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  <title>António Leal Salvado</title>
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    <name>António Leal Salvado</name>
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  <updated>2011-08-10T17:31:02Z</updated>
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    <issued>2011-08-10T18:19:40</issued>
    <title>Eu à volta do nosso umbigo, tipo Moura Guedes a abrir o telejornal da TVI com a reportagem da peladinha entre jornalistas e publicitários</title>
    <published>2011-08-10T17:31:02Z</published>
    <updated>2011-08-10T17:31:02Z</updated>
    <content type="html">&lt;p style="text-align: justify;"&gt;O diabo é que para se servir o banquete alguém tem de arrumar a sala de jantar. E o Rogério encontrou a Pegada que tanto trabalho lhe deu a construir. O desenho, entenda-se. Para o cabeçalho da Pegada. Do blogue, entenda-se.&lt;/p&gt;
&lt;div style="float: left; width: 48%;"&gt;
&lt;p&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p&gt;Apesar da pequena contrariedade que foi a lotaria geográfica da cloud ter empurrado para a frente umas palavras da família dos cadáveres do Rogério (salvo seja), o nosso autor-fundador-mentor-designer desembaraçou-se das sombras de umas gordas patadas que lhe andavam a consumir a impaciência e já o ameaçavam a ele de esgotamento e a nós de orfandade precoce.&lt;/p&gt;
&lt;p&gt;A perfeição está connosco, Rogério. Agora, descansa sem paz.&lt;/p&gt;
&lt;/div&gt;
&lt;div style="float: right; width: 48%;"&gt;&lt;a style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;" href="http://2.bp.blogspot.com/-aVoMdi93SY4/TkKpdy2csCI/AAAAAAAAFCg/5E1zKLmTby8/s1600/-+Pegada+-+nova.jpg"&gt;&lt;img src="http://2.bp.blogspot.com/-aVoMdi93SY4/TkKpdy2csCI/AAAAAAAAFCg/5E1zKLmTby8/s200/-+Pegada+-+nova.jpg" alt="" width="200" height="89" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;div style="clear: both;"&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Estão mais que direitinhos e limpinhos. O desenho e as palavras. Os artelhos são o menos. E sempre têm o Spiegel. Na vanguarda. E as palavras arrumadas com polémica. E formando expressões simbólicas. Como o Fundão a esfumar-se entre Lisboa e Espanha (faltam os chineses). Ou a Justiça colada ao humor – e o realismo por baixo. Gostava de ver o Cavaco na ponta da biqueira, naquele sítio onde a pisadela é mais forte, tipo beata-que-se-apaga. Acho actual a meia já na ponta do calcanhar. Não acho bem o dicionário instalado na extrema direita. E não me conformo com o “não” a ser maior que a Esquerda e ambas atrás da anarquia. Espera! Não mexas mais!&lt;/p&gt;</content>
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    <issued>2011-07-18T00:36:00</issued>
    <title>Agricultura sem gravata</title>
    <published>2011-07-18T02:10:43Z</published>
    <updated>2011-07-18T02:10:43Z</updated>
    <content type="html">&lt;div style="float: left; width: 52%;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-VEvZc2yFQME/TiNxqMa0rxI/AAAAAAAAFAc/j9DmO4h3vCQ/s1600/gravata-e-bermuda.png" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" src="http://4.bp.blogspot.com/-VEvZc2yFQME/TiNxqMa0rxI/AAAAAAAAFAc/j9DmO4h3vCQ/s200/gravata-e-bermuda.png" width="115" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;[Partilhado na &lt;a href="http://pegada.blogs.sapo.pt/"&gt; &lt;span class="Apple-style-span" style="color: #990000;"&gt;&lt;b&gt;Pegada&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;]&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz-se, ainda hoje, do mistério do ar condicionado:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;" - Finalmente foi descoberta a solução para estes dias quentes de Verão: Quem não tiver ar condicionado, basta tirar a gravata. Tão simples e nunca ninguém se tinha lembrado disto!"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;" - A crise foi provocada pelos gastos do ar condicionado? Então está resolvida. O que pouparam com a solução da gravata, podem dar-nos o subsídio de Natal e o que nos diminuiram no vencimento"&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;" - A equipa agrícola do CDS tomou por paradigma o modelo do seu guru: boné, calças de ganga e beijocas às peixeiras do Mercado do Bulhão, falando do Mar, doce Mar donde nascem lavagantes para umas dezenas de gordos, chicharros para uns milhões de magros, submarinos para sabe-se lá quantos bimbos e 1,5 milhões de euros na Suiça para um finório…"&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="float: right; text-align: justify; width: 44%;"&gt;O diálogo (excerto) vem do FaceBook. O tema, aquela profunda medida de ataque à crise que foi a esconjuração das gravatas no Ministério da Agricultura, aquela luminosa descoberta de que dois graus centígrados abaixo do ar condicionado é que vive a crise, aquele patriótico exemplo de simples vestir para meter portas a dentro do ministério a aurea mediocritas dos verdes campos da nossa "arte de empobrecer alegremente"...&lt;br /&gt;Donde veio a fobia pela gravata? Simples: a equipa ministerial mandou um grupo de trabalho estudar o que é a agricultura - e o resultado foi um relatório de meia dúzia de hectares semeados, com uma multidão de lavradores com um nó ao pescoço. O grupo de trabalho esqueceu-se de explicitar que cada um dos nós ao pescoço pendia de uma árvore.&lt;br /&gt;Questão de checks and balances, que a Vida é como os alcatruzes da nora: neste caso, desapertam-se os nós ao pescoço de uns à medida que se apertam os dos outros...&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2011-06-30T01:22:00</issued>
    <title>Sempre a Economia...</title>
    <published>2011-07-18T02:10:15Z</published>
    <updated>2011-07-18T02:10:15Z</updated>
    <content type="html">&lt;div style="float: left; width: 52%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os novos ministros das Finanças e da Economia são dois ilustres “desconhecidos” – não tanto porque não tenham os seus curricula (com bom nível, ao que conheço) mas, é claro, porque não têm sido tão visíveis e televisíveis como normalmente é qualquer personalidade ministeriável hoje em dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A falta de visibilidade ou publicidade, por mim, confere aos responsáveis pelos dois super-ministérios a primeira disposição de lhes conceder o benefício da dúvida. E, diria mesmo, mais ainda: a falta de rigor e de qualidade, na vida pública e no jornalismo, se alguma coisa me ajuda, nisto de avaliar as expetativas, é a formar uma primeira boa impressão dos visados – infelizmente, a notoriedade nos media tem sido maioritariamente reservada a quem poucos méritos tem para afirmar sem publicidade. Dois super-ministros pouco “colunáveis”? Ótimo, digo eu, até ver.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois desta primeira presunção de favor, há a questão dos curricula. Quer Vitor Gaspar, quer Álvaro Santos Pereira têm uma história de vida, técnica e profissionalmente falando. E, passando os olhos pelo curriculum vitae de cada um deles, sabemos que não são iniciados – são homens da Economia estudada (veremos se trabalhada e vivida). Mais um bom prenúncio na avaliação de perfil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aos fatores quase circunstanciais de benigna expetativa dos dois ministros acrescem dois outros, menos circunstanciais e mais importantes: é da Economia portuguesa que vão tratar e vão ocupar-se dela numa conjuntura (será só conjuntura?) extremamente difícil. Razões mais que suficientes, mais que fortes para se desejar que tenham sucesso na complexa missão que aceitaram abraçar. E, se é certo o que diz a imprensa sobre terem eles sido “segundas escolhas” – por sobre estarem integrados num coletivo ministerial que é notoriamente fraco e inexperiente, no seu conjunto – então há ainda mais uma boa razão para se lhes desejar bom trabalho, até pelo dever que temos, nós simples cidadãos comuns, de agradecer a quem se disponibiliza para tomar em mãos tarefa tão espinhosa, partindo do princípio que duas personalidades com alternativa de vida profissional mais confortável merecem que à partida tomemos a sua aceitação como pura vontade de serviço público. Coisa tão rara como preciosa, nos dias que correm.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como será o ministério destes dois homens? Só uma previsão se lhes pode avançar: vai ser muito difícil. Essa é a razão por que, com a breve e modesta reflexão que noutro capítulo faço, o meu voto é de que tenham coragem, inspiração e boa sorte.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="float: right; width: 44%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Coragem, acima de tudo. Coragem dentro e fora de fronteiras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cá dentro, a margem de tolerância popular é pequena – tão gravosas são já as consequências de 37 anos de errada governação económica, tão sombrios os horizontes que a crise mundial e o domínio franco-alemão levaram ao extremo. Mas há constrangimentos internos de outra ordem. A classe económica portuguesa (falo do sector científico e técnico) é tradicionalmente medíocre, tímida e doutrinalmente facilitista e submissa e os governos dos últimos 20 anos viveram ainda na sombra do ilusório chavão de que Cavaco Silva seria uma ‘sumidade’ em matéria económica – quando os mais ilustres cultores da Economia contemporânea dizem e demonstram que o agora Presidente da República virou a economia portuguesa para o desastre quando foi Ministro das Finanças e “acumulou lixo debaixo do tapete” económico nacional quando foi primeiro-ministro. Hoje, Cavaco tem outras e mais severas funções no Estado – e continuar a projetar o desenvolvimento do país olhando de soslaio para as propostas do professor de Boliqueime pode tornar-se numa amarra fatal aos novos decisores da Economia e das Finanças. Por outro lado, à sombra do arcaísmo económico-financeiro de Cavaco abriga-se uma classe de financeiros (maxime na banca comercial) cuja ganância e desnorte causaram já danos inimagináveis à economia nacional.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Coragem no “diálogo” com Bruxelas, eis outra grave advertência que se coloca principalmente ao Ministro das Finanças. A Europa do euro parece ter os dias contados, a menos que os países periféricos se submetam a uma dependência que roça a escravidão diante dos países do “centro” – mas estes, sobretudo Alemanha e França, vão agora esticar a corda. E ao nó dos enforcados nem os escravos resistem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-d_V9tOxWc0A/TiN877Z9lJI/AAAAAAAAFAg/6Lqu-d9HBT4/s1600/001+Quadratim+no+twitter.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://1.bp.blogspot.com/-d_V9tOxWc0A/TiN877Z9lJI/AAAAAAAAFAg/6Lqu-d9HBT4/s1600/001+Quadratim+no+twitter.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both;"&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2011-06-23T19:43:00</issued>
    <title>canteiro de sentimentos</title>
    <published>2011-07-18T02:10:59Z</published>
    <updated>2011-07-18T02:10:59Z</updated>
    <content type="html">&lt;div style="float: left; width: 48%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Queria dar-te uma flor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;porque me deste este dia!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Pensei até que o faria…&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Amor perfeito seria&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;mas real, sem fantasia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;como este mundo – ou maior&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Rosa, papoila, jasmim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Leira de raso canteiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Pera, amora, pessegueiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Horta, quinta, o mundo inteiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Mas tudo vi passageiro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Matéria simples enfim&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Então do fundo de mim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Onde juntos tanto vamos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Encontrei o que plantamos:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Da semente que cuidamos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Nascem os sons que calamos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;Cantando o nosso jardim&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-Wdzsgm8NFd0/TgOEWhwnlvI/AAAAAAAAFAU/l00LbvlAJyM/s1600/-+ALS+-+assinatura.jpg" imageanchor="1" style="clear: right; float: right; margin-bottom: 1em; margin-left: 1em;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: black;"&gt;&lt;img border="0" height="43" src="http://2.bp.blogspot.com/-Wdzsgm8NFd0/TgOEWhwnlvI/AAAAAAAAFAU/l00LbvlAJyM/s200/-+ALS+-+assinatura.jpg" width="200" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Feliz aniversário&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="float: right; width: 48%;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-cwoB2iaqWTg/TgODQRRb0KI/AAAAAAAAFAQ/Y7YlxcU-nsE/s1600/com+Mimi+-+1970.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://3.bp.blogspot.com/-cwoB2iaqWTg/TgODQRRb0KI/AAAAAAAAFAQ/Y7YlxcU-nsE/s320/com+Mimi+-+1970.jpg" width="230" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-cwoB2iaqWTg/TgODQRRb0KI/AAAAAAAAFAQ/Y7YlxcU-nsE/s1600/com+Mimi+-+1970.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both;"&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2011-06-05T23:32:00</issued>
    <title>Eleições 2011 - o fim do ciclo</title>
    <published>2011-07-18T02:11:08Z</published>
    <updated>2011-07-18T02:11:08Z</updated>
    <content type="html">&lt;div style="float: left; width: 44%;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-NCMm1o-gpS4/Tewg9CmvhHI/AAAAAAAAFAE/urYfLJi6pa8/s1600/Elei%25C3%25A7%25C3%25B5es+2011.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="214" src="http://4.bp.blogspot.com/-NCMm1o-gpS4/Tewg9CmvhHI/AAAAAAAAFAE/urYfLJi6pa8/s320/Elei%25C3%25A7%25C3%25B5es+2011.png" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Votos contados, novo governo, nova maioria, viragem à direita. Tudo como se previa, tudo com a precisão que o Quadratim já ontem previa, a 24 horas das eleições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pedro Passos Coelho é o novo primeiro-ministro. O CDS de Paulo Portas assegurará o cumprimento do velho sonho de Sá Carneiro: maioria, governo, presidente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No tempo em que todos erigiram a estabilidade como a condição necessária e suficiente para bem governar, a direita portuguesa consegue pela primeira vez esse cenário extraordinariamente favorável.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="float: right; width: 52%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fim do ciclo Sócrates. O hoje vencido líder socialista assumiu pessoalmente a derrota e anunciou a sua retirada do exercício de cargos públicos e o regresso à condição de “militante socialista de base”. Fê-lo num discurso eloquente mas, sobretudo, elegante e significante, exprimindo a gratidão aos portugueses pela “extraordinária oportunidade e suprema honra” que lhe concedeu elegendo-o primeiro-ministro, salvaguardando o trabalho que os socialistas não regatearam a seu lado e reafirmando a convicção do mérito e da coragem dos portugueses para cumprirem o seu próprio destino.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;José Sócrates foi um líder marcante da política nacional – e há já quem diga que a História o colocará como o mais influente primeiro-ministro da segunda república portuguesa. Só a História, a quem Sócrates remeteu o juízo da sua actividade política, o dirá.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;embed allowfullscreen="true" allowscriptaccess="always" bgcolor="#ffffff" flashvars="image=http://img0.rtp.pt/icm/noticias/images/74/740efea8bb756954b8c9901dd6b22122_N.jpg&amp;amp;streamer=rtmp://video2.rtp.pt/flv/RTPFiles&amp;amp;file=/cacheinfon/wsocrates05wwtp_WWW_81319.mp4" height="200" src="http://tv2.rtp.pt/noticias/player.swf?image=http://img0.rtp.pt/icm/noticias/images/74/740efea8bb756954b8c9901dd6b22122_N.jpg&amp;amp;streamer=rtmp://video2.rtp.pt/flv/RTPFiles&amp;amp;file=/cacheinfon/wsocrates05wwtp_WWW_81319.mp4" type="application/x-shockwave-flash" width="246"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both;"&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2011-06-04T22:07:00</issued>
    <title>ELEIÇÕES EM PORTUGAL: Todos ganham, todos perdem</title>
    <published>2011-07-18T02:11:08Z</published>
    <updated>2011-07-18T02:11:08Z</updated>
    <content type="html">&lt;div style="float: left; width: 48%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;Ontem e hoje&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já vai longe o tempo em que esperávamos os resultados das eleições em frente do pequeno ecran. Isso era no tempo da discussão de ideologias, de programas, de competências. Esse tempo, que lá vai, deu lugar à era da previsibilidade dos resultados praticamente no início da campanha eleitoral. Hoje não se jogam no país as ideologias nem os programas – jogam-se os interesses económicos e as forças que os sustentam. O poder do capital, a capacidade de resistência dos oprimidos, os “bons serviços” da comunicação social (às ordens da classe economicamente poderosa, no país e na Europa) – estes são os factores que ditam quem fica ou quem salta para o Poder Político.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em Portugal/2011 sabe-se quase tudo, desde o início da gigantesca crise económica que as aventuras dos grandes grupos financeiros ditaram para a Europa. O desmesurado enriquecimento especulativo que desde 2003/2004 foi projectado e conseguido pelo jogo bolsista, a criação de fundos fraudulentos (no imobiliário, no petróleo, etc.) e os similares instrumentos de domínio do capital e sacrifício da Humanidade – tudo isso fez saber a quem ande de olhos abertos que a “bolha” ia estoirar a curto prazo e que, quando estoirasse, estaria chegada a hora de os capitais perdidos no jogo serem recuperados. Como? Só havia uma forma: exterminar a concorrência das pequenas e médias empresas, liquidar o comércio tradicional, levar o lucro da exploração do trabalho até ao limite.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo se tornou muito claro no período 2008/2010. Está na hora de o capitalismo regenerar a suas forças. Chegou a hora de fazer na Europa o que os EUA fizeram com Bush filho: acabou a discussão política, acabaram os devaneios da Democracia – é tempo de arranjar um qualquer fantoche que dê “rosto” ao regresso da Direita mais furiosa, mais decadente, mais desumana. A Esquerda e os movimentos sociais devem fazer uma pausa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A única dúvida. Decidem… os indecisos&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A falta de qualidade dos agentes políticos e o vazio de ideias fazem prever a máxima derrota da Democracia, que é o máximo triunfo do mundo dos interesses e das influências: a maior abstenção de sempre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A classe política continuou a desprestigiar-se. A grande maioria da população continuou a tomar consciência de que ir às urnas já não resolve nada. A campanha eleitoral foi um completo vazio de propostas. O PS fez as despesas da crise e o PSD apostou na exploração da crise. Os técnicos da propaganda encarregaram-se de acentuar o esvaziamento de ideias que lhes convinha: fulanizaram o debate, cientes de que o Poder eu estava vigente assentava no rasgo político de José Sócrates. Manuela Ferreira Leite, no comício em que participou, fez a síntese da estratégia: “não importa quem é que queremos que ganhe, importa é derrotar José Sócrates”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este o cenário adequado a fazer a mudança que o poder económico dominante na Europa determinou: o desinteresse da população mais isenta e esclarecida – isto é, o grande aumento da abstenção. A direita precisava de uma grande abstenção. E o grande vencedor nos votos vai ser, não tenhamos dúvidas, a abstenção.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fizeram-se e multiplicaram-se sondagens. Todas evidenciaram o que é evidente: PS e PSD com eleitorado genericamente fixo (30% cada um). Sabe-se, por outro lado, que, o chamado “voto aconselhado” garantirá 10% às forças mais à direita – os 10% que sempre vêm do “aconselhamento” dos padres na igreja, dos tutores nos lares de idosos, dos médicos e senhores rurais que transportam os seus “aconselhados” até às mesas de voto. Daqui decorrem uma certeza e uma dúvida. A certeza de que aquilo que vai decidir a maior ou menor expressão da vitória da direita é a atitude que tomares aqueles que nas sondagens aparecem como “indecisos”. Se estes (sobretudo os jovens e intelectuais) persistirem na aversão às urnas, teremos uma enorme abstenção – e a direita chegará com alguma facilidade à maioria absoluta (que poderá mesmo ser conseguida pelo PSD sozinho, se a abstenção chegar a perto dos 45%). Se os mais esclarecidos votarem, a direita poderá ficar “à porta” da maioria absoluta que é absolutamente indispensável aos planos da Europa ultra-liberal.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="float: right; width: 48%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;A previsão mais que plausível&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-S31V4jcyn-g/Tevx27XFn7I/AAAAAAAAFAA/yqCVnGU4CFE/s1600/31-a.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="263" src="http://4.bp.blogspot.com/-S31V4jcyn-g/Tevx27XFn7I/AAAAAAAAFAA/yqCVnGU4CFE/s320/31-a.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ganhará, em princípio, quem comanda a opinião pública – a comunicação social mais afecta aos grandes interesses económicos, que em Portugal é actualmente maioritária. Sócrates será derrotado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prognostico uma taxa de abstenção superior a 40%. Com a enorme abstenção que é de prever, a direita ganhará com confortável margem. O PSD andará pelos 40%, se o abstencionismo for o que se supõe. O PS não se afastará muito, para cima ou para baixo, dos 30%.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a pobreza de campanha que teve e a manifesta ineptidão do seu líder, a direita ficará dependente do triunfo pessoal de Paulo Portas. Ele será, a seguir ao abstencionismo, o grande vencedor desta eleição. Dele dependerá a maioria absoluta, dele dependerá a estratégia de governação (que Passos Coelho é manifestamente incapaz de delinear). Portas dirá se quer mesmo ser o primeiro-ministro de facto, como bem anunciou, ou se lhe basta derrotar Sócrates e aproveitar as benesses do poder que diz não querer mas que toda a gente sabe interessarem-lhe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;E a esquerda?&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há em Portugal, cada vez mais, duas esquerdas: a representada nos partidos políticos e a que se traduz na pureza das convicções ideológicas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O PCP e o Bloco de Esquerda perderão em toda a linha – parece inexorável. Depois da sua extraordinária subida nos últimos actos eleitorais, o BE será o mais penalizado, escapando mais o PCP ao desastre, até pela maior consistência do seu eleitorado habitual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A esquerda de convicções, aquela que se esconde nos círculos intelectuais ou se afoita nas manifestações de rua, essa terá nestas eleições uma resultante paradoxal: muito menos votos, melhores perspectivas de futuro. O estertor do capitalismo selvagem, que pôde ser travado por um PS alinhado com a Europa liberal, vai agora ser posto à prova com outro cenário – o de os socialistas estarem no seu papel natural, o de defesa das conquistas sociais que a modernidade conseguiu em Portugal e na Europa. Não será fácil aos partidos da direita imporem aos portugueses as medidas que são as suas e que prometeram ao eleitorado mais conservador.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;E &lt;/b&gt;&lt;b&gt;perde mais&lt;/b&gt;&lt;b&gt; quem mais &lt;/b&gt;&lt;b&gt;ganhou &lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cavaco, está claro. É ele quem, tendo feito todo o caminho que o seu partido traçou para chegar ao velho sonho (maioria, governo, presidente) maior sacrifício pessoal sofrerá na História. Sucedendo a homens de carácter como Ramalho Eanes, de estatura política como Mário Soares e de craveira intelectual como Jorge Sampaio, Cavaco ficará na História do país como o presidente que renunciou à suprema dignidade do seu cargo de garante do regime, aproveitando-se do cargo para colocar no poder a força política que o retirou da vulgaridade, mais do que pelos actos de dimensão moral como o da compra e venda de acções do banco que foi o covil da corrupção de costumes a que o país chegou. Afinal, no lugar que por justiça lhe cabe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both;"&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2011-04-29T17:51:00</issued>
    <title>Fundão: a contas com as Contas</title>
    <published>2011-07-18T02:11:07Z</published>
    <updated>2011-07-18T02:11:07Z</updated>
    <content type="html">&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;#39;Trebuchet MS&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Em reunião da Câmara Municipal, preocupei-me porque o Município está na situação de insolvência técnica prevista no art. 3º do Código da Insolvência.&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;#39;Trebuchet MS&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;O Presidente da Câmara considerou a minha posição "alarmante" - e disse que a dívida do Município "não é de 80 milhões, mas de 60 milhões".&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: &amp;#39;Trebuchet MS&amp;#39;, sans-serif; font-size: x-small;"&gt;&lt;b&gt;Vejamos as Contas e recordemos as réguas da tabuada...&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A Dívida Municipal&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="float: left; width: 48%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Balanço e Demonstração de Resultados elaborado pela Divisão Financeira da Câmara Municipal:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Município liberta anualmente &lt;u&gt;meios líquidos&lt;/u&gt; de cerca de &lt;b&gt;4 milhões&lt;/b&gt; de euros – e tem actualmente uma &lt;u&gt;dívida&lt;/u&gt; de mais de &lt;b&gt;83 milhões&lt;/b&gt; de euros (69.760.171 + 13.663.242 euros).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Significa isto que, com os recursos que liberta, o Município precisará de &lt;b&gt;20 anos e 6 meses&lt;/b&gt; para pagar o que deve, mantendo o rumo e a performance que tem actualmente. Para corrigir a gestão que fez nos últimos anos e fugir à falência, o Município teria de cativar todos os seus recursos líquidos, não os destinando a nada mais do que pagar a dívida que já hoje tem, durante os próximos vinte anos e meio. Para voltar a ser uma pessoa de bem com os credores, o concelho teria de “congelar” a sua vida e estagnar o seu progresso durante os próximos 5 mandatos autárquicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A esta alarmante realidade acresce uma outra, como que “fatalidade”: quem financiaria uma tamanha dívida (20 vezes mais do que podemos pagar) a um prazo tão longo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nenhum banco arriscaria tal desastre de financiamento… salvo se com a fiança do Estado. Mas, atendendo a que o nosso concelho é de dimensão média no contexto nacional, se os restantes municípios do país tiverem performance e resultados idênticos aos do Fundão, o Estado Central ficaria onerado com uma dívida de 25.000 milhões de euros – ou seja, o equivalente a 5 vezes o valor que ainda este mês problematizou a sobrevivência financeira do próprio país.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Teríamos de pedir absurdo aventureirismo, completa irracionalidade ao Estado Central.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="float: right; width: 48%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-WnVpa-Ca8uk/Tbw8mcMlBdI/AAAAAAAAE_I/ueZC6YmsT5I/s1600/003+-+Pa%25C3%25A7o.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="173" src="http://2.bp.blogspot.com/-WnVpa-Ca8uk/Tbw8mcMlBdI/AAAAAAAAE_I/ueZC6YmsT5I/s200/003+-+Pa%25C3%25A7o.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;b&gt;… e outro passivo&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Mas o passivo que encontramos nas contas do Município não é só esta gigantesca dívida de 83 milhões. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No balanço e nas contas encontramos pior – ou, pelo menos, dados mais preocupantes:&lt;br /&gt;Além dos 83 milhões que o Município deve, estão contabilizados mais &lt;b&gt;44,141 milhões&lt;/b&gt; de euros na rubrica “Proveitos Diferidos”. E o que traduz esta rubrica? Traduz fundos que o Município já recebeu e que se destinam a ser aplicados no ano seguinte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O &lt;u&gt;problema &lt;/u&gt;é que não temos nos cofres municipais esse dinheiro…&lt;br /&gt;No meu alerta para o preocupante passivo não quis ser alarmante – e não somei estes 44,141 milhões que são apenas uma ficção. Contei apenas os 83 milhões que o Município deve. Os 83 milhões que estão assumidos em contratos com os bancos, contratos com datas de pagamento, com taxas de juros, com assinatura do Presidente da Câmara ou do seu vice-presidente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both;"&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2011-03-21T02:29:00</issued>
    <title>A Geração Debutante de um País “à Rasca”</title>
    <published>2011-07-18T02:10:42Z</published>
    <updated>2011-07-18T02:10:42Z</updated>
    <content type="html">REFLEXÃO EM 4 OBSERVAÇÕES E 1 PROPOSTA&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="float: left; width: 50%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Num país em que por tudo e por nada se reúnem pessoas para tentar entrar no Guiness Book of Records, o dia 12 de Março de 2011 até poderia ter sido a data de mais um desses feitos. Terá sido a primeira vez que centenas de milhar de pessoas (pouco importando se foram 200.000 ou 300.000) marcharam na principal avenida da capital contra a desvergonha da classe política.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por iniciativa da auto-denominada “Geração à Rasca” (ironicamente uma espécie de serôdia réstea da antes chamada “Geração Rasca”) ou por aproveitamento do estado de espírito que se foi desenvolvendo por solidariedade com aquele conceito – e, para o caso, tanto faz – a notícia de que em África se desencadearam revoltas de rua a partir das redes sociais na internet, essa notícia desencadeou um crescente movimento de aproximação de pessoas de todo o país e de todas as idades, unidas por um traço comum: o descontentamento com a elite governante e a falta de soluções (ou a imposição de falsas ou nefastas soluções) para a violenta crise económica em que estão mergulhados o mundo ocidental, a Europa em particular e o País muito em especial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pode dizer-se que “em casa onde não há pão todos ralham e ninguém tem razão” – mas esta é uma explicação demasiado simples, simplista, do fenómeno. Pode lembrar-se que a cultura lusitana é e sempre foi a de procurar na inculpação de outrem a expiação da culpa que nós próprios não admitimos – mas também esta é uma saída muito rudimentar (e auto-desculpante) para desfocar o essencial deste movimento de geração quase espontânea que levou à Avenida da Liberdade mais (ou muito mais) de 200.000 pessoas. Podem todas essas explicações simplistas ter o seu quê de verdade, podem ter sido razão bastante para outros sucessos e de outras vezes – mas desta vez é diferente, há algo de diferente. Na saída de tantos portugueses à rua a 12 de Março há algo de mais sério.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="float: right; width: 44%;"&gt;&lt;strong&gt;2.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Geração e Gerações&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não são de pacífica ou líquida qualificação os atributos essenciais da geração que se diz “à rasca”. Podem ver-se nessa mole etária sonhos ou frustrações, ambição ou abulia, voluntarismo ou desistência. Quem quiser aprofundar honestamente a visão global e completa daqueles atributos desta juventude há-de ouvir e reflectir com ponderação e seriedade as análises menos transigentes, como aquela que vem na carta “Querida Geração à Rasca” que há dias recebi e transcrevo abaixo. Mas todos sabemos que os jovens que a 12 de Março vieram para a rua gritar não vieram desprovidos de motivos e razões que no nosso clima social já são demasiado presentes para serem ignorados ou menosprezados. O que moveu esses jovens – e os menos jovens, muitos, que com eles saíram à rua – foi algo de muito sério, que no tecido social português emerge generalizadamente e já vinha de trás.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já vinha de trás – e com crescente clareza – o chamado “divórcio entre os políticos e a sociedade civil”. Já esse divórcio vem em crescendo de há tempo suficiente para ser passageira moda do humor do povo. Abstenção pela vida pública, indiferença pelo progresso cultural, desleixo pela participação cívica – tudo já desde há muito que vem sendo avolumado sintoma da falta de sintonia entre o pequeno grupo que traça os destinos imediatos da Nação e a grande multidão a quem mais interessam esses destinos. Nesta multidão já quase todos vêem aquele pequeno grupo como uma corja. E o pior é que essa maneira de ver parece nunca ter sido tão lúcida.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2011-03-20T02:01:00</issued>
    <title>UMA CARTA à geração à rasca</title>
    <published>2011-07-18T02:11:14Z</published>
    <updated>2011-07-18T02:11:14Z</updated>
    <content type="html">&lt;div style="text-align: left;"&gt;[TRANSCRIÇÃO LITERAL DE UM TEXTO RECEBIDO POR E-MAIL]﻿&lt;/div&gt;&lt;div style="float: left; width: 48%;"&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;"&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Querida Geração à Rasca&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tem-me doído muito o pensamento ao pensar-te e longamente te tenho pensado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Começou por doer-me saber , de antemão, que 95% de ti não iria perceber-me, nem ao nível da linguagem, menos ainda dos conceitos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pese embora ser ferimento menor, também me custou o deboche do teu nome “ à Rasca”, porque as gerações que vos precederam cosideravam a expressão grosseira e respeitvam-se o suficiente para não lhes passar pela cabeça aplicá-la a si próprias. Mas enfim, essa é a menos grave das beliscaduras e – eu sei – há que ter em conta as mudanças do mundo. ( Claro que nunca perceberei por que é que as mudanças do mundo podem justificar o uso e abuso de linguagem tosca, agrosseirada e até o fraterno convívio com o palavrão e a obscenidade, mas essa é uma limitaçao muito minha que aqui assumo sem veleidades justifcativas).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Doeu-me depois prever que irias, irás precisar que um dos 5% ou alguém fora de ti, Geração à Rasca, fosse tradutor linguístico – da tua Língua Materna – e intérprete conceptual.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não estou a falar-te do alto de uma Geração antiquíssima, passada e passadista e retrógrada. Não. Falo-te de uma Geração Antes, bem ao teu lado, composta pelos teus irmãos mais velhos, pelos teus pais, pelos teus avós, os primos e os tios, os amigos da família, gente real e viva, e válida e dolorosamente consciente das dificuldades que enfrentas e ainda mais dolorosamente consciente da tua mediocridade aflitiva. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dessa mediocridade militante que te faz ir para a rua sem saber porquê, gritar incoerências que não sabes explicar, vazia de ideias e sem um único item de alternativas para lançar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa mediocridade que te impede de ter uma visão informada e crítica de ti mesma e dos outros, do teu país, do mundo em que vives, do universo a que pertences. Porque ocupaste toda a tua energia a alienar-te de todas essas realidades. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tua mentalidadezinha tacanha que, até agora, só reivindicou o telemóvel de duzentos euros ou mais, a roupa da marca que achas que é a única que mereces, a única que te assenta bem, a única que os pais têm obrigação de pagar, possam ou não, porque é a única que te faz sentir igualzinha a todos os que são iguaizinhos a ti, os 95% da tua geração, Geração à Rasca. A diferença, ainda que criativa, assusta-te. É também por isso que nunca afirmas gostar de uma coisa que pressintas que a massa não goste. Vais ao ponto de dizer que gostas do que, efectivamente, não te agrada muito, só para te sentires partícipe do espírito daquele colectivo de Geração à Rasca, por cuja aceitação fazes tudo. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="float: right; width: 48%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo. Começas por envergonhar-te dos pais – exactamente os que pagam as tuas sapatilhas de setenta euros, o luxo do teu telemóvel, os banhos de quarenta minutos, porque é muito ultrapassado tomar banhos de 5 ou 10 minutos e quem paga o gás não és tu, ora essa!, as pizzas que queres comer na rua, porque a comida de casa é para bimbos e velhos, a comida da mãe e a sopa era o que faltava!, as tuas saídas p’rá noite, as cervejolas e os shots, os livros de estudo, que tédio, as prendas ou o jantar de anos dos colegas, muitos por mês, então não havias de ir a todos?, a carta de condução porque te faz uma falta imensa! para conduzires o carro que não tens, mas exiges que eles te comprem um dia destes, senão entras em depressão e vão ter que pagar psicólogos e psiquiatras, ainda é pior, a excursão de fim-de-ano a não-sei-onde de Espanha, porque todos vão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Envergonhas-te dos pais, mas eles são a tua única fonte de receitas. Que pensas inesgotável. E falas-lhes com má cara, com más palavras, com desrespeito total. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também não respeitas os professores, que chatice, não ensinam nada, não é?, e tanto que tu gostarias de aprender! Tanto, que te aplicas a estudar, a esclarecer o que não compreendes, a ler e a inquirir dos mais experientes e mais velhos que mais ler, o que vale a pena, o que tem realmente interesse, que mais podes saber, como podes aprender, que fazer para chegares mais longe e mais longe ficar da ignorância… Não é assim? Não, não é assim. Não saber é o teu lema e disso fazes gala, enfeitas-te com o orgulho parvo do “não-sei-nem-quero-saber”, 95% da minha Geração não sabe e eu quero ser tal e qual, ora! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E nunca te atreves a ser tu. Até maltratas, de cambulhada com os outros iguais a ti e tu igual a eles, algum que ouse ser diferente. Ridicularizam, perseguem, humilham, agridem tudo e todo o que sair dos parâmetros acanhados do espírito de manada. Esse espírito tacanho e tosco que vos faz comportarem-se como vândalos, falar aos berros em todo o lado, dizer obscenidades como quem bebe água, vomitar sete palavrões em cada frase de cinco palavras. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando a mediocridade da tua mentalidade de rebanho te entedia, vais para a rua protestar. Contra quê? Contra tudo, claro está. Para reivindicar o quê? Não sabes. Por isso gritas inconsistências, por isso vais com os outros e nem sabes quem são, por isso estás lá porque os outros estão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não sabes por que estás lá, não sabes, sobretudo, para quê. Não vinha na SMS.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;&lt;strong&gt;"&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both;"&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2011-03-15T23:53:00</issued>
    <title>Despedida de casados</title>
    <published>2011-07-18T02:10:41Z</published>
    <updated>2011-07-18T02:10:41Z</updated>
    <content type="html">&lt;div style="float: left; width: 40%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #20124d; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;em&gt;Querido, &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #20124d; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;em&gt;Estou a escrever esta carta para dizer que te vou deixar para sempre.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #20124d; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;em&gt;Fui uma boa mulher para ti durante sete anos e não tenho nada a provar. As duas últimas semanas foram um inferno. O teu chefe chamou-me para dizer que te tinhas demitido e isto foi a última gota.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #20124d; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;em&gt;Na semana passada, chegaste a casa e não notaste que eu tinha um novo penteado e tinha ido à manicure. Cozinhei a tua refeição preferida e até usei uma nova lingerie. Chegaste a casa, comeste em dois minutos e foste dormir depois de ver o jogo.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #20124d; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;em&gt;Não me dizes que me amas. Ou me estás a enganar ou há algo muito estranho a passar-se contigo. Seja qual for o caso, vou-me embora - e é de vez.&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #20124d;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #20124d; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;em&gt;P.S. Se me quiseres encontrar, desiste. Vou com o teu irmão (sim, o Carlos, o teu irmão) para Palma de Maiorca, onde casaremos! &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #20124d; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;Assinado: &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: #20124d; font-family: Georgia, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;em&gt;A tua Ex-mulher &lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="float: right; width: 54%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Querida ex-mulher &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Li a tua carta com serenidade e alívio. É verdade que estivemos casados durante sete anos, mas dizeres que foste uma boa mulher é exagerar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejo futebol para tentar não te ouvir a resmungar a toda a hora. Realmente reparei que tinhas um novo penteado na semana passada e a primeira coisa que me veio à cabeça foi: "Parece um homem!" &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando cozinhaste a minha refeição preferida, deves ter confundido com a do meu irmão, porque deixei de comer porco há sete anos. Fui dormir porque, ao reparar que a lingerie ainda tinha a etiquete do preço, rezei que fosse uma coincidência o meu irmão ter-me pedido emprestado 50 € e a lingerie ter custado 49.99 €.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois de tudo isto, ainda pensei resolver os nossos problemas. Por isso, quando descobri que tinha ganho o Euromilhões, deixei o meu emprego e comprei dois bilhetes de avião para a Jamaica. Mas quando cheguei a casa já tinhas saído. Espero que tenhas a vida que sempre sonhaste.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O meu advogado disse-me que devido à carta que escreveste, não vais ter direito a nada. Portanto, cuida-te. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;P.S. Não sei se alguma vez te disse isto, mas o Carlos, o meu irmão, nasceu Carla. Espero que isso não seja um problema. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assinado:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Milionário Solteiro &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both;"&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2011-03-13T03:32:00</issued>
    <title>Intérpretes da Arte Sublime</title>
    <published>2011-07-18T02:10:42Z</published>
    <updated>2011-07-18T02:10:42Z</updated>
    <content type="html">&lt;div style="float: left; width: 48%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A mulher que me fez abrir os olhos e o homem que me deixou de boca aberta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou pela minha declarada e manifesta ignorância ou pela assoberbada paixão pela Música, fui com a promessa de assistir ao espectáculo de olhos fechados, da primeira vez que entrei no S. Carlos. Transigir com a mulher que escolhi para companheira era o que me levava a assistir a um bailado – e fechar os olhos dispensava-me de ver o que não me interessava e ajudava-me a concentrar os ouvidos no que achava verdadeiramente importante. O magnífico Tchaikowsky, a excelente orquestra e a incomparável acústica da sala proporcionaram-me uma soirée inesquecível. Repeti-a umas quantas vezes – sempre de olhos fechados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O bailado era, para mim, uma aprendizagem inútil. O “Lago dos Cisnes”, o “Quebra-Nozes”, o “Pássaro de Fogo”, para já não falar das inúmeras coreografias em que acompanhei os meus filhos, por dever conjugal e estímulo do amor maternal – mereceram sempre a mesma atitude: apreciar a música, a minha Música.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas um dia dos idos de 1985 ou 1986, estávamos em Madrid, o gigantesco cartaz da frontaria do Teatro no topo da Gran Via espicassou-me a curiosidade: As letras garrafais, que mais pareciam o único nome no cartaz, impediam qualquer distracção: Maya Plisetskaya, a “enorme”, a prima ballerina assoluta do Bolshoi e da sua arte! Veio-me à memória uma afirmação do mestre António Leitão, nos recuados tempos em que do palco para baixo apreciávamos os dançarinos dos bailes que para mim eram também apenas música: “dançam bem os que têm a música dentro de si mesmos”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aquela “descoberta” de Maya Plisetskaya valeu-me uma enorme admiração pelo bailado – expressão mais perfeita da musicalidade vivida com o corpo todo, como que prodigioso movimento de uma maré em que se descortinam todos os detalhes da beleza das águas. Desde então, vi a singular prima ballerina apenas em filme e por recordação dos maiores tempos dos anos 50, 60, 70; mas não me perguntem quantas vezes já “devorei” as interpretações dela de “A Morte do Cisne”, de “O Cisne Negro”, da arena da Carmen (onde a Música nos traz a beleza da capa, da espada, do cavalo e do próprio touro – como se o toureio não fosse o triste espectáculo de morte desproporcionada e injusta que é.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; float: right; width: 48%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Daquela verdadeira revelação fui andando por outros nomes e outras áreas do bailado – de Nijinsky (que nem o cinema nem o animatógrafo chegaram a tempo de nos guardar) ou Margot, a Béjart ou Pina Bausch, há uma imensidão de lentes que nos ajudam a ver a Música mais significante, mais perfeita, mais completa, mais humana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E por esse caminho encontrei Mikhail Baryshnikov. A prova de que o bailado não tem género, a demonstração de que a perfeição não é impossível, embora esteja reservada aos raros seres que pela arte sublime nos dão a evidência de que a imortalidade está acessível ao ser humano.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object height="230" width="320"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.facebook.com/v/10150208074789358" /&gt;&lt;embed src="http://www.facebook.com/v/10150208074789358" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="320" height="230"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-zzM1D-ODFmU/TX7dHEnHV5I/AAAAAAAAE-s/-41G2oBcixY/s1600/Maya+Plisetskaya.jpg" imageanchor="1" style="cssfloat: right; margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="160" q6="true" src="https://lh6.googleusercontent.com/-zzM1D-ODFmU/TX7dHEnHV5I/AAAAAAAAE-s/-41G2oBcixY/s320/Maya+Plisetskaya.jpg" width="115" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img height="96" src="https://lh6.googleusercontent.com/-zzM1D-ODFmU/TX7dHEnHV5I/AAAAAAAAE-s/-41G2oBcixY/s320/Maya+Plisetskaya.jpg" width="68" /&gt;</content>
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    <issued>2011-02-15T23:55:00</issued>
    <title>Escolas privadas: apoiar ou não?</title>
    <published>2011-07-18T02:10:12Z</published>
    <updated>2011-07-18T02:10:12Z</updated>
    <content type="html">&lt;div style="float: left; width: 44%;"&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Eras Medium ITC;"&gt;Nas últimas semanas, está em cima da mesa da discussão nacional a questão do apoio do Estado ao sector privado do ensino.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Eras Medium ITC;"&gt;Sempre com o tema da crise financeira como pano de fundo, de um lado o Governo enfoca a racionalização/redução da despesa pública, do outro os empresários do ensino particular apontam para o problema pela janela dos cortes no apoio público e da (in)sustentabilidade económica de colégios privados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left" class="separator" style="clear: both; text-align: left;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-CICaBLsA3EQ/TWxQk7ArS9I/AAAAAAAAE-g/dIggb5mrfq0/s1600/LICEU_%257E1.JPG" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="155" l6="true" src="https://lh3.googleusercontent.com/-CICaBLsA3EQ/TWxQk7ArS9I/AAAAAAAAE-g/dIggb5mrfq0/s320/LICEU_%257E1.JPG" width="280" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Eras Medium ITC;"&gt;Para quem analisa a questão livre do critério dos interesses e baseado apenas nos princípios, a linha de rumo parece elementar. A mim, parece-me (coluna ao lado).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Eras Medium ITC;"&gt;Com o estilo que é privilégio de quem tem a palavra servida por largas vias de pensamento, o Rui Pelejão fez na A.23 uma reflexão que acho dever guardar nos meus arquivos (em baixo).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="float: right; width: 52%;"&gt;&lt;strong&gt;3 passos simples de um raciocínio elementar&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Ensino é uma missão primordial do Estado. Deve ser assegurado pela administração pública a todos, gratuitamente ou a “preço político” e com a qualidade que a evolução das ciências, das tecnologias e da pedagogia permitam.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O ensino como actividade privada, enquanto actividade paralela àquela que ao Estado compete e a que o Estado está obrigado a levar a todos, deve ter todas as prerrogativas da livre iniciativa privada e só essas – não sendo de aceitar, como princípio, que a iniciativa privada receba para uma actividade empresarial e com fins lucrativos dinheiros públicos de que o Estado carece para ele próprio prosseguir objectivos de interesse público.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos casos em que o Estado não disponha de meios (estabelecimentos de ensino público) para cobrir o território e a população, e em que a missão pública seja assegurada por estabelecimentos de ensino particular, é dever do Estado proporcionar aos alunos o acesso ao Ensino em condições idênticas às daqueles que têm lugar nos estabelecimentos oficiais. Esse dever cumpre-se de uma de duas formas: ou assegurando condignos transporte e alimentação aos alunos que tenham de deslocar-se para frequentarem o Ensino Público; ou, se essa deslocação for indesejável ou injustificadamente incómoda (se, por exemplo, obrigar a percursos de mais de 25-30 Km) protocolar com as escolas privadas o acolhimento de alunos subsidiados por dinheiros públicos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Corolário do regime – excepcional e pontual – de subsidiação de alunos para estudarem em escolas privadas: que usufruam de tratamento rigorosamente igual ao dos alunos pagantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Corolário do licenciamento de escolas privadas: que os seus alunos se submetam a avaliação (no final de cada ciclo) em escolas públicas e por meio das mesmas provas a que são sujeitos os alunos do ensino público.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;--------------------------------&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2011-02-15T22:50:00</issued>
    <title>lealsalvado @ 2011-02-15T22:50:00</title>
    <published>2011-07-18T02:11:38Z</published>
    <updated>2011-07-18T02:11:38Z</updated>
    <content type="html">&lt;div style="float: left; width: 44%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A polémica em torno dos contratos de associação do Ministério da Educação com estabelecimentos de ensino privado e cooperativo é bastante reveladora dessa estranha forma de pensamento conveniente que se chama liberalismo à portuguesa. Chama-se liberalismo à mama do Estado.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Texto: Rui Pelejão Marques&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O liberalismo à portuguesa, perfilhado pelo PSD (em certos dias), pelo CDS e por muitos comentadores insuflados no seu cabotinismo cool como João Pereira Coutinho é essencialmente o liberalismo dos negócios, ou melhor, das negociatas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não é um liberalismo que defende a iniciativa privada, a livre empresa e a redução do papel do Estado a um mero regulador e titular dos órgãos de soberania. É um liberalismo que pretende que a saúde e o ensino sejam privatizados, porque entendem que a gestão privada é mais eficaz que a gestão pública.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Até aqui, tudo bem. Onde a porca do liberalismo torce o seu rabo interesseiro é que, ao que parece, o ensino privado ou a saúde privada só são viáveis se o Estado, ou seja, nós contribuintes, entremos com o dinheiro!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este liberalismo muito peculiar chama-se liberalismo subsidio-dependente. O mesmo que abomina os subsídios à cultura, os apoios à recuperação de toxicodepentes, que desconfia do rendimento mínimo. Este é o mesmo liberalismo bem pensante que se indigna quando são beliscados os interesses corporativos e empresarias que sobrevivem à gamela do Estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O caso das escolas privadas que dependem do financiamento público mostra o tipo de liberalismo que temos em Portugal. É um liberalismo de interesses, de defesa de privilégios e dos ricos, é pois um liberalismo dos trafulhas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="float: right; width: 52%;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh4.googleusercontent.com/-7PFDib-MLP8/TWxMMXDGrZI/AAAAAAAAE-c/ck--Bc0Mxxo/s1600/a23+online.png" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="36" l6="true" src="https://lh4.googleusercontent.com/-7PFDib-MLP8/TWxMMXDGrZI/AAAAAAAAE-c/ck--Bc0Mxxo/s200/a23+online.png" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Parece-me do mais elementar bom senso dizer que tendo o Estado promovido e investido recursos de uma amplitude invulgar no parque escolar, não faz sentido que esteja a duplicar o financiamento em escolas privadas, quando na mesma região existirem alternativas públicas. Defendem os liberalóides que os pais devem ter o direito de escolher a melhor escola para os seus filhos, mesmo que essa escola seja privada. Este argumento aparentemente pueril não resiste a uma pergunta simples – E se todos os pais decidirem colocar os seus filhos na melhor escola? Cabem lá todos? Como se escolhem?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Discute-se também o custo per capita de um aluno num estabelecimento privado ou numa escola pública de forma a equiparar esse custo, justificando assim o apoio que o Estado dá aos privados. Há no entanto uma pequena grande diferença que não sobrevive aos méritos da alegada boa gestão privada – é que na rede pública o último objectivo é o bem público, nas escolas privadas o objectivo é o lucro, legítimo, desde que não seja financiada pelo esforço dos contribuintes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É que, ao que parece, os colégios privados só são sustentáveis com o dinheiro dos contribuintes, e isso é uma situação inadmissível e de uma injustiça gritante que merece ser corrigida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso, apesar da gritaria de gestores, professores, paizinhos e alunos dos colégios privados, os apoios que o Estado dá para as aulinhas de golfe, piscinas aquecidas e equitação deve pura e simplesmente acabar. Quem quiser ter acesso a essas maravilhas da qualidade de ensino deve pagar por elas, porque os meninos das escolas públicas, cujos pais pagam os mesmos impostos que os outros, esses não têm. Dirão que assim se nivela por baixo. Seja, se assim se criar igualdade, essa palavra arrepiante para os liberais bem instalados na vida e que vivem com a biqueira do sapato a esfregar-se nas carpetes do poder. Por causa deste palratório ficamos pelo menos a saber que tipo de liberais temos por cá, são os da pior espécie.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;* in A,23 online, 3.Fev.2011&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both;"&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2011-02-14T00:41:00</issued>
    <title>O que nunca deve mudar em Portugal</title>
    <published>2011-07-18T02:11:31Z</published>
    <updated>2011-07-18T02:11:31Z</updated>
    <content type="html">&lt;div style="float: left; width: 48%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Artigo do Embaixador do UK ao deixar Portugal&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Expresso 18 Dez 2010)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portugueses:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro. O espírito do momento é de pessimismo, não de alegria. Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me, em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;1. A ligação intergeracional. Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;2. O lugar central da comida na vida diária. O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente etc., tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;3. A variedade da paisagem. Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;4. A tolerância. Nunca vivi num país que aceita tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;5. O café e os cafés. Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="float: right; width: 48%;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-pbAmeaFq0dc/TWxDEZ07eGI/AAAAAAAAE-Y/P2NjuNQ-MNw/s1600/m_sdat3qbandeira.bmp" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="130" l6="true" src="https://lh5.googleusercontent.com/-pbAmeaFq0dc/TWxDEZ07eGI/AAAAAAAAE-Y/P2NjuNQ-MNw/s200/m_sdat3qbandeira.bmp" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;6. A inocência. É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim-de-semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;7. Um profundo espírito de independência. Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente. Mas é e não é por acaso. No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;8. As mulheres. O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso: "Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher". Concordei tanto que me casei com uma portuguesa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo. A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes. Portugal é um paÍs ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo. As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Então, terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços. Feliz 2011&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both;"&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2011-02-13T19:46:00</issued>
    <title>Poesia, lembram-se?</title>
    <published>2011-07-18T02:10:54Z</published>
    <updated>2011-07-18T02:10:54Z</updated>
    <content type="html">&lt;div style="float: left; width: 44%;"&gt;"Mal nos conhecemos&lt;br /&gt;Inauguramos a palavra Amigo!&lt;br /&gt;Amigo é um sorriso&lt;br /&gt;De boca em boca,&lt;br /&gt;Um olhar bem limpo&lt;br /&gt;Uma casa, mesmo modesta, que se oferece.&lt;br /&gt;Um coração pronto a pulsar&lt;br /&gt;Na nossa mão!&lt;br /&gt;Amigo (recordam-se, vocês aí,&lt;br /&gt;Escrupulosos detritos?)&lt;br /&gt;Amigo é o contrário de inimigo!&lt;br /&gt;Amigo é o erro corrigido,&lt;br /&gt;Não o erro perseguido, explorado.&lt;br /&gt;É a verdade partilhada, praticada.&lt;br /&gt;Amigo é a solidão derrotada!&lt;br /&gt;Amigo é uma grande tarefa,&lt;br /&gt;Um trabalho sem fim,&lt;br /&gt;Um espaço útil, um tempo fértil,&lt;br /&gt;Amigo vai ser, é já uma grande festa!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alexandre O’Neil&lt;/div&gt;&lt;div style="float: right; width: 52%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="240" width="320"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true" /&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.facebook.com/v/10150180882049358" /&gt;&lt;embed src="http://www.facebook.com/v/10150180882049358" type="application/x-shockwave-flash" allowfullscreen="true" width="320" height="240"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both;"&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2011-02-01T20:13:00</issued>
    <title>Alta temperatura na A.R.</title>
    <published>2011-07-18T02:10:34Z</published>
    <updated>2011-07-18T02:10:34Z</updated>
    <content type="html">&lt;div style="float: left; width: 48%;"&gt;&lt;strong&gt;Parlamento de abundância&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na Assembleia da República, faz-se de 4 em 4 anos a discussão do programa do governo - e a maioria no poder mostra os seus argumentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Da última vez, uma jovem deputada socialista, acabadinha de chegar à A.R. (à procura de uma promissora carreira) quis mostrar que não é assim tão verdade que os eleitos nacionais vivem apenas à mama do Povo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com a mesma coragem com que Ramalho Eanes deu no Alentejo o peito às balas, a deputada confundiu o presidente Jaime Gama, que, quando ela pediu para intervir, declarou:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;"Tem a palavra a Senhora Decotada".&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="float: right; width: 48%;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;foto do Diário de Notícias&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;img border="0" h5="true" height="198" src="http://1.bp.blogspot.com/-T_PcO7yZAtc/TVg84iTl9XI/AAAAAAAAE-U/5Ydo_iSj7nc/s320/deputada+a+mama.jpg" width="320" /&gt; &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both;"&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2011-01-27T02:39:00</issued>
    <title>Uma nova galáxia</title>
    <published>2011-07-18T02:11:34Z</published>
    <updated>2011-07-18T02:11:34Z</updated>
    <content type="html">&lt;div style="float: left; width: 52%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Uma novidade, com 13 mil milhões de anos&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Acaba de ser descoberta uma nova galáxia. Nova, não – trata-se da mais antiga até hoje conhecida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mais distante galáxia do nosso planeta (já terá nome?) ter-se-á formado uns 480 milhões de anos depois do Big Bang. Como se estima que o “grande estrondo” (o átomo primordial) tenha ocorrido há 13,5 mil milhões de anos, esta menina que hoje passámos a conhecer tem a bonita idade de 13.000.000.000 de anos e o seu nascimento terá acontecido “apenas” 100 milhões de anos após a inicial formação de matéria, já que nos primeiros 380 milhões de anos o universo foi apenas radiação luminosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiquei curioso de saber a que distância de nós – uns milhares de anos-luz, já se sabe – está esta última descoberta dos astrónomos (apanhei a notícia a meio, no rádio do automóvel). É que queria fazer contas, para ver se ainda um dia lá dou um saltinho.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="float: right; width: 44%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ZldDFDK-eo4/TUDbDbMi-uI/AAAAAAAAE-A/77iwgSZmOTc/s1600/bigbang.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="196" s5="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_ZldDFDK-eo4/TUDbDbMi-uI/AAAAAAAAE-A/77iwgSZmOTc/s200/bigbang.jpg" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both;"&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2011-01-15T23:59:00</issued>
    <title>Sophia, Sabedoria</title>
    <published>2011-07-18T02:10:41Z</published>
    <updated>2011-07-18T02:10:41Z</updated>
    <content type="html">&lt;div style="float: left; width: 52%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cidadania traz as suas desilusões. Senti-o hoje, de modo muito agudo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por simples questão de cumprimento do dever, dei resposta a queixas de irregularidades, muitas e graves, em área da vida pública com que me comprometi. Na averiguação vi do pior. Suspeitava de que a desonestidade e a corrupção não andavam por longe – mas nunca imaginei que o despudor no compadrio, na trafulhice, no abuso de poder chegassem tão longe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chamei a atenção, solicitei que, aberta e serenamente se levasse a investigação ao pormenor que afinal tinha sido tão fácil e clarividente na minha modesta averiguação. A reacção foi lapidar: atacaram-me a mim. Ai dos que ousam pedir o esclarecimento dos factos! Apesar de eu ter usado de tom cordial, português de lei, cautelosa franqueza e disponibilidade para serena cooperação, receberam-me com insultos, ameaças, tentativas de humilhação – e tudo com linguagem baixa, destemperada, injuriosa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Levei o cumprimento do meu dever até ao fim – porque quem tem medo compra um cão. Saí de consciência serena. Mas com profunda desilusão. Não é só a desilusão de vermos que a podridão existe – é a de duvidarmos se a nossa disponibilidade, o uso do nosso escrúpulo, valerão de alguma coisa ante um polvo monstruoso, sem princípios, sem pudor, sem vergonha. Quando saía, reparei numa assistência “fiel”: uns tantos que se mostram ao “chefe”, para não serem esquecidos no momento asado – os que ali vão para fazerem o coro do encobrimento, da cumplicidade, da graxa, do arranjo. Desta vez calaram-se, que os argumentos só existiam de um lado, o lado das evidências. Desta vez murcharam. Mas não amocharam – porque não é diante da verdade que estão habituados a amochar. A verdade não lhes dá empregos de favor aos filhos, lugares parasitários a eles e aos amigos. A verdade só os incomoda, como ao “chefe”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Saí daquele ambiente podre e, desta vez, não fui logo cuidar do meu trabalho. Precisava de uns minutos de sossego. Como se quisesse esquecer o que é impossível desleixar, como se quisesse ignorar o que é imperdoável que se negligencie.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A minha companheira de sempre quis ouvir-me – mas dei-lhe poucas palavras. Uma mente sã, como a dela, merecia ser sujeita a pormenores de tanta desvergonha? Até a mim me parecia que tinha feito uma viagem no tempo, directo a um passado de obscuridade medieval, directo ao buraco negro que habita o corpo dos que não têm alma. Precisamente aqueles que ao domingo vão à hóstia e batem no peito…&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="float: right; width: 44%;"&gt;&lt;br /&gt;Ela queria ouvir-me, mas não insistiu por mais palavras minhas. Nem era preciso. Foi à estante, puxou da sua inestimável Sophia, foi direita à página que queria e leu-me meigamente:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;  &lt;br /&gt;Porque os outros se mascaram mas tu não&lt;br /&gt;Porque os outros usam a virtude &lt;br /&gt;Para comprar o que não tem perdão &lt;br /&gt;Porque os outros têm medo mas tu não &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque os outros são os túmulos caiados &lt;br /&gt;Onde germina calada a podridão. &lt;br /&gt;Porque os outros se calam mas tu não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque os outros se compram e se vendem &lt;br /&gt;E os seus gestos dão sempre dividendo. &lt;br /&gt;Porque os outros são hábeis mas tu não. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque os outros vão à sombra dos abrigos &lt;br /&gt;E tu vais de mãos dadas com os perigos. &lt;br /&gt;Porque os outros calculam mas tu não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ZldDFDK-eo4/TTmvEFuM2cI/AAAAAAAAE98/ICEVQ19XxoE/s1600/poesia.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="200" s5="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_ZldDFDK-eo4/TTmvEFuM2cI/AAAAAAAAE98/ICEVQ19XxoE/s200/poesia.gif" width="200" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both;"&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2011-01-14T13:30:00</issued>
    <title>lealsalvado @ 2011-01-14T13:30:00</title>
    <published>2011-07-18T02:11:12Z</published>
    <updated>2011-07-18T02:11:12Z</updated>
    <content type="html">&lt;div style="float: left; width: 48%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fazerei&lt;/strong&gt; – última palavra do discurso de Cavaco Silva em declarações à TSF: “nunca o fiz, nem faço, nem fazerei”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Feudalismo&lt;/strong&gt; – regime que na Idade Média assentava na trilogia de senhor absoluto, bravos cavaleiros e bestas indolentes - e que no tempo actual deu lugar ao municipalismo, mas sem bravos cavaleiros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Finta&lt;/strong&gt; – esperteza do militante que tendo conseguido um lugar político em Lisboa com o compromisso de ajudar na campanha do partido em Viana do Castelo e Faro, não comparece em Viana “pelo excesso de trabalho em Faro” e assegura em Faro que “estaria presente se não fossem as obrigações com Viana do Castelo”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Flirt&lt;/strong&gt; (flarte)– relações entre o partido do poder e o da oposição quando é necessário tomar medidas impopulares e nenhum deles quer ir a eleições.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;FNAC&lt;/strong&gt; – sítio onde há muitos dias com abundância de intelectuais e ausência de repórteres e algumas cerimónias em que acontece o contrário&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="float: right; width: 48%;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ZldDFDK-eo4/TTRFm63-MDI/AAAAAAAAE94/l-icQ2Nn5Jg/s1600/Letra+F.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_ZldDFDK-eo4/TTRFm63-MDI/AAAAAAAAE94/l-icQ2Nn5Jg/s1600/Letra+F.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Folia &lt;/strong&gt;– agenda dos primeiros quatro anos e onze meses do mandato presidencial.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Frente&lt;/strong&gt; – lugar em que os políticos estão sempre quando tudo correu bem e onde nunca estão quando algo vai correr mal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Fungagá&lt;/strong&gt; –- actividade que os santanistas desenvolvem publicamente em lugares privados durante a noite – e privadamente em lugares públicos durante o dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;NOTA: na letra "F" existe a palavra Fundão, cuja definição política não foi esquecida - como se vê desde a 1ª à última linha.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both;"&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2011-01-11T15:47:00</issued>
    <title>lealsalvado @ 2011-01-11T15:47:00</title>
    <published>2011-07-18T02:11:00Z</published>
    <updated>2011-07-18T02:11:00Z</updated>
    <content type="html">&lt;div style="float: left; width: 48%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ebulição&lt;/strong&gt; - estado em que ficou a massa cinzenta de um presidente da república quando tentaram ensiná-lo a comer bolo-rei com a boca fechada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Eco&lt;/strong&gt; - o que um presidente de câmara ouve quando chama um assessor e lhe dá na cabeça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Editor&lt;/strong&gt; - o homem que sem fazer nada ganha como se fosse um criativo, para que o criador ganhe como se não tivesse feito nada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Eficácia&lt;/strong&gt; - conduta proibida aos funcionários autárquicos, por questão de concorrência leal com os avençados.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Ego&lt;/strong&gt; - a única descoberta que se conseguiu quando se investigou se os políticos profissionais têm respeito por alguma coisa ou entidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Eh!&lt;/strong&gt; - interjeição proferida em uníssono pelo juri de um concurso de admissão de pessoal no dia em que um candidato da cor acertou uma resposta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Eixo&lt;/strong&gt; - lugar de Cavaco no movimento de rotação do planeta BPN.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Ejaculação&lt;/strong&gt; - fenómeno bio-secretor de um grande número de deputados quando na Assembleia passou a emissão do canal Panda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Elaborado&lt;/strong&gt; - o discurso de Maria Cavaco em Angola, explicando que as relações entre portugueses e angolanos consistem em "os de cá irem para lá e os de lá virem para cá".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;Emolumentos&lt;/strong&gt; - a milionésima parte do que o empreiteiro paga para lhe ser emitida a licença de construção em zona verde&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="float: right; width: 48%;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ZldDFDK-eo4/TS8fbmATl9I/AAAAAAAAE90/_m_A9IViCzM/s1600/Letra+E.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="100" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_ZldDFDK-eo4/TS8fbmATl9I/AAAAAAAAE90/_m_A9IViCzM/s200/Letra+E.jpg" width="96" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Enólogo&lt;/strong&gt; - topo da progressão na carreira de fiscal municipal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Eólicas&lt;/strong&gt; - euro-milhões das aldeias montanhosas, em que os apostadores são os residentes e os ganhadores são os presidentes de câmara.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Epopeia&lt;/strong&gt; - percurso de um candidato a lugar público sem cartão político, até descobrir que mais valia ter ficado quieto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Equestre&lt;/strong&gt; - estátua de um neo-liberal com um rei às costas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Erva&lt;/strong&gt; - o que resta a um herói sem heroína.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Espirro&lt;/strong&gt; - momento em que o corpo de um político de carreira tem actividade acima do pescoço.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Ética&lt;/strong&gt; - a agulha no palheiro da política.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Europa&lt;/strong&gt; - conto das mil e uma noites com inversão de personagens: os Ali-Babás é que são 40 e o chefe é a Alemanha.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Evaporação&lt;/strong&gt; - fenómeno que ocorre nos orçamentos autárquicos em ano de eleições.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Exumação&lt;/strong&gt; - prospecção de uma parcela de Santa Comba Dão no subsolo de Boliqueime.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Ezequiel&lt;/strong&gt; - assessor autárquico que mordeu um agente da GNR quando o orçamento municipal de Oeiras já não tinha mais fatias para morder.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both;"&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2011-01-08T18:02:00</issued>
    <title>lealsalvado @ 2011-01-08T18:02:00</title>
    <published>2011-07-18T02:10:32Z</published>
    <updated>2011-07-18T02:10:32Z</updated>
    <content type="html">&lt;div style="float: left; width: 48%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Dar&lt;/strong&gt; - verbo de significado desconhecido entre a classe política, em cuja actividade apenas aparece nas situações "dar prejuizo", "dar barraca" e "dar ordens".&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Democracia&lt;/strong&gt; - designação inventada pelos gregos no tempo de Cristo e que actualmente tem especial significado no dicionário, por ser o único lugar em que existe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Direito&lt;/strong&gt; - mal-estar que provoca a enxaqueca do dirigente autárquico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Dormir&lt;/strong&gt; - a actividade em que os políticos não praticam desonestidades, excepto quando sonham.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Drogado&lt;/strong&gt; - estado biopsíquico de um político surpreendido a falar verdade.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="float: right; width: 48%;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ZldDFDK-eo4/TS3tDTSFlJI/AAAAAAAAE9w/JF_pSX1vXD0/s1600/Letra+D.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="93" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_ZldDFDK-eo4/TS3tDTSFlJI/AAAAAAAAE9w/JF_pSX1vXD0/s100/Letra+D.jpg" width="120" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Duelo&lt;/strong&gt; - confronto eleitoral de dois presidenciáveis, um Alegre e um triste.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dúvida&lt;/strong&gt; - atitude filosófica adorada pelos que amam a perfeição e a verdade, abominada pelos dirigentes políticos e desconhecida dos seus subordinados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both;"&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2011-01-05T04:51:00</issued>
    <title>lealsalvado @ 2011-01-05T04:51:00</title>
    <published>2011-07-18T02:10:53Z</published>
    <updated>2011-07-18T02:10:53Z</updated>
    <content type="html">&lt;div style="float: left; width: 48%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Camaleão&lt;/strong&gt; - réptil de pouca estatura que na pré-História apareceu em África e no século XXI se reproduz aceleradamente nas juntas de freguesia da Cova da Beira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Centro&lt;/strong&gt; - ponto estratégico a onde todos os partidos convergem até ao dia anterior às eleições e de onde todos se afastam a partir do dia seguinte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Chatice&lt;/strong&gt; - conclusão do cidadão comum no final da sessão da Assembleia Municipal.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Cigarra&lt;/strong&gt; - animal político no formigueiro da Humanidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Clonagem&lt;/strong&gt; - último procedimento na selecção para a direcção do partido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Corporativismo&lt;/strong&gt; - regime oligárquico fundado pelo salazarismo para fazer de conta, clandestinizado pelo gonçalvismo para fazer de conta e sacralizado pelo cavaquismo para fazer as contas do BPN.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="float: right; width: 48%;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_ZldDFDK-eo4/TSft70hOGfI/AAAAAAAAE9s/6lXJtf-dL_M/s1600/Letra+C.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="100" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_ZldDFDK-eo4/TSft70hOGfI/AAAAAAAAE9s/6lXJtf-dL_M/s200/Letra+C.jpg" width="100" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Crivo&lt;/strong&gt; - momento da cor partidária na selecção de pessoal da administração pública.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Custos&lt;/strong&gt; - variável das obras públicas, traduzida matematicamente por um sistema de equações com múltiplas incógnitas, e politicamente como a condicionante com todos os limites: o limite mínimo no discurso eleitoral, o limite máximo no Tribunal de Contas, o limite da imaginação no departamento de contabilidade, o limite do segredo nas negociações com os empreiteiros concorrentes e a ausência de limites na realidade.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both;"&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2011-01-04T21:50:00</issued>
    <title>lealsalvado @ 2011-01-04T21:50:00</title>
    <published>2011-07-18T02:11:32Z</published>
    <updated>2011-07-18T02:11:32Z</updated>
    <content type="html">&lt;div style="float: left; width: 48%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Barraca&lt;/strong&gt; - descoberta do anuário do Tribunal de Contas na análise às finanças das câmaras municipais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Besta&lt;/strong&gt; - cidadão que paga todos os seus impostos, a sul de Copenhaga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Biscate&lt;/strong&gt; - atitude com que os políticos de carreira menos desonestos assumem a governação das populações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Bloqueio&lt;/strong&gt; - conclusão mais frequente dos pareceres de assessores aos pedidos de esclarecimentos feitos pelos adversários do chefe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Borga&lt;/strong&gt; - conteúdo objectivo do mandato dos administradores de empresas municipais.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="float: right; width: 48%;"&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_ZldDFDK-eo4/TSeLE7GRu2I/AAAAAAAAE9o/E8ZIzbxcQB0/s1600/letra-b.gif" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="100" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_ZldDFDK-eo4/TSeLE7GRu2I/AAAAAAAAE9o/E8ZIzbxcQB0/s200/letra-b.gif" width="95" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Broche&lt;/strong&gt; - adorno inútil usado pelas velhas damas na lapela e pelos presidentes de câmara nas empresas municipais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Bulimia&lt;/strong&gt; - atmosfera da reunião entre empreiteiros, câmara municipal e associação comercial em que foram aprovados os parquímetros.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both;"&gt;&lt;span style="font-family: Arial, Helvetica, sans-serif;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2011-01-02T16:32:00</issued>
    <title>lealsalvado @ 2011-01-02T16:32:00</title>
    <published>2011-07-18T02:11:01Z</published>
    <updated>2011-07-18T02:11:01Z</updated>
    <content type="html">&lt;div style="float: left; width: 48%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_ZldDFDK-eo4/TSUnsGx5ECI/AAAAAAAAE9k/OhUj5_7o1wc/s1600/Letra+A.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="41" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_ZldDFDK-eo4/TSUnsGx5ECI/AAAAAAAAE9k/OhUj5_7o1wc/s200/Letra+A.jpg" width="100" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Abotoar-se&lt;/strong&gt; – equívoco vitalício que os políticos adquiriram do conselho de não usarem camisa aberta ao tomarem posse do seu cargo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Acidente&lt;/strong&gt; - cheque caído do bolso de um autarca passado ao portador por um empreiteiro de obras públicas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Adjudicação &lt;/strong&gt;- acto dos processos de obras públicas que medeia entre uma pequena fortuna que já se pagou e uma grande fortuna que se vai dividir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Aerodinâmica&lt;/strong&gt; - palavra que o marketing inventou para vender carros de elevado consumo aos municípios.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Aflição&lt;/strong&gt; - estado de alma que os políticos desonestos dizem sem o sentirem e os honestos sentiriam sem o dizerem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Agricultura&lt;/strong&gt; - actividade muito semelhante a uma loiraça: ninguém quer viver com ela mas todos pensam nela quando têm fome.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Ah-Ah&lt;/strong&gt; - interjeição usada pelos políticos quando, confrontados com algo que fizeram, reagem fingindo que riem quando têm é vontade de chorar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Aio&lt;/strong&gt; - designação que antigamente se dava ao que agora se designa de assessor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Ajuda&lt;/strong&gt; - espécie de euro-milhões, em que qualquer um dá em pequena quantidade, na esperança de vir a receber em grande.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Alice&lt;/strong&gt; - menina que foi ao país em que o governo diz que vivemos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="float: right; width: 48%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Amigos&lt;/strong&gt; - única jóia em cujo uso os pobres têm supremacia, porque as que têm são verdadeiras, enquanto as dos ricos não passam de pechisbeque de imitação e de ocasião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Andarilho&lt;/strong&gt; - o que todos nós somos para os políticos: apoiam-se em nós para aprenderem a andar, mas apenas até conseguirem seguir pelo seu próprio pé.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Aorta&lt;/strong&gt; - artéria de que depende uma irrigação em sincronia com uma cava que não é a cava da horta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Apuros&lt;/strong&gt; - palavra que a Senhora Merckel pensa não existir nas línguas latinas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Aqui&lt;/strong&gt; - advérbio que significa um país onde é impossível sobreviver; AQUI E AGORA - expressão que simboliza o inferno em 2011.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Artolas&lt;/strong&gt; - miúdo que votou convencido de que lhe davam o emprego prometido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Asno&lt;/strong&gt; - sinónimo de "povo" no dialecto usado nas conversas íntimas dos políticos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Aturar&lt;/strong&gt; - atitude que os portugueses tomam quando se dispõem ouvir falar da pobreza a um presidente da república que mama 3 reformas pagas por aquilo com que a malta compra(va) os melões.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Aumento&lt;/strong&gt; - aquilo que os trabalhadores portugueses esperam quando estão com 40 graus de febre.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Avatar&lt;/strong&gt; - criação por encomenda dos presidentes de câmara para colocarem putos broncos em presidentes de junta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Axanatar&lt;/strong&gt; - governar um território do Interior por telemóvel a partir do Casino do Estoril.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Azar&lt;/strong&gt; - nascer a ocidente de Espanha.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both;"&gt;&lt;/div&gt;</content>
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    <issued>2011-01-01T23:50:00</issued>
    <title>2011</title>
    <published>2011-07-18T02:10:54Z</published>
    <updated>2011-07-18T02:10:54Z</updated>
    <content type="html">&lt;div style="float: left; width: 52%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;2011, este ano&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Meia-noite sossegada, a sós com a minha cara-metade, o pensamento no João Pedro e no Miguel e os primeiros votos por telefone – obviamente para Viseu, Lisboa e Nova Iorque.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Depois, reviver o English Bar. Ambiente idêntico ao de sempre. Registo especial da história do Psychadelic Set e dos grupos musicais que fazem a memória da música pop no século XX fundanense – em conversa com o Nuno Francisco e o Vasco Paulouro, de que nasceu (proposta deles) o primeiro projecto cultural do ano; juntar os músicos fundanenses das várias gerações, numa noite de jam session. Aprovado sem discussão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E cá está o Ano Novo, com começo em grande no “clássico” da discoteca, no sublime prazer do sofá e no (inevitável) arrumar de projectos e sonhos para 365 dias. Vi o amanhecer com uma serenidade que doou um sono profundo e feliz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O mundo&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;LOCAL – A falcatrua nos concursos fantoches para admissão de pessoal na Câmara Municipal do Fundão. Não me saem da cabeça as barbaridades que encontrei durante uma semana de audição de queixas e depoimentos. Sou um ingénuo ou anda tudo louco?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;NACIONAL – Começo o ano com um prognóstico muito positivo: reeleita em Março, Angela Merkel “agarra” o euro e apressa o fim do terrorismo financeiro da banca contra as dívidas soberanas. Fica à vista o fim desta maldita crise.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;INTERNACIONAL – Estimulante Dia da Paz ouvido em português: Dilma Rousseff, no discurso da sua posse (com uma eloquência já rara nos políticos) fez-me seu admirador. Primeiríssima prioridade, o abnegado trabalho pela erradicação da pobreza extrema e a igualdade de oportunidades. O sonho de um Brasil desenvolvido e robustamente democrático. Bravissimo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A música&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A música, claro! Som da Abertura para Leonora (nº1) de Beethoven, reminiscência do êxtase recebido da Antena 2, no auto-radiante percurso para casa. Já em sossego, procurei a interpretação de Wilhelm Furtwangler (O.F. Hamburgo, gravação de 1947) e ouvi-a atento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao amanhecer, som no máximo para recordar o melhor rock psicadélico: Emmerson, Lake and Palmer, Trilogy.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: right;"&gt;&lt;object height="85" width="110"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube-nocookie.com/v/GnOX0hQbHXE?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube-nocookie.com/v/GnOX0hQbHXE?fs=1&amp;amp;hl=pt_PT&amp;amp;rel=0&amp;amp;color1=0x5d1719&amp;amp;color2=0xcd311b" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="110" height="85"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="float: right; width: 44%;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;O voto&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro pensamento, lembrança inspiradora do Belarmino Barata e, no orgulho da qualidade humana e cívica dos meus três filhos, a seguir à meia-noite a primeira mensagem escrita e legada ao meu filho primogénito :&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“Cours, camarade, Le vieux monde est derrière toi!” (Maio 68)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A ler&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um deleite indescritível. Cumprindo o programa feito há anos, quando sedimentei a opção de José Saramago como o meu escritor de eleição: depois dos primeiros romances de que gostei (também eu tinha começado por não “atinar”) decidi que só leria O Ano da Morte de Ricardo Reis e Levantado do Chão depois de uma dúzia de leituras de Saramago. Na proximidade do Natal, “folheando” a prateleira lusófona da minha biblioteca, contei 12 romances já lidos – e coloquei as duas esperadas obras-primas na mesa de cabeceira. Li O Ano da Morte de Ricardo Reis e pensei que foi acertada a reserva. Hoje estou com Levantado do Chão – e o terço do livro que ainda me falta já não me fará mudar de ideias: esta é a mais saramaguiana obra do genial Nobel português.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;A escrever&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Dicionário Quadratim. Letra E, já a pensar no F. Que gozo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Outra vez a música&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mais do que talismã,mais do que indispensável pausa, o átomo maior no meu oxigénio: uns minutos ao piano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porque talismã, a Sonata nº14, Monschein, de Beethoven. Porque pausa, The Entertainer, de Scott Joplin. Porque oxigénio, uma passagem por melodias que têm saído do meu suor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este é mesmo o Dia da Paz.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Televisão&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lá pelas 5:30 da manhã, um zapping para fumar o cigarro da sossega. Na SIC Notícias, um dos melhores programas que já vi: um documentário sobre o Planeta Terra, esgotamento da água e aquecimento global. Fabuloso! Ainda gravei uma boa parte. Sou estúpido em me arredar tanto do pequeno ecrã…&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="clear: both;"&gt; &lt;/div&gt;</content>
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