aceitar cabisbaixos todas as Imposições? Não creio...não quero acreditar nisso!&lt;br /&gt;O ano que está prestes a iniciar, afigura-se de uma dureza extrema para todos. Poucos serão os que conseguirão, em maior ou menos grau, fugir a esse drama. Ante-vejo uma enormíssima série de conflitos e uma convulsão social elevadíssima. Não me espantaria que dentro em breve ouçamos falar de um número assustador de suicídios, roubos de géneros alimentícios, despedimentos em massa, de falências em série e muitas outras &quot;desgraças&quot;...&lt;br /&gt;Ouço, ouvimos todos, todos os dias,&quot;doutos comentadores&quot; dizer o que pensam. Ouvimos os que apoiam o Governo, os que são contra e, pasme-se, até os que saltitam de um lado para o outro conforme a sua conveniência. Corrijam-me: alguém ouve da parte destes &quot;sábios&quot; propostas concretas e válidas para a resolução dos problemas? Claro que não! Se tal sucedesse...lá se iam os empregos. E acrescento: deixem  de chamar sempre os mesmos e dêem a outros, não menos capazes, a oportunidade de FALAR!&lt;br /&gt;Termino com um apelo. Feito a todos os que tenham ainda uma réstia de esperança.&lt;br /&gt;Combatamos, sem violência, as atrocidades que nos impõem. Saibamos, sem hipotecar o futuro, dizer Não! Sejamos mensageiros da boa nova e não profetas da desgraça.&lt;br /&gt;Saibamos todos, num só pensamento, construir a esperança...precisamos todos dela!&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Mon, 19 Dec 2011 23:51:48 GMT</pubDate>
  <title>Dissertações - XXVIII - Esperança...Precisa-se! ( parte 1 )</title>
  <author>João Ricardo Lopes</author>
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  <description>&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt; &lt;/h3&gt;
&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt;Poderia, com toda a naturalidade e sentido de época, escrever sobre o Natal. Os sentimentos e espírito que a quadra  envolve, e por aí fora... mas não consigo!&lt;/h3&gt;
&lt;div id=&quot;post-body-282631601906677155&quot; class=&quot;post-body entry-content&quot;&gt;
&lt;div&gt;Não consigo, porque choca-me tudo quanto se tem passado neste país nos últimos anos.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Não consigo, porque o caminhos seguido pelos governantes que  passaram por aqui na última década foram um desastre.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Não consigo, porque  o ano de 2011 foi uma catastrófica perda de tempo.&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Não consigo, porque sempre me foi dito que devemos aprender com os erros e, sinceramente, não vi que isso tivesse sido apreendido pela nossa atual classe política (Governo).&lt;/div&gt;
&lt;div&gt;Não consigo, porque depois de um (des) governo encabeçado por um Primeiro Ministro teimoso, vaidoso, autoritário...que deixou cair Portugal num abismo quase sem fundo, surgiu um outro que demonstra a saciedade toda a impreparação, insensibilidade e vulnerabilidade. Um Governo encabeçado agora por um político feito à pressa. Que disse várias vezes não aumentar impostos e, logo na primeira intervenção, decretou o corte dos subsídios de Natal e Férias. Que repetiu à exaustão reduzir A carga contributiva das empresas (vulgo TSU) e renunciou à promessa tantas vezes repetida, logo que a pressão dos &quot;lobies&quot; o exigiu.É certo que tal medida tornar-se-ia perversa, pois que da TSU depende diretamente o financiamento da Segurança Social.  Por um político que foi mais longe do que aquilo que nos era imposto por um acordo mal feito e que sempre disse não ser obra sua, mas que, em nome de um  pretenso patriotismo, prontamente subscreveu e aprimorou-se na implementação das medidas agravando-as sem olhar para o lado.&lt;br /&gt;Quis e quer ser o melhor aluno de uma turma de indisciplinados. Quis e quer ser o mais bajulador de todos, pois sabe que só assim escapará à exclusão e à reprovação. Quis e quer tudo o que cegamente nos impõe, pois que dentro do seu próprio partido não controla os que o querem &quot;derreter&quot;...lenta e cuidadosamente.&lt;br /&gt;Não consigo, porque é incompreensível que um Governo que se diz preocupado com o problema, grave, do desemprego, nada faça para o contrariar e ainda por cima, como se de um alívio se trate, convida aqueles que prejudica, ao êxodo! À fuga para o desconhecido... Um político que, eleito por alguns e mandatado para promover a mudança positiva que a todos interessa, não pode de forma alguma Abrir a porta  e dizer: saiam se fazem favor!&lt;br /&gt;É tempo de dizer Basta! É tempo de, mesmo os que como eu apoiam um dos partidos da coligação governamental, (que sempre entendi não dever existir - antes e só um apoio parlamentar) desenterrarmos a cabeça da areia (onde manifestamente e desde sempre não me incluo) e pormos um ponto final na degradação das nossa vidas.&lt;br /&gt;Não consigo, porque não posso pactuar com políticas que promovem a estagnação económica. Impedem a normal e necessária proliferação de empresas. A normal e necessária evolução dos mercados e a consequente e tão premente criação de empregos. Não consigo, porque os inúmeros, e direi mesmo, inconcebíveis sacrifícios pedidos à população, visam apenas e só o mostrar-se aos olhos dos outros, esquecendo o sentimento perverso que provoca. A desumanidade acrescida. A insensibilidade atroz! Bem sei que são inúmeras as dificuldades. Bem sei que, eu próprio, clamei neste espaço e já por muitas vezes, que se falasse verdade. Que, apesar das consequências, fosse dada toda a informação possível aos que mais diretamente sofrem com tão grave crise. Mas nunca disse, nunca partilhei o seguidismo e a cegueira. E muito menos que fossem transformados em LEI !&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;</description>
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  <pubDate>Thu, 01 Dec 2011 22:56:37 GMT</pubDate>
  <title>Dissertações - XXVI - Ano Novo...Problemas Velhos!</title>
  <author>João Ricardo Lopes</author>
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  <description>&lt;h3 class=&quot;post-title entry-title&quot;&gt;&lt;span class=&quot;Apple-style-span&quot; style=&quot;font-size: 12px; font-weight: normal;&quot;&gt;Acentua-se cada vez mais a eventualidade ( que já considero certeza) do fim da Zona Euro tal como está organizada. Numa palavra, o fim do Euro. Moeda que se pretendeu ÚNICA mas que numa União Europeia com 27 Estados membros, apenas o é em 17 e, mesmo aí, sente-se já a necessidade de clarificar posições e/ou permanências.&lt;/span&gt;&lt;/h3&gt;
&lt;div id=&quot;post-body-2652123067807411362&quot; class=&quot;post-body entry-content&quot;&gt;
&lt;div&gt;&lt;br /&gt;A crise financeira mundial, que teve o seu apogeu em 2008 com a falência do Lheman Brothers, apanhou desprevenida uma Europa sonhadora...preocupada com os seus pequenos negócios... onde, os Países que a compõem, viviam acima das suas possibilidades, muito para lá do aceitável, do razoável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E tudo advém de anos consecutivos em que se fomentou a utópica ideia de que a sonhada criação dos «Estados Unidos da Europa» pudessem suplantar os outros...os originais! Mas como seria isso possível, se o entendimento entre Estados é incipiente ou mesmo inexistente? Foram abolidas fronteiras terrestres, físicas, mas não as fronteiras mentais... Essas, permanecem ativas e cada vez mais vincadas. O crivo seletivo a que o eixo Franco /Alemão sujeita os países chamados periféricos, vira-se agora para o centro da vaidosa Europa. da mesma Europa que ao longo de séculos sempre resolveu de modo agreste os seu problemas, mas que vê agora a sua ideia unificadora sujeita a uma agonia lenta e dolorosa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E poderemos falar também do &quot;sonho&quot; de domínio de todo o espaço europeu por parte de Alemães e Franceses. Sendo que, no caso dos últimos, foi-lhes estendida a passadeira vermelha a caminho da desgraça financeira ao que se vai sabendo. Mas também a Alemanha. Corretamente apelidada, até aqui, de motor económico da Europa, vê-se agora, também Ela, aproximar-se com passada larga o espectro da crise interna que alguns procuram esconder, mas que a maioria  sabe ser verdadeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinceramente, de todas as análises que tenho feito na minha insípida sapiência financeira, não consigo descortinar da utilidade ou não da continuidade do Euro enquanto moeda única. Ou se o regresso às moedas nacionais seria ou não mais benéfica, mantendo-se o Euro apenas e só como moeda comercial e competindo diretamente com o Dólar. Também fica difícil perceber que, sendo a União Europeia composta por 27 países, apenas dezassete  façam parte da zona euro. Bem sei que existem critérios para essa admissão. Mas, vê-se agora, serão estes critérios assim tão corretos? Tão precisos? e, acima de tudo, tão fiáveis? Não me parece de todo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Resta portanto saber, tentar compreender, até que ponto toda esta convulsão económico / financeira, esta &quot;guerra&quot; dos mercados, a pressão constante e os ferozes ataques às economias menos apetrechadas. Resta portanto saber, até quando vaio Euro resistir!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizia-se, a algumas semanas atrás, que a Grécia entraria em &quot;default&quot; no final do corrente ano. Assim não sucedeu, pois que &quot;valores mais altos&quot; sobrepuseram-se a tal desfecho - pelo menos para já-. Itália, embora o FMI desminta, prepara-se para solicitar auxílio financeiro, depois do solicitado apoio técnico. Outros países europeus, Espanha, Bélgica, Hungria, e mesmo a França, estão em sérias dificuldades. Ante-vejo um Natal agitado para alguns líderes e um Fim de Ano com poucos motivos de comemoração. Não sei se não será ocaso de começarmos a reaprender a fazer conversão de moeda...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A minha sugestão, é voltarmos ao tempo dos Patacos!&lt;/div&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</description>
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