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  <title>KritiCinema</title>
  <subtitle>RJ</subtitle>
  <author>
    <name>RJ</name>
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  <updated>2012-08-09T21:44:02Z</updated>
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    <issued>2012-08-09T21:49:32</issued>
    <title>Os X-Men regressam ao futuro</title>
    <published>2012-08-09T21:44:02Z</published>
    <updated>2012-08-09T21:44:02Z</updated>
    <category term="expectativas"/>
    <category term="notícias"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://img811.imageshack.us/img811/1121/jennifermystique2.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;E que tal o seguinte &lt;em&gt;cocktail&lt;/em&gt;, para uma sequela épica: X-Men + "&lt;strong&gt;Back to the Future&lt;/strong&gt;" + "&lt;strong&gt;The Terminator&lt;/strong&gt;"?&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Foi recentemente confirmado por &lt;strong&gt;Bryan Singer&lt;/strong&gt; que a sequela do "&lt;strong&gt;X-Men: First Class&lt;/strong&gt;" se chamará "&lt;strong&gt;X-Men: Days of Future Past&lt;/strong&gt;". &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Prevê-se pois, que se vá basear na história "Days of Future Past", uma das mais populares histórias dos mutantes. A história envolve uma viagem no tempo, levada a cabo para evitar um futuro apocalíptico onde os mutantes são perseguidos, a equipa dos X-Men foi aniquilada quase na totalidade, e o mundo é ameaçado por uma guerra nuclear.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Parece-me uma excelente base para a sequela, que pode oferecer algo tão ou mais original que o "First Class". Com algumas subsituições que adaptem a história às personagens do primeiro filme (como ser o &lt;em&gt;Charles Xavier&lt;/em&gt; a viajar no tempo, por exemplo), e algumas aparições de personagens da primeira trilogia, o mecanismo da viagem no tempo pode inclusivé harmonizar a continuidade do universo X-Men, e criar uma maior ligação entre estes novos filmes e os anteriores.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ah, e depois temos os famosos robôs-gigantes-caçadores-de-mutantes, os &lt;em&gt;Sentinelas&lt;/em&gt; (que tiveram um &lt;em&gt;cameo&lt;/em&gt; no "&lt;strong&gt;X-Men: The Last Stand&lt;/strong&gt;", a provocar caos no futuro. Em relação a isso, pensem no Juízo Final do "The Terminator" com exterminadores do tamanho de prédios.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A Empire tem um artigo com sugestões e previsões do que poderá sair daqui que, caso sejam fãs destas coisas, merece uma &lt;a href="http://www.empireonline.com/features/days-of-future-past"&gt;leitura&lt;/a&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <id>urn:lj:blogs.sapo.pt:atom1:kriticinema:218798</id>
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    <issued>2012-08-07T22:31:07</issued>
    <title>O "nada fantástico" Homem-Aranha</title>
    <published>2012-08-07T23:38:53Z</published>
    <updated>2012-08-07T23:48:34Z</updated>
    <category term="críticas"/>
    <category term="filmes de 2012"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;img style="border: 0 none;" src="http://img402.imageshack.us/img402/1700/amazingspiderman2w.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Spider-Man&lt;/strong&gt;: Ahem, you know, if you're going to steal cars, don't dress like a car thief. &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Car Thief&lt;/strong&gt;: You a cop? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Spider-Man&lt;/strong&gt;: You seriously think I'm a cop in a skintight red and blue suit?&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Este artigo contém &lt;em&gt;spoilers&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Devo confessar desde já que sou fã do Homem-Aranha. Fã da personagem, não um especialista nos &lt;em&gt;comics&lt;/em&gt;. Desde os tempos de criança em que me levantava cedo para ver os desenhos-animados do Homem-Aranha na SIC, que fiquei fascinado por este herói.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Estive sempre céptico em relação a este &lt;em&gt;reboot&lt;/em&gt;. Contudo, &lt;strong&gt;Andrew Garfield&lt;/strong&gt; até me pareceu uma boa escolha quando foi anunciado para o papel. É por isso uma pena que o filme faça uma interpretação ridícula do Peter Parker e das suas motivações.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ao longo do filme, nunca consegui identificar naquele Peter Parker, o Peter Parker. Não tenho nada contra adaptar a personagem à actualidade, mas aquele ar de &lt;em&gt;skater&lt;/em&gt; e adolescente frustrado (&lt;em&gt;emo&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;hipster&lt;/em&gt;, ou seja lá o que for), não é o Peter Parker. A personalidade frustrada enraizada na perda dos pais, acaba por conduzir a uma representação errada daquilo que é a personagem.  Não só lhe dá ainda mais negatividade à partida,  como ainda coloca o trabalho de cientista do pai como estando na origem dos poderes de Peter, e parte da mística da origem deste super-herói é o facto de o incidente que lhe dá poderes ser obra do acaso.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Parece que com o êxito do "&lt;strong&gt;The Dark Knight&lt;/strong&gt;" queriam fazer do Peter uma espécie de Bruce Wayne adolescente, e acabam por deixar que isso contamine tudo. A parte supostamente mais cómica do Aranha é outro desperdício, e acaba por parecer um pouco fora do contexto dada a frustração constante que o Peter transmite.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Depois, vem o aspecto crucial na base moral da personagem, a relação com os tios. Se esta já é pobre ao início, e a coisa só piora com a morte do tio. A morte do tio Ben é o momento fundador do Homem-Aranha, e é ridicularizada pelo filme. O tio Ben é morto porque Peter faz uma birra por não ter dinheiro suficiente para comprar um leite com chocolate. A sério?!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E ainda piora. Depois da morte do tio, Peter decide de facto começar a combater o crime como Homem-Aranha. Mas em vez de assumir a sua responsabilidade, decide perseguir apenas os criminosos que correspondem à descrição do assassíno do tio, para obter vingança. Quererá isto dizer que se visse alguém a roubar as compras a uma velhinha não a ajudaria a menos que o ladrão correspondesse à descrição?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A relação com a tia May é igualmente ridícula. Só apetece dar umas boas chapadas a este Peter pelo desprezo que lhe dá.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Este Homem-Aranha não podia ter menos de fantástico. Não é mais do que um miúdo frustrado com défice de maturidade.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Pelo meio há uma relação amorosa com a icónica Gwen Stacy, que não consegue mais do que causar embaraço ao espectador. Li algures que o filme tinha diálogos brilhantes e uma relação muito real entre eles os dois. Não me pareceu nada por aí além e não chamaria à tolice daquele diálogo do cacau algo brilhante. Secalhar tenho é de dar um desconto, porque esta Gwen deve ser muito mais inteligente do que eu, pois com apenas 17 anos já é a estagiária de topo no maior laboratório do mundo...&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Gwen nunca é mais do que uma miúda com uma paixoneta, e uma paixoneta que tem pouco de real. Até nos momentos mais dramáticos, como depois de Peter estar envolvido no incidente que acaba por provocar a morte do pai de Gwen, ela nunca considera afastar-se de Peter. Aranha, estás à vontade, podes envolvê-la e à família dela em todos os esquemas maléficos de todos os vilões, que ela nunca se irá sentir incomodada!&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Homem-Aranha tinha inevitavelmente de voltar ao grande ecrã, e isto é o mais triste exemplo de uma oportunidade perdida. Já tinhamos a base da personagem tão bem estabelecida, por isso, e se em vez de fazer voltar tudo para trás, tivessem feito a personagem evoluir? Agarrando por exemplo numa fase dos &lt;em&gt;comics&lt;/em&gt; de que gosto bastante, o Peter Parker professor de liceu dos anos de &lt;strong&gt;J. Michael Straczynski&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;John Romita Jr.&lt;/strong&gt;? Ora aí está algo que pode revitalizar realmente o Homem-Aranha no grande ecrã.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Fica para o próximo &lt;em&gt;reboot&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;strong&gt;6/10&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-06-21T18:34:53</issued>
    <title>I'll be back</title>
    <published>2012-06-21T17:48:17Z</published>
    <updated>2012-06-21T17:48:17Z</updated>
    <category term="avisos"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;img style="border: 0 none;" src="http://img801.imageshack.us/img801/5850/terminatorcool.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Há quanto tempo...&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Este blog entrou em estado de hibernação por motivos pessoais, mas não perdi a vontade de voltar cá. Porque a paixão por Cinema, essa nunca hibernou.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Contudo, tudo muda, e o KritiCinema vai entrar em metamorfose, para se converter num espaço um pouco diferente. Os posts serão também eles diferentes, para que possa adequar melhor o gosto de partilhar modestos pensamentos sobre Cinema, com as exigências da vida pessoal, que crescem a cada dia que passa.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Vai ser uma metamorfose feita com calma. Aquilo em que o KritiCinema se transformará vai ser construído progressivamente, um dia de cada vez, e nunca feito por obrigação. Escrever aqui terá sempre de partir de um genuíno desejo de partilhar um imenso gosto por Cinema, e é por esse desejo de partilha nunca me ter deixado, que resolvo regressar.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Portanto, permitam-me que comece a dar uma volta pela casa, a ver as arrumações que precisam de ser feitas...&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-02-26T15:14:23</issued>
    <title>It's that time of the year again...</title>
    <published>2012-02-26T20:10:06Z</published>
    <updated>2012-02-26T21:01:48Z</updated>
    <category term="oscars"/>
    <category term="previsões"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://img715.imageshack.us/img715/5673/oscarsanniehall.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A noite de Oscars! Amem-na ou odeiem-na, ninguém resiste a falar sobre ela. Sim, são sobrevalorizados, mas nós que adoramos Cinema não conseguimos resistir a gostar pelo menos um pouco, desta noite.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Todas as paixões precisam do seu momento de celebração e este é o nosso. Mesmo que os filmes que achamos que deviam ganhar nem estejam nomeados (se o universo fosse justo, "&lt;strong&gt;Drive&lt;/strong&gt;" devia ganhar pelo menos uns cinco Oscars), e que a escolha dos vencedores esteja recheada de jogos de bastidores, é aquele momento do ano em que a nossa arte de eleição é transportada para as luzes da ribalta, e gostamos disso.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Adoramos tanto dizer mal dos Oscars como adoramos ficar contentes no dia a seguir, quando quem queríamos que ganhasse até ganhou. E por muitos filmes que tenham ficado injustiçados, existem sempre aquelas vitórias que quanto a nós, não podiam ter sido mais merecidas, (a minha é a do "&lt;strong&gt;The Lord of the Rings: The Return of the King&lt;/strong&gt;"). O fundamental parece-me ser que, não há problema em celebrar um pouco os Oscars, desde que não os levemos demasiado a sério.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Portanto, aqui vai mais uma lista de previsões e considerações, a acrescentar aos milhões que circulam hoje nessa Internet:&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Melhor Actor Secundário&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Christopher Plummer&lt;/strong&gt; - "&lt;strong&gt;Beginners&lt;/strong&gt;"&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Gostei bastante do "Beginners", é um filme fofo e invulgarmente honesto quanto ao tópico das relações humanas. A vitória de Christopher Plummer é uma boa maneira de premiar não só um grande actor que nunca ganhou um Oscar, como mais um daqueles pequenos grandes filmes que escapam ao "grande público".&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Melhor Actriz Secundária&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Octavia Spencer&lt;/strong&gt; - "&lt;strong&gt;The Help&lt;/strong&gt;"&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Devia ganhar&lt;/em&gt;: &lt;strong&gt;Bérénice Bejo&lt;/strong&gt; - "&lt;strong&gt;The Artist&lt;/strong&gt;"&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não vi o popular "The Help", mas com os anos '60 a estarem bastante na moda e a questão do racismo no centro da história, parece-me que Octavia Spencer tem boas hipóteses. E é também para ela que apontam a maioria das previsões.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas ei, adorei o "The Artist" e gostava bastante de ver a até agora desconhecida Bérénice Bejo, levar a estatueta, por ter captado tão bem o &lt;em&gt;glamour&lt;/em&gt; das estrelas de outros tempos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Melhor Actor Principal&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Jean Dujardin&lt;/strong&gt; - "&lt;strong&gt;The Artist&lt;/strong&gt;"&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Devia ganhar&lt;/em&gt;: &lt;strong&gt;Gary Oldman&lt;/strong&gt; - "&lt;strong&gt;Tinker Tailor Soldier Spy&lt;/strong&gt;"&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Aposto em Dujardin, mas confesso que estou dividido entre ele e Gary Oldman na categoria do "devia ganhar". Dujardin faz uma interpretação fabulosa que parece ter sido trazida até nós por meio de alguma máquina do tempo, mas grande parte de mim está a torcer por Oldman.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;"Tinker Tailor Soldier Spy" é uma obra-prima e um filme de actores com ritmo adulto, o que começa a ser cada vez mais raro. A ausência do filme nas nomeações a Melhor Filme e Melhor Realizador é, a par da ausência de "Drive" (que sempre tem o desconto de ser filme de culto), a grande injustiça deste ano para mim. Dar o Oscar a Oldman daria um reconhecimento ao filme que é mais do que merecido, e coroaria um actor lendário por um dos melhores papéis da sua carreira. Isto é bem mais feliz do que darem-lhe o Oscar por um papel menor daqui a uns anos, ou não lhe darem um Oscar de todo e tentarem compensar esse erro com um "prémio de carreira" ou algo do género.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Melhor Actriz Principal&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Viola Davis&lt;/strong&gt; - "&lt;strong&gt;The Help&lt;/strong&gt;"&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Devia ganhar&lt;/em&gt;: &lt;strong&gt;Michelle Williams&lt;/strong&gt; - "&lt;strong&gt;My Week with Marilyn&lt;/strong&gt;"&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Lá está, não vi "The Help" mas tudo indica que será uma luta entre &lt;strong&gt;Meryl Streep&lt;/strong&gt; e Viola Davis. Davis parece-me ter hipóteses pelos mesmos motivos que Octavia Spencer, e por já ter sido nomeada a um Oscar anteriormente (curiosamente, por "&lt;strong&gt;Doubt&lt;/strong&gt;" em que contracenou com Streep). Meryl Streep tem a favor dela o facto de ser a Meryl Streep, mas tem como contras, ninguém gostar da &lt;strong&gt;Margaret Thatcher&lt;/strong&gt; e ninguém ter gostado muito do seu filme.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Pessoalmente, gostava que ganhasse Michelle Williams. Já foi nomeada, e gostei muito da sua interpretação da icónica &lt;strong&gt;Marilyn Monroe&lt;/strong&gt;. Interpretar quem é talvez a mulher mais icónica do Cinema da forma extraordinária como Williams o fez, é bem merecedor de um Oscar.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Melhor Realizador&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Michael Hazanavicius&lt;/strong&gt; - "&lt;strong&gt;The Artist&lt;/strong&gt;"&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Devia ganhar&lt;/em&gt;: &lt;strong&gt;Martin Scorsese&lt;/strong&gt; - "&lt;strong&gt;Hugo&lt;/strong&gt;"&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Apaixonei-me por ambos os filmes, e formam um parelelo muito interessante. Se "The Artist" redescobre uma técnica quase esquecida, "Hugo" é uma carta de amor ao passado a mostrar o caminho certo para o futuro.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Dividir os Oscars de Melhor Filme e Melhor Realizador entre os dois filmes parece-me ser a forma ideal de fazer justiça a duas obras igualmente belas. Para mim, devia caber a Martin Scorsese a honra de Melhor Realizador, porque continua a precisar de mais Oscars, fez o primeiro uso do 3D que justificou o uso do 3D, e criou com este, algumas das imagens mais belas que me lembro de ver no grande ecrã.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;Melhor Filme&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;"&lt;strong&gt;The Artist&lt;/strong&gt;"&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É o que todo o mundo espera, e parece-me mais do que merecido. "The Artist" é um queridinho da crítica que merece ser um queridinho da crítica. É mesmo, mas mesmo um momento mágico de Cinema, e ainda por cima, um que há uns anos atrás, ninguém esperaria ver chegar ao grande ecrã.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Numa altura de tanta inovação, deu-nos a oportunidade de relembrar um Cinema que nunca deveremos esquecer.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-02-19T19:42:41</issued>
    <title>Afinal o "Hugo" não é um filme para crianças</title>
    <published>2012-02-20T00:45:20Z</published>
    <updated>2012-02-20T00:45:20Z</updated>
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    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;img style="border: 0px;" src="http://img689.imageshack.us/img689/5185/hugocinemamagic2.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;"&lt;strong&gt;Hugo&lt;/strong&gt;", como toda a gente já sabe, é o primeiro filme de família de &lt;strong&gt;Martin Scorsese&lt;/strong&gt;. Mas dizer que é um filme de família não é o mesmo que dizer que é um filme que serve para "despejar" os filhos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Se outrora qualquer criança perdia o pio com o que via no ecrã (coisa que o próprio filme de Scorsese mostra), hoje, para quem foi educado à frente da televisão, o Filme já não reserva o mesmo mistério.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Fui obrigado a assistir a "Hugo", um momento de Cinema verdadeiramente mágico, com um bando de crianças intoleravelmente irritantes na faixa dos 7/8 anos na fila de trás, que ao que tudo indicava, lá está, tinham sido despejadas na sala para darem sossego aos pais. E por mais que os adultos que as rodeavam as mandassem calar, de nada servia.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;"Hugo" é um filme que pode ser visto e até adorado por crianças, mas têm de ser crianças que recebam o mínimo de educação em casa e que vejam o mínimo de encanto no Cinema, e o que o Cinema é na imaginação de uma criança está sem dúvida a mudar.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O filme tem crianças como protagonistas, mas tem um ritmo de adultos e uma história que não apela a qualquer criança, mas sim a um tipo muito específico de crianças, crianças que não vêem o Passado como um sítio entediante e que não reagem com repulsa aos "filmes velhos". Porque esta é uma história de nostalgia, sobre o início do Cinema, integrada na viagem de um rapaz orfão que quer descobrir o seu lugar no mundo e que pelo caminho tem de ajudar um homem a redescobrir o seu. É mais uma viagem emocional do que uma montanha-russa cheia de luzes fluorescentes e explosões.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A todas as famílias que estejam por aí: estejam conscientes de que não é a típica história familiar que passa na televisão aos domingos à tarde. Não deixem crianças que não têm respeito pelos mais velhos na sala de Cinema, como se esta fosse uma jaula que as pode conter durante umas horas de modo a poderem ver as montras. Enquanto têm o vosso sossego, lá se vai o sossego de quem pagou, e bem, para apreciar um filme.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mostrem esta pérola a crianças, mas a crianças que ainda sabem apreciar o encanto dos filmes que encantam, e que respeitam o encanto dos outros.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Em total oposição ao que me aconteceu ao ver este "Hugo", quando fui ver o "&lt;strong&gt;The Artist&lt;/strong&gt;", tive uma bela surpresa. O público consistia maioritariamente em adultos, o que não surpreende, e a visualização decorreu em silêncio absoluto (tirando os risos nas cenas do cão, claro), um silêncio de admiração e respeito pelo filme. E eu estava tão surpreendido por aquele silêncio, tão surpreendido por não ter ouvido ninguém gritar "O quê? Isto é mudo?!" ao fim de dez minutos, que só quando chegou o intervalo é que reparei que estava um casal com dois filhos, uma rapariga que devia ter à volta de treze anos e um rapaz de uns oito, duas ou três filas à frente de mim. A criança estava a assistir àquele filme mudo a preto e branco num estado de admiração tal, que eu nem tinha dado pela sua presença!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;À saída da sala, quando a mãe perguntou ao filho  se ele tinha gostado, ele respondeu-lhe que tinha adorado. Basta dizer que saí do Cinema tão deliciado com aquela reacção como com o próprio filme.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É destas excepções que dependem as gerações.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-02-04T20:38:09</issued>
    <title>E se não há palavras, há música</title>
    <published>2012-02-04T21:59:33Z</published>
    <updated>2012-02-04T22:06:45Z</updated>
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    <content type="html">&lt;div class="saportecontainer saportepreserve" style="text-align: center;"&gt;&lt;iframe src="http://www.youtube.com/embed/onnJjEc4jWQ" width="560" height="315" frameborder="0"&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Quando não há palavras, usam-se as imagens e a música. Não receie quem teme pelo facto de faltarem palavras para descrever "&lt;strong&gt;The Artist&lt;/strong&gt;", porque a música do filme não o podia descrever melhor.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-02-04T20:21:46</issued>
    <title>Não há palavras que o descrevam</title>
    <published>2012-02-04T20:36:30Z</published>
    <updated>2012-02-04T20:36:30Z</updated>
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    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://img854.imageshack.us/img854/7165/artistberenicebejo.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Corram imediatamente para o cinema! "&lt;strong&gt;The Artist&lt;/strong&gt;" é um dos grandes eventos cinematográficos do nosso tempo, possivelmente O maior evento cinematográfico da década!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Corram, porque irão lamentar se não o virem no grande ecrã, quando daqui a uns anos os vossos netos vos perguntarem "como foi, quando o "The Artist" estreou?".&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Trata-se de autêntica beleza cinematográfica, daquela beleza cinematográfica que só um regresso ao passado nos podia proporcionar.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Por um fim-de-semana, deixem de lado os filmes-pipoca e voltem a tratar a sala de cinema como um santuário, por favor. É essa beleza que este filme traz de volta, é essa admiração que este filme merece.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2012-02-04T19:40:38</issued>
    <title>Drivers</title>
    <published>2012-02-04T20:06:42Z</published>
    <updated>2012-02-04T20:09:51Z</updated>
    <category term="posters"/>
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    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://img825.imageshack.us/img825/5729/taxidriverclassic.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://img13.imageshack.us/img13/3094/driveposter4.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;"&lt;strong&gt;Drive&lt;/strong&gt;", apesar de ter uma identidade própria que o destaca entre tudo o que já vi na minha vida, tem influências claras. Lembra uma fusão entre "&lt;strong&gt;Pulp Fiction&lt;/strong&gt;" e "&lt;strong&gt;Taxi Driver&lt;/strong&gt;". As vibrações &lt;em&gt;pulp&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;cool&lt;/em&gt;, aliadas a um silêncio que vale por mil palavras (muito diferentes dos fala-baratos de &lt;strong&gt;Quentin Tarantino&lt;/strong&gt;), de heróis solitários que se movimentam nas sombras de grandes cidades (no filme de &lt;strong&gt;Martin Scorsese&lt;/strong&gt; é Nova Iorque, no de &lt;strong&gt;Nicolas Winding Refn&lt;/strong&gt; é Los Angeles), com o seu próprio código de valores. São cavaleiros honrados de contos medievais cujos castelos passaram a ser os arranha-céus banhados pelas luzes de &lt;em&gt;neon&lt;/em&gt;, e que substituíram o cavalo pelo carro, dominando a condução com a mesma destreza com que dominavam a espada.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;No mundo urbano contrário aos seus valores, lutam pela sobrevivência sem nunca abandonarem o caminho da sua justiça muito própria, que os obriga a socorrer as donzelas colocadas em perigo, não por grandes senhores feudais ou dragões, mas pelos monstros que espreitam nos becos das nossas ruas. Socorrem quer sejam meninas a quem foi roubada uma existência inocente como a &lt;strong&gt;Jodie Foster&lt;/strong&gt; salva por &lt;strong&gt;Robert De Niro&lt;/strong&gt;, ou a mãe empenhada em afastar o filho do crime, interpretada por &lt;strong&gt;Carey Mulligan&lt;/strong&gt; e salva por &lt;strong&gt;Ryan Gosling&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E temos ainda um actor a ligar ambos os filmes, o injustamente ignorado nos Óscares, &lt;strong&gt;Albert Brooks&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É obra, criar um "Pulp Fiction"-"Taxi Driver" para a segunda década dos anos 2000, e ainda assim, cá está ele.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-12-22T00:00:40</issued>
    <title>O Natal chegou mais cedo</title>
    <published>2011-12-22T01:03:55Z</published>
    <updated>2011-12-22T01:55:51Z</updated>
    <category term="expectativas"/>
    <category term="trailers"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://img714.imageshack.us/img714/5342/hobbitbilbo.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Demorei pelo menos umas duas horas a acreditar que era mesmo verdade, mas é verdade. Não havia prenda de Natal melhor do que o &lt;em&gt;trailer&lt;/em&gt; do "&lt;strong&gt;The Hobbit: An Unexpected Journey&lt;/strong&gt;", e &lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=G0k3kHtyoqc&amp;amp;feature=context&amp;amp;context=G292097fFOAAAAAAADAA"&gt;aqui&lt;/a&gt; está ele, tão glorioso que conseguiu superar as já monstruosas expectativas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É surpreendentemente extenso para um primeiro&lt;em&gt; trailer&lt;/em&gt;, mantendo porém na obscuridade os desenvolvimentos da história que &lt;strong&gt;Peter Jackson&lt;/strong&gt; acrescentou.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ver isto deu-me uma sensação maravilhosa. Bastaram alguns segundos para que me sentisse transportado de volta e para que parecesse que nunca abandonámos mesmo a &lt;em&gt;Terra-Média&lt;/em&gt;. São dois minutos e meio que não poderiam ter sido mais brilhantes. Tudo parece uma extensão do "&lt;strong&gt;The Lord of the Rings&lt;/strong&gt;" tão natural como as raízes de uma árvore, e afinal, estas são mesmo as raízes do épico que amamos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Basta este breve olhar para ter a certeza de que será a &lt;em&gt;Terra-Média&lt;/em&gt; como a guardámos no coração, com uns pózinhos que já dão uma ideia daquilo que irá compôr a identidade própria do "&lt;strong&gt;The Hobbit&lt;/strong&gt;". A expressividade do &lt;em&gt;Bilbo&lt;/em&gt; de &lt;strong&gt;Martin Freeman&lt;/strong&gt;, uma alma ainda menos habituada à ideia de grandes aventuras do que &lt;em&gt;Frodo&lt;/em&gt;, a companhia muito própria do grupo de onze anões, com as suas canções e momentos mais cómicos, um Gandalf como figura paternal que ao mesmo tempo começa a descobrir os indícios da tempestade que se aproxima, o que o leva a embarcar na sua própria demanda.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E depois todo o resto do brilho. O brilho das paisagens élficas com a semi-divina &lt;strong&gt;Cate Blanchett&lt;/strong&gt; no centro, o brilho de espadas capazes de forjar as suas próprias lendas, o brilho do Anel no escuro... O extraordinário brilho do universo da &lt;em&gt;Terra-Média&lt;/em&gt;, que tem tanto de natalício.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Agora sim, já vejo o regresso às terras mágicas de &lt;strong&gt;J. R. R. Tolkien&lt;/strong&gt; num horizonte cada vez mais próximo, apesar de ainda estar a um ano de distância. Da minha parte, não poderia estar mais contente e mais seguro de que será um regresso capaz de superar até expectativas tão altas como as minhas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não poderia ter havido melhor prenda de Natal. Muito obrigado, Sir Jackson.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-12-15T22:30:12</issued>
    <title>Neon-Noir</title>
    <published>2011-12-15T23:40:54Z</published>
    <updated>2011-12-15T23:40:54Z</updated>
    <category term="imagens"/>
    <category term="reacções"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://img806.imageshack.us/img806/659/driveneon.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Estou de regresso!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E que melhor forma haveria de regressar, do que para comentar aquele que já é para mim, O acontecimento cinematográfico do ano? Falo de "&lt;strong&gt;Drive&lt;/strong&gt;", um filme que só pode vir a adquirir um estatuto de culto ao nível do de um "&lt;strong&gt;Fight Club&lt;/strong&gt;".&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É o &lt;em&gt;noir&lt;/em&gt; dos tempos modernos, feito com uma &lt;em&gt;coolness&lt;/em&gt; tão natural como as melhores deixas de um argumento do &lt;strong&gt;Quentin Tarantino&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ainda estou a tentar absorver a dimensão daquilo que é "Drive", seguir-se-ão mais pensamentos amanhã.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-10-24T23:18:19</issued>
    <title>Na Antártida também ninguém te ouve gritar</title>
    <published>2011-10-25T00:37:47Z</published>
    <updated>2011-10-25T00:37:47Z</updated>
    <category term="críticas"/>
    <category term="filmes da minha vida"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://img847.imageshack.us/img847/4735/thething.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;strong&gt;"The Thing"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;MacReady&lt;/strong&gt;: Why don't we just wait here for a little while... see what happens...&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Está prestes a estrear um &lt;em&gt;remake&lt;/em&gt; disfarçado de prequela de um dos meus filmes de ficção-científica favoritos. Isso não me deixa nada contente, e duvido muito que digne tamanha barbaridade com cinco euros gastos num bilhete de Cinema...&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Somos atacados quase semanalmente por filmes que são &lt;em&gt;remakes&lt;/em&gt;, prequelas ou ambos. Não o podemos negar, e também não o podemos evitar. Perante esta terrível realidade só há uma coisa a fazer: divulgar o máximo possível os filmes originais e mostrar o amor que temos por eles.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Devemos fazer isto porque este proliferar de &lt;em&gt;remakes&lt;/em&gt; significa que a maioria dos elementos das gerações mais jovens vão crescer a adorar versões modernizadas de clássicos do Cinema, desconhecendo esses mesmos clássicos, porque é cultivada uma mentalidade que diz que o que é velho é inferior. O que é moderno, o que é o mais actual possível, é necessariamente superior às criações de décadas passadas, ameaçando reduzi-las a poeirentas peças de museu.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Clássicos como os de &lt;strong&gt;John Carpenter&lt;/strong&gt; não são peças de museu. Brota deles uma vitalidade superior à maior parte dos filmes dos anos 2000, o que aumenta ainda mais a tristeza de os ver serem alvo de &lt;em&gt;remakes&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Antes de mais é necessário esclarecer uma coisa: o "&lt;strong&gt;The Thing&lt;/strong&gt;" de John Carpenter não é completamente original. O que não quer no entanto dizer que seja um &lt;em&gt;remake&lt;/em&gt;. Inspirou-se no filme de 1951 "&lt;strong&gt;The Thing From Another World&lt;/strong&gt;", que por sua vez foi inspirado pelo conto "&lt;strong&gt;Who Goes There?&lt;/strong&gt;" de &lt;strong&gt;John W. Campbell Jr.&lt;/strong&gt;, mas em vez de refazer o filme de 1951, Carpenter fez uma adaptação mais fiel do conto original, e criou uma história, personagens e ambiente, segundo as suas próprias fórmulas. A marca pessoal do realizador é mais do que evidente em todo o filme.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Uma das coisas que não tenho qualquer problema em admitir em relação a "The Thing", é que é dos filmes mais assustadores que já vi, (assim como um outro filme de Carpenter, "&lt;strong&gt;Halloween&lt;/strong&gt;", mas desse falarei noutra altura). Aliás, no género de terror/ficção-científica devo dizer que é o meu filme de eleição, acima do "&lt;strong&gt;Alien&lt;/strong&gt;". E eu adoro o "Alien".&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os dois filmes podiam muito bem ser primos directos, e há que dar os louros a quem pertencem: o "Alien", que estreou primeiro, influenciando sem dúvida Carpenter, não deve por esse mesmo motivo ser esquecido quando se fala no "The Thing". Sem o filme de &lt;strong&gt;Ridley Scott&lt;/strong&gt;, talvez não tivesse existido o de John Carpenter. Apesar do conto em que se baseou Carpenter ser muito anterior ao "Alien", as sensações transmitidas pelo "The Thing", derivam do estilo da obra de Scott.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O tema central dos filmes é essencialmente igual: claustrofobia e situação limite de sobrevivência. Um pequeno grupo de pessoas é atacado por um extraterrestre num local fechado e afastado da civilização, e obrigado a lutar para sobreviver.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;À primeira vista, a claustrofobia provocada pelo "Alien" parece ser maior. O pequeno grupo de pessoas está aí à deriva numa pequena nave espacial, pelo Espaço profundo, um vazio a anos-luz de casa, enquanto que as personagens de "The Thing", mesmo estando num local remoto, têm a sorte de ao menos estarem na Terra. No entanto, a claustrofobia criada por Carpenter parece-me ter contornos que a tornam mais próxima a nós próprios, e mais perturbadora.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É verdade que no Espaço ninguém te ouve gritar, mas na Antártida também não. Não é preciso ir para outra galáxia para perder qualquer hipótese de contacto com outros seres humanos, podemos facilmente perdê-lo na Terra, e esta é uma das principais mensagens do filme.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Uma mensagem que, aliás, se torna ainda mais significativa no presente. Temos satélites, GPS e todo o tipo de aparelhos de comunicação altamente desenvolvidos, porém, se estas ferramentas deixam de funcionar, ficamos rendidos ao medo e à paranóia, e temos de lutar pela sobrevivência recorrendo aos nossos instintos básicos. E a tecnologia não aumentou a nossa solidariedade. No meio do gelo, debaixo de uma tempestade e sem meios para pedir auxílio, colocamos a nossa sobrevivência acima de qualquer respeito por uma vida humana que não seja a nossa.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Depois, a &lt;em&gt;Coisa&lt;/em&gt; é muito, mas muito mais assustadora do que o &lt;em&gt;Alien&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Temos medo do &lt;em&gt;Alien&lt;/em&gt; como teríamos medo de um lagarto gigante. O &lt;em&gt;Alien&lt;/em&gt; tem uma forma específica, que é nojenta e sanguinária, sim, mas ainda assim tem uma forma concreta. Está mais perto de seguir as leis da Natureza por nós conhecidas do que a &lt;em&gt;Coisa&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A &lt;em&gt;Coisa&lt;/em&gt; é explicada por métodos científicos pelo cientista principal do filme, mas aquilo que este ser faz, viola todas as regras da existência do Homem. Assimila e imita formas de vida para sobreviver, mas consegue também destituí-las de todas as regras naturais que as tornam aquilo que são, e corromper as normas que dão forma aos corpos, pudendo tranformar um cão ou um homem em criações macabras, saídas dos nossos piores pesadelos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O medo que temos da &lt;em&gt;Coisa&lt;/em&gt; é visceral, porque esta criatura é isso mesmo, uma coisa, e uma coisa capaz de se multiplicar num infinito número de visões infernais. E mais assustador ainda, é o real golpe de génio da criação deste monstro, é que apesar de ser tão bizarro, pode fazer-se passar na perfeição pelo nosso melhor amigo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O aspecto macabro deste visitante de outro mundo é produto daqueles que são dos melhores efeitos especiais da história do Cinema, feitos mesmo "a sério", sem nada de CGIs. É uma pena que se esteja a perder a arte dos efeitos especiais físicos face aos efeitos feitos por computadores, porque por mais realista que seja um efeito especial digital, nunca tem a sensação de realidade de algo que foi mesmo feito de verdade, seja uma criatura ou uma explosão. E isso inclui até o "&lt;strong&gt;Avatar&lt;/strong&gt;".&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Dir-se-ia que "The Thing" não poderia ter nada mais assustador do que o que já descrevi. Mas tem. É o final, aquele extraordinário final.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Um dos objectivos ao deixar aqui este texto é dar a conhecer o filme, ou motivar quem não tenha sentido interesse em vê-lo. Aconselho portanto quem não tenha visto o filme, a que o veja antes de ler o resto do artigo, pois o seu final é mais eficaz se tiver do seu lado o elemento surpresa.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O final de "The Thing" é uma síntese de todo o Cinema de John Carpenter, do seu estilo, do seu terror, dos seus temas e avisos à humanidade. É profundamente niilista, com aquela aura de colapso inevitável da civilização que o realizador já tinha mostrado em "&lt;strong&gt;Escape From New York&lt;/strong&gt;".&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ao fim de duas horas de filme, já tinha visto muitas imagens macabras capazes de me assombrar durante vários dias, mas aquilo que mais me marcou, foi o final, e nunca o esqueci. A sensação de solidão total atinge o pico no fim, e o medo também. E é tão brilhante por ser tão simples: são dois homens a falarem um com o outro, no meio de destroços e labaredas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Muito provavelmente, um deles é a &lt;em&gt;Coisa&lt;/em&gt;, mas não sabemos qual. Eles próprios estão desamparados, e exaustos. A imagem de cansaço que o &lt;em&gt;MacReady&lt;/em&gt; de &lt;strong&gt;Kurt Russell&lt;/strong&gt; exibe é tão humana, que se torna no ingrediente secreto que faz toda a cena funcionar tão bem. Depois da loucura porque passou, da corrida desenfreada pela sobrevivência, sentar-se e beber é a resposta natural. E foi esta naturalidade que, a par da minha admiração pela &lt;em&gt;coolness&lt;/em&gt; de Kurt Russell, sempre me fez apostar em &lt;em&gt;MacReady&lt;/em&gt; como o sobrevivente humano.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Porém, seja ou não &lt;em&gt;MacReady&lt;/em&gt; o humano, existe um filme inteiro para ser contado depois do filme. Mas antes que isto dê ideias para sequelas a alguém, a eficácia do final de "The Thing" está intimamente ligada ao facto de que esta continuação é um filme que não é suposto nós vermos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A simples sobrevivência da &lt;em&gt;Coisa&lt;/em&gt;, coloca todo um rol de questões que me assustam muito mais do que aquela cabeça com patas de aranha. Se a &lt;em&gt;Coisa&lt;/em&gt; sobreviveu, é provável que consiga chegar à civilização e que provoque uma devastação sem fim na Terra.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E que resposta é que Carpenter dá a isto? Novamente a naturalidade de &lt;em&gt;MacReady&lt;/em&gt;: não podemos fazer nada a não ser recuperar algumas forças, e esperar para ver o que acontece. E o que acontece, acontecerá na nossa imaginação, assumindo a forma dos nossos medos pessoais.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Espero que se um dia a civilização acabar mesmo, este seja um dos filmes que sobrevive à destruição, para dar a conhecer a possíveis visitantes de outros mundos, a genialidade de uma das nossas maiores artes.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;strong&gt;10/10&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-10-23T23:25:37</issued>
    <title>Reacção de Kurt Russell ao remake do "The Thing"</title>
    <published>2011-10-23T22:42:23Z</published>
    <updated>2011-10-23T22:42:23Z</updated>
    <category term="imagens"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://img190.imageshack.us/img190/2200/thething2.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Como eu o compreendo...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-09-16T02:24:07</issued>
    <title>O triunfo da luz</title>
    <published>2011-09-16T01:24:47Z</published>
    <updated>2011-09-16T01:24:47Z</updated>
    <category term="críticas"/>
    <category term="filmes da minha vida"/>
    <category term="filmes de 2011"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px;" src="http://img98.imageshack.us/img98/1139/midnightinparisdance.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;"&lt;strong&gt;Midnight in Paris&lt;/strong&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Adriana&lt;/strong&gt;: That Paris exists and anyone could choose to live anywhere else in the world will always be a mystery to me.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Woody Allen&lt;/strong&gt; já foi brilhante muitas vezes, de muitas maneiras diferentes. Já foi cómico, no sentido surreal e intelectual do termo, já analisou as idiossincracias da sociedade e dos seus habitantes neuróticos, já mostrou a face trágica dos relacionamentos, e já foi nostálgico. Sou fã de todas essas suas facetas, mas Allen nunca foi tão mágico e tão luminoso. E mais do que isso, uma obra sua nunca significou tanto para mim.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Já ganhou Óscares, e mesmo não sendo um realizador apreciado entre sectores demográficos muito alargados, o seu contributo à sétima arte está mais do que reconhecido. Com todos os triunfos aparentemente já conquistados, Woody Allen podia reformar-se e viver tranquilo à custa de velhas conquistas, seria o comportamento expectável. Ninguém diria que seria agora que iria produzir a maior das suas obras-primas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Como é que isso foi possível? Simples. Porque apesar da atitude descontraída em relação ao que faz, o Cinema é aquilo que nasceu para fazer, e irá continuar a fazê-lo com uma paixão incansável.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Já simpatizei anteriormente com a personagem típica de Allen, e as dúvidas existenciais que foi expondo ao longo da filmografia do realizador. Porém, as dúvidas àcerca da finalidade da existência são algo com que todos nos identificamos, e são muito fáceis de ter. Não é difícil constatar que não há um sentido para a vida, que a existência do Homem é fruto do acaso ou que o ser humano tem falhas na forma como se relaciona entre si que provavelmente nunca irá contornar. Também não é difícil encontrar um sentido para a vida. Há imensas respostas, e são-nos atiradas à cara diariamente, tanto por livros de ajuda espiritual ou religiões mais ou menos sérias, como por anúncios de televisão. O que é mesmo difícil, é agarrarmo-nos a uma resposta, e construirmos um sentido para nós e para os outros a partir dela.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É esse o grande tema de "&lt;strong&gt;Midnight in Paris&lt;/strong&gt;".&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mais do que simpatizar, identifico-me com &lt;em&gt;Gil&lt;/em&gt;. Identifico-me com ele porque também sonho com a escrita, porque também adoro andar pelas ruas das cidades, tanto de dia como à noite, também vejo uma beleza refrescante quando esses passeios são feitos à chuva, e também me sinto diversas vezes perdido no tempo e no espaço. Partilho daquele sentimento nostálgico por uma época de ouro perdida algures no passado, e uma das minhas épocas de eleição são também os anos 20.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Gil&lt;/em&gt; é felizardo o suficiente para encontrar uma passagem para essa época de sonho, e além dos seus artistas de eleição, como &lt;strong&gt;Scott Fitzgerald&lt;/strong&gt; e a sua esposa &lt;strong&gt;Zelda&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Ernest Hemingway&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;Salvador Dalí&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Cole Porter&lt;/strong&gt;, conhece &lt;em&gt;Adriana&lt;/em&gt;, a encarnação feminina perfeita daquele tempo, e não podia haver uma melhor &lt;em&gt;Adriana&lt;/em&gt; que &lt;strong&gt;Marion Cotillard&lt;/strong&gt;, a actriz mais bela da actualidade. Cotillard é abençoada com a aura de encanto de uma musa perfeitamente fora do seu tempo, o que a torna na personificação ideal de uma beleza distante e quase inatíngivel.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Graças ao talento de Allen para dar em pequenas frases e pequenos momentos uma grande dimensão às personagens, os heróis de &lt;em&gt;Gil&lt;/em&gt; não são simples caricaturas. Só que também não são um retrato fiel, puro e duro, daquilo que foram estas pessoas na realidade. Um retrato assim teria de mostrar tanto o preto como o branco das suas vidas, assim como as áreas cinzentas da sua personalidade, e este é um retrato de um fã. Tem os seus alicerces na realidade que se conhece do período de vida destas celebridades em Paris, construindo a partir daí um retrato baseado na forma como &lt;em&gt;Gil&lt;/em&gt;, e qualquer fã, as vê e como idealiza que fosse a sua companhia.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Esta personagem interpretada por &lt;strong&gt;Owen Wilson&lt;/strong&gt; tem traços claros de Woody Allen, contudo é muito diferente do protagonista clássico do realizador. A "personagem de Woody Allen", que o próprio Woody Allen tantas vezes interpretou, intelectualizava demasiado a realidade, é alguém para quem a vida não faz sentido, enquanto que &lt;em&gt;Gil&lt;/em&gt; é alguém que tem um sentido para a vida, só que este se encontra perdido numa época diferente.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não é por acaso que a figura do intelectual moderno é satirizada neste filme através do pedante que &lt;strong&gt;Michael Sheen&lt;/strong&gt; interpreta. Allen submete a perspectiva intelectual e estritamente racional de olhar o mundo, a uma paixão impressionante pela vida. Já retratou fielmente as batalhas existenciais dos intelectuais nova-iorquinos, mas esse era o tempo de "&lt;strong&gt;Annie Hall&lt;/strong&gt;", um tempo que precisava desse olhar intelectual. O nosso presente precisa de redescobrir o amor pela sociedade humana seja de que maneira for, e Woody Allen apresenta-nos uma opção, redescobri-lo através de Paris.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Gil&lt;/em&gt; ama a vida porque ama Paris, tanto a do passado como a do presente, uma cidade que é um monumento ao que a sociedade humana é no seu melhor.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os parentes mais próximos de "Midnight in Paris" são outras duas cartas de amor recheadas de nostalgia, "&lt;strong&gt;The Purple Rose of Cairo&lt;/strong&gt;" e "&lt;strong&gt;Radio Days&lt;/strong&gt;". Na primeira há um amor impossível entre uma personagem de Cinema e uma fã, na segunda, Woody Allen retrata o crescimento acompanhado pela rádio. Juntamente com esta viagem a Paris, são os momentos em que Allen se confessa comovido pelo passado, mas antes de Paris, o passado era apenas um bem perdido. Outro parente é "&lt;strong&gt;Manhattan&lt;/strong&gt;", por já ter aí mostrado o amor por uma cidade como âncora da existência, e agora em Paris, adiciona esse amor ao sentimento de nostalgia, para criar o seu filme mais assumidamente bonito.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A nossa época precisa de um incentivo a abraçar a alegria da vida, e mais importante, precisa de um incentivo que ao contrário dos anúncios publicitários e dos finais cor-de-rosa, soe a algo verdadeiro. E "Midnight in Paris" tem uma &lt;em&gt;joie de vivre&lt;/em&gt; impressionante, mas honesta. A realização final de &lt;em&gt;Gil&lt;/em&gt; é amarga, mas necessária para que ele, e nós, saibamos como retirar alegria do nosso descontentamento com o tempo em que vivemos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;À meia-noite em Paris, triunfa a luz. O sonho da época de ouro ilumina-nos o presente, sempre que este é insatisfatório, porque é por isso que sonhamos com outros tempos. Precisamos de encontrar o melhor recanto possível do planeta, a nossa Paris, e depois sonhamos, para que esses sonhos dêem ao mundo que nos rodeia o que nele falta para se aproximar do nosso paraíso pessoal.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Acredite quem estiver a ler, que raramente me senti tão iluminado na escuridão da sala de Cinema. &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;strong&gt;10/10&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-09-16T02:23:52</issued>
    <title>A inteligência por detrás do novo terror</title>
    <published>2011-09-16T01:24:03Z</published>
    <updated>2011-09-16T01:28:46Z</updated>
    <category term="realizadores"/>
    <category term="pensamentos"/>
    <category term="festivais"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px;" src="http://img220.imageshack.us/img220/867/motelx.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Assisti à &lt;em&gt;masterclass&lt;/em&gt; que &lt;strong&gt;Eli Roth&lt;/strong&gt; deu no último dia do festival &lt;strong&gt;Motelx&lt;/strong&gt; no Cinema São Jorge em Lisboa, e gostaria de deixar por aqui alguns pensamentos relativamente ao que esse ilustre convidado disse por lá.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Antes de mais, Eli Roth foi um convidado fantástico. Notava-se um grande prazer por estar ali, o que é sempre de louvar, estabeleceu um excelente contacto com o público com um óptimo sentido de humor, e partilhou ideias e experiências como se estivesse sentado no café connosco. Foi uma experiência fantástica e se alguém relacionado com a organização do Motelx ler isto, que fique a saber que acho que o festival está de parabéns.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O terror mudou depois do 11 de Setembro. Com a &lt;em&gt;masterclass&lt;/em&gt; a ter lugar no décimo aniversário dessa data fatídica, o tema era inevitável. Os próprios filmes de Roth são ilustrativos do medo que passou da realidade americana para o Cinema, o medo do outro, o medo do desconhecido, e o medo do que está além fronteiras.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Confirma-se pois que este é um género que não deve ser considerado redutor. A resposta de Eli Roth ao choque e à desaprovação que muitos mostraram no passado em relação aos seus filmes, nomeadamente aos "&lt;strong&gt;Hostel&lt;/strong&gt;", com a sua violência gráfica que marcou o surgimento do &lt;em&gt;torture porn&lt;/em&gt;, foi elucidativa disto mesmo. Parafraseando, disse que muitos procuram criticar a violência que vêem retratada em filmes, para mostrarem como têm padrões morais elevados, sem se darem conta daquilo que os filmes representam mesmo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Por detrás da violência de "Hostel" estão críticas profundas à sociedade moderna e mais especificamente, à sociedade americana. Não é difícil de imaginar que o negócio obscuro retratado no filme (uma organização que oferece ao sector rico da população a oportunidade de experimentar matar alguém), pudesse ser uma realidade. E o retrato propositadamente caricatural do Leste europeu que os protagonistas americanos visitam, não pretende reduzir a Europa, mas expôr a imagem risível que a população americana tem do continente do outro lado do Atlântico.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Eli Roth deu provas de ser tudo menos um jovem realizador americano burro. Não só a cultura que tem relativamente ao que existe fora das fronteiras dos EUA ultrapassa largamente a da maioria dos seus compatriotas, como a visão que tem para o Cinema que pretende ajudar a fazer revela inteligência, bom gosto e muito respeito pelo passado.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Apadrinhado por &lt;strong&gt;Quentin Tarantino&lt;/strong&gt;, mostra como este último, um gosto pelo estilo cinematográfico do passado, mais precisamente pelo terror das décadas de 70 e 80. É esse estilo que incorporou no seu Cinema que mostrou a Tarantino e ao mundo, como ele é o "futuro do terror". Eli Roth pertence a uma jovem geração que apesar de ser jovem, ouviu atendamente o que os mais velhos lhe tinham para ensinar, e rejeitou a educação da &lt;em&gt;MTV&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Só resta dizer que espero que a próxima visita de Roth não demore muito, e que o próximo Motelx seja igualmente lendário.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-09-10T15:34:45</issued>
    <title>À sombra da bananeira</title>
    <published>2011-09-10T15:32:31Z</published>
    <updated>2011-09-10T15:32:31Z</updated>
    <category term="críticas"/>
    <category term="filmes de 2011"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://img854.imageshack.us/img854/8209/wardz.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;strong&gt;The Ward&lt;/strong&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Kristen&lt;/strong&gt;: Look at me! &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Sarah&lt;/strong&gt;: Sorry, I don't converse with loonies.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;John Carpenter&lt;/strong&gt; é um realizador de culto, sendo o seu génio reconhecido sobretudo pelo seu grupo de fãs, que partilha entre si e venera as várias pérolas cinematográficas que criou ao longo da sua carreira. Não é muito apreciado pelo grande público, mas tem um nicho de admiradores incrivelmente forte, no qual eu me incluo. Incluo-me nesse nicho porque grande parte do meu primeiro contacto com o Cinema, foi feito através de clássicos como "&lt;strong&gt;Escape From New York&lt;/strong&gt;" ou "&lt;strong&gt;Big Trouble in Little China&lt;/strong&gt;".&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Estamos perante um realizador que atingiu o seu pico na década de 80, os seus clássicos são prova de um estilo e de uma forma de desfrutar um filme, muito diferente dos dias de hoje. E a verdade é que Carpenter aterrou nos anos 2000 como um peixe fora de água, como já era visível no "&lt;strong&gt;Ghosts of Mars&lt;/strong&gt;" de 2001, e como é ainda mais visível neste seu regresso.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A magia que fazia no seu auge já é difícil de reproduzir, porque vive-se o Cinema de forma diferente. &lt;strong&gt;J. J. Abrams&lt;/strong&gt; ressuscitou o "estilo &lt;em&gt;sci-fi&lt;/em&gt; familiar" de &lt;strong&gt;Steven Spielberg&lt;/strong&gt; no "&lt;strong&gt;Super 8&lt;/strong&gt;", criando uma homenagem fabulosa a esses bons velhos tempos, mas Carpenter resolveu seguir outro caminho, e adaptar-se para sobreviver.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É um filme de John Carpenter feito por um John Carpenter encostado à sombra da bananeira. 90% do filme é terror feito segundo o manual para iniciantes: a rapariguinha loira está bem, a câmara desvia-se, e quando volta está um cadáver em decomposição ambulante atrás dela e toda a plateia dá um gritinho, como se ninguém estivesse à espera... Os outros 10% são um final que, apesar de soar a &lt;em&gt;cliché&lt;/em&gt; é executado com elegância suficiente para conseguir resultar.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quando se estava à espera que tudo seguisse de facto o caminho do costume, Carpenter puxa a reviravolta que já todos conhecem da manga, e mesmo assim apanha-nos um pouco desprevenidos. É que por estar tudo a seguir um caminho tão previsível (as meninas vêem fantasmas mas ninguém acredita, o fantasma vai atacando as meninas uma a uma, etc), até um &lt;em&gt;twist&lt;/em&gt; tão familiar como aquele se torna imprevisível.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mesmo sendo terror segundo o manual básico, é feito por alguém que conhece o género de trás para a frente, e é por isso um filme que se vê bem como entretenimento. Só que em vez da aula de apresentação, o que queríamos mesmo ter visto era aquela aula em que a matéria começa mesmo a complicar-se. O argumento de "&lt;strong&gt;The Ward&lt;/strong&gt;" nem sequer é do próprio Carpenter, o que talvez explique a sensação que tive de estar a ver um aluno brilhante a copiar o teste do aluno médio da turma. Ninguém está à espera que Carpenter supere o "&lt;strong&gt;Halloween&lt;/strong&gt;", mas todos sabemos de que é capaz de muito melhor do que isto.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Espero que isto seja apenas o aquecimento para o grande regresso, e que John Carpenter nos dê em breve um clássico para os anos 2000 com o seu toque pessoal dos anos 80.  porque o Cinema de terror e sobrenatural está mesmo a precisar da sabedoria de um dos seus grandes mestres, nem que seja para contrariar o &lt;em&gt;zombie&lt;/em&gt; do &lt;em&gt;remake&lt;/em&gt; que já atacou os seus "Halloween" e "&lt;strong&gt;The Thing&lt;/strong&gt;", e que tem andado a trabalhar numa maneira de dar também uma mordidela no &lt;em&gt;Snake Plissken&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;strong&gt;6/10&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-09-06T20:48:26</issued>
    <title>Space cowboys</title>
    <published>2011-09-06T21:29:33Z</published>
    <updated>2011-09-06T21:29:33Z</updated>
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    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://img231.imageshack.us/img231/7654/cowboysandaliens.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;"&lt;strong&gt;Cowboys &amp;amp; Aliens&lt;/strong&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Meacham&lt;/strong&gt;: God doesn't care who you were. He only cares who you are.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Cowboys&lt;/em&gt; a combater extraterrestres é uma ideia que faz surgir na minha mente três produtos finais distintos: uma comédia que satiriza dois géneros cinematográficos e a própria ideia de cruzamento de géneros; um filme de baixo orçamento do canal &lt;em&gt;Syfy&lt;/em&gt; de qualidade altamente duvidosa, demasiado &lt;em&gt;cheesy&lt;/em&gt; para nos conseguir sequer abstrair da realidade; e o filme mais épico de sempre, especialmente se os &lt;em&gt;cowboys&lt;/em&gt; que combatem os extraterrestres forem o &lt;em&gt;James Bond&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;Indiana Jones&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os primeiros guiões escritos para o filme lidavam com o conceito de forma mais cómica, só mais tarde é que se decidiu seguir a abordagem séria, a tal de fazer um entretenimento de contornos épicos. E é muito, mas mesmo muito difícil imaginar um filme em que &lt;em&gt;cowboys&lt;/em&gt; lutem contra extraterrestes que não seja ridículo, mas vá-se lá saber como, durante as duas horas do filme, eu nunca duvidei de que houvesse naves espaciais a pairar sobre o Velho Oeste.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Se o "&lt;strong&gt;Super 8&lt;/strong&gt;" foi o filme de ficção-científica fofinho do Verão, "&lt;strong&gt;Cowboys &amp;amp; Aliens&lt;/strong&gt;" é a ficção-científica com injecção de esteróides. A tarefa que tinha para fazer, evitar que o espectador risse quando via uma nave perseguir durões do Oeste montados a cavalo, é cumprida, e em vez de observar tudo o que se passava no ecrã como algo ridículo, fui levado para dentro daquele universo e entretido de forma mais do que satisfatória. Não é um filme-pipoca do &lt;strong&gt;Michael Bay&lt;/strong&gt;, está uns pontos acima porque não cai no exagero de cobrir completamente as planícies do Oeste de fogo-de-artíficio, e saca também mais uns pontos por ter executado bem o conceito original que apresenta. O desenvolver da história oferece alguns pormenores que ajudam a que a invasão extraterrestre não seja um &lt;em&gt;cliché&lt;/em&gt; tão grande como costuma ser, e que adequam estes visitantes do Espaço ao ambiente dos &lt;em&gt;cowboys&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Daniel Craig&lt;/strong&gt; e a lenda viva que é &lt;strong&gt;Harrison Ford&lt;/strong&gt; não deslumbram, mas fazem o que era esperado para o tipo de filme que é. Craig cumpre, como sempre, os requisitos de protagonista durão. Se o seu &lt;em&gt;James Bond&lt;/em&gt; era capaz de entrar na Casa Branca só à força de murros e pontapés, este &lt;em&gt;Jake Lonergan&lt;/em&gt; roubava o &lt;em&gt;Fort Knox&lt;/em&gt; com um punho atrás das costas. Ainda que, claro, se o &lt;em&gt;cowboy&lt;/em&gt; durão fosse o &lt;strong&gt;Clint Eastwood&lt;/strong&gt;, os extraterrestres não tinham sequer chegado a aterrar. A &lt;strong&gt;Olivia Wilde&lt;/strong&gt;, é a indispensável presença feminina, para não termos de estar só a olhar para homens barbudos durante duas horas, mas aguardo por a ver noutro tipo de projectos porque me parece que é uma actriz que ainda tem muito para dar.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É entretenimento vindo de quem sabe como entreter sem reduzir demasiado o nosso QI, que cruza eficazmente dois géneros que à partida, reagiriam à presença um do outro como a água e o azeite. Só a imagem da figura &lt;em&gt;cowboy&lt;/em&gt; de Craig a abater extraterrestres com uma arma futurista, com a rapidez de um &lt;em&gt;Lucky Luke&lt;/em&gt; basta para compensar qualquer dinheiro extra gasto em tempo de crise, e compra uma tarde muito bem passada. Caramba, são o &lt;em&gt;James Bond&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;Indiana Jones&lt;/em&gt; no Velho Oeste a combaterem extraterrestres, se essa premissa não vos convence não sei que mais o fará, porque "Cowboys &amp;amp; Aliens" é isto, uma autêntica fantasia saída da cabeça de miúdos que gostam de levar as suas personagens preferidas para cenários impossíveis no recreio da escola.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;strong&gt;7.5/10&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-07-30T09:33:08</issued>
    <title>A breve pausa de Verão</title>
    <published>2011-07-30T08:36:06Z</published>
    <updated>2011-07-30T08:36:06Z</updated>
    <category term="avisos"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px;" src="http://img10.imageshack.us/img10/8634/cornetto2j.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;Cornetto time&lt;/em&gt;, pois.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-07-30T09:14:58</issued>
    <title>Amor de outros tempos</title>
    <published>2011-07-30T08:33:03Z</published>
    <updated>2011-09-16T00:51:26Z</updated>
    <category term="pensamentos"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px;" src="http://img651.imageshack.us/img651/9417/super8g.jpg" alt="" /&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;"&lt;strong&gt;Super 8&lt;/strong&gt;" fala de primeiros amores. O primeiro amor à arte, neste caso o Cinema, e o primeiro amor por outra pessoa.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É um pedaço de Cinema saído dos anos 70 e 80, que trás a magia de amar os filmes nesse tempo, para os dias de hoje. Para um tempo, em que a maior parte dos jovens já não compreende essa magia.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Ver este novo filme de &lt;strong&gt;J. J. Abrams &lt;/strong&gt;com jovens adolescentes a falar incessantemente na sala, fazendo comentários idiotas e mexendo nos telemóveis, é triste, mas dificilmente poderia ser uma melhor representação da mudança dos tempos, e de como a noção de amor puro ao Cinema está a desaparecer, correndo-se o perigo de este tornar mais um &lt;em&gt;fast-food&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O Cinema perdeu magia quando deixou de ter casa e passou a ter um &lt;a href="http://kriticinema.blogs.sapo.pt/163526.html"&gt;apartamento alugado&lt;/a&gt; num centro comercial.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Se amam o Cinema, vejam o "Super 8", e defendam a magia.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-07-30T07:27:13</issued>
    <title>Despedida da infância</title>
    <published>2011-07-30T08:14:32Z</published>
    <updated>2011-07-30T08:14:32Z</updated>
    <category term="críticas"/>
    <category term="filmes de 2011"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://img812.imageshack.us/img812/3329/deathlyhallowsparttwo.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;strong&gt;"Harry Potter and the Deathly Hallows - Part II"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Harry Potter&lt;/strong&gt;: Why are you here, all of you? &lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Lily Potter&lt;/strong&gt;: We never left.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Harry Potter&lt;/em&gt; percorreu um longo caminho desde que abandonou aquele pequeno armário debaixo das escadas para conhecer um mundo mágico. Nesses dias, dava os primeiros passos para a entrada na adolescência, e via as suas esperanças de criança tornarem-se realidade. Depois, já adolescente, aprendeu que além de o mundo poder ser mágico, pode ser mau, muito mau, e que muitos adultos abandonaram definitivamente as suas esperanças de criança. Agora, &lt;em&gt;Harry&lt;/em&gt; torna-se um adulto, o que, com todas as responsabilidades que acarreta, significa que é a sua vez de transformar o mundo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O que faltou a &lt;strong&gt;Harry Potter&lt;/strong&gt;, foi essencialmente uma visão de conjunto. Os primeiros filmes foram feitos quando o final da história ainda estava em aberto, e foram quatro os realizadores que preencheram a pouco e pouco o mundo de &lt;em&gt;Hogwarts&lt;/em&gt;, cada um à sua maneira. A falta da visão de conjunto fez com que, em certos aspectos, a saga não seja um produto tão coeso como deveria ter sido. Nem sempre se deu real tempo de antena às coisas que eram fundamentais para a história, e as coisas iam passando demasiado depressa, (o que foi particularmente visível no "&lt;strong&gt;Order of the Phoenix&lt;/strong&gt;", o filme mais fraco).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Mas ter ainda um ou dois filmes pela frente é muito diferente de estar a fazer o último filme, e nota-se que a responsabilidade de ter de encerrar com chave de ouro surtiu um efeito positivo. Fizeram-se cortes apropriados na história, como o do passado de &lt;em&gt;Dumbledore&lt;/em&gt;, mas felizmente não se resolveu à pressa a sub-história de &lt;em&gt;Snape&lt;/em&gt;, que era a parte do livro em relação à qual eu estava com mais receios, devido à forma atabalhoada como a série tratou em filmes anteriores os flashbacks.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Um dos grandes trunfos da série foi &lt;strong&gt;Alan Rickman&lt;/strong&gt;, e neste capítulo final, os louros são entregues ao seu &lt;em&gt;Severus Snape&lt;/em&gt; com o devido cuidado. Juntamente com a cena da &lt;em&gt;Floresta Proíbida&lt;/em&gt;, a viagem às memórias de &lt;em&gt;Snape&lt;/em&gt; é das melhores cenas deste filme, e de toda a saga, e parte fundamental do ritual de passagem. Faz parte do ser adulto, a consciência de que o mundo não é preto e branco, e a descoberta do Bem em pessoas em que antes viamos apenas o Mal, e vice-versa.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Algumas das poucas cenas atabalhoadas do filme, são curiosamente (ou não), igualmente atabalhoadas no livro, como a morte do velho guia de &lt;em&gt;Harry&lt;/em&gt;, o professor &lt;em&gt;Lupin&lt;/em&gt;. Aqui, foi fruto do querer ser fiel ao livro, quando talvez tivesse sido melhor tomar alguma liberdade criativa. É das adaptações da saga mais fiéis, aspecto novamente revelador do desejo de não desiludir os fãs.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O trio principal também não se desleixou, e como poderia? Era sobre eles que grande parte das expectativas recaíam. &lt;strong&gt;Emma Watson&lt;/strong&gt; convence-me de que será quem terá mais hipóteses de um excelente futuro profissional "pós-&lt;em&gt;Potter&lt;/em&gt;", o que já vem do filme anterior, em que, juntamente com &lt;strong&gt;Rupert Grint&lt;/strong&gt; teve mais espaço para brilhar e mostrar do que é capaz. Nesta segunda parte, o foco vai para &lt;em&gt;Harry&lt;/em&gt;, e &lt;strong&gt;Daniel Radcliffe&lt;/strong&gt; dá-nos uma das suas melhores prestações da saga. Emma pode ser quem tem mais talento, mas apesar das críticas, sempre achei Daniel um excelente retrato do &lt;em&gt;Harry&lt;/em&gt; que via nos livros. Foi alguma falta de atenção a cenas emocionalmente fortes anteriormente que por vezes o impediu de ir mais além. Logo, assumindo-se o triste ambiente de despedida, teve mais espaço para brilhar. Soube lidar bem com as cenas emocionais que mais significado têm para a sua personagem, e para a história no geral, e assume-se sem medos como &lt;em&gt;Harry&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Harry&lt;/em&gt; percorreu de facto um longo caminho, mas nós também. Ele cresceu, e nós crescemos com ele. Este é o significado fundamental que as suas aventuras têm, pois mais do que uma história de feiticeiros e criaturas mágicas, a sua saga é uma crónica das fases do crescimento que nos levam, como a ele, a entrar na idade adulta. A ver "&lt;strong&gt;Harry Potter and the Deathly Hallows - Part II&lt;/strong&gt;" não nos estamos só a despedir de &lt;em&gt;Harry&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Potter&lt;/em&gt;, estamos a despedir-nos de quem éramos quando começámos a acompanhá-lo.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É surreal pensar que já não voltaremos a entrar na sala de Cinema para o ver, e mesmo depois de as luzes se apagarem não acreditamos. É a parte mais difícil da passagem para o mundo dos crescidos, conseguir reunir coragem para nos despedirmos da criança de outrora.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Harry&lt;/em&gt; também tem de reunir essa coragem, e o momento da despedida chega-lhe na &lt;em&gt;Floresta&lt;/em&gt;. É claramente o ponto em que o jovem dá lugar ao adulto, reconciliando-se com o seu Passado através de uma visita final dos adultos que o protegeram, para tomar o lugar destes. Não admira que um pouco por toda a sala, caiam algumas lágrimas.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Quando nos tornamos adultos, chega a tendência para duvidarmos dos sonhos e das esperanças que tivemos quando éramos crianças. &lt;em&gt;Dumbledore&lt;/em&gt; aparece para tranquilizar &lt;em&gt;Harry&lt;/em&gt;, e para nos tranquilizar a nós. O que é dito a &lt;em&gt;Harry&lt;/em&gt; mais não é do que a própria autora, &lt;strong&gt;J. K. Rowling&lt;/strong&gt; a falar. As palavras são algo poderoso, e os sonhos da infância e da adolescência não devem ser esquecidos, se nos queremos tornar em adultos capazes de ajudar e compreender as crianças do futuro.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O epílogo da história, destina-se a essas crianças. Até agora, a saga teve um lugar especial nos corações de uma ou duas gerações, e essas gerações estarem a despedir-se de &lt;em&gt;Harry&lt;/em&gt; no Cinema não deve significar que outras não o possam descobrir. O comboio da estação nove e três quartos estará lá, para ser apanhado por todos os que no futuro quiserem conhecer ou revisitar o mundo mágico, e será isso que tornará esta história eterna.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Claro que tudo aconteceu na nossa cabeça, mas porque é que isso haveria de significar que o tempo que passámos com &lt;em&gt;Harry&lt;/em&gt; não foi verdade?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;strong&gt;9/10&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-07-28T02:11:42</issued>
    <title>As calças de ganga divinas</title>
    <published>2011-07-28T01:22:48Z</published>
    <updated>2011-07-28T01:22:48Z</updated>
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    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://img832.imageshack.us/img832/9836/chucknorrisjeans.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Com os &lt;em&gt;jeans&lt;/em&gt; do &lt;strong&gt;Chuck Norris&lt;/strong&gt;, também tu podes ser um mestre no &lt;em&gt;roundhouse kick&lt;/em&gt;, esse golpe ancestral capaz de contrariar ataques de ninjas e abater helicópteros.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Agora, até Deus vai passar a usar calças de ganga.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;E viva o Todo-Poderoso &lt;strong&gt;Chuck Norris&lt;/strong&gt;!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-07-28T00:55:06</issued>
    <title>Steve Buscemi inspira moda feminina</title>
    <published>2011-07-28T00:05:56Z</published>
    <updated>2011-07-28T00:05:56Z</updated>
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    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://img853.imageshack.us/img853/2572/vestidostevebuscemi.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Não há dúvida de que em "&lt;strong&gt;Boardwalk Empire&lt;/strong&gt;", &lt;strong&gt;Steve Buscemi&lt;/strong&gt; recebe muita atenção feminina, mas parece-me que o próprio &lt;em&gt;Nucky Thompson&lt;/em&gt; acharia isto um sinal de gratidão um pouco exagerado...&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-07-24T21:36:59</issued>
    <title>Duelo de Titãs #6</title>
    <published>2011-07-24T20:50:13Z</published>
    <updated>2011-07-24T20:50:13Z</updated>
    <category term="duelo de titãs"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É o &lt;strong&gt;Duelo de Titãs&lt;/strong&gt;! Duas personagens lendárias do Cinema competem pelo vosso amor, qual sairá vencedora? Deixem a resposta nos comentários, onde encontrarão também a minha escolha.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;img style="display: block; margin-left: auto; margin-right: auto; border: 0px;" src="http://img600.imageshack.us/img600/3019/hansolovsdeckard2.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;strong&gt;Han Solo VS Deckard&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Chewbacca&lt;/em&gt; foi passar o Natal a &lt;em&gt;Kashyyyk&lt;/em&gt; com uns primos, e &lt;em&gt;Han Solo&lt;/em&gt; aproveitou a ocasião para viajar no seu &lt;em&gt;Millenium Falcon&lt;/em&gt; até uma zona da galáxia onde existem bons espectáculos de dançarinas exóticas. Infelizmente, adormece ao volante e vai parar à Terra!&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nesta Terra do ano 2019, os humanos vão já adiantados na exploração espacial, tendo muitos partido em direcção às estrelas, e são usados &lt;em&gt;replicants&lt;/em&gt;, género de andróides, para efectuar todo o tipo de trabalho. O planeta Terra entretanto é um mundo melancólico e muito poluído, onde chove constantemente.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os &lt;em&gt;replicants&lt;/em&gt; têm no entanto uma tendência para se entusiasmarem demasiado com questões existênciais, o que faz com que seja necessário exterminar um ou dois de vez em quando. Para essa tarefa, existem os &lt;em&gt;Blade Runners&lt;/em&gt;, caçadores de &lt;em&gt;replicants&lt;/em&gt;, e o melhor &lt;em&gt;Blade Runner&lt;/em&gt; é &lt;em&gt;Deckard&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A &lt;em&gt;hyperdrive&lt;/em&gt; do &lt;em&gt;Millenium Falcon&lt;/em&gt; ficou avariada com a aterragem e &lt;em&gt;Han Solo&lt;/em&gt; precisa de arranjar dinheiro rapidamente para comprar uma nova. Depara-se então com o anúncio de uma recompensa choruda pela captura de um perigoso &lt;em&gt;replicant&lt;/em&gt;, e lança-se na sua procura, ignorando que &lt;em&gt;Deckard &lt;/em&gt;fez o mesmo...&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Duas personagens icónicas de &lt;strong&gt;Harrison Ford&lt;/strong&gt;, que são simultaneamente dois ícones da ficção-científica. O caçador de prémios com bom coração contra o detective &lt;em&gt;noir&lt;/em&gt; do futuro, quem ganha? &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-07-23T01:58:37</issued>
    <title>O labirinto urbano</title>
    <published>2011-07-23T02:19:29Z</published>
    <updated>2011-07-23T02:19:29Z</updated>
    <category term="críticas"/>
    <category term="filmes da minha vida"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://img26.imageshack.us/img26/1441/afterhours3.jpg" alt="" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;strong&gt;"After Hours"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Paul Hackett&lt;/strong&gt;: I want to live.&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Sou o tipo de pessoa a quem acontecem muitas coincidências, do género, sentar-se ao meu lado numa sala de Cinema alguém que conheço, totalmente por acaso. Logo, filmes sobre o acaso atraem-me.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Costuma-se dizer que o mundo é pequeno, mas não creio que o problema seja esse. A confusão criada pela colisão constante dos milhões de vidas humanas é que é demasiado grande. "&lt;strong&gt;After Hours&lt;/strong&gt;", uma pérola de &lt;strong&gt;Martin Scorsese&lt;/strong&gt; injustamente esquecida, retrata esta confusão.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É igualmente parte da sabedoria popular que cada cidade é na verdade, duas cidades. Uma de dia, outra de noite. E a noite é por definição, o espaço da ilegalidade, do proíbido. O Homem, à semelhança das cidades, é também duplo, diferente à noite daquilo que é durante o dia. À noite cede mais facilmente ao instinto, perde mais facilmente o controlo. Na noite, podemos esquecer aquilo que somos.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O protagonista é um de nós. Tem uma vida pacata e previsível como empregado de escritório, nada de grandes agitações nem aventuras, até que, como não poderia deixar de ser, conhece uma mulher. Uma mulher num café ao final da noite que o convida a segui-la para a baixa de Nova Iorque. E quantos de nós não nos perguntámos já sobre o que teria acontecido se tivessemos ido atrás daquela rapariga que conhecemos no comboio, no metro, no café? São as infinitas possibilidades deixadas por estes encontros formados pelo acaso, e aquele homem comum, arriscou persegui-las.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Inevitavelmente, o que parecia algo terrivelmente simples torna-se incrivelmente complicado. Seguir a mulher enigmática do café será apenas o primeiro passo para uma sucessão de incríveis coincidências que mergulham &lt;em&gt;Paul&lt;/em&gt; numa espiral de acontecimentos que o afasta cada vez mais do regresso a casa. Por mais que tente, falta sempre realizar mais uma tarefa que lhe comprará o regresso, mas a teia do acaso não o solta, por muito que ele se debata. Tudo o que podia acontecer, acontece, e tudo o que podia correr mal, corre mal.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;É um misto de comédia sobre coincidências e viagem em direcção a um estado de paranóia, que nos deixa tão absorvidos na teia que vai tecendo como o próprio protagonista, fruto de um argumento verdadeiramente brilhante e de um Scorsese inspirado no estilo do mestre do &lt;em&gt;suspense&lt;/em&gt;, &lt;strong&gt;Alfred Hitchcock&lt;/strong&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A cada reviravolta a ansiedade cresce, alimentando a nossa frustração de ver &lt;em&gt;Paul&lt;/em&gt; regressar finalmente a casa, sem nunca se perder um humor irónico que impede o filme de ter um tom excessivamente pesado, que conduzisse mesmo o protagonista e o espectador à insanidade.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Os &lt;em&gt;twists&lt;/em&gt; são brilhantes, usando pequenos pormenores para se entrelaçarem, e apoiando-se em coincidências que mesmo sendo improváveis, nunca caem no exagero. A impedir o exagero está, além do sentido de humor, uma lógica na formação da grande cadeia do acaso, que termina tudo em &lt;em&gt;full circle&lt;/em&gt;. O final é o melhor que se poderia imaginar, não creio que houvesse forma mais brilhante de terminar aquela longa noite.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Griffin Dunne&lt;/strong&gt; é perfeito como protagonista por representar na perfeição alguém que podia ser qualquer um de nós. Parece ter passado da realidade para a tela de Cinema. E é impressão minha, ou parece-se um pouco com uma versão mais nova do próprio Scorsese?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Uma obra-prima de Martin Scorsese, que retrata o quão louca pode ser a baixa de Nova Iorque à noite, e o quão poderoso é o efeito das coincidências.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Se estiverem à procura de uma aventura já sabem, sigam a mulher enigmática do café.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: medium;"&gt;&lt;strong&gt;9/10&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-07-23T01:37:31</issued>
    <title>Sem caminho de regresso</title>
    <published>2011-07-23T00:55:20Z</published>
    <updated>2011-07-23T00:55:20Z</updated>
    <category term="in the pictures"/>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: center;"&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://img221.imageshack.us/img221/3625/afterhours.jpg" alt="" /&gt;&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;&lt;strong&gt;Street Pickup&lt;/strong&gt;: Why don't you just go home? &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Paul Hackett&lt;/strong&gt;: Pal, I've been asking myself that all night.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;("&lt;strong&gt;After Hours&lt;/strong&gt;", 1985)&lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-07-22T23:50:39</issued>
    <title>Temos anões!</title>
    <published>2011-07-23T00:00:12Z</published>
    <updated>2011-07-23T00:13:32Z</updated>
    <category term="expectativas"/>
    <category term="imagens"/>
    <category term="pensamentos"/>
    <content type="html">&lt;p&gt;&lt;img style="border: 0px;" src="http://img694.imageshack.us/img694/6807/hobbitdwarfs2.jpg" alt="" /&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://www.cinemablend.com/gallery/previews/The-Hobbit-An-Unexpected-Journey-2807.html?tid=34281"&gt;Aqui&lt;/a&gt; estão reunidos os treze anões (neste &lt;em&gt;post&lt;/em&gt; só couberam sete), do "&lt;strong&gt;The Hobbit&lt;/strong&gt;", que com a ajuda de &lt;em&gt;Bilbo Baggins&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Gandalf o Cinzento&lt;/em&gt;, tentarão recuperar o seu reino e os seus tesouros das mãos (ou melhor, patas), do dragão &lt;em&gt;Smaug&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Como o próprio &lt;strong&gt;Peter Jackson&lt;/strong&gt; reconhece, uma das grandes dificuldades em adaptar a prequela do "&lt;strong&gt;The Lord of the Rings&lt;/strong&gt;" ao grande ecrã é o facto de, além do &lt;em&gt;hobbit&lt;/em&gt; do título e de um certo feiticeiro de chapéu bicudo, o filme ser protagonizado por nada mais nada menos do que TREZE anões.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Nos livros, os anões são descritos como sendo muito parecidos uns com os outros, baixos e barbudos, sendo mesmo dificíl distinguir o anão macho do anão fêmea (que muitas vezes é igualmente barbuda), o que coloca grandes desafios quanto a como retratá-los no grande ecrã. Seria tolo fazer treze personagens extremamente parecidos mas vestidos de cores diferentes, por exemplo. E além de ser necessário fazer com que o espectador os consiga distinguir uns dos outros no ecrã, é necessário fazer o espectador importar-se com o que lhes acontece. Com tantos anões não seria difícil que não se desse pela falta de dois ou três.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Portanto, dois desafios, o retrato visual e o da personalidade. Por enquanto, apenas podemos comentar o primeiro.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Na saga dos anéis havia apenas um anão, o fantástico &lt;em&gt;Gimli&lt;/em&gt;, que por ser o único representante da sua espécie em toda aquela epopeia, foi retratado como o anão típico. Depois, em termos de personalidade foi maravilhosamente interpretado pelo &lt;strong&gt;John Rhys-Davies&lt;/strong&gt;, e estabeleceu desde cedo uma excelente relação com o espectador, através da amizade formada entre ele, &lt;em&gt;Legolas&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;Aragorn&lt;/em&gt;, (três povos da &lt;em&gt;Terra-Média&lt;/em&gt; unidos).&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Com treze anões à sua disposição e a difícil tarefa de os tornar facilmente reconhecíveis, Jackson pôde criar variações do protótipo do anão, mantendo os elementos-chave da sua raça.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O líder, &lt;em&gt;Thorin&lt;/em&gt; (o anão central), evidencia imediamente características de guerreiro determinado e orgulhoso, e é capaz de se tornar o herói de acção do grupo. Depois temos variações mesmo dentro dos anões mais velhos (com destaque para &lt;em&gt;Balin&lt;/em&gt;, o da barba branca à Pai-Natal e &lt;em&gt;Gloin&lt;/em&gt;, que se percebe logo ser o pai de &lt;em&gt;Gimli&lt;/em&gt;, o segundo a contar da esquerda na imagem do &lt;em&gt;post&lt;/em&gt;), mas onde surgem as maiores diferenças é entre os mais novos. O primeiro a contar da direita na imagem completa, &lt;em&gt;Kili&lt;/em&gt;, é a mais clara, e deverá ser o elo de ligação à camada feminina mais jovem da audiência, o que se compreende devido à falta do &lt;strong&gt;Orlando Bloom&lt;/strong&gt; entre os protagonistas. Apresenta ainda umas influências élficas (o arco e flechas), que me deixam curioso. Será este um anão mais tolerante em relação a elfos, que tenta fazer a ponte entre as duas culturas?&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Colocar treze homens barbudos ao lado de um homenzinho de pés peludos e de um velho ancião como protagonistas, dificilmente chamaria a atenção feminina, e o livro não tem nenhuma mulher, por isso é apenas natural que se tente tornar um ou dois anões mais chamativos para essa secção da plateia, e que se adicione uma personagem feminina, como já foi anunciado. Trata-se de uma elfo chamada &lt;em&gt;Tauriel&lt;/em&gt;, interpretada pela &lt;strong&gt;Evangeline Lilly&lt;/strong&gt;, o que cria também interesse da secção masculina, claro.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Parece-me que Peter Jackson tomou a abordagem certa. É um grande feito, conseguir individualizar no grande ecrã um grupo que facilmente seria demasiado homogéneo, e estou convencido de que Jackson o conseguirá fazer.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Estamos a caminho de um glorioso regresso à &lt;em&gt;Terra-Média&lt;/em&gt;.&lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;</content>
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